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Ementa e Acórdão 31/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :CLAUDIONOR DA SILVA COLARES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidora pública estadual. Cargo em comissão. Licença maternidade. Prorrogação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 24 a 30/5/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9924-D412-2FAB-5A3B e senha BB2D-3DA8-9FD3-E183 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1191850 AGR / SC Brasília, 31 de maio de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9924-D412-2FAB-5A3B e senha BB2D-3DA8-9FD3-E183 Supremo Tribunal Federal ARE 1191850 AGR / SC Brasília, 31 de maio de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9924-D412-2FAB-5A3B e senha BB2D-3DA8-9FD3-E183 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 31/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :CLAUDIONOR DA SILVA COLARES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8466-91EE-30DA-C0A1 e senha 2F94-A6E0-91C4-7A0C Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :CLAUDIONOR DA SILVA COLARES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8466-91EE-30DA-C0A1 e senha 2F94-A6E0-91C4-7A0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 31/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 280/STF. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo e do Trabalho. 3. Servidora estadual. Contrato Temporário. Prorrogação de período de licença maternidade. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.098.786/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidora pública estadual. Contrato temporário. Licença maternidade. Prorrogação. Prequestionamento. Ausência. Legislação local. Ofensa reflexa. Cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação local, tampouco para o exame de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas nºs 280 e 454/STF. 3. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 280/STF. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo e do Trabalho. 3. Servidora estadual. Contrato Temporário. Prorrogação de período de licença maternidade. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.098.786/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidora pública estadual. Contrato temporário. Licença maternidade. Prorrogação. Prequestionamento. Ausência. Legislação local. Ofensa reflexa. Cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação local, tampouco para o exame de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas nºs 280 e 454/STF. 3. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1191850 AGR / SC Agravo regimental não provido.” (ARE nº 929.187/BA-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe 29/4/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL. LICENÇA MATERNIDADE. PRORROGAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. APLICAÇÃO DA SÚMULA STF 282. INAPTIDÃO DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO OU FICTO PARA ENSEJAR O CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. INTERPRETAÇÃO DA SÚMULA STF 356. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.11.2010. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão referente à prorrogação de licença maternidade de servidora pública estadual é de natureza infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. O requisito do prequestionamento obsta o conhecimento de questões constitucionais inéditas. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Súmula STF 356 e, por consequência, somente considera prequestionada a questão constitucional quando tenha sido enfrentada, de modo expresso, pelo Tribunal a quo. A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. Logo, as modalidades ditas implícita e ficta de prequestionamento não ensejam o conhecimento do apelo extremo. Aplicação da Súmula STF 282: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 707.221/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber , DJe 4/9/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Supremo Tribunal Federal ARE 1191850 AGR / SC Agravo regimental não provido.” (ARE nº 929.187/BA-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe 29/4/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL. LICENÇA MATERNIDADE. PRORROGAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. APLICAÇÃO DA SÚMULA STF 282. INAPTIDÃO DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO OU FICTO PARA ENSEJAR O CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. INTERPRETAÇÃO DA SÚMULA STF 356. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.11.2010. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão referente à prorrogação de licença maternidade de servidora pública estadual é de natureza infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. O requisito do prequestionamento obsta o conhecimento de questões constitucionais inéditas. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Súmula STF 356 e, por consequência, somente considera prequestionada a questão constitucional quando tenha sido enfrentada, de modo expresso, pelo Tribunal a quo. A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. Logo, as modalidades ditas implícita e ficta de prequestionamento não ensejam o conhecimento do apelo extremo. Aplicação da Súmula STF 282: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 707.221/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber , DJe 4/9/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1191850 AGR / SC (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Supremo Tribunal Federal ARE 1191850 AGR / SC (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 31/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) : JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA (27435/SC) ADV.(A/S) : CLAUDIONOR DA SILVA COLARES (2799/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5683-5D76-72EE-B4DE e senha 09D5-7F25-6977-52D1 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) : JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA (27435/SC) ADV.(A/S) : CLAUDIONOR DA SILVA COLARES (2799/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5683-5D76-72EE-B4DE e senha 09D5-7F25-6977-52D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750131200
2019-05-31T00:00:00
2019-06-19T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidora pública estadual. Cargo em comissão. Licença maternidade. Prorrogação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur406286
- Acórdão(s) citado(s): (PRORROGAÇÃO, LICENÇA MATERNIDADE, SERVIDOR PÚBLICO TEMPORÁRIO, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, DIREITO LOCAL) ARE 929187 AgR (2ªT), ARE 1098786 AgR (2ªT). (PRORROGAÇÃO, LICENÇA MATERNIDADE, SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, DIREITO LOCAL) ARE 707221 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/08/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1191850
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1191850 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) : JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA ADV.(A/S) : CLAUDIONOR DA SILVA COLARES
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :CLAUDIONOR DA SILVA COLARES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidora pública estadual. Cargo em comissão. Licença maternidade. Prorrogação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 24 a 30/5/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9924-D412-2FAB-5A3B e senha BB2D-3DA8-9FD3-E183 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1191850 AGR / SC Brasília, 31 de maio de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9924-D412-2FAB-5A3B e senha BB2D-3DA8-9FD3-E183 Supremo Tribunal Federal ARE 1191850 AGR / SC Brasília, 31 de maio de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9924-D412-2FAB-5A3B e senha BB2D-3DA8-9FD3-E183 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 31/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :CLAUDIONOR DA SILVA COLARES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8466-91EE-30DA-C0A1 e senha 2F94-A6E0-91C4-7A0C Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA ADV.(A/S) :CLAUDIONOR DA SILVA COLARES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8466-91EE-30DA-C0A1 e senha 2F94-A6E0-91C4-7A0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 31/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo e do Trabalho. 3. Servidora estadual. Contrato Temporário. Prorrogação de período de licença maternidade. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.098.786/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidora pública estadual. Contrato temporário. Licença maternidade. Prorrogação. Prequestionamento. Ausência. Legislação local. Ofensa reflexa. Cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação local, tampouco para o exame de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas ns 280 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo e do Trabalho. 3. Servidora estadual. Contrato Temporário. Prorrogação de período de licença maternidade. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.098.786/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidora pública estadual. Contrato temporário. Licença maternidade. Prorrogação. Prequestionamento. Ausência. Legislação local. Ofensa reflexa. Cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário não se presta para a análise da legislação local, tampouco para o exame de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas ns 280 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1191850 AGR / SC Agravo regimental não provido.” (ARE n 929.187/BA-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe 29/4/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL. LICENÇA MATERNIDADE. PRORROGAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. APLICAÇÃO DA SÚMULA Supremo Tribunal Federal 282. INAPTIDÃO DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO OU FICTO PARA ENSEJAR O CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. INTERPRETAÇÃO DA SÚMULA Supremo Tribunal Federal 356. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.11.2010. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão referente à prorrogação de licença maternidade de servidora pública estadual é de natureza infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. O requisito do prequestionamento obsta o conhecimento de questões constitucionais inéditas. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Súmula Supremo Tribunal Federal 356 e, por consequência, somente considera prequestionada a questão constitucional quando tenha sido enfrentada, de modo expresso, pelo Tribunal a quo. A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. Logo, as modalidades ditas implícita e ficta de prequestionamento não ensejam o conhecimento do apelo extremo. Aplicação da Súmula Supremo Tribunal Federal 282: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 707.221/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber , DJe 4/9/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Supremo Tribunal Federal ARE 1191850 AGR / SC Agravo regimental não provido.” (ARE n 929.187/BA-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe 29/4/16). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL. LICENÇA MATERNIDADE. PRORROGAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. APLICAÇÃO DA SÚMULA Supremo Tribunal Federal 282. INAPTIDÃO DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO OU FICTO PARA ENSEJAR O CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. INTERPRETAÇÃO DA SÚMULA Supremo Tribunal Federal 356. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.11.2010. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a discussão referente à prorrogação de licença maternidade de servidora pública estadual é de natureza infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. O requisito do prequestionamento obsta o conhecimento de questões constitucionais inéditas. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Súmula Supremo Tribunal Federal 356 e, por consequência, somente considera prequestionada a questão constitucional quando tenha sido enfrentada, de modo expresso, pelo Tribunal a quo. A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. Logo, as modalidades ditas implícita e ficta de prequestionamento não ensejam o conhecimento do apelo extremo. Aplicação da Súmula Supremo Tribunal Federal 282: ‘É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada’. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 707.221/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber , DJe 4/9/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1191850 AGR / SC (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Supremo Tribunal Federal ARE 1191850 AGR / SC (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F77-D831-E54A-7DE6 e senha 3DC9-4D4D-1375-A087 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 31/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) : JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA (27435/SC) ADV.(A/S) : CLAUDIONOR DA SILVA COLARES (2799/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5683-5D76-72EE-B4DE e senha 09D5-7F25-6977-52D1 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.850 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : TATIANA BORGES DA SILVA ADV.(A/S) : JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA (27435/SC) ADV.(A/S) : CLAUDIONOR DA SILVA COLARES (2799/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5683-5D76-72EE-B4DE e senha 09D5-7F25-6977-52D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 191 . 850", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1191850 AGR / SC", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "ARE n 1 . 098 . 786 / SP - AgR", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 280 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 098 . 786 / SP - AgR", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 280 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 929 . 187 / BA - AgR", "Súmula", "ARE n 707 . 221 / BA - AgR", "ARE 1191850 AGR / SC", "ARE n 929 . 187 / BA - AgR", "Súmula", "ARE n 707 . 221 / BA - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO AG", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "TATIANA BORGES DA SILVA", "JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA", "CLAUDIONOR DA SILVA COLARES", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "TATIANA BORGES DA SILVA", "JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA", "CLAUDIONOR DA SILVA COLARES", "DIAS TOFFOLI", "TATIANA BORGES DA SILVA", "JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA", "CLAUDIONOR DA SILVA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "TATIANA BORGES DA SILVA", "JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA", "CLAUDIONOR DA SILVA COLARES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "TATIANA BORGES DA SILVA", "JOSE FERNANDO BORGES DA SILVA", "CLAUDIONOR", "DA", "SILVA COLARES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "30", "/", "5", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "9", "/", "4", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "9", "/", "4", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "4", "/", "16", "30", ".", "11", ".", "2010", "4", "/", "9", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "4", "/", "16", "30", ".", "11", ".", "2010", "4", "/", "9", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) :CLAUDIO GOMES ROCHA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Revisão de aposentadoria. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 17 a 23/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DA9-1B92-668F-145C e senha 29A1-F586-9B61-E341 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1191105 AGR / SP Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DA9-1B92-668F-145C e senha 29A1-F586-9B61-E341 Supremo Tribunal Federal ARE 1191105 AGR / SP Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DA9-1B92-668F-145C e senha 29A1-F586-9B61-E341 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) :CLAUDIO GOMES ROCHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F959-25E7-2DEF-64E8 e senha 6430-30B2-563E-A9B1 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) :CLAUDIO GOMES ROCHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F959-25E7-2DEF-64E8 e senha 6430-30B2-563E-A9B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente bem como o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, confiram-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA RESERVA. ALTERAÇÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA. DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI nº 753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/13). “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente bem como o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, confiram-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA RESERVA. ALTERAÇÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA. DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI nº 753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/13). “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1191105 AGR / SP REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR. PENSÃO POR MORTE À FILHA SOLTEIRA, MAIOR DE 21 ANOS. LEIS NºS 9.717/1998 E 8.213/1991. PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido com relação ao prazo prescricional seriam necessários o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Precedentes. 2. Ademais, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a ausência de repercussão geral quanto ao mérito da controvérsia (RE 610.220-RG, Rel.ª Min. ª Ellen Gracie). 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento. (ARE nº 872431/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/5/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Não ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria. Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PRAZO PRESCRICIONAL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO DECRETO N. 20.910/1932. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Supremo Tribunal Federal ARE 1191105 AGR / SP REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR. PENSÃO POR MORTE À FILHA SOLTEIRA, MAIOR DE 21 ANOS. LEIS NºS 9.717/1998 E 8.213/1991. PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido com relação ao prazo prescricional seriam necessários o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Precedentes. 2. Ademais, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a ausência de repercussão geral quanto ao mérito da controvérsia (RE 610.220-RG, Rel.ª Min. ª Ellen Gracie). 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento. (ARE nº 872431/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/5/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ofensa ao art. 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Não ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria. Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PRAZO PRESCRICIONAL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO DECRETO N. 20.910/1932. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1191105 AGR / SP PROVIMENTO” (ARE nº 776.908/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 10/2/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Supremo Tribunal Federal ARE 1191105 AGR / SP PROVIMENTO” (ARE nº 776.908/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 10/2/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) : CLAUDIO GOMES ROCHA (343260/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 242A-8C72-F8F2-F421 e senha C4A0-69DE-43F3-8672 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) : CLAUDIO GOMES ROCHA (343260/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 242A-8C72-F8F2-F421 e senha C4A0-69DE-43F3-8672 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750117265
2019-05-24T00:00:00
2019-06-17T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Revisão de aposentadoria. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur406055
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA, REVISÃO, PRESCRIÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 753881 AgR (1ªT), ARE 781423 AgR (1ªT). (PENSÃO POR MORTE, PRESCRIÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 872431 ED (1ªT). (PRAZO PRESCRICIONAL, REEXAME, FATO, PROVA, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 776908 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/08/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1191105
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1191105 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) : CLAUDIO GOMES ROCHA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) :CLAUDIO GOMES ROCHA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Revisão de aposentadoria. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 17 a 23/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DA9-1B92-668F-145C e senha 29A1-F586-9B61-E341 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1191105 AGR / SP Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DA9-1B92-668F-145C e senha 29A1-F586-9B61-E341 Supremo Tribunal Federal ARE 1191105 AGR / SP Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DA9-1B92-668F-145C e senha 29A1-F586-9B61-E341 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) :CLAUDIO GOMES ROCHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F959-25E7-2DEF-64E8 e senha 6430-30B2-563E-A9B1 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) :CLAUDIO GOMES ROCHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F959-25E7-2DEF-64E8 e senha 6430-30B2-563E-A9B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente bem como o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, confiram-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA RESERVA. ALTERAÇÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA. DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n 753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/13). “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente bem como o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, confiram-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR DA RESERVA. ALTERAÇÃO DO ATO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO. OCORRÊNCIA. DECRETO-LEI 20.910/32. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.5.2008. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n 753.881/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/6/13). “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1191105 AGR / SP REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR. PENSÃO POR MORTE À FILHA SOLTEIRA, MAIOR DE 21 ANOS. LEIS nS 9.717/1998 E 8.213/1991. PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido com relação ao prazo prescricional seriam necessários o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Precedentes. 2. Ademais, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a ausência de repercussão geral quanto ao mérito da controvérsia (Recurso Extraordinário 610.220-RG, Rel. Min. Ellen Gracie). 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento. (ARE n 872431/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/5/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Não ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria. Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PRAZO PRESCRICIONAL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO DECRETO N. 20.910/1932. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Supremo Tribunal Federal ARE 1191105 AGR / SP REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MILITAR. PENSÃO POR MORTE À FILHA SOLTEIRA, MAIOR DE 21 ANOS. LEIS nS 9.717/1998 E 8.213/1991. PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido com relação ao prazo prescricional seriam necessários o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Precedentes. 2. Ademais, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a ausência de repercussão geral quanto ao mérito da controvérsia (Recurso Extraordinário 610.220-RG, Rel. Min. Ellen Gracie). 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento. (ARE n 872431/SP-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 21/5/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ofensa ao art. 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal. Não ocorrência. Administrativo. Servidor público. Aposentadoria. Revisão. Prescrição. Verificação. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pela Corte de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 781.423/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PRAZO PRESCRICIONAL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO DECRETO N. 20.910/1932. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1191105 AGR / SP PROVIMENTO” (ARE n 776.908/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 10/2/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Supremo Tribunal Federal ARE 1191105 AGR / SP PROVIMENTO” (ARE n 776.908/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 10/2/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CBDD-3F97-25EE-F9B9 e senha 1913-8A30-2C58-D18F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) : CLAUDIO GOMES ROCHA (343260/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 242A-8C72-F8F2-F421 e senha C4A0-69DE-43F3-8672 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.105 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : WILMA APARECIDA FIGUEIRAS ADV.(A/S) : CLAUDIO GOMES ROCHA (343260/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 242A-8C72-F8F2-F421 e senha C4A0-69DE-43F3-8672 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 191 . 105", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1191105 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 desta Corte", "AI n 753 . 881 / DF - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "AI n 753 . 881 / DF - AgR", "ARE 1191105 AGR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 610 . 220 - RG", "ARE n 872431 / SP - ED", "Súmulas ns 636", "ARE n 781 . 423 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 610 . 220 - RG", "ARE n 872431 / SP - ED", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 781 . 423 / RJ - AgR", "ARE 1191105 AGR / SP", "ARE n 776 . 908 / DF - AgR", "ARE 1191105 AGR / SP", "ARE n 776 . 908 / DF - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 20 . 910 / 32", "CONSTITUIÇÃO", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 20 . 910 / 32", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS nS 9 . 717 / 1998", "8", ".", "213", "/", "1991", "art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal", "DECRETO N . 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS nS 9 . 717 / 1998", "8", ".", "213", "/", "1991", "art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal", "DECRETO N . 20 . 910 / 1932", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , §", "11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "SÃO", "PREVIDÊNCIA", "SPPREV", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SPPREV", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "WILMA APARECIDA FIGUEIRAS", "CLAUDIO GOMES ROCHA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "WILMA APARECIDA FIGUEIRAS", "CLAUDIO GOMES ROCHA", "DIAS TOFFOLI", "WILMA APARECIDA FIGUEIRAS", "CLAUDIO GOMES ROCHA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Ellen Gracie", "Roberto Barroso", "Ellen Gracie", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "WILMA APARECIDA FIGUEIRAS", "CLAUDIO GOMES ROCHA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "WILMA APARECIDA FIGUEIRAS", "CLAUDIO GOMES ROCHA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2019", "17", "23", "/", "5", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "08", ".", "5", ".", "2008", "5", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "08", ".", "5", ".", "2008", "5", "/", "6", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "6", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "6", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "2", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) :TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) :CICERO PAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal. Não cabimento. Questões remanescentes. Cabimento. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC). 3. Embora cabível o agravo previsto no art. 1.042 do CPC quanto às questões remanescentes, não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F2B-FE5C-6361-54D6 e senha E4E6-E130-D759-5196 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1190613 AGR / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 17 a 23/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F2B-FE5C-6361-54D6 e senha E4E6-E130-D759-5196 Supremo Tribunal Federal ARE 1190613 AGR / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 17 a 23/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F2B-FE5C-6361-54D6 e senha E4E6-E130-D759-5196 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) :TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) :CICERO PAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4FB-CEA8-DC5C-8B77 e senha 89B8-5BCF-B8B0-4BE9 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) :TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) :CICERO PAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4FB-CEA8-DC5C-8B77 e senha 89B8-5BCF-B8B0-4BE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI nº 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI nº 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190613 AGR / RS que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (CPC, art. 1.030, § 2º); e agravo do art. 1.042 do CPC quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do CPC quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Supremo Tribunal Federal ARE 1190613 AGR / RS que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (CPC, art. 1.030, § 2º); e agravo do art. 1.042 do CPC quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do CPC quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190613 AGR / RS equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11)” (ARE nº 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl nº 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/STF OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (CPC, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Supremo Tribunal Federal ARE 1190613 AGR / RS equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11)” (ARE nº 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl nº 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/STF OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (CPC, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190613 AGR / RS DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE nº 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Confiram-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional e Ambiental. Ação civil pública. Construção irregular. Área de preservação permanente. Princípio da proporcionalidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE nº 1.176.855/PR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 15/4/19). “DIREITO AMBIENTAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PROTEÇÃO AMBIENTAL. DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18, Lei nº 7.347/1985). 3. Agravo interno a que se nega 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Supremo Tribunal Federal ARE 1190613 AGR / RS DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE nº 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Confiram-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional e Ambiental. Ação civil pública. Construção irregular. Área de preservação permanente. Princípio da proporcionalidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE nº 1.176.855/PR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 15/4/19). “DIREITO AMBIENTAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PROTEÇÃO AMBIENTAL. DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18, Lei nº 7.347/1985). 3. Agravo interno a que se nega 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190613 AGR / RS provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE nº 1.139.337/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.5.2017. LOTEAMENTO URBANO. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL. IRREGULARIDADE. DETERMINAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. 1. Por ser necessário o reexame de normas de estatura infraconstitucional para que se conclua pela existência das violações apontadas, eventual ofensa ao texto constitucional acaso verificada ocorreria, quando muito, por via reflexa ou oblíqua, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. 2. A análise da questão apresentada depende da apreciação de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, por se tratar de recurso oriundo de ação civil pública.” (ARE nº 1.030.517/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 30/5/18). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Supremo Tribunal Federal ARE 1190613 AGR / RS provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE nº 1.139.337/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.5.2017. LOTEAMENTO URBANO. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL. IRREGULARIDADE. DETERMINAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. 1. Por ser necessário o reexame de normas de estatura infraconstitucional para que se conclua pela existência das violações apontadas, eventual ofensa ao texto constitucional acaso verificada ocorreria, quando muito, por via reflexa ou oblíqua, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. 2. A análise da questão apresentada depende da apreciação de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, por se tratar de recurso oriundo de ação civil pública.” (ARE nº 1.030.517/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 30/5/18). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) :TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) :CICERO PAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2º, do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A62-730F-AFE5-69CF e senha 6F6C-73A3-9FC5-DF45 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) :TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) :CICERO PAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2º, do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A62-730F-AFE5-69CF e senha 6F6C-73A3-9FC5-DF45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) : TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) : CICERO PAIVA (31916/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-0671-70B6-1C6F e senha 41B4-A37C-B5A6-0DA1 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) : TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) : CICERO PAIVA (31916/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-0671-70B6-1C6F e senha 41B4-A37C-B5A6-0DA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750117261
2019-05-24T00:00:00
2019-06-17T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal. Não cabimento. Questões remanescentes. Cabimento. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC). 3. Embora cabível o agravo previsto no art. 1.042 do CPC quanto às questões remanescentes, não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.
sjur406051
- Acórdão(s) citado(s): (QUESTIONAMENTO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL, TRIBUNAL DE ORIGEM) AI 760358 QO (TP), ARE 1115707 AgR (1ªT), ARE 1128701 AgR (2ªT), Rcl 29093 AgR (1ªT). (ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 1030517 AgR (2ªT), ARE 1139337 AgR (1ªT), ARE 1176855 AgR (TP). Número de páginas: 10. Análise: 05/08/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1190613
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004 ART-01030 PAR-00002 \n ART-01042\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1190613 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) : TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) : CICERO PAIVA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) :TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) :CICERO PAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal. Não cabimento. Questões remanescentes. Cabimento. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil). 3. Embora cabível o agravo previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto às questões remanescentes, não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F2B-FE5C-6361-54D6 e senha E4E6-E130-D759-5196 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1190613 AGR / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 17 a 23/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F2B-FE5C-6361-54D6 e senha E4E6-E130-D759-5196 Supremo Tribunal Federal ARE 1190613 AGR / RS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 17 a 23/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F2B-FE5C-6361-54D6 e senha E4E6-E130-D759-5196 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) :TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) :CICERO PAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4FB-CEA8-DC5C-8B77 e senha 89B8-5BCF-B8B0-4BE9 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) :TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) :CICERO PAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4FB-CEA8-DC5C-8B77 e senha 89B8-5BCF-B8B0-4BE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190613 AGR / RS que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...); e agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Supremo Tribunal Federal ARE 1190613 AGR / RS que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...); e agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190613 AGR / RS equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)” (ARE n 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl n 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5..., XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (Código de Processo Civil, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Supremo Tribunal Federal ARE 1190613 AGR / RS equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)” (ARE n 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl n 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5..., XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (Código de Processo Civil, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190613 AGR / RS DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE n 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Confiram-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional e Ambiental. Ação civil pública. Construção irregular. Área de preservação permanente. Princípio da proporcionalidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE n 1.176.855/PR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 15/4/19). “DIREITO AMBIENTAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PROTEÇÃO AMBIENTAL. DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18, Lei n 7.347/1985). 3. Agravo interno a que se nega 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Supremo Tribunal Federal ARE 1190613 AGR / RS DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE n 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Confiram-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional e Ambiental. Ação civil pública. Construção irregular. Área de preservação permanente. Princípio da proporcionalidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE n 1.176.855/PR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 15/4/19). “DIREITO AMBIENTAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PROTEÇÃO AMBIENTAL. DEGRADAÇÃO AMBIENTAL EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional aplicada ao caso, bem como o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (arts. 17 e 18, Lei n 7.347/1985). 3. Agravo interno a que se nega 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190613 AGR / RS provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE n 1.139.337/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.5.2017. LOTEAMENTO URBANO. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL. IRREGULARIDADE. DETERMINAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Por ser necessário o reexame de normas de estatura infraconstitucional para que se conclua pela existência das violações apontadas, eventual ofensa ao texto constitucional acaso verificada ocorreria, quando muito, por via reflexa ou oblíqua, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. 2. A análise da questão apresentada depende da apreciação de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4.... Inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, por se tratar de recurso oriundo de ação civil pública.” (ARE n 1.030.517/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 30/5/18). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Supremo Tribunal Federal ARE 1190613 AGR / RS provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE n 1.139.337/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 12/11/18). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.5.2017. LOTEAMENTO URBANO. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL. IRREGULARIDADE. DETERMINAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Por ser necessário o reexame de normas de estatura infraconstitucional para que se conclua pela existência das violações apontadas, eventual ofensa ao texto constitucional acaso verificada ocorreria, quando muito, por via reflexa ou oblíqua, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. 2. A análise da questão apresentada depende da apreciação de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4.... Inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, por se tratar de recurso oriundo de ação civil pública.” (ARE n 1.030.517/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 30/5/18). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9060-AE6D-37E4-1F45 e senha BBA2-1507-5281-5C5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) :TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) :CICERO PAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A62-730F-AFE5-69CF e senha 6F6C-73A3-9FC5-DF45 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) :TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) :CICERO PAIVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A62-730F-AFE5-69CF e senha 6F6C-73A3-9FC5-DF45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) : TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) : CICERO PAIVA (31916/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-0671-70B6-1C6F e senha 41B4-A37C-B5A6-0DA1 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.613 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA AGTE.(S) : TACOSOLA BORRACHAS LTDA ADV.(A/S) : CICERO PAIVA (31916/RS) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-0671-70B6-1C6F e senha 41B4-A37C-B5A6-0DA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 190 . 613", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1190613 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 190 . 613", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 760 . 358 - QO", "AI n 760 . 358 - QO", "ARE 1190613 AGR / RS", "ARE 1190613 AGR / RS", "ARE 1190613 AGR / RS", "ARE n 1 . 115 . 707 / RS - AgR", "Rcl n 29 . 093 / GO - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 115 . 707 / RS - AgR", "Rcl n 29 . 093 / GO - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1190613", "ARE n 1 . 128 . 701 / RS - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 176 . 855 / PR - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1190613 AGR", "ARE n 1 . 128 . 701 / RS - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 176 . 855 / PR - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1190613 AGR / RS", "ARE n 1 . 139 . 337 / SP - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 030 . 517 / SP - AgR", "ARE 1190613 AGR / RS", "ARE n 1 . 139 . 337 / SP - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 030 . 517 / SP - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil 2015", "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2 . .", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil 2015", "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2 . . .", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , I", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , § 2 . . .", "ART . 93 , IX , DA CARTA MAGNA", "Código de Processo Civil , ART . 1 . 042 , CAPUT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , I", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , § 2 . . .", "ARTS . 5 . . . , XXXV E LV , E", "93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil , ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "arts . 17 e 18 , Lei n 7 . 347 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "arts . 17 e 18 , Lei n 7 . 347 / 1985", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 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Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "EMBOR PARTICIPACOES SOCIETARIAS LTDA", "TACOSOLA BORRACHAS LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TACOSOLA BORRACHAS LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Pleno", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL 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TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "MARCO AURÉLIO", "CICERO PAIVA", "MARCO AURÉLIO", "TACOSOLA BORRACHAS", "CICERO PAIVA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "CICERO PAIVA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "23", "/", "5", "/", "2019", "24 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "23", "/", 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Ementa e Acórdão 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) :MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME DE INJÚRIA RACIAL. IMPRESCRITIBILIDADE. REITERAÇÃO DE PEDIDO DENEGADO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. A questão central submetida ao Tribunal neste habeas corpus já foi enfrentada tanto no HC 130.104, Relª. Minª. Cármen Lúcia, quanto no ARE 983.531, Rel. Min. Luís Roberto Barroso. Feitos em que a pretensão defensiva não foi acolhida por decisões transitadas em julgado. 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (STF) é no sentido de que “a mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus.” (HC 118.043-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 3. A Primeira Turma do STF, ao rejeitar os Embargos Declaratórios no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo nº 983.531, pronunciou, à unanimidade de votos, o trânsito em julgado da condenação objeto desta impetração. Quadro processual que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79C4-333D-3C1D-7B53 e senha 2C57-80CF-F492-D509 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 142583 AGR / DF Brasília, 24 a 30 de maio de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79C4-333D-3C1D-7B53 e senha 2C57-80CF-F492-D509 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF Brasília, 24 a 30 de maio de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79C4-333D-3C1D-7B53 e senha 2C57-80CF-F492-D509 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) :MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se ação de habeas corpus cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, inciso III, a, da Constituição Federal, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INJÚRIA RACIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. EXISTÊNCIA NOS AUTOS DE CERTIDÃO EMITIDA POR SERVENTUÁRIO DA JUSTIÇA ABRINDO PRAZO PARA A RESPOSTA AO REFERIDO RECURSO. TEMPESTIVIDADE DO AGRAVO AFERIDA EM CONFORMIDADE COM A SÚMULA N.448 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF. DECISÃO EXTRA PETITA. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO DE ARTIGOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE EM RECURSO ESPECIAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) :MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se ação de habeas corpus cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, inciso III, a, da Constituição Federal, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INJÚRIA RACIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. EXISTÊNCIA NOS AUTOS DE CERTIDÃO EMITIDA POR SERVENTUÁRIO DA JUSTIÇA ABRINDO PRAZO PARA A RESPOSTA AO REFERIDO RECURSO. TEMPESTIVIDADE DO AGRAVO AFERIDA EM CONFORMIDADE COM A SÚMULA N.448 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF. DECISÃO EXTRA PETITA. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO DE ARTIGOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE EM RECURSO ESPECIAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 142583 AGR / DF IMPRESCRITIBILIDADE DO DELITO DE INJÚRIA RACIAL. DECADÊNCIA. INEXISTÊNCIA, IN CASU. RECURSO DESPROVIDO. 1. Não há que se falar em cerceamento de defesa, porquanto consta dos autos documento assinado por serventuário da justiça certificando que, em 22.1.2015, as partes foram intimadas para responderem, no prazo de 5 (cinco) dias, o recurso de agravo em recurso especial. 2. O agravo é tempestivo, pois consoante a Súmula n.448 do Supremo Tribunal Federal: 'O prazo para o assistente recorrer, supletivamente, começa a correr imediatamente após o transcurso do prazo do Ministério Público.' In casu , sequer consta nos autos a informação de que o Ministério Público tenha sido intimado pessoalmente da decisão que inadmitiu o recurso especial. 3. O recurso da parte adversa traz tópico específico acerca da prescrição, não havendo que se falar em decisão extra petita, no ponto. 4. Não cabe, na via do recurso especial, a análise de suposta violação de artigos da Constituição Federal. De acordo com o magistério de Guilherme de Souza Nucci, com o advento da Lei n. 9.459/97, introduzindo a denominada injúria racial, criou-se mais um delito no cenário do racismo, portanto, imprescritível, inafiançável e sujeito à pena de reclusão. 5. A injúria racial é crime instantâneo, que se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento do teor da ofensa. No presente caso a matéria ofensivo foi postada e permaneceu disponível na internet por largo tempo, não sendo possível descartar a veracidade do que alegou a vítima, vale dizer, que dela se inteirou tempos após a postagem (elidindo-se a decadência). O ônus de provar o contrário é do ofensor. 6. A dúvida sobre o termo inicial da contagem do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF IMPRESCRITIBILIDADE DO DELITO DE INJÚRIA RACIAL. DECADÊNCIA. INEXISTÊNCIA, IN CASU. RECURSO DESPROVIDO. 1. Não há que se falar em cerceamento de defesa, porquanto consta dos autos documento assinado por serventuário da justiça certificando que, em 22.1.2015, as partes foram intimadas para responderem, no prazo de 5 (cinco) dias, o recurso de agravo em recurso especial. 2. O agravo é tempestivo, pois consoante a Súmula n.448 do Supremo Tribunal Federal: 'O prazo para o assistente recorrer, supletivamente, começa a correr imediatamente após o transcurso do prazo do Ministério Público.' In casu , sequer consta nos autos a informação de que o Ministério Público tenha sido intimado pessoalmente da decisão que inadmitiu o recurso especial. 3. O recurso da parte adversa traz tópico específico acerca da prescrição, não havendo que se falar em decisão extra petita, no ponto. 4. Não cabe, na via do recurso especial, a análise de suposta violação de artigos da Constituição Federal. De acordo com o magistério de Guilherme de Souza Nucci, com o advento da Lei n. 9.459/97, introduzindo a denominada injúria racial, criou-se mais um delito no cenário do racismo, portanto, imprescritível, inafiançável e sujeito à pena de reclusão. 5. A injúria racial é crime instantâneo, que se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento do teor da ofensa. No presente caso a matéria ofensivo foi postada e permaneceu disponível na internet por largo tempo, não sendo possível descartar a veracidade do que alegou a vítima, vale dizer, que dela se inteirou tempos após a postagem (elidindo-se a decadência). O ônus de provar o contrário é do ofensor. 6. A dúvida sobre o termo inicial da contagem do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 142583 AGR / DF prazo decadencial, na hipótese, deve ser resolvida em favor do processo. Agravo Regimental desprovido." 2. Este habeas corpus retoma a discussão travada no recurso extraordinário que pedia a reforma de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que estendeu ao crime de injúria racial (art. 140. § 3º, do Código Penal), pelo qual foi o recorrente condenado, a imprescritibilidade de que cuida o art. 5º, XLII, da Constituição Federal e que teve seu seguimento obstado pela negativa de seguimento por mim determinada nos autos do ARE 983.531. 3. No caso destes e daqueles autos, o recorrente, jornalista, foi denunciado por dois fatos - consistentes em matérias jornalísticas publicadas em um blog mantido pelo recorrente -, a partir de notitia criminis apresentada pelo ofendido, também jornalista, pelos crimes previstos no art. 20, § 2º, da Lei nº 7.716/89, por duas vezes (dois resultados referentes ao mesmo fato), e 140, § 3º, do Código Penal, com a causa de aumento de que cuida o art. 141, III, do mesmo diploma legal. Em primeiro grau, o magistrado promoveu a emenda do libelo para desclassificar o crime de racismo, por duas vezes, para o de injúria racial, por uma única vez; e, ato contínuo, julgou extinta a punibilidade do agente pela decadência (art. 107, IV, do CP) considerado tratar-se o de crime de injúria racial de crime de ação penal pública condicionada à representação que, embora existente, teria sido intempestiva. 4. Quanto à segunda imputação de crime de injúria racial (140, § 3º, do Código Penal), o juízo de primeiro grau absolveu o ora requerente por falta de provas (art. 386, III, do CPP). 5. Em Apelação, foram mantidas a absolvição parcial e a desclassificação do crime de racismo para o de injúria racial, afastando-se, no entanto, a extinção da punibilidade pela decadência. Em sede de embargos infringentes, manteve-se o afastamento da decadência, embora o Tribunal de Justiça tenha declarado extinta a punibilidade por outro fundamento, qual 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF prazo decadencial, na hipótese, deve ser resolvida em favor do processo. Agravo Regimental desprovido." 2. Este habeas corpus retoma a discussão travada no recurso extraordinário que pedia a reforma de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que estendeu ao crime de injúria racial (art. 140. § 3º, do Código Penal), pelo qual foi o recorrente condenado, a imprescritibilidade de que cuida o art. 5º, XLII, da Constituição Federal e que teve seu seguimento obstado pela negativa de seguimento por mim determinada nos autos do ARE 983.531. 3. No caso destes e daqueles autos, o recorrente, jornalista, foi denunciado por dois fatos - consistentes em matérias jornalísticas publicadas em um blog mantido pelo recorrente -, a partir de notitia criminis apresentada pelo ofendido, também jornalista, pelos crimes previstos no art. 20, § 2º, da Lei nº 7.716/89, por duas vezes (dois resultados referentes ao mesmo fato), e 140, § 3º, do Código Penal, com a causa de aumento de que cuida o art. 141, III, do mesmo diploma legal. Em primeiro grau, o magistrado promoveu a emenda do libelo para desclassificar o crime de racismo, por duas vezes, para o de injúria racial, por uma única vez; e, ato contínuo, julgou extinta a punibilidade do agente pela decadência (art. 107, IV, do CP) considerado tratar-se o de crime de injúria racial de crime de ação penal pública condicionada à representação que, embora existente, teria sido intempestiva. 4. Quanto à segunda imputação de crime de injúria racial (140, § 3º, do Código Penal), o juízo de primeiro grau absolveu o ora requerente por falta de provas (art. 386, III, do CPP). 5. Em Apelação, foram mantidas a absolvição parcial e a desclassificação do crime de racismo para o de injúria racial, afastando-se, no entanto, a extinção da punibilidade pela decadência. Em sede de embargos infringentes, manteve-se o afastamento da decadência, embora o Tribunal de Justiça tenha declarado extinta a punibilidade por outro fundamento, qual 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 142583 AGR / DF seja, a prescrição pela pena em concreto. 6. Foram interpostos recursos especial e extraordinário pelo ora recorrente, pelo Ministério Público e pela assistência da acusação. O recurso especial manejado pela assistência da acusação, o ofendido, foi provido monocraticamente no Superior Tribunal de Justiça para reconhecer a imprescritibilidade do crime de injúria racial, estendendo a este delito a imprescritibilidade de que cuida o art. 5º, XLII, da Constituição Federal. Esta decisão foi mantida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça em sede de Agravo Regimental. Os demais recursos foram inadmitidos. 7. Desta decisão, proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, foi interposto o presente recurso extraordinário, inadmitido na origem ao fundamento de versar matéria infraconstitucional, porquanto a discussão de eventual ofensa ao inciso XLII do art. 5º da Constituição da República [...] demandaria o exame de legislação infraconstitucional atinente à espécie, em especial o Código Penal, a Lei nº 7.716/89 e nº 9.459/97 . (e-STJ fls. 2.777) 8. É o que releva relatar. Decido. 9. A questão submetida ao Tribunal nos autos desta ação de habeas corpus já foi enfrentada tanto no HC 130.104, sob relatoria da Min. Carmen Lúcia; quanto no ARE 983.531, sob minha relatoria, impugnado pela via dos embargos de declaração, recurso que ainda pende de julgamento. 10. Naqueles autos, os do ARE 983.531, o tema objeto da controvérsia foi considerado infraconstitucional, e como consequência mantida a decisão do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Ali restou consignado que não ser possível se rediscutir a matéria sem revolver os fatos para que se chegue à conclusão diversa da encontrada pelo Superior Tribunal de Justiça . 11. Feitos estes esclarecimentos, tem-se que a presente impetração demonstra, tão-somente, a irresignação do ora Paciente com a decisão proferida nos autos do ARE 983.531, não revelando qualquer ilegalidade ou abuso de poder que reclame a concessão da ordem pleiteada. No ponto, de se destacar que a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF seja, a prescrição pela pena em concreto. 6. Foram interpostos recursos especial e extraordinário pelo ora recorrente, pelo Ministério Público e pela assistência da acusação. O recurso especial manejado pela assistência da acusação, o ofendido, foi provido monocraticamente no Superior Tribunal de Justiça para reconhecer a imprescritibilidade do crime de injúria racial, estendendo a este delito a imprescritibilidade de que cuida o art. 5º, XLII, da Constituição Federal. Esta decisão foi mantida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça em sede de Agravo Regimental. Os demais recursos foram inadmitidos. 7. Desta decisão, proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, foi interposto o presente recurso extraordinário, inadmitido na origem ao fundamento de versar matéria infraconstitucional, porquanto a discussão de eventual ofensa ao inciso XLII do art. 5º da Constituição da República [...] demandaria o exame de legislação infraconstitucional atinente à espécie, em especial o Código Penal, a Lei nº 7.716/89 e nº 9.459/97 . (e-STJ fls. 2.777) 8. É o que releva relatar. Decido. 9. A questão submetida ao Tribunal nos autos desta ação de habeas corpus já foi enfrentada tanto no HC 130.104, sob relatoria da Min. Carmen Lúcia; quanto no ARE 983.531, sob minha relatoria, impugnado pela via dos embargos de declaração, recurso que ainda pende de julgamento. 10. Naqueles autos, os do ARE 983.531, o tema objeto da controvérsia foi considerado infraconstitucional, e como consequência mantida a decisão do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Ali restou consignado que não ser possível se rediscutir a matéria sem revolver os fatos para que se chegue à conclusão diversa da encontrada pelo Superior Tribunal de Justiça . 11. Feitos estes esclarecimentos, tem-se que a presente impetração demonstra, tão-somente, a irresignação do ora Paciente com a decisão proferida nos autos do ARE 983.531, não revelando qualquer ilegalidade ou abuso de poder que reclame a concessão da ordem pleiteada. No ponto, de se destacar que a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório HC 142583 AGR / DF decisão por mim proferida nos autos do ARE 983.531 foi regular e tempestivamente impugnada pelo ora Paciente. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus . [...]” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “a decisão agravada parte de pressupostos fáticos e de direito totalmente equivocados, mostrando-se de rigor sua reforma”. Aduz que: (i) “o Habeas Corpus em foco não se volta contra a decisão que inadmitiu o Recurso Extraordinário, anteriormente interposto, objeto do ARE 983531 e do agravo regimental subsequente”; (ii) “a matéria tratada no Habeas Corpus em questão não corresponde àquela deduzida no HC nº 130.104, da Relatoria da Min. Cármen Lúcia; (iii) “a questão, objeto da impetração, é exclusivamente de direito, dispensando exame de quaisquer provas: trata-se da extensão, por decisão judicial, da imprescritibilidade do delito de racismo ao crime de injúria qualificada”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo não provimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF decisão por mim proferida nos autos do ARE 983.531 foi regular e tempestivamente impugnada pelo ora Paciente. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus . [...]” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “a decisão agravada parte de pressupostos fáticos e de direito totalmente equivocados, mostrando-se de rigor sua reforma”. Aduz que: (i) “o Habeas Corpus em foco não se volta contra a decisão que inadmitiu o Recurso Extraordinário, anteriormente interposto, objeto do ARE 983531 e do agravo regimental subsequente”; (ii) “a matéria tratada no Habeas Corpus em questão não corresponde àquela deduzida no HC nº 130.104, da Relatoria da Min. Cármen Lúcia; (iii) “a questão, objeto da impetração, é exclusivamente de direito, dispensando exame de quaisquer provas: trata-se da extensão, por decisão judicial, da imprescritibilidade do delito de racismo ao crime de injúria qualificada”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo não provimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A questão central discutida neste agravo regimental em habeas corpus, com algumas pequenas variações pontuais, já foi enfrentada por esta Corte em pelo menos duas oportunidades. Refiro-me ao HC 130.104, sob relatoria da Min. Cármen Lúcia, e ao ARE 983.531, sob minha relatoria. 3. Nessas condições, correta a decisão agravada, ao aplicar a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus...” (HC 118.043-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Para além de observar que transitou em julgado a decisão que não admitiu o HC 130.104, da relatoria da Min. Cármen Lúcia, a página oficial desta Corte na internet revela que a condenação discutida nestes autos também transitou em julgado. Isso porque a Primeira Turma do Supremo Tribunal, ao rejeitar os embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo 983.531, de minha relatoria, pronunciou a preclusão da matéria, em acórdão proferido em 04.06.2018. Quadro que também impossibilita o prosseguimento da impetração. 5. Nesse contexto, considerando que o presente agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE5-1571-CBF3-0CDB e senha 3ACD-CAB9-23AB-7EF4 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A questão central discutida neste agravo regimental em habeas corpus, com algumas pequenas variações pontuais, já foi enfrentada por esta Corte em pelo menos duas oportunidades. Refiro-me ao HC 130.104, sob relatoria da Min. Cármen Lúcia, e ao ARE 983.531, sob minha relatoria. 3. Nessas condições, correta a decisão agravada, ao aplicar a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus...” (HC 118.043-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Para além de observar que transitou em julgado a decisão que não admitiu o HC 130.104, da relatoria da Min. Cármen Lúcia, a página oficial desta Corte na internet revela que a condenação discutida nestes autos também transitou em julgado. Isso porque a Primeira Turma do Supremo Tribunal, ao rejeitar os embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo 983.531, de minha relatoria, pronunciou a preclusão da matéria, em acórdão proferido em 04.06.2018. Quadro que também impossibilita o prosseguimento da impetração. 5. Nesse contexto, considerando que o presente agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE5-1571-CBF3-0CDB e senha 3ACD-CAB9-23AB-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 142583 AGR / DF regimental configura, tão-somente, mera irresignação da defesa com relação a condenação transitada em julgado, não é possível falar em ilegalidade ou abuso de poder que reclame a concessão da ordem pleiteada. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE5-1571-CBF3-0CDB e senha 3ACD-CAB9-23AB-7EF4 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF regimental configura, tão-somente, mera irresignação da defesa com relação a condenação transitada em julgado, não é possível falar em ilegalidade ou abuso de poder que reclame a concessão da ordem pleiteada. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE5-1571-CBF3-0CDB e senha 3ACD-CAB9-23AB-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) :MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7564-834F-6A99-392F e senha 2BF5-BA7D-1170-06EC Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) :MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7564-834F-6A99-392F e senha 2BF5-BA7D-1170-06EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) : MARIA ELIZABETH QUEIJO (114166/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD5F-5420-E658-3F0C e senha 5AE7-9A5E-D5C2-9B8C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) : MARIA ELIZABETH QUEIJO (114166/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD5F-5420-E658-3F0C e senha 5AE7-9A5E-D5C2-9B8C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750115822
2019-05-31T00:00:00
2019-06-17T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME DE INJÚRIA RACIAL. IMPRESCRITIBILIDADE. REITERAÇÃO DE PEDIDO DENEGADO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. A questão central submetida ao Tribunal neste habeas corpus já foi enfrentada tanto no HC 130.104, Relª. Minª. Cármen Lúcia, quanto no ARE 983.531, Rel. Min. Luís Roberto Barroso. Feitos em que a pretensão defensiva não foi acolhida por decisões transitadas em julgado. 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (STF) é no sentido de que “a mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus.” (HC 118.043-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 3. A Primeira Turma do STF, ao rejeitar os Embargos Declaratórios no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo nº 983.531, pronunciou, à unanimidade de votos, o trânsito em julgado da condenação objeto desta impetração. Quadro processual que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur406102
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, TRÂNSITO EM JULGADO, DECISÃO CONDENATÓRIA) ARE 983531 AgR (1ªT). (HC, FUNDAMENTAÇÃO, MERA REITERAÇÃO) HC 118043 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (HABEAS CORPUS, TRÂNSITO EM JULGADO, DECISÃO CONDENATÓRIA) HC 130104. Número de páginas: 11. Análise: 30/07/2019, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
142583
null
HC-AgR
acordaos
HC 142583 AgR
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AGTE.(S) : PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) : MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) :MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME DE INJÚRIA RACIAL. IMPRESCRITIBILIDADE. REITERAÇÃO DE PEDIDO DENEGADO. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. A questão central submetida ao Tribunal neste habeas corpus já foi enfrentada tanto no HC 130.104, Rel. Min. Cármen Lúcia, quanto no ARE 983.531, Rel. Min. Luís Roberto Barroso. Feitos em que a pretensão defensiva não foi acolhida por decisões transitadas em julgado. 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) é no sentido de que “a mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus.” (HC 118.043-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 3. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, ao rejeitar os Embargos Declaratórios no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 983.531, pronunciou, à unanimidade de votos, o trânsito em julgado da condenação objeto desta impetração. Quadro processual que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79C4-333D-3C1D-7B53 e senha 2C57-80CF-F492-D509 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 142583 AGR / DF Brasília, 24 a 30 de maio de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79C4-333D-3C1D-7B53 e senha 2C57-80CF-F492-D509 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF Brasília, 24 a 30 de maio de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79C4-333D-3C1D-7B53 e senha 2C57-80CF-F492-D509 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) :MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se ação de habeas corpus cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, inciso III, a, da Constituição Federal, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INJÚRIA RACIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. EXISTÊNCIA NOS AUTOS DE CERTIDÃO EMITIDA POR SERVENTUÁRIO DA JUSTIÇA ABRINDO PRAZO PARA A RESPOSTA AO REFERIDO RECURSO. TEMPESTIVIDADE DO AGRAVO AFERIDA EM CONFORMIDADE COM A SÚMULA N.448 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - Supremo Tribunal Federal. DECISÃO EXTRA PETITA. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO DE ARTIGOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE EM RECURSO ESPECIAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) :MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se ação de habeas corpus cujo objeto é decisão que inadmitiu recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, inciso III, a, da Constituição Federal, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: "PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INJÚRIA RACIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO OCORRÊNCIA. EXISTÊNCIA NOS AUTOS DE CERTIDÃO EMITIDA POR SERVENTUÁRIO DA JUSTIÇA ABRINDO PRAZO PARA A RESPOSTA AO REFERIDO RECURSO. TEMPESTIVIDADE DO AGRAVO AFERIDA EM CONFORMIDADE COM A SÚMULA N.448 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - Supremo Tribunal Federal. DECISÃO EXTRA PETITA. INEXISTÊNCIA. VIOLAÇÃO DE ARTIGOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE EM RECURSO ESPECIAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 142583 AGR / DF IMPRESCRITIBILIDADE DO DELITO DE INJÚRIA RACIAL. DECADÊNCIA. INEXISTÊNCIA, IN CASU. RECURSO DESPROVIDO. 1. Não há que se falar em cerceamento de defesa, porquanto consta dos autos documento assinado por serventuário da justiça certificando que, em 22.1.2015, as partes foram intimadas para responderem, no prazo de 5 (cinco) dias, o recurso de agravo em recurso especial. 2. O agravo é tempestivo, pois consoante a Súmula n.448 do Supremo Tribunal Federal: 'O prazo para o assistente recorrer, supletivamente, começa a correr imediatamente após o transcurso do prazo do Ministério Público.' In casu , sequer consta nos autos a informação de que o Ministério Público tenha sido intimado pessoalmente da decisão que inadmitiu o recurso especial. 3. O recurso da parte adversa traz tópico específico acerca da prescrição, não havendo que se falar em decisão extra petita, no ponto. 4. Não cabe, na via do recurso especial, a análise de suposta violação de artigos da Constituição Federal. De acordo com o magistério de Guilherme de Souza Nucci, com o advento da Lei n. 9.459/97, introduzindo a denominada injúria racial, criou-se mais um delito no cenário do racismo, portanto, imprescritível, inafiançável e sujeito à pena de reclusão. 5. A injúria racial é crime instantâneo, que se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento do teor da ofensa. No presente caso a matéria ofensivo foi postada e permaneceu disponível na internet por largo tempo, não sendo possível descartar a veracidade do que alegou a vítima, vale dizer, que dela se inteirou tempos após a postagem (elidindo-se a decadência). O ônus de provar o contrário é do ofensor. 6. A dúvida sobre o termo inicial da contagem do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF IMPRESCRITIBILIDADE DO DELITO DE INJÚRIA RACIAL. DECADÊNCIA. INEXISTÊNCIA, IN CASU. RECURSO DESPROVIDO. 1. Não há que se falar em cerceamento de defesa, porquanto consta dos autos documento assinado por serventuário da justiça certificando que, em 22.1.2015, as partes foram intimadas para responderem, no prazo de 5 (cinco) dias, o recurso de agravo em recurso especial. 2. O agravo é tempestivo, pois consoante a Súmula n.448 do Supremo Tribunal Federal: 'O prazo para o assistente recorrer, supletivamente, começa a correr imediatamente após o transcurso do prazo do Ministério Público.' In casu , sequer consta nos autos a informação de que o Ministério Público tenha sido intimado pessoalmente da decisão que inadmitiu o recurso especial. 3. O recurso da parte adversa traz tópico específico acerca da prescrição, não havendo que se falar em decisão extra petita, no ponto. 4. Não cabe, na via do recurso especial, a análise de suposta violação de artigos da Constituição Federal. De acordo com o magistério de Guilherme de Souza Nucci, com o advento da Lei n. 9.459/97, introduzindo a denominada injúria racial, criou-se mais um delito no cenário do racismo, portanto, imprescritível, inafiançável e sujeito à pena de reclusão. 5. A injúria racial é crime instantâneo, que se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento do teor da ofensa. No presente caso a matéria ofensivo foi postada e permaneceu disponível na internet por largo tempo, não sendo possível descartar a veracidade do que alegou a vítima, vale dizer, que dela se inteirou tempos após a postagem (elidindo-se a decadência). O ônus de provar o contrário é do ofensor. 6. A dúvida sobre o termo inicial da contagem do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 142583 AGR / DF prazo decadencial, na hipótese, deve ser resolvida em favor do processo. Agravo Regimental desprovido." 2. Este habeas corpus retoma a discussão travada no recurso extraordinário que pedia a reforma de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que estendeu ao crime de injúria racial (art. 140. § 3..., do Código Penal), pelo qual foi o recorrente condenado, a imprescritibilidade de que cuida o art. 5..., XLII, da Constituição Federal e que teve seu seguimento obstado pela negativa de seguimento por mim determinada nos autos do ARE 983.531. 3. No caso destes e daqueles autos, o recorrente, jornalista, foi denunciado por dois fatos - consistentes em matérias jornalísticas publicadas em um blog mantido pelo recorrente -, a partir de notitia criminis apresentada pelo ofendido, também jornalista, pelos crimes previstos no art. 20, § 2..., da Lei n 7.716/89, por duas vezes (dois resultados referentes ao mesmo fato), e 140, § 3..., do Código Penal, com a causa de aumento de que cuida o art. 141, III, do mesmo diploma legal. Em primeiro grau, o magistrado promoveu a emenda do libelo para desclassificar o crime de racismo, por duas vezes, para o de injúria racial, por uma única vez; e, ato contínuo, julgou extinta a punibilidade do agente pela decadência (art. 107, IV, do Código Penal Brasileiro) considerado tratar-se o de crime de injúria racial de crime de ação penal pública condicionada à representação que, embora existente, teria sido intempestiva. 4. Quanto à segunda imputação de crime de injúria racial (140, § 3..., do Código Penal), o juízo de primeiro grau absolveu o ora requerente por falta de provas (art. 386, III, do CPP). 5. Em Apelação, foram mantidas a absolvição parcial e a desclassificação do crime de racismo para o de injúria racial, afastando-se, no entanto, a extinção da punibilidade pela decadência. Em sede de embargos infringentes, manteve-se o afastamento da decadência, embora o Tribunal de Justiça tenha declarado extinta a punibilidade por outro fundamento, qual 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF prazo decadencial, na hipótese, deve ser resolvida em favor do processo. Agravo Regimental desprovido." 2. Este habeas corpus retoma a discussão travada no recurso extraordinário que pedia a reforma de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que estendeu ao crime de injúria racial (art. 140. § 3..., do Código Penal), pelo qual foi o recorrente condenado, a imprescritibilidade de que cuida o art. 5..., XLII, da Constituição Federal e que teve seu seguimento obstado pela negativa de seguimento por mim determinada nos autos do ARE 983.531. 3. No caso destes e daqueles autos, o recorrente, jornalista, foi denunciado por dois fatos - consistentes em matérias jornalísticas publicadas em um blog mantido pelo recorrente -, a partir de notitia criminis apresentada pelo ofendido, também jornalista, pelos crimes previstos no art. 20, § 2..., da Lei n 7.716/89, por duas vezes (dois resultados referentes ao mesmo fato), e 140, § 3..., do Código Penal, com a causa de aumento de que cuida o art. 141, III, do mesmo diploma legal. Em primeiro grau, o magistrado promoveu a emenda do libelo para desclassificar o crime de racismo, por duas vezes, para o de injúria racial, por uma única vez; e, ato contínuo, julgou extinta a punibilidade do agente pela decadência (art. 107, IV, do Código Penal Brasileiro) considerado tratar-se o de crime de injúria racial de crime de ação penal pública condicionada à representação que, embora existente, teria sido intempestiva. 4. Quanto à segunda imputação de crime de injúria racial (140, § 3..., do Código Penal), o juízo de primeiro grau absolveu o ora requerente por falta de provas (art. 386, III, do CPP). 5. Em Apelação, foram mantidas a absolvição parcial e a desclassificação do crime de racismo para o de injúria racial, afastando-se, no entanto, a extinção da punibilidade pela decadência. Em sede de embargos infringentes, manteve-se o afastamento da decadência, embora o Tribunal de Justiça tenha declarado extinta a punibilidade por outro fundamento, qual 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 142583 AGR / DF seja, a prescrição pela pena em concreto. 6. Foram interpostos recursos especial e extraordinário pelo ora recorrente, pelo Ministério Público e pela assistência da acusação. O recurso especial manejado pela assistência da acusação, o ofendido, foi provido monocraticamente no Superior Tribunal de Justiça para reconhecer a imprescritibilidade do crime de injúria racial, estendendo a este delito a imprescritibilidade de que cuida o art. 5..., XLII, da Constituição Federal. Esta decisão foi mantida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça em sede de Agravo Regimental. Os demais recursos foram inadmitidos. 7. Desta decisão, proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, foi interposto o presente recurso extraordinário, inadmitido na origem ao fundamento de versar matéria infraconstitucional, porquanto a discussão de eventual ofensa ao inciso XLII do art. 5... da Constituição da República [...] demandaria o exame de legislação infraconstitucional atinente à espécie, em especial o Código Penal, a Lei n 7.716/89 e n 9.459/97 . (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 2.777) 8. É o que releva relatar. Decido. 9. A questão submetida ao Tribunal nos autos desta ação de habeas corpus já foi enfrentada tanto no HC 130.104, sob relatoria da Min. Carmen Lúcia; quanto no ARE 983.531, sob minha relatoria, impugnado pela via dos embargos de declaração, recurso que ainda pende de julgamento. 10. Naqueles autos, os do ARE 983.531, o tema objeto da controvérsia foi considerado infraconstitucional, e como consequência mantida a decisão do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Ali restou consignado que não ser possível se rediscutir a matéria sem revolver os fatos para que se chegue à conclusão diversa da encontrada pelo Superior Tribunal de Justiça . 11. Feitos estes esclarecimentos, tem-se que a presente impetração demonstra, tão-somente, a irresignação do ora Paciente com a decisão proferida nos autos do ARE 983.531, não revelando qualquer ilegalidade ou abuso de poder que reclame a concessão da ordem pleiteada. No ponto, de se destacar que a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF seja, a prescrição pela pena em concreto. 6. Foram interpostos recursos especial e extraordinário pelo ora recorrente, pelo Ministério Público e pela assistência da acusação. O recurso especial manejado pela assistência da acusação, o ofendido, foi provido monocraticamente no Superior Tribunal de Justiça para reconhecer a imprescritibilidade do crime de injúria racial, estendendo a este delito a imprescritibilidade de que cuida o art. 5..., XLII, da Constituição Federal. Esta decisão foi mantida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça em sede de Agravo Regimental. Os demais recursos foram inadmitidos. 7. Desta decisão, proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, foi interposto o presente recurso extraordinário, inadmitido na origem ao fundamento de versar matéria infraconstitucional, porquanto a discussão de eventual ofensa ao inciso XLII do art. 5... da Constituição da República [...] demandaria o exame de legislação infraconstitucional atinente à espécie, em especial o Código Penal, a Lei n 7.716/89 e n 9.459/97 . (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 2.777) 8. É o que releva relatar. Decido. 9. A questão submetida ao Tribunal nos autos desta ação de habeas corpus já foi enfrentada tanto no HC 130.104, sob relatoria da Min. Carmen Lúcia; quanto no ARE 983.531, sob minha relatoria, impugnado pela via dos embargos de declaração, recurso que ainda pende de julgamento. 10. Naqueles autos, os do ARE 983.531, o tema objeto da controvérsia foi considerado infraconstitucional, e como consequência mantida a decisão do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Ali restou consignado que não ser possível se rediscutir a matéria sem revolver os fatos para que se chegue à conclusão diversa da encontrada pelo Superior Tribunal de Justiça . 11. Feitos estes esclarecimentos, tem-se que a presente impetração demonstra, tão-somente, a irresignação do ora Paciente com a decisão proferida nos autos do ARE 983.531, não revelando qualquer ilegalidade ou abuso de poder que reclame a concessão da ordem pleiteada. No ponto, de se destacar que a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório HC 142583 AGR / DF decisão por mim proferida nos autos do ARE 983.531 foi regular e tempestivamente impugnada pelo ora Paciente. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus . [...]” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “a decisão agravada parte de pressupostos fáticos e de direito totalmente equivocados, mostrando-se de rigor sua reforma”. Aduz que: (i) “o Habeas Corpus em foco não se volta contra a decisão que inadmitiu o Recurso Extraordinário, anteriormente interposto, objeto do ARE 983531 e do agravo regimental subsequente”; (ii) “a matéria tratada no Habeas Corpus em questão não corresponde àquela deduzida no HC n 130.104, da Relatoria da Min. Cármen Lúcia; (iii) “a questão, objeto da impetração, é exclusivamente de direito, dispensando exame de quaisquer provas: trata-se da extensão, por decisão judicial, da imprescritibilidade do delito de racismo ao crime de injúria qualificada”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo não provimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF decisão por mim proferida nos autos do ARE 983.531 foi regular e tempestivamente impugnada pelo ora Paciente. 12. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus . [...]” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “a decisão agravada parte de pressupostos fáticos e de direito totalmente equivocados, mostrando-se de rigor sua reforma”. Aduz que: (i) “o Habeas Corpus em foco não se volta contra a decisão que inadmitiu o Recurso Extraordinário, anteriormente interposto, objeto do ARE 983531 e do agravo regimental subsequente”; (ii) “a matéria tratada no Habeas Corpus em questão não corresponde àquela deduzida no HC n 130.104, da Relatoria da Min. Cármen Lúcia; (iii) “a questão, objeto da impetração, é exclusivamente de direito, dispensando exame de quaisquer provas: trata-se da extensão, por decisão judicial, da imprescritibilidade do delito de racismo ao crime de injúria qualificada”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo não provimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BE-7EB4-2525-B68C e senha D615-EF97-C4E4-3B31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A questão central discutida neste agravo regimental em habeas corpus, com algumas pequenas variações pontuais, já foi enfrentada por esta Corte em pelo menos duas oportunidades. Refiro-me ao HC 130.104, sob relatoria da Min. Cármen Lúcia, e ao ARE 983.531, sob minha relatoria. 3. Nessas condições, correta a decisão agravada, ao aplicar a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus...” (HC 118.043-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Para além de observar que transitou em julgado a decisão que não admitiu o HC 130.104, da relatoria da Min. Cármen Lúcia, a página oficial desta Corte na internet revela que a condenação discutida nestes autos também transitou em julgado. Isso porque a Primeira Turma do Supremo Tribunal, ao rejeitar os embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo 983.531, de minha relatoria, pronunciou a preclusão da matéria, em acórdão proferido em 04.06.2018. Quadro que também impossibilita o prosseguimento da impetração. 5. Nesse contexto, considerando que o presente agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE5-1571-CBF3-0CDB e senha 3ACD-CAB9-23AB-7EF4 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A questão central discutida neste agravo regimental em habeas corpus, com algumas pequenas variações pontuais, já foi enfrentada por esta Corte em pelo menos duas oportunidades. Refiro-me ao HC 130.104, sob relatoria da Min. Cármen Lúcia, e ao ARE 983.531, sob minha relatoria. 3. Nessas condições, correta a decisão agravada, ao aplicar a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus...” (HC 118.043-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Para além de observar que transitou em julgado a decisão que não admitiu o HC 130.104, da relatoria da Min. Cármen Lúcia, a página oficial desta Corte na internet revela que a condenação discutida nestes autos também transitou em julgado. Isso porque a Primeira Turma do Supremo Tribunal, ao rejeitar os embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo 983.531, de minha relatoria, pronunciou a preclusão da matéria, em acórdão proferido em 04.06.2018. Quadro que também impossibilita o prosseguimento da impetração. 5. Nesse contexto, considerando que o presente agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE5-1571-CBF3-0CDB e senha 3ACD-CAB9-23AB-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 142583 AGR / DF regimental configura, tão-somente, mera irresignação da defesa com relação a condenação transitada em julgado, não é possível falar em ilegalidade ou abuso de poder que reclame a concessão da ordem pleiteada. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE5-1571-CBF3-0CDB e senha 3ACD-CAB9-23AB-7EF4 Supremo Tribunal Federal HC 142583 AGR / DF regimental configura, tão-somente, mera irresignação da defesa com relação a condenação transitada em julgado, não é possível falar em ilegalidade ou abuso de poder que reclame a concessão da ordem pleiteada. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EE5-1571-CBF3-0CDB e senha 3ACD-CAB9-23AB-7EF4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) :MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7564-834F-6A99-392F e senha 2BF5-BA7D-1170-06EC Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) :MARIA ELIZABETH QUEIJO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7564-834F-6A99-392F e senha 2BF5-BA7D-1170-06EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) : MARIA ELIZABETH QUEIJO (114166/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD5F-5420-E658-3F0C e senha 5AE7-9A5E-D5C2-9B8C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 142.583 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM ADV.(A/S) : MARIA ELIZABETH QUEIJO (114166/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD5F-5420-E658-3F0C e senha 5AE7-9A5E-D5C2-9B8C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 142 . 583", "HC 130 . 104", "ARE 983 . 531", "HC 118 . 043 - AgR", "HC 142583 AGR / DF", "HC 142583 AGR / DF", "HABEAS CORPUS 142 . 583", "SÚMULA N . 448 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "HABEAS CORPUS 142 . 583", "SÚMULA N . 448 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "HC 142583 AGR / DF", "Súmula n . 448 do Supremo Tribunal Federal", "HC 142583 AGR", "HC 142583 AGR / DF", "ARE 983 . 531 .", "HC 142583 AGR / DF", "ARE", "HC 142583 AGR / DF", "HC 130 . 104", "ARE 983 . 531", "ARE 983 . 531", "HC 142583 AGR / DF", "HC 130 . 104", "ARE 983 . 531", "ARE 983 . 531", "ARE 983 . 531", "HC 142583 AGR / DF", "ARE 983 . 531", "HC n 130 . 104", "HC 142583 AGR / DF", "ARE 983 . 531", "HC n 130 . 104", "HABEAS CORPUS 142 . 583", "HC 130 . 104", "ARE 983 . 531", "HC 118 . 043 - AgR", "HC 130 . 104", "HABEAS CORPUS 142 . 583", "HC 130 . 104", "ARE 983 . 531", "HC 118 . 043 - AgR", "HC 130 . 104", "HC 142583 AGR / DF", "HC 142583 AGR / DF", "HABEAS CORPUS 142 . 583", "HABEAS CORPUS 142 . 583", "HABEAS CORPUS 142 . 583", "HABEAS CORPUS 142 . 583" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição Federal", "Lei n . 9 . 459 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n . 9 . 459 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 140 . § 3 . . . , do Código Penal", "art . 5 . . . , XLII , da Constituição Federal", "art . 20 , § 2 . . . , da Lei n 7 . 716 / 89", "140 , § 3 . . . , do Código Penal", "art . 107 , IV , do Código Penal Brasileiro", "140 , § 3 . . . , do Código Penal", "art . 386 , III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 140 . § 3 . . . , do Código Penal", "art . 5 . . . , XLII , da Constituição Federal", "art . 20 , § 2 . . . , da Lei n 7 . 716 / 89", "140 , § 3 . . . , do Código Penal", "art . 107 , IV , do Código Penal Brasileiro", "140 , § 3 . . . , do Código Penal", "art . 386 , III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XLII , da Constituição Federal", "inciso XLII do art . 5 . . . da Constituição da República", "Código Penal", "Lei n 7 . 716 / 89", "n", "9", ".", "459", "/", "97", "ARE", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XLII , da Constituição Federal", "inciso XLII do art . 5 . . . da Constituição da República", "Código Penal", "Lei n 7 . 716 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal 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"Primeira" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM", "MARIA ELIZABETH QUEIJO", "Cármen Lúcia", "Luís Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM", "MARIA ELIZABETH QUEIJO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM", "MARIA ELIZABETH QUEIJO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Guilherme de Souza Nucci", "Guilherme de Souza Nucci", "Carmen Lúcia", "Carmen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM", "MARIA ELIZABETH QUEIJO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM", "MARIA ELIZABETH QUEIJO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "PAULO HENRIQUE DOS SANTOS AMORIM", 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Ementa e Acórdão 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) :RENATO GIL MORAES INTDO.(A/S) :ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ação popular. Utilização dos serviços dos procuradores municipais e de advogados contratados pelo município na defesa de ações judiciais em que havia conflito de interesses pessoais do prefeito com os do ente público. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula nº 279/STF). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E72A-A7C1-5029-952C e senha 405C-A978-FF75-6343 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1190954 AGR / SP Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 17 a 23/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E72A-A7C1-5029-952C e senha 405C-A978-FF75-6343 Supremo Tribunal Federal ARE 1190954 AGR / SP Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 17 a 23/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E72A-A7C1-5029-952C e senha 405C-A978-FF75-6343 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) :RENATO GIL MORAES INTDO.(A/S) :ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, da ausência de ofensa constitucional direta e da incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sustenta a parte agravante, em síntese, a prescindibilidade do reexame dos fatos e da provas dos autos bem como ser direta a violação ao texto constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39BE-E788-1894-38CE e senha 651C-B795-1178-AAA8 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) :RENATO GIL MORAES INTDO.(A/S) :ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, da ausência de ofensa constitucional direta e da incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sustenta a parte agravante, em síntese, a prescindibilidade do reexame dos fatos e da provas dos autos bem como ser direta a violação ao texto constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39BE-E788-1894-38CE e senha 651C-B795-1178-AAA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, verifico que os artigos 5º, inciso LV e 97 da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, constata-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso extraordinário. Ação popular. Contratação sem licitação. Prejuízo ao erário. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (AI 782309 AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 26/5/17) “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, verifico que os artigos 5º, inciso LV e 97 da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ademais, constata-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso extraordinário. Ação popular. Contratação sem licitação. Prejuízo ao erário. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (AI 782309 AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 26/5/17) “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190954 AGR / SP AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO STF. AÇÃO POPULAR. CABIMENTO. DESNECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO MATERIAL AOS COFRES PÚBLICOS. ENTENDIMENTO REAFIRMADO NO JULGAMENTO DO ARE 824.781-RG (REL. MIN. DIAS TOFFOLI, TEMA 836). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE 722483 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/9/15) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO POPULAR. PRESSUPOSTOS. LESIVIDADE AO ERÁRIO. PRESUNÇÃO DECORRENTE DA ILEGALIDADE DO ATO PRATICADO. CONTROVÉRSIA ACERCA DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. QUESTÃO RESTRITA AO ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, para o cabimento da ação popular, a própria ilegalidade do ato praticado pressupõe a lesividade ao erário. 2. A questão alusiva à necessidade de produção de prova pericial demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. 3. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto. 4. O acórdão recorrido, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não há falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de 1988. 5. Agravo regimental desprovido” (AI 561622 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 15/4/11) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Supremo Tribunal Federal ARE 1190954 AGR / SP AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO STF. AÇÃO POPULAR. CABIMENTO. DESNECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO MATERIAL AOS COFRES PÚBLICOS. ENTENDIMENTO REAFIRMADO NO JULGAMENTO DO ARE 824.781-RG (REL. MIN. DIAS TOFFOLI, TEMA 836). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE 722483 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/9/15) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO POPULAR. PRESSUPOSTOS. LESIVIDADE AO ERÁRIO. PRESUNÇÃO DECORRENTE DA ILEGALIDADE DO ATO PRATICADO. CONTROVÉRSIA ACERCA DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. QUESTÃO RESTRITA AO ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, para o cabimento da ação popular, a própria ilegalidade do ato praticado pressupõe a lesividade ao erário. 2. A questão alusiva à necessidade de produção de prova pericial demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. 3. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto. 4. O acórdão recorrido, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não há falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de 1988. 5. Agravo regimental desprovido” (AI 561622 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 15/4/11) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190954 AGR / SP 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Supremo Tribunal Federal ARE 1190954 AGR / SP 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) : HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA (41009/DF, 154003/SP) ADV.(A/S) : ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO (256786/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) : RENATO GIL MORAES (217390/SP) INTDO.(A/S) : ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA (291552/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 904A-BF8F-D23B-84D6 e senha DBF4-0DD0-CDA6-11E1 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) : HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA (41009/DF, 154003/SP) ADV.(A/S) : ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO (256786/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) : RENATO GIL MORAES (217390/SP) INTDO.(A/S) : ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA (291552/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 904A-BF8F-D23B-84D6 e senha DBF4-0DD0-CDA6-11E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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2019-05-24T00:00:00
2019-06-17T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ação popular. Utilização dos serviços dos procuradores municipais e de advogados contratados pelo município na defesa de ações judiciais em que havia conflito de interesses pessoais do prefeito com os do ente público. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula nº 279/STF). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur406052
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO POPULAR, REEXAME, FATO, PROVA, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 561622 AgR (2ªT), RE 722483 AgR (2ªT), AI 782309 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/08/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1190954
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1190954 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) : HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA ADV.(A/S) : ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) : RENATO GIL MORAES INTDO.(A/S) : ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) :RENATO GIL MORAES INTDO.(A/S) :ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ação popular. Utilização dos serviços dos procuradores municipais e de advogados contratados pelo município na defesa de ações judiciais em que havia conflito de interesses pessoais do prefeito com os do ente público. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E72A-A7C1-5029-952C e senha 405C-A978-FF75-6343 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1190954 AGR / SP Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 17 a 23/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E72A-A7C1-5029-952C e senha 405C-A978-FF75-6343 Supremo Tribunal Federal ARE 1190954 AGR / SP Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 17 a 23/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E72A-A7C1-5029-952C e senha 405C-A978-FF75-6343 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) :RENATO GIL MORAES INTDO.(A/S) :ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, da ausência de ofensa constitucional direta e da incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sustenta a parte agravante, em síntese, a prescindibilidade do reexame dos fatos e da provas dos autos bem como ser direta a violação ao texto constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39BE-E788-1894-38CE e senha 651C-B795-1178-AAA8 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) :HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) :RENATO GIL MORAES INTDO.(A/S) :ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, da ausência de ofensa constitucional direta e da incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sustenta a parte agravante, em síntese, a prescindibilidade do reexame dos fatos e da provas dos autos bem como ser direta a violação ao texto constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39BE-E788-1894-38CE e senha 651C-B795-1178-AAA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, verifico que os artigos 5..., inciso LV e 97 da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, constata-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso extraordinário. Ação popular. Contratação sem licitação. Prejuízo ao erário. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (AI 782309 AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 26/5/17) “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, verifico que os artigos 5..., inciso LV e 97 da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ademais, constata-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso extraordinário. Ação popular. Contratação sem licitação. Prejuízo ao erário. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça” (AI 782309 AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 26/5/17) “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190954 AGR / SP AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO Supremo Tribunal Federal. AÇÃO POPULAR. CABIMENTO. DESNECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO MATERIAL AOS COFRES PÚBLICOS. ENTENDIMENTO REAFIRMADO NO JULGAMENTO DO ARE 824.781-RG (REL. MIN. DIAS TOFFOLI, TEMA 836). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 722483 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/9/15) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO POPULAR. PRESSUPOSTOS. LESIVIDADE AO ERÁRIO. PRESUNÇÃO DECORRENTE DA ILEGALIDADE DO ATO PRATICADO. CONTROVÉRSIA ACERCA DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. QUESTÃO RESTRITA AO ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, para o cabimento da ação popular, a própria ilegalidade do ato praticado pressupõe a lesividade ao erário. 2. A questão alusiva à necessidade de produção de prova pericial demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. 3. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto. 4. O acórdão recorrido, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não há falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de 1988. 5. Agravo regimental desprovido” (AI 561622 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 15/4/11) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Supremo Tribunal Federal ARE 1190954 AGR / SP AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO Supremo Tribunal Federal. AÇÃO POPULAR. CABIMENTO. DESNECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO MATERIAL AOS COFRES PÚBLICOS. ENTENDIMENTO REAFIRMADO NO JULGAMENTO DO ARE 824.781-RG (REL. MIN. DIAS TOFFOLI, TEMA 836). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 722483 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 23/9/15) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO POPULAR. PRESSUPOSTOS. LESIVIDADE AO ERÁRIO. PRESUNÇÃO DECORRENTE DA ILEGALIDADE DO ATO PRATICADO. CONTROVÉRSIA ACERCA DA NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. QUESTÃO RESTRITA AO ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, para o cabimento da ação popular, a própria ilegalidade do ato praticado pressupõe a lesividade ao erário. 2. A questão alusiva à necessidade de produção de prova pericial demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. 3. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto. 4. O acórdão recorrido, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Logo, não há falar em afronta ao inciso IX do art. 93 da Carta Magna de 1988. 5. Agravo regimental desprovido” (AI 561622 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 15/4/11) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190954 AGR / SP 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Supremo Tribunal Federal ARE 1190954 AGR / SP 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A3-837A-E63B-647F e senha 6BFD-25C9-8CE8-396F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) : HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA (41009/DF, 154003/SP) ADV.(A/S) : ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO (256786/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) : RENATO GIL MORAES (217390/SP) INTDO.(A/S) : ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA (291552/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 904A-BF8F-D23B-84D6 e senha DBF4-0DD0-CDA6-11E1 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.954 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCO AURELIO DE SOUZA ADV.(A/S) : HELIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA (41009/DF, 154003/SP) ADV.(A/S) : ADEMAR APARECIDO DA COSTA FILHO (256786/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JACAREI ADV.(A/S) : RENATO GIL MORAES (217390/SP) INTDO.(A/S) : ANTONIO JOSE FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : JOSE FRANCISCO VENTURA BATISTA (291552/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JACAREÍ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 904A-BF8F-D23B-84D6 e senha DBF4-0DD0-CDA6-11E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 190 . 954", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1190954 AGR / SP", "ARE 1190954 AGR / SP", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal", "AI 782309 AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 782309 AgR", "ARE 1190954 AGR / SP", "SÚMULAS 283", "ARE 824 . 781 - RG", "Recurso Extraordinário 722483 AgR", "AI 561622 AgR", "ARE 1190954 AGR / SP", "SÚMULAS 283 E 284 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 824 . 781 - RG", "Recurso Extraordinário 722483 AgR", "AI 561622 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código", "de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , inciso LV e 97 da Constituição Federal", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , inciso LV e 97 da Constituição Federal", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Carta Magna de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Carta Magna de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARE", "AGR", "SP", "1", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARE", "/", "SP 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) :TOSHINOBU TASOKO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 11ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATOR DA RCL Nº 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. ADI 3.670. COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR SOBRE LICITAÇÕES E CONTRATOS. 1. Reclamação em que se sustenta afronta à tese firmada por esta Corte na ADI 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, em que se analisou a competência distrital para legislar sobre licitações e contratos administrativos. 2. Inviável reclamação, quando não demonstrada a relação de estrita aderência entre os atos reclamados e o paradigma invocado. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D34-7263-908C-E8BB e senha 464C-B0E1-9D4C-0664 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 34056 AGR / SP conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 a 30 de maio de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D34-7263-908C-E8BB e senha 464C-B0E1-9D4C-0664 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 a 30 de maio de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D34-7263-908C-E8BB e senha 464C-B0E1-9D4C-0664 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) :TOSHINOBU TASOKO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 11ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATOR DA RCL Nº 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizado em face de decisão da 11ª Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, que julgou extinto mandado de segurança nº 1009033-71.2019.8.26.0053, e decisão monocrática de Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, que indeferiu liminar na reclamação nº 2064662-75.2019.8.26.0000. Em ambos os autos de origem, a ora reclamante visava a ver afastada a incidência de dispositivo da Portaria SF nº 122/2009 da Secretaria de Finanças do Município de São Paulo, que prevê modalidades de garantia para a celebração de contratos administrativos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) :TOSHINOBU TASOKO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 11ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATOR DA RCL Nº 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizado em face de decisão da 11ª Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, que julgou extinto mandado de segurança nº 1009033-71.2019.8.26.0053, e decisão monocrática de Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, que indeferiu liminar na reclamação nº 2064662-75.2019.8.26.0000. Em ambos os autos de origem, a ora reclamante visava a ver afastada a incidência de dispositivo da Portaria SF nº 122/2009 da Secretaria de Finanças do Município de São Paulo, que prevê modalidades de garantia para a celebração de contratos administrativos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 34056 AGR / SP 2. Na presente reclamação, suscitou-se, em princípio, afronta à tese firmada por esta Corte na ADI nº 3.735, Relator Ministro Teori Zavascki. Em emenda à inicial, no entanto, a reclamante substituiu o paradigma invocado pela ADI 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Sustenta que a Portaria SF nº 122/2009 teria implicado usurpação de competência da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos, porquanto teria previsto modalidades de caução não abarcadas no art. 56 da Lei nº 8.666/1993. Deste modo, também teria sido afrontada a tese firmada no julgado paradigma. 3. É o relatório. Decido. 4. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (art. 52, parágrafo único, do RI/STF). 5. Não assiste razão à parte reclamante. Com efeito, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição). No segundo caso, exige-se que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e §5º, II, do CPC/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g., as Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP 2. Na presente reclamação, suscitou-se, em princípio, afronta à tese firmada por esta Corte na ADI nº 3.735, Relator Ministro Teori Zavascki. Em emenda à inicial, no entanto, a reclamante substituiu o paradigma invocado pela ADI 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Sustenta que a Portaria SF nº 122/2009 teria implicado usurpação de competência da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos, porquanto teria previsto modalidades de caução não abarcadas no art. 56 da Lei nº 8.666/1993. Deste modo, também teria sido afrontada a tese firmada no julgado paradigma. 3. É o relatório. Decido. 4. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (art. 52, parágrafo único, do RI/STF). 5. Não assiste razão à parte reclamante. Com efeito, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição). No segundo caso, exige-se que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e §5º, II, do CPC/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g., as Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 34056 AGR / SP PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de precatórios (art. 97, §1º, I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 7. No paradigma invocado, ADI nº 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, o Supremo Tribunal Federal afirmou a inconstitucionalidade da Lei 3.705/2005 do Distrito Federal, que previa vedação de celebrar contrato administrativo com pessoa inscrita em cadastros de proteção ao crédito e, ainda, normas de Direito do Trabalho e inspeção do trabalho. Confira-se a ementa: EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade: L. Distrital 3.705, de 21.11.2005, que cria restrições a empresas que discriminarem na contratação de mão-de- obra: inconstitucionalidade declarada. 1. Ofensa à competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitação e contratação administrativa, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais de todos os entes da Federação (CF, art. 22, XXVII) e para dispor sobre Direito do Trabalho e inspeção do trabalho (CF, arts. 21, XXIV e 22, I). 2. Afronta ao art. 37, XXI, da Constituição da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de precatórios (art. 97, §1º, I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 7. No paradigma invocado, ADI nº 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, o Supremo Tribunal Federal afirmou a inconstitucionalidade da Lei 3.705/2005 do Distrito Federal, que previa vedação de celebrar contrato administrativo com pessoa inscrita em cadastros de proteção ao crédito e, ainda, normas de Direito do Trabalho e inspeção do trabalho. Confira-se a ementa: EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade: L. Distrital 3.705, de 21.11.2005, que cria restrições a empresas que discriminarem na contratação de mão-de- obra: inconstitucionalidade declarada. 1. Ofensa à competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitação e contratação administrativa, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais de todos os entes da Federação (CF, art. 22, XXVII) e para dispor sobre Direito do Trabalho e inspeção do trabalho (CF, arts. 21, XXIV e 22, I). 2. Afronta ao art. 37, XXI, da Constituição da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 34056 AGR / SP República - norma de observância compulsória pelas ordens locais - segundo o qual a disciplina legal das licitações há de assegurar a "igualdade de condições de todos os concorrentes", o que é incompatível com a proibição de licitar em função de um critério - o da discriminação de empregados inscritos em cadastros restritivos de crédito -, que não tem pertinência com a exigência de garantia do cumprimento do contrato objeto do concurso. 8. A situação dos autos, no entanto, distingue-se deste paradigma. Isso porque, na primeira decisão reclamada, foi extinto mandado de segurança, sem resolução de mérito, em razão da inexistência de relação administrativa entre a impetrante, ora reclamante, e a Municipalidade. Consignou-se que “a relação jurídica existente entre a impetrante e a empresa EIT Engenharia S/A é de direito privado, alheia à Municipalidade. Eventual não pagamento do prêmio diz respeito apenas à impetrante e a afiançada” (doc. 8). Já na decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, analisou-se suposta afronta a precedente firmando em representação de inconstitucionalidade estadual na qual se julgou a validade da Lei nº 13.013/2018, do Município de São José do Rio Preto, tendo o órgão ora reclamado afirmado a aparente ausência de pertinência com a questão controvertida no caso concreto. 9. Como se vê, nas duas decisões indicadas não houve análise do suposto extrapolamento da competência municipal para legislar sobre licitação e contratos públicos, questão que se assemelha à apreciada na ADI nº 3.670. 10. Ainda que se considere como ato impugnado a Portaria SF n º 122/2009 do Município de São Paulo, o pedido não prosperaria. Isto porque: (i) a questão relativa ao estabelecimento de formas de garantia para a celebração de contrato não foram objeto de análise pelo paradigma invocado; e (ii) o reclamante não se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantias constantes do art. 1º do diploma 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP República - norma de observância compulsória pelas ordens locais - segundo o qual a disciplina legal das licitações há de assegurar a "igualdade de condições de todos os concorrentes", o que é incompatível com a proibição de licitar em função de um critério - o da discriminação de empregados inscritos em cadastros restritivos de crédito -, que não tem pertinência com a exigência de garantia do cumprimento do contrato objeto do concurso. 8. A situação dos autos, no entanto, distingue-se deste paradigma. Isso porque, na primeira decisão reclamada, foi extinto mandado de segurança, sem resolução de mérito, em razão da inexistência de relação administrativa entre a impetrante, ora reclamante, e a Municipalidade. Consignou-se que “a relação jurídica existente entre a impetrante e a empresa EIT Engenharia S/A é de direito privado, alheia à Municipalidade. Eventual não pagamento do prêmio diz respeito apenas à impetrante e a afiançada” (doc. 8). Já na decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, analisou-se suposta afronta a precedente firmando em representação de inconstitucionalidade estadual na qual se julgou a validade da Lei nº 13.013/2018, do Município de São José do Rio Preto, tendo o órgão ora reclamado afirmado a aparente ausência de pertinência com a questão controvertida no caso concreto. 9. Como se vê, nas duas decisões indicadas não houve análise do suposto extrapolamento da competência municipal para legislar sobre licitação e contratos públicos, questão que se assemelha à apreciada na ADI nº 3.670. 10. Ainda que se considere como ato impugnado a Portaria SF n º 122/2009 do Município de São Paulo, o pedido não prosperaria. Isto porque: (i) a questão relativa ao estabelecimento de formas de garantia para a celebração de contrato não foram objeto de análise pelo paradigma invocado; e (ii) o reclamante não se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantias constantes do art. 1º do diploma 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RCL 34056 AGR / SP impugnado divergem daquelas elencadas no art. 56 da Lei º 8.666/93, premissa necessária para se afirmar afrontada a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos administrativos (art. 22, XXVII, da CF/88). 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo. 12. À Secretaria Judiciária, para retificar a autuação, fazendo constar como beneficiária do ato reclamado o Município de São Paulo, no lugar de Estador de São Paulo. Após, publique-se". 2. A agravante alega que a Portaria SF 122/2009 da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo, a pretexto de regulamentar o art. 56 da Lei Federal nº 8.666/93, estabeleceu restrições à direitos previstos no referido artigo, ofendendo a competência da União para legislar sobre licitação e contratação administrativa. Por isso o caso amolda-se ao da ADI 3.670/DF, uma vez que nesta última se cuida da ofensa à competência da União para legislar sobre licitação e contratação. Desse modo, afirma haver no caso aderência estrita. 3. Afirma também que o mandado de segurança contra a Portaria SF 122/2009 “foi indevidamente extinto sem resolução do mérito porque a MM Magistrada da 11ª Vara da Fazenda Pública equivocou-se em não vislumbrar a relação jurídica de direito público entre a AFIANÇADORA MUNDIAL e a Municipalidade”. Argumenta que se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantia da Portaria SF 122/2009 divergem das elencadas no art. 56 da Lei 8.666/93, uma vez que neste último diploma a prestação de garantia é facultativa e, de modo diverso, na Portaria SF 122/2009 é obrigatória uma das seguintes modalidades: caução em dinheiro, fiança bancária ou seguro-garantia. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP impugnado divergem daquelas elencadas no art. 56 da Lei º 8.666/93, premissa necessária para se afirmar afrontada a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos administrativos (art. 22, XXVII, da CF/88). 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo. 12. À Secretaria Judiciária, para retificar a autuação, fazendo constar como beneficiária do ato reclamado o Município de São Paulo, no lugar de Estador de São Paulo. Após, publique-se". 2. A agravante alega que a Portaria SF 122/2009 da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo, a pretexto de regulamentar o art. 56 da Lei Federal nº 8.666/93, estabeleceu restrições à direitos previstos no referido artigo, ofendendo a competência da União para legislar sobre licitação e contratação administrativa. Por isso o caso amolda-se ao da ADI 3.670/DF, uma vez que nesta última se cuida da ofensa à competência da União para legislar sobre licitação e contratação. Desse modo, afirma haver no caso aderência estrita. 3. Afirma também que o mandado de segurança contra a Portaria SF 122/2009 “foi indevidamente extinto sem resolução do mérito porque a MM Magistrada da 11ª Vara da Fazenda Pública equivocou-se em não vislumbrar a relação jurídica de direito público entre a AFIANÇADORA MUNDIAL e a Municipalidade”. Argumenta que se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantia da Portaria SF 122/2009 divergem das elencadas no art. 56 da Lei 8.666/93, uma vez que neste último diploma a prestação de garantia é facultativa e, de modo diverso, na Portaria SF 122/2009 é obrigatória uma das seguintes modalidades: caução em dinheiro, fiança bancária ou seguro-garantia. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Relatório RCL 34056 AGR / SP 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo, mas nego-lhe provimento. 2. No paradigma invocado, ADI nº 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, o Supremo Tribunal Federal afirmou a inconstitucionalidade da Lei 3.705/2005 do Distrito Federal, que previa vedação de celebrar contrato administrativo com pessoa inscrita em cadastros de proteção ao crédito e, ainda, normas de Direito do Trabalho e inspeção do trabalho. Considerou-se afrontada a competência privativa da União para legislar sobre licitação e contratação administrativa. 3. A situação dos autos, no entanto, distingue-se desse paradigma. Isso porque, na primeira decisão reclamada, foi extinto mandado de segurança, sem resolução de mérito, em razão da inexistência de relação administrativa entre a impetrante, ora reclamante, e a Municipalidade, já que a reclamante seria mera garantidora da EIT Engenharia S/A, contratada pela Administração. Já na decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, analisou-se suposta afronta a precedente firmando em representação de inconstitucionalidade estadual, na qual se julgou a validade da Lei nº 13.013/2018, do Município de São José do Rio Preto, tendo o órgão ora reclamado afirmado a aparente ausência de pertinência com a questão controvertida no caso concreto. 4. Como se vê, nas duas decisões indicadas, não houve análise do suposto extrapolamento da competência municipal para legislar sobre licitação e contratos públicos, questão que se assemelha à apreciada na ADI nº 3.670. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F84-3090-EF15-4CDE e senha 356E-B15D-FB55-1259 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo, mas nego-lhe provimento. 2. No paradigma invocado, ADI nº 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, o Supremo Tribunal Federal afirmou a inconstitucionalidade da Lei 3.705/2005 do Distrito Federal, que previa vedação de celebrar contrato administrativo com pessoa inscrita em cadastros de proteção ao crédito e, ainda, normas de Direito do Trabalho e inspeção do trabalho. Considerou-se afrontada a competência privativa da União para legislar sobre licitação e contratação administrativa. 3. A situação dos autos, no entanto, distingue-se desse paradigma. Isso porque, na primeira decisão reclamada, foi extinto mandado de segurança, sem resolução de mérito, em razão da inexistência de relação administrativa entre a impetrante, ora reclamante, e a Municipalidade, já que a reclamante seria mera garantidora da EIT Engenharia S/A, contratada pela Administração. Já na decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, analisou-se suposta afronta a precedente firmando em representação de inconstitucionalidade estadual, na qual se julgou a validade da Lei nº 13.013/2018, do Município de São José do Rio Preto, tendo o órgão ora reclamado afirmado a aparente ausência de pertinência com a questão controvertida no caso concreto. 4. Como se vê, nas duas decisões indicadas, não houve análise do suposto extrapolamento da competência municipal para legislar sobre licitação e contratos públicos, questão que se assemelha à apreciada na ADI nº 3.670. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F84-3090-EF15-4CDE e senha 356E-B15D-FB55-1259 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 34056 AGR / SP 5. Ainda que se considere como ato impugnado a Portaria SF n º 122/2009 do Município de São Paulo, o pedido não prosperaria. Isto porque: (i) a questão relativa ao estabelecimento de formas de garantia para a celebração de contrato não foram objeto de análise pelo paradigma invocado; e (ii) o reclamante não se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantias constantes do art. 1º do diploma impugnado divergem daquelas elencadas no art. 56 da Lei º 8.666/93, premissa necessária para se afirmar afrontada a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos administrativos (art. 22, XXVII, da CF/88). Em verdade, a transcrição do conteúdo de ambos os diplomas demonstra a similitude entre as previsões deles contantes. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Aplico à parte agravante multa de 1% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F84-3090-EF15-4CDE e senha 356E-B15D-FB55-1259 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP 5. Ainda que se considere como ato impugnado a Portaria SF n º 122/2009 do Município de São Paulo, o pedido não prosperaria. Isto porque: (i) a questão relativa ao estabelecimento de formas de garantia para a celebração de contrato não foram objeto de análise pelo paradigma invocado; e (ii) o reclamante não se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantias constantes do art. 1º do diploma impugnado divergem daquelas elencadas no art. 56 da Lei º 8.666/93, premissa necessária para se afirmar afrontada a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos administrativos (art. 22, XXVII, da CF/88). Em verdade, a transcrição do conteúdo de ambos os diplomas demonstra a similitude entre as previsões deles contantes. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Aplico à parte agravante multa de 1% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F84-3090-EF15-4CDE e senha 356E-B15D-FB55-1259 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) : TOSHINOBU TASOKO (314181/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 11ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RELATOR DA RCL Nº 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58BD-0ADA-460E-CA00 e senha B313-F9B8-D8AE-81EA Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) : TOSHINOBU TASOKO (314181/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 11ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RELATOR DA RCL Nº 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58BD-0ADA-460E-CA00 e senha B313-F9B8-D8AE-81EA Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750060827
2019-05-31T00:00:00
2019-06-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. ADI 3.670. COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR SOBRE LICITAÇÕES E CONTRATOS. 1. Reclamação em que se sustenta afronta à tese firmada por esta Corte na ADI 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, em que se analisou a competência distrital para legislar sobre licitações e contratos administrativos. 2. Inviável reclamação, quando não demonstrada a relação de estrita aderência entre os atos reclamados e o paradigma invocado. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime.
sjur405692
Número de páginas: 11. Análise: 22/07/2019, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
34056
[ "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 34056 AgR
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AGTE.(S) : AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) : TOSHINOBU TASOKO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 11ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RELATOR DA RCL Nº 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) :TOSHINOBU TASOKO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 11... VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATOR DA RCL n 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. ADI 3.670. COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR SOBRE LICITAÇÕES E CONTRATOS. 1. Reclamação em que se sustenta afronta à tese firmada por esta Corte na ADI 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, em que se analisou a competência distrital para legislar sobre licitações e contratos administrativos. 2. Inviável reclamação, quando não demonstrada a relação de estrita aderência entre os atos reclamados e o paradigma invocado. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de decisão unânime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D34-7263-908C-E8BB e senha 464C-B0E1-9D4C-0664 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 34056 AGR / SP conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 a 30 de maio de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D34-7263-908C-E8BB e senha 464C-B0E1-9D4C-0664 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 a 30 de maio de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D34-7263-908C-E8BB e senha 464C-B0E1-9D4C-0664 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) :TOSHINOBU TASOKO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 11... VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATOR DA RCL n 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizado em face de decisão da 11... Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, que julgou extinto mandado de segurança n 1009033-71.2019.8.26.0053, e decisão monocrática de Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, que indeferiu liminar na reclamação n 2064662-75.2019.8.26.0000. Em ambos os autos de origem, a ora reclamante visava a ver afastada a incidência de dispositivo da Portaria SF n 122/2009 da Secretaria de Finanças do Município de São Paulo, que prevê modalidades de garantia para a celebração de contratos administrativos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) :TOSHINOBU TASOKO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA 11... VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :RELATOR DA RCL n 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão pela qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizado em face de decisão da 11... Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, que julgou extinto mandado de segurança n 1009033-71.2019.8.26.0053, e decisão monocrática de Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, que indeferiu liminar na reclamação n 2064662-75.2019.8.26.0000. Em ambos os autos de origem, a ora reclamante visava a ver afastada a incidência de dispositivo da Portaria SF n 122/2009 da Secretaria de Finanças do Município de São Paulo, que prevê modalidades de garantia para a celebração de contratos administrativos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RCL 34056 AGR / SP 2. Na presente reclamação, suscitou-se, em princípio, afronta à tese firmada por esta Corte na ADI n 3.735, Relator Ministro Teori Zavascki. Em emenda à inicial, no entanto, a reclamante substituiu o paradigma invocado pela ADI 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Sustenta que a Portaria SF n 122/2009 teria implicado usurpação de competência da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos, porquanto teria previsto modalidades de caução não abarcadas no art. 56 da Lei n 8.666/1993. Deste modo, também teria sido afrontada a tese firmada no julgado paradigma. 3. É o relatório. Decido. 4. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (art. 52, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal). 5. Não assiste razão à parte reclamante. Com efeito, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição). No segundo caso, exige-se que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e §5..., II, do Código de Processo Civil/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g., as Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP 2. Na presente reclamação, suscitou-se, em princípio, afronta à tese firmada por esta Corte na ADI n 3.735, Relator Ministro Teori Zavascki. Em emenda à inicial, no entanto, a reclamante substituiu o paradigma invocado pela ADI 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence. Sustenta que a Portaria SF n 122/2009 teria implicado usurpação de competência da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos, porquanto teria previsto modalidades de caução não abarcadas no art. 56 da Lei n 8.666/1993. Deste modo, também teria sido afrontada a tese firmada no julgado paradigma. 3. É o relatório. Decido. 4. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (art. 52, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal). 5. Não assiste razão à parte reclamante. Com efeito, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição). No segundo caso, exige-se que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e §5..., II, do Código de Processo Civil/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g., as Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RCL 34056 AGR / SP PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de precatórios (art. 97, §1..., I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 7. No paradigma invocado, ADI n 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, o Supremo Tribunal Federal afirmou a inconstitucionalidade da Lei 3.705/2005 do Distrito Federal, que previa vedação de celebrar contrato administrativo com pessoa inscrita em cadastros de proteção ao crédito e, ainda, normas de Direito do Trabalho e inspeção do trabalho. Confira-se a ementa: EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade: L. Distrital 3.705, de 21.11.2005, que cria restrições a empresas que discriminarem na contratação de mão-de- obra: inconstitucionalidade declarada. 1. Ofensa à competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitação e contratação administrativa, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais de todos os entes da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 22, XXVII) e para dispor sobre Direito do Trabalho e inspeção do trabalho (Constituição Federal de 1988, arts. 21, XXIV e 22, I). 2. Afronta ao art. 37, XXI, da Constituição da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de precatórios (art. 97, §1..., I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 7. No paradigma invocado, ADI n 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, o Supremo Tribunal Federal afirmou a inconstitucionalidade da Lei 3.705/2005 do Distrito Federal, que previa vedação de celebrar contrato administrativo com pessoa inscrita em cadastros de proteção ao crédito e, ainda, normas de Direito do Trabalho e inspeção do trabalho. Confira-se a ementa: EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade: L. Distrital 3.705, de 21.11.2005, que cria restrições a empresas que discriminarem na contratação de mão-de- obra: inconstitucionalidade declarada. 1. Ofensa à competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitação e contratação administrativa, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais de todos os entes da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 22, XXVII) e para dispor sobre Direito do Trabalho e inspeção do trabalho (Constituição Federal de 1988, arts. 21, XXIV e 22, I). 2. Afronta ao art. 37, XXI, da Constituição da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RCL 34056 AGR / SP República - norma de observância compulsória pelas ordens locais - segundo o qual a disciplina legal das licitações há de assegurar a "igualdade de condições de todos os concorrentes", o que é incompatível com a proibição de licitar em função de um critério - o da discriminação de empregados inscritos em cadastros restritivos de crédito -, que não tem pertinência com a exigência de garantia do cumprimento do contrato objeto do concurso. 8. A situação dos autos, no entanto, distingue-se deste paradigma. Isso porque, na primeira decisão reclamada, foi extinto mandado de segurança, sem resolução de mérito, em razão da inexistência de relação administrativa entre a impetrante, ora reclamante, e a Municipalidade. Consignou-se que “a relação jurídica existente entre a impetrante e a empresa EIT Engenharia S/A é de direito privado, alheia à Municipalidade. Eventual não pagamento do prêmio diz respeito apenas à impetrante e a afiançada” (doc. 8). Já na decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, analisou-se suposta afronta a precedente firmando em representação de inconstitucionalidade estadual na qual se julgou a validade da Lei n 13.013/2018, do Município de São José do Rio Preto, tendo o órgão ora reclamado afirmado a aparente ausência de pertinência com a questão controvertida no caso concreto. 9. Como se vê, nas duas decisões indicadas não houve análise do suposto extrapolamento da competência municipal para legislar sobre licitação e contratos públicos, questão que se assemelha à apreciada na ADI n 3.670. 10. Ainda que se considere como ato impugnado a Portaria SF n 122/2009 do Município de São Paulo, o pedido não prosperaria. Isto porque: (i) a questão relativa ao estabelecimento de formas de garantia para a celebração de contrato não foram objeto de análise pelo paradigma invocado; e (ii) o reclamante não se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantias constantes do art. 1... do diploma 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP República - norma de observância compulsória pelas ordens locais - segundo o qual a disciplina legal das licitações há de assegurar a "igualdade de condições de todos os concorrentes", o que é incompatível com a proibição de licitar em função de um critério - o da discriminação de empregados inscritos em cadastros restritivos de crédito -, que não tem pertinência com a exigência de garantia do cumprimento do contrato objeto do concurso. 8. A situação dos autos, no entanto, distingue-se deste paradigma. Isso porque, na primeira decisão reclamada, foi extinto mandado de segurança, sem resolução de mérito, em razão da inexistência de relação administrativa entre a impetrante, ora reclamante, e a Municipalidade. Consignou-se que “a relação jurídica existente entre a impetrante e a empresa EIT Engenharia S/A é de direito privado, alheia à Municipalidade. Eventual não pagamento do prêmio diz respeito apenas à impetrante e a afiançada” (doc. 8). Já na decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, analisou-se suposta afronta a precedente firmando em representação de inconstitucionalidade estadual na qual se julgou a validade da Lei n 13.013/2018, do Município de São José do Rio Preto, tendo o órgão ora reclamado afirmado a aparente ausência de pertinência com a questão controvertida no caso concreto. 9. Como se vê, nas duas decisões indicadas não houve análise do suposto extrapolamento da competência municipal para legislar sobre licitação e contratos públicos, questão que se assemelha à apreciada na ADI n 3.670. 10. Ainda que se considere como ato impugnado a Portaria SF n 122/2009 do Município de São Paulo, o pedido não prosperaria. Isto porque: (i) a questão relativa ao estabelecimento de formas de garantia para a celebração de contrato não foram objeto de análise pelo paradigma invocado; e (ii) o reclamante não se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantias constantes do art. 1... do diploma 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RCL 34056 AGR / SP impugnado divergem daquelas elencadas no art. 56 da Lei 8.666/93, premissa necessária para se afirmar afrontada a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos administrativos (art. 22, XXVII, da Constituição Federal de 1988/88). 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo. 12. À Secretaria Judiciária, para retificar a autuação, fazendo constar como beneficiária do ato reclamado o Município de São Paulo, no lugar de Estador de São Paulo. Após, publique-se". 2. A agravante alega que a Portaria SF 122/2009 da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo, a pretexto de regulamentar o art. 56 da Lei Federal n 8.666/93, estabeleceu restrições à direitos previstos no referido artigo, ofendendo a competência da União para legislar sobre licitação e contratação administrativa. Por isso o caso amolda-se ao da ADI 3.670/DF, uma vez que nesta última se cuida da ofensa à competência da União para legislar sobre licitação e contratação. Desse modo, afirma haver no caso aderência estrita. 3. Afirma também que o mandado de segurança contra a Portaria SF 122/2009 “foi indevidamente extinto sem resolução do mérito porque a MM Magistrada da 11... Vara da Fazenda Pública equivocou-se em não vislumbrar a relação jurídica de direito público entre a AFIANÇADORA MUNDIAL e a Municipalidade”. Argumenta que se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantia da Portaria SF 122/2009 divergem das elencadas no art. 56 da Lei 8.666/93, uma vez que neste último diploma a prestação de garantia é facultativa e, de modo diverso, na Portaria SF 122/2009 é obrigatória uma das seguintes modalidades: caução em dinheiro, fiança bancária ou seguro-garantia. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP impugnado divergem daquelas elencadas no art. 56 da Lei 8.666/93, premissa necessária para se afirmar afrontada a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos administrativos (art. 22, XXVII, da Constituição Federal de 1988/88). 11. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo. 12. À Secretaria Judiciária, para retificar a autuação, fazendo constar como beneficiária do ato reclamado o Município de São Paulo, no lugar de Estador de São Paulo. Após, publique-se". 2. A agravante alega que a Portaria SF 122/2009 da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo, a pretexto de regulamentar o art. 56 da Lei Federal n 8.666/93, estabeleceu restrições à direitos previstos no referido artigo, ofendendo a competência da União para legislar sobre licitação e contratação administrativa. Por isso o caso amolda-se ao da ADI 3.670/DF, uma vez que nesta última se cuida da ofensa à competência da União para legislar sobre licitação e contratação. Desse modo, afirma haver no caso aderência estrita. 3. Afirma também que o mandado de segurança contra a Portaria SF 122/2009 “foi indevidamente extinto sem resolução do mérito porque a MM Magistrada da 11... Vara da Fazenda Pública equivocou-se em não vislumbrar a relação jurídica de direito público entre a AFIANÇADORA MUNDIAL e a Municipalidade”. Argumenta que se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantia da Portaria SF 122/2009 divergem das elencadas no art. 56 da Lei 8.666/93, uma vez que neste último diploma a prestação de garantia é facultativa e, de modo diverso, na Portaria SF 122/2009 é obrigatória uma das seguintes modalidades: caução em dinheiro, fiança bancária ou seguro-garantia. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Relatório RCL 34056 AGR / SP 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EEC-1C65-2E02-6D19 e senha 8940-D3B9-F1FC-B032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo, mas nego-lhe provimento. 2. No paradigma invocado, ADI n 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, o Supremo Tribunal Federal afirmou a inconstitucionalidade da Lei 3.705/2005 do Distrito Federal, que previa vedação de celebrar contrato administrativo com pessoa inscrita em cadastros de proteção ao crédito e, ainda, normas de Direito do Trabalho e inspeção do trabalho. Considerou-se afrontada a competência privativa da União para legislar sobre licitação e contratação administrativa. 3. A situação dos autos, no entanto, distingue-se desse paradigma. Isso porque, na primeira decisão reclamada, foi extinto mandado de segurança, sem resolução de mérito, em razão da inexistência de relação administrativa entre a impetrante, ora reclamante, e a Municipalidade, já que a reclamante seria mera garantidora da EIT Engenharia S/A, contratada pela Administração. Já na decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, analisou-se suposta afronta a precedente firmando em representação de inconstitucionalidade estadual, na qual se julgou a validade da Lei n 13.013/2018, do Município de São José do Rio Preto, tendo o órgão ora reclamado afirmado a aparente ausência de pertinência com a questão controvertida no caso concreto. 4. Como se vê, nas duas decisões indicadas, não houve análise do suposto extrapolamento da competência municipal para legislar sobre licitação e contratos públicos, questão que se assemelha à apreciada na ADI n 3.670. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F84-3090-EF15-4CDE e senha 356E-B15D-FB55-1259 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo, mas nego-lhe provimento. 2. No paradigma invocado, ADI n 3.670, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, o Supremo Tribunal Federal afirmou a inconstitucionalidade da Lei 3.705/2005 do Distrito Federal, que previa vedação de celebrar contrato administrativo com pessoa inscrita em cadastros de proteção ao crédito e, ainda, normas de Direito do Trabalho e inspeção do trabalho. Considerou-se afrontada a competência privativa da União para legislar sobre licitação e contratação administrativa. 3. A situação dos autos, no entanto, distingue-se desse paradigma. Isso porque, na primeira decisão reclamada, foi extinto mandado de segurança, sem resolução de mérito, em razão da inexistência de relação administrativa entre a impetrante, ora reclamante, e a Municipalidade, já que a reclamante seria mera garantidora da EIT Engenharia S/A, contratada pela Administração. Já na decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, analisou-se suposta afronta a precedente firmando em representação de inconstitucionalidade estadual, na qual se julgou a validade da Lei n 13.013/2018, do Município de São José do Rio Preto, tendo o órgão ora reclamado afirmado a aparente ausência de pertinência com a questão controvertida no caso concreto. 4. Como se vê, nas duas decisões indicadas, não houve análise do suposto extrapolamento da competência municipal para legislar sobre licitação e contratos públicos, questão que se assemelha à apreciada na ADI n 3.670. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F84-3090-EF15-4CDE e senha 356E-B15D-FB55-1259 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 34056 AGR / SP 5. Ainda que se considere como ato impugnado a Portaria SF n 122/2009 do Município de São Paulo, o pedido não prosperaria. Isto porque: (i) a questão relativa ao estabelecimento de formas de garantia para a celebração de contrato não foram objeto de análise pelo paradigma invocado; e (ii) o reclamante não se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantias constantes do art. 1... do diploma impugnado divergem daquelas elencadas no art. 56 da Lei 8.666/93, premissa necessária para se afirmar afrontada a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos administrativos (art. 22, XXVII, da Constituição Federal de 1988/88). Em verdade, a transcrição do conteúdo de ambos os diplomas demonstra a similitude entre as previsões deles contantes. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Aplico à parte agravante multa de 1% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F84-3090-EF15-4CDE e senha 356E-B15D-FB55-1259 Supremo Tribunal Federal RCL 34056 AGR / SP 5. Ainda que se considere como ato impugnado a Portaria SF n 122/2009 do Município de São Paulo, o pedido não prosperaria. Isto porque: (i) a questão relativa ao estabelecimento de formas de garantia para a celebração de contrato não foram objeto de análise pelo paradigma invocado; e (ii) o reclamante não se desincumbiu do ônus de demonstrar que as formas de garantias constantes do art. 1... do diploma impugnado divergem daquelas elencadas no art. 56 da Lei 8.666/93, premissa necessária para se afirmar afrontada a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de licitações e contratos administrativos (art. 22, XXVII, da Constituição Federal de 1988/88). Em verdade, a transcrição do conteúdo de ambos os diplomas demonstra a similitude entre as previsões deles contantes. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Aplico à parte agravante multa de 1% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F84-3090-EF15-4CDE e senha 356E-B15D-FB55-1259 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) : TOSHINOBU TASOKO (314181/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 11... VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RELATOR DA RCL n 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58BD-0ADA-460E-CA00 e senha B313-F9B8-D8AE-81EA Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.056 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S.A. ADV.(A/S) : TOSHINOBU TASOKO (314181/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA 11... VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : RELATOR DA RCL n 2064662-75.2019.8.26.0000 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58BD-0ADA-460E-CA00 e senha B313-F9B8-D8AE-81EA Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 34 . 056", "RCL n 2064662 - 75 . 2019 . 8 . 26 . 0000", "ADI 3 . 670", "ADI 3 . 670", "RECLAMAÇÃO 34 . 056", "RCL n 2064662 - 75 . 2019 . 8 . 26 . 0000", "mandado de segurança n 1009033 - 71 . 2019 . 8 . 26 . 0053", "reclamação n 2064662 - 75 . 2019 . 8 . 26 . 0000", "RCL n 2064662 - 75 . 2019 . 8 . 26 . 0000", "mandado de segurança n 1009033 - 71 . 2019 . 8 . 26 . 0053", "reclamação n 2064662 - 75 . 2019", "ADI n 3 . 735", "ADI 3 . 670", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "RCL 34056 AGR / SP", "ADI n 3 . 735", "ADI 3 . 670", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "ADI n 3 . 670", "ADI n 3 . 670", "ADI n 3 . 670 . 10", "ADI n 3 . 670 . 10", "RCL 34056 AGR / SP", "ADI 3 . 670 / DF", "RCL 34056", "ADI 3 . 670 /", "SF 122", "RCL", "ADI n 3 . 670", "ADI n 3 . 670", "ADI n 3 . 670", "ADI n 3 . 670 .", "RCL 34056 AGR / SP", "RECLAMAÇÃO", "RCL n 2064662 - 75 . 2019 . 8 . 26 . 0000", "RECLAMAÇÃO", "RCL n 2064662 - 75 . 2019 . 8 . 26 . 0000" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria SF n 122 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria SF n 122 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria SF n 122 / 2009", "art . 56 da Lei n 8 . 666 / 1993", "art . 52 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 102 , I , l , da Constituição", "art . 988 , II a IV , e § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria SF n 122 / 2009", "art . 56 da Lei n 8 . 666 / 1993", "art . 52 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 102 , I , l , da Constituição", "art . 988 , II a IV , e § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 , § 1 . . . , I , da Constituição", "Lei 3 . 705 / 2005", "L", ". Distrital 3 . 705", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , XXVII", "Constituição Federal de 1988 , arts . 21 , XXIV e 22 , I", "art . 37 , XXI , da Constituição da 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 , § 1 . . . , I , da Constituição", "Lei 3 . 705 / 2005", "L", ". Distrital 3 . 705", "Constituição Federal de 1988 , art . 22 , XXVII", "Constituição Federal de 1988 , arts . 21 , XXIV e 22 , I", "art . 37 , XXI , da Constituição da 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 013 / 2018", "Portaria SF n 122 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 013 / 2018", "Portaria SF n 122 / 2009 do Município de São Paulo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 56 da Lei 8 . 666 / 93", "art . 22 , XXVII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Portaria SF 122 / 2009", "art . 56 da Lei Federal n 8 . 666 / 93", "Portaria SF 122 / 2009", "Portaria SF 122 / 2009", "art . 56 da Lei 8 . 666 / 93", "Portaria SF 122 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 56 da Lei 8 . 666 / 93", "art . 22 , XXVII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Portaria SF 122 / 2009", "art . 56 da Lei Federal n 8 . 666 / 93", "Portaria SF 122 / 2009", "art . 56 da Lei 8 . 666 / 93", "Portaria SF 122 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 3 . 705 / 2005", "Lei n 13 . 013 / 2018", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 3 . 705 /", "Lei n 13 . 013 / 2018", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria SF n 122 / 2009", "art . 56 da Lei 8 . 666 / 93", "art . 22 , XXVII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria SF n 122 / 2009", "art . 56 da Lei 8 . 666 / 93", "art . 22 , XXVII , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Distrito Federal", "Município de São José do Rio Preto", "Município de São José do Rio Preto", "Município de São Paulo", "São Paulo", "Município de São Paulo", "São Paulo", "SÃO PAULO", "Município de São José do Rio Preto", "SÃO PAULO", "Município de São José do Rio Preto", "Município de São Paulo", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S . 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Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Secretaria de Finanças do Município de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito", "Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "/", "EIT Engenharia S / A", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Município", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "EIT Engenharia S / A", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Secretaria", "União", "União", "11", ".", ". . Vara da Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo", "União", "União", "11", ".", ". . Vara da Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito", "União", "EIT Engenharia S / A", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito", "Federal", "União", "EIT Engenharia S / A", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Município", "União", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S . A", "VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO PAULO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "AFIANÇADORA MUNDIAL E INVESTIMENTOS EMPRESARIAL S", "11", ".", ". . VARA DE FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SÃO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "TOSHINOBU TASOKO", "Sepúlveda Pertence", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "TOSHINOBU TASOKO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "TOSHINOBU TASOKO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Teori Zavascki", "Sepúlveda Pertence", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Sepúlveda Pertence", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sepúlveda Pertence", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sepúlveda Pertence", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "TOSHINOBU TASOKO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROBERTO BARROSO", "TOSHINOBU TASOKO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 a 30 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 a 30 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "11", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "11", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) :RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO Agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. 2. Ilegitimidade ativa. Ausência de pertinência temática. 3. Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE). 4. Dispositivos da Lei Complementar 123/2006. Simples Nacional. 5. Inexistência de relação entre os objetivos da federação requerente e o objeto da lei impugnada. 6. Processo extinto sem julgamento do mérito. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 17 a 23 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 598F-0D20-02DE-E96F e senha 1D33-70F5-C0F1-8F7F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ADI 3910 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 598F-0D20-02DE-E96F e senha 1D33-70F5-C0F1-8F7F Supremo Tribunal Federal ADI 3910 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 598F-0D20-02DE-E96F e senha 1D33-70F5-C0F1-8F7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) :RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE), contra a decisão de minha lavra, que negou seguimento à ação direta de inconstitucionalidade, nos seguintes termos: “Verifico, portanto, que o objeto social da FEBRAFITE é a defesa dos interesses e direitos dos fiscais estaduais de tributos. Eventual procedência da ação repercutiria nas competências tributárias dos Entes federados, e não nos filiados da requerente. Dessa forma, a jurisprudência do STF é firme no sentido de que a ausência de pertinência temática impede o conhecimento da ação direta”. A recorrente alega, em síntese, que o objeto social da Federação e o interesse dos fiscais e auditores de tributos estaduais têm relação direta com os efeitos das normas impugnadas, “pois a supressão total ou parcial do ICMS das competências e atribuições dos referidos servidores dos Estados Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79E3-17A0-F899-99DE e senha B2E3-44CF-1EF3-B806 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) :RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE), contra a decisão de minha lavra, que negou seguimento à ação direta de inconstitucionalidade, nos seguintes termos: “Verifico, portanto, que o objeto social da FEBRAFITE é a defesa dos interesses e direitos dos fiscais estaduais de tributos. Eventual procedência da ação repercutiria nas competências tributárias dos Entes federados, e não nos filiados da requerente. Dessa forma, a jurisprudência do STF é firme no sentido de que a ausência de pertinência temática impede o conhecimento da ação direta”. A recorrente alega, em síntese, que o objeto social da Federação e o interesse dos fiscais e auditores de tributos estaduais têm relação direta com os efeitos das normas impugnadas, “pois a supressão total ou parcial do ICMS das competências e atribuições dos referidos servidores dos Estados Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79E3-17A0-F899-99DE e senha B2E3-44CF-1EF3-B806 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ADI 3910 AGR / DF brasileiros elimina não só parte de suas atividades funcionais mas afeta diretamente a capacidade de atingimento de metas de produtividade que pautam a remuneração de todas as carreiras da Administração Tributária no país!“. Aduz fazer parte de suas atribuições o apoio às administrações fazendárias. Afirma a existência de pertinência temática e de interesse jurídico entre seus objetivos institucionais e o interesse substancial de seus representados, demonstrando adequação à hipótese de legitimação extraordinária exigida pela Lei 9.868/1999. Ressalta a supressão de competência do fiscal estadual de tributos à revelia da legislação que regulamenta o exercício da profissão. Aponta que a supressão das referidas atribuições faria com que a representatividade da Federação ficasse restrita ao corporativo interno, de caráter subsindical. Conclui defendendo a legitimidade da FEBRAFITE para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade diante da representação, em âmbito nacional, das associações de fiscais estaduais de todos os estados e do Distrito Federal. Requer o conhecimento e o provimento do presente agravo regimental, a fim de que seja analisado o mérito da ação direta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79E3-17A0-F899-99DE e senha B2E3-44CF-1EF3-B806 Supremo Tribunal Federal ADI 3910 AGR / DF brasileiros elimina não só parte de suas atividades funcionais mas afeta diretamente a capacidade de atingimento de metas de produtividade que pautam a remuneração de todas as carreiras da Administração Tributária no país!“. Aduz fazer parte de suas atribuições o apoio às administrações fazendárias. Afirma a existência de pertinência temática e de interesse jurídico entre seus objetivos institucionais e o interesse substancial de seus representados, demonstrando adequação à hipótese de legitimação extraordinária exigida pela Lei 9.868/1999. Ressalta a supressão de competência do fiscal estadual de tributos à revelia da legislação que regulamenta o exercício da profissão. Aponta que a supressão das referidas atribuições faria com que a representatividade da Federação ficasse restrita ao corporativo interno, de caráter subsindical. Conclui defendendo a legitimidade da FEBRAFITE para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade diante da representação, em âmbito nacional, das associações de fiscais estaduais de todos os estados e do Distrito Federal. Requer o conhecimento e o provimento do presente agravo regimental, a fim de que seja analisado o mérito da ação direta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79E3-17A0-F899-99DE e senha B2E3-44CF-1EF3-B806 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE) ajuizou a presente ação direta de inconstitucionalidade com vistas à declaração de inconstitucionalidade dos artigos 1º, caput, I, §1º; 2º, I, §1º, §2º e §4º; 3º, §11; 5º, caput; 13, caput, VII e VIII, §21; 18, caput, §1º, §2º, §3º, §4º; 19, caput, I, II e III, §3º; 20, caput, §2º, §3º; 21, §4º; 22, I, II; 23; 24; 25, caput; 26, I, §1º, I, II, §4º, §5º; 27; 33, §4º; 35; 41, §1º ao §3º e 79 da Lei Complementar 123, de 14 de dezembro de 2006. Diante da inexistência de pertinência temática entre o objeto da ação e os objetivos institucionais perseguidos pela entidade autora, neguei seguimento à ação direta de inconstitucionalidade. Inconformada, a FEBRAFITE interpôs agravo de instrumento, sustentando, em síntese, a pertinência temática a ensejar a legitimação extraordinária exigida pela Lei 9.868/1999. Tornou-se remansoso, nesta Corte, o entendimento no sentido de que, no controle abstrato de constitucionalidade, a legitimação ativa das entidades sindicais está condicionada à demonstração da relação de pertinência temática entre o objeto da ação e os objetivos institucionais perseguidos pela entidade autora. A propósito, cito os seguintes precedentes: ADI 1.157, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 17.11.2006; ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 19.9.2003; ADI 1.507, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 6.6.1997; ADI 3.330, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 22.3.2013; ADI 1.795, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 30.4.1998; ADI-AgR 4.361, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 1º.2.2012; ADI-AgR 3.762, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 24.11.2006; ADI 3.913, de minha relatoria, DJe 20.5.2014; ADI-AgR 5.757, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE) ajuizou a presente ação direta de inconstitucionalidade com vistas à declaração de inconstitucionalidade dos artigos 1º, caput, I, §1º; 2º, I, §1º, §2º e §4º; 3º, §11; 5º, caput; 13, caput, VII e VIII, §21; 18, caput, §1º, §2º, §3º, §4º; 19, caput, I, II e III, §3º; 20, caput, §2º, §3º; 21, §4º; 22, I, II; 23; 24; 25, caput; 26, I, §1º, I, II, §4º, §5º; 27; 33, §4º; 35; 41, §1º ao §3º e 79 da Lei Complementar 123, de 14 de dezembro de 2006. Diante da inexistência de pertinência temática entre o objeto da ação e os objetivos institucionais perseguidos pela entidade autora, neguei seguimento à ação direta de inconstitucionalidade. Inconformada, a FEBRAFITE interpôs agravo de instrumento, sustentando, em síntese, a pertinência temática a ensejar a legitimação extraordinária exigida pela Lei 9.868/1999. Tornou-se remansoso, nesta Corte, o entendimento no sentido de que, no controle abstrato de constitucionalidade, a legitimação ativa das entidades sindicais está condicionada à demonstração da relação de pertinência temática entre o objeto da ação e os objetivos institucionais perseguidos pela entidade autora. A propósito, cito os seguintes precedentes: ADI 1.157, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 17.11.2006; ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 19.9.2003; ADI 1.507, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 6.6.1997; ADI 3.330, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 22.3.2013; ADI 1.795, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 30.4.1998; ADI-AgR 4.361, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 1º.2.2012; ADI-AgR 3.762, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 24.11.2006; ADI 3.913, de minha relatoria, DJe 20.5.2014; ADI-AgR 5.757, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 3910 AGR / DF Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 27.8.2018, este último assim ementado: “Processo constitucional. agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. ausência de pertinência temática. ilegitimidade ativa. 1. A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE não possui legitimidade para a presente ação, uma vez que seu escopo de atuação não guarda pertinência temática com o dispositivo impugnado (art. 1º, §8º, da Lei Complementar nº 156/2016), que trata de condições para que o Estado membro celebre termo aditivo para refinanciamento de dívidas com a União. Eventual procedência do pedido não repercutiria diretamente sobre a classe representada pela federação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. No mesmo sentido, transcrevo trecho do parecer da Procuradoria- Geral da República: “19. Preliminarmente, há que ser destacada a ilegitimidade da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE para o manejo da ação direta de inconstitucionalidade, haja vista não se observar a relação de pertinência entre os objetivos da Federação e o objeto em discussão nos autos. 20. As finalidades da requerente, conforme elencado no artigo 4º de seu Estatuto (fls. 32-33), dizem respeito à valorização e defesa do interesse de seus filiados e representados, cujas atividades não são, de qualquer modo, afetadas pelas normas da Lei Complementar nº 123/2006. 21. Dispõe a referida lei complementar sobre o Estatuto Nacional das micro e pequenas empresas, estabelecendo, ainda, um regime simplificado de recolhimento de tributos federais, estaduais e municipais, o que não reflete sobre a atividade desenvolvida pelos fiscais de tributos estaduais, únicos representados pela Federação. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Supremo Tribunal Federal ADI 3910 AGR / DF Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 27.8.2018, este último assim ementado: “Processo constitucional. agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. ausência de pertinência temática. ilegitimidade ativa. 1. A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE não possui legitimidade para a presente ação, uma vez que seu escopo de atuação não guarda pertinência temática com o dispositivo impugnado (art. 1º, §8º, da Lei Complementar nº 156/2016), que trata de condições para que o Estado membro celebre termo aditivo para refinanciamento de dívidas com a União. Eventual procedência do pedido não repercutiria diretamente sobre a classe representada pela federação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. No mesmo sentido, transcrevo trecho do parecer da Procuradoria- Geral da República: “19. Preliminarmente, há que ser destacada a ilegitimidade da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE para o manejo da ação direta de inconstitucionalidade, haja vista não se observar a relação de pertinência entre os objetivos da Federação e o objeto em discussão nos autos. 20. As finalidades da requerente, conforme elencado no artigo 4º de seu Estatuto (fls. 32-33), dizem respeito à valorização e defesa do interesse de seus filiados e representados, cujas atividades não são, de qualquer modo, afetadas pelas normas da Lei Complementar nº 123/2006. 21. Dispõe a referida lei complementar sobre o Estatuto Nacional das micro e pequenas empresas, estabelecendo, ainda, um regime simplificado de recolhimento de tributos federais, estaduais e municipais, o que não reflete sobre a atividade desenvolvida pelos fiscais de tributos estaduais, únicos representados pela Federação. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 3910 AGR / DF 22. Sobre o não atendimento do requisito da pertinência temática, portanto, duas observações merecem destaque, a saber: i) as normas inscritas no diploma impugnado não atingem as atividades desenvolvidas pelos fiscais de tributos estaduais, porquanto se referem ao estabelecimento de um mecanismo simplificado de recolhimento de tributos pelas micro e pequenas empresas; e, ii) a FEBRAFITE não tem, e nem poderia ter, dentre seus objetivos, a possibilidade de efetuar qualquer forma de ingerência sobre a disciplina relativa aos tributos federais e municipais, aos quais igualmente se refere a LC nº 123/2006. 23. Assim, considerando-se que as regras impugnadas não dizem respeito à finalidade para a qual a Federação requerente foi criada, há que se concluir que o requisito da pertinência temática não foi atendido, o que importa na impossibilidade de conhecimento da presente ação direta de inconstitucionalidade”. (eDOC 9, p. 5,6) Conforme destacado anteriormente, a ação busca a declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 123/2006 – que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte –, enquanto que os objetivos do Estatuto Social da referida Federação dirigem-se à promoção e à valorização dos fiscais de tributos estaduais. Confira-se o teor dos arts. 1º e 4º do referido estatuto: “Art. 1º – A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE é uma associação, sem fins econômicos, fundada a 20 de março de 1992, de duração indeterminada, com foro e sede própria no Setor de Rádio e Televisão Norte, Quadra 702, Bloco P, Edifício Brasília Rádio Center, Sala 1056, 1° Pavimento, em Brasília-DF, regendo-se por este Estatuto, pelo Regimento Interno e legislação pertinente. (…) Art. 4.º – A FEBRAFITE tem por objetivo: I – congregar Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, dirigida e representada exclusivamente pelos mesmos, por 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Supremo Tribunal Federal ADI 3910 AGR / DF 22. Sobre o não atendimento do requisito da pertinência temática, portanto, duas observações merecem destaque, a saber: i) as normas inscritas no diploma impugnado não atingem as atividades desenvolvidas pelos fiscais de tributos estaduais, porquanto se referem ao estabelecimento de um mecanismo simplificado de recolhimento de tributos pelas micro e pequenas empresas; e, ii) a FEBRAFITE não tem, e nem poderia ter, dentre seus objetivos, a possibilidade de efetuar qualquer forma de ingerência sobre a disciplina relativa aos tributos federais e municipais, aos quais igualmente se refere a LC nº 123/2006. 23. Assim, considerando-se que as regras impugnadas não dizem respeito à finalidade para a qual a Federação requerente foi criada, há que se concluir que o requisito da pertinência temática não foi atendido, o que importa na impossibilidade de conhecimento da presente ação direta de inconstitucionalidade”. (eDOC 9, p. 5,6) Conforme destacado anteriormente, a ação busca a declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 123/2006 – que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte –, enquanto que os objetivos do Estatuto Social da referida Federação dirigem-se à promoção e à valorização dos fiscais de tributos estaduais. Confira-se o teor dos arts. 1º e 4º do referido estatuto: “Art. 1º – A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE é uma associação, sem fins econômicos, fundada a 20 de março de 1992, de duração indeterminada, com foro e sede própria no Setor de Rádio e Televisão Norte, Quadra 702, Bloco P, Edifício Brasília Rádio Center, Sala 1056, 1° Pavimento, em Brasília-DF, regendo-se por este Estatuto, pelo Regimento Interno e legislação pertinente. (…) Art. 4.º – A FEBRAFITE tem por objetivo: I – congregar Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, dirigida e representada exclusivamente pelos mesmos, por 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 3910 AGR / DF força de dispositivos estatutários, para defesa de seus direitos e interesses no âmbito nacional, em qualquer esfera administrativa ou instância judicial; II – promover o desenvolvimento das Associações filiadas, ativando-as no sentido de proporcionarem o mais amplo e perfeito atendimento a seus associados; III – proporcionar, em conjunto com as Associações filiadas, apoio às Administrações Fazendárias, com vistas aos seus aperfeiçoamentos técnicos, de forma a lhes permitir melhores condições para atingirem seus objetivos, concernentes à fiscalização, à arrecadação e à administração dos tributos estaduais; IV – desenvolver esforço pela constante valorização técnica, profissional e social dos Fiscais de Tributos Estaduais; V – pugnar pela profissionalização, valorização e dignificação da função fiscalizadora e pela criação do Código de Ética e da Lei Orgânica dos Fiscais de Tributos Estaduais; VI – realizar Congresso Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais, buscando a participação das Administrações Tributárias Estaduais, em consenso com as associações respectivas, promovendo estudos e deliberações acerca de temas pertinentes à tributação, arrecadação e fiscalização, divulgar e defender as ideias nele aprovadas e pugnar pelo congraçamento da classe;” (eDOC 2, p. 31-32) O objeto social da FEBRAFITE restringe-se à defesa dos interesses e direitos dos fiscais estaduais de tributos. Eventual procedência da ação repercutiria nas competências tributárias dos Entes federados, e não nos filiados da requerente. Dessa forma, inarredável conclusão pela ausência de pertinência temática. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Supremo Tribunal Federal ADI 3910 AGR / DF força de dispositivos estatutários, para defesa de seus direitos e interesses no âmbito nacional, em qualquer esfera administrativa ou instância judicial; II – promover o desenvolvimento das Associações filiadas, ativando-as no sentido de proporcionarem o mais amplo e perfeito atendimento a seus associados; III – proporcionar, em conjunto com as Associações filiadas, apoio às Administrações Fazendárias, com vistas aos seus aperfeiçoamentos técnicos, de forma a lhes permitir melhores condições para atingirem seus objetivos, concernentes à fiscalização, à arrecadação e à administração dos tributos estaduais; IV – desenvolver esforço pela constante valorização técnica, profissional e social dos Fiscais de Tributos Estaduais; V – pugnar pela profissionalização, valorização e dignificação da função fiscalizadora e pela criação do Código de Ética e da Lei Orgânica dos Fiscais de Tributos Estaduais; VI – realizar Congresso Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais, buscando a participação das Administrações Tributárias Estaduais, em consenso com as associações respectivas, promovendo estudos e deliberações acerca de temas pertinentes à tributação, arrecadação e fiscalização, divulgar e defender as ideias nele aprovadas e pugnar pelo congraçamento da classe;” (eDOC 2, p. 31-32) O objeto social da FEBRAFITE restringe-se à defesa dos interesses e direitos dos fiscais estaduais de tributos. Eventual procedência da ação repercutiria nas competências tributárias dos Entes federados, e não nos filiados da requerente. Dessa forma, inarredável conclusão pela ausência de pertinência temática. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) : RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA (81438/RJ) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO (PI002525/) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2C8-4E35-51CA-02F1 e senha FDB5-AE6E-9C93-E002 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) : RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA (81438/RJ) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO (PI002525/) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2C8-4E35-51CA-02F1 e senha FDB5-AE6E-9C93-E002 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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2019-05-24T00:00:00
2019-06-12T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. 2. Ilegitimidade ativa. Ausência de pertinência temática. 3. Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE). 4. Dispositivos da Lei Complementar 123/2006. Simples Nacional. 5. Inexistência de relação entre os objetivos da federação requerente e o objeto da lei impugnada. 6. Processo extinto sem julgamento do mérito. 7. Agravo regimental desprovido.
sjur405829
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO DE CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE, LEGITIMIDADE ATIVA, ENTIDADE SINDICAL, PERTINÊNCIA TEMÁTICA) ADI 1795 (1ªT), ADI 1873 (TP), ADI 3330 (TP), ADI 3762 AgR (TP), ADI 1157 MC (TP), ADI 4361 AgR (TP), ADI 5757 AgR (TP), ADI 1507 MC-AgR (TP). - Decisão monocrática citada: (AÇÃO DE CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE, LEGITIMIDADE ATIVA, ENTIDADE SINDICAL, PERTINÊNCIA TEMÁTICA) ADI 3913. - Veja art. 1º e art. 4º, I a VI do Estatuto Social da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE). Número de páginas: 9. Análise: 22/01/2020, JRS.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
3910
[ "LEG-FED LCP-000123 ANO-2006\n ART-00001 \"CAPUT\" INC-00001 PAR-00001 \n ART-00002 INC-00001 PAR-00001 PAR-00002 \n PAR-00004 ART-00003 PAR-00011 ART-00005 \n \"CAPUT\" ART-00013 \"CAPUT\" INC-00007 \n INC-00008 PAR-00021 ART-00018 \"CAPUT\" \n PAR-00001 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00004 \n ART-00019 \"CAPUT\" INC-00001 INC-00002 \n INC-00003 PAR-00003 ART-00020 \"CAPUT\" \n PAR-00002 PAR-00003 ART-00021 PAR-00004 \n ART-00022 INC-00001 INC-00002 ART-00023 \n ART-00024 ART-00025 \"CAPUT\" ART-00026 \n INC-00001 PAR-00001 INC-00001 INC-00002 \n PAR-00004 PAR-00005 ART-00027 ART-00033 \n PAR-00004 ART-00035 ART-00041 PAR-00001 \n PAR-00002 PAR-00003 ART-00079\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-009868 ANO-1999\n LEI ORDINÁRIA" ]
ADI-AgR
acordaos
ADI 3910 AgR
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AGTE.(S) : FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) : RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO
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Ementa e Acórdão 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) :RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO Agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. 2. Ilegitimidade ativa. Ausência de pertinência temática. 3. Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE). 4. Dispositivos da Lei Complementar 123/2006. Simples Nacional. 5. Inexistência de relação entre os objetivos da federação requerente e o objeto da lei impugnada. 6. Processo extinto sem julgamento do mérito. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 17 a 23 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 598F-0D20-02DE-E96F e senha 1D33-70F5-C0F1-8F7F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ADI 3910 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 598F-0D20-02DE-E96F e senha 1D33-70F5-C0F1-8F7F Supremo Tribunal Federal ADI 3910 AGR / DF 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 598F-0D20-02DE-E96F e senha 1D33-70F5-C0F1-8F7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) :RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE), contra a decisão de minha lavra, que negou seguimento à ação direta de inconstitucionalidade, nos seguintes termos: “Verifico, portanto, que o objeto social da FEBRAFITE é a defesa dos interesses e direitos dos fiscais estaduais de tributos. Eventual procedência da ação repercutiria nas competências tributárias dos Entes federados, e não nos filiados da requerente. Dessa forma, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a ausência de pertinência temática impede o conhecimento da ação direta”. A recorrente alega, em síntese, que o objeto social da Federação e o interesse dos fiscais e auditores de tributos estaduais têm relação direta com os efeitos das normas impugnadas, “pois a supressão total ou parcial do ICMS das competências e atribuições dos referidos servidores dos Estados Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79E3-17A0-F899-99DE e senha B2E3-44CF-1EF3-B806 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) :RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE), contra a decisão de minha lavra, que negou seguimento à ação direta de inconstitucionalidade, nos seguintes termos: “Verifico, portanto, que o objeto social da FEBRAFITE é a defesa dos interesses e direitos dos fiscais estaduais de tributos. Eventual procedência da ação repercutiria nas competências tributárias dos Entes federados, e não nos filiados da requerente. Dessa forma, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a ausência de pertinência temática impede o conhecimento da ação direta”. A recorrente alega, em síntese, que o objeto social da Federação e o interesse dos fiscais e auditores de tributos estaduais têm relação direta com os efeitos das normas impugnadas, “pois a supressão total ou parcial do ICMS das competências e atribuições dos referidos servidores dos Estados Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79E3-17A0-F899-99DE e senha B2E3-44CF-1EF3-B806 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ADI 3910 AGR / DF brasileiros elimina não só parte de suas atividades funcionais mas afeta diretamente a capacidade de atingimento de metas de produtividade que pautam a remuneração de todas as carreiras da Administração Tributária no país!“. Aduz fazer parte de suas atribuições o apoio às administrações fazendárias. Afirma a existência de pertinência temática e de interesse jurídico entre seus objetivos institucionais e o interesse substancial de seus representados, demonstrando adequação à hipótese de legitimação extraordinária exigida pela Lei 9.868/1999. Ressalta a supressão de competência do fiscal estadual de tributos à revelia da legislação que regulamenta o exercício da profissão. Aponta que a supressão das referidas atribuições faria com que a representatividade da Federação ficasse restrita ao corporativo interno, de caráter subsindical. Conclui defendendo a legitimidade da FEBRAFITE para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade diante da representação, em âmbito nacional, das associações de fiscais estaduais de todos os estados e do Distrito Federal. Requer o conhecimento e o provimento do presente agravo regimental, a fim de que seja analisado o mérito da ação direta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79E3-17A0-F899-99DE e senha B2E3-44CF-1EF3-B806 Supremo Tribunal Federal ADI 3910 AGR / DF brasileiros elimina não só parte de suas atividades funcionais mas afeta diretamente a capacidade de atingimento de metas de produtividade que pautam a remuneração de todas as carreiras da Administração Tributária no país!“. Aduz fazer parte de suas atribuições o apoio às administrações fazendárias. Afirma a existência de pertinência temática e de interesse jurídico entre seus objetivos institucionais e o interesse substancial de seus representados, demonstrando adequação à hipótese de legitimação extraordinária exigida pela Lei 9.868/1999. Ressalta a supressão de competência do fiscal estadual de tributos à revelia da legislação que regulamenta o exercício da profissão. Aponta que a supressão das referidas atribuições faria com que a representatividade da Federação ficasse restrita ao corporativo interno, de caráter subsindical. Conclui defendendo a legitimidade da FEBRAFITE para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade diante da representação, em âmbito nacional, das associações de fiscais estaduais de todos os estados e do Distrito Federal. Requer o conhecimento e o provimento do presente agravo regimental, a fim de que seja analisado o mérito da ação direta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79E3-17A0-F899-99DE e senha B2E3-44CF-1EF3-B806 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE) ajuizou a presente ação direta de inconstitucionalidade com vistas à declaração de inconstitucionalidade dos artigos 1..., caput, I, §1...; 2..., I, §1..., §2... e §4...; 3..., §11; 5..., caput; 13, caput, VII e VIII, §21; 18, caput, §1..., §2..., §3..., §4...; 19, caput, I, II e III, §3...; 20, caput, §2..., §3...; 21, §4...; 22, I, II; 23; 24; 25, caput; 26, I, §1..., I, II, §4..., §5...; 27; 33, §4...; 35; 41, §1... ao §3... e 79 da Lei Complementar 123, de 14 de dezembro de 2006. Diante da inexistência de pertinência temática entre o objeto da ação e os objetivos institucionais perseguidos pela entidade autora, neguei seguimento à ação direta de inconstitucionalidade. Inconformada, a FEBRAFITE interpôs agravo de instrumento, sustentando, em síntese, a pertinência temática a ensejar a legitimação extraordinária exigida pela Lei 9.868/1999. Tornou-se remansoso, nesta Corte, o entendimento no sentido de que, no controle abstrato de constitucionalidade, a legitimação ativa das entidades sindicais está condicionada à demonstração da relação de pertinência temática entre o objeto da ação e os objetivos institucionais perseguidos pela entidade autora. A propósito, cito os seguintes precedentes: ADI 1.157, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 17.11.2006; ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 19.9.2003; ADI 1.507, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 6.6.1997; ADI 3.330, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 22.3.2013; ADI 1.795, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 30.4.1998; ADI-AgR 4.361, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 1....2.2012; ADI-AgR 3.762, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 24.11.2006; ADI 3.913, de minha relatoria, DJe 20.5.2014; ADI-AgR 5.757, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE) ajuizou a presente ação direta de inconstitucionalidade com vistas à declaração de inconstitucionalidade dos artigos 1..., caput, I, §1...; 2..., I, §1..., §2... e §4...; 3..., §11; 5..., caput; 13, caput, VII e VIII, §21; 18, caput, §1..., §2..., §3..., §4...; 19, caput, I, II e III, §3...; 20, caput, §2..., §3...; 21, §4...; 22, I, II; 23; 24; 25, caput; 26, I, §1..., I, II, §4..., §5...; 27; 33, §4...; 35; 41, §1... ao §3... e 79 da Lei Complementar 123, de 14 de dezembro de 2006. Diante da inexistência de pertinência temática entre o objeto da ação e os objetivos institucionais perseguidos pela entidade autora, neguei seguimento à ação direta de inconstitucionalidade. Inconformada, a FEBRAFITE interpôs agravo de instrumento, sustentando, em síntese, a pertinência temática a ensejar a legitimação extraordinária exigida pela Lei 9.868/1999. Tornou-se remansoso, nesta Corte, o entendimento no sentido de que, no controle abstrato de constitucionalidade, a legitimação ativa das entidades sindicais está condicionada à demonstração da relação de pertinência temática entre o objeto da ação e os objetivos institucionais perseguidos pela entidade autora. A propósito, cito os seguintes precedentes: ADI 1.157, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 17.11.2006; ADI 1.873, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 19.9.2003; ADI 1.507, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 6.6.1997; ADI 3.330, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 22.3.2013; ADI 1.795, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 30.4.1998; ADI-AgR 4.361, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 1....2.2012; ADI-AgR 3.762, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 24.11.2006; ADI 3.913, de minha relatoria, DJe 20.5.2014; ADI-AgR 5.757, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 3910 AGR / DF Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 27.8.2018, este último assim ementado: “Processo constitucional. agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. ausência de pertinência temática. ilegitimidade ativa. 1. A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE não possui legitimidade para a presente ação, uma vez que seu escopo de atuação não guarda pertinência temática com o dispositivo impugnado (art. 1..., §8..., da Lei Complementar n 156/2016), que trata de condições para que o Estado membro celebre termo aditivo para refinanciamento de dívidas com a União. Eventual procedência do pedido não repercutiria diretamente sobre a classe representada pela federação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. No mesmo sentido, transcrevo trecho do parecer da Procuradoria- Geral da República: “19. Preliminarmente, há que ser destacada a ilegitimidade da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE para o manejo da ação direta de inconstitucionalidade, haja vista não se observar a relação de pertinência entre os objetivos da Federação e o objeto em discussão nos autos. 20. As finalidades da requerente, conforme elencado no artigo 4... de seu Estatuto (fls. 32-33), dizem respeito à valorização e defesa do interesse de seus filiados e representados, cujas atividades não são, de qualquer modo, afetadas pelas normas da Lei Complementar n 123/2006. 21. Dispõe a referida lei complementar sobre o Estatuto Nacional das micro e pequenas empresas, estabelecendo, ainda, um regime simplificado de recolhimento de tributos federais, estaduais e municipais, o que não reflete sobre a atividade desenvolvida pelos fiscais de tributos estaduais, únicos representados pela Federação. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Supremo Tribunal Federal ADI 3910 AGR / DF Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 27.8.2018, este último assim ementado: “Processo constitucional. agravo regimental em ação direta de inconstitucionalidade. ausência de pertinência temática. ilegitimidade ativa. 1. A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE não possui legitimidade para a presente ação, uma vez que seu escopo de atuação não guarda pertinência temática com o dispositivo impugnado (art. 1..., §8..., da Lei Complementar n 156/2016), que trata de condições para que o Estado membro celebre termo aditivo para refinanciamento de dívidas com a União. Eventual procedência do pedido não repercutiria diretamente sobre a classe representada pela federação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. No mesmo sentido, transcrevo trecho do parecer da Procuradoria- Geral da República: “19. Preliminarmente, há que ser destacada a ilegitimidade da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE para o manejo da ação direta de inconstitucionalidade, haja vista não se observar a relação de pertinência entre os objetivos da Federação e o objeto em discussão nos autos. 20. As finalidades da requerente, conforme elencado no artigo 4... de seu Estatuto (fls. 32-33), dizem respeito à valorização e defesa do interesse de seus filiados e representados, cujas atividades não são, de qualquer modo, afetadas pelas normas da Lei Complementar n 123/2006. 21. Dispõe a referida lei complementar sobre o Estatuto Nacional das micro e pequenas empresas, estabelecendo, ainda, um regime simplificado de recolhimento de tributos federais, estaduais e municipais, o que não reflete sobre a atividade desenvolvida pelos fiscais de tributos estaduais, únicos representados pela Federação. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 3910 AGR / DF 22. Sobre o não atendimento do requisito da pertinência temática, portanto, duas observações merecem destaque, a saber: i) as normas inscritas no diploma impugnado não atingem as atividades desenvolvidas pelos fiscais de tributos estaduais, porquanto se referem ao estabelecimento de um mecanismo simplificado de recolhimento de tributos pelas micro e pequenas empresas; e, ii) a FEBRAFITE não tem, e nem poderia ter, dentre seus objetivos, a possibilidade de efetuar qualquer forma de ingerência sobre a disciplina relativa aos tributos federais e municipais, aos quais igualmente se refere a Lei Complementar n 123/2006. 23. Assim, considerando-se que as regras impugnadas não dizem respeito à finalidade para a qual a Federação requerente foi criada, há que se concluir que o requisito da pertinência temática não foi atendido, o que importa na impossibilidade de conhecimento da presente ação direta de inconstitucionalidade”. (eDOC 9, p. 5,6) Conforme destacado anteriormente, a ação busca a declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 123/2006 – que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte –, enquanto que os objetivos do Estatuto Social da referida Federação dirigem-se à promoção e à valorização dos fiscais de tributos estaduais. Confira-se o teor dos arts. 1... e 4... do referido estatuto: “Art. 1... – A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE é uma associação, sem fins econômicos, fundada a 20 de março de 1992, de duração indeterminada, com foro e sede própria no Setor de Rádio e Televisão Norte, Quadra 702, Bloco P, Edifício Brasília Rádio Center, Sala 1056, 1... Pavimento, em Brasília-DF, regendo-se por este Estatuto, pelo Regimento Interno e legislação pertinente. (…) Art. 4. – A FEBRAFITE tem por objetivo: I – congregar Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, dirigida e representada exclusivamente pelos mesmos, por 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Supremo Tribunal Federal ADI 3910 AGR / DF 22. Sobre o não atendimento do requisito da pertinência temática, portanto, duas observações merecem destaque, a saber: i) as normas inscritas no diploma impugnado não atingem as atividades desenvolvidas pelos fiscais de tributos estaduais, porquanto se referem ao estabelecimento de um mecanismo simplificado de recolhimento de tributos pelas micro e pequenas empresas; e, ii) a FEBRAFITE não tem, e nem poderia ter, dentre seus objetivos, a possibilidade de efetuar qualquer forma de ingerência sobre a disciplina relativa aos tributos federais e municipais, aos quais igualmente se refere a Lei Complementar n 123/2006. 23. Assim, considerando-se que as regras impugnadas não dizem respeito à finalidade para a qual a Federação requerente foi criada, há que se concluir que o requisito da pertinência temática não foi atendido, o que importa na impossibilidade de conhecimento da presente ação direta de inconstitucionalidade”. (eDOC 9, p. 5,6) Conforme destacado anteriormente, a ação busca a declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 123/2006 – que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte –, enquanto que os objetivos do Estatuto Social da referida Federação dirigem-se à promoção e à valorização dos fiscais de tributos estaduais. Confira-se o teor dos arts. 1... e 4... do referido estatuto: “Art. 1... – A Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais – FEBRAFITE é uma associação, sem fins econômicos, fundada a 20 de março de 1992, de duração indeterminada, com foro e sede própria no Setor de Rádio e Televisão Norte, Quadra 702, Bloco P, Edifício Brasília Rádio Center, Sala 1056, 1... Pavimento, em Brasília-DF, regendo-se por este Estatuto, pelo Regimento Interno e legislação pertinente. (…) Art. 4. – A FEBRAFITE tem por objetivo: I – congregar Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, dirigida e representada exclusivamente pelos mesmos, por 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADI 3910 AGR / DF força de dispositivos estatutários, para defesa de seus direitos e interesses no âmbito nacional, em qualquer esfera administrativa ou instância judicial; II – promover o desenvolvimento das Associações filiadas, ativando-as no sentido de proporcionarem o mais amplo e perfeito atendimento a seus associados; III – proporcionar, em conjunto com as Associações filiadas, apoio às Administrações Fazendárias, com vistas aos seus aperfeiçoamentos técnicos, de forma a lhes permitir melhores condições para atingirem seus objetivos, concernentes à fiscalização, à arrecadação e à administração dos tributos estaduais; IV – desenvolver esforço pela constante valorização técnica, profissional e social dos Fiscais de Tributos Estaduais; V – pugnar pela profissionalização, valorização e dignificação da função fiscalizadora e pela criação do Código de Ética e da Lei Orgânica dos Fiscais de Tributos Estaduais; VI – realizar Congresso Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais, buscando a participação das Administrações Tributárias Estaduais, em consenso com as associações respectivas, promovendo estudos e deliberações acerca de temas pertinentes à tributação, arrecadação e fiscalização, divulgar e defender as ideias nele aprovadas e pugnar pelo congraçamento da classe;” (eDOC 2, p. 31-32) O objeto social da FEBRAFITE restringe-se à defesa dos interesses e direitos dos fiscais estaduais de tributos. Eventual procedência da ação repercutiria nas competências tributárias dos Entes federados, e não nos filiados da requerente. Dessa forma, inarredável conclusão pela ausência de pertinência temática. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Supremo Tribunal Federal ADI 3910 AGR / DF força de dispositivos estatutários, para defesa de seus direitos e interesses no âmbito nacional, em qualquer esfera administrativa ou instância judicial; II – promover o desenvolvimento das Associações filiadas, ativando-as no sentido de proporcionarem o mais amplo e perfeito atendimento a seus associados; III – proporcionar, em conjunto com as Associações filiadas, apoio às Administrações Fazendárias, com vistas aos seus aperfeiçoamentos técnicos, de forma a lhes permitir melhores condições para atingirem seus objetivos, concernentes à fiscalização, à arrecadação e à administração dos tributos estaduais; IV – desenvolver esforço pela constante valorização técnica, profissional e social dos Fiscais de Tributos Estaduais; V – pugnar pela profissionalização, valorização e dignificação da função fiscalizadora e pela criação do Código de Ética e da Lei Orgânica dos Fiscais de Tributos Estaduais; VI – realizar Congresso Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais, buscando a participação das Administrações Tributárias Estaduais, em consenso com as associações respectivas, promovendo estudos e deliberações acerca de temas pertinentes à tributação, arrecadação e fiscalização, divulgar e defender as ideias nele aprovadas e pugnar pelo congraçamento da classe;” (eDOC 2, p. 31-32) O objeto social da FEBRAFITE restringe-se à defesa dos interesses e direitos dos fiscais estaduais de tributos. Eventual procedência da ação repercutiria nas competências tributárias dos Entes federados, e não nos filiados da requerente. Dessa forma, inarredável conclusão pela ausência de pertinência temática. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0B63-03FC-EBA0-E223 e senha 8FC2-4017-AFBF-96F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) : RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA (81438/RJ) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO (PI002525/) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2C8-4E35-51CA-02F1 e senha FDB5-AE6E-9C93-E002 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.910 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FEBRAFITE - FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS ADV.(A/S) : RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA (81438/RJ) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL AM. CURIAE. : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL CFOAB ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO (PI002525/) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2C8-4E35-51CA-02F1 e senha FDB5-AE6E-9C93-E002 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3 . 910", "ADI 3910", "ADI 3910", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3 . 910", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3 . 910", "ADI 3910 AGR / DF", "ADI 3910 AGR", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3 . 910", "ADI 1 . 157", "ADI 1 . 873", "ADI 1 . 507", "ADI 3 . 330", "ADI 1 . 795", "ADI", "-", "AgR 4 . 361", "ADI", "-", "AgR 3 . 762", "ADI 3 . 913", "ADI", "-", "AgR 5 . 757", "AÇÃO", "ADI 1 . 157", "ADI 1", "ADI 1 . 507", "ADI 3 . 330", "ADI 1 . 795", "ADI", "-", "AgR 4 . 361", "ADI", "-", "AgR 3 . 762", "ADI 3 . 913", "ADI", "-", "AgR 5 . 757", "ADI 3910 AGR / DF", "ADI 3910 AGR / DF", "ADI 3910 AGR / DF", "ADI 3910 AGR / DF", "ADI 3910 AGR / DF", "ADI 3910 AGR / DF", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3 . 910", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3 . 910" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Complementar 123 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 868 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 868 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 868 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "79 da Lei Complementar 123", "Lei 9 . 868 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , § 8 . . . , da Lei Complementar n 156 / 2016", "Lei Complementar n 123 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , § 8 . . . , da Lei Complementar n 156 / 2016", "Lei Complementar n 123 / 2006", "Estatuto Nacional das", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 123 / 2006", "Lei Complementar 123 / 2006", "Estatuto Nacional da Microempresa e da", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 123 / 2006", "Lei Complementar 123 / 2006", "Estatuto", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Ética", "Lei Orgânica dos Fiscais de Tributos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Ética", "Lei Orgânica dos Fiscais de Tributos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Setor de Rádio e Televisão Norte", "Brasília", "Brasília", "-", "DF", "Setor de Rádio e Televisão Norte", "Edifício", "Brasília -", "DF", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "FEBRAFITE", "FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS", "UNIÃO", "CONGRESSO", "CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL", "CFOAB", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FEBRAFITE", "FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL", "CFOAB", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "FEBRAFITE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FEBRAFITE", "FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL AM", "CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL", "CFOAB", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "FEBRAFITE", "Supremo Tribunal Federal", "Federação", "FEBRAFITE", "Supremo Tribunal Federal", "Federação", "FEBRAFITE", "PLENÁRIO", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "FEBRAFITE", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "FEBRAFITE", "Tribunal Pleno", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "União", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "MENDES", "FEBRAFITE", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "FEBRAFITE", "Supremo Tribunal Federal", "FEBRAFITE", "Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais", "FEBRAFITE", "Brasília Rádio Center", "FEBRAFITE", "FEBRAFITE", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional de", "FEBRAFITE", "PLENÁRIO", "FEBRAFITE", "FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL", "CFOAB", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FEBRAFITE", "FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE FISCAIS DE TRIBUTOS ESTADUAIS", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL", "CFOAB", "Plenário" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA", "MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA", "MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA", "MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Carlos Velloso", "Ayres Britto", "Moreira Alves", "Luiz Fux", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Carlos Velloso", "Ayres Britto", "Moreira Alves", "Luiz Fux", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "GILMAR", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA", "MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "GILMAR MENDES", "RICARDO ALMEIDA RIBEIRO DA SILVA", "MARCUS VINICIUS FURTADO COELHO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2019", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "14 de dezembro de 2006", "17", ".", "11", ".", "2006", "19", ".", "9", ".", "2003", "6", ".", "6", ".", "1997", "22", ".", "3", ".", "2013", "30", ".", "4", ".", "1998", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2012", "24", ".", "11", ".", "2006", "20", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "14 de dezembro de 2006", "17", ".", "11", ".", "2006", ".", "19", ".", "9", ".", "2003", "6", ".", "6", ".", "1997", "22", ".", "3", ".", "2013", "30", ".", "4", ".", "1998", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2012", "24", ".", "11", ".", "2006", "20", ".", "5", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "-", "27", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de março de 1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de março de 1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.926 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :M.P. ADV.(A/S) :HENRIQUE FERRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :A.A.C. ADV.(A/S) :ULYSSES PINTO NOGUEIRA INTDO.(A/S) :L.G.O.S. ADV.(A/S) :FABIO ANTUNES FRANCA DE FREITAS INTDO.(A/S) :R.S.F.L.J. ADV.(A/S) :WAGNER DO AMARAL SANTOS INTDO.(A/S) :F.C.P. INTDO.(A/S) :G.A.T. INTDO.(A/S) :R.A.S. ADV.(A/S) :ROGERIO CAMARGO OLIVEIRA INTDO.(A/S) :D.S. ADV.(A/S) :RODRIGO MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA INTDO.(A/S) :J.R.R.F. ADV.(A/S) :DANIEL LEON BIALSKI EMENTA: QUARTO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE SEQUESTRO, EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, PECULATO, CONCUSSÃO, DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA, FUGA DE PESSOA PRESA E TORTURA. ARTIGOS 148, 159, § 1º, 288, 312, 316, 339 E 351, § 3º, DO CÓDIGO PENAL E ARTIGO 1º, §§ 2º, 4º, I, E 5º, DA LEI 9.455/1997. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 1.035, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015 C.C. ARTIGO 327, § 1º, DO RISTF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8CE-C6A6-A801-E6C8 e senha 8242-52A4-0A1F-CBFD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1182926 AGR-QUARTO / SP A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 24 a 30/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao quarto agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8CE-C6A6-A801-E6C8 e senha 8242-52A4-0A1F-CBFD Supremo Tribunal Federal ARE 1182926 AGR-QUARTO / SP A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 24 a 30/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao quarto agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8CE-C6A6-A801-E6C8 e senha 8242-52A4-0A1F-CBFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUARTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.926 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : M.P. ADV.(A/S) : HENRIQUE FERRO (41262/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : A.A.C. ADV.(A/S) : ULYSSES PINTO NOGUEIRA (58473/SP) INTDO.(A/S) : L.G.O.S. ADV.(A/S) : FABIO ANTUNES FRANCA DE FREITAS (333006/SP) INTDO.(A/S) : R.S.F.L.J. ADV.(A/S) : WAGNER DO AMARAL SANTOS (168626/SP) INTDO.(A/S) : F.C.P. INTDO.(A/S) : G.A.T. INTDO.(A/S) : R.A.S. ADV.(A/S) : ROGERIO CAMARGO OLIVEIRA (321188/SP) INTDO.(A/S) : D.S. ADV.(A/S) : RODRIGO MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA (191459/SP) INTDO.(A/S) : J.R.R.F. ADV.(A/S) : DANIEL LEON BIALSKI (125000/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao quarto agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3AF-BA14-02CA-3E12 e senha 80DB-F398-C12C-19E5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUARTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.926 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : M.P. ADV.(A/S) : HENRIQUE FERRO (41262/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : A.A.C. ADV.(A/S) : ULYSSES PINTO NOGUEIRA (58473/SP) INTDO.(A/S) : L.G.O.S. ADV.(A/S) : FABIO ANTUNES FRANCA DE FREITAS (333006/SP) INTDO.(A/S) : R.S.F.L.J. ADV.(A/S) : WAGNER DO AMARAL SANTOS (168626/SP) INTDO.(A/S) : F.C.P. INTDO.(A/S) : G.A.T. INTDO.(A/S) : R.A.S. ADV.(A/S) : ROGERIO CAMARGO OLIVEIRA (321188/SP) INTDO.(A/S) : D.S. ADV.(A/S) : RODRIGO MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA (191459/SP) INTDO.(A/S) : J.R.R.F. ADV.(A/S) : DANIEL LEON BIALSKI (125000/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao quarto agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3AF-BA14-02CA-3E12 e senha 80DB-F398-C12C-19E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750069721
2019-05-31T00:00:00
2019-06-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao quarto agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
QUARTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: QUARTO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE SEQUESTRO, EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, PECULATO, CONCUSSÃO, DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA, FUGA DE PESSOA PRESA E TORTURA. ARTIGOS 148, 159, § 1º, 288, 312, 316, 339 E 351, § 3º, DO CÓDIGO PENAL E ARTIGO 1º, §§ 2º, 4º, I, E 5º, DA LEI 9.455/1997. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 1.035, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015 C.C. ARTIGO 327, § 1º, DO RISTF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur405770
Número de páginas: 3. Análise: 02/07/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1182926
[ "LEG-FED LEI-009455 ANO-1997\n ART-00001 PAR-00002 PAR-00004 INC-00001 \n PAR-00005\n LTT-1997 LEI DE TORTURA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00148 ART-00159 PAR-00001 ART-00288 \n ART-00312 ART-00316 ART-00339 ART-00351 \n PAR-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR-quarto
acordaos
ARE 1182926 AgR-quarto
[ "" ]
AGTE.(S) : M.P. ADV.(A/S) : HENRIQUE FERRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : A.A.C. ADV.(A/S) : ULYSSES PINTO NOGUEIRA INTDO.(A/S) : L.G.O.S. ADV.(A/S) : FABIO ANTUNES FRANCA DE FREITAS INTDO.(A/S) : R.S.F.L.J. ADV.(A/S) : WAGNER DO AMARAL SANTOS INTDO.(A/S) : F.C.P. INTDO.(A/S) : G.A.T. INTDO.(A/S) : R.A.S. ADV.(A/S) : ROGERIO CAMARGO OLIVEIRA INTDO.(A/S) : D.S. ADV.(A/S) : RODRIGO MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA INTDO.(A/S) : J.R.R.F. ADV.(A/S) : DANIEL LEON BIALSKI
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA QUARTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.926 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :M.P. ADV.(A/S) :HENRIQUE FERRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :A.A.C. ADV.(A/S) :ULYSSES PINTO NOGUEIRA INTDO.(A/S) :L.G.O.S. ADV.(A/S) :FABIO ANTUNES FRANCA DE FREITAS INTDO.(A/S) :R.S.F.L.J. ADV.(A/S) :WAGNER DO AMARAL SANTOS INTDO.(A/S) :F.C.P. INTDO.(A/S) :G.A.T. INTDO.(A/S) :R.A.S. ADV.(A/S) :ROGERIO CAMARGO OLIVEIRA INTDO.(A/S) :D.S. ADV.(A/S) :RODRIGO MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA INTDO.(A/S) :J.R.R.F. ADV.(A/S) :DANIEL LEON BIALSKI EMENTA: QUARTO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE SEQUESTRO, EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO, ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, PECULATO, CONCUSSÃO, DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA, FUGA DE PESSOA PRESA E TORTURA. ARTIGOS 148, 159, § 1..., 288, 312, 316, 339 E 351, § 3..., DO CÓDIGO PENAL E ARTIGO 1..., §§ 2..., 4..., I, E 5..., DA LEI 9.455/1997. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 1.035, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015 C.C. ARTIGO 327, § 1..., DO RISTF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8CE-C6A6-A801-E6C8 e senha 8242-52A4-0A1F-CBFD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1182926 AGR-QUARTO / SP A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 24 a 30/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao quarto agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8CE-C6A6-A801-E6C8 e senha 8242-52A4-0A1F-CBFD Supremo Tribunal Federal ARE 1182926 AGR-QUARTO / SP A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 24 a 30/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao quarto agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A8CE-C6A6-A801-E6C8 e senha 8242-52A4-0A1F-CBFD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUARTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.926 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : M.P. ADV.(A/S) : HENRIQUE FERRO (41262/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : A.A.C. ADV.(A/S) : ULYSSES PINTO NOGUEIRA (58473/SP) INTDO.(A/S) : L.G.O.S. ADV.(A/S) : FABIO ANTUNES FRANCA DE FREITAS (333006/SP) INTDO.(A/S) : R.S.F.L.J. ADV.(A/S) : WAGNER DO AMARAL SANTOS (168626/SP) INTDO.(A/S) : F.C.P. INTDO.(A/S) : G.A.T. INTDO.(A/S) : R.A.S. ADV.(A/S) : ROGERIO CAMARGO OLIVEIRA (321188/SP) INTDO.(A/S) : D.S. ADV.(A/S) : RODRIGO MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA (191459/SP) INTDO.(A/S) : J.R.R.F. ADV.(A/S) : DANIEL LEON BIALSKI (125000/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao quarto agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3AF-BA14-02CA-3E12 e senha 80DB-F398-C12C-19E5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA QUARTO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.926 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : M.P. ADV.(A/S) : HENRIQUE FERRO (41262/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : A.A.C. ADV.(A/S) : ULYSSES PINTO NOGUEIRA (58473/SP) INTDO.(A/S) : L.G.O.S. ADV.(A/S) : FABIO ANTUNES FRANCA DE FREITAS (333006/SP) INTDO.(A/S) : R.S.F.L.J. ADV.(A/S) : WAGNER DO AMARAL SANTOS (168626/SP) INTDO.(A/S) : F.C.P. INTDO.(A/S) : G.A.T. INTDO.(A/S) : R.A.S. ADV.(A/S) : ROGERIO CAMARGO OLIVEIRA (321188/SP) INTDO.(A/S) : D.S. ADV.(A/S) : RODRIGO MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA (191459/SP) INTDO.(A/S) : J.R.R.F. ADV.(A/S) : DANIEL LEON BIALSKI (125000/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao quarto agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3AF-BA14-02CA-3E12 e senha 80DB-F398-C12C-19E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 182 . 926", "ARE 1182926", "AGRAVO 1 . 182 . 926" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGOS 148 , 159 , § 1 . . . , 288 , 312 , 316 , 339 E 351 , § 3 . . . , DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 1 . . . , § § 2 . . . , 4 . . . , I , E 5 . . . , DA LEI 9 . 455 / 1997", "ARTIGO 1 . 035 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "QUARTO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "HENRIQUE FERRO", "ULYSSES PINTO NOGUEIRA", "FABIO ANTUNES FRANCA DE FREITAS", "WAGNER DO AMARAL SANTOS", "ROGERIO CAMARGO OLIVEIRA", "RODRIGO MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA", "DANIEL LEON BIALSKI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "HENRIQUE FERRO", "ULYSSES PINTO NOGUEIRA", "FABIO ANTUNES FRANCA DE FREITAS", "WAGNER DO AMARAL SANTOS", "F", "ROGERIO CAMARGO OLIVEIRA", "RODRIGO MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA", "J", ".", "R", "DANIEL LEON BIALSKI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "HENRIQUE FERRO", "ULYSSES PINTO NOGUEIRA", "FABIO ANTUNES FRANCA DE FREITAS", "WAGNER DO AMARAL SANTOS", "ROGERIO CAMARGO OLIVEIRA", "RODRIGO MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA", "DANIEL LEON BIALSKI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "30", "/", "05", "/", "2019", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "30", "/", "05", "/", "2019", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. SÚMULA VINCULANTE 4 DO STF. SALÁRIO- BASE DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS MUNICIPAIS. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PREVISTA EM ACORDO JUDICIAL FIRMADO ENTRE OS SERVIDORES E O MUNICÍPIO DE NATAL/RN HOMOLOGADA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 24 a 30/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AA1-AEC0-88EC-20EE e senha 3DAA-6D7E-28E5-4274 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Francisca Fátima de Oliveira Andrade e Outros contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. DIREITO ADMINISTRATIVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 4 DO STF. SALÁRIOBASE DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS MUNICIPAIS. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PREVISTA EM ACORDO JUDICIAL FIRMADO ENTRE OS SERVIDORES E O MUNICÍPIO DE NATAL/RN HOMOLOGADA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O acordo judicial firmado entre servidores e o Município do Natal que vincula o salário-base da respectiva categoria ao salário mínimo vulnera o Enunciado da Súmula Vinculante nº 4 desta Suprema Corte, ainda que homologado pela Justiça do Trabalho. Precedente: RE 565.714- RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Francisca Fátima de Oliveira Andrade e Outros contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. DIREITO ADMINISTRATIVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 4 DO STF. SALÁRIOBASE DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS MUNICIPAIS. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PREVISTA EM ACORDO JUDICIAL FIRMADO ENTRE OS SERVIDORES E O MUNICÍPIO DE NATAL/RN HOMOLOGADA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O acordo judicial firmado entre servidores e o Município do Natal que vincula o salário-base da respectiva categoria ao salário mínimo vulnera o Enunciado da Súmula Vinculante nº 4 desta Suprema Corte, ainda que homologado pela Justiça do Trabalho. Precedente: RE 565.714- RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 842620 AGR / RN de 7/11/2008. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL. EMBARGOS INFRINGENTES. ACORDO FIRMADO PELO MUNICÍPIO DO NATAL E SERVIDORES. HOMOLOGAÇÃO PERANTE A JUSTIÇA LABORAL. VINCULAÇÃO DO SALÁRIO-BASE DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS AO SALÁRIO MÍNIMO. SUSPENSÃO UNILATERAL DO MUNICÍPIO EM 2007. ALEGAÇÃO DE IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO COMO INDEXADOR (ART. 7º, IV, CF). EXEGESE DA SÚMULA VINCULANTE Nº 4 DO STF. PONDERAÇÃO DE PRINCÍPIOS. PREVALÊNCIA DA SEGURANÇA JURÍDICA. COROLÁRIO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E DA BOA-FÉ. EXTENSO LAPSO TEMPORAL DESDE A CELEBRAÇÃO DO ACORDO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DESTA CORTE DE JUSTIÇA. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS’. 3. Recursos extraordinários PROVIDOS.” (Doc. 2) Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “In casu, facilmente apercebe-se que os ora Recorridos NÃO lograram êxito em prequestionar, nas instâncias precedentes, as matéria que pretendiam ver discutidas nesta Colenda Corte. É tal condição admitida pelos próprios Recorridos ao elaborar seus respectivos Embargos de Declaração. (...) Ora, Excelências, se as partes que interpuseram os Recursos Extraordinários admitiram, em sede de prévios Embargos de Declaração, a inexistência de pronunciamento acerca das questões que pretendem ver tratadas perante este Supremo Tribunal, não poderia a douta Relatoria entender por preenchidos os requisitos de admissibilidade e, não bastante, dar-lhes provimento pela via monocrática. (…) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Supremo Tribunal Federal RE 842620 AGR / RN de 7/11/2008. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL. EMBARGOS INFRINGENTES. ACORDO FIRMADO PELO MUNICÍPIO DO NATAL E SERVIDORES. HOMOLOGAÇÃO PERANTE A JUSTIÇA LABORAL. VINCULAÇÃO DO SALÁRIO-BASE DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS AO SALÁRIO MÍNIMO. SUSPENSÃO UNILATERAL DO MUNICÍPIO EM 2007. ALEGAÇÃO DE IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO COMO INDEXADOR (ART. 7º, IV, CF). EXEGESE DA SÚMULA VINCULANTE Nº 4 DO STF. PONDERAÇÃO DE PRINCÍPIOS. PREVALÊNCIA DA SEGURANÇA JURÍDICA. COROLÁRIO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E DA BOA-FÉ. EXTENSO LAPSO TEMPORAL DESDE A CELEBRAÇÃO DO ACORDO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DESTA CORTE DE JUSTIÇA. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS’. 3. Recursos extraordinários PROVIDOS.” (Doc. 2) Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “In casu, facilmente apercebe-se que os ora Recorridos NÃO lograram êxito em prequestionar, nas instâncias precedentes, as matéria que pretendiam ver discutidas nesta Colenda Corte. É tal condição admitida pelos próprios Recorridos ao elaborar seus respectivos Embargos de Declaração. (...) Ora, Excelências, se as partes que interpuseram os Recursos Extraordinários admitiram, em sede de prévios Embargos de Declaração, a inexistência de pronunciamento acerca das questões que pretendem ver tratadas perante este Supremo Tribunal, não poderia a douta Relatoria entender por preenchidos os requisitos de admissibilidade e, não bastante, dar-lhes provimento pela via monocrática. (…) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 842620 AGR / RN Os argumentos vertidos pelos Recorridos, como visto, pretendem conceder interpretação no sentido da imediata aplicabilidade da súmula vinculante nº 4, de forma divergente da solução atualmente adotada por este Tribunal e igualmente confrontante à orientação jurisprudencial desta Suprema Corte acerca das garantias de segurança jurídica e imutabilidade dos atos jurisdicionais e administrativos. (...) Assim, verificando-se a confrontação direta entre as razões expendidas pelo Recorrente e a jurisprudência remansosa deste Egrégio Tribunal, impera seja negado o seguimento do presente recurso na forma determinada pelo art. 557 do Código de Processo Civil (…) (…) melhor se analisando o caso concretamente discutido nos autos, verifica-se que o cerne do debate filia-se muito mais à verificação da eficácia da coisa julgada face à garantia constitucional da segurança jurídica, vez que o acordo que se pretendia ver cumprido através da ação ordinária inicialmente manejada pelos ora Recorrentes fora homologado perante a justiça trabalhista no ano de 1990, restando tal decisão cumprida ininterruptamente e sem qualquer oposição por parte da administração municipal por mais de dezessete anos! (...) Tal dispositivo sumular, como elemento interpretativo que é, nos fornece um importante indicativo da hermenêutica que o Supremo empresta as suas decisões ao aplicar o art. 7º, IV da Constituição Federal. Este lastro interpretativo, por sua vez, só desfavorece a tese encartada pelos Recorridos de que a súmula, ao reforçar o conteúdo do referido dispositivo constitucional, abalaria as garantias e o conteúdo do acordo laboral entre as partes forneciam aos Recorrentes. (…) Contudo, não se pode olvidar que tal decisão em momento algum abandonou a necessidade de se conceder a devida garantia de proteção à segurança jurídica para aquelas situações em que, há muito consolidada com o tempo, a referida indexação ao salário mínimo já se convertera em direito dos trabalhadores beneficiados, ainda que tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Supremo Tribunal Federal RE 842620 AGR / RN Os argumentos vertidos pelos Recorridos, como visto, pretendem conceder interpretação no sentido da imediata aplicabilidade da súmula vinculante nº 4, de forma divergente da solução atualmente adotada por este Tribunal e igualmente confrontante à orientação jurisprudencial desta Suprema Corte acerca das garantias de segurança jurídica e imutabilidade dos atos jurisdicionais e administrativos. (...) Assim, verificando-se a confrontação direta entre as razões expendidas pelo Recorrente e a jurisprudência remansosa deste Egrégio Tribunal, impera seja negado o seguimento do presente recurso na forma determinada pelo art. 557 do Código de Processo Civil (…) (…) melhor se analisando o caso concretamente discutido nos autos, verifica-se que o cerne do debate filia-se muito mais à verificação da eficácia da coisa julgada face à garantia constitucional da segurança jurídica, vez que o acordo que se pretendia ver cumprido através da ação ordinária inicialmente manejada pelos ora Recorrentes fora homologado perante a justiça trabalhista no ano de 1990, restando tal decisão cumprida ininterruptamente e sem qualquer oposição por parte da administração municipal por mais de dezessete anos! (...) Tal dispositivo sumular, como elemento interpretativo que é, nos fornece um importante indicativo da hermenêutica que o Supremo empresta as suas decisões ao aplicar o art. 7º, IV da Constituição Federal. Este lastro interpretativo, por sua vez, só desfavorece a tese encartada pelos Recorridos de que a súmula, ao reforçar o conteúdo do referido dispositivo constitucional, abalaria as garantias e o conteúdo do acordo laboral entre as partes forneciam aos Recorrentes. (…) Contudo, não se pode olvidar que tal decisão em momento algum abandonou a necessidade de se conceder a devida garantia de proteção à segurança jurídica para aquelas situações em que, há muito consolidada com o tempo, a referida indexação ao salário mínimo já se convertera em direito dos trabalhadores beneficiados, ainda que tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 842620 AGR / RN decorresse de norma inconstitucional. Desta forma, somente poderia ser substituído o salário mínimo por outro índice de indexação definido em lei que viesse a regulá-lo, ficando até então suspensa a aplicabilidade da súmula vinculante apontada. (…) Realizando uma ponderação entre princípios constitucionais em colisão (coisa julgada e proibição de vinculação de vencimentos ao salário mínimo) a E. Corte Estadual optou por manter a eficácia da coisa julgada da decisão que convalidou o referido Acordo até a promulgação de lei que venha a legitimamente regular em idênticos moldes os salários das categorias envolvidas, eliminando os riscos de perdas salariais odientas. Em tais molduras, não merece qualquer reforma o Acórdão oriundo do TJ/RN, devendo o mesmo ser mantido em seus exatos termos. (…) Não se trata, assim, de tentativa de edição de novo regramento destinado a implementar indexação ilegal ao salário mínimo, em malferimento à reserva legal para fixação de remuneração de servidor público, mas de pretensão para que seja mantida a validade do acordo homologado perante a justiça trabalhista há mais de duas décadas, por prevalência da coisa julgada. (...) O caso em exame, portanto, exige a aplicação do princípio da segurança jurídica, consagrado pela Constituição Federal como um dos pilares do Estado Democrático de Direito (…) Assim, em face de todos os ensinamentos doutrinários e jurisprudenciais já aduzidos, que demonstram de forma inconteste a prevalência do Princípio da Segurança Jurídica no caso em tela, que deve ser afastada qualquer possibilidade de reforma do acórdão atacado, que se encontra em perfeita consonância com a orientação jurisprudencial desta Corte Constitucional, razão pela qual deve ser reformada a decisão monocrática para que se julguem improcedentes os Recursos Extraordinários " (Doc. 4, fl. 3-21) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Supremo Tribunal Federal RE 842620 AGR / RN decorresse de norma inconstitucional. Desta forma, somente poderia ser substituído o salário mínimo por outro índice de indexação definido em lei que viesse a regulá-lo, ficando até então suspensa a aplicabilidade da súmula vinculante apontada. (…) Realizando uma ponderação entre princípios constitucionais em colisão (coisa julgada e proibição de vinculação de vencimentos ao salário mínimo) a E. Corte Estadual optou por manter a eficácia da coisa julgada da decisão que convalidou o referido Acordo até a promulgação de lei que venha a legitimamente regular em idênticos moldes os salários das categorias envolvidas, eliminando os riscos de perdas salariais odientas. Em tais molduras, não merece qualquer reforma o Acórdão oriundo do TJ/RN, devendo o mesmo ser mantido em seus exatos termos. (…) Não se trata, assim, de tentativa de edição de novo regramento destinado a implementar indexação ilegal ao salário mínimo, em malferimento à reserva legal para fixação de remuneração de servidor público, mas de pretensão para que seja mantida a validade do acordo homologado perante a justiça trabalhista há mais de duas décadas, por prevalência da coisa julgada. (...) O caso em exame, portanto, exige a aplicação do princípio da segurança jurídica, consagrado pela Constituição Federal como um dos pilares do Estado Democrático de Direito (…) Assim, em face de todos os ensinamentos doutrinários e jurisprudenciais já aduzidos, que demonstram de forma inconteste a prevalência do Princípio da Segurança Jurídica no caso em tela, que deve ser afastada qualquer possibilidade de reforma do acórdão atacado, que se encontra em perfeita consonância com a orientação jurisprudencial desta Corte Constitucional, razão pela qual deve ser reformada a decisão monocrática para que se julguem improcedentes os Recursos Extraordinários " (Doc. 4, fl. 3-21) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela parte ora recorrente, a matéria foi amplamente debatida no Juízo a quo. Desse modo, afasto a alegação de ausência de prequestionamento da matéria. No mérito, conforme já asseverado, o acórdão recorrido divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta Suprema Corte que, no julgamento do tema 25 da repercussão geral, assentou a inviabilidade da utilização do salário minimo como indexador da base de cálculo de vantagem, bem como entendeu ser defeso ao Poder Judiciário estabelecer nova base de cálculo, sob pena de atuar como legislador positivo. Ressalte-se, ainda, que naquela oportunidade esta Corte editou o verbete da Súmula Vinculante 4, segundo a qual “o salário mínimo não pode ser utilizado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial, salvo nos casos previstos na Constituição”. Seguindo essa orientação, destaco os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela parte ora recorrente, a matéria foi amplamente debatida no Juízo a quo. Desse modo, afasto a alegação de ausência de prequestionamento da matéria. No mérito, conforme já asseverado, o acórdão recorrido divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta Suprema Corte que, no julgamento do tema 25 da repercussão geral, assentou a inviabilidade da utilização do salário minimo como indexador da base de cálculo de vantagem, bem como entendeu ser defeso ao Poder Judiciário estabelecer nova base de cálculo, sob pena de atuar como legislador positivo. Ressalte-se, ainda, que naquela oportunidade esta Corte editou o verbete da Súmula Vinculante 4, segundo a qual “o salário mínimo não pode ser utilizado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial, salvo nos casos previstos na Constituição”. Seguindo essa orientação, destaco os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 842620 AGR / RN EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PISO SALARIAL. EXTENSÃO. ISONOMIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 37. VINCULAÇÃO. SALÁRIO MÍNIMO. SÚMULA VINCULANTE Nº 4. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário, sob o fundamento da isonomia, aumentar vencimentos de servidores públicos. Incidência da Súmula Vinculante nº 37. 2. O entendimento desta Corte é no sentido de que o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. Incidência da Súmula Vinculante nº 4. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 768938 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 15/2/2016) “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Direito administrativo. 4. Servidor Público. 5. Utilização do salário mínimo como indexador do salário-base da categoria. Impossibilidade. Súmula Vinculante n. 4. Precedentes. 6. Transposição do regime celetista para o estatutário. Extinção do contrato de trabalho. Impossibilidade de invocar direito adquirido às vantagens do regime anterior. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 731196 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, j DJe de 15/2/2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Constitucional e Administrativo. Servidor público municipal. Transposição do regime celetista para o estatutário. Ausência de direito adquirido a piso salarial decorrente de acordo judicial trabalhista, tendo em vista a mudança para o regime estatutário. Fixação do piso salarial em múltiplos de salário-mínimo. Impossibilidade. Súmula Vinculante nº 4. Violação. Ocorrência. Eficácia temporal da sentença (RE nº 596.663/RJ-RG, Relator para o acórdão o Ministro Teori Zavascki). 1. Os efeitos de acordo homologado na Justiça trabalhista não atingem a nova situação jurídica criada pela transposição do regime celetista para o estatutário. 2. Incidência na espécie da Súmula Vinculante nº 4, a qual dispõe: “Salvo os casos previstos na Constituição Federal, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Supremo Tribunal Federal RE 842620 AGR / RN EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PISO SALARIAL. EXTENSÃO. ISONOMIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 37. VINCULAÇÃO. SALÁRIO MÍNIMO. SÚMULA VINCULANTE Nº 4. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário, sob o fundamento da isonomia, aumentar vencimentos de servidores públicos. Incidência da Súmula Vinculante nº 37. 2. O entendimento desta Corte é no sentido de que o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. Incidência da Súmula Vinculante nº 4. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 768938 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 15/2/2016) “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Direito administrativo. 4. Servidor Público. 5. Utilização do salário mínimo como indexador do salário-base da categoria. Impossibilidade. Súmula Vinculante n. 4. Precedentes. 6. Transposição do regime celetista para o estatutário. Extinção do contrato de trabalho. Impossibilidade de invocar direito adquirido às vantagens do regime anterior. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 731196 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, j DJe de 15/2/2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Constitucional e Administrativo. Servidor público municipal. Transposição do regime celetista para o estatutário. Ausência de direito adquirido a piso salarial decorrente de acordo judicial trabalhista, tendo em vista a mudança para o regime estatutário. Fixação do piso salarial em múltiplos de salário-mínimo. Impossibilidade. Súmula Vinculante nº 4. Violação. Ocorrência. Eficácia temporal da sentença (RE nº 596.663/RJ-RG, Relator para o acórdão o Ministro Teori Zavascki). 1. Os efeitos de acordo homologado na Justiça trabalhista não atingem a nova situação jurídica criada pela transposição do regime celetista para o estatutário. 2. Incidência na espécie da Súmula Vinculante nº 4, a qual dispõe: “Salvo os casos previstos na Constituição Federal, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 842620 AGR / RN salário mínimo não pode ser usado como indexador de base cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial”. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 785025 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 9/11/2015) “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE. PREDECENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 565.714, Rel. ª Min. ª Cármen Lúcia, sob a sistemática da repercussão geral, assentou a inconstitucionalidade da utilização do salário mínimo como base de cálculo de adicional de insalubridade, nos termos do art. 7º, IV, da Constituição. Por outro lado, ficou assentado que, diante da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo, as leis que utilizam o salário mínimo como indexador devem ser mantidas, até que nova lei seja editada disciplinando a matéria. Precedentes. 2. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 819386 ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 30/6/2015) Por fim, quanto à suposta violação à segurança jurídica e à boa-fé objetiva, resta notar que, consoante se extrai do aresto recorrido, tratar-se- ia, in casu, de hipótese de colisão entre princípios fundamentais (i.e., art. 7º, IV, da CRFB/88, que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem, e o princípio da segurança jurídica), que reclamaria a aplicação do método da ponderação de interesses. Isso porque se, de um lado, os postulados da segurança jurídica e da boa-fé objetiva militam verdadeiramente pela manutenção da vantagem, de outro, o Constituinte de 1988, desde a sua redação originária, interdita categoricamente a indexação da base de cálculo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Supremo Tribunal Federal RE 842620 AGR / RN salário mínimo não pode ser usado como indexador de base cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial”. 3. Agravo regimental não provido.” (RE 785025 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 9/11/2015) “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE. PREDECENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 565.714, Rel. ª Min. ª Cármen Lúcia, sob a sistemática da repercussão geral, assentou a inconstitucionalidade da utilização do salário mínimo como base de cálculo de adicional de insalubridade, nos termos do art. 7º, IV, da Constituição. Por outro lado, ficou assentado que, diante da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo, as leis que utilizam o salário mínimo como indexador devem ser mantidas, até que nova lei seja editada disciplinando a matéria. Precedentes. 2. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 819386 ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 30/6/2015) Por fim, quanto à suposta violação à segurança jurídica e à boa-fé objetiva, resta notar que, consoante se extrai do aresto recorrido, tratar-se- ia, in casu, de hipótese de colisão entre princípios fundamentais (i.e., art. 7º, IV, da CRFB/88, que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem, e o princípio da segurança jurídica), que reclamaria a aplicação do método da ponderação de interesses. Isso porque se, de um lado, os postulados da segurança jurídica e da boa-fé objetiva militam verdadeiramente pela manutenção da vantagem, de outro, o Constituinte de 1988, desde a sua redação originária, interdita categoricamente a indexação da base de cálculo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 842620 AGR / RN qualquer vantagem ao salário mínimo, afastando, de forma inequívoca, a tese do surgimento de uma expectativa legítima. Deveras, o Enunciado da Súmula Vinculante 4, apenas e tão somente, materializa a vedação de indexações como as verificadas na espécie e já repudiadas pelo texto originário da Lei Fundamental de 1988. Em suma: o decurso do tempo não tem o condão de convalidar a inconstitucionalidade da forma de cálculo do salário-base dos servidores públicos, a despeito de esta ter sido fixada em data anterior à edição da Súmula Vinculante 4. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Supremo Tribunal Federal RE 842620 AGR / RN qualquer vantagem ao salário mínimo, afastando, de forma inequívoca, a tese do surgimento de uma expectativa legítima. Deveras, o Enunciado da Súmula Vinculante 4, apenas e tão somente, materializa a vedação de indexações como as verificadas na espécie e já repudiadas pelo texto originário da Lei Fundamental de 1988. Em suma: o decurso do tempo não tem o condão de convalidar a inconstitucionalidade da forma de cálculo do salário-base dos servidores públicos, a despeito de esta ter sido fixada em data anterior à edição da Súmula Vinculante 4. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO (00010399/RN) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A68-7BC4-ABA9-31BE e senha 18A2-1096-672D-E667 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO (00010399/RN) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A68-7BC4-ABA9-31BE e senha 18A2-1096-672D-E667 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750060805
2019-05-31T00:00:00
2019-06-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. SÚMULA VINCULANTE 4 DO STF. SALÁRIO-BASE DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS MUNICIPAIS. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PREVISTA EM ACORDO JUDICIAL FIRMADO ENTRE OS SERVIDORES E O MUNICÍPIO DE NATAL/RN HOMOLOGADA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur405671
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, SALÁRIO BASE, VINCULAÇÃO, SALÁRIO MÍNIMO) AI 768938 AgR (1ªT), ARE 731196 ED (2ªT), ARE 819386 ED (1ªT), RE 785025 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 02/07/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
842620
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00007 INC-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUV-000004 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 842620 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. SÚMULA VINCULANTE 4 DO Supremo Tribunal Federal. SALÁRIO- BASE DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS MUNICIPAIS. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PREVISTA EM ACORDO JUDICIAL FIRMADO ENTRE OS SERVIDORES E O MUNICÍPIO DE NATAL/RN HOMOLOGADA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 24 a 30/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0AA1-AEC0-88EC-20EE e senha 3DAA-6D7E-28E5-4274 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Francisca Fátima de Oliveira Andrade e Outros contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. DIREITO ADMINISTRATIVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. SÚMULA VINCULANTE n 4 DO Supremo Tribunal Federal. SALÁRIOBASE DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS MUNICIPAIS. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PREVISTA EM ACORDO JUDICIAL FIRMADO ENTRE OS SERVIDORES E O MUNICÍPIO DE NATAL/RN HOMOLOGADA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O acordo judicial firmado entre servidores e o Município do Natal que vincula o salário-base da respectiva categoria ao salário mínimo vulnera o Enunciado da Súmula Vinculante n 4 desta Suprema Corte, ainda que homologado pela Justiça do Trabalho. Precedente: Recurso Extraordinário 565.714- RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Francisca Fátima de Oliveira Andrade e Outros contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. DIREITO ADMINISTRATIVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. SÚMULA VINCULANTE n 4 DO Supremo Tribunal Federal. SALÁRIOBASE DE ENGENHEIROS E ARQUITETOS MUNICIPAIS. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO PREVISTA EM ACORDO JUDICIAL FIRMADO ENTRE OS SERVIDORES E O MUNICÍPIO DE NATAL/RN HOMOLOGADA PELA JUSTIÇA DO TRABALHO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O acordo judicial firmado entre servidores e o Município do Natal que vincula o salário-base da respectiva categoria ao salário mínimo vulnera o Enunciado da Súmula Vinculante n 4 desta Suprema Corte, ainda que homologado pela Justiça do Trabalho. Precedente: Recurso Extraordinário 565.714- RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN de 7/11/2008. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL. EMBARGOS INFRINGENTES. ACORDO FIRMADO PELO MUNICÍPIO DO NATAL E SERVIDORES. HOMOLOGAÇÃO PERANTE A JUSTIÇA LABORAL. VINCULAÇÃO DO SALÁRIO-BASE DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS AO SALÁRIO MÍNIMO. SUSPENSÃO UNILATERAL DO MUNICÍPIO EM 2007. ALEGAÇÃO DE IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO COMO INDEXADOR (ART. 7..., IV, Constituição Federal de 1988). EXEGESE DA SÚMULA VINCULANTE n 4 DO Supremo Tribunal Federal. PONDERAÇÃO DE PRINCÍPIOS. PREVALÊNCIA DA SEGURANÇA JURÍDICA. COROLÁRIO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E DA BOA-FÉ. EXTENSO LAPSO TEMPORAL DESDE A CELEBRAÇÃO DO ACORDO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DESTA CORTE DE JUSTIÇA. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS’. 3. Recursos extraordinários PROVIDOS.” (Doc. 2) Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “In casu, facilmente apercebe-se que os ora Recorridos NÃO lograram êxito em prequestionar, nas instâncias precedentes, as matéria que pretendiam ver discutidas nesta Colenda Corte. É tal condição admitida pelos próprios Recorridos ao elaborar seus respectivos Embargos de Declaração. (...) Ora, Excelências, se as partes que interpuseram os Recursos Extraordinários admitiram, em sede de prévios Embargos de Declaração, a inexistência de pronunciamento acerca das questões que pretendem ver tratadas perante este Supremo Tribunal, não poderia a douta Relatoria entender por preenchidos os requisitos de admissibilidade e, não bastante, dar-lhes provimento pela via monocrática. (…) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN de 7/11/2008. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL. EMBARGOS INFRINGENTES. ACORDO FIRMADO PELO MUNICÍPIO DO NATAL E SERVIDORES. HOMOLOGAÇÃO PERANTE A JUSTIÇA LABORAL. VINCULAÇÃO DO SALÁRIO-BASE DOS ENGENHEIROS E ARQUITETOS AO SALÁRIO MÍNIMO. SUSPENSÃO UNILATERAL DO MUNICÍPIO EM 2007. ALEGAÇÃO DE IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO COMO INDEXADOR (ART. 7..., IV, Constituição Federal de 1988). EXEGESE DA SÚMULA VINCULANTE n 4 DO Supremo Tribunal Federal. PONDERAÇÃO DE PRINCÍPIOS. PREVALÊNCIA DA SEGURANÇA JURÍDICA. COROLÁRIO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E DA BOA-FÉ. EXTENSO LAPSO TEMPORAL DESDE A CELEBRAÇÃO DO ACORDO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DESTA CORTE DE JUSTIÇA. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS’. 3. Recursos extraordinários PROVIDOS.” (Doc. 2) Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “In casu, facilmente apercebe-se que os ora Recorridos NÃO lograram êxito em prequestionar, nas instâncias precedentes, as matéria que pretendiam ver discutidas nesta Colenda Corte. É tal condição admitida pelos próprios Recorridos ao elaborar seus respectivos Embargos de Declaração. (...) Ora, Excelências, se as partes que interpuseram os Recursos Extraordinários admitiram, em sede de prévios Embargos de Declaração, a inexistência de pronunciamento acerca das questões que pretendem ver tratadas perante este Supremo Tribunal, não poderia a douta Relatoria entender por preenchidos os requisitos de admissibilidade e, não bastante, dar-lhes provimento pela via monocrática. (…) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN Os argumentos vertidos pelos Recorridos, como visto, pretendem conceder interpretação no sentido da imediata aplicabilidade da súmula vinculante n 4, de forma divergente da solução atualmente adotada por este Tribunal e igualmente confrontante à orientação jurisprudencial desta Suprema Corte acerca das garantias de segurança jurídica e imutabilidade dos atos jurisdicionais e administrativos. (...) Assim, verificando-se a confrontação direta entre as razões expendidas pelo Recorrente e a jurisprudência remansosa deste Egrégio Tribunal, impera seja negado o seguimento do presente recurso na forma determinada pelo art. 557 do Código de Processo Civil (…) (…) melhor se analisando o caso concretamente discutido nos autos, verifica-se que o cerne do debate filia-se muito mais à verificação da eficácia da coisa julgada face à garantia constitucional da segurança jurídica, vez que o acordo que se pretendia ver cumprido através da ação ordinária inicialmente manejada pelos ora Recorrentes fora homologado perante a justiça trabalhista no ano de 1990, restando tal decisão cumprida ininterruptamente e sem qualquer oposição por parte da administração municipal por mais de dezessete anos! (...) Tal dispositivo sumular, como elemento interpretativo que é, nos fornece um importante indicativo da hermenêutica que o Supremo empresta as suas decisões ao aplicar o art. 7..., IV da Constituição Federal. Este lastro interpretativo, por sua vez, só desfavorece a tese encartada pelos Recorridos de que a súmula, ao reforçar o conteúdo do referido dispositivo constitucional, abalaria as garantias e o conteúdo do acordo laboral entre as partes forneciam aos Recorrentes. (…) Contudo, não se pode olvidar que tal decisão em momento algum abandonou a necessidade de se conceder a devida garantia de proteção à segurança jurídica para aquelas situações em que, há muito consolidada com o tempo, a referida indexação ao salário mínimo já se convertera em direito dos trabalhadores beneficiados, ainda que tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN Os argumentos vertidos pelos Recorridos, como visto, pretendem conceder interpretação no sentido da imediata aplicabilidade da súmula vinculante n 4, de forma divergente da solução atualmente adotada por este Tribunal e igualmente confrontante à orientação jurisprudencial desta Suprema Corte acerca das garantias de segurança jurídica e imutabilidade dos atos jurisdicionais e administrativos. (...) Assim, verificando-se a confrontação direta entre as razões expendidas pelo Recorrente e a jurisprudência remansosa deste Egrégio Tribunal, impera seja negado o seguimento do presente recurso na forma determinada pelo art. 557 do Código de Processo Civil (…) (…) melhor se analisando o caso concretamente discutido nos autos, verifica-se que o cerne do debate filia-se muito mais à verificação da eficácia da coisa julgada face à garantia constitucional da segurança jurídica, vez que o acordo que se pretendia ver cumprido através da ação ordinária inicialmente manejada pelos ora Recorrentes fora homologado perante a justiça trabalhista no ano de 1990, restando tal decisão cumprida ininterruptamente e sem qualquer oposição por parte da administração municipal por mais de dezessete anos! (...) Tal dispositivo sumular, como elemento interpretativo que é, nos fornece um importante indicativo da hermenêutica que o Supremo empresta as suas decisões ao aplicar o art. 7..., IV da Constituição Federal. Este lastro interpretativo, por sua vez, só desfavorece a tese encartada pelos Recorridos de que a súmula, ao reforçar o conteúdo do referido dispositivo constitucional, abalaria as garantias e o conteúdo do acordo laboral entre as partes forneciam aos Recorrentes. (…) Contudo, não se pode olvidar que tal decisão em momento algum abandonou a necessidade de se conceder a devida garantia de proteção à segurança jurídica para aquelas situações em que, há muito consolidada com o tempo, a referida indexação ao salário mínimo já se convertera em direito dos trabalhadores beneficiados, ainda que tal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN decorresse de norma inconstitucional. Desta forma, somente poderia ser substituído o salário mínimo por outro índice de indexação definido em lei que viesse a regulá-lo, ficando até então suspensa a aplicabilidade da súmula vinculante apontada. (…) Realizando uma ponderação entre princípios constitucionais em colisão (coisa julgada e proibição de vinculação de vencimentos ao salário mínimo) a E. Corte Estadual optou por manter a eficácia da coisa julgada da decisão que convalidou o referido Acordo até a promulgação de lei que venha a legitimamente regular em idênticos moldes os salários das categorias envolvidas, eliminando os riscos de perdas salariais odientas. Em tais molduras, não merece qualquer reforma o Acórdão oriundo do TJ/RN, devendo o mesmo ser mantido em seus exatos termos. (…) Não se trata, assim, de tentativa de edição de novo regramento destinado a implementar indexação ilegal ao salário mínimo, em malferimento à reserva legal para fixação de remuneração de servidor público, mas de pretensão para que seja mantida a validade do acordo homologado perante a justiça trabalhista há mais de duas décadas, por prevalência da coisa julgada. (...) O caso em exame, portanto, exige a aplicação do princípio da segurança jurídica, consagrado pela Constituição Federal como um dos pilares do Estado Democrático de Direito (…) Assim, em face de todos os ensinamentos doutrinários e jurisprudenciais já aduzidos, que demonstram de forma inconteste a prevalência do Princípio da Segurança Jurídica no caso em tela, que deve ser afastada qualquer possibilidade de reforma do acórdão atacado, que se encontra em perfeita consonância com a orientação jurisprudencial desta Corte Constitucional, razão pela qual deve ser reformada a decisão monocrática para que se julguem improcedentes os Recursos Extraordinários " (Doc. 4, fl. 3-21) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN decorresse de norma inconstitucional. Desta forma, somente poderia ser substituído o salário mínimo por outro índice de indexação definido em lei que viesse a regulá-lo, ficando até então suspensa a aplicabilidade da súmula vinculante apontada. (…) Realizando uma ponderação entre princípios constitucionais em colisão (coisa julgada e proibição de vinculação de vencimentos ao salário mínimo) a E. Corte Estadual optou por manter a eficácia da coisa julgada da decisão que convalidou o referido Acordo até a promulgação de lei que venha a legitimamente regular em idênticos moldes os salários das categorias envolvidas, eliminando os riscos de perdas salariais odientas. Em tais molduras, não merece qualquer reforma o Acórdão oriundo do TJ/RN, devendo o mesmo ser mantido em seus exatos termos. (…) Não se trata, assim, de tentativa de edição de novo regramento destinado a implementar indexação ilegal ao salário mínimo, em malferimento à reserva legal para fixação de remuneração de servidor público, mas de pretensão para que seja mantida a validade do acordo homologado perante a justiça trabalhista há mais de duas décadas, por prevalência da coisa julgada. (...) O caso em exame, portanto, exige a aplicação do princípio da segurança jurídica, consagrado pela Constituição Federal como um dos pilares do Estado Democrático de Direito (…) Assim, em face de todos os ensinamentos doutrinários e jurisprudenciais já aduzidos, que demonstram de forma inconteste a prevalência do Princípio da Segurança Jurídica no caso em tela, que deve ser afastada qualquer possibilidade de reforma do acórdão atacado, que se encontra em perfeita consonância com a orientação jurisprudencial desta Corte Constitucional, razão pela qual deve ser reformada a decisão monocrática para que se julguem improcedentes os Recursos Extraordinários " (Doc. 4, fl. 3-21) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3105-57EE-1460-B4E8 e senha A136-883E-A18E-0B3F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela parte ora recorrente, a matéria foi amplamente debatida no Juízo a quo. Desse modo, afasto a alegação de ausência de prequestionamento da matéria. No mérito, conforme já asseverado, o acórdão recorrido divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta Suprema Corte que, no julgamento do tema 25 da repercussão geral, assentou a inviabilidade da utilização do salário minimo como indexador da base de cálculo de vantagem, bem como entendeu ser defeso ao Poder Judiciário estabelecer nova base de cálculo, sob pena de atuar como legislador positivo. Ressalte-se, ainda, que naquela oportunidade esta Corte editou o verbete da Súmula Vinculante 4, segundo a qual “o salário mínimo não pode ser utilizado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial, salvo nos casos previstos na Constituição”. Seguindo essa orientação, destaco os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela parte ora recorrente, a matéria foi amplamente debatida no Juízo a quo. Desse modo, afasto a alegação de ausência de prequestionamento da matéria. No mérito, conforme já asseverado, o acórdão recorrido divergiu do entendimento firmado pelo Plenário desta Suprema Corte que, no julgamento do tema 25 da repercussão geral, assentou a inviabilidade da utilização do salário minimo como indexador da base de cálculo de vantagem, bem como entendeu ser defeso ao Poder Judiciário estabelecer nova base de cálculo, sob pena de atuar como legislador positivo. Ressalte-se, ainda, que naquela oportunidade esta Corte editou o verbete da Súmula Vinculante 4, segundo a qual “o salário mínimo não pode ser utilizado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial, salvo nos casos previstos na Constituição”. Seguindo essa orientação, destaco os seguintes julgados: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PISO SALARIAL. EXTENSÃO. ISONOMIA. SÚMULA VINCULANTE n 37. VINCULAÇÃO. SALÁRIO MÍNIMO. SÚMULA VINCULANTE n 4. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário, sob o fundamento da isonomia, aumentar vencimentos de servidores públicos. Incidência da Súmula Vinculante n 37. 2. O entendimento desta Corte é no sentido de que o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. Incidência da Súmula Vinculante n 4. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 768938 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 15/2/2016) “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Direito administrativo. 4. Servidor Público. 5. Utilização do salário mínimo como indexador do salário-base da categoria. Impossibilidade. Súmula Vinculante n. 4. Precedentes. 6. Transposição do regime celetista para o estatutário. Extinção do contrato de trabalho. Impossibilidade de invocar direito adquirido às vantagens do regime anterior. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 731196 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, j DJe de 15/2/2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Constitucional e Administrativo. Servidor público municipal. Transposição do regime celetista para o estatutário. Ausência de direito adquirido a piso salarial decorrente de acordo judicial trabalhista, tendo em vista a mudança para o regime estatutário. Fixação do piso salarial em múltiplos de salário-mínimo. Impossibilidade. Súmula Vinculante n 4. Violação. Ocorrência. Eficácia temporal da sentença (Recurso Extraordinário n 596.663/RJ-RG, Relator para o acórdão o Ministro Teori Zavascki). 1. Os efeitos de acordo homologado na Justiça trabalhista não atingem a nova situação jurídica criada pela transposição do regime celetista para o estatutário. 2. Incidência na espécie da Súmula Vinculante n 4, a qual dispõe: “Salvo os casos previstos na Constituição Federal, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. PISO SALARIAL. EXTENSÃO. ISONOMIA. SÚMULA VINCULANTE n 37. VINCULAÇÃO. SALÁRIO MÍNIMO. SÚMULA VINCULANTE n 4. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário, sob o fundamento da isonomia, aumentar vencimentos de servidores públicos. Incidência da Súmula Vinculante n 37. 2. O entendimento desta Corte é no sentido de que o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. Incidência da Súmula Vinculante n 4. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 768938 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 15/2/2016) “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Direito administrativo. 4. Servidor Público. 5. Utilização do salário mínimo como indexador do salário-base da categoria. Impossibilidade. Súmula Vinculante n. 4. Precedentes. 6. Transposição do regime celetista para o estatutário. Extinção do contrato de trabalho. Impossibilidade de invocar direito adquirido às vantagens do regime anterior. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 731196 ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, j DJe de 15/2/2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Constitucional e Administrativo. Servidor público municipal. Transposição do regime celetista para o estatutário. Ausência de direito adquirido a piso salarial decorrente de acordo judicial trabalhista, tendo em vista a mudança para o regime estatutário. Fixação do piso salarial em múltiplos de salário-mínimo. Impossibilidade. Súmula Vinculante n 4. Violação. Ocorrência. Eficácia temporal da sentença (Recurso Extraordinário n 596.663/RJ-RG, Relator para o acórdão o Ministro Teori Zavascki). 1. Os efeitos de acordo homologado na Justiça trabalhista não atingem a nova situação jurídica criada pela transposição do regime celetista para o estatutário. 2. Incidência na espécie da Súmula Vinculante n 4, a qual dispõe: “Salvo os casos previstos na Constituição Federal, o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN salário mínimo não pode ser usado como indexador de base cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial”. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 785025 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 9/11/2015) “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE. PREDECENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 565.714, Rel. Min. Cármen Lúcia, sob a sistemática da repercussão geral, assentou a inconstitucionalidade da utilização do salário mínimo como base de cálculo de adicional de insalubridade, nos termos do art. 7..., IV, da Constituição. Por outro lado, ficou assentado que, diante da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo, as leis que utilizam o salário mínimo como indexador devem ser mantidas, até que nova lei seja editada disciplinando a matéria. Precedentes. 2. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 819386 ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 30/6/2015) Por fim, quanto à suposta violação à segurança jurídica e à boa-fé objetiva, resta notar que, consoante se extrai do aresto recorrido, tratar-se- ia, in casu, de hipótese de colisão entre princípios fundamentais (i.e., art. 7..., IV, da CRFB/88, que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem, e o princípio da segurança jurídica), que reclamaria a aplicação do método da ponderação de interesses. Isso porque se, de um lado, os postulados da segurança jurídica e da boa-fé objetiva militam verdadeiramente pela manutenção da vantagem, de outro, o Constituinte de 1988, desde a sua redação originária, interdita categoricamente a indexação da base de cálculo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN salário mínimo não pode ser usado como indexador de base cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial”. 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 785025 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 9/11/2015) “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE. PREDECENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 565.714, Rel. Min. Cármen Lúcia, sob a sistemática da repercussão geral, assentou a inconstitucionalidade da utilização do salário mínimo como base de cálculo de adicional de insalubridade, nos termos do art. 7..., IV, da Constituição. Por outro lado, ficou assentado que, diante da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo, as leis que utilizam o salário mínimo como indexador devem ser mantidas, até que nova lei seja editada disciplinando a matéria. Precedentes. 2. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 819386 ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 30/6/2015) Por fim, quanto à suposta violação à segurança jurídica e à boa-fé objetiva, resta notar que, consoante se extrai do aresto recorrido, tratar-se- ia, in casu, de hipótese de colisão entre princípios fundamentais (i.e., art. 7..., IV, da CRFB/88, que veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem, e o princípio da segurança jurídica), que reclamaria a aplicação do método da ponderação de interesses. Isso porque se, de um lado, os postulados da segurança jurídica e da boa-fé objetiva militam verdadeiramente pela manutenção da vantagem, de outro, o Constituinte de 1988, desde a sua redação originária, interdita categoricamente a indexação da base de cálculo de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN qualquer vantagem ao salário mínimo, afastando, de forma inequívoca, a tese do surgimento de uma expectativa legítima. Deveras, o Enunciado da Súmula Vinculante 4, apenas e tão somente, materializa a vedação de indexações como as verificadas na espécie e já repudiadas pelo texto originário da Lei Fundamental de 1988. Em suma: o decurso do tempo não tem o condão de convalidar a inconstitucionalidade da forma de cálculo do salário-base dos servidores públicos, a despeito de esta ter sido fixada em data anterior à edição da Súmula Vinculante 4. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN qualquer vantagem ao salário mínimo, afastando, de forma inequívoca, a tese do surgimento de uma expectativa legítima. Deveras, o Enunciado da Súmula Vinculante 4, apenas e tão somente, materializa a vedação de indexações como as verificadas na espécie e já repudiadas pelo texto originário da Lei Fundamental de 1988. Em suma: o decurso do tempo não tem o condão de convalidar a inconstitucionalidade da forma de cálculo do salário-base dos servidores públicos, a despeito de esta ter sido fixada em data anterior à edição da Súmula Vinculante 4. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B58C-65B6-3EA4-78CE e senha BF6A-CFCC-2311-FCA2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO (00010399/RN) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A68-7BC4-ABA9-31BE e senha 18A2-1096-672D-E667 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842.620 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO (00010399/RN) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE NATAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NATAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A68-7BC4-ABA9-31BE e senha 18A2-1096-672D-E667 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842 . 620", "SÚMULA VINCULANTE 4 DO Supremo", "RECURSO", "SÚMULA VINCULANTE n 4 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 4 desta Suprema Corte", "Recurso Extraordinário 565 . 714 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842 . 620", "SÚMULA VINCULANTE n 4 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 4 desta Suprema Corte", "Recurso Extraordinário 565 . 714 - RG", "Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN", "SÚMULA VINCULANTE n 4 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 842620 AGR /", "SÚMULA VINCULANTE n 4 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842 . 620", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842 . 620", "verbete", "Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN", "SÚMULA VINCULANTE n 37", "AI 768938 AgR", "ARE 731196 ED", "Recurso Extraordinário n 596 . 663 / RJ - RG", "Súmula Vinculante n 4", "SÚMULA VINCULANTE n 37", "Súmula Vinculante n 37 .", "AI 768938 AgR", "Súmula Vinculante n .", "ARE 731196 ED", "Recurso Extraordinário n 596 . 663 / RJ - RG", "Súmula Vinculante n 4", "Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 785025 AgR", "Recurso Extraordinário 565 . 714", "Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 785025 AgR", "Recurso Extraordinário 565 . 714", "ARE 819386 ED", "Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 842620 AGR / RN", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842 . 620", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 842 . 620" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 7 . . . , IV , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 7 . . . , IV , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "art . 7 . . . , IV da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "art . 7 . . . , IV da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , IV , da Constituição", "Constituição Federal", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição", "art . 7 . . . , IV , da CRFB / 88", "Constituinte de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , IV , da Constituição", "Constituição Federal", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição", "art . 7 . . . , IV , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Fundamental de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Fundamental de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "NATAL", "MUNICÍPIO", "NATAL", "MUNICÍPIO", "NATAL / RN", "Brasília", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "MUNICÍPIO DE NATAL", "MUNICÍPIO DE NATAL / RN", "Município do Natal", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "DE NATAL", "MUNICÍPIO DE NATAL", "MUNICÍPIO DE NATAL / RN", "Município do Natal", "MUNICÍPIO", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "NATAL", "MUNICÍPIO DE", "NATAL", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "MUNICÍPIO", "NATAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "MUNICÍPIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "MUNICÍPIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "RN", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "RN", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE", "RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE", "RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO", "LUIZ FUX", "Francisca Fátima de Oliveira Andrade", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE", "RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO", "LUIZ FUX", "Francisca Fátima de Oliveira Andrade", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "VINCULAÇÃO", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE", "RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "FRANCISCA FÁTIMA DE OLIVEIRA ANDRADE", "RODRIGO DUTRA DE CASTRO GILBERTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "30", "/", "05", "/", "2019", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "11", "/", "2008", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "11", "/", "2008", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "2", "/", "2016", "15", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "2", "/", "2016", "15", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "11", "/", "2015", "30", "/", "6", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "11", "/", "2015", "30", "/", "6", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) :HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 1º E 2º, DO CPC/2015. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do CPC) aplicada pelo Tribunal de origem, observada como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo interno/regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19B2-7144-94E9-0E14 e senha 1ED8-72CF-0029-FE71 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1164942 AGR / MG 3. Não houve, no recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015, demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 7 a 13 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19B2-7144-94E9-0E14 e senha 1ED8-72CF-0029-FE71 Supremo Tribunal Federal ARE 1164942 AGR / MG 3. Não houve, no recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015, demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 7 a 13 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19B2-7144-94E9-0E14 e senha 1ED8-72CF-0029-FE71 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) :HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão pela qual afirma a impossibilidade de interposição de agravo da decisão de admissibilidade do recurso que aplica a sistemática da repercussão geral, maneja agravo interno Ednei Eustáquio Lima Almeida. A matéria debatida, em síntese, diz com ação penal em razão de violência doméstica contra mulher. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL – LESÃO CORPORAL NO AMBIENTE DOMÉSTICO – PRELIMINIAR – RETRATAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA – REJEIÇÃO – MÉRITO – ABSOVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE DOLO – INVIABILIDADE – CONJUNTO PROBATÓRIO SUFICIENTE – RELEVÂNCIA DA PALAVRA DA VÍTIMA – DECOTE DA QUALIFICADORA RELATIVA À DEFORMIDADE PERMANENTE – NÃO CABIMENTO – RECURSO NÃO PROVIDO. “ Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 768A-E580-339F-DF38 e senha 105A-3BE2-17CC-DDF3 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) :HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão pela qual afirma a impossibilidade de interposição de agravo da decisão de admissibilidade do recurso que aplica a sistemática da repercussão geral, maneja agravo interno Ednei Eustáquio Lima Almeida. A matéria debatida, em síntese, diz com ação penal em razão de violência doméstica contra mulher. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL – LESÃO CORPORAL NO AMBIENTE DOMÉSTICO – PRELIMINIAR – RETRATAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA – REJEIÇÃO – MÉRITO – ABSOVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE DOLO – INVIABILIDADE – CONJUNTO PROBATÓRIO SUFICIENTE – RELEVÂNCIA DA PALAVRA DA VÍTIMA – DECOTE DA QUALIFICADORA RELATIVA À DEFORMIDADE PERMANENTE – NÃO CABIMENTO – RECURSO NÃO PROVIDO. “ Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 768A-E580-339F-DF38 e senha 105A-3BE2-17CC-DDF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1164942 AGR / MG 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 768A-E580-339F-DF38 e senha 105A-3BE2-17CC-DDF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1164942 AGR / MG 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 768A-E580-339F-DF38 e senha 105A-3BE2-17CC-DDF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao agravo ante o não cabimento de recurso contra decisão que aplica a repercussão geral, considerados o AI 791.292- QO-RG e o ARE 773.765 RG, bem como por ausente demonstração de repercussão geral. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, incabível agravo de instrumento ou reclamação de decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do CPC. Contra decisão desse teor, reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. A parte agravante alega a inaplicabilidade do Tema 713 ao presente caso. Eis a ementa do paradigma: “Recurso extraordinário com agravo. Repercussão Geral. 2. Crime de lesão corporal praticado contra a mulher no âmbito doméstico e familiar. Ação penal pública incondicionada. ADI 4.424. 3. Agravo conhecido e recurso extraordinário provido para cassar o acórdão proferido pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, determinando a apreciação do mérito da apelação interposta pelo Ministério Público Estadual. 4. Reafirmação de jurisprudência.” (ARE 773765 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Repercussão Geral – Mérito, DJe 28-04-2014 ) Na hipótese, os paradigmas de repercussão geral aplicados pela Corte de origem se aplicam à hipótese dos autos, consoante se percebe da ementa do acórdão recorrido, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao agravo ante o não cabimento de recurso contra decisão que aplica a repercussão geral, considerados o AI 791.292- QO-RG e o ARE 773.765 RG, bem como por ausente demonstração de repercussão geral. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, incabível agravo de instrumento ou reclamação de decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do CPC. Contra decisão desse teor, reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. A parte agravante alega a inaplicabilidade do Tema 713 ao presente caso. Eis a ementa do paradigma: “Recurso extraordinário com agravo. Repercussão Geral. 2. Crime de lesão corporal praticado contra a mulher no âmbito doméstico e familiar. Ação penal pública incondicionada. ADI 4.424. 3. Agravo conhecido e recurso extraordinário provido para cassar o acórdão proferido pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, determinando a apreciação do mérito da apelação interposta pelo Ministério Público Estadual. 4. Reafirmação de jurisprudência.” (ARE 773765 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Repercussão Geral – Mérito, DJe 28-04-2014 ) Na hipótese, os paradigmas de repercussão geral aplicados pela Corte de origem se aplicam à hipótese dos autos, consoante se percebe da ementa do acórdão recorrido, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1164942 AGR / MG “APELAÇÃO CRIMINAL LESÃO CORPORAL NO AMBIENTE DOMÉSTICO PRELIMINIAR RETRATAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA REJEIÇÃO MÉRITO ABSOVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE DOLO INVIABILIDADE CONJUNTO PROBATÓRIO SUFICIENTE RELEVÂNCIA DA PALAVRA DA VÍTIMA DECOTE DA QUALIFICADORA RELATIVA À DEFORMIDADE PERMANENTE NÃO CABIMENTO RECURSO NÃO PROVIDO.” Nessa linha, manifesto o seu descabimento, consoante a compreensão jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabível sua conversão em agravo regimental. Nesse sentido: “DIREITO CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do CPC) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo interno, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE 957332 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJe 26-11-2018) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Supremo Tribunal Federal ARE 1164942 AGR / MG “APELAÇÃO CRIMINAL LESÃO CORPORAL NO AMBIENTE DOMÉSTICO PRELIMINIAR RETRATAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA REJEIÇÃO MÉRITO ABSOVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE DOLO INVIABILIDADE CONJUNTO PROBATÓRIO SUFICIENTE RELEVÂNCIA DA PALAVRA DA VÍTIMA DECOTE DA QUALIFICADORA RELATIVA À DEFORMIDADE PERMANENTE NÃO CABIMENTO RECURSO NÃO PROVIDO.” Nessa linha, manifesto o seu descabimento, consoante a compreensão jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabível sua conversão em agravo regimental. Nesse sentido: “DIREITO CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do CPC) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo interno, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE 957332 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJe 26-11-2018) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1164942 AGR / MG Ademais, consoante registrado, não houve, no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu na vigência do CPC/2015, demonstração da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada – precisamente acerca da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015). Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, o não preenchimento do requisito acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA RELEVÂNCIA E TRANSCENDÊNCIA DO CASO CONCRETO PARA FINS DE RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL. REQUISITOS FÁTICOS, JURÍDICOS E COMPARATIVOS NÃO PREENCHIDOS. 1. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (RE 1030793 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 22.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.6.2016. ADMINISTRATIVO. CONTRATO TEMPORÁRIO POR EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. Mesmo em caso de repercussão geral presumida ou reconhecida em outro recurso, é ônus do recorrente a demonstração da existência desse requisito. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC.” (ARE 970392 AgR, Rel. Min. Edson 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Supremo Tribunal Federal ARE 1164942 AGR / MG Ademais, consoante registrado, não houve, no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu na vigência do CPC/2015, demonstração da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada – precisamente acerca da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015). Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, o não preenchimento do requisito acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA RELEVÂNCIA E TRANSCENDÊNCIA DO CASO CONCRETO PARA FINS DE RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL. REQUISITOS FÁTICOS, JURÍDICOS E COMPARATIVOS NÃO PREENCHIDOS. 1. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (RE 1030793 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 22.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.6.2016. ADMINISTRATIVO. CONTRATO TEMPORÁRIO POR EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. Mesmo em caso de repercussão geral presumida ou reconhecida em outro recurso, é ônus do recorrente a demonstração da existência desse requisito. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC.” (ARE 970392 AgR, Rel. Min. Edson 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1164942 AGR / MG Fachin, 2ª Turma, DJe 16.5.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL Nº 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, c/c art. 327, § 1º, do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. (RE 917.916-AgR, da minha lavra, 1ª Turma, DJe 24.11.2016) Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral, nas razões do recurso extraordinário, não pode ser suprida por meio de veiculação na minuta do agravo interno, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Supremo Tribunal Federal ARE 1164942 AGR / MG Fachin, 2ª Turma, DJe 16.5.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL Nº 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, c/c art. 327, § 1º, do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. (RE 917.916-AgR, da minha lavra, 1ª Turma, DJe 24.11.2016) Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral, nas razões do recurso extraordinário, não pode ser suprida por meio de veiculação na minuta do agravo interno, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) :HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2º, do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EE8-34A6-D1BC-2E07 e senha 9618-B0DF-2F9D-D0B0 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) :HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2º, do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EE8-34A6-D1BC-2E07 e senha 9618-B0DF-2F9D-D0B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) : HELENO LAMOUNIER CHAVES (87604/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BC5-E5B0-29C7-ADC2 e senha 0C95-2F90-B8C0-15F8 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) : HELENO LAMOUNIER CHAVES (87604/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BC5-E5B0-29C7-ADC2 e senha 0C95-2F90-B8C0-15F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 1º E 2º, DO CPC/2015. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do CPC) aplicada pelo Tribunal de origem, observada como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo interno/regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). 3. Não houve, no recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015, demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur407435
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) AI 791292 QO-RG, ARE 773765 RG, ARE 957332 AgR (1ªT). (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, PRELIMINAR, REPERCUSSÃO GERAL) RE 917916 AgR (1ªT), ARE 970392 AgR (2ªT), RE 1030793 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 20/08/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1164942
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00001 PAR-00002 ART-01042\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1164942 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) : HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) :HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 1... E 2..., DO Código de Processo Civil/2015. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil) aplicada pelo Tribunal de origem, observada como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo interno/regimental, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19B2-7144-94E9-0E14 e senha 1ED8-72CF-0029-FE71 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1164942 AGR / MG 3. Não houve, no recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015, demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1... e 2..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 7 a 13 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19B2-7144-94E9-0E14 e senha 1ED8-72CF-0029-FE71 Supremo Tribunal Federal ARE 1164942 AGR / MG 3. Não houve, no recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015, demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1... e 2..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 7 a 13 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19B2-7144-94E9-0E14 e senha 1ED8-72CF-0029-FE71 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) :HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão pela qual afirma a impossibilidade de interposição de agravo da decisão de admissibilidade do recurso que aplica a sistemática da repercussão geral, maneja agravo interno Ednei Eustáquio Lima Almeida. A matéria debatida, em síntese, diz com ação penal em razão de violência doméstica contra mulher. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL – LESÃO CORPORAL NO AMBIENTE DOMÉSTICO – PRELIMINIAR – RETRATAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA – REJEIÇÃO – MÉRITO – ABSOVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE DOLO – INVIABILIDADE – CONJUNTO PROBATÓRIO SUFICIENTE – RELEVÂNCIA DA PALAVRA DA VÍTIMA – DECOTE DA QUALIFICADORA RELATIVA À DEFORMIDADE PERMANENTE – NÃO CABIMENTO – RECURSO NÃO PROVIDO. “ Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 768A-E580-339F-DF38 e senha 105A-3BE2-17CC-DDF3 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) :HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão pela qual afirma a impossibilidade de interposição de agravo da decisão de admissibilidade do recurso que aplica a sistemática da repercussão geral, maneja agravo interno Ednei Eustáquio Lima Almeida. A matéria debatida, em síntese, diz com ação penal em razão de violência doméstica contra mulher. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL – LESÃO CORPORAL NO AMBIENTE DOMÉSTICO – PRELIMINIAR – RETRATAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA – REJEIÇÃO – MÉRITO – ABSOVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE DOLO – INVIABILIDADE – CONJUNTO PROBATÓRIO SUFICIENTE – RELEVÂNCIA DA PALAVRA DA VÍTIMA – DECOTE DA QUALIFICADORA RELATIVA À DEFORMIDADE PERMANENTE – NÃO CABIMENTO – RECURSO NÃO PROVIDO. “ Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 768A-E580-339F-DF38 e senha 105A-3BE2-17CC-DDF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1164942 AGR / MG 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 768A-E580-339F-DF38 e senha 105A-3BE2-17CC-DDF3 Supremo Tribunal Federal ARE 1164942 AGR / MG 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 768A-E580-339F-DF38 e senha 105A-3BE2-17CC-DDF3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao agravo ante o não cabimento de recurso contra decisão que aplica a repercussão geral, considerados o AI 791.292- QO-RG e o ARE 773.765 RG, bem como por ausente demonstração de repercussão geral. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, incabível agravo de instrumento ou reclamação de decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Contra decisão desse teor, reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. A parte agravante alega a inaplicabilidade do Tema 713 ao presente caso. Eis a ementa do paradigma: “Recurso extraordinário com agravo. Repercussão Geral. 2. Crime de lesão corporal praticado contra a mulher no âmbito doméstico e familiar. Ação penal pública incondicionada. ADI 4.424. 3. Agravo conhecido e recurso extraordinário provido para cassar o acórdão proferido pela 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, determinando a apreciação do mérito da apelação interposta pelo Ministério Público Estadual. 4. Reafirmação de jurisprudência.” (ARE 773765 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Repercussão Geral – Mérito, DJe 28-04-2014 ) Na hipótese, os paradigmas de repercussão geral aplicados pela Corte de origem se aplicam à hipótese dos autos, consoante se percebe da ementa do acórdão recorrido, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao agravo ante o não cabimento de recurso contra decisão que aplica a repercussão geral, considerados o AI 791.292- QO-RG e o ARE 773.765 RG, bem como por ausente demonstração de repercussão geral. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme consignado, incabível agravo de instrumento ou reclamação de decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Contra decisão desse teor, reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. A parte agravante alega a inaplicabilidade do Tema 713 ao presente caso. Eis a ementa do paradigma: “Recurso extraordinário com agravo. Repercussão Geral. 2. Crime de lesão corporal praticado contra a mulher no âmbito doméstico e familiar. Ação penal pública incondicionada. ADI 4.424. 3. Agravo conhecido e recurso extraordinário provido para cassar o acórdão proferido pela 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, determinando a apreciação do mérito da apelação interposta pelo Ministério Público Estadual. 4. Reafirmação de jurisprudência.” (ARE 773765 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Repercussão Geral – Mérito, DJe 28-04-2014 ) Na hipótese, os paradigmas de repercussão geral aplicados pela Corte de origem se aplicam à hipótese dos autos, consoante se percebe da ementa do acórdão recorrido, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1164942 AGR / MG “APELAÇÃO CRIMINAL LESÃO CORPORAL NO AMBIENTE DOMÉSTICO PRELIMINIAR RETRATAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA REJEIÇÃO MÉRITO ABSOVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE DOLO INVIABILIDADE CONJUNTO PROBATÓRIO SUFICIENTE RELEVÂNCIA DA PALAVRA DA VÍTIMA DECOTE DA QUALIFICADORA RELATIVA À DEFORMIDADE PERMANENTE NÃO CABIMENTO RECURSO NÃO PROVIDO.” Nessa linha, manifesto o seu descabimento, consoante a compreensão jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabível sua conversão em agravo regimental. Nesse sentido: “DIREITO CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo interno, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE 957332 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJe 26-11-2018) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Supremo Tribunal Federal ARE 1164942 AGR / MG “APELAÇÃO CRIMINAL LESÃO CORPORAL NO AMBIENTE DOMÉSTICO PRELIMINIAR RETRATAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA REJEIÇÃO MÉRITO ABSOVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE DOLO INVIABILIDADE CONJUNTO PROBATÓRIO SUFICIENTE RELEVÂNCIA DA PALAVRA DA VÍTIMA DECOTE DA QUALIFICADORA RELATIVA À DEFORMIDADE PERMANENTE NÃO CABIMENTO RECURSO NÃO PROVIDO.” Nessa linha, manifesto o seu descabimento, consoante a compreensão jurisprudencial consolidada nesta Casa, assim como incabível sua conversão em agravo regimental. Nesse sentido: “DIREITO CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte de que incabível recurso – agravo e reclamação – contra a sistemática da repercussão geral (art. 543-B do Código de Processo Civil) aplicada pelo Tribunal de origem, observado como marco temporal a data de 19.11.2009. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo interno, ratifica-se a adequação da sistemática aplicada à espécie (art. 328 do RISTF). 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE 957332 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, DJe 26-11-2018) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1164942 AGR / MG Ademais, consoante registrado, não houve, no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu na vigência do Código de Processo Civil/2015, demonstração da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada – precisamente acerca da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1... e 2..., do Código de Processo Civil/2015). Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, o não preenchimento do requisito acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA RELEVÂNCIA E TRANSCENDÊNCIA DO CASO CONCRETO PARA FINS DE RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL. REQUISITOS FÁTICOS, JURÍDICOS E COMPARATIVOS NÃO PREENCHIDOS. 1. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (Recurso Extraordinário 1030793 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 22.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.6.2016. ADMINISTRATIVO. CONTRATO TEMPORÁRIO POR EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. Mesmo em caso de repercussão geral presumida ou reconhecida em outro recurso, é ônus do recorrente a demonstração da existência desse requisito. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil.” (ARE 970392 AgR, Rel. Min. Edson 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Supremo Tribunal Federal ARE 1164942 AGR / MG Ademais, consoante registrado, não houve, no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu na vigência do Código de Processo Civil/2015, demonstração da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada – precisamente acerca da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1... e 2..., do Código de Processo Civil/2015). Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, o não preenchimento do requisito acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA RELEVÂNCIA E TRANSCENDÊNCIA DO CASO CONCRETO PARA FINS DE RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL. REQUISITOS FÁTICOS, JURÍDICOS E COMPARATIVOS NÃO PREENCHIDOS. 1. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (Recurso Extraordinário 1030793 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 22.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.6.2016. ADMINISTRATIVO. CONTRATO TEMPORÁRIO POR EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. Mesmo em caso de repercussão geral presumida ou reconhecida em outro recurso, é ônus do recorrente a demonstração da existência desse requisito. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil.” (ARE 970392 AgR, Rel. Min. Edson 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1164942 AGR / MG Fachin, 2... Turma, DJe 16.5.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL n 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, c/c art. 327, § 1..., do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. (Recurso Extraordinário 917.916-AgR, da minha lavra, 1... Turma, DJe 24.11.2016) Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral, nas razões do recurso extraordinário, não pode ser suprida por meio de veiculação na minuta do agravo interno, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Supremo Tribunal Federal ARE 1164942 AGR / MG Fachin, 2... Turma, DJe 16.5.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL n 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, c/c art. 327, § 1..., do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. (Recurso Extraordinário 917.916-AgR, da minha lavra, 1... Turma, DJe 24.11.2016) Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral, nas razões do recurso extraordinário, não pode ser suprida por meio de veiculação na minuta do agravo interno, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDD9-C31E-4FDD-F2A2 e senha 80F2-E007-4C86-277C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) :HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EE8-34A6-D1BC-2E07 e senha 9618-B0DF-2F9D-D0B0 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) :HELENO LAMOUNIER CHAVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EE8-34A6-D1BC-2E07 e senha 9618-B0DF-2F9D-D0B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) : HELENO LAMOUNIER CHAVES (87604/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BC5-E5B0-29C7-ADC2 e senha 0C95-2F90-B8C0-15F8 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.164.942 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA ADV.(A/S) : HELENO LAMOUNIER CHAVES (87604/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BC5-E5B0-29C7-ADC2 e senha 0C95-2F90-B8C0-15F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "ARE 1164942 AGR / MG", "ARE 1164942 AGR / MG", "AGRAVO 1 . 164 . 942", "ARE 1164942 AGR / MG", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 773 . 765 RG", "ADI 4 . 424", "ARE 773765 RG", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 773 . 765 RG", "ARE 773765 RG", "ARE 1164942 AGR / MG", "ARE 957332 AgR", "ARE 957332 AgR", "Recurso Extraordinário 1030793 AgR", "ARE 970392 AgR", "Recurso Extraordinário 1030793 AgR", "ARE 970392 AgR", "Recurso Extraordinário 917 . 916 - AgR", "Recurso Extraordinário 917 . 916 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 164 . 942" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 1 . 035 , § §", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil /", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 035 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 035 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 035 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 035 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL n 13 . 478 / 2002", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL n 13 . 478 / 2002", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "1", ".", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Ministério Público Estadual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "1", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Ministério Público Estadual", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "REQUISITOS", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA", "HELENO LAMOUNIER CHAVES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA", "HELENO LAMOUNIER CHAVES", "Rosa Weber", "Ednei Eustáquio Lima Almeida", "ROSA WEBER", "EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA", "HELENO LAMOUNIER CHAVES", "Rosa Weber", "Ednei Eustáquio Lima Almeida", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "ROSA", "WEBER ARE", "Roberto Barroso", "Edson", "Roberto Barroso", "Edson", "ROSA WEBER", "Fachin", "Fachin", "ROSA WEBER", "EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA", "HELENO LAMOUNIER CHAVES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA", "HELENO LAMOUNIER CHAVES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA", "HELENO LAMOUNIER CHAVES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "EDNEI EUSTAQUIO LIMA ALMEIDA", "HELENO LAMOUNIER CHAVES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "19", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13 de junho de 2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 a 13 de junho de 2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "28", "-", "04", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "28", "-", "04", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "11", ".", "2009", "26", "-", "11", "-", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "11", ".", "2009", "26", "-", "11", "-", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2017", "30", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2017", "30", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "5", ".", "2017", "24", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "5", ".", "2017", "24", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.882 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :S.C.J. ADV.(A/S) :GUILHERME ABRAHAM DE CAMARGO JUBRAM ADV.(A/S) :WANDERLEY ABRAHAM JUBRAM AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. APLICAÇÃO DA PENA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmula 282 do STF. 2. Nos termos da súmula 636 do STF, não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida . 3. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4788-B4E7-F7E9-77B9 e senha 49E1-73EA-55B4-D94D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1079882 AGR / SP taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4788-B4E7-F7E9-77B9 e senha 49E1-73EA-55B4-D94D Supremo Tribunal Federal ARE 1079882 AGR / SP taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4788-B4E7-F7E9-77B9 e senha 49E1-73EA-55B4-D94D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.882 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : S.C.J. ADV.(A/S) : GUILHERME ABRAHAM DE CAMARGO JUBRAM (272097/SP) ADV.(A/S) : WANDERLEY ABRAHAM JUBRAM (53258/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D23D-68B7-B19F-D5A8 e senha 42F0-EA9F-F2C6-26A6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.882 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : S.C.J. ADV.(A/S) : GUILHERME ABRAHAM DE CAMARGO JUBRAM (272097/SP) ADV.(A/S) : WANDERLEY ABRAHAM JUBRAM (53258/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D23D-68B7-B19F-D5A8 e senha 42F0-EA9F-F2C6-26A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750083014
2019-05-31T00:00:00
2019-06-12T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. APLICAÇÃO DA PENA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmula 282 do STF. 2. Nos termos da súmula 636 do STF, não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida . 3. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur405826
Número de páginas: 3. Análise: 12/07/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1079882
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1079882 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : S.C.J. ADV.(A/S) : GUILHERME ABRAHAM DE CAMARGO JUBRAM ADV.(A/S) : WANDERLEY ABRAHAM JUBRAM AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.882 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :S.C.J. ADV.(A/S) :GUILHERME ABRAHAM DE CAMARGO JUBRAM ADV.(A/S) :WANDERLEY ABRAHAM JUBRAM AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. APLICAÇÃO DA PENA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. Nos termos da súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida . 3. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4788-B4E7-F7E9-77B9 e senha 49E1-73EA-55B4-D94D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1079882 AGR / SP taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4788-B4E7-F7E9-77B9 e senha 49E1-73EA-55B4-D94D Supremo Tribunal Federal ARE 1079882 AGR / SP taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4788-B4E7-F7E9-77B9 e senha 49E1-73EA-55B4-D94D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.882 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : S.C.J. ADV.(A/S) : GUILHERME ABRAHAM DE CAMARGO JUBRAM (272097/SP) ADV.(A/S) : WANDERLEY ABRAHAM JUBRAM (53258/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D23D-68B7-B19F-D5A8 e senha 42F0-EA9F-F2C6-26A6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.882 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : S.C.J. ADV.(A/S) : GUILHERME ABRAHAM DE CAMARGO JUBRAM (272097/SP) ADV.(A/S) : WANDERLEY ABRAHAM JUBRAM (53258/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D23D-68B7-B19F-D5A8 e senha 42F0-EA9F-F2C6-26A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 079 . 882", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "súmula 636 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "GUILHERME ABRAHAM DE CAMARGO JUBRAM", "WANDERLEY ABRAHAM JUBRAM", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GUILHERME ABRAHAM DE CAMARGO JUBRAM", "WANDERLEY ABRAHAM JUBRAM", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "GUILHERME ABRAHAM DE CAMARGO JUBRAM", "WANDERLEY ABRAHAM JUBRAM", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "30 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.118 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :R.L.S. AGTE.(S) :D.M.T.M. AGTE.(S) :T.S.B. AGTE.(S) :A.B.D. AGTE.(S) :D.F. AGTE.(S) :F.R. PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. EXIGÊNCIA DE PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECIAIS PARA OPOSIÇÃO DE EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. TEMA 660. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1.É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73F6-8777-DB40-2D2A e senha 5DB9-2BCD-4D51-7C66 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1040118 AGR / ES Mendes, DJe 1º.08.2013 Tema 660). 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73F6-8777-DB40-2D2A e senha 5DB9-2BCD-4D51-7C66 Supremo Tribunal Federal ARE 1040118 AGR / ES Mendes, DJe 1º.08.2013 Tema 660). 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73F6-8777-DB40-2D2A e senha 5DB9-2BCD-4D51-7C66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.118 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : R.L.S. AGTE.(S) : D.M.T.M. AGTE.(S) : T.S.B. AGTE.(S) : A.B.D. AGTE.(S) : D.F. AGTE.(S) : F.R. PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E0C-87D0-85A2-6C70 e senha F4AA-5A1F-1D7C-DDB3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.118 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : R.L.S. AGTE.(S) : D.M.T.M. AGTE.(S) : T.S.B. AGTE.(S) : A.B.D. AGTE.(S) : D.F. AGTE.(S) : F.R. PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E0C-87D0-85A2-6C70 e senha F4AA-5A1F-1D7C-DDB3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750115033
2019-05-31T00:00:00
2019-06-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. EXIGÊNCIA DE PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECIAIS PARA OPOSIÇÃO DE EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. TEMA 660. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1.É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 Tema 660). 3. Agravo regimental desprovido.
sjur406144
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. Número de páginas: 3. Análise: 11/07/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1040118
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 1040118 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : R.L.S. AGTE.(S) : D.M.T.M. AGTE.(S) : T.S.B. AGTE.(S) : A.B.D. AGTE.(S) : D.F. AGTE.(S) : F.R. PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.118 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :R.L.S. AGTE.(S) :D.M.T.M. AGTE.(S) :T.S.B. AGTE.(S) :A.B.D. AGTE.(S) :D.F. AGTE.(S) :F.R. PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. EXIGÊNCIA DE PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECIAIS PARA OPOSIÇÃO DE EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. TEMA 660. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1.É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73F6-8777-DB40-2D2A e senha 5DB9-2BCD-4D51-7C66 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1040118 AGR / ES Mendes, DJe 1....08.2013 Tema 660). 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73F6-8777-DB40-2D2A e senha 5DB9-2BCD-4D51-7C66 Supremo Tribunal Federal ARE 1040118 AGR / ES Mendes, DJe 1....08.2013 Tema 660). 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73F6-8777-DB40-2D2A e senha 5DB9-2BCD-4D51-7C66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.118 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : R.L.S. AGTE.(S) : D.M.T.M. AGTE.(S) : T.S.B. AGTE.(S) : A.B.D. AGTE.(S) : D.F. AGTE.(S) : F.R. PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E0C-87D0-85A2-6C70 e senha F4AA-5A1F-1D7C-DDB3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.040.118 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : R.L.S. AGTE.(S) : D.M.T.M. AGTE.(S) : T.S.B. AGTE.(S) : A.B.D. AGTE.(S) : D.F. AGTE.(S) : F.R. PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E0C-87D0-85A2-6C70 e senha F4AA-5A1F-1D7C-DDB3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 040 . 118", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 1040118 AGR / ES" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "Gilmar", "Mendes", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "24", "30 de maio de 2019", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "24", "30 de maio de 2019", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) :CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. POLÍTICA DE AÇÕES AFIRMATIVAS. INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR. NOTAS TAQUIGRÁFICAS. CANCELAMENTO. ART. 133 DO RISTF. POSSIBILIDADE. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO QUANTO À LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL. INOVAÇÃO. EMBARGOS REJEITADOS. I – As notas taquigráficas referentes a votos e apartes podem ser canceladas sem que gere vício (art. 133 do RISTF; AP 470/EDj sétimos e décimos terceiros, Dje 10.10.13), sendo aferível do pronunciamento do colegiado a voz institucional do Tribunal na formação do acórdão. II – Inexistência de omissão quanto à legislação internacional enunciada nos embargos, por não ter sido suscitada no recurso extraordinário. III – Inexistência de obscuridade, contradição ou omissão. IV – Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 155E-714B-19F6-CEB1 e senha E08D-9D4A-0957-BBAC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 838 Ementa e Acórdão RE 597285 ED / RS conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 30 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 155E-714B-19F6-CEB1 e senha E08D-9D4A-0957-BBAC Supremo Tribunal Federal RE 597285 ED / RS conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 30 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 155E-714B-19F6-CEB1 e senha E08D-9D4A-0957-BBAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 839 Relatório 31/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) :CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração (fls. 823-828) opostos no bojo de recurso extraordinário com repercussão geral julgado por esta Corte, no qual se discutiu a constitucionalidade do programa de ação afirmativa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS que institui o sistema de “cotas” com reserva de vagas para ingresso nos seus cursos de nível superior. Apreciando o recurso extraordinário interposto do julgamento do Tribunal Regional Federal da 4º Região que entendeu constitucional o mencionado programa de “cotas”, o Plenário desta Corte proferiu decisão cuja ementa tem o seguinte teor (fl. 818): “Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. POLÍTICA DE AÇÕES AFIRMATIVAS. INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR. USO DE CRITÉRIO ÉTNICO-RACIAL. AUTOIDENTIFICAÇÃO. RESERVA DE VAGA OU ESTABELECIMENTO DE COTAS. CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO IMPROVIDO. I – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (RE 597285, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53A4-7FA1-2DAD-10A8 e senha 60F9-C9B3-8E14-D4F1 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) :CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração (fls. 823-828) opostos no bojo de recurso extraordinário com repercussão geral julgado por esta Corte, no qual se discutiu a constitucionalidade do programa de ação afirmativa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS que institui o sistema de “cotas” com reserva de vagas para ingresso nos seus cursos de nível superior. Apreciando o recurso extraordinário interposto do julgamento do Tribunal Regional Federal da 4º Região que entendeu constitucional o mencionado programa de “cotas”, o Plenário desta Corte proferiu decisão cuja ementa tem o seguinte teor (fl. 818): “Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. POLÍTICA DE AÇÕES AFIRMATIVAS. INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR. USO DE CRITÉRIO ÉTNICO-RACIAL. AUTOIDENTIFICAÇÃO. RESERVA DE VAGA OU ESTABELECIMENTO DE COTAS. CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO IMPROVIDO. I – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (RE 597285, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53A4-7FA1-2DAD-10A8 e senha 60F9-C9B3-8E14-D4F1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 840 Relatório RE 597285 ED / RS Tribunal Pleno, julgado em 09/05/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-053 DIVULG 17-03-2014 PUBLIC 18-03-2014) Alega o embargante a existência de duas omissões. A primeira, quanto à ausência dos fundamentos do voto do Ministro Celso de Mello, que não teriam constado da publicação do acórdão. A segunda omissão refere-se à “ausência de manifestação da Corte quanto à legislação internacional específica em matéria de educação, uma vez que o Brasil é signatário do protocolo de San Salvador, bem como em virtude do exposto no artigo XXVI da declaração Universal dos Direitos do Homem.” Argumenta que a legislação internacional em matéria de educação e que trata do ingresso no ensino superior não fez referência a ações afirmativas por meio de cotas. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53A4-7FA1-2DAD-10A8 e senha 60F9-C9B3-8E14-D4F1 Supremo Tribunal Federal RE 597285 ED / RS Tribunal Pleno, julgado em 09/05/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-053 DIVULG 17-03-2014 PUBLIC 18-03-2014) Alega o embargante a existência de duas omissões. A primeira, quanto à ausência dos fundamentos do voto do Ministro Celso de Mello, que não teriam constado da publicação do acórdão. A segunda omissão refere-se à “ausência de manifestação da Corte quanto à legislação internacional específica em matéria de educação, uma vez que o Brasil é signatário do protocolo de San Salvador, bem como em virtude do exposto no artigo XXVI da declaração Universal dos Direitos do Homem.” Argumenta que a legislação internacional em matéria de educação e que trata do ingresso no ensino superior não fez referência a ações afirmativas por meio de cotas. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53A4-7FA1-2DAD-10A8 e senha 60F9-C9B3-8E14-D4F1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 841 Voto - MIN. EDSON FACHIN 31/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Bem examinada a questão, verifico que a decisão ora atacada não padece de omissão, obscuridade, nem contradição. Com efeito, não merece acolhimento a afirmação do embargante de que estariam ausentes os fundamentos do voto do Ministro Celso de Mello. No extrato da ata da sessão final (folha 887), consta o registro dos votos vencedores, dentre os quais o do e. Ministro Celso de Mello, e do voto vencido, além do resultado do julgamento, que aponta o conhecimento e desprovimento do recurso extraordinário, por maioria. O fato de o pronunciamento do Ministro Celso de Mello não constar das notas taquigráficas em nada macula o resultado do julgamento. De acordo com diversos precedentes do STF, o cancelamento de notas taquigráficas e a supressão de votos vogais ou apartes não representam vícios embargáveis, porquanto o artigo 133 do RISTF assim o permite (AP 470 EDj décimos terceiros/MG, Tribunal Pleno, Dje 10.10.13; AP 470 EDj sétimos, Tribunal Pleno 10.10.13; RMS 33.364 AgRg/DF, 1ª Turma, Dje 8.4.15). Esta Corte já reconheceu que a ausência de juntada de voto vogal não configura nulidade apta a macular o acórdão. Vejamos: “Inexiste omissão no acórdão por ausência de voto vogal e das notas que dizem respeito aos debates ocorrido na sessão e à sustentação oral realizada pela defesa.” (Rcl 25497 AgR-ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 27/10/2017). “A revisão e o eventual cancelamento das notas taquigráficas, assim como a ausência de juntada de voto-vogal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Bem examinada a questão, verifico que a decisão ora atacada não padece de omissão, obscuridade, nem contradição. Com efeito, não merece acolhimento a afirmação do embargante de que estariam ausentes os fundamentos do voto do Ministro Celso de Mello. No extrato da ata da sessão final (folha 887), consta o registro dos votos vencedores, dentre os quais o do e. Ministro Celso de Mello, e do voto vencido, além do resultado do julgamento, que aponta o conhecimento e desprovimento do recurso extraordinário, por maioria. O fato de o pronunciamento do Ministro Celso de Mello não constar das notas taquigráficas em nada macula o resultado do julgamento. De acordo com diversos precedentes do STF, o cancelamento de notas taquigráficas e a supressão de votos vogais ou apartes não representam vícios embargáveis, porquanto o artigo 133 do RISTF assim o permite (AP 470 EDj décimos terceiros/MG, Tribunal Pleno, Dje 10.10.13; AP 470 EDj sétimos, Tribunal Pleno 10.10.13; RMS 33.364 AgRg/DF, 1ª Turma, Dje 8.4.15). Esta Corte já reconheceu que a ausência de juntada de voto vogal não configura nulidade apta a macular o acórdão. Vejamos: “Inexiste omissão no acórdão por ausência de voto vogal e das notas que dizem respeito aos debates ocorrido na sessão e à sustentação oral realizada pela defesa.” (Rcl 25497 AgR-ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 27/10/2017). “A revisão e o eventual cancelamento das notas taquigráficas, assim como a ausência de juntada de voto-vogal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 842 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 597285 ED / RS não acarretam nulidade do acórdão. Precedentes do STF. Ausência de cerceamento da defesa.” (Inq nº 2.424/RJ-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJe de 21/10/11) “Não há nulidade na publicação de acórdão sem a juntada de voto vogal que aderiu à tese vencedora do acórdão recorrido e foi cancelado na revisão de notas taquigráficas pelo Ministro que o proferiu.” (RE nº 592.905/SC-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro EROS GRAU, DJe de 6/8/10) Dessa maneira, verificada a orientação jurisprudencial dominante na Suprema Corte, amparada no RISTF, segundo a qual é possível a não inclusão de votos vogais nas notas taquigráficas que acompanham o registro dos julgados, não há erro, nem omissão a serem sanados. De outra parte, o argumento quanto à ausência de manifestação da Corte em relação ao protocolo de San Salvador e ao artigo XXVI da Declaração Universal dos Direitos do Homem não merece melhor sorte. O recurso extraordinário, de fato, não trouxe essas questões à discussão. Suscitá-las em embargos configura verdadeira inovação recursal, inadmissível nos termos da orientação jurisprudencial desta Corte. Confira-se: “EMENTA: DIREITO ELEITORAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PUBLICIDADE INSTITUCIONAL EM PERÍODO VEDADO. QUESTÃO RELATIVA A PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INOVAÇÃO RECURSAL.INADMISSIBILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional (RE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Supremo Tribunal Federal RE 597285 ED / RS não acarretam nulidade do acórdão. Precedentes do STF. Ausência de cerceamento da defesa.” (Inq nº 2.424/RJ-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJe de 21/10/11) “Não há nulidade na publicação de acórdão sem a juntada de voto vogal que aderiu à tese vencedora do acórdão recorrido e foi cancelado na revisão de notas taquigráficas pelo Ministro que o proferiu.” (RE nº 592.905/SC-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro EROS GRAU, DJe de 6/8/10) Dessa maneira, verificada a orientação jurisprudencial dominante na Suprema Corte, amparada no RISTF, segundo a qual é possível a não inclusão de votos vogais nas notas taquigráficas que acompanham o registro dos julgados, não há erro, nem omissão a serem sanados. De outra parte, o argumento quanto à ausência de manifestação da Corte em relação ao protocolo de San Salvador e ao artigo XXVI da Declaração Universal dos Direitos do Homem não merece melhor sorte. O recurso extraordinário, de fato, não trouxe essas questões à discussão. Suscitá-las em embargos configura verdadeira inovação recursal, inadmissível nos termos da orientação jurisprudencial desta Corte. Confira-se: “EMENTA: DIREITO ELEITORAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PUBLICIDADE INSTITUCIONAL EM PERÍODO VEDADO. QUESTÃO RELATIVA A PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INOVAÇÃO RECURSAL.INADMISSIBILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional (RE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 843 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 597285 ED / RS 598.365, Rel. Min. Ayres Britto). 2. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, se a matéria não foi suscitada pelo recorrente no recurso extraordinário, não pode ser aduzida em recurso subsequente. Precedentes. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 929255 – ED, DJe 10.10.16, da relatoria do Min. Luiz Roberto Barroso, Primeira Turma) “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Inovação recursal. Matéria não ventilada no recurso extraordinário. Preclusão. 4. Matéria de ordem pública. Ausência de prequestionamento. Não interposição de embargos de declaração. Súmula 356 do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 937975 – ED, DJe 14.03.2016, relatoria do Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma) Ademais, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento reiterado no sentido de que os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do assentado no julgado, em decorrência de inconformismo da parte embargante. Confiram-se os seguintes julgamentos: ARE 906.026 AgR-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.11.2015; AI 768.149 AgR-ED, rel. Min. Teori Zavascki, DJe 05.11.2015; Recl 20.061 AgR-ED-ED, rel. Min. Luiz Fux, DJe 28.10.2015. Assim, seja porque não houve mácula em relação a não explicitação do voto e apartes de Ministro, seja porque o julgamento considerou os argumentos trazidos no recurso extraordinário, rejeito os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Supremo Tribunal Federal RE 597285 ED / RS 598.365, Rel. Min. Ayres Britto). 2. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, se a matéria não foi suscitada pelo recorrente no recurso extraordinário, não pode ser aduzida em recurso subsequente. Precedentes. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 929255 – ED, DJe 10.10.16, da relatoria do Min. Luiz Roberto Barroso, Primeira Turma) “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Inovação recursal. Matéria não ventilada no recurso extraordinário. Preclusão. 4. Matéria de ordem pública. Ausência de prequestionamento. Não interposição de embargos de declaração. Súmula 356 do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 937975 – ED, DJe 14.03.2016, relatoria do Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma) Ademais, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento reiterado no sentido de que os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do assentado no julgado, em decorrência de inconformismo da parte embargante. Confiram-se os seguintes julgamentos: ARE 906.026 AgR-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.11.2015; AI 768.149 AgR-ED, rel. Min. Teori Zavascki, DJe 05.11.2015; Recl 20.061 AgR-ED-ED, rel. Min. Luiz Fux, DJe 28.10.2015. Assim, seja porque não houve mácula em relação a não explicitação do voto e apartes de Ministro, seja porque o julgamento considerou os argumentos trazidos no recurso extraordinário, rejeito os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 844 Voto Vogal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) :CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Colhe-se do Regimento Interno que, em cada julgamento, a transcrição do áudio registrará o relatório, a discussão, os votos, bem como as perguntas feitas aos advogados e respectivas respostas, a serem juntadas ao processo, depois de revista e rubricada – artigo 96. A propósito, confiram o versado nos parágrafos 1º, 2º e 3º do citado artigo: § 1º Após a sessão de julgamento, a Secretaria das Sessões procederá à transcrição da discussão, dos votos orais, bem como das perguntas feitas aos advogados e suas respostas. § 2º Os Gabinetes dos Ministros liberarão o relatório, os votos escritos e a transcrição da discussão, no prazo de vinte dias contados da sessão de julgamento. § 3º A Secretaria das Sessões procederá à transcrição do áudio do relatório e dos votos lidos que não tenham sido liberados no prazo do § 2º, com a ressalva de que não foram revistos. Esse contexto abrange formalidades essenciais à confecção do acórdão, havendo referência aos votos na forma fundamentada, aludindo-se, inclusive, aos orais. Em síntese, apregoado o processo, tudo que é veiculado por integrante do Tribunal mostra-se público, não ficando no campo da disponibilidade do autor. O acórdão revela um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAED-CCCB-4F22-8F28 e senha 9F16-7296-A068-3EC9 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) :CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Colhe-se do Regimento Interno que, em cada julgamento, a transcrição do áudio registrará o relatório, a discussão, os votos, bem como as perguntas feitas aos advogados e respectivas respostas, a serem juntadas ao processo, depois de revista e rubricada – artigo 96. A propósito, confiram o versado nos parágrafos 1º, 2º e 3º do citado artigo: § 1º Após a sessão de julgamento, a Secretaria das Sessões procederá à transcrição da discussão, dos votos orais, bem como das perguntas feitas aos advogados e suas respostas. § 2º Os Gabinetes dos Ministros liberarão o relatório, os votos escritos e a transcrição da discussão, no prazo de vinte dias contados da sessão de julgamento. § 3º A Secretaria das Sessões procederá à transcrição do áudio do relatório e dos votos lidos que não tenham sido liberados no prazo do § 2º, com a ressalva de que não foram revistos. Esse contexto abrange formalidades essenciais à confecção do acórdão, havendo referência aos votos na forma fundamentada, aludindo-se, inclusive, aos orais. Em síntese, apregoado o processo, tudo que é veiculado por integrante do Tribunal mostra-se público, não ficando no campo da disponibilidade do autor. O acórdão revela um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAED-CCCB-4F22-8F28 e senha 9F16-7296-A068-3EC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 845 Voto Vogal RE 597285 ED / RS grande todo e deve satisfazer, como estampado no Regimento Interno, a regra do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, segundo a qual todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. As balizas do acórdão, com os debates verificados, com as premissas lançadas pelos integrantes do Colegiado, é que viabilizam, à exaustão, o direito de defesa, sendo elemento próprio ao devido processo legal. Sob esse ângulo, os embargos declaratórios merecem provimento para que ocorra a juntada, com ou sem revisão, tal como previsto no Regimento Interno, do voto proferido pelo ministro Celso de Mello, afastando-se, assim, o exame das questões referentes a possíveis vícios, no que poderão vir a ser reiteradas, em novos embargos declaratórios, uma vez aperfeiçoado o acórdão com a integração do voto de Sua Excelência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAED-CCCB-4F22-8F28 e senha 9F16-7296-A068-3EC9 Supremo Tribunal Federal RE 597285 ED / RS grande todo e deve satisfazer, como estampado no Regimento Interno, a regra do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, segundo a qual todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. As balizas do acórdão, com os debates verificados, com as premissas lançadas pelos integrantes do Colegiado, é que viabilizam, à exaustão, o direito de defesa, sendo elemento próprio ao devido processo legal. Sob esse ângulo, os embargos declaratórios merecem provimento para que ocorra a juntada, com ou sem revisão, tal como previsto no Regimento Interno, do voto proferido pelo ministro Celso de Mello, afastando-se, assim, o exame das questões referentes a possíveis vícios, no que poderão vir a ser reiteradas, em novos embargos declaratórios, uma vez aperfeiçoado o acórdão com a integração do voto de Sua Excelência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAED-CCCB-4F22-8F28 e senha 9F16-7296-A068-3EC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 846 Extrato de Ata - 31/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) : CAETANO CUERVO LO PUMO (51723/RS) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EA2D-60B0-8CCC-D835 e senha 116B-65AA-AAD3-95B5 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) : CAETANO CUERVO LO PUMO (51723/RS) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EA2D-60B0-8CCC-D835 e senha 116B-65AA-AAD3-95B5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10 847
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750080075
2019-05-31T00:00:00
2019-06-12T00:00:00
O Tribunal, por maioria, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. POLÍTICA DE AÇÕES AFIRMATIVAS. INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR. NOTAS TAQUIGRÁFICAS. CANCELAMENTO. ART. 133 DO RISTF. POSSIBILIDADE. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO QUANTO À LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL. INOVAÇÃO. EMBARGOS REJEITADOS. I – As notas taquigráficas referentes a votos e apartes podem ser canceladas sem que gere vício (art. 133 do RISTF; AP 470/EDj sétimos e décimos terceiros, Dje 10.10.13), sendo aferível do pronunciamento do colegiado a voz institucional do Tribunal na formação do acórdão. II – Inexistência de omissão quanto à legislação internacional enunciada nos embargos, por não ter sido suscitada no recurso extraordinário. III – Inexistência de obscuridade, contradição ou omissão. IV – Embargos de declaração rejeitados.
sjur405828
- Acórdão(s) citado(s): (AUSÊNCIA, JUNTADA, VOTO, NOTAS TAQUIGRÁFICAS, OMISSÃO, NULIDADE) RE 592905 ED (TP), Inq 2424 ED (TP), Rcl 25497 AgR-ED (2ªT). (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, INOVAÇÃO, RECURSO) ARE 929255 ED (1ªT), ARE 937975 ED (2ªT). (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, REEXAME, MATÉRIA) Rcl 20061 AgR-ED-ED (1ªT), AI 768149 AgR-ED (2ªT), ARE 906026 AgR-ED (2ªT). arts. XXVI, da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Número de páginas: 10. Análise: 12/07/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Tribunal Pleno
597285
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00096 ART-00003 PAR-00001 PAR-00002 \n ART-00133\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-INT PLT \n PROTOCOLO DE SAN SALVADOR (PROTOCOLO ADICIONAL À CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS EM MATÉRIA DE DIREITOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E CULTURAIS)" ]
RE-ED
acordaos
RE 597285 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) : CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) :CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. POLÍTICA DE AÇÕES AFIRMATIVAS. INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR. NOTAS TAQUIGRÁFICAS. CANCELAMENTO. ART. 133 DO RISTF. POSSIBILIDADE. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO QUANTO À LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL. INOVAÇÃO. EMBARGOS REJEITADOS. I – As notas taquigráficas referentes a votos e apartes podem ser canceladas sem que gere vício (art. 133 do RISTF; AP 470/EDj sétimos e décimos terceiros, Dje 10.10.13), sendo aferível do pronunciamento do colegiado a voz institucional do Tribunal na formação do acórdão. II – Inexistência de omissão quanto à legislação internacional enunciada nos embargos, por não ter sido suscitada no recurso extraordinário. III – Inexistência de obscuridade, contradição ou omissão. IV – Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 155E-714B-19F6-CEB1 e senha E08D-9D4A-0957-BBAC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 838 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 597285 ED / RS conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 30 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 155E-714B-19F6-CEB1 e senha E08D-9D4A-0957-BBAC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597285 ED / RS conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 30 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 155E-714B-19F6-CEB1 e senha E08D-9D4A-0957-BBAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 839 Relatório 31/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) :CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração (fls. 823-828) opostos no bojo de recurso extraordinário com repercussão geral julgado por esta Corte, no qual se discutiu a constitucionalidade do programa de ação afirmativa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS que institui o sistema de “cotas” com reserva de vagas para ingresso nos seus cursos de nível superior. Apreciando o recurso extraordinário interposto do julgamento do Tribunal Regional Federal da 4... Região que entendeu constitucional o mencionado programa de “cotas”, o Plenário desta Corte proferiu decisão cuja ementa tem o seguinte teor (fl. 818): “Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. POLÍTICA DE AÇÕES AFIRMATIVAS. INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR. USO DE CRITÉRIO ÉTNICO-RACIAL. AUTOIDENTIFICAÇÃO. RESERVA DE VAGA OU ESTABELECIMENTO DE COTAS. CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO IMPROVIDO. I – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 597285, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53A4-7FA1-2DAD-10A8 e senha 60F9-C9B3-8E14-D4F1 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) :CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração (fls. 823-828) opostos no bojo de recurso extraordinário com repercussão geral julgado por esta Corte, no qual se discutiu a constitucionalidade do programa de ação afirmativa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS que institui o sistema de “cotas” com reserva de vagas para ingresso nos seus cursos de nível superior. Apreciando o recurso extraordinário interposto do julgamento do Tribunal Regional Federal da 4... Região que entendeu constitucional o mencionado programa de “cotas”, o Plenário desta Corte proferiu decisão cuja ementa tem o seguinte teor (fl. 818): “Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. POLÍTICA DE AÇÕES AFIRMATIVAS. INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR. USO DE CRITÉRIO ÉTNICO-RACIAL. AUTOIDENTIFICAÇÃO. RESERVA DE VAGA OU ESTABELECIMENTO DE COTAS. CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO IMPROVIDO. I – Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 597285, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53A4-7FA1-2DAD-10A8 e senha 60F9-C9B3-8E14-D4F1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 840 Relatório Recurso Extraordinário 597285 ED / RS Tribunal Pleno, julgado em 09/05/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-053 DIVULG 17-03-2014 PUBLIC 18-03-2014) Alega o embargante a existência de duas omissões. A primeira, quanto à ausência dos fundamentos do voto do Ministro Celso de Mello, que não teriam constado da publicação do acórdão. A segunda omissão refere-se à “ausência de manifestação da Corte quanto à legislação internacional específica em matéria de educação, uma vez que o Brasil é signatário do protocolo de San Salvador, bem como em virtude do exposto no artigo XXVI da declaração Universal dos Direitos do Homem.” Argumenta que a legislação internacional em matéria de educação e que trata do ingresso no ensino superior não fez referência a ações afirmativas por meio de cotas. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53A4-7FA1-2DAD-10A8 e senha 60F9-C9B3-8E14-D4F1 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597285 ED / RS Tribunal Pleno, julgado em 09/05/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL – MÉRITO DJe-053 DIVULG 17-03-2014 PUBLIC 18-03-2014) Alega o embargante a existência de duas omissões. A primeira, quanto à ausência dos fundamentos do voto do Ministro Celso de Mello, que não teriam constado da publicação do acórdão. A segunda omissão refere-se à “ausência de manifestação da Corte quanto à legislação internacional específica em matéria de educação, uma vez que o Brasil é signatário do protocolo de San Salvador, bem como em virtude do exposto no artigo XXVI da declaração Universal dos Direitos do Homem.” Argumenta que a legislação internacional em matéria de educação e que trata do ingresso no ensino superior não fez referência a ações afirmativas por meio de cotas. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 53A4-7FA1-2DAD-10A8 e senha 60F9-C9B3-8E14-D4F1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 841 Voto - MIN. EDSON FACHIN 31/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Bem examinada a questão, verifico que a decisão ora atacada não padece de omissão, obscuridade, nem contradição. Com efeito, não merece acolhimento a afirmação do embargante de que estariam ausentes os fundamentos do voto do Ministro Celso de Mello. No extrato da ata da sessão final (folha 887), consta o registro dos votos vencedores, dentre os quais o do e. Ministro Celso de Mello, e do voto vencido, além do resultado do julgamento, que aponta o conhecimento e desprovimento do recurso extraordinário, por maioria. O fato de o pronunciamento do Ministro Celso de Mello não constar das notas taquigráficas em nada macula o resultado do julgamento. De acordo com diversos precedentes do Supremo Tribunal Federal, o cancelamento de notas taquigráficas e a supressão de votos vogais ou apartes não representam vícios embargáveis, porquanto o artigo 133 do RISTF assim o permite (AP 470 EDj décimos terceiros/MG, Tribunal Pleno, Dje 10.10.13; AP 470 EDj sétimos, Tribunal Pleno 10.10.13; RMS 33.364 AgRg/DF, 1... Turma, Dje 8.4.15). Esta Corte já reconheceu que a ausência de juntada de voto vogal não configura nulidade apta a macular o acórdão. Vejamos: “Inexiste omissão no acórdão por ausência de voto vogal e das notas que dizem respeito aos debates ocorrido na sessão e à sustentação oral realizada pela defesa.” (Rcl 25497 AgR-ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 27/10/2017). “A revisão e o eventual cancelamento das notas taquigráficas, assim como a ausência de juntada de voto-vogal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Bem examinada a questão, verifico que a decisão ora atacada não padece de omissão, obscuridade, nem contradição. Com efeito, não merece acolhimento a afirmação do embargante de que estariam ausentes os fundamentos do voto do Ministro Celso de Mello. No extrato da ata da sessão final (folha 887), consta o registro dos votos vencedores, dentre os quais o do e. Ministro Celso de Mello, e do voto vencido, além do resultado do julgamento, que aponta o conhecimento e desprovimento do recurso extraordinário, por maioria. O fato de o pronunciamento do Ministro Celso de Mello não constar das notas taquigráficas em nada macula o resultado do julgamento. De acordo com diversos precedentes do Supremo Tribunal Federal, o cancelamento de notas taquigráficas e a supressão de votos vogais ou apartes não representam vícios embargáveis, porquanto o artigo 133 do RISTF assim o permite (AP 470 EDj décimos terceiros/MG, Tribunal Pleno, Dje 10.10.13; AP 470 EDj sétimos, Tribunal Pleno 10.10.13; RMS 33.364 AgRg/DF, 1... Turma, Dje 8.4.15). Esta Corte já reconheceu que a ausência de juntada de voto vogal não configura nulidade apta a macular o acórdão. Vejamos: “Inexiste omissão no acórdão por ausência de voto vogal e das notas que dizem respeito aos debates ocorrido na sessão e à sustentação oral realizada pela defesa.” (Rcl 25497 AgR-ED, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 27/10/2017). “A revisão e o eventual cancelamento das notas taquigráficas, assim como a ausência de juntada de voto-vogal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 842 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 597285 ED / RS não acarretam nulidade do acórdão. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. Ausência de cerceamento da defesa.” (Inq n 2.424/RJ-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJe de 21/10/11) “Não há nulidade na publicação de acórdão sem a juntada de voto vogal que aderiu à tese vencedora do acórdão recorrido e foi cancelado na revisão de notas taquigráficas pelo Ministro que o proferiu.” (Recurso Extraordinário n 592.905/SC-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro EROS GRAU, DJe de 6/8/10) Dessa maneira, verificada a orientação jurisprudencial dominante na Suprema Corte, amparada no RISTF, segundo a qual é possível a não inclusão de votos vogais nas notas taquigráficas que acompanham o registro dos julgados, não há erro, nem omissão a serem sanados. De outra parte, o argumento quanto à ausência de manifestação da Corte em relação ao protocolo de San Salvador e ao artigo XXVI da Declaração Universal dos Direitos do Homem não merece melhor sorte. O recurso extraordinário, de fato, não trouxe essas questões à discussão. Suscitá-las em embargos configura verdadeira inovação recursal, inadmissível nos termos da orientação jurisprudencial desta Corte. Confira-se: “EMENTA: DIREITO ELEITORAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PUBLICIDADE INSTITUCIONAL EM PERÍODO VEDADO. QUESTÃO RELATIVA A PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INOVAÇÃO RECURSAL.INADMISSIBILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional (Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597285 ED / RS não acarretam nulidade do acórdão. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. Ausência de cerceamento da defesa.” (Inq n 2.424/RJ-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJe de 21/10/11) “Não há nulidade na publicação de acórdão sem a juntada de voto vogal que aderiu à tese vencedora do acórdão recorrido e foi cancelado na revisão de notas taquigráficas pelo Ministro que o proferiu.” (Recurso Extraordinário n 592.905/SC-ED, Tribunal Pleno, Relator o Ministro EROS GRAU, DJe de 6/8/10) Dessa maneira, verificada a orientação jurisprudencial dominante na Suprema Corte, amparada no RISTF, segundo a qual é possível a não inclusão de votos vogais nas notas taquigráficas que acompanham o registro dos julgados, não há erro, nem omissão a serem sanados. De outra parte, o argumento quanto à ausência de manifestação da Corte em relação ao protocolo de San Salvador e ao artigo XXVI da Declaração Universal dos Direitos do Homem não merece melhor sorte. O recurso extraordinário, de fato, não trouxe essas questões à discussão. Suscitá-las em embargos configura verdadeira inovação recursal, inadmissível nos termos da orientação jurisprudencial desta Corte. Confira-se: “EMENTA: DIREITO ELEITORAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PUBLICIDADE INSTITUCIONAL EM PERÍODO VEDADO. QUESTÃO RELATIVA A PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INOVAÇÃO RECURSAL.INADMISSIBILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais, por restringir-se a tema infraconstitucional (Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 843 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 597285 ED / RS 598.365, Rel. Min. Ayres Britto). 2. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, se a matéria não foi suscitada pelo recorrente no recurso extraordinário, não pode ser aduzida em recurso subsequente. Precedentes. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 929255 – ED, DJe 10.10.16, da relatoria do Min. Luiz Roberto Barroso, Primeira Turma) “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Inovação recursal. Matéria não ventilada no recurso extraordinário. Preclusão. 4. Matéria de ordem pública. Ausência de prequestionamento. Não interposição de embargos de declaração. Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 937975 – ED, DJe 14.03.2016, relatoria do Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma) Ademais, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento reiterado no sentido de que os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do assentado no julgado, em decorrência de inconformismo da parte embargante. Confiram-se os seguintes julgamentos: ARE 906.026 AgR-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.11.2015; AI 768.149 AgR-ED, rel. Min. Teori Zavascki, DJe 05.11.2015; Recl 20.061 AgR-ED-ED, rel. Min. Luiz Fux, DJe 28.10.2015. Assim, seja porque não houve mácula em relação a não explicitação do voto e apartes de Ministro, seja porque o julgamento considerou os argumentos trazidos no recurso extraordinário, rejeito os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597285 ED / RS 598.365, Rel. Min. Ayres Britto). 2. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, se a matéria não foi suscitada pelo recorrente no recurso extraordinário, não pode ser aduzida em recurso subsequente. Precedentes. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 929255 – ED, DJe 10.10.16, da relatoria do Min. Luiz Roberto Barroso, Primeira Turma) “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Inovação recursal. Matéria não ventilada no recurso extraordinário. Preclusão. 4. Matéria de ordem pública. Ausência de prequestionamento. Não interposição de embargos de declaração. Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 937975 – ED, DJe 14.03.2016, relatoria do Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma) Ademais, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento reiterado no sentido de que os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do assentado no julgado, em decorrência de inconformismo da parte embargante. Confiram-se os seguintes julgamentos: ARE 906.026 AgR-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.11.2015; AI 768.149 AgR-ED, rel. Min. Teori Zavascki, DJe 05.11.2015; Recl 20.061 AgR-ED-ED, rel. Min. Luiz Fux, DJe 28.10.2015. Assim, seja porque não houve mácula em relação a não explicitação do voto e apartes de Ministro, seja porque o julgamento considerou os argumentos trazidos no recurso extraordinário, rejeito os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5DE-245D-A18A-5F2D e senha 57C1-7B81-71A8-3A29 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 844 Voto Vogal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) :CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Colhe-se do Regimento Interno que, em cada julgamento, a transcrição do áudio registrará o relatório, a discussão, os votos, bem como as perguntas feitas aos advogados e respectivas respostas, a serem juntadas ao processo, depois de revista e rubricada – artigo 96. A propósito, confiram o versado nos parágrafos 1..., 2... e 3... do citado artigo: § 1... Após a sessão de julgamento, a Secretaria das Sessões procederá à transcrição da discussão, dos votos orais, bem como das perguntas feitas aos advogados e suas respostas. § 2... Os Gabinetes dos Ministros liberarão o relatório, os votos escritos e a transcrição da discussão, no prazo de vinte dias contados da sessão de julgamento. § 3... A Secretaria das Sessões procederá à transcrição do áudio do relatório e dos votos lidos que não tenham sido liberados no prazo do § 2..., com a ressalva de que não foram revistos. Esse contexto abrange formalidades essenciais à confecção do acórdão, havendo referência aos votos na forma fundamentada, aludindo-se, inclusive, aos orais. Em síntese, apregoado o processo, tudo que é veiculado por integrante do Tribunal mostra-se público, não ficando no campo da disponibilidade do autor. O acórdão revela um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAED-CCCB-4F22-8F28 e senha 9F16-7296-A068-3EC9 Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) :CAETANO CUERVO LO PUMO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Colhe-se do Regimento Interno que, em cada julgamento, a transcrição do áudio registrará o relatório, a discussão, os votos, bem como as perguntas feitas aos advogados e respectivas respostas, a serem juntadas ao processo, depois de revista e rubricada – artigo 96. A propósito, confiram o versado nos parágrafos 1..., 2... e 3... do citado artigo: § 1... Após a sessão de julgamento, a Secretaria das Sessões procederá à transcrição da discussão, dos votos orais, bem como das perguntas feitas aos advogados e suas respostas. § 2... Os Gabinetes dos Ministros liberarão o relatório, os votos escritos e a transcrição da discussão, no prazo de vinte dias contados da sessão de julgamento. § 3... A Secretaria das Sessões procederá à transcrição do áudio do relatório e dos votos lidos que não tenham sido liberados no prazo do § 2..., com a ressalva de que não foram revistos. Esse contexto abrange formalidades essenciais à confecção do acórdão, havendo referência aos votos na forma fundamentada, aludindo-se, inclusive, aos orais. Em síntese, apregoado o processo, tudo que é veiculado por integrante do Tribunal mostra-se público, não ficando no campo da disponibilidade do autor. O acórdão revela um Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAED-CCCB-4F22-8F28 e senha 9F16-7296-A068-3EC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 845 Voto Vogal Recurso Extraordinário 597285 ED / RS grande todo e deve satisfazer, como estampado no Regimento Interno, a regra do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, segundo a qual todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. As balizas do acórdão, com os debates verificados, com as premissas lançadas pelos integrantes do Colegiado, é que viabilizam, à exaustão, o direito de defesa, sendo elemento próprio ao devido processo legal. Sob esse ângulo, os embargos declaratórios merecem provimento para que ocorra a juntada, com ou sem revisão, tal como previsto no Regimento Interno, do voto proferido pelo ministro Celso de Mello, afastando-se, assim, o exame das questões referentes a possíveis vícios, no que poderão vir a ser reiteradas, em novos embargos declaratórios, uma vez aperfeiçoado o acórdão com a integração do voto de Sua Excelência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAED-CCCB-4F22-8F28 e senha 9F16-7296-A068-3EC9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597285 ED / RS grande todo e deve satisfazer, como estampado no Regimento Interno, a regra do artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, segundo a qual todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. As balizas do acórdão, com os debates verificados, com as premissas lançadas pelos integrantes do Colegiado, é que viabilizam, à exaustão, o direito de defesa, sendo elemento próprio ao devido processo legal. Sob esse ângulo, os embargos declaratórios merecem provimento para que ocorra a juntada, com ou sem revisão, tal como previsto no Regimento Interno, do voto proferido pelo ministro Celso de Mello, afastando-se, assim, o exame das questões referentes a possíveis vícios, no que poderão vir a ser reiteradas, em novos embargos declaratórios, uma vez aperfeiçoado o acórdão com a integração do voto de Sua Excelência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAED-CCCB-4F22-8F28 e senha 9F16-7296-A068-3EC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 846 Extrato de Ata - 31/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) : CAETANO CUERVO LO PUMO (51723/RS) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EA2D-60B0-8CCC-D835 e senha 116B-65AA-AAD3-95B5 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.285 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : GIOVANE PASQUALITO FIALHO ADV.(A/S) : CAETANO CUERVO LO PUMO (51723/RS) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por maioria, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EA2D-60B0-8CCC-D835 e senha 116B-65AA-AAD3-95B5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10 847
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 285", "AP 470 / EDj", "Recurso Extraordinário 597285 ED / RS", "Recurso", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 285", "Recurso Extraordinário 597285", "Recurso Extraordinário 597285", "Recurso Extraordinário 597285 ED / RS", "Recurso Extraordinário 597285 ED / RS Tribunal Pleno", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 285", "AP 470 EDj décimos terceiros / MG", "AP 470 EDj sétimos", "RMS 33 . 364 AgRg / DF", "Rcl 25497 AgR - ED", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 285", "AP 470 EDj décimos terceiros / MG", "AP 470 EDj sétimos", "RMS 33 . 364 AgRg / DF", "Rcl 25497 AgR - ED", "Recurso Extraordinário 597285 ED / RS", "Inq n 2 . 424 / RJ - ED", "Recurso Extraordinário n 592 . 905 / SC - ED", "Recurso Extraordinário 2 Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 597285 ED / RS", "Inq n 2 . 424 / RJ - ED", "Extraordinário n 592 . 905 / SC - ED", "Recurso Extraordinário 597285 ED / RS 598 . 365", "ARE 929255 – ED", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 937975 – ED", "ARE 906 . 026 AgR - ED", "AI 768 . 149 AgR - ED", "Recl 20 . 061 AgR - ED - ED", "Recurso Extraordinário 597285 ED / RS 598 . 365", "ARE 929255 – ED", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 937975 – ED", "ARE 906 . 026 AgR - ED", "AI 768 . 149 AgR - ED", "Recl 20 . 061 AgR - ED - ED", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 285", "Recurso Extraordinário 597285 ED / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 285", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 285" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo XXVI da declaração Universal dos Direitos do Homem", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo XXVI da declaração Universal dos Direitos do Homem .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 133 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 133 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo XXVI da Declaração Universal dos Direitos do Homem", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo XXVI da Declaração Universal dos Direitos do Homem", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "Brasil", "San Salvador", "San Salvador", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "San Salvador", "protocolo", "San Salvador", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Universidade Federal do Rio Grande do Sul", "UFRGS", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Universidade Federal do Rio Grande do Sul", "UFRGS", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ".", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ".", ". Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Suprema Corte", "TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Suprema Corte", "TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL", "UFRGS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "GIOVANE PASQUALITO FIALHO", "CAETANO CUERVO LO PUMO", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GIOVANE PASQUALITO FIALHO", "CAETANO CUERVO LO PUMO", "EDSON FACHIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EDSON FACHIN", "GIOVANE PASQUALITO FIALHO", "CAETANO CUERVO LO PUMO", "EDSON FACHIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "EROS GRAU", "GILMAR MENDES", "EROS GRAU", "EDSON FACHIN", "Ayres Britto", "Luiz Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "Luiz Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "EDSON FACHIN", "GIOVANE PASQUALITO FIALHO", "CAETANO CUERVO LO PUMO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "GIOVANE PASQUALITO FIALHO", "CAETANO CUERVO LO PUMO", "MARCO AURÉLIO", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "EDSON FACHIN", "GIOVANE PASQUALITO FIALHO", "CAETANO CUERVO LO PUMO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "GIOVANE PASQUALITO FIALHO", "CAETANO CUERVO LO PUMO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "10", ".", "13", "24", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2012", "17", "-", "03", "-", "2014", "18", "-", "03", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2012", "17", "-", "03", "-", "2014", "18", "-", "03", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "10", ".", "13", "10", ".", "10", ".", "13", "8", ".", "4", ".", "15", "27", "/", "10", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "10", ".", "13", "10", ".", "10", ".", "13", "8", ".", "4", "27", "/", "10", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "11", "6", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "11", "6", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "10", ".", "16", "14", ".", "03", ".", "2016", "03", ".", "11", ".", "2015", "05", ".", "11", ".", "2015", "28", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "10", ".", "16", "14", ".", "03", ".", "2016", "03", ".", "11", ".", "2015", "05", ".", "11", ".", "2015", "28", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) :EISENHOWER DIAS MARIANO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. REGULARIZAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios, ressalvada a concessão de justiça gratuita e aplicar multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EEB1-3801-33D4-5C3D e senha DD08-014B-2AA1-F9CA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1174134 AGR / RJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EEB1-3801-33D4-5C3D e senha DD08-014B-2AA1-F9CA Supremo Tribunal Federal ARE 1174134 AGR / RJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EEB1-3801-33D4-5C3D e senha DD08-014B-2AA1-F9CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) :EISENHOWER DIAS MARIANO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1º.2.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ignez da Costa Lessa ao fundamento de ausência de ofensa constitucional direta (e-doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.2.2019, Ignez da Costa Lessa interpõe, em 28.2.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 7). 3. A agravante sustenta que a exigência de juntada de “instrumento de mandato atualizado (…) divergiu, frontalmente da norma processual e constitucional, inscritas nos artigos 5º, II, LXXIV, e 133, da Constituição Federal, no artigo 38 do Código de Processo Civil/73 e art. 105, § 4º do Código de Processo Civil/2015, nos artigos 653, 661, 682 e 692, do Código Civil Brasileiro, no artigo 5º, § 2º da Lei nº 8.906, de 04/07/1994, e outras normas, os quais asseguram ao advogado, o direito de postular e praticar os atos processuais necessários em favor do constituinte, bem como desprestigiou os acórdãos prolatados nos diversos Mandados de Segurança Coletivos impetrados pela OAB- RJ, dentre os quais destacam-se os de nºs 2.780, 3.015-5 e 91.02.13193-5, os primeiros julgados pelo STJ e o segundo pelo TRF da 2ª Região, todos favoráveis à tese de que o advogado com poderes para receber e dar quitação tem direito de ter o alvará de levantamento ou o mandado de pagamento em seu nome e sobre as exigências impostas no Provimento nº 262/91, que recomendavam a atualização Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39C9-E139-A0BB-CF47 e senha B946-F6C6-D64E-17B5 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) :EISENHOWER DIAS MARIANO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1º.2.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ignez da Costa Lessa ao fundamento de ausência de ofensa constitucional direta (e-doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.2.2019, Ignez da Costa Lessa interpõe, em 28.2.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 7). 3. A agravante sustenta que a exigência de juntada de “instrumento de mandato atualizado (…) divergiu, frontalmente da norma processual e constitucional, inscritas nos artigos 5º, II, LXXIV, e 133, da Constituição Federal, no artigo 38 do Código de Processo Civil/73 e art. 105, § 4º do Código de Processo Civil/2015, nos artigos 653, 661, 682 e 692, do Código Civil Brasileiro, no artigo 5º, § 2º da Lei nº 8.906, de 04/07/1994, e outras normas, os quais asseguram ao advogado, o direito de postular e praticar os atos processuais necessários em favor do constituinte, bem como desprestigiou os acórdãos prolatados nos diversos Mandados de Segurança Coletivos impetrados pela OAB- RJ, dentre os quais destacam-se os de nºs 2.780, 3.015-5 e 91.02.13193-5, os primeiros julgados pelo STJ e o segundo pelo TRF da 2ª Região, todos favoráveis à tese de que o advogado com poderes para receber e dar quitação tem direito de ter o alvará de levantamento ou o mandado de pagamento em seu nome e sobre as exigências impostas no Provimento nº 262/91, que recomendavam a atualização Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39C9-E139-A0BB-CF47 e senha B946-F6C6-D64E-17B5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1174134 AGR / RJ das procurações sem data ou datadas há mais de seis meses” (fl. 7, e-doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39C9-E139-A0BB-CF47 e senha B946-F6C6-D64E-17B5 Supremo Tribunal Federal ARE 1174134 AGR / RJ das procurações sem data ou datadas há mais de seis meses” (fl. 7, e-doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39C9-E139-A0BB-CF47 e senha B946-F6C6-D64E-17B5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal Regional Federal da Segunda Região asseverou: “Merece destaque o fato de que, já se passaram mais de 25 (vinte e cinco) anos do ajuizamento da ação, estando o processo atualmente em fase de execução. Desta sorte, em virtude do extenso curso temporal que se apresenta desde a propositura da ação, em 1990, até o presente momento, é natural e oportuno que o Magistrado opte por promover a atualização do instrumento de mandato. Isto porque ao Magistrado de primeiro grau é conferido o poder geral de cautela, consubstanciado no artigo 798, do Código de Processo Civil que legitima o Juiz a ordenar providências assecuratórias, tanto aquelas previstas expressamente em lei, quanto aquelas que, embora não estejam especificadas normativamente, mostrem-se necessárias à proteção de um direito contra eventual dano” (fl. 174, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL. Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso inominado cujo seguimento foi negado por irregularidade na representação da parte, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal Regional Federal da Segunda Região asseverou: “Merece destaque o fato de que, já se passaram mais de 25 (vinte e cinco) anos do ajuizamento da ação, estando o processo atualmente em fase de execução. Desta sorte, em virtude do extenso curso temporal que se apresenta desde a propositura da ação, em 1990, até o presente momento, é natural e oportuno que o Magistrado opte por promover a atualização do instrumento de mandato. Isto porque ao Magistrado de primeiro grau é conferido o poder geral de cautela, consubstanciado no artigo 798, do Código de Processo Civil que legitima o Juiz a ordenar providências assecuratórias, tanto aquelas previstas expressamente em lei, quanto aquelas que, embora não estejam especificadas normativamente, mostrem-se necessárias à proteção de um direito contra eventual dano” (fl. 174, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL. Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso inominado cujo seguimento foi negado por irregularidade na representação da parte, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1174134 AGR / RJ que apresentou procuração desacompanhada do contrato social. A alegada ofensa à Constituição, se existente, seria indireta ou reflexa, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário. A Turma Recursal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde a parte ora agravante. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 587.476-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 7.5.2010). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE n. 1.184.055-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, segunda Turma, DJe 5.4.2019). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Representação processual. Irregularidade. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 686.910-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 17.10.2012). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Supremo Tribunal Federal ARE 1174134 AGR / RJ que apresentou procuração desacompanhada do contrato social. A alegada ofensa à Constituição, se existente, seria indireta ou reflexa, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário. A Turma Recursal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde a parte ora agravante. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 587.476-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 7.5.2010). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE n. 1.184.055-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, segunda Turma, DJe 5.4.2019). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Representação processual. Irregularidade. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 686.910-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 17.10.2012). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1174134 AGR / RJ 3. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Supremo Tribunal Federal ARE 1174134 AGR / RJ 3. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) : EISENHOWER DIAS MARIANO (056550/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios, ressalvada a concessão de justiça gratuita, e aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9382-2D6A-2E12-7C96 e senha 9E32-B5AB-0228-60F2 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) : EISENHOWER DIAS MARIANO (056550/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios, ressalvada a concessão de justiça gratuita, e aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9382-2D6A-2E12-7C96 e senha 9E32-B5AB-0228-60F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750262499
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios, ressalvada a concessão de justiça gratuita, e aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. REGULARIZAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur407312
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 587476 AgR (2ªT), ARE 686910 AgR (1ªT), ARE 1184055 AgR (1ªT). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. Número de páginas: 8. Análise: 27/08/2019, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1174134
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1174134 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) : EISENHOWER DIAS MARIANO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) :EISENHOWER DIAS MARIANO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. REGULARIZAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios, ressalvada a concessão de justiça gratuita e aplicar multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EEB1-3801-33D4-5C3D e senha DD08-014B-2AA1-F9CA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1174134 AGR / RJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EEB1-3801-33D4-5C3D e senha DD08-014B-2AA1-F9CA Supremo Tribunal Federal ARE 1174134 AGR / RJ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EEB1-3801-33D4-5C3D e senha DD08-014B-2AA1-F9CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) :EISENHOWER DIAS MARIANO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1....2.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ignez da Costa Lessa ao fundamento de ausência de ofensa constitucional direta (e-doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.2.2019, Ignez da Costa Lessa interpõe, em 28.2.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 7). 3. A agravante sustenta que a exigência de juntada de “instrumento de mandato atualizado (…) divergiu, frontalmente da norma processual e constitucional, inscritas nos artigos 5..., II, LXXIV, e 133, da Constituição Federal, no artigo 38 do Código de Processo Civil/73 e art. 105, § 4... do Código de Processo Civil/2015, nos artigos 653, 661, 682 e 692, do Código Civil Brasileiro, no artigo 5..., § 2... da Lei n 8.906, de 04/07/1994, e outras normas, os quais asseguram ao advogado, o direito de postular e praticar os atos processuais necessários em favor do constituinte, bem como desprestigiou os acórdãos prolatados nos diversos Mandados de Segurança Coletivos impetrados pela OAB- RJ, dentre os quais destacam-se os de ns 2.780, 3.015-5 e 91.02.13193-5, os primeiros julgados pelo Superior Tribunal de Justiça e o segundo pelo TRF da 2... Região, todos favoráveis à tese de que o advogado com poderes para receber e dar quitação tem direito de ter o alvará de levantamento ou o mandado de pagamento em seu nome e sobre as exigências impostas no Provimento n 262/91, que recomendavam a atualização Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39C9-E139-A0BB-CF47 e senha B946-F6C6-D64E-17B5 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) :EISENHOWER DIAS MARIANO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1....2.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ignez da Costa Lessa ao fundamento de ausência de ofensa constitucional direta (e-doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.2.2019, Ignez da Costa Lessa interpõe, em 28.2.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 7). 3. A agravante sustenta que a exigência de juntada de “instrumento de mandato atualizado (…) divergiu, frontalmente da norma processual e constitucional, inscritas nos artigos 5..., II, LXXIV, e 133, da Constituição Federal, no artigo 38 do Código de Processo Civil/73 e art. 105, § 4... do Código de Processo Civil/2015, nos artigos 653, 661, 682 e 692, do Código Civil Brasileiro, no artigo 5..., § 2... da Lei n 8.906, de 04/07/1994, e outras normas, os quais asseguram ao advogado, o direito de postular e praticar os atos processuais necessários em favor do constituinte, bem como desprestigiou os acórdãos prolatados nos diversos Mandados de Segurança Coletivos impetrados pela OAB- RJ, dentre os quais destacam-se os de ns 2.780, 3.015-5 e 91.02.13193-5, os primeiros julgados pelo Superior Tribunal de Justiça e o segundo pelo TRF da 2... Região, todos favoráveis à tese de que o advogado com poderes para receber e dar quitação tem direito de ter o alvará de levantamento ou o mandado de pagamento em seu nome e sobre as exigências impostas no Provimento n 262/91, que recomendavam a atualização Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39C9-E139-A0BB-CF47 e senha B946-F6C6-D64E-17B5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1174134 AGR / RJ das procurações sem data ou datadas há mais de seis meses” (fl. 7, e-doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39C9-E139-A0BB-CF47 e senha B946-F6C6-D64E-17B5 Supremo Tribunal Federal ARE 1174134 AGR / RJ das procurações sem data ou datadas há mais de seis meses” (fl. 7, e-doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 11). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39C9-E139-A0BB-CF47 e senha B946-F6C6-D64E-17B5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal Regional Federal da Segunda Região asseverou: “Merece destaque o fato de que, já se passaram mais de 25 (vinte e cinco) anos do ajuizamento da ação, estando o processo atualmente em fase de execução. Desta sorte, em virtude do extenso curso temporal que se apresenta desde a propositura da ação, em 1990, até o presente momento, é natural e oportuno que o Magistrado opte por promover a atualização do instrumento de mandato. Isto porque ao Magistrado de primeiro grau é conferido o poder geral de cautela, consubstanciado no artigo 798, do Código de Processo Civil que legitima o Juiz a ordenar providências assecuratórias, tanto aquelas previstas expressamente em lei, quanto aquelas que, embora não estejam especificadas normativamente, mostrem-se necessárias à proteção de um direito contra eventual dano” (fl. 174, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL. Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso inominado cujo seguimento foi negado por irregularidade na representação da parte, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal Regional Federal da Segunda Região asseverou: “Merece destaque o fato de que, já se passaram mais de 25 (vinte e cinco) anos do ajuizamento da ação, estando o processo atualmente em fase de execução. Desta sorte, em virtude do extenso curso temporal que se apresenta desde a propositura da ação, em 1990, até o presente momento, é natural e oportuno que o Magistrado opte por promover a atualização do instrumento de mandato. Isto porque ao Magistrado de primeiro grau é conferido o poder geral de cautela, consubstanciado no artigo 798, do Código de Processo Civil que legitima o Juiz a ordenar providências assecuratórias, tanto aquelas previstas expressamente em lei, quanto aquelas que, embora não estejam especificadas normativamente, mostrem-se necessárias à proteção de um direito contra eventual dano” (fl. 174, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL. Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso inominado cujo seguimento foi negado por irregularidade na representação da parte, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1174134 AGR / RJ que apresentou procuração desacompanhada do contrato social. A alegada ofensa à Constituição, se existente, seria indireta ou reflexa, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário. A Turma Recursal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde a parte ora agravante. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 587.476-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 7.5.2010). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n. 1.184.055-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, segunda Turma, DJe 5.4.2019). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Representação processual. Irregularidade. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 686.910-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 17.10.2012). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Supremo Tribunal Federal ARE 1174134 AGR / RJ que apresentou procuração desacompanhada do contrato social. A alegada ofensa à Constituição, se existente, seria indireta ou reflexa, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário. A Turma Recursal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde a parte ora agravante. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 587.476-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 7.5.2010). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A presente causa foi decidida com base na análise de legislação infraconstitucional, o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n. 1.184.055-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, segunda Turma, DJe 5.4.2019). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Representação processual. Irregularidade. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 686.910-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 17.10.2012). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1174134 AGR / RJ 3. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Supremo Tribunal Federal ARE 1174134 AGR / RJ 3. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, com a ressalva de eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58D5-C4E9-C817-7876 e senha 96D0-BB8F-858D-AADD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) : EISENHOWER DIAS MARIANO (056550/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios, ressalvada a concessão de justiça gratuita, e aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9382-2D6A-2E12-7C96 e senha 9E32-B5AB-0228-60F2 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.134 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : IGNEZ DA COSTA LESSA ADV.(A/S) : EISENHOWER DIAS MARIANO (056550/RJ) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios, ressalvada a concessão de justiça gratuita, e aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9382-2D6A-2E12-7C96 e senha 9E32-B5AB-0228-60F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 174 . 134", "ARE 1174134 AGR / RJ", "AI n . 587 . 476 - AgR", "ARE n . 1 . 184 . 055 - AgR", "Súmulas ns 636", "ARE n . 686 . 910 - AgR", "ARE", "AI n . 587 . 476 - AgR", "ARE n . 1 . 184 . 055 - AgR", "ARE n . 686 . 910 - AgR", "ARE 1174134 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 748 . 371", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 748 . 371" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , II , LXXIV , e 133 , da Constituição Federal", "artigo 38 do Código de Processo Civil / 73", "art . 105 , § 4 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigos 653 , 661 , 682 e 692 , do Código Civil Brasileiro", "artigo 5 . . . , § 2 . . . da Lei n 8 . 906", "Provimento n 262 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , II , LXXIV , e 133 , da Constituição Federal", "artigo 38 do Código de Processo Civil / 73", "art . 105 , § 4 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigos 653 , 661 , 682 e 692 , do Código Civil Brasileiro", "artigo 5 . . . , § 2 . . . da Lei n 8 . 906", "ns", "Provimento n 262 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 798 , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 798 , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "OAB", "-", "RJ", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "OAB", "-", "RJ", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da Segunda Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da Segunda Região", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Segunda Turma", "segunda Turma", "279", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "IGNEZ DA COSTA LESSA", "EISENHOWER DIAS MARIANO", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "IGNEZ DA COSTA LESSA", "EISENHOWER DIAS MARIANO", "CÁRMEN LÚCIA", "Ignez da Costa Lessa", "Ignez da Costa Lessa", "CÁRMEN LÚCIA", "IGNEZ DA COSTA LESSA", "EISENHOWER DIAS MARIANO", "CÁRMEN LÚCIA", "Ignez da Costa Lessa", "Ignez da Costa Lessa", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "IGNEZ DA COSTA LESSA", "EISENHOWER DIAS MARIANO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "IGNEZ DA COSTA LESSA", "EISENHOWER DIAS MARIANO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "28", ".", "2", ".", "2019", "04", "/", "07", "/", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2019", "7", ".", "2", ".", "2019", "28", ".", "2", ".", "2019", "04", "/", "07", "/", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "5", ".", "2010", "5", ".", "4", ".", "2019", "17", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "5", ".", "2010", "5", ".", "4", ".", "2019", "17", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :DAYANNE ALVES SANTANA ADV.(A/S) :LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA AGDO.(A/S) :ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) :IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO ADV.(A/S) :JAIR CAETANO DE CARVALHO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula nº 282/STF. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se a matéria constitucional que nele se alega violada não está devidamente prequestionada. Incidência da Súmula nº 282/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame da legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9AB-70DC-603B-39AF e senha E51C-4808-11A1-3AC6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1195508 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9AB-70DC-603B-39AF e senha E51C-4808-11A1-3AC6 Supremo Tribunal Federal ARE 1195508 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9AB-70DC-603B-39AF e senha E51C-4808-11A1-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :DAYANNE ALVES SANTANA ADV.(A/S) :LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA AGDO.(A/S) :ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) :IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO ADV.(A/S) :JAIR CAETANO DE CARVALHO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 282/STF. Sustenta a parte agravante a inexistência dos referidos óbices. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BDD-0E86-8B28-58CA e senha 777A-F90B-2957-7A9B Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :DAYANNE ALVES SANTANA ADV.(A/S) :LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA AGDO.(A/S) :ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) :IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO ADV.(A/S) :JAIR CAETANO DE CARVALHO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 282/STF. Sustenta a parte agravante a inexistência dos referidos óbices. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BDD-0E86-8B28-58CA e senha 777A-F90B-2957-7A9B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a matéria constitucional tratada no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento. Incidência da Súmula nº 282/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ademais, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do regulamento da entidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada, ou dos fatos e das provas que compõem a lide. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A09-B40E-AEC2-1A36 e senha 1BF8-AE48-4725-4398 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a matéria constitucional tratada no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento. Incidência da Súmula nº 282/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ademais, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do regulamento da entidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada, ou dos fatos e das provas que compõem a lide. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A09-B40E-AEC2-1A36 e senha 1BF8-AE48-4725-4398 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1195508 AGR / SP 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça”. (ARE nº 1.076.648/DF- AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 4/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE nº 886.805/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A09-B40E-AEC2-1A36 e senha 1BF8-AE48-4725-4398 Supremo Tribunal Federal ARE 1195508 AGR / SP 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça”. (ARE nº 1.076.648/DF- AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 4/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE nº 886.805/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A09-B40E-AEC2-1A36 e senha 1BF8-AE48-4725-4398 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO (82349/RJ) ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF) ADV.(A/S) : DAYANNE ALVES SANTANA (36906/DF) ADV.(A/S) : LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA (52895/DF) AGDO.(A/S) : ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) : IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO (45351/SP) ADV.(A/S) : JAIR CAETANO DE CARVALHO (119930/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB27-D337-177E-D0B1 e senha 3F28-98AA-15DB-4905 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO (82349/RJ) ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF) ADV.(A/S) : DAYANNE ALVES SANTANA (36906/DF) ADV.(A/S) : LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA (52895/DF) AGDO.(A/S) : ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) : IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO (45351/SP) ADV.(A/S) : JAIR CAETANO DE CARVALHO (119930/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB27-D337-177E-D0B1 e senha 3F28-98AA-15DB-4905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311516
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula nº 282/STF. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se a matéria constitucional que nele se alega violada não está devidamente prequestionada. Incidência da Súmula nº 282/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame da legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur407655
- Acórdão(s) citado(s): (PREVIDÊNCIA PRIVADA, COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 886805 AgR (1ªT), ARE 1076648 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 12/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1195508
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1195508 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) : DAYANNE ALVES SANTANA ADV.(A/S) : LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA AGDO.(A/S) : ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) : IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO ADV.(A/S) : JAIR CAETANO DE CARVALHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :DAYANNE ALVES SANTANA ADV.(A/S) :LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA AGDO.(A/S) :ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) :IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO ADV.(A/S) :JAIR CAETANO DE CARVALHO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Incidência da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível o recurso extraordinário se a matéria constitucional que nele se alega violada não está devidamente prequestionada. Incidência da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame da legislação infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9AB-70DC-603B-39AF e senha E51C-4808-11A1-3AC6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1195508 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9AB-70DC-603B-39AF e senha E51C-4808-11A1-3AC6 Supremo Tribunal Federal ARE 1195508 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9AB-70DC-603B-39AF e senha E51C-4808-11A1-3AC6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :DAYANNE ALVES SANTANA ADV.(A/S) :LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA AGDO.(A/S) :ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) :IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO ADV.(A/S) :JAIR CAETANO DE CARVALHO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos referidos óbices. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BDD-0E86-8B28-58CA e senha 777A-F90B-2957-7A9B Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO ADV.(A/S) :MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA ADV.(A/S) :DAYANNE ALVES SANTANA ADV.(A/S) :LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA AGDO.(A/S) :ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) :IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO ADV.(A/S) :JAIR CAETANO DE CARVALHO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos referidos óbices. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BDD-0E86-8B28-58CA e senha 777A-F90B-2957-7A9B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a matéria constitucional tratada no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento. Incidência da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ademais, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do regulamento da entidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada, ou dos fatos e das provas que compõem a lide. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A09-B40E-AEC2-1A36 e senha 1BF8-AE48-4725-4398 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, a matéria constitucional tratada no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento. Incidência da Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ademais, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do regulamento da entidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada, ou dos fatos e das provas que compõem a lide. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A09-B40E-AEC2-1A36 e senha 1BF8-AE48-4725-4398 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1195508 AGR / SP 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça”. (ARE n 1.076.648/DF- AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 4/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE n 886.805/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A09-B40E-AEC2-1A36 e senha 1BF8-AE48-4725-4398 Supremo Tribunal Federal ARE 1195508 AGR / SP 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça”. (ARE n 1.076.648/DF- AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 4/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE n 886.805/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A09-B40E-AEC2-1A36 e senha 1BF8-AE48-4725-4398 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO (82349/RJ) ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF) ADV.(A/S) : DAYANNE ALVES SANTANA (36906/DF) ADV.(A/S) : LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA (52895/DF) AGDO.(A/S) : ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) : IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO (45351/SP) ADV.(A/S) : JAIR CAETANO DE CARVALHO (119930/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB27-D337-177E-D0B1 e senha 3F28-98AA-15DB-4905 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.508 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO (82349/RJ) ADV.(A/S) : MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA (13418/DF) ADV.(A/S) : DAYANNE ALVES SANTANA (36906/DF) ADV.(A/S) : LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA (52895/DF) AGDO.(A/S) : ANTONIO MARQUES DE CARVALHO ADV.(A/S) : IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO (45351/SP) ADV.(A/S) : JAIR CAETANO DE CARVALHO (119930/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EB27-D337-177E-D0B1 e senha 3F28-98AA-15DB-4905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 195 . 508", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1195508 AGR / SP", "ARE 1195508 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 195 . 508", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 195 . 508", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 636 , 454", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 195 . 508", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 636 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1195508 AGR / SP", "ARE n 1 . 076 . 648 / DF - AgR", "ARE n 886 . 805 / SE - AgR", "ARE 1195508 AGR / SP", "ARE n 1 . 076 . 648 / DF -", "SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 886 . 805 / SE - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "1", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "1", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "PLENÁRIO", "FUNDAÇÃO PETROBRAS", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "EXTRATO", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO", "MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA", "DAYANNE ALVES SANTANA", "LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA", "ANTONIO MARQUES DE CARVALHO", "IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO", "JAIR CAETANO DE CARVALHO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO", "MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA", "DAYANNE ALVES SANTANA", "LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA", "ANTONIO MARQUES DE CARVALHO", "IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO", "JAIR CAETANO DE CARVALHO", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO", "MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA", "DAYANNE ALVES SANTANA", "LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA", "ANTONIO MARQUES DE CARVALHO", "IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO", "JAIR CAETANO DE CARVALHO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO", "MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA", "DAYANNE ALVES SANTANA", "LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA", "ANTONIO MARQUES DE CARVALHO", "IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO", "JAIR CAETANO DE CARVALHO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO", "MARCUS FLAVIO HORTA CALDEIRA", "DAYANNE ALVES SANTANA", "LARISSA CRISTINE DE MENEZES MOTTA", "ANTONIO MARQUES DE CARVALHO", "IVO ARNALDO CUNHA DE OLIVEIRA NETO", "JAIR CAETANO DE CARVALHO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", "/", "6", "/", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "13", "/", "6", "/", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "12", "/", "17", "7", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "12", "/", "17", "7", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) :GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 13/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1E5-D4EE-A191-5163 e senha ADC1-346C-0BFA-0D67 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) :GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO CONHECIDO E RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "O Eminente Ministro Relator conheceu do ARE para negar provimento ao recurso extraordinário do ente público com base em dois fundamentos: existência de ofensa reflexa quanto ao tema da prescrição (tema 660 RG) e óbice da Súmula 279 do STF quanto à rediscussão da indenização. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A1-5282-F160-E29D e senha 8410-B97B-81F3-F3B7 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) :GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO CONHECIDO E RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "O Eminente Ministro Relator conheceu do ARE para negar provimento ao recurso extraordinário do ente público com base em dois fundamentos: existência de ofensa reflexa quanto ao tema da prescrição (tema 660 RG) e óbice da Súmula 279 do STF quanto à rediscussão da indenização. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A1-5282-F160-E29D e senha 8410-B97B-81F3-F3B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 1188857 AGR / SE Data vênia, tal decisão merece ser reconsidera/reformada. Em primeiro lugar, porque não incide ao caso o óbice da Súmula 279 do STF, ante a violação do art. 5º, XXIV c/c art. 184, todos da CF/88. Em segundo lugar, não há que se falar em ofensa reflexa quanto ao tema jurídico da prescrição e dos juros moratórios, ante a expressa violação ao art. 100, §1º, CF/88. Em terceiro lugar, há fato novo e juridicamente relevante, referente ao julgamento superveniente de mérito da ADI 2332 pelo STF e o advento da Lei nº 13.465/2017, não considerado por Vossa Excelência, mas que é plenamente aplicável ao caso – no que tange à condenação em juros compensatórios à razão de 12% ao ano. Assim, a decisão agravada, ao manter o acórdão recorrido nesse ponto, deixou de considerar o novo entendimento jurisprudencial fixado pelo próprio Plenário desta Corte quanto ao julgamento de mérito da ADI 2332, que reputou constitucional a cobrança de juros compensatórios em percentual menor do que aquele indicado no acórdão recorrido. Em outras palavras, nesse ponto (juros compensatórios), o acórdão recorrido está em manifesto confronto com a jurisprudência pacífica do STF, a partir do julgamento da ADI 2332, cuja decisão tem eficácia erga omnes e efeito vinculante!" (Doc. 7, fl. 2) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A1-5282-F160-E29D e senha 8410-B97B-81F3-F3B7 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE Data vênia, tal decisão merece ser reconsidera/reformada. Em primeiro lugar, porque não incide ao caso o óbice da Súmula 279 do STF, ante a violação do art. 5º, XXIV c/c art. 184, todos da CF/88. Em segundo lugar, não há que se falar em ofensa reflexa quanto ao tema jurídico da prescrição e dos juros moratórios, ante a expressa violação ao art. 100, §1º, CF/88. Em terceiro lugar, há fato novo e juridicamente relevante, referente ao julgamento superveniente de mérito da ADI 2332 pelo STF e o advento da Lei nº 13.465/2017, não considerado por Vossa Excelência, mas que é plenamente aplicável ao caso – no que tange à condenação em juros compensatórios à razão de 12% ao ano. Assim, a decisão agravada, ao manter o acórdão recorrido nesse ponto, deixou de considerar o novo entendimento jurisprudencial fixado pelo próprio Plenário desta Corte quanto ao julgamento de mérito da ADI 2332, que reputou constitucional a cobrança de juros compensatórios em percentual menor do que aquele indicado no acórdão recorrido. Em outras palavras, nesse ponto (juros compensatórios), o acórdão recorrido está em manifesto confronto com a jurisprudência pacífica do STF, a partir do julgamento da ADI 2332, cuja decisão tem eficácia erga omnes e efeito vinculante!" (Doc. 7, fl. 2) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A1-5282-F160-E29D e senha 8410-B97B-81F3-F3B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que é inviável a apreciação da controvérsia acerca da condenação em juros compensatórios, porquanto a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 17/2/2006, com a seguinte ementa: “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.” Demais disso, o Tribunal a quo afastou a prescrição da pretensão executória, sob o argumento de que a incorporação do bem ao patrimônio do expropriante somente se consuma com o pagamento do valor da indenização. Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que é inviável a apreciação da controvérsia acerca da condenação em juros compensatórios, porquanto a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 17/2/2006, com a seguinte ementa: “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.” Demais disso, o Tribunal a quo afastou a prescrição da pretensão executória, sob o argumento de que a incorporação do bem ao patrimônio do expropriante somente se consuma com o pagamento do valor da indenização. Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188857 AGR / SE entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. Prescrição. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do STF. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. Verba honorária majorada em 10%.” (ARE 1.170.802- AgR, rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 17/5/2019) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. RETROAÇÃO DO MARCO INTERRUPTIVO DA PRESCRIÇÃO À DATA DA PROPOSITURA DA AÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. Prescrição. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do STF. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. Verba honorária majorada em 10%.” (ARE 1.170.802- AgR, rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 17/5/2019) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. RETROAÇÃO DO MARCO INTERRUPTIVO DA PRESCRIÇÃO À DATA DA PROPOSITURA DA AÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188857 AGR / SE SÚMULA 279 DO STF. PRESCRIÇÃO. QUESTÃO DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULAS 280 E 636 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.071.754-AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 15/5/2019) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 08.03.2018. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. REPARAÇÃO CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279 DO STF. TEMA 666.1. Eventual divergência ao entendimento adotado pelo Tribunal a quo, especialmente quanto à ocorrência de prescrição, em face à natureza cível da demanda reconhecida na instância a quo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, além de exigir o exame da legislação infraconstitucional de regência (Decreto 20.910/32 e art. 206, § 3º, V, do Código Civil, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, além de atrair a incidência do óbice da Súmula 279 do STF.2. Ademais, o acórdão recorrido, ao afastar as disposições do art. 37, § 5º, da CF, não destoa da jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do RE 669.069-RG, de relatoria do Min. Teori Zavascki (Tema 666), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido de que é ‘prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil’, conforme verificado no caso em análise.3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do CPC, porquanto não houve fixação de verba honorária nas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE SÚMULA 279 DO STF. PRESCRIÇÃO. QUESTÃO DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULAS 280 E 636 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.071.754-AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 15/5/2019) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 08.03.2018. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. REPARAÇÃO CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279 DO STF. TEMA 666.1. Eventual divergência ao entendimento adotado pelo Tribunal a quo, especialmente quanto à ocorrência de prescrição, em face à natureza cível da demanda reconhecida na instância a quo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, além de exigir o exame da legislação infraconstitucional de regência (Decreto 20.910/32 e art. 206, § 3º, V, do Código Civil, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, além de atrair a incidência do óbice da Súmula 279 do STF.2. Ademais, o acórdão recorrido, ao afastar as disposições do art. 37, § 5º, da CF, não destoa da jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do RE 669.069-RG, de relatoria do Min. Teori Zavascki (Tema 666), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido de que é ‘prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil’, conforme verificado no caso em análise.3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do CPC, porquanto não houve fixação de verba honorária nas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188857 AGR / SE instâncias de origem.” (ARE 1.054.693-AgR, rel. min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 25/3/2019) Quanto aos juros moratórios, o Juízo de origem assentou que consta expressamente do título judicial a incidência a partir do trânsito em julgado, não sendo possível alterar o termo a quo então fixado, sob pena de ofensa à coisa julgada Conforme já asseverado, os limites da coisa, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência deste Tribunal, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Contrato bancário. Embargos à execução. Prequestionamento. Ausência. Artigo 5º, inciso XXXV, da CF. Violação. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE instâncias de origem.” (ARE 1.054.693-AgR, rel. min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 25/3/2019) Quanto aos juros moratórios, o Juízo de origem assentou que consta expressamente do título judicial a incidência a partir do trânsito em julgado, não sendo possível alterar o termo a quo então fixado, sob pena de ofensa à coisa julgada Conforme já asseverado, os limites da coisa, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência deste Tribunal, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Contrato bancário. Embargos à execução. Prequestionamento. Ausência. Artigo 5º, inciso XXXV, da CF. Violação. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188857 AGR / SE indireta ou reflexa à Constituição. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou para o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência das Súmula nº s 279 e 636 do STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve na origem condenação das agravantes em honorários advocatícios.” (ARE 1.005.665-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 918.665-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 19/8/2016) Releva notar que o Plenário desta Corte, no julgamento do RE 579.431, rel. min. Marco Aurélio, Tema 96 da repercussão geral, entendeu pela incidência de juros da mora no período compreendido entre a data da realização dos cálculos e da expedição da requisição de pequeno valor ou do precatório. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE indireta ou reflexa à Constituição. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou para o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência das Súmula nº s 279 e 636 do STF. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve na origem condenação das agravantes em honorários advocatícios.” (ARE 1.005.665-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 918.665-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 19/8/2016) Releva notar que o Plenário desta Corte, no julgamento do RE 579.431, rel. min. Marco Aurélio, Tema 96 da repercussão geral, entendeu pela incidência de juros da mora no período compreendido entre a data da realização dos cálculos e da expedição da requisição de pequeno valor ou do precatório. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188857 AGR / SE princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do fixado pelo Tribunal de origem (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do fixado pelo Tribunal de origem (artigo 85, § 11, do CPC/2015). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) :GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A coisa julgada – artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal –, é cláusula pétrea, medula do Estado Democrático de Direito. Tem proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD0A-50D7-6CCF-80B6 e senha F187-215B-1657-CA60 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) :GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A coisa julgada – artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal –, é cláusula pétrea, medula do Estado Democrático de Direito. Tem proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD0A-50D7-6CCF-80B6 e senha F187-215B-1657-CA60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) : GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO (16909A/AL, 61712/BA, 2829/SE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BDC-F0CC-C4ED-65D7 e senha 5DAA-E000-6E91-A82C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) : GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO (16909A/AL, 61712/BA, 2829/SE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BDC-F0CC-C4ED-65D7 e senha 5DAA-E000-6E91-A82C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384624
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur407480
- Acórdão(s) citado(s): (INOVAÇÃO, RECURSO) AI 518051 AgR (2ªT). (SÚMULA 279/STF) ARE 1071754 AgR (1ªT), ARE 1054693 AgR (2ªT), ARE 1170802 AgR-segundo (2ªT). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG, ARE 918665 AgR (1ªT), ARE 1005665 AgR (2ªT). (JUROS DE MORA, DATA, CÁLCULO, EXPEDIÇÃO, REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR (RPV), PRECATÓRIO) RE 579431 (TP). Número de páginas: 11. Análise: 03/09/2019, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1188857
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1188857 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) : GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) :GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 13/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1E5-D4EE-A191-5163 e senha ADC1-346C-0BFA-0D67 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) :GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO CONHECIDO E RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "O Eminente Ministro Relator conheceu do ARE para negar provimento ao recurso extraordinário do ente público com base em dois fundamentos: existência de ofensa reflexa quanto ao tema da prescrição (tema 660 RG) e óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal quanto à rediscussão da indenização. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A1-5282-F160-E29D e senha 8410-B97B-81F3-F3B7 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) :GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA contra decisão de minha relatoria, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. OFENSA REFLEXA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO CONHECIDO E RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "O Eminente Ministro Relator conheceu do ARE para negar provimento ao recurso extraordinário do ente público com base em dois fundamentos: existência de ofensa reflexa quanto ao tema da prescrição (tema 660 RG) e óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal quanto à rediscussão da indenização. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A1-5282-F160-E29D e senha 8410-B97B-81F3-F3B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 1188857 AGR / SE Data vênia, tal decisão merece ser reconsidera/reformada. Em primeiro lugar, porque não incide ao caso o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, ante a violação do art. 5..., XXIV c/c art. 184, todos da Constituição Federal de 1988/88. Em segundo lugar, não há que se falar em ofensa reflexa quanto ao tema jurídico da prescrição e dos juros moratórios, ante a expressa violação ao art. 100, §1..., Constituição Federal de 1988/88. Em terceiro lugar, há fato novo e juridicamente relevante, referente ao julgamento superveniente de mérito da ADI 2332 pelo Supremo Tribunal Federal e o advento da Lei n 13.465/2017, não considerado por Vossa Excelência, mas que é plenamente aplicável ao caso – no que tange à condenação em juros compensatórios à razão de 12% ao ano. Assim, a decisão agravada, ao manter o acórdão recorrido nesse ponto, deixou de considerar o novo entendimento jurisprudencial fixado pelo próprio Plenário desta Corte quanto ao julgamento de mérito da ADI 2332, que reputou constitucional a cobrança de juros compensatórios em percentual menor do que aquele indicado no acórdão recorrido. Em outras palavras, nesse ponto (juros compensatórios), o acórdão recorrido está em manifesto confronto com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, a partir do julgamento da ADI 2332, cuja decisão tem eficácia erga omnes e efeito vinculante!" (Doc. 7, fl. 2) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A1-5282-F160-E29D e senha 8410-B97B-81F3-F3B7 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE Data vênia, tal decisão merece ser reconsidera/reformada. Em primeiro lugar, porque não incide ao caso o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, ante a violação do art. 5..., XXIV c/c art. 184, todos da Constituição Federal de 1988/88. Em segundo lugar, não há que se falar em ofensa reflexa quanto ao tema jurídico da prescrição e dos juros moratórios, ante a expressa violação ao art. 100, §1..., Constituição Federal de 1988/88. Em terceiro lugar, há fato novo e juridicamente relevante, referente ao julgamento superveniente de mérito da ADI 2332 pelo Supremo Tribunal Federal e o advento da Lei n 13.465/2017, não considerado por Vossa Excelência, mas que é plenamente aplicável ao caso – no que tange à condenação em juros compensatórios à razão de 12% ao ano. Assim, a decisão agravada, ao manter o acórdão recorrido nesse ponto, deixou de considerar o novo entendimento jurisprudencial fixado pelo próprio Plenário desta Corte quanto ao julgamento de mérito da ADI 2332, que reputou constitucional a cobrança de juros compensatórios em percentual menor do que aquele indicado no acórdão recorrido. Em outras palavras, nesse ponto (juros compensatórios), o acórdão recorrido está em manifesto confronto com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, a partir do julgamento da ADI 2332, cuja decisão tem eficácia erga omnes e efeito vinculante!" (Doc. 7, fl. 2) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11A1-5282-F160-E29D e senha 8410-B97B-81F3-F3B7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que é inviável a apreciação da controvérsia acerca da condenação em juros compensatórios, porquanto a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 17/2/2006, com a seguinte ementa: “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.” Demais disso, o Tribunal a quo afastou a prescrição da pretensão executória, sob o argumento de que a incorporação do bem ao patrimônio do expropriante somente se consuma com o pagamento do valor da indenização. Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que é inviável a apreciação da controvérsia acerca da condenação em juros compensatórios, porquanto a tese constitui inovação, tendo em vista que não foi aduzida em sede de recurso extraordinário. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, AI 518.051-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 17/2/2006, com a seguinte ementa: “O prequestionamento é requisito de admissibilidade recursal na via extraordinária, ainda que a questão debatida seja de ordem pública. 2. Além de ser de índole infraconstitucional, constitui inovação à discussão da lide controvérsia relativa à prescrição, não impugnada no apelo extremo. 3. Agravo regimental improvido.” Demais disso, o Tribunal a quo afastou a prescrição da pretensão executória, sob o argumento de que a incorporação do bem ao patrimônio do expropriante somente se consuma com o pagamento do valor da indenização. Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188857 AGR / SE entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. Prescrição. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. Verba honorária majorada em 10%.” (ARE 1.170.802- AgR, rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 17/5/2019) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. RETROAÇÃO DO MARCO INTERRUPTIVO DA PRESCRIÇÃO À DATA DA PROPOSITURA DA AÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. Prescrição. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Inexistência de prequestionamento da matéria constitucional. Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. Verba honorária majorada em 10%.” (ARE 1.170.802- AgR, rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 17/5/2019) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. RETROAÇÃO DO MARCO INTERRUPTIVO DA PRESCRIÇÃO À DATA DA PROPOSITURA DA AÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188857 AGR / SE SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRESCRIÇÃO. QUESTÃO DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULAS 280 E 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.071.754-AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 15/5/2019) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 08.03.2018. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. REPARAÇÃO CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. TEMA 666.1. Eventual divergência ao entendimento adotado pelo Tribunal a quo, especialmente quanto à ocorrência de prescrição, em face à natureza cível da demanda reconhecida na instância a quo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, além de exigir o exame da legislação infraconstitucional de regência (Decreto 20.910/32 e art. 206, § 3..., V, do Código Civil, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, além de atrair a incidência do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.2. Ademais, o acórdão recorrido, ao afastar as disposições do art. 37, § 5..., da Constituição Federal de 1988, não destoa da jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do Recurso Extraordinário 669.069-RG, de relatoria do Min. Teori Zavascki (Tema 666), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido de que é ‘prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil’, conforme verificado no caso em análise.3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, porquanto não houve fixação de verba honorária nas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRESCRIÇÃO. QUESTÃO DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULAS 280 E 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.071.754-AgR, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 15/5/2019) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 08.03.2018. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. REPARAÇÃO CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. TEMA 666.1. Eventual divergência ao entendimento adotado pelo Tribunal a quo, especialmente quanto à ocorrência de prescrição, em face à natureza cível da demanda reconhecida na instância a quo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, além de exigir o exame da legislação infraconstitucional de regência (Decreto 20.910/32 e art. 206, § 3..., V, do Código Civil, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, além de atrair a incidência do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.2. Ademais, o acórdão recorrido, ao afastar as disposições do art. 37, § 5..., da Constituição Federal de 1988, não destoa da jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do Recurso Extraordinário 669.069-RG, de relatoria do Min. Teori Zavascki (Tema 666), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido de que é ‘prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil’, conforme verificado no caso em análise.3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, porquanto não houve fixação de verba honorária nas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188857 AGR / SE instâncias de origem.” (ARE 1.054.693-AgR, rel. min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 25/3/2019) Quanto aos juros moratórios, o Juízo de origem assentou que consta expressamente do título judicial a incidência a partir do trânsito em julgado, não sendo possível alterar o termo a quo então fixado, sob pena de ofensa à coisa julgada Conforme já asseverado, os limites da coisa, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência deste Tribunal, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Contrato bancário. Embargos à execução. Prequestionamento. Ausência. Artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal de 1988. Violação. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE instâncias de origem.” (ARE 1.054.693-AgR, rel. min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 25/3/2019) Quanto aos juros moratórios, o Juízo de origem assentou que consta expressamente do título judicial a incidência a partir do trânsito em julgado, não sendo possível alterar o termo a quo então fixado, sob pena de ofensa à coisa julgada Conforme já asseverado, os limites da coisa, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência deste Tribunal, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Contrato bancário. Embargos à execução. Prequestionamento. Ausência. Artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal de 1988. Violação. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188857 AGR / SE indireta ou reflexa à Constituição. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou para o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência das Súmula n s 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve na origem condenação das agravantes em honorários advocatícios.” (ARE 1.005.665-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 918.665-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 19/8/2016) Releva notar que o Plenário desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 579.431, rel. min. Marco Aurélio, Tema 96 da repercussão geral, entendeu pela incidência de juros da mora no período compreendido entre a data da realização dos cálculos e da expedição da requisição de pequeno valor ou do precatório. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE indireta ou reflexa à Constituição. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional ou para o reexame do conjunto fático probatório da causa. Incidência das Súmula n s 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. 5. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve na origem condenação das agravantes em honorários advocatícios.” (ARE 1.005.665-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 918.665-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 19/8/2016) Releva notar que o Plenário desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 579.431, rel. min. Marco Aurélio, Tema 96 da repercussão geral, entendeu pela incidência de juros da mora no período compreendido entre a data da realização dos cálculos e da expedição da requisição de pequeno valor ou do precatório. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. 3. Alegação de ausência de prestação jurisdicional. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura negativa de prestação jurisdicional. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa à Constituição Federal, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. 5. Alegação de ofensa ao 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188857 AGR / SE princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do fixado pelo Tribunal de origem (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188857 AGR / SE princípio da legalidade. Enunciado 636 da Súmula desta Corte. 6. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” Por fim, observo que o agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que impõe a aplicação de sucumbência recursal. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e CONDENO a parte sucumbente nesta instância recursal ao pagamento de honorários advocatícios majorados ao dobro do fixado pelo Tribunal de origem (artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F87-C6E1-87F1-E15B e senha D7B6-88C0-215E-B2F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) :GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A coisa julgada – artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal –, é cláusula pétrea, medula do Estado Democrático de Direito. Tem proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD0A-50D7-6CCF-80B6 e senha F187-215B-1657-CA60 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) :GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A coisa julgada – artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal –, é cláusula pétrea, medula do Estado Democrático de Direito. Tem proteção constitucional. Provejo o agravo regimental para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD0A-50D7-6CCF-80B6 e senha F187-215B-1657-CA60 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) : GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO (16909A/AL, 61712/BA, 2829/SE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BDC-F0CC-C4ED-65D7 e senha 5DAA-E000-6E91-A82C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.857 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE ADV.(A/S) : GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO (16909A/AL, 61712/BA, 2829/SE) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BDC-F0CC-C4ED-65D7 e senha 5DAA-E000-6E91-A82C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1188857 AGR / SE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ADI 2332", "ADI 2332", "ADI 2332", "ARE 1188857 AGR / SE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ADI 2332", "ADI 2332", "ADI 2332", "AI 518 . 051 - AgR", "AI 518 . 051 - AgR", "ARE 1188857 AGR / SE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 170 . 802 - AgR", "ARE 1188857 AGR / SE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "ARE 1 . 170 . 802 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal", "ARE 1 . 071 . 754 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 669 . 069 - RG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 280", "ARE 1 . 071 . 754 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 669 . 069 - RG", "ARE 1188857 AGR / SE", "ARE 1 . 054 . 693 - AgR", "ARE 748 . 371", "Súmulas ns 282", "ARE 1188857 AGR / SE", "ARE 1 . 054 . 693 - AgR", "ARE 748 . 371", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n s 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 005 . 665 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 918 . 665 - AgR", "Recurso Extraordinário 579 . 431", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 1188857 AGR", "Súmula n s 279 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 005 . 665 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 918 . 665 - AgR", "Recurso Extraordinário 579 . 431", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 1188857 AGR / SE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 188 . 857" ], "LEGISLACAO": [ "CÓDIGO DE 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do Código Civil", "art . 37 , § 5 . . . , da", "Constituição Federal de 1988", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Decreto 20 . 910 / 32", "art . 206 , § 3 . . . , V , do Código Civil", "art . 37 , § 5 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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"INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO", "INCRA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário desta Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SERGIPE", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE", "GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE", "GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE", "GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE", "GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE", "GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE", "GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "ESPÓLIO DE ANTÔNIO DE SOUZA LEITE", "GILBERTO SAMPAIO VILA NOVA DE CARVALHO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "7", "13", "/", "6", "/", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "17", "/", "2", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "17", "/", "2", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "5", "/", "2019", "08", ".", "03", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "5", "/", "2019", "08", ".", "03", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "2019", 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Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI Nº 11.343/06. REDISCUSSÃO DOS CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. DISCRICIONARIEDADE MOTIVADA DO JUÍZO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, são, em regra, insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 3. In casu, o recorrente foi condenado à pena de 29 (vinte e nove) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33, c/c artigo 40, I, por duas vezes, e 35 da Lei nº 11.343/06. Foram apreendidos 2.170kg (dois mil, cento e setenta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D31-AA04-93A4-53DE e senha 7E45-8586-45CE-C16C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão HC 167350 AGR / SP quilogramas) de cocaína em 30/09/2007, além de 11kg (onze quilogramas) de cocaína para remessa ao exterior em 08/11/2007. 4. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes: HC 135.129-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 22/02/2018 e HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 13/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D31-AA04-93A4-53DE e senha 7E45-8586-45CE-C16C Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP quilogramas) de cocaína em 30/09/2007, além de 11kg (onze quilogramas) de cocaína para remessa ao exterior em 08/11/2007. 4. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes: HC 135.129-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 22/02/2018 e HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 13/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D31-AA04-93A4-53DE e senha 7E45-8586-45CE-C16C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento ao habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI Nº 11.343/06. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.” Colhe-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 30 (trinta) anos de reclusão, em regime inicial fechado, em razão da prática dos crimes tipificados nos artigos 33, c/c artigo 40, I, por duas vezes, e 35 da Lei nº 11.343/06. Em sede recursal, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso da defesa, mantendo integralmente a sentença. Irresignada, a defesa opôs embargos infringentes, os quais foram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento ao habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI Nº 11.343/06. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.” Colhe-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 30 (trinta) anos de reclusão, em regime inicial fechado, em razão da prática dos crimes tipificados nos artigos 33, c/c artigo 40, I, por duas vezes, e 35 da Lei nº 11.343/06. Em sede recursal, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso da defesa, mantendo integralmente a sentença. Irresignada, a defesa opôs embargos infringentes, os quais foram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório HC 167350 AGR / SP acolhidos para redimensionar a pena para 29 (vinte e nove) anos e 02 (dois) meses de reclusão, mantidos os demais termos da sentença. Ato contínuo, foi interposto recurso especial, o qual foi inadmitido na origem, ensejando a interposição de agravo em recurso especial dirigido ao Superior Tribunal de Justiça, o qual restou desprovido. Contra esse decisum, a defesa interpôs agravo regimental. Contudo, não obteve êxito. Sobreveio a impetração deste writ, no qual apontou a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena. Alegou que “embora a própria lei não estabeleça frações de aumento da pena-base, para evitar arbitrariedades, a jurisprudência do próprio Tribunal Superior impetrado preconiza que o quantum de aumento deve ser fixado na fração de 1/6 da pena mínima cominada ao crime para cada circunstância judicial negativada”. O habeas corpus teve o seguimento negado, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio a interposição do presente agravo regimental, no qual o recorrente repete os argumentos da petição inicial em relação à dosimetria da pena. Aduz que “a jurisprudência desse e. STF tem admitido, como regra, a utilização do habeas corpus mesmo após o trânsito em julgado da condenação, se o impetrante apontar ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a concessão da ordem de ofício”. Argumenta que “a elevação da pena-base, ainda que mantido o sopesamento negativo da culpabilidade e das circunstâncias do delito, se mostrou desproporcional”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP acolhidos para redimensionar a pena para 29 (vinte e nove) anos e 02 (dois) meses de reclusão, mantidos os demais termos da sentença. Ato contínuo, foi interposto recurso especial, o qual foi inadmitido na origem, ensejando a interposição de agravo em recurso especial dirigido ao Superior Tribunal de Justiça, o qual restou desprovido. Contra esse decisum, a defesa interpôs agravo regimental. Contudo, não obteve êxito. Sobreveio a impetração deste writ, no qual apontou a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena. Alegou que “embora a própria lei não estabeleça frações de aumento da pena-base, para evitar arbitrariedades, a jurisprudência do próprio Tribunal Superior impetrado preconiza que o quantum de aumento deve ser fixado na fração de 1/6 da pena mínima cominada ao crime para cada circunstância judicial negativada”. O habeas corpus teve o seguimento negado, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio a interposição do presente agravo regimental, no qual o recorrente repete os argumentos da petição inicial em relação à dosimetria da pena. Aduz que “a jurisprudência desse e. STF tem admitido, como regra, a utilização do habeas corpus mesmo após o trânsito em julgado da condenação, se o impetrante apontar ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a concessão da ordem de ofício”. Argumenta que “a elevação da pena-base, ainda que mantido o sopesamento negativo da culpabilidade e das circunstâncias do delito, se mostrou desproporcional”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório HC 167350 AGR / SP Afirma que “embora tenha havido uma importante diferença na quantidade de entorpecente relacionada aos dois delitos de tráfico (2.170 Kg no primeiro delito e 11 Kg no segundo delito), este fator foi ignorado (em franca contrariedade ao disposto no art. 42 da Lei nº 11.343/2006), na medida em que a pena-base foi imposta, nos dois casos, no patamar de 10 anos”. Sustenta que “havendo apenas duas circunstâncias judiciais negativas, dentre as oito previstas no art. 59 do Código Penal, é desproporcional o aumento da pena-base que ultrapassa, de maneira tão exacerbada, o mínimo legal, mormente quando foi desconsiderada a quantidade de entorpecente apreendida”. Ao final, formula pedido recursal nos seguintes termos, in verbis: “Ante o exposto, requer: a) nos termos do § 2º do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para que seja parcialmente concedida a ordem pleiteada, sendo reduzida a pena-base imposta ao paciente em face das duas condenações por tráfico; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido ao colegiado competente; c) ao colegiado competente, que reforme a decisão agravada, para que seja parcialmente concedida a ordem pleiteada, sendo reduzida a pena-base imposta ao paciente em face das duas condenações por tráfico.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP Afirma que “embora tenha havido uma importante diferença na quantidade de entorpecente relacionada aos dois delitos de tráfico (2.170 Kg no primeiro delito e 11 Kg no segundo delito), este fator foi ignorado (em franca contrariedade ao disposto no art. 42 da Lei nº 11.343/2006), na medida em que a pena-base foi imposta, nos dois casos, no patamar de 10 anos”. Sustenta que “havendo apenas duas circunstâncias judiciais negativas, dentre as oito previstas no art. 59 do Código Penal, é desproporcional o aumento da pena-base que ultrapassa, de maneira tão exacerbada, o mínimo legal, mormente quando foi desconsiderada a quantidade de entorpecente apreendida”. Ao final, formula pedido recursal nos seguintes termos, in verbis: “Ante o exposto, requer: a) nos termos do § 2º do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para que seja parcialmente concedida a ordem pleiteada, sendo reduzida a pena-base imposta ao paciente em face das duas condenações por tráfico; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido ao colegiado competente; c) ao colegiado competente, que reforme a decisão agravada, para que seja parcialmente concedida a ordem pleiteada, sendo reduzida a pena-base imposta ao paciente em face das duas condenações por tráfico.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado na decisão monocrática, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Não obstante os esforços perpetrados pelo ora agravante, não constato fundamentos suficientes a infirmar a decisão agravada, cuja conclusão mantenho. Na hipótese, observo que o decisum agravado foi claro ao asseverar: a) não haver nenhuma ilegalidade na exasperação da pena- base acima do mínimo legal, haja vista que, ao contrário do que alega a defesa, o aumento não foi fundado na quantidade de droga apreendida e b) não existir vínculo objetivo entre as condutas – praticadas em cidades distantes e em intervalo superior a 30 dias. Confira-se, no que interessa (fls. 4.747-4.751, grifos no original): ‘I. Pena-base No que tange à pretendida redução da pena-base imposta em relação ao delito de tráfico de drogas, cumpre salientar que a fixação da pena é regulada por princípios e regras constitucionais e legais previstos, respectivamente, nos arts. 5º, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado na decisão monocrática, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Não obstante os esforços perpetrados pelo ora agravante, não constato fundamentos suficientes a infirmar a decisão agravada, cuja conclusão mantenho. Na hipótese, observo que o decisum agravado foi claro ao asseverar: a) não haver nenhuma ilegalidade na exasperação da pena- base acima do mínimo legal, haja vista que, ao contrário do que alega a defesa, o aumento não foi fundado na quantidade de droga apreendida e b) não existir vínculo objetivo entre as condutas – praticadas em cidades distantes e em intervalo superior a 30 dias. Confira-se, no que interessa (fls. 4.747-4.751, grifos no original): ‘I. Pena-base No que tange à pretendida redução da pena-base imposta em relação ao delito de tráfico de drogas, cumpre salientar que a fixação da pena é regulada por princípios e regras constitucionais e legais previstos, respectivamente, nos arts. 5º, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP XLVI, da Constituição Federal, 59 do Código Penal e 387 do Código de Processo Penal. Todos esses dispositivos remetem o aplicador do direito à individualização da medida concreta para que, então, seja eleito o quantum de pena a ser aplicada ao condenado criminalmente, visando à prevenção e à repressão do delito perpetrado. Assim, para chegar a uma aplicação justa da lei penal, o sentenciante, dentro dessa discricionariedade juridicamente vinculada, deve atentar para as singularidades do caso concreto, cumprindo-lhe, na primeira etapa do procedimento trifásico, guiar-se pelas circunstâncias relacionadas no caput do art. 59 do Código Penal, as quais não deve se furtar de analisar individualmente. São elas: culpabilidade; antecedentes; conduta social; personalidade do agente; motivos, circunstâncias e consequências do crime; comportamento da vítima. Contudo, não se pode olvidar que, tratando-se de crime previsto na Lei de Drogas – como ocorre na espécie –, o juiz deve considerar, ainda e com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, bem como a personalidade e a conduta social do agente, a teor do estabelecido no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. No caso, verifico que o Juiz sentenciante justificou a majoração das pena-base do delito de tráfico de drogas, pelos seguintes fundamentos (fls. 3.569-3.570): ‘a) Tráfico - fato ocorrido em 30/09/2007 […] As circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que EDUARDO é um dos líderes do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil. Bem sopesadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 10 anos de reclusão e pagamento de 1.000 dias-multa [...] b) Tráfico - fato ocorrido em 08/11/2007 [...] As circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que EDUARDO é um dos líderes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP XLVI, da Constituição Federal, 59 do Código Penal e 387 do Código de Processo Penal. Todos esses dispositivos remetem o aplicador do direito à individualização da medida concreta para que, então, seja eleito o quantum de pena a ser aplicada ao condenado criminalmente, visando à prevenção e à repressão do delito perpetrado. Assim, para chegar a uma aplicação justa da lei penal, o sentenciante, dentro dessa discricionariedade juridicamente vinculada, deve atentar para as singularidades do caso concreto, cumprindo-lhe, na primeira etapa do procedimento trifásico, guiar-se pelas circunstâncias relacionadas no caput do art. 59 do Código Penal, as quais não deve se furtar de analisar individualmente. São elas: culpabilidade; antecedentes; conduta social; personalidade do agente; motivos, circunstâncias e consequências do crime; comportamento da vítima. Contudo, não se pode olvidar que, tratando-se de crime previsto na Lei de Drogas – como ocorre na espécie –, o juiz deve considerar, ainda e com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, bem como a personalidade e a conduta social do agente, a teor do estabelecido no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. No caso, verifico que o Juiz sentenciante justificou a majoração das pena-base do delito de tráfico de drogas, pelos seguintes fundamentos (fls. 3.569-3.570): ‘a) Tráfico - fato ocorrido em 30/09/2007 […] As circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que EDUARDO é um dos líderes do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil. Bem sopesadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 10 anos de reclusão e pagamento de 1.000 dias-multa [...] b) Tráfico - fato ocorrido em 08/11/2007 [...] As circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que EDUARDO é um dos líderes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil. Bem sopesadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 10 anos de reclusão e pagamento de 1.000 dias-multa.’ Segundo entendimento consolidado no Supremo Tribunal Federal, ‘A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias’ (HC n. 122.184/PE, Rel. Ministra Rosa Weber, 1ª T., DJe 5/3/2015, grifei), situação que, no entanto, não ficou caracterizada nos autos. Pelos trechos anteriormente transcritos, ao contrário do alegado pela defesa, observo que o Juiz sentenciante embasou a majoração das reprimendas em fundamentos diversos da quantidade de drogas apreendidas, argumentos estes que são idênticos a ambos os crimes praticados pelo réu. Assim, não constato violação legal na fixação das penas-base em patamares idênticos, especialmente por estar a matéria (frise-se) sujeita à discricionariedade judicial. Nesse contexto, devem ser mantidas inalteradas as reprimendas-base aplicadas ao agravante. II. Continuidade delitiva No caso, a Corte local manteve o reconhecimento do concurso material, com base nos seguintes argumentos (fl. 4.463, grifei): ‘Com efeito, as condutas delituosas foram praticadas em cidades diversas (Rio de Janeiro/RJ e Santos/SP), distantes entre si (Estados diversos), em momentos diferentes (30/09/2007 e 08/11/2007). Até mesmo os comparsas foram diferentes em cada apreensão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil. Bem sopesadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 10 anos de reclusão e pagamento de 1.000 dias-multa.’ Segundo entendimento consolidado no Supremo Tribunal Federal, ‘A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias’ (HC n. 122.184/PE, Rel. Ministra Rosa Weber, 1ª T., DJe 5/3/2015, grifei), situação que, no entanto, não ficou caracterizada nos autos. Pelos trechos anteriormente transcritos, ao contrário do alegado pela defesa, observo que o Juiz sentenciante embasou a majoração das reprimendas em fundamentos diversos da quantidade de drogas apreendidas, argumentos estes que são idênticos a ambos os crimes praticados pelo réu. Assim, não constato violação legal na fixação das penas-base em patamares idênticos, especialmente por estar a matéria (frise-se) sujeita à discricionariedade judicial. Nesse contexto, devem ser mantidas inalteradas as reprimendas-base aplicadas ao agravante. II. Continuidade delitiva No caso, a Corte local manteve o reconhecimento do concurso material, com base nos seguintes argumentos (fl. 4.463, grifei): ‘Com efeito, as condutas delituosas foram praticadas em cidades diversas (Rio de Janeiro/RJ e Santos/SP), distantes entre si (Estados diversos), em momentos diferentes (30/09/2007 e 08/11/2007). Até mesmo os comparsas foram diferentes em cada apreensão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP A figura da continuidade delitiva, prevista no artigo 71 do Código Penal, na realidade, nada mais é do que um concurso material de crimes, a que o legislador, por questão de política criminal, pretendeu como crime único. Todavia, a liberalidade legislativa encontra limitações na exigência de determinados requisitos legais, quais sejam: a existência de duas ou mais condutas delituosas da mesma espécie; idênticas condições de tempo e lugar; identidade de formas de execução e outras semelhanças. As ações subsequentes devem ser havidas como continuação da primeira. Cuida-se, pois, de uma figura de ficção legal. Quando se verifica, de plano, a inexistência de prolongamento de ação, sendo objetivamente autônomas as diversas condutas, deve ser afastada a ficção legal da continuidade delitiva. In casu, não há como reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de narcotráfico cometidos nos dias 30/09/2007 e 08/11/2007 (art. 33, da Lei n° 11.343/2006), pela ausência de requisitos legais do artigo 71, do Código Penal. Os crimes de tráfico de drogas ocorreram em cidades distantes (Estados diversos), de molde que falta o requisito espacial para reconhecimento da continuidade delitiva. Além disso, os delitos foram praticados em intervalo superior a trinta dias, período máximo que a jurisprudência aceita para fins de crime continuado e, assim, ausente também o requisito legal temporal.’ Conforme entendimento consolidado nesta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal), é necessário que estejam preenchidos, cumulativamente, os requisitos de ordem objetiva (pluralidade de ações, mesmas condições de tempo, lugar e modo de execução) e o de ordem subjetiva, assim entendido como a unidade de desígnios ou o vínculo subjetivo havido entre os eventos delituosos. Vale dizer, adotou-se a Teoria Mista ou Objetivo-subjetiva. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP A figura da continuidade delitiva, prevista no artigo 71 do Código Penal, na realidade, nada mais é do que um concurso material de crimes, a que o legislador, por questão de política criminal, pretendeu como crime único. Todavia, a liberalidade legislativa encontra limitações na exigência de determinados requisitos legais, quais sejam: a existência de duas ou mais condutas delituosas da mesma espécie; idênticas condições de tempo e lugar; identidade de formas de execução e outras semelhanças. As ações subsequentes devem ser havidas como continuação da primeira. Cuida-se, pois, de uma figura de ficção legal. Quando se verifica, de plano, a inexistência de prolongamento de ação, sendo objetivamente autônomas as diversas condutas, deve ser afastada a ficção legal da continuidade delitiva. In casu, não há como reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de narcotráfico cometidos nos dias 30/09/2007 e 08/11/2007 (art. 33, da Lei n° 11.343/2006), pela ausência de requisitos legais do artigo 71, do Código Penal. Os crimes de tráfico de drogas ocorreram em cidades distantes (Estados diversos), de molde que falta o requisito espacial para reconhecimento da continuidade delitiva. Além disso, os delitos foram praticados em intervalo superior a trinta dias, período máximo que a jurisprudência aceita para fins de crime continuado e, assim, ausente também o requisito legal temporal.’ Conforme entendimento consolidado nesta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal), é necessário que estejam preenchidos, cumulativamente, os requisitos de ordem objetiva (pluralidade de ações, mesmas condições de tempo, lugar e modo de execução) e o de ordem subjetiva, assim entendido como a unidade de desígnios ou o vínculo subjetivo havido entre os eventos delituosos. Vale dizer, adotou-se a Teoria Mista ou Objetivo-subjetiva. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP Assim, para o reconhecimento da unidade continuada de fatos típicos, deve haver necessariamente uma relação de continuação entre o primeiro fato narrado e os subsequentes, caso contrário, estará configurada a reiteração criminosa. Como bem explicou Juarez Cirino dos Santos: ‘Sob a égide do antigo paradigma causal de fato punível, o critério para determinar a relação de continuação deveria ser, necessariamente, objetivo e, por isso, a relação de continuação de fatos típicos deveria ser interpretada de um ponto de vista objetivo. Mas adotado pelo legislador o sistema finalista como paradigma da parte geral do Código Penal, a estrutura das ações típicas continuadas – como, aliás, a estrutura de qualquer ação típica, inclusive das ações em concorrência material e formal – é constituída de elementos objetivos e subjetivos, cujo exame é necessário para determinar não só a existência de crimes da mesma espécie, mas, também, para verificar a existência da relação de continuação da ação típica anterior através das ações típicas posteriores. Em conclusão: o novo modelo de estrutura do fato punível e, portanto, o novo paradigma objetivo-subjetivo de construção e de interpretação do sistema legal requerem nova leitura do critério do legislador, capaz de integrar as dimensões objetiva e subjetiva do fato punível no conceito de fato punível continuado’ (SANTOS, Juarez Cirino dos. A Moderna Teoria do Fato Punível. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Revan, 2002, p. 294). Dessa forma, para o reconhecimento e a aplicação do instituto do crime continuado, o Superior Tribunal de Justiça exige a concomitância de exigências de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, espaço e modus operandi – e de ordem subjetiva – unidade de desígnios. Com efeito, no caso, a Corte de origem expressamente concluiu pela inexistência do requisito objetivo – delitos cometidos em cidades distantes e em intervalo de tempo superior a 30 dias – necessário para a configuração da continuidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP Assim, para o reconhecimento da unidade continuada de fatos típicos, deve haver necessariamente uma relação de continuação entre o primeiro fato narrado e os subsequentes, caso contrário, estará configurada a reiteração criminosa. Como bem explicou Juarez Cirino dos Santos: ‘Sob a égide do antigo paradigma causal de fato punível, o critério para determinar a relação de continuação deveria ser, necessariamente, objetivo e, por isso, a relação de continuação de fatos típicos deveria ser interpretada de um ponto de vista objetivo. Mas adotado pelo legislador o sistema finalista como paradigma da parte geral do Código Penal, a estrutura das ações típicas continuadas – como, aliás, a estrutura de qualquer ação típica, inclusive das ações em concorrência material e formal – é constituída de elementos objetivos e subjetivos, cujo exame é necessário para determinar não só a existência de crimes da mesma espécie, mas, também, para verificar a existência da relação de continuação da ação típica anterior através das ações típicas posteriores. Em conclusão: o novo modelo de estrutura do fato punível e, portanto, o novo paradigma objetivo-subjetivo de construção e de interpretação do sistema legal requerem nova leitura do critério do legislador, capaz de integrar as dimensões objetiva e subjetiva do fato punível no conceito de fato punível continuado’ (SANTOS, Juarez Cirino dos. A Moderna Teoria do Fato Punível. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Revan, 2002, p. 294). Dessa forma, para o reconhecimento e a aplicação do instituto do crime continuado, o Superior Tribunal de Justiça exige a concomitância de exigências de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, espaço e modus operandi – e de ordem subjetiva – unidade de desígnios. Com efeito, no caso, a Corte de origem expressamente concluiu pela inexistência do requisito objetivo – delitos cometidos em cidades distantes e em intervalo de tempo superior a 30 dias – necessário para a configuração da continuidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP delitiva. Assim, o que se observa, na verdade, é a prática de atos independentes, característicos da reiteração criminosa, em que deve incidir a regra do concurso material, e não a da continuidade delitiva. E, consoante orientação desta Corte Superior e do Supremo Tribunal Federal, a reiteração indicativa de delinquência habitual ou profissional é suficiente para afastar a caracterização do crime continuado.’ Portanto, ausentes fatos novos ou teses jurídicas diversas que permitam a análise do caso sob outro enfoque, deve ser mantida a decisão agravada.” Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Deveras, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a fixação do quantum a ser aplicado para as causas de aumento e diminuição da pena são, em regra, insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1° E § 2°, II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP delitiva. Assim, o que se observa, na verdade, é a prática de atos independentes, característicos da reiteração criminosa, em que deve incidir a regra do concurso material, e não a da continuidade delitiva. E, consoante orientação desta Corte Superior e do Supremo Tribunal Federal, a reiteração indicativa de delinquência habitual ou profissional é suficiente para afastar a caracterização do crime continuado.’ Portanto, ausentes fatos novos ou teses jurídicas diversas que permitam a análise do caso sob outro enfoque, deve ser mantida a decisão agravada.” Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Deveras, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a fixação do quantum a ser aplicado para as causas de aumento e diminuição da pena são, em regra, insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1° E § 2°, II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 122.688-AgR, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 10/6/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2º), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 122.688-AgR, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 10/6/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2º), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC nº 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada” (HC 128.754, Segunda Turma, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 11/5/2016). Na espécie, convém destacar que o Juízo de origem, ao realizar a dosimetria da pena, assentou que “as circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil”. Ademais, o Tribunal a quo ressaltou, ainda, que “ao contrário do alegado pela defesa, observo que o Juiz sentenciante embasou a majoração das reprimendas em fundamentos diversos da quantidade de drogas apreendidas, argumentos estes que são idênticos a ambos os crimes praticados pelo réu. Assim, não constato violação legal na fixação das penas-base em patamares idênticos”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC nº 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada” (HC 128.754, Segunda Turma, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 11/5/2016). Na espécie, convém destacar que o Juízo de origem, ao realizar a dosimetria da pena, assentou que “as circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil”. Ademais, o Tribunal a quo ressaltou, ainda, que “ao contrário do alegado pela defesa, observo que o Juiz sentenciante embasou a majoração das reprimendas em fundamentos diversos da quantidade de drogas apreendidas, argumentos estes que são idênticos a ambos os crimes praticados pelo réu. Assim, não constato violação legal na fixação das penas-base em patamares idênticos”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP Desta sorte, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. A propósito, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC 114.650, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP Desta sorte, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. A propósito, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC 114.650, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC nº 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2º, a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC nº 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013). Outrossim, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC nº 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2º, a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC nº 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013). Outrossim, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP sujeita a certa discricionariedade judicial motivada, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC n.º 132.475, de relatoria da min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/8/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO habeas corpus. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. dosimetria. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida 57 kg de maconha'. 5. A tese defensiva de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido.” Demais disso, releva destacar que o Superior Tribunal de Justiça consignou que “segundo entendimento consolidado no Supremo Tribunal 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP sujeita a certa discricionariedade judicial motivada, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC n.º 132.475, de relatoria da min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/8/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO habeas corpus. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. dosimetria. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida 57 kg de maconha'. 5. A tese defensiva de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido.” Demais disso, releva destacar que o Superior Tribunal de Justiça consignou que “segundo entendimento consolidado no Supremo Tribunal 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP Federal, ‘a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados [...]’”. Deveras, o referido decisum, mutatis mutandis, não diverge da posição deste Supremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento no sentido da prescindibilidade de valoração negativa de todas as circunstâncias judiciais para fixação da pena em patamar máximo, cabendo ao órgão julgador, à luz do caso concreto, fixar o quantum a ser exasperado. A propósito, cumpre mencionar, verbis: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. SUPOSTA UTILIZAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO ABSTRATA PARA FIXAR A PENA-BASE EM PATAMAR MÁXIMO. DOSIMETRIA DA PENA PAUTADA À LUZ DO CASO CONCRETO. ILEGALIDADE NÃO VERIFICADA. AUSÊNCIA DE VALORAÇÃO NEGATIVA DE TODOS OS VETORES PREVISTOS NO ART. 59 DO CP. DESNECESSIDADE. EXASPERAÇÃO DA PENA ASSENTADA UNICAMENTE NA MAIOR REPROVAÇÃO DA CONDUTA. POSSIBILIDADE. RECURSO DESPROVIDO. 1. É adequada e suficiente a fundamentação que exaspera a pena-base em razão da intensa ação do paciente em todas as fases do crime. 2. A exasperação da reprimenda assentada unicamente na maior reprovação da conduta não destoa da ordem jurídica, pois a fixação da pena em patamar máximo, consoante jurisprudência desta Corte, prescinde da avaliação negativa de todas as vetoriais do art. 59 do CP. 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido.” (RHC 140.539, Segunda Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 19/9/2017). “EMENTA DIREITO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. APROPRIAÇÃO INDÉBITA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP Federal, ‘a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados [...]’”. Deveras, o referido decisum, mutatis mutandis, não diverge da posição deste Supremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento no sentido da prescindibilidade de valoração negativa de todas as circunstâncias judiciais para fixação da pena em patamar máximo, cabendo ao órgão julgador, à luz do caso concreto, fixar o quantum a ser exasperado. A propósito, cumpre mencionar, verbis: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. SUPOSTA UTILIZAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO ABSTRATA PARA FIXAR A PENA-BASE EM PATAMAR MÁXIMO. DOSIMETRIA DA PENA PAUTADA À LUZ DO CASO CONCRETO. ILEGALIDADE NÃO VERIFICADA. AUSÊNCIA DE VALORAÇÃO NEGATIVA DE TODOS OS VETORES PREVISTOS NO ART. 59 DO CP. DESNECESSIDADE. EXASPERAÇÃO DA PENA ASSENTADA UNICAMENTE NA MAIOR REPROVAÇÃO DA CONDUTA. POSSIBILIDADE. RECURSO DESPROVIDO. 1. É adequada e suficiente a fundamentação que exaspera a pena-base em razão da intensa ação do paciente em todas as fases do crime. 2. A exasperação da reprimenda assentada unicamente na maior reprovação da conduta não destoa da ordem jurídica, pois a fixação da pena em patamar máximo, consoante jurisprudência desta Corte, prescinde da avaliação negativa de todas as vetoriais do art. 59 do CP. 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido.” (RHC 140.539, Segunda Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 19/9/2017). “EMENTA DIREITO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. APROPRIAÇÃO INDÉBITA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP ARBITRARIEDADE. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como corrigir, eventualmente, discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Tanto a concorrência de diversas vetoriais negativas como a existência de uma única vetorial negativa de especial gravidade autorizam pena base bem acima do mínimo legal. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático- probatório que leva à fixação das penas. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.” (RHC 101.576, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 14/8/2012). Noutro giro, diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 20/11/2018, não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n.º 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 4/3/2015). 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP ARBITRARIEDADE. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como corrigir, eventualmente, discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Tanto a concorrência de diversas vetoriais negativas como a existência de uma única vetorial negativa de especial gravidade autorizam pena base bem acima do mínimo legal. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático- probatório que leva à fixação das penas. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.” (RHC 101.576, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 14/8/2012). Noutro giro, diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 20/11/2018, não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n.º 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 4/3/2015). 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC nº 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/3/2016). 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC nº 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/3/2016). 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP Por fim, impende destacar que esta Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP Por fim, impende destacar que esta Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/7/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/7/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F46-F4E6-F7F1-DDFF e senha 2AF3-47DE-D16A-E27C Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F46-F4E6-F7F1-DDFF e senha 2AF3-47DE-D16A-E27C Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6251-56A0-1C72-82BB e senha 16AF-D33D-8C1F-A541 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6251-56A0-1C72-82BB e senha 16AF-D33D-8C1F-A541 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384583
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI Nº 11.343/06. REDISCUSSÃO DOS CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. DISCRICIONARIEDADE MOTIVADA DO JUÍZO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, são, em regra, insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 3. In casu, o recorrente foi condenado à pena de 29 (vinte e nove) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33, c/c artigo 40, I, por duas vezes, e 35 da Lei nº 11.343/06. Foram apreendidos 2.170kg (dois mil, cento e setenta quilogramas) de cocaína em 30/09/2007, além de 11kg (onze quilogramas) de cocaína para remessa ao exterior em 08/11/2007. 4. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes: HC 135.129-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 22/02/2018 e HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido.
sjur407440
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 114650 (1ªT), RHC 114965 (1ªT), RHC 115213 (1ªT), HC 116531 (1ªT), RHC 100837 AgR (1ªT), HC 122688 AgR (1ªT), HC 128754 (2ªT). (HC, SUCEDÂNEO, RECURSO, REVISÃO CRIMINAL) RHC 125077 AgR (1ªT), HC 132103 AgR (2ªT), HC 133648 AgR (1ªT), HC 135129 AgR (1ªT). (REITERAÇÃO, ARGUMENTO, DECISÃO AGRAVADA) HC 122904 AgR (1ªT), RHC 124487 AgR (1ªT), HC 136071 AgR (2ªT). (DOSIMETRIA DA PENA, DISCRICIONARIEDADE, JUIZ) RHC 101576 (1ªT), HC 132475 AgR (1ªT), RHC 140539 (2ªT). Número de páginas: 23. Análise: 03/12/2019, KBP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
167350
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 ART-00035 ART-00040 INC-00001\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 167350 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI n 11.343/06. REDISCUSSÃO DOS CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. DISCRICIONARIEDADE MOTIVADA DO JUÍZO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, são, em regra, insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC n 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013, e RHC n 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 3. In casu, o recorrente foi condenado à pena de 29 (vinte e nove) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33, c/c artigo 40, I, por duas vezes, e 35 da Lei n 11.343/06. Foram apreendidos 2.170kg (dois mil, cento e setenta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D31-AA04-93A4-53DE e senha 7E45-8586-45CE-C16C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão HC 167350 AGR / SP quilogramas) de cocaína em 30/09/2007, além de 11kg (onze quilogramas) de cocaína para remessa ao exterior em 08/11/2007. 4. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes: HC 135.129-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 22/02/2018 e HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 13/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D31-AA04-93A4-53DE e senha 7E45-8586-45CE-C16C Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP quilogramas) de cocaína em 30/09/2007, além de 11kg (onze quilogramas) de cocaína para remessa ao exterior em 08/11/2007. 4. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes: HC 135.129-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 22/02/2018 e HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 7 a 13/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D31-AA04-93A4-53DE e senha 7E45-8586-45CE-C16C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento ao habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI n 11.343/06. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.” Colhe-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 30 (trinta) anos de reclusão, em regime inicial fechado, em razão da prática dos crimes tipificados nos artigos 33, c/c artigo 40, I, por duas vezes, e 35 da Lei n 11.343/06. Em sede recursal, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso da defesa, mantendo integralmente a sentença. Irresignada, a defesa opôs embargos infringentes, os quais foram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento ao habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI n 11.343/06. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.” Colhe-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 30 (trinta) anos de reclusão, em regime inicial fechado, em razão da prática dos crimes tipificados nos artigos 33, c/c artigo 40, I, por duas vezes, e 35 da Lei n 11.343/06. Em sede recursal, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso da defesa, mantendo integralmente a sentença. Irresignada, a defesa opôs embargos infringentes, os quais foram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório HC 167350 AGR / SP acolhidos para redimensionar a pena para 29 (vinte e nove) anos e 02 (dois) meses de reclusão, mantidos os demais termos da sentença. Ato contínuo, foi interposto recurso especial, o qual foi inadmitido na origem, ensejando a interposição de agravo em recurso especial dirigido ao Superior Tribunal de Justiça, o qual restou desprovido. Contra esse decisum, a defesa interpôs agravo regimental. Contudo, não obteve êxito. Sobreveio a impetração deste writ, no qual apontou a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena. Alegou que “embora a própria lei não estabeleça frações de aumento da pena-base, para evitar arbitrariedades, a jurisprudência do próprio Tribunal Superior impetrado preconiza que o quantum de aumento deve ser fixado na fração de 1/6 da pena mínima cominada ao crime para cada circunstância judicial negativada”. O habeas corpus teve o seguimento negado, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio a interposição do presente agravo regimental, no qual o recorrente repete os argumentos da petição inicial em relação à dosimetria da pena. Aduz que “a jurisprudência desse e. Supremo Tribunal Federal tem admitido, como regra, a utilização do habeas corpus mesmo após o trânsito em julgado da condenação, se o impetrante apontar ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a concessão da ordem de ofício”. Argumenta que “a elevação da pena-base, ainda que mantido o sopesamento negativo da culpabilidade e das circunstâncias do delito, se mostrou desproporcional”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP acolhidos para redimensionar a pena para 29 (vinte e nove) anos e 02 (dois) meses de reclusão, mantidos os demais termos da sentença. Ato contínuo, foi interposto recurso especial, o qual foi inadmitido na origem, ensejando a interposição de agravo em recurso especial dirigido ao Superior Tribunal de Justiça, o qual restou desprovido. Contra esse decisum, a defesa interpôs agravo regimental. Contudo, não obteve êxito. Sobreveio a impetração deste writ, no qual apontou a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena. Alegou que “embora a própria lei não estabeleça frações de aumento da pena-base, para evitar arbitrariedades, a jurisprudência do próprio Tribunal Superior impetrado preconiza que o quantum de aumento deve ser fixado na fração de 1/6 da pena mínima cominada ao crime para cada circunstância judicial negativada”. O habeas corpus teve o seguimento negado, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio a interposição do presente agravo regimental, no qual o recorrente repete os argumentos da petição inicial em relação à dosimetria da pena. Aduz que “a jurisprudência desse e. Supremo Tribunal Federal tem admitido, como regra, a utilização do habeas corpus mesmo após o trânsito em julgado da condenação, se o impetrante apontar ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a concessão da ordem de ofício”. Argumenta que “a elevação da pena-base, ainda que mantido o sopesamento negativo da culpabilidade e das circunstâncias do delito, se mostrou desproporcional”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório HC 167350 AGR / SP Afirma que “embora tenha havido uma importante diferença na quantidade de entorpecente relacionada aos dois delitos de tráfico (2.170 Kg no primeiro delito e 11 Kg no segundo delito), este fator foi ignorado (em franca contrariedade ao disposto no art. 42 da Lei n 11.343/2006), na medida em que a pena-base foi imposta, nos dois casos, no patamar de 10 anos”. Sustenta que “havendo apenas duas circunstâncias judiciais negativas, dentre as oito previstas no art. 59 do Código Penal, é desproporcional o aumento da pena-base que ultrapassa, de maneira tão exacerbada, o mínimo legal, mormente quando foi desconsiderada a quantidade de entorpecente apreendida”. Ao final, formula pedido recursal nos seguintes termos, in verbis: “Ante o exposto, requer: a) nos termos do § 2... do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para que seja parcialmente concedida a ordem pleiteada, sendo reduzida a pena-base imposta ao paciente em face das duas condenações por tráfico; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido ao colegiado competente; c) ao colegiado competente, que reforme a decisão agravada, para que seja parcialmente concedida a ordem pleiteada, sendo reduzida a pena-base imposta ao paciente em face das duas condenações por tráfico.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP Afirma que “embora tenha havido uma importante diferença na quantidade de entorpecente relacionada aos dois delitos de tráfico (2.170 Kg no primeiro delito e 11 Kg no segundo delito), este fator foi ignorado (em franca contrariedade ao disposto no art. 42 da Lei n 11.343/2006), na medida em que a pena-base foi imposta, nos dois casos, no patamar de 10 anos”. Sustenta que “havendo apenas duas circunstâncias judiciais negativas, dentre as oito previstas no art. 59 do Código Penal, é desproporcional o aumento da pena-base que ultrapassa, de maneira tão exacerbada, o mínimo legal, mormente quando foi desconsiderada a quantidade de entorpecente apreendida”. Ao final, formula pedido recursal nos seguintes termos, in verbis: “Ante o exposto, requer: a) nos termos do § 2... do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para que seja parcialmente concedida a ordem pleiteada, sendo reduzida a pena-base imposta ao paciente em face das duas condenações por tráfico; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido ao colegiado competente; c) ao colegiado competente, que reforme a decisão agravada, para que seja parcialmente concedida a ordem pleiteada, sendo reduzida a pena-base imposta ao paciente em face das duas condenações por tráfico.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4725-2FDC-EBF0-C2C3 e senha 5159-D914-56D2-C432 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado na decisão monocrática, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Não obstante os esforços perpetrados pelo ora agravante, não constato fundamentos suficientes a infirmar a decisão agravada, cuja conclusão mantenho. Na hipótese, observo que o decisum agravado foi claro ao asseverar: a) não haver nenhuma ilegalidade na exasperação da pena- base acima do mínimo legal, haja vista que, ao contrário do que alega a defesa, o aumento não foi fundado na quantidade de droga apreendida e b) não existir vínculo objetivo entre as condutas – praticadas em cidades distantes e em intervalo superior a 30 dias. Confira-se, no que interessa (fls. 4.747-4.751, grifos no original): ‘I. Pena-base No que tange à pretendida redução da pena-base imposta em relação ao delito de tráfico de drogas, cumpre salientar que a fixação da pena é regulada por princípios e regras constitucionais e legais previstos, respectivamente, nos arts. 5..., Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado na decisão monocrática, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. In casu, o Superior Tribunal de Justiça fundamentou a decisão nos seguintes termos, naquilo que interessa: “Não obstante os esforços perpetrados pelo ora agravante, não constato fundamentos suficientes a infirmar a decisão agravada, cuja conclusão mantenho. Na hipótese, observo que o decisum agravado foi claro ao asseverar: a) não haver nenhuma ilegalidade na exasperação da pena- base acima do mínimo legal, haja vista que, ao contrário do que alega a defesa, o aumento não foi fundado na quantidade de droga apreendida e b) não existir vínculo objetivo entre as condutas – praticadas em cidades distantes e em intervalo superior a 30 dias. Confira-se, no que interessa (fls. 4.747-4.751, grifos no original): ‘I. Pena-base No que tange à pretendida redução da pena-base imposta em relação ao delito de tráfico de drogas, cumpre salientar que a fixação da pena é regulada por princípios e regras constitucionais e legais previstos, respectivamente, nos arts. 5..., Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP XLVI, da Constituição Federal, 59 do Código Penal e 387 do Código de Processo Penal. Todos esses dispositivos remetem o aplicador do direito à individualização da medida concreta para que, então, seja eleito o quantum de pena a ser aplicada ao condenado criminalmente, visando à prevenção e à repressão do delito perpetrado. Assim, para chegar a uma aplicação justa da lei penal, o sentenciante, dentro dessa discricionariedade juridicamente vinculada, deve atentar para as singularidades do caso concreto, cumprindo-lhe, na primeira etapa do procedimento trifásico, guiar-se pelas circunstâncias relacionadas no caput do art. 59 do Código Penal, as quais não deve se furtar de analisar individualmente. São elas: culpabilidade; antecedentes; conduta social; personalidade do agente; motivos, circunstâncias e consequências do crime; comportamento da vítima. Contudo, não se pode olvidar que, tratando-se de crime previsto na Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) – como ocorre na espécie –, o juiz deve considerar, ainda e com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, bem como a personalidade e a conduta social do agente, a teor do estabelecido no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. No caso, verifico que o Juiz sentenciante justificou a majoração das pena-base do delito de tráfico de drogas, pelos seguintes fundamentos (fls. 3.569-3.570): ‘a) Tráfico - fato ocorrido em 30/09/2007 […] As circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que EDUARDO é um dos líderes do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil. Bem sopesadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 10 anos de reclusão e pagamento de 1.000 dias-multa [...] b) Tráfico - fato ocorrido em 08/11/2007 [...] As circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que EDUARDO é um dos líderes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP XLVI, da Constituição Federal, 59 do Código Penal e 387 do Código de Processo Penal. Todos esses dispositivos remetem o aplicador do direito à individualização da medida concreta para que, então, seja eleito o quantum de pena a ser aplicada ao condenado criminalmente, visando à prevenção e à repressão do delito perpetrado. Assim, para chegar a uma aplicação justa da lei penal, o sentenciante, dentro dessa discricionariedade juridicamente vinculada, deve atentar para as singularidades do caso concreto, cumprindo-lhe, na primeira etapa do procedimento trifásico, guiar-se pelas circunstâncias relacionadas no caput do art. 59 do Código Penal, as quais não deve se furtar de analisar individualmente. São elas: culpabilidade; antecedentes; conduta social; personalidade do agente; motivos, circunstâncias e consequências do crime; comportamento da vítima. Contudo, não se pode olvidar que, tratando-se de crime previsto na Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) – como ocorre na espécie –, o juiz deve considerar, ainda e com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, bem como a personalidade e a conduta social do agente, a teor do estabelecido no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. No caso, verifico que o Juiz sentenciante justificou a majoração das pena-base do delito de tráfico de drogas, pelos seguintes fundamentos (fls. 3.569-3.570): ‘a) Tráfico - fato ocorrido em 30/09/2007 […] As circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que EDUARDO é um dos líderes do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil. Bem sopesadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 10 anos de reclusão e pagamento de 1.000 dias-multa [...] b) Tráfico - fato ocorrido em 08/11/2007 [...] As circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que EDUARDO é um dos líderes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil. Bem sopesadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 10 anos de reclusão e pagamento de 1.000 dias-multa.’ Segundo entendimento consolidado no Supremo Tribunal Federal, ‘A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias’ (HC n. 122.184/PE, Rel. Ministra Rosa Weber, 1... T., DJe 5/3/2015, grifei), situação que, no entanto, não ficou caracterizada nos autos. Pelos trechos anteriormente transcritos, ao contrário do alegado pela defesa, observo que o Juiz sentenciante embasou a majoração das reprimendas em fundamentos diversos da quantidade de drogas apreendidas, argumentos estes que são idênticos a ambos os crimes praticados pelo réu. Assim, não constato violação legal na fixação das penas-base em patamares idênticos, especialmente por estar a matéria (frise-se) sujeita à discricionariedade judicial. Nesse contexto, devem ser mantidas inalteradas as reprimendas-base aplicadas ao agravante. II. Continuidade delitiva No caso, a Corte local manteve o reconhecimento do concurso material, com base nos seguintes argumentos (fl. 4.463, grifei): ‘Com efeito, as condutas delituosas foram praticadas em cidades diversas (Rio de Janeiro/RJ e Santos/SP), distantes entre si (Estados diversos), em momentos diferentes (30/09/2007 e 08/11/2007). Até mesmo os comparsas foram diferentes em cada apreensão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil. Bem sopesadas as circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 10 anos de reclusão e pagamento de 1.000 dias-multa.’ Segundo entendimento consolidado no Supremo Tribunal Federal, ‘A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias’ (HC n. 122.184/PE, Rel. Ministra Rosa Weber, 1... T., DJe 5/3/2015, grifei), situação que, no entanto, não ficou caracterizada nos autos. Pelos trechos anteriormente transcritos, ao contrário do alegado pela defesa, observo que o Juiz sentenciante embasou a majoração das reprimendas em fundamentos diversos da quantidade de drogas apreendidas, argumentos estes que são idênticos a ambos os crimes praticados pelo réu. Assim, não constato violação legal na fixação das penas-base em patamares idênticos, especialmente por estar a matéria (frise-se) sujeita à discricionariedade judicial. Nesse contexto, devem ser mantidas inalteradas as reprimendas-base aplicadas ao agravante. II. Continuidade delitiva No caso, a Corte local manteve o reconhecimento do concurso material, com base nos seguintes argumentos (fl. 4.463, grifei): ‘Com efeito, as condutas delituosas foram praticadas em cidades diversas (Rio de Janeiro/RJ e Santos/SP), distantes entre si (Estados diversos), em momentos diferentes (30/09/2007 e 08/11/2007). Até mesmo os comparsas foram diferentes em cada apreensão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP A figura da continuidade delitiva, prevista no artigo 71 do Código Penal, na realidade, nada mais é do que um concurso material de crimes, a que o legislador, por questão de política criminal, pretendeu como crime único. Todavia, a liberalidade legislativa encontra limitações na exigência de determinados requisitos legais, quais sejam: a existência de duas ou mais condutas delituosas da mesma espécie; idênticas condições de tempo e lugar; identidade de formas de execução e outras semelhanças. As ações subsequentes devem ser havidas como continuação da primeira. Cuida-se, pois, de uma figura de ficção legal. Quando se verifica, de plano, a inexistência de prolongamento de ação, sendo objetivamente autônomas as diversas condutas, deve ser afastada a ficção legal da continuidade delitiva. In casu, não há como reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de narcotráfico cometidos nos dias 30/09/2007 e 08/11/2007 (art. 33, da Lei n 11.343/2006), pela ausência de requisitos legais do artigo 71, do Código Penal. Os crimes de tráfico de drogas ocorreram em cidades distantes (Estados diversos), de molde que falta o requisito espacial para reconhecimento da continuidade delitiva. Além disso, os delitos foram praticados em intervalo superior a trinta dias, período máximo que a jurisprudência aceita para fins de crime continuado e, assim, ausente também o requisito legal temporal.’ Conforme entendimento consolidado nesta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal), é necessário que estejam preenchidos, cumulativamente, os requisitos de ordem objetiva (pluralidade de ações, mesmas condições de tempo, lugar e modo de execução) e o de ordem subjetiva, assim entendido como a unidade de desígnios ou o vínculo subjetivo havido entre os eventos delituosos. Vale dizer, adotou-se a Teoria Mista ou Objetivo-subjetiva. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP A figura da continuidade delitiva, prevista no artigo 71 do Código Penal, na realidade, nada mais é do que um concurso material de crimes, a que o legislador, por questão de política criminal, pretendeu como crime único. Todavia, a liberalidade legislativa encontra limitações na exigência de determinados requisitos legais, quais sejam: a existência de duas ou mais condutas delituosas da mesma espécie; idênticas condições de tempo e lugar; identidade de formas de execução e outras semelhanças. As ações subsequentes devem ser havidas como continuação da primeira. Cuida-se, pois, de uma figura de ficção legal. Quando se verifica, de plano, a inexistência de prolongamento de ação, sendo objetivamente autônomas as diversas condutas, deve ser afastada a ficção legal da continuidade delitiva. In casu, não há como reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de narcotráfico cometidos nos dias 30/09/2007 e 08/11/2007 (art. 33, da Lei n 11.343/2006), pela ausência de requisitos legais do artigo 71, do Código Penal. Os crimes de tráfico de drogas ocorreram em cidades distantes (Estados diversos), de molde que falta o requisito espacial para reconhecimento da continuidade delitiva. Além disso, os delitos foram praticados em intervalo superior a trinta dias, período máximo que a jurisprudência aceita para fins de crime continuado e, assim, ausente também o requisito legal temporal.’ Conforme entendimento consolidado nesta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal), é necessário que estejam preenchidos, cumulativamente, os requisitos de ordem objetiva (pluralidade de ações, mesmas condições de tempo, lugar e modo de execução) e o de ordem subjetiva, assim entendido como a unidade de desígnios ou o vínculo subjetivo havido entre os eventos delituosos. Vale dizer, adotou-se a Teoria Mista ou Objetivo-subjetiva. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP Assim, para o reconhecimento da unidade continuada de fatos típicos, deve haver necessariamente uma relação de continuação entre o primeiro fato narrado e os subsequentes, caso contrário, estará configurada a reiteração criminosa. Como bem explicou Juarez Cirino dos Santos: ‘Sob a égide do antigo paradigma causal de fato punível, o critério para determinar a relação de continuação deveria ser, necessariamente, objetivo e, por isso, a relação de continuação de fatos típicos deveria ser interpretada de um ponto de vista objetivo. Mas adotado pelo legislador o sistema finalista como paradigma da parte geral do Código Penal, a estrutura das ações típicas continuadas – como, aliás, a estrutura de qualquer ação típica, inclusive das ações em concorrência material e formal – é constituída de elementos objetivos e subjetivos, cujo exame é necessário para determinar não só a existência de crimes da mesma espécie, mas, também, para verificar a existência da relação de continuação da ação típica anterior através das ações típicas posteriores. Em conclusão: o novo modelo de estrutura do fato punível e, portanto, o novo paradigma objetivo-subjetivo de construção e de interpretação do sistema legal requerem nova leitura do critério do legislador, capaz de integrar as dimensões objetiva e subjetiva do fato punível no conceito de fato punível continuado’ (SANTOS, Juarez Cirino dos. A Moderna Teoria do Fato Punível. 2.... ed. Rio de Janeiro: Revan, 2002, p. 294). Dessa forma, para o reconhecimento e a aplicação do instituto do crime continuado, o Superior Tribunal de Justiça exige a concomitância de exigências de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, espaço e modus operandi – e de ordem subjetiva – unidade de desígnios. Com efeito, no caso, a Corte de origem expressamente concluiu pela inexistência do requisito objetivo – delitos cometidos em cidades distantes e em intervalo de tempo superior a 30 dias – necessário para a configuração da continuidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP Assim, para o reconhecimento da unidade continuada de fatos típicos, deve haver necessariamente uma relação de continuação entre o primeiro fato narrado e os subsequentes, caso contrário, estará configurada a reiteração criminosa. Como bem explicou Juarez Cirino dos Santos: ‘Sob a égide do antigo paradigma causal de fato punível, o critério para determinar a relação de continuação deveria ser, necessariamente, objetivo e, por isso, a relação de continuação de fatos típicos deveria ser interpretada de um ponto de vista objetivo. Mas adotado pelo legislador o sistema finalista como paradigma da parte geral do Código Penal, a estrutura das ações típicas continuadas – como, aliás, a estrutura de qualquer ação típica, inclusive das ações em concorrência material e formal – é constituída de elementos objetivos e subjetivos, cujo exame é necessário para determinar não só a existência de crimes da mesma espécie, mas, também, para verificar a existência da relação de continuação da ação típica anterior através das ações típicas posteriores. Em conclusão: o novo modelo de estrutura do fato punível e, portanto, o novo paradigma objetivo-subjetivo de construção e de interpretação do sistema legal requerem nova leitura do critério do legislador, capaz de integrar as dimensões objetiva e subjetiva do fato punível no conceito de fato punível continuado’ (SANTOS, Juarez Cirino dos. A Moderna Teoria do Fato Punível. 2.... ed. Rio de Janeiro: Revan, 2002, p. 294). Dessa forma, para o reconhecimento e a aplicação do instituto do crime continuado, o Superior Tribunal de Justiça exige a concomitância de exigências de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, espaço e modus operandi – e de ordem subjetiva – unidade de desígnios. Com efeito, no caso, a Corte de origem expressamente concluiu pela inexistência do requisito objetivo – delitos cometidos em cidades distantes e em intervalo de tempo superior a 30 dias – necessário para a configuração da continuidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP delitiva. Assim, o que se observa, na verdade, é a prática de atos independentes, característicos da reiteração criminosa, em que deve incidir a regra do concurso material, e não a da continuidade delitiva. E, consoante orientação desta Corte Superior e do Supremo Tribunal Federal, a reiteração indicativa de delinquência habitual ou profissional é suficiente para afastar a caracterização do crime continuado.’ Portanto, ausentes fatos novos ou teses jurídicas diversas que permitam a análise do caso sob outro enfoque, deve ser mantida a decisão agravada.” Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Deveras, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a fixação do quantum a ser aplicado para as causas de aumento e diminuição da pena são, em regra, insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1... E § 2..., II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP delitiva. Assim, o que se observa, na verdade, é a prática de atos independentes, característicos da reiteração criminosa, em que deve incidir a regra do concurso material, e não a da continuidade delitiva. E, consoante orientação desta Corte Superior e do Supremo Tribunal Federal, a reiteração indicativa de delinquência habitual ou profissional é suficiente para afastar a caracterização do crime continuado.’ Portanto, ausentes fatos novos ou teses jurídicas diversas que permitam a análise do caso sob outro enfoque, deve ser mantida a decisão agravada.” Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Deveras, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a fixação do quantum a ser aplicado para as causas de aumento e diminuição da pena são, em regra, insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1... E § 2..., II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC n 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC n 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 122.688-AgR, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 10/6/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2...), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC n 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC n 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 122.688-AgR, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 10/6/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2...), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC n 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada” (HC 128.754, Segunda Turma, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 11/5/2016). Na espécie, convém destacar que o Juízo de origem, ao realizar a dosimetria da pena, assentou que “as circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil”. Ademais, o Tribunal a quo ressaltou, ainda, que “ao contrário do alegado pela defesa, observo que o Juiz sentenciante embasou a majoração das reprimendas em fundamentos diversos da quantidade de drogas apreendidas, argumentos estes que são idênticos a ambos os crimes praticados pelo réu. Assim, não constato violação legal na fixação das penas-base em patamares idênticos”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC n 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada” (HC 128.754, Segunda Turma, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 11/5/2016). Na espécie, convém destacar que o Juízo de origem, ao realizar a dosimetria da pena, assentou que “as circunstâncias dos delitos corroboram a tese da acusação, no sentido de que do grupo criminoso organizado. A atividade de tráfico foi ampla e complexa, incluindo a utilização de bases no exterior e logística de transporte no Brasil”. Ademais, o Tribunal a quo ressaltou, ainda, que “ao contrário do alegado pela defesa, observo que o Juiz sentenciante embasou a majoração das reprimendas em fundamentos diversos da quantidade de drogas apreendidas, argumentos estes que são idênticos a ambos os crimes praticados pelo réu. Assim, não constato violação legal na fixação das penas-base em patamares idênticos”. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP Desta sorte, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. A propósito, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC 114.650, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2..., incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP Desta sorte, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. A propósito, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC 114.650, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2..., incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC n 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2..., a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC n 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013). Outrossim, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC n 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2..., a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC n 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013). Outrossim, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP sujeita a certa discricionariedade judicial motivada, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC n. 132.475, de relatoria da min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/8/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO habeas corpus. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. dosimetria. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida 57 kg de maconha'. 5. A tese defensiva de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido.” Demais disso, releva destacar que o Superior Tribunal de Justiça consignou que “segundo entendimento consolidado no Supremo Tribunal 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP sujeita a certa discricionariedade judicial motivada, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC n. 132.475, de relatoria da min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/8/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO habeas corpus. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. dosimetria. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida 57 kg de maconha'. 5. A tese defensiva de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido.” Demais disso, releva destacar que o Superior Tribunal de Justiça consignou que “segundo entendimento consolidado no Supremo Tribunal 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP Federal, ‘a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados [...]’”. Deveras, o referido decisum, mutatis mutandis, não diverge da posição deste Supremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento no sentido da prescindibilidade de valoração negativa de todas as circunstâncias judiciais para fixação da pena em patamar máximo, cabendo ao órgão julgador, à luz do caso concreto, fixar o quantum a ser exasperado. A propósito, cumpre mencionar, verbis: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. SUPOSTA UTILIZAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO ABSTRATA PARA FIXAR A PENA-BASE EM PATAMAR MÁXIMO. DOSIMETRIA DA PENA PAUTADA À LUZ DO CASO CONCRETO. ILEGALIDADE NÃO VERIFICADA. AUSÊNCIA DE VALORAÇÃO NEGATIVA DE TODOS OS VETORES PREVISTOS NO ART. 59 DO Código Penal Brasileiro. DESNECESSIDADE. EXASPERAÇÃO DA PENA ASSENTADA UNICAMENTE NA MAIOR REPROVAÇÃO DA CONDUTA. POSSIBILIDADE. RECURSO DESPROVIDO. 1. É adequada e suficiente a fundamentação que exaspera a pena-base em razão da intensa ação do paciente em todas as fases do crime. 2. A exasperação da reprimenda assentada unicamente na maior reprovação da conduta não destoa da ordem jurídica, pois a fixação da pena em patamar máximo, consoante jurisprudência desta Corte, prescinde da avaliação negativa de todas as vetoriais do art. 59 do Código Penal Brasileiro. 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido.” (RHC 140.539, Segunda Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 19/9/2017). “EMENTA DIREITO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. APROPRIAÇÃO INDÉBITA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP Federal, ‘a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas e às Cortes Superiores, em grau recursal, o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados [...]’”. Deveras, o referido decisum, mutatis mutandis, não diverge da posição deste Supremo Tribunal Federal, porquanto esta Corte sufraga o entendimento no sentido da prescindibilidade de valoração negativa de todas as circunstâncias judiciais para fixação da pena em patamar máximo, cabendo ao órgão julgador, à luz do caso concreto, fixar o quantum a ser exasperado. A propósito, cumpre mencionar, verbis: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. SUPOSTA UTILIZAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO ABSTRATA PARA FIXAR A PENA-BASE EM PATAMAR MÁXIMO. DOSIMETRIA DA PENA PAUTADA À LUZ DO CASO CONCRETO. ILEGALIDADE NÃO VERIFICADA. AUSÊNCIA DE VALORAÇÃO NEGATIVA DE TODOS OS VETORES PREVISTOS NO ART. 59 DO Código Penal Brasileiro. DESNECESSIDADE. EXASPERAÇÃO DA PENA ASSENTADA UNICAMENTE NA MAIOR REPROVAÇÃO DA CONDUTA. POSSIBILIDADE. RECURSO DESPROVIDO. 1. É adequada e suficiente a fundamentação que exaspera a pena-base em razão da intensa ação do paciente em todas as fases do crime. 2. A exasperação da reprimenda assentada unicamente na maior reprovação da conduta não destoa da ordem jurídica, pois a fixação da pena em patamar máximo, consoante jurisprudência desta Corte, prescinde da avaliação negativa de todas as vetoriais do art. 59 do Código Penal Brasileiro. 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido.” (RHC 140.539, Segunda Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 19/9/2017). “EMENTA DIREITO PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. APROPRIAÇÃO INDÉBITA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP ARBITRARIEDADE. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como corrigir, eventualmente, discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Tanto a concorrência de diversas vetoriais negativas como a existência de uma única vetorial negativa de especial gravidade autorizam pena base bem acima do mínimo legal. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático- probatório que leva à fixação das penas. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.” (RHC 101.576, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 14/8/2012). Noutro giro, diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 20/11/2018, não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel. Min. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n. 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 4/3/2015). 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP ARBITRARIEDADE. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como corrigir, eventualmente, discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. Tanto a concorrência de diversas vetoriais negativas como a existência de uma única vetorial negativa de especial gravidade autorizam pena base bem acima do mínimo legal. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático- probatório que leva à fixação das penas. Recurso ordinário em habeas corpus não provido.” (RHC 101.576, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 14/8/2012). Noutro giro, diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 20/11/2018, não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel. Min. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n. 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 4/3/2015). 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC n 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/3/2016). 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC n 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/3/2016). 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP Por fim, impende destacar que esta Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP Por fim, impende destacar que esta Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 167350 AGR / SP forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1.../7/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Supremo Tribunal Federal HC 167350 AGR / SP forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1.../7/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B80-416D-EB4D-41B1 e senha BBE4-CF65-3CE2-5338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F46-F4E6-F7F1-DDFF e senha 2AF3-47DE-D16A-E27C Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F46-F4E6-F7F1-DDFF e senha 2AF3-47DE-D16A-E27C Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6251-56A0-1C72-82BB e senha 16AF-D33D-8C1F-A541 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.350 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6251-56A0-1C72-82BB e senha 16AF-D33D-8C1F-A541 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 167 . 350", "HC n 114 . 650", "RHC n 115 . 213", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "RHC n 100 . 837 - AgR", "HC 167350 AGR / SP", "HC 135 . 129 - AgR", "HC n 132 . 103", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 167350 AGR / SP", "HC 135 . 129 - AgR", "HC n 132 . 103", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HABEAS CORPUS 167 . 350 SÃO", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 167 . 350", "HABEAS CORPUS 167 . 350", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HC n . 122 . 184 / PE", "HC 167350 AGR / SP", "HC n . 122 . 184 / PE", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HC 167350 AGR / SP", "HC n 114 . 650", "RHC n 115 . 213", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "RHC n 100 .", "-", "AgR", "HC 122 . 688 - AgR", "HC 167350 AGR / SP", "HC n 114 . 650", "RHC n 115 . 213", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "RHC n 100 . 837 - AgR", "HC 122 . 688 - AgR", "HC 167350 AGR / SP", "HC n 125 . 077MS - AgR", "HC 128 . 754", "HC 167350 AGR / SP", "HC n 125 . 077MS - AgR", "HC 128 . 754", "HC 167350 AGR / SP", "HC 114 . 650", "HC 167350 AGR / SP", "HC 114 . 650", "HC 167350 AGR / SP", "RHC n 114 . 965", "HC n", "HC 167350 AGR / SP", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "HC 167350 AGR /", "HC n . 132 . 475", "HC 112 . 645 / TO", "HC 167350 AGR / SP", "HC n . 132 . 475", "HC 112 . 645 / TO", "HC 167350 AGR / SP", "RHC 140 . 539", "HC 167350 AGR / SP", "RHC 140 . 539", "HC 167350 AGR / SP", "RHC 101 . 576", "HC 119515", "RHC n . 12 . 5077 -", "HC 167350 AGR / SP", "RHC 101 . 576", "HC 119515", "RHC n . 12 . 5077 - AgR", "HC 167350 AGR / SP", "HC n 133 . 648 - AgR", "HC n 132 . 103", "HC 167350 AGR / SP", "HC n 133 . 648 - AgR", "HC n 132 . 103", "HC 167350 AGR / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 167350 AGR / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 167350 AGR", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 167350 AGR / SP", ".", "904", "-", "AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HABEAS CORPUS 167 . 350", "HABEAS CORPUS 167 . 350", "HABEAS CORPUS 167 . 350", "HABEAS CORPUS 167 . 350" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGOS 33 E 35 DA LEI n 11 . 343 / 06", "artigos 33 , c / c artigo 40 , I , por duas vezes , e 35 da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 33 E 35 DA LEI n 11 . 343 / 06", "artigos 33 , c / c artigo 40 , I , por duas vezes , e 35 da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 33 E 35 DA LEI n 11 . 343 / 06", "artigos 33 , c / c artigo 40 , I , por duas vezes , e 35 da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "art . 42 da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "XLVI , da Constituição Federal", "59 do Código Penal", "387 do Código de Processo Penal", "art . 59 do Código Penal", "Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "art . 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "XLVI , da Constituição Federal", "59 do Código Penal", "387 do Código de Processo Penal", "caput", "art . 59 do Código Penal", "Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "art . 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 do Código Penal", "art . 33 , da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 71 , do Código Penal", "art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 do Código Penal", "art . 33 , da Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 71 , do Código Penal", "art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 121 , § 1 . . . E § 2 . . . , II E IV , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 121 , § 1 . . . E § 2 . . . , II E IV , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição da República", "§", "Lei de", "CPP , art . 33 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição da República", "art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "CPP , art . 33 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da", "Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "art . 157 , § 2 . . . , incisos I , II e V , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "art . 157 , § 2 . . . , incisos I , II e V , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06", "INCISOS II e III DO ART . 40 DA LEI 11 . 343 / 06", "Código Penal", "§", "arts . 33 , § 2 . . . , a , e 44 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 06", "INCISOS II e III DO ART . 40 DA LEI 11 . 343 / 06", "Código Penal", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "arts . 33 , § 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 2006", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Código Penal", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 2006", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Código Penal", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código", "ART . 59 DO Código Penal Brasileiro", "art . 59 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "ART . 59 DO Código Penal Brasileiro", "art . 59 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 396 do CPP", "Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 396 do CPP", "Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 344 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 344 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Rio de Janeiro / RJ", "Santos", "/", "SP", "Brasil", "Rio de Janeiro / RJ", "Santos", "/ SP", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Revan", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Revan", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal 11", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal 11", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA", "LUIZ FUX", "EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA", "LUIZ FUX", "EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA", "LUIZ FUX", "EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EDUARDO", "EDUARDO", "EDUARDO", "EDUARDO", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Juarez Cirino dos Santos", "SANTOS , Juarez Cirino dos", "Juarez Cirino dos Santos", "SANTOS , Juarez Cirino dos", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Ayres Britto", "LUIZ FUX", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "EDUARDO ANTÔNIO ARISMENDY ECHEVARRIA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "14", "/", "08", "/", "2013", "26", "/", "06", "/", "2013", "27", "/", "06", "/", "2013", "11", "/", "06", "/", "2013", "03", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2007", "08", "/", "11", "/", "2007", "22", "/", "02", "/", "2018", "15", "/", "03", "/", "2016", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", "/", "07", "/", "2015", "7", "13", "/", "6", "/", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2007", "08", "/", "11", "/", "2007", "22", "/", "02", "/", "2018", "15", "/", "03", "/", "2016", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", "/", "07", "/", "2015", "7", "13", "/", "6", "/", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2007", "08", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2007", "08", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "3", "/", "2015", "30", "/", "09", "/", "2007", "08", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "3", "/", "2015", "30", "/", "09", "/", "2007", "08", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2007", "08", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "09", "/", "2007", "08", "/", "11", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2013", "26", "/", "06", "/", "2013", "27", "/", "06", "/", "2013", "11", ".", "06", ".", "13", "03", "/", "12", "/", "2014", "10", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2013", "26", "/", "06", "/", "2013", "27", "/", "06", "/", "2013", "11", ".", "06", ".", "13", "03", "/", "12", "/", "2014", "10", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "3", "/", "15", "11", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "3", "/", "15", "11", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "8", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "6", "/", "2013", "11", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "6", "/", "2013", "11", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "8", "/", "2016", "08", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "8", "/", "2016", "08", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "9", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "9", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "8", "/", "2012", "20", "/", "11", "/", "2018", "4", "/", "3", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "8", "/", "2012", "20", "/", "11", "/", "2018", "4", "/", "3", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "6", "/", "2016", "15", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "6", "/", "2016", "15", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "5", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "5", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) :NALIGIA CANDIDO DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GUARDA MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. INAPLICABILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E80-165D-B11E-FF29 e senha CCEA-76DC-A951-3127 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) :NALIGIA CANDIDO DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 2.4.2019, dei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de São Paulo e outro ao fundamento de inexistir direito do guarda municipal à aposentadoria especial (e-doc. 3). 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.4.2019, Manoel Bernardino de Carvalho Neto interpôs, em 2.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 4). 3. O agravante alega que, “em que pese os julgamentos dos MI’s n. 6770, 6773, 6780 e 6874, a decisão tomada não tem, automaticamente, eficácia erga omnes, de sorte a não atingir, de plano, todos os guardas municipais dos mais diversos Entes Políticos, mas, tão só, àqueles que impetraram as aludidas ações constitucionais” (fl. 4, e-doc. 4). Pondera: “como negar a atividade de risco da guarda civil quando nos referimos a cracolândia de São Paulo, como é possível afirmar que os guardas que ali combatem o tráfico de drogas, protegendo a população, não exercem atividade de risco, quantos guardas não morreram no exercício de suas funções defendendo a população no combate ao crime (…) resta comprovado que os guardas civis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE39-4046-6817-F817 e senha 97C6-608C-267B-44CF Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) :NALIGIA CANDIDO DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 2.4.2019, dei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de São Paulo e outro ao fundamento de inexistir direito do guarda municipal à aposentadoria especial (e-doc. 3). 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.4.2019, Manoel Bernardino de Carvalho Neto interpôs, em 2.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 4). 3. O agravante alega que, “em que pese os julgamentos dos MI’s n. 6770, 6773, 6780 e 6874, a decisão tomada não tem, automaticamente, eficácia erga omnes, de sorte a não atingir, de plano, todos os guardas municipais dos mais diversos Entes Políticos, mas, tão só, àqueles que impetraram as aludidas ações constitucionais” (fl. 4, e-doc. 4). Pondera: “como negar a atividade de risco da guarda civil quando nos referimos a cracolândia de São Paulo, como é possível afirmar que os guardas que ali combatem o tráfico de drogas, protegendo a população, não exercem atividade de risco, quantos guardas não morreram no exercício de suas funções defendendo a população no combate ao crime (…) resta comprovado que os guardas civis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE39-4046-6817-F817 e senha 97C6-608C-267B-44CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 1195735 AGR / SP municipais exercem atividades inequivocadamente perigosas, e assim, fazem jus à aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4º, inciso II, da CF” (sic, fl. 9, e- doc. 4). Requer o provimento do presente agravo. 4. Instituto de Previdência Municipal de São Paulo – IPREM e o Município de São Paulo requerem o não provimento do agravo regimental (e-doc. 8). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE39-4046-6817-F817 e senha 97C6-608C-267B-44CF Supremo Tribunal Federal RE 1195735 AGR / SP municipais exercem atividades inequivocadamente perigosas, e assim, fazem jus à aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4º, inciso II, da CF” (sic, fl. 9, e- doc. 4). Requer o provimento do presente agravo. 4. Instituto de Previdência Municipal de São Paulo – IPREM e o Município de São Paulo requerem o não provimento do agravo regimental (e-doc. 8). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE39-4046-6817-F817 e senha 97C6-608C-267B-44CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como assentado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que guarda municipal não tem direito a aposentadoria especial. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito administrativo. 3. Guarda municipal. Aposentadoria especial. 4. Periculosidade não inerente à atividade. 5. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante 33. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 1.133.887-AgR-segundo, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.3.2019). “Direito administrativo. Agravo interno em mandado de injunção. Guarda municipal. Alegada atividade de risco. Aposentadoria especial. 1. Diante do caráter aberto da expressão atividades de risco (art. 40, § 4º, II, da Constituição) e da relativa liberdade de conformação do legislador, somente há omissão inconstitucional quando a periculosidade seja inequivocamente inerente ao ofício. 2. A eventual exposição a situações de risco a que podem estar sujeitos os guardas municipais e, de resto, diversas outras categorias, não garante direito subjetivo constitucional à aposentadoria especial. 3. A percepção de gratificações ou adicionais de periculosidade, assim como o porte de arma de fogo, não são suficientes para reconhecer o direito à aposentadoria especial, em razão da autonomia entre o vínculo funcional e o previdenciário. 4. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7538-4477-59B3-149E e senha B80A-DAC2-33B7-5C1D Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como assentado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que guarda municipal não tem direito a aposentadoria especial. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito administrativo. 3. Guarda municipal. Aposentadoria especial. 4. Periculosidade não inerente à atividade. 5. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante 33. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 1.133.887-AgR-segundo, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.3.2019). “Direito administrativo. Agravo interno em mandado de injunção. Guarda municipal. Alegada atividade de risco. Aposentadoria especial. 1. Diante do caráter aberto da expressão atividades de risco (art. 40, § 4º, II, da Constituição) e da relativa liberdade de conformação do legislador, somente há omissão inconstitucional quando a periculosidade seja inequivocamente inerente ao ofício. 2. A eventual exposição a situações de risco a que podem estar sujeitos os guardas municipais e, de resto, diversas outras categorias, não garante direito subjetivo constitucional à aposentadoria especial. 3. A percepção de gratificações ou adicionais de periculosidade, assim como o porte de arma de fogo, não são suficientes para reconhecer o direito à aposentadoria especial, em razão da autonomia entre o vínculo funcional e o previdenciário. 4. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7538-4477-59B3-149E e senha B80A-DAC2-33B7-5C1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1195735 AGR / SP referido valor, em caso de decisão unânime (CPC, art. 1.021, §§ 4º e 5º)” (MI n. 6.515-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 6.12.2018). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7538-4477-59B3-149E e senha B80A-DAC2-33B7-5C1D Supremo Tribunal Federal RE 1195735 AGR / SP referido valor, em caso de decisão unânime (CPC, art. 1.021, §§ 4º e 5º)” (MI n. 6.515-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 6.12.2018). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7538-4477-59B3-149E e senha B80A-DAC2-33B7-5C1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) : NALIGIA CANDIDO DA COSTA (231467/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-621C-61A7-439B e senha 51A8-9E57-0E1E-50D4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) : NALIGIA CANDIDO DA COSTA (231467/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-621C-61A7-439B e senha 51A8-9E57-0E1E-50D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750262567
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GUARDA MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. INAPLICABILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur407376
- Acórdão(s) citado(s): (GUARDA MUNICIPAL, APOSENTADORIA ESPECIAL) MI 6515 AgR (TP), ARE 1133887 AgR-segundo (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 18/08/2019, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1195735
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1195735 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) : NALIGIA CANDIDO DA COSTA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) :NALIGIA CANDIDO DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GUARDA MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. INAPLICABILIDADE. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E80-165D-B11E-FF29 e senha CCEA-76DC-A951-3127 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) :NALIGIA CANDIDO DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 2.4.2019, dei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de São Paulo e outro ao fundamento de inexistir direito do guarda municipal à aposentadoria especial (e-doc. 3). 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.4.2019, Manoel Bernardino de Carvalho Neto interpôs, em 2.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 4). 3. O agravante alega que, “em que pese os julgamentos dos MI’s n. 6770, 6773, 6780 e 6874, a decisão tomada não tem, automaticamente, eficácia erga omnes, de sorte a não atingir, de plano, todos os guardas municipais dos mais diversos Entes Políticos, mas, tão só, àqueles que impetraram as aludidas ações constitucionais” (fl. 4, e-doc. 4). Pondera: “como negar a atividade de risco da guarda civil quando nos referimos a cracolândia de São Paulo, como é possível afirmar que os guardas que ali combatem o tráfico de drogas, protegendo a população, não exercem atividade de risco, quantos guardas não morreram no exercício de suas funções defendendo a população no combate ao crime (…) resta comprovado que os guardas civis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE39-4046-6817-F817 e senha 97C6-608C-267B-44CF Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) :NALIGIA CANDIDO DA COSTA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 2.4.2019, dei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de São Paulo e outro ao fundamento de inexistir direito do guarda municipal à aposentadoria especial (e-doc. 3). 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.4.2019, Manoel Bernardino de Carvalho Neto interpôs, em 2.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 4). 3. O agravante alega que, “em que pese os julgamentos dos MI’s n. 6770, 6773, 6780 e 6874, a decisão tomada não tem, automaticamente, eficácia erga omnes, de sorte a não atingir, de plano, todos os guardas municipais dos mais diversos Entes Políticos, mas, tão só, àqueles que impetraram as aludidas ações constitucionais” (fl. 4, e-doc. 4). Pondera: “como negar a atividade de risco da guarda civil quando nos referimos a cracolândia de São Paulo, como é possível afirmar que os guardas que ali combatem o tráfico de drogas, protegendo a população, não exercem atividade de risco, quantos guardas não morreram no exercício de suas funções defendendo a população no combate ao crime (…) resta comprovado que os guardas civis Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE39-4046-6817-F817 e senha 97C6-608C-267B-44CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 1195735 AGR / SP municipais exercem atividades inequivocadamente perigosas, e assim, fazem jus à aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4..., inciso II, da Constituição Federal de 1988” (sic, fl. 9, e- doc. 4). Requer o provimento do presente agravo. 4. Instituto de Previdência Municipal de São Paulo – IPREM e o Município de São Paulo requerem o não provimento do agravo regimental (e-doc. 8). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE39-4046-6817-F817 e senha 97C6-608C-267B-44CF Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1195735 AGR / SP municipais exercem atividades inequivocadamente perigosas, e assim, fazem jus à aposentadoria especial prevista no art. 40, § 4..., inciso II, da Constituição Federal de 1988” (sic, fl. 9, e- doc. 4). Requer o provimento do presente agravo. 4. Instituto de Previdência Municipal de São Paulo – IPREM e o Município de São Paulo requerem o não provimento do agravo regimental (e-doc. 8). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE39-4046-6817-F817 e senha 97C6-608C-267B-44CF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como assentado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que guarda municipal não tem direito a aposentadoria especial. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito administrativo. 3. Guarda municipal. Aposentadoria especial. 4. Periculosidade não inerente à atividade. 5. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante 33. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 1.133.887-AgR-segundo, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.3.2019). “Direito administrativo. Agravo interno em mandado de injunção. Guarda municipal. Alegada atividade de risco. Aposentadoria especial. 1. Diante do caráter aberto da expressão atividades de risco (art. 40, § 4..., II, da Constituição) e da relativa liberdade de conformação do legislador, somente há omissão inconstitucional quando a periculosidade seja inequivocamente inerente ao ofício. 2. A eventual exposição a situações de risco a que podem estar sujeitos os guardas municipais e, de resto, diversas outras categorias, não garante direito subjetivo constitucional à aposentadoria especial. 3. A percepção de gratificações ou adicionais de periculosidade, assim como o porte de arma de fogo, não são suficientes para reconhecer o direito à aposentadoria especial, em razão da autonomia entre o vínculo funcional e o previdenciário. 4. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7538-4477-59B3-149E e senha B80A-DAC2-33B7-5C1D Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como assentado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que guarda municipal não tem direito a aposentadoria especial. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito administrativo. 3. Guarda municipal. Aposentadoria especial. 4. Periculosidade não inerente à atividade. 5. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante 33. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 1.133.887-AgR-segundo, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.3.2019). “Direito administrativo. Agravo interno em mandado de injunção. Guarda municipal. Alegada atividade de risco. Aposentadoria especial. 1. Diante do caráter aberto da expressão atividades de risco (art. 40, § 4..., II, da Constituição) e da relativa liberdade de conformação do legislador, somente há omissão inconstitucional quando a periculosidade seja inequivocamente inerente ao ofício. 2. A eventual exposição a situações de risco a que podem estar sujeitos os guardas municipais e, de resto, diversas outras categorias, não garante direito subjetivo constitucional à aposentadoria especial. 3. A percepção de gratificações ou adicionais de periculosidade, assim como o porte de arma de fogo, não são suficientes para reconhecer o direito à aposentadoria especial, em razão da autonomia entre o vínculo funcional e o previdenciário. 4. Agravo a que se nega provimento por manifesta improcedência, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7538-4477-59B3-149E e senha B80A-DAC2-33B7-5C1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1195735 AGR / SP referido valor, em caso de decisão unânime (Código de Processo Civil, art. 1.021, §§ 4... e 5...)” (MI n. 6.515-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 6.12.2018). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7538-4477-59B3-149E e senha B80A-DAC2-33B7-5C1D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1195735 AGR / SP referido valor, em caso de decisão unânime (Código de Processo Civil, art. 1.021, §§ 4... e 5...)” (MI n. 6.515-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Plenário, DJe 6.12.2018). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento a este agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7538-4477-59B3-149E e senha B80A-DAC2-33B7-5C1D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) : NALIGIA CANDIDO DA COSTA (231467/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-621C-61A7-439B e senha 51A8-9E57-0E1E-50D4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.195.735 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MANOEL BERNARDINO DE CARVALHO NETO ADV.(A/S) : NALIGIA CANDIDO DA COSTA (231467/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA MUNICIPAL DE SAO PAULO IPREM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19FC-621C-61A7-439B e senha 51A8-9E57-0E1E-50D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 195 . 735", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 195 . 735", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 1195735 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1195735 AGR / SP", "ARE n . 1", "Súmula Vinculante 33", "ARE n . 1 . 133 . 887 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 1195735 AGR", "MI n . 6 . 515 - AgR", "Recurso Extraordinário 1195735 AGR / SP", "MI n . 6 . 515 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 195 . 735" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , inciso II , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , inciso II , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200", "Código de Processo Civil , art . 1 . 021 , § §", "§", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) :GUILHERME DOS SANTOS PEREZ AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Teste de aptidão física. Previsão legal. Fatos e provas. Cláusulas do edital. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional e das cláusulas do edital que rege o concurso público em questão. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E358-11D0-2BE6-7467 e senha E9F4-B8FD-024B-E23B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1204728 AGR / DF Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E358-11D0-2BE6-7467 e senha E9F4-B8FD-024B-E23B Supremo Tribunal Federal ARE 1204728 AGR / DF Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E358-11D0-2BE6-7467 e senha E9F4-B8FD-024B-E23B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) :GUILHERME DOS SANTOS PEREZ AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEC8-15E9-B82B-D3A8 e senha 56E2-66D7-9185-9C09 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) :GUILHERME DOS SANTOS PEREZ AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEC8-15E9-B82B-D3A8 e senha 56E2-66D7-9185-9C09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas que regem o concurso em questão, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 5º, INCISOS XXXV, XXXVI, LIV E LV. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 636 DO STF. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E DE REGRAS DE EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas que regem o concurso em questão, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 5º, INCISOS XXXV, XXXVI, LIV E LV. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 636 DO STF. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E DE REGRAS DE EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1204728 AGR / DF subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’ (Súmula 636/STF). 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas de edital de concurso público. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 6. Agravo Interno a que se nega provimento.” (RE nº 1.152.874/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 26/11/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Teste de aptidão física. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Supremo Tribunal Federal ARE 1204728 AGR / DF subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’ (Súmula 636/STF). 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas de edital de concurso público. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 6. Agravo Interno a que se nega provimento.” (RE nº 1.152.874/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 26/11/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Teste de aptidão física. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1204728 AGR / DF Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” (ARE nº 1.001.767/DF-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 17/5/17). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.4.2009. Divergir do entendimento do Tribunal de origem acerca da questão referente à exigência de realização de teste de barra fixa dinâmica para as mulheres, em cargos da carreira policial, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE n° 630.455/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/3/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Supremo Tribunal Federal ARE 1204728 AGR / DF Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” (ARE nº 1.001.767/DF-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 17/5/17). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.4.2009. Divergir do entendimento do Tribunal de origem acerca da questão referente à exigência de realização de teste de barra fixa dinâmica para as mulheres, em cargos da carreira policial, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/STF. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE n° 630.455/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/3/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1204728 AGR / DF É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Supremo Tribunal Federal ARE 1204728 AGR / DF É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) : GUILHERME DOS SANTOS PEREZ (28913/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE68-CC94-A2D7-C616 e senha 41B2-A360-9796-966A Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) : GUILHERME DOS SANTOS PEREZ (28913/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE68-CC94-A2D7-C616 e senha 41B2-A360-9796-966A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311530
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Teste de aptidão física. Previsão legal. Fatos e provas. Cláusulas do edital. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional e das cláusulas do edital que rege o concurso público em questão. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur407669
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, APTIDÃO FÍSICA, REEXAME, FATO, PROVA, APRECIAÇÃO, CLÁUSULA CONTRATUAL) RE 630455 AgR (1ªT), ARE 1001767 AgR (2ªT). (RE, REEXAME, FATO, PROVA, APRECIAÇÃO, CLÁUSULA CONTRATUAL) RE 1152874 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 05/09/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1204728
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1204728 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) : GUILHERME DOS SANTOS PEREZ AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) :GUILHERME DOS SANTOS PEREZ AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Teste de aptidão física. Previsão legal. Fatos e provas. Cláusulas do edital. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional e das cláusulas do edital que rege o concurso público em questão. Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E358-11D0-2BE6-7467 e senha E9F4-B8FD-024B-E23B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1204728 AGR / DF Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E358-11D0-2BE6-7467 e senha E9F4-B8FD-024B-E23B Supremo Tribunal Federal ARE 1204728 AGR / DF Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E358-11D0-2BE6-7467 e senha E9F4-B8FD-024B-E23B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) :GUILHERME DOS SANTOS PEREZ AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEC8-15E9-B82B-D3A8 e senha 56E2-66D7-9185-9C09 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) :GUILHERME DOS SANTOS PEREZ AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEC8-15E9-B82B-D3A8 e senha 56E2-66D7-9185-9C09 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas que regem o concurso em questão, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 5..., INCISOS XXXV, XXXVI, LIV E LV. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E DE REGRAS DE EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas que regem o concurso em questão, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA AO ARTIGO 5..., INCISOS XXXV, XXXVI, LIV E LV. VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL REFLEXA. INFRINGÊNCIA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS E DE REGRAS DE EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1204728 AGR / DF subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’ (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas de edital de concurso público. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 6. Agravo Interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário n 1.152.874/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 26/11/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Teste de aptidão física. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Supremo Tribunal Federal ARE 1204728 AGR / DF subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’ (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). 5. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas e de cláusulas de edital de concurso público. Incidem, portanto, os óbices das Súmulas 279: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário e 454: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário, ambas desta CORTE. 6. Agravo Interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário n 1.152.874/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 26/11/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Teste de aptidão física. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1204728 AGR / DF Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” (ARE n 1.001.767/DF-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 17/5/17). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.4.2009. Divergir do entendimento do Tribunal de origem acerca da questão referente à exigência de realização de teste de barra fixa dinâmica para as mulheres, em cargos da carreira policial, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 630.455/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/3/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Supremo Tribunal Federal ARE 1204728 AGR / DF Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.” (ARE n 1.001.767/DF-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 17/5/17). “DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. EXAME DE APTIDÃO FÍSICA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE DO ACÓRDÃO REGIONAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.4.2009. Divergir do entendimento do Tribunal de origem acerca da questão referente à exigência de realização de teste de barra fixa dinâmica para as mulheres, em cargos da carreira policial, demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 630.455/BA-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 26/3/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1204728 AGR / DF É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Supremo Tribunal Federal ARE 1204728 AGR / DF É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AEE7-A1EC-0512-9D97 e senha 2379-AAA8-0D36-0CD7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) : GUILHERME DOS SANTOS PEREZ (28913/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE68-CC94-A2D7-C616 e senha 41B2-A360-9796-966A Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.728 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO ADV.(A/S) : GUILHERME DOS SANTOS PEREZ (28913/DF) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BE68-CC94-A2D7-C616 e senha 41B2-A360-9796-966A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 204 . 728", "Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "ARE 1204728 AGR / DF", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 1 . 152 . 874 / DF - AgR", "ARE 1204728 AGR / DF", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 1 . 152 . 874 / DF - AgR", "ARE 1204728 AGR / DF", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 001 . 767 / DF - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 630 . 455 / BA - AgR", "ARE 1204728 AGR / DF", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 001 . 767 / DF - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 630 . 455 / BA - 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2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO", "GUILHERME DOS SANTOS PEREZ", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO", "GUILHERME DOS SANTOS PEREZ", "DIAS TOFFOLI", "ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO", "GUILHERME DOS SANTOS PEREZ", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO", "GUILHERME DOS SANTOS PEREZ", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALINE VENTURELLI FERREIRA ANTONIO", "GUILHERME DOS SANTOS PEREZ", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "7", "13", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "11", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "11", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "17", "17", ".", "4", ".", "2009", "26", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "17", "17", ".", "4", ".", "2009", "26", "/", "3", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARTA DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. HORAS EXTRAS: IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. BASE DE CÁLCULO: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 654). MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 119D-78E7-7AF3-C3FB e senha 7BE6-E4FA-AB3D-EFE6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARTA DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.3.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Rondônia sob os fundamentos de inexistência de repercussão geral e incidência das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 9). 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.3.2019, Rondônia interpôs, em 11.4.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc.11). 3. O agravante afirma que, “independente de qualquer norma infraconstitucional, é evidente que a Constituição Federal, de maneira expressa, veda o acréscimo de verbas remuneratórias ao subsídio da agravada, integrante da carreira policial” (e-doc. 11, fl. 10). Assevera ser “irrelevante a imersão no acervo factual e de provas, em vista do preceito mais elevado que veda a percepção de valores adicionais ao subsídio. Ademais, a jurisprudência dessa Corte Suprema já pacificou o entendimento de que o Administrador Público está vinculado ao Princípio da Legalidade, não podendo o Poder Judiciário suprir a omissão para a concessão de vantagem pecuniária a servidor, sem base legal” (e-doc. 11, fl. 13). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D431-5B32-49E0-FD08 e senha 89D9-0D9C-1BD6-F412 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARTA DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.3.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Rondônia sob os fundamentos de inexistência de repercussão geral e incidência das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 9). 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.3.2019, Rondônia interpôs, em 11.4.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc.11). 3. O agravante afirma que, “independente de qualquer norma infraconstitucional, é evidente que a Constituição Federal, de maneira expressa, veda o acréscimo de verbas remuneratórias ao subsídio da agravada, integrante da carreira policial” (e-doc. 11, fl. 10). Assevera ser “irrelevante a imersão no acervo factual e de provas, em vista do preceito mais elevado que veda a percepção de valores adicionais ao subsídio. Ademais, a jurisprudência dessa Corte Suprema já pacificou o entendimento de que o Administrador Público está vinculado ao Princípio da Legalidade, não podendo o Poder Judiciário suprir a omissão para a concessão de vantagem pecuniária a servidor, sem base legal” (e-doc. 11, fl. 13). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D431-5B32-49E0-FD08 e senha 89D9-0D9C-1BD6-F412 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1184018 AGR / RO presente recurso. 4. Intimada nos termos do § 2º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, Marta da Silva manifestou-se pela manutenção da decisão agravada (e-doc. 14). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D431-5B32-49E0-FD08 e senha 89D9-0D9C-1BD6-F412 Supremo Tribunal Federal ARE 1184018 AGR / RO presente recurso. 4. Intimada nos termos do § 2º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, Marta da Silva manifestou-se pela manutenção da decisão agravada (e-doc. 14). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D431-5B32-49E0-FD08 e senha 89D9-0D9C-1BD6-F412 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 RONDÔNIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Reconhecendo isso é que o § 1º do art. 96 da Lei Complementar 76/93 estipulou em 40 (quarenta) horas semanais a carga horária dos ocupantes de cargos da carreira policial civil, sendo que em 22 de dezembro de 2009, a jornada foi reduzida para 06 (seis) horas diárias (07h30 ás 13h30), de segunda a sexta-feira, por meio do Decreto n. 14.828/2009, com o fim de diminuir despesas do Estado. Nesse passo,diante da redução da carga horária por meio de Decreto Estadual, deve prevalecer para todos os efeitos que a carga horária semanal do Policial Civil é de 30 (trinta) horas semanais. O que o servidor laborar a mais, deve ser considerado como hora extra, eis que no caso específico dos Policiais Civis, não possuem a mera liberalidade em aceitar ou não o labor extensivo. A sua recusa incide em punição com pena de suspensão e, na reincidência, com a demissão, nos termos do art. 95 da Lei Complementar 68/92 (…) Dessa forma, a limitação semanal da jornada de trabalho não proíbe a existência de plantões e sobreaviso, com convocações a qualquer hora ou dia em razão da necessidade do serviço, tão somente fixa a carga horária semanal de trabalho dos policiais civis. A implicação prática, portanto, é que, caso ultrapassadas as 30 (trinta) horas semanais, o servidor terá direito à compensação de horários ou à remuneração das horas extraordinárias” (fls. 123-124, e-vol. 5). 3. Como assentado na decisão agravada, concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 RONDÔNIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Reconhecendo isso é que o § 1º do art. 96 da Lei Complementar 76/93 estipulou em 40 (quarenta) horas semanais a carga horária dos ocupantes de cargos da carreira policial civil, sendo que em 22 de dezembro de 2009, a jornada foi reduzida para 06 (seis) horas diárias (07h30 ás 13h30), de segunda a sexta-feira, por meio do Decreto n. 14.828/2009, com o fim de diminuir despesas do Estado. Nesse passo,diante da redução da carga horária por meio de Decreto Estadual, deve prevalecer para todos os efeitos que a carga horária semanal do Policial Civil é de 30 (trinta) horas semanais. O que o servidor laborar a mais, deve ser considerado como hora extra, eis que no caso específico dos Policiais Civis, não possuem a mera liberalidade em aceitar ou não o labor extensivo. A sua recusa incide em punição com pena de suspensão e, na reincidência, com a demissão, nos termos do art. 95 da Lei Complementar 68/92 (…) Dessa forma, a limitação semanal da jornada de trabalho não proíbe a existência de plantões e sobreaviso, com convocações a qualquer hora ou dia em razão da necessidade do serviço, tão somente fixa a carga horária semanal de trabalho dos policiais civis. A implicação prática, portanto, é que, caso ultrapassadas as 30 (trinta) horas semanais, o servidor terá direito à compensação de horários ou à remuneração das horas extraordinárias” (fls. 123-124, e-vol. 5). 3. Como assentado na decisão agravada, concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1184018 AGR / RO infraconstitucional pertinente (Leis Complementares estaduais ns. 68/1992 e 76/1993 e Decreto estadual n. 14.828/2009) e das provas constantes dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Administrativo. Policial civil. Pagamento de horas extras. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local. Incidência da Súmula nº 280/STF 2. Agravo regimental não provido” (ARE n. 923.251-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJ 1º.2.2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAIS CIVIS QUE TRABALHAM EM REGIME DE PLANTÃO. HORAS EXTRAS. SÚMULAS 279 E 280/STF. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes nos autos. Providências vedadas em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 830.702-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 17.9.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. POLICIAL MILITAR. REGIME DE PLANTÃO. PERCEPÇÃO DE HORAS EXTRAS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC/1973. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Supremo Tribunal Federal ARE 1184018 AGR / RO infraconstitucional pertinente (Leis Complementares estaduais ns. 68/1992 e 76/1993 e Decreto estadual n. 14.828/2009) e das provas constantes dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Administrativo. Policial civil. Pagamento de horas extras. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local. Incidência da Súmula nº 280/STF 2. Agravo regimental não provido” (ARE n. 923.251-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJ 1º.2.2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAIS CIVIS QUE TRABALHAM EM REGIME DE PLANTÃO. HORAS EXTRAS. SÚMULAS 279 E 280/STF. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes nos autos. Providências vedadas em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 830.702-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 17.9.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. POLICIAL MILITAR. REGIME DE PLANTÃO. PERCEPÇÃO DE HORAS EXTRAS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC/1973. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1184018 AGR / RO (ARE n. 987.270-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 2.12.2016). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 728.428-RG, Tema 654, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral da matéria controvertida neste processo: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS. LEIS 266/2004 E 6.843/1986 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL“ (DJe 27.5.2013). 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Supremo Tribunal Federal ARE 1184018 AGR / RO (ARE n. 987.270-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 2.12.2016). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 728.428-RG, Tema 654, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral da matéria controvertida neste processo: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS. LEIS 266/2004 E 6.843/1986 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL“ (DJe 27.5.2013). 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : MARTA DA SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ (5532/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D937-26AE-2F09-1350 e senha A6CB-F662-7599-B84A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : MARTA DA SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ (5532/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D937-26AE-2F09-1350 e senha A6CB-F662-7599-B84A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750262543
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. HORAS EXTRAS: IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. BASE DE CÁLCULO: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 654). MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur407353
- Acórdão(s) citado(s): (POLICIAL CIVIL, POLICIAL MILITAR, HORA EXTRA , REEXAME, FATO, PROVA, APRECIAÇÃO, DIREITO LOCAL) AI 830702 AgR (1ªT), ARE 923251 AgR (2ªT), ARE 987270 AgR (1ªT). (SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL, BASE DE CÁLCULO, HORA EXTRA) RE 728428 RG. Número de páginas: 7. Análise: 27/08/2019, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1184018
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-000068 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA, RO\n\n", "LEG-EST LEI-000076 ANO-1993\n LEI ORDINÁRIA, RO\n\n", "LEG-EST DEC-014828 ANO-2009\n DECRETO, RO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1184018 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : MARTA DA SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ
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Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARTA DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL CIVIL. HORAS EXTRAS: IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. BASE DE CÁLCULO: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 654). MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 119D-78E7-7AF3-C3FB e senha 7BE6-E4FA-AB3D-EFE6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARTA DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.3.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Rondônia sob os fundamentos de inexistência de repercussão geral e incidência das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 9). 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.3.2019, Rondônia interpôs, em 11.4.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc.11). 3. O agravante afirma que, “independente de qualquer norma infraconstitucional, é evidente que a Constituição Federal, de maneira expressa, veda o acréscimo de verbas remuneratórias ao subsídio da agravada, integrante da carreira policial” (e-doc. 11, fl. 10). Assevera ser “irrelevante a imersão no acervo factual e de provas, em vista do preceito mais elevado que veda a percepção de valores adicionais ao subsídio. Ademais, a jurisprudência dessa Corte Suprema já pacificou o entendimento de que o Administrador Público está vinculado ao Princípio da Legalidade, não podendo o Poder Judiciário suprir a omissão para a concessão de vantagem pecuniária a servidor, sem base legal” (e-doc. 11, fl. 13). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D431-5B32-49E0-FD08 e senha 89D9-0D9C-1BD6-F412 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) :MARTA DA SILVA ADV.(A/S) :RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.3.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Rondônia sob os fundamentos de inexistência de repercussão geral e incidência das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 9). 2. Publicada essa decisão no DJe de 8.3.2019, Rondônia interpôs, em 11.4.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc.11). 3. O agravante afirma que, “independente de qualquer norma infraconstitucional, é evidente que a Constituição Federal, de maneira expressa, veda o acréscimo de verbas remuneratórias ao subsídio da agravada, integrante da carreira policial” (e-doc. 11, fl. 10). Assevera ser “irrelevante a imersão no acervo factual e de provas, em vista do preceito mais elevado que veda a percepção de valores adicionais ao subsídio. Ademais, a jurisprudência dessa Corte Suprema já pacificou o entendimento de que o Administrador Público está vinculado ao Princípio da Legalidade, não podendo o Poder Judiciário suprir a omissão para a concessão de vantagem pecuniária a servidor, sem base legal” (e-doc. 11, fl. 13). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D431-5B32-49E0-FD08 e senha 89D9-0D9C-1BD6-F412 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1184018 AGR / RO presente recurso. 4. Intimada nos termos do § 2... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, Marta da Silva manifestou-se pela manutenção da decisão agravada (e-doc. 14). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D431-5B32-49E0-FD08 e senha 89D9-0D9C-1BD6-F412 Supremo Tribunal Federal ARE 1184018 AGR / RO presente recurso. 4. Intimada nos termos do § 2... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, Marta da Silva manifestou-se pela manutenção da decisão agravada (e-doc. 14). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D431-5B32-49E0-FD08 e senha 89D9-0D9C-1BD6-F412 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 RONDÔNIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Reconhecendo isso é que o § 1... do art. 96 da Lei Complementar 76/93 estipulou em 40 (quarenta) horas semanais a carga horária dos ocupantes de cargos da carreira policial civil, sendo que em 22 de dezembro de 2009, a jornada foi reduzida para 06 (seis) horas diárias (07h30 ás 13h30), de segunda a sexta-feira, por meio do Decreto n. 14.828/2009, com o fim de diminuir despesas do Estado. Nesse passo,diante da redução da carga horária por meio de Decreto Estadual, deve prevalecer para todos os efeitos que a carga horária semanal do Policial Civil é de 30 (trinta) horas semanais. O que o servidor laborar a mais, deve ser considerado como hora extra, eis que no caso específico dos Policiais Civis, não possuem a mera liberalidade em aceitar ou não o labor extensivo. A sua recusa incide em punição com pena de suspensão e, na reincidência, com a demissão, nos termos do art. 95 da Lei Complementar 68/92 (…) Dessa forma, a limitação semanal da jornada de trabalho não proíbe a existência de plantões e sobreaviso, com convocações a qualquer hora ou dia em razão da necessidade do serviço, tão somente fixa a carga horária semanal de trabalho dos policiais civis. A implicação prática, portanto, é que, caso ultrapassadas as 30 (trinta) horas semanais, o servidor terá direito à compensação de horários ou à remuneração das horas extraordinárias” (fls. 123-124, e-vol. 5). 3. Como assentado na decisão agravada, concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 RONDÔNIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Reconhecendo isso é que o § 1... do art. 96 da Lei Complementar 76/93 estipulou em 40 (quarenta) horas semanais a carga horária dos ocupantes de cargos da carreira policial civil, sendo que em 22 de dezembro de 2009, a jornada foi reduzida para 06 (seis) horas diárias (07h30 ás 13h30), de segunda a sexta-feira, por meio do Decreto n. 14.828/2009, com o fim de diminuir despesas do Estado. Nesse passo,diante da redução da carga horária por meio de Decreto Estadual, deve prevalecer para todos os efeitos que a carga horária semanal do Policial Civil é de 30 (trinta) horas semanais. O que o servidor laborar a mais, deve ser considerado como hora extra, eis que no caso específico dos Policiais Civis, não possuem a mera liberalidade em aceitar ou não o labor extensivo. A sua recusa incide em punição com pena de suspensão e, na reincidência, com a demissão, nos termos do art. 95 da Lei Complementar 68/92 (…) Dessa forma, a limitação semanal da jornada de trabalho não proíbe a existência de plantões e sobreaviso, com convocações a qualquer hora ou dia em razão da necessidade do serviço, tão somente fixa a carga horária semanal de trabalho dos policiais civis. A implicação prática, portanto, é que, caso ultrapassadas as 30 (trinta) horas semanais, o servidor terá direito à compensação de horários ou à remuneração das horas extraordinárias” (fls. 123-124, e-vol. 5). 3. Como assentado na decisão agravada, concluir de forma diversa do acórdão recorrido demandaria a análise da legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1184018 AGR / RO infraconstitucional pertinente (Leis Complementares estaduais ns. 68/1992 e 76/1993 e Decreto estadual n. 14.828/2009) e das provas constantes dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Administrativo. Policial civil. Pagamento de horas extras. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal 2. Agravo regimental não provido” (ARE n. 923.251-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJ 1....2.2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAIS CIVIS QUE TRABALHAM EM REGIME DE PLANTÃO. HORAS EXTRAS. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes nos autos. Providências vedadas em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 830.702-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 17.9.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. POLICIAL MILITAR. REGIME DE PLANTÃO. PERCEPÇÃO DE HORAS EXTRAS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 557, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Supremo Tribunal Federal ARE 1184018 AGR / RO infraconstitucional pertinente (Leis Complementares estaduais ns. 68/1992 e 76/1993 e Decreto estadual n. 14.828/2009) e das provas constantes dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito Administrativo. Policial civil. Pagamento de horas extras. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal 2. Agravo regimental não provido” (ARE n. 923.251-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJ 1....2.2016). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAIS CIVIS QUE TRABALHAM EM REGIME DE PLANTÃO. HORAS EXTRAS. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. Caso em que a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes nos autos. Providências vedadas em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 830.702-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 17.9.2013). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. POLICIAL MILITAR. REGIME DE PLANTÃO. PERCEPÇÃO DE HORAS EXTRAS. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 557, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1184018 AGR / RO (ARE n. 987.270-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 2.12.2016). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 728.428-RG, Tema 654, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral da matéria controvertida neste processo: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS. LEIS 266/2004 E 6.843/1986 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL“ (DJe 27.5.2013). 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Supremo Tribunal Federal ARE 1184018 AGR / RO (ARE n. 987.270-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 2.12.2016). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 728.428-RG, Tema 654, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral da matéria controvertida neste processo: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS. LEIS 266/2004 E 6.843/1986 DO ESTADO DE SANTA CATARINA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL“ (DJe 27.5.2013). 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A25-EFA4-938B-C503 e senha 953A-8670-623C-EEA9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : MARTA DA SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ (5532/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D937-26AE-2F09-1350 e senha A6CB-F662-7599-B84A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.018 PROCED. : RONDÔNIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA AGDO.(A/S) : MARTA DA SILVA ADV.(A/S) : RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ (5532/RO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D937-26AE-2F09-1350 e senha A6CB-F662-7599-B84A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 184 . 018", "SÚMULAS NS . 279", "Súmulas ns . 279", "Súmulas ns . 279", "ARE 1184018 AGR /", "ARE 1184018 AGR / RO", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 923 . 251 - AgR", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n . 830 . 702 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE", "Súmulas ns . 279", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 923 . 251 - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "AI n . 830 . 702 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1184018 AGR / RO", "ARE n . 987 . 270 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 728 . 428 - RG", "ARE n . 987 . 270 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 728 . 428 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "Decreto n . 14 . 828 / 2009", "art . 95 da Lei Complementar 68 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 .", "Decreto n . 14 . 828 / 2009", "art . 95 da Lei Complementar 68 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Complementares estaduais ns . 68 / 1992", "76", "/", "1993", "Decreto estadual n . 14 . 828 / 2009", "ns", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Complementares estaduais ns . 68 / 1992", "76", "/", "1993", "Decreto estadual n . 14 . 828 / 2009", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 266 / 2004", "6", ".", "843", "/", "1986", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 266 / 2004", "6", ".", "843", "/", "1986", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Brasília", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Rondônia", "Rondônia", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Rondônia", "Rondônia", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "MARTA DA SILVA", "RODRIGO LANZIANI", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARTA DA SILVA", "RODRIGO LANZIANI", "CÁRMEN LÚCIA", "MARTA DA SILVA", "RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ", "CÁRMEN LÚCIA", "Marta da Silva", "Marta da Silva", "CÁRMEN LÚCIA", "RONDÔNIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "LÚCIA", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "MARTA DA SILVA", "RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "MARTA DA SILVA", "RODRIGO LANZIANI PASCOAL DINIZ", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "6", ".", "3", ".", "2019", "8", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "6", ".", "3", ".", "2019", "8", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "22 de dezembro de 2009", "segunda", "sexta", "-", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "22 de dezembro de 2009", "segunda", "sexta", "-", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2016", "17", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2016", "17", ".", "9", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "12", ".", "2016", "27", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "12", ".", "2016", "27", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E DIREITO ADMINISTRATIVO. 1. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO. 2. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Brasília, 6 de maio de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250A-AEC0-4AD0-2692 e senha 197E-FEAC-AF34-85F0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1175218 AGR / RJ Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250A-AEC0-4AD0-2692 e senha 197E-FEAC-AF34-85F0 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250A-AEC0-4AD0-2692 e senha 197E-FEAC-AF34-85F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, neguei seguimento aos recursos extraordinários com agravos interpostos por Ana Lúcia Rocha da Silva Torres sob os fundamentos de preclusão consumativa da questão constitucional, por ausência de ofensa constitucional direta e por incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 8). 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.12.2018, Ana Lúcia Rocha da Silva Torres interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 9). 3. A agravante alega que “em nenhum momento o recurso interposto contra o acórdão do TRF-2, bem como em face da decisão do STJ almejaram reexame de provas, entendimento este que não merece prosperar, haja vista a não valoração das razões contidas no recurso interposto, bem como de todas as provas acostadas aos autos, trazidas pela Agravante no momento da propositura da ação” (fl. 3, e-doc. 9). Sustenta que “restou comprovado ainda que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça afrontou a regra prevista no artigo 37, inciso XVI, letra “c” da CRFB, uma vez que não observou que a Agravante cumpre o único requisito para a acumulação de cargos públicos, qual seja, a compatibilidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8810-D556-87E8-99CF e senha 5CF3-7E16-2F85-95E0 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, neguei seguimento aos recursos extraordinários com agravos interpostos por Ana Lúcia Rocha da Silva Torres sob os fundamentos de preclusão consumativa da questão constitucional, por ausência de ofensa constitucional direta e por incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 8). 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.12.2018, Ana Lúcia Rocha da Silva Torres interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 9). 3. A agravante alega que “em nenhum momento o recurso interposto contra o acórdão do TRF-2, bem como em face da decisão do STJ almejaram reexame de provas, entendimento este que não merece prosperar, haja vista a não valoração das razões contidas no recurso interposto, bem como de todas as provas acostadas aos autos, trazidas pela Agravante no momento da propositura da ação” (fl. 3, e-doc. 9). Sustenta que “restou comprovado ainda que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça afrontou a regra prevista no artigo 37, inciso XVI, letra “c” da CRFB, uma vez que não observou que a Agravante cumpre o único requisito para a acumulação de cargos públicos, qual seja, a compatibilidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8810-D556-87E8-99CF e senha 5CF3-7E16-2F85-95E0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1175218 AGR / RJ horários, a qual foi comprovada exaustivamente nos autos do processo” (fl. 3, e- doc. 9). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. A agravada não apresentou contrarrazões (e-doc. 15). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8810-D556-87E8-99CF e senha 5CF3-7E16-2F85-95E0 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ horários, a qual foi comprovada exaustivamente nos autos do processo” (fl. 3, e- doc. 9). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. A agravada não apresentou contrarrazões (e-doc. 15). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8810-D556-87E8-99CF e senha 5CF3-7E16-2F85-95E0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Quanto ao recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. NECESSIDADE DE REEXAME DOS CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - Para se verificar os fundamentos do acórdão recorrido quanto à compatibilidade de horários, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, atraindo o óbice da Súmula 279/STF. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 773.327-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 20.11.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Cargos públicos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Quanto ao recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. NECESSIDADE DE REEXAME DOS CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - Para se verificar os fundamentos do acórdão recorrido quanto à compatibilidade de horários, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, atraindo o óbice da Súmula 279/STF. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 773.327-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 20.11.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Cargos públicos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1175218 AGR / RJ Acumulação. Profissional da saúde. Compatibilidade de horários. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A verificação da compatibilidade de horários com relação aos cargos exercidos pela parte agravante não prescinde da análise do conjunto fático-probatório da causa, o que encontra óbice na Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita” (ARE n. 1.154.722-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 1º.2.2019). “Agravo regimental em recurso extraordinário 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Profissional da Saúde. Acumulação de cargos. Jornada Laboral excessiva . 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 1.137.784-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 30.11.2018). 3. A alegada afronta ao inc. II do art. 5º da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida” (Lei n. 8.112/90). 4. Inviável o recurso extraordinário pela al. b do inc. III do art. 102 da Constituição da República por não ter o Tribunal de origem declarado inconstitucional tratado ou lei federal. Este Supremo Tribunal concluiu ser imprescindível para a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ Acumulação. Profissional da saúde. Compatibilidade de horários. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A verificação da compatibilidade de horários com relação aos cargos exercidos pela parte agravante não prescinde da análise do conjunto fático-probatório da causa, o que encontra óbice na Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita” (ARE n. 1.154.722-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 1º.2.2019). “Agravo regimental em recurso extraordinário 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Profissional da Saúde. Acumulação de cargos. Jornada Laboral excessiva . 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 1.137.784-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 30.11.2018). 3. A alegada afronta ao inc. II do art. 5º da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida” (Lei n. 8.112/90). 4. Inviável o recurso extraordinário pela al. b do inc. III do art. 102 da Constituição da República por não ter o Tribunal de origem declarado inconstitucional tratado ou lei federal. Este Supremo Tribunal concluiu ser imprescindível para a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1175218 AGR / RJ interposição do recurso extraordinário com fundamento nessa norma a declaração formal de inconstitucionalidade de tratado ou lei federal pelo plenário ou órgão especial do Tribunal de origem, o que não se deu na espécie em exame. Confira-se o julgado a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 11.2.2016. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL PERTINENTE. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO federal. INEXISTÊNCIA DE DECLARAÇÃO DE INSCONSTITUCIONALIDADE DE tratado OU DE lei federal. 1. A controvérsia referente à ocorrência, ou não, de prescrição da pretensão punitiva tem natureza infraconstitucional. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Inexistência de ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 3. Inviabilidade do recurso extraordinário fundamentado na alínea b do permissivo constitucional, visto que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de tratado ou de lei federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC” (ARE n. 914.306-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 25.10.2016). 5. Tampouco se viabiliza o extraordinário pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ interposição do recurso extraordinário com fundamento nessa norma a declaração formal de inconstitucionalidade de tratado ou lei federal pelo plenário ou órgão especial do Tribunal de origem, o que não se deu na espécie em exame. Confira-se o julgado a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 11.2.2016. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL PERTINENTE. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO federal. INEXISTÊNCIA DE DECLARAÇÃO DE INSCONSTITUCIONALIDADE DE tratado OU DE lei federal. 1. A controvérsia referente à ocorrência, ou não, de prescrição da pretensão punitiva tem natureza infraconstitucional. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Inexistência de ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 3. Inviabilidade do recurso extraordinário fundamentado na alínea b do permissivo constitucional, visto que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de tratado ou de lei federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, CPC” (ARE n. 914.306-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 25.10.2016). 5. Tampouco se viabiliza o extraordinário pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1175218 AGR / RJ CIVIL. PROFESSOR ESTADUAL. JORNADA DE TRABALHO: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INCABÍVEL O RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA QUANDO NÃO HÁ APLICAÇÃO DE LEI LOCAL EM DETRIMENTO DA CONSTITUIÇÃO. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.089.791-ED-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2018). 6. Quanto ao recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o Supremo Tribunal assentou que somente se admite recurso quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. A matéria constitucional impugnável por recurso extraordinário deve ter surgido originariamente no julgamento do recurso especial. Assim, por exemplo: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. 1. Esta Corte firmou entendimento no sentido de que não comporta admissão Recurso Extraordinário interposto contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que, em julgamento de recurso especial, mantém os fundamentos das instâncias ordinárias, os quais não foram objeto de apelo extremo em momento oportuno. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem” (RE n. 1.097.920-AgR, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ CIVIL. PROFESSOR ESTADUAL. JORNADA DE TRABALHO: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INCABÍVEL O RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA QUANDO NÃO HÁ APLICAÇÃO DE LEI LOCAL EM DETRIMENTO DA CONSTITUIÇÃO. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.089.791-ED-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2018). 6. Quanto ao recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o Supremo Tribunal assentou que somente se admite recurso quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. A matéria constitucional impugnável por recurso extraordinário deve ter surgido originariamente no julgamento do recurso especial. Assim, por exemplo: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. 1. Esta Corte firmou entendimento no sentido de que não comporta admissão Recurso Extraordinário interposto contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que, em julgamento de recurso especial, mantém os fundamentos das instâncias ordinárias, os quais não foram objeto de apelo extremo em momento oportuno. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem” (RE n. 1.097.920-AgR, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1175218 AGR / RJ Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 10.5.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO STJ. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO DIVERSA DA DECIDIDA PELA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Somente se admite recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial. II Agravo regimental improvido” (ARE n. 644.906-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012). 7. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 10.5.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO STJ. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO DIVERSA DA DECIDIDA PELA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Somente se admite recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial. II Agravo regimental improvido” (ARE n. 644.906-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012). 7. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA (148792/RJ) ADV.(A/S) : PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA (69386/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955F-B7C7-C766-FFEB e senha 1F7A-89A0-68F4-4D36 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA (148792/RJ) ADV.(A/S) : PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA (69386/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955F-B7C7-C766-FFEB e senha 1F7A-89A0-68F4-4D36 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749846384
2019-05-06T00:00:00
2019-05-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E DIREITO ADMINISTRATIVO. 1. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO. 2. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur404107
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, ACUMULAÇÃO DE CARGOS, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 773327 AgR (2ªT), RE 1137784 AgR (2ªT), ARE 1154722 AgR (TP). (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, CABIMENTO) ARE 914306 AgR (1ªT), ARE 1089791 ED-AgR (TP). (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, ACÓRDÃO, STJ) ARE 644906 AgR (2ªT), RE 1097920 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 22/06/2019, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1175218
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-B LET-C\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1175218 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) : PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E DIREITO ADMINISTRATIVO. 1. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: PRECLUSÃO. 2. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO INTERPOSTO CONTRA ACÓRDÃO DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Brasília, 6 de maio de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250A-AEC0-4AD0-2692 e senha 197E-FEAC-AF34-85F0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1175218 AGR / RJ Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250A-AEC0-4AD0-2692 e senha 197E-FEAC-AF34-85F0 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250A-AEC0-4AD0-2692 e senha 197E-FEAC-AF34-85F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, neguei seguimento aos recursos extraordinários com agravos interpostos por Ana Lúcia Rocha da Silva Torres sob os fundamentos de preclusão consumativa da questão constitucional, por ausência de ofensa constitucional direta e por incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 8). 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.12.2018, Ana Lúcia Rocha da Silva Torres interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 9). 3. A agravante alega que “em nenhum momento o recurso interposto contra o acórdão do TRF-2, bem como em face da decisão do Superior Tribunal de Justiça almejaram reexame de provas, entendimento este que não merece prosperar, haja vista a não valoração das razões contidas no recurso interposto, bem como de todas as provas acostadas aos autos, trazidas pela Agravante no momento da propositura da ação” (fl. 3, e-doc. 9). Sustenta que “restou comprovado ainda que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça afrontou a regra prevista no artigo 37, inciso XVI, letra “c” da CRFB, uma vez que não observou que a Agravante cumpre o único requisito para a acumulação de cargos públicos, qual seja, a compatibilidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8810-D556-87E8-99CF e senha 5CF3-7E16-2F85-95E0 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA ADV.(A/S) :PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 3.12.2018, neguei seguimento aos recursos extraordinários com agravos interpostos por Ana Lúcia Rocha da Silva Torres sob os fundamentos de preclusão consumativa da questão constitucional, por ausência de ofensa constitucional direta e por incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 8). 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.12.2018, Ana Lúcia Rocha da Silva Torres interpõe agravo regimental tempestivamente (e-doc. 9). 3. A agravante alega que “em nenhum momento o recurso interposto contra o acórdão do TRF-2, bem como em face da decisão do Superior Tribunal de Justiça almejaram reexame de provas, entendimento este que não merece prosperar, haja vista a não valoração das razões contidas no recurso interposto, bem como de todas as provas acostadas aos autos, trazidas pela Agravante no momento da propositura da ação” (fl. 3, e-doc. 9). Sustenta que “restou comprovado ainda que o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça afrontou a regra prevista no artigo 37, inciso XVI, letra “c” da CRFB, uma vez que não observou que a Agravante cumpre o único requisito para a acumulação de cargos públicos, qual seja, a compatibilidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8810-D556-87E8-99CF e senha 5CF3-7E16-2F85-95E0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1175218 AGR / RJ horários, a qual foi comprovada exaustivamente nos autos do processo” (fl. 3, e- doc. 9). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. A agravada não apresentou contrarrazões (e-doc. 15). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8810-D556-87E8-99CF e senha 5CF3-7E16-2F85-95E0 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ horários, a qual foi comprovada exaustivamente nos autos do processo” (fl. 3, e- doc. 9). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. A agravada não apresentou contrarrazões (e-doc. 15). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8810-D556-87E8-99CF e senha 5CF3-7E16-2F85-95E0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Quanto ao recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. NECESSIDADE DE REEXAME DOS CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - Para se verificar os fundamentos do acórdão recorrido quanto à compatibilidade de horários, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, atraindo o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 773.327-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 20.11.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Cargos públicos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. Quanto ao recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Segunda Região, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS NA ÁREA DE SAÚDE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. NECESSIDADE DE REEXAME DOS CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - Para se verificar os fundamentos do acórdão recorrido quanto à compatibilidade de horários, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, atraindo o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 773.327-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 20.11.2013). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Cargos públicos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1175218 AGR / RJ Acumulação. Profissional da saúde. Compatibilidade de horários. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A verificação da compatibilidade de horários com relação aos cargos exercidos pela parte agravante não prescinde da análise do conjunto fático-probatório da causa, o que encontra óbice na Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita” (ARE n. 1.154.722-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 1....2.2019). “Agravo regimental em recurso extraordinário 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Profissional da Saúde. Acumulação de cargos. Jornada Laboral excessiva . 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 1.137.784-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 30.11.2018). 3. A alegada afronta ao inc. II do art. 5... da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida” (Lei n. 8.112/90). 4. Inviável o recurso extraordinário pela al. b do inc. III do art. 102 da Constituição da República por não ter o Tribunal de origem declarado inconstitucional tratado ou lei federal. Este Supremo Tribunal concluiu ser imprescindível para a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ Acumulação. Profissional da saúde. Compatibilidade de horários. Discussão. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A verificação da compatibilidade de horários com relação aos cargos exercidos pela parte agravante não prescinde da análise do conjunto fático-probatório da causa, o que encontra óbice na Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita” (ARE n. 1.154.722-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Plenário, DJe 1....2.2019). “Agravo regimental em recurso extraordinário 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Profissional da Saúde. Acumulação de cargos. Jornada Laboral excessiva . 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 1.137.784-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 30.11.2018). 3. A alegada afronta ao inc. II do art. 5... da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal: “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida” (Lei n. 8.112/90). 4. Inviável o recurso extraordinário pela al. b do inc. III do art. 102 da Constituição da República por não ter o Tribunal de origem declarado inconstitucional tratado ou lei federal. Este Supremo Tribunal concluiu ser imprescindível para a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1175218 AGR / RJ interposição do recurso extraordinário com fundamento nessa norma a declaração formal de inconstitucionalidade de tratado ou lei federal pelo plenário ou órgão especial do Tribunal de origem, o que não se deu na espécie em exame. Confira-se o julgado a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 11.2.2016. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL PERTINENTE. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO federal. INEXISTÊNCIA DE DECLARAÇÃO DE INSCONSTITUCIONALIDADE DE tratado OU DE lei federal. 1. A controvérsia referente à ocorrência, ou não, de prescrição da pretensão punitiva tem natureza infraconstitucional. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Inexistência de ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 3. Inviabilidade do recurso extraordinário fundamentado na alínea b do permissivo constitucional, visto que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de tratado ou de lei federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil” (ARE n. 914.306-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 25.10.2016). 5. Tampouco se viabiliza o extraordinário pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ interposição do recurso extraordinário com fundamento nessa norma a declaração formal de inconstitucionalidade de tratado ou lei federal pelo plenário ou órgão especial do Tribunal de origem, o que não se deu na espécie em exame. Confira-se o julgado a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 11.2.2016. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. VERIFICAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DA LEGISLAÇÃO LOCAL PERTINENTE. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO federal. INEXISTÊNCIA DE DECLARAÇÃO DE INSCONSTITUCIONALIDADE DE tratado OU DE lei federal. 1. A controvérsia referente à ocorrência, ou não, de prescrição da pretensão punitiva tem natureza infraconstitucional. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Inexistência de ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 3. Inviabilidade do recurso extraordinário fundamentado na alínea b do permissivo constitucional, visto que o Tribunal a quo não declarou a inconstitucionalidade de tratado ou de lei federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., Código de Processo Civil” (ARE n. 914.306-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 25.10.2016). 5. Tampouco se viabiliza o extraordinário pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1175218 AGR / RJ CIVIL. PROFESSOR ESTADUAL. JORNADA DE TRABALHO: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INCABÍVEL O RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA QUANDO NÃO HÁ APLICAÇÃO DE LEI LOCAL EM DETRIMENTO DA CONSTITUIÇÃO. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.089.791-ED-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2018). 6. Quanto ao recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o Supremo Tribunal assentou que somente se admite recurso quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. A matéria constitucional impugnável por recurso extraordinário deve ter surgido originariamente no julgamento do recurso especial. Assim, por exemplo: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. 1. Esta Corte firmou entendimento no sentido de que não comporta admissão Recurso Extraordinário interposto contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que, em julgamento de recurso especial, mantém os fundamentos das instâncias ordinárias, os quais não foram objeto de apelo extremo em momento oportuno. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem” (Recurso Extraordinário n. 1.097.920-AgR, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ CIVIL. PROFESSOR ESTADUAL. JORNADA DE TRABALHO: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INCABÍVEL O RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA QUANDO NÃO HÁ APLICAÇÃO DE LEI LOCAL EM DETRIMENTO DA CONSTITUIÇÃO. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.089.791-ED-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2018). 6. Quanto ao recurso extraordinário com agravo interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o Supremo Tribunal assentou que somente se admite recurso quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. A matéria constitucional impugnável por recurso extraordinário deve ter surgido originariamente no julgamento do recurso especial. Assim, por exemplo: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL SURGIDA NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. 1. Esta Corte firmou entendimento no sentido de que não comporta admissão Recurso Extraordinário interposto contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça que, em julgamento de recurso especial, mantém os fundamentos das instâncias ordinárias, os quais não foram objeto de apelo extremo em momento oportuno. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem” (Recurso Extraordinário n. 1.097.920-AgR, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1175218 AGR / RJ Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 10.5.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO DIVERSA DA DECIDIDA PELA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Somente se admite recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial. II Agravo regimental improvido” (ARE n. 644.906-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012). 7. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Supremo Tribunal Federal ARE 1175218 AGR / RJ Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 10.5.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO DIVERSA DA DECIDIDA PELA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Somente se admite recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial. II Agravo regimental improvido” (ARE n. 644.906-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012). 7. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B73-F1EC-6C1C-098A e senha 6299-3557-5218-C891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA (148792/RJ) ADV.(A/S) : PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA (69386/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955F-B7C7-C766-FFEB e senha 1F7A-89A0-68F4-4D36 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.175.218 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA (148792/RJ) ADV.(A/S) : PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA (69386/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955F-B7C7-C766-FFEB e senha 1F7A-89A0-68F4-4D36 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 175 . 218", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1175218 AGR", "ARE 1175218 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 175 . 218", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 773 . 327 - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 773 . 327 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 154 . 722 - AgR", "Súmulas 279", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1175218", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 154 . 722 - AgR", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário n . 1 . 137 . 784 - AgR", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 914 . 306 - AgR", "ARE 1175218 AGR / RJ", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "ARE n . 914 . 306 - AgR", "SÚMULAS 279", "ARE n . 1 . 089 . 791 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário n . 1 . 097 . 920 - AgR", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário n . 1 . 097 . 920 - AgR", "ARE n . 644 . 906 - AgR", "ARE 1175218 AGR / RJ", "ARE n . 644 . 906 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso XVI , letra “ c ” da CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso XVI , letra “ c ” da CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "inc . II do art . 5 . . . da Constituição da República", "Lei n . 8 . 112 / 90", "al . b do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "inc . II do art . 5 . . . da Constituição da República", "Lei n . 8 . 112 / 90", "al . b do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "al . c do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO federal", "Código de Processo Civil", "al", "inc . III do art . 102 da Constituição da República", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AL", ".", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . E 11 DO ART . 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AL . C DO INC . III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ARE n . 1 . 089 .", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRF", "-", "2", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRF", "-", "2", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da Segunda Região", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da Segunda Região", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RJ", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal assentou", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES", "LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA", "PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES", "LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA", "PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ana Lúcia Rocha da Silva Torres", "Ana Lúcia Rocha da Silva Torres", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES", "LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA", "PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ana Lúcia Rocha da Silva Torres", "Ana Lúcia Rocha da Silva Torres", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA ARE", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA ARE", "Alexandre de Moraes", "Ricardo Lewandowski", "Alexandre de Moraes", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES", "LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA", "PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA LUCIA ROCHA DA SILVA TORRES", "LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA", "PATRICIA VAIRAO CARELLI VIEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "6 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "3", ".", "12", ".", "2018", "5", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "3", ".", "12", ".", "2018", "5", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "20", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "20", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2019", "30", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2019", "30", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "2", ".", "2016", "25", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "2", ".", "2016", "25", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) :MERHY DAYCHOUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PACIENTE CONDENADO A PENA RECLUSIVA INFERIOR A 04 (QUATRO) ANOS – ESTIPULAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE PENA EM REGIME INICIAL SEMIABERTO – POSSIBILIDADE – NECESSIDADE, CONTUDO, DE TAL FIXAÇÃO INICIAL RESULTAR DE DECISÃO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA (SÚMULA 719/STF) – PRETENDIDO INGRESSO EM REGIME INICIAL MAIS BRANDO – RECONHECIMENTO, PELO ÓRGÃO APONTADO COMO COATOR, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – MOTIVAÇÃO IDÔNEA E SUFICIENTE PARA A DETERMINAÇÃO DO REGIME MAIS SEVERO – “WRIT” CONSTITUCIONAL UTILIZADO, AINDA, COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL – INADMISSIBILIDADE – PARECER DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 26 de abril a 03 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E12-A5FC-75EE-113F e senha 8112-0CD0-26E5-F386 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) :MERHY DAYCHOUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “’HABEAS CORPUS’. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO. REGIME INICIAL SEMIABERTO. NEGATIVA DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. QUANTIDADE DA SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE APREENDIDA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AUSÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Embora a reprimenda final seja inferior a 4 anos de reclusão, escorreita a eleição do regime inicial semiaberto, porquanto as circunstâncias do caso concreto demonstram que regime inicial mais brando, ou eventual substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, não seria suficiente para a reprovação e a prevenção do delito em comento, tendo em vista a quantidade da substância entorpecente envolvida na empreitada criminosa – 360 kg de cocaína – (art. 42 da Lei nº 11.343/06). Não há falar, pois, em constrangimento ilegal. 2. ‘Habeas corpus’ denegado.” (HC 439.587/SP, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9B1-EC57-1E83-3FC9 e senha 1143-C8C6-AB88-FC5E Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) :MERHY DAYCHOUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “’HABEAS CORPUS’. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO. REGIME INICIAL SEMIABERTO. NEGATIVA DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. QUANTIDADE DA SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE APREENDIDA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AUSÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Embora a reprimenda final seja inferior a 4 anos de reclusão, escorreita a eleição do regime inicial semiaberto, porquanto as circunstâncias do caso concreto demonstram que regime inicial mais brando, ou eventual substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, não seria suficiente para a reprovação e a prevenção do delito em comento, tendo em vista a quantidade da substância entorpecente envolvida na empreitada criminosa – 360 kg de cocaína – (art. 42 da Lei nº 11.343/06). Não há falar, pois, em constrangimento ilegal. 2. ‘Habeas corpus’ denegado.” (HC 439.587/SP, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9B1-EC57-1E83-3FC9 e senha 1143-C8C6-AB88-FC5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório HC 156851 AGR / SP O ora recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento da presente espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9B1-EC57-1E83-3FC9 e senha 1143-C8C6-AB88-FC5E Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP O ora recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento da presente espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9B1-EC57-1E83-3FC9 e senha 1143-C8C6-AB88-FC5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Observo, inicialmente, quanto ao pretendido reconhecimento do suposto direito subjetivo do ora agravante de cumprir a execução da pena em regime inicial aberto, que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado ter sofrido condenação a pena igual ou inferior a 04 (quatro) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “c”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a quatro anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal aberto. Como se sabe, a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça, no entanto, em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). Assim, a opção pelo regime menos gravoso constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Observo, inicialmente, quanto ao pretendido reconhecimento do suposto direito subjetivo do ora agravante de cumprir a execução da pena em regime inicial aberto, que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado ter sofrido condenação a pena igual ou inferior a 04 (quatro) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “c”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a quatro anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal aberto. Como se sabe, a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça, no entanto, em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). Assim, a opção pelo regime menos gravoso constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3º, do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial semiaberto, quando cabível, em tese, como na espécie, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, neste ponto, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado nº 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 03 (três) anos e 05 (cinco) meses de reclusão, nada impedia a imposição, no caso, quanto a tal sentenciado, do regime inicial semiaberto, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “c”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime aberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja igual ou inferior a 04 (quatro) anos: “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e conseqüências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3º, do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial semiaberto, quando cabível, em tese, como na espécie, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, neste ponto, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado nº 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 03 (três) anos e 05 (cinco) meses de reclusão, nada impedia a imposição, no caso, quanto a tal sentenciado, do regime inicial semiaberto, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “c”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime aberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja igual ou inferior a 04 (quatro) anos: “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e conseqüências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(...) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(...) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, tanto o Juízo da 4ª Vara Criminal da 1ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo quanto o E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região, tal como assinalado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientaram a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente semiaberto, valendo transcrever, por relevante, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(...) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(...) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, tanto o Juízo da 4ª Vara Criminal da 1ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo quanto o E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região, tal como assinalado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientaram a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente semiaberto, valendo transcrever, por relevante, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “Na espécie, verifica-se que não há ilegalidade a ser sanada, porquanto foi fixado e mantido o regime inicial semiaberto, bem como negada a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, em razão dos elementos concretos dos autos. Com efeito, salientaram as instâncias de origem a quantidade da substância entorpecente apreendida em poder do paciente, a saber, 360 kg de cocaína (fl. 10). É imperioso ter em linha de consideração os ditames norteadores do art. 42 da Lei nº 11.343/06, no sentido de que o juiz, ’na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’. ….................................................................................................. Assim, embora a reprimenda final seja inferior a 4 anos de reclusão, penso ser necessária uma resposta penal mais efetiva, como forma de retribuição proporcional à gravidade da conduta, porquanto as circunstâncias do caso em testilha, em especial a quantidade da substância entorpecente envolvida na empreitada criminosa, demonstram que o regime inicial aberto, ou eventual substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, não seria suficiente para a reprovação e a prevenção do delito em comento.” (grifei) Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei nº 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (360 kg de cocaína, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, mostraram-se desfavoráveis ao ora recorrente, o que legitimou a imposição, pelo Juízo da 4ª Vara Criminal da 1ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, do regime penal semiaberto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “Na espécie, verifica-se que não há ilegalidade a ser sanada, porquanto foi fixado e mantido o regime inicial semiaberto, bem como negada a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, em razão dos elementos concretos dos autos. Com efeito, salientaram as instâncias de origem a quantidade da substância entorpecente apreendida em poder do paciente, a saber, 360 kg de cocaína (fl. 10). É imperioso ter em linha de consideração os ditames norteadores do art. 42 da Lei nº 11.343/06, no sentido de que o juiz, ’na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’. ….................................................................................................. Assim, embora a reprimenda final seja inferior a 4 anos de reclusão, penso ser necessária uma resposta penal mais efetiva, como forma de retribuição proporcional à gravidade da conduta, porquanto as circunstâncias do caso em testilha, em especial a quantidade da substância entorpecente envolvida na empreitada criminosa, demonstram que o regime inicial aberto, ou eventual substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, não seria suficiente para a reprovação e a prevenção do delito em comento.” (grifei) Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei nº 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (360 kg de cocaína, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, mostraram-se desfavoráveis ao ora recorrente, o que legitimou a imposição, pelo Juízo da 4ª Vara Criminal da 1ª Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, do regime penal semiaberto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP Cabe acentuar, ainda, que a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido podem justificar tanto a fixação de regime inicial de execução de pena mais gravoso quanto o indeferimento da substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos, consoante reiteradamente decidido por esta Suprema Corte (ARE 967.003-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – HC 133.308/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RHC 125.077-AgR/MS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – RHC 129.951/PR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DO ENTORPECENTE COMO FUNDAMENTO PARA FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIAL E PARA A NÃO SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Possibilidade de fixar o regime inicial fechado e de afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119.515/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. IMPETRAÇÃO DENEGADA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO DE DROGAS. QUANTIDADE DA DROGA. SUBSTITUIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITO. REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. ….................................................................................................. 3. Possibilidade de indeferir a substituição da pena por restritiva de direitos e de fixar o regime de cumprimento da pena forte na quantidade e natureza da droga. Precedente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP Cabe acentuar, ainda, que a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido podem justificar tanto a fixação de regime inicial de execução de pena mais gravoso quanto o indeferimento da substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos, consoante reiteradamente decidido por esta Suprema Corte (ARE 967.003-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – HC 133.308/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RHC 125.077-AgR/MS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – RHC 129.951/PR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DO ENTORPECENTE COMO FUNDAMENTO PARA FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIAL E PARA A NÃO SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Possibilidade de fixar o regime inicial fechado e de afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119.515/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. IMPETRAÇÃO DENEGADA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO DE DROGAS. QUANTIDADE DA DROGA. SUBSTITUIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITO. REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. ….................................................................................................. 3. Possibilidade de indeferir a substituição da pena por restritiva de direitos e de fixar o regime de cumprimento da pena forte na quantidade e natureza da droga. Precedente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP 4. A fixação do regime inicial de cumprimento de pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos devem ser apreciadas pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos dos artigos 33 e 44 do Código Penal. 5. Recurso ordinário em ‘habeas corpus’ a que se nega provimento.” (RHC 122.804/MT, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) “Recurso ordinário em ‘habeas corpus’. Penal. Tráfico ilícito de drogas (art. 33, ‘caput’, da Lei nº 11.343/06). Dosimetria da pena. Reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Descabimento. Provas concretas de que o recorrente se dedica a atividade criminosa. Impossibilidade de revolvimento das provas na via eleita. Precedentes. Fixação do regime mais gravoso. Possibilidade. Fundamentação calcada na gravidade concreta do delito evidenciada pela natureza da droga apreendida. Precedentes. Prejudicialidade da pretendida substituição por expressa vedação legal (CP, art. 44, inciso I). Recurso não provido. …................................................................................................... 3. O Supremo Tribunal já assentou entendimento quanto à possibilidade de o juiz fixar o regime inicial fechado e afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido (RHC nº 125.077/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 4/3/15). …................................................................................................... 5. Recurso ordinário ao qual se nega provimento.” (RHC 132.328/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Cumpre observar, finalmente, que a condenação criminal imposta ao ora agravante já transitou em julgado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP 4. A fixação do regime inicial de cumprimento de pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos devem ser apreciadas pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos dos artigos 33 e 44 do Código Penal. 5. Recurso ordinário em ‘habeas corpus’ a que se nega provimento.” (RHC 122.804/MT, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) “Recurso ordinário em ‘habeas corpus’. Penal. Tráfico ilícito de drogas (art. 33, ‘caput’, da Lei nº 11.343/06). Dosimetria da pena. Reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Descabimento. Provas concretas de que o recorrente se dedica a atividade criminosa. Impossibilidade de revolvimento das provas na via eleita. Precedentes. Fixação do regime mais gravoso. Possibilidade. Fundamentação calcada na gravidade concreta do delito evidenciada pela natureza da droga apreendida. Precedentes. Prejudicialidade da pretendida substituição por expressa vedação legal (CP, art. 44, inciso I). Recurso não provido. …................................................................................................... 3. O Supremo Tribunal já assentou entendimento quanto à possibilidade de o juiz fixar o regime inicial fechado e afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido (RHC nº 125.077/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 4/3/15). …................................................................................................... 5. Recurso ordinário ao qual se nega provimento.” (RHC 132.328/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Cumpre observar, finalmente, que a condenação criminal imposta ao ora agravante já transitou em julgado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP Tal circunstância faz incidir, sempre que se pretender discutir aspectos fático-probatórios concernentes à lide penal, o entendimento desta Suprema Corte segundo o qual o remédio constitucional do “habeas corpus” não se qualifica, ordinariamente, como sucedâneo da ação de revisão criminal, ainda mais se se considerar o caráter sumaríssimo de que esse “writ” reveste-se em nosso sistema processual. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos pronunciamentos de ambas as Turmas, consagrou essa orientação, que hoje se acha consolidada em inúmeros julgados (HC 70.457/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 98.206/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – HC 98.412/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 123.182-AgR/PB, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 134.974/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 134.976-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – RHC 116.674/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – RHC 130.270/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 133.200/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. DESCONSTITUIÇÃO DA CONCLUSÃO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME APROFUNDADO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I – A jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal não admite o uso do ‘habeas corpus’ como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. II – Ademais, a leitura atenta dos autos bem demonstra que a condenação foi embasada em prova judicialmente colhida, ficando evidente a pretensão de reexame de sentença transitada em julgado. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP Tal circunstância faz incidir, sempre que se pretender discutir aspectos fático-probatórios concernentes à lide penal, o entendimento desta Suprema Corte segundo o qual o remédio constitucional do “habeas corpus” não se qualifica, ordinariamente, como sucedâneo da ação de revisão criminal, ainda mais se se considerar o caráter sumaríssimo de que esse “writ” reveste-se em nosso sistema processual. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos pronunciamentos de ambas as Turmas, consagrou essa orientação, que hoje se acha consolidada em inúmeros julgados (HC 70.457/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 98.206/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – HC 98.412/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 123.182-AgR/PB, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 134.974/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 134.976-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – RHC 116.674/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – RHC 130.270/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 133.200/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. DESCONSTITUIÇÃO DA CONCLUSÃO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME APROFUNDADO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I – A jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal não admite o uso do ‘habeas corpus’ como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. II – Ademais, a leitura atenta dos autos bem demonstra que a condenação foi embasada em prova judicialmente colhida, ficando evidente a pretensão de reexame de sentença transitada em julgado. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP III – Agravo regimental a que nega provimento.” (HC 137.059-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RHC. TRÁFICO E POSSE DE INSTRUMENTOS PARA PRODUÇÃO DE DROGAS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. INOCORRÊNCIA. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o ‘habeas corpus’ não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. A moldura factual retratada no acórdão originalmente recorrido revela que as condutas praticadas pelo recorrente configuraram delitos autônomos, a impossibilitar o reconhecimento do princípio da consunção. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 128.723-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIMES DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO E SUPRESSÃO DE DOCUMENTO. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO CONDENATÓRIA. IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. RECURSO ESPECIAL JULGADO PREJUDICADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXAME DE SEUS PRESSUPOSTOS: IMPOSSIBILIDADE. ALEGAÇÃO DE VÍCIOS NA PRODUÇÃO DE PROVA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de não ser viável a utilização de ‘habeas corpus’ como sucedâneo de revisão criminal. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP III – Agravo regimental a que nega provimento.” (HC 137.059-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RHC. TRÁFICO E POSSE DE INSTRUMENTOS PARA PRODUÇÃO DE DROGAS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. INOCORRÊNCIA. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o ‘habeas corpus’ não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. A moldura factual retratada no acórdão originalmente recorrido revela que as condutas praticadas pelo recorrente configuraram delitos autônomos, a impossibilitar o reconhecimento do princípio da consunção. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 128.723-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIMES DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO E SUPRESSÃO DE DOCUMENTO. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO CONDENATÓRIA. IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. RECURSO ESPECIAL JULGADO PREJUDICADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXAME DE SEUS PRESSUPOSTOS: IMPOSSIBILIDADE. ALEGAÇÃO DE VÍCIOS NA PRODUÇÃO DE PROVA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de não ser viável a utilização de ‘habeas corpus’ como sucedâneo de revisão criminal. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP 2. A pretensão de processamento do recurso especial interposto no Superior Tribunal de Justiça, com o reexame de seus pressupostos de admissibilidade, não pode ser objeto de apreciação neste Supremo Tribunal em ‘habeas corpus’: Precedentes. 3. A apreciação de alegados vícios na instrução processual e no conjunto probatório demandaria o reexame dos fatos e das provas, ao que não se prestam o ‘habeas corpus’ e os recursos extraordinário e especial: Precedentes. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 122.753-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes a esta causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nos temas sob análise. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP 2. A pretensão de processamento do recurso especial interposto no Superior Tribunal de Justiça, com o reexame de seus pressupostos de admissibilidade, não pode ser objeto de apreciação neste Supremo Tribunal em ‘habeas corpus’: Precedentes. 3. A apreciação de alegados vícios na instrução processual e no conjunto probatório demandaria o reexame dos fatos e das provas, ao que não se prestam o ‘habeas corpus’ e os recursos extraordinário e especial: Precedentes. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 122.753-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes a esta causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nos temas sob análise. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) : MERHY DAYCHOUM (203965/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A404-AFE4-B91D-A7DA e senha 368B-C425-1A61-F5F4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) : MERHY DAYCHOUM (203965/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A404-AFE4-B91D-A7DA e senha 368B-C425-1A61-F5F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749828618
2019-05-06T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PACIENTE CONDENADO A PENA RECLUSIVA INFERIOR A 04 (QUATRO) ANOS – ESTIPULAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE PENA EM REGIME INICIAL SEMIABERTO – POSSIBILIDADE – NECESSIDADE, CONTUDO, DE TAL FIXAÇÃO INICIAL RESULTAR DE DECISÃO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA (SÚMULA 719/STF) – PRETENDIDO INGRESSO EM REGIME INICIAL MAIS BRANDO – RECONHECIMENTO, PELO ÓRGÃO APONTADO COMO COATOR, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – MOTIVAÇÃO IDÔNEA E SUFICIENTE PARA A DETERMINAÇÃO DO REGIME MAIS SEVERO – “WRIT” CONSTITUCIONAL UTILIZADO, AINDA, COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL – INADMISSIBILIDADE – PARECER DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur403970
- Acórdão(s) citado(s): (DIREITO PÚBLICO SUBJETIVO, REGIME PRISIONAL MENOS GRAVOSO, FACULDADE DO JUIZ) HC 64218 - RTJ 119/668, HC 65668 - RTJ 125/578, HC 69118 - RTJ 141/545, HC 70289 (1ªT) - RTJ 148/490, HC 70557 - RTJ 151/212, HC 70650 (1ªT) - RTJ 154/103, HC 100695 (2ªT), HC 66950 (1ªT), RT 666/389. (REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO, QUANTIDADE, NATUREZA DA DROGA) HC 119515 (2ªT), RHC 122804 (1ªT), RHC 125077 AgR (1ªT), RHC 129951 (2ªT), RHC 132328 (2ªT), HC 133308 (2ªT), ARE 967003 AgR (1ªT). (HC, SUCEDÂNEO, REVISÃO CRIMINAL) HC 70457, HC 98206 (1ªT), HC 98412 (2ªT), RHC 116674 (2ªT), HC 122753 AgR (2ªT), RHC 130270 (1ªT), RHC 128723 AgR (1ªT), RHC 133200 (2ªT), HC 134974 (2ªT), HC 123182 AgR (1ªT), HC 134976 AgR (1ªT), HC 137059 AgR (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 16/09/2019, JRS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
156851
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00042\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 LET-C PAR-00003 \n ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 156851 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) : MERHY DAYCHOUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) :MERHY DAYCHOUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PACIENTE CONDENADO A PENA RECLUSIVA INFERIOR A 04 (QUATRO) ANOS – ESTIPULAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE PENA EM REGIME INICIAL SEMIABERTO – POSSIBILIDADE – NECESSIDADE, CONTUDO, DE TAL FIXAÇÃO INICIAL RESULTAR DE DECISÃO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA (SÚMULA 719/Supremo Tribunal Federal) – PRETENDIDO INGRESSO EM REGIME INICIAL MAIS BRANDO – RECONHECIMENTO, PELO ÓRGÃO APONTADO COMO COATOR, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – MOTIVAÇÃO IDÔNEA E SUFICIENTE PARA A DETERMINAÇÃO DO REGIME MAIS SEVERO – “WRIT” CONSTITUCIONAL UTILIZADO, AINDA, COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL – INADMISSIBILIDADE – PARECER DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 26 de abril a 03 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E12-A5FC-75EE-113F e senha 8112-0CD0-26E5-F386 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) :MERHY DAYCHOUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “’HABEAS CORPUS’. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO. REGIME INICIAL SEMIABERTO. NEGATIVA DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. QUANTIDADE DA SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE APREENDIDA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AUSÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Embora a reprimenda final seja inferior a 4 anos de reclusão, escorreita a eleição do regime inicial semiaberto, porquanto as circunstâncias do caso concreto demonstram que regime inicial mais brando, ou eventual substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, não seria suficiente para a reprovação e a prevenção do delito em comento, tendo em vista a quantidade da substância entorpecente envolvida na empreitada criminosa – 360 kg de cocaína – (art. 42 da Lei n 11.343/06). Não há falar, pois, em constrangimento ilegal. 2. ‘Habeas corpus’ denegado.” (HC 439.587/SP, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9B1-EC57-1E83-3FC9 e senha 1143-C8C6-AB88-FC5E Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) :MERHY DAYCHOUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “’HABEAS CORPUS’. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO. REGIME INICIAL SEMIABERTO. NEGATIVA DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. QUANTIDADE DA SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE APREENDIDA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AUSÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Embora a reprimenda final seja inferior a 4 anos de reclusão, escorreita a eleição do regime inicial semiaberto, porquanto as circunstâncias do caso concreto demonstram que regime inicial mais brando, ou eventual substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, não seria suficiente para a reprovação e a prevenção do delito em comento, tendo em vista a quantidade da substância entorpecente envolvida na empreitada criminosa – 360 kg de cocaína – (art. 42 da Lei n 11.343/06). Não há falar, pois, em constrangimento ilegal. 2. ‘Habeas corpus’ denegado.” (HC 439.587/SP, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9B1-EC57-1E83-3FC9 e senha 1143-C8C6-AB88-FC5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório HC 156851 AGR / SP O ora recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento da presente espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9B1-EC57-1E83-3FC9 e senha 1143-C8C6-AB88-FC5E Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP O ora recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento da presente espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9B1-EC57-1E83-3FC9 e senha 1143-C8C6-AB88-FC5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Observo, inicialmente, quanto ao pretendido reconhecimento do suposto direito subjetivo do ora agravante de cumprir a execução da pena em regime inicial aberto, que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado ter sofrido condenação a pena igual ou inferior a 04 (quatro) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “c”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a quatro anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal aberto. Como se sabe, a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça, no entanto, em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). Assim, a opção pelo regime menos gravoso constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Observo, inicialmente, quanto ao pretendido reconhecimento do suposto direito subjetivo do ora agravante de cumprir a execução da pena em regime inicial aberto, que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado ter sofrido condenação a pena igual ou inferior a 04 (quatro) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “c”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a quatro anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal aberto. Como se sabe, a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça, no entanto, em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). Assim, a opção pelo regime menos gravoso constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3..., do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial semiaberto, quando cabível, em tese, como na espécie, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, neste ponto, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado n 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 03 (três) anos e 05 (cinco) meses de reclusão, nada impedia a imposição, no caso, quanto a tal sentenciado, do regime inicial semiaberto, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “c”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime aberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja igual ou inferior a 04 (quatro) anos: “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e conseqüências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3..., do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial semiaberto, quando cabível, em tese, como na espécie, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, neste ponto, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado n 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 03 (três) anos e 05 (cinco) meses de reclusão, nada impedia a imposição, no caso, quanto a tal sentenciado, do regime inicial semiaberto, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “c”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime aberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja igual ou inferior a 04 (quatro) anos: “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e conseqüências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(...) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(...) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, tanto o Juízo da 4... Vara Criminal da 1... Subseção Judiciária do Estado de São Paulo quanto o E. Tribunal Regional Federal da 4... Região, tal como assinalado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientaram a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente semiaberto, valendo transcrever, por relevante, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(...) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(...) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, tanto o Juízo da 4... Vara Criminal da 1... Subseção Judiciária do Estado de São Paulo quanto o E. Tribunal Regional Federal da 4... Região, tal como assinalado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientaram a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente semiaberto, valendo transcrever, por relevante, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “Na espécie, verifica-se que não há ilegalidade a ser sanada, porquanto foi fixado e mantido o regime inicial semiaberto, bem como negada a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, em razão dos elementos concretos dos autos. Com efeito, salientaram as instâncias de origem a quantidade da substância entorpecente apreendida em poder do paciente, a saber, 360 kg de cocaína (fl. 10). É imperioso ter em linha de consideração os ditames norteadores do art. 42 da Lei n 11.343/06, no sentido de que o juiz, ’na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’. ….................................................................................................. Assim, embora a reprimenda final seja inferior a 4 anos de reclusão, penso ser necessária uma resposta penal mais efetiva, como forma de retribuição proporcional à gravidade da conduta, porquanto as circunstâncias do caso em testilha, em especial a quantidade da substância entorpecente envolvida na empreitada criminosa, demonstram que o regime inicial aberto, ou eventual substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, não seria suficiente para a reprovação e a prevenção do delito em comento.” (grifei) Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei n 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (360 kg de cocaína, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, mostraram-se desfavoráveis ao ora recorrente, o que legitimou a imposição, pelo Juízo da 4... Vara Criminal da 1... Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, do regime penal semiaberto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “Na espécie, verifica-se que não há ilegalidade a ser sanada, porquanto foi fixado e mantido o regime inicial semiaberto, bem como negada a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, em razão dos elementos concretos dos autos. Com efeito, salientaram as instâncias de origem a quantidade da substância entorpecente apreendida em poder do paciente, a saber, 360 kg de cocaína (fl. 10). É imperioso ter em linha de consideração os ditames norteadores do art. 42 da Lei n 11.343/06, no sentido de que o juiz, ’na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’. ….................................................................................................. Assim, embora a reprimenda final seja inferior a 4 anos de reclusão, penso ser necessária uma resposta penal mais efetiva, como forma de retribuição proporcional à gravidade da conduta, porquanto as circunstâncias do caso em testilha, em especial a quantidade da substância entorpecente envolvida na empreitada criminosa, demonstram que o regime inicial aberto, ou eventual substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, não seria suficiente para a reprovação e a prevenção do delito em comento.” (grifei) Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei n 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (360 kg de cocaína, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, mostraram-se desfavoráveis ao ora recorrente, o que legitimou a imposição, pelo Juízo da 4... Vara Criminal da 1... Subseção Judiciária do Estado de São Paulo, do regime penal semiaberto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP Cabe acentuar, ainda, que a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido podem justificar tanto a fixação de regime inicial de execução de pena mais gravoso quanto o indeferimento da substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos, consoante reiteradamente decidido por esta Suprema Corte (ARE 967.003-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – HC 133.308/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RHC 125.077-AgR/MS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – RHC 129.951/PR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DO ENTORPECENTE COMO FUNDAMENTO PARA FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIAL E PARA A NÃO SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Possibilidade de fixar o regime inicial fechado e de afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119.515/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. IMPETRAÇÃO DENEGADA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO DE DROGAS. QUANTIDADE DA DROGA. SUBSTITUIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITO. REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. ….................................................................................................. 3. Possibilidade de indeferir a substituição da pena por restritiva de direitos e de fixar o regime de cumprimento da pena forte na quantidade e natureza da droga. Precedente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP Cabe acentuar, ainda, que a natureza e a quantidade do entorpecente apreendido podem justificar tanto a fixação de regime inicial de execução de pena mais gravoso quanto o indeferimento da substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos, consoante reiteradamente decidido por esta Suprema Corte (ARE 967.003-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – HC 133.308/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RHC 125.077-AgR/MS, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – RHC 129.951/PR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DO ENTORPECENTE COMO FUNDAMENTO PARA FIXAÇÃO DO REGIME PRISIONAL INICIAL E PARA A NÃO SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ORDEM DENEGADA. 1. Possibilidade de fixar o regime inicial fechado e de afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 119.515/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. IMPETRAÇÃO DENEGADA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO DE DROGAS. QUANTIDADE DA DROGA. SUBSTITUIÇÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITO. REGIME DE CUMPRIMENTO DA PENA. ….................................................................................................. 3. Possibilidade de indeferir a substituição da pena por restritiva de direitos e de fixar o regime de cumprimento da pena forte na quantidade e natureza da droga. Precedente. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP 4. A fixação do regime inicial de cumprimento de pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos devem ser apreciadas pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos dos artigos 33 e 44 do Código Penal. 5. Recurso ordinário em ‘habeas corpus’ a que se nega provimento.” (RHC 122.804/MT, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) “Recurso ordinário em ‘habeas corpus’. Penal. Tráfico ilícito de drogas (art. 33, ‘caput’, da Lei n 11.343/06). Dosimetria da pena. Reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Descabimento. Provas concretas de que o recorrente se dedica a atividade criminosa. Impossibilidade de revolvimento das provas na via eleita. Precedentes. Fixação do regime mais gravoso. Possibilidade. Fundamentação calcada na gravidade concreta do delito evidenciada pela natureza da droga apreendida. Precedentes. Prejudicialidade da pretendida substituição por expressa vedação legal (Código Penal Brasileiro, art. 44, inciso I). Recurso não provido. …................................................................................................... 3. O Supremo Tribunal já assentou entendimento quanto à possibilidade de o juiz fixar o regime inicial fechado e afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido (RHC n 125.077/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 4/3/15). …................................................................................................... 5. Recurso ordinário ao qual se nega provimento.” (RHC 132.328/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Cumpre observar, finalmente, que a condenação criminal imposta ao ora agravante já transitou em julgado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP 4. A fixação do regime inicial de cumprimento de pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos devem ser apreciadas pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos dos artigos 33 e 44 do Código Penal. 5. Recurso ordinário em ‘habeas corpus’ a que se nega provimento.” (RHC 122.804/MT, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) “Recurso ordinário em ‘habeas corpus’. Penal. Tráfico ilícito de drogas (art. 33, ‘caput’, da Lei n 11.343/06). Dosimetria da pena. Reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Descabimento. Provas concretas de que o recorrente se dedica a atividade criminosa. Impossibilidade de revolvimento das provas na via eleita. Precedentes. Fixação do regime mais gravoso. Possibilidade. Fundamentação calcada na gravidade concreta do delito evidenciada pela natureza da droga apreendida. Precedentes. Prejudicialidade da pretendida substituição por expressa vedação legal (Código Penal Brasileiro, art. 44, inciso I). Recurso não provido. …................................................................................................... 3. O Supremo Tribunal já assentou entendimento quanto à possibilidade de o juiz fixar o regime inicial fechado e afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido (RHC n 125.077/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 4/3/15). …................................................................................................... 5. Recurso ordinário ao qual se nega provimento.” (RHC 132.328/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Cumpre observar, finalmente, que a condenação criminal imposta ao ora agravante já transitou em julgado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP Tal circunstância faz incidir, sempre que se pretender discutir aspectos fático-probatórios concernentes à lide penal, o entendimento desta Suprema Corte segundo o qual o remédio constitucional do “habeas corpus” não se qualifica, ordinariamente, como sucedâneo da ação de revisão criminal, ainda mais se se considerar o caráter sumaríssimo de que esse “writ” reveste-se em nosso sistema processual. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos pronunciamentos de ambas as Turmas, consagrou essa orientação, que hoje se acha consolidada em inúmeros julgados (HC 70.457/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 98.206/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – HC 98.412/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 123.182-AgR/PB, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 134.974/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 134.976-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – RHC 116.674/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – RHC 130.270/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 133.200/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. DESCONSTITUIÇÃO DA CONCLUSÃO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME APROFUNDADO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I – A jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal não admite o uso do ‘habeas corpus’ como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. II – Ademais, a leitura atenta dos autos bem demonstra que a condenação foi embasada em prova judicialmente colhida, ficando evidente a pretensão de reexame de sentença transitada em julgado. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP Tal circunstância faz incidir, sempre que se pretender discutir aspectos fático-probatórios concernentes à lide penal, o entendimento desta Suprema Corte segundo o qual o remédio constitucional do “habeas corpus” não se qualifica, ordinariamente, como sucedâneo da ação de revisão criminal, ainda mais se se considerar o caráter sumaríssimo de que esse “writ” reveste-se em nosso sistema processual. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos pronunciamentos de ambas as Turmas, consagrou essa orientação, que hoje se acha consolidada em inúmeros julgados (HC 70.457/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 98.206/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – HC 98.412/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 123.182-AgR/PB, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 134.974/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 134.976-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – RHC 116.674/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – RHC 130.270/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 133.200/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. DESCONSTITUIÇÃO DA CONCLUSÃO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME APROFUNDADO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I – A jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal não admite o uso do ‘habeas corpus’ como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. II – Ademais, a leitura atenta dos autos bem demonstra que a condenação foi embasada em prova judicialmente colhida, ficando evidente a pretensão de reexame de sentença transitada em julgado. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP III – Agravo regimental a que nega provimento.” (HC 137.059-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RHC. TRÁFICO E POSSE DE INSTRUMENTOS PARA PRODUÇÃO DE DROGAS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. INOCORRÊNCIA. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o ‘habeas corpus’ não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. A moldura factual retratada no acórdão originalmente recorrido revela que as condutas praticadas pelo recorrente configuraram delitos autônomos, a impossibilitar o reconhecimento do princípio da consunção. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 128.723-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIMES DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO E SUPRESSÃO DE DOCUMENTO. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO CONDENATÓRIA. IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. RECURSO ESPECIAL JULGADO PREJUDICADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXAME DE SEUS PRESSUPOSTOS: IMPOSSIBILIDADE. ALEGAÇÃO DE VÍCIOS NA PRODUÇÃO DE PROVA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de não ser viável a utilização de ‘habeas corpus’ como sucedâneo de revisão criminal. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP III – Agravo regimental a que nega provimento.” (HC 137.059-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RHC. TRÁFICO E POSSE DE INSTRUMENTOS PARA PRODUÇÃO DE DROGAS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. INOCORRÊNCIA. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o ‘habeas corpus’ não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. A moldura factual retratada no acórdão originalmente recorrido revela que as condutas praticadas pelo recorrente configuraram delitos autônomos, a impossibilitar o reconhecimento do princípio da consunção. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 128.723-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. CRIMES DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO E SUPRESSÃO DE DOCUMENTO. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO CONDENATÓRIA. IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. RECURSO ESPECIAL JULGADO PREJUDICADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXAME DE SEUS PRESSUPOSTOS: IMPOSSIBILIDADE. ALEGAÇÃO DE VÍCIOS NA PRODUÇÃO DE PROVA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de não ser viável a utilização de ‘habeas corpus’ como sucedâneo de revisão criminal. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 156851 AGR / SP 2. A pretensão de processamento do recurso especial interposto no Superior Tribunal de Justiça, com o reexame de seus pressupostos de admissibilidade, não pode ser objeto de apreciação neste Supremo Tribunal em ‘habeas corpus’: Precedentes. 3. A apreciação de alegados vícios na instrução processual e no conjunto probatório demandaria o reexame dos fatos e das provas, ao que não se prestam o ‘habeas corpus’ e os recursos extraordinário e especial: Precedentes. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 122.753-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes a esta causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nos temas sob análise. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Supremo Tribunal Federal HC 156851 AGR / SP 2. A pretensão de processamento do recurso especial interposto no Superior Tribunal de Justiça, com o reexame de seus pressupostos de admissibilidade, não pode ser objeto de apreciação neste Supremo Tribunal em ‘habeas corpus’: Precedentes. 3. A apreciação de alegados vícios na instrução processual e no conjunto probatório demandaria o reexame dos fatos e das provas, ao que não se prestam o ‘habeas corpus’ e os recursos extraordinário e especial: Precedentes. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 122.753-AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes a esta causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nos temas sob análise. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43E1-9E46-AF8F-FBCB e senha 283C-E938-DA64-604A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) : MERHY DAYCHOUM (203965/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A404-AFE4-B91D-A7DA e senha 368B-C425-1A61-F5F4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.851 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WAGNER LISBOA DA SILVA ADV.(A/S) : MERHY DAYCHOUM (203965/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A404-AFE4-B91D-A7DA e senha 368B-C425-1A61-F5F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 156 . 851", "SÚMULA 719 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 156 . 851", "HC 439 . 587 / SP", "HABEAS CORPUS 156 . 851", "HC 439 . 587 / SP", "HC 156851 AGR / SP", "HC 156851 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 156 . 851", "RTJ 148 / 490 - 491", "RTJ 141 / 545", "RTJ 151 / 212", "RTJ 154 / 103", "HABEAS CORPUS 156 . 851 SÃO", "RTJ 148 / 490 - 491", "RTJ 141 / 545", "RTJ 154 / 103", "HC 156851 AGR / SP", "HC 66 . 950 / RO", "HC 156851 AGR / SP", "HC 66 . 950 / RO", "HC 156851 AGR / SP", "RTJ 125 / 578", "RTJ 119 / 668", "RT 666 / 389", "HC 100 . 695 / SP", "HC 156851 AGR / SP", "RTJ 125 / 578", "RTJ 119 / 668", "RT 666 / 389", "HC 100 . 695 / SP", "HC 156851 AGR / SP", "HC 156851 AGR / SP", "HC 156851 AGR / SP", "ARE 967 . 003 - AgR / SP", "HC 133 . 308 / SP", "RHC 125 . 077 - AgR / MS", "RHC 129 . 951 / PR", "HC 119 . 515 / AC", "HC 156851 AGR / SP", "ARE 967 . 003 - AgR / SP", "HC 133 . 308 / SP", "RHC 125 . 077 - AgR / MS", "RHC 129 . 951 / PR", "HC 119 . 515 / AC", "HC 156851 AGR / SP", "RHC 122 . 804 / MT", "RHC n 125 . 077", "RHC 132 . 328 / MS", "HC 156851 AGR / SP", "RHC 122 . 804 / MT", "RHC n 125 . 077 / MS - AgR", "RHC 132 . 328 / MS", "HC 156851 AGR / SP", "HC 70 . 457 / SP", "HC 98 . 206 / DF", "HC 98 . 412 / SP", "HC 123 . 182 - AgR / PB", "HC 134 . 974 / RS", "HC 134 . 976 - AgR / SP", "RHC 116 . 674 / RJ", "RHC 130 . 270 / BA", "RHC 133 . 200 / RJ", "HC 156851 AGR / SP", "HC 70 . 457 / SP", "HC 98 . 206 / DF", "HC 98 . 412 / SP", "HC 123 . 182 - AgR / PB", "HC 134 . 974 / RS", "HC 134 . 976 - AgR / SP", "RHC 116 . 674 / RJ", "RHC 130 . 270 / BA", "RHC 133 . 200 / RJ", "HC 156851 AGR / SP", "HC 137 . 059 - AgR / RJ", "RHC 128 . 723 - AgR / SP", "HC 156851 AGR / SP", "HC 137 . 059 - AgR / RJ", "RHC 128 . 723 - AgR / SP", "HC 156851 AGR / SP", "HC 122 . 753 - AgR / SP", "HC 156851 AGR / SP", "HC 122 . 753 - AgR / SP", "HABEAS CORPUS 156 . 851", "HABEAS CORPUS 156 ." ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , “ c ” , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "art . 33 , § 2 . . . , “ c ” , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "caput ’ do art . 59 do Código Penal", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , “ c ” , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , “ c ” , do", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "33 , § 2 . . . , ‘ c ’ , do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’ , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’ , do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’ , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei n 11 . 343 / 06", "art . 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 42 da Lei n 11 . 343 / 06", "art . 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 e 44 do Código Penal", "art . 33 , ‘ caput ’ , da Lei n 11 . 343 / 06", "§", "Lei de", "Código Penal Brasileiro , art . 44 , inciso I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 e 44 do Código Penal", "art . 33 , ‘ caput ’ , da Lei n 11 . 343 / 06", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "Código Penal Brasileiro , art . 44 , inciso I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Vara Criminal da 1 . . . Subseção Judiciária do Estado de São Paulo", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Vara Criminal da 1", "Subseção Judiciária do Estado de São Paulo", "E", ".", "Tribunal Regional Federal da 4 .", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "4", "Vara Criminal da 1 . . .", "Subseção Judiciária do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "4", ".", ".", "Vara Criminal da 1 . . .", "Subseção Judiciária do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTICA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "WAGNER LISBOA DA SILVA", "MERHY DAYCHOUM", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "WAGNER LISBOA DA SILVA", "MERHY DAYCHOUM", "CELSO DE MELLO", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "CELSO DE MELLO", "WAGNER LISBOA DA SILVA", "MERHY DAYCHOUM", "CELSO DE MELLO", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES", "CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "OCTAVIO GALLOTTI", "OCTAVIO GALLOTTI", "CELSO DE MELLO", "CÉLIO BORJA", "FRANCISCO REZEK", "SYDNEY SANCHES", "GILMAR MENDES", "CÉLIO BORJA", "FRANCISCO REZEK", "SYDNEY SANCHES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "IMPETRAÇÃO", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "Roberto Barroso", "DIAS", "TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "WAGNER LISBOA DA SILVA", "MERHY DAYCHOUM", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "WAGNER LISBOA DA SILVA", "MERHY DAYCHOUM", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "06", "/", "05", "/", "2019", "26 de abril", "03 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "09", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "3", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "3", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) :JOSE ALVES CARDOSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PENA-BASE ESTABELECIDA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – RECONHECIMENTO, PELO MAGISTRADO SENTENCIANTE, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO – REVISÃO CRIMINAL – JULGAMENTO QUE MANTEVE CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL SOB NOVO FUNDAMENTO, MAS SEM AGRAVAMENTO DA SITUAÇÃO JURÍDICO-PENAL DO SENTENCIADO – INEXISTÊNCIA DE “REFORMATIO IN PEJUS” – FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA, QUE, ADEMAIS, BASEIA-SE EM ARGUMENTOS EXTRAÍDOS DA PRÓPRIA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 26 de abril a 03 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC54-E708-23D7-D51A e senha 805B-EE9D-6A58-4A33 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) :JOSE ALVES CARDOSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7875-3523-16A7-DCB2 e senha E16A-E21A-244C-72D2 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) :JOSE ALVES CARDOSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7875-3523-16A7-DCB2 e senha E16A-E21A-244C-72D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em análise. Como tive o ensejo de enfatizar no ato decisório recorrido, o magistrado sentenciante, na espécie, assim justificou a dosimetria da pena-base imposta ao ora agravante no tocante às consequências do crime : “(...) as consequências foram drásticas para a vítima, cujo comportamento inocente não interferiu na conduta.” O E. Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, por sua vez, ao julgar a revisão criminal ajuizada pela defesa do ora agravante, fixou a pena-base em decisão da qual se destaca a seguinte passagem: “Também aqui é frágil o articulado do autor, não havendo fumaça do bom direito para eliminação desta circunstância judicial. Embora seja verdadeira a assertiva levantada pelo promovente – de que as ‘consequências drásticas para a vítima’ são inerentes ao tipo penal de atentado violento ao pudor’ –, a exasperação é devida porque, para além dos traumas, a ofendida teve de submeter-se a tratamento psicológico prolongado. A propósito, disse o julgador na ementa da sentença: ‘Diante das consequências psicológicas sofridas pela vítima, que, inclusive, teve de passar por um tratamento prolongado, e do que foi relatado nos autos, não há dúvida de que o acusado praticou atos libidinosos com a sua filha mediante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em análise. Como tive o ensejo de enfatizar no ato decisório recorrido, o magistrado sentenciante, na espécie, assim justificou a dosimetria da pena-base imposta ao ora agravante no tocante às consequências do crime : “(...) as consequências foram drásticas para a vítima, cujo comportamento inocente não interferiu na conduta.” O E. Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, por sua vez, ao julgar a revisão criminal ajuizada pela defesa do ora agravante, fixou a pena-base em decisão da qual se destaca a seguinte passagem: “Também aqui é frágil o articulado do autor, não havendo fumaça do bom direito para eliminação desta circunstância judicial. Embora seja verdadeira a assertiva levantada pelo promovente – de que as ‘consequências drásticas para a vítima’ são inerentes ao tipo penal de atentado violento ao pudor’ –, a exasperação é devida porque, para além dos traumas, a ofendida teve de submeter-se a tratamento psicológico prolongado. A propósito, disse o julgador na ementa da sentença: ‘Diante das consequências psicológicas sofridas pela vítima, que, inclusive, teve de passar por um tratamento prolongado, e do que foi relatado nos autos, não há dúvida de que o acusado praticou atos libidinosos com a sua filha mediante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 159349 AGR / PB violência real, consistentes em coito oral e acariciamento de partes íntimas, sendo a condenação uma medida imperiosa.’ Dessa maneira, as ‘consequências’ da infração penal ultrapassaram o esperado pela prática do delito, justificando, então, a exasperação da pena-base. Por isso, não vejo consistência aparente desta tese. Com efeito, reconheço a existência do ‘bis in idem’, de modo que, na forma exposta, reduzo a pena-base em três meses, por eliminar o juízo desfavorável da culpabilidade, realizada na decisão revidenda. Via de consequência, estabeleço, como pena definitiva, o montante de 08 (oito) anos e 09 (nove) meses de reclusão, a serem cumpridos em regime inicialmente fechado.” (grifei) Não vislumbro, no caso, a ocorrência de situação caracterizadora de “reformatio in pejus”, expressamente vedada pelo que dispõe o CPP, art. 617, parte final. Vale transcrever, por relevante, trecho do parecer do Ministério Público Federal oferecido por ocasião da análise de mérito da presente controvérsia, cujo teor acolho como razão de decidir: “12. Da mera leitura dos fundamentos é possível constatar que, ao contrário do alegado, não há que se falar em ‘reformatio in pejus’, pois a exasperação da pena resultou da motivação global da sentença condenatória – que deve ser lida em sua totalidade, e não por capítulos. 13. Extrai-se da sentença condenatória que, ‘Diante das consequências psicológicas sofridas pela vítima, que, inclusive, teve de passar por um tratamento prolongado, e do que foi relatado nos autos, não há dúvida de que o acusado praticou atos libidinosos com a sua filha mediante violência real, consistentes em coito oral e acariciamento de partes íntimas, sendo a condenação uma medida imperiosa’. 14. Assim, não há que se falar em acréscimo de fundamentos ou de agravamento da situação do réu, pois a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal HC 159349 AGR / PB violência real, consistentes em coito oral e acariciamento de partes íntimas, sendo a condenação uma medida imperiosa.’ Dessa maneira, as ‘consequências’ da infração penal ultrapassaram o esperado pela prática do delito, justificando, então, a exasperação da pena-base. Por isso, não vejo consistência aparente desta tese. Com efeito, reconheço a existência do ‘bis in idem’, de modo que, na forma exposta, reduzo a pena-base em três meses, por eliminar o juízo desfavorável da culpabilidade, realizada na decisão revidenda. Via de consequência, estabeleço, como pena definitiva, o montante de 08 (oito) anos e 09 (nove) meses de reclusão, a serem cumpridos em regime inicialmente fechado.” (grifei) Não vislumbro, no caso, a ocorrência de situação caracterizadora de “reformatio in pejus”, expressamente vedada pelo que dispõe o CPP, art. 617, parte final. Vale transcrever, por relevante, trecho do parecer do Ministério Público Federal oferecido por ocasião da análise de mérito da presente controvérsia, cujo teor acolho como razão de decidir: “12. Da mera leitura dos fundamentos é possível constatar que, ao contrário do alegado, não há que se falar em ‘reformatio in pejus’, pois a exasperação da pena resultou da motivação global da sentença condenatória – que deve ser lida em sua totalidade, e não por capítulos. 13. Extrai-se da sentença condenatória que, ‘Diante das consequências psicológicas sofridas pela vítima, que, inclusive, teve de passar por um tratamento prolongado, e do que foi relatado nos autos, não há dúvida de que o acusado praticou atos libidinosos com a sua filha mediante violência real, consistentes em coito oral e acariciamento de partes íntimas, sendo a condenação uma medida imperiosa’. 14. Assim, não há que se falar em acréscimo de fundamentos ou de agravamento da situação do réu, pois a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 159349 AGR / PB sentença condenatória expressamente ressaltou os intensos traumas sofridos pela vítima – sua filha de apenas 4 (quatro) anos –, razão pela qual precisou se submeter a tratamento psicológico contínuo e prolongado. Ou seja, tal situação já era conhecida desde a prolação da sentença e apenas foi reafirmada no julgamento da revisão criminal, a fim de justificar a legalidade dos motivos apresentados para a valoração negativa das consequências do crime. 15. Com efeito, a regra da ‘non reformatio in pejus’ não impõe ao julgador a manutenção da fração de aumento de cada circunstância judicial e a consequente extirpação na exata proporcionalidade dosada pelas instâncias ordinárias, desde que a pena final não seja desfavorável ao réu. 16. Destarte, em que pese o acórdão da revisão criminal tenha apresentado fundamentação diversa para embasar a manutenção da referida circunstância judicial, houve referência a elementos de fato considerados pela própria sentença condenatória, de modo que, na ausência de agravamento da condenação, não há como falar em constrangimento ilegal. (...).” (grifei) Verifico, por relevante, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, no que concerne ao tema de fundo, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na apreciação de controvérsias que, à semelhança da questão jurídica debatida nos presentes autos, dizem respeito à configuração de “reformatio in pejus” em causas submetidas à apreciação dos Tribunais de Justiça (HC 72.527/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 76.156/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RHC 116.013/ES, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – RHC 130.734/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PACIENTE PROCESSADO PELA INFRAÇÃO DO ART. 22, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 7.492/86 (EVASÃO DE DIVISAS). PEDIDO DE FIXAÇÃO DA PENA-BASE NO MÍNIMO LEGAL. ANULAÇÃO DE ACÓRDÃO. ALEGAÇÃO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal HC 159349 AGR / PB sentença condenatória expressamente ressaltou os intensos traumas sofridos pela vítima – sua filha de apenas 4 (quatro) anos –, razão pela qual precisou se submeter a tratamento psicológico contínuo e prolongado. Ou seja, tal situação já era conhecida desde a prolação da sentença e apenas foi reafirmada no julgamento da revisão criminal, a fim de justificar a legalidade dos motivos apresentados para a valoração negativa das consequências do crime. 15. Com efeito, a regra da ‘non reformatio in pejus’ não impõe ao julgador a manutenção da fração de aumento de cada circunstância judicial e a consequente extirpação na exata proporcionalidade dosada pelas instâncias ordinárias, desde que a pena final não seja desfavorável ao réu. 16. Destarte, em que pese o acórdão da revisão criminal tenha apresentado fundamentação diversa para embasar a manutenção da referida circunstância judicial, houve referência a elementos de fato considerados pela própria sentença condenatória, de modo que, na ausência de agravamento da condenação, não há como falar em constrangimento ilegal. (...).” (grifei) Verifico, por relevante, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, no que concerne ao tema de fundo, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na apreciação de controvérsias que, à semelhança da questão jurídica debatida nos presentes autos, dizem respeito à configuração de “reformatio in pejus” em causas submetidas à apreciação dos Tribunais de Justiça (HC 72.527/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 76.156/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RHC 116.013/ES, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – RHC 130.734/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PACIENTE PROCESSADO PELA INFRAÇÃO DO ART. 22, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº 7.492/86 (EVASÃO DE DIVISAS). PEDIDO DE FIXAÇÃO DA PENA-BASE NO MÍNIMO LEGAL. ANULAÇÃO DE ACÓRDÃO. ALEGAÇÃO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 159349 AGR / PB ‘REFORMATIO IN PEJUS’. CORRETA ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. REDUÇÃO DA PENA-BASE NA SEGUNDA INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Não merece ser reformado ou anulado acórdão que, em recurso exclusivo da defesa, mantém algumas circunstâncias judiciais reconhecidas como desfavoráveis na sentença de primeiro grau e entende outra como favorável à Paciente. 2. Pena-base reduzida em segunda instância. 3. Inexistência de ‘reformatio in pejus’. 4. Ordem denegada.” (HC 99.972/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. CRIME DE ESTELIONATO EM CONTINUIDADE DELITIVA (ART. 171, C/C ART. 71, AMBOS DO CP). REGIME INICIAL FECHADO. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 44, III, DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE ‘REFORMATIO IN PEJUS’. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL SEMIABERTO EM RAZÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO. RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’ A QUE SE NEGA PROVIMENTO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. …................................................................................................... 5. A apelação exclusiva da defesa devolve integralmente o conhecimento da causa ao Tribunal ‘ad quem’ nos limites em que impugnada (‘tantum devolutum quantum appellatum’), podendo o órgão julgador reafirmar, infirmar ou alterar os motivos da sentença apelada, com limitações apenas de não agravar a pena aplicada na sentença condenatória ou piorar a situação do réu. Precedentes: HC 76.156/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 8/5/1998; HC 99.972/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 13/9/2011; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal HC 159349 AGR / PB ‘REFORMATIO IN PEJUS’. CORRETA ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. REDUÇÃO DA PENA-BASE NA SEGUNDA INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Não merece ser reformado ou anulado acórdão que, em recurso exclusivo da defesa, mantém algumas circunstâncias judiciais reconhecidas como desfavoráveis na sentença de primeiro grau e entende outra como favorável à Paciente. 2. Pena-base reduzida em segunda instância. 3. Inexistência de ‘reformatio in pejus’. 4. Ordem denegada.” (HC 99.972/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. CRIME DE ESTELIONATO EM CONTINUIDADE DELITIVA (ART. 171, C/C ART. 71, AMBOS DO CP). REGIME INICIAL FECHADO. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 44, III, DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE ‘REFORMATIO IN PEJUS’. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL SEMIABERTO EM RAZÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO. RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’ A QUE SE NEGA PROVIMENTO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. …................................................................................................... 5. A apelação exclusiva da defesa devolve integralmente o conhecimento da causa ao Tribunal ‘ad quem’ nos limites em que impugnada (‘tantum devolutum quantum appellatum’), podendo o órgão julgador reafirmar, infirmar ou alterar os motivos da sentença apelada, com limitações apenas de não agravar a pena aplicada na sentença condenatória ou piorar a situação do réu. Precedentes: HC 76.156/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 8/5/1998; HC 99.972/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 13/9/2011; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 159349 AGR / PB HC 72.527/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 17/11/1995. 6. A doutrina acerca dos limites ao exame da apelação pelo Tribunal ‘ad quem’ assenta que, ‘No tocante aos poderes do juízo ‘ad quem’, restrições não existem, embora incindindo sobre área litigiosa menor que aquela do juízo ‘a quo’. O novo exame é sempre integral, ainda que verse sobre parte da demanda. Pode-se dizer que o efeito devolutivo é total ou parcial quanto à extensão, e sempre integral quanto à profundidade. A apelação investe o juízo ‘ad quem’ de amplos poderes para o exame do litígio decidido em primeiro grau, desde que se trate de apelação plena; e se for limitada, o princípio do ‘tantum devolutum quantum appeellatum’ dá iguais poderes ao juízo do recurso, embora para projetá-los na área demarcada pelo pedido de reexame contido no procedimento recursal. (…) Proíbe-se o chamado ‘jus novorum’ no juízo de apelação. É que o juízo ‘ad quem’ não cria novos elementos no litígio penal a ser decidido, continuando jungido às questões que foram ou podiam ter sido ventiladas no juízo ‘a quo’. Não se deve daí inferir que a causa, em grau de apelação, tenha de ser decidida nos limites apenas das controvérsias que o juízo de primeiro grau focalizou na sentença recorrida. Desde que se não extravasem as balizas demarcadas pela imputação e pela devolução recursal, irrestrito é o poder jurisdicional do juízo ‘ad quem’ no tocante à decisão que deva proferir’ (MARQUES, José Frederico, Elementos de Direito Processual Penal, Rio de Janeiro: Forense, 1965, 1ª ed., p. 231-234 e 270-271 – ...). ‘(...) nos limites do pedido (matéria impugnada), é permitido ao tribunal analisar todas as questões a ele relativas, não podendo apenas desbordar para outros aspectos do processo não abordados na irresignação (…). Portanto, a alteração do fundamento da condenação (se pugnado pela defesa absolvição, por exemplo) em nada infringe o princípio da ‘reformatio in pejus’, na medida em que, submetida integralmente a decisão à instância superior, pode o tribunal manter o édito condenatório por fundamentos diversos, ou reformá-lo por outros não declinados no recurso da acusação’ (PACELLI, Eugênio; FISCHER, Douglas. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal HC 159349 AGR / PB HC 72.527/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 17/11/1995. 6. A doutrina acerca dos limites ao exame da apelação pelo Tribunal ‘ad quem’ assenta que, ‘No tocante aos poderes do juízo ‘ad quem’, restrições não existem, embora incindindo sobre área litigiosa menor que aquela do juízo ‘a quo’. O novo exame é sempre integral, ainda que verse sobre parte da demanda. Pode-se dizer que o efeito devolutivo é total ou parcial quanto à extensão, e sempre integral quanto à profundidade. A apelação investe o juízo ‘ad quem’ de amplos poderes para o exame do litígio decidido em primeiro grau, desde que se trate de apelação plena; e se for limitada, o princípio do ‘tantum devolutum quantum appeellatum’ dá iguais poderes ao juízo do recurso, embora para projetá-los na área demarcada pelo pedido de reexame contido no procedimento recursal. (…) Proíbe-se o chamado ‘jus novorum’ no juízo de apelação. É que o juízo ‘ad quem’ não cria novos elementos no litígio penal a ser decidido, continuando jungido às questões que foram ou podiam ter sido ventiladas no juízo ‘a quo’. Não se deve daí inferir que a causa, em grau de apelação, tenha de ser decidida nos limites apenas das controvérsias que o juízo de primeiro grau focalizou na sentença recorrida. Desde que se não extravasem as balizas demarcadas pela imputação e pela devolução recursal, irrestrito é o poder jurisdicional do juízo ‘ad quem’ no tocante à decisão que deva proferir’ (MARQUES, José Frederico, Elementos de Direito Processual Penal, Rio de Janeiro: Forense, 1965, 1ª ed., p. 231-234 e 270-271 – ...). ‘(...) nos limites do pedido (matéria impugnada), é permitido ao tribunal analisar todas as questões a ele relativas, não podendo apenas desbordar para outros aspectos do processo não abordados na irresignação (…). Portanto, a alteração do fundamento da condenação (se pugnado pela defesa absolvição, por exemplo) em nada infringe o princípio da ‘reformatio in pejus’, na medida em que, submetida integralmente a decisão à instância superior, pode o tribunal manter o édito condenatório por fundamentos diversos, ou reformá-lo por outros não declinados no recurso da acusação’ (PACELLI, Eugênio; FISCHER, Douglas. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 159349 AGR / PB Comentários ao Código de Processo Penal e sua Jurisprudência. São Paulo: Atlas, 2013, 5ª ed. rev. e atual., p. 1.248 – ...). 7. Recurso ordinário em ‘habeas corpus’ desprovido. Ordem concedida de ofício para fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena.” (RHC 118.658/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Acertada, dessa forma, a conclusão adotada no acórdão impugnado nesta sede processual: “Embora não se possa atribuir à revisão criminal o efeito devolutivo amplo aplicável ao recurso de apelação, sabe-se que referida ação devolve ao Tribunal o exame das questões expressamente arguidas pela defesa. Nesse contexto, assim como consignado na decisão agravada, não vislumbro constrangimento ilegal na hipótese, pois entendo que a regra aplicada ao recurso de apelação, quanto à ausência de ilegalidade na emissão, pelo Tribunal de 2º Grau, de fundamentos próprios à análise das questões jurídicas postas, com a indicação das razões de seu convencimento, pode ser também conferida à revisão criminal quanto às questões expressamente arguidas e que se enquadrem às hipóteses previstas no art. 621 do Código de Processo Penal.” (HC 406.570-AgRg/PB, Rel. Min. NEFI CORDEIRO – grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente impetração divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou no tema ora em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal HC 159349 AGR / PB Comentários ao Código de Processo Penal e sua Jurisprudência. São Paulo: Atlas, 2013, 5ª ed. rev. e atual., p. 1.248 – ...). 7. Recurso ordinário em ‘habeas corpus’ desprovido. Ordem concedida de ofício para fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena.” (RHC 118.658/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Acertada, dessa forma, a conclusão adotada no acórdão impugnado nesta sede processual: “Embora não se possa atribuir à revisão criminal o efeito devolutivo amplo aplicável ao recurso de apelação, sabe-se que referida ação devolve ao Tribunal o exame das questões expressamente arguidas pela defesa. Nesse contexto, assim como consignado na decisão agravada, não vislumbro constrangimento ilegal na hipótese, pois entendo que a regra aplicada ao recurso de apelação, quanto à ausência de ilegalidade na emissão, pelo Tribunal de 2º Grau, de fundamentos próprios à análise das questões jurídicas postas, com a indicação das razões de seu convencimento, pode ser também conferida à revisão criminal quanto às questões expressamente arguidas e que se enquadrem às hipóteses previstas no art. 621 do Código de Processo Penal.” (HC 406.570-AgRg/PB, Rel. Min. NEFI CORDEIRO – grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente impetração divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou no tema ora em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) : JOSE ALVES CARDOSO (3562/PB) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5341-6E56-D1DB-E799 e senha E66A-8FD5-1C0C-CD91 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) : JOSE ALVES CARDOSO (3562/PB) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5341-6E56-D1DB-E799 e senha E66A-8FD5-1C0C-CD91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749828629
2019-05-06T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PENA-BASE ESTABELECIDA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – RECONHECIMENTO, PELO MAGISTRADO SENTENCIANTE, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO – REVISÃO CRIMINAL – JULGAMENTO QUE MANTEVE CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL SOB NOVO FUNDAMENTO, MAS SEM AGRAVAMENTO DA SITUAÇÃO JURÍDICO-PENAL DO SENTENCIADO – INEXISTÊNCIA DE “REFORMATIO IN PEJUS” – FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA, QUE, ADEMAIS, BASEIA-SE EM ARGUMENTOS EXTRAÍDOS DA PRÓPRIA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur403978
- Acórdão(s) citado(s): (REFORMATIO IN PEJUS) HC 75527 (1ªT), HC 99972 (1ªT), RHC 116013 (2ªT), RHC 118658 (1ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: HC 406570 AgRg. Número de páginas: 9. Análise: 06/06/2019, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
159349
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00617\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 159349 AgR
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AGTE.(S) : FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) : JOSE ALVES CARDOSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) :JOSE ALVES CARDOSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PENA-BASE ESTABELECIDA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – RECONHECIMENTO, PELO MAGISTRADO SENTENCIANTE, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO – REVISÃO CRIMINAL – JULGAMENTO QUE MANTEVE CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL SOB NOVO FUNDAMENTO, MAS SEM AGRAVAMENTO DA SITUAÇÃO JURÍDICO-PENAL DO SENTENCIADO – INEXISTÊNCIA DE “REFORMATIO IN PEJUS” – FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA, QUE, ADEMAIS, BASEIA-SE EM ARGUMENTOS EXTRAÍDOS DA PRÓPRIA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 26 de abril a 03 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC54-E708-23D7-D51A e senha 805B-EE9D-6A58-4A33 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) :JOSE ALVES CARDOSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7875-3523-16A7-DCB2 e senha E16A-E21A-244C-72D2 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) :JOSE ALVES CARDOSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7875-3523-16A7-DCB2 e senha E16A-E21A-244C-72D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em análise. Como tive o ensejo de enfatizar no ato decisório recorrido, o magistrado sentenciante, na espécie, assim justificou a dosimetria da pena-base imposta ao ora agravante no tocante às consequências do crime : “(...) as consequências foram drásticas para a vítima, cujo comportamento inocente não interferiu na conduta.” O E. Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, por sua vez, ao julgar a revisão criminal ajuizada pela defesa do ora agravante, fixou a pena-base em decisão da qual se destaca a seguinte passagem: “Também aqui é frágil o articulado do autor, não havendo fumaça do bom direito para eliminação desta circunstância judicial. Embora seja verdadeira a assertiva levantada pelo promovente – de que as ‘consequências drásticas para a vítima’ são inerentes ao tipo penal de atentado violento ao pudor’ –, a exasperação é devida porque, para além dos traumas, a ofendida teve de submeter-se a tratamento psicológico prolongado. A propósito, disse o julgador na ementa da sentença: ‘Diante das consequências psicológicas sofridas pela vítima, que, inclusive, teve de passar por um tratamento prolongado, e do que foi relatado nos autos, não há dúvida de que o acusado praticou atos libidinosos com a sua filha mediante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em análise. Como tive o ensejo de enfatizar no ato decisório recorrido, o magistrado sentenciante, na espécie, assim justificou a dosimetria da pena-base imposta ao ora agravante no tocante às consequências do crime : “(...) as consequências foram drásticas para a vítima, cujo comportamento inocente não interferiu na conduta.” O E. Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, por sua vez, ao julgar a revisão criminal ajuizada pela defesa do ora agravante, fixou a pena-base em decisão da qual se destaca a seguinte passagem: “Também aqui é frágil o articulado do autor, não havendo fumaça do bom direito para eliminação desta circunstância judicial. Embora seja verdadeira a assertiva levantada pelo promovente – de que as ‘consequências drásticas para a vítima’ são inerentes ao tipo penal de atentado violento ao pudor’ –, a exasperação é devida porque, para além dos traumas, a ofendida teve de submeter-se a tratamento psicológico prolongado. A propósito, disse o julgador na ementa da sentença: ‘Diante das consequências psicológicas sofridas pela vítima, que, inclusive, teve de passar por um tratamento prolongado, e do que foi relatado nos autos, não há dúvida de que o acusado praticou atos libidinosos com a sua filha mediante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 159349 AGR / PB violência real, consistentes em coito oral e acariciamento de partes íntimas, sendo a condenação uma medida imperiosa.’ Dessa maneira, as ‘consequências’ da infração penal ultrapassaram o esperado pela prática do delito, justificando, então, a exasperação da pena-base. Por isso, não vejo consistência aparente desta tese. Com efeito, reconheço a existência do ‘bis in idem’, de modo que, na forma exposta, reduzo a pena-base em três meses, por eliminar o juízo desfavorável da culpabilidade, realizada na decisão revidenda. Via de consequência, estabeleço, como pena definitiva, o montante de 08 (oito) anos e 09 (nove) meses de reclusão, a serem cumpridos em regime inicialmente fechado.” (grifei) Não vislumbro, no caso, a ocorrência de situação caracterizadora de “reformatio in pejus”, expressamente vedada pelo que dispõe o CPP, art. 617, parte final. Vale transcrever, por relevante, trecho do parecer do Ministério Público Federal oferecido por ocasião da análise de mérito da presente controvérsia, cujo teor acolho como razão de decidir: “12. Da mera leitura dos fundamentos é possível constatar que, ao contrário do alegado, não há que se falar em ‘reformatio in pejus’, pois a exasperação da pena resultou da motivação global da sentença condenatória – que deve ser lida em sua totalidade, e não por capítulos. 13. Extrai-se da sentença condenatória que, ‘Diante das consequências psicológicas sofridas pela vítima, que, inclusive, teve de passar por um tratamento prolongado, e do que foi relatado nos autos, não há dúvida de que o acusado praticou atos libidinosos com a sua filha mediante violência real, consistentes em coito oral e acariciamento de partes íntimas, sendo a condenação uma medida imperiosa’. 14. Assim, não há que se falar em acréscimo de fundamentos ou de agravamento da situação do réu, pois a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal HC 159349 AGR / PB violência real, consistentes em coito oral e acariciamento de partes íntimas, sendo a condenação uma medida imperiosa.’ Dessa maneira, as ‘consequências’ da infração penal ultrapassaram o esperado pela prática do delito, justificando, então, a exasperação da pena-base. Por isso, não vejo consistência aparente desta tese. Com efeito, reconheço a existência do ‘bis in idem’, de modo que, na forma exposta, reduzo a pena-base em três meses, por eliminar o juízo desfavorável da culpabilidade, realizada na decisão revidenda. Via de consequência, estabeleço, como pena definitiva, o montante de 08 (oito) anos e 09 (nove) meses de reclusão, a serem cumpridos em regime inicialmente fechado.” (grifei) Não vislumbro, no caso, a ocorrência de situação caracterizadora de “reformatio in pejus”, expressamente vedada pelo que dispõe o CPP, art. 617, parte final. Vale transcrever, por relevante, trecho do parecer do Ministério Público Federal oferecido por ocasião da análise de mérito da presente controvérsia, cujo teor acolho como razão de decidir: “12. Da mera leitura dos fundamentos é possível constatar que, ao contrário do alegado, não há que se falar em ‘reformatio in pejus’, pois a exasperação da pena resultou da motivação global da sentença condenatória – que deve ser lida em sua totalidade, e não por capítulos. 13. Extrai-se da sentença condenatória que, ‘Diante das consequências psicológicas sofridas pela vítima, que, inclusive, teve de passar por um tratamento prolongado, e do que foi relatado nos autos, não há dúvida de que o acusado praticou atos libidinosos com a sua filha mediante violência real, consistentes em coito oral e acariciamento de partes íntimas, sendo a condenação uma medida imperiosa’. 14. Assim, não há que se falar em acréscimo de fundamentos ou de agravamento da situação do réu, pois a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 159349 AGR / PB sentença condenatória expressamente ressaltou os intensos traumas sofridos pela vítima – sua filha de apenas 4 (quatro) anos –, razão pela qual precisou se submeter a tratamento psicológico contínuo e prolongado. Ou seja, tal situação já era conhecida desde a prolação da sentença e apenas foi reafirmada no julgamento da revisão criminal, a fim de justificar a legalidade dos motivos apresentados para a valoração negativa das consequências do crime. 15. Com efeito, a regra da ‘non reformatio in pejus’ não impõe ao julgador a manutenção da fração de aumento de cada circunstância judicial e a consequente extirpação na exata proporcionalidade dosada pelas instâncias ordinárias, desde que a pena final não seja desfavorável ao réu. 16. Destarte, em que pese o acórdão da revisão criminal tenha apresentado fundamentação diversa para embasar a manutenção da referida circunstância judicial, houve referência a elementos de fato considerados pela própria sentença condenatória, de modo que, na ausência de agravamento da condenação, não há como falar em constrangimento ilegal. (...).” (grifei) Verifico, por relevante, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, no que concerne ao tema de fundo, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na apreciação de controvérsias que, à semelhança da questão jurídica debatida nos presentes autos, dizem respeito à configuração de “reformatio in pejus” em causas submetidas à apreciação dos Tribunais de Justiça (HC 72.527/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 76.156/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RHC 116.013/ES, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – RHC 130.734/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PACIENTE PROCESSADO PELA INFRAÇÃO DO ART. 22, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI n 7.492/86 (EVASÃO DE DIVISAS). PEDIDO DE FIXAÇÃO DA PENA-BASE NO MÍNIMO LEGAL. ANULAÇÃO DE ACÓRDÃO. ALEGAÇÃO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal HC 159349 AGR / PB sentença condenatória expressamente ressaltou os intensos traumas sofridos pela vítima – sua filha de apenas 4 (quatro) anos –, razão pela qual precisou se submeter a tratamento psicológico contínuo e prolongado. Ou seja, tal situação já era conhecida desde a prolação da sentença e apenas foi reafirmada no julgamento da revisão criminal, a fim de justificar a legalidade dos motivos apresentados para a valoração negativa das consequências do crime. 15. Com efeito, a regra da ‘non reformatio in pejus’ não impõe ao julgador a manutenção da fração de aumento de cada circunstância judicial e a consequente extirpação na exata proporcionalidade dosada pelas instâncias ordinárias, desde que a pena final não seja desfavorável ao réu. 16. Destarte, em que pese o acórdão da revisão criminal tenha apresentado fundamentação diversa para embasar a manutenção da referida circunstância judicial, houve referência a elementos de fato considerados pela própria sentença condenatória, de modo que, na ausência de agravamento da condenação, não há como falar em constrangimento ilegal. (...).” (grifei) Verifico, por relevante, que essa manifestação do Ministério Público Federal ajusta-se, com absoluta fidelidade, no que concerne ao tema de fundo, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal consagrou na apreciação de controvérsias que, à semelhança da questão jurídica debatida nos presentes autos, dizem respeito à configuração de “reformatio in pejus” em causas submetidas à apreciação dos Tribunais de Justiça (HC 72.527/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 76.156/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RHC 116.013/ES, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – RHC 130.734/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “’HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PACIENTE PROCESSADO PELA INFRAÇÃO DO ART. 22, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI n 7.492/86 (EVASÃO DE DIVISAS). PEDIDO DE FIXAÇÃO DA PENA-BASE NO MÍNIMO LEGAL. ANULAÇÃO DE ACÓRDÃO. ALEGAÇÃO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 159349 AGR / PB ‘REFORMATIO IN PEJUS’. CORRETA ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. REDUÇÃO DA PENA-BASE NA SEGUNDA INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Não merece ser reformado ou anulado acórdão que, em recurso exclusivo da defesa, mantém algumas circunstâncias judiciais reconhecidas como desfavoráveis na sentença de primeiro grau e entende outra como favorável à Paciente. 2. Pena-base reduzida em segunda instância. 3. Inexistência de ‘reformatio in pejus’. 4. Ordem denegada.” (HC 99.972/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. CRIME DE ESTELIONATO EM CONTINUIDADE DELITIVA (ART. 171, C/C ART. 71, AMBOS DO Código Penal Brasileiro). REGIME INICIAL FECHADO. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 44, III, DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE ‘REFORMATIO IN PEJUS’. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL SEMIABERTO EM RAZÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO. RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’ A QUE SE NEGA PROVIMENTO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. …................................................................................................... 5. A apelação exclusiva da defesa devolve integralmente o conhecimento da causa ao Tribunal ‘ad quem’ nos limites em que impugnada (‘tantum devolutum quantum appellatum’), podendo o órgão julgador reafirmar, infirmar ou alterar os motivos da sentença apelada, com limitações apenas de não agravar a pena aplicada na sentença condenatória ou piorar a situação do réu. Precedentes: HC 76.156/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 8/5/1998; HC 99.972/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 13/9/2011; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal HC 159349 AGR / PB ‘REFORMATIO IN PEJUS’. CORRETA ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. REDUÇÃO DA PENA-BASE NA SEGUNDA INSTÂNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. Não merece ser reformado ou anulado acórdão que, em recurso exclusivo da defesa, mantém algumas circunstâncias judiciais reconhecidas como desfavoráveis na sentença de primeiro grau e entende outra como favorável à Paciente. 2. Pena-base reduzida em segunda instância. 3. Inexistência de ‘reformatio in pejus’. 4. Ordem denegada.” (HC 99.972/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’. CRIME DE ESTELIONATO EM CONTINUIDADE DELITIVA (ART. 171, C/C ART. 71, AMBOS DO Código Penal Brasileiro). REGIME INICIAL FECHADO. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 44, III, DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE ‘REFORMATIO IN PEJUS’. FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL SEMIABERTO EM RAZÃO DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO. RECURSO ORDINÁRIO EM ‘HABEAS CORPUS’ A QUE SE NEGA PROVIMENTO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. …................................................................................................... 5. A apelação exclusiva da defesa devolve integralmente o conhecimento da causa ao Tribunal ‘ad quem’ nos limites em que impugnada (‘tantum devolutum quantum appellatum’), podendo o órgão julgador reafirmar, infirmar ou alterar os motivos da sentença apelada, com limitações apenas de não agravar a pena aplicada na sentença condenatória ou piorar a situação do réu. Precedentes: HC 76.156/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 8/5/1998; HC 99.972/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 13/9/2011; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 159349 AGR / PB HC 72.527/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 17/11/1995. 6. A doutrina acerca dos limites ao exame da apelação pelo Tribunal ‘ad quem’ assenta que, ‘No tocante aos poderes do juízo ‘ad quem’, restrições não existem, embora incindindo sobre área litigiosa menor que aquela do juízo ‘a quo’. O novo exame é sempre integral, ainda que verse sobre parte da demanda. Pode-se dizer que o efeito devolutivo é total ou parcial quanto à extensão, e sempre integral quanto à profundidade. A apelação investe o juízo ‘ad quem’ de amplos poderes para o exame do litígio decidido em primeiro grau, desde que se trate de apelação plena; e se for limitada, o princípio do ‘tantum devolutum quantum appeellatum’ dá iguais poderes ao juízo do recurso, embora para projetá-los na área demarcada pelo pedido de reexame contido no procedimento recursal. (…) Proíbe-se o chamado ‘jus novorum’ no juízo de apelação. É que o juízo ‘ad quem’ não cria novos elementos no litígio penal a ser decidido, continuando jungido às questões que foram ou podiam ter sido ventiladas no juízo ‘a quo’. Não se deve daí inferir que a causa, em grau de apelação, tenha de ser decidida nos limites apenas das controvérsias que o juízo de primeiro grau focalizou na sentença recorrida. Desde que se não extravasem as balizas demarcadas pela imputação e pela devolução recursal, irrestrito é o poder jurisdicional do juízo ‘ad quem’ no tocante à decisão que deva proferir’ (MARQUES, José Frederico, Elementos de Direito Processual Penal, Rio de Janeiro: Forense, 1965, 1... ed., p. 231-234 e 270-271 – ...). ‘(...) nos limites do pedido (matéria impugnada), é permitido ao tribunal analisar todas as questões a ele relativas, não podendo apenas desbordar para outros aspectos do processo não abordados na irresignação (…). Portanto, a alteração do fundamento da condenação (se pugnado pela defesa absolvição, por exemplo) em nada infringe o princípio da ‘reformatio in pejus’, na medida em que, submetida integralmente a decisão à instância superior, pode o tribunal manter o édito condenatório por fundamentos diversos, ou reformá-lo por outros não declinados no recurso da acusação’ (PACELLI, Eugênio; FISCHER, Douglas. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal HC 159349 AGR / PB HC 72.527/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 17/11/1995. 6. A doutrina acerca dos limites ao exame da apelação pelo Tribunal ‘ad quem’ assenta que, ‘No tocante aos poderes do juízo ‘ad quem’, restrições não existem, embora incindindo sobre área litigiosa menor que aquela do juízo ‘a quo’. O novo exame é sempre integral, ainda que verse sobre parte da demanda. Pode-se dizer que o efeito devolutivo é total ou parcial quanto à extensão, e sempre integral quanto à profundidade. A apelação investe o juízo ‘ad quem’ de amplos poderes para o exame do litígio decidido em primeiro grau, desde que se trate de apelação plena; e se for limitada, o princípio do ‘tantum devolutum quantum appeellatum’ dá iguais poderes ao juízo do recurso, embora para projetá-los na área demarcada pelo pedido de reexame contido no procedimento recursal. (…) Proíbe-se o chamado ‘jus novorum’ no juízo de apelação. É que o juízo ‘ad quem’ não cria novos elementos no litígio penal a ser decidido, continuando jungido às questões que foram ou podiam ter sido ventiladas no juízo ‘a quo’. Não se deve daí inferir que a causa, em grau de apelação, tenha de ser decidida nos limites apenas das controvérsias que o juízo de primeiro grau focalizou na sentença recorrida. Desde que se não extravasem as balizas demarcadas pela imputação e pela devolução recursal, irrestrito é o poder jurisdicional do juízo ‘ad quem’ no tocante à decisão que deva proferir’ (MARQUES, José Frederico, Elementos de Direito Processual Penal, Rio de Janeiro: Forense, 1965, 1... ed., p. 231-234 e 270-271 – ...). ‘(...) nos limites do pedido (matéria impugnada), é permitido ao tribunal analisar todas as questões a ele relativas, não podendo apenas desbordar para outros aspectos do processo não abordados na irresignação (…). Portanto, a alteração do fundamento da condenação (se pugnado pela defesa absolvição, por exemplo) em nada infringe o princípio da ‘reformatio in pejus’, na medida em que, submetida integralmente a decisão à instância superior, pode o tribunal manter o édito condenatório por fundamentos diversos, ou reformá-lo por outros não declinados no recurso da acusação’ (PACELLI, Eugênio; FISCHER, Douglas. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 159349 AGR / PB Comentários ao Código de Processo Penal e sua Jurisprudência. São Paulo: Atlas, 2013, 5... ed. rev. e atual., p. 1.248 – ...). 7. Recurso ordinário em ‘habeas corpus’ desprovido. Ordem concedida de ofício para fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena.” (RHC 118.658/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Acertada, dessa forma, a conclusão adotada no acórdão impugnado nesta sede processual: “Embora não se possa atribuir à revisão criminal o efeito devolutivo amplo aplicável ao recurso de apelação, sabe-se que referida ação devolve ao Tribunal o exame das questões expressamente arguidas pela defesa. Nesse contexto, assim como consignado na decisão agravada, não vislumbro constrangimento ilegal na hipótese, pois entendo que a regra aplicada ao recurso de apelação, quanto à ausência de ilegalidade na emissão, pelo Tribunal de 2... Grau, de fundamentos próprios à análise das questões jurídicas postas, com a indicação das razões de seu convencimento, pode ser também conferida à revisão criminal quanto às questões expressamente arguidas e que se enquadrem às hipóteses previstas no art. 621 do Código de Processo Penal.” (HC 406.570-AgRg/PB, Rel. Min. NEFI CORDEIRO – grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente impetração divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou no tema ora em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Supremo Tribunal Federal HC 159349 AGR / PB Comentários ao Código de Processo Penal e sua Jurisprudência. São Paulo: Atlas, 2013, 5... ed. rev. e atual., p. 1.248 – ...). 7. Recurso ordinário em ‘habeas corpus’ desprovido. Ordem concedida de ofício para fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena.” (RHC 118.658/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Acertada, dessa forma, a conclusão adotada no acórdão impugnado nesta sede processual: “Embora não se possa atribuir à revisão criminal o efeito devolutivo amplo aplicável ao recurso de apelação, sabe-se que referida ação devolve ao Tribunal o exame das questões expressamente arguidas pela defesa. Nesse contexto, assim como consignado na decisão agravada, não vislumbro constrangimento ilegal na hipótese, pois entendo que a regra aplicada ao recurso de apelação, quanto à ausência de ilegalidade na emissão, pelo Tribunal de 2... Grau, de fundamentos próprios à análise das questões jurídicas postas, com a indicação das razões de seu convencimento, pode ser também conferida à revisão criminal quanto às questões expressamente arguidas e que se enquadrem às hipóteses previstas no art. 621 do Código de Processo Penal.” (HC 406.570-AgRg/PB, Rel. Min. NEFI CORDEIRO – grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente impetração divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou no tema ora em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0118-F3B3-A61D-BA40 e senha DBA2-B911-4758-CD3A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) : JOSE ALVES CARDOSO (3562/PB) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5341-6E56-D1DB-E799 e senha E66A-8FD5-1C0C-CD91 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 159.349 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : FABIO FILGUEIRA FERNANDES ADV.(A/S) : JOSE ALVES CARDOSO (3562/PB) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5341-6E56-D1DB-E799 e senha E66A-8FD5-1C0C-CD91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 159 . 349", "HABEAS CORPUS 159 . 349", "HABEAS CORPUS 159 . 349", "HABEAS CORPUS 159 . 349", "HABEAS CORPUS 159 . 349", "HC 159349 AGR / PB", "HC 159349 AGR / PB", "HC 159349 AGR / PB", "HC 72 . 527 / SP", "HC 76 . 156 / SP", "RHC 116 . 013 / ES", "RHC 130 . 734 / ES", "HC 159349 AGR / PB", "HC 72 . 527 / SP", "HC 76 . 156 / SP", "RHC 116 . 013 / ES", "RHC 130 . 734 / ES", "HC 159349 AGR / PB", "HC 99 . 972 / PR", "HC 76 . 156 / SP", "HC 99 . 972 / PR", "HC 159349 AGR / PB", "HC 99 . 972 / PR", "HC 76 . 156 / SP", "HC 99 . 972 / PR", "DBA2", "-", "B911 - 4758 - CD3A", "HC 159349 AGR / PB", "HC 72 . 527 / SP", "HC 159349 AGR / PB", "HC 72 . 527 / SP", "HC 159349 AGR / PB", "RHC 118 . 658 / SP", "HC 406 . 570 - AgRg / PB", "HC 159349 AGR / PB", "RHC 118 . 658 / SP", "HC 406 . 570 - AgRg / PB", "HABEAS CORPUS 159 . 349", "HABEAS CORPUS 159 . 349" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RENOVAÇÃO DE CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS INCS. XXXV, LIV E LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INOCORRÊNCIA DE CONTRARIEDADE À CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Brasília, 6 de maio de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB70-87F8-B634-3AC4 e senha 6C4A-A531-BB2D-A88D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.8.2018, o então Relator, Ministro Dias Toffoli, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta, de incidência da Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal e de inexistência de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República (e-doc. 4). 2. Intimada dessa decisão em 5.9.2018, a União interpôs, em 31.9.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 7). 3. A agravante sustenta que “a Corte Regional, apesar de não ter declarado formalmente a inconstitucionalidade dos artigos 37 e 38 da MP 446/08, o fez implicitamente, ao determinar que a União analise o preenchimento dos requisitos legais previstos pela Lei n. 8.212/91 por parte da entidade beneficente de assistência social, tendo violado o artigo 97 da Constituição Federal, o qual estabelece a ‘Cláusula de Reserva de Plenário’, e a Súmula Vinculante n. 10” (fl. 4, e-doc. 7). Assevera que “os fundamentos do acórdão recorrido foram devidamente refutados pela União em seu apelo extremo. Por tais razões, demonstrada a não incidência da Súmula n. 283/STF” (fl. 8, e-doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFFD-8C60-7519-C839 e senha C03F-EDFA-EEC1-5CB2 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.8.2018, o então Relator, Ministro Dias Toffoli, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta, de incidência da Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal e de inexistência de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República (e-doc. 4). 2. Intimada dessa decisão em 5.9.2018, a União interpôs, em 31.9.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 7). 3. A agravante sustenta que “a Corte Regional, apesar de não ter declarado formalmente a inconstitucionalidade dos artigos 37 e 38 da MP 446/08, o fez implicitamente, ao determinar que a União analise o preenchimento dos requisitos legais previstos pela Lei n. 8.212/91 por parte da entidade beneficente de assistência social, tendo violado o artigo 97 da Constituição Federal, o qual estabelece a ‘Cláusula de Reserva de Plenário’, e a Súmula Vinculante n. 10” (fl. 4, e-doc. 7). Assevera que “os fundamentos do acórdão recorrido foram devidamente refutados pela União em seu apelo extremo. Por tais razões, demonstrada a não incidência da Súmula n. 283/STF” (fl. 8, e-doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFFD-8C60-7519-C839 e senha C03F-EDFA-EEC1-5CB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 1143054 AGR / RS presente recurso. 4. O Ministério Público Federal requer o não provimento do agravo regimental (e-doc. 7). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFFD-8C60-7519-C839 e senha C03F-EDFA-EEC1-5CB2 Supremo Tribunal Federal RE 1143054 AGR / RS presente recurso. 4. O Ministério Público Federal requer o não provimento do agravo regimental (e-doc. 7). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFFD-8C60-7519-C839 e senha C03F-EDFA-EEC1-5CB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos seguintes termos: “A lide diz respeito à legitimidade da renovação, com base nas disposições do artigo 37 da MP n. 446/2008, do CEBAS outrora concedido à ASSOCIAÇÃO MURIALDINAS DE SÃO JOSÉ. Sobre o tema, a Terceira Turma deste Tribunal Regional Federal sedimentou o seguinte entendimento: (i) as pessoas jurídicas de direito privado que tenham renovado o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social por meio da MP n. 446/08, com ou sem recurso administrativo pendente (no primeiro caso com perda de objeto), estão sujeitas, a qualquer tempo, à Lei n. 8.212/91, por força da própria Medida Provisória, do enunciado n. 353 da súmula de jurisprudência dominante do STJ e da CRFB” (fl. 135, e-vol. 2). A agravante não impugnou esse fundamento na petição do recurso extraordinário. Este Supremo Tribunal sedimentou ser deficiente a argumentação veiculada em recurso sem a necessária impugnação de todos os fundamentos do acórdão recorrido. Incide na espécie a Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDAMENTO AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO: SÚMULA 283 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos seguintes termos: “A lide diz respeito à legitimidade da renovação, com base nas disposições do artigo 37 da MP n. 446/2008, do CEBAS outrora concedido à ASSOCIAÇÃO MURIALDINAS DE SÃO JOSÉ. Sobre o tema, a Terceira Turma deste Tribunal Regional Federal sedimentou o seguinte entendimento: (i) as pessoas jurídicas de direito privado que tenham renovado o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social por meio da MP n. 446/08, com ou sem recurso administrativo pendente (no primeiro caso com perda de objeto), estão sujeitas, a qualquer tempo, à Lei n. 8.212/91, por força da própria Medida Provisória, do enunciado n. 353 da súmula de jurisprudência dominante do STJ e da CRFB” (fl. 135, e-vol. 2). A agravante não impugnou esse fundamento na petição do recurso extraordinário. Este Supremo Tribunal sedimentou ser deficiente a argumentação veiculada em recurso sem a necessária impugnação de todos os fundamentos do acórdão recorrido. Incide na espécie a Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDAMENTO AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO: SÚMULA 283 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1143054 AGR / RS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.024.527-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 25.8.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Fundamentos do acórdão recorrido, suficientes para sua manutenção, não atacados nas razões do recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns. 283 e 284/STF. Precedentes. 1. Não foram atacados, na petição de recurso extraordinário, os fundamentos adotados no acórdão recorrido, suficientes para sua manutenção. Incidência das Súmulas ns. 283 e 284/STF. 2. Agravo regimental não provido” (RE n. 701.544-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 14.12.2015). 3. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se há cogitar de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não declarou inconstitucional ou afastou, por julgar inconstitucional, norma infraconstitucional. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Supremo Tribunal Federal RE 1143054 AGR / RS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.024.527-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 25.8.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Fundamentos do acórdão recorrido, suficientes para sua manutenção, não atacados nas razões do recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns. 283 e 284/STF. Precedentes. 1. Não foram atacados, na petição de recurso extraordinário, os fundamentos adotados no acórdão recorrido, suficientes para sua manutenção. Incidência das Súmulas ns. 283 e 284/STF. 2. Agravo regimental não provido” (RE n. 701.544-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 14.12.2015). 3. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se há cogitar de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não declarou inconstitucional ou afastou, por julgar inconstitucional, norma infraconstitucional. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1143054 AGR / RS Interpretou-a sistematicamente, com fundamento na jurisprudência sobre a matéria: “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. FUNDEF. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. Imprescindível, à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica in casu. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE n. 1.114.337-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.2.2019). “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA CF/88 E SÚMULA VINCULANTE 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Supremo Tribunal Federal RE 1143054 AGR / RS Interpretou-a sistematicamente, com fundamento na jurisprudência sobre a matéria: “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. FUNDEF. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. Imprescindível, à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica in casu. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE n. 1.114.337-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.2.2019). “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA CF/88 E SÚMULA VINCULANTE 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1143054 AGR / RS interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE n. 1.168.946-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 8.2.2019). 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Supremo Tribunal Federal RE 1143054 AGR / RS interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE n. 1.168.946-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 8.2.2019). 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 187A-A789-D7BE-3282 e senha 8BFD-E769-6DB1-2432 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 187A-A789-D7BE-3282 e senha 8BFD-E769-6DB1-2432 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749846380
2019-05-06T00:00:00
2019-05-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RENOVAÇÃO DE CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS INCS. XXXV, LIV E LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INOCORRÊNCIA DE CONTRARIEDADE À CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur404103
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO DECISÃO AGRAVADA) RE 701544 AgR (2ªT), ARE 1024527 AgR (TP). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (RESERVA DE PLENÁRIO) ARE 1114337 AgR-segundo (1ªT), ARE 1168946 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 22/06/2019, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1143054
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1143054 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RENOVAÇÃO DE CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO: SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS INCS. XXXV, LIV E LV DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. INOCORRÊNCIA DE CONTRARIEDADE À CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Brasília, 6 de maio de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB70-87F8-B634-3AC4 e senha 6C4A-A531-BB2D-A88D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.8.2018, o então Relator, Ministro Dias Toffoli, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta, de incidência da Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal e de inexistência de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República (e-doc. 4). 2. Intimada dessa decisão em 5.9.2018, a União interpôs, em 31.9.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 7). 3. A agravante sustenta que “a Corte Regional, apesar de não ter declarado formalmente a inconstitucionalidade dos artigos 37 e 38 da Medida Provisória 446/08, o fez implicitamente, ao determinar que a União analise o preenchimento dos requisitos legais previstos pela Lei n. 8.212/91 por parte da entidade beneficente de assistência social, tendo violado o artigo 97 da Constituição Federal, o qual estabelece a ‘Cláusula de Reserva de Plenário’, e a Súmula Vinculante n. 10” (fl. 4, e-doc. 7). Assevera que “os fundamentos do acórdão recorrido foram devidamente refutados pela União em seu apelo extremo. Por tais razões, demonstrada a não incidência da Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal” (fl. 8, e-doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFFD-8C60-7519-C839 e senha C03F-EDFA-EEC1-5CB2 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 31.8.2018, o então Relator, Ministro Dias Toffoli, negou seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta, de incidência da Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal e de inexistência de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República (e-doc. 4). 2. Intimada dessa decisão em 5.9.2018, a União interpôs, em 31.9.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 7). 3. A agravante sustenta que “a Corte Regional, apesar de não ter declarado formalmente a inconstitucionalidade dos artigos 37 e 38 da Medida Provisória 446/08, o fez implicitamente, ao determinar que a União analise o preenchimento dos requisitos legais previstos pela Lei n. 8.212/91 por parte da entidade beneficente de assistência social, tendo violado o artigo 97 da Constituição Federal, o qual estabelece a ‘Cláusula de Reserva de Plenário’, e a Súmula Vinculante n. 10” (fl. 4, e-doc. 7). Assevera que “os fundamentos do acórdão recorrido foram devidamente refutados pela União em seu apelo extremo. Por tais razões, demonstrada a não incidência da Súmula n. 283/Supremo Tribunal Federal” (fl. 8, e-doc. 7). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFFD-8C60-7519-C839 e senha C03F-EDFA-EEC1-5CB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS presente recurso. 4. O Ministério Público Federal requer o não provimento do agravo regimental (e-doc. 7). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFFD-8C60-7519-C839 e senha C03F-EDFA-EEC1-5CB2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS presente recurso. 4. O Ministério Público Federal requer o não provimento do agravo regimental (e-doc. 7). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFFD-8C60-7519-C839 e senha C03F-EDFA-EEC1-5CB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos seguintes termos: “A lide diz respeito à legitimidade da renovação, com base nas disposições do artigo 37 da Medida Provisória n. 446/2008, do CEBAS outrora concedido à ASSOCIAÇÃO MURIALDINAS DE SÃO JOSÉ. Sobre o tema, a Terceira Turma deste Tribunal Regional Federal sedimentou o seguinte entendimento: (i) as pessoas jurídicas de direito privado que tenham renovado o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social por meio da Medida Provisória n. 446/08, com ou sem recurso administrativo pendente (no primeiro caso com perda de objeto), estão sujeitas, a qualquer tempo, à Lei n. 8.212/91, por força da própria Medida Provisória, do enunciado n. 353 da súmula de jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça e da CRFB” (fl. 135, e-vol. 2). A agravante não impugnou esse fundamento na petição do recurso extraordinário. Este Supremo Tribunal sedimentou ser deficiente a argumentação veiculada em recurso sem a necessária impugnação de todos os fundamentos do acórdão recorrido. Incide na espécie a Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDAMENTO AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO: SÚMULA 283 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos seguintes termos: “A lide diz respeito à legitimidade da renovação, com base nas disposições do artigo 37 da Medida Provisória n. 446/2008, do CEBAS outrora concedido à ASSOCIAÇÃO MURIALDINAS DE SÃO JOSÉ. Sobre o tema, a Terceira Turma deste Tribunal Regional Federal sedimentou o seguinte entendimento: (i) as pessoas jurídicas de direito privado que tenham renovado o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social por meio da Medida Provisória n. 446/08, com ou sem recurso administrativo pendente (no primeiro caso com perda de objeto), estão sujeitas, a qualquer tempo, à Lei n. 8.212/91, por força da própria Medida Provisória, do enunciado n. 353 da súmula de jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça e da CRFB” (fl. 135, e-vol. 2). A agravante não impugnou esse fundamento na petição do recurso extraordinário. Este Supremo Tribunal sedimentou ser deficiente a argumentação veiculada em recurso sem a necessária impugnação de todos os fundamentos do acórdão recorrido. Incide na espécie a Súmula n. 283 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. FUNDAMENTO AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO: SÚMULA 283 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.024.527-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 25.8.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Fundamentos do acórdão recorrido, suficientes para sua manutenção, não atacados nas razões do recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns. 283 e 284/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. Não foram atacados, na petição de recurso extraordinário, os fundamentos adotados no acórdão recorrido, suficientes para sua manutenção. Incidência das Súmulas ns. 283 e 284/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n. 701.544-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 14.12.2015). 3. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se há cogitar de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não declarou inconstitucional ou afastou, por julgar inconstitucional, norma infraconstitucional. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.024.527-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 25.8.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Fundamentos do acórdão recorrido, suficientes para sua manutenção, não atacados nas razões do recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns. 283 e 284/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. Não foram atacados, na petição de recurso extraordinário, os fundamentos adotados no acórdão recorrido, suficientes para sua manutenção. Incidência das Súmulas ns. 283 e 284/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n. 701.544-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 14.12.2015). 3. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se há cogitar de contrariedade ao art. 97 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não declarou inconstitucional ou afastou, por julgar inconstitucional, norma infraconstitucional. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS Interpretou-a sistematicamente, com fundamento na jurisprudência sobre a matéria: “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. FUNDEF. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. Imprescindível, à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica in casu. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE n. 1.114.337-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.2.2019). “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88 E SÚMULA VINCULANTE 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS Interpretou-a sistematicamente, com fundamento na jurisprudência sobre a matéria: “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. FUNDEF. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO INOCORRENTE. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. Imprescindível, à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário, que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica in casu. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE n. 1.114.337-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.2.2019). “DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPRETAÇÃO DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88 E SÚMULA VINCULANTE 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n. 1.168.946-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 8.2.2019). 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE n. 1.168.946-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 8.2.2019). 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F25-427E-F25C-5392 e senha B5A0-3A46-C16F-60BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 187A-A789-D7BE-3282 e senha 8BFD-E769-6DB1-2432 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.143.054 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 187A-A789-D7BE-3282 e senha 8BFD-E769-6DB1-2432 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 143 . 054", "SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO", "Súmula n . 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n . 10", "Súmula n . 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n . 10", "Súmula n . 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1143054", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 .", "enunciado n . 353 da súmula de jurisprudência dominante do", "Súmula n . 283 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283", "Súmula n . 283 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1143054", "ARE n . 1 . 024 . 527 - AgR", "Súmulas ns . 283", "Súmulas ns . 283 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 701 . 544 - AgR", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 748 . 371", "Recurso Extraordinário 1143054", "ARE n . 1 . 024 . 527 - AgR", "Súmulas ns . 283 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns . 283 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 701 . 544 - AgR", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 748 . 371", "Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS", "ARE n . 1 . 114 . 337 - AgR", "Recurso Extraordinário 1143054", "ARE n . 1 . 114 . 337 - AgR", "Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS", "ARE n . 1 . 168 . 946 - AgR", "Recurso Extraordinário 1143054 AGR / RS", "ARE n . 1 . 168 . 946 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 143 ." ], "LEGISLACAO": [ "CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Constituição da República", "artigos 37 e 38 da Medida Provisória 446 / 08", "Lei n . 8 . 212 / 91", "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 97 da Constituição da República", "artigos 37 e 38 da Medida Provisória 446 / 08", "Lei n . 8 . 212 / 91", "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 da Medida Provisória n . 446 / 2008", "Medida Provisória n . 446 / 08", "Lei n . 8 . 212 / 91", "Medida", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) :B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) :MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :A.L.P.V. ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil e de Família. Regulamentação de visitas. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de junho de 2019 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 834A-5DEF-2320-9F4C e senha CD6D-249C-638B-F657 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1193550 AGR / SP Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 834A-5DEF-2320-9F4C e senha CD6D-249C-638B-F657 Supremo Tribunal Federal ARE 1193550 AGR / SP Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 834A-5DEF-2320-9F4C e senha CD6D-249C-638B-F657 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) :B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) :MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :A.L.P.V. ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A4-3875-315F-6D3A e senha 804A-B3B6-4F9D-A8A5 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) :B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) :MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :A.L.P.V. ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A4-3875-315F-6D3A e senha 804A-B3B6-4F9D-A8A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 1.109.507/MS-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/8/18). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E491-E4E1-FBC7-A6EE e senha 693F-7179-8815-2325 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 1.109.507/MS-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/8/18). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E491-E4E1-FBC7-A6EE e senha 693F-7179-8815-2325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193550 AGR / SP STF NO ARE 748.371. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.096.080/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/4/18). “DIREITO CIVIL E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGIME DE GUARDA E VISITAS DE MENOR. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 762.121/SP- AgR-Segundo, Primeira Turma, Roberto Barroso, DJe de 26/10/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E491-E4E1-FBC7-A6EE e senha 693F-7179-8815-2325 Supremo Tribunal Federal ARE 1193550 AGR / SP STF NO ARE 748.371. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.096.080/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/4/18). “DIREITO CIVIL E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGIME DE GUARDA E VISITAS DE MENOR. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 762.121/SP- AgR-Segundo, Primeira Turma, Roberto Barroso, DJe de 26/10/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E491-E4E1-FBC7-A6EE e senha 693F-7179-8815-2325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) : B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) : MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA (52923/SP) AGDO.(A/S) : A.L.P.V. ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR (243053/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 620F-51E2-6D6B-9DCE e senha 676A-76C4-77E1-3009 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) : B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) : MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA (52923/SP) AGDO.(A/S) : A.L.P.V. ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR (243053/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 620F-51E2-6D6B-9DCE e senha 676A-76C4-77E1-3009 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750351068
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil e de Família. Regulamentação de visitas. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur407560
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, DESTITUIÇÃO, PODER FAMILIAR, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 1096080 AgR (1ªT), ARE 1109507 AgR (TP). (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, VISITA, GUARDA DE MENOR, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 762121 AgR-segundo (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 11/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1193550
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1193550 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) : B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) : MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) : A.L.P.V. ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) :B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) :MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :A.L.P.V. ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil e de Família. Regulamentação de visitas. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de junho de 2019 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 834A-5DEF-2320-9F4C e senha CD6D-249C-638B-F657 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1193550 AGR / SP Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 834A-5DEF-2320-9F4C e senha CD6D-249C-638B-F657 Supremo Tribunal Federal ARE 1193550 AGR / SP Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 834A-5DEF-2320-9F4C e senha CD6D-249C-638B-F657 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) :B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) :MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :A.L.P.V. ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A4-3875-315F-6D3A e senha 804A-B3B6-4F9D-A8A5 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) :B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) :MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) :A.L.P.V. ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62A4-3875-315F-6D3A e senha 804A-B3B6-4F9D-A8A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 1.109.507/MS-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/8/18). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E491-E4E1-FBC7-A6EE e senha 693F-7179-8815-2325 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 1.109.507/MS-AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 8/8/18). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIAS COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E491-E4E1-FBC7-A6EE e senha 693F-7179-8815-2325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193550 AGR / SP Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.096.080/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/4/18). “DIREITO CIVIL E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGIME DE GUARDA E VISITAS DE MENOR. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 762.121/SP- AgR-Segundo, Primeira Turma, Roberto Barroso, DJe de 26/10/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E491-E4E1-FBC7-A6EE e senha 693F-7179-8815-2325 Supremo Tribunal Federal ARE 1193550 AGR / SP Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.096.080/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/4/18). “DIREITO CIVIL E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REGIME DE GUARDA E VISITAS DE MENOR. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 762.121/SP- AgR-Segundo, Primeira Turma, Roberto Barroso, DJe de 26/10/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E491-E4E1-FBC7-A6EE e senha 693F-7179-8815-2325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) : B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) : MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA (52923/SP) AGDO.(A/S) : A.L.P.V. ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR (243053/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 620F-51E2-6D6B-9DCE e senha 676A-76C4-77E1-3009 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.550 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : M.R.V. REPRESENTADO POR C.P.R.V. AGTE.(S) : B.R.V. REPRESENTADA POR C.P.R.V. ADV.(A/S) : MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA (52923/SP) AGDO.(A/S) : A.L.P.V. ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR (243053/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 620F-51E2-6D6B-9DCE e senha 676A-76C4-77E1-3009 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 193 . 550", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 109 . 507 / MS - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 109 . 507 / MS - AgR", "ARE n 1 . 096 . 080 / SP -", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 762 . 121 / SP - AgR - Segundo", "ARE n 1 . 096 . 080 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 762 . 121 / SP - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "§ 4 . . . DO", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE PROCESSO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SEGUNDO", "AGRAVO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA", "PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA", "PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR", "DIAS TOFFOLI", "MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA", "PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA", "PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MAGDA MARIA SIQUEIRA DA SILVA", "PAULO ROBERTO DANIEL DE SOUSA JUNIOR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "7", "13", "/", "6", "/", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "8", "/", "8", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "8", "/", "8", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "4", "/", "18", "26", "/", "10", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "4", "/", "18", "26", "/", "10", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) :GRACIELA MEDINA SANTANA ADV.(A/S) :JHONNY PRADO SILVA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO DE SERVIDOR MUNICIPAL EM ESTÁGIO PROBATÓRIO. REPROVAÇÃO EM AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBLIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Conforme as Súmulas 279/STF e 280/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de normas locais. II – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A02A-835C-AFC0-590A e senha 3F68-8892-64E3-18DA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1206906 AGR / SP virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A02A-835C-AFC0-590A e senha 3F68-8892-64E3-18DA Supremo Tribunal Federal ARE 1206906 AGR / SP virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A02A-835C-AFC0-590A e senha 3F68-8892-64E3-18DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) :GRACIELA MEDINA SANTANA ADV.(A/S) :JHONNY PRADO SILVA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a incidência das Súmulas 279/STF e 280/STF no caso dos autos. O agravante alega, em suma, que a solução da controvérsia prescinde do reexame de provas e de normas locais. Ademais, sustenta que o acórdão recorrido afrontou diretamente os arts. 5°, LV, 41, § 4°, e 84, IV, da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 519F-4A56-7842-D352 e senha 01D2-F6EB-6FB2-52C4 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) :GRACIELA MEDINA SANTANA ADV.(A/S) :JHONNY PRADO SILVA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a incidência das Súmulas 279/STF e 280/STF no caso dos autos. O agravante alega, em suma, que a solução da controvérsia prescinde do reexame de provas e de normas locais. Ademais, sustenta que o acórdão recorrido afrontou diretamente os arts. 5°, LV, 41, § 4°, e 84, IV, da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 519F-4A56-7842-D352 e senha 01D2-F6EB-6FB2-52C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “O Tribunal de origem, com apoio no acervo probatório dos autos e na interpretação do Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes e do Decreto municipal 13.141/2013, julgou válida a exoneração do autor, servidor público municipal, sob os seguintes fundamentos: ‘[...] não há qualquer irregularidade no procedimento de avaliação de desempenho ao qual o autor foi submetido. A esse respeito, assim dispõe o Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes: Art. 18. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 3 (três) anos, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados, no mínimo, os seguintes fatores: I - assiduidade; II - disciplina; III - postura ética, compromisso e dedicação; IV - responsabilidade; V - eficiência no trabalho; VI - qualidade do trabalho; VII - capacidade de iniciativa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “O Tribunal de origem, com apoio no acervo probatório dos autos e na interpretação do Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes e do Decreto municipal 13.141/2013, julgou válida a exoneração do autor, servidor público municipal, sob os seguintes fundamentos: ‘[...] não há qualquer irregularidade no procedimento de avaliação de desempenho ao qual o autor foi submetido. A esse respeito, assim dispõe o Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes: Art. 18. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 3 (três) anos, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados, no mínimo, os seguintes fatores: I - assiduidade; II - disciplina; III - postura ética, compromisso e dedicação; IV - responsabilidade; V - eficiência no trabalho; VI - qualidade do trabalho; VII - capacidade de iniciativa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1206906 AGR / SP § 1º Quatro meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida a homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acordo com o que dispuser o decreto regulamentador, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a VII do caput deste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 92 de 2012). § 2º O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. Conforme se extrai dos documentos acostados aos autos, o autor foi admitido em 15/09/2014 e teve o seu desempenho avaliado em referência ao período de 02/01/2015 a 13/01/2016 (fls. 29/35). E, ao contrário do que ele tenta fazer crer, o disposto no §1º do artigo acima mencionado estabelece que a avaliação de desempenho do servidor deve ser submetida à homologação em quatro meses antes de findo o estágio probatório, para fins de estabilização do servidor, e não que a avaliação em si deve ser realizada apenas nessa ocasião. […] Portanto, o Decreto Municipal nº 13.141/13 não extrapola o seu poder regulamentar ao estabelecer ao viabilizar a exoneração do servidor com base em avaliação realizada antes do prazo de três anos, em razão do seu desempenho insuficiente durante o estágio probatório. […] De todo modo, a nota obtida pelo apelante na sua avaliação foi 135 pontos e, mesmo se fosse desconsiderado o desconto relativo às faltas, com a soma de mais 3 pontos, e se lhe fosse atribuído o conceito máximo no critério de eficiência, somando-se mais 45 pontos, ele ainda ficaria com 183 pontos, ou seja, permaneceria aquém dos 199 pontos, nota mínima exigida para a aprovação na 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1206906 AGR / SP § 1º Quatro meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida a homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acordo com o que dispuser o decreto regulamentador, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a VII do caput deste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar nº 92 de 2012). § 2º O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. Conforme se extrai dos documentos acostados aos autos, o autor foi admitido em 15/09/2014 e teve o seu desempenho avaliado em referência ao período de 02/01/2015 a 13/01/2016 (fls. 29/35). E, ao contrário do que ele tenta fazer crer, o disposto no §1º do artigo acima mencionado estabelece que a avaliação de desempenho do servidor deve ser submetida à homologação em quatro meses antes de findo o estágio probatório, para fins de estabilização do servidor, e não que a avaliação em si deve ser realizada apenas nessa ocasião. […] Portanto, o Decreto Municipal nº 13.141/13 não extrapola o seu poder regulamentar ao estabelecer ao viabilizar a exoneração do servidor com base em avaliação realizada antes do prazo de três anos, em razão do seu desempenho insuficiente durante o estágio probatório. […] De todo modo, a nota obtida pelo apelante na sua avaliação foi 135 pontos e, mesmo se fosse desconsiderado o desconto relativo às faltas, com a soma de mais 3 pontos, e se lhe fosse atribuído o conceito máximo no critério de eficiência, somando-se mais 45 pontos, ele ainda ficaria com 183 pontos, ou seja, permaneceria aquém dos 199 pontos, nota mínima exigida para a aprovação na 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1206906 AGR / SP avaliação de desempenho’ (págs. 51-54 do documento eletrônico 6). Assim, para divergir desse entendimento e verificar a procedência dos argumentos consignados no recurso extraordinário, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e das normas locais aplicáveis ao caso, o que é vedado pela Súmulas 279/STF e 280/STF. Nesse sentido, destaco julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.6.2016. REPROVAÇÃO DE SERVIDOR. ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO. DEVIDO PROCESSO LEGAL. POSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO STF. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A controvérsia referente à exoneração de servidor durante o estágio probatório com observância do devido processo legal demanda o exame da fatos e provas, além do reexame da legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC’ (ARE 970.455-AgR/GO, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO COM BASE NA AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO E NA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1206906 AGR / SP avaliação de desempenho’ (págs. 51-54 do documento eletrônico 6). Assim, para divergir desse entendimento e verificar a procedência dos argumentos consignados no recurso extraordinário, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e das normas locais aplicáveis ao caso, o que é vedado pela Súmulas 279/STF e 280/STF. Nesse sentido, destaco julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.6.2016. REPROVAÇÃO DE SERVIDOR. ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO. DEVIDO PROCESSO LEGAL. POSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO STF. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A controvérsia referente à exoneração de servidor durante o estágio probatório com observância do devido processo legal demanda o exame da fatos e provas, além do reexame da legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC’ (ARE 970.455-AgR/GO, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO COM BASE NA AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO E NA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1206906 AGR / SP 825.612-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). ‘Ementa: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Exoneração de servidor público em fase de estágio probatório. 3. Princípios do contraditório e da ampla defesa assegurados. Súmulas 279 e 280 do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 926.085-AgR/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo juízo de origem” (págs. 2-5 do documento eletrônico 10). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários em 20% (vinte por cento) do total da verba fixada a esse título. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1206906 AGR / SP 825.612-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). ‘Ementa: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Exoneração de servidor público em fase de estágio probatório. 3. Princípios do contraditório e da ampla defesa assegurados. Súmulas 279 e 280 do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 926.085-AgR/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo juízo de origem” (págs. 2-5 do documento eletrônico 10). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários em 20% (vinte por cento) do total da verba fixada a esse título. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) ADV.(A/S) : TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA (359988/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) : GRACIELA MEDINA SANTANA (164180/SP) ADV.(A/S) : JHONNY PRADO SILVA (318649/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAFD-F9DC-AD9D-4F9C e senha 08BE-A398-23A4-125A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) ADV.(A/S) : TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA (359988/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) : GRACIELA MEDINA SANTANA (164180/SP) ADV.(A/S) : JHONNY PRADO SILVA (318649/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAFD-F9DC-AD9D-4F9C e senha 08BE-A398-23A4-125A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446331
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO DE SERVIDOR MUNICIPAL EM ESTÁGIO PROBATÓRIO. REPROVAÇÃO EM AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBLIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Conforme as Súmulas 279/STF e 280/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de normas locais. II – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa.
sjur408168
Número de páginas: 8. Análise: 30/08/2019, BMP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1206906
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN DEC-013141 ANO-2013\n DECRETO DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1206906 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) : TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) : GRACIELA MEDINA SANTANA ADV.(A/S) : JHONNY PRADO SILVA
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) :GRACIELA MEDINA SANTANA ADV.(A/S) :JHONNY PRADO SILVA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXONERAÇÃO DE SERVIDOR MUNICIPAL EM ESTÁGIO PROBATÓRIO. REPROVAÇÃO EM AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBLIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Conforme as Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 280/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de normas locais. II – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. III – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A02A-835C-AFC0-590A e senha 3F68-8892-64E3-18DA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1206906 AGR / SP virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A02A-835C-AFC0-590A e senha 3F68-8892-64E3-18DA Supremo Tribunal Federal ARE 1206906 AGR / SP virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A02A-835C-AFC0-590A e senha 3F68-8892-64E3-18DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) :GRACIELA MEDINA SANTANA ADV.(A/S) :JHONNY PRADO SILVA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a incidência das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 280/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. O agravante alega, em suma, que a solução da controvérsia prescinde do reexame de provas e de normas locais. Ademais, sustenta que o acórdão recorrido afrontou diretamente os arts. 5..., LV, 41, § 4..., e 84, IV, da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 519F-4A56-7842-D352 e senha 01D2-F6EB-6FB2-52C4 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) :GRACIELA MEDINA SANTANA ADV.(A/S) :JHONNY PRADO SILVA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a incidência das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 280/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. O agravante alega, em suma, que a solução da controvérsia prescinde do reexame de provas e de normas locais. Ademais, sustenta que o acórdão recorrido afrontou diretamente os arts. 5..., LV, 41, § 4..., e 84, IV, da Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 519F-4A56-7842-D352 e senha 01D2-F6EB-6FB2-52C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “O Tribunal de origem, com apoio no acervo probatório dos autos e na interpretação do Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes e do Decreto municipal 13.141/2013, julgou válida a exoneração do autor, servidor público municipal, sob os seguintes fundamentos: ‘[...] não há qualquer irregularidade no procedimento de avaliação de desempenho ao qual o autor foi submetido. A esse respeito, assim dispõe o Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes: Art. 18. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 3 (três) anos, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados, no mínimo, os seguintes fatores: I - assiduidade; II - disciplina; III - postura ética, compromisso e dedicação; IV - responsabilidade; V - eficiência no trabalho; VI - qualidade do trabalho; VII - capacidade de iniciativa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “O Tribunal de origem, com apoio no acervo probatório dos autos e na interpretação do Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes e do Decreto municipal 13.141/2013, julgou válida a exoneração do autor, servidor público municipal, sob os seguintes fundamentos: ‘[...] não há qualquer irregularidade no procedimento de avaliação de desempenho ao qual o autor foi submetido. A esse respeito, assim dispõe o Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes: Art. 18. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 3 (três) anos, durante o qual a sua aptidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados, no mínimo, os seguintes fatores: I - assiduidade; II - disciplina; III - postura ética, compromisso e dedicação; IV - responsabilidade; V - eficiência no trabalho; VI - qualidade do trabalho; VII - capacidade de iniciativa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1206906 AGR / SP § 1... Quatro meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida a homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acordo com o que dispuser o decreto regulamentador, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a VII do caput deste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar n 92 de 2012). § 2... O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. Conforme se extrai dos documentos acostados aos autos, o autor foi admitido em 15/09/2014 e teve o seu desempenho avaliado em referência ao período de 02/01/2015 a 13/01/2016 (fls. 29/35). E, ao contrário do que ele tenta fazer crer, o disposto no §1... do artigo acima mencionado estabelece que a avaliação de desempenho do servidor deve ser submetida à homologação em quatro meses antes de findo o estágio probatório, para fins de estabilização do servidor, e não que a avaliação em si deve ser realizada apenas nessa ocasião. […] Portanto, o Decreto Municipal n 13.141/13 não extrapola o seu poder regulamentar ao estabelecer ao viabilizar a exoneração do servidor com base em avaliação realizada antes do prazo de três anos, em razão do seu desempenho insuficiente durante o estágio probatório. […] De todo modo, a nota obtida pelo apelante na sua avaliação foi 135 pontos e, mesmo se fosse desconsiderado o desconto relativo às faltas, com a soma de mais 3 pontos, e se lhe fosse atribuído o conceito máximo no critério de eficiência, somando-se mais 45 pontos, ele ainda ficaria com 183 pontos, ou seja, permaneceria aquém dos 199 pontos, nota mínima exigida para a aprovação na 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1206906 AGR / SP § 1... Quatro meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida a homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acordo com o que dispuser o decreto regulamentador, sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a VII do caput deste artigo. (Redação dada pela Lei Complementar n 92 de 2012). § 2... O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. Conforme se extrai dos documentos acostados aos autos, o autor foi admitido em 15/09/2014 e teve o seu desempenho avaliado em referência ao período de 02/01/2015 a 13/01/2016 (fls. 29/35). E, ao contrário do que ele tenta fazer crer, o disposto no §1... do artigo acima mencionado estabelece que a avaliação de desempenho do servidor deve ser submetida à homologação em quatro meses antes de findo o estágio probatório, para fins de estabilização do servidor, e não que a avaliação em si deve ser realizada apenas nessa ocasião. […] Portanto, o Decreto Municipal n 13.141/13 não extrapola o seu poder regulamentar ao estabelecer ao viabilizar a exoneração do servidor com base em avaliação realizada antes do prazo de três anos, em razão do seu desempenho insuficiente durante o estágio probatório. […] De todo modo, a nota obtida pelo apelante na sua avaliação foi 135 pontos e, mesmo se fosse desconsiderado o desconto relativo às faltas, com a soma de mais 3 pontos, e se lhe fosse atribuído o conceito máximo no critério de eficiência, somando-se mais 45 pontos, ele ainda ficaria com 183 pontos, ou seja, permaneceria aquém dos 199 pontos, nota mínima exigida para a aprovação na 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1206906 AGR / SP avaliação de desempenho’ (págs. 51-54 do documento eletrônico 6). Assim, para divergir desse entendimento e verificar a procedência dos argumentos consignados no recurso extraordinário, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e das normas locais aplicáveis ao caso, o que é vedado pela Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.6.2016. REPROVAÇÃO DE SERVIDOR. ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO. DEVIDO PROCESSO LEGAL. POSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A controvérsia referente à exoneração de servidor durante o estágio probatório com observância do devido processo legal demanda o exame da fatos e provas, além do reexame da legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil’ (ARE 970.455-AgR/GO, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO COM BASE NA AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO E NA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1206906 AGR / SP avaliação de desempenho’ (págs. 51-54 do documento eletrônico 6). Assim, para divergir desse entendimento e verificar a procedência dos argumentos consignados no recurso extraordinário, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e das normas locais aplicáveis ao caso, o que é vedado pela Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.6.2016. REPROVAÇÃO DE SERVIDOR. ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO. DEVIDO PROCESSO LEGAL. POSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A controvérsia referente à exoneração de servidor durante o estágio probatório com observância do devido processo legal demanda o exame da fatos e provas, além do reexame da legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil’ (ARE 970.455-AgR/GO, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTÁGIO PROBATÓRIO. EXONERAÇÃO COM BASE NA AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO E NA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULAS N. 279 E N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1206906 AGR / SP 825.612-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). ‘Ementa: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Exoneração de servidor público em fase de estágio probatório. 3. Princípios do contraditório e da ampla defesa assegurados. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 926.085-AgR/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo juízo de origem” (págs. 2-5 do documento eletrônico 10). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários em 20% (vinte por cento) do total da verba fixada a esse título. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Supremo Tribunal Federal ARE 1206906 AGR / SP 825.612-AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). ‘Ementa: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Exoneração de servidor público em fase de estágio probatório. 3. Princípios do contraditório e da ampla defesa assegurados. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 926.085-AgR/PR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo juízo de origem” (págs. 2-5 do documento eletrônico 10). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários em 20% (vinte por cento) do total da verba fixada a esse título. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8F5B-9B84-4A90-DE71 e senha F736-3069-E435-AFB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) ADV.(A/S) : TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA (359988/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) : GRACIELA MEDINA SANTANA (164180/SP) ADV.(A/S) : JHONNY PRADO SILVA (318649/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAFD-F9DC-AD9D-4F9C e senha 08BE-A398-23A4-125A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.906 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) ADV.(A/S) : TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA (359988/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES ADV.(A/S) : GRACIELA MEDINA SANTANA (164180/SP) ADV.(A/S) : JHONNY PRADO SILVA (318649/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAFD-F9DC-AD9D-4F9C e senha 08BE-A398-23A4-125A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 206 . 906", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1206906 AGR / SP", "ARE 1206906 AGR / SP", "ARE 1206906 AGR / SP", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "ARE 970 . 455 - AgR / GO", "SÚMULAS N . 279", "ARE 1206906 AGR / SP", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 970 . 455 - AgR / GO", "SÚMULAS N . 279", "ARE 1206906 AGR / SP 825 . 612 - AgR / MG", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 926 . 085 - AgR / PR", "ARE 1206906", "AgR / MG", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 926 . 085 - AgR / PR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , LV , 41 , § 4 . . . , e", "84 , IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , LV , 41 , § 4 . . . , e 84 , IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes", "Decreto municipal 13 . 141 / 2013", "Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes", "Decreto municipal 13 . 141 / 2013", "Estatuto dos Servidores Públicos de Mogi das Cruzes", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 92 de 2012", "Decreto Municipal n 13 . 141 / 13", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 92 de 2012", "Decreto Municipal n 13 . 141 / 13", "Medida Provisória n 2", "Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES", "MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MOGI DAS CRUZES", "MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES", "SÃO PAULO", "MOGI DAS CRUZES", "MUNICÍPIO DE", "MOGI DAS CRUZES", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES", "MUNICÍPIO DE MOGI DAS CRUZES", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE MOGI DAS CRUZES" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA", "GRACIELA MEDINA SANTANA", "JHONNY PRADO SILVA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA", "GRACIELA MEDINA SANTANA", "JHONNY PRADO SILVA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA", "GRACIELA MEDINA SANTANA", "JHONNY PRADO SILVA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA", "GRACIELA MEDINA SANTANA", "JHONNY PRADO SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EVERTON CARVALHO DE FIGUEIREDO", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "TAMIRES DE VASCONCELOS FERREIRA", "GRACIELA MEDINA SANTANA", "JHONNY PRADO SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2014", "02", "/", "01", "/", "2015", "13", "/", "01", "/", "2016", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2014", "02", "/", "01", "/", "2015", "13", "/", "01", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :JACQUELINE DO PRADO VALLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC Nº 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. 3. Homicídio qualificado (121, § 2º, incisos I, IV e IV, c/c art. 288, ambos do Código Penal). 4. Liberdade provisória. 5. Habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do STJ. Impossibilidade. Esgotamento das vias recursais. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F755-B380-2F6D-BD70 e senha 07B9-34EA-CEB2-D0D5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :JACQUELINE DO PRADO VALLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC Nº 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao writ, haja vista a ausência de esgotamento das vias recursais. (eDOC 26) Nas razões recursais, a defesa reitera as alegações da decisão monocrática e enfatiza a concessão de liberdade provisória do acusado, pois não estariam presentes os requisitos do art. 312 do CPP. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B8E-F918-8EFB-DE9A e senha 2916-2FE1-9AE2-086E Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :JACQUELINE DO PRADO VALLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC Nº 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao writ, haja vista a ausência de esgotamento das vias recursais. (eDOC 26) Nas razões recursais, a defesa reitera as alegações da decisão monocrática e enfatiza a concessão de liberdade provisória do acusado, pois não estariam presentes os requisitos do art. 312 do CPP. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B8E-F918-8EFB-DE9A e senha 2916-2FE1-9AE2-086E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Superior Tribunal de Justiça desproveu, monocraticamente os embargos de declaração nos autos do RHC 85.169/SP. No caso, destaco que a decisão impugnada do STJ é monocrática e não houve a interposição de agravo regimental contra o referido decisum. No que se refere ao tema, tenho-me posicionado, na Segunda Turma, juntamente com Sua Excelência o Ministro Celso de Mello, no sentido da possibilidade de conhecimento do habeas corpus em casos idênticos. Ocorre que a Segunda Turma já se posicionou no sentido de não conhecer dos writs (HC 119.115/MG, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, e HC 114.087/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 2.10.2014), com fundamento na carência de exaurimento da jurisdição e por inobservância ao princípio da colegialidade, previsto no art. 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal. No mesmo sentido, já havia se firmado o entendimento da Primeira Turma desta Corte. A esse propósito, cito: RHC 111.935/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 30.9.2013; RHC 108.877/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.10.2011; e RHC 111.639/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 30.3.2012. Evidentemente, em obediência ao princípio da proteção judicial efetiva (art. 5º, inciso XXXV, CF), a aplicação do entendimento jurisprudencial trazido à baila pode ser afastada no caso de configuração de evidente constrangimento ilegal ou abuso de poder, o que não ocorre na espécie. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2476-3B06-DE37-FDE5 e senha 9BBC-605E-BD81-756F Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Superior Tribunal de Justiça desproveu, monocraticamente os embargos de declaração nos autos do RHC 85.169/SP. No caso, destaco que a decisão impugnada do STJ é monocrática e não houve a interposição de agravo regimental contra o referido decisum. No que se refere ao tema, tenho-me posicionado, na Segunda Turma, juntamente com Sua Excelência o Ministro Celso de Mello, no sentido da possibilidade de conhecimento do habeas corpus em casos idênticos. Ocorre que a Segunda Turma já se posicionou no sentido de não conhecer dos writs (HC 119.115/MG, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, e HC 114.087/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 2.10.2014), com fundamento na carência de exaurimento da jurisdição e por inobservância ao princípio da colegialidade, previsto no art. 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal. No mesmo sentido, já havia se firmado o entendimento da Primeira Turma desta Corte. A esse propósito, cito: RHC 111.935/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 30.9.2013; RHC 108.877/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.10.2011; e RHC 111.639/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 30.3.2012. Evidentemente, em obediência ao princípio da proteção judicial efetiva (art. 5º, inciso XXXV, CF), a aplicação do entendimento jurisprudencial trazido à baila pode ser afastada no caso de configuração de evidente constrangimento ilegal ou abuso de poder, o que não ocorre na espécie. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2476-3B06-DE37-FDE5 e senha 9BBC-605E-BD81-756F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 151364 AGR / SP Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento do presente entendimento. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas. Condenação. Acusado que permaneceu custodiado durante toda a instrução criminal. Não deve ser revogada a prisão cautelar se, após a sentença condenatória, não houve alteração fática apta a autorizar-lhe a devolução do status libertatis . 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 131.841/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) Feitas essas considerações, ressalvo minha posição pessoal, mas, em homenagem ao princípio do colegiado, adoto a orientação no sentido de não conhecer do presente HC. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2476-3B06-DE37-FDE5 e senha 9BBC-605E-BD81-756F Supremo Tribunal Federal HC 151364 AGR / SP Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento do presente entendimento. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas. Condenação. Acusado que permaneceu custodiado durante toda a instrução criminal. Não deve ser revogada a prisão cautelar se, após a sentença condenatória, não houve alteração fática apta a autorizar-lhe a devolução do status libertatis . 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 131.841/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) Feitas essas considerações, ressalvo minha posição pessoal, mas, em homenagem ao princípio do colegiado, adoto a orientação no sentido de não conhecer do presente HC. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2476-3B06-DE37-FDE5 e senha 9BBC-605E-BD81-756F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) : JACQUELINE DO PRADO VALLES (138663/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC Nº 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1DBE-08B4-F278-8329 e senha A5B9-D7EC-BABF-AA00 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) : JACQUELINE DO PRADO VALLES (138663/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC Nº 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1DBE-08B4-F278-8329 e senha A5B9-D7EC-BABF-AA00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446114
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. 3. Homicídio qualificado (121, § 2º, incisos I, IV e IV, c/c art. 288, ambos do Código Penal). 4. Liberdade provisória. 5. Habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do STJ. Impossibilidade. Esgotamento das vias recursais. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur407989
- Acórdão(s) citado(s): (HC, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA) RHC 108877 (1ªT), RHC 111639 (1ªT), RHC 111935 (1ªT), HC 114087 (2ªT), HC 119115 (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 28/08/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
151364
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 ART-00102 INC-00002 \n LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00001 INC-00004 \n ART-00288\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 151364 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) : JACQUELINE DO PRADO VALLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC Nº 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :JACQUELINE DO PRADO VALLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC n 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. 3. Homicídio qualificado (121, § 2..., incisos I, IV e IV, c/c art. 288, ambos do Código Penal). 4. Liberdade provisória. 5. Habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça. Impossibilidade. Esgotamento das vias recursais. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F755-B380-2F6D-BD70 e senha 07B9-34EA-CEB2-D0D5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :JACQUELINE DO PRADO VALLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC n 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao writ, haja vista a ausência de esgotamento das vias recursais. (eDOC 26) Nas razões recursais, a defesa reitera as alegações da decisão monocrática e enfatiza a concessão de liberdade provisória do acusado, pois não estariam presentes os requisitos do art. 312 do CPP. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B8E-F918-8EFB-DE9A e senha 2916-2FE1-9AE2-086E Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) :JACQUELINE DO PRADO VALLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC n 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao writ, haja vista a ausência de esgotamento das vias recursais. (eDOC 26) Nas razões recursais, a defesa reitera as alegações da decisão monocrática e enfatiza a concessão de liberdade provisória do acusado, pois não estariam presentes os requisitos do art. 312 do CPP. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B8E-F918-8EFB-DE9A e senha 2916-2FE1-9AE2-086E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Superior Tribunal de Justiça desproveu, monocraticamente os embargos de declaração nos autos do RHC 85.169/SP. No caso, destaco que a decisão impugnada do Superior Tribunal de Justiça é monocrática e não houve a interposição de agravo regimental contra o referido decisum. No que se refere ao tema, tenho-me posicionado, na Segunda Turma, juntamente com Sua Excelência o Ministro Celso de Mello, no sentido da possibilidade de conhecimento do habeas corpus em casos idênticos. Ocorre que a Segunda Turma já se posicionou no sentido de não conhecer dos writs (HC 119.115/MG, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, e HC 114.087/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 2.10.2014), com fundamento na carência de exaurimento da jurisdição e por inobservância ao princípio da colegialidade, previsto no art. 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal. No mesmo sentido, já havia se firmado o entendimento da Primeira Turma desta Corte. A esse propósito, cito: RHC 111.935/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 30.9.2013; RHC 108.877/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.10.2011; e RHC 111.639/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 30.3.2012. Evidentemente, em obediência ao princípio da proteção judicial efetiva (art. 5..., inciso XXXV, Constituição Federal de 1988), a aplicação do entendimento jurisprudencial trazido à baila pode ser afastada no caso de configuração de evidente constrangimento ilegal ou abuso de poder, o que não ocorre na espécie. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2476-3B06-DE37-FDE5 e senha 9BBC-605E-BD81-756F Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Superior Tribunal de Justiça desproveu, monocraticamente os embargos de declaração nos autos do RHC 85.169/SP. No caso, destaco que a decisão impugnada do Superior Tribunal de Justiça é monocrática e não houve a interposição de agravo regimental contra o referido decisum. No que se refere ao tema, tenho-me posicionado, na Segunda Turma, juntamente com Sua Excelência o Ministro Celso de Mello, no sentido da possibilidade de conhecimento do habeas corpus em casos idênticos. Ocorre que a Segunda Turma já se posicionou no sentido de não conhecer dos writs (HC 119.115/MG, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014, e HC 114.087/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 2.10.2014), com fundamento na carência de exaurimento da jurisdição e por inobservância ao princípio da colegialidade, previsto no art. 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal. No mesmo sentido, já havia se firmado o entendimento da Primeira Turma desta Corte. A esse propósito, cito: RHC 111.935/DF, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 30.9.2013; RHC 108.877/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.10.2011; e RHC 111.639/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 30.3.2012. Evidentemente, em obediência ao princípio da proteção judicial efetiva (art. 5..., inciso XXXV, Constituição Federal de 1988), a aplicação do entendimento jurisprudencial trazido à baila pode ser afastada no caso de configuração de evidente constrangimento ilegal ou abuso de poder, o que não ocorre na espécie. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2476-3B06-DE37-FDE5 e senha 9BBC-605E-BD81-756F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 151364 AGR / SP Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento do presente entendimento. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas. Condenação. Acusado que permaneceu custodiado durante toda a instrução criminal. Não deve ser revogada a prisão cautelar se, após a sentença condenatória, não houve alteração fática apta a autorizar-lhe a devolução do status libertatis . 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 131.841/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) Feitas essas considerações, ressalvo minha posição pessoal, mas, em homenagem ao princípio do colegiado, adoto a orientação no sentido de não conhecer do presente HC. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2476-3B06-DE37-FDE5 e senha 9BBC-605E-BD81-756F Supremo Tribunal Federal HC 151364 AGR / SP Na hipótese dos autos, não vislumbro nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento do presente entendimento. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Tráfico de drogas. Condenação. Acusado que permaneceu custodiado durante toda a instrução criminal. Não deve ser revogada a prisão cautelar se, após a sentença condenatória, não houve alteração fática apta a autorizar-lhe a devolução do status libertatis . 3. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (HC-AgR 131.841/RS, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 10.2.2016) Feitas essas considerações, ressalvo minha posição pessoal, mas, em homenagem ao princípio do colegiado, adoto a orientação no sentido de não conhecer do presente HC. Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2476-3B06-DE37-FDE5 e senha 9BBC-605E-BD81-756F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) : JACQUELINE DO PRADO VALLES (138663/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC n 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1DBE-08B4-F278-8329 e senha A5B9-D7EC-BABF-AA00 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 151.364 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LEONARDO DOS SANTOS ADV.(A/S) : JACQUELINE DO PRADO VALLES (138663/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC n 85.169 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1DBE-08B4-F278-8329 e senha A5B9-D7EC-BABF-AA00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 151 . 364", "RHC n 85 . 169", "HABEAS CORPUS 151 . 364", "RHC n 85 . 169 DO", "HABEAS CORPUS 151 . 364", "RHC n 85 . 169", "HABEAS CORPUS 151 . 364", "RHC 85 . 169 / SP", "HC 119 . 115 / MG", "HC 114 . 087 / SP", "RHC 111 . 935 / DF", "RHC 108 . 877 / SP", "RHC 111 . 639 / DF", "RHC 85 .", "HC 119 . 115 / MG", "HC 114 . 087 / SP", "RHC 111 . 935 / DF", "RHC 108 . 877 / SP", "RHC 111 . 639 / DF", "HC 151364 AGR / SP", "HC", "-", "AgR 131 . 841 / RS", "HC 151364 AGR / SP", "HC", "-", "AgR 131 . 841 / RS", "HABEAS CORPUS 151 . 364", "RHC n 85 . 169", "HABEAS CORPUS 151 . 364", "RHC n 85 . 169" ], "LEGISLACAO": [ "121 , § 2 . . . , incisos I , IV e IV , c / c art . 288 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , inciso XXXV , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , inciso XXXV , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "LEONARDO DOS SANTOS", "JACQUELINE DO PRADO VALLES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LEONARDO DOS SANTOS", "JACQUELINE DO PRADO VALLES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LEONARDO DOS SANTOS", "JACQUELINE DO PRADO VALLES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LEONARDO DOS SANTOS", "JACQUELINE DO PRADO VALLES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "LEONARDO DOS SANTOS", "JACQUELINE DO PRADO VALLES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "13", ".", "2", ".", "2014", "2", ".", "10", ".", "2014", "30", ".", "9", ".", "2013", "19", ".", "10", ".", "2011", "30", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "13", ".", "2", ".", "2014", "2", ".", "10", ".", "2014", "30", ".", "9", ".", "2013", "19", ".", "10", ".", "2011", "30", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. REINCIDÊNCIA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Brasília, 6 de maio de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34B4-53A6-581F-9FF4 e senha 57E9-024B-39EF-FEB0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1º.2.2019, neguei seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, interposto por Andrea da Cruz Azevedo contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 20.9.2018, não conheceu do Habeas Corpus n. 458.714, Relator o Ministro Reynaldo Soares da Fonseca. A decisão agravada tem o seguinte teor: “6. Ao fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena e negar a substituição de pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, o juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis afirmou: (…) 7. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve o regime prisional semiaberto e a negativa de substituição da pena com os seguintes fundamentos: (…) 8. Esse julgado foi mantido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: (…) 9. Embora a pena definitiva imposta à recorrente, de um ano e quatro meses pela prática do delito de furto, permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a verificação de reincidência conduziu à fixação do regime inicial Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1º.2.2019, neguei seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, interposto por Andrea da Cruz Azevedo contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 20.9.2018, não conheceu do Habeas Corpus n. 458.714, Relator o Ministro Reynaldo Soares da Fonseca. A decisão agravada tem o seguinte teor: “6. Ao fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena e negar a substituição de pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, o juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis afirmou: (…) 7. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve o regime prisional semiaberto e a negativa de substituição da pena com os seguintes fundamentos: (…) 8. Esse julgado foi mantido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: (…) 9. Embora a pena definitiva imposta à recorrente, de um ano e quatro meses pela prática do delito de furto, permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a verificação de reincidência conduziu à fixação do regime inicial Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório RHC 166001 AGR / SC semiaberto e à vedação da substituição, em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo(…) 10. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de que “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC n. 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1º.2.2011). (…) Assim também, por exemplo, as seguintes decisões: RHC n. 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC n. 150.303-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.3.2018; RHC n. 127.657- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.8.2015; RHC n. 133.116- AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.6.2017; e RHC n. 134.656-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 15.5.2017. 11. Pelo exposto, nego seguimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus (§ 1º do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. A Defensoria Pública foi intimada em 18.2.2019 e o presente agravo regimental foi interposto, tempestivamente, em 28.2.2019. 3. O agravante alega que “extrai-se do artigo 44, §3°, do Código Penal, a possibilidade de aplicação da pena restritiva de direito quando há reincidência genérica, havendo vedação apenas em caso de reincidência específica. In casu, a primeira condenação foi por tráfico de drogas e associação para o tráfico, sendo a discutida no presente feito, decorrente de furto, o que caracteriza a reincidência genérica” (fl. 3, doc, 16). Sustenta que “todas as circunstâncias judiciais foram consideradas favoráveis e, em função da reincidência, foi fixado, pelo Juízo originário, o regime inicial semiaberto” (fl. 3, doc. 16). Este o teor dos pedidos: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC semiaberto e à vedação da substituição, em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo(…) 10. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de que “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC n. 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1º.2.2011). (…) Assim também, por exemplo, as seguintes decisões: RHC n. 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC n. 150.303-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.3.2018; RHC n. 127.657- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.8.2015; RHC n. 133.116- AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.6.2017; e RHC n. 134.656-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 15.5.2017. 11. Pelo exposto, nego seguimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus (§ 1º do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. A Defensoria Pública foi intimada em 18.2.2019 e o presente agravo regimental foi interposto, tempestivamente, em 28.2.2019. 3. O agravante alega que “extrai-se do artigo 44, §3°, do Código Penal, a possibilidade de aplicação da pena restritiva de direito quando há reincidência genérica, havendo vedação apenas em caso de reincidência específica. In casu, a primeira condenação foi por tráfico de drogas e associação para o tráfico, sendo a discutida no presente feito, decorrente de furto, o que caracteriza a reincidência genérica” (fl. 3, doc, 16). Sustenta que “todas as circunstâncias judiciais foram consideradas favoráveis e, em função da reincidência, foi fixado, pelo Juízo originário, o regime inicial semiaberto” (fl. 3, doc. 16). Este o teor dos pedidos: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RHC 166001 AGR / SC “Ante o exposto, requer seja exercido o juízo de retratação por Vossa Excelência, com o provimento do recurso, permitindo-se a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, bem como a fixação do regime aberto. Caso mantida a decisão agravada, seja o presente agravo levado à Turma em julgamento presencial e em destaque para que esta dê provimento ao recurso. Pugna, ainda, exercida a reconsideração, o que se espera que ocorra, pela intimação pessoal da Defensoria Pública-Geral da União para a sessão de julgamento do writ” (fl. 6, doc. 16). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC “Ante o exposto, requer seja exercido o juízo de retratação por Vossa Excelência, com o provimento do recurso, permitindo-se a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, bem como a fixação do regime aberto. Caso mantida a decisão agravada, seja o presente agravo levado à Turma em julgamento presencial e em destaque para que esta dê provimento ao recurso. Pugna, ainda, exercida a reconsideração, o que se espera que ocorra, pela intimação pessoal da Defensoria Pública-Geral da União para a sessão de julgamento do writ” (fl. 6, doc. 16). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, ao fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena e negar a substituição de pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, o juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis afirmou: "1. Do furto praticado na Loja Tamix A conduta típica da acusada merece repreensão. Pertinente à culpabilidade, esta desponta normal à espécie. A acusada apresenta antecedentes criminais, os quais serão analisados na segunda etapa, dada a reincidência. Em relação à conduta social e à personalidade da agente, nada foi coletado. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime não se afastaram da normalidade. Por fim, quanto ao comportamento da vítima, este se mostrou irrelevante ao caso. Assim, analisadas as circunstâncias judiciais do artigo 59, caput, do Código Penal, sendo todas elas favoráveis, fixo a pena -base em 01 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias -multa. Na segunda fase, não há atenuantes, todavia incide a agravante da reincidência (artigo 61, I, do Código Penal - autos n. 0497762- 87.2007.8.21.6001 - fls. 93), razão pela qual aumento a reprimenda em 02 (dois) meses, resultando na pena intermediária de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão. A segunda fase não incide na pena de multa. Inexistem circunstâncias especiais de diminuição e aumento da pena, restando definitivamente quantificada em 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão e 10 (dez) dias-multa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, ao fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena e negar a substituição de pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, o juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis afirmou: "1. Do furto praticado na Loja Tamix A conduta típica da acusada merece repreensão. Pertinente à culpabilidade, esta desponta normal à espécie. A acusada apresenta antecedentes criminais, os quais serão analisados na segunda etapa, dada a reincidência. Em relação à conduta social e à personalidade da agente, nada foi coletado. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime não se afastaram da normalidade. Por fim, quanto ao comportamento da vítima, este se mostrou irrelevante ao caso. Assim, analisadas as circunstâncias judiciais do artigo 59, caput, do Código Penal, sendo todas elas favoráveis, fixo a pena -base em 01 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias -multa. Na segunda fase, não há atenuantes, todavia incide a agravante da reincidência (artigo 61, I, do Código Penal - autos n. 0497762- 87.2007.8.21.6001 - fls. 93), razão pela qual aumento a reprimenda em 02 (dois) meses, resultando na pena intermediária de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão. A segunda fase não incide na pena de multa. Inexistem circunstâncias especiais de diminuição e aumento da pena, restando definitivamente quantificada em 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão e 10 (dez) dias-multa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC 2. Do furto praticado nas Lojas Americanas A conduta típica da acusada merece repreensão. Pertinente à culpabilidade, esta desponta normal à espécie. A acusada apresenta antecedentes criminais, os quais serão analisados na segunda etapa, dada a reincidência. Em relação à conduta social e à personalidade da agente, nada foi coletado. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime não se afastaram da normalidade. Por fim, quanto ao comportamento da vítima, este se mostrou irrelevante ao caso. Assim, analisadas as circunstâncias judiciais do artigo 59, caput, do Código Penal, sendo todas elas favoráveis, fixo a pena-base em 01 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa. Na segunda fase, não há atenuantes, todavia incide a agravante da reincidência (artigo 61, I, do Código Penal - autos n. 0497762- 87.2007.8.21.6001 - fls. 93), razão pela qual aumento a reprimenda em 02 (dois) meses, resultando na pena intermediária de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão. A segunda fase não incide na pena de multa. Inexistem circunstâncias especiais de diminuição e aumento da pena, restando definitivamente quantificada em 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão e 10 (dez) dias-multa. c) Do concurso de crimes praticados pelo acusado. Reconhecida a continuidade delitiva, conforme exposto alhures, aumentando-se 1/6 (um sexto) sobre a pena do crime mais grave, torna-se a reprimenda definitiva em 01 (um) ano e 04 (quatro) meses de reclusão. Quanto à pena de multa, deve ser aplicada distinta e integralmente, independente da cumulação referente ao concurso ou a continuidade delitiva. Assim, forte no artigo 72 do Código Penal, fixo- a em 13 (treze) dias-multa, no valor unitário de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à data dos fatos, devidamente atualizado. O regime inicial para o cumprimento da reprimenda será o semiaberto, considerando que a acusada é reincidente (artigo 33, § 3º, do Código Penal) e lhe são favoráveis as circunstâncias judiciais (Súmula 269, STJ)”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC 2. Do furto praticado nas Lojas Americanas A conduta típica da acusada merece repreensão. Pertinente à culpabilidade, esta desponta normal à espécie. A acusada apresenta antecedentes criminais, os quais serão analisados na segunda etapa, dada a reincidência. Em relação à conduta social e à personalidade da agente, nada foi coletado. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime não se afastaram da normalidade. Por fim, quanto ao comportamento da vítima, este se mostrou irrelevante ao caso. Assim, analisadas as circunstâncias judiciais do artigo 59, caput, do Código Penal, sendo todas elas favoráveis, fixo a pena-base em 01 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa. Na segunda fase, não há atenuantes, todavia incide a agravante da reincidência (artigo 61, I, do Código Penal - autos n. 0497762- 87.2007.8.21.6001 - fls. 93), razão pela qual aumento a reprimenda em 02 (dois) meses, resultando na pena intermediária de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão. A segunda fase não incide na pena de multa. Inexistem circunstâncias especiais de diminuição e aumento da pena, restando definitivamente quantificada em 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão e 10 (dez) dias-multa. c) Do concurso de crimes praticados pelo acusado. Reconhecida a continuidade delitiva, conforme exposto alhures, aumentando-se 1/6 (um sexto) sobre a pena do crime mais grave, torna-se a reprimenda definitiva em 01 (um) ano e 04 (quatro) meses de reclusão. Quanto à pena de multa, deve ser aplicada distinta e integralmente, independente da cumulação referente ao concurso ou a continuidade delitiva. Assim, forte no artigo 72 do Código Penal, fixo- a em 13 (treze) dias-multa, no valor unitário de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à data dos fatos, devidamente atualizado. O regime inicial para o cumprimento da reprimenda será o semiaberto, considerando que a acusada é reincidente (artigo 33, § 3º, do Código Penal) e lhe são favoráveis as circunstâncias judiciais (Súmula 269, STJ)”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC 3. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve o regime prisional semiaberto e a negativa de substituição da pena nos seguintes termos: “Do regime inicial de cumprimento da pena A defesa postulou a alteração do regime inicial para o aberto, uma vez que o regime intermediário não resguarda proporcionalidade com a pena fixada, bem como o fator reincidência não pode ser considerado como uma múltipla punição à apelante. Razão não lhe assiste. No tocante ao regime inicial de cumprimento da pena, o art. 33, § 2º, do Código Penal, dispõe que: (…) O verbete 269 da súmula de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, estabelece que: ‘É admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judicial.’ Na situação vertente, a apelante possui condenação apta a configurar reincidência (fl. 93 – condenação pelos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35, caput, ambos da Lei 11.343/2006). E mencionada situação impede a concessão do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, visto que a legislação penal em vigor tão-somente garante a fixação do regime aberto para os condenados a pena inferior a 4 (quatro) anos se estes não forem reincidentes (CP, art. 33, § 2º, "c"), condição que a apelante não se enquadra. Acrescenta-se que, na fixação do regime para o resgate da pena, igualmente deve ocorrer a observância de suas finalidades, isto é, a retribuição do ilícito perpetrado, a ressocialização do agente e a prevenção. A reincidência da apelante, portanto, constitui fundamento idôneo para embasar a fixação do regime inicial para o cumprimento da reprimenda no semiaberto, posto a necessidade de maior repressão pelo ilícito perpetrado. (…) Logo, torna-se imperiosa a mantença do regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Da substituição da pena corporal A defesa pretende a concessão da substituição da pena corporal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC 3. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve o regime prisional semiaberto e a negativa de substituição da pena nos seguintes termos: “Do regime inicial de cumprimento da pena A defesa postulou a alteração do regime inicial para o aberto, uma vez que o regime intermediário não resguarda proporcionalidade com a pena fixada, bem como o fator reincidência não pode ser considerado como uma múltipla punição à apelante. Razão não lhe assiste. No tocante ao regime inicial de cumprimento da pena, o art. 33, § 2º, do Código Penal, dispõe que: (…) O verbete 269 da súmula de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, estabelece que: ‘É admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judicial.’ Na situação vertente, a apelante possui condenação apta a configurar reincidência (fl. 93 – condenação pelos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35, caput, ambos da Lei 11.343/2006). E mencionada situação impede a concessão do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, visto que a legislação penal em vigor tão-somente garante a fixação do regime aberto para os condenados a pena inferior a 4 (quatro) anos se estes não forem reincidentes (CP, art. 33, § 2º, "c"), condição que a apelante não se enquadra. Acrescenta-se que, na fixação do regime para o resgate da pena, igualmente deve ocorrer a observância de suas finalidades, isto é, a retribuição do ilícito perpetrado, a ressocialização do agente e a prevenção. A reincidência da apelante, portanto, constitui fundamento idôneo para embasar a fixação do regime inicial para o cumprimento da reprimenda no semiaberto, posto a necessidade de maior repressão pelo ilícito perpetrado. (…) Logo, torna-se imperiosa a mantença do regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Da substituição da pena corporal A defesa pretende a concessão da substituição da pena corporal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC por sanção alternativa, sob o principal argumento de que não havendo manifestação do Juízo de origem sobre a possibilidade de substituição, é imperativo que a melhor consequência jurídica seja aplicada no caso concreto. De fato, da leitura da sentença condenatória, verifica-se que o Juiz singular não examinou a possibilidade de substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Todavia, o apontado vício, ao contrário do que pretende a defesa, pode ser sanado neste grau de jurisdição, com fundamento no princípio da instrumentalidade das formas, desde que observadas as previsões legais. Em outras palavras: a omissão na sentença condenatória acerca da substituição da pena corporal, diante da interposição de recurso, o qual devolve toda a matéria impugnada à Corte Revisora, não é capaz de gerar nulidade ao processo, sendo possível a correção do vício neste momento processual. (…) A possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos está prevista no artigo 44 do Código Penal, que assim estabelece: (…) Ou seja, para a concessão da substituição almejada, far-se-á necessária a presença dos requisitos preconizados no dispositivo legal acima transcrito, os quais são cumulativos. Na situação vertente, verifica-se que a benesse não pode ser concedida, devido à reincidência da apelante em crime doloso, conforme previsão no art. 44, II, do CP. Além disso, registra-se que a hipótese de substituição prevista no artigo 44, § 3º, do Código Penal, somente pode ser aplicada se esta for a medida mais adequada para atingir a finalidade deste instituto, que é evitar o encarceramento e realizar a devida prevenção do crime. Entretanto, ao examinar o caderno processual, infere-se que este último pressuposto não será alcançado com a substituição, dado que, mesmo com a condenação anterior, a apelante novamente perpetrou ilícitos. (…) Desse modo, a negativa de substituição da penal corporal à apelante é medida imperativa. Consequentemente, também é inviável a concessão do sursis (CP, art. 77, I)”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC por sanção alternativa, sob o principal argumento de que não havendo manifestação do Juízo de origem sobre a possibilidade de substituição, é imperativo que a melhor consequência jurídica seja aplicada no caso concreto. De fato, da leitura da sentença condenatória, verifica-se que o Juiz singular não examinou a possibilidade de substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Todavia, o apontado vício, ao contrário do que pretende a defesa, pode ser sanado neste grau de jurisdição, com fundamento no princípio da instrumentalidade das formas, desde que observadas as previsões legais. Em outras palavras: a omissão na sentença condenatória acerca da substituição da pena corporal, diante da interposição de recurso, o qual devolve toda a matéria impugnada à Corte Revisora, não é capaz de gerar nulidade ao processo, sendo possível a correção do vício neste momento processual. (…) A possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos está prevista no artigo 44 do Código Penal, que assim estabelece: (…) Ou seja, para a concessão da substituição almejada, far-se-á necessária a presença dos requisitos preconizados no dispositivo legal acima transcrito, os quais são cumulativos. Na situação vertente, verifica-se que a benesse não pode ser concedida, devido à reincidência da apelante em crime doloso, conforme previsão no art. 44, II, do CP. Além disso, registra-se que a hipótese de substituição prevista no artigo 44, § 3º, do Código Penal, somente pode ser aplicada se esta for a medida mais adequada para atingir a finalidade deste instituto, que é evitar o encarceramento e realizar a devida prevenção do crime. Entretanto, ao examinar o caderno processual, infere-se que este último pressuposto não será alcançado com a substituição, dado que, mesmo com a condenação anterior, a apelante novamente perpetrou ilícitos. (…) Desse modo, a negativa de substituição da penal corporal à apelante é medida imperativa. Consequentemente, também é inviável a concessão do sursis (CP, art. 77, I)”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC 4. Esse julgado foi mantido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça com os fundamentos a seguir: “Na presente impetração, a defesa sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal pela aplicação do regime inicial semiaberto, porquanto a reincidência da paciente não poderia ser fundamento para a fixação de regime inicial mais gravoso, e pela negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Prevê o enunciado 269 da Súmula desta Corte que é admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais. (…) A previsão sumular aplica-se ao caso dos autos, uma vez que, para uma pena inferior a 4 anos, foi fixado o regime inicial semiaberto, tendo em vista a reincidência da paciente. Outrossim, quanto à possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o entendimento da jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, embora a pena definitiva tenha sido fixada em patamar inferior a 4 anos de reclusão, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos mostra-se insuficiente quando há reincidência e a medida não se mostra recomendável (art. 44, II e § 3º, do CP) (AgRg no Resp. 1.716.907/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 24/5/2018, DJe 30/5/2018). O acórdão impugnado está, portanto, em consonância com o entendimento firmado nesta Corte acerca do tema”. 5. A verificação de reincidência conduziu à fixação do regime inicial semiaberto e à vedação da substituição, embora a pena definitiva imposta à recorrente, permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Esse entendimento está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC 4. Esse julgado foi mantido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça com os fundamentos a seguir: “Na presente impetração, a defesa sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal pela aplicação do regime inicial semiaberto, porquanto a reincidência da paciente não poderia ser fundamento para a fixação de regime inicial mais gravoso, e pela negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Prevê o enunciado 269 da Súmula desta Corte que é admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais. (…) A previsão sumular aplica-se ao caso dos autos, uma vez que, para uma pena inferior a 4 anos, foi fixado o regime inicial semiaberto, tendo em vista a reincidência da paciente. Outrossim, quanto à possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o entendimento da jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, embora a pena definitiva tenha sido fixada em patamar inferior a 4 anos de reclusão, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos mostra-se insuficiente quando há reincidência e a medida não se mostra recomendável (art. 44, II e § 3º, do CP) (AgRg no Resp. 1.716.907/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 24/5/2018, DJe 30/5/2018). O acórdão impugnado está, portanto, em consonância com o entendimento firmado nesta Corte acerca do tema”. 5. A verificação de reincidência conduziu à fixação do regime inicial semiaberto e à vedação da substituição, embora a pena definitiva imposta à recorrente, permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Esse entendimento está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE COLABORAÇÃO COMO INFORMANTE DO TRÁFICO DE DROGAS. PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. INVIABILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. REINCIDÊNCIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou, ausente o manejo de agravo regimental. Precedentes. 2. Inviável o exame das teses defensivas não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 3. As instâncias anteriores negaram a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos forte nas circunstâncias concretas do delito e na reincidência da agravante, nos termos do art. 44 do Código Penal. Para concluir em sentido diverso das instâncias anteriores, imprescindível o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. Precedentes. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 160.670-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 13.12.2018). “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIMES DE FURTO QUALIFICADO. DOSIMETRIA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REINCIDÊNCIA. FIXAÇÃO DE REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. 2. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e a eventual reincidência do apenado, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE COLABORAÇÃO COMO INFORMANTE DO TRÁFICO DE DROGAS. PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. INVIABILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. REINCIDÊNCIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou, ausente o manejo de agravo regimental. Precedentes. 2. Inviável o exame das teses defensivas não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 3. As instâncias anteriores negaram a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos forte nas circunstâncias concretas do delito e na reincidência da agravante, nos termos do art. 44 do Código Penal. Para concluir em sentido diverso das instâncias anteriores, imprescindível o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. Precedentes. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 160.670-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 13.12.2018). “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIMES DE FURTO QUALIFICADO. DOSIMETRIA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REINCIDÊNCIA. FIXAÇÃO DE REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. 2. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e a eventual reincidência do apenado, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC conforme remissão do artigo 33, § 2º e § 3º, do mesmo diploma legal. 3. “Segundo a pacífica jurisprudência da Corte, a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado, sendo irrelevante o quantum de pena fixado na condenação” (HC 139.717-AgR/SC, Rel. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 30.5.2017). 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 142.602-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.9.2017). “EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Penal. Condenação. Crime de furto. Pena inferior a quatro anos. Fixação do regime fechado. Desproporcionalidade da medida não caracterizada. Agravante multirreincidente na prática de crimes contra o patrimônio. Fundamentação calcada na presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência. Imposição do regime mais gravoso admitida, à luz da individualização da pena (CF, art. 5º, inciso XLVI). Entendimento pacífico da Corte. Precedentes. Constrangimento ilegal não evidenciado. Regimental não provido. 1. Segundo a pacífica jurisprudência da Corte, a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado, sendo irrelevante o quantum de pena fixado na condenação. Precedentes. 2. Importante frisar, no caso, o fato de o agravante possuir, em sua considerável ficha criminal, anexada aos autos, 6 (seis) anotações relevantes, sendo 3 (três) ações penais em andamento por delitos patrimoniais e 3 (três) condenações transitadas em julgado por esses mesmos crimes, permitindo-se concluir que as penas anteriores, cumpridas em regime menos gravoso, não alcançaram a almejada ressocialização do apenado, nem puseram freio a sua indiscutível tendência de praticar crimes. 3. Ao contrário do que pretende fazer crer a defesa, ainda que a quantidade de pena imposta ao agravante (1 ano, 6 meses e 20 dias) admitisse o regime aberto, as circunstâncias do caso, à luz do princípio da individualização da pena (CF, art. 5º, inciso XLVI), qualificam juridicamente a escolha do regime inicial fechado (CP, art. 33, § 3º), não havendo que se falar em desproporcionalidade da medida. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (HC n. 139.717- 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC conforme remissão do artigo 33, § 2º e § 3º, do mesmo diploma legal. 3. “Segundo a pacífica jurisprudência da Corte, a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado, sendo irrelevante o quantum de pena fixado na condenação” (HC 139.717-AgR/SC, Rel. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 30.5.2017). 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 142.602-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.9.2017). “EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Penal. Condenação. Crime de furto. Pena inferior a quatro anos. Fixação do regime fechado. Desproporcionalidade da medida não caracterizada. Agravante multirreincidente na prática de crimes contra o patrimônio. Fundamentação calcada na presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência. Imposição do regime mais gravoso admitida, à luz da individualização da pena (CF, art. 5º, inciso XLVI). Entendimento pacífico da Corte. Precedentes. Constrangimento ilegal não evidenciado. Regimental não provido. 1. Segundo a pacífica jurisprudência da Corte, a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado, sendo irrelevante o quantum de pena fixado na condenação. Precedentes. 2. Importante frisar, no caso, o fato de o agravante possuir, em sua considerável ficha criminal, anexada aos autos, 6 (seis) anotações relevantes, sendo 3 (três) ações penais em andamento por delitos patrimoniais e 3 (três) condenações transitadas em julgado por esses mesmos crimes, permitindo-se concluir que as penas anteriores, cumpridas em regime menos gravoso, não alcançaram a almejada ressocialização do apenado, nem puseram freio a sua indiscutível tendência de praticar crimes. 3. Ao contrário do que pretende fazer crer a defesa, ainda que a quantidade de pena imposta ao agravante (1 ano, 6 meses e 20 dias) admitisse o regime aberto, as circunstâncias do caso, à luz do princípio da individualização da pena (CF, art. 5º, inciso XLVI), qualificam juridicamente a escolha do regime inicial fechado (CP, art. 33, § 3º), não havendo que se falar em desproporcionalidade da medida. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (HC n. 139.717- 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 30.5.2017). “EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. FURTOS QUALIFICADOS, UM CONSUMADO E OUTRO TENTADO, EM CONTINUIDADE DELITIVA. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. REGIME E SUBSTITUIÇÃO DA PENA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. As instâncias de origem fixaram o regime inicial mais severo e deixaram de substituir a pena privativa de liberdade, tendo em vista a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis e a constatação da reincidência. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RHC n. 134.019-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.11.2016). 6. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se nos seguintes termos: “7. Consta do aresto estadual que ‘a apelante possui condenação apta a configurar reincidência (fl. 93 - condenação pelos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35, caput, ambos da Lei 11.343/2006). E mencionada situação impede a concessão do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, visto que a legislação penal em vigor tão somente garante a fixação do regime aberto para os condenados a pena inferior a 4 (quatro) anos se estes não forem reincidentes (CP, art. 33, § 2º, ‘c’), condição que a apelante não se enquadra.’ (e-STJ fl. 583, grifou-se) 8. Como é cediço, a fixação do regime prisional para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade é questão que demanda o atendimento (cumulativo) de requisitos de ordem objetiva e subjetiva, à luz do que estabelecem os arts. 33, §§ 2º e 3º, e 59, ambos do Código Penal. 9. Desta forma, ainda que o quantum da pena corporal possa viabilizar (em tese) a concessão do pretendido regime aberto ressai 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 30.5.2017). “EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. FURTOS QUALIFICADOS, UM CONSUMADO E OUTRO TENTADO, EM CONTINUIDADE DELITIVA. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. REGIME E SUBSTITUIÇÃO DA PENA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. As instâncias de origem fixaram o regime inicial mais severo e deixaram de substituir a pena privativa de liberdade, tendo em vista a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis e a constatação da reincidência. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RHC n. 134.019-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.11.2016). 6. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se nos seguintes termos: “7. Consta do aresto estadual que ‘a apelante possui condenação apta a configurar reincidência (fl. 93 - condenação pelos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35, caput, ambos da Lei 11.343/2006). E mencionada situação impede a concessão do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, visto que a legislação penal em vigor tão somente garante a fixação do regime aberto para os condenados a pena inferior a 4 (quatro) anos se estes não forem reincidentes (CP, art. 33, § 2º, ‘c’), condição que a apelante não se enquadra.’ (e-STJ fl. 583, grifou-se) 8. Como é cediço, a fixação do regime prisional para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade é questão que demanda o atendimento (cumulativo) de requisitos de ordem objetiva e subjetiva, à luz do que estabelecem os arts. 33, §§ 2º e 3º, e 59, ambos do Código Penal. 9. Desta forma, ainda que o quantum da pena corporal possa viabilizar (em tese) a concessão do pretendido regime aberto ressai 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC inequívoco o desatendimento aos demais requisitos imprescindíveis à concessão da benesse, eis que pesa em desfavor da recorrente o fato de ser reincidente ( condenação anterior pela prática dos crimes de tráfico e associação para o tráfico), justificando resposta estatal mais severa ao ilícito praticado. Mesmo ostentando condenação anterior pela prática de crimes de extrema gravidade, a recorrente voltou a delinquir e revelou-se pessoa impregnada de periculosidade e inadequada ao convívio em sociedade. 10. Assim, não há que se falar em concessão de regime prisional mais brando (aberto) tendo em vista que a imposição do regime intermediário para o início do cumprimento da pena está devidamente amparada na legislação de regência (CP, art. 33, §2º, ‘c’1 ) e nas circunstâncias específicas do caso. 11. Por fim, a pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos é medida inviável dado o não atendimento aos requisitos (cumulativos) descritos no art. 44 do Código Penal, cujo inciso II tem a seguinte redação: ‘Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (...) II – o réu não for reincidente em crime doloso;’(...)” (fls. 4-5, doc. 12). Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC inequívoco o desatendimento aos demais requisitos imprescindíveis à concessão da benesse, eis que pesa em desfavor da recorrente o fato de ser reincidente ( condenação anterior pela prática dos crimes de tráfico e associação para o tráfico), justificando resposta estatal mais severa ao ilícito praticado. Mesmo ostentando condenação anterior pela prática de crimes de extrema gravidade, a recorrente voltou a delinquir e revelou-se pessoa impregnada de periculosidade e inadequada ao convívio em sociedade. 10. Assim, não há que se falar em concessão de regime prisional mais brando (aberto) tendo em vista que a imposição do regime intermediário para o início do cumprimento da pena está devidamente amparada na legislação de regência (CP, art. 33, §2º, ‘c’1 ) e nas circunstâncias específicas do caso. 11. Por fim, a pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos é medida inviável dado o não atendimento aos requisitos (cumulativos) descritos no art. 44 do Código Penal, cujo inciso II tem a seguinte redação: ‘Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (...) II – o réu não for reincidente em crime doloso;’(...)” (fls. 4-5, doc. 12). Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C1-A2AF-432B-4BDA e senha DE3B-66BA-A067-84CD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C1-A2AF-432B-4BDA e senha DE3B-66BA-A067-84CD Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749846426
2019-05-06T00:00:00
2019-05-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. REINCIDÊNCIA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur404129
- Acórdão(s) citado(s): (CONDENADO REINCIDENTE, REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA, SUBSTITUIÇÃO, PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE) RHC 134019 AgR (1ªT), HC 139717 AgR (2ªT), HC 142602 AgR (1ªT), HC 160670 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 22/11/2019, AMA.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
166001
null
RHC-AgR
acordaos
RHC 166001 AgR
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AGTE.(S) : ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL. FURTO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL SEMIABERTO. REINCIDÊNCIA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITO. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Brasília, 6 de maio de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34B4-53A6-581F-9FF4 e senha 57E9-024B-39EF-FEB0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1....2.2019, neguei seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, interposto por Andrea da Cruz Azevedo contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 20.9.2018, não conheceu do Habeas Corpus n. 458.714, Relator o Ministro Reynaldo Soares da Fonseca. A decisão agravada tem o seguinte teor: “6. Ao fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena e negar a substituição de pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, o juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis afirmou: (…) 7. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve o regime prisional semiaberto e a negativa de substituição da pena com os seguintes fundamentos: (…) 8. Esse julgado foi mantido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: (…) 9. Embora a pena definitiva imposta à recorrente, de um ano e quatro meses pela prática do delito de furto, permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a verificação de reincidência conduziu à fixação do regime inicial Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1....2.2019, neguei seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, interposto por Andrea da Cruz Azevedo contra julgado da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 20.9.2018, não conheceu do Habeas Corpus n. 458.714, Relator o Ministro Reynaldo Soares da Fonseca. A decisão agravada tem o seguinte teor: “6. Ao fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena e negar a substituição de pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, o juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis afirmou: (…) 7. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve o regime prisional semiaberto e a negativa de substituição da pena com os seguintes fundamentos: (…) 8. Esse julgado foi mantido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: (…) 9. Embora a pena definitiva imposta à recorrente, de um ano e quatro meses pela prática do delito de furto, permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, a verificação de reincidência conduziu à fixação do regime inicial Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório RHC 166001 AGR / SC semiaberto e à vedação da substituição, em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo(…) 10. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de que “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC n. 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1....2.2011). (…) Assim também, por exemplo, as seguintes decisões: RHC n. 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC n. 150.303-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.3.2018; RHC n. 127.657- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.8.2015; RHC n. 133.116- AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.6.2017; e RHC n. 134.656-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 15.5.2017. 11. Pelo exposto, nego seguimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus (§ 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. A Defensoria Pública foi intimada em 18.2.2019 e o presente agravo regimental foi interposto, tempestivamente, em 28.2.2019. 3. O agravante alega que “extrai-se do artigo 44, §3..., do Código Penal, a possibilidade de aplicação da pena restritiva de direito quando há reincidência genérica, havendo vedação apenas em caso de reincidência específica. In casu, a primeira condenação foi por tráfico de drogas e associação para o tráfico, sendo a discutida no presente feito, decorrente de furto, o que caracteriza a reincidência genérica” (fl. 3, doc, 16). Sustenta que “todas as circunstâncias judiciais foram consideradas favoráveis e, em função da reincidência, foi fixado, pelo Juízo originário, o regime inicial semiaberto” (fl. 3, doc. 16). Este o teor dos pedidos: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC semiaberto e à vedação da substituição, em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo(…) 10. Este Supremo Tribunal firmou jurisprudência de que “pode o Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno, negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental” (HC n. 96.883-AgR, de minha relatoria, DJe 1....2.2011). (…) Assim também, por exemplo, as seguintes decisões: RHC n. 118.004, de minha relatoria, DJe 5.6.2013; RHC n. 150.303-AgR, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 21.3.2018; RHC n. 127.657- AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.8.2015; RHC n. 133.116- AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.6.2017; e RHC n. 134.656-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 15.5.2017. 11. Pelo exposto, nego seguimento ao presente recurso ordinário em habeas corpus (§ 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. A Defensoria Pública foi intimada em 18.2.2019 e o presente agravo regimental foi interposto, tempestivamente, em 28.2.2019. 3. O agravante alega que “extrai-se do artigo 44, §3..., do Código Penal, a possibilidade de aplicação da pena restritiva de direito quando há reincidência genérica, havendo vedação apenas em caso de reincidência específica. In casu, a primeira condenação foi por tráfico de drogas e associação para o tráfico, sendo a discutida no presente feito, decorrente de furto, o que caracteriza a reincidência genérica” (fl. 3, doc, 16). Sustenta que “todas as circunstâncias judiciais foram consideradas favoráveis e, em função da reincidência, foi fixado, pelo Juízo originário, o regime inicial semiaberto” (fl. 3, doc. 16). Este o teor dos pedidos: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RHC 166001 AGR / SC “Ante o exposto, requer seja exercido o juízo de retratação por Vossa Excelência, com o provimento do recurso, permitindo-se a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, bem como a fixação do regime aberto. Caso mantida a decisão agravada, seja o presente agravo levado à Turma em julgamento presencial e em destaque para que esta dê provimento ao recurso. Pugna, ainda, exercida a reconsideração, o que se espera que ocorra, pela intimação pessoal da Defensoria Pública-Geral da União para a sessão de julgamento do writ” (fl. 6, doc. 16). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC “Ante o exposto, requer seja exercido o juízo de retratação por Vossa Excelência, com o provimento do recurso, permitindo-se a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, bem como a fixação do regime aberto. Caso mantida a decisão agravada, seja o presente agravo levado à Turma em julgamento presencial e em destaque para que esta dê provimento ao recurso. Pugna, ainda, exercida a reconsideração, o que se espera que ocorra, pela intimação pessoal da Defensoria Pública-Geral da União para a sessão de julgamento do writ” (fl. 6, doc. 16). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 852F-DEF9-1AAE-5A3A e senha 8B46-D472-CA3B-840C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, ao fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena e negar a substituição de pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, o juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis afirmou: "1. Do furto praticado na Loja Tamix A conduta típica da acusada merece repreensão. Pertinente à culpabilidade, esta desponta normal à espécie. A acusada apresenta antecedentes criminais, os quais serão analisados na segunda etapa, dada a reincidência. Em relação à conduta social e à personalidade da agente, nada foi coletado. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime não se afastaram da normalidade. Por fim, quanto ao comportamento da vítima, este se mostrou irrelevante ao caso. Assim, analisadas as circunstâncias judiciais do artigo 59, caput, do Código Penal, sendo todas elas favoráveis, fixo a pena -base em 01 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias -multa. Na segunda fase, não há atenuantes, todavia incide a agravante da reincidência (artigo 61, I, do Código Penal - autos n. 0497762- 87.2007.8.21.6001 - fls. 93), razão pela qual aumento a reprimenda em 02 (dois) meses, resultando na pena intermediária de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão. A segunda fase não incide na pena de multa. Inexistem circunstâncias especiais de diminuição e aumento da pena, restando definitivamente quantificada em 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão e 10 (dez) dias-multa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, ao fixar o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena e negar a substituição de pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, o juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis afirmou: "1. Do furto praticado na Loja Tamix A conduta típica da acusada merece repreensão. Pertinente à culpabilidade, esta desponta normal à espécie. A acusada apresenta antecedentes criminais, os quais serão analisados na segunda etapa, dada a reincidência. Em relação à conduta social e à personalidade da agente, nada foi coletado. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime não se afastaram da normalidade. Por fim, quanto ao comportamento da vítima, este se mostrou irrelevante ao caso. Assim, analisadas as circunstâncias judiciais do artigo 59, caput, do Código Penal, sendo todas elas favoráveis, fixo a pena -base em 01 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias -multa. Na segunda fase, não há atenuantes, todavia incide a agravante da reincidência (artigo 61, I, do Código Penal - autos n. 0497762- 87.2007.8.21.6001 - fls. 93), razão pela qual aumento a reprimenda em 02 (dois) meses, resultando na pena intermediária de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão. A segunda fase não incide na pena de multa. Inexistem circunstâncias especiais de diminuição e aumento da pena, restando definitivamente quantificada em 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão e 10 (dez) dias-multa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC 2. Do furto praticado nas Lojas Americanas A conduta típica da acusada merece repreensão. Pertinente à culpabilidade, esta desponta normal à espécie. A acusada apresenta antecedentes criminais, os quais serão analisados na segunda etapa, dada a reincidência. Em relação à conduta social e à personalidade da agente, nada foi coletado. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime não se afastaram da normalidade. Por fim, quanto ao comportamento da vítima, este se mostrou irrelevante ao caso. Assim, analisadas as circunstâncias judiciais do artigo 59, caput, do Código Penal, sendo todas elas favoráveis, fixo a pena-base em 01 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa. Na segunda fase, não há atenuantes, todavia incide a agravante da reincidência (artigo 61, I, do Código Penal - autos n. 0497762- 87.2007.8.21.6001 - fls. 93), razão pela qual aumento a reprimenda em 02 (dois) meses, resultando na pena intermediária de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão. A segunda fase não incide na pena de multa. Inexistem circunstâncias especiais de diminuição e aumento da pena, restando definitivamente quantificada em 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão e 10 (dez) dias-multa. c) Do concurso de crimes praticados pelo acusado. Reconhecida a continuidade delitiva, conforme exposto alhures, aumentando-se 1/6 (um sexto) sobre a pena do crime mais grave, torna-se a reprimenda definitiva em 01 (um) ano e 04 (quatro) meses de reclusão. Quanto à pena de multa, deve ser aplicada distinta e integralmente, independente da cumulação referente ao concurso ou a continuidade delitiva. Assim, forte no artigo 72 do Código Penal, fixo- a em 13 (treze) dias-multa, no valor unitário de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à data dos fatos, devidamente atualizado. O regime inicial para o cumprimento da reprimenda será o semiaberto, considerando que a acusada é reincidente (artigo 33, § 3..., do Código Penal) e lhe são favoráveis as circunstâncias judiciais (Súmula 269, Superior Tribunal de Justiça)”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC 2. Do furto praticado nas Lojas Americanas A conduta típica da acusada merece repreensão. Pertinente à culpabilidade, esta desponta normal à espécie. A acusada apresenta antecedentes criminais, os quais serão analisados na segunda etapa, dada a reincidência. Em relação à conduta social e à personalidade da agente, nada foi coletado. Os motivos, as circunstâncias e as consequências do crime não se afastaram da normalidade. Por fim, quanto ao comportamento da vítima, este se mostrou irrelevante ao caso. Assim, analisadas as circunstâncias judiciais do artigo 59, caput, do Código Penal, sendo todas elas favoráveis, fixo a pena-base em 01 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa. Na segunda fase, não há atenuantes, todavia incide a agravante da reincidência (artigo 61, I, do Código Penal - autos n. 0497762- 87.2007.8.21.6001 - fls. 93), razão pela qual aumento a reprimenda em 02 (dois) meses, resultando na pena intermediária de 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão. A segunda fase não incide na pena de multa. Inexistem circunstâncias especiais de diminuição e aumento da pena, restando definitivamente quantificada em 01 (um) ano e 02 (dois) meses de reclusão e 10 (dez) dias-multa. c) Do concurso de crimes praticados pelo acusado. Reconhecida a continuidade delitiva, conforme exposto alhures, aumentando-se 1/6 (um sexto) sobre a pena do crime mais grave, torna-se a reprimenda definitiva em 01 (um) ano e 04 (quatro) meses de reclusão. Quanto à pena de multa, deve ser aplicada distinta e integralmente, independente da cumulação referente ao concurso ou a continuidade delitiva. Assim, forte no artigo 72 do Código Penal, fixo- a em 13 (treze) dias-multa, no valor unitário de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à data dos fatos, devidamente atualizado. O regime inicial para o cumprimento da reprimenda será o semiaberto, considerando que a acusada é reincidente (artigo 33, § 3..., do Código Penal) e lhe são favoráveis as circunstâncias judiciais (Súmula 269, Superior Tribunal de Justiça)”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC 3. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve o regime prisional semiaberto e a negativa de substituição da pena nos seguintes termos: “Do regime inicial de cumprimento da pena A defesa postulou a alteração do regime inicial para o aberto, uma vez que o regime intermediário não resguarda proporcionalidade com a pena fixada, bem como o fator reincidência não pode ser considerado como uma múltipla punição à apelante. Razão não lhe assiste. No tocante ao regime inicial de cumprimento da pena, o art. 33, § 2..., do Código Penal, dispõe que: (…) O verbete 269 da súmula de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, estabelece que: ‘É admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judicial.’ Na situação vertente, a apelante possui condenação apta a configurar reincidência (fl. 93 – condenação pelos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35, caput, ambos da Lei 11.343/2006). E mencionada situação impede a concessão do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, visto que a legislação penal em vigor tão-somente garante a fixação do regime aberto para os condenados a pena inferior a 4 (quatro) anos se estes não forem reincidentes (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2..., "c"), condição que a apelante não se enquadra. Acrescenta-se que, na fixação do regime para o resgate da pena, igualmente deve ocorrer a observância de suas finalidades, isto é, a retribuição do ilícito perpetrado, a ressocialização do agente e a prevenção. A reincidência da apelante, portanto, constitui fundamento idôneo para embasar a fixação do regime inicial para o cumprimento da reprimenda no semiaberto, posto a necessidade de maior repressão pelo ilícito perpetrado. (…) Logo, torna-se imperiosa a mantença do regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Da substituição da pena corporal A defesa pretende a concessão da substituição da pena corporal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC 3. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina manteve o regime prisional semiaberto e a negativa de substituição da pena nos seguintes termos: “Do regime inicial de cumprimento da pena A defesa postulou a alteração do regime inicial para o aberto, uma vez que o regime intermediário não resguarda proporcionalidade com a pena fixada, bem como o fator reincidência não pode ser considerado como uma múltipla punição à apelante. Razão não lhe assiste. No tocante ao regime inicial de cumprimento da pena, o art. 33, § 2..., do Código Penal, dispõe que: (…) O verbete 269 da súmula de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, estabelece que: ‘É admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judicial.’ Na situação vertente, a apelante possui condenação apta a configurar reincidência (fl. 93 – condenação pelos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35, caput, ambos da Lei 11.343/2006). E mencionada situação impede a concessão do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, visto que a legislação penal em vigor tão-somente garante a fixação do regime aberto para os condenados a pena inferior a 4 (quatro) anos se estes não forem reincidentes (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2..., "c"), condição que a apelante não se enquadra. Acrescenta-se que, na fixação do regime para o resgate da pena, igualmente deve ocorrer a observância de suas finalidades, isto é, a retribuição do ilícito perpetrado, a ressocialização do agente e a prevenção. A reincidência da apelante, portanto, constitui fundamento idôneo para embasar a fixação do regime inicial para o cumprimento da reprimenda no semiaberto, posto a necessidade de maior repressão pelo ilícito perpetrado. (…) Logo, torna-se imperiosa a mantença do regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. Da substituição da pena corporal A defesa pretende a concessão da substituição da pena corporal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC por sanção alternativa, sob o principal argumento de que não havendo manifestação do Juízo de origem sobre a possibilidade de substituição, é imperativo que a melhor consequência jurídica seja aplicada no caso concreto. De fato, da leitura da sentença condenatória, verifica-se que o Juiz singular não examinou a possibilidade de substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Todavia, o apontado vício, ao contrário do que pretende a defesa, pode ser sanado neste grau de jurisdição, com fundamento no princípio da instrumentalidade das formas, desde que observadas as previsões legais. Em outras palavras: a omissão na sentença condenatória acerca da substituição da pena corporal, diante da interposição de recurso, o qual devolve toda a matéria impugnada à Corte Revisora, não é capaz de gerar nulidade ao processo, sendo possível a correção do vício neste momento processual. (…) A possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos está prevista no artigo 44 do Código Penal, que assim estabelece: (…) Ou seja, para a concessão da substituição almejada, far-se-á necessária a presença dos requisitos preconizados no dispositivo legal acima transcrito, os quais são cumulativos. Na situação vertente, verifica-se que a benesse não pode ser concedida, devido à reincidência da apelante em crime doloso, conforme previsão no art. 44, II, do Código Penal Brasileiro. Além disso, registra-se que a hipótese de substituição prevista no artigo 44, § 3..., do Código Penal, somente pode ser aplicada se esta for a medida mais adequada para atingir a finalidade deste instituto, que é evitar o encarceramento e realizar a devida prevenção do crime. Entretanto, ao examinar o caderno processual, infere-se que este último pressuposto não será alcançado com a substituição, dado que, mesmo com a condenação anterior, a apelante novamente perpetrou ilícitos. (…) Desse modo, a negativa de substituição da penal corporal à apelante é medida imperativa. Consequentemente, também é inviável a concessão do sursis (Código Penal Brasileiro, art. 77, I)”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC por sanção alternativa, sob o principal argumento de que não havendo manifestação do Juízo de origem sobre a possibilidade de substituição, é imperativo que a melhor consequência jurídica seja aplicada no caso concreto. De fato, da leitura da sentença condenatória, verifica-se que o Juiz singular não examinou a possibilidade de substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Todavia, o apontado vício, ao contrário do que pretende a defesa, pode ser sanado neste grau de jurisdição, com fundamento no princípio da instrumentalidade das formas, desde que observadas as previsões legais. Em outras palavras: a omissão na sentença condenatória acerca da substituição da pena corporal, diante da interposição de recurso, o qual devolve toda a matéria impugnada à Corte Revisora, não é capaz de gerar nulidade ao processo, sendo possível a correção do vício neste momento processual. (…) A possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos está prevista no artigo 44 do Código Penal, que assim estabelece: (…) Ou seja, para a concessão da substituição almejada, far-se-á necessária a presença dos requisitos preconizados no dispositivo legal acima transcrito, os quais são cumulativos. Na situação vertente, verifica-se que a benesse não pode ser concedida, devido à reincidência da apelante em crime doloso, conforme previsão no art. 44, II, do Código Penal Brasileiro. Além disso, registra-se que a hipótese de substituição prevista no artigo 44, § 3..., do Código Penal, somente pode ser aplicada se esta for a medida mais adequada para atingir a finalidade deste instituto, que é evitar o encarceramento e realizar a devida prevenção do crime. Entretanto, ao examinar o caderno processual, infere-se que este último pressuposto não será alcançado com a substituição, dado que, mesmo com a condenação anterior, a apelante novamente perpetrou ilícitos. (…) Desse modo, a negativa de substituição da penal corporal à apelante é medida imperativa. Consequentemente, também é inviável a concessão do sursis (Código Penal Brasileiro, art. 77, I)”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC 4. Esse julgado foi mantido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça com os fundamentos a seguir: “Na presente impetração, a defesa sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal pela aplicação do regime inicial semiaberto, porquanto a reincidência da paciente não poderia ser fundamento para a fixação de regime inicial mais gravoso, e pela negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Prevê o enunciado 269 da Súmula desta Corte que é admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais. (…) A previsão sumular aplica-se ao caso dos autos, uma vez que, para uma pena inferior a 4 anos, foi fixado o regime inicial semiaberto, tendo em vista a reincidência da paciente. Outrossim, quanto à possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o entendimento da jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, embora a pena definitiva tenha sido fixada em patamar inferior a 4 anos de reclusão, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos mostra-se insuficiente quando há reincidência e a medida não se mostra recomendável (art. 44, II e § 3..., do Código Penal Brasileiro) (AgRg no Resp. 1.716.907/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 24/5/2018, DJe 30/5/2018). O acórdão impugnado está, portanto, em consonância com o entendimento firmado nesta Corte acerca do tema”. 5. A verificação de reincidência conduziu à fixação do regime inicial semiaberto e à vedação da substituição, embora a pena definitiva imposta à recorrente, permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Esse entendimento está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC 4. Esse julgado foi mantido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça com os fundamentos a seguir: “Na presente impetração, a defesa sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal pela aplicação do regime inicial semiaberto, porquanto a reincidência da paciente não poderia ser fundamento para a fixação de regime inicial mais gravoso, e pela negativa de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Prevê o enunciado 269 da Súmula desta Corte que é admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos se favoráveis as circunstâncias judiciais. (…) A previsão sumular aplica-se ao caso dos autos, uma vez que, para uma pena inferior a 4 anos, foi fixado o regime inicial semiaberto, tendo em vista a reincidência da paciente. Outrossim, quanto à possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, o entendimento da jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, embora a pena definitiva tenha sido fixada em patamar inferior a 4 anos de reclusão, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos mostra-se insuficiente quando há reincidência e a medida não se mostra recomendável (art. 44, II e § 3..., do Código Penal Brasileiro) (AgRg no Resp. 1.716.907/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 24/5/2018, DJe 30/5/2018). O acórdão impugnado está, portanto, em consonância com o entendimento firmado nesta Corte acerca do tema”. 5. A verificação de reincidência conduziu à fixação do regime inicial semiaberto e à vedação da substituição, embora a pena definitiva imposta à recorrente, permitisse, em tese, a fixação do regime aberto para o início do cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Esse entendimento está em harmonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE COLABORAÇÃO COMO INFORMANTE DO TRÁFICO DE DROGAS. PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. INVIABILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. REINCIDÊNCIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou, ausente o manejo de agravo regimental. Precedentes. 2. Inviável o exame das teses defensivas não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 3. As instâncias anteriores negaram a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos forte nas circunstâncias concretas do delito e na reincidência da agravante, nos termos do art. 44 do Código Penal. Para concluir em sentido diverso das instâncias anteriores, imprescindível o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. Precedentes. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 160.670-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 13.12.2018). “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIMES DE FURTO QUALIFICADO. DOSIMETRIA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REINCIDÊNCIA. FIXAÇÃO DE REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. 2. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e a eventual reincidência do apenado, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE COLABORAÇÃO COMO INFORMANTE DO TRÁFICO DE DROGAS. PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. INVIABILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME. REINCIDÊNCIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou, ausente o manejo de agravo regimental. Precedentes. 2. Inviável o exame das teses defensivas não analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 3. As instâncias anteriores negaram a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos forte nas circunstâncias concretas do delito e na reincidência da agravante, nos termos do art. 44 do Código Penal. Para concluir em sentido diverso das instâncias anteriores, imprescindível o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. Precedentes. 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 160.670-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJ 13.12.2018). “EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIMES DE FURTO QUALIFICADO. DOSIMETRIA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. REINCIDÊNCIA. FIXAÇÃO DE REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. 2. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e a eventual reincidência do apenado, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC conforme remissão do artigo 33, § 2... e § 3..., do mesmo diploma legal. 3. “Segundo a pacífica jurisprudência da Corte, a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado, sendo irrelevante o quantum de pena fixado na condenação” (HC 139.717-AgR/SC, Rel. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 30.5.2017). 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 142.602-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.9.2017). “EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Penal. Condenação. Crime de furto. Pena inferior a quatro anos. Fixação do regime fechado. Desproporcionalidade da medida não caracterizada. Agravante multirreincidente na prática de crimes contra o patrimônio. Fundamentação calcada na presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência. Imposição do regime mais gravoso admitida, à luz da individualização da pena (Constituição Federal de 1988, art. 5..., inciso XLVI). Entendimento pacífico da Corte. Precedentes. Constrangimento ilegal não evidenciado. Regimental não provido. 1. Segundo a pacífica jurisprudência da Corte, a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado, sendo irrelevante o quantum de pena fixado na condenação. Precedentes. 2. Importante frisar, no caso, o fato de o agravante possuir, em sua considerável ficha criminal, anexada aos autos, 6 (seis) anotações relevantes, sendo 3 (três) ações penais em andamento por delitos patrimoniais e 3 (três) condenações transitadas em julgado por esses mesmos crimes, permitindo-se concluir que as penas anteriores, cumpridas em regime menos gravoso, não alcançaram a almejada ressocialização do apenado, nem puseram freio a sua indiscutível tendência de praticar crimes. 3. Ao contrário do que pretende fazer crer a defesa, ainda que a quantidade de pena imposta ao agravante (1 ano, 6 meses e 20 dias) admitisse o regime aberto, as circunstâncias do caso, à luz do princípio da individualização da pena (Constituição Federal de 1988, art. 5..., inciso XLVI), qualificam juridicamente a escolha do regime inicial fechado (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 3...), não havendo que se falar em desproporcionalidade da medida. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (HC n. 139.717- 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC conforme remissão do artigo 33, § 2... e § 3..., do mesmo diploma legal. 3. “Segundo a pacífica jurisprudência da Corte, a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado, sendo irrelevante o quantum de pena fixado na condenação” (HC 139.717-AgR/SC, Rel. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 30.5.2017). 4. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC n. 142.602-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 13.9.2017). “EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Penal. Condenação. Crime de furto. Pena inferior a quatro anos. Fixação do regime fechado. Desproporcionalidade da medida não caracterizada. Agravante multirreincidente na prática de crimes contra o patrimônio. Fundamentação calcada na presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência. Imposição do regime mais gravoso admitida, à luz da individualização da pena (Constituição Federal de 1988, art. 5..., inciso XLVI). Entendimento pacífico da Corte. Precedentes. Constrangimento ilegal não evidenciado. Regimental não provido. 1. Segundo a pacífica jurisprudência da Corte, a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis, somadas à reincidência, permitem seja fixado o regime inicial fechado, sendo irrelevante o quantum de pena fixado na condenação. Precedentes. 2. Importante frisar, no caso, o fato de o agravante possuir, em sua considerável ficha criminal, anexada aos autos, 6 (seis) anotações relevantes, sendo 3 (três) ações penais em andamento por delitos patrimoniais e 3 (três) condenações transitadas em julgado por esses mesmos crimes, permitindo-se concluir que as penas anteriores, cumpridas em regime menos gravoso, não alcançaram a almejada ressocialização do apenado, nem puseram freio a sua indiscutível tendência de praticar crimes. 3. Ao contrário do que pretende fazer crer a defesa, ainda que a quantidade de pena imposta ao agravante (1 ano, 6 meses e 20 dias) admitisse o regime aberto, as circunstâncias do caso, à luz do princípio da individualização da pena (Constituição Federal de 1988, art. 5..., inciso XLVI), qualificam juridicamente a escolha do regime inicial fechado (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 3...), não havendo que se falar em desproporcionalidade da medida. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (HC n. 139.717- 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 30.5.2017). “EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. FURTOS QUALIFICADOS, UM CONSUMADO E OUTRO TENTADO, EM CONTINUIDADE DELITIVA. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. REGIME E SUBSTITUIÇÃO DA PENA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. As instâncias de origem fixaram o regime inicial mais severo e deixaram de substituir a pena privativa de liberdade, tendo em vista a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis e a constatação da reincidência. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RHC n. 134.019-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.11.2016). 6. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se nos seguintes termos: “7. Consta do aresto estadual que ‘a apelante possui condenação apta a configurar reincidência (fl. 93 - condenação pelos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35, caput, ambos da Lei 11.343/2006). E mencionada situação impede a concessão do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, visto que a legislação penal em vigor tão somente garante a fixação do regime aberto para os condenados a pena inferior a 4 (quatro) anos se estes não forem reincidentes (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2..., ‘c’), condição que a apelante não se enquadra.’ (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 583, grifou-se) 8. Como é cediço, a fixação do regime prisional para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade é questão que demanda o atendimento (cumulativo) de requisitos de ordem objetiva e subjetiva, à luz do que estabelecem os arts. 33, §§ 2... e 3..., e 59, ambos do Código Penal. 9. Desta forma, ainda que o quantum da pena corporal possa viabilizar (em tese) a concessão do pretendido regime aberto ressai 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 30.5.2017). “EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. FURTOS QUALIFICADOS, UM CONSUMADO E OUTRO TENTADO, EM CONTINUIDADE DELITIVA. TRÂNSITO EM JULGADO DA CONDENAÇÃO. REGIME E SUBSTITUIÇÃO DA PENA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. 2. As instâncias de origem fixaram o regime inicial mais severo e deixaram de substituir a pena privativa de liberdade, tendo em vista a presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis e a constatação da reincidência. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RHC n. 134.019-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 3.11.2016). 6. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se nos seguintes termos: “7. Consta do aresto estadual que ‘a apelante possui condenação apta a configurar reincidência (fl. 93 - condenação pelos delitos previstos nos arts. 33, caput, e 35, caput, ambos da Lei 11.343/2006). E mencionada situação impede a concessão do regime mais brando para o início do cumprimento da pena, visto que a legislação penal em vigor tão somente garante a fixação do regime aberto para os condenados a pena inferior a 4 (quatro) anos se estes não forem reincidentes (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2..., ‘c’), condição que a apelante não se enquadra.’ (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 583, grifou-se) 8. Como é cediço, a fixação do regime prisional para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade é questão que demanda o atendimento (cumulativo) de requisitos de ordem objetiva e subjetiva, à luz do que estabelecem os arts. 33, §§ 2... e 3..., e 59, ambos do Código Penal. 9. Desta forma, ainda que o quantum da pena corporal possa viabilizar (em tese) a concessão do pretendido regime aberto ressai 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 166001 AGR / SC inequívoco o desatendimento aos demais requisitos imprescindíveis à concessão da benesse, eis que pesa em desfavor da recorrente o fato de ser reincidente ( condenação anterior pela prática dos crimes de tráfico e associação para o tráfico), justificando resposta estatal mais severa ao ilícito praticado. Mesmo ostentando condenação anterior pela prática de crimes de extrema gravidade, a recorrente voltou a delinquir e revelou-se pessoa impregnada de periculosidade e inadequada ao convívio em sociedade. 10. Assim, não há que se falar em concessão de regime prisional mais brando (aberto) tendo em vista que a imposição do regime intermediário para o início do cumprimento da pena está devidamente amparada na legislação de regência (Código Penal Brasileiro, art. 33, §2..., ‘c’1 ) e nas circunstâncias específicas do caso. 11. Por fim, a pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos é medida inviável dado o não atendimento aos requisitos (cumulativos) descritos no art. 44 do Código Penal, cujo inciso II tem a seguinte redação: ‘Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (...) II – o réu não for reincidente em crime doloso;’(...)” (fls. 4-5, doc. 12). Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Supremo Tribunal Federal RHC 166001 AGR / SC inequívoco o desatendimento aos demais requisitos imprescindíveis à concessão da benesse, eis que pesa em desfavor da recorrente o fato de ser reincidente ( condenação anterior pela prática dos crimes de tráfico e associação para o tráfico), justificando resposta estatal mais severa ao ilícito praticado. Mesmo ostentando condenação anterior pela prática de crimes de extrema gravidade, a recorrente voltou a delinquir e revelou-se pessoa impregnada de periculosidade e inadequada ao convívio em sociedade. 10. Assim, não há que se falar em concessão de regime prisional mais brando (aberto) tendo em vista que a imposição do regime intermediário para o início do cumprimento da pena está devidamente amparada na legislação de regência (Código Penal Brasileiro, art. 33, §2..., ‘c’1 ) e nas circunstâncias específicas do caso. 11. Por fim, a pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos é medida inviável dado o não atendimento aos requisitos (cumulativos) descritos no art. 44 do Código Penal, cujo inciso II tem a seguinte redação: ‘Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (...) II – o réu não for reincidente em crime doloso;’(...)” (fls. 4-5, doc. 12). Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, mantenho a decisão agravada e nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF98-50F0-5049-DB29 e senha 327E-F653-F2C6-2D20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C1-A2AF-432B-4BDA e senha DE3B-66BA-A067-84CD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.001 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANDREA DA CRUZ AZEVEDO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 04C1-A2AF-432B-4BDA e senha DE3B-66BA-A067-84CD Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166 . 001", "Habeas Corpus n . 458 . 714", "HABEAS CORPUS 166 . 001", "Habeas Corpus n . 458 . 714", "RHC 166001 AGR / SC", "HC n . 96 . 883 - AgR", "RHC n . 118 . 004", "RHC n . 150 . 303 - AgR", "RHC n . 127 . 657 - AgR", "RHC n . 133 . 116 - AgR", "RHC n . 134 . 656 - AgR", "HC n . 96 . 883 - AgR", "RHC n . 118 . 004", "RHC n . 150 . 303 - AgR", "RHC n . 127 . 657 - AgR", "RHC n . 133 . 116 - AgR", "RHC n . 134 . 656 - AgR", "RHC", "HABEAS CORPUS 166 . 001", "autos n . 0497762 - 87 . 2007 . 8 . 21 . 6001", "autos n . 0497762 - 87 . 2007 . 8 . 21 . 6001", "autos n . 0497762 - 87 . 2007 . 8 . 21 . 6001", "Súmula 269 , Superior Tribunal de Justiça", "autos n . 0497762 - 87 . 2007 . 8 . 21 . 6001", "Súmula 269 , Superior Tribunal de Justiça", "RHC 166001 AGR / SC", "verbete 269 da súmula de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça", "verbete 269 da súmula de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça", "enunciado 269 da Súmula desta Corte", "AgRg no Resp . 1 . 716 . 907 / SP", "enunciado 269 da Súmula desta Corte", "AgRg no Resp . 1 . 716 . 907 / SP", "HC n . 160 . 670 - AgR", "HC n . 160 . 670 - AgR", "HC 139 . 717 - AgR / SC", "HC n . 142 . 602 - AgR", "HC n . 139 . 717 - 7", "RHC 166001", "HC 139 . 717 - AgR / SC", "HC n . 142 . 602 - AgR", "HC n . 139 . 717 - 7", "RHC 166001 AGR / SC AgR", "RHC n . 134 . 019 - AgR", "RHC", "166001", "AGR", "/", "AgR", "RHC n", "HABEAS CORPUS 166 . 001", "HABEAS CORPUS 166 . 001" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 44 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "artigo 44 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 , caput , do Código Penal", "artigo 61 , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 , caput , do Código Penal", "artigo 61 , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 , caput , do Código Penal", "artigo 61 , I , do Código Penal", "artigo 72 do Código Penal", "artigo 33 , § 3 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 , caput , do Código Penal", "artigo 61 , I , do Código Penal", "artigo 72 do Código Penal", "artigo 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , do Código Penal", "arts . 33 , caput , e 35 , caput , ambos da Lei 11 . 343 / 2006", "Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 2 . . . , \" c \"", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , do Código Penal", "arts . 33 , caput , e 35 , caput , ambos da Lei 11 . 343 / 2006", "Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 2 . . . , \" c \"", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 44 do Código Penal", "art . 44 , II , do Código Penal Brasileiro", "artigo 44 , § 3 . . . , do Código Penal", "Código Penal Brasileiro , art . 77 , I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 44 do Código Penal", "art . 44 , II , do Código Penal Brasileiro", "artigo 44 , § 3 . . . , do Código Penal", "Código Penal Brasileiro , art . 77 , I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 , II e § 3 . . . , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 , II e § 3 . . . , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 do Código Penal", "Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 do Código Penal", "Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , inciso XLVI", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , inciso XLVI", "Código Penal Brasileiro , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , inciso XLVI", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , inciso XLVI", "Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 3 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 33 , caput , e 35 , caput , ambos da Lei 11 . 343 / 2006", "Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’", "arts . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , e 59 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 33 , caput , e 35 , caput , ambos da Lei 11 . 343 / 2006", "Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’", "arts . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , e 59 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’ 1", "art . 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 2 . . . , ‘", "art . 44 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Defensoria Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Defensoria Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria Pública - Geral da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Defensoria Pública - Geral da União", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Vara Criminal da Comarca de Florianópolis", "Loja", "Supremo Tribunal Federal", "Lojas Americanas", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "QUINTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma do", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "QUINTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "2", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "e", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "ANDREA DA CRUZ AZEVEDO", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ANDREA DA CRUZ AZEVEDO", "CÁRMEN LÚCIA", "Andrea da Cruz Azevedo", "Reynaldo Soares da Fonseca", "CÁRMEN LÚCIA", "ANDREA DA CRUZ AZEVEDO", "CÁRMEN LÚCIA", "Andrea da Cruz Azevedo", "Reynaldo Soares da Fonseca", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA RHC", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RIBEIRO DANTAS", "RIBEIRO DANTAS", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA RHC", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ANDREA DA CRUZ AZEVEDO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "ANDREA DA CRUZ AZEVEDO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "6 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2019", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "1", ".", ". . . 2", ". 2019", "20", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2011", "5", ".", "6", ".", "2013", "21", ".", "3", ".", "2018", "12", ".", "8", ".", "2015", "28", ".", "6", ".", "2017", "15", ".", "5", ".", "2017", "18", ".", "2", ".", "2019", "28", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2011", "5", ".", "6", ".", "2013", "21", ".", "3", ".", "2018", "12", ".", "8", ".", "2015", "28", ".", "6", ".", "2017", "15", ".", "5", ".", "2017", "18", ".", "2", ".", "2019", "28", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "5", "/", "2018", "30", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "5", "/", "2018", "30", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "5", ".", "2017", "13", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "5", ".", "2017", "13", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "5", ".", "2017", "3", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "5", ".", "2017", "3", ".", "11", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 BAHIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) :FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) :LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) :CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) :LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) :MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE SEGURANÇA. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. INOCORRÊNCIA. MERA EXPECTATIVA DE DIREITO. AFRONTA AOS POSTULADOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. CARÁTER GENÉRICO E ABSTRATO DA DETERMINAÇÃO DO CNJ. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A presente impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença/BA. 2. A determinação do Conselho Nacional do Ministério Público não resultou da análise individualizada da situação funcional de nenhum dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o seu caráter genérico e abstrato. 3. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, não havendo razão para os impetrantes serem chamados a integrar a relação processual administrativa. 3. Recurso de agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D87-11C6-12E4-D267 e senha 510E-0ACE-BCC6-960E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão MS 36266 AGR / BA Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de maio de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D87-11C6-12E4-D267 e senha 510E-0ACE-BCC6-960E Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de maio de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D87-11C6-12E4-D267 e senha 510E-0ACE-BCC6-960E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 BAHIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) :FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) :LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) :CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) :LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) :MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão monocrática que negou seguimento ao Mandado de Segurança sob os seguintes fundamentos: (a) o pedido não se funda em direito líquido e certo; (b) o ato questionado possui caráter genérico e abstrato. Sustentam os agravantes, em síntese, que: (a) “já houve no caso em concreto violação a direito líquido e certo, uma vez que diante da decisão do CNMP, TODOS OS PROMOTORES DO ESTADO DA BAHIA TÊM DIREITO À REMOÇÃO INTERNA, MENOS OS PROMOTORES EM SITUAÇÃO DE COMARCA QUE ELEVARAM DE ENTRÂNCIA, ‘TOLHENDO UM DIREITO QUE ESTÁ EXPRESSAMENTE PREVISTO NA LEI’” (doc. 91 – fl. 4); (b) ainda que se entenda não ter havido violação de direito líquido certo em razão de os impetrantes não estarem inscritos em um concurso de remoção, essa é uma situação “que acontecerá futuramente de modo real, concreto e iminente, o que autoriza a concessão da segurança em seu modo preventivo, ou seja, para evitar a violação de um direito futuro” (doc. 91 – fls. 4/5); (c) a própria Lei do Mandado de Segurança prevê, em seu art. 1º, a possibilidade de impetração preventiva; (d) “o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEE3-7FBF-049A-6749 e senha 8AA8-AA66-623C-C38C Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 BAHIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) :FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) :LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) :CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) :LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) :MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão monocrática que negou seguimento ao Mandado de Segurança sob os seguintes fundamentos: (a) o pedido não se funda em direito líquido e certo; (b) o ato questionado possui caráter genérico e abstrato. Sustentam os agravantes, em síntese, que: (a) “já houve no caso em concreto violação a direito líquido e certo, uma vez que diante da decisão do CNMP, TODOS OS PROMOTORES DO ESTADO DA BAHIA TÊM DIREITO À REMOÇÃO INTERNA, MENOS OS PROMOTORES EM SITUAÇÃO DE COMARCA QUE ELEVARAM DE ENTRÂNCIA, ‘TOLHENDO UM DIREITO QUE ESTÁ EXPRESSAMENTE PREVISTO NA LEI’” (doc. 91 – fl. 4); (b) ainda que se entenda não ter havido violação de direito líquido certo em razão de os impetrantes não estarem inscritos em um concurso de remoção, essa é uma situação “que acontecerá futuramente de modo real, concreto e iminente, o que autoriza a concessão da segurança em seu modo preventivo, ou seja, para evitar a violação de um direito futuro” (doc. 91 – fls. 4/5); (c) a própria Lei do Mandado de Segurança prevê, em seu art. 1º, a possibilidade de impetração preventiva; (d) “o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEE3-7FBF-049A-6749 e senha 8AA8-AA66-623C-C38C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório MS 36266 AGR / BA CSMP aprovou na sessão do dia 01/04/2019 a criação da 6ª Promotoria de Valença e agora o projeto vai para a Assembleia Legislativa” (doc. 91 – fl. 8); (e) “a ordem normativa é clara e taxativa ao resguardar prioridade às remoções internas. Antes de oferecer cargo vago ou criado em determinada COMARCA para os membros em geral, haver-se-á de se lhe ofertar, antes, para os membros que já estejam lotados na localidade, sob pena de se incorrer em flagrante ilegalidade” (doc. 91 – fl. 10); (f) houve, no procedimento impugnado, “violação dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa esculpidos no art. 5º, LV, da CF/88, uma vez que foi determinado que os autores não teriam direito à remoção interna, sem que ao menos tivessem participado do procedimento administrativo” (doc. 91 – fl. 13). Requerem, ao final, em juízo de retratação, a concessão da segurança, “no sentido de se preservar o direito a remoção interna dos Promotores de entrância intermediária lotados em Promotoria de entrância final”. Subsidiariamente, pugnam “que este Agravo Regimental seja apreciado pelo Plenário deste Excelso Pretório conforme previsão do 317 do RI deste Tribunal” (doc. 91 – fl. 14). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEE3-7FBF-049A-6749 e senha 8AA8-AA66-623C-C38C Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA CSMP aprovou na sessão do dia 01/04/2019 a criação da 6ª Promotoria de Valença e agora o projeto vai para a Assembleia Legislativa” (doc. 91 – fl. 8); (e) “a ordem normativa é clara e taxativa ao resguardar prioridade às remoções internas. Antes de oferecer cargo vago ou criado em determinada COMARCA para os membros em geral, haver-se-á de se lhe ofertar, antes, para os membros que já estejam lotados na localidade, sob pena de se incorrer em flagrante ilegalidade” (doc. 91 – fl. 10); (f) houve, no procedimento impugnado, “violação dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa esculpidos no art. 5º, LV, da CF/88, uma vez que foi determinado que os autores não teriam direito à remoção interna, sem que ao menos tivessem participado do procedimento administrativo” (doc. 91 – fl. 13). Requerem, ao final, em juízo de retratação, a concessão da segurança, “no sentido de se preservar o direito a remoção interna dos Promotores de entrância intermediária lotados em Promotoria de entrância final”. Subsidiariamente, pugnam “que este Agravo Regimental seja apreciado pelo Plenário deste Excelso Pretório conforme previsão do 317 do RI deste Tribunal” (doc. 91 – fl. 14). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEE3-7FBF-049A-6749 e senha 8AA8-AA66-623C-C38C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Mandado de Segurança, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, que julgou parcialmente procedente o PCA 1.00674/2018-04, “no sentido de determinar que o Ministério Público do Estado da Bahia se abstenha de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior, devendo ser preservadas, no entanto, as remoções internas que foram realizadas, naquelas condições, antes do presente julgamento”. Os impetrantes narram, de início, que “são Promotores de Justiça, de Entrância Intermediária, lotados nas Promotorias de Justiça da Comarca de Valença/BA, conforme especificado na qualificação, sendo que após a assunção de todos os peticionantes, foi editada a Lei Estadual do Estado da Bahia nº 13.800 de 25 de outubro de 2017 reclassificando entrâncias de Promotorias de Justiças do Ministério Público do Estado da Bahia. Nesse sentido, as Promotorias de Justiça de entrância intermediária com sede na comarca de Valença foram reclassificadas para Promotorias de Justiças de entrância final, conforme consta no caput do art. 1º da referida lei, em anexo”. Argumentam que o acórdão do CNMP, apontado como ato coator, estabeleceu que “os autores não teriam direito à remoção interna, sem que ao menos tivessem participado do procedimento administrativo, havendo violação dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa esculpidos no art. 5º, inc. LV da CF/88”. Prosseguem, informando que o referido PCA teve origem no inconformismo com a decisão proferida pelo Conselho Superior do Ministério Público do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Mandado de Segurança, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, que julgou parcialmente procedente o PCA 1.00674/2018-04, “no sentido de determinar que o Ministério Público do Estado da Bahia se abstenha de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior, devendo ser preservadas, no entanto, as remoções internas que foram realizadas, naquelas condições, antes do presente julgamento”. Os impetrantes narram, de início, que “são Promotores de Justiça, de Entrância Intermediária, lotados nas Promotorias de Justiça da Comarca de Valença/BA, conforme especificado na qualificação, sendo que após a assunção de todos os peticionantes, foi editada a Lei Estadual do Estado da Bahia nº 13.800 de 25 de outubro de 2017 reclassificando entrâncias de Promotorias de Justiças do Ministério Público do Estado da Bahia. Nesse sentido, as Promotorias de Justiça de entrância intermediária com sede na comarca de Valença foram reclassificadas para Promotorias de Justiças de entrância final, conforme consta no caput do art. 1º da referida lei, em anexo”. Argumentam que o acórdão do CNMP, apontado como ato coator, estabeleceu que “os autores não teriam direito à remoção interna, sem que ao menos tivessem participado do procedimento administrativo, havendo violação dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa esculpidos no art. 5º, inc. LV da CF/88”. Prosseguem, informando que o referido PCA teve origem no inconformismo com a decisão proferida pelo Conselho Superior do Ministério Público do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA Estado da Bahia, que, por maioria de votos, autorizou a remoção interna de uma Promotora de Justiça, em situação semelhante à dos impetrantes, para a 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Senhor do Bonfim/BA. Apresentam, em síntese, as seguintes alegações: (a) a nulidade do acórdão impugnado em virtude da violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que foram afetados diretamente por tal decisão, sem que tivessem sido chamados para integrar a relação processual administrativa; (b) a inobservância do disposto no § 2º do art. 124 da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia, segundo o qual “[f]ica facultada a remoção interna para outra Promotoria de Justiça da mesma comarca sempre que um cargo vagar ou novo for criado, não se aplicando a restrição constante do parágrafo anterior”; (c) “a remoção interna não se confunde com a remoção (externa). Enquanto o regramento atinente a esta (remoção externa) se aplica às situações em que um membro tenciona migrar de uma comarca para outra – com natural advento de impactos tanto para a Administração quando para os Administrados, em virtude da redistribuição física de membros em cada localidade –, aquela (remoção interna) remete à possibilidade de um membro modificar as suas atribuições funcionais, mantendo-se na mesma comarca em que já estava lotado. Há, nesta última hipótese, a simples alteração horizontal, sem maiores consequências, portanto, na medida em que haverá permanência na mesma localidade”; (d) “também não se confunde com o instituto da PROMOÇÃO, pois a REMOÇÃO INTERNA não possui o efeito de alterar a entrância do membro ocupante de vaga na mesma comarca, alterando apenas as atribuições por ele ali exercidas (no caso concreto, em anexo, segue certidão que atesta a manutenção do membro que a esta subscreve na entrância já ocupada, não havendo nenhuma mudança em decorrência da remoção interna)”; (e) “existe plano da Administração Superior (real e concreto) de encaminhamento de projeto de lei para Assembleia Legislativa do Estado da Bahia para criação de uma nova 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA Estado da Bahia, que, por maioria de votos, autorizou a remoção interna de uma Promotora de Justiça, em situação semelhante à dos impetrantes, para a 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Senhor do Bonfim/BA. Apresentam, em síntese, as seguintes alegações: (a) a nulidade do acórdão impugnado em virtude da violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que foram afetados diretamente por tal decisão, sem que tivessem sido chamados para integrar a relação processual administrativa; (b) a inobservância do disposto no § 2º do art. 124 da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia, segundo o qual “[f]ica facultada a remoção interna para outra Promotoria de Justiça da mesma comarca sempre que um cargo vagar ou novo for criado, não se aplicando a restrição constante do parágrafo anterior”; (c) “a remoção interna não se confunde com a remoção (externa). Enquanto o regramento atinente a esta (remoção externa) se aplica às situações em que um membro tenciona migrar de uma comarca para outra – com natural advento de impactos tanto para a Administração quando para os Administrados, em virtude da redistribuição física de membros em cada localidade –, aquela (remoção interna) remete à possibilidade de um membro modificar as suas atribuições funcionais, mantendo-se na mesma comarca em que já estava lotado. Há, nesta última hipótese, a simples alteração horizontal, sem maiores consequências, portanto, na medida em que haverá permanência na mesma localidade”; (d) “também não se confunde com o instituto da PROMOÇÃO, pois a REMOÇÃO INTERNA não possui o efeito de alterar a entrância do membro ocupante de vaga na mesma comarca, alterando apenas as atribuições por ele ali exercidas (no caso concreto, em anexo, segue certidão que atesta a manutenção do membro que a esta subscreve na entrância já ocupada, não havendo nenhuma mudança em decorrência da remoção interna)”; (e) “existe plano da Administração Superior (real e concreto) de encaminhamento de projeto de lei para Assembleia Legislativa do Estado da Bahia para criação de uma nova 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA Promotoria. Isso está no documento em anexo. Por conseguinte, existia nos Impetrantes a expectativa de Direito de remover para promotorias cujos objetos tinham mais afinidade”. Requerem, ao final, o deferimento de medida liminar, “a fim de assegurar aos impetrantes o direito legal de CONCORRER À REMOÇÃO INTERNA, conforme disposto na LC baiana nº 11/96, em seu art. 124, § 2º, haja vista o preenchimento de todos os requisitos necessários a sua realização, suspendendo os efeitos da decisão prolatada pelo CNMP no PCA nº 1.00674/2018-04”. No mérito, pedem “a concessão da segurança definitiva, assegurando o direito dos impetrantes (Promotores de Justiça de entrância intermediária) de concorrer à remoção interna, mesmo tendo as respectivas Promotorias sido reclassificadas para entrância final, dada a procedência da presente ação” (doc. 1 – fl. 22). Em 13/2/2019, solicitei prévias informações à autoridade impetrada. O Conselho Nacional do Ministério Público, por meio do Ofício nº 66/2019/PRESI-CNMP (SEI – 0193493), prestou as informações solicitadas (doc. 89). É o relato do essencial. Nos termos do artigo 5º, inciso LXIX, da Constituição Federal e do artigo 1º da Lei 12.016/2009, o mandado de segurança será concedido para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Com efeito, a impetração do mandado de segurança não pode fundamentar-se em simples conjecturas ou em alegações que dependam de dilação probatória incompatível com o procedimento do mandado de segurança, exigindo-se a pré- constituição das provas em relação às situações fáticas ensejadoras de seu ajuizamento, pois, como ressalta MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, o direito líquido e certo é 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA Promotoria. Isso está no documento em anexo. Por conseguinte, existia nos Impetrantes a expectativa de Direito de remover para promotorias cujos objetos tinham mais afinidade”. Requerem, ao final, o deferimento de medida liminar, “a fim de assegurar aos impetrantes o direito legal de CONCORRER À REMOÇÃO INTERNA, conforme disposto na LC baiana nº 11/96, em seu art. 124, § 2º, haja vista o preenchimento de todos os requisitos necessários a sua realização, suspendendo os efeitos da decisão prolatada pelo CNMP no PCA nº 1.00674/2018-04”. No mérito, pedem “a concessão da segurança definitiva, assegurando o direito dos impetrantes (Promotores de Justiça de entrância intermediária) de concorrer à remoção interna, mesmo tendo as respectivas Promotorias sido reclassificadas para entrância final, dada a procedência da presente ação” (doc. 1 – fl. 22). Em 13/2/2019, solicitei prévias informações à autoridade impetrada. O Conselho Nacional do Ministério Público, por meio do Ofício nº 66/2019/PRESI-CNMP (SEI – 0193493), prestou as informações solicitadas (doc. 89). É o relato do essencial. Nos termos do artigo 5º, inciso LXIX, da Constituição Federal e do artigo 1º da Lei 12.016/2009, o mandado de segurança será concedido para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Com efeito, a impetração do mandado de segurança não pode fundamentar-se em simples conjecturas ou em alegações que dependam de dilação probatória incompatível com o procedimento do mandado de segurança, exigindo-se a pré- constituição das provas em relação às situações fáticas ensejadoras de seu ajuizamento, pois, como ressalta MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, o direito líquido e certo é 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA aquele que, à vista dos documentos produzidos, existe e em favor de quem reclama o mandado, sem dúvida razoável (Curso de Direito Constitucional. 27. Ed. São Paulo: Saraiva, 2001, p. 314), corroborado por J. J. OTHON SIDOU, ao afirmar que se o fato é certo, isto é, provável de plano a ilegalidade ou o abuso de poder praticado, aquela e obviamente esse por autoridade pública, há caso para mandado de segurança (Habeas data, mandado de injunção, habeas corpus, mandado de segurança e ação popular. Rio de Janeiro: Forense, 1989, p. 142). Estabelecidas essas premissas, recorde-se que os impetrantes, apesar de não figurarem formalmente no PCA 1.00674/2018-04, impugnam a decisão proferida pelo Conselho Nacional do Ministério Público, sob o argumento de que aquele julgado “teria retirado a possibilidade de remoção interna, legalmente expresso na lei complementar nº 11/1996“. Ocorre, porém, que a presente impetração é manifestamente improcedente, pois não se funda em direito líquido e certo, que, como conceituam a doutrina e a jurisprudência, é aquele que resulta de fato certo, ou seja, aquele capaz de ser comprovado, de plano, por documentação inequívoca, uma vez que a caracterização de imprecisão e incerteza recai sobre os fatos que necessitam de comprovação. No caso, a impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença. Isso porque, segundo afirmam os impetrantes, “TODAS as Promotorias da Comarca de Valença estão preenchidas” e “existe plano de ação da Administração Superior (real e concreto) de encaminhamento de projeto de lei para Assembleia Legislativa do Estado da Bahia para criação de uma nova Promotoria”. Essa conclusão é reforçada, ainda, pela ausência de documentos que comprovem o indeferimento de pedidos de remoção interna ou, ao menos, que tenham sido formulados tais 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA aquele que, à vista dos documentos produzidos, existe e em favor de quem reclama o mandado, sem dúvida razoável (Curso de Direito Constitucional. 27. Ed. São Paulo: Saraiva, 2001, p. 314), corroborado por J. J. OTHON SIDOU, ao afirmar que se o fato é certo, isto é, provável de plano a ilegalidade ou o abuso de poder praticado, aquela e obviamente esse por autoridade pública, há caso para mandado de segurança (Habeas data, mandado de injunção, habeas corpus, mandado de segurança e ação popular. Rio de Janeiro: Forense, 1989, p. 142). Estabelecidas essas premissas, recorde-se que os impetrantes, apesar de não figurarem formalmente no PCA 1.00674/2018-04, impugnam a decisão proferida pelo Conselho Nacional do Ministério Público, sob o argumento de que aquele julgado “teria retirado a possibilidade de remoção interna, legalmente expresso na lei complementar nº 11/1996“. Ocorre, porém, que a presente impetração é manifestamente improcedente, pois não se funda em direito líquido e certo, que, como conceituam a doutrina e a jurisprudência, é aquele que resulta de fato certo, ou seja, aquele capaz de ser comprovado, de plano, por documentação inequívoca, uma vez que a caracterização de imprecisão e incerteza recai sobre os fatos que necessitam de comprovação. No caso, a impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença. Isso porque, segundo afirmam os impetrantes, “TODAS as Promotorias da Comarca de Valença estão preenchidas” e “existe plano de ação da Administração Superior (real e concreto) de encaminhamento de projeto de lei para Assembleia Legislativa do Estado da Bahia para criação de uma nova Promotoria”. Essa conclusão é reforçada, ainda, pela ausência de documentos que comprovem o indeferimento de pedidos de remoção interna ou, ao menos, que tenham sido formulados tais 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA pedidos pelos impetrantes. Daí, porque inexiste sequer a iminência de lesão ao suposto direito aqui defendido. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, uma vez que em momento algum foram os impetrantes afetados pela decisão proferida no PCA em questão, não havendo, portanto, razão para serem chamados a integrar a relação processual administrativa. A simples notícia acerca da possibilidade de encaminhamento de um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia visando à criação de uma nova Promotoria na comarca em que atuam não os autoriza a ingressar, automaticamente, no referido procedimento administrativo (MS 28.375, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe de 9/5/2014). Idêntica orientação foi adotada, no caso concreto, pelo CNMP, conforme se verifica do seguinte trecho dos esclarecimentos prestados por aquele órgão (doc. 89 – fls. 11/12): Por outro lado, não deve ser acolhido o argumento aventado na inicial do mandamus segundo o qual teria havido ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa em razão de Promotores de Justiça que foram afetados pelo entendimento fixado por este Conselho Nacional não haverem participado do Procedimento de Controle Administrativo. Deve-se considerar que apenas a remoção da Promotora de Justiça Daniele Cochrane Santiago Dantas Cordeiro foi concretamente impugnada naquele feito e, em relação a ela, o contraditório foi devidamente observado, consoante já demonstrado. Ressalve-se, nessa contextura, que a validade do ato de remoção daquela agente ministerial foi mantida, tendo em vista que o acórdão fez expressa ressalva de que a tese somente seria observada de forma prospectiva. Em relação às futuras remoções internas em 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA pedidos pelos impetrantes. Daí, porque inexiste sequer a iminência de lesão ao suposto direito aqui defendido. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, uma vez que em momento algum foram os impetrantes afetados pela decisão proferida no PCA em questão, não havendo, portanto, razão para serem chamados a integrar a relação processual administrativa. A simples notícia acerca da possibilidade de encaminhamento de um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia visando à criação de uma nova Promotoria na comarca em que atuam não os autoriza a ingressar, automaticamente, no referido procedimento administrativo (MS 28.375, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe de 9/5/2014). Idêntica orientação foi adotada, no caso concreto, pelo CNMP, conforme se verifica do seguinte trecho dos esclarecimentos prestados por aquele órgão (doc. 89 – fls. 11/12): Por outro lado, não deve ser acolhido o argumento aventado na inicial do mandamus segundo o qual teria havido ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa em razão de Promotores de Justiça que foram afetados pelo entendimento fixado por este Conselho Nacional não haverem participado do Procedimento de Controle Administrativo. Deve-se considerar que apenas a remoção da Promotora de Justiça Daniele Cochrane Santiago Dantas Cordeiro foi concretamente impugnada naquele feito e, em relação a ela, o contraditório foi devidamente observado, consoante já demonstrado. Ressalve-se, nessa contextura, que a validade do ato de remoção daquela agente ministerial foi mantida, tendo em vista que o acórdão fez expressa ressalva de que a tese somente seria observada de forma prospectiva. Em relação às futuras remoções internas em 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA Promotorias de Justiça que tiveram a entrância elevada que não serão realizadas em decorrência do entendimento estabelecido por esta Corte Administrativa, trata-se de efeito meramente reflexo da atividade de controle, o qual não possui o condão de impor a participação de todos os eventuais afetados na relação processual. Com efeito, a prevalecer a posição sustentada pelos impetrantes impetrantes, em situações que envolvam a interpretação do regime jurídico da carreira, seria impositivo a participação de grande número de indivíduos, o que, decerto, comprometeria a tramitação processual e, em última análise, o exercício da competência de controle outorgada a este Conselho Nacional do Ministério Público pela Constituição da República. Tem-se, então, que a determinação do Conselho Nacional do Ministério Público – especificamente, na parte em que exarou orientação “ao Ministério Público do Estado da Bahia no sentido de se abster de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior (...)” – não resultou da análise individualizada da situação funcional de cada um dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o caráter genérico e abstrato do acórdão proferido no PCA 1.00674/2018 do CNMP, a seguir reproduzido (doc. 75): PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. AGENTES PÚBLICOS. REMOÇÃO INTERNA. NECESSIDADE DE QUE OS ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO E OS RESPECTIVOS CARGOS SEJAM DE IGUAL ENTRÂNCIA. VÍCIO DE LEGALIDADE CONSTATADO. MANUTENÇÃO DOS ATOS PRATICADOS COM BASE NO ENTENDIMENTO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA Promotorias de Justiça que tiveram a entrância elevada que não serão realizadas em decorrência do entendimento estabelecido por esta Corte Administrativa, trata-se de efeito meramente reflexo da atividade de controle, o qual não possui o condão de impor a participação de todos os eventuais afetados na relação processual. Com efeito, a prevalecer a posição sustentada pelos impetrantes impetrantes, em situações que envolvam a interpretação do regime jurídico da carreira, seria impositivo a participação de grande número de indivíduos, o que, decerto, comprometeria a tramitação processual e, em última análise, o exercício da competência de controle outorgada a este Conselho Nacional do Ministério Público pela Constituição da República. Tem-se, então, que a determinação do Conselho Nacional do Ministério Público – especificamente, na parte em que exarou orientação “ao Ministério Público do Estado da Bahia no sentido de se abster de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior (...)” – não resultou da análise individualizada da situação funcional de cada um dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o caráter genérico e abstrato do acórdão proferido no PCA 1.00674/2018 do CNMP, a seguir reproduzido (doc. 75): PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. AGENTES PÚBLICOS. REMOÇÃO INTERNA. NECESSIDADE DE QUE OS ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO E OS RESPECTIVOS CARGOS SEJAM DE IGUAL ENTRÂNCIA. VÍCIO DE LEGALIDADE CONSTATADO. MANUTENÇÃO DOS ATOS PRATICADOS COM BASE NO ENTENDIMENTO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA ENTÃO ADOTADO PELO PARQUET BAIANO EM RESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA JURÍDICA, PROTEÇÃO DA CONFIANÇA E PROPORCIONALIDADE. PROCEDÊNCIA PARCIAL. I – Trata-se de Procedimento de Controle Administrativo em que se questiona a legalidade da Resolução nº 2/2018 do Conselho Superior do Ministério Público do Estado da Bahia, que deferiu a remoção interna de Promotora de Justiça de entrância intermediária, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Senhor Bonfim para a 4ª Promotoria de Justiça de Senhor Bonfim, ambas de entrância final. II – Registre-se, inicialmente, que o órgão de execução titularizado pela interessada era de entrância intermediária até o advento da Lei nº 13.800/2017 do Estado da Bahia, publicada em 25/10/2017, que promoveu a elevação das Promotorias da Comarca para a entrância final. III – Todavia, o referido ato não implicou em promoção dos Promotores de Justiça titulares dos órgãos elevados, assegurando apenas que permanecessem na lotação, em respeito ao princípio da inamovibilidade, e preservando a classificação na lista de antiguidade na entrância que ocupavam ao tempo da alteração. IV – O instituto da remoção interna prevista no artigo 124, § 2º, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia somente é possível quando envolver, simultaneamente, órgãos e cargos de igual entrância, nos termos do artigo 123, caput, daquele diploma legal, não sendo possível nas situações em que a Promotoria de Justiça é elevada, mas o membro ministerial titular mantém a sua classificação na entrância anterior. V – Nada obstante a decisão proferida pelo Conselho Superior local tenha incorrido em violação ao princípio da legalidade, deve-se sopesar que o entendimento já foi aplicado a outros casos e afetou, desde então, as 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA ENTÃO ADOTADO PELO PARQUET BAIANO EM RESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA JURÍDICA, PROTEÇÃO DA CONFIANÇA E PROPORCIONALIDADE. PROCEDÊNCIA PARCIAL. I – Trata-se de Procedimento de Controle Administrativo em que se questiona a legalidade da Resolução nº 2/2018 do Conselho Superior do Ministério Público do Estado da Bahia, que deferiu a remoção interna de Promotora de Justiça de entrância intermediária, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Senhor Bonfim para a 4ª Promotoria de Justiça de Senhor Bonfim, ambas de entrância final. II – Registre-se, inicialmente, que o órgão de execução titularizado pela interessada era de entrância intermediária até o advento da Lei nº 13.800/2017 do Estado da Bahia, publicada em 25/10/2017, que promoveu a elevação das Promotorias da Comarca para a entrância final. III – Todavia, o referido ato não implicou em promoção dos Promotores de Justiça titulares dos órgãos elevados, assegurando apenas que permanecessem na lotação, em respeito ao princípio da inamovibilidade, e preservando a classificação na lista de antiguidade na entrância que ocupavam ao tempo da alteração. IV – O instituto da remoção interna prevista no artigo 124, § 2º, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia somente é possível quando envolver, simultaneamente, órgãos e cargos de igual entrância, nos termos do artigo 123, caput, daquele diploma legal, não sendo possível nas situações em que a Promotoria de Justiça é elevada, mas o membro ministerial titular mantém a sua classificação na entrância anterior. V – Nada obstante a decisão proferida pelo Conselho Superior local tenha incorrido em violação ao princípio da legalidade, deve-se sopesar que o entendimento já foi aplicado a outros casos e afetou, desde então, as 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA movimentações na carreira no âmbito da instituição requerida, de forma que eventual declaração de nulidade poderia afetar, em cadeia, diversas remoções e comprometer a continuidade do serviço ministerial. VI – Também se observa que o Parquet baiano já havia aplicado o entendimento em precedente do ano de 2014, de forma que os agentes ministeriais removidos estavam de boa-fé, nutriram expectativas legítimas de que o ato administrativo estava em conformidade com a lei e fizeram escolhas profissionais, concernentes à sua lotação, com base nessa convicção. VII – Dessa feita, em respeito aos princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da proporcionalidade, os efeitos da decisão proferida nesta assentada devem ser apenas prospectivos ou pro futuro, mantidos os atos que foram praticados anteriormente. VIII – Procedência parcial do Procedimento de Controle Administrativo, no sentido de determinar que o Ministério Público do Estado da Bahia se abstenha de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior, devendo ser preservadas, no entanto, as remoções internas que foram realizadas, naquelas condições, antes do presente julgamento. Desse modo, uma vez diagnosticado o coeficiente de generalidade e abstração do acórdão impugnado, é inviável o questionamento do ato pela via do mandado de segurança (MS 26.387 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017). O presente Mandado de Segurança trata, portanto, de hipótese em que a situação fática não fez surgir direito inquestionável, como necessário para o deferimento da ordem (MS 21.865/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 1º/12/2006), não sendo, portanto, cabível a concessão da segurança, pois, em lição do saudoso Ministro SÁLVIO DE 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA movimentações na carreira no âmbito da instituição requerida, de forma que eventual declaração de nulidade poderia afetar, em cadeia, diversas remoções e comprometer a continuidade do serviço ministerial. VI – Também se observa que o Parquet baiano já havia aplicado o entendimento em precedente do ano de 2014, de forma que os agentes ministeriais removidos estavam de boa-fé, nutriram expectativas legítimas de que o ato administrativo estava em conformidade com a lei e fizeram escolhas profissionais, concernentes à sua lotação, com base nessa convicção. VII – Dessa feita, em respeito aos princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da proporcionalidade, os efeitos da decisão proferida nesta assentada devem ser apenas prospectivos ou pro futuro, mantidos os atos que foram praticados anteriormente. VIII – Procedência parcial do Procedimento de Controle Administrativo, no sentido de determinar que o Ministério Público do Estado da Bahia se abstenha de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior, devendo ser preservadas, no entanto, as remoções internas que foram realizadas, naquelas condições, antes do presente julgamento. Desse modo, uma vez diagnosticado o coeficiente de generalidade e abstração do acórdão impugnado, é inviável o questionamento do ato pela via do mandado de segurança (MS 26.387 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017). O presente Mandado de Segurança trata, portanto, de hipótese em que a situação fática não fez surgir direito inquestionável, como necessário para o deferimento da ordem (MS 21.865/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 1º/12/2006), não sendo, portanto, cabível a concessão da segurança, pois, em lição do saudoso Ministro SÁLVIO DE 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA FIGUEIREDO TEIXEIRA, o mandado de segurança é instrumento adequado à proteção do direito, desde que presentes os seus pressupostos, notadamente o direito líquido e certo, que ocorre quando a regra jurídica incidente sobre fatos incontestáveis configurar um direito da parte (RMS 10.208/SP, Rel. Min. SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, STJ, 4ª Turma, DJ de 12/4/1999). Sendo inexistente o direito líquido e certo alegado pelos impetrantes e, consequentemente, não havendo qualquer comprovação de ilegalidade flagrante, é, portanto, inviável o presente mandado de segurança, como ressaltado pelo Ministro CELSO DE MELLO: “a noção de direito líquido e certo, para efeito de impetração de mandado de segurança, ajusta-se, em seu específico sentido jurídico, ao conceito de situação que deriva de fato incontestável, vale dizer, de fato passível de comprovação documental imediata e inequívoca” (MS 21.865-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ de 1º/12/2006). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO MANDADO DE SEGURANÇA. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive a oportunidade de enfatizar naquele julgado, a presente impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença/BA. Essa conclusão é reforçada, ainda, pela ausência de documentos que comprovem o indeferimento de pedidos de remoção interna ou, ao menos, que tenham sido formulados tais pedidos pelos impetrantes. Tem-se, então, que a determinação do Conselho Nacional do Ministério Público, exarada no PCA 1.00674/2018, não resultou da análise individualizada da situação funcional de nenhum dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o seu 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA FIGUEIREDO TEIXEIRA, o mandado de segurança é instrumento adequado à proteção do direito, desde que presentes os seus pressupostos, notadamente o direito líquido e certo, que ocorre quando a regra jurídica incidente sobre fatos incontestáveis configurar um direito da parte (RMS 10.208/SP, Rel. Min. SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, STJ, 4ª Turma, DJ de 12/4/1999). Sendo inexistente o direito líquido e certo alegado pelos impetrantes e, consequentemente, não havendo qualquer comprovação de ilegalidade flagrante, é, portanto, inviável o presente mandado de segurança, como ressaltado pelo Ministro CELSO DE MELLO: “a noção de direito líquido e certo, para efeito de impetração de mandado de segurança, ajusta-se, em seu específico sentido jurídico, ao conceito de situação que deriva de fato incontestável, vale dizer, de fato passível de comprovação documental imediata e inequívoca” (MS 21.865-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ de 1º/12/2006). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO MANDADO DE SEGURANÇA. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive a oportunidade de enfatizar naquele julgado, a presente impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença/BA. Essa conclusão é reforçada, ainda, pela ausência de documentos que comprovem o indeferimento de pedidos de remoção interna ou, ao menos, que tenham sido formulados tais pedidos pelos impetrantes. Tem-se, então, que a determinação do Conselho Nacional do Ministério Público, exarada no PCA 1.00674/2018, não resultou da análise individualizada da situação funcional de nenhum dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o seu 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA caráter genérico e abstrato. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, não havendo, portanto, razão para serem os impetrantes chamados a integrar a relação processual administrativa. A simples notícia acerca da possibilidade de encaminhamento de um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia visando à criação de uma nova Promotoria na comarca em que atuam não os autoriza a ingressar, automaticamente, no referido procedimento administrativo. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (art. 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA caráter genérico e abstrato. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, não havendo, portanto, razão para serem os impetrantes chamados a integrar a relação processual administrativa. A simples notícia acerca da possibilidade de encaminhamento de um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia visando à criação de uma nova Promotoria na comarca em que atuam não os autoriza a ingressar, automaticamente, no referido procedimento administrativo. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (art. 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) : FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) : LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) : CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) : LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) : MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA (25783/BA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A22A-E652-5BD6-7C1F e senha A29C-81F3-BC85-0AA7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) : FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) : LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) : CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) : LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) : MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA (25783/BA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A22A-E652-5BD6-7C1F e senha A29C-81F3-BC85-0AA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749845434
2019-05-06T00:00:00
2019-05-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE SEGURANÇA. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. INOCORRÊNCIA. MERA EXPECTATIVA DE DIREITO. AFRONTA AOS POSTULADOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. CARÁTER GENÉRICO E ABSTRATO DA DETERMINAÇÃO DO CNJ. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A presente impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença/BA. 2. A determinação do Conselho Nacional do Ministério Público não resultou da análise individualizada da situação funcional de nenhum dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o seu caráter genérico e abstrato. 3. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, não havendo razão para os impetrantes serem chamados a integrar a relação processual administrativa. 3. Recurso de agravo a que se nega provimento.
sjur404224
Número de páginas: 15. Análise: 27/08/2019, KBP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
36266
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
MS-AgR
acordaos
MS 36266 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) : FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) : LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) : CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) : LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) : MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 BAHIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) :FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) :LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) :CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) :LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) :MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE SEGURANÇA. VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO. INOCORRÊNCIA. MERA EXPECTATIVA DE DIREITO. AFRONTA AOS POSTULADOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. CARÁTER GENÉRICO E ABSTRATO DA DETERMINAÇÃO DO CNJ. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A presente impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença/BA. 2. A determinação do Conselho Nacional do Ministério Público não resultou da análise individualizada da situação funcional de nenhum dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o seu caráter genérico e abstrato. 3. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, não havendo razão para os impetrantes serem chamados a integrar a relação processual administrativa. 3. Recurso de agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D87-11C6-12E4-D267 e senha 510E-0ACE-BCC6-960E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão MS 36266 AGR / BA Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de maio de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D87-11C6-12E4-D267 e senha 510E-0ACE-BCC6-960E Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de maio de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3D87-11C6-12E4-D267 e senha 510E-0ACE-BCC6-960E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 BAHIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) :FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) :LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) :CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) :LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) :MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão monocrática que negou seguimento ao Mandado de Segurança sob os seguintes fundamentos: (a) o pedido não se funda em direito líquido e certo; (b) o ato questionado possui caráter genérico e abstrato. Sustentam os agravantes, em síntese, que: (a) “já houve no caso em concreto violação a direito líquido e certo, uma vez que diante da decisão do CNMP, TODOS OS PROMOTORES DO ESTADO DA BAHIA TÊM DIREITO À REMOÇÃO INTERNA, MENOS OS PROMOTORES EM SITUAÇÃO DE COMARCA QUE ELEVARAM DE ENTRÂNCIA, ‘TOLHENDO UM DIREITO QUE ESTÁ EXPRESSAMENTE PREVISTO NA LEI’” (doc. 91 – fl. 4); (b) ainda que se entenda não ter havido violação de direito líquido certo em razão de os impetrantes não estarem inscritos em um concurso de remoção, essa é uma situação “que acontecerá futuramente de modo real, concreto e iminente, o que autoriza a concessão da segurança em seu modo preventivo, ou seja, para evitar a violação de um direito futuro” (doc. 91 – fls. 4/5); (c) a própria Lei do Mandado de Segurança prevê, em seu art. 1..., a possibilidade de impetração preventiva; (d) “o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEE3-7FBF-049A-6749 e senha 8AA8-AA66-623C-C38C Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 BAHIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) :FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) :LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) :CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) :LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) :MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão monocrática que negou seguimento ao Mandado de Segurança sob os seguintes fundamentos: (a) o pedido não se funda em direito líquido e certo; (b) o ato questionado possui caráter genérico e abstrato. Sustentam os agravantes, em síntese, que: (a) “já houve no caso em concreto violação a direito líquido e certo, uma vez que diante da decisão do CNMP, TODOS OS PROMOTORES DO ESTADO DA BAHIA TÊM DIREITO À REMOÇÃO INTERNA, MENOS OS PROMOTORES EM SITUAÇÃO DE COMARCA QUE ELEVARAM DE ENTRÂNCIA, ‘TOLHENDO UM DIREITO QUE ESTÁ EXPRESSAMENTE PREVISTO NA LEI’” (doc. 91 – fl. 4); (b) ainda que se entenda não ter havido violação de direito líquido certo em razão de os impetrantes não estarem inscritos em um concurso de remoção, essa é uma situação “que acontecerá futuramente de modo real, concreto e iminente, o que autoriza a concessão da segurança em seu modo preventivo, ou seja, para evitar a violação de um direito futuro” (doc. 91 – fls. 4/5); (c) a própria Lei do Mandado de Segurança prevê, em seu art. 1..., a possibilidade de impetração preventiva; (d) “o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEE3-7FBF-049A-6749 e senha 8AA8-AA66-623C-C38C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório MS 36266 AGR / BA CSMP aprovou na sessão do dia 01/04/2019 a criação da 6... Promotoria de Valença e agora o projeto vai para a Assembleia Legislativa” (doc. 91 – fl. 8); (e) “a ordem normativa é clara e taxativa ao resguardar prioridade às remoções internas. Antes de oferecer cargo vago ou criado em determinada COMARCA para os membros em geral, haver-se-á de se lhe ofertar, antes, para os membros que já estejam lotados na localidade, sob pena de se incorrer em flagrante ilegalidade” (doc. 91 – fl. 10); (f) houve, no procedimento impugnado, “violação dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa esculpidos no art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988/88, uma vez que foi determinado que os autores não teriam direito à remoção interna, sem que ao menos tivessem participado do procedimento administrativo” (doc. 91 – fl. 13). Requerem, ao final, em juízo de retratação, a concessão da segurança, “no sentido de se preservar o direito a remoção interna dos Promotores de entrância intermediária lotados em Promotoria de entrância final”. Subsidiariamente, pugnam “que este Agravo Regimental seja apreciado pelo Plenário deste Excelso Pretório conforme previsão do 317 do RI deste Tribunal” (doc. 91 – fl. 14). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEE3-7FBF-049A-6749 e senha 8AA8-AA66-623C-C38C Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA CSMP aprovou na sessão do dia 01/04/2019 a criação da 6... Promotoria de Valença e agora o projeto vai para a Assembleia Legislativa” (doc. 91 – fl. 8); (e) “a ordem normativa é clara e taxativa ao resguardar prioridade às remoções internas. Antes de oferecer cargo vago ou criado em determinada COMARCA para os membros em geral, haver-se-á de se lhe ofertar, antes, para os membros que já estejam lotados na localidade, sob pena de se incorrer em flagrante ilegalidade” (doc. 91 – fl. 10); (f) houve, no procedimento impugnado, “violação dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa esculpidos no art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988/88, uma vez que foi determinado que os autores não teriam direito à remoção interna, sem que ao menos tivessem participado do procedimento administrativo” (doc. 91 – fl. 13). Requerem, ao final, em juízo de retratação, a concessão da segurança, “no sentido de se preservar o direito a remoção interna dos Promotores de entrância intermediária lotados em Promotoria de entrância final”. Subsidiariamente, pugnam “que este Agravo Regimental seja apreciado pelo Plenário deste Excelso Pretório conforme previsão do 317 do RI deste Tribunal” (doc. 91 – fl. 14). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CEE3-7FBF-049A-6749 e senha 8AA8-AA66-623C-C38C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Mandado de Segurança, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, que julgou parcialmente procedente o PCA 1.00674/2018-04, “no sentido de determinar que o Ministério Público do Estado da Bahia se abstenha de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior, devendo ser preservadas, no entanto, as remoções internas que foram realizadas, naquelas condições, antes do presente julgamento”. Os impetrantes narram, de início, que “são Promotores de Justiça, de Entrância Intermediária, lotados nas Promotorias de Justiça da Comarca de Valença/BA, conforme especificado na qualificação, sendo que após a assunção de todos os peticionantes, foi editada a Lei Estadual do Estado da Bahia n 13.800 de 25 de outubro de 2017 reclassificando entrâncias de Promotorias de Justiças do Ministério Público do Estado da Bahia. Nesse sentido, as Promotorias de Justiça de entrância intermediária com sede na comarca de Valença foram reclassificadas para Promotorias de Justiças de entrância final, conforme consta no caput do art. 1... da referida lei, em anexo”. Argumentam que o acórdão do CNMP, apontado como ato coator, estabeleceu que “os autores não teriam direito à remoção interna, sem que ao menos tivessem participado do procedimento administrativo, havendo violação dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa esculpidos no art. 5..., inc. LV da Constituição Federal de 1988/88”. Prosseguem, informando que o referido PCA teve origem no inconformismo com a decisão proferida pelo Conselho Superior do Ministério Público do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Mandado de Segurança, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, que julgou parcialmente procedente o PCA 1.00674/2018-04, “no sentido de determinar que o Ministério Público do Estado da Bahia se abstenha de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior, devendo ser preservadas, no entanto, as remoções internas que foram realizadas, naquelas condições, antes do presente julgamento”. Os impetrantes narram, de início, que “são Promotores de Justiça, de Entrância Intermediária, lotados nas Promotorias de Justiça da Comarca de Valença/BA, conforme especificado na qualificação, sendo que após a assunção de todos os peticionantes, foi editada a Lei Estadual do Estado da Bahia n 13.800 de 25 de outubro de 2017 reclassificando entrâncias de Promotorias de Justiças do Ministério Público do Estado da Bahia. Nesse sentido, as Promotorias de Justiça de entrância intermediária com sede na comarca de Valença foram reclassificadas para Promotorias de Justiças de entrância final, conforme consta no caput do art. 1... da referida lei, em anexo”. Argumentam que o acórdão do CNMP, apontado como ato coator, estabeleceu que “os autores não teriam direito à remoção interna, sem que ao menos tivessem participado do procedimento administrativo, havendo violação dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa esculpidos no art. 5..., inc. LV da Constituição Federal de 1988/88”. Prosseguem, informando que o referido PCA teve origem no inconformismo com a decisão proferida pelo Conselho Superior do Ministério Público do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA Estado da Bahia, que, por maioria de votos, autorizou a remoção interna de uma Promotora de Justiça, em situação semelhante à dos impetrantes, para a 4... Promotoria de Justiça da Comarca de Senhor do Bonfim/BA. Apresentam, em síntese, as seguintes alegações: (a) a nulidade do acórdão impugnado em virtude da violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que foram afetados diretamente por tal decisão, sem que tivessem sido chamados para integrar a relação processual administrativa; (b) a inobservância do disposto no § 2... do art. 124 da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia, segundo o qual “[f]ica facultada a remoção interna para outra Promotoria de Justiça da mesma comarca sempre que um cargo vagar ou novo for criado, não se aplicando a restrição constante do parágrafo anterior”; (c) “a remoção interna não se confunde com a remoção (externa). Enquanto o regramento atinente a esta (remoção externa) se aplica às situações em que um membro tenciona migrar de uma comarca para outra – com natural advento de impactos tanto para a Administração quando para os Administrados, em virtude da redistribuição física de membros em cada localidade –, aquela (remoção interna) remete à possibilidade de um membro modificar as suas atribuições funcionais, mantendo-se na mesma comarca em que já estava lotado. Há, nesta última hipótese, a simples alteração horizontal, sem maiores consequências, portanto, na medida em que haverá permanência na mesma localidade”; (d) “também não se confunde com o instituto da PROMOÇÃO, pois a REMOÇÃO INTERNA não possui o efeito de alterar a entrância do membro ocupante de vaga na mesma comarca, alterando apenas as atribuições por ele ali exercidas (no caso concreto, em anexo, segue certidão que atesta a manutenção do membro que a esta subscreve na entrância já ocupada, não havendo nenhuma mudança em decorrência da remoção interna)”; (e) “existe plano da Administração Superior (real e concreto) de encaminhamento de projeto de lei para Assembleia Legislativa do Estado da Bahia para criação de uma nova 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA Estado da Bahia, que, por maioria de votos, autorizou a remoção interna de uma Promotora de Justiça, em situação semelhante à dos impetrantes, para a 4... Promotoria de Justiça da Comarca de Senhor do Bonfim/BA. Apresentam, em síntese, as seguintes alegações: (a) a nulidade do acórdão impugnado em virtude da violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que foram afetados diretamente por tal decisão, sem que tivessem sido chamados para integrar a relação processual administrativa; (b) a inobservância do disposto no § 2... do art. 124 da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia, segundo o qual “[f]ica facultada a remoção interna para outra Promotoria de Justiça da mesma comarca sempre que um cargo vagar ou novo for criado, não se aplicando a restrição constante do parágrafo anterior”; (c) “a remoção interna não se confunde com a remoção (externa). Enquanto o regramento atinente a esta (remoção externa) se aplica às situações em que um membro tenciona migrar de uma comarca para outra – com natural advento de impactos tanto para a Administração quando para os Administrados, em virtude da redistribuição física de membros em cada localidade –, aquela (remoção interna) remete à possibilidade de um membro modificar as suas atribuições funcionais, mantendo-se na mesma comarca em que já estava lotado. Há, nesta última hipótese, a simples alteração horizontal, sem maiores consequências, portanto, na medida em que haverá permanência na mesma localidade”; (d) “também não se confunde com o instituto da PROMOÇÃO, pois a REMOÇÃO INTERNA não possui o efeito de alterar a entrância do membro ocupante de vaga na mesma comarca, alterando apenas as atribuições por ele ali exercidas (no caso concreto, em anexo, segue certidão que atesta a manutenção do membro que a esta subscreve na entrância já ocupada, não havendo nenhuma mudança em decorrência da remoção interna)”; (e) “existe plano da Administração Superior (real e concreto) de encaminhamento de projeto de lei para Assembleia Legislativa do Estado da Bahia para criação de uma nova 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA Promotoria. Isso está no documento em anexo. Por conseguinte, existia nos Impetrantes a expectativa de Direito de remover para promotorias cujos objetos tinham mais afinidade”. Requerem, ao final, o deferimento de medida liminar, “a fim de assegurar aos impetrantes o direito legal de CONCORRER À REMOÇÃO INTERNA, conforme disposto na Lei Complementar baiana n 11/96, em seu art. 124, § 2..., haja vista o preenchimento de todos os requisitos necessários a sua realização, suspendendo os efeitos da decisão prolatada pelo CNMP no PCA n 1.00674/2018-04”. No mérito, pedem “a concessão da segurança definitiva, assegurando o direito dos impetrantes (Promotores de Justiça de entrância intermediária) de concorrer à remoção interna, mesmo tendo as respectivas Promotorias sido reclassificadas para entrância final, dada a procedência da presente ação” (doc. 1 – fl. 22). Em 13/2/2019, solicitei prévias informações à autoridade impetrada. O Conselho Nacional do Ministério Público, por meio do Ofício n 66/2019/PRESI-CNMP (SEI – 0193493), prestou as informações solicitadas (doc. 89). É o relato do essencial. Nos termos do artigo 5..., inciso LXIX, da Constituição Federal e do artigo 1... da Lei 12.016/2009, o mandado de segurança será concedido para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Com efeito, a impetração do mandado de segurança não pode fundamentar-se em simples conjecturas ou em alegações que dependam de dilação probatória incompatível com o procedimento do mandado de segurança, exigindo-se a pré- constituição das provas em relação às situações fáticas ensejadoras de seu ajuizamento, pois, como ressalta MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, o direito líquido e certo é 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA Promotoria. Isso está no documento em anexo. Por conseguinte, existia nos Impetrantes a expectativa de Direito de remover para promotorias cujos objetos tinham mais afinidade”. Requerem, ao final, o deferimento de medida liminar, “a fim de assegurar aos impetrantes o direito legal de CONCORRER À REMOÇÃO INTERNA, conforme disposto na Lei Complementar baiana n 11/96, em seu art. 124, § 2..., haja vista o preenchimento de todos os requisitos necessários a sua realização, suspendendo os efeitos da decisão prolatada pelo CNMP no PCA n 1.00674/2018-04”. No mérito, pedem “a concessão da segurança definitiva, assegurando o direito dos impetrantes (Promotores de Justiça de entrância intermediária) de concorrer à remoção interna, mesmo tendo as respectivas Promotorias sido reclassificadas para entrância final, dada a procedência da presente ação” (doc. 1 – fl. 22). Em 13/2/2019, solicitei prévias informações à autoridade impetrada. O Conselho Nacional do Ministério Público, por meio do Ofício n 66/2019/PRESI-CNMP (SEI – 0193493), prestou as informações solicitadas (doc. 89). É o relato do essencial. Nos termos do artigo 5..., inciso LXIX, da Constituição Federal e do artigo 1... da Lei 12.016/2009, o mandado de segurança será concedido para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Com efeito, a impetração do mandado de segurança não pode fundamentar-se em simples conjecturas ou em alegações que dependam de dilação probatória incompatível com o procedimento do mandado de segurança, exigindo-se a pré- constituição das provas em relação às situações fáticas ensejadoras de seu ajuizamento, pois, como ressalta MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, o direito líquido e certo é 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA aquele que, à vista dos documentos produzidos, existe e em favor de quem reclama o mandado, sem dúvida razoável (Curso de Direito Constitucional. 27. Ed. São Paulo: Saraiva, 2001, p. 314), corroborado por J. J. OTHON SIDOU, ao afirmar que se o fato é certo, isto é, provável de plano a ilegalidade ou o abuso de poder praticado, aquela e obviamente esse por autoridade pública, há caso para mandado de segurança (Habeas data, mandado de injunção, habeas corpus, mandado de segurança e ação popular. Rio de Janeiro: Forense, 1989, p. 142). Estabelecidas essas premissas, recorde-se que os impetrantes, apesar de não figurarem formalmente no PCA 1.00674/2018-04, impugnam a decisão proferida pelo Conselho Nacional do Ministério Público, sob o argumento de que aquele julgado “teria retirado a possibilidade de remoção interna, legalmente expresso na lei complementar n 11/1996“. Ocorre, porém, que a presente impetração é manifestamente improcedente, pois não se funda em direito líquido e certo, que, como conceituam a doutrina e a jurisprudência, é aquele que resulta de fato certo, ou seja, aquele capaz de ser comprovado, de plano, por documentação inequívoca, uma vez que a caracterização de imprecisão e incerteza recai sobre os fatos que necessitam de comprovação. No caso, a impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença. Isso porque, segundo afirmam os impetrantes, “TODAS as Promotorias da Comarca de Valença estão preenchidas” e “existe plano de ação da Administração Superior (real e concreto) de encaminhamento de projeto de lei para Assembleia Legislativa do Estado da Bahia para criação de uma nova Promotoria”. Essa conclusão é reforçada, ainda, pela ausência de documentos que comprovem o indeferimento de pedidos de remoção interna ou, ao menos, que tenham sido formulados tais 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA aquele que, à vista dos documentos produzidos, existe e em favor de quem reclama o mandado, sem dúvida razoável (Curso de Direito Constitucional. 27. Ed. São Paulo: Saraiva, 2001, p. 314), corroborado por J. J. OTHON SIDOU, ao afirmar que se o fato é certo, isto é, provável de plano a ilegalidade ou o abuso de poder praticado, aquela e obviamente esse por autoridade pública, há caso para mandado de segurança (Habeas data, mandado de injunção, habeas corpus, mandado de segurança e ação popular. Rio de Janeiro: Forense, 1989, p. 142). Estabelecidas essas premissas, recorde-se que os impetrantes, apesar de não figurarem formalmente no PCA 1.00674/2018-04, impugnam a decisão proferida pelo Conselho Nacional do Ministério Público, sob o argumento de que aquele julgado “teria retirado a possibilidade de remoção interna, legalmente expresso na lei complementar n 11/1996“. Ocorre, porém, que a presente impetração é manifestamente improcedente, pois não se funda em direito líquido e certo, que, como conceituam a doutrina e a jurisprudência, é aquele que resulta de fato certo, ou seja, aquele capaz de ser comprovado, de plano, por documentação inequívoca, uma vez que a caracterização de imprecisão e incerteza recai sobre os fatos que necessitam de comprovação. No caso, a impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença. Isso porque, segundo afirmam os impetrantes, “TODAS as Promotorias da Comarca de Valença estão preenchidas” e “existe plano de ação da Administração Superior (real e concreto) de encaminhamento de projeto de lei para Assembleia Legislativa do Estado da Bahia para criação de uma nova Promotoria”. Essa conclusão é reforçada, ainda, pela ausência de documentos que comprovem o indeferimento de pedidos de remoção interna ou, ao menos, que tenham sido formulados tais 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA pedidos pelos impetrantes. Daí, porque inexiste sequer a iminência de lesão ao suposto direito aqui defendido. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, uma vez que em momento algum foram os impetrantes afetados pela decisão proferida no PCA em questão, não havendo, portanto, razão para serem chamados a integrar a relação processual administrativa. A simples notícia acerca da possibilidade de encaminhamento de um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia visando à criação de uma nova Promotoria na comarca em que atuam não os autoriza a ingressar, automaticamente, no referido procedimento administrativo (MS 28.375, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe de 9/5/2014). Idêntica orientação foi adotada, no caso concreto, pelo CNMP, conforme se verifica do seguinte trecho dos esclarecimentos prestados por aquele órgão (doc. 89 – fls. 11/12): Por outro lado, não deve ser acolhido o argumento aventado na inicial do mandamus segundo o qual teria havido ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa em razão de Promotores de Justiça que foram afetados pelo entendimento fixado por este Conselho Nacional não haverem participado do Procedimento de Controle Administrativo. Deve-se considerar que apenas a remoção da Promotora de Justiça Daniele Cochrane Santiago Dantas Cordeiro foi concretamente impugnada naquele feito e, em relação a ela, o contraditório foi devidamente observado, consoante já demonstrado. Ressalve-se, nessa contextura, que a validade do ato de remoção daquela agente ministerial foi mantida, tendo em vista que o acórdão fez expressa ressalva de que a tese somente seria observada de forma prospectiva. Em relação às futuras remoções internas em 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA pedidos pelos impetrantes. Daí, porque inexiste sequer a iminência de lesão ao suposto direito aqui defendido. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, uma vez que em momento algum foram os impetrantes afetados pela decisão proferida no PCA em questão, não havendo, portanto, razão para serem chamados a integrar a relação processual administrativa. A simples notícia acerca da possibilidade de encaminhamento de um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia visando à criação de uma nova Promotoria na comarca em que atuam não os autoriza a ingressar, automaticamente, no referido procedimento administrativo (MS 28.375, Rel. Min. ROSA WEBER, Pleno, DJe de 9/5/2014). Idêntica orientação foi adotada, no caso concreto, pelo CNMP, conforme se verifica do seguinte trecho dos esclarecimentos prestados por aquele órgão (doc. 89 – fls. 11/12): Por outro lado, não deve ser acolhido o argumento aventado na inicial do mandamus segundo o qual teria havido ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa em razão de Promotores de Justiça que foram afetados pelo entendimento fixado por este Conselho Nacional não haverem participado do Procedimento de Controle Administrativo. Deve-se considerar que apenas a remoção da Promotora de Justiça Daniele Cochrane Santiago Dantas Cordeiro foi concretamente impugnada naquele feito e, em relação a ela, o contraditório foi devidamente observado, consoante já demonstrado. Ressalve-se, nessa contextura, que a validade do ato de remoção daquela agente ministerial foi mantida, tendo em vista que o acórdão fez expressa ressalva de que a tese somente seria observada de forma prospectiva. Em relação às futuras remoções internas em 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA Promotorias de Justiça que tiveram a entrância elevada que não serão realizadas em decorrência do entendimento estabelecido por esta Corte Administrativa, trata-se de efeito meramente reflexo da atividade de controle, o qual não possui o condão de impor a participação de todos os eventuais afetados na relação processual. Com efeito, a prevalecer a posição sustentada pelos impetrantes impetrantes, em situações que envolvam a interpretação do regime jurídico da carreira, seria impositivo a participação de grande número de indivíduos, o que, decerto, comprometeria a tramitação processual e, em última análise, o exercício da competência de controle outorgada a este Conselho Nacional do Ministério Público pela Constituição da República. Tem-se, então, que a determinação do Conselho Nacional do Ministério Público – especificamente, na parte em que exarou orientação “ao Ministério Público do Estado da Bahia no sentido de se abster de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior (...)” – não resultou da análise individualizada da situação funcional de cada um dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o caráter genérico e abstrato do acórdão proferido no PCA 1.00674/2018 do CNMP, a seguir reproduzido (doc. 75): PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. AGENTES PÚBLICOS. REMOÇÃO INTERNA. NECESSIDADE DE QUE OS ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO E OS RESPECTIVOS CARGOS SEJAM DE IGUAL ENTRÂNCIA. VÍCIO DE LEGALIDADE CONSTATADO. MANUTENÇÃO DOS ATOS PRATICADOS COM BASE NO ENTENDIMENTO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA Promotorias de Justiça que tiveram a entrância elevada que não serão realizadas em decorrência do entendimento estabelecido por esta Corte Administrativa, trata-se de efeito meramente reflexo da atividade de controle, o qual não possui o condão de impor a participação de todos os eventuais afetados na relação processual. Com efeito, a prevalecer a posição sustentada pelos impetrantes impetrantes, em situações que envolvam a interpretação do regime jurídico da carreira, seria impositivo a participação de grande número de indivíduos, o que, decerto, comprometeria a tramitação processual e, em última análise, o exercício da competência de controle outorgada a este Conselho Nacional do Ministério Público pela Constituição da República. Tem-se, então, que a determinação do Conselho Nacional do Ministério Público – especificamente, na parte em que exarou orientação “ao Ministério Público do Estado da Bahia no sentido de se abster de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior (...)” – não resultou da análise individualizada da situação funcional de cada um dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o caráter genérico e abstrato do acórdão proferido no PCA 1.00674/2018 do CNMP, a seguir reproduzido (doc. 75): PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. AGENTES PÚBLICOS. REMOÇÃO INTERNA. NECESSIDADE DE QUE OS ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO E OS RESPECTIVOS CARGOS SEJAM DE IGUAL ENTRÂNCIA. VÍCIO DE LEGALIDADE CONSTATADO. MANUTENÇÃO DOS ATOS PRATICADOS COM BASE NO ENTENDIMENTO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA ENTÃO ADOTADO PELO PARQUET BAIANO EM RESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA JURÍDICA, PROTEÇÃO DA CONFIANÇA E PROPORCIONALIDADE. PROCEDÊNCIA PARCIAL. I – Trata-se de Procedimento de Controle Administrativo em que se questiona a legalidade da Resolução n 2/2018 do Conselho Superior do Ministério Público do Estado da Bahia, que deferiu a remoção interna de Promotora de Justiça de entrância intermediária, titular da 3... Promotoria de Justiça de Senhor Bonfim para a 4... Promotoria de Justiça de Senhor Bonfim, ambas de entrância final. II – Registre-se, inicialmente, que o órgão de execução titularizado pela interessada era de entrância intermediária até o advento da Lei n 13.800/2017 do Estado da Bahia, publicada em 25/10/2017, que promoveu a elevação das Promotorias da Comarca para a entrância final. III – Todavia, o referido ato não implicou em promoção dos Promotores de Justiça titulares dos órgãos elevados, assegurando apenas que permanecessem na lotação, em respeito ao princípio da inamovibilidade, e preservando a classificação na lista de antiguidade na entrância que ocupavam ao tempo da alteração. IV – O instituto da remoção interna prevista no artigo 124, § 2..., da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia somente é possível quando envolver, simultaneamente, órgãos e cargos de igual entrância, nos termos do artigo 123, caput, daquele diploma legal, não sendo possível nas situações em que a Promotoria de Justiça é elevada, mas o membro ministerial titular mantém a sua classificação na entrância anterior. V – Nada obstante a decisão proferida pelo Conselho Superior local tenha incorrido em violação ao princípio da legalidade, deve-se sopesar que o entendimento já foi aplicado a outros casos e afetou, desde então, as 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA ENTÃO ADOTADO PELO PARQUET BAIANO EM RESPEITO AOS PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA JURÍDICA, PROTEÇÃO DA CONFIANÇA E PROPORCIONALIDADE. PROCEDÊNCIA PARCIAL. I – Trata-se de Procedimento de Controle Administrativo em que se questiona a legalidade da Resolução n 2/2018 do Conselho Superior do Ministério Público do Estado da Bahia, que deferiu a remoção interna de Promotora de Justiça de entrância intermediária, titular da 3... Promotoria de Justiça de Senhor Bonfim para a 4... Promotoria de Justiça de Senhor Bonfim, ambas de entrância final. II – Registre-se, inicialmente, que o órgão de execução titularizado pela interessada era de entrância intermediária até o advento da Lei n 13.800/2017 do Estado da Bahia, publicada em 25/10/2017, que promoveu a elevação das Promotorias da Comarca para a entrância final. III – Todavia, o referido ato não implicou em promoção dos Promotores de Justiça titulares dos órgãos elevados, assegurando apenas que permanecessem na lotação, em respeito ao princípio da inamovibilidade, e preservando a classificação na lista de antiguidade na entrância que ocupavam ao tempo da alteração. IV – O instituto da remoção interna prevista no artigo 124, § 2..., da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia somente é possível quando envolver, simultaneamente, órgãos e cargos de igual entrância, nos termos do artigo 123, caput, daquele diploma legal, não sendo possível nas situações em que a Promotoria de Justiça é elevada, mas o membro ministerial titular mantém a sua classificação na entrância anterior. V – Nada obstante a decisão proferida pelo Conselho Superior local tenha incorrido em violação ao princípio da legalidade, deve-se sopesar que o entendimento já foi aplicado a outros casos e afetou, desde então, as 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA movimentações na carreira no âmbito da instituição requerida, de forma que eventual declaração de nulidade poderia afetar, em cadeia, diversas remoções e comprometer a continuidade do serviço ministerial. VI – Também se observa que o Parquet baiano já havia aplicado o entendimento em precedente do ano de 2014, de forma que os agentes ministeriais removidos estavam de boa-fé, nutriram expectativas legítimas de que o ato administrativo estava em conformidade com a lei e fizeram escolhas profissionais, concernentes à sua lotação, com base nessa convicção. VII – Dessa feita, em respeito aos princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da proporcionalidade, os efeitos da decisão proferida nesta assentada devem ser apenas prospectivos ou pro futuro, mantidos os atos que foram praticados anteriormente. VIII – Procedência parcial do Procedimento de Controle Administrativo, no sentido de determinar que o Ministério Público do Estado da Bahia se abstenha de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior, devendo ser preservadas, no entanto, as remoções internas que foram realizadas, naquelas condições, antes do presente julgamento. Desse modo, uma vez diagnosticado o coeficiente de generalidade e abstração do acórdão impugnado, é inviável o questionamento do ato pela via do mandado de segurança (MS 26.387 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017). O presente Mandado de Segurança trata, portanto, de hipótese em que a situação fática não fez surgir direito inquestionável, como necessário para o deferimento da ordem (MS 21.865/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 1.../12/2006), não sendo, portanto, cabível a concessão da segurança, pois, em lição do saudoso Ministro SÁLVIO DE 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA movimentações na carreira no âmbito da instituição requerida, de forma que eventual declaração de nulidade poderia afetar, em cadeia, diversas remoções e comprometer a continuidade do serviço ministerial. VI – Também se observa que o Parquet baiano já havia aplicado o entendimento em precedente do ano de 2014, de forma que os agentes ministeriais removidos estavam de boa-fé, nutriram expectativas legítimas de que o ato administrativo estava em conformidade com a lei e fizeram escolhas profissionais, concernentes à sua lotação, com base nessa convicção. VII – Dessa feita, em respeito aos princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da proporcionalidade, os efeitos da decisão proferida nesta assentada devem ser apenas prospectivos ou pro futuro, mantidos os atos que foram praticados anteriormente. VIII – Procedência parcial do Procedimento de Controle Administrativo, no sentido de determinar que o Ministério Público do Estado da Bahia se abstenha de deferir novas remoções internas de Promotores de Justiça de entrância inferior para Promotorias de Justiça de entrância superior, devendo ser preservadas, no entanto, as remoções internas que foram realizadas, naquelas condições, antes do presente julgamento. Desse modo, uma vez diagnosticado o coeficiente de generalidade e abstração do acórdão impugnado, é inviável o questionamento do ato pela via do mandado de segurança (MS 26.387 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017). O presente Mandado de Segurança trata, portanto, de hipótese em que a situação fática não fez surgir direito inquestionável, como necessário para o deferimento da ordem (MS 21.865/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJ de 1.../12/2006), não sendo, portanto, cabível a concessão da segurança, pois, em lição do saudoso Ministro SÁLVIO DE 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA FIGUEIREDO TEIXEIRA, o mandado de segurança é instrumento adequado à proteção do direito, desde que presentes os seus pressupostos, notadamente o direito líquido e certo, que ocorre quando a regra jurídica incidente sobre fatos incontestáveis configurar um direito da parte (RMS 10.208/SP, Rel. Min. SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, Superior Tribunal de Justiça, 4... Turma, DJ de 12/4/1999). Sendo inexistente o direito líquido e certo alegado pelos impetrantes e, consequentemente, não havendo qualquer comprovação de ilegalidade flagrante, é, portanto, inviável o presente mandado de segurança, como ressaltado pelo Ministro CELSO DE MELLO: “a noção de direito líquido e certo, para efeito de impetração de mandado de segurança, ajusta-se, em seu específico sentido jurídico, ao conceito de situação que deriva de fato incontestável, vale dizer, de fato passível de comprovação documental imediata e inequívoca” (MS 21.865-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ de 1.../12/2006). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO MANDADO DE SEGURANÇA. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive a oportunidade de enfatizar naquele julgado, a presente impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença/BA. Essa conclusão é reforçada, ainda, pela ausência de documentos que comprovem o indeferimento de pedidos de remoção interna ou, ao menos, que tenham sido formulados tais pedidos pelos impetrantes. Tem-se, então, que a determinação do Conselho Nacional do Ministério Público, exarada no PCA 1.00674/2018, não resultou da análise individualizada da situação funcional de nenhum dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o seu 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA FIGUEIREDO TEIXEIRA, o mandado de segurança é instrumento adequado à proteção do direito, desde que presentes os seus pressupostos, notadamente o direito líquido e certo, que ocorre quando a regra jurídica incidente sobre fatos incontestáveis configurar um direito da parte (RMS 10.208/SP, Rel. Min. SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, Superior Tribunal de Justiça, 4... Turma, DJ de 12/4/1999). Sendo inexistente o direito líquido e certo alegado pelos impetrantes e, consequentemente, não havendo qualquer comprovação de ilegalidade flagrante, é, portanto, inviável o presente mandado de segurança, como ressaltado pelo Ministro CELSO DE MELLO: “a noção de direito líquido e certo, para efeito de impetração de mandado de segurança, ajusta-se, em seu específico sentido jurídico, ao conceito de situação que deriva de fato incontestável, vale dizer, de fato passível de comprovação documental imediata e inequívoca” (MS 21.865-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ de 1.../12/2006). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO MANDADO DE SEGURANÇA. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive a oportunidade de enfatizar naquele julgado, a presente impetração está amparada em mera expectativa de direito, tendo em vista que o direito à remoção interna, tal como defendido na inicial, está subordinado à eventual instalação, em data futura e incerta, de uma nova Promotoria na Comarca de Valença/BA. Essa conclusão é reforçada, ainda, pela ausência de documentos que comprovem o indeferimento de pedidos de remoção interna ou, ao menos, que tenham sido formulados tais pedidos pelos impetrantes. Tem-se, então, que a determinação do Conselho Nacional do Ministério Público, exarada no PCA 1.00674/2018, não resultou da análise individualizada da situação funcional de nenhum dos impetrantes, o que demonstra, quanto à esfera jurídica desses mesmos impetrantes, o seu 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 36266 AGR / BA caráter genérico e abstrato. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, não havendo, portanto, razão para serem os impetrantes chamados a integrar a relação processual administrativa. A simples notícia acerca da possibilidade de encaminhamento de um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia visando à criação de uma nova Promotoria na comarca em que atuam não os autoriza a ingressar, automaticamente, no referido procedimento administrativo. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (art. 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Supremo Tribunal Federal MS 36266 AGR / BA caráter genérico e abstrato. Por esse mesmo motivo, não há falar em violação aos postulados do contraditório e ampla defesa, não havendo, portanto, razão para serem os impetrantes chamados a integrar a relação processual administrativa. A simples notícia acerca da possibilidade de encaminhamento de um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia visando à criação de uma nova Promotoria na comarca em que atuam não os autoriza a ingressar, automaticamente, no referido procedimento administrativo. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (art. 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2CCA-5ADB-CF39-D95D e senha B546-9F13-B2CF-99F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) : FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) : LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) : CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) : LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) : MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA (25783/BA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A22A-E652-5BD6-7C1F e senha A29C-81F3-BC85-0AA7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.266 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA AGTE.(S) : FELIPE OTAVIANO RANAURO AGTE.(S) : LIVIA SAMPAIO PEREIRA AGTE.(S) : CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS AGTE.(S) : LIVIA LUZ FARIAS ADV.(A/S) : MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA (25783/BA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A22A-E652-5BD6-7C1F e senha A29C-81F3-BC85-0AA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 36 . 266", "MS 36266 AGR /", "MS 36266 AGR / BA", "MS 36266 AGR / BA", "MANDADO DE SEGURANÇA 36 . 266", "MS 36266 AGR", "MS 36266 AGR", "PCA n 1 . 00674 / 2018 - 04 ”", "MS", "PCA n 1 . 00674 / 2018", "MS 36266 AGR / BA", "MS 36266 AGR / BA", "MS 28 . 375", "MS 36266 AGR / BA", "MS 28 . 375", "MS 36266 AGR / BA", "PCA 1 . 00674 / 2018", "PCA 1 . 00674 / 2018", "MS 36266 AGR", "MS 36266 AGR / BA", "MS 36266 AGR / BA", "MS 26 . 387 AgR", "MS 21 . 865 / RJ", "MS 36266 AGR / BA", "MS 26 . 387 AgR", "MS 21 . 865 / RJ", "MS 36266 AGR / BA", "RMS 10 . 208 / SP", "MS 21 . 865 - 7", "MS 36266 AGR / BA", "RMS 10 . 208 / SP", "MS 21 . 865 - 7", "MS 36266 AGR / BA", "MS 36266", "MANDADO DE SEGURANÇA 36 . 266" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI", "Lei do Mandado de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI", "Lei do Mandado de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual do Estado da Bahia n 13 . 800", "art . 5 . . . , inc . LV da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual do Estado da Bahia n 13 . 800", "art . 5 . . . , inc . LV da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 124 da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar baiana", "artigo 5 . . . , inciso LXIX , da Constituição Federal", "artigo 1 . . . da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar baiana n 11 / 96", "artigo 5 . . . , inciso LXIX , da Constituição Federal", "artigo 1 . . . da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "lei complementar n 11 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "lei complementar n 11 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 2 / 2018", "Lei n 13 . 800 / 2017 do Estado da Bahia", "artigo 124 , § 2 . . . , da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 2 / 2018 do", "Lei n 13 . 800 / 2017 do", "Estado da Bahia", "artigo 124 , § 2 . . . , da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia", "artigo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "Comarca de Valença / BA", "Brasília", 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".", ".", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "4", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Assembleia Legislativa do Estado da Bahia", "Supremo Tribunal Federal", "Assembleia Legislativa do Estado da Bahia", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA", "FELIPE OTAVIANO RANAURO", "LIVIA SAMPAIO PEREIRA", "CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS", "LIVIA LUZ FARIAS", "MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA", "FELIPE OTAVIANO RANAURO", "LIVIA SAMPAIO PEREIRA", "CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS", "LIVIA LUZ FARIAS", "MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA", "FELIPE OTAVIANO RANAURO", "LIVIA SAMPAIO PEREIRA", "CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS", "LIVIA LUZ FARIAS", "MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "J", ".", "J . OTHON SIDOU", "J", ".", "J", ". OTHON SIDOU", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROSA WEBER", "Daniele Cochrane Santiago Dantas Cordeiro", "ROSA WEBER", "Daniele Cochrane Santiago Dantas Cordeiro", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "SÁLVIO DE 8", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "SÁLVIO DE 8", "ALEXANDRE DE MORAES", "FIGUEIREDO TEIXEIRA", "SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FIGUEIREDO TEIXEIRA", "SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA", "FELIPE OTAVIANO RANAURO", "LIVIA SAMPAIO PEREIRA", "CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS", "LIVIA LUZ FARIAS", "MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "FERNANDA CAROLINA GOMES PATARO DE QUEIROZ CUNHA", "FELIPE OTAVIANO RANAURO", "LIVIA SAMPAIO PEREIRA", "CLAUDIA DIDIER DE MORAIS PEREIRA SANTOS", "LIVIA LUZ FARIAS", "MARCELO CAETANO OLIVEIRA DA CUNHA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "25 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "25 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", "1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", "1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "5", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "5", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "10", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "10", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "19", "/", "12", "/", "2017", "1", ".", ".", ".", "/", "12", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "19", "/", "12", "/", "2017", "1", ".", ".", ".", "/", "12", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "4", "/", "1999", "1", ".", ".", ".", "/", "12", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "4", "/", "1999", "1", ".", ".", ".", "/", "12", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) :VINICIUS VICENTIN CACCAVALI EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. NÃO INCLUSÃO DO ICMS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 195, I, “B”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, sobretudo no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24F9-F8EF-7C5E-125E e senha A3E7-6D55-1FD7-47F9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1198899 AGR / ES Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 21 a 27 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24F9-F8EF-7C5E-125E e senha A3E7-6D55-1FD7-47F9 Supremo Tribunal Federal ARE 1198899 AGR / ES Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 21 a 27 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24F9-F8EF-7C5E-125E e senha A3E7-6D55-1FD7-47F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) :VINICIUS VICENTIN CACCAVALI RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 195, I, “b”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. NÃO INCLUSÃO DO ICMS. PRECEDENTE DO STF EM REPERCUSSÃO GERAL. 1. Trata-se de recurso de apelação interposto pela Fazenda Nacional em face da sentença que declarou o direito da autora de apurar e recolher o PIS e a COFINS sem a inclusão do ICMS na base de cálculo dessas contribuições. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 15 de março de 2017 (por maioria de votos) decidiu no julgamento do RE nº 574.706 que o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não integra a base de cálculo das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), em julgamento proferido em Repercussão Geral, de modo que se faz necessário se alinhar ao novel entendimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B266-DDA8-B835-CD32 e senha D57B-9E55-08DC-9B2D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) :VINICIUS VICENTIN CACCAVALI RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 195, I, “b”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. NÃO INCLUSÃO DO ICMS. PRECEDENTE DO STF EM REPERCUSSÃO GERAL. 1. Trata-se de recurso de apelação interposto pela Fazenda Nacional em face da sentença que declarou o direito da autora de apurar e recolher o PIS e a COFINS sem a inclusão do ICMS na base de cálculo dessas contribuições. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 15 de março de 2017 (por maioria de votos) decidiu no julgamento do RE nº 574.706 que o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não integra a base de cálculo das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), em julgamento proferido em Repercussão Geral, de modo que se faz necessário se alinhar ao novel entendimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B266-DDA8-B835-CD32 e senha D57B-9E55-08DC-9B2D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1198899 AGR / ES do Excelso Pretório, sobretudo pelo fato de ter sido exarado em julgamento representativo de controvérsia, de observância obrigatória. 3. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B266-DDA8-B835-CD32 e senha D57B-9E55-08DC-9B2D Supremo Tribunal Federal ARE 1198899 AGR / ES do Excelso Pretório, sobretudo pelo fato de ter sido exarado em julgamento representativo de controvérsia, de observância obrigatória. 3. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B266-DDA8-B835-CD32 e senha D57B-9E55-08DC-9B2D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2º, inc. I, da Constituição da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3º, § 2º, inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2º, inc. I, da Constituição da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3º, § 2º, inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1198899 AGR / ES excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS.” (RE 574706, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, julgado em 15.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-223 DIVULG 29.9.2017 PUBLIC 02.10.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO INSTITUÍDA PELA LEI Nº 12.546/2011. BASE DE CÁLCULO. ICMS. EXCLUSÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 195, I, B, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (RE 1170702 AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, julgado em 22.02.2019, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-047 DIVULG 08.3.2019 PUBLIC 11.3.2019) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Supremo Tribunal Federal ARE 1198899 AGR / ES excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS.” (RE 574706, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, julgado em 15.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-223 DIVULG 29.9.2017 PUBLIC 02.10.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO INSTITUÍDA PELA LEI Nº 12.546/2011. BASE DE CÁLCULO. ICMS. EXCLUSÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 195, I, B, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (RE 1170702 AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, julgado em 22.02.2019, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-047 DIVULG 08.3.2019 PUBLIC 11.3.2019) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1198899 AGR / ES INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONSTITUCIONALIDADE. ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS E COFINS. EXCLUSÃO. TEMA 69 DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 2. No julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 3. O STF, no exame do RE 574.706 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 69), firmou entendimento no sentido de que o ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins. 4. Agravo Interno a que se nega provimento.” (RE 883399 AgR, Relator(a): Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, julgado em 17.9.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-205 DIVULG 26.9.2018 PUBLIC 27.9.2018) “COFINS E PIS BASE DE CÁLCULO ICMS EXCLUSÃO. O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e a Prestação de Serviços ICMS não compõe a base de incidência do PIS e da COFINS. Precedentes: recurso extraordinário 240.785/MG, relator ministro Marco Aurélio, Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 8 de outubro de 2014 e recurso extraordinário nº 574.706/PR, julgado sob o ângulo da repercussão geral, relatora ministra Cármen Lúcia, Pleno, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 2 de outubro de 2017. REPERCUSSÃO GERAL ACÓRDÃO PUBLICAÇÃO EFEITOS ARTIGO 1.040 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Supremo Tribunal Federal ARE 1198899 AGR / ES INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. CONSTITUCIONALIDADE. ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS E COFINS. EXCLUSÃO. TEMA 69 DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 2. No julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 3. O STF, no exame do RE 574.706 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 69), firmou entendimento no sentido de que o ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins. 4. Agravo Interno a que se nega provimento.” (RE 883399 AgR, Relator(a): Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, julgado em 17.9.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-205 DIVULG 26.9.2018 PUBLIC 27.9.2018) “COFINS E PIS BASE DE CÁLCULO ICMS EXCLUSÃO. O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e a Prestação de Serviços ICMS não compõe a base de incidência do PIS e da COFINS. Precedentes: recurso extraordinário 240.785/MG, relator ministro Marco Aurélio, Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 8 de outubro de 2014 e recurso extraordinário nº 574.706/PR, julgado sob o ângulo da repercussão geral, relatora ministra Cármen Lúcia, Pleno, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 2 de outubro de 2017. REPERCUSSÃO GERAL ACÓRDÃO PUBLICAÇÃO EFEITOS ARTIGO 1.040 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1198899 AGR / ES sistemática prevista no artigo 1.040 do Código de Processo Civil sinaliza, a partir da publicação do acórdão paradigma, a observância do entendimento do Plenário, formalizado sob o ângulo da repercussão geral.” (AI 523706 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 10.4.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-109 DIVULG 01.6.2018 PUBLIC 04.6.2018) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: ”Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Supremo Tribunal Federal ARE 1198899 AGR / ES sistemática prevista no artigo 1.040 do Código de Processo Civil sinaliza, a partir da publicação do acórdão paradigma, a observância do entendimento do Plenário, formalizado sob o ângulo da repercussão geral.” (AI 523706 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 10.4.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-109 DIVULG 01.6.2018 PUBLIC 04.6.2018) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: ”Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) : VINICIUS VICENTIN CACCAVALI (330079/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E7B-61DC-BD87-A3BC e senha C25A-5DEC-19D1-B46F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) : VINICIUS VICENTIN CACCAVALI (330079/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E7B-61DC-BD87-A3BC e senha C25A-5DEC-19D1-B46F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750432935
2019-06-28T00:00:00
2019-08-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. NÃO INCLUSÃO DO ICMS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 195, I, “B”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, sobretudo no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur407769
- Acórdão(s) citado(s): (ICMS, BASE DE CÁLUCLO, PIS, COFINS) RE 574706 (TP), AI 523706 AgR (1ªT), RE 883399 AgR (1ªT), RE 1170702 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 21/08/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1198899
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1198899 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) : VINICIUS VICENTIN CACCAVALI
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) :VINICIUS VICENTIN CACCAVALI EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. NÃO INCLUSÃO DO ICMS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 195, I, “B”, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, sobretudo no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24F9-F8EF-7C5E-125E e senha A3E7-6D55-1FD7-47F9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1198899 AGR / ES Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 21 a 27 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24F9-F8EF-7C5E-125E e senha A3E7-6D55-1FD7-47F9 Supremo Tribunal Federal ARE 1198899 AGR / ES Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 21 a 27 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24F9-F8EF-7C5E-125E e senha A3E7-6D55-1FD7-47F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) :VINICIUS VICENTIN CACCAVALI RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 195, I, “b”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. NÃO INCLUSÃO DO ICMS. PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal EM REPERCUSSÃO GERAL. 1. Trata-se de recurso de apelação interposto pela Fazenda Nacional em face da sentença que declarou o direito da autora de apurar e recolher o PIS e a COFINS sem a inclusão do ICMS na base de cálculo dessas contribuições. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 15 de março de 2017 (por maioria de votos) decidiu no julgamento do Recurso Extraordinário n 574.706 que o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não integra a base de cálculo das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), em julgamento proferido em Repercussão Geral, de modo que se faz necessário se alinhar ao novel entendimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B266-DDA8-B835-CD32 e senha D57B-9E55-08DC-9B2D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) :VINICIUS VICENTIN CACCAVALI RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 195, I, “b”, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. BASE DE CÁLCULO. NÃO INCLUSÃO DO ICMS. PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal EM REPERCUSSÃO GERAL. 1. Trata-se de recurso de apelação interposto pela Fazenda Nacional em face da sentença que declarou o direito da autora de apurar e recolher o PIS e a COFINS sem a inclusão do ICMS na base de cálculo dessas contribuições. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 15 de março de 2017 (por maioria de votos) decidiu no julgamento do Recurso Extraordinário n 574.706 que o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não integra a base de cálculo das contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), em julgamento proferido em Repercussão Geral, de modo que se faz necessário se alinhar ao novel entendimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B266-DDA8-B835-CD32 e senha D57B-9E55-08DC-9B2D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1198899 AGR / ES do Excelso Pretório, sobretudo pelo fato de ter sido exarado em julgamento representativo de controvérsia, de observância obrigatória. 3. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B266-DDA8-B835-CD32 e senha D57B-9E55-08DC-9B2D Supremo Tribunal Federal ARE 1198899 AGR / ES do Excelso Pretório, sobretudo pelo fato de ter sido exarado em julgamento representativo de controvérsia, de observância obrigatória. 3. Recurso desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B266-DDA8-B835-CD32 e senha D57B-9E55-08DC-9B2D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2..., inc. I, da Constituição da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3..., § 2..., inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 ESPÍRITO SANTO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL. EXCLUSÃO DO ICMS NA BASE DE CÁLCULO DO PIS E COFINS. DEFINIÇÃO DE FATURAMENTO. APURAÇÃO ESCRITURAL DO ICMS E REGIME DE NÃO CUMULATIVIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS. 2. A análise jurídica do princípio da não cumulatividade aplicado ao ICMS há de atentar ao disposto no art. 155, § 2..., inc. I, da Constituição da República, cumprindo-se o princípio da não cumulatividade a cada operação. 3. O regime da não cumulatividade impõe concluir, conquanto se tenha a escrituração da parcela ainda a se compensar do ICMS, não se incluir todo ele na definição de faturamento aproveitado por este Supremo Tribunal Federal. O ICMS não compõe a base de cálculo para incidência do PIS e da COFINS. 3. Se o art. 3..., § 2..., inc. I, in fine, da Lei n. 9.718/1998 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1198899 AGR / ES excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS.” (Recurso Extraordinário 574706, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, julgado em 15.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-223 DIVULG 29.9.2017 PUBLIC 02.10.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO INSTITUÍDA PELA LEI n 12.546/2011. BASE DE CÁLCULO. ICMS. EXCLUSÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 195, I, B, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 1170702 AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, julgado em 22.02.2019, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-047 DIVULG 08.3.2019 PUBLIC 11.3.2019) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Supremo Tribunal Federal ARE 1198899 AGR / ES excluiu da base de cálculo daquelas contribuições sociais o ICMS transferido integralmente para os Estados, deve ser enfatizado que não há como se excluir a transferência parcial decorrente do regime de não cumulatividade em determinado momento da dinâmica das operações. 4. Recurso provido para excluir o ICMS da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS.” (Recurso Extraordinário 574706, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, julgado em 15.3.2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-223 DIVULG 29.9.2017 PUBLIC 02.10.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO INSTITUÍDA PELA LEI n 12.546/2011. BASE DE CÁLCULO. ICMS. EXCLUSÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 195, I, B, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 1170702 AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, julgado em 22.02.2019, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-047 DIVULG 08.3.2019 PUBLIC 11.3.2019) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1198899 AGR / ES INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONSTITUCIONALIDADE. ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS E COFINS. EXCLUSÃO. TEMA 69 DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 2. No julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 3. O Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário 574.706 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 69), firmou entendimento no sentido de que o ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins. 4. Agravo Interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 883399 AgR, Relator(a): Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, julgado em 17.9.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-205 DIVULG 26.9.2018 PUBLIC 27.9.2018) “COFINS E PIS BASE DE CÁLCULO ICMS EXCLUSÃO. O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e a Prestação de Serviços ICMS não compõe a base de incidência do PIS e da COFINS. Precedentes: recurso extraordinário 240.785/MG, relator ministro Marco Aurélio, Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 8 de outubro de 2014 e recurso extraordinário n 574.706/PR, julgado sob o ângulo da repercussão geral, relatora ministra Cármen Lúcia, Pleno, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 2 de outubro de 2017. REPERCUSSÃO GERAL ACÓRDÃO PUBLICAÇÃO EFEITOS ARTIGO 1.040 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Supremo Tribunal Federal ARE 1198899 AGR / ES INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CONSTITUCIONALIDADE. ICMS. BASE DE CÁLCULO. PIS E COFINS. EXCLUSÃO. TEMA 69 DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 2. No julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 3. O Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário 574.706 (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 69), firmou entendimento no sentido de que o ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins. 4. Agravo Interno a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 883399 AgR, Relator(a): Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, julgado em 17.9.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-205 DIVULG 26.9.2018 PUBLIC 27.9.2018) “COFINS E PIS BASE DE CÁLCULO ICMS EXCLUSÃO. O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e a Prestação de Serviços ICMS não compõe a base de incidência do PIS e da COFINS. Precedentes: recurso extraordinário 240.785/MG, relator ministro Marco Aurélio, Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 8 de outubro de 2014 e recurso extraordinário n 574.706/PR, julgado sob o ângulo da repercussão geral, relatora ministra Cármen Lúcia, Pleno, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 2 de outubro de 2017. REPERCUSSÃO GERAL ACÓRDÃO PUBLICAÇÃO EFEITOS ARTIGO 1.040 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1198899 AGR / ES sistemática prevista no artigo 1.040 do Código de Processo Civil sinaliza, a partir da publicação do acórdão paradigma, a observância do entendimento do Plenário, formalizado sob o ângulo da repercussão geral.” (AI 523706 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 10.4.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-109 DIVULG 01.6.2018 PUBLIC 04.6.2018) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: ”Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Supremo Tribunal Federal ARE 1198899 AGR / ES sistemática prevista no artigo 1.040 do Código de Processo Civil sinaliza, a partir da publicação do acórdão paradigma, a observância do entendimento do Plenário, formalizado sob o ângulo da repercussão geral.” (AI 523706 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, julgado em 10.4.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-109 DIVULG 01.6.2018 PUBLIC 04.6.2018) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: ”Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 274B-7051-C901-7A01 e senha 1853-F090-3341-DBD3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) : VINICIUS VICENTIN CACCAVALI (330079/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E7B-61DC-BD87-A3BC e senha C25A-5DEC-19D1-B46F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.899 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA. ADV.(A/S) : VINICIUS VICENTIN CACCAVALI (330079/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3E7B-61DC-BD87-A3BC e senha C25A-5DEC-19D1-B46F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 198 . 899", "Recurso Extraordinário n 574 . 706", "Recurso Extraordinário n 574 . 706", "Recurso Extraordinário 574706", "Recurso Extraordinário 1170702 AgR", "Recurso Extraordinário 574706", "Recurso Extraordinário 1170702 AgR", "SÚMULAS 282", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "Recurso Extraordinário 883399 AgR", "recurso extraordinário 240 . 785 / MG", "recurso extraordinário n 574 . 706 / PR", "ARE 1198899 AGR /", "SÚMULAS 282", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "Recurso Extraordinário 883399 AgR", "recurso extraordinário 240 . 785 / MG", "recurso extraordinário n 574 . 706 / PR", "AI 523706 AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 523706 AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 195 , I , “ B ” , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 195 , I , “ b ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 195 , I , “ b ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , inc . I , da Constituição da República", "art . 3 . . . , § 2 . . . , inc . I , in fine , da Lei n . 9 . 718 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 155 , § 2 . . . , inc . I , da Constituição da República", "art . 3 . . . , § 2 . . . , inc . I , in fine , da", "Lei n . 9 . 718 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 12 . 546 / 2011", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 195 , I , B , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 12 . 546 / 2011", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 195 , I , B , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "ARTIGO 1 . 040 DO CÓDIGO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "ARTIGO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 040 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 040 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA .", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA .", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Nacional", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA NACIONAL", "NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA .", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Nacional", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Excelso", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "ES", "Excelso Pretório", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Pleno", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA .", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "NB BRASIL COMERCIO DE CALCADOS LTDA .", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "VINICIUS VICENTIN CACCAVALI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "VINICIUS VICENTIN CACCAVALI", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "VINICIUS VICENTIN CACCAVALI", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER ARE", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER ARE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "VINICIUS VICENTIN CACCAVALI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "VINICIUS VICENTIN CACCAVALI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "15 de março de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "15 de março de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2017", "29", ".", "9", ".", "2017", "02", ".", "10", ".", "2017", "22", ".", "02", ".", "2019", "08", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2017", "29", ".", "9", ".", "2017", "02", ".", "10", ".", "2017", "22", ".", "02", ".", "2019", "08", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "9", ".", "2018", "26", ".", "9", ".", "2018", "27", ".", "9", ".", "2018", "8 de outubro de 2014", "2 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "9", ".", "2018", "26", ".", "9", ".", "2018", "27", ".", "9", ".", "2018", "8 de outubro de 2014", "2 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "4", ".", "2018", "01", ".", "6", ".", "2018", "04", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "4", ".", "2018", "01", ".", "6", ".", "2018", "04", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) :GLADIMIR CHIELE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) :MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) :CHARLES LEONEL BAKALARCZYK EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Licença-prêmio convertida em pecúnia. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 26/4 a 3/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8A4-5A17-E051-6ADB e senha 8DEE-EBED-0AB2-C4F7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1184306 AGR / RS termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 6 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8A4-5A17-E051-6ADB e senha 8DEE-EBED-0AB2-C4F7 Supremo Tribunal Federal ARE 1184306 AGR / RS termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 6 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8A4-5A17-E051-6ADB e senha 8DEE-EBED-0AB2-C4F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) :GLADIMIR CHIELE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) :MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) :CHARLES LEONEL BAKALARCZYK RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas nºs 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFC4-155C-D653-B382 e senha FD12-0A02-5C29-BE20 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) :GLADIMIR CHIELE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) :MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) :CHARLES LEONEL BAKALARCZYK RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas nºs 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFC4-155C-D653-B382 e senha FD12-0A02-5C29-BE20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONVERSÃO EM PECÚNIA DA LICENÇA PRÊMIO NÃO GOZADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa indireta à Constituição Federal. III - É inadmissível o recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONVERSÃO EM PECÚNIA DA LICENÇA PRÊMIO NÃO GOZADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa indireta à Constituição Federal. III - É inadmissível o recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1184306 AGR / RS extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de legislação infraconstitucional local que fundamenta o acórdão recorrido. Incidência da Súmula 280/STF. IV - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4°, do CPC)” (ARE 1149238 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/18) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E À AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. INEXISTÊNCIA. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEI FRENTE AO CASO CONCRETO PELA INSTÂNCIA DE ORIGEM. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. LICENÇA PRÊMIO. CONVERSÃO EM PECÚNIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Supremo Tribunal Federal ARE 1184306 AGR / RS extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de legislação infraconstitucional local que fundamenta o acórdão recorrido. Incidência da Súmula 280/STF. IV - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4°, do CPC)” (ARE 1149238 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/18) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E À AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. INEXISTÊNCIA. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEI FRENTE AO CASO CONCRETO PELA INSTÂNCIA DE ORIGEM. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO STF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. LICENÇA PRÊMIO. CONVERSÃO EM PECÚNIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1184306 AGR / RS tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371- RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O Tribunal de origem apenas interpretou e aplicou a legislação ordinária pertinente de acordo com o caso concreto, não havendo infração ao art. 97 da CF ou à Súmula Vinculante 10. 5. "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida" (Súmula 636/STF). 6. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF ( Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário ). 7. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11)” (ARE 1056796 AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 12/6/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Termo inicial. Prazo prescricional. Conversão de licença-prêmio em pecúnia. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 4. Alegação de negativa de prestação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Supremo Tribunal Federal ARE 1184306 AGR / RS tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371- RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O Tribunal de origem apenas interpretou e aplicou a legislação ordinária pertinente de acordo com o caso concreto, não havendo infração ao art. 97 da CF ou à Súmula Vinculante 10. 5. "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida" (Súmula 636/STF). 6. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/STF ( Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário ). 7. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11)” (ARE 1056796 AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 12/6/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Termo inicial. Prazo prescricional. Conversão de licença-prêmio em pecúnia. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 4. Alegação de negativa de prestação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1184306 AGR / RS jurisdicional. Tema 339 da repercussão geral. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1013782 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 4/8/17) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Supremo Tribunal Federal ARE 1184306 AGR / RS jurisdicional. Tema 339 da repercussão geral. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1013782 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 4/8/17) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) : GLADIMIR CHIELE (41290/RS) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) : MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) : CHARLES LEONEL BAKALARCZYK (56207/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2800-822F-0A71-E1DB e senha CF83-8BF1-223A-39F8 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) : GLADIMIR CHIELE (41290/RS) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) : MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) : CHARLES LEONEL BAKALARCZYK (56207/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2800-822F-0A71-E1DB e senha CF83-8BF1-223A-39F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749971399
2019-05-06T00:00:00
2019-05-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Licença-prêmio convertida em pecúnia. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur404656
- Acórdão(s) citado(s): (LICENÇA-PRÊMIO, CONVERSÃO EM PECÚNIA, REEXAME, FATO, PROVA, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRANCONTITUCIONAL) ARE 1013782 AgR (2ªT), ARE 1056796 AgR (1ªT), ARE 1149238 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 25/06/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1184306
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1184306 AgR
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AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) : GLADIMIR CHIELE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) : MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) : CHARLES LEONEL BAKALARCZYK
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) :GLADIMIR CHIELE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) :MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) :CHARLES LEONEL BAKALARCZYK EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Licença-prêmio convertida em pecúnia. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 26/4 a 3/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8A4-5A17-E051-6ADB e senha 8DEE-EBED-0AB2-C4F7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1184306 AGR / RS termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 6 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8A4-5A17-E051-6ADB e senha 8DEE-EBED-0AB2-C4F7 Supremo Tribunal Federal ARE 1184306 AGR / RS termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 6 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8A4-5A17-E051-6ADB e senha 8DEE-EBED-0AB2-C4F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) :GLADIMIR CHIELE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) :MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) :CHARLES LEONEL BAKALARCZYK RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas ns 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFC4-155C-D653-B382 e senha FD12-0A02-5C29-BE20 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) :GLADIMIR CHIELE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) :MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) :CHARLES LEONEL BAKALARCZYK RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas ns 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EFC4-155C-D653-B382 e senha FD12-0A02-5C29-BE20 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONVERSÃO EM PECÚNIA DA LICENÇA PRÊMIO NÃO GOZADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa indireta à Constituição Federal. III - É inadmissível o recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CONVERSÃO EM PECÚNIA DA LICENÇA PRÊMIO NÃO GOZADA. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa indireta à Constituição Federal. III - É inadmissível o recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1184306 AGR / RS extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de legislação infraconstitucional local que fundamenta o acórdão recorrido. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil)” (ARE 1149238 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/18) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E À AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. INEXISTÊNCIA. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEI FRENTE AO CASO CONCRETO PELA INSTÂNCIA DE ORIGEM. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. LICENÇA PRÊMIO. CONVERSÃO EM PECÚNIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Supremo Tribunal Federal ARE 1184306 AGR / RS extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de legislação infraconstitucional local que fundamenta o acórdão recorrido. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil)” (ARE 1149238 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/18) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E À AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA AO PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO. INEXISTÊNCIA. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEI FRENTE AO CASO CONCRETO PELA INSTÂNCIA DE ORIGEM. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. LICENÇA PRÊMIO. CONVERSÃO EM PECÚNIA. EXAME DE DIREITO LOCAL. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1184306 AGR / RS tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371- RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O Tribunal de origem apenas interpretou e aplicou a legislação ordinária pertinente de acordo com o caso concreto, não havendo infração ao art. 97 da Constituição Federal de 1988 ou à Súmula Vinculante 10. 5. "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida" (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). 6. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal ( Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário ). 7. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)” (ARE 1056796 AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 12/6/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Termo inicial. Prazo prescricional. Conversão de licença-prêmio em pecúnia. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 4. Alegação de negativa de prestação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Supremo Tribunal Federal ARE 1184306 AGR / RS tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371- RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. O Tribunal de origem apenas interpretou e aplicou a legislação ordinária pertinente de acordo com o caso concreto, não havendo infração ao art. 97 da Constituição Federal de 1988 ou à Súmula Vinculante 10. 5. "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida" (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). 6. A solução da controvérsia depende da análise da legislação local, o que é incabível em sede de recurso extraordinário, conforme consubstanciado na Súmula 280/Supremo Tribunal Federal ( Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário ). 7. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)” (ARE 1056796 AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 12/6/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Termo inicial. Prazo prescricional. Conversão de licença-prêmio em pecúnia. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 4. Alegação de negativa de prestação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1184306 AGR / RS jurisdicional. Tema 339 da repercussão geral. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1013782 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 4/8/17) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Supremo Tribunal Federal ARE 1184306 AGR / RS jurisdicional. Tema 339 da repercussão geral. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1013782 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 4/8/17) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2F9-5E4D-05DB-312B e senha D9D7-BE73-E296-0E67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) : GLADIMIR CHIELE (41290/RS) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) : MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) : CHARLES LEONEL BAKALARCZYK (56207/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2800-822F-0A71-E1DB e senha CF83-8BF1-223A-39F8 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.306 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO LUIZ GONZAGA ADV.(A/S) : GLADIMIR CHIELE (41290/RS) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO LUIZ GONZAGA AGDO.(A/S) : MARIA INES ROSEK ADV.(A/S) : CHARLES LEONEL BAKALARCZYK (56207/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2800-822F-0A71-E1DB e senha CF83-8BF1-223A-39F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 184 . 306", "Súmulas ns 279", "ARE", "ARE 1184306 AGR /", "Súmulas ns 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "RECURSO", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1149238 AgR", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1149238 AgR", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1184306 AGR / RS", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula Vinculante 10 . 5", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1056796 AgR", "ARE 1184306 AGR / RS", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmula Vinculante 10 .", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1056796 AgR", "ARE 1184306 AGR / RS", "ARE 1013782 AgR", "ARE 1013782 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) :JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Suposta violação à Súmula Vinculante 11. Não ocorrência. 4. Uso das algemas devidamente justificado. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1129-8F01-8D28-2FA6 e senha 1271-E46D-EA2B-3797 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) :JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, ante a ausência de violação à Súmula Vinculante 11/STF. No presente agravo, o agravante reitera os argumentos pretéritos enfatiza que o uso de algemas durante a sessão plenária do Tribunal do Júri viola os princípios da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana. Para tanto assentou: “O uso não só de algemas, mas de correntes nos tornozelos durante todo o júri, sem sombra de dúvidas, é incompatível com o princípio da presunção de inocência, e fere de morte a garantia constitucional da dignidade da pessoa humana, pois além de degradante, gerou a estigmatização e rotulação de culpado perante os jurados. Assim, o uso de algemas, principalmente em plenário do júri popular onde serão juízes de fato pessoas leigas, deve ser restringido ao máximo e às situações com motivação idônea, calcada em elementos concretos de que há risco à segurança das pessoas e/ou risco de fuga, não se podendo admitir meras presunções infundadas ou achismos”. (eDOC 13, p. 2) Requer a anulação do Júri realizado em 23.11.2018. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento do recurso: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45BC-1055-F371-07DC e senha EFB0-DC0C-379A-6315 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) :JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, ante a ausência de violação à Súmula Vinculante 11/STF. No presente agravo, o agravante reitera os argumentos pretéritos enfatiza que o uso de algemas durante a sessão plenária do Tribunal do Júri viola os princípios da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana. Para tanto assentou: “O uso não só de algemas, mas de correntes nos tornozelos durante todo o júri, sem sombra de dúvidas, é incompatível com o princípio da presunção de inocência, e fere de morte a garantia constitucional da dignidade da pessoa humana, pois além de degradante, gerou a estigmatização e rotulação de culpado perante os jurados. Assim, o uso de algemas, principalmente em plenário do júri popular onde serão juízes de fato pessoas leigas, deve ser restringido ao máximo e às situações com motivação idônea, calcada em elementos concretos de que há risco à segurança das pessoas e/ou risco de fuga, não se podendo admitir meras presunções infundadas ou achismos”. (eDOC 13, p. 2) Requer a anulação do Júri realizado em 23.11.2018. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento do recurso: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45BC-1055-F371-07DC e senha EFB0-DC0C-379A-6315 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RCL 34495 AGR / SC “Processo penal. Agravo regimental em reclamação. Pleito que busca reconhecer uso indevido de algemas em violação à súmula vinculante nº 11. 1. Esse Pretório Excelso reconheceu a compatibilidade da justificativa quanto ao uso de algemas com o enunciado nº 11 de sua súmula vinculante sem ter o agravante apresentado nenhum argumento ou prova capaz de informar a análise já realizada por essa Corte. 2. Pelo desprovimento do agravo regimental”. (eDOC 15) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45BC-1055-F371-07DC e senha EFB0-DC0C-379A-6315 Supremo Tribunal Federal RCL 34495 AGR / SC “Processo penal. Agravo regimental em reclamação. Pleito que busca reconhecer uso indevido de algemas em violação à súmula vinculante nº 11. 1. Esse Pretório Excelso reconheceu a compatibilidade da justificativa quanto ao uso de algemas com o enunciado nº 11 de sua súmula vinculante sem ter o agravante apresentado nenhum argumento ou prova capaz de informar a análise já realizada por essa Corte. 2. Pelo desprovimento do agravo regimental”. (eDOC 15) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45BC-1055-F371-07DC e senha EFB0-DC0C-379A-6315 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a reclamação constitucional é ação destinada a verificar a violação às decisões do STF ou a usurpação de sua competência (art. 102, inciso I, alínea “l”, da CF, art. 13 da Lei 8.038 e art. 156 do RI/STF). O Supremo Tribunal Federal, ao aprovar o enunciado da Súmula Vinculante 11, consolidou a jurisprudência da Corte no sentido de que o uso de algemas limita-se a casos excepcionais. O verbete sumular possui a seguinte redação: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. Com efeito, a citada decisão sumulada não aboliu o uso das algemas, mas tão somente buscou estabelecer parâmetros à sua utilização, a fim de limitar abusos. Após detida análise dos autos, verifica-se que a autoridade reclamada justificou o uso de algema com os seguintes fundamentos: “Desse modo, verifico que a excepcionalidade do uso das algemas foi observada e devidamente justificada na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a reclamação constitucional é ação destinada a verificar a violação às decisões do STF ou a usurpação de sua competência (art. 102, inciso I, alínea “l”, da CF, art. 13 da Lei 8.038 e art. 156 do RI/STF). O Supremo Tribunal Federal, ao aprovar o enunciado da Súmula Vinculante 11, consolidou a jurisprudência da Corte no sentido de que o uso de algemas limita-se a casos excepcionais. O verbete sumular possui a seguinte redação: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. Com efeito, a citada decisão sumulada não aboliu o uso das algemas, mas tão somente buscou estabelecer parâmetros à sua utilização, a fim de limitar abusos. Após detida análise dos autos, verifica-se que a autoridade reclamada justificou o uso de algema com os seguintes fundamentos: “Desse modo, verifico que a excepcionalidade do uso das algemas foi observada e devidamente justificada na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34495 AGR / SC necessidade de garantir a segurança, principalmente pela notícia do réu ser integrante de facção criminosa”. Entendo, deste modo, justificado o uso das algemas e a ausência de violação à Súmula Vinculante 11/STF. Cito, a propósito, julgado de ambas as Turmas: “Embargos de declaração no agravo regimental na reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Suposta violação à Súmula Vinculante n. 11. Inexistência. 4. Excepcionalidade do uso das algemas devidamente justificado na necessidade de evitar a fuga do reclamante, pois já tinha sido foragido da Justiça por cinco anos. 5 Omissão não configurada. 6. Embargos de declaração rejeitados”. (RCL-AgR-ED 23.729/RS, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 19.10.2016) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. USO DE ALGEMAS EM AUDIÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 11. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (RCL-AgR 32.815/PA, Rel. Min. Alexandre de Moraes, 1ª Turma, DJe 5.4.2019) Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Supremo Tribunal Federal RCL 34495 AGR / SC necessidade de garantir a segurança, principalmente pela notícia do réu ser integrante de facção criminosa”. Entendo, deste modo, justificado o uso das algemas e a ausência de violação à Súmula Vinculante 11/STF. Cito, a propósito, julgado de ambas as Turmas: “Embargos de declaração no agravo regimental na reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Suposta violação à Súmula Vinculante n. 11. Inexistência. 4. Excepcionalidade do uso das algemas devidamente justificado na necessidade de evitar a fuga do reclamante, pois já tinha sido foragido da Justiça por cinco anos. 5 Omissão não configurada. 6. Embargos de declaração rejeitados”. (RCL-AgR-ED 23.729/RS, de minha relatoria, 2ª Turma, DJe 19.10.2016) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. USO DE ALGEMAS EM AUDIÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 11. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (RCL-AgR 32.815/PA, Rel. Min. Alexandre de Moraes, 1ª Turma, DJe 5.4.2019) Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34495 AGR / SC que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Corrobora este entendimento a Procuradoria-Geral da República, que opinou pelo desprovimento do recurso aos seguintes fundamentos: “Não foi indicado no recurso de agravo regimental elementos probatórios ou argumentos diversos daqueles já apresentados na inicial dessa reclamação, todas já analisadas e repelidas por esse Pretório Excelso. A indicação quanto à periculosidade do acusado foi informada pelos policiais responsáveis pela escolta, que indicaram que o mesmo integra organização criminosa, de modo que as alegações de que o Plenário estava quase vazio no momento da sessão ou que não há condenação do reclamante por crime relacionado à organização criminosa são incapazes de afastar de maneira absoluta a necessidade do uso das algemas. Por fim o agravante fez considerações fáticas relacionadas à confissão realizada tanto em Juízo quanto na delegacia de polícia, como forma de tentar demonstrar parcialidade no julgamento, providência indevida na via eleita em razão da necessidade de intensa análise probatória, devendo essa questão ser apresentada ao Tribunal de Justiça local no recurso de apelação. Pelo exposto, o Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo regimental”. (eDOC 15) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Supremo Tribunal Federal RCL 34495 AGR / SC que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Corrobora este entendimento a Procuradoria-Geral da República, que opinou pelo desprovimento do recurso aos seguintes fundamentos: “Não foi indicado no recurso de agravo regimental elementos probatórios ou argumentos diversos daqueles já apresentados na inicial dessa reclamação, todas já analisadas e repelidas por esse Pretório Excelso. A indicação quanto à periculosidade do acusado foi informada pelos policiais responsáveis pela escolta, que indicaram que o mesmo integra organização criminosa, de modo que as alegações de que o Plenário estava quase vazio no momento da sessão ou que não há condenação do reclamante por crime relacionado à organização criminosa são incapazes de afastar de maneira absoluta a necessidade do uso das algemas. Por fim o agravante fez considerações fáticas relacionadas à confissão realizada tanto em Juízo quanto na delegacia de polícia, como forma de tentar demonstrar parcialidade no julgamento, providência indevida na via eleita em razão da necessidade de intensa análise probatória, devendo essa questão ser apresentada ao Tribunal de Justiça local no recurso de apelação. Pelo exposto, o Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo regimental”. (eDOC 15) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34495 AGR / SC 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Supremo Tribunal Federal RCL 34495 AGR / SC 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) : JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI (34557/SC) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A04-F491-50F5-BF02 e senha C8F1-99A2-D9D4-7CB8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) : JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI (34557/SC) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A04-F491-50F5-BF02 e senha C8F1-99A2-D9D4-7CB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446230
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Suposta violação à Súmula Vinculante 11. Não ocorrência. 4. Uso das algemas devidamente justificado. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur408102
- Acórdão(s) citado(s): (USO DE ALGEMA, SÚMULA VINCULANTE 11/STF) Rcl 23729 AgR-ED (2ªT), Rcl 32815 AgR (1ªT). (RECLAMAÇÃO, AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA) Rcl 27026 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 21/08/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
34495
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00156\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUV-000011 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 34495 AgR
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AGTE.(S) : ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) : JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) :JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Suposta violação à Súmula Vinculante 11. Não ocorrência. 4. Uso das algemas devidamente justificado. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1129-8F01-8D28-2FA6 e senha 1271-E46D-EA2B-3797 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) :JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, ante a ausência de violação à Súmula Vinculante 11/Supremo Tribunal Federal. No presente agravo, o agravante reitera os argumentos pretéritos enfatiza que o uso de algemas durante a sessão plenária do Tribunal do Júri viola os princípios da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana. Para tanto assentou: “O uso não só de algemas, mas de correntes nos tornozelos durante todo o júri, sem sombra de dúvidas, é incompatível com o princípio da presunção de inocência, e fere de morte a garantia constitucional da dignidade da pessoa humana, pois além de degradante, gerou a estigmatização e rotulação de culpado perante os jurados. Assim, o uso de algemas, principalmente em plenário do júri popular onde serão juízes de fato pessoas leigas, deve ser restringido ao máximo e às situações com motivação idônea, calcada em elementos concretos de que há risco à segurança das pessoas e/ou risco de fuga, não se podendo admitir meras presunções infundadas ou achismos”. (eDOC 13, p. 2) Requer a anulação do Júri realizado em 23.11.2018. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento do recurso: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45BC-1055-F371-07DC e senha EFB0-DC0C-379A-6315 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) :JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, ante a ausência de violação à Súmula Vinculante 11/Supremo Tribunal Federal. No presente agravo, o agravante reitera os argumentos pretéritos enfatiza que o uso de algemas durante a sessão plenária do Tribunal do Júri viola os princípios da presunção de inocência e da dignidade da pessoa humana. Para tanto assentou: “O uso não só de algemas, mas de correntes nos tornozelos durante todo o júri, sem sombra de dúvidas, é incompatível com o princípio da presunção de inocência, e fere de morte a garantia constitucional da dignidade da pessoa humana, pois além de degradante, gerou a estigmatização e rotulação de culpado perante os jurados. Assim, o uso de algemas, principalmente em plenário do júri popular onde serão juízes de fato pessoas leigas, deve ser restringido ao máximo e às situações com motivação idônea, calcada em elementos concretos de que há risco à segurança das pessoas e/ou risco de fuga, não se podendo admitir meras presunções infundadas ou achismos”. (eDOC 13, p. 2) Requer a anulação do Júri realizado em 23.11.2018. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento do recurso: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45BC-1055-F371-07DC e senha EFB0-DC0C-379A-6315 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RCL 34495 AGR / SC “Processo penal. Agravo regimental em reclamação. Pleito que busca reconhecer uso indevido de algemas em violação à súmula vinculante n 11. 1. Esse Pretório Excelso reconheceu a compatibilidade da justificativa quanto ao uso de algemas com o enunciado n 11 de sua súmula vinculante sem ter o agravante apresentado nenhum argumento ou prova capaz de informar a análise já realizada por essa Corte. 2. Pelo desprovimento do agravo regimental”. (eDOC 15) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45BC-1055-F371-07DC e senha EFB0-DC0C-379A-6315 Supremo Tribunal Federal RCL 34495 AGR / SC “Processo penal. Agravo regimental em reclamação. Pleito que busca reconhecer uso indevido de algemas em violação à súmula vinculante n 11. 1. Esse Pretório Excelso reconheceu a compatibilidade da justificativa quanto ao uso de algemas com o enunciado n 11 de sua súmula vinculante sem ter o agravante apresentado nenhum argumento ou prova capaz de informar a análise já realizada por essa Corte. 2. Pelo desprovimento do agravo regimental”. (eDOC 15) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45BC-1055-F371-07DC e senha EFB0-DC0C-379A-6315 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a reclamação constitucional é ação destinada a verificar a violação às decisões do Supremo Tribunal Federal ou a usurpação de sua competência (art. 102, inciso I, alínea “l”, da Constituição Federal de 1988, art. 13 da Lei 8.038 e art. 156 do RI/Supremo Tribunal Federal). O Supremo Tribunal Federal, ao aprovar o enunciado da Súmula Vinculante 11, consolidou a jurisprudência da Corte no sentido de que o uso de algemas limita-se a casos excepcionais. O verbete sumular possui a seguinte redação: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. Com efeito, a citada decisão sumulada não aboliu o uso das algemas, mas tão somente buscou estabelecer parâmetros à sua utilização, a fim de limitar abusos. Após detida análise dos autos, verifica-se que a autoridade reclamada justificou o uso de algema com os seguintes fundamentos: “Desse modo, verifico que a excepcionalidade do uso das algemas foi observada e devidamente justificada na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a reclamação constitucional é ação destinada a verificar a violação às decisões do Supremo Tribunal Federal ou a usurpação de sua competência (art. 102, inciso I, alínea “l”, da Constituição Federal de 1988, art. 13 da Lei 8.038 e art. 156 do RI/Supremo Tribunal Federal). O Supremo Tribunal Federal, ao aprovar o enunciado da Súmula Vinculante 11, consolidou a jurisprudência da Corte no sentido de que o uso de algemas limita-se a casos excepcionais. O verbete sumular possui a seguinte redação: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. Com efeito, a citada decisão sumulada não aboliu o uso das algemas, mas tão somente buscou estabelecer parâmetros à sua utilização, a fim de limitar abusos. Após detida análise dos autos, verifica-se que a autoridade reclamada justificou o uso de algema com os seguintes fundamentos: “Desse modo, verifico que a excepcionalidade do uso das algemas foi observada e devidamente justificada na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34495 AGR / SC necessidade de garantir a segurança, principalmente pela notícia do réu ser integrante de facção criminosa”. Entendo, deste modo, justificado o uso das algemas e a ausência de violação à Súmula Vinculante 11/Supremo Tribunal Federal. Cito, a propósito, julgado de ambas as Turmas: “Embargos de declaração no agravo regimental na reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Suposta violação à Súmula Vinculante n. 11. Inexistência. 4. Excepcionalidade do uso das algemas devidamente justificado na necessidade de evitar a fuga do reclamante, pois já tinha sido foragido da Justiça por cinco anos. 5 Omissão não configurada. 6. Embargos de declaração rejeitados”. (RCL-AgR-ED 23.729/RS, de minha relatoria, 2... Turma, DJe 19.10.2016) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. USO DE ALGEMAS EM AUDIÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 11. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (RCL-AgR 32.815/PA, Rel. Min. Alexandre de Moraes, 1... Turma, DJe 5.4.2019) Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Supremo Tribunal Federal RCL 34495 AGR / SC necessidade de garantir a segurança, principalmente pela notícia do réu ser integrante de facção criminosa”. Entendo, deste modo, justificado o uso das algemas e a ausência de violação à Súmula Vinculante 11/Supremo Tribunal Federal. Cito, a propósito, julgado de ambas as Turmas: “Embargos de declaração no agravo regimental na reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Suposta violação à Súmula Vinculante n. 11. Inexistência. 4. Excepcionalidade do uso das algemas devidamente justificado na necessidade de evitar a fuga do reclamante, pois já tinha sido foragido da Justiça por cinco anos. 5 Omissão não configurada. 6. Embargos de declaração rejeitados”. (RCL-AgR-ED 23.729/RS, de minha relatoria, 2... Turma, DJe 19.10.2016) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. USO DE ALGEMAS EM AUDIÊNCIA. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 11. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (RCL-AgR 32.815/PA, Rel. Min. Alexandre de Moraes, 1... Turma, DJe 5.4.2019) Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34495 AGR / SC que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Corrobora este entendimento a Procuradoria-Geral da República, que opinou pelo desprovimento do recurso aos seguintes fundamentos: “Não foi indicado no recurso de agravo regimental elementos probatórios ou argumentos diversos daqueles já apresentados na inicial dessa reclamação, todas já analisadas e repelidas por esse Pretório Excelso. A indicação quanto à periculosidade do acusado foi informada pelos policiais responsáveis pela escolta, que indicaram que o mesmo integra organização criminosa, de modo que as alegações de que o Plenário estava quase vazio no momento da sessão ou que não há condenação do reclamante por crime relacionado à organização criminosa são incapazes de afastar de maneira absoluta a necessidade do uso das algemas. Por fim o agravante fez considerações fáticas relacionadas à confissão realizada tanto em Juízo quanto na delegacia de polícia, como forma de tentar demonstrar parcialidade no julgamento, providência indevida na via eleita em razão da necessidade de intensa análise probatória, devendo essa questão ser apresentada ao Tribunal de Justiça local no recurso de apelação. Pelo exposto, o Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo regimental”. (eDOC 15) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Supremo Tribunal Federal RCL 34495 AGR / SC que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Corrobora este entendimento a Procuradoria-Geral da República, que opinou pelo desprovimento do recurso aos seguintes fundamentos: “Não foi indicado no recurso de agravo regimental elementos probatórios ou argumentos diversos daqueles já apresentados na inicial dessa reclamação, todas já analisadas e repelidas por esse Pretório Excelso. A indicação quanto à periculosidade do acusado foi informada pelos policiais responsáveis pela escolta, que indicaram que o mesmo integra organização criminosa, de modo que as alegações de que o Plenário estava quase vazio no momento da sessão ou que não há condenação do reclamante por crime relacionado à organização criminosa são incapazes de afastar de maneira absoluta a necessidade do uso das algemas. Por fim o agravante fez considerações fáticas relacionadas à confissão realizada tanto em Juízo quanto na delegacia de polícia, como forma de tentar demonstrar parcialidade no julgamento, providência indevida na via eleita em razão da necessidade de intensa análise probatória, devendo essa questão ser apresentada ao Tribunal de Justiça local no recurso de apelação. Pelo exposto, o Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do agravo regimental”. (eDOC 15) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34495 AGR / SC 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Supremo Tribunal Federal RCL 34495 AGR / SC 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4179-A032-46D1-7F24 e senha 1DB3-7BA5-0A0B-DBC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) : JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI (34557/SC) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A04-F491-50F5-BF02 e senha C8F1-99A2-D9D4-7CB8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.495 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANDRE VARGAS PINTO ADV.(A/S) : JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI (34557/SC) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A04-F491-50F5-BF02 e senha C8F1-99A2-D9D4-7CB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula Vinculante 11 / Supremo Tribunal Federal", "RECLAMAÇÃO", "Súmula Vinculante 11 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 34495 AGR / SC", "RECLAMAÇÃO", "Súmula Vinculante 11", "RCL 34495 AGR / SC", "Súmula Vinculante 11 / Supremo Tribunal Federal", "RCL", "-", "AgR", "-", "ED 23 . 729 / RS", "RCL", "-", "AgR 32 . 815 / PA", "MS 34 . 220 / DF", "Súmula Vinculante 11 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n . 11", "RCL", "-", "AgR", "-", "ED 23 . 729 / RS", "RCL", "-", "AgR 32 . 815 / PA", "MS 34 . 220 / DF", ".", "026", "/", "MA", "Rcl", "-", "AgR 27 . 026 / MA", "RCL 34495", "RCL 34495" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso I , alínea “ l ” , da Constituição Federal de 1988", "art . 13 da Lei 8 . 038", "art . 156 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso I , alínea “ l ” , da Constituição Federal de 1988", "art . 13 da Lei 8 . 038", "art . 156 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "1", ".", ".", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "1", ".", ". . Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RCL", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Plenário", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Plenário", "Ministério Público Federal", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ANDRE VARGAS PINTO", "JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANDRE VARGAS PINTO", "JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANDRE VARGAS PINTO", "JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANDRE VARGAS PINTO", "JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "ANDRE VARGAS PINTO", "JEAN FRANCIESCO CARDOSO GUIRALDELLI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "27 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "23", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "23", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2016", "5", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "10", ".", "2016", "5", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :RICARDO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Complementação de aposentadoria. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF), nem da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F03-1FBF-21B7-75D0 e senha 04DF-346F-590E-FAAC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1194357 AGR / SP (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F03-1FBF-21B7-75D0 e senha 04DF-346F-590E-FAAC Supremo Tribunal Federal ARE 1194357 AGR / SP (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F03-1FBF-21B7-75D0 e senha 04DF-346F-590E-FAAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :RICARDO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D421-1B2E-F52D-93FA e senha 715C-5AE8-0419-A5F1 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :RICARDO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D421-1B2E-F52D-93FA e senha 715C-5AE8-0419-A5F1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público municipal. Complementação de aposentadoria. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. (ARE nº 1.188.235/SP- AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 7/5/19). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA. COMPLEMENTAÇÃO. PRESCRIÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público municipal. Complementação de aposentadoria. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. (ARE nº 1.188.235/SP- AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 7/5/19). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA. COMPLEMENTAÇÃO. PRESCRIÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1194357 AGR / SP CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (ARE nº 1.078.880/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 28/2/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Prescrição do fundo de direito. Matéria que se restringe ao âmbito da legislação infraconstitucional. 3. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 957.123/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16). Registre-se, por fim, que o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Supremo Tribunal Federal ARE 1194357 AGR / SP CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (ARE nº 1.078.880/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 28/2/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Prescrição do fundo de direito. Matéria que se restringe ao âmbito da legislação infraconstitucional. 3. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 957.123/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16). Registre-se, por fim, que o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1194357 AGR / SP legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem explicitado nos seguintes precedentes: AI nº 638.758/SP-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07, RE nº 437.384/RS-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04 e AI nº 135.632/RS-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 3/9/99. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Supremo Tribunal Federal ARE 1194357 AGR / SP legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem explicitado nos seguintes precedentes: AI nº 638.758/SP-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07, RE nº 437.384/RS-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04 e AI nº 135.632/RS-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 3/9/99. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) ADV.(A/S) : RICARDO INNOCENTI (36381/SP) ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI (130329/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B899-81B7-A808-213E e senha 3B17-E948-F653-96F3 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) ADV.(A/S) : RICARDO INNOCENTI (36381/SP) ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI (130329/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B899-81B7-A808-213E e senha 3B17-E948-F653-96F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750475895
2019-06-28T00:00:00
2019-08-09T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Complementação de aposentadoria. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF), nem da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur408393
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL, COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 1188235 AgR (TP). (COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, PRESCRIÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 957123 AgR (2ªT), ARE 1078880 AgR (1ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 135632 AgR (2ªT), RE 437384 AgR (2ªT), AI 638758 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 26/09/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1194357
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-004657 ANO-1942\n LINDB-1942 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LICC-1942 LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL)\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1194357 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) : RICARDO INNOCENTI ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :RICARDO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Complementação de aposentadoria. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal), nem da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F03-1FBF-21B7-75D0 e senha 04DF-346F-590E-FAAC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1194357 AGR / SP (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F03-1FBF-21B7-75D0 e senha 04DF-346F-590E-FAAC Supremo Tribunal Federal ARE 1194357 AGR / SP (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F03-1FBF-21B7-75D0 e senha 04DF-346F-590E-FAAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :RICARDO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D421-1B2E-F52D-93FA e senha 715C-5AE8-0419-A5F1 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) :MARIA CRISTINA LAPENTA ADV.(A/S) :RICARDO INNOCENTI ADV.(A/S) :MARCO ANTONIO INNOCENTI AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D421-1B2E-F52D-93FA e senha 715C-5AE8-0419-A5F1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público municipal. Complementação de aposentadoria. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. (ARE n 1.188.235/SP- AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 7/5/19). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA. COMPLEMENTAÇÃO. PRESCRIÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público municipal. Complementação de aposentadoria. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. (ARE n 1.188.235/SP- AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 7/5/19). “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA. COMPLEMENTAÇÃO. PRESCRIÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1194357 AGR / SP Código de Processo Civil/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (ARE n 1.078.880/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 28/2/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Prescrição do fundo de direito. Matéria que se restringe ao âmbito da legislação infraconstitucional. 3. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 957.123/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16). Registre-se, por fim, que o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Supremo Tribunal Federal ARE 1194357 AGR / SP Código de Processo Civil/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (ARE n 1.078.880/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 28/2/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Prescrição do fundo de direito. Matéria que se restringe ao âmbito da legislação infraconstitucional. 3. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 957.123/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16). Registre-se, por fim, que o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1194357 AGR / SP legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem explicitado nos seguintes precedentes: AI n 638.758/SP-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07, Recurso Extraordinário n 437.384/RS-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04 e AI n 135.632/RS-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 3/9/99. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Supremo Tribunal Federal ARE 1194357 AGR / SP legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem explicitado nos seguintes precedentes: AI n 638.758/SP-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07, Recurso Extraordinário n 437.384/RS-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04 e AI n 135.632/RS-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 3/9/99. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ABC-3C88-FD18-2E8E e senha E2D8-5631-5AD1-8D66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) ADV.(A/S) : RICARDO INNOCENTI (36381/SP) ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI (130329/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B899-81B7-A808-213E e senha 3B17-E948-F653-96F3 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.357 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : LUIZ CARLOS DE ARAUJO ADV.(A/S) : MARIA CRISTINA LAPENTA (86711/SP) ADV.(A/S) : RICARDO INNOCENTI (36381/SP) ADV.(A/S) : MARCO ANTONIO INNOCENTI (130329/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B899-81B7-A808-213E e senha 3B17-E948-F653-96F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 194 . 357", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1194357 AGR / SP", "ARE 1194357 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 194 . 357", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 280", "ARE n 1 . 188 . 235 / SP - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 188 . 235 / SP - AgR", "ARE 1194357 AGR / SP", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 078 . 880 / SP - AgR", "ARE n 957 . 123 / PE - AgR", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 078 . 880 / SP - AgR", "ARE n 957 . 123 / PE - AgR", "ARE 1194357 AGR / SP", "AI n 638 . 758 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário n 437 . 384 / RS - AgR", "AI n 135 . 632 / RS - AgR", "ARE 1194357 AGR /", "AI n 638 . 758 / SP - AgR", "AI n 135 . 632 / RS - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário" ], "PESSOA": [ "LUIZ CARLOS DE ARAUJO", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "RICARDO INNOCENTI", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ CARLOS DE ARAUJO", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "RICARDO INNOCENTI", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ CARLOS DE ARAUJO", "RICARDO INNOCENTI", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Velloso", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Velloso", "Celso de Mello", "LUIZ CARLOS DE ARAUJO", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "RICARDO INNOCENTI", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ CARLOS DE ARAUJO", "MARIA CRISTINA LAPENTA", "RICARDO INNOCENTI", "MARCO ANTONIO INNOCENTI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "27", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "7", "/", "5", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "7", "/", "5", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "2", "/", "18", "18", "/", "11", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "2", "/", "18", "18", "/", "11", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "07", "8", "/", "10", "/", "04", "3", "/", "9", "/", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "07", "8", "/", "10", "/", "04", "3", "/", "9", "/", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA ADV.(A/S) :RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Tributário. ISS. Enquadramento da atividade do contribuinte. Serviço de armazenagem de qualquer natureza. Fatos e provas. Cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional e das cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6302-3688-835D-2082 e senha 6032-3921-DBDF-47DB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1201903 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6302-3688-835D-2082 e senha 6032-3921-DBDF-47DB Supremo Tribunal Federal ARE 1201903 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6302-3688-835D-2082 e senha 6032-3921-DBDF-47DB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA ADV.(A/S) :RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos referidos óbices. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2B-1C75-F973-68F3 e senha BF3E-75B9-FBD8-199D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA ADV.(A/S) :RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos referidos óbices. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2B-1C75-F973-68F3 e senha BF3E-75B9-FBD8-199D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos (Súmula nº 279/STF), bem como da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do contrato, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Arts. 5º, XXXV e LV; e 93, IX, da CF/88 Prequestionamento. Ausência. Súmulas 282 e 356/STF. Tributário. ISS. Atividades prestadas por franqueadas. Enquadramento no item 26.01 da lista anexa à LC nº 116/03. Afronta reflexa. Fatos e provas. Cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454/STF. 1. No que se refere aos arts. 5º, XXXV e LV; e 93, IX, da CF/88, apontados como violados, reitero que a matéria constitucional neles contida carece do necessário prequestionamento. Se a suposta violação surgiu no julgamento dos embargos de declaração, fazia-se necessária a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de prequestionar a matéria, o que, de fato, não ocorreu. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. Precedentes. 2. O Tribunal de origem, a partir da análise do contrato celebrado entre a agravante e a EBCT e da moldura fática delineada, entendeu que a incidência do ISS não se deu sobre a franquia em si, e sim, sobre a receita de serviços diversos prestados pela franqueada, os quais se enquadrariam no item 26.01 da lista anexa a LC nº 116/2003, segundo o qual são tributáveis os “serviços de coleta, remessa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos (Súmula nº 279/STF), bem como da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do contrato, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Arts. 5º, XXXV e LV; e 93, IX, da CF/88 Prequestionamento. Ausência. Súmulas 282 e 356/STF. Tributário. ISS. Atividades prestadas por franqueadas. Enquadramento no item 26.01 da lista anexa à LC nº 116/03. Afronta reflexa. Fatos e provas. Cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454/STF. 1. No que se refere aos arts. 5º, XXXV e LV; e 93, IX, da CF/88, apontados como violados, reitero que a matéria constitucional neles contida carece do necessário prequestionamento. Se a suposta violação surgiu no julgamento dos embargos de declaração, fazia-se necessária a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de prequestionar a matéria, o que, de fato, não ocorreu. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. Precedentes. 2. O Tribunal de origem, a partir da análise do contrato celebrado entre a agravante e a EBCT e da moldura fática delineada, entendeu que a incidência do ISS não se deu sobre a franquia em si, e sim, sobre a receita de serviços diversos prestados pela franqueada, os quais se enquadrariam no item 26.01 da lista anexa a LC nº 116/2003, segundo o qual são tributáveis os “serviços de coleta, remessa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1201903 AGR / SP ou entrega de correspondência, documentos, objetos, bens ou valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas". 3. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca da não incidência de ISS no caso em tela, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmula nº 279 e 454/STF. 4. Nego provimento ao agravo regimental. Deixo de aplicar a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem.” (ARE nº 976.765/SP-ED-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/17). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE FIANÇAS, AVAIS E OUTRAS GARANTIAS. ARTIGO 156, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O enquadramento de atividade econômica, para fins de incidência de ISS, cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.099.928/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 1/2/19). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. INTERMEDIAÇÃO EM ATIVIDADE SUJEITA À FISCALIZAÇÃO DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. CONTROVÉRSIA SOBRE O ENQUADRAMENTO DO SERVIÇO DESEMPENHADO PELA CONTRIBUINTE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. A controvérsia sobre o enquadramento da atividade desempenhada pelo contribuinte para fins de incidência do ISS demanda o exame da legislação infraconstitucional pertinente à hipótese (Lei Complementar nº 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Supremo Tribunal Federal ARE 1201903 AGR / SP ou entrega de correspondência, documentos, objetos, bens ou valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas". 3. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca da não incidência de ISS no caso em tela, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmula nº 279 e 454/STF. 4. Nego provimento ao agravo regimental. Deixo de aplicar a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem.” (ARE nº 976.765/SP-ED-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/17). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE FIANÇAS, AVAIS E OUTRAS GARANTIAS. ARTIGO 156, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O enquadramento de atividade econômica, para fins de incidência de ISS, cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.099.928/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 1/2/19). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. INTERMEDIAÇÃO EM ATIVIDADE SUJEITA À FISCALIZAÇÃO DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. CONTROVÉRSIA SOBRE O ENQUADRAMENTO DO SERVIÇO DESEMPENHADO PELA CONTRIBUINTE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. A controvérsia sobre o enquadramento da atividade desempenhada pelo contribuinte para fins de incidência do ISS demanda o exame da legislação infraconstitucional pertinente à hipótese (Lei Complementar nº 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1201903 AGR / SP 56/1987) e do acervo probatório constante dos autos, providência vedada nesta via processual. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI nº 641.314/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 22/8/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Supremo Tribunal Federal ARE 1201903 AGR / SP 56/1987) e do acervo probatório constante dos autos, providência vedada nesta via processual. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI nº 641.314/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 22/8/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) : PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA (38515/DF, 183463/SP) ADV.(A/S) : RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA (286721/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F08F-9B59-9400-036A e senha 4988-7EC2-031C-FDC3 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) : PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA (38515/DF, 183463/SP) ADV.(A/S) : RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA (286721/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F08F-9B59-9400-036A e senha 4988-7EC2-031C-FDC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750475909
2019-06-28T00:00:00
2019-08-09T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Tributário. ISS. Enquadramento da atividade do contribuinte. Serviço de armazenagem de qualquer natureza. Fatos e provas. Cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional e das cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur408407
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF, SÚMULA 454/STF) AI 641314 AgR (1ªT), ARE 976765 ED-AgR (2ªT), ARE 1099928 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 11/09/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1201903
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1201903 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) : PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA ADV.(A/S) : RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA ADV.(A/S) :RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Tributário. ISS. Enquadramento da atividade do contribuinte. Serviço de armazenagem de qualquer natureza. Fatos e provas. Cláusulas contratuais. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional e das cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6302-3688-835D-2082 e senha 6032-3921-DBDF-47DB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1201903 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6302-3688-835D-2082 e senha 6032-3921-DBDF-47DB Supremo Tribunal Federal ARE 1201903 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6302-3688-835D-2082 e senha 6032-3921-DBDF-47DB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA ADV.(A/S) :RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos referidos óbices. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2B-1C75-F973-68F3 e senha BF3E-75B9-FBD8-199D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA ADV.(A/S) :RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos referidos óbices. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2B-1C75-F973-68F3 e senha BF3E-75B9-FBD8-199D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal), bem como da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do contrato, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Arts. 5..., XXXV e LV; e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88 Prequestionamento. Ausência. Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Tributário. ISS. Atividades prestadas por franqueadas. Enquadramento no item 26.01 da lista anexa à Lei Complementar n 116/03. Afronta reflexa. Fatos e provas. Cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 1. No que se refere aos arts. 5..., XXXV e LV; e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, apontados como violados, reitero que a matéria constitucional neles contida carece do necessário prequestionamento. Se a suposta violação surgiu no julgamento dos embargos de declaração, fazia-se necessária a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de prequestionar a matéria, o que, de fato, não ocorreu. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. Precedentes. 2. O Tribunal de origem, a partir da análise do contrato celebrado entre a agravante e a EBCT e da moldura fática delineada, entendeu que a incidência do ISS não se deu sobre a franquia em si, e sim, sobre a receita de serviços diversos prestados pela franqueada, os quais se enquadrariam no item 26.01 da lista anexa a Lei Complementar n 116/2003, segundo o qual são tributáveis os “serviços de coleta, remessa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal), bem como da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do contrato, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Arts. 5..., XXXV e LV; e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88 Prequestionamento. Ausência. Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Tributário. ISS. Atividades prestadas por franqueadas. Enquadramento no item 26.01 da lista anexa à Lei Complementar n 116/03. Afronta reflexa. Fatos e provas. Cláusulas contratuais. Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 1. No que se refere aos arts. 5..., XXXV e LV; e 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, apontados como violados, reitero que a matéria constitucional neles contida carece do necessário prequestionamento. Se a suposta violação surgiu no julgamento dos embargos de declaração, fazia-se necessária a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de prequestionar a matéria, o que, de fato, não ocorreu. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. Precedentes. 2. O Tribunal de origem, a partir da análise do contrato celebrado entre a agravante e a EBCT e da moldura fática delineada, entendeu que a incidência do ISS não se deu sobre a franquia em si, e sim, sobre a receita de serviços diversos prestados pela franqueada, os quais se enquadrariam no item 26.01 da lista anexa a Lei Complementar n 116/2003, segundo o qual são tributáveis os “serviços de coleta, remessa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1201903 AGR / SP ou entrega de correspondência, documentos, objetos, bens ou valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas". 3. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca da não incidência de ISS no caso em tela, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmula n 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 4. Nego provimento ao agravo regimental. Deixo de aplicar a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem.” (ARE n 976.765/SP-ED-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/17). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE FIANÇAS, AVAIS E OUTRAS GARANTIAS. ARTIGO 156, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O enquadramento de atividade econômica, para fins de incidência de ISS, cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.099.928/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 1/2/19). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. INTERMEDIAÇÃO EM ATIVIDADE SUJEITA À FISCALIZAÇÃO DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. CONTROVÉRSIA SOBRE O ENQUADRAMENTO DO SERVIÇO DESEMPENHADO PELA CONTRIBUINTE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A controvérsia sobre o enquadramento da atividade desempenhada pelo contribuinte para fins de incidência do ISS demanda o exame da legislação infraconstitucional pertinente à hipótese (Lei Complementar n 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Supremo Tribunal Federal ARE 1201903 AGR / SP ou entrega de correspondência, documentos, objetos, bens ou valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas". 3. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca da não incidência de ISS no caso em tela, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, das provas dos autos e das cláusulas contratuais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmula n 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 4. Nego provimento ao agravo regimental. Deixo de aplicar a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem.” (ARE n 976.765/SP-ED-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/17). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE FIANÇAS, AVAIS E OUTRAS GARANTIAS. ARTIGO 156, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. O enquadramento de atividade econômica, para fins de incidência de ISS, cinge-se ao âmbito infraconstitucional. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.099.928/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 1/2/19). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. INTERMEDIAÇÃO EM ATIVIDADE SUJEITA À FISCALIZAÇÃO DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. CONTROVÉRSIA SOBRE O ENQUADRAMENTO DO SERVIÇO DESEMPENHADO PELA CONTRIBUINTE. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A controvérsia sobre o enquadramento da atividade desempenhada pelo contribuinte para fins de incidência do ISS demanda o exame da legislação infraconstitucional pertinente à hipótese (Lei Complementar n 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1201903 AGR / SP 56/1987) e do acervo probatório constante dos autos, providência vedada nesta via processual. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI n 641.314/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 22/8/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Supremo Tribunal Federal ARE 1201903 AGR / SP 56/1987) e do acervo probatório constante dos autos, providência vedada nesta via processual. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI n 641.314/SP–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 22/8/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549D-AE97-18F1-A8F1 e senha 89B7-1470-D46A-F21C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) : PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA (38515/DF, 183463/SP) ADV.(A/S) : RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA (286721/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F08F-9B59-9400-036A e senha 4988-7EC2-031C-FDC3 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.903 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) : PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA (38515/DF, 183463/SP) ADV.(A/S) : RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA (286721/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento), do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F08F-9B59-9400-036A e senha 4988-7EC2-031C-FDC3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 201 . 903", "Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 201 . 903 SÃO", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas", "AGRAVO 1 . 201 . 903", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "ARE 1201903 AGR / SP", "Súmula n 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 976 . 765 / SP - ED - AgR", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 099 . 928 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 976 . 765 / SP - ED - AgR", "Súmulas 279", "ARE n 1 . 099 . 928 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1201903 AGR / SP 56 / 1987", "AI n 641 . 314 / SP – AgR", "ARE 1201903 AGR / SP 56 / 1987", "AI n 641 . 314 / SP – AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Arts . 5 . . . , XXXV e LV ; e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Complementar n 116 / 03", "arts . 5 . . . , XXXV e LV ; e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Complementar n 116 / 2003", "Medida Provisória n 2", "Arts . 5 . . . , XXXV e LV ; e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Complementar n 116", "arts . 5 . . . , XXXV e LV ; e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Complementar n 116 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "ARTIGO 156 , III , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "ARTIGO 156 , III , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Lei Complementar n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO", "MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO", "Brasília", "Brasília", "SÃO SEBASTIÃO", "MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO SEBASTIÃO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "PETROBRAS TRANSPORTE S . A", "TRANSPETRO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "PLENÁRIO", "PETROBRAS TRANSPORTE S . A", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PETROBRAS TRANSPORTE S . A", "TRANSPETRO", "MUNICÍPIO", "PLENÁRIO", "EBCT", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "EBCT", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PLENÁRIO", "PETROBRAS TRANSPORTE S . A - TRANSPETRO", "MUNICÍPIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PETROBRAS TRANSPORTE S . A", "MUNICÍPIO", "Plenário" ], "PESSOA": [ "PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA", "RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA", "RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA", "RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA", "RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "PERSIO THOMAZ FERREIRA ROSA", "RAQUEL GARCIA MARTINS CONDE DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "27", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "2", "/", "17", "1", "/", "2", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "2", "/", "17", "1", "/", "2", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) :SANZIO BAIONETA NOGUEIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: DIREITO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ARRESTO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. 1. Não há ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 619 do CPP. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. Se já iniciado o julgamento nesta Suprema Corte, a superveniência do término do mandato eletivo não desloca a competência para outra instância enquanto não concluído o julgamento. Encerrado o julgamento do agravo regimental, remetam-se os autos ao juízo federal de primeira instância. 4. Embargos de declaração rejeitados. Dado seu caráter meramente protelatório, uma vez publicado o acórdão, remetam-se imediatamente os autos à Justiça Federal de São Paulo. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, com determinação de remessa imediata dos autos ao Juízo Federal de primeira instância, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA16-DAF2-E098-7388 e senha 8890-D86B-1710-36A3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão PET 7069 AGR-ED / DF MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA16-DAF2-E098-7388 e senha 8890-D86B-1710-36A3 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA16-DAF2-E098-7388 e senha 8890-D86B-1710-36A3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) :SANZIO BAIONETA NOGUEIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Aprecio conjuntamente os embargos interpostos por Andrea e Aécio Neves da Cunha contra acórdão, da minha relatoria, proferido pela Primeira Turma, assim ementado: DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ARRESTO. ATO DE CORRUPÇÃO. DANO MORAL COLETIVO. PENA DE MULTA. 1. O Ministério Público possui legitimidade para requerer medidas assecuratórias da reparação de danos causados por atos de corrupção, bem como do pagamento da eventual pena de multa, seja no interesse da Fazenda Pública, seja no interesse da sociedade (CF, arts. 127, I, e 129, caput; CPP, arts. 134 e 142). 2. Para a decretação do arresto, devem ser verificados: (a) a plausibilidade do direito, representada (a.1) por indícios de materialidade e autoria e (a.2) pela estimativa do dano causado pelo delito, do valor das despesas processuais e do montante das penas pecuniárias; e (b) o perigo na demora. 3. A presença de indícios de materialidade e autoria dos crimes de corrupção passiva (art. 317, caput, do CP) e de tentativa de embaraço de investigações relacionadas a organização criminosa (art. 2º, § 1º, da Lei nº 12.850/13) está caracterizada pelo recebimento integral da denúncia oferecida no Inquérito nº 4506 contra os agravantes e outros acusados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) :SANZIO BAIONETA NOGUEIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Aprecio conjuntamente os embargos interpostos por Andrea e Aécio Neves da Cunha contra acórdão, da minha relatoria, proferido pela Primeira Turma, assim ementado: DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ARRESTO. ATO DE CORRUPÇÃO. DANO MORAL COLETIVO. PENA DE MULTA. 1. O Ministério Público possui legitimidade para requerer medidas assecuratórias da reparação de danos causados por atos de corrupção, bem como do pagamento da eventual pena de multa, seja no interesse da Fazenda Pública, seja no interesse da sociedade (CF, arts. 127, I, e 129, caput; CPP, arts. 134 e 142). 2. Para a decretação do arresto, devem ser verificados: (a) a plausibilidade do direito, representada (a.1) por indícios de materialidade e autoria e (a.2) pela estimativa do dano causado pelo delito, do valor das despesas processuais e do montante das penas pecuniárias; e (b) o perigo na demora. 3. A presença de indícios de materialidade e autoria dos crimes de corrupção passiva (art. 317, caput, do CP) e de tentativa de embaraço de investigações relacionadas a organização criminosa (art. 2º, § 1º, da Lei nº 12.850/13) está caracterizada pelo recebimento integral da denúncia oferecida no Inquérito nº 4506 contra os agravantes e outros acusados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório PET 7069 AGR-ED / DF (minha relatoria para acórdão, Primeira Turma, j. 17.04.2018). 4. Embora exista uma tendência de se reconhecer a possibilidade de danos morais coletivos em decorrência de atos de corrupção, ainda não houve manifestação a respeito por parte do Supremo Tribunal Federal. É prematuro, portanto, arrestar antecipadamente bens dos agravantes para assegurar a reparação dessa espécie de danos. 5. É razoável o valor estimado pelo Ministério Público Federal, de R$ 1.686.600,00 para cada agravado, para a incidência da medida cautelar, voltada a assegurar o pagamento da eventual pena pecuniária, a ser imposta em caso de condenação. 6. Na execução das penas de multa, na Ação Penal nº 470, boa parte dos condenados procurou furtar-se ao seu pagamento alegando insuficiência de patrimônio. 7. O perigo na demora é ínsito às medidas assecuratórias penais, sendo desnecessária a demonstração de atos concretos de dissipação patrimonial pelos acusados. 8. Agravo parcialmente provido. 2. A defesa de Andrea Neves da Cunha alega: a) quanto à exigência de demonstração da dilapidação patrimonial para caracterização do periculum in mora, que deve ser sanada “omissão para esclarecer se os fundamentos sustentados pelo Min. Luiz Fux foram acompanhados pelos demais que votaram pelo deferimento do arresto”; b) omissão quanto aos “parâmetros adotados no caso concreto para se fixar o valor do arresto de acordo com o máximo da pena de multa passível de cominação”; c) omissão quanto à referência à AP 470 como único precedente a subsidiar presunção no âmbito da criminalidade econômica; e d) contradição quanto ao montante do arresto, que teria sido desproporcional em relação à embargante, já que ela responde por um único delito, diferentemente de seu irmão. 3. Já a defesa de Aecio Neves da Cunha sustenta: a) nulidade do julgamento, já que o mandato do embargante como Senador da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF (minha relatoria para acórdão, Primeira Turma, j. 17.04.2018). 4. Embora exista uma tendência de se reconhecer a possibilidade de danos morais coletivos em decorrência de atos de corrupção, ainda não houve manifestação a respeito por parte do Supremo Tribunal Federal. É prematuro, portanto, arrestar antecipadamente bens dos agravantes para assegurar a reparação dessa espécie de danos. 5. É razoável o valor estimado pelo Ministério Público Federal, de R$ 1.686.600,00 para cada agravado, para a incidência da medida cautelar, voltada a assegurar o pagamento da eventual pena pecuniária, a ser imposta em caso de condenação. 6. Na execução das penas de multa, na Ação Penal nº 470, boa parte dos condenados procurou furtar-se ao seu pagamento alegando insuficiência de patrimônio. 7. O perigo na demora é ínsito às medidas assecuratórias penais, sendo desnecessária a demonstração de atos concretos de dissipação patrimonial pelos acusados. 8. Agravo parcialmente provido. 2. A defesa de Andrea Neves da Cunha alega: a) quanto à exigência de demonstração da dilapidação patrimonial para caracterização do periculum in mora, que deve ser sanada “omissão para esclarecer se os fundamentos sustentados pelo Min. Luiz Fux foram acompanhados pelos demais que votaram pelo deferimento do arresto”; b) omissão quanto aos “parâmetros adotados no caso concreto para se fixar o valor do arresto de acordo com o máximo da pena de multa passível de cominação”; c) omissão quanto à referência à AP 470 como único precedente a subsidiar presunção no âmbito da criminalidade econômica; e d) contradição quanto ao montante do arresto, que teria sido desproporcional em relação à embargante, já que ela responde por um único delito, diferentemente de seu irmão. 3. Já a defesa de Aecio Neves da Cunha sustenta: a) nulidade do julgamento, já que o mandato do embargante como Senador da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório PET 7069 AGR-ED / DF República já se encerrara antes do término do julgamento do agravo regimental; b) quanto ao perigo na demora da medida cautelar, haveria “contradição, por apontar o requisito do perigo na demora como condição da medida, mas não o descrever, o que consubstancia omissão”; e c) omissão quanto ao montante do arresto em razão da futura fixação da multa. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF República já se encerrara antes do término do julgamento do agravo regimental; b) quanto ao perigo na demora da medida cautelar, haveria “contradição, por apontar o requisito do perigo na demora como condição da medida, mas não o descrever, o que consubstancia omissão”; e c) omissão quanto ao montante do arresto em razão da futura fixação da multa. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Trata-se de embargos de declaração interpostos contra acórdão da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal, por meio do qual foi decretada a indisponibilidade de bens de cada um dos ora embargantes no montante de R$ 1.686.600,00. 2. Nenhum dos vícios alegados restou demonstrado, razão pela qual os embargos não merecem acolhimento. Afasto, um a um, os argumentos apresentados. 3. A Defesa de Andrea Neves da Cunha aponta diversas supostas omissões ou obscuridades. Inicialmente, alega-se que, quanto à exigência de demonstração de dilapidação patrimonial para caracterização do periculum in mora, haveria “omissão” no acórdão, pelo fato de que o Ministro Luiz Fux teria exigido a necessidade de atos concretos para a medida cautelar. 4. Confira-se o trecho pertinente do voto do Min. Luiz Fux (sem destaques no original): “Revela-se impróprio, em casos como o presente, reduzir o conceito do periculum in mora exclusivamente à prática atual de atos de dilapidação do patrimônio. Deveras, relativamente ao delito contra a Administração Pública imputado aos Agravados, é de ser ressaltado que a conduta configura, simultaneamente, ato de improbidade administrativa, em relação ao qual a legislação estabelece a medida cautelar de indisponibilidade dos bens do indiciado, a qual “recairá sobre bens que assegurem o integral Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Trata-se de embargos de declaração interpostos contra acórdão da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal, por meio do qual foi decretada a indisponibilidade de bens de cada um dos ora embargantes no montante de R$ 1.686.600,00. 2. Nenhum dos vícios alegados restou demonstrado, razão pela qual os embargos não merecem acolhimento. Afasto, um a um, os argumentos apresentados. 3. A Defesa de Andrea Neves da Cunha aponta diversas supostas omissões ou obscuridades. Inicialmente, alega-se que, quanto à exigência de demonstração de dilapidação patrimonial para caracterização do periculum in mora, haveria “omissão” no acórdão, pelo fato de que o Ministro Luiz Fux teria exigido a necessidade de atos concretos para a medida cautelar. 4. Confira-se o trecho pertinente do voto do Min. Luiz Fux (sem destaques no original): “Revela-se impróprio, em casos como o presente, reduzir o conceito do periculum in mora exclusivamente à prática atual de atos de dilapidação do patrimônio. Deveras, relativamente ao delito contra a Administração Pública imputado aos Agravados, é de ser ressaltado que a conduta configura, simultaneamente, ato de improbidade administrativa, em relação ao qual a legislação estabelece a medida cautelar de indisponibilidade dos bens do indiciado, a qual “recairá sobre bens que assegurem o integral Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito” (art. 7º, caput e parágrafo único, da Lei 8.429/92). A jurisprudência sedimentada em sede de ações de improbidade administrativa autoriza que se adote medidas assecuratórias reais preventivas, voltando-se a impedir a prática de atos de dilapidação do patrimônio que prejudiquem o resultado útil do processo É que, nos tempos atuais, os velozes tráfegos, ocultamento ou dilapidação patrimoniais são possibilitados por instrumentos tecnológicos de comunicação de dados, que tornariam irreversível o dano à efetividade final de eventual condenação à pena pecuniária. Este dado da realidade, associado à plena liberdade de administração patrimonial quando ausentes medidas judiciais que impeçam atos individuais de disposição, constitui circunstância bastante e suficiente à decretação da medida acautelatória pleiteada pelo Ministério Público Federal. Ademais, cumpre registrar que esta Turma, por maioria, na fase da investigação, chegou a impor aos acusados medidas cautelares alternativas à prisão preventiva. Concluo, portanto, que a cautelaridade da medida requerida pelo Ministério Público está demonstrada nos autos, revelando-se necessário resguardar as condições de fato e de direito para que a justiça se preste com efetividade. Assim, cabível o arresto de bens dos Agravados AÉCIO NEVES e ANDRÉA NEVES, tendo por objetivo conservar bens em montante suficiente ao futuro e eventual pagamento da pena de multa e das custas processuais.” 5. Como se vê, o Min. Fux não poderia ter sido mais claro em afirmar que, diante da imputação de crime contra a Administração Pública, não se faz necessária a demonstração de atos concretos de dilapidação patrimonial para a caracterização do periculum in mora. Somente esse argumento já seria suficiente para afastar a suposta omissão. De todo modo, ressaltou ainda o Min. Fux que, no caso concreto, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito” (art. 7º, caput e parágrafo único, da Lei 8.429/92). A jurisprudência sedimentada em sede de ações de improbidade administrativa autoriza que se adote medidas assecuratórias reais preventivas, voltando-se a impedir a prática de atos de dilapidação do patrimônio que prejudiquem o resultado útil do processo É que, nos tempos atuais, os velozes tráfegos, ocultamento ou dilapidação patrimoniais são possibilitados por instrumentos tecnológicos de comunicação de dados, que tornariam irreversível o dano à efetividade final de eventual condenação à pena pecuniária. Este dado da realidade, associado à plena liberdade de administração patrimonial quando ausentes medidas judiciais que impeçam atos individuais de disposição, constitui circunstância bastante e suficiente à decretação da medida acautelatória pleiteada pelo Ministério Público Federal. Ademais, cumpre registrar que esta Turma, por maioria, na fase da investigação, chegou a impor aos acusados medidas cautelares alternativas à prisão preventiva. Concluo, portanto, que a cautelaridade da medida requerida pelo Ministério Público está demonstrada nos autos, revelando-se necessário resguardar as condições de fato e de direito para que a justiça se preste com efetividade. Assim, cabível o arresto de bens dos Agravados AÉCIO NEVES e ANDRÉA NEVES, tendo por objetivo conservar bens em montante suficiente ao futuro e eventual pagamento da pena de multa e das custas processuais.” 5. Como se vê, o Min. Fux não poderia ter sido mais claro em afirmar que, diante da imputação de crime contra a Administração Pública, não se faz necessária a demonstração de atos concretos de dilapidação patrimonial para a caracterização do periculum in mora. Somente esse argumento já seria suficiente para afastar a suposta omissão. De todo modo, ressaltou ainda o Min. Fux que, no caso concreto, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF o requisito do periculum in mora já havia sido reconhecido quando da imposição de medidas cautelares pessoais pela Primeira Turma. 6. A segunda alegação é de suposta omissão quanto aos “parâmetros adotados no caso concreto para se fixar o valor do arresto de acordo com o máximo da pena de multa passível de cominação”. Houve, porém, exposição clara dos fundamentos que levaram à fixação do montante a ser arrestado. Confira-se o trecho pertinente em meu voto: “28. A multa para o crime de corrupção poderá ser aplicada no máximo de 360 dias-multa, nos termos do art. 49 do Código Penal. O valor máximo de cada dia-multa, por sua vez, será de cinco vezes o salário-mínimo (CP, art. 49, § 1º). Assim, estimou o agravante o montante de R$ 1.686.600,00, para garantir o pagamento da eventual pena pecuniária a ser imposta em caso de condenação. 29. A rigor, o valor máximo que a multa poderá atingir em caso de eventual condenação será de R$ 5.509.800,00, já que a penalidade pode ser aumentada até o triplo, se for considerada ineficaz em virtude da situação econômica do réu, nos termos do art. 60 § 1º do Código Penal. 30. Na Ação Penal nº 470, por exemplo, os agentes políticos foram condenados ao pagamento de penas de multa aplicadas em dobro, com fundamento no art. 60 § 1º do Código Penal. Seguindo o mesmo parâmetro lá aplicado, portanto, o arresto poderia ser até superior àquele requerido pelo agravante. No entanto, como não cabe ao Juízo arrestar bens de ofício, tenho por razoável a incidência da medida assecuratória sobre bens dos agravados no valor de R$ 1.686.600,00, conforme estimado pelo Ministério Público Federal.” 7. Como resta claro do trecho transcrito, o valor estipulado foi muito inferior ao máximo que o tipo penal comportaria, restando devidamente fundamentado. Mencionou-se o caso da Ação Penal 470, em que também foram cometidos crimes contra a Administração Pública por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF o requisito do periculum in mora já havia sido reconhecido quando da imposição de medidas cautelares pessoais pela Primeira Turma. 6. A segunda alegação é de suposta omissão quanto aos “parâmetros adotados no caso concreto para se fixar o valor do arresto de acordo com o máximo da pena de multa passível de cominação”. Houve, porém, exposição clara dos fundamentos que levaram à fixação do montante a ser arrestado. Confira-se o trecho pertinente em meu voto: “28. A multa para o crime de corrupção poderá ser aplicada no máximo de 360 dias-multa, nos termos do art. 49 do Código Penal. O valor máximo de cada dia-multa, por sua vez, será de cinco vezes o salário-mínimo (CP, art. 49, § 1º). Assim, estimou o agravante o montante de R$ 1.686.600,00, para garantir o pagamento da eventual pena pecuniária a ser imposta em caso de condenação. 29. A rigor, o valor máximo que a multa poderá atingir em caso de eventual condenação será de R$ 5.509.800,00, já que a penalidade pode ser aumentada até o triplo, se for considerada ineficaz em virtude da situação econômica do réu, nos termos do art. 60 § 1º do Código Penal. 30. Na Ação Penal nº 470, por exemplo, os agentes políticos foram condenados ao pagamento de penas de multa aplicadas em dobro, com fundamento no art. 60 § 1º do Código Penal. Seguindo o mesmo parâmetro lá aplicado, portanto, o arresto poderia ser até superior àquele requerido pelo agravante. No entanto, como não cabe ao Juízo arrestar bens de ofício, tenho por razoável a incidência da medida assecuratória sobre bens dos agravados no valor de R$ 1.686.600,00, conforme estimado pelo Ministério Público Federal.” 7. Como resta claro do trecho transcrito, o valor estipulado foi muito inferior ao máximo que o tipo penal comportaria, restando devidamente fundamentado. Mencionou-se o caso da Ação Penal 470, em que também foram cometidos crimes contra a Administração Pública por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF titulares de cargos de alto escalão federal, para demonstrar como é razoável admitir uma potencial condenação em valor superior ao requerido pela Procuradoria-Geral da República. Não há, por conseguinte, omissão alguma a ser sanada, mas mera discordância da embargante quanto à decisão. 8. A terceira alegação é de omissão decorrente da suposta referência à “AP 470 como único precedente a subsidiar a presunção de que em sede de criminalidade econômica, condenado não cumpre pena de multa”. Ocorre que a referência à AP 470 foi meramente exemplificativa – pois, como dito, trata de crimes praticados também no alto escalão governamental –, além de constituir apenas um dos argumento utilizados para se assentar o periculum in mora. Confira-se a passagem relacionada a esse ponto em meu voto: “32. Em primeiro lugar, as medidas cautelares penais têm ínsito e presumido o risco de ineficácia. Isso porque, se não decretadas, é natural e até intuitivo pressupor que o acusado, antevendo a possibilidade de vir a ser condenado, tome providências para evitar os efeitos patrimoniais da pena. 33. Aliás, é exatamente isso o que demonstra a experiência. Mais uma vez menciono como exemplo a Ação Penal nº 470, na qual não foram determinadas medidas assecuratórias no início do feito e, posteriormente, no momento da execução da pena, boa parte dos condenados alegou não ter patrimônio suficiente para o pagamento da pena pecuniária. 34. Na criminalidade econômica, a constrição de bens é reconhecidamente o meio mais eficaz de combate à impunidade. Se, por ocasião do julgamento, os agravantes forem considerados culpados e não forem encontrados bens suficientes para satisfazer os aspectos patrimoniais da condenação, a pena aplicada terá deixado de cumprir minimamente as funções dela esperadas. 35. Por isso mesmo – e essa é a segunda razão –, o Código de Processo Penal não exige que os acusados estejam 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF titulares de cargos de alto escalão federal, para demonstrar como é razoável admitir uma potencial condenação em valor superior ao requerido pela Procuradoria-Geral da República. Não há, por conseguinte, omissão alguma a ser sanada, mas mera discordância da embargante quanto à decisão. 8. A terceira alegação é de omissão decorrente da suposta referência à “AP 470 como único precedente a subsidiar a presunção de que em sede de criminalidade econômica, condenado não cumpre pena de multa”. Ocorre que a referência à AP 470 foi meramente exemplificativa – pois, como dito, trata de crimes praticados também no alto escalão governamental –, além de constituir apenas um dos argumento utilizados para se assentar o periculum in mora. Confira-se a passagem relacionada a esse ponto em meu voto: “32. Em primeiro lugar, as medidas cautelares penais têm ínsito e presumido o risco de ineficácia. Isso porque, se não decretadas, é natural e até intuitivo pressupor que o acusado, antevendo a possibilidade de vir a ser condenado, tome providências para evitar os efeitos patrimoniais da pena. 33. Aliás, é exatamente isso o que demonstra a experiência. Mais uma vez menciono como exemplo a Ação Penal nº 470, na qual não foram determinadas medidas assecuratórias no início do feito e, posteriormente, no momento da execução da pena, boa parte dos condenados alegou não ter patrimônio suficiente para o pagamento da pena pecuniária. 34. Na criminalidade econômica, a constrição de bens é reconhecidamente o meio mais eficaz de combate à impunidade. Se, por ocasião do julgamento, os agravantes forem considerados culpados e não forem encontrados bens suficientes para satisfazer os aspectos patrimoniais da condenação, a pena aplicada terá deixado de cumprir minimamente as funções dela esperadas. 35. Por isso mesmo – e essa é a segunda razão –, o Código de Processo Penal não exige que os acusados estejam 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF praticando atos concretos de dilapidação do patrimônio para autorizar a decretação da medida. 36. Em terceiro lugar, a medida não trará prejuízos desarrazoados aos agravantes, que, se absolvidos ao fim do processo, terão seus bens desbloqueados.” 9. Nota-se, pois, que, também em relação a esse tópico, não há omissão alguma a ser sanada. 10. Por fim, a última alegação diz respeito a uma suposta contradição quanto ao montante do arresto, que teria sido desproporcional em relação à embargante, já que ela responde por um único delito, diferentemente de seu irmão. 11. Em meu voto, o arresto foi decretado unicamente em relação ao delito de corrupção passiva, razão pela qual não procedi à estipulação de valores diferentes para cada um dos corréus, ambos acusados deste delito. Já o Min. Fux, embora tenha feito referência aos dois delitos, acabou por acompanhar o meu voto, de modo que a fundamentação nele adotada veio a prevalecer. 12. Seja como for, a Procuradoria-Geral da República requereu a constrição do equivalente a 360 dias-multa “para cada crime” (fl. 13). Portanto, ainda que o Min. Fux tenha optado pelo arresto do valor correspondente a 180 dias-multa para cada corréu, a conclusão de julgamento atingida quanto o montante a ser arrestado foi idêntica. 13. Examino, a seguir, os argumentos da Defesa de Aécio Neves da Cunha. 14. Em primeiro lugar, sustenta o embargante a nulidade do acórdão, já que o mandato do embargante como Senador da República já se encerrara antes do término do julgamento do agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF praticando atos concretos de dilapidação do patrimônio para autorizar a decretação da medida. 36. Em terceiro lugar, a medida não trará prejuízos desarrazoados aos agravantes, que, se absolvidos ao fim do processo, terão seus bens desbloqueados.” 9. Nota-se, pois, que, também em relação a esse tópico, não há omissão alguma a ser sanada. 10. Por fim, a última alegação diz respeito a uma suposta contradição quanto ao montante do arresto, que teria sido desproporcional em relação à embargante, já que ela responde por um único delito, diferentemente de seu irmão. 11. Em meu voto, o arresto foi decretado unicamente em relação ao delito de corrupção passiva, razão pela qual não procedi à estipulação de valores diferentes para cada um dos corréus, ambos acusados deste delito. Já o Min. Fux, embora tenha feito referência aos dois delitos, acabou por acompanhar o meu voto, de modo que a fundamentação nele adotada veio a prevalecer. 12. Seja como for, a Procuradoria-Geral da República requereu a constrição do equivalente a 360 dias-multa “para cada crime” (fl. 13). Portanto, ainda que o Min. Fux tenha optado pelo arresto do valor correspondente a 180 dias-multa para cada corréu, a conclusão de julgamento atingida quanto o montante a ser arrestado foi idêntica. 13. Examino, a seguir, os argumentos da Defesa de Aécio Neves da Cunha. 14. Em primeiro lugar, sustenta o embargante a nulidade do acórdão, já que o mandato do embargante como Senador da República já se encerrara antes do término do julgamento do agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF 15. Na AP 937 QO, de minha Relatoria, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal fixou as seguintes teses: “(i) O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas; e (ii) Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo”. 16. Na hipótese examinada, tratava-se de julgamento da própria ação penal, tendo sido fixada a publicação do despacho de intimação para alegações finais como o marco temporal a partir do qual resta prorrogada a competência da Corte para o julgamento do feito, ainda que o agente público deixe de ocupar o cargo. Aplicando as mesmas razões de decidir, e tratando-se, no presente caso, de agravo regimental em medida cautelar, uma vez iniciado o seu julgamento prorroga-se a competência desta Corte até que seja concluído. Conforme já decidido, a propósito, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, “Uma vez iniciado o julgamento de Parlamentar nesta Suprema Corte, a superveniência do término do mandato eletivo não desloca a competência para outra instância” (Inq 2295, Red. p/ Acórdão: Min. Menezes Direito, j. 23.10.2008). 17. O segundo argumento apresentado pelo embargante é o de que, quanto ao perigo na demora da medida cautelar, haveria “contradição, por apontar o requisito do perigo na demora como condição da medida, mas não o descrever, o que consubstancia omissão”. 18. Não há, porém, nem contradição nem omissão. Já na ementa do acórdão se lê que “O perigo na demora é ínsito às medidas assecuratórias penais, sendo desnecessária a demonstração de atos concretos de dissipação patrimonial pelos acusados”. O perigo na demora é presumido nesses casos, portanto, prescindindo de demonstração concreta. A 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF 15. Na AP 937 QO, de minha Relatoria, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal fixou as seguintes teses: “(i) O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas; e (ii) Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo”. 16. Na hipótese examinada, tratava-se de julgamento da própria ação penal, tendo sido fixada a publicação do despacho de intimação para alegações finais como o marco temporal a partir do qual resta prorrogada a competência da Corte para o julgamento do feito, ainda que o agente público deixe de ocupar o cargo. Aplicando as mesmas razões de decidir, e tratando-se, no presente caso, de agravo regimental em medida cautelar, uma vez iniciado o seu julgamento prorroga-se a competência desta Corte até que seja concluído. Conforme já decidido, a propósito, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, “Uma vez iniciado o julgamento de Parlamentar nesta Suprema Corte, a superveniência do término do mandato eletivo não desloca a competência para outra instância” (Inq 2295, Red. p/ Acórdão: Min. Menezes Direito, j. 23.10.2008). 17. O segundo argumento apresentado pelo embargante é o de que, quanto ao perigo na demora da medida cautelar, haveria “contradição, por apontar o requisito do perigo na demora como condição da medida, mas não o descrever, o que consubstancia omissão”. 18. Não há, porém, nem contradição nem omissão. Já na ementa do acórdão se lê que “O perigo na demora é ínsito às medidas assecuratórias penais, sendo desnecessária a demonstração de atos concretos de dissipação patrimonial pelos acusados”. O perigo na demora é presumido nesses casos, portanto, prescindindo de demonstração concreta. A 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF discordância do embargante em relação a esse fundamento não traduz omissão ou contradição do acórdão. 19. Finalmente, o terceiro argumento do embargante é o de que haveria omissão quanto ao montante do arresto em razão da futura fixação da multa. 20. Como se depreende do trecho do meu voto transcrito anteriormente, a fixação do valor estipulado para o arresto, que é muito inferior ao máximo que o tipo penal comportaria, utilizou como parâmetro de referência as penas aplicadas na Ação Penal 470, em que também foram cometidos crimes contra a Administração Pública por titulares de altos cargos da República. Portanto, embora o embargante divirja da conclusão atingida, não há dúvida de que houve fundamentação específica a respeito desse ponto. 21. Diante do exposto, rejeito integralmente os embargos de declaração. Considerado seu caráter meramente protelatório, uma vez publicado o acórdão, remetam-se imediatamente os autos à Justiça Federal de São Paulo, para que tramitem apensados à ação penal anteriormente remetida por este Supremo Tribunal Federal, independentemente do prazo para interposição de novos embargos. 22. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF discordância do embargante em relação a esse fundamento não traduz omissão ou contradição do acórdão. 19. Finalmente, o terceiro argumento do embargante é o de que haveria omissão quanto ao montante do arresto em razão da futura fixação da multa. 20. Como se depreende do trecho do meu voto transcrito anteriormente, a fixação do valor estipulado para o arresto, que é muito inferior ao máximo que o tipo penal comportaria, utilizou como parâmetro de referência as penas aplicadas na Ação Penal 470, em que também foram cometidos crimes contra a Administração Pública por titulares de altos cargos da República. Portanto, embora o embargante divirja da conclusão atingida, não há dúvida de que houve fundamentação específica a respeito desse ponto. 21. Diante do exposto, rejeito integralmente os embargos de declaração. Considerado seu caráter meramente protelatório, uma vez publicado o acórdão, remetam-se imediatamente os autos à Justiça Federal de São Paulo, para que tramitem apensados à ação penal anteriormente remetida por este Supremo Tribunal Federal, independentemente do prazo para interposição de novos embargos. 22. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) : SANZIO BAIONETA NOGUEIRA (54088/DF, 83092/MG, 199505/RJ) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com determinação de remessa imediata dos autos ao Juízo Federal de primeira instância, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-2940-840E-A5BA e senha 1CEC-E7EF-8459-25F2 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) : SANZIO BAIONETA NOGUEIRA (54088/DF, 83092/MG, 199505/RJ) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com determinação de remessa imediata dos autos ao Juízo Federal de primeira instância, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-2940-840E-A5BA e senha 1CEC-E7EF-8459-25F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750432897
2019-06-28T00:00:00
2019-08-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com determinação de remessa imediata dos autos ao Juízo Federal de primeira instância, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO
Ementa: DIREITO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ARRESTO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. 1. Não há ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 619 do CPP. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. Se já iniciado o julgamento nesta Suprema Corte, a superveniência do término do mandato eletivo não desloca a competência para outra instância enquanto não concluído o julgamento. Encerrado o julgamento do agravo regimental, remetam-se os autos ao juízo federal de primeira instância. 4. Embargos de declaração rejeitados. Dado seu caráter meramente protelatório, uma vez publicado o acórdão, remetam-se imediatamente os autos à Justiça Federal de São Paulo.
sjur407822
- Acórdão(s) citado(s): (FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO, PRORROGAÇÃO, COMPETÊNCIA) Inq 2295 (TP), AP 937 QO (TP). - Veja AP 470 do STF. Número de páginas: 13. Análise: 01/02/2020, JRS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
7069
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
Pet-AgR-ED
acordaos
Pet 7069 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) : SANZIO BAIONETA NOGUEIRA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) :SANZIO BAIONETA NOGUEIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Ementa: DIREITO PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONTRA ACÓRDÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ARRESTO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. 1. Não há ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 619 do CPP. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. Se já iniciado o julgamento nesta Suprema Corte, a superveniência do término do mandato eletivo não desloca a competência para outra instância enquanto não concluído o julgamento. Encerrado o julgamento do agravo regimental, remetam-se os autos ao juízo federal de primeira instância. 4. Embargos de declaração rejeitados. Dado seu caráter meramente protelatório, uma vez publicado o acórdão, remetam-se imediatamente os autos à Justiça Federal de São Paulo. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, com determinação de remessa imediata dos autos ao Juízo Federal de primeira instância, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA16-DAF2-E098-7388 e senha 8890-D86B-1710-36A3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão PET 7069 AGR-ED / DF MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA16-DAF2-E098-7388 e senha 8890-D86B-1710-36A3 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA16-DAF2-E098-7388 e senha 8890-D86B-1710-36A3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) :SANZIO BAIONETA NOGUEIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Aprecio conjuntamente os embargos interpostos por Andrea e Aécio Neves da Cunha contra acórdão, da minha relatoria, proferido pela Primeira Turma, assim ementado: DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ARRESTO. ATO DE CORRUPÇÃO. DANO MORAL COLETIVO. PENA DE MULTA. 1. O Ministério Público possui legitimidade para requerer medidas assecuratórias da reparação de danos causados por atos de corrupção, bem como do pagamento da eventual pena de multa, seja no interesse da Fazenda Pública, seja no interesse da sociedade (Constituição Federal de 1988, arts. 127, I, e 129, caput; CPP, arts. 134 e 142). 2. Para a decretação do arresto, devem ser verificados: (a) a plausibilidade do direito, representada (a.1) por indícios de materialidade e autoria e (a.2) pela estimativa do dano causado pelo delito, do valor das despesas processuais e do montante das penas pecuniárias; e (b) o perigo na demora. 3. A presença de indícios de materialidade e autoria dos crimes de corrupção passiva (art. 317, caput, do Código Penal Brasileiro) e de tentativa de embaraço de investigações relacionadas a organização criminosa (art. 2..., § 1..., da Lei n 12.850/13) está caracterizada pelo recebimento integral da denúncia oferecida no Inquérito n 4506 contra os agravantes e outros acusados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) :SANZIO BAIONETA NOGUEIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Aprecio conjuntamente os embargos interpostos por Andrea e Aécio Neves da Cunha contra acórdão, da minha relatoria, proferido pela Primeira Turma, assim ementado: DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ARRESTO. ATO DE CORRUPÇÃO. DANO MORAL COLETIVO. PENA DE MULTA. 1. O Ministério Público possui legitimidade para requerer medidas assecuratórias da reparação de danos causados por atos de corrupção, bem como do pagamento da eventual pena de multa, seja no interesse da Fazenda Pública, seja no interesse da sociedade (Constituição Federal de 1988, arts. 127, I, e 129, caput; CPP, arts. 134 e 142). 2. Para a decretação do arresto, devem ser verificados: (a) a plausibilidade do direito, representada (a.1) por indícios de materialidade e autoria e (a.2) pela estimativa do dano causado pelo delito, do valor das despesas processuais e do montante das penas pecuniárias; e (b) o perigo na demora. 3. A presença de indícios de materialidade e autoria dos crimes de corrupção passiva (art. 317, caput, do Código Penal Brasileiro) e de tentativa de embaraço de investigações relacionadas a organização criminosa (art. 2..., § 1..., da Lei n 12.850/13) está caracterizada pelo recebimento integral da denúncia oferecida no Inquérito n 4506 contra os agravantes e outros acusados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório PET 7069 AGR-ED / DF (minha relatoria para acórdão, Primeira Turma, j. 17.04.2018). 4. Embora exista uma tendência de se reconhecer a possibilidade de danos morais coletivos em decorrência de atos de corrupção, ainda não houve manifestação a respeito por parte do Supremo Tribunal Federal. É prematuro, portanto, arrestar antecipadamente bens dos agravantes para assegurar a reparação dessa espécie de danos. 5. É razoável o valor estimado pelo Ministério Público Federal, de R$ 1.686.600,00 para cada agravado, para a incidência da medida cautelar, voltada a assegurar o pagamento da eventual pena pecuniária, a ser imposta em caso de condenação. 6. Na execução das penas de multa, na Ação Penal n 470, boa parte dos condenados procurou furtar-se ao seu pagamento alegando insuficiência de patrimônio. 7. O perigo na demora é ínsito às medidas assecuratórias penais, sendo desnecessária a demonstração de atos concretos de dissipação patrimonial pelos acusados. 8. Agravo parcialmente provido. 2. A defesa de Andrea Neves da Cunha alega: a) quanto à exigência de demonstração da dilapidação patrimonial para caracterização do periculum in mora, que deve ser sanada “omissão para esclarecer se os fundamentos sustentados pelo Min. Luiz Fux foram acompanhados pelos demais que votaram pelo deferimento do arresto”; b) omissão quanto aos “parâmetros adotados no caso concreto para se fixar o valor do arresto de acordo com o máximo da pena de multa passível de cominação”; c) omissão quanto à referência à AP 470 como único precedente a subsidiar presunção no âmbito da criminalidade econômica; e d) contradição quanto ao montante do arresto, que teria sido desproporcional em relação à embargante, já que ela responde por um único delito, diferentemente de seu irmão. 3. Já a defesa de Aecio Neves da Cunha sustenta: a) nulidade do julgamento, já que o mandato do embargante como Senador da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF (minha relatoria para acórdão, Primeira Turma, j. 17.04.2018). 4. Embora exista uma tendência de se reconhecer a possibilidade de danos morais coletivos em decorrência de atos de corrupção, ainda não houve manifestação a respeito por parte do Supremo Tribunal Federal. É prematuro, portanto, arrestar antecipadamente bens dos agravantes para assegurar a reparação dessa espécie de danos. 5. É razoável o valor estimado pelo Ministério Público Federal, de R$ 1.686.600,00 para cada agravado, para a incidência da medida cautelar, voltada a assegurar o pagamento da eventual pena pecuniária, a ser imposta em caso de condenação. 6. Na execução das penas de multa, na Ação Penal n 470, boa parte dos condenados procurou furtar-se ao seu pagamento alegando insuficiência de patrimônio. 7. O perigo na demora é ínsito às medidas assecuratórias penais, sendo desnecessária a demonstração de atos concretos de dissipação patrimonial pelos acusados. 8. Agravo parcialmente provido. 2. A defesa de Andrea Neves da Cunha alega: a) quanto à exigência de demonstração da dilapidação patrimonial para caracterização do periculum in mora, que deve ser sanada “omissão para esclarecer se os fundamentos sustentados pelo Min. Luiz Fux foram acompanhados pelos demais que votaram pelo deferimento do arresto”; b) omissão quanto aos “parâmetros adotados no caso concreto para se fixar o valor do arresto de acordo com o máximo da pena de multa passível de cominação”; c) omissão quanto à referência à AP 470 como único precedente a subsidiar presunção no âmbito da criminalidade econômica; e d) contradição quanto ao montante do arresto, que teria sido desproporcional em relação à embargante, já que ela responde por um único delito, diferentemente de seu irmão. 3. Já a defesa de Aecio Neves da Cunha sustenta: a) nulidade do julgamento, já que o mandato do embargante como Senador da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório PET 7069 AGR-ED / DF República já se encerrara antes do término do julgamento do agravo regimental; b) quanto ao perigo na demora da medida cautelar, haveria “contradição, por apontar o requisito do perigo na demora como condição da medida, mas não o descrever, o que consubstancia omissão”; e c) omissão quanto ao montante do arresto em razão da futura fixação da multa. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF República já se encerrara antes do término do julgamento do agravo regimental; b) quanto ao perigo na demora da medida cautelar, haveria “contradição, por apontar o requisito do perigo na demora como condição da medida, mas não o descrever, o que consubstancia omissão”; e c) omissão quanto ao montante do arresto em razão da futura fixação da multa. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B258-FF20-6770-AD1A e senha 3C3D-893C-5B91-B663 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Trata-se de embargos de declaração interpostos contra acórdão da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal, por meio do qual foi decretada a indisponibilidade de bens de cada um dos ora embargantes no montante de R$ 1.686.600,00. 2. Nenhum dos vícios alegados restou demonstrado, razão pela qual os embargos não merecem acolhimento. Afasto, um a um, os argumentos apresentados. 3. A Defesa de Andrea Neves da Cunha aponta diversas supostas omissões ou obscuridades. Inicialmente, alega-se que, quanto à exigência de demonstração de dilapidação patrimonial para caracterização do periculum in mora, haveria “omissão” no acórdão, pelo fato de que o Ministro Luiz Fux teria exigido a necessidade de atos concretos para a medida cautelar. 4. Confira-se o trecho pertinente do voto do Min. Luiz Fux (sem destaques no original): “Revela-se impróprio, em casos como o presente, reduzir o conceito do periculum in mora exclusivamente à prática atual de atos de dilapidação do patrimônio. Deveras, relativamente ao delito contra a Administração Pública imputado aos Agravados, é de ser ressaltado que a conduta configura, simultaneamente, ato de improbidade administrativa, em relação ao qual a legislação estabelece a medida cautelar de indisponibilidade dos bens do indiciado, a qual “recairá sobre bens que assegurem o integral Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: 1. Trata-se de embargos de declaração interpostos contra acórdão da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal, por meio do qual foi decretada a indisponibilidade de bens de cada um dos ora embargantes no montante de R$ 1.686.600,00. 2. Nenhum dos vícios alegados restou demonstrado, razão pela qual os embargos não merecem acolhimento. Afasto, um a um, os argumentos apresentados. 3. A Defesa de Andrea Neves da Cunha aponta diversas supostas omissões ou obscuridades. Inicialmente, alega-se que, quanto à exigência de demonstração de dilapidação patrimonial para caracterização do periculum in mora, haveria “omissão” no acórdão, pelo fato de que o Ministro Luiz Fux teria exigido a necessidade de atos concretos para a medida cautelar. 4. Confira-se o trecho pertinente do voto do Min. Luiz Fux (sem destaques no original): “Revela-se impróprio, em casos como o presente, reduzir o conceito do periculum in mora exclusivamente à prática atual de atos de dilapidação do patrimônio. Deveras, relativamente ao delito contra a Administração Pública imputado aos Agravados, é de ser ressaltado que a conduta configura, simultaneamente, ato de improbidade administrativa, em relação ao qual a legislação estabelece a medida cautelar de indisponibilidade dos bens do indiciado, a qual “recairá sobre bens que assegurem o integral Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito” (art. 7..., caput e parágrafo único, da Lei 8.429/92). A jurisprudência sedimentada em sede de ações de improbidade administrativa autoriza que se adote medidas assecuratórias reais preventivas, voltando-se a impedir a prática de atos de dilapidação do patrimônio que prejudiquem o resultado útil do processo É que, nos tempos atuais, os velozes tráfegos, ocultamento ou dilapidação patrimoniais são possibilitados por instrumentos tecnológicos de comunicação de dados, que tornariam irreversível o dano à efetividade final de eventual condenação à pena pecuniária. Este dado da realidade, associado à plena liberdade de administração patrimonial quando ausentes medidas judiciais que impeçam atos individuais de disposição, constitui circunstância bastante e suficiente à decretação da medida acautelatória pleiteada pelo Ministério Público Federal. Ademais, cumpre registrar que esta Turma, por maioria, na fase da investigação, chegou a impor aos acusados medidas cautelares alternativas à prisão preventiva. Concluo, portanto, que a cautelaridade da medida requerida pelo Ministério Público está demonstrada nos autos, revelando-se necessário resguardar as condições de fato e de direito para que a justiça se preste com efetividade. Assim, cabível o arresto de bens dos Agravados AÉCIO NEVES e ANDRÉA NEVES, tendo por objetivo conservar bens em montante suficiente ao futuro e eventual pagamento da pena de multa e das custas processuais.” 5. Como se vê, o Min. Fux não poderia ter sido mais claro em afirmar que, diante da imputação de crime contra a Administração Pública, não se faz necessária a demonstração de atos concretos de dilapidação patrimonial para a caracterização do periculum in mora. Somente esse argumento já seria suficiente para afastar a suposta omissão. De todo modo, ressaltou ainda o Min. Fux que, no caso concreto, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito” (art. 7..., caput e parágrafo único, da Lei 8.429/92). A jurisprudência sedimentada em sede de ações de improbidade administrativa autoriza que se adote medidas assecuratórias reais preventivas, voltando-se a impedir a prática de atos de dilapidação do patrimônio que prejudiquem o resultado útil do processo É que, nos tempos atuais, os velozes tráfegos, ocultamento ou dilapidação patrimoniais são possibilitados por instrumentos tecnológicos de comunicação de dados, que tornariam irreversível o dano à efetividade final de eventual condenação à pena pecuniária. Este dado da realidade, associado à plena liberdade de administração patrimonial quando ausentes medidas judiciais que impeçam atos individuais de disposição, constitui circunstância bastante e suficiente à decretação da medida acautelatória pleiteada pelo Ministério Público Federal. Ademais, cumpre registrar que esta Turma, por maioria, na fase da investigação, chegou a impor aos acusados medidas cautelares alternativas à prisão preventiva. Concluo, portanto, que a cautelaridade da medida requerida pelo Ministério Público está demonstrada nos autos, revelando-se necessário resguardar as condições de fato e de direito para que a justiça se preste com efetividade. Assim, cabível o arresto de bens dos Agravados AÉCIO NEVES e ANDRÉA NEVES, tendo por objetivo conservar bens em montante suficiente ao futuro e eventual pagamento da pena de multa e das custas processuais.” 5. Como se vê, o Min. Fux não poderia ter sido mais claro em afirmar que, diante da imputação de crime contra a Administração Pública, não se faz necessária a demonstração de atos concretos de dilapidação patrimonial para a caracterização do periculum in mora. Somente esse argumento já seria suficiente para afastar a suposta omissão. De todo modo, ressaltou ainda o Min. Fux que, no caso concreto, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF o requisito do periculum in mora já havia sido reconhecido quando da imposição de medidas cautelares pessoais pela Primeira Turma. 6. A segunda alegação é de suposta omissão quanto aos “parâmetros adotados no caso concreto para se fixar o valor do arresto de acordo com o máximo da pena de multa passível de cominação”. Houve, porém, exposição clara dos fundamentos que levaram à fixação do montante a ser arrestado. Confira-se o trecho pertinente em meu voto: “28. A multa para o crime de corrupção poderá ser aplicada no máximo de 360 dias-multa, nos termos do art. 49 do Código Penal. O valor máximo de cada dia-multa, por sua vez, será de cinco vezes o salário-mínimo (Código Penal Brasileiro, art. 49, § 1...). Assim, estimou o agravante o montante de R$ 1.686.600,00, para garantir o pagamento da eventual pena pecuniária a ser imposta em caso de condenação. 29. A rigor, o valor máximo que a multa poderá atingir em caso de eventual condenação será de R$ 5.509.800,00, já que a penalidade pode ser aumentada até o triplo, se for considerada ineficaz em virtude da situação econômica do réu, nos termos do art. 60 § 1... do Código Penal. 30. Na Ação Penal n 470, por exemplo, os agentes políticos foram condenados ao pagamento de penas de multa aplicadas em dobro, com fundamento no art. 60 § 1... do Código Penal. Seguindo o mesmo parâmetro lá aplicado, portanto, o arresto poderia ser até superior àquele requerido pelo agravante. No entanto, como não cabe ao Juízo arrestar bens de ofício, tenho por razoável a incidência da medida assecuratória sobre bens dos agravados no valor de R$ 1.686.600,00, conforme estimado pelo Ministério Público Federal.” 7. Como resta claro do trecho transcrito, o valor estipulado foi muito inferior ao máximo que o tipo penal comportaria, restando devidamente fundamentado. Mencionou-se o caso da Ação Penal 470, em que também foram cometidos crimes contra a Administração Pública por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF o requisito do periculum in mora já havia sido reconhecido quando da imposição de medidas cautelares pessoais pela Primeira Turma. 6. A segunda alegação é de suposta omissão quanto aos “parâmetros adotados no caso concreto para se fixar o valor do arresto de acordo com o máximo da pena de multa passível de cominação”. Houve, porém, exposição clara dos fundamentos que levaram à fixação do montante a ser arrestado. Confira-se o trecho pertinente em meu voto: “28. A multa para o crime de corrupção poderá ser aplicada no máximo de 360 dias-multa, nos termos do art. 49 do Código Penal. O valor máximo de cada dia-multa, por sua vez, será de cinco vezes o salário-mínimo (Código Penal Brasileiro, art. 49, § 1...). Assim, estimou o agravante o montante de R$ 1.686.600,00, para garantir o pagamento da eventual pena pecuniária a ser imposta em caso de condenação. 29. A rigor, o valor máximo que a multa poderá atingir em caso de eventual condenação será de R$ 5.509.800,00, já que a penalidade pode ser aumentada até o triplo, se for considerada ineficaz em virtude da situação econômica do réu, nos termos do art. 60 § 1... do Código Penal. 30. Na Ação Penal n 470, por exemplo, os agentes políticos foram condenados ao pagamento de penas de multa aplicadas em dobro, com fundamento no art. 60 § 1... do Código Penal. Seguindo o mesmo parâmetro lá aplicado, portanto, o arresto poderia ser até superior àquele requerido pelo agravante. No entanto, como não cabe ao Juízo arrestar bens de ofício, tenho por razoável a incidência da medida assecuratória sobre bens dos agravados no valor de R$ 1.686.600,00, conforme estimado pelo Ministério Público Federal.” 7. Como resta claro do trecho transcrito, o valor estipulado foi muito inferior ao máximo que o tipo penal comportaria, restando devidamente fundamentado. Mencionou-se o caso da Ação Penal 470, em que também foram cometidos crimes contra a Administração Pública por 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF titulares de cargos de alto escalão federal, para demonstrar como é razoável admitir uma potencial condenação em valor superior ao requerido pela Procuradoria-Geral da República. Não há, por conseguinte, omissão alguma a ser sanada, mas mera discordância da embargante quanto à decisão. 8. A terceira alegação é de omissão decorrente da suposta referência à “AP 470 como único precedente a subsidiar a presunção de que em sede de criminalidade econômica, condenado não cumpre pena de multa”. Ocorre que a referência à AP 470 foi meramente exemplificativa – pois, como dito, trata de crimes praticados também no alto escalão governamental –, além de constituir apenas um dos argumento utilizados para se assentar o periculum in mora. Confira-se a passagem relacionada a esse ponto em meu voto: “32. Em primeiro lugar, as medidas cautelares penais têm ínsito e presumido o risco de ineficácia. Isso porque, se não decretadas, é natural e até intuitivo pressupor que o acusado, antevendo a possibilidade de vir a ser condenado, tome providências para evitar os efeitos patrimoniais da pena. 33. Aliás, é exatamente isso o que demonstra a experiência. Mais uma vez menciono como exemplo a Ação Penal n 470, na qual não foram determinadas medidas assecuratórias no início do feito e, posteriormente, no momento da execução da pena, boa parte dos condenados alegou não ter patrimônio suficiente para o pagamento da pena pecuniária. 34. Na criminalidade econômica, a constrição de bens é reconhecidamente o meio mais eficaz de combate à impunidade. Se, por ocasião do julgamento, os agravantes forem considerados culpados e não forem encontrados bens suficientes para satisfazer os aspectos patrimoniais da condenação, a pena aplicada terá deixado de cumprir minimamente as funções dela esperadas. 35. Por isso mesmo – e essa é a segunda razão –, o Código de Processo Penal não exige que os acusados estejam 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF titulares de cargos de alto escalão federal, para demonstrar como é razoável admitir uma potencial condenação em valor superior ao requerido pela Procuradoria-Geral da República. Não há, por conseguinte, omissão alguma a ser sanada, mas mera discordância da embargante quanto à decisão. 8. A terceira alegação é de omissão decorrente da suposta referência à “AP 470 como único precedente a subsidiar a presunção de que em sede de criminalidade econômica, condenado não cumpre pena de multa”. Ocorre que a referência à AP 470 foi meramente exemplificativa – pois, como dito, trata de crimes praticados também no alto escalão governamental –, além de constituir apenas um dos argumento utilizados para se assentar o periculum in mora. Confira-se a passagem relacionada a esse ponto em meu voto: “32. Em primeiro lugar, as medidas cautelares penais têm ínsito e presumido o risco de ineficácia. Isso porque, se não decretadas, é natural e até intuitivo pressupor que o acusado, antevendo a possibilidade de vir a ser condenado, tome providências para evitar os efeitos patrimoniais da pena. 33. Aliás, é exatamente isso o que demonstra a experiência. Mais uma vez menciono como exemplo a Ação Penal n 470, na qual não foram determinadas medidas assecuratórias no início do feito e, posteriormente, no momento da execução da pena, boa parte dos condenados alegou não ter patrimônio suficiente para o pagamento da pena pecuniária. 34. Na criminalidade econômica, a constrição de bens é reconhecidamente o meio mais eficaz de combate à impunidade. Se, por ocasião do julgamento, os agravantes forem considerados culpados e não forem encontrados bens suficientes para satisfazer os aspectos patrimoniais da condenação, a pena aplicada terá deixado de cumprir minimamente as funções dela esperadas. 35. Por isso mesmo – e essa é a segunda razão –, o Código de Processo Penal não exige que os acusados estejam 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF praticando atos concretos de dilapidação do patrimônio para autorizar a decretação da medida. 36. Em terceiro lugar, a medida não trará prejuízos desarrazoados aos agravantes, que, se absolvidos ao fim do processo, terão seus bens desbloqueados.” 9. Nota-se, pois, que, também em relação a esse tópico, não há omissão alguma a ser sanada. 10. Por fim, a última alegação diz respeito a uma suposta contradição quanto ao montante do arresto, que teria sido desproporcional em relação à embargante, já que ela responde por um único delito, diferentemente de seu irmão. 11. Em meu voto, o arresto foi decretado unicamente em relação ao delito de corrupção passiva, razão pela qual não procedi à estipulação de valores diferentes para cada um dos corréus, ambos acusados deste delito. Já o Min. Fux, embora tenha feito referência aos dois delitos, acabou por acompanhar o meu voto, de modo que a fundamentação nele adotada veio a prevalecer. 12. Seja como for, a Procuradoria-Geral da República requereu a constrição do equivalente a 360 dias-multa “para cada crime” (fl. 13). Portanto, ainda que o Min. Fux tenha optado pelo arresto do valor correspondente a 180 dias-multa para cada corréu, a conclusão de julgamento atingida quanto o montante a ser arrestado foi idêntica. 13. Examino, a seguir, os argumentos da Defesa de Aécio Neves da Cunha. 14. Em primeiro lugar, sustenta o embargante a nulidade do acórdão, já que o mandato do embargante como Senador da República já se encerrara antes do término do julgamento do agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF praticando atos concretos de dilapidação do patrimônio para autorizar a decretação da medida. 36. Em terceiro lugar, a medida não trará prejuízos desarrazoados aos agravantes, que, se absolvidos ao fim do processo, terão seus bens desbloqueados.” 9. Nota-se, pois, que, também em relação a esse tópico, não há omissão alguma a ser sanada. 10. Por fim, a última alegação diz respeito a uma suposta contradição quanto ao montante do arresto, que teria sido desproporcional em relação à embargante, já que ela responde por um único delito, diferentemente de seu irmão. 11. Em meu voto, o arresto foi decretado unicamente em relação ao delito de corrupção passiva, razão pela qual não procedi à estipulação de valores diferentes para cada um dos corréus, ambos acusados deste delito. Já o Min. Fux, embora tenha feito referência aos dois delitos, acabou por acompanhar o meu voto, de modo que a fundamentação nele adotada veio a prevalecer. 12. Seja como for, a Procuradoria-Geral da República requereu a constrição do equivalente a 360 dias-multa “para cada crime” (fl. 13). Portanto, ainda que o Min. Fux tenha optado pelo arresto do valor correspondente a 180 dias-multa para cada corréu, a conclusão de julgamento atingida quanto o montante a ser arrestado foi idêntica. 13. Examino, a seguir, os argumentos da Defesa de Aécio Neves da Cunha. 14. Em primeiro lugar, sustenta o embargante a nulidade do acórdão, já que o mandato do embargante como Senador da República já se encerrara antes do término do julgamento do agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF 15. Na AP 937 QO, de minha Relatoria, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal fixou as seguintes teses: “(i) O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas; e (ii) Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo”. 16. Na hipótese examinada, tratava-se de julgamento da própria ação penal, tendo sido fixada a publicação do despacho de intimação para alegações finais como o marco temporal a partir do qual resta prorrogada a competência da Corte para o julgamento do feito, ainda que o agente público deixe de ocupar o cargo. Aplicando as mesmas razões de decidir, e tratando-se, no presente caso, de agravo regimental em medida cautelar, uma vez iniciado o seu julgamento prorroga-se a competência desta Corte até que seja concluído. Conforme já decidido, a propósito, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, “Uma vez iniciado o julgamento de Parlamentar nesta Suprema Corte, a superveniência do término do mandato eletivo não desloca a competência para outra instância” (Inq 2295, Red. p/ Acórdão: Min. Menezes Direito, j. 23.10.2008). 17. O segundo argumento apresentado pelo embargante é o de que, quanto ao perigo na demora da medida cautelar, haveria “contradição, por apontar o requisito do perigo na demora como condição da medida, mas não o descrever, o que consubstancia omissão”. 18. Não há, porém, nem contradição nem omissão. Já na ementa do acórdão se lê que “O perigo na demora é ínsito às medidas assecuratórias penais, sendo desnecessária a demonstração de atos concretos de dissipação patrimonial pelos acusados”. O perigo na demora é presumido nesses casos, portanto, prescindindo de demonstração concreta. A 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF 15. Na AP 937 QO, de minha Relatoria, o Plenário deste Supremo Tribunal Federal fixou as seguintes teses: “(i) O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas; e (ii) Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo”. 16. Na hipótese examinada, tratava-se de julgamento da própria ação penal, tendo sido fixada a publicação do despacho de intimação para alegações finais como o marco temporal a partir do qual resta prorrogada a competência da Corte para o julgamento do feito, ainda que o agente público deixe de ocupar o cargo. Aplicando as mesmas razões de decidir, e tratando-se, no presente caso, de agravo regimental em medida cautelar, uma vez iniciado o seu julgamento prorroga-se a competência desta Corte até que seja concluído. Conforme já decidido, a propósito, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, “Uma vez iniciado o julgamento de Parlamentar nesta Suprema Corte, a superveniência do término do mandato eletivo não desloca a competência para outra instância” (Inq 2295, Red. p/ Acórdão: Min. Menezes Direito, j. 23.10.2008). 17. O segundo argumento apresentado pelo embargante é o de que, quanto ao perigo na demora da medida cautelar, haveria “contradição, por apontar o requisito do perigo na demora como condição da medida, mas não o descrever, o que consubstancia omissão”. 18. Não há, porém, nem contradição nem omissão. Já na ementa do acórdão se lê que “O perigo na demora é ínsito às medidas assecuratórias penais, sendo desnecessária a demonstração de atos concretos de dissipação patrimonial pelos acusados”. O perigo na demora é presumido nesses casos, portanto, prescindindo de demonstração concreta. A 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO PET 7069 AGR-ED / DF discordância do embargante em relação a esse fundamento não traduz omissão ou contradição do acórdão. 19. Finalmente, o terceiro argumento do embargante é o de que haveria omissão quanto ao montante do arresto em razão da futura fixação da multa. 20. Como se depreende do trecho do meu voto transcrito anteriormente, a fixação do valor estipulado para o arresto, que é muito inferior ao máximo que o tipo penal comportaria, utilizou como parâmetro de referência as penas aplicadas na Ação Penal 470, em que também foram cometidos crimes contra a Administração Pública por titulares de altos cargos da República. Portanto, embora o embargante divirja da conclusão atingida, não há dúvida de que houve fundamentação específica a respeito desse ponto. 21. Diante do exposto, rejeito integralmente os embargos de declaração. Considerado seu caráter meramente protelatório, uma vez publicado o acórdão, remetam-se imediatamente os autos à Justiça Federal de São Paulo, para que tramitem apensados à ação penal anteriormente remetida por este Supremo Tribunal Federal, independentemente do prazo para interposição de novos embargos. 22. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Supremo Tribunal Federal PET 7069 AGR-ED / DF discordância do embargante em relação a esse fundamento não traduz omissão ou contradição do acórdão. 19. Finalmente, o terceiro argumento do embargante é o de que haveria omissão quanto ao montante do arresto em razão da futura fixação da multa. 20. Como se depreende do trecho do meu voto transcrito anteriormente, a fixação do valor estipulado para o arresto, que é muito inferior ao máximo que o tipo penal comportaria, utilizou como parâmetro de referência as penas aplicadas na Ação Penal 470, em que também foram cometidos crimes contra a Administração Pública por titulares de altos cargos da República. Portanto, embora o embargante divirja da conclusão atingida, não há dúvida de que houve fundamentação específica a respeito desse ponto. 21. Diante do exposto, rejeito integralmente os embargos de declaração. Considerado seu caráter meramente protelatório, uma vez publicado o acórdão, remetam-se imediatamente os autos à Justiça Federal de São Paulo, para que tramitem apensados à ação penal anteriormente remetida por este Supremo Tribunal Federal, independentemente do prazo para interposição de novos embargos. 22. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 648D-5A7A-0CA5-2459 e senha 3C7C-DD8D-0E53-65A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) : SANZIO BAIONETA NOGUEIRA (54088/DF, 83092/MG, 199505/RJ) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com determinação de remessa imediata dos autos ao Juízo Federal de primeira instância, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-2940-840E-A5BA e senha 1CEC-E7EF-8459-25F2 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 7.069 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : ANDREA NEVES DA CUNHA ADV.(A/S) : SANZIO BAIONETA NOGUEIRA (54088/DF, 83092/MG, 199505/RJ) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com determinação de remessa imediata dos autos ao Juízo Federal de primeira instância, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C28-2940-840E-A5BA e senha 1CEC-E7EF-8459-25F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "PETIÇÃO 7 . 069", "Inquérito n 4506", "PETIÇÃO 7 . 069", "Inquérito n 4506", "Ação Penal n 470", "AP 470", "Ação Penal n 470", "Ação Penal n 470", "Ação Penal 470", "Ação Penal n 470", "Ação Penal 470", "PET 7069 AGR - ED / DF", "AP 470", "AP 470", "Ação Penal n 470", "AP 470", "AP 470", "Ação Penal n 470", "AP 937 QO", "Inq 2295", "AP 937 QO", "Ação Penal 470", "Ação Penal 470" ], "LEGISLACAO": [ "art . 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , arts . 127 , I , e 129 , caput", "CPP , arts . 134 e 142", "art . 317 , caput , do Código Penal Brasileiro", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n 12 . 850 / 13", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , arts . 127 , I , e 129 , caput", "CPP , arts . 134 e 142", "art . 317 , caput , do Código Penal Brasileiro", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n 12 . 850 / 13", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , caput e parágrafo único , da Lei 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , caput e parágrafo único , da Lei 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 49 do Código Penal", "Código Penal Brasileiro , art . 49 , § 1 . . .", "art . 60 § 1 . . . do Código Penal", "art . 60 § 1 . . . do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 49 do Código Penal", "Código Penal Brasileiro , art . 49 , § 1 . . .", "art . 60 § 1 . . . do Código Penal", "art . 60 § 1 . . . do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "AP", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Ministério Público Federal .", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal 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CUNHA", "SANZIO BAIONETA NOGUEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Andrea", "Aécio Neves da Cunha", "ROBERTO BARROSO", "ANDREA NEVES DA CUNHA", "SANZIO BAIONETA NOGUEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Andrea", "Aécio Neves da Cunha", "Andrea Neves da Cunha", "Luiz Fux", "Aecio Neves da Cunha", "Andrea Neves da Cunha", "Luiz Fux", "Aecio Neves da Cunha", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Andrea Neves da Cunha", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Andrea Neves da Cunha", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "AÉCIO NEVES", "ANDRÉA NEVES", "Fux", "Fux", "AÉCIO NEVES", "ANDRÉA NEVES", "Fux", "Fux", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Fux", "Fux", "Aécio Neves da Cunha", "Fux", "Fux", "Aécio Neves da Cunha", "ROBERTO BARROSO", "Menezes Direito", "Menezes Direito", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ANDREA NEVES DA CUNHA", "SANZIO BAIONETA NOGUEIRA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROBERTO BARROSO", "ANDREA NEVES DA CUNHA", "SANZIO BAIONETA NOGUEIRA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21 a 27 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "04", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "04", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROMULO MARTINS NAGIB ADV.(A/S) :LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES AGDO.(A/S) :RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) :MARINA FONTES DE RESENDE ADV.(A/S) :RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA ADV.(A/S) :HUGO DAMASCENO TELES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil e Civil. Impenhorabilidade. Bem de família. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF), tampouco da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F48A-6C8D-A68B-F102 e senha 7687-7A42-BA4C-D149 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1196483 AGR / PR (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F48A-6C8D-A68B-F102 e senha 7687-7A42-BA4C-D149 Supremo Tribunal Federal ARE 1196483 AGR / PR (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F48A-6C8D-A68B-F102 e senha 7687-7A42-BA4C-D149 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROMULO MARTINS NAGIB ADV.(A/S) :LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES AGDO.(A/S) :RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) :MARINA FONTES DE RESENDE ADV.(A/S) :RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA ADV.(A/S) :HUGO DAMASCENO TELES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 556A-AD40-7066-8B8B e senha A346-840B-ABAD-A83A Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROMULO MARTINS NAGIB ADV.(A/S) :LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES AGDO.(A/S) :RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) :MARINA FONTES DE RESENDE ADV.(A/S) :RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA ADV.(A/S) :HUGO DAMASCENO TELES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 556A-AD40-7066-8B8B e senha A346-840B-ABAD-A83A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM: AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPENHORABILIDADE. BEM DE FAMÍLIA: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 1107171 AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 25/4/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade do bem de família. Matéria preclusa. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 997235 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 14/3/17) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM: AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPENHORABILIDADE. BEM DE FAMÍLIA: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 1107171 AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 25/4/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade do bem de família. Matéria preclusa. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 997235 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 14/3/17) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1196483 AGR / PR “DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PENHORA. BEM DE FAMÍLIA. FRAUDE À EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE 962548 AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1º/8/16) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. EXECUÇÃO. PENHORA. CARACTERIZAÇÃO DE BEM DE FAMÍLIA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 887.425/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 3/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Supremo Tribunal Federal ARE 1196483 AGR / PR “DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PENHORA. BEM DE FAMÍLIA. FRAUDE À EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE 962548 AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1º/8/16) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. EXECUÇÃO. PENHORA. CARACTERIZAÇÃO DE BEM DE FAMÍLIA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 887.425/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 3/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1196483 AGR / PR Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Supremo Tribunal Federal ARE 1196483 AGR / PR Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROMULO MARTINS NAGIB (19015/DF, 19181/A/MT) ADV.(A/S) : LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES (45233/DF) AGDO.(A/S) : RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) : MARINA FONTES DE RESENDE (44873/DF) ADV.(A/S) : RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA (08203/DF, 22065/GO) ADV.(A/S) : HUGO DAMASCENO TELES (17727/DF, 22028/GO) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02B7-95C3-D41B-4073 e senha CE57-EA5C-5DC0-B075 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROMULO MARTINS NAGIB (19015/DF, 19181/A/MT) ADV.(A/S) : LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES (45233/DF) AGDO.(A/S) : RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) : MARINA FONTES DE RESENDE (44873/DF) ADV.(A/S) : RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA (08203/DF, 22065/GO) ADV.(A/S) : HUGO DAMASCENO TELES (17727/DF, 22028/GO) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02B7-95C3-D41B-4073 e senha CE57-EA5C-5DC0-B075 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750475900
2019-06-28T00:00:00
2019-08-09T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil e Civil. Impenhorabilidade. Bem de família. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF), tampouco da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur408398
- Acórdão(s) citado(s): (PENHORA, BEM DE FAMÍLIA, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 887425 AgR (2ªT), ARE 962548 AgR (1ªT), ARE 997235 AgR (2ªT), ARE 1107171 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 27/09/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1196483
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1196483 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROMULO MARTINS NAGIB ADV.(A/S) : LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES AGDO.(A/S) : RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) : MARINA FONTES DE RESENDE ADV.(A/S) : RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA ADV.(A/S) : HUGO DAMASCENO TELES
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROMULO MARTINS NAGIB ADV.(A/S) :LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES AGDO.(A/S) :RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) :MARINA FONTES DE RESENDE ADV.(A/S) :RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA ADV.(A/S) :HUGO DAMASCENO TELES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil e Civil. Impenhorabilidade. Bem de família. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal), tampouco da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F48A-6C8D-A68B-F102 e senha 7687-7A42-BA4C-D149 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1196483 AGR / PR (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F48A-6C8D-A68B-F102 e senha 7687-7A42-BA4C-D149 Supremo Tribunal Federal ARE 1196483 AGR / PR (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F48A-6C8D-A68B-F102 e senha 7687-7A42-BA4C-D149 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROMULO MARTINS NAGIB ADV.(A/S) :LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES AGDO.(A/S) :RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) :MARINA FONTES DE RESENDE ADV.(A/S) :RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA ADV.(A/S) :HUGO DAMASCENO TELES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 556A-AD40-7066-8B8B e senha A346-840B-ABAD-A83A Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROMULO MARTINS NAGIB ADV.(A/S) :LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES AGDO.(A/S) :RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) :MARINA FONTES DE RESENDE ADV.(A/S) :RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA ADV.(A/S) :HUGO DAMASCENO TELES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 556A-AD40-7066-8B8B e senha A346-840B-ABAD-A83A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM: AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPENHORABILIDADE. BEM DE FAMÍLIA: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 1107171 AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 25/4/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade do bem de família. Matéria preclusa. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 997235 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 14/3/17) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM: AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPENHORABILIDADE. BEM DE FAMÍLIA: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 1107171 AgR, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 25/4/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Civil e Processual Civil. 3. Impenhorabilidade do bem de família. Matéria preclusa. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 997235 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 14/3/17) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1196483 AGR / PR “DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PENHORA. BEM DE FAMÍLIA. FRAUDE À EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE 962548 AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1.../8/16) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. EXECUÇÃO. PENHORA. CARACTERIZAÇÃO DE BEM DE FAMÍLIA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 887.425/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 3/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Supremo Tribunal Federal ARE 1196483 AGR / PR “DIREITO CIVIL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PENHORA. BEM DE FAMÍLIA. FRAUDE À EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia demanda análise da legislação infraconstitucional pertinente e a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE 962548 AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 1.../8/16) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. EXECUÇÃO. PENHORA. CARACTERIZAÇÃO DE BEM DE FAMÍLIA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 887.425/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 3/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1196483 AGR / PR Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Supremo Tribunal Federal ARE 1196483 AGR / PR Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D4D-9A1C-EA02-FAF3 e senha 5C56-D3AC-34C0-733A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROMULO MARTINS NAGIB (19015/DF, 19181/A/MT) ADV.(A/S) : LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES (45233/DF) AGDO.(A/S) : RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) : MARINA FONTES DE RESENDE (44873/DF) ADV.(A/S) : RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA (08203/DF, 22065/GO) ADV.(A/S) : HUGO DAMASCENO TELES (17727/DF, 22028/GO) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02B7-95C3-D41B-4073 e senha CE57-EA5C-5DC0-B075 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.483 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ADAIR BUENO DE GODOY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROMULO MARTINS NAGIB (19015/DF, 19181/A/MT) ADV.(A/S) : LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES (45233/DF) AGDO.(A/S) : RAIZEN COMBUSTIVEIS S.A. ADV.(A/S) : MARINA FONTES DE RESENDE (44873/DF) ADV.(A/S) : RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA (08203/DF, 22065/GO) ADV.(A/S) : HUGO DAMASCENO TELES (17727/DF, 22028/GO) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02B7-95C3-D41B-4073 e senha CE57-EA5C-5DC0-B075 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 196 . 483", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1107171 AgR", "ARE 997235 AgR", "RECURSO", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1107171 AgR", "ARE 997235 AgR", "ARE 1196483 AGR / PR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 962548 AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 887 . 425 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 962548 AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 887 . 425 / SP - AgR", "ARE 1196483 AGR / PR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "RAIZEN COMBUSTIVEIS S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "RAIZEN COMBUSTIVEIS S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "RAIZEN COMBUSTIVEIS S . A .", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ADAIR BUENO DE GODOY", "ROMULO MARTINS NAGIB", "LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES", "MARINA FONTES DE RESENDE", "RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA", "HUGO DAMASCENO TELES", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "ADAIR BUENO DE GODOY", "ROMULO MARTINS NAGIB", "LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES", "MARINA FONTES DE RESENDE", "RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA", "HUGO DAMASCENO TELES", "DIAS TOFFOLI", "ADAIR BUENO DE GODOY", "ROMULO MARTINS NAGIB", "LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES", "MARINA FONTES DE RESENDE", "RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA", "HUGO DAMASCENO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "ADAIR BUENO DE GODOY", "ROMULO MARTINS NAGIB", "LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES", "RAIZEN COMBUSTIVEIS S", "MARINA FONTES DE RESENDE", "RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA", "HUGO DAMASCENO TELES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ADAIR BUENO DE GODOY", "ROMULO MARTINS NAGIB", "LUIS GUSTAVO ORRIGO FERREIRA MENDES", "MARINA FONTES DE RESENDE", "RENATA BARBOSA FONTES DA FRANCA", "HUGO DAMASCENO TELES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "27", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "18", "14", "/", "3", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "18", "14", "/", "3", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "16", "3", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "16", "3", "/", "8", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática, indeferitória de writ, do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou, ausente o manejo de agravo regimental. Precedentes. 2. O objeto do presente writ foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria. 3. Na linha da jurisprudência desta Corte Suprema, “A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus” (HC 146.334- AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 23.10.2017); e “a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de habeas corpus em que se reitera pretensão veiculada em impetração anterior já examinada e denegada” (HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 14.12.2015). 4. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F6C-5EBA-DD5E-8DC3 e senha 01D8-ACAC-D0CA-BE0B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 167058 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de junho a 5 de agosto de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 06 de agosto de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F6C-5EBA-DD5E-8DC3 e senha 01D8-ACAC-D0CA-BE0B Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de junho a 5 de agosto de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 06 de agosto de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F6C-5EBA-DD5E-8DC3 e senha 01D8-ACAC-D0CA-BE0B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental da decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, exarada nos autos do HC 460.528/SP. No presente agravo regimental, a Defesa reitera os argumentos de possibilidade de fixação de regime inicial mais brando e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Sustenta que “foi proferida decisão (peça 24) negando seguimento a impetração, sob a alegação de que a impetração fora contra decisão liminar do STJ”. Requer o provimento do recurso, para concessão da ordem de habeas corpus. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15BB-FAFE-E489-D50A e senha 3D05-4C0D-D48D-B5B6 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental da decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, exarada nos autos do HC 460.528/SP. No presente agravo regimental, a Defesa reitera os argumentos de possibilidade de fixação de regime inicial mais brando e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Sustenta que “foi proferida decisão (peça 24) negando seguimento a impetração, sob a alegação de que a impetração fora contra decisão liminar do STJ”. Requer o provimento do recurso, para concessão da ordem de habeas corpus. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15BB-FAFE-E489-D50A e senha 3D05-4C0D-D48D-B5B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Jefferson Monteiro da Silva em favor de Caique Augustus Bernardo de Oliveira, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, exarada nos autos do HC 460.528/SP. (…). A questão, então, foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, concedeu a ordem no HC 460.528/SP, para fixar o regime inicial semiaberto. No presente writ, o Impetrante alega, em síntese, a possibilidade de fixação de regime inicial mais brando e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Aponta a primariedade ostentada pelo paciente e o cumprimento de 08 (oito) meses de prisão preventiva. Requer, em medida liminar e no mérito, a fixação do regime aberto, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a expedição do competente contramandado prisional. É o relatório. Decido. O objeto da presente impetração já foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria, em que neguei seguimento ao writ, em decisão monocrática exarada no dia 13.12.2018: “(...). Extraio do ato dito coator: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Jefferson Monteiro da Silva em favor de Caique Augustus Bernardo de Oliveira, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, exarada nos autos do HC 460.528/SP. (…). A questão, então, foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, concedeu a ordem no HC 460.528/SP, para fixar o regime inicial semiaberto. No presente writ, o Impetrante alega, em síntese, a possibilidade de fixação de regime inicial mais brando e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Aponta a primariedade ostentada pelo paciente e o cumprimento de 08 (oito) meses de prisão preventiva. Requer, em medida liminar e no mérito, a fixação do regime aberto, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a expedição do competente contramandado prisional. É o relatório. Decido. O objeto da presente impetração já foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria, em que neguei seguimento ao writ, em decisão monocrática exarada no dia 13.12.2018: “(...). Extraio do ato dito coator: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP “(...). A impetração pleiteia a fixação de regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O acórdão assim foi fundamentado (fls. 26⁄27): Não fora isso, mostra-se contraditório o posicionamento do Ministério Público, que se bate pelo reconhecimento do crime de associação e, paralelamente, não se insurge contra o redutor aplicado na origem, que pressupõe que o agente não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Com efeito, Infelizmente, o Ministério Público não se rebelou contra o montante da pena privativa de liberdade aplicada. O que é lamentável, porque a quantidade de entorpecente apreendido revela que os agentes faziam do tráfico seu meio de vida, a impedir a aplicação do benefício previsto no artigo 33, § 4o, da Lei 11.343⁄06. Mas nada pode ser feito aqui, em face da inércia do titular da ação penal. Com efeito, Infelizmente, o Ministério Público não se rebelou contra o montante da pena privativa de liberdade aplicada. O que é lamentável, porque a quantidade de entorpecente apreendido revela que os agentes faziam do tráfico seu meio de vida, a impedir a aplicação do benefício previsto no artigo 33, § 4o, da Lei 11.343⁄06. Mas nada pode ser feito aqui, em face da inércia do titular da ação penal. Por outro lado, deve ser afastada a substituição da pena carcerária por restritiva de direitos. Isto porque a quantidade de entorpecente (mais de nove quilos de maconha) e o fato de os tijolos terem anotação de "1533" demonstram que o tráfico era realizado em larga escala, pelo que a substituição não é socialmente recomendada. Este mesmo fator exige a imposição do regime prisional inicial fechado. Apesar do montante da pena aplicada (que é incompatível com as circunstâncias do caso concreto, como já mencionado), os réus não eram traficantes eventuais, mas sim faziam do tráfico seu meio de vida, sendo que é lícito presumir que se dedicavam à atividades criminosas. Como se observa, destacou o Tribunal de origem que a quantidade do entorpecente apreendido – 9.237 gramas de maconha, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP “(...). A impetração pleiteia a fixação de regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O acórdão assim foi fundamentado (fls. 26⁄27): Não fora isso, mostra-se contraditório o posicionamento do Ministério Público, que se bate pelo reconhecimento do crime de associação e, paralelamente, não se insurge contra o redutor aplicado na origem, que pressupõe que o agente não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Com efeito, Infelizmente, o Ministério Público não se rebelou contra o montante da pena privativa de liberdade aplicada. O que é lamentável, porque a quantidade de entorpecente apreendido revela que os agentes faziam do tráfico seu meio de vida, a impedir a aplicação do benefício previsto no artigo 33, § 4o, da Lei 11.343⁄06. Mas nada pode ser feito aqui, em face da inércia do titular da ação penal. Com efeito, Infelizmente, o Ministério Público não se rebelou contra o montante da pena privativa de liberdade aplicada. O que é lamentável, porque a quantidade de entorpecente apreendido revela que os agentes faziam do tráfico seu meio de vida, a impedir a aplicação do benefício previsto no artigo 33, § 4o, da Lei 11.343⁄06. Mas nada pode ser feito aqui, em face da inércia do titular da ação penal. Por outro lado, deve ser afastada a substituição da pena carcerária por restritiva de direitos. Isto porque a quantidade de entorpecente (mais de nove quilos de maconha) e o fato de os tijolos terem anotação de "1533" demonstram que o tráfico era realizado em larga escala, pelo que a substituição não é socialmente recomendada. Este mesmo fator exige a imposição do regime prisional inicial fechado. Apesar do montante da pena aplicada (que é incompatível com as circunstâncias do caso concreto, como já mencionado), os réus não eram traficantes eventuais, mas sim faziam do tráfico seu meio de vida, sendo que é lícito presumir que se dedicavam à atividades criminosas. Como se observa, destacou o Tribunal de origem que a quantidade do entorpecente apreendido – 9.237 gramas de maconha, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP dividas em 14 tijolos e uma porção de 210 gramas da mesma substância (fl. 20) – enseja um tratamento mais gravoso, justificando a fixação de regime inicial fechado e a negativa da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Nos termos do entendimento firmado pelo STJ, a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas, inexistindo, portanto, ilegalidade a ser sanada. Nesse sentido: AgRg no AREsp 684.258⁄MT, Rel. Ministro ERICSON MARANHO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ⁄SP), SEXTA TURMA, julgado em 04⁄08⁄2015, DJe 19⁄08⁄2015; AgRg no REsp 1376334⁄PR, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, julgado em 21⁄08⁄2014, DJe 29⁄08⁄2014. Ocorre, todavia, que, embora válido o fundamento para o recrudescimento do regime prisional, não se justifica a imposição do regime inicial fechado ao réu primário, condenado à pena reclusiva não superior a 4 anos, cuja pena-base foi estabelecida no mínimo legal, fazendo jus o paciente, portanto, ao regime semiaberto. No mesmo sentido: AgRg no HC 308.543⁄SC, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 09⁄06⁄2015, DJe 22⁄06⁄2015; HC 319.982⁄RS, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 30⁄06⁄2015, DJe 03⁄08⁄2015; HC 312.053⁄SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 09⁄06⁄2015, DJe 18⁄06⁄2015). Ante o exposto, concedo o habeas corpus para que seja fixado o regime semiaberto como inicial para o cumprimento de pena”. Registro a existência de óbice ao conhecimento do presente writ, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, pois o ato impugnado é decisão monocrática extintiva do writ e não o resultado de julgamento colegiado. Deveria a Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, ter manejado agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado (HC 122.275- AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 01.7.2014). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP dividas em 14 tijolos e uma porção de 210 gramas da mesma substância (fl. 20) – enseja um tratamento mais gravoso, justificando a fixação de regime inicial fechado e a negativa da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Nos termos do entendimento firmado pelo STJ, a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas, inexistindo, portanto, ilegalidade a ser sanada. Nesse sentido: AgRg no AREsp 684.258⁄MT, Rel. Ministro ERICSON MARANHO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ⁄SP), SEXTA TURMA, julgado em 04⁄08⁄2015, DJe 19⁄08⁄2015; AgRg no REsp 1376334⁄PR, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, julgado em 21⁄08⁄2014, DJe 29⁄08⁄2014. Ocorre, todavia, que, embora válido o fundamento para o recrudescimento do regime prisional, não se justifica a imposição do regime inicial fechado ao réu primário, condenado à pena reclusiva não superior a 4 anos, cuja pena-base foi estabelecida no mínimo legal, fazendo jus o paciente, portanto, ao regime semiaberto. No mesmo sentido: AgRg no HC 308.543⁄SC, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 09⁄06⁄2015, DJe 22⁄06⁄2015; HC 319.982⁄RS, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 30⁄06⁄2015, DJe 03⁄08⁄2015; HC 312.053⁄SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 09⁄06⁄2015, DJe 18⁄06⁄2015). Ante o exposto, concedo o habeas corpus para que seja fixado o regime semiaberto como inicial para o cumprimento de pena”. Registro a existência de óbice ao conhecimento do presente writ, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, pois o ato impugnado é decisão monocrática extintiva do writ e não o resultado de julgamento colegiado. Deveria a Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, ter manejado agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado (HC 122.275- AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 01.7.2014). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP O paciente foi condenado à pena de 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006), por guardar 9.237g (nove mil, duzentos e trinta e sete gramas) de maconha, divididas em 14 (quatorze) tijolos e uma porção de 210g (duzentos e dez gramas) da mesma substância. Na hipótese, ao fixar o regime semiaberto como inicial para o cumprimento de pena, o Superior Tribunal de Justiça asseverou que ‘a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas’. Nesse prisma, entretanto, reputou que ‘embora válido o fundamento para o recrudescimento do regime prisional, não se justifica a imposição do regime inicial fechado ao réu primário, condenado à pena reclusiva não superior a 4 anos, cuja pena-base foi estabelecida no mínimo legal, fazendo jus o paciente, portanto, ao regime semiaberto’. Ressalto que, nos autos do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, em sessão realizada em 27.6.2012, o Plenário desta Suprema Corte declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e equiparados. Já no julgamento do HC 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, DJe 16.12.2010), esta Casa reconheceu a inconstitucionalidade parcial do art. 44 da Lei 11.343/2006, afastando o óbice legal à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos crimes de tráfico. Os julgados não reconheceram direito automático a esse benefício, impondo-se sua apreciação pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Agregue-se o fato de que o benefício não está condicionado ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais dos arts. 42 da Lei de drogas e 59 do Código Penal, conforme expressa remissão do art. 33, § 3º, e do art. 44, III, do mesmo diploma legal. Não obstante a fixação da pena do paciente em 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão, o Superior Tribunal de Justiça asseverou que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP O paciente foi condenado à pena de 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006), por guardar 9.237g (nove mil, duzentos e trinta e sete gramas) de maconha, divididas em 14 (quatorze) tijolos e uma porção de 210g (duzentos e dez gramas) da mesma substância. Na hipótese, ao fixar o regime semiaberto como inicial para o cumprimento de pena, o Superior Tribunal de Justiça asseverou que ‘a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas’. Nesse prisma, entretanto, reputou que ‘embora válido o fundamento para o recrudescimento do regime prisional, não se justifica a imposição do regime inicial fechado ao réu primário, condenado à pena reclusiva não superior a 4 anos, cuja pena-base foi estabelecida no mínimo legal, fazendo jus o paciente, portanto, ao regime semiaberto’. Ressalto que, nos autos do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, em sessão realizada em 27.6.2012, o Plenário desta Suprema Corte declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e equiparados. Já no julgamento do HC 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, DJe 16.12.2010), esta Casa reconheceu a inconstitucionalidade parcial do art. 44 da Lei 11.343/2006, afastando o óbice legal à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos crimes de tráfico. Os julgados não reconheceram direito automático a esse benefício, impondo-se sua apreciação pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Agregue-se o fato de que o benefício não está condicionado ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais dos arts. 42 da Lei de drogas e 59 do Código Penal, conforme expressa remissão do art. 33, § 3º, e do art. 44, III, do mesmo diploma legal. Não obstante a fixação da pena do paciente em 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão, o Superior Tribunal de Justiça asseverou que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP “a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas, inexistindo, portanto, ilegalidade a ser sanada”. O ato dito coator está em consonância com a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido da “Possibilidade de indeferir a substituição da pena por restritiva de direitos e de fixar o regime de cumprimento da pena forte na quantidade e natureza da droga. Precedente” (RHC 122.804/MT, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 14.10.2014). De igual modo, “O Supremo Tribunal já assentou entendimento quanto à possibilidade de o juiz fixar o regime inicial fechado e afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido (RHC nº 125.077/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 4/3/15)” (RHC 132.328/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 30.5.2016); e “A teor das normas de regência, além da quantidade de pena, a fixação do regime inicial deve observar as circunstâncias sopesadas no desenrolar da dosimetria da pena, notadamente, na hipótese de tráfico de drogas, a natureza e quantidade dos entorpecentes apreendidos” (HC 140.720/AM, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 02.6.2017). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1º, do RISTF).” Ressalto que ambas impetrações são idênticas, com as mesmas partes, o mesmo pedido e a mesma causa de pedir, a delinearem a tríplice identidade definidora da litispendência. Dessa maneira, não há como dar prosseguimento ao presente feito, enquanto mera reiteração de impetração anterior. Nesse contexto, A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus (HC 146.334- AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 23.10.2017); a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de habeas corpus em que se reitera pretensão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP “a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas, inexistindo, portanto, ilegalidade a ser sanada”. O ato dito coator está em consonância com a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido da “Possibilidade de indeferir a substituição da pena por restritiva de direitos e de fixar o regime de cumprimento da pena forte na quantidade e natureza da droga. Precedente” (RHC 122.804/MT, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 14.10.2014). De igual modo, “O Supremo Tribunal já assentou entendimento quanto à possibilidade de o juiz fixar o regime inicial fechado e afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido (RHC nº 125.077/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 4/3/15)” (RHC 132.328/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 30.5.2016); e “A teor das normas de regência, além da quantidade de pena, a fixação do regime inicial deve observar as circunstâncias sopesadas no desenrolar da dosimetria da pena, notadamente, na hipótese de tráfico de drogas, a natureza e quantidade dos entorpecentes apreendidos” (HC 140.720/AM, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 02.6.2017). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1º, do RISTF).” Ressalto que ambas impetrações são idênticas, com as mesmas partes, o mesmo pedido e a mesma causa de pedir, a delinearem a tríplice identidade definidora da litispendência. Dessa maneira, não há como dar prosseguimento ao presente feito, enquanto mera reiteração de impetração anterior. Nesse contexto, A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus (HC 146.334- AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 23.10.2017); a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de habeas corpus em que se reitera pretensão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP veiculada em impetração anterior já examinada e denegada (HC nº 126.835/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 18/8/15) (HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 14.12.2015); e O habeas corpus é inadmissível quando se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta Corte. Precedentes... (RHC 113.089-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.9.2014). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1º, RISTF).“ Conforme excerto acima transcrito e diversamente da alegação defensiva, a decisão agravada não enfrentou o ato dito coator como decisão indeferitória de liminar, mas como ‘decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, concedeu a ordem no HC 460.528/SP, para fixar o regime inicial semiaberto’. Nesse prisma, neguei seguimento ao habeas corpus ao fundamento da falta de esgotamento da jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, visto que o ato impugnado consiste em mera decisão monocrática, não submetida, portanto, ao crivo do colegiado. Esse entendimento encontra arrimo na jurisprudência sedimentada por esta Suprema Corte, segundo os precedentes transcritos na decisão hostilizada. No mesmo sentido, confira-se: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO STJ. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO STF. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do STJ. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do STF (arts. 192 e 317), 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP veiculada em impetração anterior já examinada e denegada (HC nº 126.835/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 18/8/15) (HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 14.12.2015); e O habeas corpus é inadmissível quando se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta Corte. Precedentes... (RHC 113.089-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.9.2014). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1º, RISTF).“ Conforme excerto acima transcrito e diversamente da alegação defensiva, a decisão agravada não enfrentou o ato dito coator como decisão indeferitória de liminar, mas como ‘decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, concedeu a ordem no HC 460.528/SP, para fixar o regime inicial semiaberto’. Nesse prisma, neguei seguimento ao habeas corpus ao fundamento da falta de esgotamento da jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, visto que o ato impugnado consiste em mera decisão monocrática, não submetida, portanto, ao crivo do colegiado. Esse entendimento encontra arrimo na jurisprudência sedimentada por esta Suprema Corte, segundo os precedentes transcritos na decisão hostilizada. No mesmo sentido, confira-se: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO STJ. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO STF. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do STJ. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do STF (arts. 192 e 317), 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP quanto no Regimento do STJ (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído pela ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o STJ, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o STF, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do STF (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Ademais, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC 122.275 AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 01.7.2014). Por outro lado, ressaltei que o objeto do presente writ já foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria, em que neguei seguimento ao writ, via decisão monocrática exarada em 13.12.2018. Repiso que ambas impetrações são idênticas, com as mesmas partes, o mesmo pedido e a mesma causa de pedir. Dessa maneira, não há como dar prosseguimento ao presente feito, enquanto mera reiteração de impetração anterior. Nesse contexto, “A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP quanto no Regimento do STJ (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído pela ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o STJ, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o STF, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do STF (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Ademais, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC 122.275 AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 01.7.2014). Por outro lado, ressaltei que o objeto do presente writ já foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria, em que neguei seguimento ao writ, via decisão monocrática exarada em 13.12.2018. Repiso que ambas impetrações são idênticas, com as mesmas partes, o mesmo pedido e a mesma causa de pedir. Dessa maneira, não há como dar prosseguimento ao presente feito, enquanto mera reiteração de impetração anterior. Nesse contexto, “A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus” (HC 146.334-AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 23.10.2017); “a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de ‘habeas corpus em que se reitera pretensão veiculada em impetração anterior já examinada e denegada’ (HC nº 126.835/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 18/8/15)”(HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 14.12.2015); e “O habeas corpus é inadmissível quando se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta Corte. Precedentes...” (RHC 113.089- AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.9.2014). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus” (HC 146.334-AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 23.10.2017); “a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de ‘habeas corpus em que se reitera pretensão veiculada em impetração anterior já examinada e denegada’ (HC nº 126.835/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 18/8/15)”(HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 14.12.2015); e “O habeas corpus é inadmissível quando se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta Corte. Precedentes...” (RHC 113.089- AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.9.2014). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F3-4C17-43B8-625A e senha 1120-BC3E-2E9C-5632 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F3-4C17-43B8-625A e senha 1120-BC3E-2E9C-5632 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA (199407/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F1A-390C-CADB-EC01 e senha 2757-0844-0CCD-B4EC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA (199407/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F1A-390C-CADB-EC01 e senha 2757-0844-0CCD-B4EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750531531
2019-08-06T00:00:00
2019-08-15T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática, indeferitória de writ, do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou, ausente o manejo de agravo regimental. Precedentes. 2. O objeto do presente writ foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria. 3. Na linha da jurisprudência desta Corte Suprema, “A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus” (HC 146.334-AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 23.10.2017); e “a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de habeas corpus em que se reitera pretensão veiculada em impetração anterior já examinada e denegada” (HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 14.12.2015). 4. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur408579
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REITERAÇÃO, PEDIDO) RHC 113089 AgR (1ªT), HC 129705 AgR (2ªT), HC 146334 AgR (2ªT). (HC, IMPETRAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, STJ) HC 122275 AgR (2ªT). - Veja HC 166225 do STF. Número de páginas: 13. Análise: 18/02/2020, SOF.
ROSA WEBER
Primeira Turma
167058
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 167058 AgR
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AGTE.(S) : CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO ESGOTAMENTO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. 1. Há óbice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decisão monocrática, indeferitória de writ, do Superior Tribunal de Justiça, cuja jurisdição não se esgotou, ausente o manejo de agravo regimental. Precedentes. 2. O objeto do presente writ foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria. 3. Na linha da jurisprudência desta Corte Suprema, “A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus” (HC 146.334- AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 23.10.2017); e “a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de habeas corpus em que se reitera pretensão veiculada em impetração anterior já examinada e denegada” (HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 14.12.2015). 4. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F6C-5EBA-DD5E-8DC3 e senha 01D8-ACAC-D0CA-BE0B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 167058 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de junho a 5 de agosto de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 06 de agosto de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F6C-5EBA-DD5E-8DC3 e senha 01D8-ACAC-D0CA-BE0B Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 28 de junho a 5 de agosto de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 06 de agosto de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2F6C-5EBA-DD5E-8DC3 e senha 01D8-ACAC-D0CA-BE0B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental da decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, exarada nos autos do HC 460.528/SP. No presente agravo regimental, a Defesa reitera os argumentos de possibilidade de fixação de regime inicial mais brando e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Sustenta que “foi proferida decisão (peça 24) negando seguimento a impetração, sob a alegação de que a impetração fora contra decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça”. Requer o provimento do recurso, para concessão da ordem de habeas corpus. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15BB-FAFE-E489-D50A e senha 3D05-4C0D-D48D-B5B6 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental da decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado contra decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, exarada nos autos do HC 460.528/SP. No presente agravo regimental, a Defesa reitera os argumentos de possibilidade de fixação de regime inicial mais brando e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Sustenta que “foi proferida decisão (peça 24) negando seguimento a impetração, sob a alegação de que a impetração fora contra decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça”. Requer o provimento do recurso, para concessão da ordem de habeas corpus. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Juliano Baiocchi Villa-Verde de Carvalho, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15BB-FAFE-E489-D50A e senha 3D05-4C0D-D48D-B5B6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Jefferson Monteiro da Silva em favor de Caique Augustus Bernardo de Oliveira, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, exarada nos autos do HC 460.528/SP. (…). A questão, então, foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, concedeu a ordem no HC 460.528/SP, para fixar o regime inicial semiaberto. No presente writ, o Impetrante alega, em síntese, a possibilidade de fixação de regime inicial mais brando e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Aponta a primariedade ostentada pelo paciente e o cumprimento de 08 (oito) meses de prisão preventiva. Requer, em medida liminar e no mérito, a fixação do regime aberto, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a expedição do competente contramandado prisional. É o relatório. Decido. O objeto da presente impetração já foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria, em que neguei seguimento ao writ, em decisão monocrática exarada no dia 13.12.2018: “(...). Extraio do ato dito coator: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: “Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado por Jefferson Monteiro da Silva em favor de Caique Augustus Bernardo de Oliveira, contra decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, exarada nos autos do HC 460.528/SP. (…). A questão, então, foi submetida à apreciação do Superior Tribunal de Justiça, que, via decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, concedeu a ordem no HC 460.528/SP, para fixar o regime inicial semiaberto. No presente writ, o Impetrante alega, em síntese, a possibilidade de fixação de regime inicial mais brando e de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Aponta a primariedade ostentada pelo paciente e o cumprimento de 08 (oito) meses de prisão preventiva. Requer, em medida liminar e no mérito, a fixação do regime aberto, a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e a expedição do competente contramandado prisional. É o relatório. Decido. O objeto da presente impetração já foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria, em que neguei seguimento ao writ, em decisão monocrática exarada no dia 13.12.2018: “(...). Extraio do ato dito coator: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP “(...). A impetração pleiteia a fixação de regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O acórdão assim foi fundamentado (fls. 26⁄27): Não fora isso, mostra-se contraditório o posicionamento do Ministério Público, que se bate pelo reconhecimento do crime de associação e, paralelamente, não se insurge contra o redutor aplicado na origem, que pressupõe que o agente não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Com efeito, Infelizmente, o Ministério Público não se rebelou contra o montante da pena privativa de liberdade aplicada. O que é lamentável, porque a quantidade de entorpecente apreendido revela que os agentes faziam do tráfico seu meio de vida, a impedir a aplicação do benefício previsto no artigo 33, § 4o, da Lei 11.343⁄06. Mas nada pode ser feito aqui, em face da inércia do titular da ação penal. Com efeito, Infelizmente, o Ministério Público não se rebelou contra o montante da pena privativa de liberdade aplicada. O que é lamentável, porque a quantidade de entorpecente apreendido revela que os agentes faziam do tráfico seu meio de vida, a impedir a aplicação do benefício previsto no artigo 33, § 4o, da Lei 11.343⁄06. Mas nada pode ser feito aqui, em face da inércia do titular da ação penal. Por outro lado, deve ser afastada a substituição da pena carcerária por restritiva de direitos. Isto porque a quantidade de entorpecente (mais de nove quilos de maconha) e o fato de os tijolos terem anotação de "1533" demonstram que o tráfico era realizado em larga escala, pelo que a substituição não é socialmente recomendada. Este mesmo fator exige a imposição do regime prisional inicial fechado. Apesar do montante da pena aplicada (que é incompatível com as circunstâncias do caso concreto, como já mencionado), os réus não eram traficantes eventuais, mas sim faziam do tráfico seu meio de vida, sendo que é lícito presumir que se dedicavam à atividades criminosas. Como se observa, destacou o Tribunal de origem que a quantidade do entorpecente apreendido – 9.237 gramas de maconha, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP “(...). A impetração pleiteia a fixação de regime inicial aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. O acórdão assim foi fundamentado (fls. 26⁄27): Não fora isso, mostra-se contraditório o posicionamento do Ministério Público, que se bate pelo reconhecimento do crime de associação e, paralelamente, não se insurge contra o redutor aplicado na origem, que pressupõe que o agente não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Com efeito, Infelizmente, o Ministério Público não se rebelou contra o montante da pena privativa de liberdade aplicada. O que é lamentável, porque a quantidade de entorpecente apreendido revela que os agentes faziam do tráfico seu meio de vida, a impedir a aplicação do benefício previsto no artigo 33, § 4o, da Lei 11.343⁄06. Mas nada pode ser feito aqui, em face da inércia do titular da ação penal. Com efeito, Infelizmente, o Ministério Público não se rebelou contra o montante da pena privativa de liberdade aplicada. O que é lamentável, porque a quantidade de entorpecente apreendido revela que os agentes faziam do tráfico seu meio de vida, a impedir a aplicação do benefício previsto no artigo 33, § 4o, da Lei 11.343⁄06. Mas nada pode ser feito aqui, em face da inércia do titular da ação penal. Por outro lado, deve ser afastada a substituição da pena carcerária por restritiva de direitos. Isto porque a quantidade de entorpecente (mais de nove quilos de maconha) e o fato de os tijolos terem anotação de "1533" demonstram que o tráfico era realizado em larga escala, pelo que a substituição não é socialmente recomendada. Este mesmo fator exige a imposição do regime prisional inicial fechado. Apesar do montante da pena aplicada (que é incompatível com as circunstâncias do caso concreto, como já mencionado), os réus não eram traficantes eventuais, mas sim faziam do tráfico seu meio de vida, sendo que é lícito presumir que se dedicavam à atividades criminosas. Como se observa, destacou o Tribunal de origem que a quantidade do entorpecente apreendido – 9.237 gramas de maconha, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP dividas em 14 tijolos e uma porção de 210 gramas da mesma substância (fl. 20) – enseja um tratamento mais gravoso, justificando a fixação de regime inicial fechado e a negativa da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Nos termos do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas, inexistindo, portanto, ilegalidade a ser sanada. Nesse sentido: AgRg no AREsp 684.258⁄MT, Rel. Ministro ERICSON MARANHO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ⁄SP), SEXTA TURMA, julgado em 04⁄08⁄2015, DJe 19⁄08⁄2015; AgRg no REsp 1376334⁄PR, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, julgado em 21⁄08⁄2014, DJe 29⁄08⁄2014. Ocorre, todavia, que, embora válido o fundamento para o recrudescimento do regime prisional, não se justifica a imposição do regime inicial fechado ao réu primário, condenado à pena reclusiva não superior a 4 anos, cuja pena-base foi estabelecida no mínimo legal, fazendo jus o paciente, portanto, ao regime semiaberto. No mesmo sentido: AgRg no HC 308.543⁄SC, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 09⁄06⁄2015, DJe 22⁄06⁄2015; HC 319.982⁄RS, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 30⁄06⁄2015, DJe 03⁄08⁄2015; HC 312.053⁄SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 09⁄06⁄2015, DJe 18⁄06⁄2015). Ante o exposto, concedo o habeas corpus para que seja fixado o regime semiaberto como inicial para o cumprimento de pena”. Registro a existência de óbice ao conhecimento do presente writ, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, pois o ato impugnado é decisão monocrática extintiva do writ e não o resultado de julgamento colegiado. Deveria a Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, ter manejado agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado (HC 122.275- AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 01.7.2014). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP dividas em 14 tijolos e uma porção de 210 gramas da mesma substância (fl. 20) – enseja um tratamento mais gravoso, justificando a fixação de regime inicial fechado e a negativa da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Nos termos do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas, inexistindo, portanto, ilegalidade a ser sanada. Nesse sentido: AgRg no AREsp 684.258⁄MT, Rel. Ministro ERICSON MARANHO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ⁄SP), SEXTA TURMA, julgado em 04⁄08⁄2015, DJe 19⁄08⁄2015; AgRg no REsp 1376334⁄PR, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, julgado em 21⁄08⁄2014, DJe 29⁄08⁄2014. Ocorre, todavia, que, embora válido o fundamento para o recrudescimento do regime prisional, não se justifica a imposição do regime inicial fechado ao réu primário, condenado à pena reclusiva não superior a 4 anos, cuja pena-base foi estabelecida no mínimo legal, fazendo jus o paciente, portanto, ao regime semiaberto. No mesmo sentido: AgRg no HC 308.543⁄SC, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 09⁄06⁄2015, DJe 22⁄06⁄2015; HC 319.982⁄RS, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 30⁄06⁄2015, DJe 03⁄08⁄2015; HC 312.053⁄SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 09⁄06⁄2015, DJe 18⁄06⁄2015). Ante o exposto, concedo o habeas corpus para que seja fixado o regime semiaberto como inicial para o cumprimento de pena”. Registro a existência de óbice ao conhecimento do presente writ, uma vez não esgotada a jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, pois o ato impugnado é decisão monocrática extintiva do writ e não o resultado de julgamento colegiado. Deveria a Defesa, pretendendo a reforma da decisão monocrática, ter manejado agravo regimental para que a questão fosse apreciada pelo órgão colegiado (HC 122.275- AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 01.7.2014). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP O paciente foi condenado à pena de 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006), por guardar 9.237g (nove mil, duzentos e trinta e sete gramas) de maconha, divididas em 14 (quatorze) tijolos e uma porção de 210g (duzentos e dez gramas) da mesma substância. Na hipótese, ao fixar o regime semiaberto como inicial para o cumprimento de pena, o Superior Tribunal de Justiça asseverou que ‘a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas’. Nesse prisma, entretanto, reputou que ‘embora válido o fundamento para o recrudescimento do regime prisional, não se justifica a imposição do regime inicial fechado ao réu primário, condenado à pena reclusiva não superior a 4 anos, cuja pena-base foi estabelecida no mínimo legal, fazendo jus o paciente, portanto, ao regime semiaberto’. Ressalto que, nos autos do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, em sessão realizada em 27.6.2012, o Plenário desta Suprema Corte declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e equiparados. Já no julgamento do HC 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, DJe 16.12.2010), esta Casa reconheceu a inconstitucionalidade parcial do art. 44 da Lei 11.343/2006, afastando o óbice legal à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos crimes de tráfico. Os julgados não reconheceram direito automático a esse benefício, impondo-se sua apreciação pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Agregue-se o fato de que o benefício não está condicionado ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais dos arts. 42 da Lei de drogas e 59 do Código Penal, conforme expressa remissão do art. 33, § 3..., e do art. 44, III, do mesmo diploma legal. Não obstante a fixação da pena do paciente em 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão, o Superior Tribunal de Justiça asseverou que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP O paciente foi condenado à pena de 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão, pela prática do crime de tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/2006), por guardar 9.237g (nove mil, duzentos e trinta e sete gramas) de maconha, divididas em 14 (quatorze) tijolos e uma porção de 210g (duzentos e dez gramas) da mesma substância. Na hipótese, ao fixar o regime semiaberto como inicial para o cumprimento de pena, o Superior Tribunal de Justiça asseverou que ‘a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas’. Nesse prisma, entretanto, reputou que ‘embora válido o fundamento para o recrudescimento do regime prisional, não se justifica a imposição do regime inicial fechado ao réu primário, condenado à pena reclusiva não superior a 4 anos, cuja pena-base foi estabelecida no mínimo legal, fazendo jus o paciente, portanto, ao regime semiaberto’. Ressalto que, nos autos do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, em sessão realizada em 27.6.2012, o Plenário desta Suprema Corte declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/90, com a redação dada pela Lei 11.464/07, que instituiu a obrigatoriedade de imposição do regime inicial fechado para o cumprimento da pena de crimes hediondos e equiparados. Já no julgamento do HC 97.256/RS (Rel. Min. Ayres Britto, DJe 16.12.2010), esta Casa reconheceu a inconstitucionalidade parcial do art. 44 da Lei 11.343/2006, afastando o óbice legal à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos nos crimes de tráfico. Os julgados não reconheceram direito automático a esse benefício, impondo-se sua apreciação pelo juiz do processo à luz do preenchimento, ou não, dos requisitos legais dos arts. 33 e 44 do Código Penal. Agregue-se o fato de que o benefício não está condicionado ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais dos arts. 42 da Lei de drogas e 59 do Código Penal, conforme expressa remissão do art. 33, § 3..., e do art. 44, III, do mesmo diploma legal. Não obstante a fixação da pena do paciente em 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão, o Superior Tribunal de Justiça asseverou que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP “a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas, inexistindo, portanto, ilegalidade a ser sanada”. O ato dito coator está em consonância com a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido da “Possibilidade de indeferir a substituição da pena por restritiva de direitos e de fixar o regime de cumprimento da pena forte na quantidade e natureza da droga. Precedente” (RHC 122.804/MT, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 14.10.2014). De igual modo, “O Supremo Tribunal já assentou entendimento quanto à possibilidade de o juiz fixar o regime inicial fechado e afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido (RHC n 125.077/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 4/3/15)” (RHC 132.328/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 30.5.2016); e “A teor das normas de regência, além da quantidade de pena, a fixação do regime inicial deve observar as circunstâncias sopesadas no desenrolar da dosimetria da pena, notadamente, na hipótese de tráfico de drogas, a natureza e quantidade dos entorpecentes apreendidos” (HC 140.720/AM, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 02.6.2017). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1..., do RISTF).” Ressalto que ambas impetrações são idênticas, com as mesmas partes, o mesmo pedido e a mesma causa de pedir, a delinearem a tríplice identidade definidora da litispendência. Dessa maneira, não há como dar prosseguimento ao presente feito, enquanto mera reiteração de impetração anterior. Nesse contexto, A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus (HC 146.334- AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 23.10.2017); a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de habeas corpus em que se reitera pretensão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP “a quantidade, a natureza e a variedade da droga apreendida constituem fundamento idôneo a justificar tanto a imposição do regime mais severo, quanto o indeferimento da substituição das penas, inexistindo, portanto, ilegalidade a ser sanada”. O ato dito coator está em consonância com a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido da “Possibilidade de indeferir a substituição da pena por restritiva de direitos e de fixar o regime de cumprimento da pena forte na quantidade e natureza da droga. Precedente” (RHC 122.804/MT, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 14.10.2014). De igual modo, “O Supremo Tribunal já assentou entendimento quanto à possibilidade de o juiz fixar o regime inicial fechado e afastar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido (RHC n 125.077/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 4/3/15)” (RHC 132.328/MS, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 30.5.2016); e “A teor das normas de regência, além da quantidade de pena, a fixação do regime inicial deve observar as circunstâncias sopesadas no desenrolar da dosimetria da pena, notadamente, na hipótese de tráfico de drogas, a natureza e quantidade dos entorpecentes apreendidos” (HC 140.720/AM, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 02.6.2017). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1..., do RISTF).” Ressalto que ambas impetrações são idênticas, com as mesmas partes, o mesmo pedido e a mesma causa de pedir, a delinearem a tríplice identidade definidora da litispendência. Dessa maneira, não há como dar prosseguimento ao presente feito, enquanto mera reiteração de impetração anterior. Nesse contexto, A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus (HC 146.334- AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 23.10.2017); a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de habeas corpus em que se reitera pretensão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP veiculada em impetração anterior já examinada e denegada (HC n 126.835/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 18/8/15) (HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 14.12.2015); e O habeas corpus é inadmissível quando se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta Corte. Precedentes... (RHC 113.089-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.9.2014). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1..., RISTF).“ Conforme excerto acima transcrito e diversamente da alegação defensiva, a decisão agravada não enfrentou o ato dito coator como decisão indeferitória de liminar, mas como ‘decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, concedeu a ordem no HC 460.528/SP, para fixar o regime inicial semiaberto’. Nesse prisma, neguei seguimento ao habeas corpus ao fundamento da falta de esgotamento da jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, visto que o ato impugnado consiste em mera decisão monocrática, não submetida, portanto, ao crivo do colegiado. Esse entendimento encontra arrimo na jurisprudência sedimentada por esta Suprema Corte, segundo os precedentes transcritos na decisão hostilizada. No mesmo sentido, confira-se: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (arts. 192 e 317), 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP veiculada em impetração anterior já examinada e denegada (HC n 126.835/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 18/8/15) (HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 14.12.2015); e O habeas corpus é inadmissível quando se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta Corte. Precedentes... (RHC 113.089-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.9.2014). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1..., RISTF).“ Conforme excerto acima transcrito e diversamente da alegação defensiva, a decisão agravada não enfrentou o ato dito coator como decisão indeferitória de liminar, mas como ‘decisão monocrática da lavra do Ministro Nefi Cordeiro, concedeu a ordem no HC 460.528/SP, para fixar o regime inicial semiaberto’. Nesse prisma, neguei seguimento ao habeas corpus ao fundamento da falta de esgotamento da jurisdição do Superior Tribunal de Justiça, visto que o ato impugnado consiste em mera decisão monocrática, não submetida, portanto, ao crivo do colegiado. Esse entendimento encontra arrimo na jurisprudência sedimentada por esta Suprema Corte, segundo os precedentes transcritos na decisão hostilizada. No mesmo sentido, confira-se: “HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (arts. 192 e 317), 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP quanto no Regimento do Superior Tribunal de Justiça (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído pela ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o Superior Tribunal de Justiça, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o Supremo Tribunal Federal, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do Supremo Tribunal Federal (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Ademais, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC 122.275 AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 01.7.2014). Por outro lado, ressaltei que o objeto do presente writ já foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria, em que neguei seguimento ao writ, via decisão monocrática exarada em 13.12.2018. Repiso que ambas impetrações são idênticas, com as mesmas partes, o mesmo pedido e a mesma causa de pedir. Dessa maneira, não há como dar prosseguimento ao presente feito, enquanto mera reiteração de impetração anterior. Nesse contexto, “A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP quanto no Regimento do Superior Tribunal de Justiça (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído pela ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o Superior Tribunal de Justiça, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o Supremo Tribunal Federal, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do Supremo Tribunal Federal (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Ademais, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC 122.275 AgR/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 01.7.2014). Por outro lado, ressaltei que o objeto do presente writ já foi apreciado por esta Suprema Corte nos autos do HC 166.225/SP, de minha relatoria, em que neguei seguimento ao writ, via decisão monocrática exarada em 13.12.2018. Repiso que ambas impetrações são idênticas, com as mesmas partes, o mesmo pedido e a mesma causa de pedir. Dessa maneira, não há como dar prosseguimento ao presente feito, enquanto mera reiteração de impetração anterior. Nesse contexto, “A mera reiteração de pedido, que se limita a reproduzir, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 167058 AGR / SP sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus” (HC 146.334-AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 23.10.2017); “a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de ‘habeas corpus em que se reitera pretensão veiculada em impetração anterior já examinada e denegada’ (HC n 126.835/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 18/8/15)”(HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 14.12.2015); e “O habeas corpus é inadmissível quando se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta Corte. Precedentes...” (RHC 113.089- AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.9.2014). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Supremo Tribunal Federal HC 167058 AGR / SP sem qualquer inovação de fato e/ou de direito, os mesmos fundamentos subjacentes a postulação anterior, torna inviável o próprio conhecimento da ação de habeas corpus” (HC 146.334-AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 23.10.2017); “a jurisprudência deste Supremo Tribunal já assentou a inadmissibilidade de ‘habeas corpus em que se reitera pretensão veiculada em impetração anterior já examinada e denegada’ (HC n 126.835/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 18/8/15)”(HC 129.705-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 14.12.2015); e “O habeas corpus é inadmissível quando se trata de mera reiteração das razões de medida anteriormente impetrada nesta Corte. Precedentes...” (RHC 113.089- AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.9.2014). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D30-A972-A0BF-6904 e senha 62F6-208C-AEE0-3973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F3-4C17-43B8-625A e senha 1120-BC3E-2E9C-5632 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F3-4C17-43B8-625A e senha 1120-BC3E-2E9C-5632 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA (199407/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F1A-390C-CADB-EC01 e senha 2757-0844-0CCD-B4EC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.058 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA (199407/SP) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 460.528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F1A-390C-CADB-EC01 e senha 2757-0844-0CCD-B4EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 167 . 058", "HC n 460 . 528", "HC 166 . 225 / SP", "HC 146 . 334 - AgR / PR", "HC 129 . 705 - AgR / SP", "HC 167058 AGR", "HC 167058 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 167 . 058", "HC n 460 . 528", "HC 460 . 528 / SP", "HABEAS CORPUS 167 . 058", "HC n 460 . 528", "HC 460 . 528 / SP", "HABEAS CORPUS 167 . 058", "HC 460 . 528 / SP", "HC 460 . 528 / SP", "HC 166 . 225 / SP", "HABEAS CORPUS 167 . 058", "HC 460 . 528 / SP", "HC 460 . 528 / SP", "HC 166 . 225 / SP", "HC 167058 AGR / SP", "HC 167058 AGR / SP", "HC 167058 AGR / SP", "AgRg no AREsp 684 . 258⁄MT", "AgRg no REsp 1376334⁄PR", "AgRg no HC 308 . 543⁄SC", "HC 319 . 982⁄RS", "HC 312 . 053⁄SP", "HC 122 . 275 - AgR / SP", "HC 167058 AGR / SP", "AgRg no AREsp 684 . 258⁄MT", "AgRg no REsp 1376334⁄PR", "AgRg no HC 308 . 543⁄SC", "HC 319 . 982⁄RS", "HC 312 . 053⁄SP", "HC 122 . 275 - AgR / SP", "HC 167058 AGR / SP", "HC 111 . 840 / ES", "HC 97 . 256 / RS", "HC 167058 AGR / SP", "HC 111 . 840 / ES", "HC 97 . 256 / RS", "HC 167058 AGR / SP", "RHC 122 . 804 / MT", "RHC n 125 . 077 / MS - AgR", "RHC 132 . 328 / MS", "HC 140 . 720 / AM", "HC 146 . 334 - AgR / PR", "HC 167058 AGR / SP", "RHC 122 . 804 / MT", "RHC n 125 . 077 / MS - AgR", "RHC 132 . 328 / MS", "HC 140 . 720 / AM", "HC 146 . 334 - AgR / PR", "HC 167058 AGR / SP", "HC n 126 . 835 / DF - AgR", "HC 129 . 705 - AgR / SP", "RHC 113 . 089 - AgR / SP", "HC 460 . 528 / SP", "HC 167058", "HC n 126 . 835 / DF - AgR", "HC 129 . 705 - AgR / SP", "RHC 113 . 089 - AgR / SP", "HC 460 . 528 / SP", "HC 167058 AGR / SP", "HC 118 . 189", "HC 97009", "HC 108718 - AgR", "HC 122 . 275 AgR / SP", "HC 166 . 225 / SP", "HC 167058 AGR / SP", "HC 118 . 189", "HC 97009", "HC 108718 - AgR", "HC 122 . 275 AgR / SP", "HC 166 . 225 / SP", "HC 167058 AGR / SP", "HC 146 . 334 - AgR / PR", "HC n 126 . 835 / DF - AgR", "HC 129 . 705 - AgR / SP", "RHC 113 . 089 - AgR / SP", "HC 167058 AGR / SP", "HC 146 . 334 - AgR / PR", "HC n 126 . 835 / DF - AgR", "HC 129 . 705 - AgR / SP", "RHC 113 . 089 - AgR / SP", "HABEAS CORPUS 167 . 058", "HC n 460 . 528", "HABEAS CORPUS 167 . 058", "HC n 460 . 528 DO", "HABEAS CORPUS 167 . 058", "HC n 460 . 528 DO", "HABEAS CORPUS 167 . 058", "HC n 460 . 528 DO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4o , da Lei 11 . 343⁄06", "artigo 33 , § 4o , da Lei 11 . 343⁄06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 4o , da Lei 11 . 343⁄06", "artigo 33 , § 4o , da Lei 11 . 343⁄06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Lei 8 . 072 / 90", "Lei 11 . 464 / 07", "art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006", "arts . 33 e 44 do Código Penal", "arts . 42 da Lei de drogas", "59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei 11 . 343 / 2006", "Lei 8 . 072 / 90", "Lei 11 . 464 / 07", "art . 44 da Lei 11 . 343 / 2006", "arts . 33 e 44 do Código Penal", "arts . 42 da Lei de drogas", "59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 39 da Lei 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento", "art . 39 da Lei 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "2", ".", ". . 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "TJ⁄SP", "SEXTA TURMA", "QUINTA TURMA", "SEXTA TURMA", "QUINTA TURMA", "SEXTA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ". . Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "Primeira Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA", "JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA", "Rosa Weber", "Nefi Cordeiro", "Juliano Baiocchi Villa - Verde de Carvalho", "ROSA WEBER", "CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA", "JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA", "Rosa Weber", "Nefi Cordeiro", "Juliano Baiocchi Villa - Verde de Carvalho", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Jefferson Monteiro da Silva", "Caique Augustus Bernardo de Oliveira", "Nefi Cordeiro", "Nefi Cordeiro", "Rosa Weber", "Jefferson Monteiro da Silva", "Caique Augustus Bernardo de Oliveira", "Nefi Cordeiro", "Nefi Cordeiro", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ERICSON MARANHO", "MARCO AURÉLIO BELLIZZE", "ROGERIO SCHIETTI CRUZ", "REYNALDO SOARES DA FONSECA", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "Teori Zavascki", "ERICSON MARANHO", "MARCO AURÉLIO BELLIZZE", "ROGERIO SCHIETTI CRUZ", "REYNALDO SOARES DA FONSECA", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Nefi Cordeiro", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Nefi Cordeiro", "ROSA WEBER", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA", "JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA", "JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "CAIQUE AUGUSTUS BERNARDO DE OLIVEIRA", "JEFFERSON MONTEIRO DA SILVA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "06", "/", "08", "/", "2019", "23", ".", "10", ".", "2017", "14", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho a", "5 de agosto de 2019", "06 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho", "5 de agosto de 2019", "06 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "13", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04⁄08⁄2015", "19⁄08⁄2015", "21⁄08⁄2014", "29⁄08⁄2014", "09⁄06⁄2015", "22⁄06⁄2015", "30⁄06⁄2015", "03⁄08⁄2015", "09⁄06⁄2015", "18⁄06⁄2015", "01", ".", "7", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "04⁄08⁄2015", "19⁄08⁄2015", "21⁄08⁄2014", "29⁄08⁄2014", "09⁄06⁄2015", "22⁄06⁄2015", "30⁄06⁄2015", "03⁄08⁄2015", "09⁄06⁄2015", "18⁄06⁄2015", "01", ".", "7", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "6", ".", "2012", "16", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "6", ".", "2012", "16", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "10", ".", "2014", "4", "/", "3", "/", "15", "30", ".", "5", ".", "2016", "02", ".", "6", ".", "2017", "23", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "10", ".", "2014", "4", "/", "3", "/", "15", "30", ".", "5", ".", "2016", "02", ".", "6", ".", "2017", "23", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "8", "/", "15", "14", ".", "12", ".", "2015", "05", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "8", "/", "15", "14", ".", "12", ".", "2015", "05", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "25", "/", "04", "/", "2013", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "-", "09", "-", "2013", "01", ".", "7", ".", "2014", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "25", "/", "04", "/", "2013", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "-", "09", "-", "2013", "01", ".", "7", ".", "2014", "13", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2017", "18", "/", "8", "/", "15", "14", ".", "12", ".", "2015", "05", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "10", ".", "2017", "18", "/", "8", "/", "15", "14", ".", "12", ".", "2015", "05", ".", "9", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) :JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :MANUEL LUIS DA ROCHA NETO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. CONTROVÉRSIA SOBRE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO E EXISTÊNCIA DE FATO GERADOR: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D6F-26E3-146F-CEAA e senha F5D7-FB47-49E5-3867 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) :JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :MANUEL LUIS DA ROCHA NETO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.4.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Fortaleza sob os fundamentos de incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal e de ausência de ofensa constitucional direta (e-doc. 12). 2. Intimado dessa decisão em 25.4.2019, Município de Fortaleza interpôs, em 3.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 14). 3. O agravante assevera que ‘o óbice, referente à súmula 279 é o de readentrar em considerações acerca de ‘se’ e ‘como’ o fato ocorreu, o que não está a acontecer no momento. O município de Fortaleza, ao interpor o recurso Extraordinário, está, tão somente, a arguir a tese jurídica de que o conceito de serviço, para fins de delimitação do ISS, não se confunde com obrigação de fazer" (sic, fl. 5, e-doc. 14). Pondera que, “ao se entrar na esfera de considerações do objeto do Recurso Extraordinário, estar-se-á a analisar, deliberar e decidir acerca do conceito constitucional de serviço para fins de delimitação da competência tributária. O que pretende o Município é que se aplique, ao presente caso, a tese jurídica adotada por Este colendo STF no RExt 651703/PR, que consta do informativo 841, no sentido de que o ISS não se limita a incidir sobre obrigações de fazer, de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 153D-F622-17E4-C78C e senha 3CD3-616C-96B2-8C4A Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) :JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :MANUEL LUIS DA ROCHA NETO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.4.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Fortaleza sob os fundamentos de incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal e de ausência de ofensa constitucional direta (e-doc. 12). 2. Intimado dessa decisão em 25.4.2019, Município de Fortaleza interpôs, em 3.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 14). 3. O agravante assevera que ‘o óbice, referente à súmula 279 é o de readentrar em considerações acerca de ‘se’ e ‘como’ o fato ocorreu, o que não está a acontecer no momento. O município de Fortaleza, ao interpor o recurso Extraordinário, está, tão somente, a arguir a tese jurídica de que o conceito de serviço, para fins de delimitação do ISS, não se confunde com obrigação de fazer" (sic, fl. 5, e-doc. 14). Pondera que, “ao se entrar na esfera de considerações do objeto do Recurso Extraordinário, estar-se-á a analisar, deliberar e decidir acerca do conceito constitucional de serviço para fins de delimitação da competência tributária. O que pretende o Município é que se aplique, ao presente caso, a tese jurídica adotada por Este colendo STF no RExt 651703/PR, que consta do informativo 841, no sentido de que o ISS não se limita a incidir sobre obrigações de fazer, de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 153D-F622-17E4-C78C e senha 3CD3-616C-96B2-8C4A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 1198929 AGR / CE que o art. 110 do CTN não é apto a restringir a interpretação constitucional e de que a delimitação da competência tributária não deve ser feita mediante estrita identidade com os institutos do direito civil, uma vez que demanda incursão pela ciência econômica” (fl. 6, e-doc. 14). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Intimado para manifestar-se, conforme disposto no § 2º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, a agravada requer o não provimento do agravo regimental e a majoração dos honorários advocatícios (fl. 7, e- doc. 17). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 153D-F622-17E4-C78C e senha 3CD3-616C-96B2-8C4A Supremo Tribunal Federal RE 1198929 AGR / CE que o art. 110 do CTN não é apto a restringir a interpretação constitucional e de que a delimitação da competência tributária não deve ser feita mediante estrita identidade com os institutos do direito civil, uma vez que demanda incursão pela ciência econômica” (fl. 6, e-doc. 14). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Intimado para manifestar-se, conforme disposto no § 2º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, a agravada requer o não provimento do agravo regimental e a majoração dos honorários advocatícios (fl. 7, e- doc. 17). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 153D-F622-17E4-C78C e senha 3CD3-616C-96B2-8C4A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Vou direito ao ponto. A hipótese de incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer natureza - ISSQN relativa à atividade de construção apenas se mostra configurada quando realizada sob o regime de administração, empreitada ou subempreitada, considerando- se excluída a tributação no caso de efetiva incorporação direta. (…) Desse modo, não incide o ISSQN na incorporação direta, já que não se tem uma prestação de serviços em favor de terceiros (serviço- fim), mas um inequívoco ‘serviço-meio’, composto de etapas intermediárias cuja realização vai beneficiar o próprio prestador. Portanto, não incide o ISSQN na incorporação direta, uma vez que tal atividade compõe-se de fases intermediárias realizadas em benefício do próprio construtor, no caso, o incorporador. Na manifestação unipessoal adversada, asseverei que que a obrigação tributária somente seria devida se houvesse a execução das obras de construção civil através de administração, empreitada ou subempreitada, segundo o disposto no item 7.02 da lista anexa da LC nº. 116/03, o que não se verificou no caso em comento. Ficou claro, por ocasião do julgamento do apelo e da remessa necessária, que o terreno sobre o qual recai a incorporação é de propriedade da parte agravada (pág. 111 do processo nº. 0620323- 35.2000.8.06.0001), de onde se inferiu, outrossim, que a própria recorrida executou a obra (págs. 65-66 do processo nº. 0620323- 35.2000.8.06.0001), não tendo sido contratada para realizar serviços em favor de terceiros, quer por administração, empreitada ou subempreitada. Logo, não configurado o fato gerador, não comporta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Vou direito ao ponto. A hipótese de incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer natureza - ISSQN relativa à atividade de construção apenas se mostra configurada quando realizada sob o regime de administração, empreitada ou subempreitada, considerando- se excluída a tributação no caso de efetiva incorporação direta. (…) Desse modo, não incide o ISSQN na incorporação direta, já que não se tem uma prestação de serviços em favor de terceiros (serviço- fim), mas um inequívoco ‘serviço-meio’, composto de etapas intermediárias cuja realização vai beneficiar o próprio prestador. Portanto, não incide o ISSQN na incorporação direta, uma vez que tal atividade compõe-se de fases intermediárias realizadas em benefício do próprio construtor, no caso, o incorporador. Na manifestação unipessoal adversada, asseverei que que a obrigação tributária somente seria devida se houvesse a execução das obras de construção civil através de administração, empreitada ou subempreitada, segundo o disposto no item 7.02 da lista anexa da LC nº. 116/03, o que não se verificou no caso em comento. Ficou claro, por ocasião do julgamento do apelo e da remessa necessária, que o terreno sobre o qual recai a incorporação é de propriedade da parte agravada (pág. 111 do processo nº. 0620323- 35.2000.8.06.0001), de onde se inferiu, outrossim, que a própria recorrida executou a obra (págs. 65-66 do processo nº. 0620323- 35.2000.8.06.0001), não tendo sido contratada para realizar serviços em favor de terceiros, quer por administração, empreitada ou subempreitada. Logo, não configurado o fato gerador, não comporta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1198929 AGR / CE amparo a pretensão de exigir da agravada o pagamento de ISSQN. O objeto do imposto em referência é a atividade humana levada a efeito em benefício de terceiros como fim ou objeto. O que deve ser tributado é o serviço-fim, jamais o serviço-meio, executado para atingir determinada finalidade. As fases intermediárias são realizadas em benefício do próprio prestador, para que atinja o objetivo final, não podendo, assim, serem tidas como fatos geradores da exação. (…) Uma vez demonstrado nos autos que a construção ocorreu por regime de incorporação imobiliária direta, em virtude de construção em terreno próprio e por sua conta e risco, com a finalidade de alienação dos imóveis, bem como não havendo prova de que o incorporador-construtor assumiu uma obrigação de fazer perante terceiros, inexiste obrigatoriedade de pagamento do ISSQN. É importante destacar, por derradeiro, que a venda das unidades imobiliárias, ainda na fase de construção não configura, por si só, prestação de serviço. Em verdade, a celebração de contratos de compra e venda das unidades, quando apenas projetadas ou em construção, é inerente à própria incorporação. Nesse panorama, em que pese o esforço argumentativo desenvolvido pela municipalidade em referência, não configurado o fato gerador para a imposição tributária perseguida, e ausente qualquer novo substrato capaz de alterar os fundamentos da decisão ora atacada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado, não havendo se falar, portanto, em reproches no decisum, razão pela qual se reafirma o seu teor” (fls. 70-71, e-vol. 10). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Imposto sobre serviços de qualquer natureza. Enquadramento dos serviços tributados na lista anexa da Lei Complementar 116/2003. 3. Matéria infraconstitucional e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Supremo Tribunal Federal RE 1198929 AGR / CE amparo a pretensão de exigir da agravada o pagamento de ISSQN. O objeto do imposto em referência é a atividade humana levada a efeito em benefício de terceiros como fim ou objeto. O que deve ser tributado é o serviço-fim, jamais o serviço-meio, executado para atingir determinada finalidade. As fases intermediárias são realizadas em benefício do próprio prestador, para que atinja o objetivo final, não podendo, assim, serem tidas como fatos geradores da exação. (…) Uma vez demonstrado nos autos que a construção ocorreu por regime de incorporação imobiliária direta, em virtude de construção em terreno próprio e por sua conta e risco, com a finalidade de alienação dos imóveis, bem como não havendo prova de que o incorporador-construtor assumiu uma obrigação de fazer perante terceiros, inexiste obrigatoriedade de pagamento do ISSQN. É importante destacar, por derradeiro, que a venda das unidades imobiliárias, ainda na fase de construção não configura, por si só, prestação de serviço. Em verdade, a celebração de contratos de compra e venda das unidades, quando apenas projetadas ou em construção, é inerente à própria incorporação. Nesse panorama, em que pese o esforço argumentativo desenvolvido pela municipalidade em referência, não configurado o fato gerador para a imposição tributária perseguida, e ausente qualquer novo substrato capaz de alterar os fundamentos da decisão ora atacada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado, não havendo se falar, portanto, em reproches no decisum, razão pela qual se reafirma o seu teor” (fls. 70-71, e-vol. 10). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Imposto sobre serviços de qualquer natureza. Enquadramento dos serviços tributados na lista anexa da Lei Complementar 116/2003. 3. Matéria infraconstitucional e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1198929 AGR / CE revolvimento de acervo fático-probatório dos autos. Ofensa reflexa e Súmula 279. Controvérsia diversa daquela a ser decidida no tema 296 do Plenário Virtual. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.144.868-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 1º.4.2019). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE ECONÔMICA. LISTA ANEXA DA LEI COMPLEMENTAR 116/2003. 1. O Tribunal de origem depreendeu do arcabouço fático-probatório o enquadramento da atividade econômica prestada pela parte Agravante no item 17.02 da LC 116/2003, logo eventual ofensa ao Texto Constitucional seria reflexa. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.002.561-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 5.4.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISSQN. ICMS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da súmula 279 do STF. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC” (RE n. 770.105-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 28.9.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA. INCIDÊNCIA - ISSQN. ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE NA LEI COMPLEMENTAR Nº 116/2003. MATÉRIA DE ÍNDOLE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Supremo Tribunal Federal RE 1198929 AGR / CE revolvimento de acervo fático-probatório dos autos. Ofensa reflexa e Súmula 279. Controvérsia diversa daquela a ser decidida no tema 296 do Plenário Virtual. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.144.868-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 1º.4.2019). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE ECONÔMICA. LISTA ANEXA DA LEI COMPLEMENTAR 116/2003. 1. O Tribunal de origem depreendeu do arcabouço fático-probatório o enquadramento da atividade econômica prestada pela parte Agravante no item 17.02 da LC 116/2003, logo eventual ofensa ao Texto Constitucional seria reflexa. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.002.561-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 5.4.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISSQN. ICMS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da súmula 279 do STF. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC” (RE n. 770.105-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 28.9.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA. INCIDÊNCIA - ISSQN. ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE NA LEI COMPLEMENTAR Nº 116/2003. MATÉRIA DE ÍNDOLE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1198929 AGR / CE INFRACONSITTUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUTAIS. ÓBICE DA SÚMULA Nº 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n. 811.179-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 16.2.2016). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Supremo Tribunal Federal RE 1198929 AGR / CE INFRACONSITTUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUTAIS. ÓBICE DA SÚMULA Nº 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n. 811.179-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 16.2.2016). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) : JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : MANUEL LUIS DA ROCHA NETO (7479/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C29-4107-07A4-FF4E e senha 56BD-96B7-00D1-DDC4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) : JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : MANUEL LUIS DA ROCHA NETO (7479/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C29-4107-07A4-FF4E e senha 56BD-96B7-00D1-DDC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750543154
2019-08-06T00:00:00
2019-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. CONTROVÉRSIA SOBRE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO E EXISTÊNCIA DE FATO GERADOR: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur408738
- Acórdão(s) citado(s): (ISSQN, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 811179 AgR (1ªT), ARE 1002561 AgR (2ªT), RE 770105 AgR (2ªT), ARE 1144868 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 09/09/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1198929
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1198929 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) : JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : MANUEL LUIS DA ROCHA NETO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) :JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :MANUEL LUIS DA ROCHA NETO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. CONTROVÉRSIA SOBRE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO E EXISTÊNCIA DE FATO GERADOR: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D6F-26E3-146F-CEAA e senha F5D7-FB47-49E5-3867 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) :JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :MANUEL LUIS DA ROCHA NETO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.4.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Fortaleza sob os fundamentos de incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal e de ausência de ofensa constitucional direta (e-doc. 12). 2. Intimado dessa decisão em 25.4.2019, Município de Fortaleza interpôs, em 3.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 14). 3. O agravante assevera que ‘o óbice, referente à súmula 279 é o de readentrar em considerações acerca de ‘se’ e ‘como’ o fato ocorreu, o que não está a acontecer no momento. O município de Fortaleza, ao interpor o recurso Extraordinário, está, tão somente, a arguir a tese jurídica de que o conceito de serviço, para fins de delimitação do ISS, não se confunde com obrigação de fazer" (sic, fl. 5, e-doc. 14). Pondera que, “ao se entrar na esfera de considerações do objeto do Recurso Extraordinário, estar-se-á a analisar, deliberar e decidir acerca do conceito constitucional de serviço para fins de delimitação da competência tributária. O que pretende o Município é que se aplique, ao presente caso, a tese jurídica adotada por Este colendo Supremo Tribunal Federal no RExt 651703/PR, que consta do informativo 841, no sentido de que o ISS não se limita a incidir sobre obrigações de fazer, de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 153D-F622-17E4-C78C e senha 3CD3-616C-96B2-8C4A Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) :JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) :MANUEL LUIS DA ROCHA NETO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 15.4.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto pelo Município de Fortaleza sob os fundamentos de incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal e de ausência de ofensa constitucional direta (e-doc. 12). 2. Intimado dessa decisão em 25.4.2019, Município de Fortaleza interpôs, em 3.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 14). 3. O agravante assevera que ‘o óbice, referente à súmula 279 é o de readentrar em considerações acerca de ‘se’ e ‘como’ o fato ocorreu, o que não está a acontecer no momento. O município de Fortaleza, ao interpor o recurso Extraordinário, está, tão somente, a arguir a tese jurídica de que o conceito de serviço, para fins de delimitação do ISS, não se confunde com obrigação de fazer" (sic, fl. 5, e-doc. 14). Pondera que, “ao se entrar na esfera de considerações do objeto do Recurso Extraordinário, estar-se-á a analisar, deliberar e decidir acerca do conceito constitucional de serviço para fins de delimitação da competência tributária. O que pretende o Município é que se aplique, ao presente caso, a tese jurídica adotada por Este colendo Supremo Tribunal Federal no RExt 651703/PR, que consta do informativo 841, no sentido de que o ISS não se limita a incidir sobre obrigações de fazer, de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 153D-F622-17E4-C78C e senha 3CD3-616C-96B2-8C4A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE que o art. 110 do CTN não é apto a restringir a interpretação constitucional e de que a delimitação da competência tributária não deve ser feita mediante estrita identidade com os institutos do direito civil, uma vez que demanda incursão pela ciência econômica” (fl. 6, e-doc. 14). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Intimado para manifestar-se, conforme disposto no § 2... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, a agravada requer o não provimento do agravo regimental e a majoração dos honorários advocatícios (fl. 7, e- doc. 17). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 153D-F622-17E4-C78C e senha 3CD3-616C-96B2-8C4A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE que o art. 110 do CTN não é apto a restringir a interpretação constitucional e de que a delimitação da competência tributária não deve ser feita mediante estrita identidade com os institutos do direito civil, uma vez que demanda incursão pela ciência econômica” (fl. 6, e-doc. 14). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Intimado para manifestar-se, conforme disposto no § 2... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, a agravada requer o não provimento do agravo regimental e a majoração dos honorários advocatícios (fl. 7, e- doc. 17). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 153D-F622-17E4-C78C e senha 3CD3-616C-96B2-8C4A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Vou direito ao ponto. A hipótese de incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer natureza - ISSQN relativa à atividade de construção apenas se mostra configurada quando realizada sob o regime de administração, empreitada ou subempreitada, considerando- se excluída a tributação no caso de efetiva incorporação direta. (…) Desse modo, não incide o ISSQN na incorporação direta, já que não se tem uma prestação de serviços em favor de terceiros (serviço- fim), mas um inequívoco ‘serviço-meio’, composto de etapas intermediárias cuja realização vai beneficiar o próprio prestador. Portanto, não incide o ISSQN na incorporação direta, uma vez que tal atividade compõe-se de fases intermediárias realizadas em benefício do próprio construtor, no caso, o incorporador. Na manifestação unipessoal adversada, asseverei que que a obrigação tributária somente seria devida se houvesse a execução das obras de construção civil através de administração, empreitada ou subempreitada, segundo o disposto no item 7.02 da lista anexa da Lei Complementar n. 116/03, o que não se verificou no caso em comento. Ficou claro, por ocasião do julgamento do apelo e da remessa necessária, que o terreno sobre o qual recai a incorporação é de propriedade da parte agravada (pág. 111 do processo n. 0620323- 35.2000.8.06.0001), de onde se inferiu, outrossim, que a própria recorrida executou a obra (págs. 65-66 do processo n. 0620323- 35.2000.8.06.0001), não tendo sido contratada para realizar serviços em favor de terceiros, quer por administração, empreitada ou subempreitada. Logo, não configurado o fato gerador, não comporta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 CEARÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “Vou direito ao ponto. A hipótese de incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer natureza - ISSQN relativa à atividade de construção apenas se mostra configurada quando realizada sob o regime de administração, empreitada ou subempreitada, considerando- se excluída a tributação no caso de efetiva incorporação direta. (…) Desse modo, não incide o ISSQN na incorporação direta, já que não se tem uma prestação de serviços em favor de terceiros (serviço- fim), mas um inequívoco ‘serviço-meio’, composto de etapas intermediárias cuja realização vai beneficiar o próprio prestador. Portanto, não incide o ISSQN na incorporação direta, uma vez que tal atividade compõe-se de fases intermediárias realizadas em benefício do próprio construtor, no caso, o incorporador. Na manifestação unipessoal adversada, asseverei que que a obrigação tributária somente seria devida se houvesse a execução das obras de construção civil através de administração, empreitada ou subempreitada, segundo o disposto no item 7.02 da lista anexa da Lei Complementar n. 116/03, o que não se verificou no caso em comento. Ficou claro, por ocasião do julgamento do apelo e da remessa necessária, que o terreno sobre o qual recai a incorporação é de propriedade da parte agravada (pág. 111 do processo n. 0620323- 35.2000.8.06.0001), de onde se inferiu, outrossim, que a própria recorrida executou a obra (págs. 65-66 do processo n. 0620323- 35.2000.8.06.0001), não tendo sido contratada para realizar serviços em favor de terceiros, quer por administração, empreitada ou subempreitada. Logo, não configurado o fato gerador, não comporta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE amparo a pretensão de exigir da agravada o pagamento de ISSQN. O objeto do imposto em referência é a atividade humana levada a efeito em benefício de terceiros como fim ou objeto. O que deve ser tributado é o serviço-fim, jamais o serviço-meio, executado para atingir determinada finalidade. As fases intermediárias são realizadas em benefício do próprio prestador, para que atinja o objetivo final, não podendo, assim, serem tidas como fatos geradores da exação. (…) Uma vez demonstrado nos autos que a construção ocorreu por regime de incorporação imobiliária direta, em virtude de construção em terreno próprio e por sua conta e risco, com a finalidade de alienação dos imóveis, bem como não havendo prova de que o incorporador-construtor assumiu uma obrigação de fazer perante terceiros, inexiste obrigatoriedade de pagamento do ISSQN. É importante destacar, por derradeiro, que a venda das unidades imobiliárias, ainda na fase de construção não configura, por si só, prestação de serviço. Em verdade, a celebração de contratos de compra e venda das unidades, quando apenas projetadas ou em construção, é inerente à própria incorporação. Nesse panorama, em que pese o esforço argumentativo desenvolvido pela municipalidade em referência, não configurado o fato gerador para a imposição tributária perseguida, e ausente qualquer novo substrato capaz de alterar os fundamentos da decisão ora atacada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado, não havendo se falar, portanto, em reproches no decisum, razão pela qual se reafirma o seu teor” (fls. 70-71, e-vol. 10). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Imposto sobre serviços de qualquer natureza. Enquadramento dos serviços tributados na lista anexa da Lei Complementar 116/2003. 3. Matéria infraconstitucional e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE amparo a pretensão de exigir da agravada o pagamento de ISSQN. O objeto do imposto em referência é a atividade humana levada a efeito em benefício de terceiros como fim ou objeto. O que deve ser tributado é o serviço-fim, jamais o serviço-meio, executado para atingir determinada finalidade. As fases intermediárias são realizadas em benefício do próprio prestador, para que atinja o objetivo final, não podendo, assim, serem tidas como fatos geradores da exação. (…) Uma vez demonstrado nos autos que a construção ocorreu por regime de incorporação imobiliária direta, em virtude de construção em terreno próprio e por sua conta e risco, com a finalidade de alienação dos imóveis, bem como não havendo prova de que o incorporador-construtor assumiu uma obrigação de fazer perante terceiros, inexiste obrigatoriedade de pagamento do ISSQN. É importante destacar, por derradeiro, que a venda das unidades imobiliárias, ainda na fase de construção não configura, por si só, prestação de serviço. Em verdade, a celebração de contratos de compra e venda das unidades, quando apenas projetadas ou em construção, é inerente à própria incorporação. Nesse panorama, em que pese o esforço argumentativo desenvolvido pela municipalidade em referência, não configurado o fato gerador para a imposição tributária perseguida, e ausente qualquer novo substrato capaz de alterar os fundamentos da decisão ora atacada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado, não havendo se falar, portanto, em reproches no decisum, razão pela qual se reafirma o seu teor” (fls. 70-71, e-vol. 10). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Imposto sobre serviços de qualquer natureza. Enquadramento dos serviços tributados na lista anexa da Lei Complementar 116/2003. 3. Matéria infraconstitucional e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE revolvimento de acervo fático-probatório dos autos. Ofensa reflexa e Súmula 279. Controvérsia diversa daquela a ser decidida no tema 296 do Plenário Virtual. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.144.868-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 1....4.2019). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE ECONÔMICA. LISTA ANEXA DA LEI COMPLEMENTAR 116/2003. 1. O Tribunal de origem depreendeu do arcabouço fático-probatório o enquadramento da atividade econômica prestada pela parte Agravante no item 17.02 da Lei Complementar 116/2003, logo eventual ofensa ao Texto Constitucional seria reflexa. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.002.561-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 5.4.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISSQN. ICMS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n. 770.105-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 28.9.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA. INCIDÊNCIA - ISSQN. ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE NA LEI COMPLEMENTAR n 116/2003. MATÉRIA DE ÍNDOLE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE revolvimento de acervo fático-probatório dos autos. Ofensa reflexa e Súmula 279. Controvérsia diversa daquela a ser decidida no tema 296 do Plenário Virtual. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.144.868-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 1....4.2019). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISSQN. ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE ECONÔMICA. LISTA ANEXA DA LEI COMPLEMENTAR 116/2003. 1. O Tribunal de origem depreendeu do arcabouço fático-probatório o enquadramento da atividade econômica prestada pela parte Agravante no item 17.02 da Lei Complementar 116/2003, logo eventual ofensa ao Texto Constitucional seria reflexa. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.002.561-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 5.4.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISSQN. ICMS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n. 770.105-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 28.9.2018). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA. INCIDÊNCIA - ISSQN. ENQUADRAMENTO DA ATIVIDADE NA LEI COMPLEMENTAR n 116/2003. MATÉRIA DE ÍNDOLE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE INFRACONSITTUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUTAIS. ÓBICE DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n. 811.179-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 16.2.2016). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE INFRACONSITTUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUTAIS. ÓBICE DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (ARE n. 811.179-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 16.2.2016). 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C3B-C569-F870-8E6A e senha 6BB4-A10A-B6FD-2DE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) : JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : MANUEL LUIS DA ROCHA NETO (7479/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C29-4107-07A4-FF4E e senha 56BD-96B7-00D1-DDC4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.198.929 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA AGDO.(A/S) : JATAHY ENGENHARIA LTDA ADV.(A/S) : MANUEL LUIS DA ROCHA NETO (7479/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C29-4107-07A4-FF4E e senha 56BD-96B7-00D1-DDC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 198 . 929", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 198 . 929", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "RExt 651703 / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 198 . 929", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "RExt 651703 / PR", "Recurso Extraordinário 1198929 AGR", "Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 198 . 929", "Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1198929 AGR / CE", "ARE n . 1 . 144 . 868 - AgR", "ARE n . 1 . 002 . 561 - AgR", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 770 . 105 - AgR", "Recurso Extraordinário 1198929 AGR /", "ARE n . 1 . 144 . 868 - AgR", "ARE n . 1 . 002 . 561 -", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 770 . 105 - AgR", "Recurso Extraordinário 1198929 AGR /", "SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 811 . 179 - 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Ementa e Acórdão 06/08/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) :IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: MANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DE ÓRGÃO COLEGIADO (PLENÁRIO OU TURMAS) DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL OU PROFERIDO POR QUAISQUER DE SEUS JUÍZES – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe mandado de segurança contra julgamento impregnado de conteúdo jurisdicional, não importando se monocrático ou colegiado, proferido no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tal decisão, ainda quando emanada de Ministro Relator, somente será suscetível de desconstituição mediante utilização do recurso pertinente ou, tratando-se de pronunciamento de mérito já transitado em julgado, ajuizamento originário de ação rescisória. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4A5-C40B-CB52-B347 e senha D6BA-9C71-E117-9024 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão MS 36152 AGR / MG conformidade da ata de julgamentos, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, Sessão Virtual de 28 de junho a 05 de agosto de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4A5-C40B-CB52-B347 e senha D6BA-9C71-E117-9024 Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG conformidade da ata de julgamentos, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, Sessão Virtual de 28 de junho a 05 de agosto de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4A5-C40B-CB52-B347 e senha D6BA-9C71-E117-9024 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 06/08/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) :IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, que não conheceu de mandado de segurança impetrado, originariamente, perante o Supremo Tribunal Federal, contra ato jurisdicional emanado do Excelentíssimo Senhor Ministro-Presidente desta Suprema Corte (ARE 1.136.292/MG). A decisão por mim proferida, objeto deste recurso de agravo, reconheceu inviável, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a impetração de mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional emanados desta própria Corte. Inconformado com esse ato decisório, o ora recorrente interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me haver convencido das razões apresentadas pelo agravante, submeto este recurso de agravo à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5A3-148A-520C-85C8 e senha 3C15-B494-2B06-CC19 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) :IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, que não conheceu de mandado de segurança impetrado, originariamente, perante o Supremo Tribunal Federal, contra ato jurisdicional emanado do Excelentíssimo Senhor Ministro-Presidente desta Suprema Corte (ARE 1.136.292/MG). A decisão por mim proferida, objeto deste recurso de agravo, reconheceu inviável, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a impetração de mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional emanados desta própria Corte. Inconformado com esse ato decisório, o ora recorrente interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me haver convencido das razões apresentadas pelo agravante, submeto este recurso de agravo à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5A3-148A-520C-85C8 e senha 3C15-B494-2B06-CC19 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/08/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão ora recorrida ajusta-se, com integral fidelidade, ao magistério jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte na matéria em exame. Tal como tive o ensejo de assinalar na decisão agravada, revela-se absolutamente inviável a utilização, na espécie, da presente ação de mandado de segurança, pois o “writ” constitucional insurge-se contra ato praticado em sede jurisdicional. Impende considerar, quanto a esse fundamento, que o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos pronunciamentos, não tem admitido a impetração de mandado de segurança contra atos emanados dos órgãos colegiados desta Corte ou de quaisquer de seus Juízes, proferidos em processo de índole jurisdicional, como o de que ora se cuida: “Não cabe mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional proferidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo irrelevante, para esse efeito, que as decisões tenham emanado de órgãos colegiados (Pleno ou Turmas) ou de qualquer dos Juízes da Corte. Precedentes. Mandado de segurança não conhecido.” (MS 23.572/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Bem por isso, a jurisprudência desta Corte Suprema tem sempre enfatizado, na linha desse entendimento, que não se revela processualmente viável, por incabível, mandado de segurança contra decisões de índole Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão ora recorrida ajusta-se, com integral fidelidade, ao magistério jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte na matéria em exame. Tal como tive o ensejo de assinalar na decisão agravada, revela-se absolutamente inviável a utilização, na espécie, da presente ação de mandado de segurança, pois o “writ” constitucional insurge-se contra ato praticado em sede jurisdicional. Impende considerar, quanto a esse fundamento, que o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos pronunciamentos, não tem admitido a impetração de mandado de segurança contra atos emanados dos órgãos colegiados desta Corte ou de quaisquer de seus Juízes, proferidos em processo de índole jurisdicional, como o de que ora se cuida: “Não cabe mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional proferidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo irrelevante, para esse efeito, que as decisões tenham emanado de órgãos colegiados (Pleno ou Turmas) ou de qualquer dos Juízes da Corte. Precedentes. Mandado de segurança não conhecido.” (MS 23.572/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Bem por isso, a jurisprudência desta Corte Suprema tem sempre enfatizado, na linha desse entendimento, que não se revela processualmente viável, por incabível, mandado de segurança contra decisões de índole Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 36152 AGR / MG jurisdicional proferidas por esta Suprema Corte (MS 26.704-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Mandado de Segurança impetrado contra decisões proferidas pelos Relatores. II – As decisões do Supremo Tribunal Federal de caráter jurisdicional não comportam impugnação através da via mandamental. (…). Súmula 268. III – Pedido não conhecido.” (RTJ 91/445, Rel. Min. THOMPSON FLORES – grifei) “DESCABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – mesmo sob a égide da vigente Constituição – firmou-se no sentido de não admitir, por incabível, mandado de segurança contra atos decisórios de índole jurisdicional proferidos pela Suprema Corte, eis que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro Relator, somente são suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da ação rescisória. Precedentes.” (RTJ 168/174-175, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Os atos emanados do Supremo Tribunal Federal, quando revestidos de conteúdo jurisdicional, não comportam a impetração de mandado de segurança, eis que tais atos decisórios somente podem ser desconstituídos, no âmbito da Suprema Corte, em decorrência da adequada utilização dos recursos cabíveis ou, na hipótese de julgamento de mérito, com trânsito em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes. (…).” (RTJ 182/194-195, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG jurisdicional proferidas por esta Suprema Corte (MS 26.704-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Mandado de Segurança impetrado contra decisões proferidas pelos Relatores. II – As decisões do Supremo Tribunal Federal de caráter jurisdicional não comportam impugnação através da via mandamental. (…). Súmula 268. III – Pedido não conhecido.” (RTJ 91/445, Rel. Min. THOMPSON FLORES – grifei) “DESCABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – mesmo sob a égide da vigente Constituição – firmou-se no sentido de não admitir, por incabível, mandado de segurança contra atos decisórios de índole jurisdicional proferidos pela Suprema Corte, eis que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro Relator, somente são suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da ação rescisória. Precedentes.” (RTJ 168/174-175, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Os atos emanados do Supremo Tribunal Federal, quando revestidos de conteúdo jurisdicional, não comportam a impetração de mandado de segurança, eis que tais atos decisórios somente podem ser desconstituídos, no âmbito da Suprema Corte, em decorrência da adequada utilização dos recursos cabíveis ou, na hipótese de julgamento de mérito, com trânsito em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes. (…).” (RTJ 182/194-195, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 36152 AGR / MG “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido da inadmissibilidade de mandado de segurança contra ato jurisdicional da Corte. ....................................................................................................... Agravo regimental improvido.” (MS 21.734-AgR/DF, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “– DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA DO STF. 1. É pacífica a jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não cabe Mandado de Segurança contra seus acórdãos ou de qualquer de suas Turmas. (…).” (MS 22.515-AgR/DF, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “Mandado de segurança: inadmissibilidade contra decisão jurisdicional de Turma do STF, ademais, transitada em julgado.” (MS 22.897-AgR/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA: DECISÃO DO PLENÁRIO DO S.T.F., DE SUAS TURMAS OU DE RELATOR: NÃO CABIMENTO. I. – Não cabe mandado de segurança contra decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, de suas Turmas ou de Relator, de índole jurisdicional. II. – Precedentes do STF. III. – Agravo não provido.” (MS 22.988-AgR/MS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) Vale registrar que essa diretriz jurisprudencial – inadmissibilidade de mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional emanados de Ministros desta Corte (como na espécie) ou proferidos por quaisquer dos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido da inadmissibilidade de mandado de segurança contra ato jurisdicional da Corte. ....................................................................................................... Agravo regimental improvido.” (MS 21.734-AgR/DF, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “– DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA DO STF. 1. É pacífica a jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não cabe Mandado de Segurança contra seus acórdãos ou de qualquer de suas Turmas. (…).” (MS 22.515-AgR/DF, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “Mandado de segurança: inadmissibilidade contra decisão jurisdicional de Turma do STF, ademais, transitada em julgado.” (MS 22.897-AgR/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA: DECISÃO DO PLENÁRIO DO S.T.F., DE SUAS TURMAS OU DE RELATOR: NÃO CABIMENTO. I. – Não cabe mandado de segurança contra decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, de suas Turmas ou de Relator, de índole jurisdicional. II. – Precedentes do STF. III. – Agravo não provido.” (MS 22.988-AgR/MS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) Vale registrar que essa diretriz jurisprudencial – inadmissibilidade de mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional emanados de Ministros desta Corte (como na espécie) ou proferidos por quaisquer dos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 36152 AGR / MG órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário ou Turmas) – vem de ser reafirmada, por esta Corte, agora sob a égide da Lei nº 12.016/2009: “M ANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – POSSIBILIDADE DE O RELATOR DA CAUSA, NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DELA NÃO CONHECER MEDIANTE DECISÃO MONOCRÁTICA – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSE PODER PROCESSUAL DO RELATOR – INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO POSTULADO DA COLEGIALIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. DESCABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Não cabe mandado de segurança contra julgamentos impregnados de conteúdo jurisdicional, não importando se monocráticos ou colegiados, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro-Relator, somente serão suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes. PODERES PROCESSUAIS DO MINISTRO-RELATOR E PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – Assiste ao Ministro-Relator competência plena para exercer, monocraticamente, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Pode, em conseqüência, negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos, quando incabíveis, intempestivos, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário ou Turmas) – vem de ser reafirmada, por esta Corte, agora sob a égide da Lei nº 12.016/2009: “M ANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – POSSIBILIDADE DE O RELATOR DA CAUSA, NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DELA NÃO CONHECER MEDIANTE DECISÃO MONOCRÁTICA – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSE PODER PROCESSUAL DO RELATOR – INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO POSTULADO DA COLEGIALIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. DESCABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Não cabe mandado de segurança contra julgamentos impregnados de conteúdo jurisdicional, não importando se monocráticos ou colegiados, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro-Relator, somente serão suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes. PODERES PROCESSUAIS DO MINISTRO-RELATOR E PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – Assiste ao Ministro-Relator competência plena para exercer, monocraticamente, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Pode, em conseqüência, negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos, quando incabíveis, intempestivos, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 36152 AGR / MG sem objeto ou, ainda, quando veicularem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante na Suprema Corte. Precedentes. – O reconhecimento dessa competência monocrática deferida ao Relator da causa não transgride o postulado da colegialidade, pois sempre caberá, para os órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário e Turmas), recurso contra as decisões singulares que venham a ser proferidas por seus Juízes.” (MS 28.097-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “(…) 2. Inadmissível a impetração de mandado de segurança contra Ministro da Corte, no exercício da função jurisdicional. Precedentes: MS 25.070-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; MS 24.399-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Excepcionalidade não verificada. 3. O mandado de segurança não é de ser utilizado como sucedâneo de recurso, ou de ação rescisória. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 27.335-ED/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) Mais recentemente, o Plenário deste Tribunal reafirmou essa diretriz jurisprudencial, acentuando a incognoscibilidade da ação de mandado de segurança, quando ajuizada, como na espécie, com o objetivo de desconstituir pronunciamento de índole jurisdicional emanado desta Suprema Corte: “PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA EM FACE DE ATO JURISDICIONAL DE MINISTRO, DAS TURMAS OU DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO ADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.” (MS 28.635-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “MANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DE ÓRGÃO COLEGIADO (PLENÁRIO OU TURMAS) DO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG sem objeto ou, ainda, quando veicularem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante na Suprema Corte. Precedentes. – O reconhecimento dessa competência monocrática deferida ao Relator da causa não transgride o postulado da colegialidade, pois sempre caberá, para os órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário e Turmas), recurso contra as decisões singulares que venham a ser proferidas por seus Juízes.” (MS 28.097-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “(…) 2. Inadmissível a impetração de mandado de segurança contra Ministro da Corte, no exercício da função jurisdicional. Precedentes: MS 25.070-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; MS 24.399-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Excepcionalidade não verificada. 3. O mandado de segurança não é de ser utilizado como sucedâneo de recurso, ou de ação rescisória. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 27.335-ED/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) Mais recentemente, o Plenário deste Tribunal reafirmou essa diretriz jurisprudencial, acentuando a incognoscibilidade da ação de mandado de segurança, quando ajuizada, como na espécie, com o objetivo de desconstituir pronunciamento de índole jurisdicional emanado desta Suprema Corte: “PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA EM FACE DE ATO JURISDICIONAL DE MINISTRO, DAS TURMAS OU DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO ADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.” (MS 28.635-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “MANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DE ÓRGÃO COLEGIADO (PLENÁRIO OU TURMAS) DO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 36152 AGR / MG SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL OU PROFERIDO POR QUAISQUER DE SEUS JUÍZES – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe mandado de segurança contra julgamentos impregnados de conteúdo jurisdicional, não importando se monocráticos ou colegiados, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro Relator, somente serão suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes.” (MS 32.880-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO JURISDICIONAL PASSÍVEL DE RECURSO PRÓPRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não cabe mandado de segurança contra ato jurisdicional passível de recurso ou ação rescisória (Súmula 267/STF). 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação de multa de dois salários mínimos para cada agravante, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, arts. 81, § 2º, e 1.021, §§ 4º e 5º), por decisão unânime.” (MS 33.783-AgR/DF, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora impugnada. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL OU PROFERIDO POR QUAISQUER DE SEUS JUÍZES – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe mandado de segurança contra julgamentos impregnados de conteúdo jurisdicional, não importando se monocráticos ou colegiados, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro Relator, somente serão suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes.” (MS 32.880-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO JURISDICIONAL PASSÍVEL DE RECURSO PRÓPRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não cabe mandado de segurança contra ato jurisdicional passível de recurso ou ação rescisória (Súmula 267/STF). 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação de multa de dois salários mínimos para cada agravante, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, arts. 81, § 2º, e 1.021, §§ 4º e 5º), por decisão unânime.” (MS 33.783-AgR/DF, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora impugnada. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) :IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É admissível a formalização de mandado de segurança contra ato de Ministro do Supremo, nos termos do artigo 102, inciso I, alínea “d”, da Constituição Federal. Provejo o agravo para que a impetração tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B63-0439-40A3-F521 e senha 1338-C388-2EBF-6F9B Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) :IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É admissível a formalização de mandado de segurança contra ato de Ministro do Supremo, nos termos do artigo 102, inciso I, alínea “d”, da Constituição Federal. Provejo o agravo para que a impetração tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B63-0439-40A3-F521 e senha 1338-C388-2EBF-6F9B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 06/08/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) : IVAN FARIA DA COSTA (26280/MG, 186332/RJ) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C842-EA06-8445-3499 e senha 1E2C-8CEE-CEBF-9831 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) : IVAN FARIA DA COSTA (26280/MG, 186332/RJ) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C842-EA06-8445-3499 e senha 1E2C-8CEE-CEBF-9831 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750550492
2019-08-06T00:00:00
2019-08-19T00:00:00
O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
E M E N T A: MANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DE ÓRGÃO COLEGIADO (PLENÁRIO OU TURMAS) DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL OU PROFERIDO POR QUAISQUER DE SEUS JUÍZES – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe mandado de segurança contra julgamento impregnado de conteúdo jurisdicional, não importando se monocrático ou colegiado, proferido no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tal decisão, ainda quando emanada de Ministro Relator, somente será suscetível de desconstituição mediante utilização do recurso pertinente ou, tratando-se de pronunciamento de mérito já transitado em julgado, ajuizamento originário de ação rescisória. Precedentes.
sjur408844
- Acórdão(s) citado(s): (MS, IMPUGNAÇÃO, ATO JUDICIAL, STF) MS 20199 (TP) - RTJ 91/445, MS 21734 AgR, MS 22988 AgR (2ªT), MS 22515 AgR (2ªT), MS 22626 AgR - RTJ 168/174, MS 22897 AgR (2ªT), MS 23975 AgR (2ªT), MS 27335 ED (TP), MS 28097 AgR (TP), MS 28635 AgR (TP), MS 32880 AgR (TP), MS 33783 AgR (TP), RTJ 182/194. - Decisões monocráticas citadas: (MS, IMPUGNAÇÃO, ATO JUDICIAL, STF) MS 23572, MS 26704 MC. Número de páginas: 11. Análise: 16/10/2019, JSF.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
36152
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA" ]
MS-AgR
acordaos
MS 36152 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) : IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 06/08/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) :IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: MANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DE ÓRGÃO COLEGIADO (PLENÁRIO OU TURMAS) DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL OU PROFERIDO POR QUAISQUER DE SEUS JUÍZES – INADMISSIBILIDADE – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe mandado de segurança contra julgamento impregnado de conteúdo jurisdicional, não importando se monocrático ou colegiado, proferido no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tal decisão, ainda quando emanada de Ministro Relator, somente será suscetível de desconstituição mediante utilização do recurso pertinente ou, tratando-se de pronunciamento de mérito já transitado em julgado, ajuizamento originário de ação rescisória. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4A5-C40B-CB52-B347 e senha D6BA-9C71-E117-9024 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão MS 36152 AGR / MG conformidade da ata de julgamentos, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, Sessão Virtual de 28 de junho a 05 de agosto de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4A5-C40B-CB52-B347 e senha D6BA-9C71-E117-9024 Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG conformidade da ata de julgamentos, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, Sessão Virtual de 28 de junho a 05 de agosto de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4A5-C40B-CB52-B347 e senha D6BA-9C71-E117-9024 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 06/08/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) :IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, que não conheceu de mandado de segurança impetrado, originariamente, perante o Supremo Tribunal Federal, contra ato jurisdicional emanado do Excelentíssimo Senhor Ministro-Presidente desta Suprema Corte (ARE 1.136.292/MG). A decisão por mim proferida, objeto deste recurso de agravo, reconheceu inviável, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a impetração de mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional emanados desta própria Corte. Inconformado com esse ato decisório, o ora recorrente interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me haver convencido das razões apresentadas pelo agravante, submeto este recurso de agravo à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5A3-148A-520C-85C8 e senha 3C15-B494-2B06-CC19 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) :IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, que não conheceu de mandado de segurança impetrado, originariamente, perante o Supremo Tribunal Federal, contra ato jurisdicional emanado do Excelentíssimo Senhor Ministro-Presidente desta Suprema Corte (ARE 1.136.292/MG). A decisão por mim proferida, objeto deste recurso de agravo, reconheceu inviável, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a impetração de mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional emanados desta própria Corte. Inconformado com esse ato decisório, o ora recorrente interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me haver convencido das razões apresentadas pelo agravante, submeto este recurso de agravo à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5A3-148A-520C-85C8 e senha 3C15-B494-2B06-CC19 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/08/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão ora recorrida ajusta-se, com integral fidelidade, ao magistério jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte na matéria em exame. Tal como tive o ensejo de assinalar na decisão agravada, revela-se absolutamente inviável a utilização, na espécie, da presente ação de mandado de segurança, pois o “writ” constitucional insurge-se contra ato praticado em sede jurisdicional. Impende considerar, quanto a esse fundamento, que o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos pronunciamentos, não tem admitido a impetração de mandado de segurança contra atos emanados dos órgãos colegiados desta Corte ou de quaisquer de seus Juízes, proferidos em processo de índole jurisdicional, como o de que ora se cuida: “Não cabe mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional proferidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo irrelevante, para esse efeito, que as decisões tenham emanado de órgãos colegiados (Pleno ou Turmas) ou de qualquer dos Juízes da Corte. Precedentes. Mandado de segurança não conhecido.” (MS 23.572/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Bem por isso, a jurisprudência desta Corte Suprema tem sempre enfatizado, na linha desse entendimento, que não se revela processualmente viável, por incabível, mandado de segurança contra decisões de índole Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão ora recorrida ajusta-se, com integral fidelidade, ao magistério jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte na matéria em exame. Tal como tive o ensejo de assinalar na decisão agravada, revela-se absolutamente inviável a utilização, na espécie, da presente ação de mandado de segurança, pois o “writ” constitucional insurge-se contra ato praticado em sede jurisdicional. Impende considerar, quanto a esse fundamento, que o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos pronunciamentos, não tem admitido a impetração de mandado de segurança contra atos emanados dos órgãos colegiados desta Corte ou de quaisquer de seus Juízes, proferidos em processo de índole jurisdicional, como o de que ora se cuida: “Não cabe mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional proferidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo irrelevante, para esse efeito, que as decisões tenham emanado de órgãos colegiados (Pleno ou Turmas) ou de qualquer dos Juízes da Corte. Precedentes. Mandado de segurança não conhecido.” (MS 23.572/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Bem por isso, a jurisprudência desta Corte Suprema tem sempre enfatizado, na linha desse entendimento, que não se revela processualmente viável, por incabível, mandado de segurança contra decisões de índole Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 36152 AGR / MG jurisdicional proferidas por esta Suprema Corte (MS 26.704-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Mandado de Segurança impetrado contra decisões proferidas pelos Relatores. II – As decisões do Supremo Tribunal Federal de caráter jurisdicional não comportam impugnação através da via mandamental. (…). Súmula 268. III – Pedido não conhecido.” (RTJ 91/445, Rel. Min. THOMPSON FLORES – grifei) “DESCABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – mesmo sob a égide da vigente Constituição – firmou-se no sentido de não admitir, por incabível, mandado de segurança contra atos decisórios de índole jurisdicional proferidos pela Suprema Corte, eis que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro Relator, somente são suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da ação rescisória. Precedentes.” (RTJ 168/174-175, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Os atos emanados do Supremo Tribunal Federal, quando revestidos de conteúdo jurisdicional, não comportam a impetração de mandado de segurança, eis que tais atos decisórios somente podem ser desconstituídos, no âmbito da Suprema Corte, em decorrência da adequada utilização dos recursos cabíveis ou, na hipótese de julgamento de mérito, com trânsito em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes. (…).” (RTJ 182/194-195, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG jurisdicional proferidas por esta Suprema Corte (MS 26.704-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Mandado de Segurança impetrado contra decisões proferidas pelos Relatores. II – As decisões do Supremo Tribunal Federal de caráter jurisdicional não comportam impugnação através da via mandamental. (…). Súmula 268. III – Pedido não conhecido.” (RTJ 91/445, Rel. Min. THOMPSON FLORES – grifei) “DESCABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – mesmo sob a égide da vigente Constituição – firmou-se no sentido de não admitir, por incabível, mandado de segurança contra atos decisórios de índole jurisdicional proferidos pela Suprema Corte, eis que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro Relator, somente são suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da ação rescisória. Precedentes.” (RTJ 168/174-175, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Os atos emanados do Supremo Tribunal Federal, quando revestidos de conteúdo jurisdicional, não comportam a impetração de mandado de segurança, eis que tais atos decisórios somente podem ser desconstituídos, no âmbito da Suprema Corte, em decorrência da adequada utilização dos recursos cabíveis ou, na hipótese de julgamento de mérito, com trânsito em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes. (…).” (RTJ 182/194-195, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 36152 AGR / MG “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido da inadmissibilidade de mandado de segurança contra ato jurisdicional da Corte. ....................................................................................................... Agravo regimental improvido.” (MS 21.734-AgR/DF, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “– DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA DO Supremo Tribunal Federal. 1. É pacífica a jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não cabe Mandado de Segurança contra seus acórdãos ou de qualquer de suas Turmas. (…).” (MS 22.515-AgR/DF, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “Mandado de segurança: inadmissibilidade contra decisão jurisdicional de Turma do Supremo Tribunal Federal, ademais, transitada em julgado.” (MS 22.897-AgR/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA: DECISÃO DO PLENÁRIO DO S.T.F., DE SUAS TURMAS OU DE RELATOR: NÃO CABIMENTO. I. – Não cabe mandado de segurança contra decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, de suas Turmas ou de Relator, de índole jurisdicional. II. – Precedentes do Supremo Tribunal Federal. III. – Agravo não provido.” (MS 22.988-AgR/MS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) Vale registrar que essa diretriz jurisprudencial – inadmissibilidade de mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional emanados de Ministros desta Corte (como na espécie) ou proferidos por quaisquer dos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal orienta-se no sentido da inadmissibilidade de mandado de segurança contra ato jurisdicional da Corte. ....................................................................................................... Agravo regimental improvido.” (MS 21.734-AgR/DF, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “– DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ACÓRDÃO DE TURMA DO Supremo Tribunal Federal. 1. É pacífica a jurisprudência do Plenário do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que não cabe Mandado de Segurança contra seus acórdãos ou de qualquer de suas Turmas. (…).” (MS 22.515-AgR/DF, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “Mandado de segurança: inadmissibilidade contra decisão jurisdicional de Turma do Supremo Tribunal Federal, ademais, transitada em julgado.” (MS 22.897-AgR/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA: DECISÃO DO PLENÁRIO DO S.T.F., DE SUAS TURMAS OU DE RELATOR: NÃO CABIMENTO. I. – Não cabe mandado de segurança contra decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal, de suas Turmas ou de Relator, de índole jurisdicional. II. – Precedentes do Supremo Tribunal Federal. III. – Agravo não provido.” (MS 22.988-AgR/MS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) Vale registrar que essa diretriz jurisprudencial – inadmissibilidade de mandado de segurança contra atos de conteúdo jurisdicional emanados de Ministros desta Corte (como na espécie) ou proferidos por quaisquer dos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 36152 AGR / MG órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário ou Turmas) – vem de ser reafirmada, por esta Corte, agora sob a égide da Lei n 12.016/2009: “M ANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – POSSIBILIDADE DE O RELATOR DA CAUSA, NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DELA NÃO CONHECER MEDIANTE DECISÃO MONOCRÁTICA – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSE PODER PROCESSUAL DO RELATOR – INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO POSTULADO DA COLEGIALIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. DESCABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Não cabe mandado de segurança contra julgamentos impregnados de conteúdo jurisdicional, não importando se monocráticos ou colegiados, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro-Relator, somente serão suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes. PODERES PROCESSUAIS DO MINISTRO-RELATOR E PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – Assiste ao Ministro-Relator competência plena para exercer, monocraticamente, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Pode, em conseqüência, negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos, quando incabíveis, intempestivos, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário ou Turmas) – vem de ser reafirmada, por esta Corte, agora sob a égide da Lei n 12.016/2009: “M ANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE – POSSIBILIDADE DE O RELATOR DA CAUSA, NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DELA NÃO CONHECER MEDIANTE DECISÃO MONOCRÁTICA – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSE PODER PROCESSUAL DO RELATOR – INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO POSTULADO DA COLEGIALIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. DESCABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JURISDICIONAL EMANADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Não cabe mandado de segurança contra julgamentos impregnados de conteúdo jurisdicional, não importando se monocráticos ou colegiados, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro-Relator, somente serão suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes. PODERES PROCESSUAIS DO MINISTRO-RELATOR E PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – Assiste ao Ministro-Relator competência plena para exercer, monocraticamente, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Pode, em conseqüência, negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos, quando incabíveis, intempestivos, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 36152 AGR / MG sem objeto ou, ainda, quando veicularem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante na Suprema Corte. Precedentes. – O reconhecimento dessa competência monocrática deferida ao Relator da causa não transgride o postulado da colegialidade, pois sempre caberá, para os órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário e Turmas), recurso contra as decisões singulares que venham a ser proferidas por seus Juízes.” (MS 28.097-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “(…) 2. Inadmissível a impetração de mandado de segurança contra Ministro da Corte, no exercício da função jurisdicional. Precedentes: MS 25.070-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; MS 24.399-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Excepcionalidade não verificada. 3. O mandado de segurança não é de ser utilizado como sucedâneo de recurso, ou de ação rescisória. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 27.335-ED/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) Mais recentemente, o Plenário deste Tribunal reafirmou essa diretriz jurisprudencial, acentuando a incognoscibilidade da ação de mandado de segurança, quando ajuizada, como na espécie, com o objetivo de desconstituir pronunciamento de índole jurisdicional emanado desta Suprema Corte: “PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA EM FACE DE ATO JURISDICIONAL DE MINISTRO, DAS TURMAS OU DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO ADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.” (MS 28.635-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “MANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DE ÓRGÃO COLEGIADO (PLENÁRIO OU TURMAS) DO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG sem objeto ou, ainda, quando veicularem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante na Suprema Corte. Precedentes. – O reconhecimento dessa competência monocrática deferida ao Relator da causa não transgride o postulado da colegialidade, pois sempre caberá, para os órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário e Turmas), recurso contra as decisões singulares que venham a ser proferidas por seus Juízes.” (MS 28.097-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “(…) 2. Inadmissível a impetração de mandado de segurança contra Ministro da Corte, no exercício da função jurisdicional. Precedentes: MS 25.070-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso; MS 24.399-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Excepcionalidade não verificada. 3. O mandado de segurança não é de ser utilizado como sucedâneo de recurso, ou de ação rescisória. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 27.335-ED/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) Mais recentemente, o Plenário deste Tribunal reafirmou essa diretriz jurisprudencial, acentuando a incognoscibilidade da ação de mandado de segurança, quando ajuizada, como na espécie, com o objetivo de desconstituir pronunciamento de índole jurisdicional emanado desta Suprema Corte: “PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA EM FACE DE ATO JURISDICIONAL DE MINISTRO, DAS TURMAS OU DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO ADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.” (MS 28.635-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “MANDADO DE SEGURANÇA – IMPETRAÇÃO CONTRA ATO DE CONTEÚDO JURISDICIONAL EMANADO DE ÓRGÃO COLEGIADO (PLENÁRIO OU TURMAS) DO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MS 36152 AGR / MG SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL OU PROFERIDO POR QUAISQUER DE SEUS JUÍZES – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe mandado de segurança contra julgamentos impregnados de conteúdo jurisdicional, não importando se monocráticos ou colegiados, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro Relator, somente serão suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes.” (MS 32.880-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO JURISDICIONAL PASSÍVEL DE RECURSO PRÓPRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não cabe mandado de segurança contra ato jurisdicional passível de recurso ou ação rescisória (Súmula 267/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação de multa de dois salários mínimos para cada agravante, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, arts. 81, § 2..., e 1.021, §§ 4... e 5...), por decisão unânime.” (MS 33.783-AgR/DF, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora impugnada. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Supremo Tribunal Federal MS 36152 AGR / MG SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL OU PROFERIDO POR QUAISQUER DE SEUS JUÍZES – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe mandado de segurança contra julgamentos impregnados de conteúdo jurisdicional, não importando se monocráticos ou colegiados, proferidos no âmbito do Supremo Tribunal Federal. É que tais decisões, ainda quando emanadas de Ministro Relator, somente serão suscetíveis de desconstituição mediante utilização dos recursos pertinentes ou, tratando-se de pronunciamentos de mérito já transitados em julgado, mediante ajuizamento originário da pertinente ação rescisória. Precedentes.” (MS 32.880-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO JURISDICIONAL PASSÍVEL DE RECURSO PRÓPRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não cabe mandado de segurança contra ato jurisdicional passível de recurso ou ação rescisória (Súmula 267/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação de multa de dois salários mínimos para cada agravante, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, arts. 81, § 2..., e 1.021, §§ 4... e 5...), por decisão unânime.” (MS 33.783-AgR/DF, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora impugnada. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 32C5-7FAE-2333-EE9D e senha 72E8-00FC-A1EE-696A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) :IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É admissível a formalização de mandado de segurança contra ato de Ministro do Supremo, nos termos do artigo 102, inciso I, alínea “d”, da Constituição Federal. Provejo o agravo para que a impetração tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B63-0439-40A3-F521 e senha 1338-C388-2EBF-6F9B Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) :IVAN FARIA DA COSTA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É admissível a formalização de mandado de segurança contra ato de Ministro do Supremo, nos termos do artigo 102, inciso I, alínea “d”, da Constituição Federal. Provejo o agravo para que a impetração tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B63-0439-40A3-F521 e senha 1338-C388-2EBF-6F9B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 06/08/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) : IVAN FARIA DA COSTA (26280/MG, 186332/RJ) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C842-EA06-8445-3499 e senha 1E2C-8CEE-CEBF-9831 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.152 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : IVAN FARIA DA COSTA ADV.(A/S) : IVAN FARIA DA COSTA (26280/MG, 186332/RJ) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C842-EA06-8445-3499 e senha 1E2C-8CEE-CEBF-9831 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 36 . 152 MINAS", "MS 36152 AGR / MG", "MS", "ARE 1 . 136 . 292 / MG", "ARE 1 . 136 . 292 / MG", "MS 23 . 572 / MG", "MS 23 . 572 / MG", "MS 36152 AGR / MG", "MS 26 . 704 - MC / DF", "RTJ 91 / 445", "RTJ 168 / 174 - 175", "RTJ 182 / 194 - 195", "MS 36152 AGR / MG", "MS 26 . 704 - MC / DF", "RTJ 91 / 445", "RTJ 168 / 174 - 175", "RTJ 182 / 194 - 195", "MS 36152 AGR / MG", "MS 21 . 734 - AgR / DF", "MS 22 . 515 - AgR / DF", "MS 22 . 897 - AgR / SP", "MS 22 . 988 - AgR / MS", "MS 36152 AGR / MG", "MS 21 . 734 - AgR / DF", "MS 22 . 515 - AgR / DF", "MS 22 . 897 - AgR / SP", "MS 22 . 988 - AgR / MS", "MS 36152 AGR / MG", "MS 36152", "MS 36152 AGR / MG", "MS 28 . 097 - AgR / DF", "MS 25 . 070 - AgR", "MS 24 . 399 - AgR", "MS 27 . 335 - ED / DF", "MS 28 . 635 - AgR / DF", "MS 36152 AGR / MG", "MS 28 . 097 - AgR / DF", "MS 25 . 070 - AgR", "MS 24 . 399 - AgR", "MS 27 . 335 - ED / DF", "MS 28 . 635 - AgR / DF", "MS 36152 AGR / MG", "MS 32 . 880 - AgR / RJ", "Súmula 267 / Supremo Tribunal Federal", "MS 33 . 783 - AgR / DF", "MS 36152 AGR / MG", "MS 32 . 880 - AgR / RJ", "Súmula 267 / Supremo Tribunal Federal", "MS 33 . 783 - AgR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Código de Processo Civil , arts . 81 , § 2 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , arts . 81 , § 2 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alínea “ d ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alínea “ d ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "S", ".", "T", ".", "F", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "S", ".", "T . F .", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário deste", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "IVAN FARIA DA COSTA", "IVAN FARIA DA COSTA", "Marco Aurélio", "CELSO DE MELLO", "Marco Aurélio", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "IVAN FARIA DA COSTA", "IVAN FARIA DA COSTA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "IVAN FARIA DA COSTA", "IVAN FARIA DA COSTA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "THOMPSON FLORES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "THOMPSON FLORES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ILMAR GALVÃO", "SYDNEY SANCHES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS VELLOSO", "ILMAR GALVÃO", "SYDNEY SANCHES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Cezar Peluso", "Joaquim Barbosa", "AYRES BRITTO", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "Cezar Peluso", "Joaquim Barbosa", "AYRES BRITTO", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "IVAN FARIA DA COSTA", "IVAN FARIA DA COSTA", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "IVAN FARIA DA COSTA", "IVAN FARIA DA COSTA", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "IVAN FARIA DA COSTA", "IVAN FARIA DA COSTA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "CELSO DE MELLO", "IVAN FARIA DA COSTA", "IVAN FARIA DA COSTA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho", "05 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho", "05 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) :SUELI SANTANA DA SILVA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. JORNADA EM TURNOS DE REVEZAMENTO. HORAS EXTRAS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS, DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE NORMA COLETIVA: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AFASTADA A MULTA POR NÃO SE ATINGIR A UNANIMIDADE, NOS TERMOS DO § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Gilmar Mendes. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2820-EC68-AE22-56AD e senha 7B2D-DA2A-12B7-CDC9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1195609 AGR / MG Relatora 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2820-EC68-AE22-56AD e senha 7B2D-DA2A-12B7-CDC9 Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG Relatora 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2820-EC68-AE22-56AD e senha 7B2D-DA2A-12B7-CDC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) :SUELI SANTANA DA SILVA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 26.4.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por FCA Fiat Chrysler Automóveis Ltda. sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 150). 2. Publicada essa decisão no DJe de 30.4.2019, FCA Fiat Chrysler Automóveis Ltda. interpõe, em 6.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 151). 3. Sustenta a agravante que “não está postulando a revisão de matéria de fato relativo à prestação de horas extras, já que inexistentes, como equivocadamente entendeu o E. TST, mas, sim, a validade da cláusula ajustada em Acordos Coletivos de Trabalho celebrados com o Sindicato dos Metalúrgicos nos últimos 25 anos, conforme a Tese n. 152 com Repercussão Geral, que bem aplicou o art. 7º, XXVI, da CF, ao reconhecer a ‘prevalência do negociado sobre o legislado” (fl. 5, e-doc. 151). Pondera que “jamais a Agravante - FCA ousaria fazer reexame de matéria-fático probatória ou, então, de cláusulas contratuais ou de legislação infraconstitucional, não se aplicando aqui a Súmula n. 279, editada em 1963 (“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”) e a Súmula Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B47-1E4A-6B4C-3366 e senha 3C97-9B26-AD4A-3F66 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) :SUELI SANTANA DA SILVA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 26.4.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por FCA Fiat Chrysler Automóveis Ltda. sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 150). 2. Publicada essa decisão no DJe de 30.4.2019, FCA Fiat Chrysler Automóveis Ltda. interpõe, em 6.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 151). 3. Sustenta a agravante que “não está postulando a revisão de matéria de fato relativo à prestação de horas extras, já que inexistentes, como equivocadamente entendeu o E. TST, mas, sim, a validade da cláusula ajustada em Acordos Coletivos de Trabalho celebrados com o Sindicato dos Metalúrgicos nos últimos 25 anos, conforme a Tese n. 152 com Repercussão Geral, que bem aplicou o art. 7º, XXVI, da CF, ao reconhecer a ‘prevalência do negociado sobre o legislado” (fl. 5, e-doc. 151). Pondera que “jamais a Agravante - FCA ousaria fazer reexame de matéria-fático probatória ou, então, de cláusulas contratuais ou de legislação infraconstitucional, não se aplicando aqui a Súmula n. 279, editada em 1963 (“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”) e a Súmula Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B47-1E4A-6B4C-3366 e senha 3C97-9B26-AD4A-3F66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1195609 AGR / MG n. 454, editada nos anos sombrios de 1964, (“Não cabimento de recurso extraordinário para apreciar cláusulas de acordo ou convenção coletiva de trabalho”), ambas desse E. STF. Isso porque Agravante aqui pretende, apenas, o reexame do enquadramento dos fatos à norma legal abstrata e sua correta interpretação jurisprudencial sob a ótica da Constituição, como será demonstrado mais à frente. Ela não está pretendendo fazer revolvimento de matéria fática, mas, sim, obter o devido enquadramento da norma constitucional albergada no art. 7º, XXVI (“reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho”). Ela quer, apenas, que haja o exame do reconhecimento da validade dos Acordos Coletivos de Trabalho celebrados com o Sindicato dos Metalúrgicos acerca desses “2 Turnos Alternantes de Trabalho”, como ocorreu quando esse E. STF julgou o RE n. 590.415, que deu origem à Tese n. 152 com Repercussão Geral” (fl. 15, e- doc. 151). Requer “haja o sobrestamento do presente processo em virtude de ter sido julgado pelo Plenário Virtual o ARE 1.121.633, de 2.5.2019, onde foi reconhecida a Repercussão Geral do Tema n. 1.046 acerca da validade de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, que é a hipótese destes autos. E, sucessivamente, caso não haja o necessário sobrestamento do presente processo, espera a Agravante que o presente Agravo Interno seja provido para se determinar o seguimento de seu Recurso Extraordinário com Agravo, especialmente para que seja notificado o Sindicato Profissional dos Metalúrgicos de Betim para vir integrar a lide como litisconsorte necessário na forma do art. 611-A, § 5º, da CLT (‘§ 5o Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos”), tudo como medida de inteira e salutar’ (fl. 34, e-doc. 151). 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 156). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B47-1E4A-6B4C-3366 e senha 3C97-9B26-AD4A-3F66 Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG n. 454, editada nos anos sombrios de 1964, (“Não cabimento de recurso extraordinário para apreciar cláusulas de acordo ou convenção coletiva de trabalho”), ambas desse E. STF. Isso porque Agravante aqui pretende, apenas, o reexame do enquadramento dos fatos à norma legal abstrata e sua correta interpretação jurisprudencial sob a ótica da Constituição, como será demonstrado mais à frente. Ela não está pretendendo fazer revolvimento de matéria fática, mas, sim, obter o devido enquadramento da norma constitucional albergada no art. 7º, XXVI (“reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho”). Ela quer, apenas, que haja o exame do reconhecimento da validade dos Acordos Coletivos de Trabalho celebrados com o Sindicato dos Metalúrgicos acerca desses “2 Turnos Alternantes de Trabalho”, como ocorreu quando esse E. STF julgou o RE n. 590.415, que deu origem à Tese n. 152 com Repercussão Geral” (fl. 15, e- doc. 151). Requer “haja o sobrestamento do presente processo em virtude de ter sido julgado pelo Plenário Virtual o ARE 1.121.633, de 2.5.2019, onde foi reconhecida a Repercussão Geral do Tema n. 1.046 acerca da validade de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, que é a hipótese destes autos. E, sucessivamente, caso não haja o necessário sobrestamento do presente processo, espera a Agravante que o presente Agravo Interno seja provido para se determinar o seguimento de seu Recurso Extraordinário com Agravo, especialmente para que seja notificado o Sindicato Profissional dos Metalúrgicos de Betim para vir integrar a lide como litisconsorte necessário na forma do art. 611-A, § 5º, da CLT (‘§ 5o Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos”), tudo como medida de inteira e salutar’ (fl. 34, e-doc. 151). 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 156). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B47-1E4A-6B4C-3366 e senha 3C97-9B26-AD4A-3F66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal Superior do Trabalho aplicou a sistemática da repercussão geral e inadmitiu o recurso extraordinário quanto à validade da norma coletiva referente à majoração da jornada de trabalho: “Uma vez fixada a premissa de que o trabalhador laborava em regime de turnos ininterruptos de revezamento, em relação ao segundo aspecto impugnado por meio do apelo extremo, tem-se que o Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que não cabe recurso extraordinário, por ausência de repercussão geral, em matéria de “validade da redução do intervalo intrajornada e da majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento por meio de norma coletiva”. Tal entendimento foi consagrado no AI 825.675, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, no qual a Corte Suprema firmou a tese de que não há repercussão geral em relação ao ‘Tema 357’ do ementário temático de Repercussão Geral do STF, hipótese dos autos” (fl. 4, e-doc. 135). O Supremo Tribunal Federal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual neste Supremo Tribunal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal Superior do Trabalho aplicou a sistemática da repercussão geral e inadmitiu o recurso extraordinário quanto à validade da norma coletiva referente à majoração da jornada de trabalho: “Uma vez fixada a premissa de que o trabalhador laborava em regime de turnos ininterruptos de revezamento, em relação ao segundo aspecto impugnado por meio do apelo extremo, tem-se que o Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que não cabe recurso extraordinário, por ausência de repercussão geral, em matéria de “validade da redução do intervalo intrajornada e da majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento por meio de norma coletiva”. Tal entendimento foi consagrado no AI 825.675, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, no qual a Corte Suprema firmou a tese de que não há repercussão geral em relação ao ‘Tema 357’ do ementário temático de Repercussão Geral do STF, hipótese dos autos” (fl. 4, e-doc. 135). O Supremo Tribunal Federal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual neste Supremo Tribunal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1195609 AGR / MG RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.002.455-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2017) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. O Tribunal de origem assentou: “No caso concreto, depreende-se, do acórdão recorrido, que semostrou incontroverso o labor em “turnos alternantes”, sendo que o autor se ativava no primeiro turno das 6h às 15h48 (descontado o intervalo mínimo), e, no segundo turno, trabalhava das 15h49 até 1h09, totalizando, 8 horas e 48 minutos e 8 horas e 21 minutos de efetivo labor diário, submetendo-se, portanto, a uma carga horária superior a oito horas por dia. É bem ver que a negociação coletiva não se amolda à hipótese consubstanciada na Súmula 423 do TST, sendo devido ao reclamante o direito à percepção das horas extras laboradas além da sexta diária e consequentes reflexos” (fl. 11, e-doc. 119). Concluir de forma diversa do entendimento assentado no acórdão recorrido, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.002.455-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2017) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. O Tribunal de origem assentou: “No caso concreto, depreende-se, do acórdão recorrido, que semostrou incontroverso o labor em “turnos alternantes”, sendo que o autor se ativava no primeiro turno das 6h às 15h48 (descontado o intervalo mínimo), e, no segundo turno, trabalhava das 15h49 até 1h09, totalizando, 8 horas e 48 minutos e 8 horas e 21 minutos de efetivo labor diário, submetendo-se, portanto, a uma carga horária superior a oito horas por dia. É bem ver que a negociação coletiva não se amolda à hipótese consubstanciada na Súmula 423 do TST, sendo devido ao reclamante o direito à percepção das horas extras laboradas além da sexta diária e consequentes reflexos” (fl. 11, e-doc. 119). Concluir de forma diversa do entendimento assentado no acórdão recorrido, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1195609 AGR / MG (Consolidação das Leis do Trabalho), de provas e de cláusulas do acordo coletivo, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. JORNADA DE TRABALHO. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORAS EXTRAS. 1. ACÓRDÃO PROFERIDO EM CONFORMIDADE COM O CONJUNTO PROBATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 698.056-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 20.11.2013). “Redução do intervalo intrajornada. Majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento. Convenção e acordo coletivo. Matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral” (AI n. 825.675-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 25.3.2011). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454/STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Para se chegar à conclusão diversa da adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. A ofensa à Constituição, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG (Consolidação das Leis do Trabalho), de provas e de cláusulas do acordo coletivo, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. JORNADA DE TRABALHO. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORAS EXTRAS. 1. ACÓRDÃO PROFERIDO EM CONFORMIDADE COM O CONJUNTO PROBATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 698.056-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 20.11.2013). “Redução do intervalo intrajornada. Majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento. Convenção e acordo coletivo. Matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral” (AI n. 825.675-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 25.3.2011). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454/STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Para se chegar à conclusão diversa da adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. A ofensa à Constituição, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1195609 AGR / MG portanto, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC” (ARE n. 1.029.393-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.8.2017). 4. Quanto ao pedido de notificação do Sindicato dos Metalúrgicos para vir a integrar a lide como litisconsorte necessário, a relação processual foi formada em momento anterior à entrada em vigor da Lei n. 13.467/2017, na qual se acrescentou o art. 611-A na Consolidação das Leis do Trabalho, pelo que indefiro o pedido de intimação da entidade sindical representante da categoria para integrar o processo como litisconsorte necessário. 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG portanto, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC” (ARE n. 1.029.393-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.8.2017). 4. Quanto ao pedido de notificação do Sindicato dos Metalúrgicos para vir a integrar a lide como litisconsorte necessário, a relação processual foi formada em momento anterior à entrada em vigor da Lei n. 13.467/2017, na qual se acrescentou o art. 611-A na Consolidação das Leis do Trabalho, pelo que indefiro o pedido de intimação da entidade sindical representante da categoria para integrar o processo como litisconsorte necessário. 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto Vogal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) :SUELI SANTANA DA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de agravo regimental interposto pela Fca Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda., contra decisão da Ministra Cármen Lúcia que negou provimento ao recurso extraordinário com agravo por entender que a discussão acerca do regime de turnos de revezamento situa-se no âmbito infraconstitucional. A relatora assentou ainda que seria caso de aplicação da Súmulas 279 e 454 do STF (eDoc 150). A agravante alega que celebrou acordo coletivo de trabalho com o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim/MG, para fixar dois turnos alternados de trabalho de segunda a sexta-feira, das 6h às 15h48 e das 15h48 às 1h09, para compensar o não trabalho no sábado, computando 8 horas e 48 minutos diários e totalizando 44 horas semanais. Nas razões recursais, afirma, inicialmente, que a hipótese dos autos não se enquadra como turnos ininterruptos de revezamento, e sim como turnos de revezamento. Além disso, questiona a comprovação de que a jornada acordada causa danos à saúde dos trabalhadores. Pede ainda a aplicação ao caso do tema 152 da sistemática da repercussão geral, quanto à garantia da supremacia dos termos celebrados em acordo coletivo sobre a legislação ordinária. A Ministra Relatora encaminha voto pelo não conhecimento do agravo regimental e aplicação de multa. Divirjo da relatora. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) :SUELI SANTANA DA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de agravo regimental interposto pela Fca Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda., contra decisão da Ministra Cármen Lúcia que negou provimento ao recurso extraordinário com agravo por entender que a discussão acerca do regime de turnos de revezamento situa-se no âmbito infraconstitucional. A relatora assentou ainda que seria caso de aplicação da Súmulas 279 e 454 do STF (eDoc 150). A agravante alega que celebrou acordo coletivo de trabalho com o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim/MG, para fixar dois turnos alternados de trabalho de segunda a sexta-feira, das 6h às 15h48 e das 15h48 às 1h09, para compensar o não trabalho no sábado, computando 8 horas e 48 minutos diários e totalizando 44 horas semanais. Nas razões recursais, afirma, inicialmente, que a hipótese dos autos não se enquadra como turnos ininterruptos de revezamento, e sim como turnos de revezamento. Além disso, questiona a comprovação de que a jornada acordada causa danos à saúde dos trabalhadores. Pede ainda a aplicação ao caso do tema 152 da sistemática da repercussão geral, quanto à garantia da supremacia dos termos celebrados em acordo coletivo sobre a legislação ordinária. A Ministra Relatora encaminha voto pelo não conhecimento do agravo regimental e aplicação de multa. Divirjo da relatora. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto Vogal ARE 1195609 AGR / MG Conforme relatado, discute-se nos presentes autos a validade de cláusula de acordo coletivo de trabalho que prevê a possibilidade de jornada superior a 8 horas em supostos turnos ininterruptos de revezamento. De fato, esta Corte, ao apreciar o tema 357 da sistemática da repercussão geral, de minha relatoria, consignou que a controvérsia relativa à redução do intervalo intrajornada e majoração da jornada de trabalho, no regime de turnos ininterruptos de revezamento, por negociação coletiva, estaria restrita ao âmbito infraconstitucional, motivo pelo qual se rejeitou a repercussão geral da matéria. Confira-se a ementa: “Redução do intervalo intrajornada. Majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento. Convenção e acordo coletivo. Matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral”. (AI-RG 825.675, de minha relatoria, DJe 25.3.2011) Ocorre que, recentemente, o Tribunal reconheceu a repercussão geral da discussão acerca da validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista, por entender que se trata de matéria constitucional, revisando as teses firmadas nos temas 357 e 762. A esse propósito, cito a ementa: “Recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista. Matéria constitucional. Revisão da tese firmada nos temas 357 e 762. 4. Repercussão geral reconhecida”. (ARE 1.121.633 RG, de minha relatoria, DJe 23.5.2019 ) Na ocasião, propus a reafirmação da jurisprudência, tendo em vista a orientação firmada pelo Pleno no julgamento de mérito do tema 152, que assentou a seguinte tese: “A transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego caso essa condição tenha constado expressamente do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG Conforme relatado, discute-se nos presentes autos a validade de cláusula de acordo coletivo de trabalho que prevê a possibilidade de jornada superior a 8 horas em supostos turnos ininterruptos de revezamento. De fato, esta Corte, ao apreciar o tema 357 da sistemática da repercussão geral, de minha relatoria, consignou que a controvérsia relativa à redução do intervalo intrajornada e majoração da jornada de trabalho, no regime de turnos ininterruptos de revezamento, por negociação coletiva, estaria restrita ao âmbito infraconstitucional, motivo pelo qual se rejeitou a repercussão geral da matéria. Confira-se a ementa: “Redução do intervalo intrajornada. Majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento. Convenção e acordo coletivo. Matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral”. (AI-RG 825.675, de minha relatoria, DJe 25.3.2011) Ocorre que, recentemente, o Tribunal reconheceu a repercussão geral da discussão acerca da validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista, por entender que se trata de matéria constitucional, revisando as teses firmadas nos temas 357 e 762. A esse propósito, cito a ementa: “Recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista. Matéria constitucional. Revisão da tese firmada nos temas 357 e 762. 4. Repercussão geral reconhecida”. (ARE 1.121.633 RG, de minha relatoria, DJe 23.5.2019 ) Na ocasião, propus a reafirmação da jurisprudência, tendo em vista a orientação firmada pelo Pleno no julgamento de mérito do tema 152, que assentou a seguinte tese: “A transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego caso essa condição tenha constado expressamente do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal ARE 1195609 AGR / MG acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado”. Entretanto, a reafirmação foi rejeitada e o mérito encontra-se pendente de julgamento pelo Pleno. Dessa forma, divirjo da relatora por entender que o assunto versado no recurso passou a corresponder ao tema 1.046 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o ARE-RG 1.121.633, de minha relatoria, DJe 23.5.2019. Assim, voto pela devolução dos autos ao Tribunal de origem, para que observe o disposto no art. 1.036 do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado”. Entretanto, a reafirmação foi rejeitada e o mérito encontra-se pendente de julgamento pelo Pleno. Dessa forma, divirjo da relatora por entender que o assunto versado no recurso passou a corresponder ao tema 1.046 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o ARE-RG 1.121.633, de minha relatoria, DJe 23.5.2019. Assim, voto pela devolução dos autos ao Tribunal de origem, para que observe o disposto no art. 1.036 do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : JOSE EDUARDO DUARTE SAAD (165709/MG, 36634/SP) AGDO.(A/S) : GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) : SUELI SANTANA DA SILVA (112718/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Gilmar Mendes. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1EE-7EC6-9C24-E894 e senha 9CF0-14F9-4939-4FC1 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : JOSE EDUARDO DUARTE SAAD (165709/MG, 36634/SP) AGDO.(A/S) : GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) : SUELI SANTANA DA SILVA (112718/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Gilmar Mendes. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1EE-7EC6-9C24-E894 e senha 9CF0-14F9-4939-4FC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750542800
2019-08-06T00:00:00
2019-08-16T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Gilmar Mendes. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. JORNADA EM TURNOS DE REVEZAMENTO. HORAS EXTRAS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS, DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE NORMA COLETIVA: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AFASTADA A MULTA POR NÃO SE ATINGIR A UNANIMIDADE, NOS TERMOS DO § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur408807
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, DECISÃO, APLICAÇÃO, SISTEMÁTICA, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 911997 AgR (2ªT), ARE 1002455 AgR (TP). (JORNADA DE TRABALHO, TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO, SÚMULA 279/STF, SÚMULA 454/STF) ARE 698056 AgR (2ªT), ARE 1029393 AgR (2ªT). (JORNADA DE TRABALHO, TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 825675 RG. (VALIDADE, ACORDO COLETIVO DE TRABALHO, LIMITAÇÃO, RESTRIÇÃO, DIREITO TRABALHISTA, SUSPENSÃO DO PROCESSO) ARE 1121633 RG. Número de páginas: 12. Análise: 02/09/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1195609
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 ART-01036\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1195609 AgR
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AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) : GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) : SUELI SANTANA DA SILVA
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Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) :SUELI SANTANA DA SILVA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. JORNADA EM TURNOS DE REVEZAMENTO. HORAS EXTRAS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS, DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE NORMA COLETIVA: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AFASTADA A MULTA POR NÃO SE ATINGIR A UNANIMIDADE, NOS TERMOS DO § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Gilmar Mendes. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2820-EC68-AE22-56AD e senha 7B2D-DA2A-12B7-CDC9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1195609 AGR / MG Relatora 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2820-EC68-AE22-56AD e senha 7B2D-DA2A-12B7-CDC9 Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG Relatora 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2820-EC68-AE22-56AD e senha 7B2D-DA2A-12B7-CDC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) :SUELI SANTANA DA SILVA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 26.4.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por FCA Fiat Chrysler Automóveis Ltda. sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 150). 2. Publicada essa decisão no DJe de 30.4.2019, FCA Fiat Chrysler Automóveis Ltda. interpõe, em 6.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 151). 3. Sustenta a agravante que “não está postulando a revisão de matéria de fato relativo à prestação de horas extras, já que inexistentes, como equivocadamente entendeu o E. Tribunal Superior do Trabalho, mas, sim, a validade da cláusula ajustada em Acordos Coletivos de Trabalho celebrados com o Sindicato dos Metalúrgicos nos últimos 25 anos, conforme a Tese n. 152 com Repercussão Geral, que bem aplicou o art. 7..., XXVI, da Constituição Federal de 1988, ao reconhecer a ‘prevalência do negociado sobre o legislado” (fl. 5, e-doc. 151). Pondera que “jamais a Agravante - FCA ousaria fazer reexame de matéria-fático probatória ou, então, de cláusulas contratuais ou de legislação infraconstitucional, não se aplicando aqui a Súmula n. 279, editada em 1963 (“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”) e a Súmula Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B47-1E4A-6B4C-3366 e senha 3C97-9B26-AD4A-3F66 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) :SUELI SANTANA DA SILVA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 26.4.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por FCA Fiat Chrysler Automóveis Ltda. sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 150). 2. Publicada essa decisão no DJe de 30.4.2019, FCA Fiat Chrysler Automóveis Ltda. interpõe, em 6.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 151). 3. Sustenta a agravante que “não está postulando a revisão de matéria de fato relativo à prestação de horas extras, já que inexistentes, como equivocadamente entendeu o E. Tribunal Superior do Trabalho, mas, sim, a validade da cláusula ajustada em Acordos Coletivos de Trabalho celebrados com o Sindicato dos Metalúrgicos nos últimos 25 anos, conforme a Tese n. 152 com Repercussão Geral, que bem aplicou o art. 7..., XXVI, da Constituição Federal de 1988, ao reconhecer a ‘prevalência do negociado sobre o legislado” (fl. 5, e-doc. 151). Pondera que “jamais a Agravante - FCA ousaria fazer reexame de matéria-fático probatória ou, então, de cláusulas contratuais ou de legislação infraconstitucional, não se aplicando aqui a Súmula n. 279, editada em 1963 (“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”) e a Súmula Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B47-1E4A-6B4C-3366 e senha 3C97-9B26-AD4A-3F66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1195609 AGR / MG n. 454, editada nos anos sombrios de 1964, (“Não cabimento de recurso extraordinário para apreciar cláusulas de acordo ou convenção coletiva de trabalho”), ambas desse E. Supremo Tribunal Federal. Isso porque Agravante aqui pretende, apenas, o reexame do enquadramento dos fatos à norma legal abstrata e sua correta interpretação jurisprudencial sob a ótica da Constituição, como será demonstrado mais à frente. Ela não está pretendendo fazer revolvimento de matéria fática, mas, sim, obter o devido enquadramento da norma constitucional albergada no art. 7..., XXVI (“reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho”). Ela quer, apenas, que haja o exame do reconhecimento da validade dos Acordos Coletivos de Trabalho celebrados com o Sindicato dos Metalúrgicos acerca desses “2 Turnos Alternantes de Trabalho”, como ocorreu quando esse E. Supremo Tribunal Federal julgou o Recurso Extraordinário n. 590.415, que deu origem à Tese n. 152 com Repercussão Geral” (fl. 15, e- doc. 151). Requer “haja o sobrestamento do presente processo em virtude de ter sido julgado pelo Plenário Virtual o ARE 1.121.633, de 2.5.2019, onde foi reconhecida a Repercussão Geral do Tema n. 1.046 acerca da validade de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, que é a hipótese destes autos. E, sucessivamente, caso não haja o necessário sobrestamento do presente processo, espera a Agravante que o presente Agravo Interno seja provido para se determinar o seguimento de seu Recurso Extraordinário com Agravo, especialmente para que seja notificado o Sindicato Profissional dos Metalúrgicos de Betim para vir integrar a lide como litisconsorte necessário na forma do art. 611-A, § 5..., da Consolidação das Leis do Trabalho (‘§ 5o Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos”), tudo como medida de inteira e salutar’ (fl. 34, e-doc. 151). 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 156). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B47-1E4A-6B4C-3366 e senha 3C97-9B26-AD4A-3F66 Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG n. 454, editada nos anos sombrios de 1964, (“Não cabimento de recurso extraordinário para apreciar cláusulas de acordo ou convenção coletiva de trabalho”), ambas desse E. Supremo Tribunal Federal. Isso porque Agravante aqui pretende, apenas, o reexame do enquadramento dos fatos à norma legal abstrata e sua correta interpretação jurisprudencial sob a ótica da Constituição, como será demonstrado mais à frente. Ela não está pretendendo fazer revolvimento de matéria fática, mas, sim, obter o devido enquadramento da norma constitucional albergada no art. 7..., XXVI (“reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho”). Ela quer, apenas, que haja o exame do reconhecimento da validade dos Acordos Coletivos de Trabalho celebrados com o Sindicato dos Metalúrgicos acerca desses “2 Turnos Alternantes de Trabalho”, como ocorreu quando esse E. Supremo Tribunal Federal julgou o Recurso Extraordinário n. 590.415, que deu origem à Tese n. 152 com Repercussão Geral” (fl. 15, e- doc. 151). Requer “haja o sobrestamento do presente processo em virtude de ter sido julgado pelo Plenário Virtual o ARE 1.121.633, de 2.5.2019, onde foi reconhecida a Repercussão Geral do Tema n. 1.046 acerca da validade de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, que é a hipótese destes autos. E, sucessivamente, caso não haja o necessário sobrestamento do presente processo, espera a Agravante que o presente Agravo Interno seja provido para se determinar o seguimento de seu Recurso Extraordinário com Agravo, especialmente para que seja notificado o Sindicato Profissional dos Metalúrgicos de Betim para vir integrar a lide como litisconsorte necessário na forma do art. 611-A, § 5..., da Consolidação das Leis do Trabalho (‘§ 5o Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusulas desses instrumentos”), tudo como medida de inteira e salutar’ (fl. 34, e-doc. 151). 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 156). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5B47-1E4A-6B4C-3366 e senha 3C97-9B26-AD4A-3F66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal Superior do Trabalho aplicou a sistemática da repercussão geral e inadmitiu o recurso extraordinário quanto à validade da norma coletiva referente à majoração da jornada de trabalho: “Uma vez fixada a premissa de que o trabalhador laborava em regime de turnos ininterruptos de revezamento, em relação ao segundo aspecto impugnado por meio do apelo extremo, tem-se que o Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que não cabe recurso extraordinário, por ausência de repercussão geral, em matéria de “validade da redução do intervalo intrajornada e da majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento por meio de norma coletiva”. Tal entendimento foi consagrado no AI 825.675, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, no qual a Corte Suprema firmou a tese de que não há repercussão geral em relação ao ‘Tema 357’ do ementário temático de Repercussão Geral do Supremo Tribunal Federal, hipótese dos autos” (fl. 4, e-doc. 135). O Supremo Tribunal Federal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual neste Supremo Tribunal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal Superior do Trabalho aplicou a sistemática da repercussão geral e inadmitiu o recurso extraordinário quanto à validade da norma coletiva referente à majoração da jornada de trabalho: “Uma vez fixada a premissa de que o trabalhador laborava em regime de turnos ininterruptos de revezamento, em relação ao segundo aspecto impugnado por meio do apelo extremo, tem-se que o Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que não cabe recurso extraordinário, por ausência de repercussão geral, em matéria de “validade da redução do intervalo intrajornada e da majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento por meio de norma coletiva”. Tal entendimento foi consagrado no AI 825.675, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, no qual a Corte Suprema firmou a tese de que não há repercussão geral em relação ao ‘Tema 357’ do ementário temático de Repercussão Geral do Supremo Tribunal Federal, hipótese dos autos” (fl. 4, e-doc. 135). O Supremo Tribunal Federal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual neste Supremo Tribunal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1195609 AGR / MG RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.002.455-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2017) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. O Tribunal de origem assentou: “No caso concreto, depreende-se, do acórdão recorrido, que semostrou incontroverso o labor em “turnos alternantes”, sendo que o autor se ativava no primeiro turno das 6h às 15h48 (descontado o intervalo mínimo), e, no segundo turno, trabalhava das 15h49 até 1h09, totalizando, 8 horas e 48 minutos e 8 horas e 21 minutos de efetivo labor diário, submetendo-se, portanto, a uma carga horária superior a oito horas por dia. É bem ver que a negociação coletiva não se amolda à hipótese consubstanciada na Súmula 423 do Tribunal Superior do Trabalho, sendo devido ao reclamante o direito à percepção das horas extras laboradas além da sexta diária e consequentes reflexos” (fl. 11, e-doc. 119). Concluir de forma diversa do entendimento assentado no acórdão recorrido, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.002.455-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 9.5.2017) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aplicação da sistemática da repercussão geral na origem por ocasião do juízo de admissibilidade. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica a sistemática de repercussão geral (AI-QO 760.358). 4. Agravo regimental a que se nega provimento“ (ARE n. 911.997-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 20.10.2016). 3. O Tribunal de origem assentou: “No caso concreto, depreende-se, do acórdão recorrido, que semostrou incontroverso o labor em “turnos alternantes”, sendo que o autor se ativava no primeiro turno das 6h às 15h48 (descontado o intervalo mínimo), e, no segundo turno, trabalhava das 15h49 até 1h09, totalizando, 8 horas e 48 minutos e 8 horas e 21 minutos de efetivo labor diário, submetendo-se, portanto, a uma carga horária superior a oito horas por dia. É bem ver que a negociação coletiva não se amolda à hipótese consubstanciada na Súmula 423 do Tribunal Superior do Trabalho, sendo devido ao reclamante o direito à percepção das horas extras laboradas além da sexta diária e consequentes reflexos” (fl. 11, e-doc. 119). Concluir de forma diversa do entendimento assentado no acórdão recorrido, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1195609 AGR / MG (Consolidação das Leis do Trabalho), de provas e de cláusulas do acordo coletivo, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. JORNADA DE TRABALHO. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORAS EXTRAS. 1. ACÓRDÃO PROFERIDO EM CONFORMIDADE COM O CONJUNTO PROBATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 698.056-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 20.11.2013). “Redução do intervalo intrajornada. Majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento. Convenção e acordo coletivo. Matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral” (AI n. 825.675-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 25.3.2011). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Para se chegar à conclusão diversa da adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. A ofensa à Constituição, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG (Consolidação das Leis do Trabalho), de provas e de cláusulas do acordo coletivo, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos das Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. JORNADA DE TRABALHO. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO. HORAS EXTRAS. 1. ACÓRDÃO PROFERIDO EM CONFORMIDADE COM O CONJUNTO PROBATÓRIO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 698.056-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 20.11.2013). “Redução do intervalo intrajornada. Majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento. Convenção e acordo coletivo. Matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral” (AI n. 825.675-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 25.3.2011). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – Para se chegar à conclusão diversa da adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. A ofensa à Constituição, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1195609 AGR / MG portanto, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil” (ARE n. 1.029.393-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.8.2017). 4. Quanto ao pedido de notificação do Sindicato dos Metalúrgicos para vir a integrar a lide como litisconsorte necessário, a relação processual foi formada em momento anterior à entrada em vigor da Lei n. 13.467/2017, na qual se acrescentou o art. 611-A na Consolidação das Leis do Trabalho, pelo que indefiro o pedido de intimação da entidade sindical representante da categoria para integrar o processo como litisconsorte necessário. 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG portanto, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil” (ARE n. 1.029.393-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.8.2017). 4. Quanto ao pedido de notificação do Sindicato dos Metalúrgicos para vir a integrar a lide como litisconsorte necessário, a relação processual foi formada em momento anterior à entrada em vigor da Lei n. 13.467/2017, na qual se acrescentou o art. 611-A na Consolidação das Leis do Trabalho, pelo que indefiro o pedido de intimação da entidade sindical representante da categoria para integrar o processo como litisconsorte necessário. 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD76-80C0-4798-BBDC e senha 8E6E-5357-729E-7BBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto Vogal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) :SUELI SANTANA DA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de agravo regimental interposto pela Fca Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda., contra decisão da Ministra Cármen Lúcia que negou provimento ao recurso extraordinário com agravo por entender que a discussão acerca do regime de turnos de revezamento situa-se no âmbito infraconstitucional. A relatora assentou ainda que seria caso de aplicação da Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal (eDoc 150). A agravante alega que celebrou acordo coletivo de trabalho com o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim/MG, para fixar dois turnos alternados de trabalho de segunda a sexta-feira, das 6h às 15h48 e das 15h48 às 1h09, para compensar o não trabalho no sábado, computando 8 horas e 48 minutos diários e totalizando 44 horas semanais. Nas razões recursais, afirma, inicialmente, que a hipótese dos autos não se enquadra como turnos ininterruptos de revezamento, e sim como turnos de revezamento. Além disso, questiona a comprovação de que a jornada acordada causa danos à saúde dos trabalhadores. Pede ainda a aplicação ao caso do tema 152 da sistemática da repercussão geral, quanto à garantia da supremacia dos termos celebrados em acordo coletivo sobre a legislação ordinária. A Ministra Relatora encaminha voto pelo não conhecimento do agravo regimental e aplicação de multa. Divirjo da relatora. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) :JOSE EDUARDO DUARTE SAAD AGDO.(A/S) :GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) :SUELI SANTANA DA SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES: Trata-se de agravo regimental interposto pela Fca Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda., contra decisão da Ministra Cármen Lúcia que negou provimento ao recurso extraordinário com agravo por entender que a discussão acerca do regime de turnos de revezamento situa-se no âmbito infraconstitucional. A relatora assentou ainda que seria caso de aplicação da Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal (eDoc 150). A agravante alega que celebrou acordo coletivo de trabalho com o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim/MG, para fixar dois turnos alternados de trabalho de segunda a sexta-feira, das 6h às 15h48 e das 15h48 às 1h09, para compensar o não trabalho no sábado, computando 8 horas e 48 minutos diários e totalizando 44 horas semanais. Nas razões recursais, afirma, inicialmente, que a hipótese dos autos não se enquadra como turnos ininterruptos de revezamento, e sim como turnos de revezamento. Além disso, questiona a comprovação de que a jornada acordada causa danos à saúde dos trabalhadores. Pede ainda a aplicação ao caso do tema 152 da sistemática da repercussão geral, quanto à garantia da supremacia dos termos celebrados em acordo coletivo sobre a legislação ordinária. A Ministra Relatora encaminha voto pelo não conhecimento do agravo regimental e aplicação de multa. Divirjo da relatora. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto Vogal ARE 1195609 AGR / MG Conforme relatado, discute-se nos presentes autos a validade de cláusula de acordo coletivo de trabalho que prevê a possibilidade de jornada superior a 8 horas em supostos turnos ininterruptos de revezamento. De fato, esta Corte, ao apreciar o tema 357 da sistemática da repercussão geral, de minha relatoria, consignou que a controvérsia relativa à redução do intervalo intrajornada e majoração da jornada de trabalho, no regime de turnos ininterruptos de revezamento, por negociação coletiva, estaria restrita ao âmbito infraconstitucional, motivo pelo qual se rejeitou a repercussão geral da matéria. Confira-se a ementa: “Redução do intervalo intrajornada. Majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento. Convenção e acordo coletivo. Matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral”. (AI-RG 825.675, de minha relatoria, DJe 25.3.2011) Ocorre que, recentemente, o Tribunal reconheceu a repercussão geral da discussão acerca da validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista, por entender que se trata de matéria constitucional, revisando as teses firmadas nos temas 357 e 762. A esse propósito, cito a ementa: “Recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista. Matéria constitucional. Revisão da tese firmada nos temas 357 e 762. 4. Repercussão geral reconhecida”. (ARE 1.121.633 RG, de minha relatoria, DJe 23.5.2019 ) Na ocasião, propus a reafirmação da jurisprudência, tendo em vista a orientação firmada pelo Pleno no julgamento de mérito do tema 152, que assentou a seguinte tese: “A transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego caso essa condição tenha constado expressamente do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG Conforme relatado, discute-se nos presentes autos a validade de cláusula de acordo coletivo de trabalho que prevê a possibilidade de jornada superior a 8 horas em supostos turnos ininterruptos de revezamento. De fato, esta Corte, ao apreciar o tema 357 da sistemática da repercussão geral, de minha relatoria, consignou que a controvérsia relativa à redução do intervalo intrajornada e majoração da jornada de trabalho, no regime de turnos ininterruptos de revezamento, por negociação coletiva, estaria restrita ao âmbito infraconstitucional, motivo pelo qual se rejeitou a repercussão geral da matéria. Confira-se a ementa: “Redução do intervalo intrajornada. Majoração da jornada em turnos ininterruptos de revezamento. Convenção e acordo coletivo. Matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Inexistência de repercussão geral”. (AI-RG 825.675, de minha relatoria, DJe 25.3.2011) Ocorre que, recentemente, o Tribunal reconheceu a repercussão geral da discussão acerca da validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista, por entender que se trata de matéria constitucional, revisando as teses firmadas nos temas 357 e 762. A esse propósito, cito a ementa: “Recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Validade de norma coletiva que limita ou restringe direito trabalhista. Matéria constitucional. Revisão da tese firmada nos temas 357 e 762. 4. Repercussão geral reconhecida”. (ARE 1.121.633 RG, de minha relatoria, DJe 23.5.2019 ) Na ocasião, propus a reafirmação da jurisprudência, tendo em vista a orientação firmada pelo Pleno no julgamento de mérito do tema 152, que assentou a seguinte tese: “A transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego caso essa condição tenha constado expressamente do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal ARE 1195609 AGR / MG acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado”. Entretanto, a reafirmação foi rejeitada e o mérito encontra-se pendente de julgamento pelo Pleno. Dessa forma, divirjo da relatora por entender que o assunto versado no recurso passou a corresponder ao tema 1.046 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o ARE-RG 1.121.633, de minha relatoria, DJe 23.5.2019. Assim, voto pela devolução dos autos ao Tribunal de origem, para que observe o disposto no art. 1.036 do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Supremo Tribunal Federal ARE 1195609 AGR / MG acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado”. Entretanto, a reafirmação foi rejeitada e o mérito encontra-se pendente de julgamento pelo Pleno. Dessa forma, divirjo da relatora por entender que o assunto versado no recurso passou a corresponder ao tema 1.046 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o ARE-RG 1.121.633, de minha relatoria, DJe 23.5.2019. Assim, voto pela devolução dos autos ao Tribunal de origem, para que observe o disposto no art. 1.036 do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1305-0050-D514-6D7D e senha AD33-5A67-F263-58C7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : JOSE EDUARDO DUARTE SAAD (165709/MG, 36634/SP) AGDO.(A/S) : GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) : SUELI SANTANA DA SILVA (112718/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Gilmar Mendes. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1EE-7EC6-9C24-E894 e senha 9CF0-14F9-4939-4FC1 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.609 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FCA FIAT CHRYSLER AUTOMOVEIS BRASIL LTDA. ADV.(A/S) : JOSE EDUARDO DUARTE SAAD (165709/MG, 36634/SP) AGDO.(A/S) : GERALDO MARCELO FILHO ADV.(A/S) : SUELI SANTANA DA SILVA (112718/MG) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Gilmar Mendes. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1EE-7EC6-9C24-E894 e senha 9CF0-14F9-4939-4FC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 195 . 609", "SÚMULAS NS . 279", "Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279", "Súmulas ns . 279", "Súmula n . 279", "ARE 1195609 AGR / MG n . 454", "Recurso Extraordinário n . 590 . 415", "ARE 1 . 121 . 633", "ARE 1195609 AGR /", "Recurso Extraordinário n . 590 . 415", "ARE 1 . 121 . 633", "AI 825 . 675", "AI 825 . 675", "ARE n", "AI", "-", "QO 760 . 358", "ARE n . 911 . 997 - AgR", "Súmula 423 do Tribunal Superior do Trabalho", "ARE n . 1 . 002 . 455 - AgR", "AI", "-", "QO 760 . 358", "ARE n . 911 . 997 - AgR", "Súmula 423 do Tribunal Superior do", "ARE 1195609 AGR / MG", "Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS NS . 279", "ARE n", "AI n . 825 . 675 - RG", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1195609 AGR", "Súmulas ns . 279", "SÚMULAS NS . 279", "ARE n . 698 . 056 - AgR", "AI n . 825 . 675 - RG", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 029 . 393 - AgR", "ARE 1195609 AGR / MG", "ARE n . 1 . 029 . 393 - AgR", "Súmulas 279", "RECURSO", "Súmulas 279", "ARE 1195609 AGR /", "AI", "-", "RG 825 . 675", "ARE 1 . 121 . 633 RG", "ARE 1195609 AGR / MG", "AI", "-", "RG 825 . 675", "ARE 1 . 121 . 633 RG", "ARE 1195609 AGR / MG", "ARE", "-", "RG 1 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 195 . 609" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 611 - A , § 5 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 611 - A , § 5 . . . , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . 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MARCELO FILHO", "SUELI SANTANA DA SILVA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE EDUARDO DUARTE SAAD", "GERALDO MARCELO FILHO", "SUELI SANTANA DA SILVA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE EDUARDO DUARTE SAAD", "SUELI SANTANA DA SILVA", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE EDUARDO DUARTE SAAD", "GERALDO MARCELO FILHO", "SUELI SANTANA DA SILVA", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "JOSE EDUARDO DUARTE SAAD", "SUELI SANTANA DA SILVA", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSE EDUARDO DUARTE SAAD", "SUELI SANTANA DA SILVA", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "6 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "30", ".", "4", ".", "2019", "6", ".", "5", ".", "2019", "1963", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "30", ".", "4", ".", "2019", "6", ".", "5", ".", "2019", "1963", "24", "/", "08", "/", "2001", "1964", "2", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1964", "2", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "5", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "5", ".", "2017", "20", ".", "10", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "11", ".", "2013", "25", ".", "3", 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Ementa e Acórdão 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) :WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em não conhecer do Habeas Corpus e revogar a medida liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 6 de agosto de 2019. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EA61-CF6A-81BE-F143 e senha 52BA-A27C-40D1-76AE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 152805 / RO Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator p/ o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EA61-CF6A-81BE-F143 e senha 52BA-A27C-40D1-76AE Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator p/ o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EA61-CF6A-81BE-F143 e senha 52BA-A27C-40D1-76AE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) :WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia, no processo nº 0003220-98.2016.4.01.4100, determinou, no âmbito da denominada Operação Epístola, a prisão preventiva da paciente, ocorrida em 24 de maio de 2017, e de mais 21 pessoas, ante o suposto cometimento dos delitos versados nos artigos 2º, § 4º, inciso V (integrar organização criminosa transnacional), da Lei nº 12.850/2013 e 1º, parágrafos 1º e 2º (relativos às formas de lavagem de dinheiro), da Lei nº 9.613/1998. Consignou necessária a custódia para garantir a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) :WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia, no processo nº 0003220-98.2016.4.01.4100, determinou, no âmbito da denominada Operação Epístola, a prisão preventiva da paciente, ocorrida em 24 de maio de 2017, e de mais 21 pessoas, ante o suposto cometimento dos delitos versados nos artigos 2º, § 4º, inciso V (integrar organização criminosa transnacional), da Lei nº 12.850/2013 e 1º, parágrafos 1º e 2º (relativos às formas de lavagem de dinheiro), da Lei nº 9.613/1998. Consignou necessária a custódia para garantir a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 152805 / RO ordem pública, visando interromper ou diminuir a atividade de grupo complexo, estruturado, com divisão de tarefas, forte poder econômico e diversos integrantes, liderados por Luiz Fernando da Costa, vulgo “Fernandinho Beira Mar”, de quem a paciente é irmã, advogada e seria a principal “conselheira”. Ressaltou revelarem as investigações a atuação da facção nos Estados de Rondônia, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, bem assim em outros países da América do Sul, como Bolívia, Paraguai e Peru. Sublinhou a possibilidade de os acusados reinserirem bens e valores ocultos, adquiridos ou provenientes de tráfico internacional de entorpecentes, na economia formal ou de os repassarem a terceiros. Sublinhou diálogo interceptado no qual a paciente trata da reunião com antigos “sócios” de Luiz Fernando da Costa. Destacou a participação dela na coordenação dos trabalhos de instalação e funcionamento da organização da sociedade civil de interesse público denominada Instituto Forças do Bem – IFB, responsável, ao que tudo indica, por lavagem de capitais, consistente na aquisição de automóveis para uso pessoal dos integrantes da organização criminosa e em outros negócios, como o comércio irregular de água e gás. Frisou haver intermediado a comunicação entre o líder da facção e demais membros do grupo. Aludiu a diversas viagens da paciente do Rio de Janeiro/RJ a Porto Velho/RO para visitar o irmão, receber ordens e efetuar pagamentos na cidade. Apontou dados de que atuaria diretamente na ocultação e na administração de bens adquiridos por Luiz Fernando da Costa, revelados na compra e venda de vários imóveis e veículos, com proveito das práticas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO ordem pública, visando interromper ou diminuir a atividade de grupo complexo, estruturado, com divisão de tarefas, forte poder econômico e diversos integrantes, liderados por Luiz Fernando da Costa, vulgo “Fernandinho Beira Mar”, de quem a paciente é irmã, advogada e seria a principal “conselheira”. Ressaltou revelarem as investigações a atuação da facção nos Estados de Rondônia, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, bem assim em outros países da América do Sul, como Bolívia, Paraguai e Peru. Sublinhou a possibilidade de os acusados reinserirem bens e valores ocultos, adquiridos ou provenientes de tráfico internacional de entorpecentes, na economia formal ou de os repassarem a terceiros. Sublinhou diálogo interceptado no qual a paciente trata da reunião com antigos “sócios” de Luiz Fernando da Costa. Destacou a participação dela na coordenação dos trabalhos de instalação e funcionamento da organização da sociedade civil de interesse público denominada Instituto Forças do Bem – IFB, responsável, ao que tudo indica, por lavagem de capitais, consistente na aquisição de automóveis para uso pessoal dos integrantes da organização criminosa e em outros negócios, como o comércio irregular de água e gás. Frisou haver intermediado a comunicação entre o líder da facção e demais membros do grupo. Aludiu a diversas viagens da paciente do Rio de Janeiro/RJ a Porto Velho/RO para visitar o irmão, receber ordens e efetuar pagamentos na cidade. Apontou dados de que atuaria diretamente na ocultação e na administração de bens adquiridos por Luiz Fernando da Costa, revelados na compra e venda de vários imóveis e veículos, com proveito das práticas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 152805 / RO delituosas da organização criminosa, em especial o tráfico internacional de drogas. Conforme salientou, as conversas interceptadas colhidas na investigação confirmam que Luiz Fernando da Costa possui elevado poder financeiro, mesmo estando recluso há mais de 15 anos, e que a paciente obedece às ordens dele em troca de vida luxuosa, com patrimônio incompatível com as informações declaradas ao fisco. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 432.164/RO, o qual teve, no período de plantão, a liminar indeferida pela Presidência do Tribunal. O Relator posteriormente inadmitiu-o. Os impetrantes dizem ser o caso de mitigação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Aduzem o excesso de prazo da constrição, a perdurar por mais de 11 meses. Sustentam a ausência de fundamentação da decisão que implicou a preventiva, dizendo-a lastreada em elementos abstratos. Assinalam as condições pessoais favoráveis da paciente – advogada militante com residência fixa. Arguem estar em situação idêntica à de corréus beneficiados com a aplicação de medidas alternativas. Ressaltam necessária a realização de exames periódicos para tratamento de câncer na tireoide. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de cautelar diversa. Buscam, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 26 de abril de 2018, implementou a medida de urgência. Em 30 de maio 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO delituosas da organização criminosa, em especial o tráfico internacional de drogas. Conforme salientou, as conversas interceptadas colhidas na investigação confirmam que Luiz Fernando da Costa possui elevado poder financeiro, mesmo estando recluso há mais de 15 anos, e que a paciente obedece às ordens dele em troca de vida luxuosa, com patrimônio incompatível com as informações declaradas ao fisco. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 432.164/RO, o qual teve, no período de plantão, a liminar indeferida pela Presidência do Tribunal. O Relator posteriormente inadmitiu-o. Os impetrantes dizem ser o caso de mitigação do verbete nº 691 da Súmula do Supremo. Aduzem o excesso de prazo da constrição, a perdurar por mais de 11 meses. Sustentam a ausência de fundamentação da decisão que implicou a preventiva, dizendo-a lastreada em elementos abstratos. Assinalam as condições pessoais favoráveis da paciente – advogada militante com residência fixa. Arguem estar em situação idêntica à de corréus beneficiados com a aplicação de medidas alternativas. Ressaltam necessária a realização de exames periódicos para tratamento de câncer na tireoide. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de cautelar diversa. Buscam, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 26 de abril de 2018, implementou a medida de urgência. Em 30 de maio 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 152805 / RO seguinte, estendeu os efeitos da decisão aos corréus Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa, considerado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas, afirmando-o formalizado em face de ato individual, a implicar supressão de instância. No mérito, diz inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em 17 de maio de 2019, revelou a suspensão do processo-crime no dia 7 de junho de 2018, não havendo, no andamento, a indicação do motivo. Lancei visto no processo em 31 de maio de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 25 de junho seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO seguinte, estendeu os efeitos da decisão aos corréus Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa, considerado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas, afirmando-o formalizado em face de ato individual, a implicar supressão de instância. No mérito, diz inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em 17 de maio de 2019, revelou a suspensão do processo-crime no dia 7 de junho de 2018, não havendo, no andamento, a indicação do motivo. Lancei visto no processo em 31 de maio de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 25 de junho seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. INSTÂNCIA – SUPRESSÃO – HABEAS CORPUS. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiá-la, com as cautelas próprias. PRISÃO PREVENTIVA – ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. Uma vez decorrendo a custódia da prática do crime de integração a organização criminosa complexa, voltada ao cometimento de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atividades em diversos Estados da Federação e Países da América do Sul, a teor de interceptações telefônicas, tem-se dados a sinalizarem a periculosidade do envolvido, viabilizando a prisão preventiva. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. ORDEM – CORRÉU – EXTENSÃO. Ante a identidade de situação jurídica, cabe estender a corréu ordem deferida em habeas corpus – artigo 580 do Código de Processo Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. INSTÂNCIA – SUPRESSÃO – HABEAS CORPUS. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiá-la, com as cautelas próprias. PRISÃO PREVENTIVA – ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. Uma vez decorrendo a custódia da prática do crime de integração a organização criminosa complexa, voltada ao cometimento de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atividades em diversos Estados da Federação e Países da América do Sul, a teor de interceptações telefônicas, tem-se dados a sinalizarem a periculosidade do envolvido, viabilizando a prisão preventiva. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. ORDEM – CORRÉU – EXTENSÃO. Ante a identidade de situação jurídica, cabe estender a corréu ordem deferida em habeas corpus – artigo 580 do Código de Processo Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 152805 / RO Rejeito as preliminares suscitadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, em face de pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. De qualquer forma, em todo processo é possível deferir ordem de ofício, o que se dirá se revela a ação constitucional referida. O princípio vedador da supressão de instância visa beneficiar, e não prejudicar a parte. Esta, no habeas corpus, é o paciente, personificado pelo impetrante. Reafirmo a óptica veiculada, em 26 de abril de 2018, quando do implemento da medida acauteladora: […] 3. O Juízo, ao impor a prisão preventiva, destacou a existência de organização criminosa complexa, estruturada, com divisão de tarefas, forte poder econômico e diversos integrantes, voltada ao cometimento de crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atividades em diversos Estados da Federação e países da América do Sul. Apontou o desempenho, pela paciente, de funções relevantes no grupo, assim como o amplo conhecimento dos negócios ilícitos, aludindo a interceptações telefônicas nas quais revelada a atuação no interesse da facção. Disse haver ela, advogada, valendo-se da qualidade de irmã do chefe do grupo, recolhido no Presídio Federal de Porto Velho/RO, viabilizado a comunicação e o fluxo de informações com a organização criminosa, bem como administrado o patrimônio do apenado, com indicativos de repasse de dinheiro e de mensagens do líder aos demais integrantes da facção. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO Rejeito as preliminares suscitadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, em face de pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. De qualquer forma, em todo processo é possível deferir ordem de ofício, o que se dirá se revela a ação constitucional referida. O princípio vedador da supressão de instância visa beneficiar, e não prejudicar a parte. Esta, no habeas corpus, é o paciente, personificado pelo impetrante. Reafirmo a óptica veiculada, em 26 de abril de 2018, quando do implemento da medida acauteladora: […] 3. O Juízo, ao impor a prisão preventiva, destacou a existência de organização criminosa complexa, estruturada, com divisão de tarefas, forte poder econômico e diversos integrantes, voltada ao cometimento de crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atividades em diversos Estados da Federação e países da América do Sul. Apontou o desempenho, pela paciente, de funções relevantes no grupo, assim como o amplo conhecimento dos negócios ilícitos, aludindo a interceptações telefônicas nas quais revelada a atuação no interesse da facção. Disse haver ela, advogada, valendo-se da qualidade de irmã do chefe do grupo, recolhido no Presídio Federal de Porto Velho/RO, viabilizado a comunicação e o fluxo de informações com a organização criminosa, bem como administrado o patrimônio do apenado, com indicativos de repasse de dinheiro e de mensagens do líder aos demais integrantes da facção. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 152805 / RO Frisou a participação na administração da organização da sociedade civil de interesse público denominada Instituto Forças do Bem – IFB, supostamente responsável pela lavagem de capitais provenientes da atividade criminosa. Sublinhou o recebimento de valores oriundos do tráfico internacional de drogas e a posterior dissimulação da origem por meio de aquisição e administração de imóveis pertencentes a Luiz Fernando da Costa. O quadro revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, presentes os fortes indícios de envolvimento da paciente, ao que tudo indica, em grupo criminoso, a custódia se impunha, ante a periculosidade, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que a paciente está presa há 11 meses e 2 dias. Surge o excesso de prazo. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por período desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva da paciente, formalizada no processo nº 0003220-98.2016.4.01.4100, da Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia. Advirtam-na da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO Frisou a participação na administração da organização da sociedade civil de interesse público denominada Instituto Forças do Bem – IFB, supostamente responsável pela lavagem de capitais provenientes da atividade criminosa. Sublinhou o recebimento de valores oriundos do tráfico internacional de drogas e a posterior dissimulação da origem por meio de aquisição e administração de imóveis pertencentes a Luiz Fernando da Costa. O quadro revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, presentes os fortes indícios de envolvimento da paciente, ao que tudo indica, em grupo criminoso, a custódia se impunha, ante a periculosidade, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que a paciente está presa há 11 meses e 2 dias. Surge o excesso de prazo. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por período desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva da paciente, formalizada no processo nº 0003220-98.2016.4.01.4100, da Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia. Advirtam-na da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 152805 / RO e de adotar a postura que se aguarda de cidadã integrada à sociedade. Sendo idêntica a situação dos corréus Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa, estendo-lhe, com as mesmas cautelas, os efeitos desta decisão, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO e de adotar a postura que se aguarda de cidadã integrada à sociedade. Sendo idêntica a situação dos corréus Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa, estendo-lhe, com as mesmas cautelas, os efeitos desta decisão, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Observação 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu queria só fazer uma observação. Aqui, por vezes, quando nós temos, com excesso de prazo, um julgamento de habeas corpus, ou nós ligamos para o Colega do Tribunal ou então nós concedemos a ordem para que, em uma determinada data, se inclua. Eu não sei se ouvi bem, este processo foi separado, ele foi partido entre cada réu individualmente? Há um processo só contra ela? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, como Relator, se puder prestar esclarecimento o farei. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Pois não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Há corréus no processo-crime, tanto que, no fecho do voto, estendo a ordem a dois deles: Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F2B-A7C4-BFA5-7DE7 e senha 4B06-F82F-5195-3111 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu queria só fazer uma observação. Aqui, por vezes, quando nós temos, com excesso de prazo, um julgamento de habeas corpus, ou nós ligamos para o Colega do Tribunal ou então nós concedemos a ordem para que, em uma determinada data, se inclua. Eu não sei se ouvi bem, este processo foi separado, ele foi partido entre cada réu individualmente? Há um processo só contra ela? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, como Relator, se puder prestar esclarecimento o farei. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Pois não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Há corréus no processo-crime, tanto que, no fecho do voto, estendo a ordem a dois deles: Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F2B-A7C4-BFA5-7DE7 e senha 4B06-F82F-5195-3111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Presidente, inicialmente cumprimento o Dr. Wellington Corrêa da Costa Júnior. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, trata-se de uma operação extremamente complexa: vinte e dois réus, inúmeras escutas telefônicas, operações de narcotráfico em, pelo menos, três estados, com conexões na Bolívia, Paraguai e Peru, incluindo condutas dentro de presídios. Então, pedindo todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio, a prisão de 11 meses e 2 dias não revela quadro de excesso de prazo atribuível ao Poder Judiciário, razão pela qual não afasto a incidência da Súmula 691. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO da impetração. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7BE-BCAF-768C-1804 e senha 3F24-6C8A-B36C-3A45 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Presidente, inicialmente cumprimento o Dr. Wellington Corrêa da Costa Júnior. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/STF, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, trata-se de uma operação extremamente complexa: vinte e dois réus, inúmeras escutas telefônicas, operações de narcotráfico em, pelo menos, três estados, com conexões na Bolívia, Paraguai e Peru, incluindo condutas dentro de presídios. Então, pedindo todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio, a prisão de 11 meses e 2 dias não revela quadro de excesso de prazo atribuível ao Poder Judiciário, razão pela qual não afasto a incidência da Súmula 691. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO da impetração. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7BE-BCAF-768C-1804 e senha 3F24-6C8A-B36C-3A45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, cumprimento o eminente Procurador e acompanho a divergência, aplicando a Súmula 691, não conhecendo do habeas corpus. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E131-8271-4ECC-3C4E e senha 0DFF-9D90-7A31-174D Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, cumprimento o eminente Procurador e acompanho a divergência, aplicando a Súmula 691, não conhecendo do habeas corpus. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E131-8271-4ECC-3C4E e senha 0DFF-9D90-7A31-174D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.805 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) : WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR (93311/RJ) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do Habeas Corpus e revogou a medida liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Falaram: o Dr. Wellington Corrêa da Costa Júnior pela Paciente, e a Dra. Cláudia Sampaio Marques, Subprocuradora-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 6.8.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B57-FB0D-D83F-788F e senha 348B-5C90-741A-6664 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.805 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) : WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR (93311/RJ) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do Habeas Corpus e revogou a medida liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Falaram: o Dr. Wellington Corrêa da Costa Júnior pela Paciente, e a Dra. Cláudia Sampaio Marques, Subprocuradora-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 6.8.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B57-FB0D-D83F-788F e senha 348B-5C90-741A-6664 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750936708
2019-08-06T00:00:00
2019-09-24T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu do Habeas Corpus e revogou a medida liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Falaram: o Dr. Wellington Corrêa da Costa Júnior pela Paciente, e a Dra. Cláudia Sampaio Marques, Subprocuradora-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 6.8.2019.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/STF. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido.
sjur411470
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691/STF) HC 128740 (1ªT), HC 138946 (1ªT), HC 138945 AgR (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 23/07/2020, JRS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
152805
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00580\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 152805
[ "" ]
PACTE.(S) : ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) : WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) :WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS CONTRA INDEFERIMENTO MONOCRÁTICO DE PEDIDO DE LIMINAR. APLICAÇÃO DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em habeas corpus requerido a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância (Súmula 691). 2. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em não conhecer do Habeas Corpus e revogar a medida liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 6 de agosto de 2019. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EA61-CF6A-81BE-F143 e senha 52BA-A27C-40D1-76AE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 152805 / RO Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator p/ o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EA61-CF6A-81BE-F143 e senha 52BA-A27C-40D1-76AE Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO Ministro ALEXANDRE DE MORAES Redator p/ o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EA61-CF6A-81BE-F143 e senha 52BA-A27C-40D1-76AE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) :WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia, no processo n 0003220-98.2016.4.01.4100, determinou, no âmbito da denominada Operação Epístola, a prisão preventiva da paciente, ocorrida em 24 de maio de 2017, e de mais 21 pessoas, ante o suposto cometimento dos delitos versados nos artigos 2..., § 4..., inciso V (integrar organização criminosa transnacional), da Lei n 12.850/2013 e 1..., parágrafos 1... e 2... (relativos às formas de lavagem de dinheiro), da Lei n 9.613/1998. Consignou necessária a custódia para garantir a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) :ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) :WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou os contornos da impetração: Eis o que informado quando da análise do pedido de liminar: […] 1. O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina prestou as seguintes informações: O Juízo da Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia, no processo n 0003220-98.2016.4.01.4100, determinou, no âmbito da denominada Operação Epístola, a prisão preventiva da paciente, ocorrida em 24 de maio de 2017, e de mais 21 pessoas, ante o suposto cometimento dos delitos versados nos artigos 2..., § 4..., inciso V (integrar organização criminosa transnacional), da Lei n 12.850/2013 e 1..., parágrafos 1... e 2... (relativos às formas de lavagem de dinheiro), da Lei n 9.613/1998. Consignou necessária a custódia para garantir a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 152805 / RO ordem pública, visando interromper ou diminuir a atividade de grupo complexo, estruturado, com divisão de tarefas, forte poder econômico e diversos integrantes, liderados por Luiz Fernando da Costa, vulgo “Fernandinho Beira Mar”, de quem a paciente é irmã, advogada e seria a principal “conselheira”. Ressaltou revelarem as investigações a atuação da facção nos Estados de Rondônia, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, bem assim em outros países da América do Sul, como Bolívia, Paraguai e Peru. Sublinhou a possibilidade de os acusados reinserirem bens e valores ocultos, adquiridos ou provenientes de tráfico internacional de entorpecentes, na economia formal ou de os repassarem a terceiros. Sublinhou diálogo interceptado no qual a paciente trata da reunião com antigos “sócios” de Luiz Fernando da Costa. Destacou a participação dela na coordenação dos trabalhos de instalação e funcionamento da organização da sociedade civil de interesse público denominada Instituto Forças do Bem – IFB, responsável, ao que tudo indica, por lavagem de capitais, consistente na aquisição de automóveis para uso pessoal dos integrantes da organização criminosa e em outros negócios, como o comércio irregular de água e gás. Frisou haver intermediado a comunicação entre o líder da facção e demais membros do grupo. Aludiu a diversas viagens da paciente do Rio de Janeiro/RJ a Porto Velho/RO para visitar o irmão, receber ordens e efetuar pagamentos na cidade. Apontou dados de que atuaria diretamente na ocultação e na administração de bens adquiridos por Luiz Fernando da Costa, revelados na compra e venda de vários imóveis e veículos, com proveito das práticas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO ordem pública, visando interromper ou diminuir a atividade de grupo complexo, estruturado, com divisão de tarefas, forte poder econômico e diversos integrantes, liderados por Luiz Fernando da Costa, vulgo “Fernandinho Beira Mar”, de quem a paciente é irmã, advogada e seria a principal “conselheira”. Ressaltou revelarem as investigações a atuação da facção nos Estados de Rondônia, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, bem assim em outros países da América do Sul, como Bolívia, Paraguai e Peru. Sublinhou a possibilidade de os acusados reinserirem bens e valores ocultos, adquiridos ou provenientes de tráfico internacional de entorpecentes, na economia formal ou de os repassarem a terceiros. Sublinhou diálogo interceptado no qual a paciente trata da reunião com antigos “sócios” de Luiz Fernando da Costa. Destacou a participação dela na coordenação dos trabalhos de instalação e funcionamento da organização da sociedade civil de interesse público denominada Instituto Forças do Bem – IFB, responsável, ao que tudo indica, por lavagem de capitais, consistente na aquisição de automóveis para uso pessoal dos integrantes da organização criminosa e em outros negócios, como o comércio irregular de água e gás. Frisou haver intermediado a comunicação entre o líder da facção e demais membros do grupo. Aludiu a diversas viagens da paciente do Rio de Janeiro/RJ a Porto Velho/RO para visitar o irmão, receber ordens e efetuar pagamentos na cidade. Apontou dados de que atuaria diretamente na ocultação e na administração de bens adquiridos por Luiz Fernando da Costa, revelados na compra e venda de vários imóveis e veículos, com proveito das práticas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 152805 / RO delituosas da organização criminosa, em especial o tráfico internacional de drogas. Conforme salientou, as conversas interceptadas colhidas na investigação confirmam que Luiz Fernando da Costa possui elevado poder financeiro, mesmo estando recluso há mais de 15 anos, e que a paciente obedece às ordens dele em troca de vida luxuosa, com patrimônio incompatível com as informações declaradas ao fisco. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 432.164/RO, o qual teve, no período de plantão, a liminar indeferida pela Presidência do Tribunal. O Relator posteriormente inadmitiu-o. Os impetrantes dizem ser o caso de mitigação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Aduzem o excesso de prazo da constrição, a perdurar por mais de 11 meses. Sustentam a ausência de fundamentação da decisão que implicou a preventiva, dizendo-a lastreada em elementos abstratos. Assinalam as condições pessoais favoráveis da paciente – advogada militante com residência fixa. Arguem estar em situação idêntica à de corréus beneficiados com a aplicação de medidas alternativas. Ressaltam necessária a realização de exames periódicos para tratamento de câncer na tireoide. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de cautelar diversa. Buscam, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 26 de abril de 2018, implementou a medida de urgência. Em 30 de maio 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO delituosas da organização criminosa, em especial o tráfico internacional de drogas. Conforme salientou, as conversas interceptadas colhidas na investigação confirmam que Luiz Fernando da Costa possui elevado poder financeiro, mesmo estando recluso há mais de 15 anos, e que a paciente obedece às ordens dele em troca de vida luxuosa, com patrimônio incompatível com as informações declaradas ao fisco. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 432.164/RO, o qual teve, no período de plantão, a liminar indeferida pela Presidência do Tribunal. O Relator posteriormente inadmitiu-o. Os impetrantes dizem ser o caso de mitigação do verbete n 691 da Súmula do Supremo. Aduzem o excesso de prazo da constrição, a perdurar por mais de 11 meses. Sustentam a ausência de fundamentação da decisão que implicou a preventiva, dizendo-a lastreada em elementos abstratos. Assinalam as condições pessoais favoráveis da paciente – advogada militante com residência fixa. Arguem estar em situação idêntica à de corréus beneficiados com a aplicação de medidas alternativas. Ressaltam necessária a realização de exames periódicos para tratamento de câncer na tireoide. […] Requereram, no campo precário e efêmero, a revogação da prisão preventiva e, sucessivamente, a aplicação de cautelar diversa. Buscam, alfim, a confirmação das providências. Vossa Excelência, em 26 de abril de 2018, implementou a medida de urgência. Em 30 de maio 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 152805 / RO seguinte, estendeu os efeitos da decisão aos corréus Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa, considerado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas, afirmando-o formalizado em face de ato individual, a implicar supressão de instância. No mérito, diz inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal Regional Federal da 1... Região, em 17 de maio de 2019, revelou a suspensão do processo-crime no dia 7 de junho de 2018, não havendo, no andamento, a indicação do motivo. Lancei visto no processo em 31 de maio de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 25 de junho seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO seguinte, estendeu os efeitos da decisão aos corréus Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa, considerado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República opina, preliminarmente, pela inadmissão do habeas, afirmando-o formalizado em face de ato individual, a implicar supressão de instância. No mérito, diz inexistir ilegalidade. Consulta ao sítio do Tribunal Regional Federal da 1... Região, em 17 de maio de 2019, revelou a suspensão do processo-crime no dia 7 de junho de 2018, não havendo, no andamento, a indicação do motivo. Lancei visto no processo em 31 de maio de 2019, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 25 de junho seguinte, isso objetivando a ciência dos impetrantes. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC00-A8E2-914C-3840 e senha 7429-2003-6B0B-4543 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. INSTÂNCIA – SUPRESSÃO – HABEAS CORPUS. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiá-la, com as cautelas próprias. PRISÃO PREVENTIVA – ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. Uma vez decorrendo a custódia da prática do crime de integração a organização criminosa complexa, voltada ao cometimento de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atividades em diversos Estados da Federação e Países da América do Sul, a teor de interceptações telefônicas, tem-se dados a sinalizarem a periculosidade do envolvido, viabilizando a prisão preventiva. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. ORDEM – CORRÉU – EXTENSÃO. Ante a identidade de situação jurídica, cabe estender a corréu ordem deferida em habeas corpus – artigo 580 do Código de Processo Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): HABEAS CORPUS – ATO INDIVIDUAL – ADEQUAÇÃO. O habeas corpus é adequado em se tratando de impugnação a ato de colegiado ou individual. INSTÂNCIA – SUPRESSÃO – HABEAS CORPUS. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiá-la, com as cautelas próprias. PRISÃO PREVENTIVA – ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. Uma vez decorrendo a custódia da prática do crime de integração a organização criminosa complexa, voltada ao cometimento de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atividades em diversos Estados da Federação e Países da América do Sul, a teor de interceptações telefônicas, tem-se dados a sinalizarem a periculosidade do envolvido, viabilizando a prisão preventiva. PRISÃO PREVENTIVA – PRAZO – EXCESSO. Configurado o excesso de prazo da custódia preventiva, impõe- se a devolução da liberdade ao acusado. ORDEM – CORRÉU – EXTENSÃO. Ante a identidade de situação jurídica, cabe estender a corréu ordem deferida em habeas corpus – artigo 580 do Código de Processo Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 152805 / RO Rejeito as preliminares suscitadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, em face de pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. De qualquer forma, em todo processo é possível deferir ordem de ofício, o que se dirá se revela a ação constitucional referida. O princípio vedador da supressão de instância visa beneficiar, e não prejudicar a parte. Esta, no habeas corpus, é o paciente, personificado pelo impetrante. Reafirmo a óptica veiculada, em 26 de abril de 2018, quando do implemento da medida acauteladora: […] 3. O Juízo, ao impor a prisão preventiva, destacou a existência de organização criminosa complexa, estruturada, com divisão de tarefas, forte poder econômico e diversos integrantes, voltada ao cometimento de crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atividades em diversos Estados da Federação e países da América do Sul. Apontou o desempenho, pela paciente, de funções relevantes no grupo, assim como o amplo conhecimento dos negócios ilícitos, aludindo a interceptações telefônicas nas quais revelada a atuação no interesse da facção. Disse haver ela, advogada, valendo-se da qualidade de irmã do chefe do grupo, recolhido no Presídio Federal de Porto Velho/RO, viabilizado a comunicação e o fluxo de informações com a organização criminosa, bem como administrado o patrimônio do apenado, com indicativos de repasse de dinheiro e de mensagens do líder aos demais integrantes da facção. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO Rejeito as preliminares suscitadas pela Procuradoria-Geral da República. O habeas corpus é adequado contra ato de colegiado ou individual. Importante é saber a existência de órgão com atribuição de examinar o merecimento da decisão atacada. Os integrantes do Superior Tribunal de Justiça estão submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Supremo. Também não cabe transportar, para a impetração, regra alusiva à recorribilidade extraordinária – esgotamento da jurisdição na origem –, exigindo a protocolação, em face de pronunciamento individual, de agravo. Fora isso, é esvaziar o alcance do habeas. De qualquer forma, em todo processo é possível deferir ordem de ofício, o que se dirá se revela a ação constitucional referida. O princípio vedador da supressão de instância visa beneficiar, e não prejudicar a parte. Esta, no habeas corpus, é o paciente, personificado pelo impetrante. Reafirmo a óptica veiculada, em 26 de abril de 2018, quando do implemento da medida acauteladora: […] 3. O Juízo, ao impor a prisão preventiva, destacou a existência de organização criminosa complexa, estruturada, com divisão de tarefas, forte poder econômico e diversos integrantes, voltada ao cometimento de crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com atividades em diversos Estados da Federação e países da América do Sul. Apontou o desempenho, pela paciente, de funções relevantes no grupo, assim como o amplo conhecimento dos negócios ilícitos, aludindo a interceptações telefônicas nas quais revelada a atuação no interesse da facção. Disse haver ela, advogada, valendo-se da qualidade de irmã do chefe do grupo, recolhido no Presídio Federal de Porto Velho/RO, viabilizado a comunicação e o fluxo de informações com a organização criminosa, bem como administrado o patrimônio do apenado, com indicativos de repasse de dinheiro e de mensagens do líder aos demais integrantes da facção. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 152805 / RO Frisou a participação na administração da organização da sociedade civil de interesse público denominada Instituto Forças do Bem – IFB, supostamente responsável pela lavagem de capitais provenientes da atividade criminosa. Sublinhou o recebimento de valores oriundos do tráfico internacional de drogas e a posterior dissimulação da origem por meio de aquisição e administração de imóveis pertencentes a Luiz Fernando da Costa. O quadro revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, presentes os fortes indícios de envolvimento da paciente, ao que tudo indica, em grupo criminoso, a custódia se impunha, ante a periculosidade, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que a paciente está presa há 11 meses e 2 dias. Surge o excesso de prazo. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por período desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva da paciente, formalizada no processo n 0003220-98.2016.4.01.4100, da Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia. Advirtam-na da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO Frisou a participação na administração da organização da sociedade civil de interesse público denominada Instituto Forças do Bem – IFB, supostamente responsável pela lavagem de capitais provenientes da atividade criminosa. Sublinhou o recebimento de valores oriundos do tráfico internacional de drogas e a posterior dissimulação da origem por meio de aquisição e administração de imóveis pertencentes a Luiz Fernando da Costa. O quadro revela estar em jogo a preservação da ordem pública. Sem prejuízo do princípio da não culpabilidade, presentes os fortes indícios de envolvimento da paciente, ao que tudo indica, em grupo criminoso, a custódia se impunha, ante a periculosidade, ao menos sinalizada. Daí ter-se como razoável e conveniente o ato atacado. A inversão da ordem do processo-crime – no que direciona a apurar para, selada a culpa, em verdadeira execução da pena, prender – foi justificada, atendendo-se ao figurino legal. Ocorre que a paciente está presa há 11 meses e 2 dias. Surge o excesso de prazo. A preventiva deve ser balizada no tempo. Privar da liberdade, por período desproporcional, pessoa cuja responsabilidade penal não veio a ser declarada em definitivo viola o princípio da não culpabilidade. Concluir pela manutenção da medida é autorizar a transmutação do pronunciamento mediante o qual implementada, em execução antecipada de pena, ignorando-se garantia constitucional. […] Defiro a ordem, para afastar a prisão preventiva da paciente, formalizada no processo n 0003220-98.2016.4.01.4100, da Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia. Advirtam-na da necessidade de permanecer com a residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 152805 / RO e de adotar a postura que se aguarda de cidadã integrada à sociedade. Sendo idêntica a situação dos corréus Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa, estendo-lhe, com as mesmas cautelas, os efeitos desta decisão, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Supremo Tribunal Federal HC 152805 / RO e de adotar a postura que se aguarda de cidadã integrada à sociedade. Sendo idêntica a situação dos corréus Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa, estendo-lhe, com as mesmas cautelas, os efeitos desta decisão, observado o disposto no artigo 580 do Código de Processo Penal. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-2DC6-81A4-75F4 e senha 75AA-A3D9-04F3-9573 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Observação 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu queria só fazer uma observação. Aqui, por vezes, quando nós temos, com excesso de prazo, um julgamento de habeas corpus, ou nós ligamos para o Colega do Tribunal ou então nós concedemos a ordem para que, em uma determinada data, se inclua. Eu não sei se ouvi bem, este processo foi separado, ele foi partido entre cada réu individualmente? Há um processo só contra ela? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, como Relator, se puder prestar esclarecimento o farei. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Pois não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Há corréus no processo-crime, tanto que, no fecho do voto, estendo a ordem a dois deles: Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F2B-A7C4-BFA5-7DE7 e senha 4B06-F82F-5195-3111 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu queria só fazer uma observação. Aqui, por vezes, quando nós temos, com excesso de prazo, um julgamento de habeas corpus, ou nós ligamos para o Colega do Tribunal ou então nós concedemos a ordem para que, em uma determinada data, se inclua. Eu não sei se ouvi bem, este processo foi separado, ele foi partido entre cada réu individualmente? Há um processo só contra ela? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, como Relator, se puder prestar esclarecimento o farei. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Pois não. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Há corréus no processo-crime, tanto que, no fecho do voto, estendo a ordem a dois deles: Felipe Alexandre Costa e Luan Medeiros da Costa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3F2B-A7C4-BFA5-7DE7 e senha 4B06-F82F-5195-3111 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Presidente, inicialmente cumprimento o Dr. Wellington Corrêa da Costa Júnior. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, trata-se de uma operação extremamente complexa: vinte e dois réus, inúmeras escutas telefônicas, operações de narcotráfico em, pelo menos, três estados, com conexões na Bolívia, Paraguai e Peru, incluindo condutas dentro de presídios. Então, pedindo todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio, a prisão de 11 meses e 2 dias não revela quadro de excesso de prazo atribuível ao Poder Judiciário, razão pela qual não afasto a incidência da Súmula 691. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO da impetração. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7BE-BCAF-768C-1804 e senha 3F24-6C8A-B36C-3A45 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Presidente, inicialmente cumprimento o Dr. Wellington Corrêa da Costa Júnior. No presente caso, incide óbice ao conhecimento da ordem impetrada, uma vez que, nos termos da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal, não cabe ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL conhecer de Habeas Corpus voltado contra decisão proferida por relator que indefere o pedido de liminar em impetração requerida a tribunal superior, sob pena de indevida supressão de instância. O rigor na aplicação desse enunciado tem sido abrandado por julgados desta CORTE somente em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável (HC 138.946, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 25/4/2018; HC 128.740, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 24/10/2016; HC 138.945-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 7/3/2017). Na síntese do caso, trata-se de uma operação extremamente complexa: vinte e dois réus, inúmeras escutas telefônicas, operações de narcotráfico em, pelo menos, três estados, com conexões na Bolívia, Paraguai e Peru, incluindo condutas dentro de presídios. Então, pedindo todas as vênias ao eminente Ministro Marco Aurélio, a prisão de 11 meses e 2 dias não revela quadro de excesso de prazo atribuível ao Poder Judiciário, razão pela qual não afasto a incidência da Súmula 691. Diante do exposto, NÃO CONHEÇO da impetração. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7BE-BCAF-768C-1804 e senha 3F24-6C8A-B36C-3A45 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, cumprimento o eminente Procurador e acompanho a divergência, aplicando a Súmula 691, não conhecendo do habeas corpus. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E131-8271-4ECC-3C4E e senha 0DFF-9D90-7A31-174D Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 152.805 RONDÔNIA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, cumprimento o eminente Procurador e acompanho a divergência, aplicando a Súmula 691, não conhecendo do habeas corpus. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E131-8271-4ECC-3C4E e senha 0DFF-9D90-7A31-174D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 06/08/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.805 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) : WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR (93311/RJ) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do Habeas Corpus e revogou a medida liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Falaram: o Dr. Wellington Corrêa da Costa Júnior pela Paciente, e a Dra. Cláudia Sampaio Marques, Subprocuradora-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 6.8.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B57-FB0D-D83F-788F e senha 348B-5C90-741A-6664 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 152.805 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ALEXANDRE DE MORAES PACTE.(S) : ALESSANDRA DA COSTA IMPTE.(S) : WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR (93311/RJ) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do Habeas Corpus e revogou a medida liminar anteriormente deferida, nos termos do voto do Ministro Alexandre de Moraes, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Falaram: o Dr. Wellington Corrêa da Costa Júnior pela Paciente, e a Dra. Cláudia Sampaio Marques, Subprocuradora-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 6.8.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B57-FB0D-D83F-788F e senha 348B-5C90-741A-6664 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 152 . 805", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 152805 / RO", "HC 152805 / RO", "HABEAS CORPUS 152 . 805", "processo n 0003220 - 98 . 2016 . 4 . 01 . 4100", "HABEAS CORPUS 152 . 805", "processo n 0003220 - 98 . 2016 . 4 . 01 . 4100", "HC 152805 / RO", "HC 152805 / RO", "HC 152805 / RO", "habeas corpus n 432 . 164 / RO", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 152805 / RO", "habeas corpus n 432 . 164 / RO", "verbete n 691 da Súmula do Supremo", "HC 152805 / RO", "HC 152805 / RO", "HABEAS CORPUS 152 . 805", "HABEAS CORPUS 152 . 805", "HC 152805 / RO", "HC 152805 / RO", "HC 152805 / RO", "HC 152805 / RO", "processo n 0003220 - 98 . 2016 . 4 . 01 . 4100", "HC 152805 / RO", "HC 152805 / RO", "HABEAS CORPUS 152 . 805", "HABEAS CORPUS 152 . 805", "HABEAS CORPUS 152 . 805", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 152 . 805", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 138 . 946", "HC 128 . 740", "HC 138 . 945 - AgR", "HABEAS CORPUS 152 . 805", "HABEAS CORPUS 152 . 805" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 2 .", "Lei n 12 . 850 / 2013", "Lei n 9 . 613 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 2 . . . , § 4 .", "Lei n 12 . 850 / 2013", "Lei n 9 . 613 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 580 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Estados de Rondônia", "Rio de Janeiro", "Mato Grosso do Sul", "América do Sul", "Bolívia", "Paraguai", "Peru", "Rio de Janeiro / RJ", "Porto Velho / RO", "Estados de Rondônia", "Rio de Janeiro", "Mato Grosso do Sul", "América do Sul", "Bolívia", "Paraguai", "Peru", "Rio de Janeiro / RJ", "Porto Velho / RO", "Estados", "América do Sul", "Presídio Federal de Porto Velho / RO", "América do Sul", "Presídio Federal de Porto Velho / RO", "Bolívia", "Paraguai", "Peru", "Bolívia", "Paraguai", "Peru" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto Forças do Bem", "IFB", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto Forças do Bem", "IFB", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RONDÔNIA", "Federação e Países da América do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RONDÔNIA", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto Forças do Bem", "IFB", "Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto Forças do Bem", "IFB", "Terceira Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Rondônia", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Ministério Público Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "RONDÔNIA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Ministério Público Federal", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALESSANDRA DA COSTA", "WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALESSANDRA DA COSTA", "WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALESSANDRA DA COSTA", "WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "Luiz Fernando da Costa", "Fernandinho Beira Mar", "Luiz Fernando da Costa", "Luiz Fernando da Costa", "Luiz Fernando da Costa", "Fernandinho Beira Mar", "Luiz Fernando da Costa", "Luiz Fernando da Costa", "Luiz Fernando da Costa", "Luiz Fernando da Costa", "Felipe Alexandre Costa", "Luan Medeiros da Costa", "Felipe Alexandre Costa", "Luan Medeiros da Costa", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fernando da Costa", "Luiz Fernando da Costa", "MARCO AURÉLIO", "Felipe Alexandre Costa", "Luan Medeiros da Costa", "Felipe Alexandre Costa", "Luan Medeiros da Costa", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "Felipe Alexandre Costa", "Luan Medeiros da Costa", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "Felipe Alexandre Costa", "Luan Medeiros da Costa", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Wellington Corrêa da Costa Júnior", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "Wellington Corrêa da Costa Júnior", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "RONDÔNIA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALESSANDRA DA COSTA", "WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Wellington Corrêa da Costa Júnior", "Cláudia Sampaio Marques", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALESSANDRA DA COSTA", "WELLINGTON CORREA DA COSTA JUNIOR", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Wellington Corrêa da Costa Júnior", "Cláudia Sampaio Marques", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Cláudia Sampaio Marques", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "06", "/", "08", "/", "2019", "6 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24 de maio de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24 de maio de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de abril de 2018", "30 de maio", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de abril de 2018", "30 de maio", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de maio de 2019", "7 de junho de 2018", "31 de maio de 2019", "25 de junho seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de maio de 2019", "7 de junho de 2018", "31 de maio de 2019", "25 de junho seguinte", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "10", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "25", "/", "4", "/", "2018", "24", "/", "10", "/", "2016", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "6", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) :DANIEL MARQUES DE CAMARGO ADV.(A/S) :HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CC6-BEB4-BF77-CF59 e senha 0996-E44D-1492-305E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) :DANIEL MARQUES DE CAMARGO ADV.(A/S) :HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 29.4.2019, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Leandro de Carvalho Muniz pela ausência de impugnação da decisão agravada (Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal). 2. Publicada essa decisão no DJe de 2.5.2019, o agravante interpôs, em 7.5.2019, agravo regimental (doc. 10). 3. O agravante alega que “cuidou de infirmar todos os fundamentos adotados no r. Acórdão do e. TJSP, inclusive demonstrando de forma clara e argumentativa a manifesta ofensa à Constituição, sobretudo no que concerne à nulidade decorrente do desvio de finalidade do mandado de busca e apreensão, a ferir de morte as garantias insculpidas no artigo 5º, caput e inciso LIV, da CF/1988, bem ainda no que tange à ausência de motivação para a recusa da concessão da benesse prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, a configurar ofensa direta, explícita, aferível ictu oculi ao artigo 93, inciso IX, da CF/1988” (fl. 1, doc. 10). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62F9-10A1-08D3-4324 e senha 604B-134E-7004-6D72 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) :DANIEL MARQUES DE CAMARGO ADV.(A/S) :HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 29.4.2019, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Leandro de Carvalho Muniz pela ausência de impugnação da decisão agravada (Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal). 2. Publicada essa decisão no DJe de 2.5.2019, o agravante interpôs, em 7.5.2019, agravo regimental (doc. 10). 3. O agravante alega que “cuidou de infirmar todos os fundamentos adotados no r. Acórdão do e. TJSP, inclusive demonstrando de forma clara e argumentativa a manifesta ofensa à Constituição, sobretudo no que concerne à nulidade decorrente do desvio de finalidade do mandado de busca e apreensão, a ferir de morte as garantias insculpidas no artigo 5º, caput e inciso LIV, da CF/1988, bem ainda no que tange à ausência de motivação para a recusa da concessão da benesse prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/2006, a configurar ofensa direta, explícita, aferível ictu oculi ao artigo 93, inciso IX, da CF/1988” (fl. 1, doc. 10). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62F9-10A1-08D3-4324 e senha 604B-134E-7004-6D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1191608 AGR / SP presente agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62F9-10A1-08D3-4324 e senha 604B-134E-7004-6D72 Supremo Tribunal Federal ARE 1191608 AGR / SP presente agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62F9-10A1-08D3-4324 e senha 604B-134E-7004-6D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Presidente da Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo inadmitiu o recurso extraordinário sob os fundamentos de falta de prequestionamento, ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 284 do Supremo Tribunal Federal. No recurso extraordinário com agravo o agravante não impugnou o fundamento da decisão agravada quanto à ausência de ofensa constitucional direta nem demonstrou, de forma específica e objetiva, por que esse óbice de inadmissibilidade do recurso extraordinário deveria ser superado, incidindo na espécie a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. PROCESSUAL PENAL. NÃO IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Nos termos do art. 1.021, § 1°, do CPC e do art. 317, § 1°, do RISTF, é requisito de admissibilidade do agravo regimental a impugnação específica de todos os fundamentos nos quais se baseou a decisão agravada, sob pena de incidência do óbice previsto nas Súmulas 284 e 287/STF. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.086.370-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 20.3.2018). “DIREITO PENAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BC-5E02-F52F-4308 e senha F45E-ACDE-19EC-DFC9 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Presidente da Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo inadmitiu o recurso extraordinário sob os fundamentos de falta de prequestionamento, ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 284 do Supremo Tribunal Federal. No recurso extraordinário com agravo o agravante não impugnou o fundamento da decisão agravada quanto à ausência de ofensa constitucional direta nem demonstrou, de forma específica e objetiva, por que esse óbice de inadmissibilidade do recurso extraordinário deveria ser superado, incidindo na espécie a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. PROCESSUAL PENAL. NÃO IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Nos termos do art. 1.021, § 1°, do CPC e do art. 317, § 1°, do RISTF, é requisito de admissibilidade do agravo regimental a impugnação específica de todos os fundamentos nos quais se baseou a decisão agravada, sob pena de incidência do óbice previsto nas Súmulas 284 e 287/STF. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.086.370-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 20.3.2018). “DIREITO PENAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BC-5E02-F52F-4308 e senha F45E-ACDE-19EC-DFC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1191608 AGR / SP RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DA CORTE LOCAL QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA Nº 287/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 287/STF. 2. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE n. 786.021-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.9.2017). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 966.597-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.3.2017). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BC-5E02-F52F-4308 e senha F45E-ACDE-19EC-DFC9 Supremo Tribunal Federal ARE 1191608 AGR / SP RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DA CORTE LOCAL QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA Nº 287/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 287/STF. 2. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE n. 786.021-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.9.2017). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 966.597-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.3.2017). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BC-5E02-F52F-4308 e senha F45E-ACDE-19EC-DFC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) : DANIEL MARQUES DE CAMARGO (76521/PR, 141369/SP) ADV.(A/S) : HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS (375671/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79FB-2CAE-2DA3-874D e senha A1CE-0FD4-E9E7-618B Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) : DANIEL MARQUES DE CAMARGO (76521/PR, 141369/SP) ADV.(A/S) : HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS (375671/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79FB-2CAE-2DA3-874D e senha A1CE-0FD4-E9E7-618B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750543183
2019-08-06T00:00:00
2019-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur408747
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) ARE 966597 AgR (2ªT), ARE 786021 AgR (1ªT), ARE 1086370 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 11/09/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1191608
[ "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1191608 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) : DANIEL MARQUES DE CAMARGO ADV.(A/S) : HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) :DANIEL MARQUES DE CAMARGO ADV.(A/S) :HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CC6-BEB4-BF77-CF59 e senha 0996-E44D-1492-305E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) :DANIEL MARQUES DE CAMARGO ADV.(A/S) :HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 29.4.2019, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Leandro de Carvalho Muniz pela ausência de impugnação da decisão agravada (Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal). 2. Publicada essa decisão no DJe de 2.5.2019, o agravante interpôs, em 7.5.2019, agravo regimental (doc. 10). 3. O agravante alega que “cuidou de infirmar todos os fundamentos adotados no r. Acórdão do e. TJSP, inclusive demonstrando de forma clara e argumentativa a manifesta ofensa à Constituição, sobretudo no que concerne à nulidade decorrente do desvio de finalidade do mandado de busca e apreensão, a ferir de morte as garantias insculpidas no artigo 5..., caput e inciso LIV, da Constituição Federal de 1988/1988, bem ainda no que tange à ausência de motivação para a recusa da concessão da benesse prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, a configurar ofensa direta, explícita, aferível ictu oculi ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988/1988” (fl. 1, doc. 10). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62F9-10A1-08D3-4324 e senha 604B-134E-7004-6D72 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) :DANIEL MARQUES DE CAMARGO ADV.(A/S) :HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 29.4.2019, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Leandro de Carvalho Muniz pela ausência de impugnação da decisão agravada (Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal). 2. Publicada essa decisão no DJe de 2.5.2019, o agravante interpôs, em 7.5.2019, agravo regimental (doc. 10). 3. O agravante alega que “cuidou de infirmar todos os fundamentos adotados no r. Acórdão do e. TJSP, inclusive demonstrando de forma clara e argumentativa a manifesta ofensa à Constituição, sobretudo no que concerne à nulidade decorrente do desvio de finalidade do mandado de busca e apreensão, a ferir de morte as garantias insculpidas no artigo 5..., caput e inciso LIV, da Constituição Federal de 1988/1988, bem ainda no que tange à ausência de motivação para a recusa da concessão da benesse prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/2006, a configurar ofensa direta, explícita, aferível ictu oculi ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988/1988” (fl. 1, doc. 10). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62F9-10A1-08D3-4324 e senha 604B-134E-7004-6D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1191608 AGR / SP presente agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62F9-10A1-08D3-4324 e senha 604B-134E-7004-6D72 Supremo Tribunal Federal ARE 1191608 AGR / SP presente agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 62F9-10A1-08D3-4324 e senha 604B-134E-7004-6D72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Presidente da Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo inadmitiu o recurso extraordinário sob os fundamentos de falta de prequestionamento, ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 284 do Supremo Tribunal Federal. No recurso extraordinário com agravo o agravante não impugnou o fundamento da decisão agravada quanto à ausência de ofensa constitucional direta nem demonstrou, de forma específica e objetiva, por que esse óbice de inadmissibilidade do recurso extraordinário deveria ser superado, incidindo na espécie a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. PROCESSUAL PENAL. NÃO IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Nos termos do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil e do art. 317, § 1..., do RISTF, é requisito de admissibilidade do agravo regimental a impugnação específica de todos os fundamentos nos quais se baseou a decisão agravada, sob pena de incidência do óbice previsto nas Súmulas 284 e 287/Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.086.370-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 20.3.2018). “DIREITO PENAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BC-5E02-F52F-4308 e senha F45E-ACDE-19EC-DFC9 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Presidente da Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo inadmitiu o recurso extraordinário sob os fundamentos de falta de prequestionamento, ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 284 do Supremo Tribunal Federal. No recurso extraordinário com agravo o agravante não impugnou o fundamento da decisão agravada quanto à ausência de ofensa constitucional direta nem demonstrou, de forma específica e objetiva, por que esse óbice de inadmissibilidade do recurso extraordinário deveria ser superado, incidindo na espécie a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, por exemplo, os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. PROCESSUAL PENAL. NÃO IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Nos termos do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil e do art. 317, § 1..., do RISTF, é requisito de admissibilidade do agravo regimental a impugnação específica de todos os fundamentos nos quais se baseou a decisão agravada, sob pena de incidência do óbice previsto nas Súmulas 284 e 287/Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 1.086.370-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 20.3.2018). “DIREITO PENAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BC-5E02-F52F-4308 e senha F45E-ACDE-19EC-DFC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1191608 AGR / SP RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DA CORTE LOCAL QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA n 287/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 2. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE n. 786.021-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.9.2017). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 966.597-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.3.2017). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BC-5E02-F52F-4308 e senha F45E-ACDE-19EC-DFC9 Supremo Tribunal Federal ARE 1191608 AGR / SP RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DA CORTE LOCAL QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA n 287/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 2. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE n. 786.021-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 6.9.2017). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 966.597-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 14.3.2017). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38BC-5E02-F52F-4308 e senha F45E-ACDE-19EC-DFC9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) : DANIEL MARQUES DE CAMARGO (76521/PR, 141369/SP) ADV.(A/S) : HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS (375671/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79FB-2CAE-2DA3-874D e senha A1CE-0FD4-E9E7-618B Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.608 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ ADV.(A/S) : DANIEL MARQUES DE CAMARGO (76521/PR, 141369/SP) ADV.(A/S) : HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS (375671/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 79FB-2CAE-2DA3-874D e senha A1CE-0FD4-E9E7-618B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 191 . 608", "SÚMULA N . 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AGRAVO 1 . 191 . 608", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1191608 AGR / SP", "ARE 1191608 AGR / SP", "Súmulas ns . 279 e 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 284 e 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 086 . 370 - AgR", "Súmulas ns . 279", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 284 e 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 1 . 086 . 370 - AgR", "ARE 1191608 AGR / SP", "SÚMULA n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 786 . 021 - AgR", "ARE n . 966 . 597 - AgR", "ARE 1191608 AGR / SP", "SÚMULA n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 786 . 021 - AgR", "ARE n . 966 . 597 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição", "artigo 5 . . . , caput e inciso LIV , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 5 . . . , caput e inciso LIV , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "TJSP", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "TJSP", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Seção de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "LEANDRO DE CARVALHO", "DANIEL MARQUES DE CAMARGO", "HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ", "DANIEL MARQUES DE CAMARGO", "HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "Leandro de Carvalho Muniz", "CÁRMEN LÚCIA", "LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ", "DANIEL MARQUES DE CAMARGO", "HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "Leandro de Carvalho Muniz", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ", "DANIEL MARQUES DE CAMARGO", "HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "LEANDRO DE CARVALHO MUNIZ", "DANIEL MARQUES DE CAMARGO", "HUGO RAFAEL PIRES DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "6 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "29", ".", "4", ".", "2019", "2", ".", "5", ".", "2019", "7", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "29", ".", "4", ".", "2019", "2", ".", "5", ".", "2019", "7", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "20", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "20", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "9", ".", "2017", "14", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "9", ".", "2017", "14", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES ADV.(A/S) :ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Concurso público. Convocação. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se a matéria constitucional que nele se alega violada não está devidamente prequestionada. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 3 a 9/5/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AAE-0B18-93DD-7DA5 e senha EA55-6404-E55C-C1F1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1187120 AGR / PB por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 10 de maio de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AAE-0B18-93DD-7DA5 e senha EA55-6404-E55C-C1F1 Supremo Tribunal Federal ARE 1187120 AGR / PB por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 10 de maio de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AAE-0B18-93DD-7DA5 e senha EA55-6404-E55C-C1F1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES ADV.(A/S) :ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65F2-C341-9FC4-FAF6 e senha 396A-1574-06CC-2E41 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES ADV.(A/S) :ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65F2-C341-9FC4-FAF6 e senha 396A-1574-06CC-2E41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que a parte agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE nº 1.112.458/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 12/9/18). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que a parte agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE nº 1.112.458/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 12/9/18). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1187120 AGR / PB “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Prequestionamento implícito. Impossibilidade. 1. A matéria constitucional contida nos dispositivos apontados como violados carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios com o fim de sanar eventual omissão do acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 2. Se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. 3. Não se admite a tese do chamado prequestionamento implícito. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% do valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do novo Código de Processo Civil. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem” (ARE nº 1.071.192/SP-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 22/11/17). “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Supremo Tribunal Federal ARE 1187120 AGR / PB “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Prequestionamento implícito. Impossibilidade. 1. A matéria constitucional contida nos dispositivos apontados como violados carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios com o fim de sanar eventual omissão do acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 2. Se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. 3. Não se admite a tese do chamado prequestionamento implícito. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% do valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do novo Código de Processo Civil. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem” (ARE nº 1.071.192/SP-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 22/11/17). “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1187120 AGR / PB equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11)” (ARE nº 930.522/RO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 29/6/17). Ademais, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e as provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF), procedimento incabível em sede de recurso extraordinário. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Concurso Público. Convocação de candidato remanescente. Considerável lapso temporal entre o resultado final e o posterior aproveitamento do candidato. 3. Necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório e das cláusulas editalícias. Impossibilidade. Precedentes. Súmulas 279 e 454 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 919.190/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/12/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONCURSO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE. EXIGÊNCIA DE DIVULGAÇÃO ADEQUADA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. CONTROVÉRSIA VINCULADA À ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS MATERIAIS APRESENTADAS NO CASO CONCRETO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.12.2007. Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço, necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado e da legislação infraconstitucional, procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Supremo Tribunal Federal ARE 1187120 AGR / PB equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (CPC/2015, art. 85, § 11)” (ARE nº 930.522/RO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 29/6/17). Ademais, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e as provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF), procedimento incabível em sede de recurso extraordinário. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Concurso Público. Convocação de candidato remanescente. Considerável lapso temporal entre o resultado final e o posterior aproveitamento do candidato. 3. Necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório e das cláusulas editalícias. Impossibilidade. Precedentes. Súmulas 279 e 454 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 919.190/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/12/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONCURSO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE. EXIGÊNCIA DE DIVULGAÇÃO ADEQUADA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. CONTROVÉRSIA VINCULADA À ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS MATERIAIS APRESENTADAS NO CASO CONCRETO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.12.2007. Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço, necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado e da legislação infraconstitucional, procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1187120 AGR / PB que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 603.512/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1) REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 727.104/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/8/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Supremo Tribunal Federal ARE 1187120 AGR / PB que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE nº 603.512/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1) REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 727.104/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/8/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES (15645/PB) ADV.(A/S) : ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES (20222/PB) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88D7-A731-B13C-2617 e senha 8220-1DBB-427A-91F0 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES (15645/PB) ADV.(A/S) : ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES (20222/PB) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88D7-A731-B13C-2617 e senha 8220-1DBB-427A-91F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749971456
2019-05-10T00:00:00
2019-05-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Concurso público. Convocação. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se a matéria constitucional que nele se alega violada não está devidamente prequestionada. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur404713
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) ARE 930522 AgR (1ªT), ARE 1071192 AgR (2ªT), ARE 1112458 AgR (TP). (SÚMULA 279/STF) ARE 727104 AgR (2ªT), RE 603512 AgR (1ªT), ARE 919190 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 03/07/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1187120
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1187120 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES ADV.(A/S) : ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES ADV.(A/S) :ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Concurso público. Convocação. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se a matéria constitucional que nele se alega violada não está devidamente prequestionada. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 3 a 9/5/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AAE-0B18-93DD-7DA5 e senha EA55-6404-E55C-C1F1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1187120 AGR / PB por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 10 de maio de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AAE-0B18-93DD-7DA5 e senha EA55-6404-E55C-C1F1 Supremo Tribunal Federal ARE 1187120 AGR / PB por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 10 de maio de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AAE-0B18-93DD-7DA5 e senha EA55-6404-E55C-C1F1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES ADV.(A/S) :ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65F2-C341-9FC4-FAF6 e senha 396A-1574-06CC-2E41 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) :RICARDO NASCIMENTO FERNANDES ADV.(A/S) :ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65F2-C341-9FC4-FAF6 e senha 396A-1574-06CC-2E41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que a parte agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE n 1.112.458/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 12/9/18). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado na decisão agravada, os dispositivos constitucionais apontados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que a parte agravante não opôs embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE n 1.112.458/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 12/9/18). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1187120 AGR / PB “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Prequestionamento implícito. Impossibilidade. 1. A matéria constitucional contida nos dispositivos apontados como violados carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios com o fim de sanar eventual omissão do acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. 2. Se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. 3. Não se admite a tese do chamado prequestionamento implícito. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% do valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do novo Código de Processo Civil. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem” (ARE n 1.071.192/SP-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 22/11/17). “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Supremo Tribunal Federal ARE 1187120 AGR / PB “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Prequestionamento implícito. Impossibilidade. 1. A matéria constitucional contida nos dispositivos apontados como violados carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios com o fim de sanar eventual omissão do acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. 2. Se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. 3. Não se admite a tese do chamado prequestionamento implícito. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% do valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do novo Código de Processo Civil. Não se aplica ao caso dos autos a majoração dos honorários prevista no art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, uma vez que não houve o arbitramento de honorários sucumbenciais pela Corte de origem” (ARE n 1.071.192/SP-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 22/11/17). “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. Cabe a majoração de honorários advocatícios na forma do § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, pois a decisão agravada foi publicada a partir de 18/3/2016, e houve estipulação de honorários nas instâncias precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1187120 AGR / PB equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)” (ARE n 930.522/RO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 29/6/17). Ademais, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e as provas constantes dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento incabível em sede de recurso extraordinário. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Concurso Público. Convocação de candidato remanescente. Considerável lapso temporal entre o resultado final e o posterior aproveitamento do candidato. 3. Necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório e das cláusulas editalícias. Impossibilidade. Precedentes. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 919.190/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/12/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONCURSO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE. EXIGÊNCIA DE DIVULGAÇÃO ADEQUADA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. CONTROVÉRSIA VINCULADA À ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS MATERIAIS APRESENTADAS NO CASO CONCRETO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.12.2007. Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço, necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado e da legislação infraconstitucional, procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Supremo Tribunal Federal ARE 1187120 AGR / PB equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)” (ARE n 930.522/RO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 29/6/17). Ademais, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e as provas constantes dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento incabível em sede de recurso extraordinário. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Concurso Público. Convocação de candidato remanescente. Considerável lapso temporal entre o resultado final e o posterior aproveitamento do candidato. 3. Necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório e das cláusulas editalícias. Impossibilidade. Precedentes. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 919.190/PB-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/12/15). “DIREITO ADMINISTRATIVO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONCURSO PÚBLICO. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE. EXIGÊNCIA DE DIVULGAÇÃO ADEQUADA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. CONTROVÉRSIA VINCULADA À ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS MATERIAIS APRESENTADAS NO CASO CONCRETO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.12.2007. Para divergir do Tribunal de origem, na hipótese em apreço, necessário seria o revolvimento do quadro fático delineado e da legislação infraconstitucional, procedimento vedado em sede extraordinária, razão pela qual a análise de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo esbarraria no óbice da Súmula 279 desta Corte: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1187120 AGR / PB que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 603.512/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1) REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 727.104/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/8/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Supremo Tribunal Federal ARE 1187120 AGR / PB que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n 603.512/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/3/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO APROVADO EM CONCURSO PÚBLICO. IRREGULARIDADE NA CONVOCAÇÃO. 1) REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS N. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 727.104/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/8/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 11FC-F7D1-749F-562C e senha 2557-60AF-02A1-8DEF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES (15645/PB) ADV.(A/S) : ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES (20222/PB) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88D7-A731-B13C-2617 e senha 8220-1DBB-427A-91F0 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.120 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : JONAS MARCELO DA SILVA ADV.(A/S) : RICARDO NASCIMENTO FERNANDES (15645/PB) ADV.(A/S) : ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES (20222/PB) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88D7-A731-B13C-2617 e senha 8220-1DBB-427A-91F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 187 . 120", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1187120 AGR", "RECURSO", "Súmulas 279 , 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 1 . 112 . 458 / SP - AgR", "Súmulas ns 282", "SÚMULAS 282", "ARE n 1 . 112 . 458 / SP - AgR", "ARE 1187120 AGR / PB", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "ARE n 1 . 071 . 192 / SP - AgR", "ARE 1187120 AGR / PB", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 071 . 192 / SP - AgR", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1187120 AGR / PB", "ARE n 930 . 522 / RO - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 919 . 190 / PB - AgR", "ARE 1187120 AGR / PB", "ARE n 930 . 522 / RO - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 919 . 190 / PB - AgR", "Súmula 279 desta Corte", "Recurso Extraordinário n 603 . 512 / CE - AgR", "SÚMULAS N . 279", "SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 727 . 104 / RJ - AgR", "ARE 1187120 AGR / PB", "Recurso Extraordinário n 603 . 512 / CE - AgR", "SÚMULAS N . 279", "SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 727 . 104 / RJ - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do novo Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do novo Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "ALÍNEA", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Brasília", "Brasília", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "282", "356 do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "JONAS MARCELO DA SILVA", "RICARDO NASCIMENTO FERNANDES", "ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "JONAS MARCELO DA SILVA", "RICARDO NASCIMENTO FERNANDES", "ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES", "DIAS TOFFOLI", "JONAS MARCELO DA SILVA", "RICARDO NASCIMENTO FERNANDES", "ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "JONAS MARCELO DA SILVA", "RICARDO NASCIMENTO FERNANDES", "ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "JONAS MARCELO DA SILVA", "RICARDO NASCIMENTO FERNANDES", "ANA PAULA GOUVEIA LEITE FERNANDES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "05", "/", "2019", "3", "9", "/", "5", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "12", "/", "9", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "12", "/", "9", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "17", "18", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "11", "/", "17", "18", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "6", "/", "17", "9", "/", "12", "/", "15", "18", ".", "12", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "6", "/", "17", "9", "/", "12", "/", "15", "18", ".", "12", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "3", "/", "15", "6", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "3", "/", "15", "6", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARY PEIXOTO DOS SANTOS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO PENAL. TERCEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A PRETENSÃO DE REEXAME DA MATÉRIA. CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração e determinar a baixa imediata dos autos, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AB4-4EB1-5F7F-4238 e senha D525-305B-54A3-1BCA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1123788 ED-AGR-ED-ED-ED / GO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AB4-4EB1-5F7F-4238 e senha D525-305B-54A3-1BCA Supremo Tribunal Federal ARE 1123788 ED-AGR-ED-ED-ED / GO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AB4-4EB1-5F7F-4238 e senha D525-305B-54A3-1BCA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARY PEIXOTO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em sessão virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal não conheceu dos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo nos seguintes termos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO PENAL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A PRETENSÃO DE REEXAME DA MATÉRIA. CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS” (fl. 1, e-doc. 87). 2. Publicado esse julgado no DJe de 11.3.2019, o embargante opõe, em 11.3.2019, embargos de declaração (e-doc. 88). 3. O embargante sustenta que “a defesa respeitosamente protocolizou no dia 11 de fevereiro de 2019 (dez dias antes da data do julgamento), uma petição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8B-9710-0B0E-DEDF e senha E914-FE80-F104-C21C Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARY PEIXOTO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em sessão virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal não conheceu dos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo nos seguintes termos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO PENAL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A PRETENSÃO DE REEXAME DA MATÉRIA. CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS” (fl. 1, e-doc. 87). 2. Publicado esse julgado no DJe de 11.3.2019, o embargante opõe, em 11.3.2019, embargos de declaração (e-doc. 88). 3. O embargante sustenta que “a defesa respeitosamente protocolizou no dia 11 de fevereiro de 2019 (dez dias antes da data do julgamento), uma petição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8B-9710-0B0E-DEDF e senha E914-FE80-F104-C21C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório ARE 1123788 ED-AGR-ED-ED-ED / GO demonstrando que os dois advogados constituídos para atuar no caso, estariam fora no Brasil na data do julgamento dos embargos outrora proferidos. Todavia, o pedido foi denegado por não se entender ter se demonstrado qualquer prejuízo na falta de defesa durante o julgamento, uma vez que o mesmo seria feito na forma eletrônica” (fl. 2, e-doc. 88). Afirma ser desnecessária a “demonstração de prejuízo, pois esse é presumido, vez que a falta da defesa constitui nulidade de caráter absoluto” (fl. 3, e-doc. 88). Assevera que “a falta da defesa durante a sessão de julgamento trouxe extremo prejuízo uma vez que não existiu a possibilidade de despachar nos gabinetes ou entrega de memoriais antes do julgamento, o que cerceou a ampla defesa inequivocamente” (fl. 3, e-doc. 88). Requer seja “anulada a decisão prolatada nos embargos declaratórios sem a presença da defesa, devendo ser remarcada outra data de julgamento” (fl. 3, e- doc. 88). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8B-9710-0B0E-DEDF e senha E914-FE80-F104-C21C Supremo Tribunal Federal ARE 1123788 ED-AGR-ED-ED-ED / GO demonstrando que os dois advogados constituídos para atuar no caso, estariam fora no Brasil na data do julgamento dos embargos outrora proferidos. Todavia, o pedido foi denegado por não se entender ter se demonstrado qualquer prejuízo na falta de defesa durante o julgamento, uma vez que o mesmo seria feito na forma eletrônica” (fl. 2, e-doc. 88). Afirma ser desnecessária a “demonstração de prejuízo, pois esse é presumido, vez que a falta da defesa constitui nulidade de caráter absoluto” (fl. 3, e-doc. 88). Assevera que “a falta da defesa durante a sessão de julgamento trouxe extremo prejuízo uma vez que não existiu a possibilidade de despachar nos gabinetes ou entrega de memoriais antes do julgamento, o que cerceou a ampla defesa inequivocamente” (fl. 3, e-doc. 88). Requer seja “anulada a decisão prolatada nos embargos declaratórios sem a presença da defesa, devendo ser remarcada outra data de julgamento” (fl. 3, e- doc. 88). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8B-9710-0B0E-DEDF e senha E914-FE80-F104-C21C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao embargante. 2. Como afirmado no acórdão impugnado, na Resolução n. 587/2016 do Supremo Tribunal Federal se dispõe sobre a possibilidade de julgamento de agravos internos e embargos de declaração em ambiente eletrônico a critério do Relator. O embargante não demonstrou que prejuízo teria para o exercício de seu direito de defesa com o julgamento eletrônico do presente recurso. Os embargos de declaração não se prestam a provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, o que não se dá na espécie. 3. O embargante insiste em rediscutir o assentado no julgamento do recurso extraordinário com agravo. Os terceiros embargos de declaração têm natureza protelatória. 4. Quanto à Petição/STF n. 30.278/2019, na qual se requer a revogação da prisão preventiva decretada pelo juízo de primeira instância, o exame do pedido formulado neste momento traduziria dupla supressão de instância, pois essa questão não foi apreciada na segunda instância estadual. Nada tenho a deferir. 5. Pelo exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a baixa imediata destes autos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E17-D733-5BE7-8ED7 e senha A67A-F60A-E5F1-9E0D Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao embargante. 2. Como afirmado no acórdão impugnado, na Resolução n. 587/2016 do Supremo Tribunal Federal se dispõe sobre a possibilidade de julgamento de agravos internos e embargos de declaração em ambiente eletrônico a critério do Relator. O embargante não demonstrou que prejuízo teria para o exercício de seu direito de defesa com o julgamento eletrônico do presente recurso. Os embargos de declaração não se prestam a provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, o que não se dá na espécie. 3. O embargante insiste em rediscutir o assentado no julgamento do recurso extraordinário com agravo. Os terceiros embargos de declaração têm natureza protelatória. 4. Quanto à Petição/STF n. 30.278/2019, na qual se requer a revogação da prisão preventiva decretada pelo juízo de primeira instância, o exame do pedido formulado neste momento traduziria dupla supressão de instância, pois essa questão não foi apreciada na segunda instância estadual. Nada tenho a deferir. 5. Pelo exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a baixa imediata destes autos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E17-D733-5BE7-8ED7 e senha A67A-F60A-E5F1-9E0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA (54372/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARY PEIXOTO DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a baixa imediata dos autos, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7643-CF5F-047C-998E e senha A3BA-9F0A-B251-2389 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA (54372/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARY PEIXOTO DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a baixa imediata dos autos, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7643-CF5F-047C-998E e senha A3BA-9F0A-B251-2389 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750543104
2019-08-06T00:00:00
2019-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a baixa imediata dos autos, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO PENAL. TERCEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A PRETENSÃO DE REEXAME DA MATÉRIA. CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS.
sjur408690
Número de páginas: 6. Análise: 11/09/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1123788
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RES-000587 ANO-2016\n RESOLUÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED-AgR-ED-ED-ED
acordaos
ARE 1123788 ED-AgR-ED-ED-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARY PEIXOTO DOS SANTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARY PEIXOTO DOS SANTOS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO PENAL. TERCEIROS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A PRETENSÃO DE REEXAME DA MATÉRIA. CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração e determinar a baixa imediata dos autos, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AB4-4EB1-5F7F-4238 e senha D525-305B-54A3-1BCA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1123788 ED-AGR-ED-ED-ED / GO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AB4-4EB1-5F7F-4238 e senha D525-305B-54A3-1BCA Supremo Tribunal Federal ARE 1123788 ED-AGR-ED-ED-ED / GO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AB4-4EB1-5F7F-4238 e senha D525-305B-54A3-1BCA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARY PEIXOTO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em sessão virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal não conheceu dos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo nos seguintes termos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO PENAL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A PRETENSÃO DE REEXAME DA MATÉRIA. CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS” (fl. 1, e-doc. 87). 2. Publicado esse julgado no DJe de 11.3.2019, o embargante opõe, em 11.3.2019, embargos de declaração (e-doc. 88). 3. O embargante sustenta que “a defesa respeitosamente protocolizou no dia 11 de fevereiro de 2019 (dez dias antes da data do julgamento), uma petição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8B-9710-0B0E-DEDF e senha E914-FE80-F104-C21C Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MARY PEIXOTO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em sessão virtual de 15.2.2019 a 21.2.2019, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal não conheceu dos embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo nos seguintes termos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO PENAL. SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM A PRETENSÃO DE REEXAME DA MATÉRIA. CARÁTER PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS” (fl. 1, e-doc. 87). 2. Publicado esse julgado no DJe de 11.3.2019, o embargante opõe, em 11.3.2019, embargos de declaração (e-doc. 88). 3. O embargante sustenta que “a defesa respeitosamente protocolizou no dia 11 de fevereiro de 2019 (dez dias antes da data do julgamento), uma petição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8B-9710-0B0E-DEDF e senha E914-FE80-F104-C21C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório ARE 1123788 ED-AGR-ED-ED-ED / GO demonstrando que os dois advogados constituídos para atuar no caso, estariam fora no Brasil na data do julgamento dos embargos outrora proferidos. Todavia, o pedido foi denegado por não se entender ter se demonstrado qualquer prejuízo na falta de defesa durante o julgamento, uma vez que o mesmo seria feito na forma eletrônica” (fl. 2, e-doc. 88). Afirma ser desnecessária a “demonstração de prejuízo, pois esse é presumido, vez que a falta da defesa constitui nulidade de caráter absoluto” (fl. 3, e-doc. 88). Assevera que “a falta da defesa durante a sessão de julgamento trouxe extremo prejuízo uma vez que não existiu a possibilidade de despachar nos gabinetes ou entrega de memoriais antes do julgamento, o que cerceou a ampla defesa inequivocamente” (fl. 3, e-doc. 88). Requer seja “anulada a decisão prolatada nos embargos declaratórios sem a presença da defesa, devendo ser remarcada outra data de julgamento” (fl. 3, e- doc. 88). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8B-9710-0B0E-DEDF e senha E914-FE80-F104-C21C Supremo Tribunal Federal ARE 1123788 ED-AGR-ED-ED-ED / GO demonstrando que os dois advogados constituídos para atuar no caso, estariam fora no Brasil na data do julgamento dos embargos outrora proferidos. Todavia, o pedido foi denegado por não se entender ter se demonstrado qualquer prejuízo na falta de defesa durante o julgamento, uma vez que o mesmo seria feito na forma eletrônica” (fl. 2, e-doc. 88). Afirma ser desnecessária a “demonstração de prejuízo, pois esse é presumido, vez que a falta da defesa constitui nulidade de caráter absoluto” (fl. 3, e-doc. 88). Assevera que “a falta da defesa durante a sessão de julgamento trouxe extremo prejuízo uma vez que não existiu a possibilidade de despachar nos gabinetes ou entrega de memoriais antes do julgamento, o que cerceou a ampla defesa inequivocamente” (fl. 3, e-doc. 88). Requer seja “anulada a decisão prolatada nos embargos declaratórios sem a presença da defesa, devendo ser remarcada outra data de julgamento” (fl. 3, e- doc. 88). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C8B-9710-0B0E-DEDF e senha E914-FE80-F104-C21C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao embargante. 2. Como afirmado no acórdão impugnado, na Resolução n. 587/2016 do Supremo Tribunal Federal se dispõe sobre a possibilidade de julgamento de agravos internos e embargos de declaração em ambiente eletrônico a critério do Relator. O embargante não demonstrou que prejuízo teria para o exercício de seu direito de defesa com o julgamento eletrônico do presente recurso. Os embargos de declaração não se prestam a provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, o que não se dá na espécie. 3. O embargante insiste em rediscutir o assentado no julgamento do recurso extraordinário com agravo. Os terceiros embargos de declaração têm natureza protelatória. 4. Quanto à Petição/Supremo Tribunal Federal n. 30.278/2019, na qual se requer a revogação da prisão preventiva decretada pelo juízo de primeira instância, o exame do pedido formulado neste momento traduziria dupla supressão de instância, pois essa questão não foi apreciada na segunda instância estadual. Nada tenho a deferir. 5. Pelo exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a baixa imediata destes autos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E17-D733-5BE7-8ED7 e senha A67A-F60A-E5F1-9E0D Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao embargante. 2. Como afirmado no acórdão impugnado, na Resolução n. 587/2016 do Supremo Tribunal Federal se dispõe sobre a possibilidade de julgamento de agravos internos e embargos de declaração em ambiente eletrônico a critério do Relator. O embargante não demonstrou que prejuízo teria para o exercício de seu direito de defesa com o julgamento eletrônico do presente recurso. Os embargos de declaração não se prestam a provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, o que não se dá na espécie. 3. O embargante insiste em rediscutir o assentado no julgamento do recurso extraordinário com agravo. Os terceiros embargos de declaração têm natureza protelatória. 4. Quanto à Petição/Supremo Tribunal Federal n. 30.278/2019, na qual se requer a revogação da prisão preventiva decretada pelo juízo de primeira instância, o exame do pedido formulado neste momento traduziria dupla supressão de instância, pois essa questão não foi apreciada na segunda instância estadual. Nada tenho a deferir. 5. Pelo exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a baixa imediata destes autos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E17-D733-5BE7-8ED7 e senha A67A-F60A-E5F1-9E0D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA (54372/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARY PEIXOTO DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a baixa imediata dos autos, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7643-CF5F-047C-998E e senha A3BA-9F0A-B251-2389 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.123.788 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : EUGENIO TAVARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA (54372/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MARY PEIXOTO DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a baixa imediata dos autos, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7643-CF5F-047C-998E e senha A3BA-9F0A-B251-2389 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO 1 . 123 . 788", "Petição" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n . 587 / 2016", "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n . 587 / 2016", "art . 619 do Código de Processo Penal", "n . 30 . 278 / 2019", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "EUGENIO TAVARES DOS SANTOS", "CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA", "MARY PEIXOTO DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "EUGENIO TAVARES DOS SANTOS", "CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA", "MARY PEIXOTO DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "EUGENIO TAVARES DOS SANTOS", "CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA", "MARY PEIXOTO DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "EUGENIO TAVARES DOS SANTOS", "CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA", "MARY PEIXOTO DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "EUGENIO TAVARES DOS SANTOS", "CRISTIANO ROCHA CAMPOS PEREIRA", "MARY PEIXOTO DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "6 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "11 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "15", ".", "2", ".", "2019", "21", ".", "2", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "11", ".", "3", ".", "2019", "11 de fevereiro de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 170.815 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :L.C.Z.S. ADV.(A/S) :PAULO SERGIO HERNANDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ESTUPRO E ESTUPRO DE VULNERÁVEL. FORNECIMENTO DE BEBIDA ALCOÓLICA A MENORES. DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR MANTIDA E JUSTIFICADA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5FC-33CC-6AFD-8CB4 e senha 80A9-F906-3D8B-80E3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 170.815 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : L.C.Z.S. ADV.(A/S) : PAULO SERGIO HERNANDO (36546/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83F6-01B4-CF75-BBD0 e senha FB89-C9B3-342D-B755 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 170.815 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : L.C.Z.S. ADV.(A/S) : PAULO SERGIO HERNANDO (36546/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83F6-01B4-CF75-BBD0 e senha FB89-C9B3-342D-B755 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750434829
2019-06-28T00:00:00
2019-08-05T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ESTUPRO E ESTUPRO DE VULNERÁVEL. FORNECIMENTO DE BEBIDA ALCOÓLICA A MENORES. DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR MANTIDA E JUSTIFICADA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur407745
Número de páginas: 2. Análise: 28/08/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
170815
null
RHC-AgR
acordaos
RHC 170815 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : L.C.Z.S. ADV.(A/S) : PAULO SERGIO HERNANDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 170.815 GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :L.C.Z.S. ADV.(A/S) :PAULO SERGIO HERNANDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ESTUPRO E ESTUPRO DE VULNERÁVEL. FORNECIMENTO DE BEBIDA ALCOÓLICA A MENORES. DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR MANTIDA E JUSTIFICADA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D5FC-33CC-6AFD-8CB4 e senha 80A9-F906-3D8B-80E3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 170.815 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : L.C.Z.S. ADV.(A/S) : PAULO SERGIO HERNANDO (36546/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83F6-01B4-CF75-BBD0 e senha FB89-C9B3-342D-B755 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 170.815 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : L.C.Z.S. ADV.(A/S) : PAULO SERGIO HERNANDO (36546/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83F6-01B4-CF75-BBD0 e senha FB89-C9B3-342D-B755 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 170 . 815 GOIÁS", "HABEAS CORPUS 170 . 815", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 170 . 815" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "L", "PAULO SERGIO HERNANDO", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "L", ".", "C . Z . S", "PAULO SERGIO HERNANDO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "L", ".", "PAULO SERGIO HERNANDO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. TRABALHISTA. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM REPERCUSSÃO GERAL (ARTIGO 1.030, INCISO I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL). INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (ARTIGO 1.030, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL). PRECEDENTES. NÃO CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA APRECIAR A ADEQUAÇÃO DO PRECEDENTE – POR AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – AO CASO CONCRETO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 03 a 09/05/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4226-D38C-DE1D-9709 e senha FABA-290C-56D7-E41A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por CELG DISTRIBUIÇÃO S/A – CELG D contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada, in verbis: “RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). NÃO CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA APRECIAR A ADEQUAÇÃO DO PRECEDENTE – POR AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – AO CASO CONCRETO. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” A agravante repisa os argumentos expendidos na inicial da reclamação, sustentando que a competência para apreciar agravo em recurso extraordinário é do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31A3-86D2-EEA3-A9D2 e senha 6CC3-DE35-C35A-4C34 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por CELG DISTRIBUIÇÃO S/A – CELG D contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada, in verbis: “RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). NÃO CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA APRECIAR A ADEQUAÇÃO DO PRECEDENTE – POR AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – AO CASO CONCRETO. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” A agravante repisa os argumentos expendidos na inicial da reclamação, sustentando que a competência para apreciar agravo em recurso extraordinário é do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31A3-86D2-EEA3-A9D2 e senha 6CC3-DE35-C35A-4C34 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RCL 31549 AGR / DF Requer, ao final, a reconsideração da decisão ora agravada, ”a fim de dar seguimento a Reclamação proposta e, consequentemente, impondo-se procedência da presente reclamação, a fim de garantir a competência deste C. STF para o julgamento do agravo denegatório e recurso extraordinário”. Devidamente citado (Doc. 17), o beneficiário da decisão impugnada nesta reclamação não apresentou contestação (Doc. 18). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31A3-86D2-EEA3-A9D2 e senha 6CC3-DE35-C35A-4C34 Supremo Tribunal Federal RCL 31549 AGR / DF Requer, ao final, a reconsideração da decisão ora agravada, ”a fim de dar seguimento a Reclamação proposta e, consequentemente, impondo-se procedência da presente reclamação, a fim de garantir a competência deste C. STF para o julgamento do agravo denegatório e recurso extraordinário”. Devidamente citado (Doc. 17), o beneficiário da decisão impugnada nesta reclamação não apresentou contestação (Doc. 18). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31A3-86D2-EEA3-A9D2 e senha 6CC3-DE35-C35A-4C34 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pese os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consigno que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, alínea l, além de salvaguardar o estrito cumprimento das súmulas vinculantes, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição da República, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. In casu, no entanto, não se observa nenhuma das hipóteses de cabimento da Reclamação estabelecidas no novel estatuto processual civil, uma vez que: (i) não se está diante de usurpação da competência desta Corte, porquanto o Tribunal reclamado agiu nos limites de sua competência; (ii) não há que se falar em afronta à autoridade de decisão desta Corte, que só admite a reclamação para questionar a observância de precedente firmado em processos objetivos, ou, em se tratando de feitos de índole subjetiva, quando a parte reclamante houver integrado a relação processual em que proferido o decisum que reputa descumprido; (iii) não se alega ofensa a enunciado de súmula vinculante, tampouco de acórdão proferido em controle concentrado; e (iv) não se argui afronta à autoridade de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pese os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consigno que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, alínea l, além de salvaguardar o estrito cumprimento das súmulas vinculantes, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição da República, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. In casu, no entanto, não se observa nenhuma das hipóteses de cabimento da Reclamação estabelecidas no novel estatuto processual civil, uma vez que: (i) não se está diante de usurpação da competência desta Corte, porquanto o Tribunal reclamado agiu nos limites de sua competência; (ii) não há que se falar em afronta à autoridade de decisão desta Corte, que só admite a reclamação para questionar a observância de precedente firmado em processos objetivos, ou, em se tratando de feitos de índole subjetiva, quando a parte reclamante houver integrado a relação processual em que proferido o decisum que reputa descumprido; (iii) não se alega ofensa a enunciado de súmula vinculante, tampouco de acórdão proferido em controle concentrado; e (iv) não se argui afronta à autoridade de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31549 AGR / DF competência. Na hipótese sub examine, observa-se que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário fundamentou-se em precedentes firmados em sede de repercussão geral (Temas 339 e 181). No caso, a decisão impugnada, ao aplicar a sistemática da repercussão geral, reconheceu inclusive sua inexistência em relação a parte das questões discutidas nos autos (Tema 181). Nessa hipótese, o único recurso cabível seria o agravo interno. Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (artigo 1.035, § 7°, do CPC/2015), o que, conforme narrativa da própria reclamante, não foi manejado a contento. De fato, não se revela cabível o manejo do agravo em recurso extraordinário (ARE) nos casos em que interposto contra decisão da Presidência de Tribunal ou de Colégio Recursal que, ao negar seguimento ao apelo extremo, apoia-se, para tanto, em entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado em regime de repercussão geral (artigo 1.042, caput, in fine, do CPC/2015). Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento a recurso extraordinário com fundamento no Tema nº 660 de repercussão geral (ARE nº 748371/MT-RG). Recurso extraordinário com agravo. Não conhecimento pelo Tribunal a quo. Ausência de usurpação de competência do STF. Artigo 1.042, caput, parte final, do CPC/15. Agravo regimental não provido. 1. Não cabe recurso de agravo contra decisão com que o órgão de origem, fundado em entendimento firmado em regime de repercussão geral, não admite recurso extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Supremo Tribunal Federal RCL 31549 AGR / DF competência. Na hipótese sub examine, observa-se que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário fundamentou-se em precedentes firmados em sede de repercussão geral (Temas 339 e 181). No caso, a decisão impugnada, ao aplicar a sistemática da repercussão geral, reconheceu inclusive sua inexistência em relação a parte das questões discutidas nos autos (Tema 181). Nessa hipótese, o único recurso cabível seria o agravo interno. Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (artigo 1.035, § 7°, do CPC/2015), o que, conforme narrativa da própria reclamante, não foi manejado a contento. De fato, não se revela cabível o manejo do agravo em recurso extraordinário (ARE) nos casos em que interposto contra decisão da Presidência de Tribunal ou de Colégio Recursal que, ao negar seguimento ao apelo extremo, apoia-se, para tanto, em entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado em regime de repercussão geral (artigo 1.042, caput, in fine, do CPC/2015). Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento a recurso extraordinário com fundamento no Tema nº 660 de repercussão geral (ARE nº 748371/MT-RG). Recurso extraordinário com agravo. Não conhecimento pelo Tribunal a quo. Ausência de usurpação de competência do STF. Artigo 1.042, caput, parte final, do CPC/15. Agravo regimental não provido. 1. Não cabe recurso de agravo contra decisão com que o órgão de origem, fundado em entendimento firmado em regime de repercussão geral, não admite recurso extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31549 AGR / DF (CPC/15, art. 1.042, caput, parte final). 2. Compete ao órgão colegiado ao qual pertence o juízo prolator do despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem (CPC-2015, art. 1.021, caput) proceder, em sede de agravo interno, à análise de adequação entre o teor do provimento concedido pelo órgão de origem acerca do tema constitucional destacado no recurso extraordinário e a tese de repercussão geral firmada pela Suprema Corte (CPC/2015, art. 1.029, § 1º c/c o art. 1.030, § 2º). 3. Agravo regimental não provido.” (Reclamação 25.078-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 21/02/2017, grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM SEGUIMENTO NEGADO NA ORIGEM. ATO JUDICIAL RECLAMADO AMPARADO EM PRECEDENTE DO STF FORMULADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. SÚMULA 727 DO STF. AFASTAMENTO NA ESPÉCIE. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015. 2. Cabe agravo interno contra a decisão da instância de origem que nega seguimento a recurso extraordinário com base em precedente do SUPREMO produzido sob o rito da repercussão geral (§ 2º do art. 1.030 do CPC). 3. O Juízo de origem não deve encaminhar ao SUPREMO o agravo da decisão que não admite recurso extraordinário com base em precedente formado sob a sistemática da repercussão geral. 4. Tal diretriz não ofende a Súmula 727 desta CORTE, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Supremo Tribunal Federal RCL 31549 AGR / DF (CPC/15, art. 1.042, caput, parte final). 2. Compete ao órgão colegiado ao qual pertence o juízo prolator do despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem (CPC-2015, art. 1.021, caput) proceder, em sede de agravo interno, à análise de adequação entre o teor do provimento concedido pelo órgão de origem acerca do tema constitucional destacado no recurso extraordinário e a tese de repercussão geral firmada pela Suprema Corte (CPC/2015, art. 1.029, § 1º c/c o art. 1.030, § 2º). 3. Agravo regimental não provido.” (Reclamação 25.078-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 21/02/2017, grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM SEGUIMENTO NEGADO NA ORIGEM. ATO JUDICIAL RECLAMADO AMPARADO EM PRECEDENTE DO STF FORMULADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. SÚMULA 727 DO STF. AFASTAMENTO NA ESPÉCIE. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015. 2. Cabe agravo interno contra a decisão da instância de origem que nega seguimento a recurso extraordinário com base em precedente do SUPREMO produzido sob o rito da repercussão geral (§ 2º do art. 1.030 do CPC). 3. O Juízo de origem não deve encaminhar ao SUPREMO o agravo da decisão que não admite recurso extraordinário com base em precedente formado sob a sistemática da repercussão geral. 4. Tal diretriz não ofende a Súmula 727 desta CORTE, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31549 AGR / DF concebida antes do instituto da repercussão geral. 5. Embargos de Declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento.” (Reclamação 30.321-ED, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018, grifei) “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO PELO TRIBUNAL A QUO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO (ART. 1.042 DO CPC/2015). MANIFESTO DESCABIMENTO. NÃO INCIDÊNCIA DA SÚMULA 727 DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. PRETENSÃO DE REEXAME DE PROVAS. INVIABILIDADE EM SEDE DE RECLAMAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Inexiste usurpação de competência desta Suprema Corte na decisão que não conhece agravo em recurso extraordinário (artigo 1.042 do CPC/2015) interposto contra decisão que aplicou a sistemática da repercussão geral, passível de impugnação apenas por agravo interno (artigo 1.030, § 2º, do CPC/2015). 2. Hipótese de manifesto descabimento do agravo em recurso extraordinário interposto pelo reclamante, a afastar a incidência da Súmula 727 do STF. Precedentes: Rcl 24.145 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 25/10/2016, Rcl 24.365 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/08/2016, e Rcl 12.122 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe de 24/10/2013. 3. Impossibilidade de reexame de provas em sede de reclamação, que ‘não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual’ (Rcl 4.381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 5/8/2011). 4. Agravo interno desprovido.” (Reclamação 24.885-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 09/08/2017, grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Supremo Tribunal Federal RCL 31549 AGR / DF concebida antes do instituto da repercussão geral. 5. Embargos de Declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento.” (Reclamação 30.321-ED, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018, grifei) “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO PELO TRIBUNAL A QUO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO (ART. 1.042 DO CPC/2015). MANIFESTO DESCABIMENTO. NÃO INCIDÊNCIA DA SÚMULA 727 DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. PRETENSÃO DE REEXAME DE PROVAS. INVIABILIDADE EM SEDE DE RECLAMAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Inexiste usurpação de competência desta Suprema Corte na decisão que não conhece agravo em recurso extraordinário (artigo 1.042 do CPC/2015) interposto contra decisão que aplicou a sistemática da repercussão geral, passível de impugnação apenas por agravo interno (artigo 1.030, § 2º, do CPC/2015). 2. Hipótese de manifesto descabimento do agravo em recurso extraordinário interposto pelo reclamante, a afastar a incidência da Súmula 727 do STF. Precedentes: Rcl 24.145 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 25/10/2016, Rcl 24.365 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/08/2016, e Rcl 12.122 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe de 24/10/2013. 3. Impossibilidade de reexame de provas em sede de reclamação, que ‘não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual’ (Rcl 4.381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 5/8/2011). 4. Agravo interno desprovido.” (Reclamação 24.885-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 09/08/2017, grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31549 AGR / DF Demais disso, não se vislumbra usurpação de competência desta Corte na decisão que reconheceu a ausência de repercussão geral de certa matéria. A esse respeito, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ART. 317, § 1º, DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência do STF é firme no sentido de que não cabe reclamação contra decisão que nega seguimento a recurso extraordinário cuja questão constitucional debatida nesta Corte Suprema não tenha reconhecido a existência de repercussão geral (art. 1.030, § 2°, do Código de Processo Civil). II - O agravante não refutou todos os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Reclamação 22.990-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 1º/02/2018, grifei) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Supremo Tribunal Federal RCL 31549 AGR / DF Demais disso, não se vislumbra usurpação de competência desta Corte na decisão que reconheceu a ausência de repercussão geral de certa matéria. A esse respeito, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ART. 317, § 1º, DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência do STF é firme no sentido de que não cabe reclamação contra decisão que nega seguimento a recurso extraordinário cuja questão constitucional debatida nesta Corte Suprema não tenha reconhecido a existência de repercussão geral (art. 1.030, § 2°, do Código de Processo Civil). II - O agravante não refutou todos os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Reclamação 22.990-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 1º/02/2018, grifei) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A observância errônea de decisão do Supremo proferida sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Considerado o Código de Processo Civil de 2015, nos termos dos artigos 988, § 5º, inciso II, e 1.030, § 2º, há a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, de formalização da reclamação. Provejo o agravo para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A4A9-4003-FB0D-7DED e senha 9106-B0FF-1030-9D9A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A observância errônea de decisão do Supremo proferida sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Considerado o Código de Processo Civil de 2015, nos termos dos artigos 988, § 5º, inciso II, e 1.030, § 2º, há a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, de formalização da reclamação. Provejo o agravo para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A4A9-4003-FB0D-7DED e senha 9106-B0FF-1030-9D9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : EDMAR ANTONIO ALVES FILHO (31312/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3340-A3A0-C386-32B3 e senha 1318-E83B-7CB7-13DE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : EDMAR ANTONIO ALVES FILHO (31312/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3340-A3A0-C386-32B3 e senha 1318-E83B-7CB7-13DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749845300
2019-05-10T00:00:00
2019-05-20T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. TRABALHISTA. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM REPERCUSSÃO GERAL (ARTIGO 1.030, INCISO I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL). INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (ARTIGO 1.030, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL). PRECEDENTES. NÃO CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA APRECIAR A ADEQUAÇÃO DO PRECEDENTE – POR AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – AO CASO CONCRETO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur404183
- Acórdão(s) citado(s): (CABIMENTO, RECLAMAÇÃO, USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA, DECISÃO, AUSÊNCIA, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 22990 AgR (2ªT), Rcl 24885 AgR (1ªT), Rcl 25078 AgR (2ªT), Rcl 30321 ED (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 19/06/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
31549
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988 PAR-00005 INC-00002 ART-01030 \n INC-00001 PAR-00002 ART-01035 PAR-00007 \n ART-01042 \"CAPUT\"\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 31549 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. TRABALHISTA. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM REPERCUSSÃO GERAL (ARTIGO 1.030, INCISO I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL). INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (ARTIGO 1.030, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL). PRECEDENTES. NÃO CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA APRECIAR A ADEQUAÇÃO DO PRECEDENTE – POR AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – AO CASO CONCRETO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 03 a 09/05/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4226-D38C-DE1D-9709 e senha FABA-290C-56D7-E41A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por CELG DISTRIBUIÇÃO S/A – CELG D contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada, in verbis: “RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). NÃO CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA APRECIAR A ADEQUAÇÃO DO PRECEDENTE – POR AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – AO CASO CONCRETO. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” A agravante repisa os argumentos expendidos na inicial da reclamação, sustentando que a competência para apreciar agravo em recurso extraordinário é do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31A3-86D2-EEA3-A9D2 e senha 6CC3-DE35-C35A-4C34 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por CELG DISTRIBUIÇÃO S/A – CELG D contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada, in verbis: “RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). NÃO CABIMENTO DE RECLAMAÇÃO PARA APRECIAR A ADEQUAÇÃO DO PRECEDENTE – POR AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – AO CASO CONCRETO. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” A agravante repisa os argumentos expendidos na inicial da reclamação, sustentando que a competência para apreciar agravo em recurso extraordinário é do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31A3-86D2-EEA3-A9D2 e senha 6CC3-DE35-C35A-4C34 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RCL 31549 AGR / DF Requer, ao final, a reconsideração da decisão ora agravada, ”a fim de dar seguimento a Reclamação proposta e, consequentemente, impondo-se procedência da presente reclamação, a fim de garantir a competência deste C. Supremo Tribunal Federal para o julgamento do agravo denegatório e recurso extraordinário”. Devidamente citado (Doc. 17), o beneficiário da decisão impugnada nesta reclamação não apresentou contestação (Doc. 18). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31A3-86D2-EEA3-A9D2 e senha 6CC3-DE35-C35A-4C34 Supremo Tribunal Federal RCL 31549 AGR / DF Requer, ao final, a reconsideração da decisão ora agravada, ”a fim de dar seguimento a Reclamação proposta e, consequentemente, impondo-se procedência da presente reclamação, a fim de garantir a competência deste C. Supremo Tribunal Federal para o julgamento do agravo denegatório e recurso extraordinário”. Devidamente citado (Doc. 17), o beneficiário da decisão impugnada nesta reclamação não apresentou contestação (Doc. 18). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 31A3-86D2-EEA3-A9D2 e senha 6CC3-DE35-C35A-4C34 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pese os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consigno que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, alínea l, além de salvaguardar o estrito cumprimento das súmulas vinculantes, nos termos do artigo 103-A, § 3..., da Constituição da República, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. In casu, no entanto, não se observa nenhuma das hipóteses de cabimento da Reclamação estabelecidas no novel estatuto processual civil, uma vez que: (i) não se está diante de usurpação da competência desta Corte, porquanto o Tribunal reclamado agiu nos limites de sua competência; (ii) não há que se falar em afronta à autoridade de decisão desta Corte, que só admite a reclamação para questionar a observância de precedente firmado em processos objetivos, ou, em se tratando de feitos de índole subjetiva, quando a parte reclamante houver integrado a relação processual em que proferido o decisum que reputa descumprido; (iii) não se alega ofensa a enunciado de súmula vinculante, tampouco de acórdão proferido em controle concentrado; e (iv) não se argui afronta à autoridade de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pese os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consigno que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, alínea l, além de salvaguardar o estrito cumprimento das súmulas vinculantes, nos termos do artigo 103-A, § 3..., da Constituição da República, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. In casu, no entanto, não se observa nenhuma das hipóteses de cabimento da Reclamação estabelecidas no novel estatuto processual civil, uma vez que: (i) não se está diante de usurpação da competência desta Corte, porquanto o Tribunal reclamado agiu nos limites de sua competência; (ii) não há que se falar em afronta à autoridade de decisão desta Corte, que só admite a reclamação para questionar a observância de precedente firmado em processos objetivos, ou, em se tratando de feitos de índole subjetiva, quando a parte reclamante houver integrado a relação processual em que proferido o decisum que reputa descumprido; (iii) não se alega ofensa a enunciado de súmula vinculante, tampouco de acórdão proferido em controle concentrado; e (iv) não se argui afronta à autoridade de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31549 AGR / DF competência. Na hipótese sub examine, observa-se que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário fundamentou-se em precedentes firmados em sede de repercussão geral (Temas 339 e 181). No caso, a decisão impugnada, ao aplicar a sistemática da repercussão geral, reconheceu inclusive sua inexistência em relação a parte das questões discutidas nos autos (Tema 181). Nessa hipótese, o único recurso cabível seria o agravo interno. Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (artigo 1.035, § 7..., do Código de Processo Civil/2015), o que, conforme narrativa da própria reclamante, não foi manejado a contento. De fato, não se revela cabível o manejo do agravo em recurso extraordinário (ARE) nos casos em que interposto contra decisão da Presidência de Tribunal ou de Colégio Recursal que, ao negar seguimento ao apelo extremo, apoia-se, para tanto, em entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado em regime de repercussão geral (artigo 1.042, caput, in fine, do Código de Processo Civil/2015). Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento a recurso extraordinário com fundamento no Tema n 660 de repercussão geral (ARE n 748371/MT-RG). Recurso extraordinário com agravo. Não conhecimento pelo Tribunal a quo. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Artigo 1.042, caput, parte final, do Código de Processo Civil/15. Agravo regimental não provido. 1. Não cabe recurso de agravo contra decisão com que o órgão de origem, fundado em entendimento firmado em regime de repercussão geral, não admite recurso extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Supremo Tribunal Federal RCL 31549 AGR / DF competência. Na hipótese sub examine, observa-se que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário fundamentou-se em precedentes firmados em sede de repercussão geral (Temas 339 e 181). No caso, a decisão impugnada, ao aplicar a sistemática da repercussão geral, reconheceu inclusive sua inexistência em relação a parte das questões discutidas nos autos (Tema 181). Nessa hipótese, o único recurso cabível seria o agravo interno. Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015 que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (artigo 1.035, § 7..., do Código de Processo Civil/2015), o que, conforme narrativa da própria reclamante, não foi manejado a contento. De fato, não se revela cabível o manejo do agravo em recurso extraordinário (ARE) nos casos em que interposto contra decisão da Presidência de Tribunal ou de Colégio Recursal que, ao negar seguimento ao apelo extremo, apoia-se, para tanto, em entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado em regime de repercussão geral (artigo 1.042, caput, in fine, do Código de Processo Civil/2015). Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento a recurso extraordinário com fundamento no Tema n 660 de repercussão geral (ARE n 748371/MT-RG). Recurso extraordinário com agravo. Não conhecimento pelo Tribunal a quo. Ausência de usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Artigo 1.042, caput, parte final, do Código de Processo Civil/15. Agravo regimental não provido. 1. Não cabe recurso de agravo contra decisão com que o órgão de origem, fundado em entendimento firmado em regime de repercussão geral, não admite recurso extraordinário 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31549 AGR / DF (Código de Processo Civil/15, art. 1.042, caput, parte final). 2. Compete ao órgão colegiado ao qual pertence o juízo prolator do despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem (Código de Processo Civil-2015, art. 1.021, caput) proceder, em sede de agravo interno, à análise de adequação entre o teor do provimento concedido pelo órgão de origem acerca do tema constitucional destacado no recurso extraordinário e a tese de repercussão geral firmada pela Suprema Corte (Código de Processo Civil/2015, art. 1.029, § 1... c/c o art. 1.030, § 2...). 3. Agravo regimental não provido.” (Reclamação 25.078-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 21/02/2017, grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM SEGUIMENTO NEGADO NA ORIGEM. ATO JUDICIAL RECLAMADO AMPARADO EM PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal FORMULADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. SÚMULA 727 DO Supremo Tribunal Federal. AFASTAMENTO NA ESPÉCIE. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil de 2015. 2. Cabe agravo interno contra a decisão da instância de origem que nega seguimento a recurso extraordinário com base em precedente do SUPREMO produzido sob o rito da repercussão geral (§ 2... do art. 1.030 do Código de Processo Civil). 3. O Juízo de origem não deve encaminhar ao SUPREMO o agravo da decisão que não admite recurso extraordinário com base em precedente formado sob a sistemática da repercussão geral. 4. Tal diretriz não ofende a Súmula 727 desta CORTE, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Supremo Tribunal Federal RCL 31549 AGR / DF (Código de Processo Civil/15, art. 1.042, caput, parte final). 2. Compete ao órgão colegiado ao qual pertence o juízo prolator do despacho de inadmissibilidade de recurso extraordinário na origem (Código de Processo Civil-2015, art. 1.021, caput) proceder, em sede de agravo interno, à análise de adequação entre o teor do provimento concedido pelo órgão de origem acerca do tema constitucional destacado no recurso extraordinário e a tese de repercussão geral firmada pela Suprema Corte (Código de Processo Civil/2015, art. 1.029, § 1... c/c o art. 1.030, § 2...). 3. Agravo regimental não provido.” (Reclamação 25.078-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 21/02/2017, grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM SEGUIMENTO NEGADO NA ORIGEM. ATO JUDICIAL RECLAMADO AMPARADO EM PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal FORMULADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. SÚMULA 727 DO Supremo Tribunal Federal. AFASTAMENTO NA ESPÉCIE. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil de 2015. 2. Cabe agravo interno contra a decisão da instância de origem que nega seguimento a recurso extraordinário com base em precedente do SUPREMO produzido sob o rito da repercussão geral (§ 2... do art. 1.030 do Código de Processo Civil). 3. O Juízo de origem não deve encaminhar ao SUPREMO o agravo da decisão que não admite recurso extraordinário com base em precedente formado sob a sistemática da repercussão geral. 4. Tal diretriz não ofende a Súmula 727 desta CORTE, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31549 AGR / DF concebida antes do instituto da repercussão geral. 5. Embargos de Declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento.” (Reclamação 30.321-ED, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018, grifei) “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO PELO TRIBUNAL A QUO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO (ART. 1.042 DO Código de Processo Civil/2015). MANIFESTO DESCABIMENTO. NÃO INCIDÊNCIA DA SÚMULA 727 DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. PRETENSÃO DE REEXAME DE PROVAS. INVIABILIDADE EM SEDE DE RECLAMAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Inexiste usurpação de competência desta Suprema Corte na decisão que não conhece agravo em recurso extraordinário (artigo 1.042 do Código de Processo Civil/2015) interposto contra decisão que aplicou a sistemática da repercussão geral, passível de impugnação apenas por agravo interno (artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil/2015). 2. Hipótese de manifesto descabimento do agravo em recurso extraordinário interposto pelo reclamante, a afastar a incidência da Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl 24.145 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 25/10/2016, Rcl 24.365 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/08/2016, e Rcl 12.122 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe de 24/10/2013. 3. Impossibilidade de reexame de provas em sede de reclamação, que ‘não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual’ (Rcl 4.381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 5/8/2011). 4. Agravo interno desprovido.” (Reclamação 24.885-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 09/08/2017, grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Supremo Tribunal Federal RCL 31549 AGR / DF concebida antes do instituto da repercussão geral. 5. Embargos de Declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento.” (Reclamação 30.321-ED, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018, grifei) “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO PELO TRIBUNAL A QUO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO (ART. 1.042 DO Código de Processo Civil/2015). MANIFESTO DESCABIMENTO. NÃO INCIDÊNCIA DA SÚMULA 727 DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. PRETENSÃO DE REEXAME DE PROVAS. INVIABILIDADE EM SEDE DE RECLAMAÇÃO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Inexiste usurpação de competência desta Suprema Corte na decisão que não conhece agravo em recurso extraordinário (artigo 1.042 do Código de Processo Civil/2015) interposto contra decisão que aplicou a sistemática da repercussão geral, passível de impugnação apenas por agravo interno (artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil/2015). 2. Hipótese de manifesto descabimento do agravo em recurso extraordinário interposto pelo reclamante, a afastar a incidência da Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: Rcl 24.145 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 25/10/2016, Rcl 24.365 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25/08/2016, e Rcl 12.122 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe de 24/10/2013. 3. Impossibilidade de reexame de provas em sede de reclamação, que ‘não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual’ (Rcl 4.381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 5/8/2011). 4. Agravo interno desprovido.” (Reclamação 24.885-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 09/08/2017, grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 31549 AGR / DF Demais disso, não se vislumbra usurpação de competência desta Corte na decisão que reconheceu a ausência de repercussão geral de certa matéria. A esse respeito, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ART. 317, § 1..., DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não cabe reclamação contra decisão que nega seguimento a recurso extraordinário cuja questão constitucional debatida nesta Corte Suprema não tenha reconhecido a existência de repercussão geral (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil). II - O agravante não refutou todos os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Reclamação 22.990-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 1.../02/2018, grifei) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Supremo Tribunal Federal RCL 31549 AGR / DF Demais disso, não se vislumbra usurpação de competência desta Corte na decisão que reconheceu a ausência de repercussão geral de certa matéria. A esse respeito, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ART. 317, § 1..., DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não cabe reclamação contra decisão que nega seguimento a recurso extraordinário cuja questão constitucional debatida nesta Corte Suprema não tenha reconhecido a existência de repercussão geral (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil). II - O agravante não refutou todos os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Reclamação 22.990-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 1.../02/2018, grifei) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0500-42C0-A3B3-5027 e senha 30F5-7EE8-9B77-C9E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A observância errônea de decisão do Supremo proferida sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Considerado o Código de Processo Civil de 2015, nos termos dos artigos 988, § 5..., inciso II, e 1.030, § 2..., há a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, de formalização da reclamação. Provejo o agravo para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A4A9-4003-FB0D-7DED e senha 9106-B0FF-1030-9D9A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :EDMAR ANTONIO ALVES FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A observância errônea de decisão do Supremo proferida sob o ângulo da repercussão geral deve viabilizar acesso para exame do merecimento. Considerado o Código de Processo Civil de 2015, nos termos dos artigos 988, § 5..., inciso II, e 1.030, § 2..., há a previsão de interposição de agravo na origem e, mantido, na óptica do interessado, o equívoco, de formalização da reclamação. Provejo o agravo para que a reclamação tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A4A9-4003-FB0D-7DED e senha 9106-B0FF-1030-9D9A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : EDMAR ANTONIO ALVES FILHO (31312/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3340-A3A0-C386-32B3 e senha 1318-E83B-7CB7-13DE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 31.549 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : EDMAR ANTONIO ALVES FILHO (31312/GO) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUIZ HENRIQUE MARTINS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3340-A3A0-C386-32B3 e senha 1318-E83B-7CB7-13DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 31 . 549", "RECLAMAÇÃO 31 . 549", "RCL 31549 AGR / DF", "RCL 31549 AGR / DF", "ARE n 748371 / MT - RG", "ARE n 748371 / MT", "RCL 31549 AGR / DF", "Reclamação 25 . 078 - AgR", "SÚMULA 727 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 727 desta CORTE", "RCL 31549 AGR /", "Reclamação 25 . 078 - AgR", "SÚMULA 727 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 727 desta CORTE , 3", "Reclamação 30 . 321 - ED", "Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl 24 . 145 AgR", "Rcl 24 . 365 AgR", "Rcl 12 . 122 AgR", "Rcl 4 . 381 AgR", "Reclamação 24 . 885 - AgR", "RCL 31549", "Reclamação 30 . 321 - ED", "SÚMULA 727 DESTA CORTE", "Súmula 727 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl 24 . 145 AgR", "Rcl 24 . 365 AgR", "Rcl 12 . 122 AgR", "Rcl 4 . 381 AgR", "Reclamação 24 . 885 - AgR", "Reclamação 22 . 990 - AgR", "Reclamação 22 . 990 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 030 , INCISO I , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ARTIGO 1 . 030 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , I", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , I", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "3 . . . , da", "Constituição da República", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 - A , § 3 . . . , da Constituição da República", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "de Processo Civil de 2015", "artigo 1 . 035 , § 7 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 042 , caput , in fine , do Código de Processo Civil / 2015", "Artigo 1 . 042 , caput , parte final , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "artigo 1 . 035 , § 7 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 042 , caput , in fine , do Código de Processo Civil / 2015", "Artigo 1 . 042 , caput , parte final , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 15 ,", "Código de Processo Civil - 2015 , art . 1 . 021 , caput", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 1 .", "art", "Código de Processo Civil de 2015", "§ 2 . . . do art . 1 . 030 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 15 , art . 1 . 042 , caput", "Código de Processo Civil - 2015 , art", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 1 . 029 , § 1 .", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "§ 2 . . . do art . 1 . 030 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 042 DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 042 DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 317 , § 1 . . . , DO RISTF", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 317 , § 1 . . . , DO RISTF", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . 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A .", "CELG D", "TRIBUNAL", "CELG DISTRIBUIÇÃO S / A", "CELG D", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "Primeira Turma", "Suprema", "Primeira", "Primeira Turma", "Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Pleno", "Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL 31549", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "CELG DISTRIBUICAO S . 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Ementa e Acórdão 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) :JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal, que não detém legitimidade para processar ou julgar habeas corpus impetrado contra ato omissivo ou comissivo de juiz singular ou de tribunal de segundo grau. Agravante sem prerrogativa de foro no STF para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (CF, art. 102, inciso I, alíneas d e i). Incompetência manifesta. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 3 a 9/5/2019, na conformidade da ata do julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de maio de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3135-1F69-76EE-1F9B e senha BB90-D759-D7CF-830C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) :JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de habeas corpus impetrado por advogado. Em 20/3/19, esta Presidência negou seguimento ao habeas corpus por ausência de legitimidade da Corte para processá-lo e julgá-lo, na medida em que foi manejado contra ato de tribunal de segundo grau sem que a agravante tivesse prerrogativa de foro nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (CF, art. 102, inciso I, alíneas d e i) . Contra essa decisão a defesa interpõe tempestivamente o presente agravo regimental, no qual, em síntese, reitera os argumentos da inicial a respeito da ilegalidade de sua custódia cautelar. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1500-EA26-2858-FA42 e senha D0E7-E265-9FAA-6E79 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) :JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de habeas corpus impetrado por advogado. Em 20/3/19, esta Presidência negou seguimento ao habeas corpus por ausência de legitimidade da Corte para processá-lo e julgá-lo, na medida em que foi manejado contra ato de tribunal de segundo grau sem que a agravante tivesse prerrogativa de foro nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (CF, art. 102, inciso I, alíneas d e i) . Contra essa decisão a defesa interpõe tempestivamente o presente agravo regimental, no qual, em síntese, reitera os argumentos da inicial a respeito da ilegalidade de sua custódia cautelar. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1500-EA26-2858-FA42 e senha D0E7-E265-9FAA-6E79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não reúne condições de prosperar. Não obstante tenham sidos apontados pela parte agravante, em seu recurso, a autoridade tida por coatora e o ato por ela praticado, o fato é que o Supremo Tribunal Federal não detém legitimidade para processar ou julgar habeas corpus impetrado contra ato omissivo ou comissivo de juiz singular ou de tribunal de segundo grau nos casos em que a parte não tem prerrogativa de foro nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (CF, art. 102, inciso I, alíneas d e i). Ante o exposto, sendo os argumentos da agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37CA-3633-DC64-14F3 e senha CBD0-8DAF-F75C-5993 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não reúne condições de prosperar. Não obstante tenham sidos apontados pela parte agravante, em seu recurso, a autoridade tida por coatora e o ato por ela praticado, o fato é que o Supremo Tribunal Federal não detém legitimidade para processar ou julgar habeas corpus impetrado contra ato omissivo ou comissivo de juiz singular ou de tribunal de segundo grau nos casos em que a parte não tem prerrogativa de foro nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (CF, art. 102, inciso I, alíneas d e i). Ante o exposto, sendo os argumentos da agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37CA-3633-DC64-14F3 e senha CBD0-8DAF-F75C-5993 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) :JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9BEF-FA68-7B8F-C474 e senha 35FF-57C2-FD29-8CB4 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) :JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9BEF-FA68-7B8F-C474 e senha 35FF-57C2-FD29-8CB4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) : JASIEL CARDOSO MALTA (45734/DF) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-ED13-C8C0-0C2F e senha 9507-5836-15CC-B3F2 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) : JASIEL CARDOSO MALTA (45734/DF) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-ED13-C8C0-0C2F e senha 9507-5836-15CC-B3F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749971412
2019-05-10T00:00:00
2019-05-30T00:00:00
O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal, que não detém legitimidade para processar ou julgar habeas corpus impetrado contra ato omissivo ou comissivo de juiz singular ou de tribunal de segundo grau. Agravante sem prerrogativa de foro no STF para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (CF, art. 102, inciso I, alíneas d e i). Incompetência manifesta. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur404669
Número de páginas: 5. Análise: 19/06/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
169066
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 169066 AgR
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AGTE.(S) : THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) : JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) :JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Incompetência originária do Supremo Tribunal Federal, que não detém legitimidade para processar ou julgar habeas corpus impetrado contra ato omissivo ou comissivo de juiz singular ou de tribunal de segundo grau. Agravante sem prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (Constituição Federal de 1988, art. 102, inciso I, alíneas d e i). Incompetência manifesta. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 3 a 9/5/2019, na conformidade da ata do julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 10 de maio de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3135-1F69-76EE-1F9B e senha BB90-D759-D7CF-830C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) :JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de habeas corpus impetrado por advogado. Em 20/3/19, esta Presidência negou seguimento ao habeas corpus por ausência de legitimidade da Corte para processá-lo e julgá-lo, na medida em que foi manejado contra ato de tribunal de segundo grau sem que a agravante tivesse prerrogativa de foro nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (Constituição Federal de 1988, art. 102, inciso I, alíneas d e i) . Contra essa decisão a defesa interpõe tempestivamente o presente agravo regimental, no qual, em síntese, reitera os argumentos da inicial a respeito da ilegalidade de sua custódia cautelar. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1500-EA26-2858-FA42 e senha D0E7-E265-9FAA-6E79 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) :JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Cuida-se de habeas corpus impetrado por advogado. Em 20/3/19, esta Presidência negou seguimento ao habeas corpus por ausência de legitimidade da Corte para processá-lo e julgá-lo, na medida em que foi manejado contra ato de tribunal de segundo grau sem que a agravante tivesse prerrogativa de foro nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (Constituição Federal de 1988, art. 102, inciso I, alíneas d e i) . Contra essa decisão a defesa interpõe tempestivamente o presente agravo regimental, no qual, em síntese, reitera os argumentos da inicial a respeito da ilegalidade de sua custódia cautelar. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1500-EA26-2858-FA42 e senha D0E7-E265-9FAA-6E79 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não reúne condições de prosperar. Não obstante tenham sidos apontados pela parte agravante, em seu recurso, a autoridade tida por coatora e o ato por ela praticado, o fato é que o Supremo Tribunal Federal não detém legitimidade para processar ou julgar habeas corpus impetrado contra ato omissivo ou comissivo de juiz singular ou de tribunal de segundo grau nos casos em que a parte não tem prerrogativa de foro nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (Constituição Federal de 1988, art. 102, inciso I, alíneas d e i). Ante o exposto, sendo os argumentos da agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37CA-3633-DC64-14F3 e senha CBD0-8DAF-F75C-5993 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não reúne condições de prosperar. Não obstante tenham sidos apontados pela parte agravante, em seu recurso, a autoridade tida por coatora e o ato por ela praticado, o fato é que o Supremo Tribunal Federal não detém legitimidade para processar ou julgar habeas corpus impetrado contra ato omissivo ou comissivo de juiz singular ou de tribunal de segundo grau nos casos em que a parte não tem prerrogativa de foro nesta Corte para efeito de ações penais por crimes comuns ou de responsabilidade (Constituição Federal de 1988, art. 102, inciso I, alíneas d e i). Ante o exposto, sendo os argumentos da agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37CA-3633-DC64-14F3 e senha CBD0-8DAF-F75C-5993 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) :JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9BEF-FA68-7B8F-C474 e senha 35FF-57C2-FD29-8CB4 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) :JASIEL CARDOSO MALTA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9BEF-FA68-7B8F-C474 e senha 35FF-57C2-FD29-8CB4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 10/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) : JASIEL CARDOSO MALTA (45734/DF) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-ED13-C8C0-0C2F e senha 9507-5836-15CC-B3F2 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 169.066 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : THIAGO ALVES GONCALVES ADV.(A/S) : JASIEL CARDOSO MALTA (45734/DF) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-ED13-C8C0-0C2F e senha 9507-5836-15CC-B3F2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 169 . 066", "HABEAS CORPUS 169 . 066", "HABEAS CORPUS 169 . 066", "HABEAS CORPUS 169 . 066", "HABEAS CORPUS 169 . 066", "HABEAS CORPUS 169 . 066", "HABEAS CORPUS 169 . 066" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , inciso I , alíneas d e i", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , inciso I , alíneas d e i", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , inciso I , alíneas", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , inciso I ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "THIAGO ALVES GONCALVES", "JASIEL CARDOSO MALTA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "THIAGO ALVES GONCALVES", "JASIEL CARDOSO MALTA", "DIAS TOFFOLI", "THIAGO ALVES GONCALVES", "JASIEL CARDOSO MALTA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "THIAGO ALVES GONCALVES", "JASIEL CARDOSO MALTA", "MARCO AURÉLIO", "THIAGO ALVES GONCALVES", "JASIEL CARDOSO MALTA", "MARCO AURÉLIO", "THIAGO ALVES GONCALVES", "JASIEL CARDOSO MALTA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "THIAGO ALVES GONCALVES", "JASIEL CARDOSO MALTA", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "10", "/", "05", "/", "2019", "3", "9", "/", "5", "/", "2019", "10 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "20", "/", "3", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "20", "/", "3", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) :STELLA CLAUDIO GIOIELLI ADV.(A/S) :GRAZIELA CINTIA DA ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVOS INTERNOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVOS INTERNOS DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 03 a 09/05/2019, por unanimidade, negou provimento aos agravos, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72BE-17D5-20DA-2C2F e senha 3CF6-D3B2-A306-D382 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) :STELLA CLAUDIO GIOIELLI ADV.(A/S) :GRAZIELA CINTIA DA ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravos internos interpostos por SADRAQUE CLAUDIO, contra decisões que prolatei, ambas assim ementadas: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES. RECURSO PROVIDO.” (Doc. 10 e 11) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe os presentes recursos, alegando, em síntese: “Ocorre que os precedentes invocados não se aplicam ao presente mandado de segurança. Conforme se verifica dos precedentes abaixo transcritos, todos os precedentes invocados versam sobre a inconstitucionalidade da cassação de aposentadoria prevista na Lei Federal 8.112/90 (estatuto do servidor público federal). (...) A norma do Estado de São Paulo que prevê a penalidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) :STELLA CLAUDIO GIOIELLI ADV.(A/S) :GRAZIELA CINTIA DA ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravos internos interpostos por SADRAQUE CLAUDIO, contra decisões que prolatei, ambas assim ementadas: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES. RECURSO PROVIDO.” (Doc. 10 e 11) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe os presentes recursos, alegando, em síntese: “Ocorre que os precedentes invocados não se aplicam ao presente mandado de segurança. Conforme se verifica dos precedentes abaixo transcritos, todos os precedentes invocados versam sobre a inconstitucionalidade da cassação de aposentadoria prevista na Lei Federal 8.112/90 (estatuto do servidor público federal). (...) A norma do Estado de São Paulo que prevê a penalidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 1090214 AGR / SP cassação de aposentadoria para policiais civis é a Lei Estadual n. 207/79. Tal lei é anterior à Constituição Federal, razão pela qual a incompatibilidade com a Constituição Federal não se opera no plano da constitucionalidade/ inconstitucionalidade, mas sim no plano da recepção/não recepção. (...) Em nenhuma das alíneas previstas no artigo 102, inciso III, permite-se que, por meio de recurso extraordinário, seja analisada a constitucionalidade de norma pré-constitucional (concebida na Constituição de 1967) perante a Constituição de 1988. (...) Diante do exposto, tendo em vista que o presente caso trata exclusivamente de direito local, qual seja, o artigo 77 da Lei Complementar Estadual n. 207/79, requer seja dado provimento ao presente agravo de instrumento para que seja reformada a decisão monocrática recorrida, a fim de negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Parte Agravada. (...) Desta feita, antes de se verificar a compatibilidade do artigo 77 da Lei Complementar Estadual n. 207/79 (norma tida como objeto do presente recurso) com a Constituição Federal, é necessário verificar se a referida norma está em consonância com a legislação infraconstitucional. (...) A penalidade denominada de ‘cassação de aposentadoria’, prevista no inciso VII, do artigo 67 da Lei Complementar Estadual n. 207/79 (Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo) não encontra qualquer amparo na presente Constituição Federal (hipótese de inconstitucionalidade), bem como não se amolda à Constituição vigente à época - Constituição Federal de 1967 (hipótese de não recepção constitucional), de forma que qualquer pretensão de aplicação desse instituto punitivo não pode subsistir em razão de sua incompatibilidade material com a Constituição Federal e pelas diversas Emendas Constitucionais que promoveram a reforma da previdência dos servidores públicos. (...) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Supremo Tribunal Federal RE 1090214 AGR / SP cassação de aposentadoria para policiais civis é a Lei Estadual n. 207/79. Tal lei é anterior à Constituição Federal, razão pela qual a incompatibilidade com a Constituição Federal não se opera no plano da constitucionalidade/ inconstitucionalidade, mas sim no plano da recepção/não recepção. (...) Em nenhuma das alíneas previstas no artigo 102, inciso III, permite-se que, por meio de recurso extraordinário, seja analisada a constitucionalidade de norma pré-constitucional (concebida na Constituição de 1967) perante a Constituição de 1988. (...) Diante do exposto, tendo em vista que o presente caso trata exclusivamente de direito local, qual seja, o artigo 77 da Lei Complementar Estadual n. 207/79, requer seja dado provimento ao presente agravo de instrumento para que seja reformada a decisão monocrática recorrida, a fim de negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Parte Agravada. (...) Desta feita, antes de se verificar a compatibilidade do artigo 77 da Lei Complementar Estadual n. 207/79 (norma tida como objeto do presente recurso) com a Constituição Federal, é necessário verificar se a referida norma está em consonância com a legislação infraconstitucional. (...) A penalidade denominada de ‘cassação de aposentadoria’, prevista no inciso VII, do artigo 67 da Lei Complementar Estadual n. 207/79 (Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo) não encontra qualquer amparo na presente Constituição Federal (hipótese de inconstitucionalidade), bem como não se amolda à Constituição vigente à época - Constituição Federal de 1967 (hipótese de não recepção constitucional), de forma que qualquer pretensão de aplicação desse instituto punitivo não pode subsistir em razão de sua incompatibilidade material com a Constituição Federal e pelas diversas Emendas Constitucionais que promoveram a reforma da previdência dos servidores públicos. (...) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 1090214 AGR / SP Diante dessa inversão do paradigma previdenciário público, constata-se que as legislações que mantém a penalidade de cassação de aposentadoria, dentre elas a Lei Complementar Estadual 207/79, foram, nesse ponto, derrogadas em razão da não recepção/inconstitucionalidade, pelas Emendas Constitucionais que modificaram a previdência (EC 03/93, EC 20/98 e EC 41/03) e, por consequência, outorgaram caráter oneroso à previdência do servidor público. (...) O Supremo Tribunal Federal foi provocado pela AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros, mediante arguição de descumprimento de preceito fundamental, a se manifestar sobre a constitucionalidade ou não da penalidade de cassação de aposentadoria. (...) Diante do exposto, requer seja o feito suspenso, a fim de aguardar o julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental n. 418, a fim de que todos os jurisdicionados possam compartilhar de desfecho uniforme acerca da questão ora discutida. (...) A inconstitucionalidade e a não recepção do artigo 77 da Lei Estadual n. 207/79, é somente um dos fundamentos utilizados na petição inicial do mandado de segurança. Embora o Supremo Tribunal Federal possa atestar a constitucionalidade do artigo 77 da Lei Estadual n. 207/79, o processo deveria ser devolvido à instância de origem para a análise dos demais fundamentos invocados no mandamus, sob pena de apreciação da matéria pelo STF sem que, contudo, os argumentos fossem debatidos nas instâncias ordinárias." (Doc. 16/18, fls. 6-8, 11-13, 20, 23-25) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Supremo Tribunal Federal RE 1090214 AGR / SP Diante dessa inversão do paradigma previdenciário público, constata-se que as legislações que mantém a penalidade de cassação de aposentadoria, dentre elas a Lei Complementar Estadual 207/79, foram, nesse ponto, derrogadas em razão da não recepção/inconstitucionalidade, pelas Emendas Constitucionais que modificaram a previdência (EC 03/93, EC 20/98 e EC 41/03) e, por consequência, outorgaram caráter oneroso à previdência do servidor público. (...) O Supremo Tribunal Federal foi provocado pela AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros, mediante arguição de descumprimento de preceito fundamental, a se manifestar sobre a constitucionalidade ou não da penalidade de cassação de aposentadoria. (...) Diante do exposto, requer seja o feito suspenso, a fim de aguardar o julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental n. 418, a fim de que todos os jurisdicionados possam compartilhar de desfecho uniforme acerca da questão ora discutida. (...) A inconstitucionalidade e a não recepção do artigo 77 da Lei Estadual n. 207/79, é somente um dos fundamentos utilizados na petição inicial do mandado de segurança. Embora o Supremo Tribunal Federal possa atestar a constitucionalidade do artigo 77 da Lei Estadual n. 207/79, o processo deveria ser devolvido à instância de origem para a análise dos demais fundamentos invocados no mandamus, sob pena de apreciação da matéria pelo STF sem que, contudo, os argumentos fossem debatidos nas instâncias ordinárias." (Doc. 16/18, fls. 6-8, 11-13, 20, 23-25) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos nos agravos, resta evidenciado das razões recursais que as partes agravantes não trouxeram nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme asseverado na decisão hostilizada, o Tribunal de origem ao assentar a inviabilidade da pena de cassação, em razão do caráter retributivo do sistema previdenciário, divergiu da jurisprudência desta Corte que entende pela constitucionalidade da cassação da aposentadoria, inobstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 142, I E § 2º, DA LEI N. 8.112/90. INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO APÓS A INATIVIDADE. POSSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DISCIPLINAR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. APLICABILIDADE. INFRAÇÕES PRATICADAS DE FORMA CULPOSA. DILAÇÃO PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. 1. O direito, da Administração Pública Federal, de punir seus servidores prescreve em cinco anos quanto às infrações passíveis de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão, contados a partir da data em que o fato tornou-se conhecido [art. 142, I e § 2º, da Lei n. 8.112/90]. 2. O fato do servidor público ter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos nos agravos, resta evidenciado das razões recursais que as partes agravantes não trouxeram nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme asseverado na decisão hostilizada, o Tribunal de origem ao assentar a inviabilidade da pena de cassação, em razão do caráter retributivo do sistema previdenciário, divergiu da jurisprudência desta Corte que entende pela constitucionalidade da cassação da aposentadoria, inobstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 142, I E § 2º, DA LEI N. 8.112/90. INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO APÓS A INATIVIDADE. POSSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DISCIPLINAR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. APLICABILIDADE. INFRAÇÕES PRATICADAS DE FORMA CULPOSA. DILAÇÃO PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. 1. O direito, da Administração Pública Federal, de punir seus servidores prescreve em cinco anos quanto às infrações passíveis de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão, contados a partir da data em que o fato tornou-se conhecido [art. 142, I e § 2º, da Lei n. 8.112/90]. 2. O fato do servidor público ter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1090214 AGR / SP atendido aos requisitos para a concessão de aposentadoria não impede a instauração de processo administrativo para apurar a existência de falta eventualmente praticada no exercício do cargo. Precedente [MS n. 21.948, Relator o Ministro NÉRI DA SILVEIRA, DJ 07.12.95]. 3. O Presidente da República prescinde do assentimento do Tribunal de Contas da União para exercer sua competência disciplinar. Precedente [MS n. 20.882, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, DJ 23.09.94]. 4. Não obstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário, o Tribunal tem confirmado a aplicabilidade da pena de cassação de aposentadoria. Precedente [MS n. 23.299, Relator o Ministro SEPULVEDA PERTENCE, DJ 12.04.2002]. 5. A alegação de que os atos administrativos teriam sido praticados de forma culposa reclama dilação probatória incompatível com o mandado de segurança. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 23219-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJ de 19/8/2005, grifei) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Processo Administrativo Disciplinar. Penalidade de cassação de aposentadoria. 4. A jurisprudência desta Corte já reconheceu a constitucionalidade da previsão legal de perda do direito como sanção disciplinar, apesar do caráter previdenciário da verba. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. Majoração dos honorários advocatícios em 10%.” (ARE 1.091.968-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 30/11/2018, grifei) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Militar. Cassação de proventos. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão acerca da incompetência do Tribunal de Justiça Militar estadual para determinar a pena de cassação dos proventos da inatividade em decorrência da perda de graduação demandaria, no caso, a análise da legislação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Supremo Tribunal Federal RE 1090214 AGR / SP atendido aos requisitos para a concessão de aposentadoria não impede a instauração de processo administrativo para apurar a existência de falta eventualmente praticada no exercício do cargo. Precedente [MS n. 21.948, Relator o Ministro NÉRI DA SILVEIRA, DJ 07.12.95]. 3. O Presidente da República prescinde do assentimento do Tribunal de Contas da União para exercer sua competência disciplinar. Precedente [MS n. 20.882, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, DJ 23.09.94]. 4. Não obstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário, o Tribunal tem confirmado a aplicabilidade da pena de cassação de aposentadoria. Precedente [MS n. 23.299, Relator o Ministro SEPULVEDA PERTENCE, DJ 12.04.2002]. 5. A alegação de que os atos administrativos teriam sido praticados de forma culposa reclama dilação probatória incompatível com o mandado de segurança. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 23219-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJ de 19/8/2005, grifei) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Processo Administrativo Disciplinar. Penalidade de cassação de aposentadoria. 4. A jurisprudência desta Corte já reconheceu a constitucionalidade da previsão legal de perda do direito como sanção disciplinar, apesar do caráter previdenciário da verba. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. Majoração dos honorários advocatícios em 10%.” (ARE 1.091.968-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 30/11/2018, grifei) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Militar. Cassação de proventos. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão acerca da incompetência do Tribunal de Justiça Militar estadual para determinar a pena de cassação dos proventos da inatividade em decorrência da perda de graduação demandaria, no caso, a análise da legislação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1090214 AGR / SP infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, os quais são inviáveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. A Corte já se pronunciou no sentido da possibilidade de cassação da aposentadoria, em que pese o caráter contributivo do benefício previdenciário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1.056.328-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 24/8/2018, grifei) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. 1. Pena de cassação de aposentadoria aplicada a ex-Auditor da Receita Federal do Brasil, em razão da prática de improbidade administrativa (art. 132, IV, da Lei 8.112/1990). 2. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da constitucionalidade da pena de cassação de aposentadoria prevista no art. 127, IV c/c 134 da Lei 8.112/1990, não obstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário. 3. Nos termos do art. 201, § 9°, da Constituição Federal, ‘para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei’. 4. Recurso desprovido.” (RMS 34499-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 21/9/2017, grifei) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões aos presentes recursos, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção das decisões recorridas (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que os presentes agravos foram interpostos sob a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Supremo Tribunal Federal RE 1090214 AGR / SP infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, os quais são inviáveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. A Corte já se pronunciou no sentido da possibilidade de cassação da aposentadoria, em que pese o caráter contributivo do benefício previdenciário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1.056.328-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 24/8/2018, grifei) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. 1. Pena de cassação de aposentadoria aplicada a ex-Auditor da Receita Federal do Brasil, em razão da prática de improbidade administrativa (art. 132, IV, da Lei 8.112/1990). 2. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da constitucionalidade da pena de cassação de aposentadoria prevista no art. 127, IV c/c 134 da Lei 8.112/1990, não obstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário. 3. Nos termos do art. 201, § 9°, da Constituição Federal, ‘para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei’. 4. Recurso desprovido.” (RMS 34499-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 21/9/2017, grifei) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões aos presentes recursos, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção das decisões recorridas (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que os presentes agravos foram interpostos sob a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1090214 AGR / SP égide da nova lei processual. Nada obstante, por se tratar de mandado de segurança, não há falar em majoração de honorários advocatícios (Súmula 512 do STF). Ex positis, NEGO PROVIMENTO aos agravos internos. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Supremo Tribunal Federal RE 1090214 AGR / SP égide da nova lei processual. Nada obstante, por se tratar de mandado de segurança, não há falar em majoração de honorários advocatícios (Súmula 512 do STF). Ex positis, NEGO PROVIMENTO aos agravos internos. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) : STELLA CLAUDIO GIOIELLI (315670/SP) ADV.(A/S) : GRAZIELA CINTIA DA ROSA (403154/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3934-A345-EE80-EE70 e senha F5D0-8E0C-88BF-E5A3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) : STELLA CLAUDIO GIOIELLI (315670/SP) ADV.(A/S) : GRAZIELA CINTIA DA ROSA (403154/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3934-A345-EE80-EE70 e senha F5D0-8E0C-88BF-E5A3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749845296
2019-05-10T00:00:00
2019-05-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVOS INTERNOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVOS INTERNOS DESPROVIDOS.
sjur404179
- Acórdão(s) citado(s): (CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA, CONSTITUCIONALIDADE) MS 23219 AgR (TP), RMS 34499 AgR (1ªT), ARE 1056328 AgR (2ªT), ARE 1091968 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 21/06/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1090214
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1090214 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) : STELLA CLAUDIO GIOIELLI ADV.(A/S) : GRAZIELA CINTIA DA ROSA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) :STELLA CLAUDIO GIOIELLI ADV.(A/S) :GRAZIELA CINTIA DA ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVOS INTERNOS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVOS INTERNOS DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 03 a 09/05/2019, por unanimidade, negou provimento aos agravos, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 72BE-17D5-20DA-2C2F e senha 3CF6-D3B2-A306-D382 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) :STELLA CLAUDIO GIOIELLI ADV.(A/S) :GRAZIELA CINTIA DA ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravos internos interpostos por SADRAQUE CLAUDIO, contra decisões que prolatei, ambas assim ementadas: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES. RECURSO PROVIDO.” (Doc. 10 e 11) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe os presentes recursos, alegando, em síntese: “Ocorre que os precedentes invocados não se aplicam ao presente mandado de segurança. Conforme se verifica dos precedentes abaixo transcritos, todos os precedentes invocados versam sobre a inconstitucionalidade da cassação de aposentadoria prevista na Lei Federal 8.112/90 (estatuto do servidor público federal). (...) A norma do Estado de São Paulo que prevê a penalidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) :STELLA CLAUDIO GIOIELLI ADV.(A/S) :GRAZIELA CINTIA DA ROSA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravos internos interpostos por SADRAQUE CLAUDIO, contra decisões que prolatei, ambas assim ementadas: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES. RECURSO PROVIDO.” (Doc. 10 e 11) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe os presentes recursos, alegando, em síntese: “Ocorre que os precedentes invocados não se aplicam ao presente mandado de segurança. Conforme se verifica dos precedentes abaixo transcritos, todos os precedentes invocados versam sobre a inconstitucionalidade da cassação de aposentadoria prevista na Lei Federal 8.112/90 (estatuto do servidor público federal). (...) A norma do Estado de São Paulo que prevê a penalidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP cassação de aposentadoria para policiais civis é a Lei Estadual n. 207/79. Tal lei é anterior à Constituição Federal, razão pela qual a incompatibilidade com a Constituição Federal não se opera no plano da constitucionalidade/ inconstitucionalidade, mas sim no plano da recepção/não recepção. (...) Em nenhuma das alíneas previstas no artigo 102, inciso III, permite-se que, por meio de recurso extraordinário, seja analisada a constitucionalidade de norma pré-constitucional (concebida na Constituição de 1967) perante a Constituição de 1988. (...) Diante do exposto, tendo em vista que o presente caso trata exclusivamente de direito local, qual seja, o artigo 77 da Lei Complementar Estadual n. 207/79, requer seja dado provimento ao presente agravo de instrumento para que seja reformada a decisão monocrática recorrida, a fim de negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Parte Agravada. (...) Desta feita, antes de se verificar a compatibilidade do artigo 77 da Lei Complementar Estadual n. 207/79 (norma tida como objeto do presente recurso) com a Constituição Federal, é necessário verificar se a referida norma está em consonância com a legislação infraconstitucional. (...) A penalidade denominada de ‘cassação de aposentadoria’, prevista no inciso VII, do artigo 67 da Lei Complementar Estadual n. 207/79 (Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo) não encontra qualquer amparo na presente Constituição Federal (hipótese de inconstitucionalidade), bem como não se amolda à Constituição vigente à época - Constituição Federal de 1967 (hipótese de não recepção constitucional), de forma que qualquer pretensão de aplicação desse instituto punitivo não pode subsistir em razão de sua incompatibilidade material com a Constituição Federal e pelas diversas Emendas Constitucionais que promoveram a reforma da previdência dos servidores públicos. (...) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP cassação de aposentadoria para policiais civis é a Lei Estadual n. 207/79. Tal lei é anterior à Constituição Federal, razão pela qual a incompatibilidade com a Constituição Federal não se opera no plano da constitucionalidade/ inconstitucionalidade, mas sim no plano da recepção/não recepção. (...) Em nenhuma das alíneas previstas no artigo 102, inciso III, permite-se que, por meio de recurso extraordinário, seja analisada a constitucionalidade de norma pré-constitucional (concebida na Constituição de 1967) perante a Constituição de 1988. (...) Diante do exposto, tendo em vista que o presente caso trata exclusivamente de direito local, qual seja, o artigo 77 da Lei Complementar Estadual n. 207/79, requer seja dado provimento ao presente agravo de instrumento para que seja reformada a decisão monocrática recorrida, a fim de negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Parte Agravada. (...) Desta feita, antes de se verificar a compatibilidade do artigo 77 da Lei Complementar Estadual n. 207/79 (norma tida como objeto do presente recurso) com a Constituição Federal, é necessário verificar se a referida norma está em consonância com a legislação infraconstitucional. (...) A penalidade denominada de ‘cassação de aposentadoria’, prevista no inciso VII, do artigo 67 da Lei Complementar Estadual n. 207/79 (Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo) não encontra qualquer amparo na presente Constituição Federal (hipótese de inconstitucionalidade), bem como não se amolda à Constituição vigente à época - Constituição Federal de 1967 (hipótese de não recepção constitucional), de forma que qualquer pretensão de aplicação desse instituto punitivo não pode subsistir em razão de sua incompatibilidade material com a Constituição Federal e pelas diversas Emendas Constitucionais que promoveram a reforma da previdência dos servidores públicos. (...) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP Diante dessa inversão do paradigma previdenciário público, constata-se que as legislações que mantém a penalidade de cassação de aposentadoria, dentre elas a Lei Complementar Estadual 207/79, foram, nesse ponto, derrogadas em razão da não recepção/inconstitucionalidade, pelas Emendas Constitucionais que modificaram a previdência (EC 03/93, EC 20/98 e EC 41/03) e, por consequência, outorgaram caráter oneroso à previdência do servidor público. (...) O Supremo Tribunal Federal foi provocado pela AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros, mediante arguição de descumprimento de preceito fundamental, a se manifestar sobre a constitucionalidade ou não da penalidade de cassação de aposentadoria. (...) Diante do exposto, requer seja o feito suspenso, a fim de aguardar o julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental n. 418, a fim de que todos os jurisdicionados possam compartilhar de desfecho uniforme acerca da questão ora discutida. (...) A inconstitucionalidade e a não recepção do artigo 77 da Lei Estadual n. 207/79, é somente um dos fundamentos utilizados na petição inicial do mandado de segurança. Embora o Supremo Tribunal Federal possa atestar a constitucionalidade do artigo 77 da Lei Estadual n. 207/79, o processo deveria ser devolvido à instância de origem para a análise dos demais fundamentos invocados no mandamus, sob pena de apreciação da matéria pelo Supremo Tribunal Federal sem que, contudo, os argumentos fossem debatidos nas instâncias ordinárias." (Doc. 16/18, fls. 6-8, 11-13, 20, 23-25) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP Diante dessa inversão do paradigma previdenciário público, constata-se que as legislações que mantém a penalidade de cassação de aposentadoria, dentre elas a Lei Complementar Estadual 207/79, foram, nesse ponto, derrogadas em razão da não recepção/inconstitucionalidade, pelas Emendas Constitucionais que modificaram a previdência (EC 03/93, EC 20/98 e EC 41/03) e, por consequência, outorgaram caráter oneroso à previdência do servidor público. (...) O Supremo Tribunal Federal foi provocado pela AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros, mediante arguição de descumprimento de preceito fundamental, a se manifestar sobre a constitucionalidade ou não da penalidade de cassação de aposentadoria. (...) Diante do exposto, requer seja o feito suspenso, a fim de aguardar o julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental n. 418, a fim de que todos os jurisdicionados possam compartilhar de desfecho uniforme acerca da questão ora discutida. (...) A inconstitucionalidade e a não recepção do artigo 77 da Lei Estadual n. 207/79, é somente um dos fundamentos utilizados na petição inicial do mandado de segurança. Embora o Supremo Tribunal Federal possa atestar a constitucionalidade do artigo 77 da Lei Estadual n. 207/79, o processo deveria ser devolvido à instância de origem para a análise dos demais fundamentos invocados no mandamus, sob pena de apreciação da matéria pelo Supremo Tribunal Federal sem que, contudo, os argumentos fossem debatidos nas instâncias ordinárias." (Doc. 16/18, fls. 6-8, 11-13, 20, 23-25) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A6E1-CDD8-3F0F-8A59 e senha 4789-B391-CB51-6D8B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos nos agravos, resta evidenciado das razões recursais que as partes agravantes não trouxeram nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme asseverado na decisão hostilizada, o Tribunal de origem ao assentar a inviabilidade da pena de cassação, em razão do caráter retributivo do sistema previdenciário, divergiu da jurisprudência desta Corte que entende pela constitucionalidade da cassação da aposentadoria, inobstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 142, I E § 2..., DA LEI N. 8.112/90. INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO APÓS A INATIVIDADE. POSSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DISCIPLINAR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. APLICABILIDADE. INFRAÇÕES PRATICADAS DE FORMA CULPOSA. DILAÇÃO PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. 1. O direito, da Administração Pública Federal, de punir seus servidores prescreve em cinco anos quanto às infrações passíveis de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão, contados a partir da data em que o fato tornou-se conhecido [art. 142, I e § 2..., da Lei n. 8.112/90]. 2. O fato do servidor público ter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos nos agravos, resta evidenciado das razões recursais que as partes agravantes não trouxeram nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme asseverado na decisão hostilizada, o Tribunal de origem ao assentar a inviabilidade da pena de cassação, em razão do caráter retributivo do sistema previdenciário, divergiu da jurisprudência desta Corte que entende pela constitucionalidade da cassação da aposentadoria, inobstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DISCIPLINAR. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 142, I E § 2..., DA LEI N. 8.112/90. INSTAURAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO APÓS A INATIVIDADE. POSSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DISCIPLINAR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. APLICABILIDADE. INFRAÇÕES PRATICADAS DE FORMA CULPOSA. DILAÇÃO PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. 1. O direito, da Administração Pública Federal, de punir seus servidores prescreve em cinco anos quanto às infrações passíveis de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão, contados a partir da data em que o fato tornou-se conhecido [art. 142, I e § 2..., da Lei n. 8.112/90]. 2. O fato do servidor público ter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP atendido aos requisitos para a concessão de aposentadoria não impede a instauração de processo administrativo para apurar a existência de falta eventualmente praticada no exercício do cargo. Precedente [MS n. 21.948, Relator o Ministro NÉRI DA SILVEIRA, DJ 07.12.95]. 3. O Presidente da República prescinde do assentimento do Tribunal de Contas da União para exercer sua competência disciplinar. Precedente [MS n. 20.882, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, DJ 23.09.94]. 4. Não obstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário, o Tribunal tem confirmado a aplicabilidade da pena de cassação de aposentadoria. Precedente [MS n. 23.299, Relator o Ministro SEPULVEDA PERTENCE, DJ 12.04.2002]. 5. A alegação de que os atos administrativos teriam sido praticados de forma culposa reclama dilação probatória incompatível com o mandado de segurança. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 23219-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJ de 19/8/2005, grifei) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Processo Administrativo Disciplinar. Penalidade de cassação de aposentadoria. 4. A jurisprudência desta Corte já reconheceu a constitucionalidade da previsão legal de perda do direito como sanção disciplinar, apesar do caráter previdenciário da verba. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. Majoração dos honorários advocatícios em 10%.” (ARE 1.091.968-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 30/11/2018, grifei) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Militar. Cassação de proventos. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão acerca da incompetência do Tribunal de Justiça Militar estadual para determinar a pena de cassação dos proventos da inatividade em decorrência da perda de graduação demandaria, no caso, a análise da legislação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP atendido aos requisitos para a concessão de aposentadoria não impede a instauração de processo administrativo para apurar a existência de falta eventualmente praticada no exercício do cargo. Precedente [MS n. 21.948, Relator o Ministro NÉRI DA SILVEIRA, DJ 07.12.95]. 3. O Presidente da República prescinde do assentimento do Tribunal de Contas da União para exercer sua competência disciplinar. Precedente [MS n. 20.882, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, DJ 23.09.94]. 4. Não obstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário, o Tribunal tem confirmado a aplicabilidade da pena de cassação de aposentadoria. Precedente [MS n. 23.299, Relator o Ministro SEPULVEDA PERTENCE, DJ 12.04.2002]. 5. A alegação de que os atos administrativos teriam sido praticados de forma culposa reclama dilação probatória incompatível com o mandado de segurança. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (MS 23219-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJ de 19/8/2005, grifei) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Processo Administrativo Disciplinar. Penalidade de cassação de aposentadoria. 4. A jurisprudência desta Corte já reconheceu a constitucionalidade da previsão legal de perda do direito como sanção disciplinar, apesar do caráter previdenciário da verba. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. Majoração dos honorários advocatícios em 10%.” (ARE 1.091.968-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 30/11/2018, grifei) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Militar. Cassação de proventos. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão acerca da incompetência do Tribunal de Justiça Militar estadual para determinar a pena de cassação dos proventos da inatividade em decorrência da perda de graduação demandaria, no caso, a análise da legislação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, os quais são inviáveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte já se pronunciou no sentido da possibilidade de cassação da aposentadoria, em que pese o caráter contributivo do benefício previdenciário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1.056.328-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 24/8/2018, grifei) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. 1. Pena de cassação de aposentadoria aplicada a ex-Auditor da Receita Federal do Brasil, em razão da prática de improbidade administrativa (art. 132, IV, da Lei 8.112/1990). 2. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da constitucionalidade da pena de cassação de aposentadoria prevista no art. 127, IV c/c 134 da Lei 8.112/1990, não obstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário. 3. Nos termos do art. 201, § 9..., da Constituição Federal, ‘para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei’. 4. Recurso desprovido.” (RMS 34499-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 21/9/2017, grifei) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões aos presentes recursos, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção das decisões recorridas (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que os presentes agravos foram interpostos sob a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, os quais são inviáveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte já se pronunciou no sentido da possibilidade de cassação da aposentadoria, em que pese o caráter contributivo do benefício previdenciário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 1.056.328-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 24/8/2018, grifei) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. 1. Pena de cassação de aposentadoria aplicada a ex-Auditor da Receita Federal do Brasil, em razão da prática de improbidade administrativa (art. 132, IV, da Lei 8.112/1990). 2. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da constitucionalidade da pena de cassação de aposentadoria prevista no art. 127, IV c/c 134 da Lei 8.112/1990, não obstante o caráter contributivo de que se reveste o benefício previdenciário. 3. Nos termos do art. 201, § 9..., da Constituição Federal, ‘para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei’. 4. Recurso desprovido.” (RMS 34499-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 21/9/2017, grifei) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões aos presentes recursos, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção das decisões recorridas (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que os presentes agravos foram interpostos sob a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP égide da nova lei processual. Nada obstante, por se tratar de mandado de segurança, não há falar em majoração de honorários advocatícios (Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal). Ex positis, NEGO PROVIMENTO aos agravos internos. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP égide da nova lei processual. Nada obstante, por se tratar de mandado de segurança, não há falar em majoração de honorários advocatícios (Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal). Ex positis, NEGO PROVIMENTO aos agravos internos. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03AF-2819-8885-6EEA e senha 3E0C-3F71-A8DE-8474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) : STELLA CLAUDIO GIOIELLI (315670/SP) ADV.(A/S) : GRAZIELA CINTIA DA ROSA (403154/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3934-A345-EE80-EE70 e senha F5D0-8E0C-88BF-E5A3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.090.214 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SADRAQUE CLAUDIO ADV.(A/S) : STELLA CLAUDIO GIOIELLI (315670/SP) ADV.(A/S) : GRAZIELA CINTIA DA ROSA (403154/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3934-A345-EE80-EE70 e senha F5D0-8E0C-88BF-E5A3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 090 . 214", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 090 . 214", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 090 . 214", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 090 . 214", "Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP", "MS n . 21 . 948", "MS n . 20 . 882", "MS n . 23 . 299", "MS 23219 - AgR", "ARE 1 . 091 . 968 - AgR", "Recurso Extraordinário 1090214 AGR", "MS n . 21 . 948", "MS n . 20 . 882", "MS n . 23 . 299", "MS 23219 - AgR", "ARE 1 . 091 . 968 - AgR", "Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 056 . 328 - AgR", "RECURSO", "RMS 34499 - AgR", "Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 056 . 328 - AgR", "RMS 34499 - AgR", "Recurso Extraordinário 1090214 AGR /", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1090214 AGR / SP", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 090 . 214", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 090 . 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"inciso VII , do artigo 67 da Lei Complementar Estadual n . 207 / 79", "Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo", "Constituição Federal", "Constituição", "Constituição Federal de 1967", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 207 / 79", "EC 03 / 93", "EC 20 / 98", "EC 41 / 03", "artigo 77 da Lei Estadual n . 207 / 79", "artigo 77 da Lei Estadual n . 207 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual 207 / 79", "EC 03 / 93", "EC 20 / 98", "EC 41 / 03", "artigo 77 da Lei Estadual n . 207 / 79", "artigo 77 da Lei Estadual n . 207 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 142 , I E § 2 . . . , DA LEI N . 8 . 112 / 90", "art . 142 , I e § 2 . . . , da Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 142 , I E § 2 . . . , DA LEI N . 8 . 112 / 90", "art . 142 , I e § 2 . . . , da Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 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DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "AMB", "Associação dos Magistrados Brasileiros", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo 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"STELLA CLAUDIO GIOIELLI", "GRAZIELA CINTIA DA ROSA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "10", "/", "05", "/", "2019", "03", "09", "/", "05", "/", "2019", "10 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "12", ".", "95", "23", ".", "09", ".", "94", "12", ".", "04", ".", "2002", "19", "/", "8", "/", "2005", "30", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "12", ".", "95", "23", ".", "09", ".", "94", "12", ".", "04", ".", "2002", "19", "/", "8", "/", "2005", "30", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) :OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. JUROS MORATÓRIOS EM PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DO FUNDAMENTO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 03 a 09/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3960-685E-833B-DACF e senha FBE3-EFBB-0A2C-822B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) :OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA contra decisão de relatoria do Min. Eros Grau, publicada em 13/11/2009, in verbis: “Trata-se de recurso extraordinário interposto com fundamento no disposto no artigo 102, III, a, da Constituição do Brasil contra acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. 2. Deixo de examinar a preliminar de repercussão geral, cujo exame só é possível quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão [RISTF, art. 323]. Se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida 'a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso' [CB/88, art. 102, III, § 3º]. 3. O recurso não merece prosperar. Consta do acórdão recorrido: 'Se, no caso concreto, a parte questiona a incidência de juros moratórios em precatório complementar, a decisão do STF que determina a sua exclusão entre a data da conta e a expedição cinge-se ao precatório complementar, não atingindo a primeira conta' [fl. 69]. 4. O recorrente não se insurgiu contra esse fundamento autônomo que embasou o acórdão recorrido, circunstância que inviabiliza o seguimento do extraordinário. Incide, no caso, a Súmula n. 283 do Supremo, segundo a qual 'é inadmissível o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) :OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA contra decisão de relatoria do Min. Eros Grau, publicada em 13/11/2009, in verbis: “Trata-se de recurso extraordinário interposto com fundamento no disposto no artigo 102, III, a, da Constituição do Brasil contra acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. 2. Deixo de examinar a preliminar de repercussão geral, cujo exame só é possível quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão [RISTF, art. 323]. Se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida 'a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso' [CB/88, art. 102, III, § 3º]. 3. O recurso não merece prosperar. Consta do acórdão recorrido: 'Se, no caso concreto, a parte questiona a incidência de juros moratórios em precatório complementar, a decisão do STF que determina a sua exclusão entre a data da conta e a expedição cinge-se ao precatório complementar, não atingindo a primeira conta' [fl. 69]. 4. O recorrente não se insurgiu contra esse fundamento autônomo que embasou o acórdão recorrido, circunstância que inviabiliza o seguimento do extraordinário. Incide, no caso, a Súmula n. 283 do Supremo, segundo a qual 'é inadmissível o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 601550 AGR / PR extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles'. Nego seguimento ao recurso com fundamento no disposto no artigo 21, § 1º, do RISTF.” (Doc. 8, fl. 105) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Primeiramente, há que se apontar que se trata do segundo Recurso Extraordinário interposto no mesmo processo principal. Conforme se verifica pelo Acórdão de fls 51-52, a questão objeto da presente discussão já havia sido julgada pela Corte Suprema, figurando como relator o Exmo Sr Ministro GILMAR MENDES. A análise do presente recurso permite depreender que a discussão versa, tão somente, sobre a correta interpretação do decido no RE 449.198-2, sendo certo que o INCRA diverge da interpretação adotada pelo juízo monocrático em face do referido Acórdão. Inegável, pois, a conexão das teses recursais. Ocorre que já tendo a lide sido distribuída para um Ministro Relator, o julgamento do novo RE, na mesma lide, deveria ser distribuído para o mesmo Ministro. Note-se que ambos os recursos são incidentais ao mesmo processo e tratam, essencialmente, sobre a mesma questão (juros em precatório). Assim, em homenagem ao princípio constitucional do Juiz Natural, e por força do artigo 69 do Regimento Interno do STF, há que se reconhecer a hipótese de PREVENÇÃO, devendo a Decisão ser ANULADA e o feito remetido ao Ministro Prevento, Exmo Sr Ministro GILMAR MENDES, para o exame quanto à admissibilidade do recurso. (...) Argumenta a decisão recorrida que o Acórdão se assenta em mais de um fundamento autônomo, o qual não teria sido atacado. Pergunta-se: que fundamento seria este? Na verdade, o Acórdão recorrido baseia-se em um, e tão somente um, fundamento: que o Acórdão do Supremo não afastou a incidência de juros entre a data da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Supremo Tribunal Federal RE 601550 AGR / PR extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles'. Nego seguimento ao recurso com fundamento no disposto no artigo 21, § 1º, do RISTF.” (Doc. 8, fl. 105) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Primeiramente, há que se apontar que se trata do segundo Recurso Extraordinário interposto no mesmo processo principal. Conforme se verifica pelo Acórdão de fls 51-52, a questão objeto da presente discussão já havia sido julgada pela Corte Suprema, figurando como relator o Exmo Sr Ministro GILMAR MENDES. A análise do presente recurso permite depreender que a discussão versa, tão somente, sobre a correta interpretação do decido no RE 449.198-2, sendo certo que o INCRA diverge da interpretação adotada pelo juízo monocrático em face do referido Acórdão. Inegável, pois, a conexão das teses recursais. Ocorre que já tendo a lide sido distribuída para um Ministro Relator, o julgamento do novo RE, na mesma lide, deveria ser distribuído para o mesmo Ministro. Note-se que ambos os recursos são incidentais ao mesmo processo e tratam, essencialmente, sobre a mesma questão (juros em precatório). Assim, em homenagem ao princípio constitucional do Juiz Natural, e por força do artigo 69 do Regimento Interno do STF, há que se reconhecer a hipótese de PREVENÇÃO, devendo a Decisão ser ANULADA e o feito remetido ao Ministro Prevento, Exmo Sr Ministro GILMAR MENDES, para o exame quanto à admissibilidade do recurso. (...) Argumenta a decisão recorrida que o Acórdão se assenta em mais de um fundamento autônomo, o qual não teria sido atacado. Pergunta-se: que fundamento seria este? Na verdade, o Acórdão recorrido baseia-se em um, e tão somente um, fundamento: que o Acórdão do Supremo não afastou a incidência de juros entre a data da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 601550 AGR / PR primeira conta e a data da segunda conta. Este único fundamento foi devidamente impugnado pelo INCRA em sua peça recursal, tendo restado claro que a Autarquia se insurge contra a incidência de juros no prazo constitucional de pagamento do precatório, prazo este que inclui o período em discussão, ou seja, a data entre o primeiro cálculo e o segundo cálculo. Note-se, por oportuno, que não está em discussão, e nem esteve em nenhum momento, os juros apurados no primeiro cálculo. Assim, não há que se falar em fundamento não atacado. Na verdade, os primeiros cálculos não foram objeto de qualquer impugnação." (Doc. 8, fls. 118-120) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Supremo Tribunal Federal RE 601550 AGR / PR primeira conta e a data da segunda conta. Este único fundamento foi devidamente impugnado pelo INCRA em sua peça recursal, tendo restado claro que a Autarquia se insurge contra a incidência de juros no prazo constitucional de pagamento do precatório, prazo este que inclui o período em discussão, ou seja, a data entre o primeiro cálculo e o segundo cálculo. Note-se, por oportuno, que não está em discussão, e nem esteve em nenhum momento, os juros apurados no primeiro cálculo. Assim, não há que se falar em fundamento não atacado. Na verdade, os primeiros cálculos não foram objeto de qualquer impugnação." (Doc. 8, fls. 118-120) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, quanto a questão atinente à prevenção, a Presidência desta Corte assim se manifestou, in verbis: "O Ministro Luiz Fux proferiu despacho de remessa dos autos à Presidência, nos seguintes termos: 'DESPACHO: Tendo em vista o alegado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em sua petição de agravo regimental, encaminhem os autos à Presidência desta Corte, a fim de que decida quanto a alegada prevenção ainda existente no presente feito.' É o breve relatório. Decido. Entendo que não é caso de redistribuição, data venia, pois, compulsando os autos, verifica-se que a Presidência já se manifestou, em 9/4/2010, quanto à possível prevenção, em decisão assim proferida: ‘DECISÃO: Em 27 de outubro de 2009, o relator, Ministro Eros Grau, negou seguimento ao presente recurso extraordinário (DJe 13.11.2009). Contra essa decisão o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) interpôs agravo regimental. Em 16 de março de 2010, o Ministro Eros Grau proferiu o seguinte despacho: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, quanto a questão atinente à prevenção, a Presidência desta Corte assim se manifestou, in verbis: "O Ministro Luiz Fux proferiu despacho de remessa dos autos à Presidência, nos seguintes termos: 'DESPACHO: Tendo em vista o alegado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em sua petição de agravo regimental, encaminhem os autos à Presidência desta Corte, a fim de que decida quanto a alegada prevenção ainda existente no presente feito.' É o breve relatório. Decido. Entendo que não é caso de redistribuição, data venia, pois, compulsando os autos, verifica-se que a Presidência já se manifestou, em 9/4/2010, quanto à possível prevenção, em decisão assim proferida: ‘DECISÃO: Em 27 de outubro de 2009, o relator, Ministro Eros Grau, negou seguimento ao presente recurso extraordinário (DJe 13.11.2009). Contra essa decisão o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) interpôs agravo regimental. Em 16 de março de 2010, o Ministro Eros Grau proferiu o seguinte despacho: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 601550 AGR / PR ´Tendo em vista o alegado às fls. 104-105 e 111, encaminhem-se os autos à Secretaria para certificar se há prevenção no presente feito´ - (fI. 114). Sobre a questão, a Secretaria Judiciária informou (fI 116) ´Pedimos vênia para, em atenção ao despacho de fl. 114, informar a Vossa Excelência que deixou de ser apontada a prevenção deste Recurso Extraordinário para o RE n. 449.198, de relatoria do Exce1entíssimo Senhor Ministro Gilmar Mendes, tendo em vista que, à época da distribuição do presente feito, Sua Excelência encontrava- se no exercício da Presidência desta Corte, nos termos do art. 67 do RISTF´ - (fI. 116). Considerando a informação da Secretaria Judiciária, determino a devolução deste recurso extraordinário ao gabinete do Ministro Eros Grau.' Muito bem. Embora se trate do segundo recurso extraordinário originário do mesmo processo principal, não foi apontada a prevenção para o Excelentíssimo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator do RE 449.198, em razão de sua exclusão, por se encontrar no exercício da Presidência à época. Com efeito, dispõe o caput do art. 67 do RISTF que '[f]ar-se-á a distribuição entre todos os Ministros, inclusive os ausentes ou licenciados por até trinta dias, excetuando o Presidente'. Tendo em vista que o Ministro Luiz Fux é o sucessor do Ministro Eros Grau, Relator original do feito, devolvam-se os autos ao seu Gabinete." (Doc. 13) Quanto ao mérito, o Tribunal de origem fundou-se no entendimento de que a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, no autos do RE 449.198, Rel. Min. Gilmar Mendes, não deveria ser considerada para a expedição do primeiro precatório, uma vez que a referida decisão limitou-se a excluir a incidência de juros moratórios na atualização do precatório complementar, conforme se observa do seguinte trecho: “Irresignado com o entendimento exarado no acórdão, a agravante interpôs recurso extraordinário questionando a incidência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Supremo Tribunal Federal RE 601550 AGR / PR ´Tendo em vista o alegado às fls. 104-105 e 111, encaminhem-se os autos à Secretaria para certificar se há prevenção no presente feito´ - (fI. 114). Sobre a questão, a Secretaria Judiciária informou (fI 116) ´Pedimos vênia para, em atenção ao despacho de fl. 114, informar a Vossa Excelência que deixou de ser apontada a prevenção deste Recurso Extraordinário para o RE n. 449.198, de relatoria do Exce1entíssimo Senhor Ministro Gilmar Mendes, tendo em vista que, à época da distribuição do presente feito, Sua Excelência encontrava- se no exercício da Presidência desta Corte, nos termos do art. 67 do RISTF´ - (fI. 116). Considerando a informação da Secretaria Judiciária, determino a devolução deste recurso extraordinário ao gabinete do Ministro Eros Grau.' Muito bem. Embora se trate do segundo recurso extraordinário originário do mesmo processo principal, não foi apontada a prevenção para o Excelentíssimo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator do RE 449.198, em razão de sua exclusão, por se encontrar no exercício da Presidência à época. Com efeito, dispõe o caput do art. 67 do RISTF que '[f]ar-se-á a distribuição entre todos os Ministros, inclusive os ausentes ou licenciados por até trinta dias, excetuando o Presidente'. Tendo em vista que o Ministro Luiz Fux é o sucessor do Ministro Eros Grau, Relator original do feito, devolvam-se os autos ao seu Gabinete." (Doc. 13) Quanto ao mérito, o Tribunal de origem fundou-se no entendimento de que a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, no autos do RE 449.198, Rel. Min. Gilmar Mendes, não deveria ser considerada para a expedição do primeiro precatório, uma vez que a referida decisão limitou-se a excluir a incidência de juros moratórios na atualização do precatório complementar, conforme se observa do seguinte trecho: “Irresignado com o entendimento exarado no acórdão, a agravante interpôs recurso extraordinário questionando a incidência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 601550 AGR / PR de juros moratórios na atualização de precatório complementar. A matéria objeto do apelo extremo cingiu-se, portanto, ao âmbito do precatório complementar, conforme se extrai da decisão de admissibilidade do recurso: ‘requer o provimento do recurso para que se afaste a incidência dos juros da conta do precatório complementar’ (fl. 50). Ao julgar o recurso, o Supremo Tribunal Federal (STF) manifestou-se no sentido de não incidirem juros de mora no período compreendido entre a elaboração da conta e a expedição do precatório (fls. 51/52), e isso, por óbvio, relativamente ao precatório complementar, pois foi esta a matéria questionada pelo então recorrente, ora agravante. Não é demais referir que, além de o processo civil reger-se, entre outros, pelo princípio da adstrição (congruência ou correlação) da decisão ao pedido (arts. 128 e 460 do CPC), tem-se que, no âmbito do STF não há reexame do substrato fático ou probatório dos autos, restringindo-se a decisão à matéria de direito levada pela parte à Corte Constitucional. Ora, basta observar a digressão aqui exposta para verificar que, o tempo todo, a agravante questionou a inclusão de juros moratórios na conta do precatório complementar - e tão somente nesse âmbito. Não há falar, portanto, em extensão do entendimento consignado na decisão do STF ao período compreendido entre a primeira e a segunda contas.” (Doc. 8, fls. 78-79 - grifei) Nada obstante, a parte ora recorrente, nas razões do recurso extraordinário, não impugnou esse fundamento, veiculando apenas argumentação no sentido da não incidência de juros de mora no precatório complementar. Ao assim proceder, deixou de atacar as razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Supremo Tribunal Federal RE 601550 AGR / PR de juros moratórios na atualização de precatório complementar. A matéria objeto do apelo extremo cingiu-se, portanto, ao âmbito do precatório complementar, conforme se extrai da decisão de admissibilidade do recurso: ‘requer o provimento do recurso para que se afaste a incidência dos juros da conta do precatório complementar’ (fl. 50). Ao julgar o recurso, o Supremo Tribunal Federal (STF) manifestou-se no sentido de não incidirem juros de mora no período compreendido entre a elaboração da conta e a expedição do precatório (fls. 51/52), e isso, por óbvio, relativamente ao precatório complementar, pois foi esta a matéria questionada pelo então recorrente, ora agravante. Não é demais referir que, além de o processo civil reger-se, entre outros, pelo princípio da adstrição (congruência ou correlação) da decisão ao pedido (arts. 128 e 460 do CPC), tem-se que, no âmbito do STF não há reexame do substrato fático ou probatório dos autos, restringindo-se a decisão à matéria de direito levada pela parte à Corte Constitucional. Ora, basta observar a digressão aqui exposta para verificar que, o tempo todo, a agravante questionou a inclusão de juros moratórios na conta do precatório complementar - e tão somente nesse âmbito. Não há falar, portanto, em extensão do entendimento consignado na decisão do STF ao período compreendido entre a primeira e a segunda contas.” (Doc. 8, fls. 78-79 - grifei) Nada obstante, a parte ora recorrente, nas razões do recurso extraordinário, não impugnou esse fundamento, veiculando apenas argumentação no sentido da não incidência de juros de mora no precatório complementar. Ao assim proceder, deixou de atacar as razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 601550 AGR / PR Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007). Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do STF: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (RE 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; RE 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; RE 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; RE 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; RE 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; RE 79.623, RTJ 75/849; RE 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do STJ (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 140). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Supremo Tribunal Federal RE 601550 AGR / PR Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007). Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do STF: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2ª ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (RE 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; RE 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; RE 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; RE 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; RE 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; RE 79.623, RTJ 75/849; RE 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do STJ (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 140). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 601550 AGR / PR Tal circunstância, também, conduz à inadmissão do recurso extraordinário por aplicação, por analogia, da Súmula 284 do STF. Cite-se, a propósito: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM ANÁLISE DO MÉRITO. ALEGAÇÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DO JULGADO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 757.925-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 28/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Supremo Tribunal Federal RE 601550 AGR / PR Tal circunstância, também, conduz à inadmissão do recurso extraordinário por aplicação, por analogia, da Súmula 284 do STF. Cite-se, a propósito: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM ANÁLISE DO MÉRITO. ALEGAÇÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DO JULGADO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 757.925-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 28/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) : OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS (4527/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F4C-8BCB-FA5E-98A1 e senha 3BD9-B791-4C13-FED3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) : OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS (4527/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F4C-8BCB-FA5E-98A1 e senha 3BD9-B791-4C13-FED3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749845292
2019-05-10T00:00:00
2019-05-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. JUROS MORATÓRIOS EM PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DO FUNDAMENTO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur404175
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) AI 489247 AgR (1ªT). (DEFICIÊNCIA, FUNDAMENTAÇÃO) ARE 757925 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 19/06/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
601550
[ "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 601550 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) : OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS
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Ementa e Acórdão 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) :OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. JUROS MORATÓRIOS EM PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DO FUNDAMENTO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 03 a 09/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 10 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3960-685E-833B-DACF e senha FBE3-EFBB-0A2C-822B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) :OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA contra decisão de relatoria do Min. Eros Grau, publicada em 13/11/2009, in verbis: “Trata-se de recurso extraordinário interposto com fundamento no disposto no artigo 102, III, a, da Constituição do Brasil contra acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região. 2. Deixo de examinar a preliminar de repercussão geral, cujo exame só é possível quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão [RISTF, art. 323]. Se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida 'a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso' [CB/88, art. 102, III, § 3...]. 3. O recurso não merece prosperar. Consta do acórdão recorrido: 'Se, no caso concreto, a parte questiona a incidência de juros moratórios em precatório complementar, a decisão do Supremo Tribunal Federal que determina a sua exclusão entre a data da conta e a expedição cinge-se ao precatório complementar, não atingindo a primeira conta' [fl. 69]. 4. O recorrente não se insurgiu contra esse fundamento autônomo que embasou o acórdão recorrido, circunstância que inviabiliza o seguimento do extraordinário. Incide, no caso, a Súmula n. 283 do Supremo, segundo a qual 'é inadmissível o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) :OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA contra decisão de relatoria do Min. Eros Grau, publicada em 13/11/2009, in verbis: “Trata-se de recurso extraordinário interposto com fundamento no disposto no artigo 102, III, a, da Constituição do Brasil contra acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região. 2. Deixo de examinar a preliminar de repercussão geral, cujo exame só é possível quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão [RISTF, art. 323]. Se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida 'a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso' [CB/88, art. 102, III, § 3...]. 3. O recurso não merece prosperar. Consta do acórdão recorrido: 'Se, no caso concreto, a parte questiona a incidência de juros moratórios em precatório complementar, a decisão do Supremo Tribunal Federal que determina a sua exclusão entre a data da conta e a expedição cinge-se ao precatório complementar, não atingindo a primeira conta' [fl. 69]. 4. O recorrente não se insurgiu contra esse fundamento autônomo que embasou o acórdão recorrido, circunstância que inviabiliza o seguimento do extraordinário. Incide, no caso, a Súmula n. 283 do Supremo, segundo a qual 'é inadmissível o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles'. Nego seguimento ao recurso com fundamento no disposto no artigo 21, § 1..., do RISTF.” (Doc. 8, fl. 105) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Primeiramente, há que se apontar que se trata do segundo Recurso Extraordinário interposto no mesmo processo principal. Conforme se verifica pelo Acórdão de fls 51-52, a questão objeto da presente discussão já havia sido julgada pela Corte Suprema, figurando como relator o Exmo Sr Ministro GILMAR MENDES. A análise do presente recurso permite depreender que a discussão versa, tão somente, sobre a correta interpretação do decido no Recurso Extraordinário 449.198-2, sendo certo que o INCRA diverge da interpretação adotada pelo juízo monocrático em face do referido Acórdão. Inegável, pois, a conexão das teses recursais. Ocorre que já tendo a lide sido distribuída para um Ministro Relator, o julgamento do novo Recurso Extraordinário, na mesma lide, deveria ser distribuído para o mesmo Ministro. Note-se que ambos os recursos são incidentais ao mesmo processo e tratam, essencialmente, sobre a mesma questão (juros em precatório). Assim, em homenagem ao princípio constitucional do Juiz Natural, e por força do artigo 69 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, há que se reconhecer a hipótese de PREVENÇÃO, devendo a Decisão ser ANULADA e o feito remetido ao Ministro Prevento, Exmo Sr Ministro GILMAR MENDES, para o exame quanto à admissibilidade do recurso. (...) Argumenta a decisão recorrida que o Acórdão se assenta em mais de um fundamento autônomo, o qual não teria sido atacado. Pergunta-se: que fundamento seria este? Na verdade, o Acórdão recorrido baseia-se em um, e tão somente um, fundamento: que o Acórdão do Supremo não afastou a incidência de juros entre a data da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles'. Nego seguimento ao recurso com fundamento no disposto no artigo 21, § 1..., do RISTF.” (Doc. 8, fl. 105) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Primeiramente, há que se apontar que se trata do segundo Recurso Extraordinário interposto no mesmo processo principal. Conforme se verifica pelo Acórdão de fls 51-52, a questão objeto da presente discussão já havia sido julgada pela Corte Suprema, figurando como relator o Exmo Sr Ministro GILMAR MENDES. A análise do presente recurso permite depreender que a discussão versa, tão somente, sobre a correta interpretação do decido no Recurso Extraordinário 449.198-2, sendo certo que o INCRA diverge da interpretação adotada pelo juízo monocrático em face do referido Acórdão. Inegável, pois, a conexão das teses recursais. Ocorre que já tendo a lide sido distribuída para um Ministro Relator, o julgamento do novo Recurso Extraordinário, na mesma lide, deveria ser distribuído para o mesmo Ministro. Note-se que ambos os recursos são incidentais ao mesmo processo e tratam, essencialmente, sobre a mesma questão (juros em precatório). Assim, em homenagem ao princípio constitucional do Juiz Natural, e por força do artigo 69 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, há que se reconhecer a hipótese de PREVENÇÃO, devendo a Decisão ser ANULADA e o feito remetido ao Ministro Prevento, Exmo Sr Ministro GILMAR MENDES, para o exame quanto à admissibilidade do recurso. (...) Argumenta a decisão recorrida que o Acórdão se assenta em mais de um fundamento autônomo, o qual não teria sido atacado. Pergunta-se: que fundamento seria este? Na verdade, o Acórdão recorrido baseia-se em um, e tão somente um, fundamento: que o Acórdão do Supremo não afastou a incidência de juros entre a data da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR primeira conta e a data da segunda conta. Este único fundamento foi devidamente impugnado pelo INCRA em sua peça recursal, tendo restado claro que a Autarquia se insurge contra a incidência de juros no prazo constitucional de pagamento do precatório, prazo este que inclui o período em discussão, ou seja, a data entre o primeiro cálculo e o segundo cálculo. Note-se, por oportuno, que não está em discussão, e nem esteve em nenhum momento, os juros apurados no primeiro cálculo. Assim, não há que se falar em fundamento não atacado. Na verdade, os primeiros cálculos não foram objeto de qualquer impugnação." (Doc. 8, fls. 118-120) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR primeira conta e a data da segunda conta. Este único fundamento foi devidamente impugnado pelo INCRA em sua peça recursal, tendo restado claro que a Autarquia se insurge contra a incidência de juros no prazo constitucional de pagamento do precatório, prazo este que inclui o período em discussão, ou seja, a data entre o primeiro cálculo e o segundo cálculo. Note-se, por oportuno, que não está em discussão, e nem esteve em nenhum momento, os juros apurados no primeiro cálculo. Assim, não há que se falar em fundamento não atacado. Na verdade, os primeiros cálculos não foram objeto de qualquer impugnação." (Doc. 8, fls. 118-120) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A67-CDE7-F198-AC36 e senha 57C2-3625-A14C-E2DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, quanto a questão atinente à prevenção, a Presidência desta Corte assim se manifestou, in verbis: "O Ministro Luiz Fux proferiu despacho de remessa dos autos à Presidência, nos seguintes termos: 'DESPACHO: Tendo em vista o alegado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em sua petição de agravo regimental, encaminhem os autos à Presidência desta Corte, a fim de que decida quanto a alegada prevenção ainda existente no presente feito.' É o breve relatório. Decido. Entendo que não é caso de redistribuição, data venia, pois, compulsando os autos, verifica-se que a Presidência já se manifestou, em 9/4/2010, quanto à possível prevenção, em decisão assim proferida: ‘DECISÃO: Em 27 de outubro de 2009, o relator, Ministro Eros Grau, negou seguimento ao presente recurso extraordinário (DJe 13.11.2009). Contra essa decisão o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) interpôs agravo regimental. Em 16 de março de 2010, o Ministro Eros Grau proferiu o seguinte despacho: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, quanto a questão atinente à prevenção, a Presidência desta Corte assim se manifestou, in verbis: "O Ministro Luiz Fux proferiu despacho de remessa dos autos à Presidência, nos seguintes termos: 'DESPACHO: Tendo em vista o alegado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em sua petição de agravo regimental, encaminhem os autos à Presidência desta Corte, a fim de que decida quanto a alegada prevenção ainda existente no presente feito.' É o breve relatório. Decido. Entendo que não é caso de redistribuição, data venia, pois, compulsando os autos, verifica-se que a Presidência já se manifestou, em 9/4/2010, quanto à possível prevenção, em decisão assim proferida: ‘DECISÃO: Em 27 de outubro de 2009, o relator, Ministro Eros Grau, negou seguimento ao presente recurso extraordinário (DJe 13.11.2009). Contra essa decisão o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) interpôs agravo regimental. Em 16 de março de 2010, o Ministro Eros Grau proferiu o seguinte despacho: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR ´Tendo em vista o alegado às fls. 104-105 e 111, encaminhem-se os autos à Secretaria para certificar se há prevenção no presente feito´ - (fI. 114). Sobre a questão, a Secretaria Judiciária informou (fI 116) ´Pedimos vênia para, em atenção ao despacho de fl. 114, informar a Vossa Excelência que deixou de ser apontada a prevenção deste Recurso Extraordinário para o Recurso Extraordinário n. 449.198, de relatoria do Exce1entíssimo Senhor Ministro Gilmar Mendes, tendo em vista que, à época da distribuição do presente feito, Sua Excelência encontrava- se no exercício da Presidência desta Corte, nos termos do art. 67 do RISTF´ - (fI. 116). Considerando a informação da Secretaria Judiciária, determino a devolução deste recurso extraordinário ao gabinete do Ministro Eros Grau.' Muito bem. Embora se trate do segundo recurso extraordinário originário do mesmo processo principal, não foi apontada a prevenção para o Excelentíssimo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator do Recurso Extraordinário 449.198, em razão de sua exclusão, por se encontrar no exercício da Presidência à época. Com efeito, dispõe o caput do art. 67 do RISTF que '[f]ar-se-á a distribuição entre todos os Ministros, inclusive os ausentes ou licenciados por até trinta dias, excetuando o Presidente'. Tendo em vista que o Ministro Luiz Fux é o sucessor do Ministro Eros Grau, Relator original do feito, devolvam-se os autos ao seu Gabinete." (Doc. 13) Quanto ao mérito, o Tribunal de origem fundou-se no entendimento de que a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, no autos do Recurso Extraordinário 449.198, Rel. Min. Gilmar Mendes, não deveria ser considerada para a expedição do primeiro precatório, uma vez que a referida decisão limitou-se a excluir a incidência de juros moratórios na atualização do precatório complementar, conforme se observa do seguinte trecho: “Irresignado com o entendimento exarado no acórdão, a agravante interpôs recurso extraordinário questionando a incidência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR ´Tendo em vista o alegado às fls. 104-105 e 111, encaminhem-se os autos à Secretaria para certificar se há prevenção no presente feito´ - (fI. 114). Sobre a questão, a Secretaria Judiciária informou (fI 116) ´Pedimos vênia para, em atenção ao despacho de fl. 114, informar a Vossa Excelência que deixou de ser apontada a prevenção deste Recurso Extraordinário para o Recurso Extraordinário n. 449.198, de relatoria do Exce1entíssimo Senhor Ministro Gilmar Mendes, tendo em vista que, à época da distribuição do presente feito, Sua Excelência encontrava- se no exercício da Presidência desta Corte, nos termos do art. 67 do RISTF´ - (fI. 116). Considerando a informação da Secretaria Judiciária, determino a devolução deste recurso extraordinário ao gabinete do Ministro Eros Grau.' Muito bem. Embora se trate do segundo recurso extraordinário originário do mesmo processo principal, não foi apontada a prevenção para o Excelentíssimo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator do Recurso Extraordinário 449.198, em razão de sua exclusão, por se encontrar no exercício da Presidência à época. Com efeito, dispõe o caput do art. 67 do RISTF que '[f]ar-se-á a distribuição entre todos os Ministros, inclusive os ausentes ou licenciados por até trinta dias, excetuando o Presidente'. Tendo em vista que o Ministro Luiz Fux é o sucessor do Ministro Eros Grau, Relator original do feito, devolvam-se os autos ao seu Gabinete." (Doc. 13) Quanto ao mérito, o Tribunal de origem fundou-se no entendimento de que a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, no autos do Recurso Extraordinário 449.198, Rel. Min. Gilmar Mendes, não deveria ser considerada para a expedição do primeiro precatório, uma vez que a referida decisão limitou-se a excluir a incidência de juros moratórios na atualização do precatório complementar, conforme se observa do seguinte trecho: “Irresignado com o entendimento exarado no acórdão, a agravante interpôs recurso extraordinário questionando a incidência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR de juros moratórios na atualização de precatório complementar. A matéria objeto do apelo extremo cingiu-se, portanto, ao âmbito do precatório complementar, conforme se extrai da decisão de admissibilidade do recurso: ‘requer o provimento do recurso para que se afaste a incidência dos juros da conta do precatório complementar’ (fl. 50). Ao julgar o recurso, o Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) manifestou-se no sentido de não incidirem juros de mora no período compreendido entre a elaboração da conta e a expedição do precatório (fls. 51/52), e isso, por óbvio, relativamente ao precatório complementar, pois foi esta a matéria questionada pelo então recorrente, ora agravante. Não é demais referir que, além de o processo civil reger-se, entre outros, pelo princípio da adstrição (congruência ou correlação) da decisão ao pedido (arts. 128 e 460 do Código de Processo Civil), tem-se que, no âmbito do Supremo Tribunal Federal não há reexame do substrato fático ou probatório dos autos, restringindo-se a decisão à matéria de direito levada pela parte à Corte Constitucional. Ora, basta observar a digressão aqui exposta para verificar que, o tempo todo, a agravante questionou a inclusão de juros moratórios na conta do precatório complementar - e tão somente nesse âmbito. Não há falar, portanto, em extensão do entendimento consignado na decisão do Supremo Tribunal Federal ao período compreendido entre a primeira e a segunda contas.” (Doc. 8, fls. 78-79 - grifei) Nada obstante, a parte ora recorrente, nas razões do recurso extraordinário, não impugnou esse fundamento, veiculando apenas argumentação no sentido da não incidência de juros de mora no precatório complementar. Ao assim proceder, deixou de atacar as razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR de juros moratórios na atualização de precatório complementar. A matéria objeto do apelo extremo cingiu-se, portanto, ao âmbito do precatório complementar, conforme se extrai da decisão de admissibilidade do recurso: ‘requer o provimento do recurso para que se afaste a incidência dos juros da conta do precatório complementar’ (fl. 50). Ao julgar o recurso, o Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) manifestou-se no sentido de não incidirem juros de mora no período compreendido entre a elaboração da conta e a expedição do precatório (fls. 51/52), e isso, por óbvio, relativamente ao precatório complementar, pois foi esta a matéria questionada pelo então recorrente, ora agravante. Não é demais referir que, além de o processo civil reger-se, entre outros, pelo princípio da adstrição (congruência ou correlação) da decisão ao pedido (arts. 128 e 460 do Código de Processo Civil), tem-se que, no âmbito do Supremo Tribunal Federal não há reexame do substrato fático ou probatório dos autos, restringindo-se a decisão à matéria de direito levada pela parte à Corte Constitucional. Ora, basta observar a digressão aqui exposta para verificar que, o tempo todo, a agravante questionou a inclusão de juros moratórios na conta do precatório complementar - e tão somente nesse âmbito. Não há falar, portanto, em extensão do entendimento consignado na decisão do Supremo Tribunal Federal ao período compreendido entre a primeira e a segunda contas.” (Doc. 8, fls. 78-79 - grifei) Nada obstante, a parte ora recorrente, nas razões do recurso extraordinário, não impugnou esse fundamento, veiculando apenas argumentação no sentido da não incidência de juros de mora no precatório complementar. Ao assim proceder, deixou de atacar as razões que, por si só, são suficientes para a manutenção da decisão vergastada. Incide, na espécie, o enunciado da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007). Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Recurso Extraordinário 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; Recurso Extraordinário 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; Recurso Extraordinário 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; Recurso Extraordinário 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; Recurso Extraordinário 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; Recurso Extraordinário 79.623, RTJ 75/849; Recurso Extraordinário 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do Superior Tribunal de Justiça (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 140). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INVIABILIDADE DO AGRAVO. SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. Inviável o agravo de instrumento que não ataca todos os fundamentos autônomos da decisão recorrida (Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal). Agravo não provido.” (AI 489.247-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJ de 16/2/2007). Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal: “Pontes de Miranda sustentava opinião favorável à admissão do recurso extraordinário com fulcro num dos fundamentos quando a decisão assenta em vários (Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., t. XII/278). Opiniões contrárias são sustentadas por Lopes da Costa (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... ed., v. III/418) e José Afonso da Silva (Do Recurso Extraordinário, p. 201), que inadmitem o recurso nessas condições. A Súmula 283 expressa que é inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida tem mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles (Recurso Extraordinário 65.072, Rel. Min. Amaral Santos, RTJ 53/371; Recurso Extraordinário 66.768, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 52/606; Recurso Extraordinário 60.854, Rel. Min. Barros Monteiro, RTJ 45/855; Recurso Extraordinário 63.174, Rel. Min. Evandro Lins, RTJ 45/419; Recurso Extraordinário 79.083, Rel. Min. Rodrigues de Alckmin, RTJ 75/844; Recurso Extraordinário 79.623, RTJ 75/849; Recurso Extraordinário 84.077, RTJ 80/906). Aplicável o disposto nesta Súmula (decisão assentada em mais de um fundamento) às decisões do Superior Tribunal de Justiça (REsp 16.076; REsp 21.064; REsp 23.026; REsp 29.682). V. Luiz Guilherme Marinoni, Manual do Processo de Conhecimento, Ed. RT, 2001, p. 561.” (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 140). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR Tal circunstância, também, conduz à inadmissão do recurso extraordinário por aplicação, por analogia, da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Cite-se, a propósito: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM ANÁLISE DO MÉRITO. ALEGAÇÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DO JULGADO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 757.925-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 28/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR Tal circunstância, também, conduz à inadmissão do recurso extraordinário por aplicação, por analogia, da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Cite-se, a propósito: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM ANÁLISE DO MÉRITO. ALEGAÇÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DO JULGADO RECORRIDO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 757.925-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 28/5/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FF4-7BC0-841A-77CC e senha D00E-96DA-2122-AA3B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) : OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS (4527/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F4C-8BCB-FA5E-98A1 e senha 3BD9-B791-4C13-FED3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.550 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE MARIALVA ADV.(A/S) : OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS (4527/PR) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F4C-8BCB-FA5E-98A1 e senha 3BD9-B791-4C13-FED3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 550", "SÚMULAS 283", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 550", "Súmula n . 283 do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 550", "Súmula n . 283 do Supremo", "Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 449 . 198 - 2", "Recurso Extraordinário 601550 AGR /", "Recurso Extraordinário 449 . 198 - 2", "Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 550", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 550", "Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR", "Recurso Extraordinário n . 449 . 198", "Recurso Extraordinário 449 . 198", "Recurso Extraordinário 449 . 198", "Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR", "Recurso Extraordinário n . 449 . 198", "Recurso Extraordinário 449 . 198", "Recurso Extraordinário 449 . 198", "Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR", "SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 489 . 247 - AgR", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 65 . 072", "Recurso Extraordinário 66 . 768", "Recurso Extraordinário 60 . 854", "Recurso Extraordinário 63 . 174", "Recurso Extraordinário 79 . 083", "Recurso Extraordinário 79 . 623", "Recurso Extraordinário 84 . 077", "REsp 16 . 076", "REsp 21 . 064", "REsp 23 . 026", "REsp 29 . 682", "Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR", "SÚMULA 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "AI 489 . 247 - AgR", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 65 . 072", "Recurso Extraordinário 66 . 768", "Recurso Extraordinário 60 . 854", "Recurso Extraordinário 63 . 174", "Recurso Extraordinário 79 . 083", "Recurso Extraordinário 79 . 623", "Recurso Extraordinário 84 . 077", "REsp 16 . 076", "REsp 21 . 064", "REsp 23 . 026", "REsp 29 . 682", "Recurso Extraordinário 601550", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 757 . 925 - AgR", "Recurso Extraordinário 601550 AGR / PR", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 757", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 550", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 550" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , a , da Constituição do Brasil", "CB", "/", "88 , art . 102 , III , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , a , da Constituição do Brasil", "CB", "/", "88 , art . 102 , III , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF .", "artigo 69 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF .", "artigo 69 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 128 e 460 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 128 e 460 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "MUNICÍPIO DE MARIALVA", "PARANÁ", "PARANÁ", "São Paulo", "São Paulo", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "MUNICÍPIO", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "INCRA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "INCRA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária", "INCRA", "Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária", "INCRA", "Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Constitucional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Constitucional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Ed", ".", "RT", "Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "RT", "Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS", "LUIZ FUX", "Eros Grau", "LUIZ FUX", "OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS", "LUIZ FUX", "Eros Grau", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Eros Grau", "Eros Grau", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Eros Grau", "Eros Grau", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Roberto Rosas", "“ Pontes de Miranda", "Lopes da Costa", "José Afonso da Silva", "Amaral Santos", "Djaci Falcão", "Barros Monteiro", "Evandro Lins", "Rodrigues de Alckmin", "Luiz Guilherme Marinoni", "Cármen Lúcia", "Roberto Rosas", "“", "Pontes de Miranda", "Lopes da Costa", "José Afonso da Silva", "Amaral Santos", "Djaci Falcão", "Barros Monteiro", "Evandro Lins", "Rodrigues de Alckmin", "Luiz Guilherme Marinoni", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "OSMAR MARGARIDO DOS SANTOS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "10", "/", "05", "/", "2019", "03", "09", "/", "05", "/", "2019", "10 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "13", "/", "11", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "13", "/", "11", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "9", "/", "4", "/", "2010", "27 de outubro de 2009", "13", ".", "11", ".", "2009", "16 de março de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "9", "/", "4", "/", "2010", "27 de outubro de 2009", "13", ".", "11", ".", "2009", "16 de março de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "2", "/", "2007", "2001", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "2", "/", "2007", "2001", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) :MARCELO PEREIRA GOMARA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA AJUIZADA PELO INSS. ACIDENTE DE TRABALHO. RESSARCIMENTO DE VALORES REFERENTES AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019. Brasília, 24 de abril de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C1-752D-8AC5-193B e senha CBAF-944E-AE97-820F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1170139 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C1-752D-8AC5-193B e senha CBAF-944E-AE97-820F Supremo Tribunal Federal ARE 1170139 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C1-752D-8AC5-193B e senha CBAF-944E-AE97-820F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) :MARCELO PEREIRA GOMARA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.11.2018, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS sob os fundamentos de ausência de contrariedade direta à Constituição da República e de incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 4). 2. Publicada essa decisão no DJe de 9.11.2018, Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe, em 14.11.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 5). 3. O agravante sustenta que “a análise do recurso extraordinário não exige o reexame do conjunto fático-probatório. Isso porque todos os aspectos fáticos necessários ao deslinde da controvérsia estão postos no v. acórdão do Tribunal de origem, pelo que se encontra superado o óbice da Súmula n° 279 do STF” (fl. 2, e-doc. 5). Assevera que “a matéria em debate guarda relação direta com o que restou decidido pelo E. STF no Tema 503 (abaixo transcrito), que trata da possibilidade de desaposentação. Isso porque nesta demanda, o segurado, ao buscar o reconhecimento do direito ao benefício na DIB mais antiga, mantendo o benefício da DIB mais recente, postula a manutenção do gozo de um benefício decorrente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B5E-EE00-CE60-C8CA e senha D999-1AE7-08D4-E146 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) :MARCELO PEREIRA GOMARA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.11.2018, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS sob os fundamentos de ausência de contrariedade direta à Constituição da República e de incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 4). 2. Publicada essa decisão no DJe de 9.11.2018, Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe, em 14.11.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 5). 3. O agravante sustenta que “a análise do recurso extraordinário não exige o reexame do conjunto fático-probatório. Isso porque todos os aspectos fáticos necessários ao deslinde da controvérsia estão postos no v. acórdão do Tribunal de origem, pelo que se encontra superado o óbice da Súmula n° 279 do STF” (fl. 2, e-doc. 5). Assevera que “a matéria em debate guarda relação direta com o que restou decidido pelo E. STF no Tema 503 (abaixo transcrito), que trata da possibilidade de desaposentação. Isso porque nesta demanda, o segurado, ao buscar o reconhecimento do direito ao benefício na DIB mais antiga, mantendo o benefício da DIB mais recente, postula a manutenção do gozo de um benefício decorrente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B5E-EE00-CE60-C8CA e senha D999-1AE7-08D4-E146 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1170139 AGR / SP de contribuições vertidas em período abrangido por uma aposentadoria” (fls. 2-3, e-doc. 5). Anota que “há, no caso, afronta direta ao disposto nos arts. 5º, caput e XXXVI, 40, 194, 195, caput e §5º, e 201, §1º da Constituição Federal, na medida em que a possibilidade de renúncia, ocorrência de desaposentação (segundo o entendimento de alguns), e a revisão forjada da aposentadoria, o pedido pretendido nos autos não encontra respaldo legal, posto que pretende o autor, pura e simplesmente, manter a majoração da renda mensal de sua aposentadoria concedida administrativamente, utilizando contribuições vertidas após a sua aposentação deferida em sede judicial, recebendo, inclusive, os valores pertinentes ao benefício previdenciário deferido judicialmente que não tem interesse em perceber mensalmente, o que não se admite, em face de expressa vedação legal e constitucional, qualquer decisão nesse sentido importa em manifesta afronta aos princípios da solidariedade social, da seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços” (fl. 4, e-doc. 5). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em contrarrazões, o agravado alega que “não há caracterização de desaposentação, considerando que o autor teve concedido o benefício da aposentadoria especial nas vias administrativa e judicial, diferenciadas pela DIB, sendo uma mais vantajosa economicamente que outra, estando lhe facultado a optar por uma delas” (fl. 5, e-doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B5E-EE00-CE60-C8CA e senha D999-1AE7-08D4-E146 Supremo Tribunal Federal ARE 1170139 AGR / SP de contribuições vertidas em período abrangido por uma aposentadoria” (fls. 2-3, e-doc. 5). Anota que “há, no caso, afronta direta ao disposto nos arts. 5º, caput e XXXVI, 40, 194, 195, caput e §5º, e 201, §1º da Constituição Federal, na medida em que a possibilidade de renúncia, ocorrência de desaposentação (segundo o entendimento de alguns), e a revisão forjada da aposentadoria, o pedido pretendido nos autos não encontra respaldo legal, posto que pretende o autor, pura e simplesmente, manter a majoração da renda mensal de sua aposentadoria concedida administrativamente, utilizando contribuições vertidas após a sua aposentação deferida em sede judicial, recebendo, inclusive, os valores pertinentes ao benefício previdenciário deferido judicialmente que não tem interesse em perceber mensalmente, o que não se admite, em face de expressa vedação legal e constitucional, qualquer decisão nesse sentido importa em manifesta afronta aos princípios da solidariedade social, da seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços” (fl. 4, e-doc. 5). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em contrarrazões, o agravado alega que “não há caracterização de desaposentação, considerando que o autor teve concedido o benefício da aposentadoria especial nas vias administrativa e judicial, diferenciadas pela DIB, sendo uma mais vantajosa economicamente que outra, estando lhe facultado a optar por uma delas” (fl. 5, e-doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B5E-EE00-CE60-C8CA e senha D999-1AE7-08D4-E146 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional (RE n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. O Tribunal de origem afirmou: “A ação regressiva, ajuizada pela Previdência Social contra a empresa, por acidente de trabalho ocorrido com funcionário no exercício de sua atividade laboral, em razão do pagamento ao segurado acidentado ou a seus dependentes, encontra amparo nos artigos 120 e 121 da Lei 8.213/91 (...) No que se refere ao cabimento da ação regressiva pelo INSS contra empresa em que ocorreu o acidente, o C. STJ já atestou a possibilidade jurídica da demanda (...) A responsabilização da ré pelos valores pagos pela Previdência Social, em razão da concessão de benefício decorrente de acidente de trabalho, exsurge da comprovação da culpa ou negligência do empregador no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional (RE n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. O Tribunal de origem afirmou: “A ação regressiva, ajuizada pela Previdência Social contra a empresa, por acidente de trabalho ocorrido com funcionário no exercício de sua atividade laboral, em razão do pagamento ao segurado acidentado ou a seus dependentes, encontra amparo nos artigos 120 e 121 da Lei 8.213/91 (...) No que se refere ao cabimento da ação regressiva pelo INSS contra empresa em que ocorreu o acidente, o C. STJ já atestou a possibilidade jurídica da demanda (...) A responsabilização da ré pelos valores pagos pela Previdência Social, em razão da concessão de benefício decorrente de acidente de trabalho, exsurge da comprovação da culpa ou negligência do empregador no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1170139 AGR / SP cumprimento das normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva, bem como do nexo de causalidade entre a conduta do empregador e o infortúnio que deu causa ao pagamento das prestações das quais se pretende o ressarcimento (...) ‘In casu’, em virtude do acidente, o empregado sofreu amputação traumática do braço direito” (fls. 150-156, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil e as Leis ns. 8.212/1991 e 8.213/1991). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. Ação Regressiva. Indenização por acidente de trabalho. 4. Debate no âmbito infraconstitucional. 5. Análise de fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do STF. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 1.102.882-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.6.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Supremo Tribunal Federal ARE 1170139 AGR / SP cumprimento das normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva, bem como do nexo de causalidade entre a conduta do empregador e o infortúnio que deu causa ao pagamento das prestações das quais se pretende o ressarcimento (...) ‘In casu’, em virtude do acidente, o empregado sofreu amputação traumática do braço direito” (fls. 150-156, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil e as Leis ns. 8.212/1991 e 8.213/1991). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. Ação Regressiva. Indenização por acidente de trabalho. 4. Debate no âmbito infraconstitucional. 5. Análise de fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do STF. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 1.102.882-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.6.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1170139 AGR / SP NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.009.404-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 23.3.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO E CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. ACIDENTE DE TRABALHO. NATUREZA INDENIZATÓRIA. ART. 120 DA LEI N. 8.213/1991. DECRETO-LEI N. 20.910/1932. CÓDIGO CIVIL. PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.096.502-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.6.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA CONTRA O INSS. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, é inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise demanda o reexame da legislação aplicável à espécie e dos fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 927.180-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 30.3.2016). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Supremo Tribunal Federal ARE 1170139 AGR / SP NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.009.404-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 23.3.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO E CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. ACIDENTE DE TRABALHO. NATUREZA INDENIZATÓRIA. ART. 120 DA LEI N. 8.213/1991. DECRETO-LEI N. 20.910/1932. CÓDIGO CIVIL. PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.096.502-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.6.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA CONTRA O INSS. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, é inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise demanda o reexame da legislação aplicável à espécie e dos fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 927.180-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 30.3.2016). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1170139 AGR / SP assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Supremo Tribunal Federal ARE 1170139 AGR / SP assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) : MARCELO PEREIRA GOMARA (02326/A/DF, 160925/RJ, 78114A/ RS, 94041/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5539-17E1-877D-7F58 e senha 131A-FAB2-92E4-E524 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) : MARCELO PEREIRA GOMARA (02326/A/DF, 160925/RJ, 78114A/ RS, 94041/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5539-17E1-877D-7F58 e senha 131A-FAB2-92E4-E524 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749755854
2019-04-24T00:00:00
2019-05-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA AJUIZADA PELO INSS. ACIDENTE DE TRABALHO. RESSARCIMENTO DE VALORES REFERENTES AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur403288
- Acórdão(s) citado(s): (DECISÃO JUDICIAL, FUNDAMENTAÇÃO) RE 140370 (1ªT). (SÚMULA 279/STF) RE 927180 AgR (1ªT), ARE 1009404 AgR (1ªT), RE 1102882 AgR (2ªT), ARE 1096502 AgR (TP). Número de páginas: 9. Análise: 05/06/2019, BMP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1170139
[ "LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-010406 ANO-2002\n CC-2002 CÓDIGO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1170139 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) : MARCELO PEREIRA GOMARA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) :MARCELO PEREIRA GOMARA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA AJUIZADA PELO INSS. ACIDENTE DE TRABALHO. RESSARCIMENTO DE VALORES REFERENTES AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019. Brasília, 24 de abril de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C1-752D-8AC5-193B e senha CBAF-944E-AE97-820F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1170139 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C1-752D-8AC5-193B e senha CBAF-944E-AE97-820F Supremo Tribunal Federal ARE 1170139 AGR / SP 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C1-752D-8AC5-193B e senha CBAF-944E-AE97-820F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) :MARCELO PEREIRA GOMARA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.11.2018, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS sob os fundamentos de ausência de contrariedade direta à Constituição da República e de incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 4). 2. Publicada essa decisão no DJe de 9.11.2018, Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe, em 14.11.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 5). 3. O agravante sustenta que “a análise do recurso extraordinário não exige o reexame do conjunto fático-probatório. Isso porque todos os aspectos fáticos necessários ao deslinde da controvérsia estão postos no v. acórdão do Tribunal de origem, pelo que se encontra superado o óbice da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal” (fl. 2, e-doc. 5). Assevera que “a matéria em debate guarda relação direta com o que restou decidido pelo E. Supremo Tribunal Federal no Tema 503 (abaixo transcrito), que trata da possibilidade de desaposentação. Isso porque nesta demanda, o segurado, ao buscar o reconhecimento do direito ao benefício na DIB mais antiga, mantendo o benefício da DIB mais recente, postula a manutenção do gozo de um benefício decorrente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B5E-EE00-CE60-C8CA e senha D999-1AE7-08D4-E146 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) :MARCELO PEREIRA GOMARA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.11.2018, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS sob os fundamentos de ausência de contrariedade direta à Constituição da República e de incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 4). 2. Publicada essa decisão no DJe de 9.11.2018, Instituto Nacional do Seguro Social - INSS interpõe, em 14.11.2018, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 5). 3. O agravante sustenta que “a análise do recurso extraordinário não exige o reexame do conjunto fático-probatório. Isso porque todos os aspectos fáticos necessários ao deslinde da controvérsia estão postos no v. acórdão do Tribunal de origem, pelo que se encontra superado o óbice da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal” (fl. 2, e-doc. 5). Assevera que “a matéria em debate guarda relação direta com o que restou decidido pelo E. Supremo Tribunal Federal no Tema 503 (abaixo transcrito), que trata da possibilidade de desaposentação. Isso porque nesta demanda, o segurado, ao buscar o reconhecimento do direito ao benefício na DIB mais antiga, mantendo o benefício da DIB mais recente, postula a manutenção do gozo de um benefício decorrente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B5E-EE00-CE60-C8CA e senha D999-1AE7-08D4-E146 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1170139 AGR / SP de contribuições vertidas em período abrangido por uma aposentadoria” (fls. 2-3, e-doc. 5). Anota que “há, no caso, afronta direta ao disposto nos arts. 5..., caput e XXXVI, 40, 194, 195, caput e §5..., e 201, §1... da Constituição Federal, na medida em que a possibilidade de renúncia, ocorrência de desaposentação (segundo o entendimento de alguns), e a revisão forjada da aposentadoria, o pedido pretendido nos autos não encontra respaldo legal, posto que pretende o autor, pura e simplesmente, manter a majoração da renda mensal de sua aposentadoria concedida administrativamente, utilizando contribuições vertidas após a sua aposentação deferida em sede judicial, recebendo, inclusive, os valores pertinentes ao benefício previdenciário deferido judicialmente que não tem interesse em perceber mensalmente, o que não se admite, em face de expressa vedação legal e constitucional, qualquer decisão nesse sentido importa em manifesta afronta aos princípios da solidariedade social, da seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços” (fl. 4, e-doc. 5). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em contrarrazões, o agravado alega que “não há caracterização de desaposentação, considerando que o autor teve concedido o benefício da aposentadoria especial nas vias administrativa e judicial, diferenciadas pela DIB, sendo uma mais vantajosa economicamente que outra, estando lhe facultado a optar por uma delas” (fl. 5, e-doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B5E-EE00-CE60-C8CA e senha D999-1AE7-08D4-E146 Supremo Tribunal Federal ARE 1170139 AGR / SP de contribuições vertidas em período abrangido por uma aposentadoria” (fls. 2-3, e-doc. 5). Anota que “há, no caso, afronta direta ao disposto nos arts. 5..., caput e XXXVI, 40, 194, 195, caput e §5..., e 201, §1... da Constituição Federal, na medida em que a possibilidade de renúncia, ocorrência de desaposentação (segundo o entendimento de alguns), e a revisão forjada da aposentadoria, o pedido pretendido nos autos não encontra respaldo legal, posto que pretende o autor, pura e simplesmente, manter a majoração da renda mensal de sua aposentadoria concedida administrativamente, utilizando contribuições vertidas após a sua aposentação deferida em sede judicial, recebendo, inclusive, os valores pertinentes ao benefício previdenciário deferido judicialmente que não tem interesse em perceber mensalmente, o que não se admite, em face de expressa vedação legal e constitucional, qualquer decisão nesse sentido importa em manifesta afronta aos princípios da solidariedade social, da seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços” (fl. 4, e-doc. 5). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. Em contrarrazões, o agravado alega que “não há caracterização de desaposentação, considerando que o autor teve concedido o benefício da aposentadoria especial nas vias administrativa e judicial, diferenciadas pela DIB, sendo uma mais vantajosa economicamente que outra, estando lhe facultado a optar por uma delas” (fl. 5, e-doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B5E-EE00-CE60-C8CA e senha D999-1AE7-08D4-E146 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional (Recurso Extraordinário n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. O Tribunal de origem afirmou: “A ação regressiva, ajuizada pela Previdência Social contra a empresa, por acidente de trabalho ocorrido com funcionário no exercício de sua atividade laboral, em razão do pagamento ao segurado acidentado ou a seus dependentes, encontra amparo nos artigos 120 e 121 da Lei 8.213/91 (...) No que se refere ao cabimento da ação regressiva pelo INSS contra empresa em que ocorreu o acidente, o C. Superior Tribunal de Justiça já atestou a possibilidade jurídica da demanda (...) A responsabilização da ré pelos valores pagos pela Previdência Social, em razão da concessão de benefício decorrente de acidente de trabalho, exsurge da comprovação da culpa ou negligência do empregador no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional (Recurso Extraordinário n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. O Tribunal de origem afirmou: “A ação regressiva, ajuizada pela Previdência Social contra a empresa, por acidente de trabalho ocorrido com funcionário no exercício de sua atividade laboral, em razão do pagamento ao segurado acidentado ou a seus dependentes, encontra amparo nos artigos 120 e 121 da Lei 8.213/91 (...) No que se refere ao cabimento da ação regressiva pelo INSS contra empresa em que ocorreu o acidente, o C. Superior Tribunal de Justiça já atestou a possibilidade jurídica da demanda (...) A responsabilização da ré pelos valores pagos pela Previdência Social, em razão da concessão de benefício decorrente de acidente de trabalho, exsurge da comprovação da culpa ou negligência do empregador no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1170139 AGR / SP cumprimento das normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva, bem como do nexo de causalidade entre a conduta do empregador e o infortúnio que deu causa ao pagamento das prestações das quais se pretende o ressarcimento (...) ‘In casu’, em virtude do acidente, o empregado sofreu amputação traumática do braço direito” (fls. 150-156, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil e as Leis ns. 8.212/1991 e 8.213/1991). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. Ação Regressiva. Indenização por acidente de trabalho. 4. Debate no âmbito infraconstitucional. 5. Análise de fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 1.102.882-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.6.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Supremo Tribunal Federal ARE 1170139 AGR / SP cumprimento das normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva, bem como do nexo de causalidade entre a conduta do empregador e o infortúnio que deu causa ao pagamento das prestações das quais se pretende o ressarcimento (...) ‘In casu’, em virtude do acidente, o empregado sofreu amputação traumática do braço direito” (fls. 150-156, vol. 2). Como assentado na decisão agravada, a pretensão da agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível de ser adotado validamente em recurso extraordinário, como se tem na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria, ainda, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil e as Leis ns. 8.212/1991 e 8.213/1991). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. Ação Regressiva. Indenização por acidente de trabalho. 4. Debate no âmbito infraconstitucional. 5. Análise de fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 1.102.882-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.6.2018) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1170139 AGR / SP NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.009.404-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 23.3.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO E CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. ACIDENTE DE TRABALHO. NATUREZA INDENIZATÓRIA. ART. 120 DA LEI N. 8.213/1991. DECRETO-LEI N. 20.910/1932. CÓDIGO CIVIL. PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.096.502-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.6.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA CONTRA O INSS. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, é inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise demanda o reexame da legislação aplicável à espécie e dos fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 927.180-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 30.3.2016). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Supremo Tribunal Federal ARE 1170139 AGR / SP NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.009.404-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 23.3.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO E CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. ACIDENTE DE TRABALHO. NATUREZA INDENIZATÓRIA. ART. 120 DA LEI N. 8.213/1991. DECRETO-LEI N. 20.910/1932. CÓDIGO CIVIL. PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.096.502-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.6.2018). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA CONTRA O INSS. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, é inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise demanda o reexame da legislação aplicável à espécie e dos fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 927.180-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 30.3.2016). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1170139 AGR / SP assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Supremo Tribunal Federal ARE 1170139 AGR / SP assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A1A4-F4E3-FC1F-175E e senha D5E5-11A6-0EC3-DA51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) : MARCELO PEREIRA GOMARA (02326/A/DF, 160925/RJ, 78114A/ RS, 94041/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5539-17E1-877D-7F58 e senha 131A-FAB2-92E4-E524 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.139 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PIRELLI PNEUS LTDA. ADV.(A/S) : MARCELO PEREIRA GOMARA (02326/A/DF, 160925/RJ, 78114A/ RS, 94041/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5539-17E1-877D-7F58 e senha 131A-FAB2-92E4-E524 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 170 . 139", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1170139 AGR / SP", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1170139 AGR / SP", "ARE 1170139 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 170 . 139", "Recurso Extraordinário n . 140 . 370", "Recurso Extraordinário n . 140 . 370", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 1 . 102 . 882 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1170139 AGR / SP", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 1 . 102 . 882 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1170139 AGR / SP", "ARE n . 1 . 009 . 404 - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n . 1 . 096 . 502 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 927 . 180 - AgR", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 748 . 371", "ARE 1170139 AGR / SP", "ARE n . 1 . 009 . 404 - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n . 1 . 096 . 502 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 927 . 180 - AgR", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 748 . 371", "ARE 1170139 AGR / SP", "ARE", "AGRAVO 1 . 170 . 139" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . IX do art . 93 da Constituição da República", "Constituição", "artigos 120 e 121 da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . IX do art . 93 da Constituição da República", "Constituição", "artigos 120 e 121 da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Leis ns . 8 . 212 / 1991", "8", ".", "213", "/", "1991", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Leis ns . 8 . 212 / 1991", "8", ".", "213", "/", "1991", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 120 DA LEI N . 8 . 213 / 1991", "DECRETO", "-", "LEI N . 20 . 910 / 1932", "CÓDIGO CIVIL", "§", "Medida Provisória n", "ART . 120 DA LEI N . 8 . 213 / 1991", "DECRETO", "-", "LEI N . 20 . 910 / 1932", "§", "§ 2 . . . ,", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PIRELLI PNEUS LTDA .", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PIRELLI PNEUS LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PIRELLI PNEUS LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Previdência", "INSS", "C", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Previdência", "INSS", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Segunda Turma", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário", "INSS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal 3", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal 3", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PIRELLI PNEUS LTDA .", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PIRELLI PNEUS LTDA .", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "MARCELO PEREIRA GOMARA", "Ricardo Lewandowski", "MARCELO PEREIRA GOMARA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCELO PEREIRA GOMARA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA ARE", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN", "LÚCIA", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "LÚCIA", "MARCELO PEREIRA GOMARA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCELO PEREIRA GOMARA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "24", "/", "04", "/", "2019", "12", ".", "4", ".", "2019", "23", ".", "4", ".", "2019", "24 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "6", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "14", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "6", ".", "11", ".", "2018", "9", ".", "11", ".", "2018", "14", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "3", ".", "2017", "13", ".", "6", ".", "2018", "30", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "3", ".", "2017", "13", ".", "6", ".", "2018", "30", ".", "3", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "12", ".", "4", ".", "2019", "23", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "4", ".", "2019", "23", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) :MAURO DE AZEVEDO MENEZES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AFASTAMENTO PARA CONCORRER A CARGO ELETIVO: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS INCS. LIV E LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B46C-5ACA-B3FF-A002 e senha A35F-1351-5773-154A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) :MAURO DE AZEVEDO MENEZES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.3.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto por Roberta Borges Mello por ausência de prequestionamento e de ofensa constitucional direta e pela inexistência de repercussão geral (doc. 103). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.3.2019, a agravante interpôs, em 1º.4.2019, agravo regimental (doc. 110). 3. A agravante argumenta que “não se considera aplicável o óbice da Súmula n.º 282/STF, porquanto a violação ao indigitado dispositivo constitucional surgiu no r. julgado a quo, ocasião em que a parte autora valeu-se do cabível recurso integrativo para ver apreciada, entre outras, sua afronta” (fl. 4, doc. 110). Assevera que “o debate não envolve questão infraconstitucional, uma vez que essa Eg. Corte já decidiu, sob a sistemática da repercussão geral, a necessidade da Administração observar a garantia do contraditório e ampla defesa” (fl 4, e-doc. 110). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente agravo. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 117). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B05-C7AB-992E-29EE e senha 1A89-5BB3-5211-9961 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) :MAURO DE AZEVEDO MENEZES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.3.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto por Roberta Borges Mello por ausência de prequestionamento e de ofensa constitucional direta e pela inexistência de repercussão geral (doc. 103). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.3.2019, a agravante interpôs, em 1º.4.2019, agravo regimental (doc. 110). 3. A agravante argumenta que “não se considera aplicável o óbice da Súmula n.º 282/STF, porquanto a violação ao indigitado dispositivo constitucional surgiu no r. julgado a quo, ocasião em que a parte autora valeu-se do cabível recurso integrativo para ver apreciada, entre outras, sua afronta” (fl. 4, doc. 110). Assevera que “o debate não envolve questão infraconstitucional, uma vez que essa Eg. Corte já decidiu, sob a sistemática da repercussão geral, a necessidade da Administração observar a garantia do contraditório e ampla defesa” (fl 4, e-doc. 110). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente agravo. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 117). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B05-C7AB-992E-29EE e senha 1A89-5BB3-5211-9961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 1182674 AGR / RS É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B05-C7AB-992E-29EE e senha 1A89-5BB3-5211-9961 Supremo Tribunal Federal RE 1182674 AGR / RS É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B05-C7AB-992E-29EE e senha 1A89-5BB3-5211-9961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. A Turma Recursal decidiu: “Verifico que esta Turma Recursal já teve a oportunidade de apreciar a matéria quando do julgamento do Recurso Cível nº 5026435-89.2015.4.04.7100/RS, cujos fundamentos adoto como razões de decidir: [A Lei nº 10.855/04] expressamente excepcionou as situações nas quais os servidores que não se encontrassem no 'efetivo exercício das atividades inerentes aos respectivos cargos' fariam jus à referida verba, dentre as quais não se encontra o afastamento para a atividade política: Art. 15. Os integrantes da Carreira do Seguro Social que não se encontrem no efetivo exercício das atividades inerentes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. A Turma Recursal decidiu: “Verifico que esta Turma Recursal já teve a oportunidade de apreciar a matéria quando do julgamento do Recurso Cível nº 5026435-89.2015.4.04.7100/RS, cujos fundamentos adoto como razões de decidir: [A Lei nº 10.855/04] expressamente excepcionou as situações nas quais os servidores que não se encontrassem no 'efetivo exercício das atividades inerentes aos respectivos cargos' fariam jus à referida verba, dentre as quais não se encontra o afastamento para a atividade política: Art. 15. Os integrantes da Carreira do Seguro Social que não se encontrem no efetivo exercício das atividades inerentes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1182674 AGR / RS aos respectivos cargos no INSS, somente farão jus a GDASS nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 12.702, de 2012) I - quando cedidos para a Presidência ou a Vice- Presidência da República, no valor equivalente a 100% (cem por cento) da parcela individual, aplicando-se a avaliação institucional do período; (Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007) II - quando em exercício no Ministério da Previdência Social e nos Conselhos integrantes de sua estrutura básica ou a eles vinculados, ou nas hipóteses de requisição previstas em lei, calculada com base nas mesmas regras válidas como se estivessem em exercício no INSS; ou (Redação dada pela Lei nº 12.269, de 2010) III - quando cedidos para órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal que não os indicados nos incisos I e II do caput deste artigo, investidos em cargos em comissão de Natureza Especial e do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes, perceberão a GDASS no valor equivalente à avaliação institucional do período. (Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007) A Lei Complementar nº 64/90, por sua vez, assegura aos servidores que se desincompatibilizarem no prazo legal anterior ao pleito eleitoral (art. 1º, II, l) a percepção dos 'vencimentos integrais'. A Lei n º 8.112/90, disciplinando a licença para atividade política, prevê: Art. 86. O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. […] § 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses. A Lei nº 8.112/90, ademais, diferencia os conceitos de 'vencimento' (art. 40) e de 'remuneração' (art. 41), sendo o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Supremo Tribunal Federal RE 1182674 AGR / RS aos respectivos cargos no INSS, somente farão jus a GDASS nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei nº 12.702, de 2012) I - quando cedidos para a Presidência ou a Vice- Presidência da República, no valor equivalente a 100% (cem por cento) da parcela individual, aplicando-se a avaliação institucional do período; (Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007) II - quando em exercício no Ministério da Previdência Social e nos Conselhos integrantes de sua estrutura básica ou a eles vinculados, ou nas hipóteses de requisição previstas em lei, calculada com base nas mesmas regras válidas como se estivessem em exercício no INSS; ou (Redação dada pela Lei nº 12.269, de 2010) III - quando cedidos para órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal que não os indicados nos incisos I e II do caput deste artigo, investidos em cargos em comissão de Natureza Especial e do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes, perceberão a GDASS no valor equivalente à avaliação institucional do período. (Redação dada pela Lei nº 11.501, de 2007) A Lei Complementar nº 64/90, por sua vez, assegura aos servidores que se desincompatibilizarem no prazo legal anterior ao pleito eleitoral (art. 1º, II, l) a percepção dos 'vencimentos integrais'. A Lei n º 8.112/90, disciplinando a licença para atividade política, prevê: Art. 86. O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. […] § 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses. A Lei nº 8.112/90, ademais, diferencia os conceitos de 'vencimento' (art. 40) e de 'remuneração' (art. 41), sendo o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1182674 AGR / RS primeiro a 'retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei', e o segundo 'o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei'. Nesse contexto, verifica-se que a legislação supramencionada apenas prevê a manutenção do pagamento dos vencimentos, ficando excluída, assim, a gratificação pleiteada. Além disso, cumpre destacar que o Decreto nº 6.493/08, em seu art. 18, estabelece que a GDASS é devida apenas no caso de licenças e afastamentos considerados como de efetivo exercício. (...) A ausência ao serviço por conta da licença para atividade política, todavia, não é considerada como de efetivo exercício, pelo contrário, conta apenas para fins de aposentadoria e disponibilidade, conforme previsão do art. 103 da Lei nº 8.112/90. (…) Assim, considerando que a gratificação postulada é devida em razão excepcional do efetivo desempenho da atividade própria de determinadas carreiras ('propter laborem'), não cabe a manutenção do seu pagamento quando o servidor estiver afastado do serviço para desempenho de atividade política (candidatura a cargo eletivo)” Para concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis ns. 10.855/2004 e 8.112/1990 e do Decreto n. 6.493/2008). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “DIREITO ADMINISTRATIVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. EXTINÇÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE GESTÃO – GDAG. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Supremo Tribunal Federal RE 1182674 AGR / RS primeiro a 'retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei', e o segundo 'o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei'. Nesse contexto, verifica-se que a legislação supramencionada apenas prevê a manutenção do pagamento dos vencimentos, ficando excluída, assim, a gratificação pleiteada. Além disso, cumpre destacar que o Decreto nº 6.493/08, em seu art. 18, estabelece que a GDASS é devida apenas no caso de licenças e afastamentos considerados como de efetivo exercício. (...) A ausência ao serviço por conta da licença para atividade política, todavia, não é considerada como de efetivo exercício, pelo contrário, conta apenas para fins de aposentadoria e disponibilidade, conforme previsão do art. 103 da Lei nº 8.112/90. (…) Assim, considerando que a gratificação postulada é devida em razão excepcional do efetivo desempenho da atividade própria de determinadas carreiras ('propter laborem'), não cabe a manutenção do seu pagamento quando o servidor estiver afastado do serviço para desempenho de atividade política (candidatura a cargo eletivo)” Para concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis ns. 10.855/2004 e 8.112/1990 e do Decreto n. 6.493/2008). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “DIREITO ADMINISTRATIVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. EXTINÇÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE GESTÃO – GDAG. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1182674 AGR / RS AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.9.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. A Corte de origem, com espeque na legislação local aplicável à espécie (Leis Estaduais 639/2001, 1.296/2009 e 1.465/2010), concluiu inexistir redução de vencimentos e manteve a sentença que julgou improcedente o pedido de manutenção do pagamento da Gratificação pelo Desempenho de Atividades – GDA. A pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demanda a análise da legislação local aplicada, procedimento vedado em sede de recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/STF. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE n. 740.353-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.8.2014). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. LICENÇA REMUNERADA PARA EXERCER MANDATO CLASSISTA. LEIS 117/1991 E 1.156/2015 DO MUNICÍPIO DE HARMONIA – RS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Supremo Tribunal Federal RE 1182674 AGR / RS AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.9.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. A Corte de origem, com espeque na legislação local aplicável à espécie (Leis Estaduais 639/2001, 1.296/2009 e 1.465/2010), concluiu inexistir redução de vencimentos e manteve a sentença que julgou improcedente o pedido de manutenção do pagamento da Gratificação pelo Desempenho de Atividades – GDA. A pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demanda a análise da legislação local aplicada, procedimento vedado em sede de recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/STF. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE n. 740.353-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.8.2014). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. LICENÇA REMUNERADA PARA EXERCER MANDATO CLASSISTA. LEIS 117/1991 E 1.156/2015 DO MUNICÍPIO DE HARMONIA – RS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1182674 AGR / RS NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.047.899-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.4.2018). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Supremo Tribunal Federal RE 1182674 AGR / RS NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.047.899-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.4.2018). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) : MAURO DE AZEVEDO MENEZES (19241/DF) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-4593-40B3-21D0 e senha 2352-9275-0BFE-B0D3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) : MAURO DE AZEVEDO MENEZES (19241/DF) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-4593-40B3-21D0 e senha 2352-9275-0BFE-B0D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750543122
2019-08-06T00:00:00
2019-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AFASTAMENTO PARA CONCORRER A CARGO ELETIVO: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS INCS. LIV E LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur408707
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) RE 140370 (1ªT) - RTJ 150/269. (RE, OFENSA INDIRETA, CONSTITUIÇÃO FEDERAL, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 740353 AgR (1ªT), ARE 1047899 AgR (1ªT). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. Número de páginas: 9. Análise: 04/09/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1182674
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054 INC-00055 ART-00093 \n INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\n\n", "LEG-FED LEI-010855 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEC-006493 ANO-2008\n DECRETO" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1182674 AgR
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AGTE.(S) : ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) : MAURO DE AZEVEDO MENEZES AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) :MAURO DE AZEVEDO MENEZES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AFASTAMENTO PARA CONCORRER A CARGO ELETIVO: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS INCS. LIV E LV DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B46C-5ACA-B3FF-A002 e senha A35F-1351-5773-154A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) :MAURO DE AZEVEDO MENEZES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.3.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto por Roberta Borges Mello por ausência de prequestionamento e de ofensa constitucional direta e pela inexistência de repercussão geral (doc. 103). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.3.2019, a agravante interpôs, em 1....4.2019, agravo regimental (doc. 110). 3. A agravante argumenta que “não se considera aplicável o óbice da Súmula n. 282/Supremo Tribunal Federal, porquanto a violação ao indigitado dispositivo constitucional surgiu no r. julgado a quo, ocasião em que a parte autora valeu-se do cabível recurso integrativo para ver apreciada, entre outras, sua afronta” (fl. 4, doc. 110). Assevera que “o debate não envolve questão infraconstitucional, uma vez que essa Eg. Corte já decidiu, sob a sistemática da repercussão geral, a necessidade da Administração observar a garantia do contraditório e ampla defesa” (fl 4, e-doc. 110). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente agravo. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 117). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B05-C7AB-992E-29EE e senha 1A89-5BB3-5211-9961 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) :MAURO DE AZEVEDO MENEZES AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 6.3.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto por Roberta Borges Mello por ausência de prequestionamento e de ofensa constitucional direta e pela inexistência de repercussão geral (doc. 103). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.3.2019, a agravante interpôs, em 1....4.2019, agravo regimental (doc. 110). 3. A agravante argumenta que “não se considera aplicável o óbice da Súmula n. 282/Supremo Tribunal Federal, porquanto a violação ao indigitado dispositivo constitucional surgiu no r. julgado a quo, ocasião em que a parte autora valeu-se do cabível recurso integrativo para ver apreciada, entre outras, sua afronta” (fl. 4, doc. 110). Assevera que “o debate não envolve questão infraconstitucional, uma vez que essa Eg. Corte já decidiu, sob a sistemática da repercussão geral, a necessidade da Administração observar a garantia do contraditório e ampla defesa” (fl 4, e-doc. 110). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente agravo. 4. O agravado não apresentou contrarrazões (e-doc. 117). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B05-C7AB-992E-29EE e senha 1A89-5BB3-5211-9961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B05-C7AB-992E-29EE e senha 1A89-5BB3-5211-9961 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B05-C7AB-992E-29EE e senha 1A89-5BB3-5211-9961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. A Turma Recursal decidiu: “Verifico que esta Turma Recursal já teve a oportunidade de apreciar a matéria quando do julgamento do Recurso Cível n 5026435-89.2015.4.04.7100/RS, cujos fundamentos adoto como razões de decidir: [A Lei n 10.855/04] expressamente excepcionou as situações nas quais os servidores que não se encontrassem no 'efetivo exercício das atividades inerentes aos respectivos cargos' fariam jus à referida verba, dentre as quais não se encontra o afastamento para a atividade política: Art. 15. Os integrantes da Carreira do Seguro Social que não se encontrem no efetivo exercício das atividades inerentes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao inc. IX do art. 93 da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. A Turma Recursal decidiu: “Verifico que esta Turma Recursal já teve a oportunidade de apreciar a matéria quando do julgamento do Recurso Cível n 5026435-89.2015.4.04.7100/RS, cujos fundamentos adoto como razões de decidir: [A Lei n 10.855/04] expressamente excepcionou as situações nas quais os servidores que não se encontrassem no 'efetivo exercício das atividades inerentes aos respectivos cargos' fariam jus à referida verba, dentre as quais não se encontra o afastamento para a atividade política: Art. 15. Os integrantes da Carreira do Seguro Social que não se encontrem no efetivo exercício das atividades inerentes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS aos respectivos cargos no INSS, somente farão jus a GDASS nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei n 12.702, de 2012) I - quando cedidos para a Presidência ou a Vice- Presidência da República, no valor equivalente a 100% (cem por cento) da parcela individual, aplicando-se a avaliação institucional do período; (Redação dada pela Lei n 11.501, de 2007) II - quando em exercício no Ministério da Previdência Social e nos Conselhos integrantes de sua estrutura básica ou a eles vinculados, ou nas hipóteses de requisição previstas em lei, calculada com base nas mesmas regras válidas como se estivessem em exercício no INSS; ou (Redação dada pela Lei n 12.269, de 2010) III - quando cedidos para órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal que não os indicados nos incisos I e II do caput deste artigo, investidos em cargos em comissão de Natureza Especial e do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes, perceberão a GDASS no valor equivalente à avaliação institucional do período. (Redação dada pela Lei n 11.501, de 2007) A Lei Complementar n 64/90, por sua vez, assegura aos servidores que se desincompatibilizarem no prazo legal anterior ao pleito eleitoral (art. 1..., II, l) a percepção dos 'vencimentos integrais'. A Lei n 8.112/90, disciplinando a licença para atividade política, prevê: Art. 86. O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. […] § 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses. A Lei n 8.112/90, ademais, diferencia os conceitos de 'vencimento' (art. 40) e de 'remuneração' (art. 41), sendo o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS aos respectivos cargos no INSS, somente farão jus a GDASS nas seguintes hipóteses: (Redação dada pela Lei n 12.702, de 2012) I - quando cedidos para a Presidência ou a Vice- Presidência da República, no valor equivalente a 100% (cem por cento) da parcela individual, aplicando-se a avaliação institucional do período; (Redação dada pela Lei n 11.501, de 2007) II - quando em exercício no Ministério da Previdência Social e nos Conselhos integrantes de sua estrutura básica ou a eles vinculados, ou nas hipóteses de requisição previstas em lei, calculada com base nas mesmas regras válidas como se estivessem em exercício no INSS; ou (Redação dada pela Lei n 12.269, de 2010) III - quando cedidos para órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal que não os indicados nos incisos I e II do caput deste artigo, investidos em cargos em comissão de Natureza Especial e do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, níveis 6, 5 e 4, ou equivalentes, perceberão a GDASS no valor equivalente à avaliação institucional do período. (Redação dada pela Lei n 11.501, de 2007) A Lei Complementar n 64/90, por sua vez, assegura aos servidores que se desincompatibilizarem no prazo legal anterior ao pleito eleitoral (art. 1..., II, l) a percepção dos 'vencimentos integrais'. A Lei n 8.112/90, disciplinando a licença para atividade política, prevê: Art. 86. O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. […] § 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses. A Lei n 8.112/90, ademais, diferencia os conceitos de 'vencimento' (art. 40) e de 'remuneração' (art. 41), sendo o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS primeiro a 'retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei', e o segundo 'o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei'. Nesse contexto, verifica-se que a legislação supramencionada apenas prevê a manutenção do pagamento dos vencimentos, ficando excluída, assim, a gratificação pleiteada. Além disso, cumpre destacar que o Decreto n 6.493/08, em seu art. 18, estabelece que a GDASS é devida apenas no caso de licenças e afastamentos considerados como de efetivo exercício. (...) A ausência ao serviço por conta da licença para atividade política, todavia, não é considerada como de efetivo exercício, pelo contrário, conta apenas para fins de aposentadoria e disponibilidade, conforme previsão do art. 103 da Lei n 8.112/90. (…) Assim, considerando que a gratificação postulada é devida em razão excepcional do efetivo desempenho da atividade própria de determinadas carreiras ('propter laborem'), não cabe a manutenção do seu pagamento quando o servidor estiver afastado do serviço para desempenho de atividade política (candidatura a cargo eletivo)” Para concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis ns. 10.855/2004 e 8.112/1990 e do Decreto n. 6.493/2008). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “DIREITO ADMINISTRATIVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. EXTINÇÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE GESTÃO – GDAG. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS primeiro a 'retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei', e o segundo 'o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei'. Nesse contexto, verifica-se que a legislação supramencionada apenas prevê a manutenção do pagamento dos vencimentos, ficando excluída, assim, a gratificação pleiteada. Além disso, cumpre destacar que o Decreto n 6.493/08, em seu art. 18, estabelece que a GDASS é devida apenas no caso de licenças e afastamentos considerados como de efetivo exercício. (...) A ausência ao serviço por conta da licença para atividade política, todavia, não é considerada como de efetivo exercício, pelo contrário, conta apenas para fins de aposentadoria e disponibilidade, conforme previsão do art. 103 da Lei n 8.112/90. (…) Assim, considerando que a gratificação postulada é devida em razão excepcional do efetivo desempenho da atividade própria de determinadas carreiras ('propter laborem'), não cabe a manutenção do seu pagamento quando o servidor estiver afastado do serviço para desempenho de atividade política (candidatura a cargo eletivo)” Para concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis ns. 10.855/2004 e 8.112/1990 e do Decreto n. 6.493/2008). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “DIREITO ADMINISTRATIVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. EXTINÇÃO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE GESTÃO – GDAG. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. EXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.9.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. A Corte de origem, com espeque na legislação local aplicável à espécie (Leis Estaduais 639/2001, 1.296/2009 e 1.465/2010), concluiu inexistir redução de vencimentos e manteve a sentença que julgou improcedente o pedido de manutenção do pagamento da Gratificação pelo Desempenho de Atividades – GDA. A pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demanda a análise da legislação local aplicada, procedimento vedado em sede de recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n. 740.353-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.8.2014). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. LICENÇA REMUNERADA PARA EXERCER MANDATO CLASSISTA. LEIS 117/1991 E 1.156/2015 DO MUNICÍPIO DE HARMONIA – RS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS AO DEVIDO PROCESSO LEGAL, AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 25.9.2012. Inexistência de violação do artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. Na compreensão desta Suprema Corte, o texto constitucional exige que o órgão jurisdicional explicite as razões de seu convencimento, sem necessidade, contudo, do exame detalhado de cada argumento esgrimido pelas partes. Precedentes. A Corte de origem, com espeque na legislação local aplicável à espécie (Leis Estaduais 639/2001, 1.296/2009 e 1.465/2010), concluiu inexistir redução de vencimentos e manteve a sentença que julgou improcedente o pedido de manutenção do pagamento da Gratificação pelo Desempenho de Atividades – GDA. A pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demanda a análise da legislação local aplicada, procedimento vedado em sede de recurso extraordinário. Aplicação do óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n. 740.353-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.8.2014). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. LICENÇA REMUNERADA PARA EXERCER MANDATO CLASSISTA. LEIS 117/1991 E 1.156/2015 DO MUNICÍPIO DE HARMONIA – RS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.047.899-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.4.2018). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.047.899-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 12.4.2018). 4. No julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo n. 748.371, (Tema 660), Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). 5. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9533-CD11-656C-C0FF e senha 1288-9F21-819C-F7B2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) : MAURO DE AZEVEDO MENEZES (19241/DF) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-4593-40B3-21D0 e senha 2352-9275-0BFE-B0D3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.182.674 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ROBERTA BORGES MELLO ADV.(A/S) : MAURO DE AZEVEDO MENEZES (19241/DF) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-4593-40B3-21D0 e senha 2352-9275-0BFE-B0D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 182 . 674", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 182 . 674", "Súmula n . 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 282 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 182 . 674", "Recurso Extraordinário n . 140 . 370", "Recurso Cível n 5026435 - 89 . 2015 . 4 . 04 . 7100 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 182 . 674", "Recurso Extraordinário n . 140 . 370", "Recurso Cível n 5026435 - 89 . 2015 . 4 . 04 . 7100 / RS", "Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 740", "AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 740 . 353 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1182674 AGR / RS", "ARE n . 1 . 047 . 899 -", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 748 . 371", "Recurso", "ARE n . 1 . 047 . 899 -", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 748 . 371", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 182" ], "LEGISLACAO": [ "INCS . LIV E LV DO ART . 5 . . . DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . IX do art . 93 da Constituição da República", "Constituição", "Lei n 10 . 855 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200", "inc . IX do art . 93 da Constituição da República", "Constituição", "Lei n 10 . 855 / 04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 702", "Lei n 11 . 501", "Lei n 12 . 269", "Lei n 11 . 501", "Lei Complementar n 64 / 90", "Lei n 8 . 112 / 90", "Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 702", "Lei n 11 . 501", "Lei n 12 . 269", "Lei n 11 . 501", "Lei Complementar n 64 / 90", "Lei n 8 . 112 / 90", "Lei n 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 6 . 493 / 08", "art . 103 da Lei n 8 . 112 / 90", "Leis ns . 10 . 855 / 2004", "8", ".", "112", "/", "1990", "Decreto n . 6 . 493 / 2008", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 6 . 493 / 08", "art . 103 da Lei n 8 . 112 / 90", "Leis ns . 10 . 855 / 2004", "8", ".", "112", "/", "1990", "Decreto n . 6 . 493 / 2008", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Leis Estaduais 639 / 2001", "1", ".", "296", "/", "2009", "1", ".", "465", "/", "2010", "art . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "LEIS 117 / 1991", "1", ".", "156", "/", "2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Leis Estaduais 639 / 2001", "1", ".", "296", "/", "2009", "1", ".", "465", "/", "2010", "art . 5 . . . , XXXV , XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "LEIS 117 / 1991", "1", ".", "156", "/", "2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE HARMONIA – RS", "MUNICÍPIO DE HARMONIA – RS", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "Presidência", "Vice", "-", "Presidência da República", "Ministério da Previdência Social", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "Presidência", "Vice", "-", "Presidência da República", "Ministério da Previdência Social", "INSS", "Grupo", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTA BORGES MELLO", "MAURO DE AZEVEDO MENEZES", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTA BORGES MELLO", "MAURO DE AZEVEDO MENEZES", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberta Borges Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTA BORGES MELLO", "MAURO DE AZEVEDO MENEZES", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberta Borges Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTA BORGES MELLO", "MAURO DE AZEVEDO MENEZES", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ROBERTA BORGES MELLO", "MAURO DE AZEVEDO MENEZES", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "6 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "6", ".", "3", ".", "2019", "13", ".", "3", ".", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "6", ".", "3", ".", "2019", "13", ".", "3", ".", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "2007", "2010", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "2007", "2010", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "27", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "27", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "4", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "4", ".", "2018", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGADO EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM: AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. IMPOSSIBILIDADE DE SE UTILIZAR RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO: PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC2C-FD3D-AD7E-13BB e senha A526-4CC3-4B05-49E2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 29.4.2019, neguei seguimento à reclamação ajuizada por Agroterenas S/A Citrus contra acórdão proferido pelo Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho pelo qual se teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal. A decisão embargada tem a seguinte fundamentação: “Põe-se em foco na reclamação se, ao negar seguimento ao agravo interposto contra decisão de negativa de seguimento de recurso extraordinário com base na aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, a autoridade reclamada teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal. 5. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual ao Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. (…) 6. Em 20.3.2013, este Supremo Tribunal reafirmou a jurisprudência ao negar provimento ao Agravo Regimental na Reclamação n. 15.165, interposto contra decisão proferida pelo Ministro Teori Zavascki, na qual se assentou não caber ‘recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 29.4.2019, neguei seguimento à reclamação ajuizada por Agroterenas S/A Citrus contra acórdão proferido pelo Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho pelo qual se teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal. A decisão embargada tem a seguinte fundamentação: “Põe-se em foco na reclamação se, ao negar seguimento ao agravo interposto contra decisão de negativa de seguimento de recurso extraordinário com base na aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, a autoridade reclamada teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal. 5. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual ao Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. (…) 6. Em 20.3.2013, este Supremo Tribunal reafirmou a jurisprudência ao negar provimento ao Agravo Regimental na Reclamação n. 15.165, interposto contra decisão proferida pelo Ministro Teori Zavascki, na qual se assentou não caber ‘recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RCL 34563 ED / SP decisão da Suprema Corte’. 7. Pelo exposto, nego seguimento à presente reclamação (§ 1º o art. 21 e parágrafo único do art. 161 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Prejudicada, por óbvio, a medida liminar requerida” (doc. 15). 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.5.2019, Agroterenas S/A Citrus opõe, tempestivamente, embargos de declaração (doc. 16). 3. A embargante sustenta que “a hipótese dos autos trata da validade da negociação coletiva acerca do pagamento das horas in itinere, e sobre o tema a reclamante demonstrou de forma analítica o crescimento da jurisprudência do E. STF, demonstrando em uma sequência de datas e decisões, que houve a superação do tema 762 pelo tema 152 do ementário de repercussão geral. Era esse o fundamento principal da reclamação constitucional, pois o TST se negou a exercer o juízo de retratação, insistindo na aplicação de tema de repercussão geral já superado na jurisprudência do STF” (fl. 2, doc. 16). Salienta que, “em recente votação no plenário virtual (30/04/2019 – TEMA 1046), os Ministros do Supremo Tribunal Federal reconheceram a repercussão geral acerca da validade de norma coletiva que restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, usando como fundamento justamente o tema 152, conforme as razões esposadas pela reclamante” (fl. 2, doc. 16). Assevera “que não se trata de mera correção de possíveis desacertos do TST, mas de garantir a autoridade das decisões do E. STF em tema que foi reconhecida a questão constitucional e a repercussão geral, hipótese de cabimento da reclamação constitucional consoante art. 156 do RI/STF” (fl. 9, doc. 16). Este o teor dos pedidos: “demonstrado o equívoco no cabimento, a omissão quanto a um dos fundamentos da reclamação constitucional, bem como a existência de fato superveniente consubstanciado no julgamento do tema 1046, são cabíveis os presentes embargos de declaração, com a atribuição do efeito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP decisão da Suprema Corte’. 7. Pelo exposto, nego seguimento à presente reclamação (§ 1º o art. 21 e parágrafo único do art. 161 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Prejudicada, por óbvio, a medida liminar requerida” (doc. 15). 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.5.2019, Agroterenas S/A Citrus opõe, tempestivamente, embargos de declaração (doc. 16). 3. A embargante sustenta que “a hipótese dos autos trata da validade da negociação coletiva acerca do pagamento das horas in itinere, e sobre o tema a reclamante demonstrou de forma analítica o crescimento da jurisprudência do E. STF, demonstrando em uma sequência de datas e decisões, que houve a superação do tema 762 pelo tema 152 do ementário de repercussão geral. Era esse o fundamento principal da reclamação constitucional, pois o TST se negou a exercer o juízo de retratação, insistindo na aplicação de tema de repercussão geral já superado na jurisprudência do STF” (fl. 2, doc. 16). Salienta que, “em recente votação no plenário virtual (30/04/2019 – TEMA 1046), os Ministros do Supremo Tribunal Federal reconheceram a repercussão geral acerca da validade de norma coletiva que restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, usando como fundamento justamente o tema 152, conforme as razões esposadas pela reclamante” (fl. 2, doc. 16). Assevera “que não se trata de mera correção de possíveis desacertos do TST, mas de garantir a autoridade das decisões do E. STF em tema que foi reconhecida a questão constitucional e a repercussão geral, hipótese de cabimento da reclamação constitucional consoante art. 156 do RI/STF” (fl. 9, doc. 16). Este o teor dos pedidos: “demonstrado o equívoco no cabimento, a omissão quanto a um dos fundamentos da reclamação constitucional, bem como a existência de fato superveniente consubstanciado no julgamento do tema 1046, são cabíveis os presentes embargos de declaração, com a atribuição do efeito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 34563 ED / SP modificativo (se for o caso), e consequente recebimento/provimento da reclamação apresentada” (fl. 9, doc. 16). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP modificativo (se for o caso), e consequente recebimento/provimento da reclamação apresentada” (fl. 9, doc. 16). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3º do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar a embargante para complementar as razões recursais, pois o recurso atende ao disposto no § 1º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Assim, por exemplo: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3º, do CPC (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395- ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1º, do CPC (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 953.448- ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 18.5.2017). 2. Razão jurídica não assiste à agravante. 3. A agravante pretende utilizar reclamação como sucedâneo recursal, o que é juridicamente inadmissível. O objetivo da reclamação é a preservação da competência e a garantia da autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 e § 3º do art. 103-A da Constituição da República), não sendo admissível o aproveitamento da reclamação como Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3º do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar a embargante para complementar as razões recursais, pois o recurso atende ao disposto no § 1º do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Assim, por exemplo: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3º, do CPC (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395- ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1º, do CPC (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 953.448- ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 18.5.2017). 2. Razão jurídica não assiste à agravante. 3. A agravante pretende utilizar reclamação como sucedâneo recursal, o que é juridicamente inadmissível. O objetivo da reclamação é a preservação da competência e a garantia da autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 e § 3º do art. 103-A da Constituição da República), não sendo admissível o aproveitamento da reclamação como Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP atalho processual impróprio para se percorrerem vias recursais com supressão de instâncias e descumprimento de procedimentos e fases legalmente definidos. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, sendo instrumento inidôneo para o reexame do conteúdo do ato reclamado. 4. Como assentado na decisão agravada, a decisão pela qual se negou seguimento ao recurso extraordinário fundamentou-se no Tema 762, pelo qual este Supremo Tribunal, no Recurso Extraordinário n. 820.729/DF, assentou não ter repercussão geral a discussão sobre a validade de norma coletiva de trabalho pela qual fixado limite ao pagamento de horas in itinere inferior à metade do que seria devido em relação ao tempo efetivamente gasto pelo trabalhador no trajeto até o local do serviço. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o recurso cabível contra decisão pela qual se nega seguimento a recurso extraordinário pela aplicação da sistemática de repercussão geral é o agravo interno para o colegiado do Tribunal de origem. Assim, por exemplo: “Direito Processual Civil. Agravo interno em reclamação. Alegação de usurpação de competência. Agravo de instrumento interposto contra decisão que aplicou a sistemática da repercussão geral. 1. Nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC/2015, o agravo interno é recurso próprio à impugnação de decisão que aplica entendimento firmado em regime de repercussão geral. 2. A interposição de agravo de instrumento caracteriza erro grosseiro da parte, que implica a preclusão da questão. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime” (Reclamação n. 30.583- AgR/GO, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.8.2018). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP atalho processual impróprio para se percorrerem vias recursais com supressão de instâncias e descumprimento de procedimentos e fases legalmente definidos. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, sendo instrumento inidôneo para o reexame do conteúdo do ato reclamado. 4. Como assentado na decisão agravada, a decisão pela qual se negou seguimento ao recurso extraordinário fundamentou-se no Tema 762, pelo qual este Supremo Tribunal, no Recurso Extraordinário n. 820.729/DF, assentou não ter repercussão geral a discussão sobre a validade de norma coletiva de trabalho pela qual fixado limite ao pagamento de horas in itinere inferior à metade do que seria devido em relação ao tempo efetivamente gasto pelo trabalhador no trajeto até o local do serviço. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o recurso cabível contra decisão pela qual se nega seguimento a recurso extraordinário pela aplicação da sistemática de repercussão geral é o agravo interno para o colegiado do Tribunal de origem. Assim, por exemplo: “Direito Processual Civil. Agravo interno em reclamação. Alegação de usurpação de competência. Agravo de instrumento interposto contra decisão que aplicou a sistemática da repercussão geral. 1. Nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC/2015, o agravo interno é recurso próprio à impugnação de decisão que aplica entendimento firmado em regime de repercussão geral. 2. A interposição de agravo de instrumento caracteriza erro grosseiro da parte, que implica a preclusão da questão. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime” (Reclamação n. 30.583- AgR/GO, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.8.2018). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL NO TEMA 451. (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À SÚMULA 727. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Reclamação n. 29.491-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.9.2018). Inaplicável a Súmula n. 727 deste Supremo Tribunal à espécie vertente. Confira-se como exemplo o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM SEGUIMENTO NEGADO NA ORIGEM. ATO JUDICIAL RECLAMADO AMPARADO EM PRECEDENTE DO STF FORMULADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. SÚMULA 727 DO STF. AFASTAMENTO NA ESPÉCIE. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015. 2. Cabe agravo interno contra a decisão da instância de origem que nega seguimento a recurso extraordinário com base em precedente do SUPREMO produzido sob o rito da repercussão geral (§ 2º do art. 1.030 do CPC). 3. O Juízo de origem não deve encaminhar ao SUPREMO o agravo da decisão que não admite recurso extraordinário com base em precedente formado 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL NO TEMA 451. (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À SÚMULA 727. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Reclamação n. 29.491-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.9.2018). Inaplicável a Súmula n. 727 deste Supremo Tribunal à espécie vertente. Confira-se como exemplo o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM SEGUIMENTO NEGADO NA ORIGEM. ATO JUDICIAL RECLAMADO AMPARADO EM PRECEDENTE DO STF FORMULADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. SÚMULA 727 DO STF. AFASTAMENTO NA ESPÉCIE. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3º, do Código de Processo Civil de 2015. 2. Cabe agravo interno contra a decisão da instância de origem que nega seguimento a recurso extraordinário com base em precedente do SUPREMO produzido sob o rito da repercussão geral (§ 2º do art. 1.030 do CPC). 3. O Juízo de origem não deve encaminhar ao SUPREMO o agravo da decisão que não admite recurso extraordinário com base em precedente formado 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP sob a sistemática da repercussão geral. 4. Tal diretriz não ofende a Súmula 727 desta CORTE, concebida antes do instituto da repercussão geral. 5. Embargos de Declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento” (Reclamação n. 30.321-ED/PE, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 13.6.2018). A usurpação alegada pela agravante não ocorre, pelo que incabível a presente reclamação nesse ponto. 5. Quanto ao alegado descumprimento do que decidido no Recurso Extraordinário n. 590.415/SC com repercussão geral (Tema 152), também não assiste razão à reclamante. Em 30.4.2015, este Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário n. 590.415/SC, (Tema 152) fixou “a tese de que a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado”. A decisão reclamada, proferida no agravo interno interposto contra decisão de negativa de seguimento ao recurso extraordinário, fundamentou-se no decidido por este Supremo Tribunal no Recurso Extraordinário n. 820.729/DF (Tema 762), pelo qual se decidiu ter natureza infraconstitucional a questão sobre a validade de norma coletiva de trabalho pela qual fixado limite ao pagamento de horas in itinere inferior à metade do que seria devido em relação ao tempo efetivamente gasto pelo trabalhador. O cabimento da reclamação fundada na aplicação de paradigma da repercussão pressupõe teratologia na decisão reclamada e esgotamento da via recursal ordinária (inc. II do § 5º do art. 988 do Código de Processo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP sob a sistemática da repercussão geral. 4. Tal diretriz não ofende a Súmula 727 desta CORTE, concebida antes do instituto da repercussão geral. 5. Embargos de Declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento” (Reclamação n. 30.321-ED/PE, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 13.6.2018). A usurpação alegada pela agravante não ocorre, pelo que incabível a presente reclamação nesse ponto. 5. Quanto ao alegado descumprimento do que decidido no Recurso Extraordinário n. 590.415/SC com repercussão geral (Tema 152), também não assiste razão à reclamante. Em 30.4.2015, este Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário n. 590.415/SC, (Tema 152) fixou “a tese de que a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado”. A decisão reclamada, proferida no agravo interno interposto contra decisão de negativa de seguimento ao recurso extraordinário, fundamentou-se no decidido por este Supremo Tribunal no Recurso Extraordinário n. 820.729/DF (Tema 762), pelo qual se decidiu ter natureza infraconstitucional a questão sobre a validade de norma coletiva de trabalho pela qual fixado limite ao pagamento de horas in itinere inferior à metade do que seria devido em relação ao tempo efetivamente gasto pelo trabalhador. O cabimento da reclamação fundada na aplicação de paradigma da repercussão pressupõe teratologia na decisão reclamada e esgotamento da via recursal ordinária (inc. II do § 5º do art. 988 do Código de Processo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP Civil). Assim, por exemplo: “Agravo regimental em reclamação. 2. Direito do Trabalho. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral. Não cabimento. 3. Inadmissibilidade da reclamação constitucional com o propósito de questionar a aplicação da sistemática da repercussão geral, tal como previsto no art. 543-A e 543-B do CPC/73. AI-QO 760.358 e Reclamações 7.569 e 7.547. 4. Aplicação, pelo Juízo reclamado, de tese firmada por esta Corte no âmbito da repercussão geral. Inexistência de teratologia. Não cabimento. 5. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 6. Decisão transitada em julgado. Incidência da Súmula 734 desta Corte 7. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 9. Agravo regimental não provido” (Rcl n. 33.432-AgR/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 17.5.2019). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM DE AGRAVO INTERNO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OCORRÊNCIA DE PRÉVIO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRECEDENTES. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DE NATUREZA SUBJETIVA. APLICAÇÃO PELO TRIBUNAL A QUO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 748.371. TEMA 660. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA VIOLADO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, da Constituição da República, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP Civil). Assim, por exemplo: “Agravo regimental em reclamação. 2. Direito do Trabalho. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral. Não cabimento. 3. Inadmissibilidade da reclamação constitucional com o propósito de questionar a aplicação da sistemática da repercussão geral, tal como previsto no art. 543-A e 543-B do CPC/73. AI-QO 760.358 e Reclamações 7.569 e 7.547. 4. Aplicação, pelo Juízo reclamado, de tese firmada por esta Corte no âmbito da repercussão geral. Inexistência de teratologia. Não cabimento. 5. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 6. Decisão transitada em julgado. Incidência da Súmula 734 desta Corte 7. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 9. Agravo regimental não provido” (Rcl n. 33.432-AgR/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 17.5.2019). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM DE AGRAVO INTERNO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OCORRÊNCIA DE PRÉVIO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRECEDENTES. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DE NATUREZA SUBJETIVA. APLICAÇÃO PELO TRIBUNAL A QUO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 748.371. TEMA 660. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA VIOLADO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, da Constituição da República, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP da Constituição, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o desvirtuamento do referido instrumento processual. Disso resulta i) a impossibilidade de utilizar per saltum a reclamação, suprimindo graus de jurisdição, ii) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida em rol numerus clausus, e iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado e o conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma. 2. In casu, houve o prévio esgotamento das instâncias ordinárias, na medida em que o Tribunal de origem já julgou o agravo interno interposto pelo ora reclamante contra a decisão que negou seguimento, com fundamento nos Temas 451 e 660 da Repercussão Geral, ao seu recurso extraordinário. 3. No julgamento do Recurso Extraordinário 748.371, Tema 660 da Repercussão Geral, que tratava do cerceamento de defesa e suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, esta Suprema Corte reputou infraconstitucional a matéria posta em análise, negando-lhe a existência de repercussão geral. 4. O Tribunal reclamado decidiu a controvérsia consoante o entendimento previamente fixado nesta Corte sobre o tema, em pleno respeito aos pilares hierárquicos da jurisdição, não incorrendo em qualquer conduta que represente usurpação de competência desta Corte. 5. Evidencia-se a ausência de teratologia na decisão ora impugnada a viabilizar o progresso desta via reclamatória. 6. Agravo regimental desprovido” (Reclamação n. 29.484-AgR/RJ, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 23.4.2019). Diferente do alegado pela agravante, o precedente firmado no Recurso Extraordinário com repercussão geral n. 820.729/DF (Tese 762) foi devidamente aplicado pela autoridade reclamada. 6. A decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal, em 3.5.2019, no Recurso Extraordinário com Agravo n. 1.121.633/GO, na qual se decidiu pela existência de repercussão geral do Tema 1.046 (validade 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP da Constituição, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o desvirtuamento do referido instrumento processual. Disso resulta i) a impossibilidade de utilizar per saltum a reclamação, suprimindo graus de jurisdição, ii) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida em rol numerus clausus, e iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado e o conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma. 2. In casu, houve o prévio esgotamento das instâncias ordinárias, na medida em que o Tribunal de origem já julgou o agravo interno interposto pelo ora reclamante contra a decisão que negou seguimento, com fundamento nos Temas 451 e 660 da Repercussão Geral, ao seu recurso extraordinário. 3. No julgamento do Recurso Extraordinário 748.371, Tema 660 da Repercussão Geral, que tratava do cerceamento de defesa e suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, esta Suprema Corte reputou infraconstitucional a matéria posta em análise, negando-lhe a existência de repercussão geral. 4. O Tribunal reclamado decidiu a controvérsia consoante o entendimento previamente fixado nesta Corte sobre o tema, em pleno respeito aos pilares hierárquicos da jurisdição, não incorrendo em qualquer conduta que represente usurpação de competência desta Corte. 5. Evidencia-se a ausência de teratologia na decisão ora impugnada a viabilizar o progresso desta via reclamatória. 6. Agravo regimental desprovido” (Reclamação n. 29.484-AgR/RJ, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 23.4.2019). Diferente do alegado pela agravante, o precedente firmado no Recurso Extraordinário com repercussão geral n. 820.729/DF (Tese 762) foi devidamente aplicado pela autoridade reclamada. 6. A decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal, em 3.5.2019, no Recurso Extraordinário com Agravo n. 1.121.633/GO, na qual se decidiu pela existência de repercussão geral do Tema 1.046 (validade 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP de norma coletiva de trabalho pela qual limitado ou restringido direito trabalhista não assegurado constitucionalmente), é posterior ao acórdão reclamado (1º.4.2019, doc. 11), pelo que incabível a reclamação. 7. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP de norma coletiva de trabalho pela qual limitado ou restringido direito trabalhista não assegurado constitucionalmente), é posterior ao acórdão reclamado (1º.4.2019, doc. 11), pelo que incabível a reclamação. 7. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) : ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM (74970/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8006-63A0-B225-FD66 e senha C10E-BAD5-AD57-B6E3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) : ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM (74970/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8006-63A0-B225-FD66 e senha C10E-BAD5-AD57-B6E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750543199
2019-08-06T00:00:00
2019-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGADO EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM: AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. IMPOSSIBILIDADE DE SE UTILIZAR RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO: PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur408760
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL) ARE 1000456 ED-ED (2ªT). (SÚMULA 727/STF) Rcl 29491 AgR (1ªT), Rcl 30321 ED (1ªT), Rcl 30583 AgR (1ªT). (RECLAMAÇÃO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 29484 AgR (1ªT), Rcl 33432 AgR (2ªT). - Veja RE 820729, RE 590415 e ARE 1121633 do STF. Número de páginas: 12. Análise: 06/08/2020, KBP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
34563
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988 PAR-00005 INC-00002 ART-01021 \n PAR-00001 ART-01024 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000727 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-ED
acordaos
Rcl 34563 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) : ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGADO EQUÍVOCO NA APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM: AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. IMPOSSIBILIDADE DE SE UTILIZAR RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO: PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC2C-FD3D-AD7E-13BB e senha A526-4CC3-4B05-49E2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 29.4.2019, neguei seguimento à reclamação ajuizada por Agroterenas S/A Citrus contra acórdão proferido pelo Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho pelo qual se teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal. A decisão embargada tem a seguinte fundamentação: “Põe-se em foco na reclamação se, ao negar seguimento ao agravo interposto contra decisão de negativa de seguimento de recurso extraordinário com base na aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, a autoridade reclamada teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal. 5. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual ao Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. (…) 6. Em 20.3.2013, este Supremo Tribunal reafirmou a jurisprudência ao negar provimento ao Agravo Regimental na Reclamação n. 15.165, interposto contra decisão proferida pelo Ministro Teori Zavascki, na qual se assentou não caber ‘recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 29.4.2019, neguei seguimento à reclamação ajuizada por Agroterenas S/A Citrus contra acórdão proferido pelo Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho pelo qual se teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal. A decisão embargada tem a seguinte fundamentação: “Põe-se em foco na reclamação se, ao negar seguimento ao agravo interposto contra decisão de negativa de seguimento de recurso extraordinário com base na aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, a autoridade reclamada teria usurpado a competência do Supremo Tribunal Federal. 5. Este Supremo Tribunal assentou não caber recurso ou outro instrumento processual ao Supremo Tribunal Federal contra decisão pela qual se aplica a sistemática da repercussão geral na origem. (…) 6. Em 20.3.2013, este Supremo Tribunal reafirmou a jurisprudência ao negar provimento ao Agravo Regimental na Reclamação n. 15.165, interposto contra decisão proferida pelo Ministro Teori Zavascki, na qual se assentou não caber ‘recurso ou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para rever decisão do Tribunal de origem que aplica a sistemática da repercussão geral, a menos que haja negativa motivada do juiz em se retratar para seguir a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RCL 34563 ED / SP decisão da Suprema Corte’. 7. Pelo exposto, nego seguimento à presente reclamação (§ 1... o art. 21 e parágrafo único do art. 161 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Prejudicada, por óbvio, a medida liminar requerida” (doc. 15). 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.5.2019, Agroterenas S/A Citrus opõe, tempestivamente, embargos de declaração (doc. 16). 3. A embargante sustenta que “a hipótese dos autos trata da validade da negociação coletiva acerca do pagamento das horas in itinere, e sobre o tema a reclamante demonstrou de forma analítica o crescimento da jurisprudência do E. Supremo Tribunal Federal, demonstrando em uma sequência de datas e decisões, que houve a superação do tema 762 pelo tema 152 do ementário de repercussão geral. Era esse o fundamento principal da reclamação constitucional, pois o Tribunal Superior do Trabalho se negou a exercer o juízo de retratação, insistindo na aplicação de tema de repercussão geral já superado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal” (fl. 2, doc. 16). Salienta que, “em recente votação no plenário virtual (30/04/2019 – TEMA 1046), os Ministros do Supremo Tribunal Federal reconheceram a repercussão geral acerca da validade de norma coletiva que restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, usando como fundamento justamente o tema 152, conforme as razões esposadas pela reclamante” (fl. 2, doc. 16). Assevera “que não se trata de mera correção de possíveis desacertos do Tribunal Superior do Trabalho, mas de garantir a autoridade das decisões do E. Supremo Tribunal Federal em tema que foi reconhecida a questão constitucional e a repercussão geral, hipótese de cabimento da reclamação constitucional consoante art. 156 do RI/Supremo Tribunal Federal” (fl. 9, doc. 16). Este o teor dos pedidos: “demonstrado o equívoco no cabimento, a omissão quanto a um dos fundamentos da reclamação constitucional, bem como a existência de fato superveniente consubstanciado no julgamento do tema 1046, são cabíveis os presentes embargos de declaração, com a atribuição do efeito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP decisão da Suprema Corte’. 7. Pelo exposto, nego seguimento à presente reclamação (§ 1... o art. 21 e parágrafo único do art. 161 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal). Prejudicada, por óbvio, a medida liminar requerida” (doc. 15). 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.5.2019, Agroterenas S/A Citrus opõe, tempestivamente, embargos de declaração (doc. 16). 3. A embargante sustenta que “a hipótese dos autos trata da validade da negociação coletiva acerca do pagamento das horas in itinere, e sobre o tema a reclamante demonstrou de forma analítica o crescimento da jurisprudência do E. Supremo Tribunal Federal, demonstrando em uma sequência de datas e decisões, que houve a superação do tema 762 pelo tema 152 do ementário de repercussão geral. Era esse o fundamento principal da reclamação constitucional, pois o Tribunal Superior do Trabalho se negou a exercer o juízo de retratação, insistindo na aplicação de tema de repercussão geral já superado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal” (fl. 2, doc. 16). Salienta que, “em recente votação no plenário virtual (30/04/2019 – TEMA 1046), os Ministros do Supremo Tribunal Federal reconheceram a repercussão geral acerca da validade de norma coletiva que restringe direito trabalhista não assegurado constitucionalmente, usando como fundamento justamente o tema 152, conforme as razões esposadas pela reclamante” (fl. 2, doc. 16). Assevera “que não se trata de mera correção de possíveis desacertos do Tribunal Superior do Trabalho, mas de garantir a autoridade das decisões do E. Supremo Tribunal Federal em tema que foi reconhecida a questão constitucional e a repercussão geral, hipótese de cabimento da reclamação constitucional consoante art. 156 do RI/Supremo Tribunal Federal” (fl. 9, doc. 16). Este o teor dos pedidos: “demonstrado o equívoco no cabimento, a omissão quanto a um dos fundamentos da reclamação constitucional, bem como a existência de fato superveniente consubstanciado no julgamento do tema 1046, são cabíveis os presentes embargos de declaração, com a atribuição do efeito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 34563 ED / SP modificativo (se for o caso), e consequente recebimento/provimento da reclamação apresentada” (fl. 9, doc. 16). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP modificativo (se for o caso), e consequente recebimento/provimento da reclamação apresentada” (fl. 9, doc. 16). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23F9-729A-EFD4-FA17 e senha E770-90BE-90A1-0880 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3... do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar a embargante para complementar as razões recursais, pois o recurso atende ao disposto no § 1... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Assim, por exemplo: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395- ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 953.448- ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 18.5.2017). 2. Razão jurídica não assiste à agravante. 3. A agravante pretende utilizar reclamação como sucedâneo recursal, o que é juridicamente inadmissível. O objetivo da reclamação é a preservação da competência e a garantia da autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 e § 3... do art. 103-A da Constituição da República), não sendo admissível o aproveitamento da reclamação como Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Recebo estes embargos de declaração como agravo regimental, nos termos do § 3... do art. 1.024 do Código de Processo Civil. Deixo de intimar a embargante para complementar as razões recursais, pois o recurso atende ao disposto no § 1... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Assim, por exemplo: “O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395- ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 953.448- ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.)” (ARE n. 1.000.456-ED-ED, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 18.5.2017). 2. Razão jurídica não assiste à agravante. 3. A agravante pretende utilizar reclamação como sucedâneo recursal, o que é juridicamente inadmissível. O objetivo da reclamação é a preservação da competência e a garantia da autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 e § 3... do art. 103-A da Constituição da República), não sendo admissível o aproveitamento da reclamação como Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP atalho processual impróprio para se percorrerem vias recursais com supressão de instâncias e descumprimento de procedimentos e fases legalmente definidos. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, sendo instrumento inidôneo para o reexame do conteúdo do ato reclamado. 4. Como assentado na decisão agravada, a decisão pela qual se negou seguimento ao recurso extraordinário fundamentou-se no Tema 762, pelo qual este Supremo Tribunal, no Recurso Extraordinário n. 820.729/DF, assentou não ter repercussão geral a discussão sobre a validade de norma coletiva de trabalho pela qual fixado limite ao pagamento de horas in itinere inferior à metade do que seria devido em relação ao tempo efetivamente gasto pelo trabalhador no trajeto até o local do serviço. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o recurso cabível contra decisão pela qual se nega seguimento a recurso extraordinário pela aplicação da sistemática de repercussão geral é o agravo interno para o colegiado do Tribunal de origem. Assim, por exemplo: “Direito Processual Civil. Agravo interno em reclamação. Alegação de usurpação de competência. Agravo de instrumento interposto contra decisão que aplicou a sistemática da repercussão geral. 1. Nos termos do art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, o agravo interno é recurso próprio à impugnação de decisão que aplica entendimento firmado em regime de repercussão geral. 2. A interposição de agravo de instrumento caracteriza erro grosseiro da parte, que implica a preclusão da questão. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de decisão unânime” (Reclamação n. 30.583- AgR/GO, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.8.2018). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP atalho processual impróprio para se percorrerem vias recursais com supressão de instâncias e descumprimento de procedimentos e fases legalmente definidos. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, sendo instrumento inidôneo para o reexame do conteúdo do ato reclamado. 4. Como assentado na decisão agravada, a decisão pela qual se negou seguimento ao recurso extraordinário fundamentou-se no Tema 762, pelo qual este Supremo Tribunal, no Recurso Extraordinário n. 820.729/DF, assentou não ter repercussão geral a discussão sobre a validade de norma coletiva de trabalho pela qual fixado limite ao pagamento de horas in itinere inferior à metade do que seria devido em relação ao tempo efetivamente gasto pelo trabalhador no trajeto até o local do serviço. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o recurso cabível contra decisão pela qual se nega seguimento a recurso extraordinário pela aplicação da sistemática de repercussão geral é o agravo interno para o colegiado do Tribunal de origem. Assim, por exemplo: “Direito Processual Civil. Agravo interno em reclamação. Alegação de usurpação de competência. Agravo de instrumento interposto contra decisão que aplicou a sistemática da repercussão geral. 1. Nos termos do art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, o agravo interno é recurso próprio à impugnação de decisão que aplica entendimento firmado em regime de repercussão geral. 2. A interposição de agravo de instrumento caracteriza erro grosseiro da parte, que implica a preclusão da questão. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de decisão unânime” (Reclamação n. 30.583- AgR/GO, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.8.2018). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL NO TEMA 451. (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À SÚMULA 727. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Reclamação n. 29.491-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.9.2018). Inaplicável a Súmula n. 727 deste Supremo Tribunal à espécie vertente. Confira-se como exemplo o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM SEGUIMENTO NEGADO NA ORIGEM. ATO JUDICIAL RECLAMADO AMPARADO EM PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal FORMULADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. SÚMULA 727 DO Supremo Tribunal Federal. AFASTAMENTO NA ESPÉCIE. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil de 2015. 2. Cabe agravo interno contra a decisão da instância de origem que nega seguimento a recurso extraordinário com base em precedente do SUPREMO produzido sob o rito da repercussão geral (§ 2... do art. 1.030 do Código de Processo Civil). 3. O Juízo de origem não deve encaminhar ao SUPREMO o agravo da decisão que não admite recurso extraordinário com base em precedente formado 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL NO TEMA 451. (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À SÚMULA 727. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Reclamação n. 29.491-AgR/SP, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 17.9.2018). Inaplicável a Súmula n. 727 deste Supremo Tribunal à espécie vertente. Confira-se como exemplo o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM SEGUIMENTO NEGADO NA ORIGEM. ATO JUDICIAL RECLAMADO AMPARADO EM PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal FORMULADO SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPUGNAÇÃO RECURSAL MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. SÚMULA 727 DO Supremo Tribunal Federal. AFASTAMENTO NA ESPÉCIE. 1. O órgão julgador pode receber, como agravo interno, os embargos de declaração que notoriamente visam a reformar a decisão monocrática do Relator, sendo desnecessária a intimação do embargante para complementar suas razões quando o recurso, desde logo, exibir impugnação específica a todos os pontos da decisão embargada. Inteligência do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil de 2015. 2. Cabe agravo interno contra a decisão da instância de origem que nega seguimento a recurso extraordinário com base em precedente do SUPREMO produzido sob o rito da repercussão geral (§ 2... do art. 1.030 do Código de Processo Civil). 3. O Juízo de origem não deve encaminhar ao SUPREMO o agravo da decisão que não admite recurso extraordinário com base em precedente formado 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP sob a sistemática da repercussão geral. 4. Tal diretriz não ofende a Súmula 727 desta CORTE, concebida antes do instituto da repercussão geral. 5. Embargos de Declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento” (Reclamação n. 30.321-ED/PE, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 13.6.2018). A usurpação alegada pela agravante não ocorre, pelo que incabível a presente reclamação nesse ponto. 5. Quanto ao alegado descumprimento do que decidido no Recurso Extraordinário n. 590.415/SC com repercussão geral (Tema 152), também não assiste razão à reclamante. Em 30.4.2015, este Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário n. 590.415/SC, (Tema 152) fixou “a tese de que a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado”. A decisão reclamada, proferida no agravo interno interposto contra decisão de negativa de seguimento ao recurso extraordinário, fundamentou-se no decidido por este Supremo Tribunal no Recurso Extraordinário n. 820.729/DF (Tema 762), pelo qual se decidiu ter natureza infraconstitucional a questão sobre a validade de norma coletiva de trabalho pela qual fixado limite ao pagamento de horas in itinere inferior à metade do que seria devido em relação ao tempo efetivamente gasto pelo trabalhador. O cabimento da reclamação fundada na aplicação de paradigma da repercussão pressupõe teratologia na decisão reclamada e esgotamento da via recursal ordinária (inc. II do § 5... do art. 988 do Código de Processo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP sob a sistemática da repercussão geral. 4. Tal diretriz não ofende a Súmula 727 desta CORTE, concebida antes do instituto da repercussão geral. 5. Embargos de Declaração recebidos como agravo interno, ao qual se nega provimento” (Reclamação n. 30.321-ED/PE, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 13.6.2018). A usurpação alegada pela agravante não ocorre, pelo que incabível a presente reclamação nesse ponto. 5. Quanto ao alegado descumprimento do que decidido no Recurso Extraordinário n. 590.415/SC com repercussão geral (Tema 152), também não assiste razão à reclamante. Em 30.4.2015, este Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário n. 590.415/SC, (Tema 152) fixou “a tese de que a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado”. A decisão reclamada, proferida no agravo interno interposto contra decisão de negativa de seguimento ao recurso extraordinário, fundamentou-se no decidido por este Supremo Tribunal no Recurso Extraordinário n. 820.729/DF (Tema 762), pelo qual se decidiu ter natureza infraconstitucional a questão sobre a validade de norma coletiva de trabalho pela qual fixado limite ao pagamento de horas in itinere inferior à metade do que seria devido em relação ao tempo efetivamente gasto pelo trabalhador. O cabimento da reclamação fundada na aplicação de paradigma da repercussão pressupõe teratologia na decisão reclamada e esgotamento da via recursal ordinária (inc. II do § 5... do art. 988 do Código de Processo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP Civil). Assim, por exemplo: “Agravo regimental em reclamação. 2. Direito do Trabalho. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral. Não cabimento. 3. Inadmissibilidade da reclamação constitucional com o propósito de questionar a aplicação da sistemática da repercussão geral, tal como previsto no art. 543-A e 543-B do Código de Processo Civil/73. AI-QO 760.358 e Reclamações 7.569 e 7.547. 4. Aplicação, pelo Juízo reclamado, de tese firmada por esta Corte no âmbito da repercussão geral. Inexistência de teratologia. Não cabimento. 5. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 6. Decisão transitada em julgado. Incidência da Súmula 734 desta Corte 7. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 9. Agravo regimental não provido” (Rcl n. 33.432-AgR/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 17.5.2019). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM DE AGRAVO INTERNO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OCORRÊNCIA DE PRÉVIO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRECEDENTES. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DE NATUREZA SUBJETIVA. APLICAÇÃO PELO TRIBUNAL A QUO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 748.371. TEMA 660. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA VIOLADO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, da Constituição da República, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP Civil). Assim, por exemplo: “Agravo regimental em reclamação. 2. Direito do Trabalho. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral. Não cabimento. 3. Inadmissibilidade da reclamação constitucional com o propósito de questionar a aplicação da sistemática da repercussão geral, tal como previsto no art. 543-A e 543-B do Código de Processo Civil/73. AI-QO 760.358 e Reclamações 7.569 e 7.547. 4. Aplicação, pelo Juízo reclamado, de tese firmada por esta Corte no âmbito da repercussão geral. Inexistência de teratologia. Não cabimento. 5. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 6. Decisão transitada em julgado. Incidência da Súmula 734 desta Corte 7. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 9. Agravo regimental não provido” (Rcl n. 33.432-AgR/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 17.5.2019). “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM DE AGRAVO INTERNO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OCORRÊNCIA DE PRÉVIO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRECEDENTES. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DE NATUREZA SUBJETIVA. APLICAÇÃO PELO TRIBUNAL A QUO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 748.371. TEMA 660. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA VIOLADO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, da Constituição da República, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP da Constituição, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o desvirtuamento do referido instrumento processual. Disso resulta i) a impossibilidade de utilizar per saltum a reclamação, suprimindo graus de jurisdição, ii) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida em rol numerus clausus, e iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado e o conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma. 2. In casu, houve o prévio esgotamento das instâncias ordinárias, na medida em que o Tribunal de origem já julgou o agravo interno interposto pelo ora reclamante contra a decisão que negou seguimento, com fundamento nos Temas 451 e 660 da Repercussão Geral, ao seu recurso extraordinário. 3. No julgamento do Recurso Extraordinário 748.371, Tema 660 da Repercussão Geral, que tratava do cerceamento de defesa e suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, esta Suprema Corte reputou infraconstitucional a matéria posta em análise, negando-lhe a existência de repercussão geral. 4. O Tribunal reclamado decidiu a controvérsia consoante o entendimento previamente fixado nesta Corte sobre o tema, em pleno respeito aos pilares hierárquicos da jurisdição, não incorrendo em qualquer conduta que represente usurpação de competência desta Corte. 5. Evidencia-se a ausência de teratologia na decisão ora impugnada a viabilizar o progresso desta via reclamatória. 6. Agravo regimental desprovido” (Reclamação n. 29.484-AgR/RJ, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 23.4.2019). Diferente do alegado pela agravante, o precedente firmado no Recurso Extraordinário com repercussão geral n. 820.729/DF (Tese 762) foi devidamente aplicado pela autoridade reclamada. 6. A decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal, em 3.5.2019, no Recurso Extraordinário com Agravo n. 1.121.633/GO, na qual se decidiu pela existência de repercussão geral do Tema 1.046 (validade 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP da Constituição, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o desvirtuamento do referido instrumento processual. Disso resulta i) a impossibilidade de utilizar per saltum a reclamação, suprimindo graus de jurisdição, ii) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida em rol numerus clausus, e iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado e o conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma. 2. In casu, houve o prévio esgotamento das instâncias ordinárias, na medida em que o Tribunal de origem já julgou o agravo interno interposto pelo ora reclamante contra a decisão que negou seguimento, com fundamento nos Temas 451 e 660 da Repercussão Geral, ao seu recurso extraordinário. 3. No julgamento do Recurso Extraordinário 748.371, Tema 660 da Repercussão Geral, que tratava do cerceamento de defesa e suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, esta Suprema Corte reputou infraconstitucional a matéria posta em análise, negando-lhe a existência de repercussão geral. 4. O Tribunal reclamado decidiu a controvérsia consoante o entendimento previamente fixado nesta Corte sobre o tema, em pleno respeito aos pilares hierárquicos da jurisdição, não incorrendo em qualquer conduta que represente usurpação de competência desta Corte. 5. Evidencia-se a ausência de teratologia na decisão ora impugnada a viabilizar o progresso desta via reclamatória. 6. Agravo regimental desprovido” (Reclamação n. 29.484-AgR/RJ, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 23.4.2019). Diferente do alegado pela agravante, o precedente firmado no Recurso Extraordinário com repercussão geral n. 820.729/DF (Tese 762) foi devidamente aplicado pela autoridade reclamada. 6. A decisão proferida por este Supremo Tribunal Federal, em 3.5.2019, no Recurso Extraordinário com Agravo n. 1.121.633/GO, na qual se decidiu pela existência de repercussão geral do Tema 1.046 (validade 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 34563 ED / SP de norma coletiva de trabalho pela qual limitado ou restringido direito trabalhista não assegurado constitucionalmente), é posterior ao acórdão reclamado (1....4.2019, doc. 11), pelo que incabível a reclamação. 7. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Supremo Tribunal Federal RCL 34563 ED / SP de norma coletiva de trabalho pela qual limitado ou restringido direito trabalhista não assegurado constitucionalmente), é posterior ao acórdão reclamado (1....4.2019, doc. 11), pelo que incabível a reclamação. 7. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 8. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1E4D-A248-D7C5-2C51 e senha DD5B-1E1C-EA2D-8EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) : ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM (74970/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8006-63A0-B225-FD66 e senha C10E-BAD5-AD57-B6E3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 34.563 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : AGROTERENAS S.A. CITRUS ADV.(A/S) : ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM (74970/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8006-63A0-B225-FD66 e senha C10E-BAD5-AD57-B6E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 34 . 563", "Reclamação n . 15 . 165", "RECLAMAÇÃO 34 . 563", "Agravo Regimental na Reclamação n . 15 . 165", "RCL 34563 ED / SP", "RCL 34563 ED / SP", "RECLAMAÇÃO", "RTJ 145 / 664", "RTJ 153 / 834", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "ARE 953 . 024 - ED / MG", "ARE 953 . 448 - ED / DF", "ARE 966 . 749 - ED / PR", "Recurso Extraordinário 955 . 845 - ED / SC", "ARE n . 1 . 000 . 456 - ED - ED", "RTJ 145 / 664", "RTJ 153 / 834", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "ARE 953 . 024 - ED / MG", "ARE 953 . 448 - ED / DF", "ARE 966 . 749 - ED / PR", "Recurso Extraordinário 955 . 845 - ED / SC", "ARE n . 1 . 000 . 456 - ED - ED", "Recurso Extraordinário n . 820 . 729 / DF", "Reclamação n . 30 . 583 - AgR / GO", "Recurso Extraordinário n . 820 . 729 / DF", "Reclamação n . 30 . 583 - AgR / GO", "Reclamação n . 29 . 491 - AgR / SP", "Súmula n . 727 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 727 DO Supremo Tribunal Federal", "RCL 34563 ED / SP", "Reclamação n . 29 . 491 - AgR / SP", "Súmula n . 727 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 727 DO Supremo Tribunal Federal", "RCL 34563 ED / SP", "Súmula 727 desta CORTE", "Reclamação n . 30 . 321 - ED / PE", "Recurso Extraordinário n . 590 . 415 / SC", "Recurso Extraordinário n . 590 . 415 / SC", "Recurso Extraordinário n . 820 . 729 / DF", "RCL 34563 ED / SP", "Reclamação n . 30 . 321 - ED / PE", "Recurso Extraordinário n . 590 . 415 / SC", "Recurso Extraordinário n . 590 . 415 / SC", "Recurso Extraordinário n . 820 . 729 / DF", "RCL 34563 ED / SP", "AI", "-", "QO 760 . 358", "Reclamações 7 . 569", "Súmula 734 desta Corte", "Rcl n . 33 . 432 - AgR / SP", "RECURSO", "AI", "-", "QO 760 . 358", "Reclamações 7 . 569", "Rcl n . 33 . 432 - AgR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 748 . 371", "Recurso Extraordinário 748 . 371", "Reclamação n . 29 . 484 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário com repercussão geral n . 820 . 729 / DF", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 1 . 121 . 633 / GO", "Recurso Extraordinário 748 . 371", "Reclamação n . 29 . 484 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário com repercussão geral n . 820 . 729 / DF", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 1 . 121 . 633 / GO", "RCL 34563 ED /" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 156 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 e parágrafo único do art . 161 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 156 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "§ 3 . . . do art . 1 . 024 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "al . l do inc . I do art . 102 e § 3 . . . do art . 103 - A da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , ART", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , § 2 . . .", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 030 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , I", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 ,", "art . 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . II do § 5 . . . do art . 988 do Código de Processo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A e 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "artigo 102 , inciso I , alínea l , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A e 543 - B do Código de Processo Civil / 73", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "AGROTERENAS S . 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Ementa e Acórdão 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 03 a 09 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F0-566B-708D-AD67 e senha 05F3-8AAF-D0DE-1C85 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D43-9824-7361-4F7A e senha 8367-A3D6-C1D1-8EC2 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D43-9824-7361-4F7A e senha 8367-A3D6-C1D1-8EC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo Colégio Recursal de São José do Rio Preto/SP, está assim ementado: “– Fazenda Pública Municipal. Lei nº 539, de 02.06.2017. Exigência de nível superior para novos Agentes Fiscais de Posturas. Instituição de tabelas diferenciadas de agentes antigos sem nível superior. Ofensa ao princípio constitucional da isonomia e irredutibilidade de vencimentos. Sentença reformada. – Agente Fiscal de Posturas admitido em 24/06/1991 com salário bruto atual de R$ 15.987,10 (fl. 35). Mudança das Tabelas salariais municipais pela Lei 539, de 02/06/2017: instituições de níveis: básico, médio e superior. Recorrente enquadrado em nível médio, com extinção dos cargos que vagarem, com o salário de R$ 5.177,00 (R-14). Criação de novos cargos de Agente Fiscal de Posturas, nível superior, com salário de R$ 7.357,00 (R-14). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo Colégio Recursal de São José do Rio Preto/SP, está assim ementado: “– Fazenda Pública Municipal. Lei nº 539, de 02.06.2017. Exigência de nível superior para novos Agentes Fiscais de Posturas. Instituição de tabelas diferenciadas de agentes antigos sem nível superior. Ofensa ao princípio constitucional da isonomia e irredutibilidade de vencimentos. Sentença reformada. – Agente Fiscal de Posturas admitido em 24/06/1991 com salário bruto atual de R$ 15.987,10 (fl. 35). Mudança das Tabelas salariais municipais pela Lei 539, de 02/06/2017: instituições de níveis: básico, médio e superior. Recorrente enquadrado em nível médio, com extinção dos cargos que vagarem, com o salário de R$ 5.177,00 (R-14). Criação de novos cargos de Agente Fiscal de Posturas, nível superior, com salário de R$ 7.357,00 (R-14). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1163764 ED-AGR / SP – Recurso provido. Isenção da sucumbência ante o provimento. Diferenças com juros de 0,5% desde a citação. Correção monetária pelo IPCA-E desde o ajuizamento (Tema 810 do STF).” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/STF e 280/STF, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. Cabe registrar, ainda, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei municipal nº 539/2017), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. Cumpre assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Supremo Tribunal Federal ARE 1163764 ED-AGR / SP – Recurso provido. Isenção da sucumbência ante o provimento. Diferenças com juros de 0,5% desde a citação. Correção monetária pelo IPCA-E desde o ajuizamento (Tema 810 do STF).” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/STF e 280/STF, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. Cabe registrar, ainda, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei municipal nº 539/2017), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. Cumpre assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1163764 ED-AGR / SP Corte (ARE 1.121.380/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – ARE 1.162.657/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 1.169.422/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 1.178.961/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.): “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. LEIS COMPLEMENTARES 309/2010 E 539/2017 DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.162.648-AgR-ED/SP, Rel. Min. LUIZ FUX) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Supremo Tribunal Federal ARE 1163764 ED-AGR / SP Corte (ARE 1.121.380/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – ARE 1.162.657/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 1.169.422/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 1.178.961/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.): “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. LEIS COMPLEMENTARES 309/2010 E 539/2017 DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.162.648-AgR-ED/SP, Rel. Min. LUIZ FUX) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) : ADEMIR PEREZ (334976/SP) ADV.(A/S) : SIMONE MARIA DE MORAES (350900/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B688-E074-FBE7-7888 e senha 0944-F77F-6CC5-6084 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) : ADEMIR PEREZ (334976/SP) ADV.(A/S) : SIMONE MARIA DE MORAES (350900/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B688-E074-FBE7-7888 e senha 0944-F77F-6CC5-6084 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750003972
2019-05-10T00:00:00
2019-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur404991
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, REMUNERAÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA, DIREITO LOCAL) ARE 1162648 ED-AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SERVIDOR PÚBLICO, REMUNERAÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA, DIREITO LOCAL) ARE 1121380, ARE 1162657, ARE 1178961. Número de páginas: 6. Análise: 02/07/2019, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1163764
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-000539 ANO-2017\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO, SP" ]
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 1163764 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) : ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) : SIMONE MARIA DE MORAES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 03 a 09 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 69F0-566B-708D-AD67 e senha 05F3-8AAF-D0DE-1C85 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D43-9824-7361-4F7A e senha 8367-A3D6-C1D1-8EC2 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D43-9824-7361-4F7A e senha 8367-A3D6-C1D1-8EC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo Colégio Recursal de São José do Rio Preto/SP, está assim ementado: “– Fazenda Pública Municipal. Lei n 539, de 02.06.2017. Exigência de nível superior para novos Agentes Fiscais de Posturas. Instituição de tabelas diferenciadas de agentes antigos sem nível superior. Ofensa ao princípio constitucional da isonomia e irredutibilidade de vencimentos. Sentença reformada. – Agente Fiscal de Posturas admitido em 24/06/1991 com salário bruto atual de R$ 15.987,10 (fl. 35). Mudança das Tabelas salariais municipais pela Lei 539, de 02/06/2017: instituições de níveis: básico, médio e superior. Recorrente enquadrado em nível médio, com extinção dos cargos que vagarem, com o salário de R$ 5.177,00 (R-14). Criação de novos cargos de Agente Fiscal de Posturas, nível superior, com salário de R$ 7.357,00 (R-14). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo Colégio Recursal de São José do Rio Preto/SP, está assim ementado: “– Fazenda Pública Municipal. Lei n 539, de 02.06.2017. Exigência de nível superior para novos Agentes Fiscais de Posturas. Instituição de tabelas diferenciadas de agentes antigos sem nível superior. Ofensa ao princípio constitucional da isonomia e irredutibilidade de vencimentos. Sentença reformada. – Agente Fiscal de Posturas admitido em 24/06/1991 com salário bruto atual de R$ 15.987,10 (fl. 35). Mudança das Tabelas salariais municipais pela Lei 539, de 02/06/2017: instituições de níveis: básico, médio e superior. Recorrente enquadrado em nível médio, com extinção dos cargos que vagarem, com o salário de R$ 5.177,00 (R-14). Criação de novos cargos de Agente Fiscal de Posturas, nível superior, com salário de R$ 7.357,00 (R-14). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1163764 ED-AGR / SP – Recurso provido. Isenção da sucumbência ante o provimento. Diferenças com juros de 0,5% desde a citação. Correção monetária pelo IPCA-E desde o ajuizamento (Tema 810 do Supremo Tribunal Federal).” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Cabe registrar, ainda, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei municipal n 539/2017), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. Cumpre assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Supremo Tribunal Federal ARE 1163764 ED-AGR / SP – Recurso provido. Isenção da sucumbência ante o provimento. Diferenças com juros de 0,5% desde a citação. Correção monetária pelo IPCA-E desde o ajuizamento (Tema 810 do Supremo Tribunal Federal).” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o órgão judiciário de origem teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Cabe registrar, ainda, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei municipal n 539/2017), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. Cumpre assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1163764 ED-AGR / SP Corte (ARE 1.121.380/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – ARE 1.162.657/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 1.169.422/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 1.178.961/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.): “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. LEIS COMPLEMENTARES 309/2010 E 539/2017 DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.162.648-AgR-ED/SP, Rel. Min. LUIZ FUX) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Supremo Tribunal Federal ARE 1163764 ED-AGR / SP Corte (ARE 1.121.380/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – ARE 1.162.657/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 1.169.422/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 1.178.961/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.): “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. LEIS COMPLEMENTARES 309/2010 E 539/2017 DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.162.648-AgR-ED/SP, Rel. Min. LUIZ FUX) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C80-3A24-1629-CAAF e senha 426F-6F27-BBCB-C773 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) : ADEMIR PEREZ (334976/SP) ADV.(A/S) : SIMONE MARIA DE MORAES (350900/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B688-E074-FBE7-7888 e senha 0944-F77F-6CC5-6084 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.163.764 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : ALESSANDRO SALOMAO ADV.(A/S) : ADEMIR PEREZ (334976/SP) ADV.(A/S) : SIMONE MARIA DE MORAES (350900/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B688-E074-FBE7-7888 e senha 0944-F77F-6CC5-6084 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 163 . 764", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Tema 810 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 121 . 380 / SP", "ARE 1 . 162 . 657 / SP", "ARE 1 . 169 . 422 / SP", "ARE 1 . 178 . 961 / SP", "SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo", "ARE 1 . 162 . 648 - AgR - ED / SP", "ARE 1 . 121 . 380 / SP", "ARE 1 . 162 . 657 / SP", "ARE 1 . 169 . 422 /", "ARE 1 . 178 . 961 / SP", "SÚMULAS 279", "ARE 1 . 162 . 648 - AgR - ED / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 539", "Lei 539", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 539", "Lei 539", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Lei municipal n 539 / 2017", "Constituição da", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Lei municipal n 539 / 2017", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS COMPLEMENTARES 309 / 2010", "539", "/", "2017", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS COMPLEMENTARES 309 / 2010", "539", "/", "2017", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO", "SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO", "MUNICÍPIO", "SÃO JOSÉ DO RIO PRETO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Colégio Recursal de São José do Rio Preto / SP", "Fazenda Pública Municipal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Colégio Recursal de São José do Rio Preto / SP", "Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "ALESSANDRO SALOMAO", "ADEMIR PEREZ", "SIMONE MARIA DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALESSANDRO SALOMAO", "ADEMIR PEREZ", "SIMONE MARIA DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALESSANDRO SALOMAO", "ADEMIR PEREZ", "SIMONE MARIA DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "ALESSANDRO SALOMAO", "ADEMIR PEREZ", "SIMONE MARIA DE MORAES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "ALESSANDRO SALOMAO", "ADEMIR PEREZ", "SIMONE MARIA DE MORAES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Pimentel" ], "TEMPO": [ "10", "/", "05", "/", "2019", "03", "09 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "02", ".", "06", ".", "2017", "24", "/", "06", "/", "1991", "02", "/", "06", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "02", ".", "06", ".", "2017", "24", "/", "06", "/", "1991", "02", "/", "06", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) :RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, PECULATO E CRIME LICITATÓRIO. ARTIGOS 288 E 312 DO CÓDIGO PENAL E ARTIGO 90 DA LEI 8.666/1993. AMBIGUIDADE, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE MATÉRIA DECIDIDA. INVIABILIDADE. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO, COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 17 a 23/05/2019, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B17-10C7-C2C9-3B45 e senha EE84-1926-9270-4822 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) :RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Marlus Fernando de Brito Melo contra acórdão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, PECULATO E CRIME LICITATÓRIO. ARTIGOS 288 E 312 DO CÓDIGO PENAL E ARTIGO 90 DA LEI 8.666/1993. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGADA INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL E DOLO. ADEQUAÇÃO TÍPICA. MATÉRIAS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DA7-272E-3157-4F58 e senha F353-97F8-D734-C7C4 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) :RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Marlus Fernando de Brito Melo contra acórdão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, PECULATO E CRIME LICITATÓRIO. ARTIGOS 288 E 312 DO CÓDIGO PENAL E ARTIGO 90 DA LEI 8.666/1993. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGADA INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL E DOLO. ADEQUAÇÃO TÍPICA. MATÉRIAS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DA7-272E-3157-4F58 e senha F353-97F8-D734-C7C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1182353 AGR-ED / PI presente recurso, alegando que o acórdão embargado está em contradição em relação à jurisprudência da Turma. Afirma, em síntese, que “os precedentes devem ser resguardados, em respeito a uniformização da jurisprudência”. (Doc. 17, fl. 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DA7-272E-3157-4F58 e senha F353-97F8-D734-C7C4 Supremo Tribunal Federal ARE 1182353 AGR-ED / PI presente recurso, alegando que o acórdão embargado está em contradição em relação à jurisprudência da Turma. Afirma, em síntese, que “os precedentes devem ser resguardados, em respeito a uniformização da jurisprudência”. (Doc. 17, fl. 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DA7-272E-3157-4F58 e senha F353-97F8-D734-C7C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, não se cogitando do cabimento destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa, enquanto o efeito modificativo pretendido somente é possível em situações excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, ambiguidade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine, pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, in verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento. (RE 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26/3/2015) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, não se cogitando do cabimento destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa, enquanto o efeito modificativo pretendido somente é possível em situações excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, ambiguidade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine, pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, in verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento. (RE 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26/3/2015) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1182353 AGR-ED / PI “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente , a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 25/3/2015, grifos originais) Estando evidente o abuso do direito de recorrer, o que se verifica com a interposição de recursos protelatórios, impõe-se pôr termo ao processo, com a certificação do trânsito em julgado. A jurisprudência deste Tribunal é neste sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do CPC/2015.2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente.3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (RE 597.738-AgR-ED-EDv-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Supremo Tribunal Federal ARE 1182353 AGR-ED / PI “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente , a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 25/3/2015, grifos originais) Estando evidente o abuso do direito de recorrer, o que se verifica com a interposição de recursos protelatórios, impõe-se pôr termo ao processo, com a certificação do trânsito em julgado. A jurisprudência deste Tribunal é neste sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do CPC/2015.2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente.3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (RE 597.738-AgR-ED-EDv-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1182353 AGR-ED / PI EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA.1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso.2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório.3. O STF possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes.4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 905.680- AgR-ED-ED, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 18/10/2018) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e, uma vez evidenciado o abuso do direito de recorrer, determino seja CERTIFICADO O TRÂNSITO EM JULGADO, nesta data, e promovida a BAIXA IMEDIATA dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Supremo Tribunal Federal ARE 1182353 AGR-ED / PI EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA.1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso.2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório.3. O STF possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes.4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 905.680- AgR-ED-ED, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 18/10/2018) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e, uma vez evidenciado o abuso do direito de recorrer, determino seja CERTIFICADO O TRÂNSITO EM JULGADO, nesta data, e promovida a BAIXA IMEDIATA dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) : RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS (3047/PI) ADV.(A/S) : THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA (25406/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E600-CE99-B7FD-232D e senha 9BD7-59D6-E2EC-7E34 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) : RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS (3047/PI) ADV.(A/S) : THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA (25406/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E600-CE99-B7FD-232D e senha 9BD7-59D6-E2EC-7E34 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750003352
2019-05-24T00:00:00
2019-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, PECULATO E CRIME LICITATÓRIO. ARTIGOS 288 E 312 DO CÓDIGO PENAL E ARTIGO 90 DA LEI 8.666/1993. AMBIGUIDADE, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE MATÉRIA DECIDIDA. INVIABILIDADE. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO, COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO.
sjur404967
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CABIMENTO) RE 812827 AgR-ED (1ªT), ARE 835081 AgR-ED (2ªT). (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO, CERTIDÃO DE TRÂNSITO EM JULGADO) RE 597738 AgR-ED-EDv-AgR-ED (TP), ARE 905680 AgR-ED-ED (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 04/07/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1182353
[ "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n ART-00090\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00288 ART-00312\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 1182353 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) : RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS ADV.(A/S) : THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) :RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, PECULATO E CRIME LICITATÓRIO. ARTIGOS 288 E 312 DO CÓDIGO PENAL E ARTIGO 90 DA LEI 8.666/1993. AMBIGUIDADE, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. REEXAME DE MATÉRIA DECIDIDA. INVIABILIDADE. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO, COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS AO JUÍZO DE ORIGEM, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 17 a 23/05/2019, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B17-10C7-C2C9-3B45 e senha EE84-1926-9270-4822 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) :RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Marlus Fernando de Brito Melo contra acórdão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, PECULATO E CRIME LICITATÓRIO. ARTIGOS 288 E 312 DO CÓDIGO PENAL E ARTIGO 90 DA LEI 8.666/1993. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGADA INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL E DOLO. ADEQUAÇÃO TÍPICA. MATÉRIAS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DA7-272E-3157-4F58 e senha F353-97F8-D734-C7C4 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) :RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS ADV.(A/S) :THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Marlus Fernando de Brito Melo contra acórdão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA, PECULATO E CRIME LICITATÓRIO. ARTIGOS 288 E 312 DO CÓDIGO PENAL E ARTIGO 90 DA LEI 8.666/1993. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGADA INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL E DOLO. ADEQUAÇÃO TÍPICA. MATÉRIAS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DA7-272E-3157-4F58 e senha F353-97F8-D734-C7C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1182353 AGR-ED / PI presente recurso, alegando que o acórdão embargado está em contradição em relação à jurisprudência da Turma. Afirma, em síntese, que “os precedentes devem ser resguardados, em respeito a uniformização da jurisprudência”. (Doc. 17, fl. 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DA7-272E-3157-4F58 e senha F353-97F8-D734-C7C4 Supremo Tribunal Federal ARE 1182353 AGR-ED / PI presente recurso, alegando que o acórdão embargado está em contradição em relação à jurisprudência da Turma. Afirma, em síntese, que “os precedentes devem ser resguardados, em respeito a uniformização da jurisprudência”. (Doc. 17, fl. 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2DA7-272E-3157-4F58 e senha F353-97F8-D734-C7C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, não se cogitando do cabimento destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa, enquanto o efeito modificativo pretendido somente é possível em situações excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, ambiguidade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine, pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, in verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento. (Recurso Extraordinário 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26/3/2015) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, não se cogitando do cabimento destes embargos declaratórios. Ademais, cabe salientar que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa, enquanto o efeito modificativo pretendido somente é possível em situações excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, ambiguidade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine, pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, in verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS - ACÓRDÃO - INEXISTÊNCIA DE VÍCIO - DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria, inexistindo, no acórdão proferido, qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento. (Recurso Extraordinário 812.827-AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26/3/2015) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1182353 AGR-ED / PI “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente , a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 25/3/2015, grifos originais) Estando evidente o abuso do direito de recorrer, o que se verifica com a interposição de recursos protelatórios, impõe-se pôr termo ao processo, com a certificação do trânsito em julgado. A jurisprudência deste Tribunal é neste sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015.2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente.3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (Recurso Extraordinário 597.738-AgR-ED-EDv-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Supremo Tribunal Federal ARE 1182353 AGR-ED / PI “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente , a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por inadmissíveis.” (ARE 835.081-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 25/3/2015, grifos originais) Estando evidente o abuso do direito de recorrer, o que se verifica com a interposição de recursos protelatórios, impõe-se pôr termo ao processo, com a certificação do trânsito em julgado. A jurisprudência deste Tribunal é neste sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015.2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente.3. Embargos de declaração rejeitados, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (Recurso Extraordinário 597.738-AgR-ED-EDv-AgR-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe de 25/10/2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1182353 AGR-ED / PI EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA.1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso.2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório.3. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes.4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 905.680- AgR-ED-ED, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 18/10/2018) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e, uma vez evidenciado o abuso do direito de recorrer, determino seja CERTIFICADO O TRÂNSITO EM JULGADO, nesta data, e promovida a BAIXA IMEDIATA dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Supremo Tribunal Federal ARE 1182353 AGR-ED / PI EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA.1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso.2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório.3. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes.4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 905.680- AgR-ED-ED, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 18/10/2018) Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração e, uma vez evidenciado o abuso do direito de recorrer, determino seja CERTIFICADO O TRÂNSITO EM JULGADO, nesta data, e promovida a BAIXA IMEDIATA dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 93A6-3F3E-EAB4-3A28 e senha 3983-14B8-AECB-8EBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) : RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS (3047/PI) ADV.(A/S) : THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA (25406/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E600-CE99-B7FD-232D e senha 9BD7-59D6-E2EC-7E34 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.182.353 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO ADV.(A/S) : RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS (3047/PI) ADV.(A/S) : THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA (25406/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado, com a consequente baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E600-CE99-B7FD-232D e senha 9BD7-59D6-E2EC-7E34 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1182353 AGR", "ARE 1182353 AGR", "Recurso Extraordinário 812 . 827 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 812 . 827 - AgR - ED", "ARE 1182353 AGR - ED / PI", "ARE 835 . 081 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 597 . 738 - AgR - ED - EDv - AgR - ED", "ARE 1182353 AGR - ED / PI", "ARE 835 . 081 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 597 . 738 - AgR - ED - EDv - AgR - ED", "ARE 905 . 680 - AgR", "ARE 905 . 680 - AgR - ED - ED" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGOS 288 E 312 DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 90 DA LEI 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 288 E 312 DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 90 DA LEI 8 . 666 / 1993", "ARTIGO 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 288 E 312 DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 90 DA LEI 8 . 666 / 1993", "ARTIGO 5 . . . , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO", "RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS", "THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO", "RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS", "THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA", "LUIZ FUX", "Marlus Fernando de Brito Melo", "LUIZ FUX", "MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO", "RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS", "THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA", "LUIZ FUX", "Marlus Fernando de Brito Melo", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "LUIZ FUX", "MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO", "RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS", "THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "MARLUS FERNANDO DE BRITO MELO", "RICARDO ILTON CORREIA DOS SANTOS", "THIAGO FREDERICO CHAVES TAJRA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2019", "17", "23", "/", "05", "/", "2019", "24 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "26", "/", "3", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "26", "/", "3", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "2015", "25", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "2015", "25", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) :ANTONIO MARCOS MARRONI EMENTA: SEGUNDO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. COMPLEXIDADE DA DEMANDA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO TEMA 433. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 17 a 23/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91E-EEED-8780-76BE e senha DDCD-946E-F56F-9B67 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) :ANTONIO MARCOS MARRONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por SOLANGE MUCK MAIA CHADE contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. COMPLEXIDADE DA DEMANDA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO TEMA 433. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. SUPERAÇÃO DO ÓBICE. SÚMULA VINCULANTE 33. COMPROVAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADES INSALUBRES. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DA LEI 8.231/1991. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. CARACTERIZAÇÃO DA ESPECIALIDADE DO LABOR. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO TEMA 852. ARE 906.569. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E499-0F32-2E91-2B04 e senha 557B-15D2-F358-DDF0 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) :ANTONIO MARCOS MARRONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por SOLANGE MUCK MAIA CHADE contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. COMPLEXIDADE DA DEMANDA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO TEMA 433. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. SUPERAÇÃO DO ÓBICE. SÚMULA VINCULANTE 33. COMPROVAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADES INSALUBRES. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DA LEI 8.231/1991. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. CARACTERIZAÇÃO DA ESPECIALIDADE DO LABOR. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO TEMA 852. ARE 906.569. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E499-0F32-2E91-2B04 e senha 557B-15D2-F358-DDF0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 1187515 AGR-SEGUNDO / SP CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO PREJUDICADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Portanto, no ARE 640.671-RG/RS o E. STF não afirmou que não existe na alegação de incompetência dos Juizados Especiais repercussão geral apta a amparar o recebimento de recurso extraordinário em todos os casos, mas tão somente que a alegação de incompetência quando não pautada em ofensa direta à Constituição Federal padece de falta de repercussão geral justamente porque esta pressupõe a existência de transgressão direta à Magna Carta, ou seja, não demonstrada violação direta ao texto constitucional, não há falar em repercussão geral. Ocorre que, no caso do atual feito a situação é absolutamente diversa da analisada no ARE 640.671-RG/RS, pois que, o acórdão objurgado proveniente do E. Colégio Recursal da Comarca de Assis, para afastar o direito da recorrente em aposentar-se na forma especial com fulcro na súmula vinculante n. 33 expressamente exarou pela necessidade de realização de perícia, ressaltando ser esta impossível de ser realizada em sede de Juizado Especial e, muito embora reconheceu a absoluta incompetência do órgão especial para prolatar decisão meritocrática naquele feito, ao invés de declinar a competência para a Justiça Comum ou ainda extinguir o processo sem análise de mérito conforme a própria Lei n. 9.099/95 determina, ousou ultrapassar os limites da competência constitucional atribuída ao órgão especial e analisar demais matérias que somente dizem respeito a juízo competente." (Doc. 133, fls. 12-13) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E499-0F32-2E91-2B04 e senha 557B-15D2-F358-DDF0 Supremo Tribunal Federal RE 1187515 AGR-SEGUNDO / SP CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO PREJUDICADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Portanto, no ARE 640.671-RG/RS o E. STF não afirmou que não existe na alegação de incompetência dos Juizados Especiais repercussão geral apta a amparar o recebimento de recurso extraordinário em todos os casos, mas tão somente que a alegação de incompetência quando não pautada em ofensa direta à Constituição Federal padece de falta de repercussão geral justamente porque esta pressupõe a existência de transgressão direta à Magna Carta, ou seja, não demonstrada violação direta ao texto constitucional, não há falar em repercussão geral. Ocorre que, no caso do atual feito a situação é absolutamente diversa da analisada no ARE 640.671-RG/RS, pois que, o acórdão objurgado proveniente do E. Colégio Recursal da Comarca de Assis, para afastar o direito da recorrente em aposentar-se na forma especial com fulcro na súmula vinculante n. 33 expressamente exarou pela necessidade de realização de perícia, ressaltando ser esta impossível de ser realizada em sede de Juizado Especial e, muito embora reconheceu a absoluta incompetência do órgão especial para prolatar decisão meritocrática naquele feito, ao invés de declinar a competência para a Justiça Comum ou ainda extinguir o processo sem análise de mérito conforme a própria Lei n. 9.099/95 determina, ousou ultrapassar os limites da competência constitucional atribuída ao órgão especial e analisar demais matérias que somente dizem respeito a juízo competente." (Doc. 133, fls. 12-13) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E499-0F32-2E91-2B04 e senha 557B-15D2-F358-DDF0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da competência dos juizados especiais em razão da complexidade da matéria, no tema 433. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Competência dos juizados especiais. Complexidade da prova. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a competência dos juizados especiais, face à alegação de ser necessária a produção de prova complexa para o deslinde da controvérsia submetida ao Poder Judiciário, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE 640.671-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 6/9/2011). Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da competência dos juizados especiais em razão da complexidade da matéria, no tema 433. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Competência dos juizados especiais. Complexidade da prova. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a competência dos juizados especiais, face à alegação de ser necessária a produção de prova complexa para o deslinde da controvérsia submetida ao Poder Judiciário, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE 640.671-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 6/9/2011). Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1187515 AGR-SEGUNDO / SP AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE TRATAMENTO. RESSARCIMENTO DE DESPESAS. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. PROVA DE MAIOR COMPLEXIDADE. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DIREITO DE DEFESA. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMAS 433, 611 E 660. DECISÃO FUNDAMENTADA. DEMONSTRAÇÃO DAS RAZÕES DE CONVENCIMENTO DO JULGADOR. DESNECESSIDADE DE MANIFESTAÇÃO SOBRE TODOS OS ARGUMENTOS EXPOSTOS NO RECURSO. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA PELA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 339. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 985.612-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 12/6/2017) "DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS PARA JULGAMENTO DE CAUSA COMPLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Incide, no caso, a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que não há repercussão geral da questão sobre a incompetência dos Juizados Especiais para apreciar demandas por conta de complexidade de provas. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento." (RE 933.726-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 1/6/2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Supremo Tribunal Federal RE 1187515 AGR-SEGUNDO / SP AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE TRATAMENTO. RESSARCIMENTO DE DESPESAS. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. PROVA DE MAIOR COMPLEXIDADE. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DIREITO DE DEFESA. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMAS 433, 611 E 660. DECISÃO FUNDAMENTADA. DEMONSTRAÇÃO DAS RAZÕES DE CONVENCIMENTO DO JULGADOR. DESNECESSIDADE DE MANIFESTAÇÃO SOBRE TODOS OS ARGUMENTOS EXPOSTOS NO RECURSO. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA PELA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 339. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 985.612-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 12/6/2017) "DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS PARA JULGAMENTO DE CAUSA COMPLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Incide, no caso, a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que não há repercussão geral da questão sobre a incompetência dos Juizados Especiais para apreciar demandas por conta de complexidade de provas. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento." (RE 933.726-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 1/6/2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1187515 AGR-SEGUNDO / SP "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Plano de saúde. Reajuste. Matéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto fático- probatório dos autos e de interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454. 4. Alegação de ausência de fundamentação do acórdão recorrido. Improcedência. AI-QO-RG 791.292. 5. Competência dos juizados especiais. Complexidade da prova. ARE-RG 640.671. Matéria de índole infraconstitucional. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 959.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1º do artigo 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Supremo Tribunal Federal RE 1187515 AGR-SEGUNDO / SP "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Plano de saúde. Reajuste. Matéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto fático- probatório dos autos e de interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454. 4. Alegação de ausência de fundamentação do acórdão recorrido. Improcedência. AI-QO-RG 791.292. 5. Competência dos juizados especiais. Complexidade da prova. ARE-RG 640.671. Matéria de índole infraconstitucional. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 959.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1º do artigo 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) : FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR (196007/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) : ANTONIO MARCOS MARRONI (114377/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14CC-9038-E4E7-2868 e senha 8B50-39FE-CAD6-4314 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) : FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR (196007/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) : ANTONIO MARCOS MARRONI (114377/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14CC-9038-E4E7-2868 e senha 8B50-39FE-CAD6-4314 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750003353
2019-05-24T00:00:00
2019-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: SEGUNDO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. COMPLEXIDADE DA DEMANDA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO TEMA 433. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur404968
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, JUIZADO ESPECIAL, JULGAMENTO, COMPLEXIDADE, CAUSA DE PEDIR ) ARE 640671 RG, RE 933726 AgR (1ªT), ARE 985612 ED-AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 03/07/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1187515
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 1187515 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) : FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) : ANTONIO MARCOS MARRONI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) :ANTONIO MARCOS MARRONI EMENTA: SEGUNDO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. COMPLEXIDADE DA DEMANDA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO TEMA 433. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 17 a 23/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B91E-EEED-8780-76BE e senha DDCD-946E-F56F-9B67 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) :ANTONIO MARCOS MARRONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por SOLANGE MUCK MAIA CHADE contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. COMPLEXIDADE DA DEMANDA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO TEMA 433. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. SUPERAÇÃO DO ÓBICE. SÚMULA VINCULANTE 33. COMPROVAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADES INSALUBRES. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DA LEI 8.231/1991. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. CARACTERIZAÇÃO DA ESPECIALIDADE DO LABOR. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO TEMA 852. ARE 906.569. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E499-0F32-2E91-2B04 e senha 557B-15D2-F358-DDF0 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) :FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) :ANTONIO MARCOS MARRONI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por SOLANGE MUCK MAIA CHADE contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. COMPLEXIDADE DA DEMANDA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO TEMA 433. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA MUNICIPAL. APOSENTADORIA ESPECIAL. INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. SUPERAÇÃO DO ÓBICE. SÚMULA VINCULANTE 33. COMPROVAÇÃO DE DESEMPENHO DE ATIVIDADES INSALUBRES. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DA LEI 8.231/1991. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. CARACTERIZAÇÃO DA ESPECIALIDADE DO LABOR. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO TEMA 852. ARE 906.569. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E499-0F32-2E91-2B04 e senha 557B-15D2-F358-DDF0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1187515 AGR-SEGUNDO / SP CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO PREJUDICADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Portanto, no ARE 640.671-RG/RS o E. Supremo Tribunal Federal não afirmou que não existe na alegação de incompetência dos Juizados Especiais repercussão geral apta a amparar o recebimento de recurso extraordinário em todos os casos, mas tão somente que a alegação de incompetência quando não pautada em ofensa direta à Constituição Federal padece de falta de repercussão geral justamente porque esta pressupõe a existência de transgressão direta à Magna Carta, ou seja, não demonstrada violação direta ao texto constitucional, não há falar em repercussão geral. Ocorre que, no caso do atual feito a situação é absolutamente diversa da analisada no ARE 640.671-RG/RS, pois que, o acórdão objurgado proveniente do E. Colégio Recursal da Comarca de Assis, para afastar o direito da recorrente em aposentar-se na forma especial com fulcro na súmula vinculante n. 33 expressamente exarou pela necessidade de realização de perícia, ressaltando ser esta impossível de ser realizada em sede de Juizado Especial e, muito embora reconheceu a absoluta incompetência do órgão especial para prolatar decisão meritocrática naquele feito, ao invés de declinar a competência para a Justiça Comum ou ainda extinguir o processo sem análise de mérito conforme a própria Lei n. 9.099/95 determina, ousou ultrapassar os limites da competência constitucional atribuída ao órgão especial e analisar demais matérias que somente dizem respeito a juízo competente." (Doc. 133, fls. 12-13) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E499-0F32-2E91-2B04 e senha 557B-15D2-F358-DDF0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1187515 AGR-SEGUNDO / SP CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO PREJUDICADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Portanto, no ARE 640.671-RG/RS o E. Supremo Tribunal Federal não afirmou que não existe na alegação de incompetência dos Juizados Especiais repercussão geral apta a amparar o recebimento de recurso extraordinário em todos os casos, mas tão somente que a alegação de incompetência quando não pautada em ofensa direta à Constituição Federal padece de falta de repercussão geral justamente porque esta pressupõe a existência de transgressão direta à Magna Carta, ou seja, não demonstrada violação direta ao texto constitucional, não há falar em repercussão geral. Ocorre que, no caso do atual feito a situação é absolutamente diversa da analisada no ARE 640.671-RG/RS, pois que, o acórdão objurgado proveniente do E. Colégio Recursal da Comarca de Assis, para afastar o direito da recorrente em aposentar-se na forma especial com fulcro na súmula vinculante n. 33 expressamente exarou pela necessidade de realização de perícia, ressaltando ser esta impossível de ser realizada em sede de Juizado Especial e, muito embora reconheceu a absoluta incompetência do órgão especial para prolatar decisão meritocrática naquele feito, ao invés de declinar a competência para a Justiça Comum ou ainda extinguir o processo sem análise de mérito conforme a própria Lei n. 9.099/95 determina, ousou ultrapassar os limites da competência constitucional atribuída ao órgão especial e analisar demais matérias que somente dizem respeito a juízo competente." (Doc. 133, fls. 12-13) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E499-0F32-2E91-2B04 e senha 557B-15D2-F358-DDF0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da competência dos juizados especiais em razão da complexidade da matéria, no tema 433. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Competência dos juizados especiais. Complexidade da prova. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a competência dos juizados especiais, face à alegação de ser necessária a produção de prova complexa para o deslinde da controvérsia submetida ao Poder Judiciário, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE 640.671-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 6/9/2011). Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, o Supremo Tribunal Federal assentou a inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da competência dos juizados especiais em razão da complexidade da matéria, no tema 433. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Competência dos juizados especiais. Complexidade da prova. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a competência dos juizados especiais, face à alegação de ser necessária a produção de prova complexa para o deslinde da controvérsia submetida ao Poder Judiciário, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE 640.671-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 6/9/2011). Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1187515 AGR-SEGUNDO / SP AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE TRATAMENTO. RESSARCIMENTO DE DESPESAS. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. PROVA DE MAIOR COMPLEXIDADE. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DIREITO DE DEFESA. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMAS 433, 611 E 660. DECISÃO FUNDAMENTADA. DEMONSTRAÇÃO DAS RAZÕES DE CONVENCIMENTO DO JULGADOR. DESNECESSIDADE DE MANIFESTAÇÃO SOBRE TODOS OS ARGUMENTOS EXPOSTOS NO RECURSO. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA PELA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 339. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 985.612-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 12/6/2017) "DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS PARA JULGAMENTO DE CAUSA COMPLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Incide, no caso, a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que não há repercussão geral da questão sobre a incompetência dos Juizados Especiais para apreciar demandas por conta de complexidade de provas. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 933.726-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 1/6/2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1187515 AGR-SEGUNDO / SP AGRAVO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE TRATAMENTO. RESSARCIMENTO DE DESPESAS. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL. PROVA DE MAIOR COMPLEXIDADE. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DIREITO DE DEFESA. MATÉRIAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMAS 433, 611 E 660. DECISÃO FUNDAMENTADA. DEMONSTRAÇÃO DAS RAZÕES DE CONVENCIMENTO DO JULGADOR. DESNECESSIDADE DE MANIFESTAÇÃO SOBRE TODOS OS ARGUMENTOS EXPOSTOS NO RECURSO. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. JURISPRUDÊNCIA REAFIRMADA PELA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 339. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 985.612-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 12/6/2017) "DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPETÊNCIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS PARA JULGAMENTO DE CAUSA COMPLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Incide, no caso, a pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que não há repercussão geral da questão sobre a incompetência dos Juizados Especiais para apreciar demandas por conta de complexidade de provas. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 933.726-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 1/6/2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1187515 AGR-SEGUNDO / SP "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Plano de saúde. Reajuste. Matéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto fático- probatório dos autos e de interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454. 4. Alegação de ausência de fundamentação do acórdão recorrido. Improcedência. AI-QO-RG 791.292. 5. Competência dos juizados especiais. Complexidade da prova. ARE-RG 640.671. Matéria de índole infraconstitucional. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 959.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1... do artigo 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1187515 AGR-SEGUNDO / SP "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Consumidor. 3. Plano de saúde. Reajuste. Matéria infraconstitucional. Necessidade do revolvimento do conjunto fático- probatório dos autos e de interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279 e 454. 4. Alegação de ausência de fundamentação do acórdão recorrido. Improcedência. AI-QO-RG 791.292. 5. Competência dos juizados especiais. Complexidade da prova. ARE-RG 640.671. Matéria de índole infraconstitucional. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 959.869-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 7/4/2017) Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado, conforme o § 1... do artigo 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9986-DDDC-F5E6-9DEB e senha 7F4D-50CB-62E4-F4BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) : FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR (196007/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) : ANTONIO MARCOS MARRONI (114377/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14CC-9038-E4E7-2868 e senha 8B50-39FE-CAD6-4314 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.515 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SOLANGE MUCK MAIA CHADE ADV.(A/S) : FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR (196007/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA ADV.(A/S) : ANTONIO MARCOS MARRONI (114377/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 14CC-9038-E4E7-2868 e senha 8B50-39FE-CAD6-4314 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 187 . 515", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 187 . 515", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 187 . 515", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 906 . 569", "Recurso Extraordinário 1187515 AGR - SEGUNDO / SP", "ARE 640 . 671 - RG / RS", "ARE 640", "Recurso Extraordinário 1187515 AGR", "ARE 640 . 671 - RG / RS", "ARE 640 . 671 - RG / RS", "ARE 640 . 671 - RG", "ARE 640 . 671 - RG", "Recurso Extraordinário 1187515 AGR - SEGUNDO", "Recurso Extraordinário 933 . 726 - AgR", "Recurso Extraordinário 1187515 AGR - SEGUNDO / SP", "ARE 985 . 612 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário 933 . 726 - AgR", "Recurso Extraordinário 1187515 AGR - SEGUNDO / SP", "ARE 959 . 869 - AgR", "Recurso Extraordinário 1187515 AGR -", "ARE 959 . 869 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 187 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 187 . 515" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 231 / 1991", "CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 231 / 1991", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "Lei n . 9 . 099 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "Magna Carta", "Lei n . 9 . 099 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART", "ART", "ARE", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE CANDIDO MOTA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Colégio Recursal da Comarca de Assis", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Colégio Recursal da Comarca de Assis", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO", "MOTA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "SOLANGE MUCK MAIA CHADE", "FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR", "ANTONIO MARCOS MARRONI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "SOLANGE MUCK MAIA CHADE", "FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR", "ANTONIO MARCOS MARRONI", "LUIZ FUX", "SOLANGE MUCK MAIA CHADE", "LUIZ FUX", "SOLANGE MUCK MAIA CHADE", "FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA", "ANTONIO MARCOS MARRONI", "LUIZ FUX", "SOLANGE MUCK MAIA CHADE", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "SOLANGE MUCK MAIA", "FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR", "ANTONIO MARCOS MARRONI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "SOLANGE MUCK MAIA CHADE", "FERNANDO ANTONIO SOARES DE SA JUNIOR", "ANTONIO MARCOS MARRONI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2019", "17", "23", "/", "05", "/", "2019", "24 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "6", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "6", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "6", "/", "2017", "1", "/", "6", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "6", "/", "2017", "1", "/", "6", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS – GACEN. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera alegação de existência do requisito de demonstração da repercussão geral, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC e no art. 327, § 1°, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. II – O Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com amparo na interpretação da Lei 11.784/2008, que instituiu a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias – GACEN, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B697-A5AC-0BDC-F479 e senha ADCF-DEF8-61DC-41BB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1184939 AGR / PE unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de abril de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B697-A5AC-0BDC-F479 e senha ADCF-DEF8-61DC-41BB Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de abril de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B697-A5AC-0BDC-F479 e senha ADCF-DEF8-61DC-41BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski(Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com base nos seguintes fundamentos: i) ausência de demonstração da repercussão geral; ii) eventual ofensa à Constituição dar-se-ia de forma indireta. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental sustentando, em suma, que: “Diversamente do entendimento constante da decisão proferida pela Presidência, a matéria em discussão é de natureza constitucional. Houve alegação da existência de repercussão geral. No tema, a discussão sobre a possibilidade de extensão aos servidores inativos, por direito constitucional à paridade, de Gratificações criadas por norma federal, tem sido objeto de apreciação por essa Excelsa Corte em diversos precedentes ” (pág. 2 do documento eletrônico 23). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B653-EB6A-592C-B2EF e senha C145-C53E-EA5A-B57E Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski(Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com base nos seguintes fundamentos: i) ausência de demonstração da repercussão geral; ii) eventual ofensa à Constituição dar-se-ia de forma indireta. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental sustentando, em suma, que: “Diversamente do entendimento constante da decisão proferida pela Presidência, a matéria em discussão é de natureza constitucional. Houve alegação da existência de repercussão geral. No tema, a discussão sobre a possibilidade de extensão aos servidores inativos, por direito constitucional à paridade, de Gratificações criadas por norma federal, tem sido objeto de apreciação por essa Excelsa Corte em diversos precedentes ” (pág. 2 do documento eletrônico 23). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B653-EB6A-592C-B2EF e senha C145-C53E-EA5A-B57E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Por oportuno, transcrevo a decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. PENSÃO POR MORTE. PARIDADE. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS - GACEN. NATUREZA REMUNERATÓRIA. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS E PENSIONISTAS. RECURSO INOMINADO DA FUNASA IMPROVIDO’ (pág. 1 do documento eletrônico 12). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, sustenta-se violação do art. 7° da Emenda Constitucional 41/2003. A recorrente aduz, em síntese, que ‘[e]videncia-se da leitura do art. 55 da Lei n.º 11.784/2008 que a GACEN é uma retribuição aos servidores que, em caráter permanente, realizarem atividades de combate e controle de endemias em áreas urbana ou rural, inclusive em terras indígenas e remanescentes de quilombola. Não desnatura a finalidade da gratificação em comento a extensão do seu pagamento aos ocupantes dos cargos elencados no art. 284 e 284-A, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Por oportuno, transcrevo a decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. PENSÃO POR MORTE. PARIDADE. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS - GACEN. NATUREZA REMUNERATÓRIA. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS E PENSIONISTAS. RECURSO INOMINADO DA FUNASA IMPROVIDO’ (pág. 1 do documento eletrônico 12). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, sustenta-se violação do art. 7° da Emenda Constitucional 41/2003. A recorrente aduz, em síntese, que ‘[e]videncia-se da leitura do art. 55 da Lei n.º 11.784/2008 que a GACEN é uma retribuição aos servidores que, em caráter permanente, realizarem atividades de combate e controle de endemias em áreas urbana ou rural, inclusive em terras indígenas e remanescentes de quilombola. Não desnatura a finalidade da gratificação em comento a extensão do seu pagamento aos ocupantes dos cargos elencados no art. 284 e 284-A, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1184939 AGR / PE porque as atividades desempenhadas pelos agentes ali mencionados se relacionam direta ou indiretamente com o combate e controle de endemias’ (págs. 6 e 7 do documento eletrônico 14). No que se refere à aplicação da correção monetária, defende que, embora o RE 870.947 tenha sido julgado pelo STF, foi interposto recurso de embargos declaratórios, além de pendente ainda a modulação dos seus efeitos, devendo o feito continuar sobrestado, quanto a este ponto, até o julgamento do supracitado recurso e da modulação de efeitos . A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos do processo. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC. Nesse sentido, destaco o ARE 882.864-AgR/DF, de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes, cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE porque as atividades desempenhadas pelos agentes ali mencionados se relacionam direta ou indiretamente com o combate e controle de endemias’ (págs. 6 e 7 do documento eletrônico 14). No que se refere à aplicação da correção monetária, defende que, embora o RE 870.947 tenha sido julgado pelo STF, foi interposto recurso de embargos declaratórios, além de pendente ainda a modulação dos seus efeitos, devendo o feito continuar sobrestado, quanto a este ponto, até o julgamento do supracitado recurso e da modulação de efeitos . A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos do processo. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC. Nesse sentido, destaco o ARE 882.864-AgR/DF, de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes, cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1184939 AGR / PE processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem’ (grifei). Ademais, o Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com amparo na interpretação da Lei 11.784/2008, que instituiu a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem’ (grifei). Ademais, o Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com amparo na interpretação da Lei 11.784/2008, que instituiu a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1184939 AGR / PE Endemias GACEN, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso. Com essa orientação: ‘Ementa: Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental. 3. Direito Administrativo. Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias GACEN. Incidência de contribuição previdenciária. 4. Natureza da verba. Matéria de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa. 5. Pedido de uniformização. Turma Nacional de Uniformização. Análise de direito federal. 6. Decretação de nulidade de atos processuais. Impossibilidade. Requerimento pela parte que lhe deu causa. Art. 243 do CPC. 7. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 837.277-ED/PE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). ‘EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. GACEN. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. A Corte tem se orientado no sentido de que a controvérsia sobre a natureza jurídica da gratificação recebida pelo servidor, para o fim de determinar a incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame da legislação local (Súmula 280/STF). Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 828.747- ED/PE, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS - GACEN CRIADA EM 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE Endemias GACEN, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso. Com essa orientação: ‘Ementa: Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental. 3. Direito Administrativo. Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias GACEN. Incidência de contribuição previdenciária. 4. Natureza da verba. Matéria de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa. 5. Pedido de uniformização. Turma Nacional de Uniformização. Análise de direito federal. 6. Decretação de nulidade de atos processuais. Impossibilidade. Requerimento pela parte que lhe deu causa. Art. 243 do CPC. 7. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 837.277-ED/PE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). ‘EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. GACEN. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. A Corte tem se orientado no sentido de que a controvérsia sobre a natureza jurídica da gratificação recebida pelo servidor, para o fim de determinar a incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame da legislação local (Súmula 280/STF). Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 828.747- ED/PE, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS - GACEN CRIADA EM 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1184939 AGR / PE SUBSTITUIÇÃO À INDENIZAÇÃO DE CAMPO. LEI 11.784/2008, ART. 55. ACÓRDÃO REGIONAL DECIDIU QUE A VANTAGEM PECUNIÁRIA TEM NATUREZA INDENIZATÓRIA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.12.2010. Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. O reexame da natureza da vantagem pecuniária denominada Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias - GACEN, sob fundamento de violação do art. 40, § 8º, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie - Lei 11.784/2008 o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. A Turma Recursal decidiu que a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias - GACEN, em razão do seu caráter indenizatório, não pode ser estendida aos inativos. A referida vantagem pecuniária, que substituiu em todos os efeitos a vantagem indenização de campo, em valor fixo de R$ 590,00 (quinhentos e noventa reais) mensais, foi concedida apenas aos servidores que realizam atividades de combate e controle de endemias, em área urbana ou rural, inclusive em terras indígenas e de remanescentes quilombolas, áreas extrativas e ribeirinhas, conforme estabelecido no art. 55, § 7º, da Lei 11.784/2008. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento’ (RE 716.405- ED/GO, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE SUBSTITUIÇÃO À INDENIZAÇÃO DE CAMPO. LEI 11.784/2008, ART. 55. ACÓRDÃO REGIONAL DECIDIU QUE A VANTAGEM PECUNIÁRIA TEM NATUREZA INDENIZATÓRIA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.12.2010. Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. O reexame da natureza da vantagem pecuniária denominada Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias - GACEN, sob fundamento de violação do art. 40, § 8º, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie - Lei 11.784/2008 o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. A Turma Recursal decidiu que a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias - GACEN, em razão do seu caráter indenizatório, não pode ser estendida aos inativos. A referida vantagem pecuniária, que substituiu em todos os efeitos a vantagem indenização de campo, em valor fixo de R$ 590,00 (quinhentos e noventa reais) mensais, foi concedida apenas aos servidores que realizam atividades de combate e controle de endemias, em área urbana ou rural, inclusive em terras indígenas e de remanescentes quilombolas, áreas extrativas e ribeirinhas, conforme estabelecido no art. 55, § 7º, da Lei 11.784/2008. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento’ (RE 716.405- ED/GO, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1184939 AGR / PE Com o mesmo entendimento, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 1.074.601/MA, Rel. Min. Edson Fachin; ARE 1.047.273/PE, Rel. Min. Marco Aurélio; RE 1.037.245/PB, Rel. Min. Alexandre de Moraes; RE 1.105.255/SC, Rel. Min. Dias Toffoli; e RE 1.101.673/PB, Rel. Min. Roberto Barroso. Por sua vez, no tocante ao pleito de aplicação dos juros moratórios e da correção monetária disciplinados no art. 1°-F da Lei 9.494/1997, com redação da Lei 11.960/2009, verifico que essa matéria foi submetida ao regime da repercussão geral no RE 870.947-RG/SE (Tema 810), de relatoria do Ministro Luiz Fux, e aguarda conclusão de julgamento de embargos de declaração, com efeito suspensivo deferido pelo relator, em que se discute a modulação dos efeitos da decisão proferida no julgamento do referido tema de repercussão geral. Assim, quanto a este ponto, impõe-se a devolução destes autos ao Juízo de origem para observância dos arts. 1.039, 1.040 e 1.041 do CPC. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF) e, tão somente quanto ao pedido referente aos juros moratórios e à correção monetária incidentes sobre a condenação imposta à Fazenda Pública, determino a devolução destes autos à origem para observância dos arts. 1.039, 1.040 e 1.041 do CPC, visto que essa matéria será julgada no RE 870.947-ED/SE (Tema 810 da repercussão geral). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites legais” (documento eletrônico 21). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE Com o mesmo entendimento, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 1.074.601/MA, Rel. Min. Edson Fachin; ARE 1.047.273/PE, Rel. Min. Marco Aurélio; RE 1.037.245/PB, Rel. Min. Alexandre de Moraes; RE 1.105.255/SC, Rel. Min. Dias Toffoli; e RE 1.101.673/PB, Rel. Min. Roberto Barroso. Por sua vez, no tocante ao pleito de aplicação dos juros moratórios e da correção monetária disciplinados no art. 1°-F da Lei 9.494/1997, com redação da Lei 11.960/2009, verifico que essa matéria foi submetida ao regime da repercussão geral no RE 870.947-RG/SE (Tema 810), de relatoria do Ministro Luiz Fux, e aguarda conclusão de julgamento de embargos de declaração, com efeito suspensivo deferido pelo relator, em que se discute a modulação dos efeitos da decisão proferida no julgamento do referido tema de repercussão geral. Assim, quanto a este ponto, impõe-se a devolução destes autos ao Juízo de origem para observância dos arts. 1.039, 1.040 e 1.041 do CPC. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF) e, tão somente quanto ao pedido referente aos juros moratórios e à correção monetária incidentes sobre a condenação imposta à Fazenda Pública, determino a devolução destes autos à origem para observância dos arts. 1.039, 1.040 e 1.041 do CPC, visto que essa matéria será julgada no RE 870.947-ED/SE (Tema 810 da repercussão geral). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites legais” (documento eletrônico 21). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS (14671A/AL, 185559/MG, 29426/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B96-C09A-26BD-354C e senha 7B8C-64DF-F48C-84C8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS (14671A/AL, 185559/MG, 29426/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B96-C09A-26BD-354C e senha 7B8C-64DF-F48C-84C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749795355
2019-04-24T00:00:00
2019-05-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS – GACEN. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera alegação de existência do requisito de demonstração da repercussão geral, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC e no art. 327, § 1°, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. II – O Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com amparo na interpretação da Lei 11.784/2008, que instituiu a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias – GACEN, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso. III – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur403460
Número de páginas: 10. Análise: 11/06/2019, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1184939
[ "LEG-FED LEI-011784 ANO-2008\n ART-00055\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1184939 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS
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Ementa e Acórdão 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS – GACEN. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A mera alegação de existência do requisito de demonstração da repercussão geral, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil e no art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. II – O Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com amparo na interpretação da Lei 11.784/2008, que instituiu a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias – GACEN, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B697-A5AC-0BDC-F479 e senha ADCF-DEF8-61DC-41BB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1184939 AGR / PE unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de abril de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B697-A5AC-0BDC-F479 e senha ADCF-DEF8-61DC-41BB Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de abril de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B697-A5AC-0BDC-F479 e senha ADCF-DEF8-61DC-41BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski(Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com base nos seguintes fundamentos: i) ausência de demonstração da repercussão geral; ii) eventual ofensa à Constituição dar-se-ia de forma indireta. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental sustentando, em suma, que: “Diversamente do entendimento constante da decisão proferida pela Presidência, a matéria em discussão é de natureza constitucional. Houve alegação da existência de repercussão geral. No tema, a discussão sobre a possibilidade de extensão aos servidores inativos, por direito constitucional à paridade, de Gratificações criadas por norma federal, tem sido objeto de apreciação por essa Excelsa Corte em diversos precedentes ” (pág. 2 do documento eletrônico 23). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B653-EB6A-592C-B2EF e senha C145-C53E-EA5A-B57E Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) :FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski(Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, com base nos seguintes fundamentos: i) ausência de demonstração da repercussão geral; ii) eventual ofensa à Constituição dar-se-ia de forma indireta. A agravante, inconformada, interpõe este agravo regimental sustentando, em suma, que: “Diversamente do entendimento constante da decisão proferida pela Presidência, a matéria em discussão é de natureza constitucional. Houve alegação da existência de repercussão geral. No tema, a discussão sobre a possibilidade de extensão aos servidores inativos, por direito constitucional à paridade, de Gratificações criadas por norma federal, tem sido objeto de apreciação por essa Excelsa Corte em diversos precedentes ” (pág. 2 do documento eletrônico 23). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B653-EB6A-592C-B2EF e senha C145-C53E-EA5A-B57E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Por oportuno, transcrevo a decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. PENSÃO POR MORTE. PARIDADE. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS - GACEN. NATUREZA REMUNERATÓRIA. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS E PENSIONISTAS. RECURSO INOMINADO DA FUNASA IMPROVIDO’ (pág. 1 do documento eletrônico 12). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, sustenta-se violação do art. 7... da Emenda Constitucional 41/2003. A recorrente aduz, em síntese, que ‘[e]videncia-se da leitura do art. 55 da Lei n. 11.784/2008 que a GACEN é uma retribuição aos servidores que, em caráter permanente, realizarem atividades de combate e controle de endemias em áreas urbana ou rural, inclusive em terras indígenas e remanescentes de quilombola. Não desnatura a finalidade da gratificação em comento a extensão do seu pagamento aos ocupantes dos cargos elencados no art. 284 e 284-A, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Por oportuno, transcrevo a decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO INATIVO. PENSÃO POR MORTE. PARIDADE. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS - GACEN. NATUREZA REMUNERATÓRIA. ACRÉSCIMO PATRIMONIAL. EXTENSÃO AOS INATIVOS E PENSIONISTAS. RECURSO INOMINADO DA FUNASA IMPROVIDO’ (pág. 1 do documento eletrônico 12). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição Federal, sustenta-se violação do art. 7... da Emenda Constitucional 41/2003. A recorrente aduz, em síntese, que ‘[e]videncia-se da leitura do art. 55 da Lei n. 11.784/2008 que a GACEN é uma retribuição aos servidores que, em caráter permanente, realizarem atividades de combate e controle de endemias em áreas urbana ou rural, inclusive em terras indígenas e remanescentes de quilombola. Não desnatura a finalidade da gratificação em comento a extensão do seu pagamento aos ocupantes dos cargos elencados no art. 284 e 284-A, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1184939 AGR / PE porque as atividades desempenhadas pelos agentes ali mencionados se relacionam direta ou indiretamente com o combate e controle de endemias’ (págs. 6 e 7 do documento eletrônico 14). No que se refere à aplicação da correção monetária, defende que, embora o Recurso Extraordinário 870.947 tenha sido julgado pelo Supremo Tribunal Federal, foi interposto recurso de embargos declaratórios, além de pendente ainda a modulação dos seus efeitos, devendo o feito continuar sobrestado, quanto a este ponto, até o julgamento do supracitado recurso e da modulação de efeitos . A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos do processo. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil. Nesse sentido, destaco o ARE 882.864-AgR/DF, de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes, cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE porque as atividades desempenhadas pelos agentes ali mencionados se relacionam direta ou indiretamente com o combate e controle de endemias’ (págs. 6 e 7 do documento eletrônico 14). No que se refere à aplicação da correção monetária, defende que, embora o Recurso Extraordinário 870.947 tenha sido julgado pelo Supremo Tribunal Federal, foi interposto recurso de embargos declaratórios, além de pendente ainda a modulação dos seus efeitos, devendo o feito continuar sobrestado, quanto a este ponto, até o julgamento do supracitado recurso e da modulação de efeitos . A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque a recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos do processo. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil. Nesse sentido, destaco o ARE 882.864-AgR/DF, de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes, cuja ementa segue transcrita: ‘AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1184939 AGR / PE processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem’ (grifei). Ademais, o Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com amparo na interpretação da Lei 11.784/2008, que instituiu a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 4. A argumentação do recurso extraordinário traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que seu acolhimento passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 5. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem’ (grifei). Ademais, o Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com amparo na interpretação da Lei 11.784/2008, que instituiu a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1184939 AGR / PE Endemias GACEN, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso. Com essa orientação: ‘Ementa: Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental. 3. Direito Administrativo. Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias GACEN. Incidência de contribuição previdenciária. 4. Natureza da verba. Matéria de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa. 5. Pedido de uniformização. Turma Nacional de Uniformização. Análise de direito federal. 6. Decretação de nulidade de atos processuais. Impossibilidade. Requerimento pela parte que lhe deu causa. Art. 243 do Código de Processo Civil. 7. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 837.277-ED/PE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). ‘EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. GACEN. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. A Corte tem se orientado no sentido de que a controvérsia sobre a natureza jurídica da gratificação recebida pelo servidor, para o fim de determinar a incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame da legislação local (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 828.747- ED/PE, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS - GACEN CRIADA EM 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE Endemias GACEN, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso. Com essa orientação: ‘Ementa: Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental. 3. Direito Administrativo. Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias GACEN. Incidência de contribuição previdenciária. 4. Natureza da verba. Matéria de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa. 5. Pedido de uniformização. Turma Nacional de Uniformização. Análise de direito federal. 6. Decretação de nulidade de atos processuais. Impossibilidade. Requerimento pela parte que lhe deu causa. Art. 243 do Código de Processo Civil. 7. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 837.277-ED/PE, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma). ‘EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. GACEN. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. A Corte tem se orientado no sentido de que a controvérsia sobre a natureza jurídica da gratificação recebida pelo servidor, para o fim de determinar a incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame da legislação local (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 828.747- ED/PE, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘Ementa: DIREITO ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE ATIVIDADE DE COMBATE E CONTROLE DE ENDEMIAS - GACEN CRIADA EM 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1184939 AGR / PE SUBSTITUIÇÃO À INDENIZAÇÃO DE CAMPO. LEI 11.784/2008, ART. 55. ACÓRDÃO REGIONAL DECIDIU QUE A VANTAGEM PECUNIÁRIA TEM NATUREZA INDENIZATÓRIA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.12.2010. Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. O reexame da natureza da vantagem pecuniária denominada Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias - GACEN, sob fundamento de violação do art. 40, § 8..., da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie - Lei 11.784/2008 o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. A Turma Recursal decidiu que a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias - GACEN, em razão do seu caráter indenizatório, não pode ser estendida aos inativos. A referida vantagem pecuniária, que substituiu em todos os efeitos a vantagem indenização de campo, em valor fixo de R$ 590,00 (quinhentos e noventa reais) mensais, foi concedida apenas aos servidores que realizam atividades de combate e controle de endemias, em área urbana ou rural, inclusive em terras indígenas e de remanescentes quilombolas, áreas extrativas e ribeirinhas, conforme estabelecido no art. 55, § 7..., da Lei 11.784/2008. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento’ (Recurso Extraordinário 716.405- ED/GO, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE SUBSTITUIÇÃO À INDENIZAÇÃO DE CAMPO. LEI 11.784/2008, ART. 55. ACÓRDÃO REGIONAL DECIDIU QUE A VANTAGEM PECUNIÁRIA TEM NATUREZA INDENIZATÓRIA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 17.12.2010. Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. O reexame da natureza da vantagem pecuniária denominada Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias - GACEN, sob fundamento de violação do art. 40, § 8..., da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie - Lei 11.784/2008 o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. A Turma Recursal decidiu que a Gratificação de Atividade de Combate e Controle de Endemias - GACEN, em razão do seu caráter indenizatório, não pode ser estendida aos inativos. A referida vantagem pecuniária, que substituiu em todos os efeitos a vantagem indenização de campo, em valor fixo de R$ 590,00 (quinhentos e noventa reais) mensais, foi concedida apenas aos servidores que realizam atividades de combate e controle de endemias, em área urbana ou rural, inclusive em terras indígenas e de remanescentes quilombolas, áreas extrativas e ribeirinhas, conforme estabelecido no art. 55, § 7..., da Lei 11.784/2008. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento’ (Recurso Extraordinário 716.405- ED/GO, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1184939 AGR / PE Com o mesmo entendimento, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 1.074.601/MA, Rel. Min. Edson Fachin; ARE 1.047.273/PE, Rel. Min. Marco Aurélio; Recurso Extraordinário 1.037.245/PB, Rel. Min. Alexandre de Moraes; Recurso Extraordinário 1.105.255/SC, Rel. Min. Dias Toffoli; e Recurso Extraordinário 1.101.673/PB, Rel. Min. Roberto Barroso. Por sua vez, no tocante ao pleito de aplicação dos juros moratórios e da correção monetária disciplinados no art. 1...-F da Lei 9.494/1997, com redação da Lei 11.960/2009, verifico que essa matéria foi submetida ao regime da repercussão geral no Recurso Extraordinário 870.947-RG/SE (Tema 810), de relatoria do Ministro Luiz Fux, e aguarda conclusão de julgamento de embargos de declaração, com efeito suspensivo deferido pelo relator, em que se discute a modulação dos efeitos da decisão proferida no julgamento do referido tema de repercussão geral. Assim, quanto a este ponto, impõe-se a devolução destes autos ao Juízo de origem para observância dos arts. 1.039, 1.040 e 1.041 do Código de Processo Civil. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF) e, tão somente quanto ao pedido referente aos juros moratórios e à correção monetária incidentes sobre a condenação imposta à Fazenda Pública, determino a devolução destes autos à origem para observância dos arts. 1.039, 1.040 e 1.041 do Código de Processo Civil, visto que essa matéria será julgada no Recurso Extraordinário 870.947-ED/SE (Tema 810 da repercussão geral). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites legais” (documento eletrônico 21). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Supremo Tribunal Federal ARE 1184939 AGR / PE Com o mesmo entendimento, menciono as seguintes decisões, entre outras: ARE 1.074.601/MA, Rel. Min. Edson Fachin; ARE 1.047.273/PE, Rel. Min. Marco Aurélio; Recurso Extraordinário 1.037.245/PB, Rel. Min. Alexandre de Moraes; Recurso Extraordinário 1.105.255/SC, Rel. Min. Dias Toffoli; e Recurso Extraordinário 1.101.673/PB, Rel. Min. Roberto Barroso. Por sua vez, no tocante ao pleito de aplicação dos juros moratórios e da correção monetária disciplinados no art. 1...-F da Lei 9.494/1997, com redação da Lei 11.960/2009, verifico que essa matéria foi submetida ao regime da repercussão geral no Recurso Extraordinário 870.947-RG/SE (Tema 810), de relatoria do Ministro Luiz Fux, e aguarda conclusão de julgamento de embargos de declaração, com efeito suspensivo deferido pelo relator, em que se discute a modulação dos efeitos da decisão proferida no julgamento do referido tema de repercussão geral. Assim, quanto a este ponto, impõe-se a devolução destes autos ao Juízo de origem para observância dos arts. 1.039, 1.040 e 1.041 do Código de Processo Civil. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF) e, tão somente quanto ao pedido referente aos juros moratórios e à correção monetária incidentes sobre a condenação imposta à Fazenda Pública, determino a devolução destes autos à origem para observância dos arts. 1.039, 1.040 e 1.041 do Código de Processo Civil, visto que essa matéria será julgada no Recurso Extraordinário 870.947-ED/SE (Tema 810 da repercussão geral). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites legais” (documento eletrônico 21). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 012C-3D58-E6EA-A984 e senha D7C6-8D5F-9E59-4A98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS (14671A/AL, 185559/MG, 29426/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B96-C09A-26BD-354C e senha 7B8C-64DF-F48C-84C8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.939 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE - FUNASA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA ADV.(A/S) : FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS (14671A/AL, 185559/MG, 29426/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 12.4.2019 a 23.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B96-C09A-26BD-354C e senha 7B8C-64DF-F48C-84C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 184 . 939", "ARE 1184939 AGR / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 1184939 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 870 . 947", "ARE 882 . 864 - AgR / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo", "ARE 1184939 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 870 . 947", "ARE 882 . 864 - AgR / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 837 . 277 - ED / PE", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 828 . 747 - ED / PE", "ARE 1184939 AGR / PE", "ARE 837 . 277 - ED / PE", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 828 . 747 - ED / PE", "Recurso Extraordinário 716 . 405 - ED / GO", "Recurso Extraordinário 716 . 405 - ED / GO", "ARE 1184939 AGR / PE", "ARE 1 . 074 . 601 / MA", "ARE 1 . 047 . 273 / PE", "Recurso Extraordinário 1 . 037 . 245 / PB", "Recurso Extraordinário 1 . 105 . 255 / SC", "Recurso Extraordinário 1 . 101 . 673 / PB", "Recurso Extraordinário 870 . 947 - RG / SE", "Recurso Extraordinário 870 . 947 - ED / SE", "ARE 1184939 AGR / PE", "ARE 1 . 074 . 601 / MA", "ARE 1 . 047 . 273 / PE", "Recurso Extraordinário 1 . 037 . 245 / PB", "Recurso Extraordinário 1 . 105 . 255 / SC", "Recurso Extraordinário 1 . 101 . 673 / PB", "Recurso Extraordinário 870 . 947 - RG / SE", "Recurso Extraordinário 870 . 947 - ED / SE" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei 11 . 784 / 2008", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 7 . . . da Emenda Constitucional 41 / 2003", "art . 55 da Lei n . 11 . 784 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 7 . . . da Emenda Constitucional 41 / 2003", "art . 55 da Lei n . 11 . 784 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Lei 11 . 784 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Lei 11 . 784 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Art . 243 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Art . 243 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 11 . 784 / 2008", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Lei 11 . 784 / 2008", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 55 , § 7 . . . , da Lei 11 . 784 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 11 . 784 / 2008 , ART . 55", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Lei 11 . 784 / 2008", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 55 , § 7 . . . , da Lei 11 . 784 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "Lei 11 . 960 / 2009", "arts . 1 . 039 , 1 . 040 e 1 . 041 do Código de Processo Civil", "arts . 1 . 039 , 1 . 040 e 1 . 041 do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "Lei 11 . 960 / 2009", "arts . 1 . 039 , 1 . 040 e 1 . 041 do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "arts . 1 . 039 , 1 . 040 e 1 . 041 do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE", "FUNASA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE", "FUNASA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE", "FUNASA", "SEGUNDA TURMA", "FUNASA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNASA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Turma Nacional de Uniformização", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "GACEN", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE", "FUNASA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE", "FUNASA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA", "FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA", "FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA", "FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Edson Fachin", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "RICARDO LEWANDOWSKI", "IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA", "FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "IRENE FIALHO ARAUJO MOREIRA", "FRANCISCO AUGUSTO MELO DE FREITAS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "12", ".", "4", ".", "2019", "23", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "4", ".", "2019", "23", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL 72/2016 DO ESTADO DE SANTA CATARINA E ARTIGO 11 DA LEI COMPLEMENTAR 141/2012. VINCULAÇÃO DE RECEITAS A AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE EM PERCENTUAL SUPERIOR AO ESTABELECIDO PELO LEGISLADOR COMPLEMENTAR FEDERAL NO EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA CONFERIDA CONSTITUCIONALMENTE. É VEDADA A VINCULAÇÃO DA RECEITA DE IMPOSTOS A FINALIDADES NÃO EXPRESSAMENTE PREVISTAS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (ARTIGOS 165, 167, IV, E 198, §3º, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). É VEDADO AO LEGISLADOR COMPLEMENTAR FEDERAL ATRIBUIR COMPETÊNCIA LEGISLATIVA A CONSTITUIÇÕES ESTADUAIS E LEIS ORGÂNICAS PARA INSTITUIREM VINCULAÇÃO DE RECEITA. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, JULGADO PROCEDENTE O PEDIDO. 1. A Constituição Federal reserva ao Poder Executivo a iniciativa das leis que estabelecem o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais, o que, em respeito à separação dos Poderes, consubstancia norma de observância obrigatória pelos demais entes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 54 Ementa e Acórdão ADI 5897 / SC federados. 2. É cediço na jurisprudência da Corte que a inserção nos textos constitucionais estaduais dessas matérias, cuja veiculação por lei se submeteria à iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo, subtrai a este último a possibilidade de manifestação. Precedentes: ADI 584, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/4/2014; e ADI 1.689, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 2/5/2003. 3. A usurpação da iniciativa legislativa em matéria orçamentária por parlamentar ou mesmo pelo constituinte estadual ocorre tanto pela criação de rubricas quanto pelo estabelecimento de vinculações de receitas orçamentárias, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal. 4. A função legislativa de frear e limitar os poderes do Executivo na elaboração do orçamento deve ocorrer no momento de deliberação e aprovação da proposta orçamentária, vedada a vinculação abstrata de receitas, salvo as autorizações constitucionais. 5. O artigo 167, IV, da Constituição Federal veda o estabelecimento de vinculação de receitas proveniente de impostos, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal, porquanto cerceia o poder de gestão financeira do chefe do Poder Executivo e obsta o custeio das despesas urgentes, imprevistas ou extraordinárias, que se façam necessárias ao longo do exercício financeiro, tanto mais que deve dar-se aplicação aos recursos de receita pública consoante critérios de responsabilidade fiscal consentâneos com os anseios democráticos. Precedentes: ADI 1.759, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 20/8/2010; ADI 1.750, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJ de 13/10/2006. 6. A vedação à vinculação da receita é norma que preserva a separação dos poderes, o princípio democrático e a responsabilidade fiscal, de modo que o artigo 167, IV, da Constituição faz jus à sua simétrica aplicação por todos os entes da Federação. 7. A destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde figura dentre as exceções à regra constitucional de vedação à vinculação de receitas, máxime por estar expressamente estabelecida no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC federados. 2. É cediço na jurisprudência da Corte que a inserção nos textos constitucionais estaduais dessas matérias, cuja veiculação por lei se submeteria à iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo, subtrai a este último a possibilidade de manifestação. Precedentes: ADI 584, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/4/2014; e ADI 1.689, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 2/5/2003. 3. A usurpação da iniciativa legislativa em matéria orçamentária por parlamentar ou mesmo pelo constituinte estadual ocorre tanto pela criação de rubricas quanto pelo estabelecimento de vinculações de receitas orçamentárias, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal. 4. A função legislativa de frear e limitar os poderes do Executivo na elaboração do orçamento deve ocorrer no momento de deliberação e aprovação da proposta orçamentária, vedada a vinculação abstrata de receitas, salvo as autorizações constitucionais. 5. O artigo 167, IV, da Constituição Federal veda o estabelecimento de vinculação de receitas proveniente de impostos, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal, porquanto cerceia o poder de gestão financeira do chefe do Poder Executivo e obsta o custeio das despesas urgentes, imprevistas ou extraordinárias, que se façam necessárias ao longo do exercício financeiro, tanto mais que deve dar-se aplicação aos recursos de receita pública consoante critérios de responsabilidade fiscal consentâneos com os anseios democráticos. Precedentes: ADI 1.759, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 20/8/2010; ADI 1.750, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJ de 13/10/2006. 6. A vedação à vinculação da receita é norma que preserva a separação dos poderes, o princípio democrático e a responsabilidade fiscal, de modo que o artigo 167, IV, da Constituição faz jus à sua simétrica aplicação por todos os entes da Federação. 7. A destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde figura dentre as exceções à regra constitucional de vedação à vinculação de receitas, máxime por estar expressamente estabelecida no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 54 Ementa e Acórdão ADI 5897 / SC texto constitucional. 8. O artigo 198, §3º, I, da Constituição Federal atribuiu ao legislador complementar federal a fixação dos percentuais a serem aplicados anualmente pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, o que restou exaurido pelos artigos 6º a 8º da Lei Complementar 141/2012. 9. A Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina, ao estabelecer percentuais que excedem aqueles estatuídos pela Lei Complementar federal 141/2012, no exercício do poder normativo conferido pelo artigo 198, §3º, I, da Constituição Federal, instituiu uma vinculação orçamentária não autorizada pela Carta Maior, por isso que a referida vinculação viola os artigos 198, §3º, I; 167, IV, e 165 da Constituição Federal. Precedente: ADI 2.894 MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 17/10/2003. 10. O artigo 11 da Lei Complementar 141/2012, ao atribuir ao constituinte estadual ou municipal competência legislativa para dispor de conteúdo que lhe foi delegado excepcional e expressamente pela Constituição Federal, usurpou a competência resguardada ao poder constituinte nacional, consubstanciando afronta ao disposto nos artigos 167, IV, e 198, §3º, I, da Constituição Federal, mercê de a excepcionalidade vedar uma leitura expansiva dos poderes normativos delegados. Precedente: ADI 6059 MC, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 20/2/2019. 11. O caráter irrestrito da possibilidade de aumento dos percentuais mínimos pelos entes federados, autorizada pelo artigo 11 da Lei Complementar 141, atribui às Assembleias Estaduais e Câmaras de Vereadores o poder ilimitado de vincular quaisquer recursos, distorcendo o processo legislativo orçamentário insculpido no artigo 165 da Carta Maior. A alocação de recursos orçamentários em montante superior aos percentuais mínimos instituídos constitucionalmente cabe aos poderes eleitos, nos limites de sua responsabilidade fiscal e em cada exercício. 12. O exaurimento da eficácia jurídico-normativa do dispositivo legal impugnado implica a prejudicialidade da ação, por perda de seu objeto, porquanto o objetivo da ação direta é a declaração, em tese, da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC texto constitucional. 8. O artigo 198, §3º, I, da Constituição Federal atribuiu ao legislador complementar federal a fixação dos percentuais a serem aplicados anualmente pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, o que restou exaurido pelos artigos 6º a 8º da Lei Complementar 141/2012. 9. A Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina, ao estabelecer percentuais que excedem aqueles estatuídos pela Lei Complementar federal 141/2012, no exercício do poder normativo conferido pelo artigo 198, §3º, I, da Constituição Federal, instituiu uma vinculação orçamentária não autorizada pela Carta Maior, por isso que a referida vinculação viola os artigos 198, §3º, I; 167, IV, e 165 da Constituição Federal. Precedente: ADI 2.894 MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 17/10/2003. 10. O artigo 11 da Lei Complementar 141/2012, ao atribuir ao constituinte estadual ou municipal competência legislativa para dispor de conteúdo que lhe foi delegado excepcional e expressamente pela Constituição Federal, usurpou a competência resguardada ao poder constituinte nacional, consubstanciando afronta ao disposto nos artigos 167, IV, e 198, §3º, I, da Constituição Federal, mercê de a excepcionalidade vedar uma leitura expansiva dos poderes normativos delegados. Precedente: ADI 6059 MC, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 20/2/2019. 11. O caráter irrestrito da possibilidade de aumento dos percentuais mínimos pelos entes federados, autorizada pelo artigo 11 da Lei Complementar 141, atribui às Assembleias Estaduais e Câmaras de Vereadores o poder ilimitado de vincular quaisquer recursos, distorcendo o processo legislativo orçamentário insculpido no artigo 165 da Carta Maior. A alocação de recursos orçamentários em montante superior aos percentuais mínimos instituídos constitucionalmente cabe aos poderes eleitos, nos limites de sua responsabilidade fiscal e em cada exercício. 12. O exaurimento da eficácia jurídico-normativa do dispositivo legal impugnado implica a prejudicialidade da ação, por perda de seu objeto, porquanto o objetivo da ação direta é a declaração, em tese, da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 54 Ementa e Acórdão ADI 5897 / SC inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e o seu consequente expurgo do ordenamento jurídico. Precedentes: ADI 4.365, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 8/5/2015; ADI 4.663-MC-Ref, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe de 16/12/2014. 13. In casu, a presente ação direta carece de objeto quanto os incisos I e II do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, que se referem aos exercícios fiscais pretéritos de 2017 e 2018, razão pela qual impõe-se o seu conhecimento parcial. 14. Ação direta de inconstitucionalidade parcialmente conhecida, e, na parte conhecida, julgada procedente, para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. A C Ó R D à O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em CONHECER PARCIALMENTE da ação direta e, na parte conhecida, por maioria e por fundamentos diversos, em julgar PROCEDENTE o pedido para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que o julgava improcedente. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Brasília, 24 de abril de 2019. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e o seu consequente expurgo do ordenamento jurídico. Precedentes: ADI 4.365, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 8/5/2015; ADI 4.663-MC-Ref, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe de 16/12/2014. 13. In casu, a presente ação direta carece de objeto quanto os incisos I e II do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, que se referem aos exercícios fiscais pretéritos de 2017 e 2018, razão pela qual impõe-se o seu conhecimento parcial. 14. Ação direta de inconstitucionalidade parcialmente conhecida, e, na parte conhecida, julgada procedente, para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. A C Ó R D à O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em CONHECER PARCIALMENTE da ação direta e, na parte conhecida, por maioria e por fundamentos diversos, em julgar PROCEDENTE o pedido para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que o julgava improcedente. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Brasília, 24 de abril de 2019. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 54 Ementa e Acórdão ADI 5897 / SC Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 54 Relatório 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pelo Governador do Estado de Santa Catarina, tendo por objeto o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012 e a Emenda Constitucional estadual 72/2016, que versam percentuais mínimos da arrecadação de impostos a serem investidos em ações e serviços públicos de saúde, contrariando a Constituição Federal, in verbis: “Lei Complementar federal 141/2012 Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde. Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pelo Governador do Estado de Santa Catarina, tendo por objeto o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012 e a Emenda Constitucional estadual 72/2016, que versam percentuais mínimos da arrecadação de impostos a serem investidos em ações e serviços públicos de saúde, contrariando a Constituição Federal, in verbis: “Lei Complementar federal 141/2012 Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde. Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 54 Relatório ADI 5897 / SC Art. 1º O art. 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 155. (…) § 2º O Estado e os Municípios anualmente aplicarão em ações e serviços de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento), calculados: I - no caso dos Municípios, sobre o produto da arrecadação dos Impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea ‘b’ e § 3º, todos da Constituição Federal; e II - no caso do Estado, sobre o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea ‘a’ e inciso II, todos da Constituição Federal, observado o disposto no art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). § 3º Lei Complementar federal estabelecerá as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas estadual e municipal. § 4º Os montantes a que se referem os incisos I e II do § 2º, serão aplicados por meio do Fundo Estadual de Saúde, sob acompanhamento e fiscalização do Conselho Estadual de Saúde, sem prejuízo do disposto no art. 62.’ Art. 2º O art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 50. A aplicação mínima a que se refere o art. 155, § 2º, inciso II, da Constituição do Estado, em ações e serviços públicos de saúde, será gradativamente implementada até o exercício fiscal de 2019, observado que: I - no exercício fiscal de 2017 serão aplicados 13% (treze por cento); II - no exercício fiscal de 2018 serão aplicados 14% (quatorze por cento); III - no exercício fiscal de 2019 serão aplicados 15% (quinze por cento).’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Art. 1º O art. 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 155. (…) § 2º O Estado e os Municípios anualmente aplicarão em ações e serviços de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento), calculados: I - no caso dos Municípios, sobre o produto da arrecadação dos Impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea ‘b’ e § 3º, todos da Constituição Federal; e II - no caso do Estado, sobre o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea ‘a’ e inciso II, todos da Constituição Federal, observado o disposto no art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). § 3º Lei Complementar federal estabelecerá as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas estadual e municipal. § 4º Os montantes a que se referem os incisos I e II do § 2º, serão aplicados por meio do Fundo Estadual de Saúde, sob acompanhamento e fiscalização do Conselho Estadual de Saúde, sem prejuízo do disposto no art. 62.’ Art. 2º O art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 50. A aplicação mínima a que se refere o art. 155, § 2º, inciso II, da Constituição do Estado, em ações e serviços públicos de saúde, será gradativamente implementada até o exercício fiscal de 2019, observado que: I - no exercício fiscal de 2017 serão aplicados 13% (treze por cento); II - no exercício fiscal de 2018 serão aplicados 14% (quatorze por cento); III - no exercício fiscal de 2019 serão aplicados 15% (quinze por cento).’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 54 Relatório ADI 5897 / SC Art. 3º Esta Emenda à Constituição do Estado vige a partir da data de sua publicação.” Como parâmetro de controle, o requerente indicou os artigos 48, II; 60, §§ 2º e 4º, III; 165, III; 167, IV; e 198, § 3º, I, da Constituição Federal, bem como o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Em síntese, o requerente alegou que a distribuição de competência legislativa constitui matéria exclusiva da Constituição Federal e não poderia ser delegada aos entes federados. Nesse contexto, aduziu que o Poder Legislativo federal, nos termos da previsão constitucional do artigo 198, § 3º, fixou um percentual mínimo e definitivo de investimento em saúde a ser observado pelos Estados e Municípios. Assim, não poderia a Assembleia Legislativa estadual definir um percentual obrigatório mais elevado, ainda que o artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 tenha admitido que Constituições Estaduais ou Leis Orgânicas estabeleçam percentuais superiores aos por ela fixados, o que reputa inconstitucional. Afirma que, ao delegar aos Entes Federados, por meio de sua Constituição Estadual (ou Lei Orgânica), a autoridade para definição do parâmetro a ser exigido, o legislador complementar negou vigência à competência recebida pelo artigo 198, § 3º, da Constituição Federal, porquanto dispôs sobre a distribuição de competência legislativa, à revelia dos parâmetros constitucionalmente definidos. Confira-se, in verbis: “Ocorre que a distribuição de competência legislativa é matéria exclusiva da Constituição Federal, e não poderia ser delegada aos Entes Federados. Seria necessária nova emenda constitucional ou, no mínimo, observar a simetria constitucional e indicar o processo legislativo para Lei Complementar Estadual. Com isso, não resta dúvida que a legislação estadual invadiu âmbito reservado à União Federal e retirou, ainda, a liberdade do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Art. 3º Esta Emenda à Constituição do Estado vige a partir da data de sua publicação.” Como parâmetro de controle, o requerente indicou os artigos 48, II; 60, §§ 2º e 4º, III; 165, III; 167, IV; e 198, § 3º, I, da Constituição Federal, bem como o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Em síntese, o requerente alegou que a distribuição de competência legislativa constitui matéria exclusiva da Constituição Federal e não poderia ser delegada aos entes federados. Nesse contexto, aduziu que o Poder Legislativo federal, nos termos da previsão constitucional do artigo 198, § 3º, fixou um percentual mínimo e definitivo de investimento em saúde a ser observado pelos Estados e Municípios. Assim, não poderia a Assembleia Legislativa estadual definir um percentual obrigatório mais elevado, ainda que o artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 tenha admitido que Constituições Estaduais ou Leis Orgânicas estabeleçam percentuais superiores aos por ela fixados, o que reputa inconstitucional. Afirma que, ao delegar aos Entes Federados, por meio de sua Constituição Estadual (ou Lei Orgânica), a autoridade para definição do parâmetro a ser exigido, o legislador complementar negou vigência à competência recebida pelo artigo 198, § 3º, da Constituição Federal, porquanto dispôs sobre a distribuição de competência legislativa, à revelia dos parâmetros constitucionalmente definidos. Confira-se, in verbis: “Ocorre que a distribuição de competência legislativa é matéria exclusiva da Constituição Federal, e não poderia ser delegada aos Entes Federados. Seria necessária nova emenda constitucional ou, no mínimo, observar a simetria constitucional e indicar o processo legislativo para Lei Complementar Estadual. Com isso, não resta dúvida que a legislação estadual invadiu âmbito reservado à União Federal e retirou, ainda, a liberdade do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 54 Relatório ADI 5897 / SC Poder Executivo Estadual de propor suas diretrizes orçamentárias. Ora, o constituinte derivado e o Poder Legislativo Federal fixaram um percentual mínimo de investimento em saúde, a ser observado pelos Estados e Municípios, que deve balizar os debates orçamentários e a Administração Pública. Não pode a Assembleia Legislativa subtrair essa liberdade do Poder Executivo - e de seu gestor atual e dos futuros - com a definição de um percentual obrigatório mais elevado. (…) É inconstitucional que o Poder Legislativo Federal modifique a Constituição Federal, ainda que em normas criadas por Emendas Constitucionais, por Lei Complementar Federal. A única possibilidade de fazê-lo seria através de nova Emenda Constitucional.” Considerando o objeto da presente ação direta e a relevância da matéria versada, determinei fosse aplicado o rito veiculado pelo artigo 12 da Lei federal 9.868/1999 (doc. 8). A Câmara dos Deputados se limitou a afirmar que a norma federal impugnada foi fruto de processo legislativo regular (doc. 13). A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina defendeu a constitucionalidade da Emenda Constitucional estadual atacada (doc. 15). O Presidente da República aduziu que o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012, ao permitir que os Estados-membros, Distrito Federal e Municípios estabeleçam percentuais mínimos de aplicação de recursos na área da saúde em patamares superiores ao previsto na referida lei federal, privilegiou a autonomia dos entes federativos, consideradas suas necessidades e possibilidades financeiras (doc. 21). A Advogada-Geral da União exarou parecer pelo conhecimento parcial da ação e, no mérito, pela improcedência do pedido, nos termos da seguinte ementa, in verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Poder Executivo Estadual de propor suas diretrizes orçamentárias. Ora, o constituinte derivado e o Poder Legislativo Federal fixaram um percentual mínimo de investimento em saúde, a ser observado pelos Estados e Municípios, que deve balizar os debates orçamentários e a Administração Pública. Não pode a Assembleia Legislativa subtrair essa liberdade do Poder Executivo - e de seu gestor atual e dos futuros - com a definição de um percentual obrigatório mais elevado. (…) É inconstitucional que o Poder Legislativo Federal modifique a Constituição Federal, ainda que em normas criadas por Emendas Constitucionais, por Lei Complementar Federal. A única possibilidade de fazê-lo seria através de nova Emenda Constitucional.” Considerando o objeto da presente ação direta e a relevância da matéria versada, determinei fosse aplicado o rito veiculado pelo artigo 12 da Lei federal 9.868/1999 (doc. 8). A Câmara dos Deputados se limitou a afirmar que a norma federal impugnada foi fruto de processo legislativo regular (doc. 13). A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina defendeu a constitucionalidade da Emenda Constitucional estadual atacada (doc. 15). O Presidente da República aduziu que o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012, ao permitir que os Estados-membros, Distrito Federal e Municípios estabeleçam percentuais mínimos de aplicação de recursos na área da saúde em patamares superiores ao previsto na referida lei federal, privilegiou a autonomia dos entes federativos, consideradas suas necessidades e possibilidades financeiras (doc. 21). A Advogada-Geral da União exarou parecer pelo conhecimento parcial da ação e, no mérito, pela improcedência do pedido, nos termos da seguinte ementa, in verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 54 Relatório ADI 5897 / SC “Financeiro. Artigo 11 da Lei Complementar federal nº 141/2012 e Emenda nº 72/2016 à Constituição do Estado de Santa Catarina. Definição de percentuais mínimos de aplicação de recursos em ações e serviços públicos de saúde. Prejudicialidade parcial da ação direta. Exaurimento da eficácia de um dos dispositivos questionados. Preliminares. Ausência parcial de pertinência temática e de impugnação especificada. Mérito. Diplomas normativos editados com respaldo no artigo 198, § 2º, inciso II, e § 3º, inciso I, da Constituição Federal. Validade da majoração, mediante emenda à Constituição do Estado, do percentual mínimo fixado pela lei complementar federal. Matéria de natureza constitucional. Adequada delimitação de atribuições típicas conferidas aos Poderes Executivo e Legislativo. Razoabilidade dos percentuais definidos pelo Constituinte decorrente. Providência que contribui para a concretização do direito constitucional à saúde, sem provocar os vícios de inconstitucionalidade alegados pelo autor. Manifestação pelo não conhecimento parcial da ação direta e, quanto ao mérito, pela improcedência do pedido.” (doc. 24) A Procuradora-Geral da República, por sua vez, manifestou-se no sentido da procedência do pedido de mérito, em parecer assim ementado, in verbis: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 11 DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL 141/2012 E EMENDA CONSTITUCIONAL 72/2016, DE SANTA CATARINA. VINCULAÇÃO DE PERCENTUAL MÍNIMO DA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA PARA APLICAÇÃO EM AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE (ASPS). MATÉRIA RESERVADA À LEI COMPLEMENTAR NACIONAL, PELO ART. 198, §§ 2º E 3º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. USURPAÇÃO DE INICIATIVA LEGISLATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO (CR, ART. 165, II E III). VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À VINCULAÇÃO DE RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS. INCOMPATIBILIDADE COM A 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC “Financeiro. Artigo 11 da Lei Complementar federal nº 141/2012 e Emenda nº 72/2016 à Constituição do Estado de Santa Catarina. Definição de percentuais mínimos de aplicação de recursos em ações e serviços públicos de saúde. Prejudicialidade parcial da ação direta. Exaurimento da eficácia de um dos dispositivos questionados. Preliminares. Ausência parcial de pertinência temática e de impugnação especificada. Mérito. Diplomas normativos editados com respaldo no artigo 198, § 2º, inciso II, e § 3º, inciso I, da Constituição Federal. Validade da majoração, mediante emenda à Constituição do Estado, do percentual mínimo fixado pela lei complementar federal. Matéria de natureza constitucional. Adequada delimitação de atribuições típicas conferidas aos Poderes Executivo e Legislativo. Razoabilidade dos percentuais definidos pelo Constituinte decorrente. Providência que contribui para a concretização do direito constitucional à saúde, sem provocar os vícios de inconstitucionalidade alegados pelo autor. Manifestação pelo não conhecimento parcial da ação direta e, quanto ao mérito, pela improcedência do pedido.” (doc. 24) A Procuradora-Geral da República, por sua vez, manifestou-se no sentido da procedência do pedido de mérito, em parecer assim ementado, in verbis: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 11 DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL 141/2012 E EMENDA CONSTITUCIONAL 72/2016, DE SANTA CATARINA. VINCULAÇÃO DE PERCENTUAL MÍNIMO DA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA PARA APLICAÇÃO EM AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE (ASPS). MATÉRIA RESERVADA À LEI COMPLEMENTAR NACIONAL, PELO ART. 198, §§ 2º E 3º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. USURPAÇÃO DE INICIATIVA LEGISLATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO (CR, ART. 165, II E III). VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À VINCULAÇÃO DE RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS. INCOMPATIBILIDADE COM A 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 54 Relatório ADI 5897 / SC EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE REAVALIAÇÃO QUINQUENAL DE PERCENTUAIS DE INVESTIMENTO EM ASPS (CR, ART. 167, IV). 1. Nos termos do art. 198, §§ 2º e 3º, da Constituição da República, compete ao Poder Legislativo da União, por meio de lei complementar nacional (ADI-MC 2.894/RO), estabelecer os percentuais de receitas de impostos dos entes federados a serem destinados a ações e serviços públicos de saúde (ASPS). 2. Definição de percentual de vinculação de receitas tributárias em montante superior ao estabelecido pelo legislador nacional, por meio de inserção de dispositivo em Constituição estadual, usurpa a iniciativa legislativa do chefe do Poder Executivo (CR, art. 165, II e III) e afronta a vedação do 167, IV, da Constituição da República. - Parecer pela procedência do pedido.” (doc. 28) É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE REAVALIAÇÃO QUINQUENAL DE PERCENTUAIS DE INVESTIMENTO EM ASPS (CR, ART. 167, IV). 1. Nos termos do art. 198, §§ 2º e 3º, da Constituição da República, compete ao Poder Legislativo da União, por meio de lei complementar nacional (ADI-MC 2.894/RO), estabelecer os percentuais de receitas de impostos dos entes federados a serem destinados a ações e serviços públicos de saúde (ASPS). 2. Definição de percentual de vinculação de receitas tributárias em montante superior ao estabelecido pelo legislador nacional, por meio de inserção de dispositivo em Constituição estadual, usurpa a iniciativa legislativa do chefe do Poder Executivo (CR, art. 165, II e III) e afronta a vedação do 167, IV, da Constituição da República. - Parecer pela procedência do pedido.” (doc. 28) É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, eminentes pares, ilustre representante do Ministério Público, senhores advogados aqui presentes, a controvérsia posta em debate cinge-se à constitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012 e da Emenda nº 72/2016 à Constituição do Estado de Santa Catarina, verbis: “Lei Complementar federal 141/2012 Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde. Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina Art. 1º O art. 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 155. (…) § 2º O Estado e os Municípios anualmente aplicarão em ações e serviços de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento), calculados: I - no caso dos Municípios, sobre o produto da arrecadação dos Impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea ‘b’ e § 3º, todos da Constituição Federal; e II - no caso do Estado, sobre o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea ‘a’ e inciso II, todos da Constituição Federal, observado o disposto no art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). § 3º Lei Complementar federal estabelecerá as normas de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, eminentes pares, ilustre representante do Ministério Público, senhores advogados aqui presentes, a controvérsia posta em debate cinge-se à constitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012 e da Emenda nº 72/2016 à Constituição do Estado de Santa Catarina, verbis: “Lei Complementar federal 141/2012 Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde. Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina Art. 1º O art. 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 155. (…) § 2º O Estado e os Municípios anualmente aplicarão em ações e serviços de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento), calculados: I - no caso dos Municípios, sobre o produto da arrecadação dos Impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea ‘b’ e § 3º, todos da Constituição Federal; e II - no caso do Estado, sobre o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea ‘a’ e inciso II, todos da Constituição Federal, observado o disposto no art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). § 3º Lei Complementar federal estabelecerá as normas de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas estadual e municipal. § 4º Os montantes a que se referem os incisos I e II do § 2º, serão aplicados por meio do Fundo Estadual de Saúde, sob acompanhamento e fiscalização do Conselho Estadual de Saúde, sem prejuízo do disposto no art. 62.’ Art. 2º O art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 50. A aplicação mínima a que se refere o art. 155, § 2º, inciso II, da Constituição do Estado, em ações e serviços públicos de saúde, será gradativamente implementada até o exercício fiscal de 2019, observado que: I - no exercício fiscal de 2017 serão aplicados 13% (treze por cento); II - no exercício fiscal de 2018 serão aplicados 14% (quatorze por cento); III - no exercício fiscal de 2019 serão aplicados 15% (quinze por cento).’ Art. 3º Esta Emenda à Constituição do Estado vige a partir da data de sua publicação.” Cuida-se, in casu, de verificar se a estipulação pela Constituição Estadual de percentuais mínimos da arrecadação de impostos a serem investidos em ações e serviços públicos de saúde, em montante superior à vinculação de receita estabelecida na referida lei complementar, viola a competência legislativa atribuída no artigo 198, § 3º, I, da Constituição, a regra de não-vinculação de receitas de impostos, a separação de poderes e o princípio democrático. Ab initio, importa esclarecer que, à toda a evidência, não se pretende impedir que os entes federados aloquem recursos em montantes superiores ao mínimo instituído constitucionalmente. Ao contrário, diante do cenário calamitoso em que se encontra a saúde pública no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas estadual e municipal. § 4º Os montantes a que se referem os incisos I e II do § 2º, serão aplicados por meio do Fundo Estadual de Saúde, sob acompanhamento e fiscalização do Conselho Estadual de Saúde, sem prejuízo do disposto no art. 62.’ Art. 2º O art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 50. A aplicação mínima a que se refere o art. 155, § 2º, inciso II, da Constituição do Estado, em ações e serviços públicos de saúde, será gradativamente implementada até o exercício fiscal de 2019, observado que: I - no exercício fiscal de 2017 serão aplicados 13% (treze por cento); II - no exercício fiscal de 2018 serão aplicados 14% (quatorze por cento); III - no exercício fiscal de 2019 serão aplicados 15% (quinze por cento).’ Art. 3º Esta Emenda à Constituição do Estado vige a partir da data de sua publicação.” Cuida-se, in casu, de verificar se a estipulação pela Constituição Estadual de percentuais mínimos da arrecadação de impostos a serem investidos em ações e serviços públicos de saúde, em montante superior à vinculação de receita estabelecida na referida lei complementar, viola a competência legislativa atribuída no artigo 198, § 3º, I, da Constituição, a regra de não-vinculação de receitas de impostos, a separação de poderes e o princípio democrático. Ab initio, importa esclarecer que, à toda a evidência, não se pretende impedir que os entes federados aloquem recursos em montantes superiores ao mínimo instituído constitucionalmente. Ao contrário, diante do cenário calamitoso em que se encontra a saúde pública no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC Brasil, é desejável que aportem à rubrica de ações e serviços públicos de saúde valor bastante superior ao que se tem empregado. Daí notar-se que a vinculação de receita constitui um piso. Nada obstante, a gestão anual de recursos orçamentários deve ser promovida com a participação do Poder Executivo e do Legislativo ou de quem competir cada iniciativa de proposta da lei orçamentária, sob pena de afronta a preceitos normativos caros à Constituição. É o que doravante passo a expor. Preliminar: Prejudicialidade da ação quanto a dispositivos com eficácia normativa exaurida O objetivo da ação direta é a declaração, em tese, da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e o seu consequente expurgo do ordenamento jurídico, razão pela qual o exaurimento da eficácia jurídico-normativa do dispositivo legal impugnado implica a prejudicialidade da ação, por perda de seu objeto. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a revogação superveniente do ato normativo impugnado ou o exaurimento de sua eficácia impede o prosseguimento da própria ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4.365, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 8/5/2015; ADI 4.663-MC-Ref, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe de 16/12/2014). In casu, os incisos I e II do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, já se encontram com sua eficácia normativa exaurida, pois se referem aos exercícios fiscais pretéritos de 2017 e 2018. Portanto, a presente ação direta de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Brasil, é desejável que aportem à rubrica de ações e serviços públicos de saúde valor bastante superior ao que se tem empregado. Daí notar-se que a vinculação de receita constitui um piso. Nada obstante, a gestão anual de recursos orçamentários deve ser promovida com a participação do Poder Executivo e do Legislativo ou de quem competir cada iniciativa de proposta da lei orçamentária, sob pena de afronta a preceitos normativos caros à Constituição. É o que doravante passo a expor. Preliminar: Prejudicialidade da ação quanto a dispositivos com eficácia normativa exaurida O objetivo da ação direta é a declaração, em tese, da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e o seu consequente expurgo do ordenamento jurídico, razão pela qual o exaurimento da eficácia jurídico-normativa do dispositivo legal impugnado implica a prejudicialidade da ação, por perda de seu objeto. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a revogação superveniente do ato normativo impugnado ou o exaurimento de sua eficácia impede o prosseguimento da própria ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4.365, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 8/5/2015; ADI 4.663-MC-Ref, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe de 16/12/2014). In casu, os incisos I e II do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, já se encontram com sua eficácia normativa exaurida, pois se referem aos exercícios fiscais pretéritos de 2017 e 2018. Portanto, a presente ação direta de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC inconstitucionalidade carece de objeto quanto aos dispositivos em questão. Saliento que eventuais lesados em seus direitos subjetivos por consequências advindas da vigência de norma revogada ou exaurida devem buscar a reparação em ação própria, uma vez que o controle concentrado não tem por escopo a satisfação de direitos subjetivos individuais ou coletivos (ADI 4.620-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 1º/8/2012; ADI 1.445-QO, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 29/4/2005; ADI 709, Rel. Min. Paulo Brossard, Plenário, DJ de 20/5/1994). Dessarte, impõe-se o conhecimento parcial da presente ação direta de inconstitucionalidade, tão somente quanto o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012; ao artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e ao caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. Mérito: I. Inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 72, de 2016, do Estado de Santa Catarina A. Vício de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo As regras básicas do processo legislativo federal são de observância compulsória pelos demais entes federativos, pois implicam a concretização do princípio da separação e independência dos Poderes. Dentre essas regras, assumem especial relevo aquelas atinentes à reserva de iniciativa das leis financeiras. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC inconstitucionalidade carece de objeto quanto aos dispositivos em questão. Saliento que eventuais lesados em seus direitos subjetivos por consequências advindas da vigência de norma revogada ou exaurida devem buscar a reparação em ação própria, uma vez que o controle concentrado não tem por escopo a satisfação de direitos subjetivos individuais ou coletivos (ADI 4.620-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 1º/8/2012; ADI 1.445-QO, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 29/4/2005; ADI 709, Rel. Min. Paulo Brossard, Plenário, DJ de 20/5/1994). Dessarte, impõe-se o conhecimento parcial da presente ação direta de inconstitucionalidade, tão somente quanto o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012; ao artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e ao caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. Mérito: I. Inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 72, de 2016, do Estado de Santa Catarina A. Vício de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo As regras básicas do processo legislativo federal são de observância compulsória pelos demais entes federativos, pois implicam a concretização do princípio da separação e independência dos Poderes. Dentre essas regras, assumem especial relevo aquelas atinentes à reserva de iniciativa das leis financeiras. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC Deveras, a regra no processo legislativo é a iniciativa comum ou concorrente, em que a proposição normativa pode ser apresentada por qualquer membro do Congresso Nacional ou por comissão de qualquer de suas Casas, bem assim pelo Presidente da República, e, ainda, pelos cidadãos, no caso da iniciativa popular. Contudo, há hipóteses em que a Constituição Federal reserva a iniciativa das leis a determinados órgãos ou autoridades, subordinando o processo legislativo ao seu juízo de conveniência e oportunidade. É o caso da iniciativa privativa dos órgãos de quaisquer dos Poderes e do Ministério Público, assim como das normas de direito financeiro. Nesse contexto, o artigo 165 da Constituição Federal reserva ao Poder Executivo a iniciativa das leis que estabelecem o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. Trata-se de norma de observância obrigatória pelos demais entes federados, que, por versar atribuições específicas do Chefe do Poder Executivo, reflete na separação dos Poderes, sendo aplicável aos Estados, Distrito Federal e Municípios, por simetria. Nesse sentido, é esclarecedora a doutrina do professor Marcus Abraham, in verbis: “Por razões óbvias, a Carta Magna discorre sobre as leis orçamentárias apenas no âmbito federal. Mas devido ao princípio da simetria das normas constitucionais, suas previsões deverão ser seguidas nas esferas estadual, municipal e distrital. Portanto, onde encontrarmos referência ao Presidente da República ou ao Chefe do Poder Executivo, devemos estender a regra aos Governadores e Prefeitos. Do mesmo modo, onde estiver previsto Congresso Nacional, Senado Federal ou Câmara dos deputados, teremos, por extensão, as Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais e Câmara Legislativa.” (ABRAHAM, Marcus. Curso de direito Financeiro. 3. Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2015. p. 283) Assim, em âmbito estadual, compete exclusivamente aos Governadores a iniciativa das leis orçamentárias, para a fixação, em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Deveras, a regra no processo legislativo é a iniciativa comum ou concorrente, em que a proposição normativa pode ser apresentada por qualquer membro do Congresso Nacional ou por comissão de qualquer de suas Casas, bem assim pelo Presidente da República, e, ainda, pelos cidadãos, no caso da iniciativa popular. Contudo, há hipóteses em que a Constituição Federal reserva a iniciativa das leis a determinados órgãos ou autoridades, subordinando o processo legislativo ao seu juízo de conveniência e oportunidade. É o caso da iniciativa privativa dos órgãos de quaisquer dos Poderes e do Ministério Público, assim como das normas de direito financeiro. Nesse contexto, o artigo 165 da Constituição Federal reserva ao Poder Executivo a iniciativa das leis que estabelecem o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. Trata-se de norma de observância obrigatória pelos demais entes federados, que, por versar atribuições específicas do Chefe do Poder Executivo, reflete na separação dos Poderes, sendo aplicável aos Estados, Distrito Federal e Municípios, por simetria. Nesse sentido, é esclarecedora a doutrina do professor Marcus Abraham, in verbis: “Por razões óbvias, a Carta Magna discorre sobre as leis orçamentárias apenas no âmbito federal. Mas devido ao princípio da simetria das normas constitucionais, suas previsões deverão ser seguidas nas esferas estadual, municipal e distrital. Portanto, onde encontrarmos referência ao Presidente da República ou ao Chefe do Poder Executivo, devemos estender a regra aos Governadores e Prefeitos. Do mesmo modo, onde estiver previsto Congresso Nacional, Senado Federal ou Câmara dos deputados, teremos, por extensão, as Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais e Câmara Legislativa.” (ABRAHAM, Marcus. Curso de direito Financeiro. 3. Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2015. p. 283) Assim, em âmbito estadual, compete exclusivamente aos Governadores a iniciativa das leis orçamentárias, para a fixação, em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC proposta legislativa, de cada despesa e suas respectivas dotações. A usurpação dessa iniciativa por parlamentar ou mesmo pelo constituinte estadual pode se dar tanto pela criação de rubricas quanto pelo estabelecimento de vinculações de receitas orçamentárias, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal. Em ambos os casos, os membros do Poder Legislativo estarão cerceando o poder de gestão financeira do chefe do Poder Executivo. Consigno, por oportuno, que a inserção, por iniciativa parlamentar, nos textos constitucionais estaduais de matérias cuja veiculação por lei se submeteria à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo subtrai a este último a possibilidade de manifestação, uma vez que o rito de aprovação das normas das Constituições Estaduais e de suas emendas, a exemplo do que se dá no modelo federal, não contempla sanção ou veto da chefia do Executivo, caracterizando, também por esse viés, burla à formatação constitucional da separação dos Poderes. Assim, ressalvadas as hipóteses excepcionais previstas na Constituição, a função legislativa de frear e limitar a discricionariedade do Executivo na elaboração do orçamento deve ocorrer no momento de deliberação e aprovação da proposta orçamentária, não por meio da vinculação abstrata de receitas. Por engessar o administrador público, as normas que determinam a vinculação de receitas de impostos devem ser excepcionais. É que, via de regra, espera-se do Estado a aplicação dos recursos de receita pública consoante critérios de responsabilidade fiscal consentâneos com os anseios democráticos da plataforma política que o elegeu. A liberdade e flexibilidade garantem, ainda, o custeio das despesas urgentes, imprevistas ou extraordinárias, que se façam necessárias ao longo do exercício financeiro. Nesse sentido é a jurisprudência desta Corte, da qual colaciono os 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC proposta legislativa, de cada despesa e suas respectivas dotações. A usurpação dessa iniciativa por parlamentar ou mesmo pelo constituinte estadual pode se dar tanto pela criação de rubricas quanto pelo estabelecimento de vinculações de receitas orçamentárias, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal. Em ambos os casos, os membros do Poder Legislativo estarão cerceando o poder de gestão financeira do chefe do Poder Executivo. Consigno, por oportuno, que a inserção, por iniciativa parlamentar, nos textos constitucionais estaduais de matérias cuja veiculação por lei se submeteria à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo subtrai a este último a possibilidade de manifestação, uma vez que o rito de aprovação das normas das Constituições Estaduais e de suas emendas, a exemplo do que se dá no modelo federal, não contempla sanção ou veto da chefia do Executivo, caracterizando, também por esse viés, burla à formatação constitucional da separação dos Poderes. Assim, ressalvadas as hipóteses excepcionais previstas na Constituição, a função legislativa de frear e limitar a discricionariedade do Executivo na elaboração do orçamento deve ocorrer no momento de deliberação e aprovação da proposta orçamentária, não por meio da vinculação abstrata de receitas. Por engessar o administrador público, as normas que determinam a vinculação de receitas de impostos devem ser excepcionais. É que, via de regra, espera-se do Estado a aplicação dos recursos de receita pública consoante critérios de responsabilidade fiscal consentâneos com os anseios democráticos da plataforma política que o elegeu. A liberdade e flexibilidade garantem, ainda, o custeio das despesas urgentes, imprevistas ou extraordinárias, que se façam necessárias ao longo do exercício financeiro. Nesse sentido é a jurisprudência desta Corte, da qual colaciono os 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC seguintes julgados: Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 245 da Constituição do Estado do Paraná. Vinculação de receitas obtidas judicialmente da União ao pagamento de débitos judiciais do Estado. Ofensa ao regramento constitucional dos precatórios. Vício formal. Iniciativa legislativa do chefe do Poder Executivo. Vinculação orçamentária. Confirmação da liminar. Procedência da ação. 1. O preceito atacado cria forma transversa de quebra da ordem de precedência dos precatórios ao efetivar a vinculação das receitas obtidas com indenizações ou créditos pagos ao Estado pela União ao pagamento de débitos de idêntica natureza. Não encontra amparo constitucional a previsão, porquanto seria instalada, inevitavelmente, uma ordem paralela de satisfação dos créditos, em detrimento da ordem cronológica. Impossibilidade de regramento da matéria por norma de hierarquia inferior. Precedentes. 2. O dispositivo da Constituição do Estado do Paraná, ao efetuar vinculação de receita de caráter orçamentário, qual seja, a obtida do ente central por recebimento de indenizações ou de outros créditos, incorre em vício de natureza formal, uma vez que a Carta Política exige que a iniciativa legislativa de leis com esse conteúdo seja do chefe do Poder Executivo. Precedentes. 3. Ação julgada procedente. (ADI 584, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/4/2014) Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o inciso V do § 3º do art. 120 da Constituição do Estado de Santa Catarina, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, promulgada em 10 de novembro de 1997. Vinculação, por dotação orçamentária, de parte da receita corrente do Estado a programas de desenvolvimento da agricultura, pecuária e abastecimento. Inconstitucionalidade. Afronta à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo em tema de diretrizes orçamentárias. Precedentes. Violação ao art. 167, IV, da Constituição. Precedentes. Ação julgada procedente.” (ADI 1.759, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 20/8/2010) Desta sorte, quando os ordenamentos jurídicos estadual, distrital e 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC seguintes julgados: Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 245 da Constituição do Estado do Paraná. Vinculação de receitas obtidas judicialmente da União ao pagamento de débitos judiciais do Estado. Ofensa ao regramento constitucional dos precatórios. Vício formal. Iniciativa legislativa do chefe do Poder Executivo. Vinculação orçamentária. Confirmação da liminar. Procedência da ação. 1. O preceito atacado cria forma transversa de quebra da ordem de precedência dos precatórios ao efetivar a vinculação das receitas obtidas com indenizações ou créditos pagos ao Estado pela União ao pagamento de débitos de idêntica natureza. Não encontra amparo constitucional a previsão, porquanto seria instalada, inevitavelmente, uma ordem paralela de satisfação dos créditos, em detrimento da ordem cronológica. Impossibilidade de regramento da matéria por norma de hierarquia inferior. Precedentes. 2. O dispositivo da Constituição do Estado do Paraná, ao efetuar vinculação de receita de caráter orçamentário, qual seja, a obtida do ente central por recebimento de indenizações ou de outros créditos, incorre em vício de natureza formal, uma vez que a Carta Política exige que a iniciativa legislativa de leis com esse conteúdo seja do chefe do Poder Executivo. Precedentes. 3. Ação julgada procedente. (ADI 584, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/4/2014) Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o inciso V do § 3º do art. 120 da Constituição do Estado de Santa Catarina, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, promulgada em 10 de novembro de 1997. Vinculação, por dotação orçamentária, de parte da receita corrente do Estado a programas de desenvolvimento da agricultura, pecuária e abastecimento. Inconstitucionalidade. Afronta à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo em tema de diretrizes orçamentárias. Precedentes. Violação ao art. 167, IV, da Constituição. Precedentes. Ação julgada procedente.” (ADI 1.759, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 20/8/2010) Desta sorte, quando os ordenamentos jurídicos estadual, distrital e 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC municipal definem em suas respectivas Constituições e Leis Orgânicas, com quorum qualificado e por iniciativa parlamentar, percentuais de vinculação acima daqueles que foram fixados por lei complementar nacional resguardada pela Constituição Federal, incorrem em usurpação de competência do Executivo, porquanto extrapolam a parcela que deveria ser objeto de vinculação. B. A separação de poderes e o princípio da não vinculação de receitas Tendo em vista esse desenho institucional para a separação de Poderes, a Constituição Federal, em seu artigo 167, inciso IV, veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. Confira-se in litteris: Art. 167. São vedados: IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; É importante reconhecer que o próprio dispositivo estabeleceu determinadas ressalvas, que, à toda a evidência, mitigam a proibição geral. Essas ressalvas, bem como outras veiculadas no texto constitucional, permitem a restrição pontual dos poderes de gestão financeira do Executivo, em nome dos valores maiores que prestigiam. As exceções à vedação, exaustivamente listadas em normas 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC municipal definem em suas respectivas Constituições e Leis Orgânicas, com quorum qualificado e por iniciativa parlamentar, percentuais de vinculação acima daqueles que foram fixados por lei complementar nacional resguardada pela Constituição Federal, incorrem em usurpação de competência do Executivo, porquanto extrapolam a parcela que deveria ser objeto de vinculação. B. A separação de poderes e o princípio da não vinculação de receitas Tendo em vista esse desenho institucional para a separação de Poderes, a Constituição Federal, em seu artigo 167, inciso IV, veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. Confira-se in litteris: Art. 167. São vedados: IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; É importante reconhecer que o próprio dispositivo estabeleceu determinadas ressalvas, que, à toda a evidência, mitigam a proibição geral. Essas ressalvas, bem como outras veiculadas no texto constitucional, permitem a restrição pontual dos poderes de gestão financeira do Executivo, em nome dos valores maiores que prestigiam. As exceções à vedação, exaustivamente listadas em normas 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC constitucionais, devem ser interpretadas literalmente, a fim de que possa se viabilizar uma exegese harmonizadora os dispositivos da Constituição. Assim, qualquer vinculação de parcela da receita de impostos sem amparo na Carta Magna é, pois, inconstitucional. Nesse sentido, corrobora a doutrina de Heleno Tavares Torres, in verbis: “Como eficácia deste critério, as exceções de tributos vinculados a fundo, órgão ou despesa somente podem ser veiculadas pela Constituição. Por isso, todas as vinculações patrocinadas por leis, ordinárias ou complementares, padecem de evidente inconstitucionalidade, pela mácula frontal ao princípio da não vinculação. ” (TORRES, Heleno Taveira. Direito Constitucional Financeiro. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2014. p. 382) Com o propósito de preservar o poder do Chefe do Executivo de fixar despesas na proposta de lei orçamentária, que é de sua iniciativa, a vedação à vinculação da receita proveniente de impostos é norma que prestigia a Separação dos Poderes. Por essa razão, uma vez que se trata de norma cara a um princípio basilar da República Federativa do Brasil, o artigo 167, IV, da Constituição faz jus à sua simétrica aplicação por todos os entes da Federação. Este entendimento doutrinário é confirmado pela jurisprudência desta Corte, o que pode ser demonstrado pela verificação dos seguintes julgados: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL 12.223, DE 03.01.05. FUNDO PARTILHADO DE COMBATE ÀS DESIGUALDADES SOCIAIS E REGIONAIS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CONCESSÃO DE CRÉDITO FISCAL PRESUMIDO DE ICMS CORRESPONDENTE AO MONTANTE DESTINADO AO FUNDO PELAS EMPRESAS CONTRIBUINTES DO REFERIDO TRIBUTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 155, § 2º, XII, G, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC constitucionais, devem ser interpretadas literalmente, a fim de que possa se viabilizar uma exegese harmonizadora os dispositivos da Constituição. Assim, qualquer vinculação de parcela da receita de impostos sem amparo na Carta Magna é, pois, inconstitucional. Nesse sentido, corrobora a doutrina de Heleno Tavares Torres, in verbis: “Como eficácia deste critério, as exceções de tributos vinculados a fundo, órgão ou despesa somente podem ser veiculadas pela Constituição. Por isso, todas as vinculações patrocinadas por leis, ordinárias ou complementares, padecem de evidente inconstitucionalidade, pela mácula frontal ao princípio da não vinculação. ” (TORRES, Heleno Taveira. Direito Constitucional Financeiro. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2014. p. 382) Com o propósito de preservar o poder do Chefe do Executivo de fixar despesas na proposta de lei orçamentária, que é de sua iniciativa, a vedação à vinculação da receita proveniente de impostos é norma que prestigia a Separação dos Poderes. Por essa razão, uma vez que se trata de norma cara a um princípio basilar da República Federativa do Brasil, o artigo 167, IV, da Constituição faz jus à sua simétrica aplicação por todos os entes da Federação. Este entendimento doutrinário é confirmado pela jurisprudência desta Corte, o que pode ser demonstrado pela verificação dos seguintes julgados: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL 12.223, DE 03.01.05. FUNDO PARTILHADO DE COMBATE ÀS DESIGUALDADES SOCIAIS E REGIONAIS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CONCESSÃO DE CRÉDITO FISCAL PRESUMIDO DE ICMS CORRESPONDENTE AO MONTANTE DESTINADO AO FUNDO PELAS EMPRESAS CONTRIBUINTES DO REFERIDO TRIBUTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 155, § 2º, XII, G, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. CAUSA DE PEDIR ABERTA. ART. 167, IV, DA CARTA MAGNA. VINCULAÇÃO DE RECEITA PROVENIENTE DA ARRECADAÇÃO DE IMPOSTO A FUNDO ESPECÍFICO. VEDAÇÃO EXPRESSA. 1. Alegação de ofensa constitucional reflexa, manifestada, num primeiro plano, perante a LC 24/75, afastada, pois o que se busca, na espécie, é a demonstração de uma direta e frontal violação à norma expressamente prevista no art. 155, § 2º, XII, g, da Constituição Federal, que proíbe a outorga de isenção, incentivo ou benefício fiscal em matéria de ICMS sem o consenso da Federação. Precedentes: ADI 1.587, rel. Min. Octavio Gallotti, e ADI 2.157-MC, rel. Min. Moreira Alves. 2. O Diploma impugnado não representa verdadeiro e unilateral favor fiscal conferido a determinado setor da atividade econômica local, pois, conforme consta do caput de seu art. 5º, somente o valor efetivamente depositado a título de contribuição para o Fundo criado é que poderá ser deduzido, na forma de crédito fiscal presumido, do montante de ICMS a ser pago pelas empresas contribuintes. 3. As normas em estudo, ao possibilitarem o direcionamento, pelos contribuintes, do valor devido a título de ICMS para o chamado Fundo Partilhado de Combate às Desigualdades Sociais e Regionais do Estado do Rio Grande do Sul, compensando-se, em contrapartida, o valor despendido sob a forma de crédito fiscal presumido, criaram, na verdade, um mecanismo de redirecionamento da receita de ICMS para a satisfação de finalidades específicas e predeterminadas, procedimento incompatível, salvo as exceções expressamente elencadas no art. 167, IV, da Carta Magna, com a natureza dessa espécie tributária. Precedentes: ADI 1.750-MC, rel. Min. Nelson Jobim, ADI 2.823-MC, rel. Min. Ilmar Galvão e ADI 2.848-MC, rel. Min. Ilmar Galvão. 4. Ação direta cujo pedido se julga procedente.” (ADI 3.576, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, DJ de 2/2/2007) DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI ORÇAMENTÁRIA: INICIATIVA. VINCULAÇÃO DE RECEITA. AUTONOMIA MUNICIPAL. ASSISTÊNCIA À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE. AÇÃO DIRETA DE 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. CAUSA DE PEDIR ABERTA. ART. 167, IV, DA CARTA MAGNA. VINCULAÇÃO DE RECEITA PROVENIENTE DA ARRECADAÇÃO DE IMPOSTO A FUNDO ESPECÍFICO. VEDAÇÃO EXPRESSA. 1. Alegação de ofensa constitucional reflexa, manifestada, num primeiro plano, perante a LC 24/75, afastada, pois o que se busca, na espécie, é a demonstração de uma direta e frontal violação à norma expressamente prevista no art. 155, § 2º, XII, g, da Constituição Federal, que proíbe a outorga de isenção, incentivo ou benefício fiscal em matéria de ICMS sem o consenso da Federação. Precedentes: ADI 1.587, rel. Min. Octavio Gallotti, e ADI 2.157-MC, rel. Min. Moreira Alves. 2. O Diploma impugnado não representa verdadeiro e unilateral favor fiscal conferido a determinado setor da atividade econômica local, pois, conforme consta do caput de seu art. 5º, somente o valor efetivamente depositado a título de contribuição para o Fundo criado é que poderá ser deduzido, na forma de crédito fiscal presumido, do montante de ICMS a ser pago pelas empresas contribuintes. 3. As normas em estudo, ao possibilitarem o direcionamento, pelos contribuintes, do valor devido a título de ICMS para o chamado Fundo Partilhado de Combate às Desigualdades Sociais e Regionais do Estado do Rio Grande do Sul, compensando-se, em contrapartida, o valor despendido sob a forma de crédito fiscal presumido, criaram, na verdade, um mecanismo de redirecionamento da receita de ICMS para a satisfação de finalidades específicas e predeterminadas, procedimento incompatível, salvo as exceções expressamente elencadas no art. 167, IV, da Carta Magna, com a natureza dessa espécie tributária. Precedentes: ADI 1.750-MC, rel. Min. Nelson Jobim, ADI 2.823-MC, rel. Min. Ilmar Galvão e ADI 2.848-MC, rel. Min. Ilmar Galvão. 4. Ação direta cujo pedido se julga procedente.” (ADI 3.576, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, DJ de 2/2/2007) DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI ORÇAMENTÁRIA: INICIATIVA. VINCULAÇÃO DE RECEITA. AUTONOMIA MUNICIPAL. ASSISTÊNCIA À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE. AÇÃO DIRETA DE 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC INCONSTITUCIONALIDADE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 227 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, QUE DISPÕE: (...). ALEGAÇÃO DE QUE TAIS NORMAS IMPLICAM VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 18, CAPUT, 25, CAPUT, 30, III, 61, § 1º, II, b, E 167, IV, TODOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. 1. A Prefeitura Municipal de Recife, ao provocar a propositura da presente Ação Direta de Inconstitucionalidade, pela Procuradoria Geral da República, não pretendeu se eximir da responsabilidade, que também lhe cabe, de zelar pela criança e pelo adolescente, na forma do art. 227 da Constituição Federal e do artigo 227, caput, e seus incisos da Constituição Estadual. Até porque se trata de dever do Estado, no sentido amplo do termo, a abranger a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 2. Sucede que, no caso, o parágrafo único do art. 227 da Constituição Estadual estabelece, para tal fim, uma vinculação orçamentária, ao dizer: para o atendimento e desenvolvimento dos programas e ações explicitados neste artigo, o Estado e os Municípios aplicarão, anualmente, no mínimo, o percentual de um por cento dos seus respectivos orçamentos gerais. 3. Mas a Constituição Federal atribui competência exclusiva ao Chefe do Poder Executivo (federal, estadual e municipal), para a iniciativa da lei orçamentária anual (artigo 165, inciso III). Iniciativa que fica cerceada com a imposição e automaticidade resultantes do texto em questão. 4. Por outro lado, interferindo no orçamento dos Municípios, não deixa de lhes afetar a autonomia (art. 18 da C.F.), inclusive no que concerne à aplicação de suas rendas (art. 30, inc. III), sendo certo, ademais, que os artigos 25 da parte permanente e 11 do ADCT exigem que os Estados se organizem, com observância de seus princípios, inclusive os relativos à autonomia orçamentária dos Municípios. 5. Ademais, o inciso IV do art. 167 da Constituição Federal, hoje com a redação dada pela E.C. nº 29, de 14.09.2000, veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC INCONSTITUCIONALIDADE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 227 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, QUE DISPÕE: (...). ALEGAÇÃO DE QUE TAIS NORMAS IMPLICAM VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 18, CAPUT, 25, CAPUT, 30, III, 61, § 1º, II, b, E 167, IV, TODOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. 1. A Prefeitura Municipal de Recife, ao provocar a propositura da presente Ação Direta de Inconstitucionalidade, pela Procuradoria Geral da República, não pretendeu se eximir da responsabilidade, que também lhe cabe, de zelar pela criança e pelo adolescente, na forma do art. 227 da Constituição Federal e do artigo 227, caput, e seus incisos da Constituição Estadual. Até porque se trata de dever do Estado, no sentido amplo do termo, a abranger a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 2. Sucede que, no caso, o parágrafo único do art. 227 da Constituição Estadual estabelece, para tal fim, uma vinculação orçamentária, ao dizer: para o atendimento e desenvolvimento dos programas e ações explicitados neste artigo, o Estado e os Municípios aplicarão, anualmente, no mínimo, o percentual de um por cento dos seus respectivos orçamentos gerais. 3. Mas a Constituição Federal atribui competência exclusiva ao Chefe do Poder Executivo (federal, estadual e municipal), para a iniciativa da lei orçamentária anual (artigo 165, inciso III). Iniciativa que fica cerceada com a imposição e automaticidade resultantes do texto em questão. 4. Por outro lado, interferindo no orçamento dos Municípios, não deixa de lhes afetar a autonomia (art. 18 da C.F.), inclusive no que concerne à aplicação de suas rendas (art. 30, inc. III), sendo certo, ademais, que os artigos 25 da parte permanente e 11 do ADCT exigem que os Estados se organizem, com observância de seus princípios, inclusive os relativos à autonomia orçamentária dos Municípios. 5. Ademais, o inciso IV do art. 167 da Constituição Federal, hoje com a redação dada pela E.C. nº 29, de 14.09.2000, veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC para as ações e serviços públicos de saúde e para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado, respectivamente, pelos artigos 198, § 2º, e 212, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo. A vedação é afastada, portanto, apenas nas hipóteses expressamente ressalvadas, que não abrangem os programas de assistência integral à criança e ao adolescente. É que, quanto a isso, o inciso IV do art. 167 da Constituição Federal encerra norma específica, fazendo ressalva expressa apenas das hipóteses tratadas nos artigos 198, § 2º (Sistema Único de Saúde) e 212 (para manutenção e desenvolvimento do ensino). 6. De qualquer maneira, mesmo que não se considere violada a norma do art. 167, inciso IV, da C.F., ao menos a do art. 165, inciso III, resta inobservada. Assim, também, a relativa à autonomia dos Municípios, quanto à aplicação de suas rendas. 7. Ação Direta julgada procedente, declarando-se a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 227 da Constituição do Estado de Pernambuco. (ADI 1.689, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 2/5/2003) Dentre as exceções dispostas no artigo 167, IV, da Constituição, que positiva a regra de vedação à vinculação de receita de impostos, consta a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde. A saúde, direito fundamental de notável envergadura, faz jus à estipulação constitucional de um patamar mínimo de alocação, legitimando, pois, uma exceção à norma de vedação à vinculação de receitas de impostos. O dispositivo, no entanto, remete expressamente à norma constitucional que estabelece a vinculação, ao complementar “como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º”. Com efeito, o artigo 198, § 2º, da Constituição Federal determina a alocação de recursos mínimos para ações e serviços públicos de saúde. Confira-se a respectiva redação, in litteris: 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC para as ações e serviços públicos de saúde e para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado, respectivamente, pelos artigos 198, § 2º, e 212, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo. A vedação é afastada, portanto, apenas nas hipóteses expressamente ressalvadas, que não abrangem os programas de assistência integral à criança e ao adolescente. É que, quanto a isso, o inciso IV do art. 167 da Constituição Federal encerra norma específica, fazendo ressalva expressa apenas das hipóteses tratadas nos artigos 198, § 2º (Sistema Único de Saúde) e 212 (para manutenção e desenvolvimento do ensino). 6. De qualquer maneira, mesmo que não se considere violada a norma do art. 167, inciso IV, da C.F., ao menos a do art. 165, inciso III, resta inobservada. Assim, também, a relativa à autonomia dos Municípios, quanto à aplicação de suas rendas. 7. Ação Direta julgada procedente, declarando-se a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 227 da Constituição do Estado de Pernambuco. (ADI 1.689, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 2/5/2003) Dentre as exceções dispostas no artigo 167, IV, da Constituição, que positiva a regra de vedação à vinculação de receita de impostos, consta a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde. A saúde, direito fundamental de notável envergadura, faz jus à estipulação constitucional de um patamar mínimo de alocação, legitimando, pois, uma exceção à norma de vedação à vinculação de receitas de impostos. O dispositivo, no entanto, remete expressamente à norma constitucional que estabelece a vinculação, ao complementar “como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º”. Com efeito, o artigo 198, § 2º, da Constituição Federal determina a alocação de recursos mínimos para ações e serviços públicos de saúde. Confira-se a respectiva redação, in litteris: 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC Art. 198. (…) § 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não podendo ser inferior a 15% (quinze por cento); II – no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios; III – no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea b e § 3º. § 3º Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabelecerá: I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2º; II – os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades regionais; III – as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas federal, estadual, distrital e municipal; Note-se que o artigo 198, § 2º, da Constituição não fixou percentuais mínimos para Estados, Distrito Federal e Municípios, mas tão somente estabeleceu a origem dos recursos mínimos a serem empregados em ações e serviços públicos de saúde. Coube ao artigo 198, § 3º, I, tratar da vinculação de receitas em âmbito subnacional, tendo delegado ao legislador complementar federal a fixação dos percentuais a serem aplicados anualmente por esses entes. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Art. 198. (…) § 2º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não podendo ser inferior a 15% (quinze por cento); II – no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios; III – no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea b e § 3º. § 3º Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabelecerá: I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2º; II – os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades regionais; III – as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas federal, estadual, distrital e municipal; Note-se que o artigo 198, § 2º, da Constituição não fixou percentuais mínimos para Estados, Distrito Federal e Municípios, mas tão somente estabeleceu a origem dos recursos mínimos a serem empregados em ações e serviços públicos de saúde. Coube ao artigo 198, § 3º, I, tratar da vinculação de receitas em âmbito subnacional, tendo delegado ao legislador complementar federal a fixação dos percentuais a serem aplicados anualmente por esses entes. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC Com base nessa delegação normativa, foi editada a Lei Complementar 141/2012, que, nos artigos 6º, 7º e 8º, fixa os percentuais de aplicação da referida vinculação. Confira-se: Art. 6º Os Estados e o Distrito Federal aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 12% (doze por cento) da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam o art. 157, a alínea “a” do inciso I e o inciso II do caput do art. 159, todos da Constituição Federal, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios. Art. 7º Os Municípios e o Distrito Federal aplicarão anualmente em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento) da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam o art. 158 e a alínea “b” do inciso I do caput e o § 3º do art. 159, todos da Constituição Federal. Art. 8º O Distrito Federal aplicará, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 12% (doze por cento) do produto da arrecadação direta dos impostos que não possam ser segregados em base estadual e em base municipal. Destarte, quando a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina fixa, por emenda à Constituição Estadual, percentuais que excedem aqueles estatuídos pela Lei Complementar 141/2012, no exercício do poder normativo conferido pelo artigo 198, § 3º, I, da Constituição, estabelece uma vinculação orçamentária não autorizada pela Carta Maior. C. Invasão de competência do legislador complementar federal O comando normativo disposto no artigo 198, § 3º, I, da Constituição, estabeleceu que os percentuais de aplicação dos recursos 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Com base nessa delegação normativa, foi editada a Lei Complementar 141/2012, que, nos artigos 6º, 7º e 8º, fixa os percentuais de aplicação da referida vinculação. Confira-se: Art. 6º Os Estados e o Distrito Federal aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 12% (doze por cento) da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam o art. 157, a alínea “a” do inciso I e o inciso II do caput do art. 159, todos da Constituição Federal, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios. Art. 7º Os Municípios e o Distrito Federal aplicarão anualmente em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento) da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam o art. 158 e a alínea “b” do inciso I do caput e o § 3º do art. 159, todos da Constituição Federal. Art. 8º O Distrito Federal aplicará, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 12% (doze por cento) do produto da arrecadação direta dos impostos que não possam ser segregados em base estadual e em base municipal. Destarte, quando a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina fixa, por emenda à Constituição Estadual, percentuais que excedem aqueles estatuídos pela Lei Complementar 141/2012, no exercício do poder normativo conferido pelo artigo 198, § 3º, I, da Constituição, estabelece uma vinculação orçamentária não autorizada pela Carta Maior. C. Invasão de competência do legislador complementar federal O comando normativo disposto no artigo 198, § 3º, I, da Constituição, estabeleceu que os percentuais de aplicação dos recursos 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC mínimos em ações e serviços públicos de saúde, nos Estados, Distrito Federal, e Municípios, seriam fixados em lei complementar. Também previu no parágrafo 3º, caput, que esta mesma lei complementar deveria ser reavaliada pelo menos uma vez a cada cinco anos. Trata-se, como visto, da Lei Complementar 141/2012, editada pelo Poder Legislativo Federal, em cujos artigos 6º a 8º exaure o comando constitucional, contido no parágrafo 3º, inciso I, do artigo 198 da Carta Maior, de estabelecer os percentuais referentes à aplicação de recursos mínimos em ações e serviços públicos de saúde, no caso dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Esta Corte, no julgamento da medida cautelar da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.894, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, assentou que o artigo 198, § 3º, da Constituição Federal refere-se a uma única lei complementar, de competência da União, evidenciando, assim, a necessidade de uma uniformização do tema para a aplicação e efetivação desses preceitos constitucionais. Transcreva-se a ementa da decisão: “EMENTA: Sistema único de saúde: reserva à lei complementar da União do estabelecimento de ‘critérios de rateio dos recursos e disparidades regionais’ (CF, art. 198, § 3º, II): conseqüente plausibilidade da argüição da invalidez de lei estadual que prescreve o repasse mensal aos municípios dos ‘recursos mínimos próprios que o Estado deve aplicar em ações e serviços de saúde’; risco de grave comprometimento dos serviços estaduais de saúde: medida cautelar deferida para suspender a vigência da lei questionada.” (ADI 2.894 MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 17/10/2003). O Plenário reconheceu, assim, que leis complementares estaduais disciplinarem sobre o sistema único de saúde de que trata o artigo 198 da Constituição Federal afronta a reserva de lei complementar da União. No 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC mínimos em ações e serviços públicos de saúde, nos Estados, Distrito Federal, e Municípios, seriam fixados em lei complementar. Também previu no parágrafo 3º, caput, que esta mesma lei complementar deveria ser reavaliada pelo menos uma vez a cada cinco anos. Trata-se, como visto, da Lei Complementar 141/2012, editada pelo Poder Legislativo Federal, em cujos artigos 6º a 8º exaure o comando constitucional, contido no parágrafo 3º, inciso I, do artigo 198 da Carta Maior, de estabelecer os percentuais referentes à aplicação de recursos mínimos em ações e serviços públicos de saúde, no caso dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Esta Corte, no julgamento da medida cautelar da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.894, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, assentou que o artigo 198, § 3º, da Constituição Federal refere-se a uma única lei complementar, de competência da União, evidenciando, assim, a necessidade de uma uniformização do tema para a aplicação e efetivação desses preceitos constitucionais. Transcreva-se a ementa da decisão: “EMENTA: Sistema único de saúde: reserva à lei complementar da União do estabelecimento de ‘critérios de rateio dos recursos e disparidades regionais’ (CF, art. 198, § 3º, II): conseqüente plausibilidade da argüição da invalidez de lei estadual que prescreve o repasse mensal aos municípios dos ‘recursos mínimos próprios que o Estado deve aplicar em ações e serviços de saúde’; risco de grave comprometimento dos serviços estaduais de saúde: medida cautelar deferida para suspender a vigência da lei questionada.” (ADI 2.894 MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 17/10/2003). O Plenário reconheceu, assim, que leis complementares estaduais disciplinarem sobre o sistema único de saúde de que trata o artigo 198 da Constituição Federal afronta a reserva de lei complementar da União. No 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC termos do voto do Ministro Relator, in verbis: “Se o texto do §3º pudesse suscitar dúvidas sobre cuidar-se de lei complementar federal ou de lei complementar de cada entidade federal, o §2º, I, bastaria para tornar inequívoco que a previsão constitucional é de uma única lei complementar que, por ser única e disciplinar a partição da União, dos Estados e dos Municípios no financiamento do sistema único de saúde só pode ser de competência federal”. À ocasião, ainda que em sede cautelar, entendeu-se que a Constituição determina que os percentuais estabelecidos pela Lei Complementar 141/2012 devem ser suficientes para se obter a parcela anual das receitas orçamentárias correspondente aos recursos mínimos que cada ente federado precisa aplicar em ações e serviços públicos de saúde. Não caberia ao ordenamento jurídico estadual disciplinar ou complementar a vinculação desses recursos, em nome do tratamento uniforme que a Carta Maior pretendera conferir à questão. De todo o modo, sendo a Lei Complementar 141/2012 a norma à qual o artigo 198, § 3º, Carta Maior conferiu legitimidade para criar vinculação de receita, restam inconstitucionais disposições da Constituição Estadual ou Leis Orgânicas dos Estados, Distrito Federal e Municípios que estabeleçam percentuais superiores àqueles fixados na legislação federal, tal como o regramento estabelecido pela Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina. Sem respaldo constitucional, a vinculação de receita de impostos veiculada por meio da Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina, de iniciativa parlamentar, viola os artigo 198, § 3º, I; 167, IV, e 165 da Constituição Federal, sendo, portanto, inconstitucional. II. Inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC termos do voto do Ministro Relator, in verbis: “Se o texto do §3º pudesse suscitar dúvidas sobre cuidar-se de lei complementar federal ou de lei complementar de cada entidade federal, o §2º, I, bastaria para tornar inequívoco que a previsão constitucional é de uma única lei complementar que, por ser única e disciplinar a partição da União, dos Estados e dos Municípios no financiamento do sistema único de saúde só pode ser de competência federal”. À ocasião, ainda que em sede cautelar, entendeu-se que a Constituição determina que os percentuais estabelecidos pela Lei Complementar 141/2012 devem ser suficientes para se obter a parcela anual das receitas orçamentárias correspondente aos recursos mínimos que cada ente federado precisa aplicar em ações e serviços públicos de saúde. Não caberia ao ordenamento jurídico estadual disciplinar ou complementar a vinculação desses recursos, em nome do tratamento uniforme que a Carta Maior pretendera conferir à questão. De todo o modo, sendo a Lei Complementar 141/2012 a norma à qual o artigo 198, § 3º, Carta Maior conferiu legitimidade para criar vinculação de receita, restam inconstitucionais disposições da Constituição Estadual ou Leis Orgânicas dos Estados, Distrito Federal e Municípios que estabeleçam percentuais superiores àqueles fixados na legislação federal, tal como o regramento estabelecido pela Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina. Sem respaldo constitucional, a vinculação de receita de impostos veiculada por meio da Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina, de iniciativa parlamentar, viola os artigo 198, § 3º, I; 167, IV, e 165 da Constituição Federal, sendo, portanto, inconstitucional. II. Inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC A. O princípio da legalidade e a necessidade de respeito aos parâmetros fixados pelo constituinte no artigo 198, § 3º, da Constituição Como visto, a Constituição condicionou a legitimidade da vinculação de receitas para determinados programas de trabalho pertinentes à saúde, no caso dos Estados, Distrito Federal e Municípios, à observância da reserva de lei complementar. Com isso, o artigo 198, § 3º, I atribuiu o regramento do cálculo definitivo dos recursos mínimos, sobre o qual deve incidir a vinculação, a dispositivo normativo específico, tratando-se, pois, de nítida reserva legal estatuída pela Constituição Federal. Assim, a estipulação de parcela mínima de aplicação de recursos em ações e serviços públicos de saúde, no âmbito dos demais entes federados que não a União, somente se torna válida quando os percentuais necessários para calculá-la estiverem previstos em lei complementar. Acima desse patamar, cabe aos poderes eleitos fixarem os recursos destinados a tal rubrica nas respectivas leis orçamentárias. Nada obstante, a Lei Complementar 141/2012 permitiu que os Estados, Distrito Federal e Municípios elevassem os percentuais de cálculo dos recursos mínimos por meio de suas respectivas Constituições Estaduais ou Leis Orgânicas. Convém transcrever o dispositivo ora impugnado: “Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde”. A inconstitucionalidade dessa previsão decorre de o comando constitucional referente à reserva legal ter atribuído ao legislador 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC A. O princípio da legalidade e a necessidade de respeito aos parâmetros fixados pelo constituinte no artigo 198, § 3º, da Constituição Como visto, a Constituição condicionou a legitimidade da vinculação de receitas para determinados programas de trabalho pertinentes à saúde, no caso dos Estados, Distrito Federal e Municípios, à observância da reserva de lei complementar. Com isso, o artigo 198, § 3º, I atribuiu o regramento do cálculo definitivo dos recursos mínimos, sobre o qual deve incidir a vinculação, a dispositivo normativo específico, tratando-se, pois, de nítida reserva legal estatuída pela Constituição Federal. Assim, a estipulação de parcela mínima de aplicação de recursos em ações e serviços públicos de saúde, no âmbito dos demais entes federados que não a União, somente se torna válida quando os percentuais necessários para calculá-la estiverem previstos em lei complementar. Acima desse patamar, cabe aos poderes eleitos fixarem os recursos destinados a tal rubrica nas respectivas leis orçamentárias. Nada obstante, a Lei Complementar 141/2012 permitiu que os Estados, Distrito Federal e Municípios elevassem os percentuais de cálculo dos recursos mínimos por meio de suas respectivas Constituições Estaduais ou Leis Orgânicas. Convém transcrever o dispositivo ora impugnado: “Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde”. A inconstitucionalidade dessa previsão decorre de o comando constitucional referente à reserva legal ter atribuído ao legislador 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC constituinte federal a fixação dos percentuais de cálculo dos recursos mínimos, de modo que não há falar em aplicação supletiva da lei em face das Constituições estaduais e Leis Orgânicas. Com efeito, o parágrafo 2º do dispositivo constitucional afirma que os entes federados “aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre:”. Os mencionados “recursos mínimos” constituem a vinculação em si que deve existir em todos os exercícios financeiros, enquanto os percentuais, que devem ser definitivos, disciplinam o cálculo do montante correspondente a esses recursos. Ora, a ideia em si de vinculação já pressupõe uma parcela mínima da receita que deve ter uma destinação específica. Assim, ao atribuir à lei complementar a estipulação do percentual a ser observado pelos entes subnacionais, o comando constitucional não diz respeito a uma “vinculação mínima”, a ser posta como piso para a vinculação de receitas estabelecida pelos demais entes federados. Por conseguinte, quando a Carta Maior trata de “recursos mínimos”, se refere a uma vinculação, a um mínimo de afetação das receitas para determinada despesa, que, no caso, deve seguir os percentuais fixados em lei complementar nacional. A vinculação é sempre instrumentalizada por um percentual determinado, ainda que seja facultado ao poder público, nos limites de sua responsabilidade fiscal, a eventual fixação de valores maiores, por meio do processo legislativo adequado à matéria orçamentária. Some-se que, caso fixem percentual superior ao estabelecido nos artigos 6º a 8º da LC 141/2012, as normas estaduais e municipais esvaziarão a vinculação de receita para ações e serviços públicos de saúde trazida na lei complementar federal, que, de acordo com o artigo 198, caput, da Constituição, integram uma rede regionalizada e hierarquizada 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC constituinte federal a fixação dos percentuais de cálculo dos recursos mínimos, de modo que não há falar em aplicação supletiva da lei em face das Constituições estaduais e Leis Orgânicas. Com efeito, o parágrafo 2º do dispositivo constitucional afirma que os entes federados “aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre:”. Os mencionados “recursos mínimos” constituem a vinculação em si que deve existir em todos os exercícios financeiros, enquanto os percentuais, que devem ser definitivos, disciplinam o cálculo do montante correspondente a esses recursos. Ora, a ideia em si de vinculação já pressupõe uma parcela mínima da receita que deve ter uma destinação específica. Assim, ao atribuir à lei complementar a estipulação do percentual a ser observado pelos entes subnacionais, o comando constitucional não diz respeito a uma “vinculação mínima”, a ser posta como piso para a vinculação de receitas estabelecida pelos demais entes federados. Por conseguinte, quando a Carta Maior trata de “recursos mínimos”, se refere a uma vinculação, a um mínimo de afetação das receitas para determinada despesa, que, no caso, deve seguir os percentuais fixados em lei complementar nacional. A vinculação é sempre instrumentalizada por um percentual determinado, ainda que seja facultado ao poder público, nos limites de sua responsabilidade fiscal, a eventual fixação de valores maiores, por meio do processo legislativo adequado à matéria orçamentária. Some-se que, caso fixem percentual superior ao estabelecido nos artigos 6º a 8º da LC 141/2012, as normas estaduais e municipais esvaziarão a vinculação de receita para ações e serviços públicos de saúde trazida na lei complementar federal, que, de acordo com o artigo 198, caput, da Constituição, integram uma rede regionalizada e hierarquizada 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC e constituem um sistema único, cuja regulamentação deve ser reavaliada a cada cinco anos. O desrespeito aos parâmetros impostos pela Carta Maior, quais sejam, a reserva de lei complementar nacional e a fixação definitiva dos percentuais de aplicação dos recursos mínimos, concorre para a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012. B. Usurpação de competência do constituinte para legitimar exceções ao princípio da vedação a vinculações de receitas Ao atribuir ao constituinte estadual ou municipal competência legislativa para dispor de conteúdo que lhe foi delegada excepcional e expressamente pela Constituição Federal, o legislador complementar arvorou-se a poder constituinte nacional. Isso porque a competência da União para exaurir o tema é resguardada pela Constituição Federal, em seu artigo 198, § 3º, I. Ainda que se avente que, em certa hipóteses, possa ser admitida a delegação normativa de poderes conferidos pelo constituinte, a proibição da vinculação de receita de impostos, como regra que protege a separação de poderes e o princípio democrático, impede uma leitura expansiva dos poderes normativos delegados. Somente são admitidas as exceções expressamente previstas em lei, não podendo o legislador complementar ampliar esse rol à revelia das disposições constitucionais. Esta proteção constitucional é reforçada pela excepcionalidade à qual a norma de vedação à vinculação de receitas faz jus. Conforme já explicitado, a afetação de receitas, matéria sensível que é, somente pode encontrar previsão na Constituição Federal. Um aspecto tão importante quanto a reserva de iniciativa para fixar os percentuais de vinculação não 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC e constituem um sistema único, cuja regulamentação deve ser reavaliada a cada cinco anos. O desrespeito aos parâmetros impostos pela Carta Maior, quais sejam, a reserva de lei complementar nacional e a fixação definitiva dos percentuais de aplicação dos recursos mínimos, concorre para a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012. B. Usurpação de competência do constituinte para legitimar exceções ao princípio da vedação a vinculações de receitas Ao atribuir ao constituinte estadual ou municipal competência legislativa para dispor de conteúdo que lhe foi delegada excepcional e expressamente pela Constituição Federal, o legislador complementar arvorou-se a poder constituinte nacional. Isso porque a competência da União para exaurir o tema é resguardada pela Constituição Federal, em seu artigo 198, § 3º, I. Ainda que se avente que, em certa hipóteses, possa ser admitida a delegação normativa de poderes conferidos pelo constituinte, a proibição da vinculação de receita de impostos, como regra que protege a separação de poderes e o princípio democrático, impede uma leitura expansiva dos poderes normativos delegados. Somente são admitidas as exceções expressamente previstas em lei, não podendo o legislador complementar ampliar esse rol à revelia das disposições constitucionais. Esta proteção constitucional é reforçada pela excepcionalidade à qual a norma de vedação à vinculação de receitas faz jus. Conforme já explicitado, a afetação de receitas, matéria sensível que é, somente pode encontrar previsão na Constituição Federal. Um aspecto tão importante quanto a reserva de iniciativa para fixar os percentuais de vinculação não 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC pode ultrapassar os limites estabelecidos pela Carta Maior. A possibilidade de complementação ou substituição dessa competência pelos demais entes federados somente poderia ser considerada válida caso fosse expressamente autorizada pela Constituição. Não o sendo, estará obstada pela proibição genérica instituída pelo artigo 167, IV, da Carta Magna. No mesmo sentido consignou o Ministro Alexandre de Moraes, na Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.059, na qual se discutia a constitucionalidade de dispositivo constitucional do Estado de Roraima, que estipula um percentual mínimo de aplicação em ações e serviços públicos de saúde mais elevado do que aquele estabelecido na Lei Complementar 141/2012. Cite-se um excerto pertinente da decisão, verbis: “Ora, tendo desbordado da hipótese de vinculação prevista no art. 198, § 3º, da CF, a norma impugnada findou por violar a vedação do art. 167, IV, da CF, que veda, como regra, a vinculação de receitas a órgão, fundo ou despesa, pelo que se mostra, em um juízo de cognição sumária, de constitucionalidade questionável. (...) Em acréscimo a isso, caso se admitisse possível ao Estado legislar sobre o tema, pondere-se que tal providência normativa tem impacto direto sobre a formação e execução do orçamento estadual, afetando a programação orçamentária e disponibilidade de recursos para outras ações e políticas públicas a encargo da Administração Pública, e dos demais Poderes e órgãos autônomos de Roraima”. (ADI 6059, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 20/2/2019). Some-se que a possibilidade de aumento dos percentuais mínimos pelos entes federados autorizada pelo artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 é irrestrita. No limite, a previsão habilitaria toda sorte de arbitrariedades, comprometendo todos os recursos disponíveis no orçamento e esvaziando o poder de alocação de recursos para outras rubricas de notável envergadura, como educação ou segurança pública, 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC pode ultrapassar os limites estabelecidos pela Carta Maior. A possibilidade de complementação ou substituição dessa competência pelos demais entes federados somente poderia ser considerada válida caso fosse expressamente autorizada pela Constituição. Não o sendo, estará obstada pela proibição genérica instituída pelo artigo 167, IV, da Carta Magna. No mesmo sentido consignou o Ministro Alexandre de Moraes, na Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.059, na qual se discutia a constitucionalidade de dispositivo constitucional do Estado de Roraima, que estipula um percentual mínimo de aplicação em ações e serviços públicos de saúde mais elevado do que aquele estabelecido na Lei Complementar 141/2012. Cite-se um excerto pertinente da decisão, verbis: “Ora, tendo desbordado da hipótese de vinculação prevista no art. 198, § 3º, da CF, a norma impugnada findou por violar a vedação do art. 167, IV, da CF, que veda, como regra, a vinculação de receitas a órgão, fundo ou despesa, pelo que se mostra, em um juízo de cognição sumária, de constitucionalidade questionável. (...) Em acréscimo a isso, caso se admitisse possível ao Estado legislar sobre o tema, pondere-se que tal providência normativa tem impacto direto sobre a formação e execução do orçamento estadual, afetando a programação orçamentária e disponibilidade de recursos para outras ações e políticas públicas a encargo da Administração Pública, e dos demais Poderes e órgãos autônomos de Roraima”. (ADI 6059, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 20/2/2019). Some-se que a possibilidade de aumento dos percentuais mínimos pelos entes federados autorizada pelo artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 é irrestrita. No limite, a previsão habilitaria toda sorte de arbitrariedades, comprometendo todos os recursos disponíveis no orçamento e esvaziando o poder de alocação de recursos para outras rubricas de notável envergadura, como educação ou segurança pública, 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC ou mesmo para outros Poderes e órgãos autônomos. Sem respaldo constitucional, as Assembleias Estaduais e as Câmaras de Vereadores disporiam de um poder ilimitado para vincular todos os recursos, alterando a lógica do processo legislativo orçamentário insculpido no artigo 165 da Carta Maior e engessando o Poder Executivo. Para evitar este cenário, a melhor exegese impõe a interpretação literal em matéria de vinculação orçamentária. Sob esse prisma, a ausência de autorização expressa na Carta Maior para a elevação dos percentuais mínimos pelas Constituições Estaduais e Leis Orgânicas implica a proibição da criação de novas vinculações de receita. Ex positis, CONHEÇO PARCIALMENTE a ação direta de inconstitucionalidade e, na parte conhecida, JULGO PROCEDENTE o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. É como voto. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC ou mesmo para outros Poderes e órgãos autônomos. Sem respaldo constitucional, as Assembleias Estaduais e as Câmaras de Vereadores disporiam de um poder ilimitado para vincular todos os recursos, alterando a lógica do processo legislativo orçamentário insculpido no artigo 165 da Carta Maior e engessando o Poder Executivo. Para evitar este cenário, a melhor exegese impõe a interpretação literal em matéria de vinculação orçamentária. Sob esse prisma, a ausência de autorização expressa na Carta Maior para a elevação dos percentuais mínimos pelas Constituições Estaduais e Leis Orgânicas implica a proibição da criação de novas vinculações de receita. Ex positis, CONHEÇO PARCIALMENTE a ação direta de inconstitucionalidade e, na parte conhecida, JULGO PROCEDENTE o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. É como voto. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 54 Antecipação ao Voto 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, exatamente de acordo com a fala do nosso nobre Subprocurador-Geral da República, que aqui já se afirmou, inúmeras vezes, uma lei má não é necessariamente uma lei inconstitucional, e uma lei boa não é necessariamente constitucional, é o caso específico. O Ministério Público, aqui, entende que houve uma contravenção à Constituição Federal, na medida em que foram superados os limites e invadida a competência do Poder Executivo. Aliás, não só o acórdão do Ministro Lewandowski também ampara a declaração de constitucionalidade, mas, mais recentemente, o Ministro Alexandre de Moraes deferiu uma liminar, no caso de Rondônia, exatamente em relação a esses termos. Tenho um voto um pouco longo, mas vou me permitir, Senhor Presidente, tendo em vista as exposições feitas, ler uma ementa que também não é pequena, mas que já resolve essa questão e depois, se houver necessidade, leio o voto por inteiro. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E522-E95C-8697-EFA1 e senha D164-DCAD-CEE3-7D90 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, exatamente de acordo com a fala do nosso nobre Subprocurador-Geral da República, que aqui já se afirmou, inúmeras vezes, uma lei má não é necessariamente uma lei inconstitucional, e uma lei boa não é necessariamente constitucional, é o caso específico. O Ministério Público, aqui, entende que houve uma contravenção à Constituição Federal, na medida em que foram superados os limites e invadida a competência do Poder Executivo. Aliás, não só o acórdão do Ministro Lewandowski também ampara a declaração de constitucionalidade, mas, mais recentemente, o Ministro Alexandre de Moraes deferiu uma liminar, no caso de Rondônia, exatamente em relação a esses termos. Tenho um voto um pouco longo, mas vou me permitir, Senhor Presidente, tendo em vista as exposições feitas, ler uma ementa que também não é pequena, mas que já resolve essa questão e depois, se houver necessidade, leio o voto por inteiro. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E522-E95C-8697-EFA1 e senha D164-DCAD-CEE3-7D90 Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 54 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, já antecipo que acompanho integralmente o Relator, porque, pelos mesmos fundamentos, como foi dito da tribuna e pelo próprio Relator, eu deferi medida cautelar, agora em 20 de fevereiro de 2019, em relação a uma Emenda Constitucional do Estado de Roraima. Então, acompanho integralmente o Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58DB-C989-DC31-F496 e senha 35DC-7A95-8CD0-C464 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, já antecipo que acompanho integralmente o Relator, porque, pelos mesmos fundamentos, como foi dito da tribuna e pelo próprio Relator, eu deferi medida cautelar, agora em 20 de fevereiro de 2019, em relação a uma Emenda Constitucional do Estado de Roraima. Então, acompanho integralmente o Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58DB-C989-DC31-F496 e senha 35DC-7A95-8CD0-C464 Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministro-Relator, agora acompanhado pelo eminente Ministro Alexandre de Moraes, o tema de fundo, conforme Sua Excelência o Relator e o ilustre Procurador, que esteve na tribuna, bem acentuaram, assim também a sustentação do Ministério Público, nesta sessão, diz respeito ao piso setorial para a saúde. E assenta-se o debate em saber se pode ou não o ente federado, por meio de legislação estadual, adotar um piso setorial para a saúde maior que os 12% referidos em lei complementar federal. E, se puder, se a iniciativa dessa legislação deve ser exclusivamente do Poder Executivo. Portanto, o que se põe em debate é uma inconstitucionalidade inicialmente formal, como alegada, por vício de iniciativa, que o Ministro Luiz Fux muito bem enfrenta, especialmente quando sustenta, em sua lúcida ementa, que a Constituição Federal reserva essa iniciativa ao Executivo. Então, Sua Excelência está assentando que, aqui, há um vício de origem, como também está assentando que, somente lei federal, prevista no § 3º do art. 198, poderia adotar patamar mais elevado que o percentual do piso setorial da saúde. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - E não delegar aos Estados. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - E não delegar aos Estados. Pois bem, em relação aos dois pontos, peço todas as vênias a Sua Excelência, tenho compreensão distinta. Primeiro, do ponto de vista do vício de origem, o Tema de Repercussão Geral 917, da relatoria do eminente Ministro Gilmar Mendes, Recurso Extraordinário 878.911, assentou "que não usurpa competência privativa do Chefe do Poder Executivo lei que, embora crie despesa para a Administração, não trata de sua estrutura ou da atribuição de seus órgãos nem do regime jurídico de servidores públicos." Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministro-Relator, agora acompanhado pelo eminente Ministro Alexandre de Moraes, o tema de fundo, conforme Sua Excelência o Relator e o ilustre Procurador, que esteve na tribuna, bem acentuaram, assim também a sustentação do Ministério Público, nesta sessão, diz respeito ao piso setorial para a saúde. E assenta-se o debate em saber se pode ou não o ente federado, por meio de legislação estadual, adotar um piso setorial para a saúde maior que os 12% referidos em lei complementar federal. E, se puder, se a iniciativa dessa legislação deve ser exclusivamente do Poder Executivo. Portanto, o que se põe em debate é uma inconstitucionalidade inicialmente formal, como alegada, por vício de iniciativa, que o Ministro Luiz Fux muito bem enfrenta, especialmente quando sustenta, em sua lúcida ementa, que a Constituição Federal reserva essa iniciativa ao Executivo. Então, Sua Excelência está assentando que, aqui, há um vício de origem, como também está assentando que, somente lei federal, prevista no § 3º do art. 198, poderia adotar patamar mais elevado que o percentual do piso setorial da saúde. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - E não delegar aos Estados. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - E não delegar aos Estados. Pois bem, em relação aos dois pontos, peço todas as vênias a Sua Excelência, tenho compreensão distinta. Primeiro, do ponto de vista do vício de origem, o Tema de Repercussão Geral 917, da relatoria do eminente Ministro Gilmar Mendes, Recurso Extraordinário 878.911, assentou "que não usurpa competência privativa do Chefe do Poder Executivo lei que, embora crie despesa para a Administração, não trata de sua estrutura ou da atribuição de seus órgãos nem do regime jurídico de servidores públicos." Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC Então, com base nesse Tema da Repercussão Geral com a devida vênia, estou superando o debate sobre a eventual inconstitucionalidade formal ou vício de iniciativa. Quanto à compreensão que deve se tratar de lei federal, gostaria de lembrar um trecho do Parecer do Ministério Público que, nada obstante vá ao encontro da sustentação, mas permite retirar uma lição que vai de encontro à conclusão do Ministério Público. Está à página 5 a seguinte afirmação, diz a Procuradoria da República: "Tal não significa que os entes federados não possam aportar valores superiores. De fato, apenas estão vinculados a não investirem abaixo do piso mínimo, definido pelo legislador nacional a partir de sua competência constitucional. Nada impede que cada unidade federativa, de acordo com suas disponibilidades orçamentárias, destine à saúde percentuais superiores àqueles estabelecidos por lei complementar federal, sendo até recomendável que o façam." É claro, veio aí a questão do espaço dialógico de iniciativa do debate parlamentar. Todavia, manifestando total respeito às posições em sentido contrário, não está, no § 3º do art. 198, o vocábulo federal. Quando se exige lei complementar para definir o percentual, o § 3º do art. 198 se refere à lei complementar, e não creio que se possa ler na Constituição o que na Constituição não está. É claro que se poderia contrapor a esse argumento que uma interpretação sistemática do § 2º desse mesmo art. 198 levaria à conclusão de que essa lei complementar só poderia ser uma lei complementar federal, mas isso não está dito! Seria uma hermenêutica restritiva das possibilidades do texto constitucional. Mas, se houvesse essa dúvida, essa dúvida, em meu modo de ver, foi solvida pela Lei Complementar federal 141. Diz o art. 11 da Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012: "Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Então, com base nesse Tema da Repercussão Geral com a devida vênia, estou superando o debate sobre a eventual inconstitucionalidade formal ou vício de iniciativa. Quanto à compreensão que deve se tratar de lei federal, gostaria de lembrar um trecho do Parecer do Ministério Público que, nada obstante vá ao encontro da sustentação, mas permite retirar uma lição que vai de encontro à conclusão do Ministério Público. Está à página 5 a seguinte afirmação, diz a Procuradoria da República: "Tal não significa que os entes federados não possam aportar valores superiores. De fato, apenas estão vinculados a não investirem abaixo do piso mínimo, definido pelo legislador nacional a partir de sua competência constitucional. Nada impede que cada unidade federativa, de acordo com suas disponibilidades orçamentárias, destine à saúde percentuais superiores àqueles estabelecidos por lei complementar federal, sendo até recomendável que o façam." É claro, veio aí a questão do espaço dialógico de iniciativa do debate parlamentar. Todavia, manifestando total respeito às posições em sentido contrário, não está, no § 3º do art. 198, o vocábulo federal. Quando se exige lei complementar para definir o percentual, o § 3º do art. 198 se refere à lei complementar, e não creio que se possa ler na Constituição o que na Constituição não está. É claro que se poderia contrapor a esse argumento que uma interpretação sistemática do § 2º desse mesmo art. 198 levaria à conclusão de que essa lei complementar só poderia ser uma lei complementar federal, mas isso não está dito! Seria uma hermenêutica restritiva das possibilidades do texto constitucional. Mas, se houvesse essa dúvida, essa dúvida, em meu modo de ver, foi solvida pela Lei Complementar federal 141. Diz o art. 11 da Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012: "Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde." A Lei Complementar 141 transformou em piso o que é piso: 12%. Não permitir que uma lei complementar estadual assim o faça, nós transformaremos o piso em teto. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Fachin, permite-me só uma observação, até um esclarecimento. Dentro dessa interpretação de Vossa Excelência, seria possível a lei complementar estadual, mas voltaríamos à questão inicial, que seria uma vinculação orçamentária, e teríamos o mesmo vício de iniciativa. Ou, mesmo que entendêssemos que fosse uma lei complementar estadual, no caso - e isso vem-se repetindo em outros estados -, é por emenda constitucional, porque o parlamento estadual quer afastar totalmente a possibilidade, inclusive, de veto à iniciativa e ao veto do Chefe do Executivo. Então, parece-me que, mesmo seguindo essa interpretação que Vossa Excelência conferiu à lei complementar federal, que teria possibilitado transformar em piso e não em teto, mesmo seguindo isso, nós ainda ficaríamos com o problema de que o Legislativo estadual, ao simplesmente ignorar o Executivo, que é aquele que tem iniciativa da legislação orçamentária, ao ignorar não só na iniciativa, mas no veto, estaria aí confrontando outros dispositivos constitucionais. Só uma argumentação para refletirmos. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu só queria fazer também uma observação. Eu colacionei dois acórdãos do Ministro Gilmar dentro dos precedentes citados. Esse acórdão a que Vossa Excelência se refere é o Tema... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - 917. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Esse Tema 917 se refere à competência para a iniciativa de lei municipal que preveja a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde." A Lei Complementar 141 transformou em piso o que é piso: 12%. Não permitir que uma lei complementar estadual assim o faça, nós transformaremos o piso em teto. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Fachin, permite-me só uma observação, até um esclarecimento. Dentro dessa interpretação de Vossa Excelência, seria possível a lei complementar estadual, mas voltaríamos à questão inicial, que seria uma vinculação orçamentária, e teríamos o mesmo vício de iniciativa. Ou, mesmo que entendêssemos que fosse uma lei complementar estadual, no caso - e isso vem-se repetindo em outros estados -, é por emenda constitucional, porque o parlamento estadual quer afastar totalmente a possibilidade, inclusive, de veto à iniciativa e ao veto do Chefe do Executivo. Então, parece-me que, mesmo seguindo essa interpretação que Vossa Excelência conferiu à lei complementar federal, que teria possibilitado transformar em piso e não em teto, mesmo seguindo isso, nós ainda ficaríamos com o problema de que o Legislativo estadual, ao simplesmente ignorar o Executivo, que é aquele que tem iniciativa da legislação orçamentária, ao ignorar não só na iniciativa, mas no veto, estaria aí confrontando outros dispositivos constitucionais. Só uma argumentação para refletirmos. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu só queria fazer também uma observação. Eu colacionei dois acórdãos do Ministro Gilmar dentro dos precedentes citados. Esse acórdão a que Vossa Excelência se refere é o Tema... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - 917. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Esse Tema 917 se refere à competência para a iniciativa de lei municipal que preveja a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC obrigatoriedade de instalação de câmeras de segurança em escolas públicas municipais e cercanias, quer dizer, em meu modo de ver, não apresentaria nenhuma vinculação com a receita orçamentária. Mas o outro... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas o debate de fundo é o mesmo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Mas o outro debate, aí, sim - trazido pelo Ministro Gilmar Mendes, e cito também o Ministro Dias Toffoli - seria esse aqui exatamente, em que o Ministro Gilmar Mendes, enfrentando questão semelhante, dispôs que: "Ação Direta de Inconstitucionalidade (...) Constituição do Estado de Santa Catarina (...). Vinculação, por dotação orçamentária, de parte da receita corrente do Estado a programas de desenvolvimento da agricultura, pecuária e abastecimento. Inconstitucionalidade. Afronta à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo em tema de diretrizes orçamentárias (...)." Nós estamos aqui no campo de diretrizes orçamentárias. Esse acórdão da ADI 1.759 é de 20 de agosto de 2010. Por outro lado, mais adiante, o Plenário também reconheceu essa impossibilidade por esse vício de iniciativa num acórdão emblemático na ADI 3.576 da relatoria da Ministra Ellen Gracie, quando assenta: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. Lei estadual. Fundo partilhado de combate às desigualdades sociais e regionais também, e direitos fundamentais.” Quando ela assenta o art. 167, IV, da Carta Magna, não permite a vinculação de receita proveniente da arrecadação de imposto a fundo específico onde há vedação expressa. Ela então esclarece no item II da ementa - para não ler ele todo: “2. O diploma impugnado não representa verdadeiro e unilateral favor fiscal conferido a determinado setor da atividade econômica local (…). 3. As normas em estudo, ao possibilitarem o direcionamento, pelos contribuintes, do valor devido de ICMS para o chamado Fundo Partilhado de Combate às Desigualdades Sociais e Regionais, compensando-se, em contrapartida, o valor despendido sob a forma de crédito 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC obrigatoriedade de instalação de câmeras de segurança em escolas públicas municipais e cercanias, quer dizer, em meu modo de ver, não apresentaria nenhuma vinculação com a receita orçamentária. Mas o outro... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas o debate de fundo é o mesmo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Mas o outro debate, aí, sim - trazido pelo Ministro Gilmar Mendes, e cito também o Ministro Dias Toffoli - seria esse aqui exatamente, em que o Ministro Gilmar Mendes, enfrentando questão semelhante, dispôs que: "Ação Direta de Inconstitucionalidade (...) Constituição do Estado de Santa Catarina (...). Vinculação, por dotação orçamentária, de parte da receita corrente do Estado a programas de desenvolvimento da agricultura, pecuária e abastecimento. Inconstitucionalidade. Afronta à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo em tema de diretrizes orçamentárias (...)." Nós estamos aqui no campo de diretrizes orçamentárias. Esse acórdão da ADI 1.759 é de 20 de agosto de 2010. Por outro lado, mais adiante, o Plenário também reconheceu essa impossibilidade por esse vício de iniciativa num acórdão emblemático na ADI 3.576 da relatoria da Ministra Ellen Gracie, quando assenta: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. Lei estadual. Fundo partilhado de combate às desigualdades sociais e regionais também, e direitos fundamentais.” Quando ela assenta o art. 167, IV, da Carta Magna, não permite a vinculação de receita proveniente da arrecadação de imposto a fundo específico onde há vedação expressa. Ela então esclarece no item II da ementa - para não ler ele todo: “2. O diploma impugnado não representa verdadeiro e unilateral favor fiscal conferido a determinado setor da atividade econômica local (…). 3. As normas em estudo, ao possibilitarem o direcionamento, pelos contribuintes, do valor devido de ICMS para o chamado Fundo Partilhado de Combate às Desigualdades Sociais e Regionais, compensando-se, em contrapartida, o valor despendido sob a forma de crédito 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC fiscal presumido, criaram, na verdade, um mecanismo de redirecionamento de receitas do ICMS para a satisfação de finalidades específicas e predeterminadas, procedimento incompatível, salvo as exceções expressamente elencadas no artigo 167, IV, da Carta Magna, com a natureza dessa espécie tributária.” Então, só expressamente determinada. E adiante surgiu um outro acórdão, da lavra do nosso Pleno, da relatoria do Ministro Sidney Sanches, que, com relação a essas excepcionalidades, ressalta que “a vedação é afastada, portanto, apenas nas hipóteses expressamente ressalvadas, que não abrangem os programas de assistência integral à criança e ao adolescente”, também direitos fundamentais. Então, a jurisprudência do Tribunal é exatamente nesse sentido; eu procurei mantê-la íntegra e uniforme, com todo respeito ao raciocínio do eminente Ministro Luiz Edson Fachin. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se o ministro Fachin me permitir um aparte, digo não ter a menor dúvida de que a regência sobre a matéria deve ser estadual, ou seja, cumpre ao Estado, no campo da independência relativa normativa, editar a lei complementar prevista no § 3º do artigo 198 da Constituição Federal. E a Constituição Federal, Presidente, não fixa percentuais para aplicação na saúde. No tocante à União, cogita de piso – 15% –, mas não o faz em relação às demais unidades da Federação. Surge a problemática, em primeiro lugar, da iniciativa, porque estamos no campo do orçamento. Incide o disposto no artigo 165 da Constituição Federal. Em segundo lugar, o engessamento ocorrido, no que se desprezou o instrumental próprio, a lei complementar de iniciativa do Executivo, para adotar-se emenda constitucional. Vou divergir do Relator relativamente à fundamentação, no que atribui à União, não ao Estado, a fixação do percentual. Não chego a esse ponto. Entendo que cumpre à unidade da Federação. Ocorre a independência administrativa e a competência normativa sujeita, claro, aos termos da Constituição Federal. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC fiscal presumido, criaram, na verdade, um mecanismo de redirecionamento de receitas do ICMS para a satisfação de finalidades específicas e predeterminadas, procedimento incompatível, salvo as exceções expressamente elencadas no artigo 167, IV, da Carta Magna, com a natureza dessa espécie tributária.” Então, só expressamente determinada. E adiante surgiu um outro acórdão, da lavra do nosso Pleno, da relatoria do Ministro Sidney Sanches, que, com relação a essas excepcionalidades, ressalta que “a vedação é afastada, portanto, apenas nas hipóteses expressamente ressalvadas, que não abrangem os programas de assistência integral à criança e ao adolescente”, também direitos fundamentais. Então, a jurisprudência do Tribunal é exatamente nesse sentido; eu procurei mantê-la íntegra e uniforme, com todo respeito ao raciocínio do eminente Ministro Luiz Edson Fachin. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se o ministro Fachin me permitir um aparte, digo não ter a menor dúvida de que a regência sobre a matéria deve ser estadual, ou seja, cumpre ao Estado, no campo da independência relativa normativa, editar a lei complementar prevista no § 3º do artigo 198 da Constituição Federal. E a Constituição Federal, Presidente, não fixa percentuais para aplicação na saúde. No tocante à União, cogita de piso – 15% –, mas não o faz em relação às demais unidades da Federação. Surge a problemática, em primeiro lugar, da iniciativa, porque estamos no campo do orçamento. Incide o disposto no artigo 165 da Constituição Federal. Em segundo lugar, o engessamento ocorrido, no que se desprezou o instrumental próprio, a lei complementar de iniciativa do Executivo, para adotar-se emenda constitucional. Vou divergir do Relator relativamente à fundamentação, no que atribui à União, não ao Estado, a fixação do percentual. Não chego a esse ponto. Entendo que cumpre à unidade da Federação. Ocorre a independência administrativa e a competência normativa sujeita, claro, aos termos da Constituição Federal. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC Tem-se dois vícios quanto a essas causas de pedir: a iniciativa, que foi parlamentar, e o engessamento, no que se colocou em segundo plano a necessidade de ter-se certa flexibilidade, revendo-se os percentuais de cinco em cinco anos mediante lei complementar. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, só para acrescentar com esse aspecto que o Ministro Marco Aurélio acaba de mencionar, como eu não li o voto todo, destaco um caso também emblemático do Tribunal Pleno, do Ministro Sepúlveda Pertence, que arrebatou a maioria: “Sistema Único de Saúde: reserva à lei complementar da União o estabelecimento de ‘critérios de rateio dos recursos e disparidades regionais (CF, art. 198, § 3º, II): consequente plausibilidade da arguição de invalidez da lei estadual que prescreve o repasse mensal dos municípios dos ‘recursos mínimos próprios que o Estado deve aplicar em ações e serviços de saúde’; risco grave de comprometimento dos serviços de saúde: medida cautelar deferida para suspender a vigência da lei questionada.” O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Apenas para concluir, Senhor Presidente, creio que, na linha das intervenções que esse profícuo diálogo já está a realizar, a posição que o eminente Ministro Alexandre de Moraes traz, em meu modo de ver, é mais do que compreensível - nada obstante o teor do art. 11 -, não daria outro caminho, a não ser mesmo por emenda constitucional, na percepção que tenho, à luz do que está na Lei Complementar 141. Quanto ao tema específico da afetação, ou não, e, portanto, desta circunstância que, como assentou o Ministro Marco Aurélio, pode trazer um engessamento, o que esbarraria, portanto, em um vício de iniciativa, eu me permitiria relembrar que o art. 165, que trata do orçamento da nossa Constituição da República, estabelece que são leis de iniciativa do Executivo: Plano Plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. Aqui nós estamos a tratar de percentual de piso setorial da Saúde. E reconheço como legítimo o debate para saber se, elevar o piso desborda ou não desta ordem de possibilidades. Portanto, creio que há dois modos de olhar essa perspectiva acerca do vício de iniciativa. Eu me atenho à matéria de fundo que está no Tema 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Tem-se dois vícios quanto a essas causas de pedir: a iniciativa, que foi parlamentar, e o engessamento, no que se colocou em segundo plano a necessidade de ter-se certa flexibilidade, revendo-se os percentuais de cinco em cinco anos mediante lei complementar. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, só para acrescentar com esse aspecto que o Ministro Marco Aurélio acaba de mencionar, como eu não li o voto todo, destaco um caso também emblemático do Tribunal Pleno, do Ministro Sepúlveda Pertence, que arrebatou a maioria: “Sistema Único de Saúde: reserva à lei complementar da União o estabelecimento de ‘critérios de rateio dos recursos e disparidades regionais (CF, art. 198, § 3º, II): consequente plausibilidade da arguição de invalidez da lei estadual que prescreve o repasse mensal dos municípios dos ‘recursos mínimos próprios que o Estado deve aplicar em ações e serviços de saúde’; risco grave de comprometimento dos serviços de saúde: medida cautelar deferida para suspender a vigência da lei questionada.” O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Apenas para concluir, Senhor Presidente, creio que, na linha das intervenções que esse profícuo diálogo já está a realizar, a posição que o eminente Ministro Alexandre de Moraes traz, em meu modo de ver, é mais do que compreensível - nada obstante o teor do art. 11 -, não daria outro caminho, a não ser mesmo por emenda constitucional, na percepção que tenho, à luz do que está na Lei Complementar 141. Quanto ao tema específico da afetação, ou não, e, portanto, desta circunstância que, como assentou o Ministro Marco Aurélio, pode trazer um engessamento, o que esbarraria, portanto, em um vício de iniciativa, eu me permitiria relembrar que o art. 165, que trata do orçamento da nossa Constituição da República, estabelece que são leis de iniciativa do Executivo: Plano Plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. Aqui nós estamos a tratar de percentual de piso setorial da Saúde. E reconheço como legítimo o debate para saber se, elevar o piso desborda ou não desta ordem de possibilidades. Portanto, creio que há dois modos de olhar essa perspectiva acerca do vício de iniciativa. Eu me atenho à matéria de fundo que está no Tema 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC 917. E, portanto, Senhor Presidente, pedindo todas as vênias ao Ministro Luiz Fux, que todos os dias merece a nossa saudação, Ministro Alexandre de Moraes, eu estou me posicionando em sentido contrário, quer pela ausência do vício formal, forte no Tema 917, quer pelo fundamento agora também já explicitado pelo eminente Ministro Marco Aurélio, e julgando improcedente por completo a pretensão na ADI. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conhece, em parte, também. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É porque houve um período... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Nesse período do não conhecimento parcial, estou acompanhando o Relator; na parte conhecida, improcedente. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC 917. E, portanto, Senhor Presidente, pedindo todas as vênias ao Ministro Luiz Fux, que todos os dias merece a nossa saudação, Ministro Alexandre de Moraes, eu estou me posicionando em sentido contrário, quer pela ausência do vício formal, forte no Tema 917, quer pelo fundamento agora também já explicitado pelo eminente Ministro Marco Aurélio, e julgando improcedente por completo a pretensão na ADI. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conhece, em parte, também. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É porque houve um período... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Nesse período do não conhecimento parcial, estou acompanhando o Relator; na parte conhecida, improcedente. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 54 Aditamento ao Voto 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, só uma complementação, eu nem me estendi, porque não achei que fosse ter este debate. É importante relembrar que a regra constitucional, em matéria orçamentária, é a não vinculação; a regra constitucional é a não vinculação. O art. 167 expressamente coloca no inc. IV: Art. 167 - São vedados: IV - A vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas" - cita expressamente - (...) "a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde" (...) - "educação" (...); ressalvado o que a Constituição determina. Com todo respeito à posição em contrário, então, aqui, a meu ver, a conjugação do art. 165 com 167 traz: a impossibilidade da vinculação, salvo, obviamente, o que a Constituição expressamente determina, é uma excepcionalidade. E, no caso de se entender que o Estado poderia, por lei complementar, a total exclusão do Chefe do Poder Executivo, permitiria que, em outras áreas, também começasse a se vincular, ampliando saúde e educação, por melhor que seja a intenção, e retirando totalmente administração por parte do Chefe do Poder Executivo. Por isso que a Constituição veda no art. 167 a vinculação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 417D-61D4-A294-537A e senha 6E97-319B-A472-9AC4 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, só uma complementação, eu nem me estendi, porque não achei que fosse ter este debate. É importante relembrar que a regra constitucional, em matéria orçamentária, é a não vinculação; a regra constitucional é a não vinculação. O art. 167 expressamente coloca no inc. IV: Art. 167 - São vedados: IV - A vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas" - cita expressamente - (...) "a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde" (...) - "educação" (...); ressalvado o que a Constituição determina. Com todo respeito à posição em contrário, então, aqui, a meu ver, a conjugação do art. 165 com 167 traz: a impossibilidade da vinculação, salvo, obviamente, o que a Constituição expressamente determina, é uma excepcionalidade. E, no caso de se entender que o Estado poderia, por lei complementar, a total exclusão do Chefe do Poder Executivo, permitiria que, em outras áreas, também começasse a se vincular, ampliando saúde e educação, por melhor que seja a intenção, e retirando totalmente administração por parte do Chefe do Poder Executivo. Por isso que a Constituição veda no art. 167 a vinculação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 417D-61D4-A294-537A e senha 6E97-319B-A472-9AC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 54 Observação 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Hoje está muito em voga também a questão da segurança. Imaginemos nós que se fizesse uma vinculação de uma verba oriunda de impostos para segurança. Esta é a preocupação minha, a preocupação levantada pelo Ministro Marco Aurélio, em que pesem as doutíssimas ponderações do Ministro Edson Fachin, aqui, a questão do engessamento do orçamento nos três níveis federativos. Essa é uma preocupação generalizada. A meu ver, até antecipando, mas sem pronunciar meu voto ainda, concordo que este art. 167, IV, da Constituição institui o princípio da não vinculação de verbas oriundas de impostos, salvo naquela situação que excepciona exatamente para tentar impedir esse engessamento orçamentário, que hoje dificulta a gestão administrativa por parte dos entes federativos brasileiros. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3189-671B-513B-76BF e senha 243F-A914-7D8F-CE4A Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Hoje está muito em voga também a questão da segurança. Imaginemos nós que se fizesse uma vinculação de uma verba oriunda de impostos para segurança. Esta é a preocupação minha, a preocupação levantada pelo Ministro Marco Aurélio, em que pesem as doutíssimas ponderações do Ministro Edson Fachin, aqui, a questão do engessamento do orçamento nos três níveis federativos. Essa é uma preocupação generalizada. A meu ver, até antecipando, mas sem pronunciar meu voto ainda, concordo que este art. 167, IV, da Constituição institui o princípio da não vinculação de verbas oriundas de impostos, salvo naquela situação que excepciona exatamente para tentar impedir esse engessamento orçamentário, que hoje dificulta a gestão administrativa por parte dos entes federativos brasileiros. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3189-671B-513B-76BF e senha 243F-A914-7D8F-CE4A Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 54 Esclarecimento 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, eu sempre me arrependo de agir com brevidade em prol dos trabalhos. Nas páginas 8 a 14, eu trago todo o fundamento sobre o princípio da não vinculação da receita. De qualquer maneira, não muda a essência do meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C390-328C-F3DD-3903 e senha A55B-CDD2-103A-6C8C Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, eu sempre me arrependo de agir com brevidade em prol dos trabalhos. Nas páginas 8 a 14, eu trago todo o fundamento sobre o princípio da não vinculação da receita. De qualquer maneira, não muda a essência do meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C390-328C-F3DD-3903 e senha A55B-CDD2-103A-6C8C Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 54 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, trocando algumas palavras com o Ministro Relator, estava a dizer a Sua Excelência que minha dificuldade em acompanhar a divergência aberta – em um primeiro momento seguiria nessa linha -, vincula-se justamente à falta de participação do Governador, pois a iniciativa foi parlamentar. Como desconsiderar esse vício decorrente da iniciativa exclusivamente parlamentar, quando estamos tratando de um orçamento, e orçamento sem qualquer participação do Governador do Estado? Eu não sei se seria o caso de pedir vista para refletir um pouco mais sobre esse caminho percorrido pelo Ministro Fachin, já que, com relação aos demais aspectos, sobretudo em se tratando de saúde, na mesma linha defendida pelo Ministro Marco Aurélio, eu acompanharia integralmente a divergência, com a vênia do Ministro Fux, mas não vejo como transpor esta dificuldade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D264-6521-AFF0-C112 e senha 389A-BDB6-FB71-0667 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, trocando algumas palavras com o Ministro Relator, estava a dizer a Sua Excelência que minha dificuldade em acompanhar a divergência aberta – em um primeiro momento seguiria nessa linha -, vincula-se justamente à falta de participação do Governador, pois a iniciativa foi parlamentar. Como desconsiderar esse vício decorrente da iniciativa exclusivamente parlamentar, quando estamos tratando de um orçamento, e orçamento sem qualquer participação do Governador do Estado? Eu não sei se seria o caso de pedir vista para refletir um pouco mais sobre esse caminho percorrido pelo Ministro Fachin, já que, com relação aos demais aspectos, sobretudo em se tratando de saúde, na mesma linha defendida pelo Ministro Marco Aurélio, eu acompanharia integralmente a divergência, com a vênia do Ministro Fux, mas não vejo como transpor esta dificuldade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D264-6521-AFF0-C112 e senha 389A-BDB6-FB71-0667 Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 54 Confirmação de Voto 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Presidente, se a Ministra Rosa me permite, o debate já vai alongado, mas apenas um elemento adicional. O inc. IV do art. 167 estatui esse óbice à vinculação de receitas, a órgão, fundo ou despesa, mas não me parece que o percentual do piso setorial da saúde se enquadre na regra, porque não se trata de uma reserva de iniciativa. Não vinculação ou não afetação não é exatamente uma simetria com a compreensão de uma espécie de Princípio de Reserva de Iniciativa. Sei que o debate permite olhares distintos, até porque, creio, esse tema poderá voltar em outras demandas, quiçá até já pautadas ou a pautar. Apenas aduzo esse argumento adicional, mantendo o voto que proferi. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C44E-AAE7-E91D-2E38 e senha 2CC5-5880-F937-5FB8 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Presidente, se a Ministra Rosa me permite, o debate já vai alongado, mas apenas um elemento adicional. O inc. IV do art. 167 estatui esse óbice à vinculação de receitas, a órgão, fundo ou despesa, mas não me parece que o percentual do piso setorial da saúde se enquadre na regra, porque não se trata de uma reserva de iniciativa. Não vinculação ou não afetação não é exatamente uma simetria com a compreensão de uma espécie de Princípio de Reserva de Iniciativa. Sei que o debate permite olhares distintos, até porque, creio, esse tema poderá voltar em outras demandas, quiçá até já pautadas ou a pautar. Apenas aduzo esse argumento adicional, mantendo o voto que proferi. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C44E-AAE7-E91D-2E38 e senha 2CC5-5880-F937-5FB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 54 Explicação 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, realmente essa questão é importantíssima. Há uma ação direta de inconstitucionalidade proposta, ano passado, pelo então Governador do Estado de São Paulo, Márcio França, em relação ao artigo da Constituição Estadual, que foi por meio também de emenda, elevando a obrigatoriedade, a vinculação da educação para 30%, porque já havia uma proposta de emenda, véspera das eleições, aumentando para 40%. Ou seja, se o princípio a ser adotado for essa possibilidade, como disse anteriormente, a somatória: educação, saúde, segurança, em tese, dará uns quatro orçamentos. E, realmente, e a Ministra Rosa colocou, um dos fatores que mais me preocupa é afastar totalmente o chefe do Executivo dessa discussão, seja na possibilidade da própria iniciativa, seja depois da possibilidade do veto. Quando se percebe, já está aprovado! E a única medida que tem o chefe do Executivo é a propositura de uma ação direta de inconstitucionalidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Alexandre, eu me recordo que, numa questão mais atual, o Congresso, por uma de suas Casas, já debateu e afirmou a necessidade do orçamento impositivo, para que não haja esse remanejamento tão expansivo das verbas orçamentárias. Então, a ideia hoje é que o orçamento tenha lá suas diretrizes; quem tem a chave do cofre é o Executivo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu fui secretário de algumas pastas e o sonho de todo secretário é ter a vinculação orçamentária, para não precisar ficar todo mês pedindo para o governador liberar os recursos. Mas acaba-se criando não só no Legislativo ao aprovar, mas nas secretarias, minifeudos e, aí, o chefe do Executivo fica totalmente sem o comando que lhe foi dado pelo voto popular também. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B43-E1A1-1805-8B64 e senha 76C8-6B01-B529-8690 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, realmente essa questão é importantíssima. Há uma ação direta de inconstitucionalidade proposta, ano passado, pelo então Governador do Estado de São Paulo, Márcio França, em relação ao artigo da Constituição Estadual, que foi por meio também de emenda, elevando a obrigatoriedade, a vinculação da educação para 30%, porque já havia uma proposta de emenda, véspera das eleições, aumentando para 40%. Ou seja, se o princípio a ser adotado for essa possibilidade, como disse anteriormente, a somatória: educação, saúde, segurança, em tese, dará uns quatro orçamentos. E, realmente, e a Ministra Rosa colocou, um dos fatores que mais me preocupa é afastar totalmente o chefe do Executivo dessa discussão, seja na possibilidade da própria iniciativa, seja depois da possibilidade do veto. Quando se percebe, já está aprovado! E a única medida que tem o chefe do Executivo é a propositura de uma ação direta de inconstitucionalidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Alexandre, eu me recordo que, numa questão mais atual, o Congresso, por uma de suas Casas, já debateu e afirmou a necessidade do orçamento impositivo, para que não haja esse remanejamento tão expansivo das verbas orçamentárias. Então, a ideia hoje é que o orçamento tenha lá suas diretrizes; quem tem a chave do cofre é o Executivo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu fui secretário de algumas pastas e o sonho de todo secretário é ter a vinculação orçamentária, para não precisar ficar todo mês pedindo para o governador liberar os recursos. Mas acaba-se criando não só no Legislativo ao aprovar, mas nas secretarias, minifeudos e, aí, o chefe do Executivo fica totalmente sem o comando que lhe foi dado pelo voto popular também. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B43-E1A1-1805-8B64 e senha 76C8-6B01-B529-8690 Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 54 Aditamento ao Voto 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, então, sem prejuízo de continuar a refletir sobre o tema, hoje, vou acompanhar o voto do eminente Relator, com essa ressalva, com esse específico fundamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9703-953D-362D-2AA3 e senha 5CDC-1C8D-E8A7-A838 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, então, sem prejuízo de continuar a refletir sobre o tema, hoje, vou acompanhar o voto do eminente Relator, com essa ressalva, com esse específico fundamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9703-953D-362D-2AA3 e senha 5CDC-1C8D-E8A7-A838 Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 54 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, gostaria de cumprimentar o nobre Procurador que assomou à tribuna e defendeu tão bem o que o Governador questiona. Gostaria também de fazer rápidas observações, uma vez que já antecipo que acompanho, não com o fundamento de Sua Excelência, mas acompanho a conclusão do Relator. Acho que, como disse o Ministro Marco Aurélio na ênfase que deu, compete aos Estados realmente cuidar deste tema e saber qual é a sua demanda e, principalmente, qual é a sua possibilidade. Não é possível que em um Estado federal nós tenhamos a fixação, em Brasília, do que vai acontecer em todos os Estados da Federação - somos um País plural. Tradicionalmente, Minas Gerais, por exemplo - e apenas porque tenho conhecimento que me vem de alguma experiência de lá -, sempre fixou para mais, desde a segunda década do século passado, a despesa obrigatória com educação. Quem fez a reforma foi o Francisco Campos, que dizia que resolvendo a educação muitos dos outros problemas sequer existiriam. Ele disse isso em 1909, mas estou inteiramente de acordo. Portanto, Minas Gerais sempre fixou a mais do que era previsto em leis que foram sendo feitas sobre esse tema, no Brasil, na vigência das diferentes Constituições. Acho, portanto, que tem total razão o Ministro Fachin ao enfatizar a necessidade de - digamos, ainda que implicitamente talvez tenha visto no voto de Vossa Excelência - federalizar o que é federal. Efetivamente, cada Estado vai ter uma vocação que precisa ser cumprida e um problema que precisa ser resolvido; e não vamos imaginar que os Estados estão nas mesmas condições em termos de saúde e de educação principalmente. Também me parece que, da leitura da Constituição, tem-se que o que foi fixado foi realmente um piso para a saúde e para a educação. Há que se ter, portanto, a prevalência do que será fixado em cada unidade da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8160-1028-7DD8-754B e senha 78F7-F71F-8C91-7F54 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, gostaria de cumprimentar o nobre Procurador que assomou à tribuna e defendeu tão bem o que o Governador questiona. Gostaria também de fazer rápidas observações, uma vez que já antecipo que acompanho, não com o fundamento de Sua Excelência, mas acompanho a conclusão do Relator. Acho que, como disse o Ministro Marco Aurélio na ênfase que deu, compete aos Estados realmente cuidar deste tema e saber qual é a sua demanda e, principalmente, qual é a sua possibilidade. Não é possível que em um Estado federal nós tenhamos a fixação, em Brasília, do que vai acontecer em todos os Estados da Federação - somos um País plural. Tradicionalmente, Minas Gerais, por exemplo - e apenas porque tenho conhecimento que me vem de alguma experiência de lá -, sempre fixou para mais, desde a segunda década do século passado, a despesa obrigatória com educação. Quem fez a reforma foi o Francisco Campos, que dizia que resolvendo a educação muitos dos outros problemas sequer existiriam. Ele disse isso em 1909, mas estou inteiramente de acordo. Portanto, Minas Gerais sempre fixou a mais do que era previsto em leis que foram sendo feitas sobre esse tema, no Brasil, na vigência das diferentes Constituições. Acho, portanto, que tem total razão o Ministro Fachin ao enfatizar a necessidade de - digamos, ainda que implicitamente talvez tenha visto no voto de Vossa Excelência - federalizar o que é federal. Efetivamente, cada Estado vai ter uma vocação que precisa ser cumprida e um problema que precisa ser resolvido; e não vamos imaginar que os Estados estão nas mesmas condições em termos de saúde e de educação principalmente. Também me parece que, da leitura da Constituição, tem-se que o que foi fixado foi realmente um piso para a saúde e para a educação. Há que se ter, portanto, a prevalência do que será fixado em cada unidade da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8160-1028-7DD8-754B e senha 78F7-F71F-8C91-7F54 Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 54 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 5897 / SC Federação para se chegar então a esse índice, ou a essa legitimidade constitucional do que for decidido. Entretanto, no caso agora examinado, deparo-me com a mesma dificuldade que foi posta aqui pelo Ministro Marco Aurélio e pela Ministra Rosa. Acho até que pode acontecer o contrário, Ministro Marco Aurélio: de um governador não atender sequer a este mínimo na concretização, mas o problema não ser realmente de controle de constitucionalidade abstrata, como aqui se tem. Nós temos casos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência estende o mínimo previsto na Constituição, quanto à União, aos Estados e aos Municípios? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - O mínimo, acho que sim. Eu tenho dificuldade é com o que for a mais. Portanto, como disse, na concretização da norma constitucional, afastar completamente o governador, que é quem tem o controle dos recursos para saber quanto poderá gastar e como será esse gasto, parece- me de enorme dificuldade, mesmo sendo por emenda à Constituição estadual, como no caso que estamos agora a examinar. E portanto, apenas porque tenho essa dificuldade formal de entronização de uma norma no sistema jurídico estadual e pela competência do governador ficar inteiramente afastada, tornando-se mero carimbador das despesas que forem apresentadas nos índices fixados pelo Poder Legislativo, sem qualquer participação dessa autoridade, é que estou acompanhando, na conclusão, o Ministro-Relator no sentido de conhecer em parte e, na parte conhecida, julgar procedente, com um fundamento, portanto, diferente, como afirmado pelo Ministro Marco Aurélio, enfatizando a questão federativa, que é da maior importância na minha compreensão e que, tenho certeza, para o Ministro Fachin, muito mais. É como voto, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8160-1028-7DD8-754B e senha 78F7-F71F-8C91-7F54 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Federação para se chegar então a esse índice, ou a essa legitimidade constitucional do que for decidido. Entretanto, no caso agora examinado, deparo-me com a mesma dificuldade que foi posta aqui pelo Ministro Marco Aurélio e pela Ministra Rosa. Acho até que pode acontecer o contrário, Ministro Marco Aurélio: de um governador não atender sequer a este mínimo na concretização, mas o problema não ser realmente de controle de constitucionalidade abstrata, como aqui se tem. Nós temos casos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência estende o mínimo previsto na Constituição, quanto à União, aos Estados e aos Municípios? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - O mínimo, acho que sim. Eu tenho dificuldade é com o que for a mais. Portanto, como disse, na concretização da norma constitucional, afastar completamente o governador, que é quem tem o controle dos recursos para saber quanto poderá gastar e como será esse gasto, parece- me de enorme dificuldade, mesmo sendo por emenda à Constituição estadual, como no caso que estamos agora a examinar. E portanto, apenas porque tenho essa dificuldade formal de entronização de uma norma no sistema jurídico estadual e pela competência do governador ficar inteiramente afastada, tornando-se mero carimbador das despesas que forem apresentadas nos índices fixados pelo Poder Legislativo, sem qualquer participação dessa autoridade, é que estou acompanhando, na conclusão, o Ministro-Relator no sentido de conhecer em parte e, na parte conhecida, julgar procedente, com um fundamento, portanto, diferente, como afirmado pelo Ministro Marco Aurélio, enfatizando a questão federativa, que é da maior importância na minha compreensão e que, tenho certeza, para o Ministro Fachin, muito mais. É como voto, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8160-1028-7DD8-754B e senha 78F7-F71F-8C91-7F54 Inteiro Teor do Acórdão - Página 50 de 54 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, é muito sedutora a tese de que seria possível ampliar, de forma vinculada, a despesa com a saúde, educação e outros serviços públicos de caráter essencial. Mas penso que a nossa Constituição, ao estabelecer regras gerais de natureza orçamentária, tenha um caráter pedagógico. Desse caráter pedagógico, por exemplo, resultou a Lei de Responsabilidade Fiscal, que é a Lei Complementar 101, que visa justamente impor um controle de gastos à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. Penso também que a Constituição, como diz o Ministro Alexandre de Moraes, no art. 167, IV, ao estabelecer o princípio da não vinculação - excetuadas as ressalvas que, expressamente, faz -, tem também esse caráter pedagógico, para impedir que uma maioria legislativa eventual, no plano estadual ou no plano municipal, imponha restrições ao Chefe do Executivo que o impeçam de administrar eficazmente. Portanto, vou ficar com essa tese do Ministro Fux - tal como exposta em seu voto -, primeiro, assentando a inconstitucionalidade formal, que essa Lei Complementar não poderia ter se originado do Legislativo estadual. Em segundo lugar, que a Constituição estabelece, realmente, o mínimo para os entes federados, mas não é possível que, compulsoriamente, estes, por qualquer tipo de medida legislativa, imponham cerceamentos ou, como diz o Ministro Marco Aurélio, um engessamento à atividade do Poder Executivo, porque isso, até em tese, poderia representar um malferimento ao Princípio da Separação dos Poderes. É como voto, acompanhando integralmente o Ministro Luiz Fux. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88F0-7A62-11EA-1CF6 e senha F526-1563-487F-9DC0 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, é muito sedutora a tese de que seria possível ampliar, de forma vinculada, a despesa com a saúde, educação e outros serviços públicos de caráter essencial. Mas penso que a nossa Constituição, ao estabelecer regras gerais de natureza orçamentária, tenha um caráter pedagógico. Desse caráter pedagógico, por exemplo, resultou a Lei de Responsabilidade Fiscal, que é a Lei Complementar 101, que visa justamente impor um controle de gastos à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. Penso também que a Constituição, como diz o Ministro Alexandre de Moraes, no art. 167, IV, ao estabelecer o princípio da não vinculação - excetuadas as ressalvas que, expressamente, faz -, tem também esse caráter pedagógico, para impedir que uma maioria legislativa eventual, no plano estadual ou no plano municipal, imponha restrições ao Chefe do Executivo que o impeçam de administrar eficazmente. Portanto, vou ficar com essa tese do Ministro Fux - tal como exposta em seu voto -, primeiro, assentando a inconstitucionalidade formal, que essa Lei Complementar não poderia ter se originado do Legislativo estadual. Em segundo lugar, que a Constituição estabelece, realmente, o mínimo para os entes federados, mas não é possível que, compulsoriamente, estes, por qualquer tipo de medida legislativa, imponham cerceamentos ou, como diz o Ministro Marco Aurélio, um engessamento à atividade do Poder Executivo, porque isso, até em tese, poderia representar um malferimento ao Princípio da Separação dos Poderes. É como voto, acompanhando integralmente o Ministro Luiz Fux. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88F0-7A62-11EA-1CF6 e senha F526-1563-487F-9DC0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 51 de 54 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, sou instado, pelo raciocínio desenvolvido pela ministra Cármen Lúcia, a conferir ao artigo 198 da Constituição Federal – mais precisamente aos incisos do § 2º desse artigo – interpretação integrativa. Não há justificativa plausível para considerar-se piso, quanto à União, relativo à receita líquida, e não se proceder de idêntica forma quanto aos Estados e Municípios. Sabemos que o legislador nem sempre é técnico, preciso, nas disposições lançadas no cenário jurídico normativo. Entendo inconstitucional a emenda à Carta do Estado de Santa Catarina. Por quê? Em primeiro lugar, ante a iniciativa, que vejo do Executivo, quanto ao orçamento como um grande todo e ao que deve ser gasto ou não nesse campo sensível, o da saúde. Em segundo lugar, a emenda constitucional, com a previsão nela contida, engessa o tema. Quer a Lei das leis, a Constituição Federal, certa flexibilidade, ao prever que, de cinco em cinco anos, lei complementar da competência, repito, da unidade da Federação, e não da União, estabeleça o que deve ser gasto no setor da saúde. Com base nessa fundamentação, acompanho o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8948-D734-D3AF-8671 e senha C68F-AE82-EFAE-8781 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, sou instado, pelo raciocínio desenvolvido pela ministra Cármen Lúcia, a conferir ao artigo 198 da Constituição Federal – mais precisamente aos incisos do § 2º desse artigo – interpretação integrativa. Não há justificativa plausível para considerar-se piso, quanto à União, relativo à receita líquida, e não se proceder de idêntica forma quanto aos Estados e Municípios. Sabemos que o legislador nem sempre é técnico, preciso, nas disposições lançadas no cenário jurídico normativo. Entendo inconstitucional a emenda à Carta do Estado de Santa Catarina. Por quê? Em primeiro lugar, ante a iniciativa, que vejo do Executivo, quanto ao orçamento como um grande todo e ao que deve ser gasto ou não nesse campo sensível, o da saúde. Em segundo lugar, a emenda constitucional, com a previsão nela contida, engessa o tema. Quer a Lei das leis, a Constituição Federal, certa flexibilidade, ao prever que, de cinco em cinco anos, lei complementar da competência, repito, da unidade da Federação, e não da União, estabeleça o que deve ser gasto no setor da saúde. Com base nessa fundamentação, acompanho o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8948-D734-D3AF-8671 e senha C68F-AE82-EFAE-8781 Inteiro Teor do Acórdão - Página 52 de 54 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Eu também vou pedir vênia à divergência para acompanhar o Relator no fundamento mais restrito do que aquele lançado inicialmente em seu voto, fruto dos debates realizados. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24A1-878B-2C7C-FA56 e senha 0612-C7F7-76E7-81CD Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Eu também vou pedir vênia à divergência para acompanhar o Relator no fundamento mais restrito do que aquele lançado inicialmente em seu voto, fruto dos debates realizados. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24A1-878B-2C7C-FA56 e senha 0612-C7F7-76E7-81CD Inteiro Teor do Acórdão - Página 53 de 54 Extrato de Ata - 24/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu parcialmente da ação direta e, na parte conhecida, por maioria e por fundamentos diversos, julgou procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que o julgava improcedente. Falaram: pelo requerente, o Dr. Fernando Alves Filgueiras da Silva, Procurador do Estado de Santa Catarina, e, pela Procuradoria-Geral da República, o Dr. Humberto Jacques de Medeiros, Subprocurador-Geral da República. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 24.04.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Humberto Jacques de Medeiros. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7AC-33FF-5ACD-D139 e senha 009E-2C1F-0E69-D7F9 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu parcialmente da ação direta e, na parte conhecida, por maioria e por fundamentos diversos, julgou procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que o julgava improcedente. Falaram: pelo requerente, o Dr. Fernando Alves Filgueiras da Silva, Procurador do Estado de Santa Catarina, e, pela Procuradoria-Geral da República, o Dr. Humberto Jacques de Medeiros, Subprocurador-Geral da República. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 24.04.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Humberto Jacques de Medeiros. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7AC-33FF-5ACD-D139 e senha 009E-2C1F-0E69-D7F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 54 de 54
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750423527
2019-04-24T00:00:00
2019-08-02T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, conheceu parcialmente da ação direta e, na parte conhecida, por maioria e por fundamentos diversos, julgou procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que o julgava improcedente. Falaram: pelo requerente, o Dr. Fernando Alves Filgueiras da Silva, Procurador do Estado de Santa Catarina, e, pela Procuradoria-Geral da República, o Dr. Humberto Jacques de Medeiros, Subprocurador-Geral da República. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 24.04.2019.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL 72/2016 DO ESTADO DE SANTA CATARINA E ARTIGO 11 DA LEI COMPLEMENTAR 141/2012. VINCULAÇÃO DE RECEITAS A AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE EM PERCENTUAL SUPERIOR AO ESTABELECIDO PELO LEGISLADOR COMPLEMENTAR FEDERAL NO EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA CONFERIDA CONSTITUCIONALMENTE. É VEDADA A VINCULAÇÃO DA RECEITA DE IMPOSTOS A FINALIDADES NÃO EXPRESSAMENTE PREVISTAS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (ARTIGOS 165, 167, IV, E 198, §3º, I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). É VEDADO AO LEGISLADOR COMPLEMENTAR FEDERAL ATRIBUIR COMPETÊNCIA LEGISLATIVA A CONSTITUIÇÕES ESTADUAIS E LEIS ORGÂNICAS PARA INSTITUIREM VINCULAÇÃO DE RECEITA. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, JULGADO PROCEDENTE O PEDIDO. 1. A Constituição Federal reserva ao Poder Executivo a iniciativa das leis que estabelecem o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais, o que, em respeito à separação dos Poderes, consubstancia norma de observância obrigatória pelos demais entes federados. 2. É cediço na jurisprudência da Corte que a inserção nos textos constitucionais estaduais dessas matérias, cuja veiculação por lei se submeteria à iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo, subtrai a este último a possibilidade de manifestação. Precedentes: ADI 584, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/4/2014; e ADI 1.689, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 2/5/2003. 3. A usurpação da iniciativa legislativa em matéria orçamentária por parlamentar ou mesmo pelo constituinte estadual ocorre tanto pela criação de rubricas quanto pelo estabelecimento de vinculações de receitas orçamentárias, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal. 4. A função legislativa de frear e limitar os poderes do Executivo na elaboração do orçamento deve ocorrer no momento de deliberação e aprovação da proposta orçamentária, vedada a vinculação abstrata de receitas, salvo as autorizações constitucionais. 5. O artigo 167, IV, da Constituição Federal veda o estabelecimento de vinculação de receitas proveniente de impostos, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal, porquanto cerceia o poder de gestão financeira do chefe do Poder Executivo e obsta o custeio das despesas urgentes, imprevistas ou extraordinárias, que se façam necessárias ao longo do exercício financeiro, tanto mais que deve dar-se aplicação aos recursos de receita pública consoante critérios de responsabilidade fiscal consentâneos com os anseios democráticos. Precedentes: ADI 1.759, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 20/8/2010; ADI 1.750, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJ de 13/10/2006. 6. A vedação à vinculação da receita é norma que preserva a separação dos poderes, o princípio democrático e a responsabilidade fiscal, de modo que o artigo 167, IV, da Constituição faz jus à sua simétrica aplicação por todos os entes da Federação. 7. A destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde figura dentre as exceções à regra constitucional de vedação à vinculação de receitas, máxime por estar expressamente estabelecida no texto constitucional. 8. O artigo 198, §3º, I, da Constituição Federal atribuiu ao legislador complementar federal a fixação dos percentuais a serem aplicados anualmente pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, o que restou exaurido pelos artigos 6º a 8º da Lei Complementar 141/2012. 9. A Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina, ao estabelecer percentuais que excedem aqueles estatuídos pela Lei Complementar federal 141/2012, no exercício do poder normativo conferido pelo artigo 198, §3º, I, da Constituição Federal, instituiu uma vinculação orçamentária não autorizada pela Carta Maior, por isso que a referida vinculação viola os artigos 198, §3º, I; 167, IV, e 165 da Constituição Federal. Precedente: ADI 2.894 MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 17/10/2003. 10. O artigo 11 da Lei Complementar 141/2012, ao atribuir ao constituinte estadual ou municipal competência legislativa para dispor de conteúdo que lhe foi delegado excepcional e expressamente pela Constituição Federal, usurpou a competência resguardada ao poder constituinte nacional, consubstanciando afronta ao disposto nos artigos 167, IV, e 198, §3º, I, da Constituição Federal, mercê de a excepcionalidade vedar uma leitura expansiva dos poderes normativos delegados. Precedente: ADI 6059 MC, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 20/2/2019. 11. O caráter irrestrito da possibilidade de aumento dos percentuais mínimos pelos entes federados, autorizada pelo artigo 11 da Lei Complementar 141, atribui às Assembleias Estaduais e Câmaras de Vereadores o poder ilimitado de vincular quaisquer recursos, distorcendo o processo legislativo orçamentário insculpido no artigo 165 da Carta Maior. A alocação de recursos orçamentários em montante superior aos percentuais mínimos instituídos constitucionalmente cabe aos poderes eleitos, nos limites de sua responsabilidade fiscal e em cada exercício. 12. O exaurimento da eficácia jurídico-normativa do dispositivo legal impugnado implica a prejudicialidade da ação, por perda de seu objeto, porquanto o objetivo da ação direta é a declaração, em tese, da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e o seu consequente expurgo do ordenamento jurídico. Precedentes: ADI 4.365, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 8/5/2015; ADI 4.663-MC-Ref, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe de 16/12/2014. 13. In casu, a presente ação direta carece de objeto quanto os incisos I e II do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, que se referem aos exercícios fiscais pretéritos de 2017 e 2018, razão pela qual impõe-se o seu conhecimento parcial. 14. Ação direta de inconstitucionalidade parcialmente conhecida, e, na parte conhecida, julgada procedente, para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016.
sjur407726
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA NÃO VINCULAÇÃO DE RECEITA DE IMPOSTOS, INICIATIVA DE LEI, CHEFE DO PODER EXECUTIVO) ADI 584 (TP), ADI 1689 (TP), ADI 1750 (TP), ADI 1759 (TP), ADI 3576 (TP), ADI 2894 MC (TP). (EFICÁCIA JURÍDICA, ATO NORMATIVO IMPUGNADO, PERDA DO OBJETO, ADI) ADI 4365 (TP), ADI 4663 MC-Ref (TP). (CONTROLE CONCENTRADO, DIREITO SUBJETIVO) ADI 709 (1ªT), ADI 1445 QO (TP), ADI 4620 AgR (TP). - Decisão monocrática citada: (PRINCÍPIO DA NÃO VINCULAÇÃO DE RECEITA DE IMPOSTOS, INICIATIVA DE LEI, CHEFE DO PODER EXECUTIVO) ADI 6059 MC. - Veja ARE 878911 RG do STF. Número de páginas: 54. Análise: 02/10/2019, KBP.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
5897
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00165 ART-00167 INC-00004 ART-00198 \n \"CAPUT\" PAR-00002 INC-00001 INC-00002 \n INC-00003 PAR-00003 \"CAPUT\" INC-00001 \n INC-00002 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000101 ANO-2000\n LRF-2000 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL\n\n", "LEG-FED LCP-000141 ANO-2012\n ART-00006 ART-00007 ART-00008 ART-00011\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00155 REDAÇÂO DADA PELA EMC-72/2016\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, SC\n\n", "LEG-EST EMC-000072 ANO-2016\n ART-00001 ART-00002 ART-00003\n EMENDA CONSTITUCIONAL, SC\n\n", "LEG-EST ADCT \n ART-00050 \"CAPUT\" REDAÇÃO DADA PELA EMC-72/2016\n ART-00050 \"CAPUT\" INC-00001 INC-00002 \n ART-00050 \"CAPUT\" INC-00003 REDAÇÃO DADA PELA EMC-72/2016\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, SC" ]
ADI
acordaos
ADI 5897
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REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL 72/2016 DO ESTADO DE SANTA CATARINA E ARTIGO 11 DA LEI COMPLEMENTAR 141/2012. VINCULAÇÃO DE RECEITAS A AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE EM PERCENTUAL SUPERIOR AO ESTABELECIDO PELO LEGISLADOR COMPLEMENTAR FEDERAL NO EXERCÍCIO DA COMPETÊNCIA CONFERIDA CONSTITUCIONALMENTE. É VEDADA A VINCULAÇÃO DA RECEITA DE IMPOSTOS A FINALIDADES NÃO EXPRESSAMENTE PREVISTAS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (ARTIGOS 165, 167, IV, E 198, §3..., I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL). É VEDADO AO LEGISLADOR COMPLEMENTAR FEDERAL ATRIBUIR COMPETÊNCIA LEGISLATIVA A CONSTITUIÇÕES ESTADUAIS E LEIS ORGÂNICAS PARA INSTITUIREM VINCULAÇÃO DE RECEITA. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, JULGADO PROCEDENTE O PEDIDO. 1. A Constituição Federal reserva ao Poder Executivo a iniciativa das leis que estabelecem o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais, o que, em respeito à separação dos Poderes, consubstancia norma de observância obrigatória pelos demais entes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 54 Ementa e Acórdão ADI 5897 / SC federados. 2. É cediço na jurisprudência da Corte que a inserção nos textos constitucionais estaduais dessas matérias, cuja veiculação por lei se submeteria à iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo, subtrai a este último a possibilidade de manifestação. Precedentes: ADI 584, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/4/2014; e ADI 1.689, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 2/5/2003. 3. A usurpação da iniciativa legislativa em matéria orçamentária por parlamentar ou mesmo pelo constituinte estadual ocorre tanto pela criação de rubricas quanto pelo estabelecimento de vinculações de receitas orçamentárias, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal. 4. A função legislativa de frear e limitar os poderes do Executivo na elaboração do orçamento deve ocorrer no momento de deliberação e aprovação da proposta orçamentária, vedada a vinculação abstrata de receitas, salvo as autorizações constitucionais. 5. O artigo 167, IV, da Constituição Federal veda o estabelecimento de vinculação de receitas proveniente de impostos, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal, porquanto cerceia o poder de gestão financeira do chefe do Poder Executivo e obsta o custeio das despesas urgentes, imprevistas ou extraordinárias, que se façam necessárias ao longo do exercício financeiro, tanto mais que deve dar-se aplicação aos recursos de receita pública consoante critérios de responsabilidade fiscal consentâneos com os anseios democráticos. Precedentes: ADI 1.759, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 20/8/2010; ADI 1.750, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJ de 13/10/2006. 6. A vedação à vinculação da receita é norma que preserva a separação dos poderes, o princípio democrático e a responsabilidade fiscal, de modo que o artigo 167, IV, da Constituição faz jus à sua simétrica aplicação por todos os entes da Federação. 7. A destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde figura dentre as exceções à regra constitucional de vedação à vinculação de receitas, máxime por estar expressamente estabelecida no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC federados. 2. É cediço na jurisprudência da Corte que a inserção nos textos constitucionais estaduais dessas matérias, cuja veiculação por lei se submeteria à iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo, subtrai a este último a possibilidade de manifestação. Precedentes: ADI 584, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/4/2014; e ADI 1.689, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 2/5/2003. 3. A usurpação da iniciativa legislativa em matéria orçamentária por parlamentar ou mesmo pelo constituinte estadual ocorre tanto pela criação de rubricas quanto pelo estabelecimento de vinculações de receitas orçamentárias, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal. 4. A função legislativa de frear e limitar os poderes do Executivo na elaboração do orçamento deve ocorrer no momento de deliberação e aprovação da proposta orçamentária, vedada a vinculação abstrata de receitas, salvo as autorizações constitucionais. 5. O artigo 167, IV, da Constituição Federal veda o estabelecimento de vinculação de receitas proveniente de impostos, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal, porquanto cerceia o poder de gestão financeira do chefe do Poder Executivo e obsta o custeio das despesas urgentes, imprevistas ou extraordinárias, que se façam necessárias ao longo do exercício financeiro, tanto mais que deve dar-se aplicação aos recursos de receita pública consoante critérios de responsabilidade fiscal consentâneos com os anseios democráticos. Precedentes: ADI 1.759, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 20/8/2010; ADI 1.750, Rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJ de 13/10/2006. 6. A vedação à vinculação da receita é norma que preserva a separação dos poderes, o princípio democrático e a responsabilidade fiscal, de modo que o artigo 167, IV, da Constituição faz jus à sua simétrica aplicação por todos os entes da Federação. 7. A destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde figura dentre as exceções à regra constitucional de vedação à vinculação de receitas, máxime por estar expressamente estabelecida no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 54 Ementa e Acórdão ADI 5897 / SC texto constitucional. 8. O artigo 198, §3..., I, da Constituição Federal atribuiu ao legislador complementar federal a fixação dos percentuais a serem aplicados anualmente pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, o que restou exaurido pelos artigos 6... a 8... da Lei Complementar 141/2012. 9. A Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina, ao estabelecer percentuais que excedem aqueles estatuídos pela Lei Complementar federal 141/2012, no exercício do poder normativo conferido pelo artigo 198, §3..., I, da Constituição Federal, instituiu uma vinculação orçamentária não autorizada pela Carta Maior, por isso que a referida vinculação viola os artigos 198, §3..., I; 167, IV, e 165 da Constituição Federal. Precedente: ADI 2.894 MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 17/10/2003. 10. O artigo 11 da Lei Complementar 141/2012, ao atribuir ao constituinte estadual ou municipal competência legislativa para dispor de conteúdo que lhe foi delegado excepcional e expressamente pela Constituição Federal, usurpou a competência resguardada ao poder constituinte nacional, consubstanciando afronta ao disposto nos artigos 167, IV, e 198, §3..., I, da Constituição Federal, mercê de a excepcionalidade vedar uma leitura expansiva dos poderes normativos delegados. Precedente: ADI 6059 MC, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 20/2/2019. 11. O caráter irrestrito da possibilidade de aumento dos percentuais mínimos pelos entes federados, autorizada pelo artigo 11 da Lei Complementar 141, atribui às Assembleias Estaduais e Câmaras de Vereadores o poder ilimitado de vincular quaisquer recursos, distorcendo o processo legislativo orçamentário insculpido no artigo 165 da Carta Maior. A alocação de recursos orçamentários em montante superior aos percentuais mínimos instituídos constitucionalmente cabe aos poderes eleitos, nos limites de sua responsabilidade fiscal e em cada exercício. 12. O exaurimento da eficácia jurídico-normativa do dispositivo legal impugnado implica a prejudicialidade da ação, por perda de seu objeto, porquanto o objetivo da ação direta é a declaração, em tese, da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC texto constitucional. 8. O artigo 198, §3..., I, da Constituição Federal atribuiu ao legislador complementar federal a fixação dos percentuais a serem aplicados anualmente pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, o que restou exaurido pelos artigos 6... a 8... da Lei Complementar 141/2012. 9. A Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina, ao estabelecer percentuais que excedem aqueles estatuídos pela Lei Complementar federal 141/2012, no exercício do poder normativo conferido pelo artigo 198, §3..., I, da Constituição Federal, instituiu uma vinculação orçamentária não autorizada pela Carta Maior, por isso que a referida vinculação viola os artigos 198, §3..., I; 167, IV, e 165 da Constituição Federal. Precedente: ADI 2.894 MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 17/10/2003. 10. O artigo 11 da Lei Complementar 141/2012, ao atribuir ao constituinte estadual ou municipal competência legislativa para dispor de conteúdo que lhe foi delegado excepcional e expressamente pela Constituição Federal, usurpou a competência resguardada ao poder constituinte nacional, consubstanciando afronta ao disposto nos artigos 167, IV, e 198, §3..., I, da Constituição Federal, mercê de a excepcionalidade vedar uma leitura expansiva dos poderes normativos delegados. Precedente: ADI 6059 MC, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 20/2/2019. 11. O caráter irrestrito da possibilidade de aumento dos percentuais mínimos pelos entes federados, autorizada pelo artigo 11 da Lei Complementar 141, atribui às Assembleias Estaduais e Câmaras de Vereadores o poder ilimitado de vincular quaisquer recursos, distorcendo o processo legislativo orçamentário insculpido no artigo 165 da Carta Maior. A alocação de recursos orçamentários em montante superior aos percentuais mínimos instituídos constitucionalmente cabe aos poderes eleitos, nos limites de sua responsabilidade fiscal e em cada exercício. 12. O exaurimento da eficácia jurídico-normativa do dispositivo legal impugnado implica a prejudicialidade da ação, por perda de seu objeto, porquanto o objetivo da ação direta é a declaração, em tese, da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 54 Ementa e Acórdão ADI 5897 / SC inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e o seu consequente expurgo do ordenamento jurídico. Precedentes: ADI 4.365, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 8/5/2015; ADI 4.663-MC-Ref, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe de 16/12/2014. 13. In casu, a presente ação direta carece de objeto quanto os incisos I e II do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, que se referem aos exercícios fiscais pretéritos de 2017 e 2018, razão pela qual impõe-se o seu conhecimento parcial. 14. Ação direta de inconstitucionalidade parcialmente conhecida, e, na parte conhecida, julgada procedente, para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em CONHECER PARCIALMENTE da ação direta e, na parte conhecida, por maioria e por fundamentos diversos, em julgar PROCEDENTE o pedido para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que o julgava improcedente. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Brasília, 24 de abril de 2019. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e o seu consequente expurgo do ordenamento jurídico. Precedentes: ADI 4.365, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 8/5/2015; ADI 4.663-MC-Ref, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe de 16/12/2014. 13. In casu, a presente ação direta carece de objeto quanto os incisos I e II do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, que se referem aos exercícios fiscais pretéritos de 2017 e 2018, razão pela qual impõe-se o seu conhecimento parcial. 14. Ação direta de inconstitucionalidade parcialmente conhecida, e, na parte conhecida, julgada procedente, para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em CONHECER PARCIALMENTE da ação direta e, na parte conhecida, por maioria e por fundamentos diversos, em julgar PROCEDENTE o pedido para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que o julgava improcedente. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Brasília, 24 de abril de 2019. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 54 Ementa e Acórdão ADI 5897 / SC Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE43-B8C2-B836-3989 e senha EE36-EFE0-817B-AD91 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 54 Relatório 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pelo Governador do Estado de Santa Catarina, tendo por objeto o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012 e a Emenda Constitucional estadual 72/2016, que versam percentuais mínimos da arrecadação de impostos a serem investidos em ações e serviços públicos de saúde, contrariando a Constituição Federal, in verbis: “Lei Complementar federal 141/2012 Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde. Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pelo Governador do Estado de Santa Catarina, tendo por objeto o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012 e a Emenda Constitucional estadual 72/2016, que versam percentuais mínimos da arrecadação de impostos a serem investidos em ações e serviços públicos de saúde, contrariando a Constituição Federal, in verbis: “Lei Complementar federal 141/2012 Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde. Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 54 Relatório ADI 5897 / SC Art. 1... O art. 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 155. (…) § 2... O Estado e os Municípios anualmente aplicarão em ações e serviços de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento), calculados: I - no caso dos Municípios, sobre o produto da arrecadação dos Impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea ‘b’ e § 3..., todos da Constituição Federal; e II - no caso do Estado, sobre o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea ‘a’ e inciso II, todos da Constituição Federal, observado o disposto no art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). § 3... Lei Complementar federal estabelecerá as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas estadual e municipal. § 4... Os montantes a que se referem os incisos I e II do § 2..., serão aplicados por meio do Fundo Estadual de Saúde, sob acompanhamento e fiscalização do Conselho Estadual de Saúde, sem prejuízo do disposto no art. 62.’ Art. 2... O art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 50. A aplicação mínima a que se refere o art. 155, § 2..., inciso II, da Constituição do Estado, em ações e serviços públicos de saúde, será gradativamente implementada até o exercício fiscal de 2019, observado que: I - no exercício fiscal de 2017 serão aplicados 13% (treze por cento); II - no exercício fiscal de 2018 serão aplicados 14% (quatorze por cento); III - no exercício fiscal de 2019 serão aplicados 15% (quinze por cento).’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Art. 1... O art. 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 155. (…) § 2... O Estado e os Municípios anualmente aplicarão em ações e serviços de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento), calculados: I - no caso dos Municípios, sobre o produto da arrecadação dos Impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea ‘b’ e § 3..., todos da Constituição Federal; e II - no caso do Estado, sobre o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea ‘a’ e inciso II, todos da Constituição Federal, observado o disposto no art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). § 3... Lei Complementar federal estabelecerá as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas estadual e municipal. § 4... Os montantes a que se referem os incisos I e II do § 2..., serão aplicados por meio do Fundo Estadual de Saúde, sob acompanhamento e fiscalização do Conselho Estadual de Saúde, sem prejuízo do disposto no art. 62.’ Art. 2... O art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 50. A aplicação mínima a que se refere o art. 155, § 2..., inciso II, da Constituição do Estado, em ações e serviços públicos de saúde, será gradativamente implementada até o exercício fiscal de 2019, observado que: I - no exercício fiscal de 2017 serão aplicados 13% (treze por cento); II - no exercício fiscal de 2018 serão aplicados 14% (quatorze por cento); III - no exercício fiscal de 2019 serão aplicados 15% (quinze por cento).’ 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 54 Relatório ADI 5897 / SC Art. 3... Esta Emenda à Constituição do Estado vige a partir da data de sua publicação.” Como parâmetro de controle, o requerente indicou os artigos 48, II; 60, §§ 2... e 4..., III; 165, III; 167, IV; e 198, § 3..., I, da Constituição Federal, bem como o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Em síntese, o requerente alegou que a distribuição de competência legislativa constitui matéria exclusiva da Constituição Federal e não poderia ser delegada aos entes federados. Nesse contexto, aduziu que o Poder Legislativo federal, nos termos da previsão constitucional do artigo 198, § 3..., fixou um percentual mínimo e definitivo de investimento em saúde a ser observado pelos Estados e Municípios. Assim, não poderia a Assembleia Legislativa estadual definir um percentual obrigatório mais elevado, ainda que o artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 tenha admitido que Constituições Estaduais ou Leis Orgânicas estabeleçam percentuais superiores aos por ela fixados, o que reputa inconstitucional. Afirma que, ao delegar aos Entes Federados, por meio de sua Constituição Estadual (ou Lei Orgânica), a autoridade para definição do parâmetro a ser exigido, o legislador complementar negou vigência à competência recebida pelo artigo 198, § 3..., da Constituição Federal, porquanto dispôs sobre a distribuição de competência legislativa, à revelia dos parâmetros constitucionalmente definidos. Confira-se, in verbis: “Ocorre que a distribuição de competência legislativa é matéria exclusiva da Constituição Federal, e não poderia ser delegada aos Entes Federados. Seria necessária nova emenda constitucional ou, no mínimo, observar a simetria constitucional e indicar o processo legislativo para Lei Complementar Estadual. Com isso, não resta dúvida que a legislação estadual invadiu âmbito reservado à União Federal e retirou, ainda, a liberdade do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Art. 3... Esta Emenda à Constituição do Estado vige a partir da data de sua publicação.” Como parâmetro de controle, o requerente indicou os artigos 48, II; 60, §§ 2... e 4..., III; 165, III; 167, IV; e 198, § 3..., I, da Constituição Federal, bem como o artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Em síntese, o requerente alegou que a distribuição de competência legislativa constitui matéria exclusiva da Constituição Federal e não poderia ser delegada aos entes federados. Nesse contexto, aduziu que o Poder Legislativo federal, nos termos da previsão constitucional do artigo 198, § 3..., fixou um percentual mínimo e definitivo de investimento em saúde a ser observado pelos Estados e Municípios. Assim, não poderia a Assembleia Legislativa estadual definir um percentual obrigatório mais elevado, ainda que o artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 tenha admitido que Constituições Estaduais ou Leis Orgânicas estabeleçam percentuais superiores aos por ela fixados, o que reputa inconstitucional. Afirma que, ao delegar aos Entes Federados, por meio de sua Constituição Estadual (ou Lei Orgânica), a autoridade para definição do parâmetro a ser exigido, o legislador complementar negou vigência à competência recebida pelo artigo 198, § 3..., da Constituição Federal, porquanto dispôs sobre a distribuição de competência legislativa, à revelia dos parâmetros constitucionalmente definidos. Confira-se, in verbis: “Ocorre que a distribuição de competência legislativa é matéria exclusiva da Constituição Federal, e não poderia ser delegada aos Entes Federados. Seria necessária nova emenda constitucional ou, no mínimo, observar a simetria constitucional e indicar o processo legislativo para Lei Complementar Estadual. Com isso, não resta dúvida que a legislação estadual invadiu âmbito reservado à União Federal e retirou, ainda, a liberdade do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 54 Relatório ADI 5897 / SC Poder Executivo Estadual de propor suas diretrizes orçamentárias. Ora, o constituinte derivado e o Poder Legislativo Federal fixaram um percentual mínimo de investimento em saúde, a ser observado pelos Estados e Municípios, que deve balizar os debates orçamentários e a Administração Pública. Não pode a Assembleia Legislativa subtrair essa liberdade do Poder Executivo - e de seu gestor atual e dos futuros - com a definição de um percentual obrigatório mais elevado. (…) É inconstitucional que o Poder Legislativo Federal modifique a Constituição Federal, ainda que em normas criadas por Emendas Constitucionais, por Lei Complementar Federal. A única possibilidade de fazê-lo seria através de nova Emenda Constitucional.” Considerando o objeto da presente ação direta e a relevância da matéria versada, determinei fosse aplicado o rito veiculado pelo artigo 12 da Lei federal 9.868/1999 (doc. 8). A Câmara dos Deputados se limitou a afirmar que a norma federal impugnada foi fruto de processo legislativo regular (doc. 13). A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina defendeu a constitucionalidade da Emenda Constitucional estadual atacada (doc. 15). O Presidente da República aduziu que o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012, ao permitir que os Estados-membros, Distrito Federal e Municípios estabeleçam percentuais mínimos de aplicação de recursos na área da saúde em patamares superiores ao previsto na referida lei federal, privilegiou a autonomia dos entes federativos, consideradas suas necessidades e possibilidades financeiras (doc. 21). A Advogada-Geral da União exarou parecer pelo conhecimento parcial da ação e, no mérito, pela improcedência do pedido, nos termos da seguinte ementa, in verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Poder Executivo Estadual de propor suas diretrizes orçamentárias. Ora, o constituinte derivado e o Poder Legislativo Federal fixaram um percentual mínimo de investimento em saúde, a ser observado pelos Estados e Municípios, que deve balizar os debates orçamentários e a Administração Pública. Não pode a Assembleia Legislativa subtrair essa liberdade do Poder Executivo - e de seu gestor atual e dos futuros - com a definição de um percentual obrigatório mais elevado. (…) É inconstitucional que o Poder Legislativo Federal modifique a Constituição Federal, ainda que em normas criadas por Emendas Constitucionais, por Lei Complementar Federal. A única possibilidade de fazê-lo seria através de nova Emenda Constitucional.” Considerando o objeto da presente ação direta e a relevância da matéria versada, determinei fosse aplicado o rito veiculado pelo artigo 12 da Lei federal 9.868/1999 (doc. 8). A Câmara dos Deputados se limitou a afirmar que a norma federal impugnada foi fruto de processo legislativo regular (doc. 13). A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina defendeu a constitucionalidade da Emenda Constitucional estadual atacada (doc. 15). O Presidente da República aduziu que o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012, ao permitir que os Estados-membros, Distrito Federal e Municípios estabeleçam percentuais mínimos de aplicação de recursos na área da saúde em patamares superiores ao previsto na referida lei federal, privilegiou a autonomia dos entes federativos, consideradas suas necessidades e possibilidades financeiras (doc. 21). A Advogada-Geral da União exarou parecer pelo conhecimento parcial da ação e, no mérito, pela improcedência do pedido, nos termos da seguinte ementa, in verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 54 Relatório ADI 5897 / SC “Financeiro. Artigo 11 da Lei Complementar federal n 141/2012 e Emenda n 72/2016 à Constituição do Estado de Santa Catarina. Definição de percentuais mínimos de aplicação de recursos em ações e serviços públicos de saúde. Prejudicialidade parcial da ação direta. Exaurimento da eficácia de um dos dispositivos questionados. Preliminares. Ausência parcial de pertinência temática e de impugnação especificada. Mérito. Diplomas normativos editados com respaldo no artigo 198, § 2..., inciso II, e § 3..., inciso I, da Constituição Federal. Validade da majoração, mediante emenda à Constituição do Estado, do percentual mínimo fixado pela lei complementar federal. Matéria de natureza constitucional. Adequada delimitação de atribuições típicas conferidas aos Poderes Executivo e Legislativo. Razoabilidade dos percentuais definidos pelo Constituinte decorrente. Providência que contribui para a concretização do direito constitucional à saúde, sem provocar os vícios de inconstitucionalidade alegados pelo autor. Manifestação pelo não conhecimento parcial da ação direta e, quanto ao mérito, pela improcedência do pedido.” (doc. 24) A Procuradora-Geral da República, por sua vez, manifestou-se no sentido da procedência do pedido de mérito, em parecer assim ementado, in verbis: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 11 DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL 141/2012 E EMENDA CONSTITUCIONAL 72/2016, DE SANTA CATARINA. VINCULAÇÃO DE PERCENTUAL MÍNIMO DA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA PARA APLICAÇÃO EM AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE (ASPS). MATÉRIA RESERVADA À LEI COMPLEMENTAR NACIONAL, PELO ART. 198, §§ 2... E 3..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. USURPAÇÃO DE INICIATIVA LEGISLATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO (CR, ART. 165, II E III). VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À VINCULAÇÃO DE RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS. INCOMPATIBILIDADE COM A 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC “Financeiro. Artigo 11 da Lei Complementar federal n 141/2012 e Emenda n 72/2016 à Constituição do Estado de Santa Catarina. Definição de percentuais mínimos de aplicação de recursos em ações e serviços públicos de saúde. Prejudicialidade parcial da ação direta. Exaurimento da eficácia de um dos dispositivos questionados. Preliminares. Ausência parcial de pertinência temática e de impugnação especificada. Mérito. Diplomas normativos editados com respaldo no artigo 198, § 2..., inciso II, e § 3..., inciso I, da Constituição Federal. Validade da majoração, mediante emenda à Constituição do Estado, do percentual mínimo fixado pela lei complementar federal. Matéria de natureza constitucional. Adequada delimitação de atribuições típicas conferidas aos Poderes Executivo e Legislativo. Razoabilidade dos percentuais definidos pelo Constituinte decorrente. Providência que contribui para a concretização do direito constitucional à saúde, sem provocar os vícios de inconstitucionalidade alegados pelo autor. Manifestação pelo não conhecimento parcial da ação direta e, quanto ao mérito, pela improcedência do pedido.” (doc. 24) A Procuradora-Geral da República, por sua vez, manifestou-se no sentido da procedência do pedido de mérito, em parecer assim ementado, in verbis: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 11 DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL 141/2012 E EMENDA CONSTITUCIONAL 72/2016, DE SANTA CATARINA. VINCULAÇÃO DE PERCENTUAL MÍNIMO DA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA PARA APLICAÇÃO EM AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE (ASPS). MATÉRIA RESERVADA À LEI COMPLEMENTAR NACIONAL, PELO ART. 198, §§ 2... E 3..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. USURPAÇÃO DE INICIATIVA LEGISLATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO (CR, ART. 165, II E III). VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL À VINCULAÇÃO DE RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS. INCOMPATIBILIDADE COM A 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 54 Relatório ADI 5897 / SC EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE REAVALIAÇÃO QUINQUENAL DE PERCENTUAIS DE INVESTIMENTO EM ASPS (CR, ART. 167, IV). 1. Nos termos do art. 198, §§ 2... e 3..., da Constituição da República, compete ao Poder Legislativo da União, por meio de lei complementar nacional (ADI-MC 2.894/RO), estabelecer os percentuais de receitas de impostos dos entes federados a serem destinados a ações e serviços públicos de saúde (ASPS). 2. Definição de percentual de vinculação de receitas tributárias em montante superior ao estabelecido pelo legislador nacional, por meio de inserção de dispositivo em Constituição estadual, usurpa a iniciativa legislativa do chefe do Poder Executivo (CR, art. 165, II e III) e afronta a vedação do 167, IV, da Constituição da República. - Parecer pela procedência do pedido.” (doc. 28) É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE REAVALIAÇÃO QUINQUENAL DE PERCENTUAIS DE INVESTIMENTO EM ASPS (CR, ART. 167, IV). 1. Nos termos do art. 198, §§ 2... e 3..., da Constituição da República, compete ao Poder Legislativo da União, por meio de lei complementar nacional (ADI-MC 2.894/RO), estabelecer os percentuais de receitas de impostos dos entes federados a serem destinados a ações e serviços públicos de saúde (ASPS). 2. Definição de percentual de vinculação de receitas tributárias em montante superior ao estabelecido pelo legislador nacional, por meio de inserção de dispositivo em Constituição estadual, usurpa a iniciativa legislativa do chefe do Poder Executivo (CR, art. 165, II e III) e afronta a vedação do 167, IV, da Constituição da República. - Parecer pela procedência do pedido.” (doc. 28) É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3231-A752-A3DF-B52B e senha D68C-71AB-E0E6-A03B Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, eminentes pares, ilustre representante do Ministério Público, senhores advogados aqui presentes, a controvérsia posta em debate cinge-se à constitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012 e da Emenda n 72/2016 à Constituição do Estado de Santa Catarina, verbis: “Lei Complementar federal 141/2012 Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde. Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina Art. 1... O art. 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 155. (…) § 2... O Estado e os Municípios anualmente aplicarão em ações e serviços de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento), calculados: I - no caso dos Municípios, sobre o produto da arrecadação dos Impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea ‘b’ e § 3..., todos da Constituição Federal; e II - no caso do Estado, sobre o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea ‘a’ e inciso II, todos da Constituição Federal, observado o disposto no art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). § 3... Lei Complementar federal estabelecerá as normas de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Senhor Presidente, eminentes pares, ilustre representante do Ministério Público, senhores advogados aqui presentes, a controvérsia posta em debate cinge-se à constitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012 e da Emenda n 72/2016 à Constituição do Estado de Santa Catarina, verbis: “Lei Complementar federal 141/2012 Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde. Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina Art. 1... O art. 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 155. (…) § 2... O Estado e os Municípios anualmente aplicarão em ações e serviços de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento), calculados: I - no caso dos Municípios, sobre o produto da arrecadação dos Impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea ‘b’ e § 3..., todos da Constituição Federal; e II - no caso do Estado, sobre o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea ‘a’ e inciso II, todos da Constituição Federal, observado o disposto no art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). § 3... Lei Complementar federal estabelecerá as normas de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas estadual e municipal. § 4... Os montantes a que se referem os incisos I e II do § 2..., serão aplicados por meio do Fundo Estadual de Saúde, sob acompanhamento e fiscalização do Conselho Estadual de Saúde, sem prejuízo do disposto no art. 62.’ Art. 2... O art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 50. A aplicação mínima a que se refere o art. 155, § 2..., inciso II, da Constituição do Estado, em ações e serviços públicos de saúde, será gradativamente implementada até o exercício fiscal de 2019, observado que: I - no exercício fiscal de 2017 serão aplicados 13% (treze por cento); II - no exercício fiscal de 2018 serão aplicados 14% (quatorze por cento); III - no exercício fiscal de 2019 serão aplicados 15% (quinze por cento).’ Art. 3... Esta Emenda à Constituição do Estado vige a partir da data de sua publicação.” Cuida-se, in casu, de verificar se a estipulação pela Constituição Estadual de percentuais mínimos da arrecadação de impostos a serem investidos em ações e serviços públicos de saúde, em montante superior à vinculação de receita estabelecida na referida lei complementar, viola a competência legislativa atribuída no artigo 198, § 3..., I, da Constituição, a regra de não-vinculação de receitas de impostos, a separação de poderes e o princípio democrático. Ab initio, importa esclarecer que, à toda a evidência, não se pretende impedir que os entes federados aloquem recursos em montantes superiores ao mínimo instituído constitucionalmente. Ao contrário, diante do cenário calamitoso em que se encontra a saúde pública no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas estadual e municipal. § 4... Os montantes a que se referem os incisos I e II do § 2..., serão aplicados por meio do Fundo Estadual de Saúde, sob acompanhamento e fiscalização do Conselho Estadual de Saúde, sem prejuízo do disposto no art. 62.’ Art. 2... O art. 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), passa a vigorar com a seguinte redação: ‘Art. 50. A aplicação mínima a que se refere o art. 155, § 2..., inciso II, da Constituição do Estado, em ações e serviços públicos de saúde, será gradativamente implementada até o exercício fiscal de 2019, observado que: I - no exercício fiscal de 2017 serão aplicados 13% (treze por cento); II - no exercício fiscal de 2018 serão aplicados 14% (quatorze por cento); III - no exercício fiscal de 2019 serão aplicados 15% (quinze por cento).’ Art. 3... Esta Emenda à Constituição do Estado vige a partir da data de sua publicação.” Cuida-se, in casu, de verificar se a estipulação pela Constituição Estadual de percentuais mínimos da arrecadação de impostos a serem investidos em ações e serviços públicos de saúde, em montante superior à vinculação de receita estabelecida na referida lei complementar, viola a competência legislativa atribuída no artigo 198, § 3..., I, da Constituição, a regra de não-vinculação de receitas de impostos, a separação de poderes e o princípio democrático. Ab initio, importa esclarecer que, à toda a evidência, não se pretende impedir que os entes federados aloquem recursos em montantes superiores ao mínimo instituído constitucionalmente. Ao contrário, diante do cenário calamitoso em que se encontra a saúde pública no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC Brasil, é desejável que aportem à rubrica de ações e serviços públicos de saúde valor bastante superior ao que se tem empregado. Daí notar-se que a vinculação de receita constitui um piso. Nada obstante, a gestão anual de recursos orçamentários deve ser promovida com a participação do Poder Executivo e do Legislativo ou de quem competir cada iniciativa de proposta da lei orçamentária, sob pena de afronta a preceitos normativos caros à Constituição. É o que doravante passo a expor. Preliminar: Prejudicialidade da ação quanto a dispositivos com eficácia normativa exaurida O objetivo da ação direta é a declaração, em tese, da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e o seu consequente expurgo do ordenamento jurídico, razão pela qual o exaurimento da eficácia jurídico-normativa do dispositivo legal impugnado implica a prejudicialidade da ação, por perda de seu objeto. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a revogação superveniente do ato normativo impugnado ou o exaurimento de sua eficácia impede o prosseguimento da própria ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4.365, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 8/5/2015; ADI 4.663-MC-Ref, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe de 16/12/2014). In casu, os incisos I e II do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, já se encontram com sua eficácia normativa exaurida, pois se referem aos exercícios fiscais pretéritos de 2017 e 2018. Portanto, a presente ação direta de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Brasil, é desejável que aportem à rubrica de ações e serviços públicos de saúde valor bastante superior ao que se tem empregado. Daí notar-se que a vinculação de receita constitui um piso. Nada obstante, a gestão anual de recursos orçamentários deve ser promovida com a participação do Poder Executivo e do Legislativo ou de quem competir cada iniciativa de proposta da lei orçamentária, sob pena de afronta a preceitos normativos caros à Constituição. É o que doravante passo a expor. Preliminar: Prejudicialidade da ação quanto a dispositivos com eficácia normativa exaurida O objetivo da ação direta é a declaração, em tese, da inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e o seu consequente expurgo do ordenamento jurídico, razão pela qual o exaurimento da eficácia jurídico-normativa do dispositivo legal impugnado implica a prejudicialidade da ação, por perda de seu objeto. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a revogação superveniente do ato normativo impugnado ou o exaurimento de sua eficácia impede o prosseguimento da própria ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4.365, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 8/5/2015; ADI 4.663-MC-Ref, Rel. Min. Luiz Fux, Plenário, DJe de 16/12/2014). In casu, os incisos I e II do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, já se encontram com sua eficácia normativa exaurida, pois se referem aos exercícios fiscais pretéritos de 2017 e 2018. Portanto, a presente ação direta de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC inconstitucionalidade carece de objeto quanto aos dispositivos em questão. Saliento que eventuais lesados em seus direitos subjetivos por consequências advindas da vigência de norma revogada ou exaurida devem buscar a reparação em ação própria, uma vez que o controle concentrado não tem por escopo a satisfação de direitos subjetivos individuais ou coletivos (ADI 4.620-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 1.../8/2012; ADI 1.445-QO, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 29/4/2005; ADI 709, Rel. Min. Paulo Brossard, Plenário, DJ de 20/5/1994). Dessarte, impõe-se o conhecimento parcial da presente ação direta de inconstitucionalidade, tão somente quanto o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012; ao artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e ao caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. Mérito: I. Inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 72, de 2016, do Estado de Santa Catarina A. Vício de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo As regras básicas do processo legislativo federal são de observância compulsória pelos demais entes federativos, pois implicam a concretização do princípio da separação e independência dos Poderes. Dentre essas regras, assumem especial relevo aquelas atinentes à reserva de iniciativa das leis financeiras. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC inconstitucionalidade carece de objeto quanto aos dispositivos em questão. Saliento que eventuais lesados em seus direitos subjetivos por consequências advindas da vigência de norma revogada ou exaurida devem buscar a reparação em ação própria, uma vez que o controle concentrado não tem por escopo a satisfação de direitos subjetivos individuais ou coletivos (ADI 4.620-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 1.../8/2012; ADI 1.445-QO, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJ de 29/4/2005; ADI 709, Rel. Min. Paulo Brossard, Plenário, DJ de 20/5/1994). Dessarte, impõe-se o conhecimento parcial da presente ação direta de inconstitucionalidade, tão somente quanto o artigo 11 da Lei Complementar federal 141/2012; ao artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e ao caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. Mérito: I. Inconstitucionalidade da Emenda Constitucional 72, de 2016, do Estado de Santa Catarina A. Vício de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo As regras básicas do processo legislativo federal são de observância compulsória pelos demais entes federativos, pois implicam a concretização do princípio da separação e independência dos Poderes. Dentre essas regras, assumem especial relevo aquelas atinentes à reserva de iniciativa das leis financeiras. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC Deveras, a regra no processo legislativo é a iniciativa comum ou concorrente, em que a proposição normativa pode ser apresentada por qualquer membro do Congresso Nacional ou por comissão de qualquer de suas Casas, bem assim pelo Presidente da República, e, ainda, pelos cidadãos, no caso da iniciativa popular. Contudo, há hipóteses em que a Constituição Federal reserva a iniciativa das leis a determinados órgãos ou autoridades, subordinando o processo legislativo ao seu juízo de conveniência e oportunidade. É o caso da iniciativa privativa dos órgãos de quaisquer dos Poderes e do Ministério Público, assim como das normas de direito financeiro. Nesse contexto, o artigo 165 da Constituição Federal reserva ao Poder Executivo a iniciativa das leis que estabelecem o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. Trata-se de norma de observância obrigatória pelos demais entes federados, que, por versar atribuições específicas do Chefe do Poder Executivo, reflete na separação dos Poderes, sendo aplicável aos Estados, Distrito Federal e Municípios, por simetria. Nesse sentido, é esclarecedora a doutrina do professor Marcus Abraham, in verbis: “Por razões óbvias, a Carta Magna discorre sobre as leis orçamentárias apenas no âmbito federal. Mas devido ao princípio da simetria das normas constitucionais, suas previsões deverão ser seguidas nas esferas estadual, municipal e distrital. Portanto, onde encontrarmos referência ao Presidente da República ou ao Chefe do Poder Executivo, devemos estender a regra aos Governadores e Prefeitos. Do mesmo modo, onde estiver previsto Congresso Nacional, Senado Federal ou Câmara dos deputados, teremos, por extensão, as Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais e Câmara Legislativa.” (ABRAHAM, Marcus. Curso de direito Financeiro. 3. Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2015. p. 283) Assim, em âmbito estadual, compete exclusivamente aos Governadores a iniciativa das leis orçamentárias, para a fixação, em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Deveras, a regra no processo legislativo é a iniciativa comum ou concorrente, em que a proposição normativa pode ser apresentada por qualquer membro do Congresso Nacional ou por comissão de qualquer de suas Casas, bem assim pelo Presidente da República, e, ainda, pelos cidadãos, no caso da iniciativa popular. Contudo, há hipóteses em que a Constituição Federal reserva a iniciativa das leis a determinados órgãos ou autoridades, subordinando o processo legislativo ao seu juízo de conveniência e oportunidade. É o caso da iniciativa privativa dos órgãos de quaisquer dos Poderes e do Ministério Público, assim como das normas de direito financeiro. Nesse contexto, o artigo 165 da Constituição Federal reserva ao Poder Executivo a iniciativa das leis que estabelecem o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. Trata-se de norma de observância obrigatória pelos demais entes federados, que, por versar atribuições específicas do Chefe do Poder Executivo, reflete na separação dos Poderes, sendo aplicável aos Estados, Distrito Federal e Municípios, por simetria. Nesse sentido, é esclarecedora a doutrina do professor Marcus Abraham, in verbis: “Por razões óbvias, a Carta Magna discorre sobre as leis orçamentárias apenas no âmbito federal. Mas devido ao princípio da simetria das normas constitucionais, suas previsões deverão ser seguidas nas esferas estadual, municipal e distrital. Portanto, onde encontrarmos referência ao Presidente da República ou ao Chefe do Poder Executivo, devemos estender a regra aos Governadores e Prefeitos. Do mesmo modo, onde estiver previsto Congresso Nacional, Senado Federal ou Câmara dos deputados, teremos, por extensão, as Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais e Câmara Legislativa.” (ABRAHAM, Marcus. Curso de direito Financeiro. 3. Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2015. p. 283) Assim, em âmbito estadual, compete exclusivamente aos Governadores a iniciativa das leis orçamentárias, para a fixação, em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC proposta legislativa, de cada despesa e suas respectivas dotações. A usurpação dessa iniciativa por parlamentar ou mesmo pelo constituinte estadual pode se dar tanto pela criação de rubricas quanto pelo estabelecimento de vinculações de receitas orçamentárias, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal. Em ambos os casos, os membros do Poder Legislativo estarão cerceando o poder de gestão financeira do chefe do Poder Executivo. Consigno, por oportuno, que a inserção, por iniciativa parlamentar, nos textos constitucionais estaduais de matérias cuja veiculação por lei se submeteria à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo subtrai a este último a possibilidade de manifestação, uma vez que o rito de aprovação das normas das Constituições Estaduais e de suas emendas, a exemplo do que se dá no modelo federal, não contempla sanção ou veto da chefia do Executivo, caracterizando, também por esse viés, burla à formatação constitucional da separação dos Poderes. Assim, ressalvadas as hipóteses excepcionais previstas na Constituição, a função legislativa de frear e limitar a discricionariedade do Executivo na elaboração do orçamento deve ocorrer no momento de deliberação e aprovação da proposta orçamentária, não por meio da vinculação abstrata de receitas. Por engessar o administrador público, as normas que determinam a vinculação de receitas de impostos devem ser excepcionais. É que, via de regra, espera-se do Estado a aplicação dos recursos de receita pública consoante critérios de responsabilidade fiscal consentâneos com os anseios democráticos da plataforma política que o elegeu. A liberdade e flexibilidade garantem, ainda, o custeio das despesas urgentes, imprevistas ou extraordinárias, que se façam necessárias ao longo do exercício financeiro. Nesse sentido é a jurisprudência desta Corte, da qual colaciono os 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC proposta legislativa, de cada despesa e suas respectivas dotações. A usurpação dessa iniciativa por parlamentar ou mesmo pelo constituinte estadual pode se dar tanto pela criação de rubricas quanto pelo estabelecimento de vinculações de receitas orçamentárias, quando não previstas ou autorizadas na Constituição Federal. Em ambos os casos, os membros do Poder Legislativo estarão cerceando o poder de gestão financeira do chefe do Poder Executivo. Consigno, por oportuno, que a inserção, por iniciativa parlamentar, nos textos constitucionais estaduais de matérias cuja veiculação por lei se submeteria à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo subtrai a este último a possibilidade de manifestação, uma vez que o rito de aprovação das normas das Constituições Estaduais e de suas emendas, a exemplo do que se dá no modelo federal, não contempla sanção ou veto da chefia do Executivo, caracterizando, também por esse viés, burla à formatação constitucional da separação dos Poderes. Assim, ressalvadas as hipóteses excepcionais previstas na Constituição, a função legislativa de frear e limitar a discricionariedade do Executivo na elaboração do orçamento deve ocorrer no momento de deliberação e aprovação da proposta orçamentária, não por meio da vinculação abstrata de receitas. Por engessar o administrador público, as normas que determinam a vinculação de receitas de impostos devem ser excepcionais. É que, via de regra, espera-se do Estado a aplicação dos recursos de receita pública consoante critérios de responsabilidade fiscal consentâneos com os anseios democráticos da plataforma política que o elegeu. A liberdade e flexibilidade garantem, ainda, o custeio das despesas urgentes, imprevistas ou extraordinárias, que se façam necessárias ao longo do exercício financeiro. Nesse sentido é a jurisprudência desta Corte, da qual colaciono os 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC seguintes julgados: Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 245 da Constituição do Estado do Paraná. Vinculação de receitas obtidas judicialmente da União ao pagamento de débitos judiciais do Estado. Ofensa ao regramento constitucional dos precatórios. Vício formal. Iniciativa legislativa do chefe do Poder Executivo. Vinculação orçamentária. Confirmação da liminar. Procedência da ação. 1. O preceito atacado cria forma transversa de quebra da ordem de precedência dos precatórios ao efetivar a vinculação das receitas obtidas com indenizações ou créditos pagos ao Estado pela União ao pagamento de débitos de idêntica natureza. Não encontra amparo constitucional a previsão, porquanto seria instalada, inevitavelmente, uma ordem paralela de satisfação dos créditos, em detrimento da ordem cronológica. Impossibilidade de regramento da matéria por norma de hierarquia inferior. Precedentes. 2. O dispositivo da Constituição do Estado do Paraná, ao efetuar vinculação de receita de caráter orçamentário, qual seja, a obtida do ente central por recebimento de indenizações ou de outros créditos, incorre em vício de natureza formal, uma vez que a Carta Política exige que a iniciativa legislativa de leis com esse conteúdo seja do chefe do Poder Executivo. Precedentes. 3. Ação julgada procedente. (ADI 584, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/4/2014) Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o inciso V do § 3... do art. 120 da Constituição do Estado de Santa Catarina, com a redação dada pela Emenda Constitucional n 14, promulgada em 10 de novembro de 1997. Vinculação, por dotação orçamentária, de parte da receita corrente do Estado a programas de desenvolvimento da agricultura, pecuária e abastecimento. Inconstitucionalidade. Afronta à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo em tema de diretrizes orçamentárias. Precedentes. Violação ao art. 167, IV, da Constituição. Precedentes. Ação julgada procedente.” (ADI 1.759, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 20/8/2010) Desta sorte, quando os ordenamentos jurídicos estadual, distrital e 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC seguintes julgados: Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 245 da Constituição do Estado do Paraná. Vinculação de receitas obtidas judicialmente da União ao pagamento de débitos judiciais do Estado. Ofensa ao regramento constitucional dos precatórios. Vício formal. Iniciativa legislativa do chefe do Poder Executivo. Vinculação orçamentária. Confirmação da liminar. Procedência da ação. 1. O preceito atacado cria forma transversa de quebra da ordem de precedência dos precatórios ao efetivar a vinculação das receitas obtidas com indenizações ou créditos pagos ao Estado pela União ao pagamento de débitos de idêntica natureza. Não encontra amparo constitucional a previsão, porquanto seria instalada, inevitavelmente, uma ordem paralela de satisfação dos créditos, em detrimento da ordem cronológica. Impossibilidade de regramento da matéria por norma de hierarquia inferior. Precedentes. 2. O dispositivo da Constituição do Estado do Paraná, ao efetuar vinculação de receita de caráter orçamentário, qual seja, a obtida do ente central por recebimento de indenizações ou de outros créditos, incorre em vício de natureza formal, uma vez que a Carta Política exige que a iniciativa legislativa de leis com esse conteúdo seja do chefe do Poder Executivo. Precedentes. 3. Ação julgada procedente. (ADI 584, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/4/2014) Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o inciso V do § 3... do art. 120 da Constituição do Estado de Santa Catarina, com a redação dada pela Emenda Constitucional n 14, promulgada em 10 de novembro de 1997. Vinculação, por dotação orçamentária, de parte da receita corrente do Estado a programas de desenvolvimento da agricultura, pecuária e abastecimento. Inconstitucionalidade. Afronta à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo em tema de diretrizes orçamentárias. Precedentes. Violação ao art. 167, IV, da Constituição. Precedentes. Ação julgada procedente.” (ADI 1.759, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 20/8/2010) Desta sorte, quando os ordenamentos jurídicos estadual, distrital e 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC municipal definem em suas respectivas Constituições e Leis Orgânicas, com quorum qualificado e por iniciativa parlamentar, percentuais de vinculação acima daqueles que foram fixados por lei complementar nacional resguardada pela Constituição Federal, incorrem em usurpação de competência do Executivo, porquanto extrapolam a parcela que deveria ser objeto de vinculação. B. A separação de poderes e o princípio da não vinculação de receitas Tendo em vista esse desenho institucional para a separação de Poderes, a Constituição Federal, em seu artigo 167, inciso IV, veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. Confira-se in litteris: Art. 167. São vedados: IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2..., 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8..., bem como o disposto no § 4... deste artigo; É importante reconhecer que o próprio dispositivo estabeleceu determinadas ressalvas, que, à toda a evidência, mitigam a proibição geral. Essas ressalvas, bem como outras veiculadas no texto constitucional, permitem a restrição pontual dos poderes de gestão financeira do Executivo, em nome dos valores maiores que prestigiam. As exceções à vedação, exaustivamente listadas em normas 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC municipal definem em suas respectivas Constituições e Leis Orgânicas, com quorum qualificado e por iniciativa parlamentar, percentuais de vinculação acima daqueles que foram fixados por lei complementar nacional resguardada pela Constituição Federal, incorrem em usurpação de competência do Executivo, porquanto extrapolam a parcela que deveria ser objeto de vinculação. B. A separação de poderes e o princípio da não vinculação de receitas Tendo em vista esse desenho institucional para a separação de Poderes, a Constituição Federal, em seu artigo 167, inciso IV, veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. Confira-se in litteris: Art. 167. São vedados: IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2..., 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8..., bem como o disposto no § 4... deste artigo; É importante reconhecer que o próprio dispositivo estabeleceu determinadas ressalvas, que, à toda a evidência, mitigam a proibição geral. Essas ressalvas, bem como outras veiculadas no texto constitucional, permitem a restrição pontual dos poderes de gestão financeira do Executivo, em nome dos valores maiores que prestigiam. As exceções à vedação, exaustivamente listadas em normas 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC constitucionais, devem ser interpretadas literalmente, a fim de que possa se viabilizar uma exegese harmonizadora os dispositivos da Constituição. Assim, qualquer vinculação de parcela da receita de impostos sem amparo na Carta Magna é, pois, inconstitucional. Nesse sentido, corrobora a doutrina de Heleno Tavares Torres, in verbis: “Como eficácia deste critério, as exceções de tributos vinculados a fundo, órgão ou despesa somente podem ser veiculadas pela Constituição. Por isso, todas as vinculações patrocinadas por leis, ordinárias ou complementares, padecem de evidente inconstitucionalidade, pela mácula frontal ao princípio da não vinculação. ” (TORRES, Heleno Taveira. Direito Constitucional Financeiro. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2014. p. 382) Com o propósito de preservar o poder do Chefe do Executivo de fixar despesas na proposta de lei orçamentária, que é de sua iniciativa, a vedação à vinculação da receita proveniente de impostos é norma que prestigia a Separação dos Poderes. Por essa razão, uma vez que se trata de norma cara a um princípio basilar da República Federativa do Brasil, o artigo 167, IV, da Constituição faz jus à sua simétrica aplicação por todos os entes da Federação. Este entendimento doutrinário é confirmado pela jurisprudência desta Corte, o que pode ser demonstrado pela verificação dos seguintes julgados: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL 12.223, DE 03.01.05. FUNDO PARTILHADO DE COMBATE ÀS DESIGUALDADES SOCIAIS E REGIONAIS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CONCESSÃO DE CRÉDITO FISCAL PRESUMIDO DE ICMS CORRESPONDENTE AO MONTANTE DESTINADO AO FUNDO PELAS EMPRESAS CONTRIBUINTES DO REFERIDO TRIBUTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 155, § 2..., XII, G, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC constitucionais, devem ser interpretadas literalmente, a fim de que possa se viabilizar uma exegese harmonizadora os dispositivos da Constituição. Assim, qualquer vinculação de parcela da receita de impostos sem amparo na Carta Magna é, pois, inconstitucional. Nesse sentido, corrobora a doutrina de Heleno Tavares Torres, in verbis: “Como eficácia deste critério, as exceções de tributos vinculados a fundo, órgão ou despesa somente podem ser veiculadas pela Constituição. Por isso, todas as vinculações patrocinadas por leis, ordinárias ou complementares, padecem de evidente inconstitucionalidade, pela mácula frontal ao princípio da não vinculação. ” (TORRES, Heleno Taveira. Direito Constitucional Financeiro. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2014. p. 382) Com o propósito de preservar o poder do Chefe do Executivo de fixar despesas na proposta de lei orçamentária, que é de sua iniciativa, a vedação à vinculação da receita proveniente de impostos é norma que prestigia a Separação dos Poderes. Por essa razão, uma vez que se trata de norma cara a um princípio basilar da República Federativa do Brasil, o artigo 167, IV, da Constituição faz jus à sua simétrica aplicação por todos os entes da Federação. Este entendimento doutrinário é confirmado pela jurisprudência desta Corte, o que pode ser demonstrado pela verificação dos seguintes julgados: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL 12.223, DE 03.01.05. FUNDO PARTILHADO DE COMBATE ÀS DESIGUALDADES SOCIAIS E REGIONAIS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CONCESSÃO DE CRÉDITO FISCAL PRESUMIDO DE ICMS CORRESPONDENTE AO MONTANTE DESTINADO AO FUNDO PELAS EMPRESAS CONTRIBUINTES DO REFERIDO TRIBUTO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 155, § 2..., XII, G, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. CAUSA DE PEDIR ABERTA. ART. 167, IV, DA CARTA MAGNA. VINCULAÇÃO DE RECEITA PROVENIENTE DA ARRECADAÇÃO DE IMPOSTO A FUNDO ESPECÍFICO. VEDAÇÃO EXPRESSA. 1. Alegação de ofensa constitucional reflexa, manifestada, num primeiro plano, perante a Lei Complementar 24/75, afastada, pois o que se busca, na espécie, é a demonstração de uma direta e frontal violação à norma expressamente prevista no art. 155, § 2..., XII, g, da Constituição Federal, que proíbe a outorga de isenção, incentivo ou benefício fiscal em matéria de ICMS sem o consenso da Federação. Precedentes: ADI 1.587, rel. Min. Octavio Gallotti, e ADI 2.157-MC, rel. Min. Moreira Alves. 2. O Diploma impugnado não representa verdadeiro e unilateral favor fiscal conferido a determinado setor da atividade econômica local, pois, conforme consta do caput de seu art. 5..., somente o valor efetivamente depositado a título de contribuição para o Fundo criado é que poderá ser deduzido, na forma de crédito fiscal presumido, do montante de ICMS a ser pago pelas empresas contribuintes. 3. As normas em estudo, ao possibilitarem o direcionamento, pelos contribuintes, do valor devido a título de ICMS para o chamado Fundo Partilhado de Combate às Desigualdades Sociais e Regionais do Estado do Rio Grande do Sul, compensando-se, em contrapartida, o valor despendido sob a forma de crédito fiscal presumido, criaram, na verdade, um mecanismo de redirecionamento da receita de ICMS para a satisfação de finalidades específicas e predeterminadas, procedimento incompatível, salvo as exceções expressamente elencadas no art. 167, IV, da Carta Magna, com a natureza dessa espécie tributária. Precedentes: ADI 1.750-MC, rel. Min. Nelson Jobim, ADI 2.823-MC, rel. Min. Ilmar Galvão e ADI 2.848-MC, rel. Min. Ilmar Galvão. 4. Ação direta cujo pedido se julga procedente.” (ADI 3.576, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, DJ de 2/2/2007) DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI ORÇAMENTÁRIA: INICIATIVA. VINCULAÇÃO DE RECEITA. AUTONOMIA MUNICIPAL. ASSISTÊNCIA À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE. AÇÃO DIRETA DE 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. CAUSA DE PEDIR ABERTA. ART. 167, IV, DA CARTA MAGNA. VINCULAÇÃO DE RECEITA PROVENIENTE DA ARRECADAÇÃO DE IMPOSTO A FUNDO ESPECÍFICO. VEDAÇÃO EXPRESSA. 1. Alegação de ofensa constitucional reflexa, manifestada, num primeiro plano, perante a Lei Complementar 24/75, afastada, pois o que se busca, na espécie, é a demonstração de uma direta e frontal violação à norma expressamente prevista no art. 155, § 2..., XII, g, da Constituição Federal, que proíbe a outorga de isenção, incentivo ou benefício fiscal em matéria de ICMS sem o consenso da Federação. Precedentes: ADI 1.587, rel. Min. Octavio Gallotti, e ADI 2.157-MC, rel. Min. Moreira Alves. 2. O Diploma impugnado não representa verdadeiro e unilateral favor fiscal conferido a determinado setor da atividade econômica local, pois, conforme consta do caput de seu art. 5..., somente o valor efetivamente depositado a título de contribuição para o Fundo criado é que poderá ser deduzido, na forma de crédito fiscal presumido, do montante de ICMS a ser pago pelas empresas contribuintes. 3. As normas em estudo, ao possibilitarem o direcionamento, pelos contribuintes, do valor devido a título de ICMS para o chamado Fundo Partilhado de Combate às Desigualdades Sociais e Regionais do Estado do Rio Grande do Sul, compensando-se, em contrapartida, o valor despendido sob a forma de crédito fiscal presumido, criaram, na verdade, um mecanismo de redirecionamento da receita de ICMS para a satisfação de finalidades específicas e predeterminadas, procedimento incompatível, salvo as exceções expressamente elencadas no art. 167, IV, da Carta Magna, com a natureza dessa espécie tributária. Precedentes: ADI 1.750-MC, rel. Min. Nelson Jobim, ADI 2.823-MC, rel. Min. Ilmar Galvão e ADI 2.848-MC, rel. Min. Ilmar Galvão. 4. Ação direta cujo pedido se julga procedente.” (ADI 3.576, Rel. Min. Ellen Gracie, Plenário, DJ de 2/2/2007) DIREITO CONSTITUCIONAL. LEI ORÇAMENTÁRIA: INICIATIVA. VINCULAÇÃO DE RECEITA. AUTONOMIA MUNICIPAL. ASSISTÊNCIA À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE. AÇÃO DIRETA DE 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC INCONSTITUCIONALIDADE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 227 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, QUE DISPÕE: (...). ALEGAÇÃO DE QUE TAIS NORMAS IMPLICAM VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 18, CAPUT, 25, CAPUT, 30, III, 61, § 1..., II, b, E 167, IV, TODOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. 1. A Prefeitura Municipal de Recife, ao provocar a propositura da presente Ação Direta de Inconstitucionalidade, pela Procuradoria Geral da República, não pretendeu se eximir da responsabilidade, que também lhe cabe, de zelar pela criança e pelo adolescente, na forma do art. 227 da Constituição Federal e do artigo 227, caput, e seus incisos da Constituição Estadual. Até porque se trata de dever do Estado, no sentido amplo do termo, a abranger a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 2. Sucede que, no caso, o parágrafo único do art. 227 da Constituição Estadual estabelece, para tal fim, uma vinculação orçamentária, ao dizer: para o atendimento e desenvolvimento dos programas e ações explicitados neste artigo, o Estado e os Municípios aplicarão, anualmente, no mínimo, o percentual de um por cento dos seus respectivos orçamentos gerais. 3. Mas a Constituição Federal atribui competência exclusiva ao Chefe do Poder Executivo (federal, estadual e municipal), para a iniciativa da lei orçamentária anual (artigo 165, inciso III). Iniciativa que fica cerceada com a imposição e automaticidade resultantes do texto em questão. 4. Por outro lado, interferindo no orçamento dos Municípios, não deixa de lhes afetar a autonomia (art. 18 da C.F.), inclusive no que concerne à aplicação de suas rendas (art. 30, inc. III), sendo certo, ademais, que os artigos 25 da parte permanente e 11 do ADCT exigem que os Estados se organizem, com observância de seus princípios, inclusive os relativos à autonomia orçamentária dos Municípios. 5. Ademais, o inciso IV do art. 167 da Constituição Federal, hoje com a redação dada pela E.C. n 29, de 14.09.2000, veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC INCONSTITUCIONALIDADE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 227 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, QUE DISPÕE: (...). ALEGAÇÃO DE QUE TAIS NORMAS IMPLICAM VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 18, CAPUT, 25, CAPUT, 30, III, 61, § 1..., II, b, E 167, IV, TODOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. 1. A Prefeitura Municipal de Recife, ao provocar a propositura da presente Ação Direta de Inconstitucionalidade, pela Procuradoria Geral da República, não pretendeu se eximir da responsabilidade, que também lhe cabe, de zelar pela criança e pelo adolescente, na forma do art. 227 da Constituição Federal e do artigo 227, caput, e seus incisos da Constituição Estadual. Até porque se trata de dever do Estado, no sentido amplo do termo, a abranger a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 2. Sucede que, no caso, o parágrafo único do art. 227 da Constituição Estadual estabelece, para tal fim, uma vinculação orçamentária, ao dizer: para o atendimento e desenvolvimento dos programas e ações explicitados neste artigo, o Estado e os Municípios aplicarão, anualmente, no mínimo, o percentual de um por cento dos seus respectivos orçamentos gerais. 3. Mas a Constituição Federal atribui competência exclusiva ao Chefe do Poder Executivo (federal, estadual e municipal), para a iniciativa da lei orçamentária anual (artigo 165, inciso III). Iniciativa que fica cerceada com a imposição e automaticidade resultantes do texto em questão. 4. Por outro lado, interferindo no orçamento dos Municípios, não deixa de lhes afetar a autonomia (art. 18 da C.F.), inclusive no que concerne à aplicação de suas rendas (art. 30, inc. III), sendo certo, ademais, que os artigos 25 da parte permanente e 11 do ADCT exigem que os Estados se organizem, com observância de seus princípios, inclusive os relativos à autonomia orçamentária dos Municípios. 5. Ademais, o inciso IV do art. 167 da Constituição Federal, hoje com a redação dada pela E.C. n 29, de 14.09.2000, veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC para as ações e serviços públicos de saúde e para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado, respectivamente, pelos artigos 198, § 2..., e 212, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8..., bem como o disposto no § 4... deste artigo. A vedação é afastada, portanto, apenas nas hipóteses expressamente ressalvadas, que não abrangem os programas de assistência integral à criança e ao adolescente. É que, quanto a isso, o inciso IV do art. 167 da Constituição Federal encerra norma específica, fazendo ressalva expressa apenas das hipóteses tratadas nos artigos 198, § 2... (Sistema Único de Saúde) e 212 (para manutenção e desenvolvimento do ensino). 6. De qualquer maneira, mesmo que não se considere violada a norma do art. 167, inciso IV, da C.F., ao menos a do art. 165, inciso III, resta inobservada. Assim, também, a relativa à autonomia dos Municípios, quanto à aplicação de suas rendas. 7. Ação Direta julgada procedente, declarando-se a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 227 da Constituição do Estado de Pernambuco. (ADI 1.689, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 2/5/2003) Dentre as exceções dispostas no artigo 167, IV, da Constituição, que positiva a regra de vedação à vinculação de receita de impostos, consta a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde. A saúde, direito fundamental de notável envergadura, faz jus à estipulação constitucional de um patamar mínimo de alocação, legitimando, pois, uma exceção à norma de vedação à vinculação de receitas de impostos. O dispositivo, no entanto, remete expressamente à norma constitucional que estabelece a vinculação, ao complementar “como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2...”. Com efeito, o artigo 198, § 2..., da Constituição Federal determina a alocação de recursos mínimos para ações e serviços públicos de saúde. Confira-se a respectiva redação, in litteris: 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC para as ações e serviços públicos de saúde e para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado, respectivamente, pelos artigos 198, § 2..., e 212, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8..., bem como o disposto no § 4... deste artigo. A vedação é afastada, portanto, apenas nas hipóteses expressamente ressalvadas, que não abrangem os programas de assistência integral à criança e ao adolescente. É que, quanto a isso, o inciso IV do art. 167 da Constituição Federal encerra norma específica, fazendo ressalva expressa apenas das hipóteses tratadas nos artigos 198, § 2... (Sistema Único de Saúde) e 212 (para manutenção e desenvolvimento do ensino). 6. De qualquer maneira, mesmo que não se considere violada a norma do art. 167, inciso IV, da C.F., ao menos a do art. 165, inciso III, resta inobservada. Assim, também, a relativa à autonomia dos Municípios, quanto à aplicação de suas rendas. 7. Ação Direta julgada procedente, declarando-se a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 227 da Constituição do Estado de Pernambuco. (ADI 1.689, Rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ de 2/5/2003) Dentre as exceções dispostas no artigo 167, IV, da Constituição, que positiva a regra de vedação à vinculação de receita de impostos, consta a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde. A saúde, direito fundamental de notável envergadura, faz jus à estipulação constitucional de um patamar mínimo de alocação, legitimando, pois, uma exceção à norma de vedação à vinculação de receitas de impostos. O dispositivo, no entanto, remete expressamente à norma constitucional que estabelece a vinculação, ao complementar “como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2...”. Com efeito, o artigo 198, § 2..., da Constituição Federal determina a alocação de recursos mínimos para ações e serviços públicos de saúde. Confira-se a respectiva redação, in litteris: 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC Art. 198. (…) § 2... A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não podendo ser inferior a 15% (quinze por cento); II – no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios; III – no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea b e § 3.... § 3... Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabelecerá: I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2...; II – os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades regionais; III – as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas federal, estadual, distrital e municipal; Note-se que o artigo 198, § 2..., da Constituição não fixou percentuais mínimos para Estados, Distrito Federal e Municípios, mas tão somente estabeleceu a origem dos recursos mínimos a serem empregados em ações e serviços públicos de saúde. Coube ao artigo 198, § 3..., I, tratar da vinculação de receitas em âmbito subnacional, tendo delegado ao legislador complementar federal a fixação dos percentuais a serem aplicados anualmente por esses entes. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Art. 198. (…) § 2... A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não podendo ser inferior a 15% (quinze por cento); II – no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios; III – no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea b e § 3.... § 3... Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabelecerá: I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2...; II – os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades regionais; III – as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas federal, estadual, distrital e municipal; Note-se que o artigo 198, § 2..., da Constituição não fixou percentuais mínimos para Estados, Distrito Federal e Municípios, mas tão somente estabeleceu a origem dos recursos mínimos a serem empregados em ações e serviços públicos de saúde. Coube ao artigo 198, § 3..., I, tratar da vinculação de receitas em âmbito subnacional, tendo delegado ao legislador complementar federal a fixação dos percentuais a serem aplicados anualmente por esses entes. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC Com base nessa delegação normativa, foi editada a Lei Complementar 141/2012, que, nos artigos 6..., 7... e 8..., fixa os percentuais de aplicação da referida vinculação. Confira-se: Art. 6... Os Estados e o Distrito Federal aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 12% (doze por cento) da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam o art. 157, a alínea “a” do inciso I e o inciso II do caput do art. 159, todos da Constituição Federal, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios. Art. 7... Os Municípios e o Distrito Federal aplicarão anualmente em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento) da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam o art. 158 e a alínea “b” do inciso I do caput e o § 3... do art. 159, todos da Constituição Federal. Art. 8... O Distrito Federal aplicará, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 12% (doze por cento) do produto da arrecadação direta dos impostos que não possam ser segregados em base estadual e em base municipal. Destarte, quando a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina fixa, por emenda à Constituição Estadual, percentuais que excedem aqueles estatuídos pela Lei Complementar 141/2012, no exercício do poder normativo conferido pelo artigo 198, § 3..., I, da Constituição, estabelece uma vinculação orçamentária não autorizada pela Carta Maior. C. Invasão de competência do legislador complementar federal O comando normativo disposto no artigo 198, § 3..., I, da Constituição, estabeleceu que os percentuais de aplicação dos recursos 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Com base nessa delegação normativa, foi editada a Lei Complementar 141/2012, que, nos artigos 6..., 7... e 8..., fixa os percentuais de aplicação da referida vinculação. Confira-se: Art. 6... Os Estados e o Distrito Federal aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 12% (doze por cento) da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam o art. 157, a alínea “a” do inciso I e o inciso II do caput do art. 159, todos da Constituição Federal, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios. Art. 7... Os Municípios e o Distrito Federal aplicarão anualmente em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 15% (quinze por cento) da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam o art. 158 e a alínea “b” do inciso I do caput e o § 3... do art. 159, todos da Constituição Federal. Art. 8... O Distrito Federal aplicará, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 12% (doze por cento) do produto da arrecadação direta dos impostos que não possam ser segregados em base estadual e em base municipal. Destarte, quando a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina fixa, por emenda à Constituição Estadual, percentuais que excedem aqueles estatuídos pela Lei Complementar 141/2012, no exercício do poder normativo conferido pelo artigo 198, § 3..., I, da Constituição, estabelece uma vinculação orçamentária não autorizada pela Carta Maior. C. Invasão de competência do legislador complementar federal O comando normativo disposto no artigo 198, § 3..., I, da Constituição, estabeleceu que os percentuais de aplicação dos recursos 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC mínimos em ações e serviços públicos de saúde, nos Estados, Distrito Federal, e Municípios, seriam fixados em lei complementar. Também previu no parágrafo 3..., caput, que esta mesma lei complementar deveria ser reavaliada pelo menos uma vez a cada cinco anos. Trata-se, como visto, da Lei Complementar 141/2012, editada pelo Poder Legislativo Federal, em cujos artigos 6... a 8... exaure o comando constitucional, contido no parágrafo 3..., inciso I, do artigo 198 da Carta Maior, de estabelecer os percentuais referentes à aplicação de recursos mínimos em ações e serviços públicos de saúde, no caso dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Esta Corte, no julgamento da medida cautelar da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.894, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, assentou que o artigo 198, § 3..., da Constituição Federal refere-se a uma única lei complementar, de competência da União, evidenciando, assim, a necessidade de uma uniformização do tema para a aplicação e efetivação desses preceitos constitucionais. Transcreva-se a ementa da decisão: “EMENTA: Sistema único de saúde: reserva à lei complementar da União do estabelecimento de ‘critérios de rateio dos recursos e disparidades regionais’ (Constituição Federal de 1988, art. 198, § 3..., II): conseqüente plausibilidade da argüição da invalidez de lei estadual que prescreve o repasse mensal aos municípios dos ‘recursos mínimos próprios que o Estado deve aplicar em ações e serviços de saúde’; risco de grave comprometimento dos serviços estaduais de saúde: medida cautelar deferida para suspender a vigência da lei questionada.” (ADI 2.894 MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 17/10/2003). O Plenário reconheceu, assim, que leis complementares estaduais disciplinarem sobre o sistema único de saúde de que trata o artigo 198 da Constituição Federal afronta a reserva de lei complementar da União. No 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC mínimos em ações e serviços públicos de saúde, nos Estados, Distrito Federal, e Municípios, seriam fixados em lei complementar. Também previu no parágrafo 3..., caput, que esta mesma lei complementar deveria ser reavaliada pelo menos uma vez a cada cinco anos. Trata-se, como visto, da Lei Complementar 141/2012, editada pelo Poder Legislativo Federal, em cujos artigos 6... a 8... exaure o comando constitucional, contido no parágrafo 3..., inciso I, do artigo 198 da Carta Maior, de estabelecer os percentuais referentes à aplicação de recursos mínimos em ações e serviços públicos de saúde, no caso dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Esta Corte, no julgamento da medida cautelar da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.894, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, assentou que o artigo 198, § 3..., da Constituição Federal refere-se a uma única lei complementar, de competência da União, evidenciando, assim, a necessidade de uma uniformização do tema para a aplicação e efetivação desses preceitos constitucionais. Transcreva-se a ementa da decisão: “EMENTA: Sistema único de saúde: reserva à lei complementar da União do estabelecimento de ‘critérios de rateio dos recursos e disparidades regionais’ (Constituição Federal de 1988, art. 198, § 3..., II): conseqüente plausibilidade da argüição da invalidez de lei estadual que prescreve o repasse mensal aos municípios dos ‘recursos mínimos próprios que o Estado deve aplicar em ações e serviços de saúde’; risco de grave comprometimento dos serviços estaduais de saúde: medida cautelar deferida para suspender a vigência da lei questionada.” (ADI 2.894 MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 17/10/2003). O Plenário reconheceu, assim, que leis complementares estaduais disciplinarem sobre o sistema único de saúde de que trata o artigo 198 da Constituição Federal afronta a reserva de lei complementar da União. No 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC termos do voto do Ministro Relator, in verbis: “Se o texto do §3... pudesse suscitar dúvidas sobre cuidar-se de lei complementar federal ou de lei complementar de cada entidade federal, o §2..., I, bastaria para tornar inequívoco que a previsão constitucional é de uma única lei complementar que, por ser única e disciplinar a partição da União, dos Estados e dos Municípios no financiamento do sistema único de saúde só pode ser de competência federal”. À ocasião, ainda que em sede cautelar, entendeu-se que a Constituição determina que os percentuais estabelecidos pela Lei Complementar 141/2012 devem ser suficientes para se obter a parcela anual das receitas orçamentárias correspondente aos recursos mínimos que cada ente federado precisa aplicar em ações e serviços públicos de saúde. Não caberia ao ordenamento jurídico estadual disciplinar ou complementar a vinculação desses recursos, em nome do tratamento uniforme que a Carta Maior pretendera conferir à questão. De todo o modo, sendo a Lei Complementar 141/2012 a norma à qual o artigo 198, § 3..., Carta Maior conferiu legitimidade para criar vinculação de receita, restam inconstitucionais disposições da Constituição Estadual ou Leis Orgânicas dos Estados, Distrito Federal e Municípios que estabeleçam percentuais superiores àqueles fixados na legislação federal, tal como o regramento estabelecido pela Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina. Sem respaldo constitucional, a vinculação de receita de impostos veiculada por meio da Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina, de iniciativa parlamentar, viola os artigo 198, § 3..., I; 167, IV, e 165 da Constituição Federal, sendo, portanto, inconstitucional. II. Inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC termos do voto do Ministro Relator, in verbis: “Se o texto do §3... pudesse suscitar dúvidas sobre cuidar-se de lei complementar federal ou de lei complementar de cada entidade federal, o §2..., I, bastaria para tornar inequívoco que a previsão constitucional é de uma única lei complementar que, por ser única e disciplinar a partição da União, dos Estados e dos Municípios no financiamento do sistema único de saúde só pode ser de competência federal”. À ocasião, ainda que em sede cautelar, entendeu-se que a Constituição determina que os percentuais estabelecidos pela Lei Complementar 141/2012 devem ser suficientes para se obter a parcela anual das receitas orçamentárias correspondente aos recursos mínimos que cada ente federado precisa aplicar em ações e serviços públicos de saúde. Não caberia ao ordenamento jurídico estadual disciplinar ou complementar a vinculação desses recursos, em nome do tratamento uniforme que a Carta Maior pretendera conferir à questão. De todo o modo, sendo a Lei Complementar 141/2012 a norma à qual o artigo 198, § 3..., Carta Maior conferiu legitimidade para criar vinculação de receita, restam inconstitucionais disposições da Constituição Estadual ou Leis Orgânicas dos Estados, Distrito Federal e Municípios que estabeleçam percentuais superiores àqueles fixados na legislação federal, tal como o regramento estabelecido pela Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina. Sem respaldo constitucional, a vinculação de receita de impostos veiculada por meio da Emenda Constitucional 72/2016 do Estado de Santa Catarina, de iniciativa parlamentar, viola os artigo 198, § 3..., I; 167, IV, e 165 da Constituição Federal, sendo, portanto, inconstitucional. II. Inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC A. O princípio da legalidade e a necessidade de respeito aos parâmetros fixados pelo constituinte no artigo 198, § 3..., da Constituição Como visto, a Constituição condicionou a legitimidade da vinculação de receitas para determinados programas de trabalho pertinentes à saúde, no caso dos Estados, Distrito Federal e Municípios, à observância da reserva de lei complementar. Com isso, o artigo 198, § 3..., I atribuiu o regramento do cálculo definitivo dos recursos mínimos, sobre o qual deve incidir a vinculação, a dispositivo normativo específico, tratando-se, pois, de nítida reserva legal estatuída pela Constituição Federal. Assim, a estipulação de parcela mínima de aplicação de recursos em ações e serviços públicos de saúde, no âmbito dos demais entes federados que não a União, somente se torna válida quando os percentuais necessários para calculá-la estiverem previstos em lei complementar. Acima desse patamar, cabe aos poderes eleitos fixarem os recursos destinados a tal rubrica nas respectivas leis orçamentárias. Nada obstante, a Lei Complementar 141/2012 permitiu que os Estados, Distrito Federal e Municípios elevassem os percentuais de cálculo dos recursos mínimos por meio de suas respectivas Constituições Estaduais ou Leis Orgânicas. Convém transcrever o dispositivo ora impugnado: “Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde”. A inconstitucionalidade dessa previsão decorre de o comando constitucional referente à reserva legal ter atribuído ao legislador 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC A. O princípio da legalidade e a necessidade de respeito aos parâmetros fixados pelo constituinte no artigo 198, § 3..., da Constituição Como visto, a Constituição condicionou a legitimidade da vinculação de receitas para determinados programas de trabalho pertinentes à saúde, no caso dos Estados, Distrito Federal e Municípios, à observância da reserva de lei complementar. Com isso, o artigo 198, § 3..., I atribuiu o regramento do cálculo definitivo dos recursos mínimos, sobre o qual deve incidir a vinculação, a dispositivo normativo específico, tratando-se, pois, de nítida reserva legal estatuída pela Constituição Federal. Assim, a estipulação de parcela mínima de aplicação de recursos em ações e serviços públicos de saúde, no âmbito dos demais entes federados que não a União, somente se torna válida quando os percentuais necessários para calculá-la estiverem previstos em lei complementar. Acima desse patamar, cabe aos poderes eleitos fixarem os recursos destinados a tal rubrica nas respectivas leis orçamentárias. Nada obstante, a Lei Complementar 141/2012 permitiu que os Estados, Distrito Federal e Municípios elevassem os percentuais de cálculo dos recursos mínimos por meio de suas respectivas Constituições Estaduais ou Leis Orgânicas. Convém transcrever o dispositivo ora impugnado: “Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde”. A inconstitucionalidade dessa previsão decorre de o comando constitucional referente à reserva legal ter atribuído ao legislador 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC constituinte federal a fixação dos percentuais de cálculo dos recursos mínimos, de modo que não há falar em aplicação supletiva da lei em face das Constituições estaduais e Leis Orgânicas. Com efeito, o parágrafo 2... do dispositivo constitucional afirma que os entes federados “aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre:”. Os mencionados “recursos mínimos” constituem a vinculação em si que deve existir em todos os exercícios financeiros, enquanto os percentuais, que devem ser definitivos, disciplinam o cálculo do montante correspondente a esses recursos. Ora, a ideia em si de vinculação já pressupõe uma parcela mínima da receita que deve ter uma destinação específica. Assim, ao atribuir à lei complementar a estipulação do percentual a ser observado pelos entes subnacionais, o comando constitucional não diz respeito a uma “vinculação mínima”, a ser posta como piso para a vinculação de receitas estabelecida pelos demais entes federados. Por conseguinte, quando a Carta Maior trata de “recursos mínimos”, se refere a uma vinculação, a um mínimo de afetação das receitas para determinada despesa, que, no caso, deve seguir os percentuais fixados em lei complementar nacional. A vinculação é sempre instrumentalizada por um percentual determinado, ainda que seja facultado ao poder público, nos limites de sua responsabilidade fiscal, a eventual fixação de valores maiores, por meio do processo legislativo adequado à matéria orçamentária. Some-se que, caso fixem percentual superior ao estabelecido nos artigos 6... a 8... da Lei Complementar 141/2012, as normas estaduais e municipais esvaziarão a vinculação de receita para ações e serviços públicos de saúde trazida na lei complementar federal, que, de acordo com o artigo 198, caput, da Constituição, integram uma rede regionalizada e hierarquizada 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC constituinte federal a fixação dos percentuais de cálculo dos recursos mínimos, de modo que não há falar em aplicação supletiva da lei em face das Constituições estaduais e Leis Orgânicas. Com efeito, o parágrafo 2... do dispositivo constitucional afirma que os entes federados “aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre:”. Os mencionados “recursos mínimos” constituem a vinculação em si que deve existir em todos os exercícios financeiros, enquanto os percentuais, que devem ser definitivos, disciplinam o cálculo do montante correspondente a esses recursos. Ora, a ideia em si de vinculação já pressupõe uma parcela mínima da receita que deve ter uma destinação específica. Assim, ao atribuir à lei complementar a estipulação do percentual a ser observado pelos entes subnacionais, o comando constitucional não diz respeito a uma “vinculação mínima”, a ser posta como piso para a vinculação de receitas estabelecida pelos demais entes federados. Por conseguinte, quando a Carta Maior trata de “recursos mínimos”, se refere a uma vinculação, a um mínimo de afetação das receitas para determinada despesa, que, no caso, deve seguir os percentuais fixados em lei complementar nacional. A vinculação é sempre instrumentalizada por um percentual determinado, ainda que seja facultado ao poder público, nos limites de sua responsabilidade fiscal, a eventual fixação de valores maiores, por meio do processo legislativo adequado à matéria orçamentária. Some-se que, caso fixem percentual superior ao estabelecido nos artigos 6... a 8... da Lei Complementar 141/2012, as normas estaduais e municipais esvaziarão a vinculação de receita para ações e serviços públicos de saúde trazida na lei complementar federal, que, de acordo com o artigo 198, caput, da Constituição, integram uma rede regionalizada e hierarquizada 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC e constituem um sistema único, cuja regulamentação deve ser reavaliada a cada cinco anos. O desrespeito aos parâmetros impostos pela Carta Maior, quais sejam, a reserva de lei complementar nacional e a fixação definitiva dos percentuais de aplicação dos recursos mínimos, concorre para a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012. B. Usurpação de competência do constituinte para legitimar exceções ao princípio da vedação a vinculações de receitas Ao atribuir ao constituinte estadual ou municipal competência legislativa para dispor de conteúdo que lhe foi delegada excepcional e expressamente pela Constituição Federal, o legislador complementar arvorou-se a poder constituinte nacional. Isso porque a competência da União para exaurir o tema é resguardada pela Constituição Federal, em seu artigo 198, § 3..., I. Ainda que se avente que, em certa hipóteses, possa ser admitida a delegação normativa de poderes conferidos pelo constituinte, a proibição da vinculação de receita de impostos, como regra que protege a separação de poderes e o princípio democrático, impede uma leitura expansiva dos poderes normativos delegados. Somente são admitidas as exceções expressamente previstas em lei, não podendo o legislador complementar ampliar esse rol à revelia das disposições constitucionais. Esta proteção constitucional é reforçada pela excepcionalidade à qual a norma de vedação à vinculação de receitas faz jus. Conforme já explicitado, a afetação de receitas, matéria sensível que é, somente pode encontrar previsão na Constituição Federal. Um aspecto tão importante quanto a reserva de iniciativa para fixar os percentuais de vinculação não 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC e constituem um sistema único, cuja regulamentação deve ser reavaliada a cada cinco anos. O desrespeito aos parâmetros impostos pela Carta Maior, quais sejam, a reserva de lei complementar nacional e a fixação definitiva dos percentuais de aplicação dos recursos mínimos, concorre para a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012. B. Usurpação de competência do constituinte para legitimar exceções ao princípio da vedação a vinculações de receitas Ao atribuir ao constituinte estadual ou municipal competência legislativa para dispor de conteúdo que lhe foi delegada excepcional e expressamente pela Constituição Federal, o legislador complementar arvorou-se a poder constituinte nacional. Isso porque a competência da União para exaurir o tema é resguardada pela Constituição Federal, em seu artigo 198, § 3..., I. Ainda que se avente que, em certa hipóteses, possa ser admitida a delegação normativa de poderes conferidos pelo constituinte, a proibição da vinculação de receita de impostos, como regra que protege a separação de poderes e o princípio democrático, impede uma leitura expansiva dos poderes normativos delegados. Somente são admitidas as exceções expressamente previstas em lei, não podendo o legislador complementar ampliar esse rol à revelia das disposições constitucionais. Esta proteção constitucional é reforçada pela excepcionalidade à qual a norma de vedação à vinculação de receitas faz jus. Conforme já explicitado, a afetação de receitas, matéria sensível que é, somente pode encontrar previsão na Constituição Federal. Um aspecto tão importante quanto a reserva de iniciativa para fixar os percentuais de vinculação não 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC pode ultrapassar os limites estabelecidos pela Carta Maior. A possibilidade de complementação ou substituição dessa competência pelos demais entes federados somente poderia ser considerada válida caso fosse expressamente autorizada pela Constituição. Não o sendo, estará obstada pela proibição genérica instituída pelo artigo 167, IV, da Carta Magna. No mesmo sentido consignou o Ministro Alexandre de Moraes, na Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.059, na qual se discutia a constitucionalidade de dispositivo constitucional do Estado de Roraima, que estipula um percentual mínimo de aplicação em ações e serviços públicos de saúde mais elevado do que aquele estabelecido na Lei Complementar 141/2012. Cite-se um excerto pertinente da decisão, verbis: “Ora, tendo desbordado da hipótese de vinculação prevista no art. 198, § 3..., da Constituição Federal de 1988, a norma impugnada findou por violar a vedação do art. 167, IV, da Constituição Federal de 1988, que veda, como regra, a vinculação de receitas a órgão, fundo ou despesa, pelo que se mostra, em um juízo de cognição sumária, de constitucionalidade questionável. (...) Em acréscimo a isso, caso se admitisse possível ao Estado legislar sobre o tema, pondere-se que tal providência normativa tem impacto direto sobre a formação e execução do orçamento estadual, afetando a programação orçamentária e disponibilidade de recursos para outras ações e políticas públicas a encargo da Administração Pública, e dos demais Poderes e órgãos autônomos de Roraima”. (ADI 6059, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 20/2/2019). Some-se que a possibilidade de aumento dos percentuais mínimos pelos entes federados autorizada pelo artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 é irrestrita. No limite, a previsão habilitaria toda sorte de arbitrariedades, comprometendo todos os recursos disponíveis no orçamento e esvaziando o poder de alocação de recursos para outras rubricas de notável envergadura, como educação ou segurança pública, 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC pode ultrapassar os limites estabelecidos pela Carta Maior. A possibilidade de complementação ou substituição dessa competência pelos demais entes federados somente poderia ser considerada válida caso fosse expressamente autorizada pela Constituição. Não o sendo, estará obstada pela proibição genérica instituída pelo artigo 167, IV, da Carta Magna. No mesmo sentido consignou o Ministro Alexandre de Moraes, na Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.059, na qual se discutia a constitucionalidade de dispositivo constitucional do Estado de Roraima, que estipula um percentual mínimo de aplicação em ações e serviços públicos de saúde mais elevado do que aquele estabelecido na Lei Complementar 141/2012. Cite-se um excerto pertinente da decisão, verbis: “Ora, tendo desbordado da hipótese de vinculação prevista no art. 198, § 3..., da Constituição Federal de 1988, a norma impugnada findou por violar a vedação do art. 167, IV, da Constituição Federal de 1988, que veda, como regra, a vinculação de receitas a órgão, fundo ou despesa, pelo que se mostra, em um juízo de cognição sumária, de constitucionalidade questionável. (...) Em acréscimo a isso, caso se admitisse possível ao Estado legislar sobre o tema, pondere-se que tal providência normativa tem impacto direto sobre a formação e execução do orçamento estadual, afetando a programação orçamentária e disponibilidade de recursos para outras ações e políticas públicas a encargo da Administração Pública, e dos demais Poderes e órgãos autônomos de Roraima”. (ADI 6059, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 20/2/2019). Some-se que a possibilidade de aumento dos percentuais mínimos pelos entes federados autorizada pelo artigo 11 da Lei Complementar 141/2012 é irrestrita. No limite, a previsão habilitaria toda sorte de arbitrariedades, comprometendo todos os recursos disponíveis no orçamento e esvaziando o poder de alocação de recursos para outras rubricas de notável envergadura, como educação ou segurança pública, 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 54 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 5897 / SC ou mesmo para outros Poderes e órgãos autônomos. Sem respaldo constitucional, as Assembleias Estaduais e as Câmaras de Vereadores disporiam de um poder ilimitado para vincular todos os recursos, alterando a lógica do processo legislativo orçamentário insculpido no artigo 165 da Carta Maior e engessando o Poder Executivo. Para evitar este cenário, a melhor exegese impõe a interpretação literal em matéria de vinculação orçamentária. Sob esse prisma, a ausência de autorização expressa na Carta Maior para a elevação dos percentuais mínimos pelas Constituições Estaduais e Leis Orgânicas implica a proibição da criação de novas vinculações de receita. Ex positis, CONHEÇO PARCIALMENTE a ação direta de inconstitucionalidade e, na parte conhecida, JULGO PROCEDENTE o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. É como voto. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC ou mesmo para outros Poderes e órgãos autônomos. Sem respaldo constitucional, as Assembleias Estaduais e as Câmaras de Vereadores disporiam de um poder ilimitado para vincular todos os recursos, alterando a lógica do processo legislativo orçamentário insculpido no artigo 165 da Carta Maior e engessando o Poder Executivo. Para evitar este cenário, a melhor exegese impõe a interpretação literal em matéria de vinculação orçamentária. Sob esse prisma, a ausência de autorização expressa na Carta Maior para a elevação dos percentuais mínimos pelas Constituições Estaduais e Leis Orgânicas implica a proibição da criação de novas vinculações de receita. Ex positis, CONHEÇO PARCIALMENTE a ação direta de inconstitucionalidade e, na parte conhecida, JULGO PROCEDENTE o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016. É como voto. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C91-0E33-ADF2-A17F e senha 644C-E1E2-012A-6C08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 54 Antecipação ao Voto 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, exatamente de acordo com a fala do nosso nobre Subprocurador-Geral da República, que aqui já se afirmou, inúmeras vezes, uma lei má não é necessariamente uma lei inconstitucional, e uma lei boa não é necessariamente constitucional, é o caso específico. O Ministério Público, aqui, entende que houve uma contravenção à Constituição Federal, na medida em que foram superados os limites e invadida a competência do Poder Executivo. Aliás, não só o acórdão do Ministro Lewandowski também ampara a declaração de constitucionalidade, mas, mais recentemente, o Ministro Alexandre de Moraes deferiu uma liminar, no caso de Rondônia, exatamente em relação a esses termos. Tenho um voto um pouco longo, mas vou me permitir, Senhor Presidente, tendo em vista as exposições feitas, ler uma ementa que também não é pequena, mas que já resolve essa questão e depois, se houver necessidade, leio o voto por inteiro. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E522-E95C-8697-EFA1 e senha D164-DCAD-CEE3-7D90 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, exatamente de acordo com a fala do nosso nobre Subprocurador-Geral da República, que aqui já se afirmou, inúmeras vezes, uma lei má não é necessariamente uma lei inconstitucional, e uma lei boa não é necessariamente constitucional, é o caso específico. O Ministério Público, aqui, entende que houve uma contravenção à Constituição Federal, na medida em que foram superados os limites e invadida a competência do Poder Executivo. Aliás, não só o acórdão do Ministro Lewandowski também ampara a declaração de constitucionalidade, mas, mais recentemente, o Ministro Alexandre de Moraes deferiu uma liminar, no caso de Rondônia, exatamente em relação a esses termos. Tenho um voto um pouco longo, mas vou me permitir, Senhor Presidente, tendo em vista as exposições feitas, ler uma ementa que também não é pequena, mas que já resolve essa questão e depois, se houver necessidade, leio o voto por inteiro. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E522-E95C-8697-EFA1 e senha D164-DCAD-CEE3-7D90 Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 54 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, já antecipo que acompanho integralmente o Relator, porque, pelos mesmos fundamentos, como foi dito da tribuna e pelo próprio Relator, eu deferi medida cautelar, agora em 20 de fevereiro de 2019, em relação a uma Emenda Constitucional do Estado de Roraima. Então, acompanho integralmente o Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58DB-C989-DC31-F496 e senha 35DC-7A95-8CD0-C464 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, já antecipo que acompanho integralmente o Relator, porque, pelos mesmos fundamentos, como foi dito da tribuna e pelo próprio Relator, eu deferi medida cautelar, agora em 20 de fevereiro de 2019, em relação a uma Emenda Constitucional do Estado de Roraima. Então, acompanho integralmente o Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 58DB-C989-DC31-F496 e senha 35DC-7A95-8CD0-C464 Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministro-Relator, agora acompanhado pelo eminente Ministro Alexandre de Moraes, o tema de fundo, conforme Sua Excelência o Relator e o ilustre Procurador, que esteve na tribuna, bem acentuaram, assim também a sustentação do Ministério Público, nesta sessão, diz respeito ao piso setorial para a saúde. E assenta-se o debate em saber se pode ou não o ente federado, por meio de legislação estadual, adotar um piso setorial para a saúde maior que os 12% referidos em lei complementar federal. E, se puder, se a iniciativa dessa legislação deve ser exclusivamente do Poder Executivo. Portanto, o que se põe em debate é uma inconstitucionalidade inicialmente formal, como alegada, por vício de iniciativa, que o Ministro Luiz Fux muito bem enfrenta, especialmente quando sustenta, em sua lúcida ementa, que a Constituição Federal reserva essa iniciativa ao Executivo. Então, Sua Excelência está assentando que, aqui, há um vício de origem, como também está assentando que, somente lei federal, prevista no § 3... do art. 198, poderia adotar patamar mais elevado que o percentual do piso setorial da saúde. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - E não delegar aos Estados. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - E não delegar aos Estados. Pois bem, em relação aos dois pontos, peço todas as vênias a Sua Excelência, tenho compreensão distinta. Primeiro, do ponto de vista do vício de origem, o Tema de Repercussão Geral 917, da relatoria do eminente Ministro Gilmar Mendes, Recurso Extraordinário 878.911, assentou "que não usurpa competência privativa do Chefe do Poder Executivo lei que, embora crie despesa para a Administração, não trata de sua estrutura ou da atribuição de seus órgãos nem do regime jurídico de servidores públicos." Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministro-Relator, agora acompanhado pelo eminente Ministro Alexandre de Moraes, o tema de fundo, conforme Sua Excelência o Relator e o ilustre Procurador, que esteve na tribuna, bem acentuaram, assim também a sustentação do Ministério Público, nesta sessão, diz respeito ao piso setorial para a saúde. E assenta-se o debate em saber se pode ou não o ente federado, por meio de legislação estadual, adotar um piso setorial para a saúde maior que os 12% referidos em lei complementar federal. E, se puder, se a iniciativa dessa legislação deve ser exclusivamente do Poder Executivo. Portanto, o que se põe em debate é uma inconstitucionalidade inicialmente formal, como alegada, por vício de iniciativa, que o Ministro Luiz Fux muito bem enfrenta, especialmente quando sustenta, em sua lúcida ementa, que a Constituição Federal reserva essa iniciativa ao Executivo. Então, Sua Excelência está assentando que, aqui, há um vício de origem, como também está assentando que, somente lei federal, prevista no § 3... do art. 198, poderia adotar patamar mais elevado que o percentual do piso setorial da saúde. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - E não delegar aos Estados. O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - E não delegar aos Estados. Pois bem, em relação aos dois pontos, peço todas as vênias a Sua Excelência, tenho compreensão distinta. Primeiro, do ponto de vista do vício de origem, o Tema de Repercussão Geral 917, da relatoria do eminente Ministro Gilmar Mendes, Recurso Extraordinário 878.911, assentou "que não usurpa competência privativa do Chefe do Poder Executivo lei que, embora crie despesa para a Administração, não trata de sua estrutura ou da atribuição de seus órgãos nem do regime jurídico de servidores públicos." Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC Então, com base nesse Tema da Repercussão Geral com a devida vênia, estou superando o debate sobre a eventual inconstitucionalidade formal ou vício de iniciativa. Quanto à compreensão que deve se tratar de lei federal, gostaria de lembrar um trecho do Parecer do Ministério Público que, nada obstante vá ao encontro da sustentação, mas permite retirar uma lição que vai de encontro à conclusão do Ministério Público. Está à página 5 a seguinte afirmação, diz a Procuradoria da República: "Tal não significa que os entes federados não possam aportar valores superiores. De fato, apenas estão vinculados a não investirem abaixo do piso mínimo, definido pelo legislador nacional a partir de sua competência constitucional. Nada impede que cada unidade federativa, de acordo com suas disponibilidades orçamentárias, destine à saúde percentuais superiores àqueles estabelecidos por lei complementar federal, sendo até recomendável que o façam." É claro, veio aí a questão do espaço dialógico de iniciativa do debate parlamentar. Todavia, manifestando total respeito às posições em sentido contrário, não está, no § 3... do art. 198, o vocábulo federal. Quando se exige lei complementar para definir o percentual, o § 3... do art. 198 se refere à lei complementar, e não creio que se possa ler na Constituição o que na Constituição não está. É claro que se poderia contrapor a esse argumento que uma interpretação sistemática do § 2... desse mesmo art. 198 levaria à conclusão de que essa lei complementar só poderia ser uma lei complementar federal, mas isso não está dito! Seria uma hermenêutica restritiva das possibilidades do texto constitucional. Mas, se houvesse essa dúvida, essa dúvida, em meu modo de ver, foi solvida pela Lei Complementar federal 141. Diz o art. 11 da Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012: "Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Então, com base nesse Tema da Repercussão Geral com a devida vênia, estou superando o debate sobre a eventual inconstitucionalidade formal ou vício de iniciativa. Quanto à compreensão que deve se tratar de lei federal, gostaria de lembrar um trecho do Parecer do Ministério Público que, nada obstante vá ao encontro da sustentação, mas permite retirar uma lição que vai de encontro à conclusão do Ministério Público. Está à página 5 a seguinte afirmação, diz a Procuradoria da República: "Tal não significa que os entes federados não possam aportar valores superiores. De fato, apenas estão vinculados a não investirem abaixo do piso mínimo, definido pelo legislador nacional a partir de sua competência constitucional. Nada impede que cada unidade federativa, de acordo com suas disponibilidades orçamentárias, destine à saúde percentuais superiores àqueles estabelecidos por lei complementar federal, sendo até recomendável que o façam." É claro, veio aí a questão do espaço dialógico de iniciativa do debate parlamentar. Todavia, manifestando total respeito às posições em sentido contrário, não está, no § 3... do art. 198, o vocábulo federal. Quando se exige lei complementar para definir o percentual, o § 3... do art. 198 se refere à lei complementar, e não creio que se possa ler na Constituição o que na Constituição não está. É claro que se poderia contrapor a esse argumento que uma interpretação sistemática do § 2... desse mesmo art. 198 levaria à conclusão de que essa lei complementar só poderia ser uma lei complementar federal, mas isso não está dito! Seria uma hermenêutica restritiva das possibilidades do texto constitucional. Mas, se houvesse essa dúvida, essa dúvida, em meu modo de ver, foi solvida pela Lei Complementar federal 141. Diz o art. 11 da Lei Complementar 141, de 13 de janeiro de 2012: "Art. 11. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde." A Lei Complementar 141 transformou em piso o que é piso: 12%. Não permitir que uma lei complementar estadual assim o faça, nós transformaremos o piso em teto. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Fachin, permite-me só uma observação, até um esclarecimento. Dentro dessa interpretação de Vossa Excelência, seria possível a lei complementar estadual, mas voltaríamos à questão inicial, que seria uma vinculação orçamentária, e teríamos o mesmo vício de iniciativa. Ou, mesmo que entendêssemos que fosse uma lei complementar estadual, no caso - e isso vem-se repetindo em outros estados -, é por emenda constitucional, porque o parlamento estadual quer afastar totalmente a possibilidade, inclusive, de veto à iniciativa e ao veto do Chefe do Executivo. Então, parece-me que, mesmo seguindo essa interpretação que Vossa Excelência conferiu à lei complementar federal, que teria possibilitado transformar em piso e não em teto, mesmo seguindo isso, nós ainda ficaríamos com o problema de que o Legislativo estadual, ao simplesmente ignorar o Executivo, que é aquele que tem iniciativa da legislação orçamentária, ao ignorar não só na iniciativa, mas no veto, estaria aí confrontando outros dispositivos constitucionais. Só uma argumentação para refletirmos. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu só queria fazer também uma observação. Eu colacionei dois acórdãos do Ministro Gilmar dentro dos precedentes citados. Esse acórdão a que Vossa Excelência se refere é o Tema... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - 917. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Esse Tema 917 se refere à competência para a iniciativa de lei municipal que preveja a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC observar o disposto nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas sempre que os percentuais nelas estabelecidos forem superiores aos fixados nesta Lei Complementar para aplicação em ações e serviços públicos de saúde." A Lei Complementar 141 transformou em piso o que é piso: 12%. Não permitir que uma lei complementar estadual assim o faça, nós transformaremos o piso em teto. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Fachin, permite-me só uma observação, até um esclarecimento. Dentro dessa interpretação de Vossa Excelência, seria possível a lei complementar estadual, mas voltaríamos à questão inicial, que seria uma vinculação orçamentária, e teríamos o mesmo vício de iniciativa. Ou, mesmo que entendêssemos que fosse uma lei complementar estadual, no caso - e isso vem-se repetindo em outros estados -, é por emenda constitucional, porque o parlamento estadual quer afastar totalmente a possibilidade, inclusive, de veto à iniciativa e ao veto do Chefe do Executivo. Então, parece-me que, mesmo seguindo essa interpretação que Vossa Excelência conferiu à lei complementar federal, que teria possibilitado transformar em piso e não em teto, mesmo seguindo isso, nós ainda ficaríamos com o problema de que o Legislativo estadual, ao simplesmente ignorar o Executivo, que é aquele que tem iniciativa da legislação orçamentária, ao ignorar não só na iniciativa, mas no veto, estaria aí confrontando outros dispositivos constitucionais. Só uma argumentação para refletirmos. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu só queria fazer também uma observação. Eu colacionei dois acórdãos do Ministro Gilmar dentro dos precedentes citados. Esse acórdão a que Vossa Excelência se refere é o Tema... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - 917. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Esse Tema 917 se refere à competência para a iniciativa de lei municipal que preveja a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC obrigatoriedade de instalação de câmeras de segurança em escolas públicas municipais e cercanias, quer dizer, em meu modo de ver, não apresentaria nenhuma vinculação com a receita orçamentária. Mas o outro... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas o debate de fundo é o mesmo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Mas o outro debate, aí, sim - trazido pelo Ministro Gilmar Mendes, e cito também o Ministro Dias Toffoli - seria esse aqui exatamente, em que o Ministro Gilmar Mendes, enfrentando questão semelhante, dispôs que: "Ação Direta de Inconstitucionalidade (...) Constituição do Estado de Santa Catarina (...). Vinculação, por dotação orçamentária, de parte da receita corrente do Estado a programas de desenvolvimento da agricultura, pecuária e abastecimento. Inconstitucionalidade. Afronta à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo em tema de diretrizes orçamentárias (...)." Nós estamos aqui no campo de diretrizes orçamentárias. Esse acórdão da ADI 1.759 é de 20 de agosto de 2010. Por outro lado, mais adiante, o Plenário também reconheceu essa impossibilidade por esse vício de iniciativa num acórdão emblemático na ADI 3.576 da relatoria da Ministra Ellen Gracie, quando assenta: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. Lei estadual. Fundo partilhado de combate às desigualdades sociais e regionais também, e direitos fundamentais.” Quando ela assenta o art. 167, IV, da Carta Magna, não permite a vinculação de receita proveniente da arrecadação de imposto a fundo específico onde há vedação expressa. Ela então esclarece no item II da ementa - para não ler ele todo: “2. O diploma impugnado não representa verdadeiro e unilateral favor fiscal conferido a determinado setor da atividade econômica local (…). 3. As normas em estudo, ao possibilitarem o direcionamento, pelos contribuintes, do valor devido de ICMS para o chamado Fundo Partilhado de Combate às Desigualdades Sociais e Regionais, compensando-se, em contrapartida, o valor despendido sob a forma de crédito 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC obrigatoriedade de instalação de câmeras de segurança em escolas públicas municipais e cercanias, quer dizer, em meu modo de ver, não apresentaria nenhuma vinculação com a receita orçamentária. Mas o outro... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Mas o debate de fundo é o mesmo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Mas o outro debate, aí, sim - trazido pelo Ministro Gilmar Mendes, e cito também o Ministro Dias Toffoli - seria esse aqui exatamente, em que o Ministro Gilmar Mendes, enfrentando questão semelhante, dispôs que: "Ação Direta de Inconstitucionalidade (...) Constituição do Estado de Santa Catarina (...). Vinculação, por dotação orçamentária, de parte da receita corrente do Estado a programas de desenvolvimento da agricultura, pecuária e abastecimento. Inconstitucionalidade. Afronta à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo em tema de diretrizes orçamentárias (...)." Nós estamos aqui no campo de diretrizes orçamentárias. Esse acórdão da ADI 1.759 é de 20 de agosto de 2010. Por outro lado, mais adiante, o Plenário também reconheceu essa impossibilidade por esse vício de iniciativa num acórdão emblemático na ADI 3.576 da relatoria da Ministra Ellen Gracie, quando assenta: “Ação Direta de Inconstitucionalidade. Lei estadual. Fundo partilhado de combate às desigualdades sociais e regionais também, e direitos fundamentais.” Quando ela assenta o art. 167, IV, da Carta Magna, não permite a vinculação de receita proveniente da arrecadação de imposto a fundo específico onde há vedação expressa. Ela então esclarece no item II da ementa - para não ler ele todo: “2. O diploma impugnado não representa verdadeiro e unilateral favor fiscal conferido a determinado setor da atividade econômica local (…). 3. As normas em estudo, ao possibilitarem o direcionamento, pelos contribuintes, do valor devido de ICMS para o chamado Fundo Partilhado de Combate às Desigualdades Sociais e Regionais, compensando-se, em contrapartida, o valor despendido sob a forma de crédito 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC fiscal presumido, criaram, na verdade, um mecanismo de redirecionamento de receitas do ICMS para a satisfação de finalidades específicas e predeterminadas, procedimento incompatível, salvo as exceções expressamente elencadas no artigo 167, IV, da Carta Magna, com a natureza dessa espécie tributária.” Então, só expressamente determinada. E adiante surgiu um outro acórdão, da lavra do nosso Pleno, da relatoria do Ministro Sidney Sanches, que, com relação a essas excepcionalidades, ressalta que “a vedação é afastada, portanto, apenas nas hipóteses expressamente ressalvadas, que não abrangem os programas de assistência integral à criança e ao adolescente”, também direitos fundamentais. Então, a jurisprudência do Tribunal é exatamente nesse sentido; eu procurei mantê-la íntegra e uniforme, com todo respeito ao raciocínio do eminente Ministro Luiz Edson Fachin. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se o ministro Fachin me permitir um aparte, digo não ter a menor dúvida de que a regência sobre a matéria deve ser estadual, ou seja, cumpre ao Estado, no campo da independência relativa normativa, editar a lei complementar prevista no § 3... do artigo 198 da Constituição Federal. E a Constituição Federal, Presidente, não fixa percentuais para aplicação na saúde. No tocante à União, cogita de piso – 15% –, mas não o faz em relação às demais unidades da Federação. Surge a problemática, em primeiro lugar, da iniciativa, porque estamos no campo do orçamento. Incide o disposto no artigo 165 da Constituição Federal. Em segundo lugar, o engessamento ocorrido, no que se desprezou o instrumental próprio, a lei complementar de iniciativa do Executivo, para adotar-se emenda constitucional. Vou divergir do Relator relativamente à fundamentação, no que atribui à União, não ao Estado, a fixação do percentual. Não chego a esse ponto. Entendo que cumpre à unidade da Federação. Ocorre a independência administrativa e a competência normativa sujeita, claro, aos termos da Constituição Federal. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC fiscal presumido, criaram, na verdade, um mecanismo de redirecionamento de receitas do ICMS para a satisfação de finalidades específicas e predeterminadas, procedimento incompatível, salvo as exceções expressamente elencadas no artigo 167, IV, da Carta Magna, com a natureza dessa espécie tributária.” Então, só expressamente determinada. E adiante surgiu um outro acórdão, da lavra do nosso Pleno, da relatoria do Ministro Sidney Sanches, que, com relação a essas excepcionalidades, ressalta que “a vedação é afastada, portanto, apenas nas hipóteses expressamente ressalvadas, que não abrangem os programas de assistência integral à criança e ao adolescente”, também direitos fundamentais. Então, a jurisprudência do Tribunal é exatamente nesse sentido; eu procurei mantê-la íntegra e uniforme, com todo respeito ao raciocínio do eminente Ministro Luiz Edson Fachin. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Se o ministro Fachin me permitir um aparte, digo não ter a menor dúvida de que a regência sobre a matéria deve ser estadual, ou seja, cumpre ao Estado, no campo da independência relativa normativa, editar a lei complementar prevista no § 3... do artigo 198 da Constituição Federal. E a Constituição Federal, Presidente, não fixa percentuais para aplicação na saúde. No tocante à União, cogita de piso – 15% –, mas não o faz em relação às demais unidades da Federação. Surge a problemática, em primeiro lugar, da iniciativa, porque estamos no campo do orçamento. Incide o disposto no artigo 165 da Constituição Federal. Em segundo lugar, o engessamento ocorrido, no que se desprezou o instrumental próprio, a lei complementar de iniciativa do Executivo, para adotar-se emenda constitucional. Vou divergir do Relator relativamente à fundamentação, no que atribui à União, não ao Estado, a fixação do percentual. Não chego a esse ponto. Entendo que cumpre à unidade da Federação. Ocorre a independência administrativa e a competência normativa sujeita, claro, aos termos da Constituição Federal. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC Tem-se dois vícios quanto a essas causas de pedir: a iniciativa, que foi parlamentar, e o engessamento, no que se colocou em segundo plano a necessidade de ter-se certa flexibilidade, revendo-se os percentuais de cinco em cinco anos mediante lei complementar. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, só para acrescentar com esse aspecto que o Ministro Marco Aurélio acaba de mencionar, como eu não li o voto todo, destaco um caso também emblemático do Tribunal Pleno, do Ministro Sepúlveda Pertence, que arrebatou a maioria: “Sistema Único de Saúde: reserva à lei complementar da União o estabelecimento de ‘critérios de rateio dos recursos e disparidades regionais (Constituição Federal de 1988, art. 198, § 3..., II): consequente plausibilidade da arguição de invalidez da lei estadual que prescreve o repasse mensal dos municípios dos ‘recursos mínimos próprios que o Estado deve aplicar em ações e serviços de saúde’; risco grave de comprometimento dos serviços de saúde: medida cautelar deferida para suspender a vigência da lei questionada.” O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Apenas para concluir, Senhor Presidente, creio que, na linha das intervenções que esse profícuo diálogo já está a realizar, a posição que o eminente Ministro Alexandre de Moraes traz, em meu modo de ver, é mais do que compreensível - nada obstante o teor do art. 11 -, não daria outro caminho, a não ser mesmo por emenda constitucional, na percepção que tenho, à luz do que está na Lei Complementar 141. Quanto ao tema específico da afetação, ou não, e, portanto, desta circunstância que, como assentou o Ministro Marco Aurélio, pode trazer um engessamento, o que esbarraria, portanto, em um vício de iniciativa, eu me permitiria relembrar que o art. 165, que trata do orçamento da nossa Constituição da República, estabelece que são leis de iniciativa do Executivo: Plano Plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. Aqui nós estamos a tratar de percentual de piso setorial da Saúde. E reconheço como legítimo o debate para saber se, elevar o piso desborda ou não desta ordem de possibilidades. Portanto, creio que há dois modos de olhar essa perspectiva acerca do vício de iniciativa. Eu me atenho à matéria de fundo que está no Tema 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Tem-se dois vícios quanto a essas causas de pedir: a iniciativa, que foi parlamentar, e o engessamento, no que se colocou em segundo plano a necessidade de ter-se certa flexibilidade, revendo-se os percentuais de cinco em cinco anos mediante lei complementar. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, só para acrescentar com esse aspecto que o Ministro Marco Aurélio acaba de mencionar, como eu não li o voto todo, destaco um caso também emblemático do Tribunal Pleno, do Ministro Sepúlveda Pertence, que arrebatou a maioria: “Sistema Único de Saúde: reserva à lei complementar da União o estabelecimento de ‘critérios de rateio dos recursos e disparidades regionais (Constituição Federal de 1988, art. 198, § 3..., II): consequente plausibilidade da arguição de invalidez da lei estadual que prescreve o repasse mensal dos municípios dos ‘recursos mínimos próprios que o Estado deve aplicar em ações e serviços de saúde’; risco grave de comprometimento dos serviços de saúde: medida cautelar deferida para suspender a vigência da lei questionada.” O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Apenas para concluir, Senhor Presidente, creio que, na linha das intervenções que esse profícuo diálogo já está a realizar, a posição que o eminente Ministro Alexandre de Moraes traz, em meu modo de ver, é mais do que compreensível - nada obstante o teor do art. 11 -, não daria outro caminho, a não ser mesmo por emenda constitucional, na percepção que tenho, à luz do que está na Lei Complementar 141. Quanto ao tema específico da afetação, ou não, e, portanto, desta circunstância que, como assentou o Ministro Marco Aurélio, pode trazer um engessamento, o que esbarraria, portanto, em um vício de iniciativa, eu me permitiria relembrar que o art. 165, que trata do orçamento da nossa Constituição da República, estabelece que são leis de iniciativa do Executivo: Plano Plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. Aqui nós estamos a tratar de percentual de piso setorial da Saúde. E reconheço como legítimo o debate para saber se, elevar o piso desborda ou não desta ordem de possibilidades. Portanto, creio que há dois modos de olhar essa perspectiva acerca do vício de iniciativa. Eu me atenho à matéria de fundo que está no Tema 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 54 Voto - MIN. EDSON FACHIN ADI 5897 / SC 917. E, portanto, Senhor Presidente, pedindo todas as vênias ao Ministro Luiz Fux, que todos os dias merece a nossa saudação, Ministro Alexandre de Moraes, eu estou me posicionando em sentido contrário, quer pela ausência do vício formal, forte no Tema 917, quer pelo fundamento agora também já explicitado pelo eminente Ministro Marco Aurélio, e julgando improcedente por completo a pretensão na ADI. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conhece, em parte, também. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É porque houve um período... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Nesse período do não conhecimento parcial, estou acompanhando o Relator; na parte conhecida, improcedente. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC 917. E, portanto, Senhor Presidente, pedindo todas as vênias ao Ministro Luiz Fux, que todos os dias merece a nossa saudação, Ministro Alexandre de Moraes, eu estou me posicionando em sentido contrário, quer pela ausência do vício formal, forte no Tema 917, quer pelo fundamento agora também já explicitado pelo eminente Ministro Marco Aurélio, e julgando improcedente por completo a pretensão na ADI. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conhece, em parte, também. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - É porque houve um período... O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Nesse período do não conhecimento parcial, estou acompanhando o Relator; na parte conhecida, improcedente. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E05-AE20-65EA-5C55 e senha 0BF0-4127-7DA5-56D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 54 Aditamento ao Voto 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, só uma complementação, eu nem me estendi, porque não achei que fosse ter este debate. É importante relembrar que a regra constitucional, em matéria orçamentária, é a não vinculação; a regra constitucional é a não vinculação. O art. 167 expressamente coloca no inc. IV: Art. 167 - São vedados: IV - A vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas" - cita expressamente - (...) "a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde" (...) - "educação" (...); ressalvado o que a Constituição determina. Com todo respeito à posição em contrário, então, aqui, a meu ver, a conjugação do art. 165 com 167 traz: a impossibilidade da vinculação, salvo, obviamente, o que a Constituição expressamente determina, é uma excepcionalidade. E, no caso de se entender que o Estado poderia, por lei complementar, a total exclusão do Chefe do Poder Executivo, permitiria que, em outras áreas, também começasse a se vincular, ampliando saúde e educação, por melhor que seja a intenção, e retirando totalmente administração por parte do Chefe do Poder Executivo. Por isso que a Constituição veda no art. 167 a vinculação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 417D-61D4-A294-537A e senha 6E97-319B-A472-9AC4 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Senhor Presidente, só uma complementação, eu nem me estendi, porque não achei que fosse ter este debate. É importante relembrar que a regra constitucional, em matéria orçamentária, é a não vinculação; a regra constitucional é a não vinculação. O art. 167 expressamente coloca no inc. IV: Art. 167 - São vedados: IV - A vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas" - cita expressamente - (...) "a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde" (...) - "educação" (...); ressalvado o que a Constituição determina. Com todo respeito à posição em contrário, então, aqui, a meu ver, a conjugação do art. 165 com 167 traz: a impossibilidade da vinculação, salvo, obviamente, o que a Constituição expressamente determina, é uma excepcionalidade. E, no caso de se entender que o Estado poderia, por lei complementar, a total exclusão do Chefe do Poder Executivo, permitiria que, em outras áreas, também começasse a se vincular, ampliando saúde e educação, por melhor que seja a intenção, e retirando totalmente administração por parte do Chefe do Poder Executivo. Por isso que a Constituição veda no art. 167 a vinculação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 417D-61D4-A294-537A e senha 6E97-319B-A472-9AC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 54 Observação 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Hoje está muito em voga também a questão da segurança. Imaginemos nós que se fizesse uma vinculação de uma verba oriunda de impostos para segurança. Esta é a preocupação minha, a preocupação levantada pelo Ministro Marco Aurélio, em que pesem as doutíssimas ponderações do Ministro Edson Fachin, aqui, a questão do engessamento do orçamento nos três níveis federativos. Essa é uma preocupação generalizada. A meu ver, até antecipando, mas sem pronunciar meu voto ainda, concordo que este art. 167, IV, da Constituição institui o princípio da não vinculação de verbas oriundas de impostos, salvo naquela situação que excepciona exatamente para tentar impedir esse engessamento orçamentário, que hoje dificulta a gestão administrativa por parte dos entes federativos brasileiros. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3189-671B-513B-76BF e senha 243F-A914-7D8F-CE4A Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Hoje está muito em voga também a questão da segurança. Imaginemos nós que se fizesse uma vinculação de uma verba oriunda de impostos para segurança. Esta é a preocupação minha, a preocupação levantada pelo Ministro Marco Aurélio, em que pesem as doutíssimas ponderações do Ministro Edson Fachin, aqui, a questão do engessamento do orçamento nos três níveis federativos. Essa é uma preocupação generalizada. A meu ver, até antecipando, mas sem pronunciar meu voto ainda, concordo que este art. 167, IV, da Constituição institui o princípio da não vinculação de verbas oriundas de impostos, salvo naquela situação que excepciona exatamente para tentar impedir esse engessamento orçamentário, que hoje dificulta a gestão administrativa por parte dos entes federativos brasileiros. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3189-671B-513B-76BF e senha 243F-A914-7D8F-CE4A Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 54 Esclarecimento 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, eu sempre me arrependo de agir com brevidade em prol dos trabalhos. Nas páginas 8 a 14, eu trago todo o fundamento sobre o princípio da não vinculação da receita. De qualquer maneira, não muda a essência do meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C390-328C-F3DD-3903 e senha A55B-CDD2-103A-6C8C Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, eu sempre me arrependo de agir com brevidade em prol dos trabalhos. Nas páginas 8 a 14, eu trago todo o fundamento sobre o princípio da não vinculação da receita. De qualquer maneira, não muda a essência do meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C390-328C-F3DD-3903 e senha A55B-CDD2-103A-6C8C Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 54 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, trocando algumas palavras com o Ministro Relator, estava a dizer a Sua Excelência que minha dificuldade em acompanhar a divergência aberta – em um primeiro momento seguiria nessa linha -, vincula-se justamente à falta de participação do Governador, pois a iniciativa foi parlamentar. Como desconsiderar esse vício decorrente da iniciativa exclusivamente parlamentar, quando estamos tratando de um orçamento, e orçamento sem qualquer participação do Governador do Estado? Eu não sei se seria o caso de pedir vista para refletir um pouco mais sobre esse caminho percorrido pelo Ministro Fachin, já que, com relação aos demais aspectos, sobretudo em se tratando de saúde, na mesma linha defendida pelo Ministro Marco Aurélio, eu acompanharia integralmente a divergência, com a vênia do Ministro Fux, mas não vejo como transpor esta dificuldade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D264-6521-AFF0-C112 e senha 389A-BDB6-FB71-0667 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, trocando algumas palavras com o Ministro Relator, estava a dizer a Sua Excelência que minha dificuldade em acompanhar a divergência aberta – em um primeiro momento seguiria nessa linha -, vincula-se justamente à falta de participação do Governador, pois a iniciativa foi parlamentar. Como desconsiderar esse vício decorrente da iniciativa exclusivamente parlamentar, quando estamos tratando de um orçamento, e orçamento sem qualquer participação do Governador do Estado? Eu não sei se seria o caso de pedir vista para refletir um pouco mais sobre esse caminho percorrido pelo Ministro Fachin, já que, com relação aos demais aspectos, sobretudo em se tratando de saúde, na mesma linha defendida pelo Ministro Marco Aurélio, eu acompanharia integralmente a divergência, com a vênia do Ministro Fux, mas não vejo como transpor esta dificuldade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D264-6521-AFF0-C112 e senha 389A-BDB6-FB71-0667 Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 54 Confirmação de Voto 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Presidente, se a Ministra Rosa me permite, o debate já vai alongado, mas apenas um elemento adicional. O inc. IV do art. 167 estatui esse óbice à vinculação de receitas, a órgão, fundo ou despesa, mas não me parece que o percentual do piso setorial da saúde se enquadre na regra, porque não se trata de uma reserva de iniciativa. Não vinculação ou não afetação não é exatamente uma simetria com a compreensão de uma espécie de Princípio de Reserva de Iniciativa. Sei que o debate permite olhares distintos, até porque, creio, esse tema poderá voltar em outras demandas, quiçá até já pautadas ou a pautar. Apenas aduzo esse argumento adicional, mantendo o voto que proferi. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C44E-AAE7-E91D-2E38 e senha 2CC5-5880-F937-5FB8 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA CONFIRMAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Presidente, se a Ministra Rosa me permite, o debate já vai alongado, mas apenas um elemento adicional. O inc. IV do art. 167 estatui esse óbice à vinculação de receitas, a órgão, fundo ou despesa, mas não me parece que o percentual do piso setorial da saúde se enquadre na regra, porque não se trata de uma reserva de iniciativa. Não vinculação ou não afetação não é exatamente uma simetria com a compreensão de uma espécie de Princípio de Reserva de Iniciativa. Sei que o debate permite olhares distintos, até porque, creio, esse tema poderá voltar em outras demandas, quiçá até já pautadas ou a pautar. Apenas aduzo esse argumento adicional, mantendo o voto que proferi. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C44E-AAE7-E91D-2E38 e senha 2CC5-5880-F937-5FB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 54 Explicação 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, realmente essa questão é importantíssima. Há uma ação direta de inconstitucionalidade proposta, ano passado, pelo então Governador do Estado de São Paulo, Márcio França, em relação ao artigo da Constituição Estadual, que foi por meio também de emenda, elevando a obrigatoriedade, a vinculação da educação para 30%, porque já havia uma proposta de emenda, véspera das eleições, aumentando para 40%. Ou seja, se o princípio a ser adotado for essa possibilidade, como disse anteriormente, a somatória: educação, saúde, segurança, em tese, dará uns quatro orçamentos. E, realmente, e a Ministra Rosa colocou, um dos fatores que mais me preocupa é afastar totalmente o chefe do Executivo dessa discussão, seja na possibilidade da própria iniciativa, seja depois da possibilidade do veto. Quando se percebe, já está aprovado! E a única medida que tem o chefe do Executivo é a propositura de uma ação direta de inconstitucionalidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Alexandre, eu me recordo que, numa questão mais atual, o Congresso, por uma de suas Casas, já debateu e afirmou a necessidade do orçamento impositivo, para que não haja esse remanejamento tão expansivo das verbas orçamentárias. Então, a ideia hoje é que o orçamento tenha lá suas diretrizes; quem tem a chave do cofre é o Executivo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu fui secretário de algumas pastas e o sonho de todo secretário é ter a vinculação orçamentária, para não precisar ficar todo mês pedindo para o governador liberar os recursos. Mas acaba-se criando não só no Legislativo ao aprovar, mas nas secretarias, minifeudos e, aí, o chefe do Executivo fica totalmente sem o comando que lhe foi dado pelo voto popular também. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B43-E1A1-1805-8B64 e senha 76C8-6B01-B529-8690 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES -Presidente, realmente essa questão é importantíssima. Há uma ação direta de inconstitucionalidade proposta, ano passado, pelo então Governador do Estado de São Paulo, Márcio França, em relação ao artigo da Constituição Estadual, que foi por meio também de emenda, elevando a obrigatoriedade, a vinculação da educação para 30%, porque já havia uma proposta de emenda, véspera das eleições, aumentando para 40%. Ou seja, se o princípio a ser adotado for essa possibilidade, como disse anteriormente, a somatória: educação, saúde, segurança, em tese, dará uns quatro orçamentos. E, realmente, e a Ministra Rosa colocou, um dos fatores que mais me preocupa é afastar totalmente o chefe do Executivo dessa discussão, seja na possibilidade da própria iniciativa, seja depois da possibilidade do veto. Quando se percebe, já está aprovado! E a única medida que tem o chefe do Executivo é a propositura de uma ação direta de inconstitucionalidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Ministro Alexandre, eu me recordo que, numa questão mais atual, o Congresso, por uma de suas Casas, já debateu e afirmou a necessidade do orçamento impositivo, para que não haja esse remanejamento tão expansivo das verbas orçamentárias. Então, a ideia hoje é que o orçamento tenha lá suas diretrizes; quem tem a chave do cofre é o Executivo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu fui secretário de algumas pastas e o sonho de todo secretário é ter a vinculação orçamentária, para não precisar ficar todo mês pedindo para o governador liberar os recursos. Mas acaba-se criando não só no Legislativo ao aprovar, mas nas secretarias, minifeudos e, aí, o chefe do Executivo fica totalmente sem o comando que lhe foi dado pelo voto popular também. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B43-E1A1-1805-8B64 e senha 76C8-6B01-B529-8690 Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 54 Aditamento ao Voto 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, então, sem prejuízo de continuar a refletir sobre o tema, hoje, vou acompanhar o voto do eminente Relator, com essa ressalva, com esse específico fundamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9703-953D-362D-2AA3 e senha 5CDC-1C8D-E8A7-A838 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA ADITAMENTO AO VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, então, sem prejuízo de continuar a refletir sobre o tema, hoje, vou acompanhar o voto do eminente Relator, com essa ressalva, com esse específico fundamento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9703-953D-362D-2AA3 e senha 5CDC-1C8D-E8A7-A838 Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 54 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, gostaria de cumprimentar o nobre Procurador que assomou à tribuna e defendeu tão bem o que o Governador questiona. Gostaria também de fazer rápidas observações, uma vez que já antecipo que acompanho, não com o fundamento de Sua Excelência, mas acompanho a conclusão do Relator. Acho que, como disse o Ministro Marco Aurélio na ênfase que deu, compete aos Estados realmente cuidar deste tema e saber qual é a sua demanda e, principalmente, qual é a sua possibilidade. Não é possível que em um Estado federal nós tenhamos a fixação, em Brasília, do que vai acontecer em todos os Estados da Federação - somos um País plural. Tradicionalmente, Minas Gerais, por exemplo - e apenas porque tenho conhecimento que me vem de alguma experiência de lá -, sempre fixou para mais, desde a segunda década do século passado, a despesa obrigatória com educação. Quem fez a reforma foi o Francisco Campos, que dizia que resolvendo a educação muitos dos outros problemas sequer existiriam. Ele disse isso em 1909, mas estou inteiramente de acordo. Portanto, Minas Gerais sempre fixou a mais do que era previsto em leis que foram sendo feitas sobre esse tema, no Brasil, na vigência das diferentes Constituições. Acho, portanto, que tem total razão o Ministro Fachin ao enfatizar a necessidade de - digamos, ainda que implicitamente talvez tenha visto no voto de Vossa Excelência - federalizar o que é federal. Efetivamente, cada Estado vai ter uma vocação que precisa ser cumprida e um problema que precisa ser resolvido; e não vamos imaginar que os Estados estão nas mesmas condições em termos de saúde e de educação principalmente. Também me parece que, da leitura da Constituição, tem-se que o que foi fixado foi realmente um piso para a saúde e para a educação. Há que se ter, portanto, a prevalência do que será fixado em cada unidade da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8160-1028-7DD8-754B e senha 78F7-F71F-8C91-7F54 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, gostaria de cumprimentar o nobre Procurador que assomou à tribuna e defendeu tão bem o que o Governador questiona. Gostaria também de fazer rápidas observações, uma vez que já antecipo que acompanho, não com o fundamento de Sua Excelência, mas acompanho a conclusão do Relator. Acho que, como disse o Ministro Marco Aurélio na ênfase que deu, compete aos Estados realmente cuidar deste tema e saber qual é a sua demanda e, principalmente, qual é a sua possibilidade. Não é possível que em um Estado federal nós tenhamos a fixação, em Brasília, do que vai acontecer em todos os Estados da Federação - somos um País plural. Tradicionalmente, Minas Gerais, por exemplo - e apenas porque tenho conhecimento que me vem de alguma experiência de lá -, sempre fixou para mais, desde a segunda década do século passado, a despesa obrigatória com educação. Quem fez a reforma foi o Francisco Campos, que dizia que resolvendo a educação muitos dos outros problemas sequer existiriam. Ele disse isso em 1909, mas estou inteiramente de acordo. Portanto, Minas Gerais sempre fixou a mais do que era previsto em leis que foram sendo feitas sobre esse tema, no Brasil, na vigência das diferentes Constituições. Acho, portanto, que tem total razão o Ministro Fachin ao enfatizar a necessidade de - digamos, ainda que implicitamente talvez tenha visto no voto de Vossa Excelência - federalizar o que é federal. Efetivamente, cada Estado vai ter uma vocação que precisa ser cumprida e um problema que precisa ser resolvido; e não vamos imaginar que os Estados estão nas mesmas condições em termos de saúde e de educação principalmente. Também me parece que, da leitura da Constituição, tem-se que o que foi fixado foi realmente um piso para a saúde e para a educação. Há que se ter, portanto, a prevalência do que será fixado em cada unidade da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8160-1028-7DD8-754B e senha 78F7-F71F-8C91-7F54 Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 54 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ADI 5897 / SC Federação para se chegar então a esse índice, ou a essa legitimidade constitucional do que for decidido. Entretanto, no caso agora examinado, deparo-me com a mesma dificuldade que foi posta aqui pelo Ministro Marco Aurélio e pela Ministra Rosa. Acho até que pode acontecer o contrário, Ministro Marco Aurélio: de um governador não atender sequer a este mínimo na concretização, mas o problema não ser realmente de controle de constitucionalidade abstrata, como aqui se tem. Nós temos casos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência estende o mínimo previsto na Constituição, quanto à União, aos Estados e aos Municípios? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - O mínimo, acho que sim. Eu tenho dificuldade é com o que for a mais. Portanto, como disse, na concretização da norma constitucional, afastar completamente o governador, que é quem tem o controle dos recursos para saber quanto poderá gastar e como será esse gasto, parece- me de enorme dificuldade, mesmo sendo por emenda à Constituição estadual, como no caso que estamos agora a examinar. E portanto, apenas porque tenho essa dificuldade formal de entronização de uma norma no sistema jurídico estadual e pela competência do governador ficar inteiramente afastada, tornando-se mero carimbador das despesas que forem apresentadas nos índices fixados pelo Poder Legislativo, sem qualquer participação dessa autoridade, é que estou acompanhando, na conclusão, o Ministro-Relator no sentido de conhecer em parte e, na parte conhecida, julgar procedente, com um fundamento, portanto, diferente, como afirmado pelo Ministro Marco Aurélio, enfatizando a questão federativa, que é da maior importância na minha compreensão e que, tenho certeza, para o Ministro Fachin, muito mais. É como voto, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8160-1028-7DD8-754B e senha 78F7-F71F-8C91-7F54 Supremo Tribunal Federal ADI 5897 / SC Federação para se chegar então a esse índice, ou a essa legitimidade constitucional do que for decidido. Entretanto, no caso agora examinado, deparo-me com a mesma dificuldade que foi posta aqui pelo Ministro Marco Aurélio e pela Ministra Rosa. Acho até que pode acontecer o contrário, Ministro Marco Aurélio: de um governador não atender sequer a este mínimo na concretização, mas o problema não ser realmente de controle de constitucionalidade abstrata, como aqui se tem. Nós temos casos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência estende o mínimo previsto na Constituição, quanto à União, aos Estados e aos Municípios? A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - O mínimo, acho que sim. Eu tenho dificuldade é com o que for a mais. Portanto, como disse, na concretização da norma constitucional, afastar completamente o governador, que é quem tem o controle dos recursos para saber quanto poderá gastar e como será esse gasto, parece- me de enorme dificuldade, mesmo sendo por emenda à Constituição estadual, como no caso que estamos agora a examinar. E portanto, apenas porque tenho essa dificuldade formal de entronização de uma norma no sistema jurídico estadual e pela competência do governador ficar inteiramente afastada, tornando-se mero carimbador das despesas que forem apresentadas nos índices fixados pelo Poder Legislativo, sem qualquer participação dessa autoridade, é que estou acompanhando, na conclusão, o Ministro-Relator no sentido de conhecer em parte e, na parte conhecida, julgar procedente, com um fundamento, portanto, diferente, como afirmado pelo Ministro Marco Aurélio, enfatizando a questão federativa, que é da maior importância na minha compreensão e que, tenho certeza, para o Ministro Fachin, muito mais. É como voto, Presidente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8160-1028-7DD8-754B e senha 78F7-F71F-8C91-7F54 Inteiro Teor do Acórdão - Página 50 de 54 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, é muito sedutora a tese de que seria possível ampliar, de forma vinculada, a despesa com a saúde, educação e outros serviços públicos de caráter essencial. Mas penso que a nossa Constituição, ao estabelecer regras gerais de natureza orçamentária, tenha um caráter pedagógico. Desse caráter pedagógico, por exemplo, resultou a Lei de Responsabilidade Fiscal, que é a Lei Complementar 101, que visa justamente impor um controle de gastos à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. Penso também que a Constituição, como diz o Ministro Alexandre de Moraes, no art. 167, IV, ao estabelecer o princípio da não vinculação - excetuadas as ressalvas que, expressamente, faz -, tem também esse caráter pedagógico, para impedir que uma maioria legislativa eventual, no plano estadual ou no plano municipal, imponha restrições ao Chefe do Executivo que o impeçam de administrar eficazmente. Portanto, vou ficar com essa tese do Ministro Fux - tal como exposta em seu voto -, primeiro, assentando a inconstitucionalidade formal, que essa Lei Complementar não poderia ter se originado do Legislativo estadual. Em segundo lugar, que a Constituição estabelece, realmente, o mínimo para os entes federados, mas não é possível que, compulsoriamente, estes, por qualquer tipo de medida legislativa, imponham cerceamentos ou, como diz o Ministro Marco Aurélio, um engessamento à atividade do Poder Executivo, porque isso, até em tese, poderia representar um malferimento ao Princípio da Separação dos Poderes. É como voto, acompanhando integralmente o Ministro Luiz Fux. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88F0-7A62-11EA-1CF6 e senha F526-1563-487F-9DC0 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor Presidente, é muito sedutora a tese de que seria possível ampliar, de forma vinculada, a despesa com a saúde, educação e outros serviços públicos de caráter essencial. Mas penso que a nossa Constituição, ao estabelecer regras gerais de natureza orçamentária, tenha um caráter pedagógico. Desse caráter pedagógico, por exemplo, resultou a Lei de Responsabilidade Fiscal, que é a Lei Complementar 101, que visa justamente impor um controle de gastos à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. Penso também que a Constituição, como diz o Ministro Alexandre de Moraes, no art. 167, IV, ao estabelecer o princípio da não vinculação - excetuadas as ressalvas que, expressamente, faz -, tem também esse caráter pedagógico, para impedir que uma maioria legislativa eventual, no plano estadual ou no plano municipal, imponha restrições ao Chefe do Executivo que o impeçam de administrar eficazmente. Portanto, vou ficar com essa tese do Ministro Fux - tal como exposta em seu voto -, primeiro, assentando a inconstitucionalidade formal, que essa Lei Complementar não poderia ter se originado do Legislativo estadual. Em segundo lugar, que a Constituição estabelece, realmente, o mínimo para os entes federados, mas não é possível que, compulsoriamente, estes, por qualquer tipo de medida legislativa, imponham cerceamentos ou, como diz o Ministro Marco Aurélio, um engessamento à atividade do Poder Executivo, porque isso, até em tese, poderia representar um malferimento ao Princípio da Separação dos Poderes. É como voto, acompanhando integralmente o Ministro Luiz Fux. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 88F0-7A62-11EA-1CF6 e senha F526-1563-487F-9DC0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 51 de 54 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, sou instado, pelo raciocínio desenvolvido pela ministra Cármen Lúcia, a conferir ao artigo 198 da Constituição Federal – mais precisamente aos incisos do § 2... desse artigo – interpretação integrativa. Não há justificativa plausível para considerar-se piso, quanto à União, relativo à receita líquida, e não se proceder de idêntica forma quanto aos Estados e Municípios. Sabemos que o legislador nem sempre é técnico, preciso, nas disposições lançadas no cenário jurídico normativo. Entendo inconstitucional a emenda à Carta do Estado de Santa Catarina. Por quê? Em primeiro lugar, ante a iniciativa, que vejo do Executivo, quanto ao orçamento como um grande todo e ao que deve ser gasto ou não nesse campo sensível, o da saúde. Em segundo lugar, a emenda constitucional, com a previsão nela contida, engessa o tema. Quer a Lei das leis, a Constituição Federal, certa flexibilidade, ao prever que, de cinco em cinco anos, lei complementar da competência, repito, da unidade da Federação, e não da União, estabeleça o que deve ser gasto no setor da saúde. Com base nessa fundamentação, acompanho o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8948-D734-D3AF-8671 e senha C68F-AE82-EFAE-8781 Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, sou instado, pelo raciocínio desenvolvido pela ministra Cármen Lúcia, a conferir ao artigo 198 da Constituição Federal – mais precisamente aos incisos do § 2... desse artigo – interpretação integrativa. Não há justificativa plausível para considerar-se piso, quanto à União, relativo à receita líquida, e não se proceder de idêntica forma quanto aos Estados e Municípios. Sabemos que o legislador nem sempre é técnico, preciso, nas disposições lançadas no cenário jurídico normativo. Entendo inconstitucional a emenda à Carta do Estado de Santa Catarina. Por quê? Em primeiro lugar, ante a iniciativa, que vejo do Executivo, quanto ao orçamento como um grande todo e ao que deve ser gasto ou não nesse campo sensível, o da saúde. Em segundo lugar, a emenda constitucional, com a previsão nela contida, engessa o tema. Quer a Lei das leis, a Constituição Federal, certa flexibilidade, ao prever que, de cinco em cinco anos, lei complementar da competência, repito, da unidade da Federação, e não da União, estabeleça o que deve ser gasto no setor da saúde. Com base nessa fundamentação, acompanho o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8948-D734-D3AF-8671 e senha C68F-AE82-EFAE-8781 Inteiro Teor do Acórdão - Página 52 de 54 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Eu também vou pedir vênia à divergência para acompanhar o Relator no fundamento mais restrito do que aquele lançado inicialmente em seu voto, fruto dos debates realizados. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24A1-878B-2C7C-FA56 e senha 0612-C7F7-76E7-81CD Supremo Tribunal Federal 24/04/2019 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Eu também vou pedir vênia à divergência para acompanhar o Relator no fundamento mais restrito do que aquele lançado inicialmente em seu voto, fruto dos debates realizados. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24A1-878B-2C7C-FA56 e senha 0612-C7F7-76E7-81CD Inteiro Teor do Acórdão - Página 53 de 54 Extrato de Ata - 24/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu parcialmente da ação direta e, na parte conhecida, por maioria e por fundamentos diversos, julgou procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que o julgava improcedente. Falaram: pelo requerente, o Dr. Fernando Alves Filgueiras da Silva, Procurador do Estado de Santa Catarina, e, pela Procuradoria-Geral da República, o Dr. Humberto Jacques de Medeiros, Subprocurador-Geral da República. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 24.04.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Humberto Jacques de Medeiros. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7AC-33FF-5ACD-D139 e senha 009E-2C1F-0E69-D7F9 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.897 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : MESA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, conheceu parcialmente da ação direta e, na parte conhecida, por maioria e por fundamentos diversos, julgou procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade do artigo 11 da Lei Complementar 141/2012; do artigo 155 da Constituição do Estado de Santa Catarina, na redação dada pela Emenda Constitucional estadual 72/2016; e do caput e inciso III do artigo 50 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias estadual, também com a redação conferida pela Emenda Constitucional estadual 72/2016, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Edson Fachin, que o julgava improcedente. Falaram: pelo requerente, o Dr. Fernando Alves Filgueiras da Silva, Procurador do Estado de Santa Catarina, e, pela Procuradoria-Geral da República, o Dr. Humberto Jacques de Medeiros, Subprocurador-Geral da República. Ausentes, justificadamente, os Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 24.04.2019. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Ausentes, justificadamente, os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Humberto Jacques de Medeiros. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7AC-33FF-5ACD-D139 e senha 009E-2C1F-0E69-D7F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 54 de 54
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"01", ".", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "03", ".", "01", ".", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "2", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "2", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "09", ".", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "09", ".", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "5", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "5", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "10", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "10", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", 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"24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "1909", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "1909", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "04", "/", "2019", "24", ".", "04", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "04", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER ADV.(A/S) :RODRIGO BIEZUS E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SISTEMA FEDERAL DE EDUCAÇÃO – INSTITUIÇÃO PRIVADA DE ENSINO SUPERIOR – CONTROVÉRSIA RELATIVA À INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS – INTERESSE DA UNIÃO – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM FEDERAL – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19AB-BB87-2B55-93F9 e senha 1830-6A45-09A3-8100 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1150568 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 17 a 23 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19AB-BB87-2B55-93F9 e senha 1830-6A45-09A3-8100 Supremo Tribunal Federal RE 1150568 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 17 a 23 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19AB-BB87-2B55-93F9 e senha 1830-6A45-09A3-8100 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER ADV.(A/S) :RODRIGO BIEZUS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora agravada. Inconformada com esse ato decisório, a União Federal interpõe o presente agravo interno, postulando a reforma do ato ora impugnado. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6321-2115-71E5-A4F6 e senha 6BEB-620E-50C0-4ACF Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER ADV.(A/S) :RODRIGO BIEZUS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora agravada. Inconformada com esse ato decisório, a União Federal interpõe o presente agravo interno, postulando a reforma do ato ora impugnado. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6321-2115-71E5-A4F6 e senha 6BEB-620E-50C0-4ACF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pelo Estado do Paraná contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ENSINO SUPERIOR. FACULDADE VIZIVALI. AÇÃO INDENIZATÓRIA CONTRA INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR. ATRASO NA EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA. PLEITO LIMITADO AOS DANOS MATERIAIS E MORAIS. INEXISTÊNCIA DE PEDIDO DE EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. 1. Não há interesse jurídico da União a ensejar o julgamento pela Justiça Federal, uma vez que não há pedido de registro de diploma. 2. Considerando-se que a parte autora pretende apenas a condenação dos réus ao pagamento de indenização por dano material e moral, diante do entendimento recente do STJ (CC nº 133.851/PR) deve ser o feito encaminhado à Justiça Estadual para julgamento. 3. Improvimento das apelações.” A parte ora agravada, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 109, I, da Constituição da República. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pelo Estado do Paraná contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 4ª Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ENSINO SUPERIOR. FACULDADE VIZIVALI. AÇÃO INDENIZATÓRIA CONTRA INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR. ATRASO NA EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA. PLEITO LIMITADO AOS DANOS MATERIAIS E MORAIS. INEXISTÊNCIA DE PEDIDO DE EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. 1. Não há interesse jurídico da União a ensejar o julgamento pela Justiça Federal, uma vez que não há pedido de registro de diploma. 2. Considerando-se que a parte autora pretende apenas a condenação dos réus ao pagamento de indenização por dano material e moral, diante do entendimento recente do STJ (CC nº 133.851/PR) deve ser o feito encaminhado à Justiça Estadual para julgamento. 3. Improvimento das apelações.” A parte ora agravada, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 109, I, da Constituição da República. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1150568 AGR / PR Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se viável. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 2.10.2017. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA. SISTEMA FEDERAL DE ENSINO. INTERESSE DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Tem a União interesse e a Justiça Federal competência sobre feitos que digam respeito às consequências de condutas comissivas ou omissivas relacionadas à expedição de diplomas por entidades integrantes do Sistema Federal de Ensino, mesmo que a pretensão se limite ao pagamento de indenização. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 964.312-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA. DEMORA NA EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA DE CURSO SUPERIOR. DEMANDA EXCLUSIVAMENTE INDENIZATÓRIA. INSTITUIÇÃO PRIVADA DE ENSINO. SISTEMA FEDERAL DE ENSINO. INTERESSE DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (RE 1.016.533-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Cumpre ressaltar, por necessário, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Supremo Tribunal Federal RE 1150568 AGR / PR Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se viável. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 2.10.2017. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA. SISTEMA FEDERAL DE ENSINO. INTERESSE DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Tem a União interesse e a Justiça Federal competência sobre feitos que digam respeito às consequências de condutas comissivas ou omissivas relacionadas à expedição de diplomas por entidades integrantes do Sistema Federal de Ensino, mesmo que a pretensão se limite ao pagamento de indenização. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 964.312-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA. DEMORA NA EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA DE CURSO SUPERIOR. DEMANDA EXCLUSIVAMENTE INDENIZATÓRIA. INSTITUIÇÃO PRIVADA DE ENSINO. SISTEMA FEDERAL DE ENSINO. INTERESSE DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (RE 1.016.533-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Cumpre ressaltar, por necessário, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1150568 AGR / PR Corte (RE 691.035-AgR/PR, Red. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RE 698.440-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 1.139.114/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou quanto à análise da matéria em referência. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Supremo Tribunal Federal RE 1150568 AGR / PR Corte (RE 691.035-AgR/PR, Red. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RE 698.440-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 1.139.114/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou quanto à análise da matéria em referência. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER (38828/DF, 15265-A/MA, 14469/A/ MT, 43605/PE, 07295/PR, 181232/RJ, 66123A/RS, 23516/SC, 291479/SP) ADV.(A/S) : RODRIGO BIEZUS (36244/PR, 42974/SC, 373491/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A182-1F3A-0B9B-4C7F e senha 16B7-5DC4-5A90-32A4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER (38828/DF, 15265-A/MA, 14469/A/ MT, 43605/PE, 07295/PR, 181232/RJ, 66123A/RS, 23516/SC, 291479/SP) ADV.(A/S) : RODRIGO BIEZUS (36244/PR, 42974/SC, 373491/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A182-1F3A-0B9B-4C7F e senha 16B7-5DC4-5A90-32A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750151125
2019-05-24T00:00:00
2019-06-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SISTEMA FEDERAL DE EDUCAÇÃO – INSTITUIÇÃO PRIVADA DE ENSINO SUPERIOR – CONTROVÉRSIA RELATIVA À INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS – INTERESSE DA UNIÃO – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM FEDERAL – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur406441
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, JUSTIÇA FEDERAL, INDENIZAÇÃO, EXPEDIÇÃO, DIPLOMA, ENSINO SUPERIOR, ÂMBITO FEDERAL) RE 698440 AgR (1ªT), RE 691035 AgR (2ªT), RE 1016533 AgR (1ªT), RE 964312 AgR (2ªT), RE 1139114 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 12/08/2019, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1150568
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00109 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1150568 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER ADV.(A/S) : RODRIGO BIEZUS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER ADV.(A/S) :RODRIGO BIEZUS E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SISTEMA FEDERAL DE EDUCAÇÃO – INSTITUIÇÃO PRIVADA DE ENSINO SUPERIOR – CONTROVÉRSIA RELATIVA À INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS – INTERESSE DA UNIÃO – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM FEDERAL – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19AB-BB87-2B55-93F9 e senha 1830-6A45-09A3-8100 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1150568 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 17 a 23 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19AB-BB87-2B55-93F9 e senha 1830-6A45-09A3-8100 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1150568 AGR / PR conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 17 a 23 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 19AB-BB87-2B55-93F9 e senha 1830-6A45-09A3-8100 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER ADV.(A/S) :RODRIGO BIEZUS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora agravada. Inconformada com esse ato decisório, a União Federal interpõe o presente agravo interno, postulando a reforma do ato ora impugnado. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6321-2115-71E5-A4F6 e senha 6BEB-620E-50C0-4ACF Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER ADV.(A/S) :RODRIGO BIEZUS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora agravada. Inconformada com esse ato decisório, a União Federal interpõe o presente agravo interno, postulando a reforma do ato ora impugnado. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6321-2115-71E5-A4F6 e senha 6BEB-620E-50C0-4ACF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pelo Estado do Paraná contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 4... Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ENSINO SUPERIOR. FACULDADE VIZIVALI. AÇÃO INDENIZATÓRIA CONTRA INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR. ATRASO NA EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA. PLEITO LIMITADO AOS DANOS MATERIAIS E MORAIS. INEXISTÊNCIA DE PEDIDO DE EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. 1. Não há interesse jurídico da União a ensejar o julgamento pela Justiça Federal, uma vez que não há pedido de registro de diploma. 2. Considerando-se que a parte autora pretende apenas a condenação dos réus ao pagamento de indenização por dano material e moral, diante do entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (Código Civil Brasileiro n 133.851/PR) deve ser o feito encaminhado à Justiça Estadual para julgamento. 3. Improvimento das apelações.” A parte ora agravada, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 109, I, da Constituição da República. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pelo Estado do Paraná contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 4... Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. ENSINO SUPERIOR. FACULDADE VIZIVALI. AÇÃO INDENIZATÓRIA CONTRA INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR. ATRASO NA EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA. PLEITO LIMITADO AOS DANOS MATERIAIS E MORAIS. INEXISTÊNCIA DE PEDIDO DE EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. 1. Não há interesse jurídico da União a ensejar o julgamento pela Justiça Federal, uma vez que não há pedido de registro de diploma. 2. Considerando-se que a parte autora pretende apenas a condenação dos réus ao pagamento de indenização por dano material e moral, diante do entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (Código Civil Brasileiro n 133.851/PR) deve ser o feito encaminhado à Justiça Estadual para julgamento. 3. Improvimento das apelações.” A parte ora agravada, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 109, I, da Constituição da República. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1150568 AGR / PR Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se viável. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 2.10.2017. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA. SISTEMA FEDERAL DE ENSINO. INTERESSE DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Tem a União interesse e a Justiça Federal competência sobre feitos que digam respeito às consequências de condutas comissivas ou omissivas relacionadas à expedição de diplomas por entidades integrantes do Sistema Federal de Ensino, mesmo que a pretensão se limite ao pagamento de indenização. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 964.312-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA. DEMORA NA EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA DE CURSO SUPERIOR. DEMANDA EXCLUSIVAMENTE INDENIZATÓRIA. INSTITUIÇÃO PRIVADA DE ENSINO. SISTEMA FEDERAL DE ENSINO. INTERESSE DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 1.016.533-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Cumpre ressaltar, por necessário, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1150568 AGR / PR Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se viável. É que a controvérsia jurídica objeto deste processo já foi dirimida por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 2.10.2017. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA. SISTEMA FEDERAL DE ENSINO. INTERESSE DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Tem a União interesse e a Justiça Federal competência sobre feitos que digam respeito às consequências de condutas comissivas ou omissivas relacionadas à expedição de diplomas por entidades integrantes do Sistema Federal de Ensino, mesmo que a pretensão se limite ao pagamento de indenização. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 964.312-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA. DEMORA NA EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA DE CURSO SUPERIOR. DEMANDA EXCLUSIVAMENTE INDENIZATÓRIA. INSTITUIÇÃO PRIVADA DE ENSINO. SISTEMA FEDERAL DE ENSINO. INTERESSE DA UNIÃO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 1.016.533-AgR/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) Cumpre ressaltar, por necessário, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1150568 AGR / PR Corte (Recurso Extraordinário 691.035-AgR/PR, Red. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Recurso Extraordinário 698.440-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 1.139.114/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou quanto à análise da matéria em referência. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1150568 AGR / PR Corte (Recurso Extraordinário 691.035-AgR/PR, Red. p/ o acórdão Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Recurso Extraordinário 698.440-AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 1.139.114/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou quanto à análise da matéria em referência. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E4F5-714F-B7D8-5E0D e senha BE25-101E-DEB0-6E7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER (38828/DF, 15265-A/MA, 14469/A/ MT, 43605/PE, 07295/PR, 181232/RJ, 66123A/RS, 23516/SC, 291479/SP) ADV.(A/S) : RODRIGO BIEZUS (36244/PR, 42974/SC, 373491/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A182-1F3A-0B9B-4C7F e senha 16B7-5DC4-5A90-32A4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.150.568 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER (38828/DF, 15265-A/MA, 14469/A/ MT, 43605/PE, 07295/PR, 181232/RJ, 66123A/RS, 23516/SC, 291479/SP) ADV.(A/S) : RODRIGO BIEZUS (36244/PR, 42974/SC, 373491/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A182-1F3A-0B9B-4C7F e senha 16B7-5DC4-5A90-32A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 150 . 568", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 150 . 568", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 150 . 568", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 150 . 568", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 150 . 568", "Recurso Extraordinário 1150568 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 964 . 312 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 016 . 533 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 1150568 AGR", "Recurso Extraordinário 964 . 312 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 016 . 533 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 1150568 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 691 . 035 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 698 . 440 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 1 . 139 . 114 / PR", "Recurso Extraordinário 1150568 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 691 . 035 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 698 . 440 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 1 . 139 . 114 / PR", "RECURSO", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro n 133 . 851 / PR", "art . 109 , I , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro n 133 . 851 / PR", "art . 109 , I , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "Estado do Paraná", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "FUNDACAO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "FUNDACAO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU - VIZIVALI", "União", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Estado", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "União", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "União", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU", "VIZIVALI", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "FUNDACAO FACULDADE VIZINHANCA VALE DO IGUACU", "VIZIVALI", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "LUIZ RODRIGUES WAMBIER", "RODRIGO BIEZUS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ RODRIGUES WAMBIER", "RODRIGO BIEZUS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ RODRIGUES WAMBIER", "RODRIGO BIEZUS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "LUIZ FUX", "EDSON FACHIN", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "LUIZ RODRIGUES WAMBIER", "RODRIGO BIEZUS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "LUIZ RODRIGUES WAMBIER", "RODRIGO BIEZUS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "23 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "05", "/", "2019", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) :ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AGRAVO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ARTS. 1.021, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso nos arts. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil e 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada” e “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo interno, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo interno não conhecido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em não conhecer do agravo, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E8D8-1326-8C2F-138E e senha 8A23-D55D-3FF8-1E72 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 803824 ED-AGR / PA Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 3 a 9 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E8D8-1326-8C2F-138E e senha 8A23-D55D-3FF8-1E72 Supremo Tribunal Federal ARE 803824 ED-AGR / PA Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 3 a 9 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E8D8-1326-8C2F-138E e senha 8A23-D55D-3FF8-1E72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) :ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Líder Supermercados e Magazine Ltda. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta que “merece amparo desta Suprema Corte, a medida que o Recorrido, não conformado com todo imbróglio que causou, mesmo após o acordo firmado, passou a pleitear em juízo verba honorária que supostamente ainda faria jus, devido as ações anulatórias propostas em face do mesmo débito fiscal que fora executado e que, por óbvio, foram incluídas no acordo firmado, tanto assim o é que a Recorrente peticionou ao juízo das ações informando da desnecessidade de seu prosseguimento, diante do parcelamento realizado em novembro de 2013”. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Embargos Infringentes. Ação rescisória. Mandado de segurança. Acórdão rescindido. Juízo rescisório. Ordem indeferida. Juízo de admissibilidade. Ausência de recolhimento de preparo. Deserção. Recurso não conhecido. Os embargos infringentes não merecem ser conhecidos, pois não observaram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33C2-2AED-9B0F-F067 e senha 27A5-64C4-B07F-5DD1 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) :ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Líder Supermercados e Magazine Ltda. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta que “merece amparo desta Suprema Corte, a medida que o Recorrido, não conformado com todo imbróglio que causou, mesmo após o acordo firmado, passou a pleitear em juízo verba honorária que supostamente ainda faria jus, devido as ações anulatórias propostas em face do mesmo débito fiscal que fora executado e que, por óbvio, foram incluídas no acordo firmado, tanto assim o é que a Recorrente peticionou ao juízo das ações informando da desnecessidade de seu prosseguimento, diante do parcelamento realizado em novembro de 2013”. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Embargos Infringentes. Ação rescisória. Mandado de segurança. Acórdão rescindido. Juízo rescisório. Ordem indeferida. Juízo de admissibilidade. Ausência de recolhimento de preparo. Deserção. Recurso não conhecido. Os embargos infringentes não merecem ser conhecidos, pois não observaram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33C2-2AED-9B0F-F067 e senha 27A5-64C4-B07F-5DD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 803824 ED-AGR / PA o requisito extrínseco de admissibilidade do preparo, isto é, a antecipação das despesas com o processamento do recurso. O preparo deve ser comprovado no ato de interposição do recurso, ou seja, uma vez pagas as despesas processuais, o comprovante deste recolhimento deve constar no rol dos documentos juntados, do contrário aquele sobeja deserto. Inteligência do art. 511 do CPC. Incabível o recolhimento das custas após a interposição do recurso ou posterior intimação do tanto, em face da ocorrência da preclusão consumativa. A matéria objeto dos embargos infringentes, ou seja, a rescisão de decisão em mandado de segurança impetrado contra busca e apreensão determinada por juízo criminal, não possui o condão de modificar o rito/procedimento aplicado à espécie, ao ponto de ser aplicado o Código de Processo Penal, o qual, como é cediço, não exige o preparo como requisito de admissibilidade de recursos. O simples fato do objeto da lide originária ser uma medida penal não significa dizer que a natureza jurídica do mandado de segurança, bem como, de todas as ações impugnativas e dos recursos cabíveis deixa de ser cível, com o consequente abandono do Código de Processo Civil, em favor do Diploma Adjetivo Criminal. A própria embargante, ao interpor o recurso, fundamentou a peça de interposição com o art. 496, III do CPC, deixando, assim, indene de dúvidas de que se utilizou de uma espécie recursal cível, devendo, portanto, observar todos os requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade a ela inerentes.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33C2-2AED-9B0F-F067 e senha 27A5-64C4-B07F-5DD1 Supremo Tribunal Federal ARE 803824 ED-AGR / PA o requisito extrínseco de admissibilidade do preparo, isto é, a antecipação das despesas com o processamento do recurso. O preparo deve ser comprovado no ato de interposição do recurso, ou seja, uma vez pagas as despesas processuais, o comprovante deste recolhimento deve constar no rol dos documentos juntados, do contrário aquele sobeja deserto. Inteligência do art. 511 do CPC. Incabível o recolhimento das custas após a interposição do recurso ou posterior intimação do tanto, em face da ocorrência da preclusão consumativa. A matéria objeto dos embargos infringentes, ou seja, a rescisão de decisão em mandado de segurança impetrado contra busca e apreensão determinada por juízo criminal, não possui o condão de modificar o rito/procedimento aplicado à espécie, ao ponto de ser aplicado o Código de Processo Penal, o qual, como é cediço, não exige o preparo como requisito de admissibilidade de recursos. O simples fato do objeto da lide originária ser uma medida penal não significa dizer que a natureza jurídica do mandado de segurança, bem como, de todas as ações impugnativas e dos recursos cabíveis deixa de ser cível, com o consequente abandono do Código de Processo Civil, em favor do Diploma Adjetivo Criminal. A própria embargante, ao interpor o recurso, fundamentou a peça de interposição com o art. 496, III do CPC, deixando, assim, indene de dúvidas de que se utilizou de uma espécie recursal cível, devendo, portanto, observar todos os requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade a ela inerentes.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33C2-2AED-9B0F-F067 e senha 27A5-64C4-B07F-5DD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O agravo interno não merece conhecimento. Verifico que a parte agravante não impugnou na petição de agravo interno os fundamentos da decisão agravada para negar seguimento ao agravo, quais sejam, relativos à ausência de prequestionamento da matéria veiculada no recurso extraordinário e à inexistência de repercussão geral. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 1.021, § 1º, do CPC em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, nos termos, inclusive, do art. 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 1.021, § 1º, DO CPC/2015. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os motivos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido. Honorários advocatícios adicionais fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) (CPC/2015, art. 85, § 11).” (ARE 949.503 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 27.6.2016) “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1660-3522-B584-5BD7 e senha 8649-1C75-97F6-5948 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O agravo interno não merece conhecimento. Verifico que a parte agravante não impugnou na petição de agravo interno os fundamentos da decisão agravada para negar seguimento ao agravo, quais sejam, relativos à ausência de prequestionamento da matéria veiculada no recurso extraordinário e à inexistência de repercussão geral. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 1.021, § 1º, do CPC em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, nos termos, inclusive, do art. 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 1.021, § 1º, DO CPC/2015. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os motivos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido. Honorários advocatícios adicionais fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) (CPC/2015, art. 85, § 11).” (ARE 949.503 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 27.6.2016) “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1660-3522-B584-5BD7 e senha 8649-1C75-97F6-5948 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 803824 ED-AGR / PA DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 11.4.2016. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada.” Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 944.482-AgR, da minha relatoria, 1ª Turma, DJe 28.6.2016) Agravo interno não conhecido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1660-3522-B584-5BD7 e senha 8649-1C75-97F6-5948 Supremo Tribunal Federal ARE 803824 ED-AGR / PA DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 11.4.2016. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada.” Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 944.482-AgR, da minha relatoria, 1ª Turma, DJe 28.6.2016) Agravo interno não conhecido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1660-3522-B584-5BD7 e senha 8649-1C75-97F6-5948 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) :ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observem a organicidade do Direito. Considerado processo-crime, surge extravagante placitar o cabimento de revisão criminal – ainda que sob a roupagem de ação rescisória – voltada a desconstituir acórdão mediante o qual anulada, em sede mandamental, busca e apreensão determinada pelo Juízo. Na forma dos artigos 621 e seguintes do Código de Processo Penal, tem-se ação de impugnação autônoma, distinta da congênere de caráter cível, podendo apenas ser acionada pelo réu ou familiares. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4380-B9D9-03F9-E712 e senha 7227-E192-0286-1CA4 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) :ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observem a organicidade do Direito. Considerado processo-crime, surge extravagante placitar o cabimento de revisão criminal – ainda que sob a roupagem de ação rescisória – voltada a desconstituir acórdão mediante o qual anulada, em sede mandamental, busca e apreensão determinada pelo Juízo. Na forma dos artigos 621 e seguintes do Código de Processo Penal, tem-se ação de impugnação autônoma, distinta da congênere de caráter cível, podendo apenas ser acionada pelo réu ou familiares. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4380-B9D9-03F9-E712 e senha 7227-E192-0286-1CA4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PROCED. : PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) : ALBERTO DA SILVA CAMPOS (868/PA) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 903A-BC46-4F73-747A e senha 872D-04D7-7C93-5AB6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PROCED. : PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) : ALBERTO DA SILVA CAMPOS (868/PA) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 903A-BC46-4F73-747A e senha 872D-04D7-7C93-5AB6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749829048
2019-05-10T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu do agravo, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AGRAVO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ARTS. 1.021, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso nos arts. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil e 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada” e “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo interno, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo interno não conhecido.
sjur403900
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) ARE 949503 AgR (2ªT), ARE 944482 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 07/06/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
803824
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00621 ART-00622 ART-00623\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 803824 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) : ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) :ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AGRAVO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ARTS. 1.021, § 1..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL E 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso nos arts. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil e 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada” e “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo interno, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo interno não conhecido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em não conhecer do agravo, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E8D8-1326-8C2F-138E e senha 8A23-D55D-3FF8-1E72 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 803824 ED-AGR / PA Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 3 a 9 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E8D8-1326-8C2F-138E e senha 8A23-D55D-3FF8-1E72 Supremo Tribunal Federal ARE 803824 ED-AGR / PA Aurélio, em sessão virtual da Primeira Turma de 3 a 9 de maio de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 10 de maio de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E8D8-1326-8C2F-138E e senha 8A23-D55D-3FF8-1E72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) :ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Líder Supermercados e Magazine Ltda. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta que “merece amparo desta Suprema Corte, a medida que o Recorrido, não conformado com todo imbróglio que causou, mesmo após o acordo firmado, passou a pleitear em juízo verba honorária que supostamente ainda faria jus, devido as ações anulatórias propostas em face do mesmo débito fiscal que fora executado e que, por óbvio, foram incluídas no acordo firmado, tanto assim o é que a Recorrente peticionou ao juízo das ações informando da desnecessidade de seu prosseguimento, diante do parcelamento realizado em novembro de 2013”. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Embargos Infringentes. Ação rescisória. Mandado de segurança. Acórdão rescindido. Juízo rescisório. Ordem indeferida. Juízo de admissibilidade. Ausência de recolhimento de preparo. Deserção. Recurso não conhecido. Os embargos infringentes não merecem ser conhecidos, pois não observaram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33C2-2AED-9B0F-F067 e senha 27A5-64C4-B07F-5DD1 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) :ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Líder Supermercados e Magazine Ltda. A agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que demonstrada a violação dos preceitos da Constituição Federal. Sustenta que “merece amparo desta Suprema Corte, a medida que o Recorrido, não conformado com todo imbróglio que causou, mesmo após o acordo firmado, passou a pleitear em juízo verba honorária que supostamente ainda faria jus, devido as ações anulatórias propostas em face do mesmo débito fiscal que fora executado e que, por óbvio, foram incluídas no acordo firmado, tanto assim o é que a Recorrente peticionou ao juízo das ações informando da desnecessidade de seu prosseguimento, diante do parcelamento realizado em novembro de 2013”. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “Embargos Infringentes. Ação rescisória. Mandado de segurança. Acórdão rescindido. Juízo rescisório. Ordem indeferida. Juízo de admissibilidade. Ausência de recolhimento de preparo. Deserção. Recurso não conhecido. Os embargos infringentes não merecem ser conhecidos, pois não observaram Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33C2-2AED-9B0F-F067 e senha 27A5-64C4-B07F-5DD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 803824 ED-AGR / PA o requisito extrínseco de admissibilidade do preparo, isto é, a antecipação das despesas com o processamento do recurso. O preparo deve ser comprovado no ato de interposição do recurso, ou seja, uma vez pagas as despesas processuais, o comprovante deste recolhimento deve constar no rol dos documentos juntados, do contrário aquele sobeja deserto. Inteligência do art. 511 do Código de Processo Civil. Incabível o recolhimento das custas após a interposição do recurso ou posterior intimação do tanto, em face da ocorrência da preclusão consumativa. A matéria objeto dos embargos infringentes, ou seja, a rescisão de decisão em mandado de segurança impetrado contra busca e apreensão determinada por juízo criminal, não possui o condão de modificar o rito/procedimento aplicado à espécie, ao ponto de ser aplicado o Código de Processo Penal, o qual, como é cediço, não exige o preparo como requisito de admissibilidade de recursos. O simples fato do objeto da lide originária ser uma medida penal não significa dizer que a natureza jurídica do mandado de segurança, bem como, de todas as ações impugnativas e dos recursos cabíveis deixa de ser cível, com o consequente abandono do Código de Processo Civil, em favor do Diploma Adjetivo Criminal. A própria embargante, ao interpor o recurso, fundamentou a peça de interposição com o art. 496, III do Código de Processo Civil, deixando, assim, indene de dúvidas de que se utilizou de uma espécie recursal cível, devendo, portanto, observar todos os requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade a ela inerentes.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33C2-2AED-9B0F-F067 e senha 27A5-64C4-B07F-5DD1 Supremo Tribunal Federal ARE 803824 ED-AGR / PA o requisito extrínseco de admissibilidade do preparo, isto é, a antecipação das despesas com o processamento do recurso. O preparo deve ser comprovado no ato de interposição do recurso, ou seja, uma vez pagas as despesas processuais, o comprovante deste recolhimento deve constar no rol dos documentos juntados, do contrário aquele sobeja deserto. Inteligência do art. 511 do Código de Processo Civil. Incabível o recolhimento das custas após a interposição do recurso ou posterior intimação do tanto, em face da ocorrência da preclusão consumativa. A matéria objeto dos embargos infringentes, ou seja, a rescisão de decisão em mandado de segurança impetrado contra busca e apreensão determinada por juízo criminal, não possui o condão de modificar o rito/procedimento aplicado à espécie, ao ponto de ser aplicado o Código de Processo Penal, o qual, como é cediço, não exige o preparo como requisito de admissibilidade de recursos. O simples fato do objeto da lide originária ser uma medida penal não significa dizer que a natureza jurídica do mandado de segurança, bem como, de todas as ações impugnativas e dos recursos cabíveis deixa de ser cível, com o consequente abandono do Código de Processo Civil, em favor do Diploma Adjetivo Criminal. A própria embargante, ao interpor o recurso, fundamentou a peça de interposição com o art. 496, III do Código de Processo Civil, deixando, assim, indene de dúvidas de que se utilizou de uma espécie recursal cível, devendo, portanto, observar todos os requisitos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade a ela inerentes.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 33C2-2AED-9B0F-F067 e senha 27A5-64C4-B07F-5DD1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O agravo interno não merece conhecimento. Verifico que a parte agravante não impugnou na petição de agravo interno os fundamentos da decisão agravada para negar seguimento ao agravo, quais sejam, relativos à ausência de prequestionamento da matéria veiculada no recurso extraordinário e à inexistência de repercussão geral. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, nos termos, inclusive, do art. 317, § 1..., do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 1.021, § 1..., DO Código de Processo Civil/2015. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os motivos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido. Honorários advocatícios adicionais fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11).” (ARE 949.503 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 27.6.2016) “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1660-3522-B584-5BD7 e senha 8649-1C75-97F6-5948 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): O agravo interno não merece conhecimento. Verifico que a parte agravante não impugnou na petição de agravo interno os fundamentos da decisão agravada para negar seguimento ao agravo, quais sejam, relativos à ausência de prequestionamento da matéria veiculada no recurso extraordinário e à inexistência de repercussão geral. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, nos termos, inclusive, do art. 317, § 1..., do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 1.021, § 1..., DO Código de Processo Civil/2015. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os motivos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido. Honorários advocatícios adicionais fixados em R$ 2.000,00 (dois mil reais) (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11).” (ARE 949.503 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 27.6.2016) “DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1660-3522-B584-5BD7 e senha 8649-1C75-97F6-5948 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 803824 ED-AGR / PA DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 11.4.2016. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada.” Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 944.482-AgR, da minha relatoria, 1... Turma, DJe 28.6.2016) Agravo interno não conhecido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1660-3522-B584-5BD7 e senha 8649-1C75-97F6-5948 Supremo Tribunal Federal ARE 803824 ED-AGR / PA DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANEJADO EM 11.4.2016. 1. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no art. 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada.” Ausência de ataque, nas razões do agravo regimental, aos fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 944.482-AgR, da minha relatoria, 1... Turma, DJe 28.6.2016) Agravo interno não conhecido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1660-3522-B584-5BD7 e senha 8649-1C75-97F6-5948 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) :ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observem a organicidade do Direito. Considerado processo-crime, surge extravagante placitar o cabimento de revisão criminal – ainda que sob a roupagem de ação rescisória – voltada a desconstituir acórdão mediante o qual anulada, em sede mandamental, busca e apreensão determinada pelo Juízo. Na forma dos artigos 621 e seguintes do Código de Processo Penal, tem-se ação de impugnação autônoma, distinta da congênere de caráter cível, podendo apenas ser acionada pelo réu ou familiares. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4380-B9D9-03F9-E712 e senha 7227-E192-0286-1CA4 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) :ALBERTO DA SILVA CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observem a organicidade do Direito. Considerado processo-crime, surge extravagante placitar o cabimento de revisão criminal – ainda que sob a roupagem de ação rescisória – voltada a desconstituir acórdão mediante o qual anulada, em sede mandamental, busca e apreensão determinada pelo Juízo. Na forma dos artigos 621 e seguintes do Código de Processo Penal, tem-se ação de impugnação autônoma, distinta da congênere de caráter cível, podendo apenas ser acionada pelo réu ou familiares. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4380-B9D9-03F9-E712 e senha 7227-E192-0286-1CA4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 10/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PROCED. : PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) : ALBERTO DA SILVA CAMPOS (868/PA) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 903A-BC46-4F73-747A e senha 872D-04D7-7C93-5AB6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 803.824 PROCED. : PARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA ADV.(A/S) : ALBERTO DA SILVA CAMPOS (868/PA) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 903A-BC46-4F73-747A e senha 872D-04D7-7C93-5AB6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 803824 ED - AGR / PA", "ARE 949 . 503 AgR", "ARE 949 . 503 AgR", "ARE 803824 ED - AGR / PA", "ARE 944 . 482 - AgR", "ARE 803824 ED - AGR /", "ARE 944 . 482 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ARTS . 1 . 021 ,", "Código de Processo Civil / 2015", "arts . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "317 , § 1 . . . , do", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 511 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Penal", "Código de Processo Civil", "art . 496 , III do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 511 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Penal", "Código de Processo Civil", "art . 496 , III do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "ART . 1 . 021 , § 1 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "ART . 1 . 021 , § 1 . . . , DO Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 621 e seguintes do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 621 e seguintes do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "Brasília", "Brasília", "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ART", "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO", "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ", "Líder Supermercados e Magazine Ltda .", "Suprema", "Tribunal de Justiça do Estado do Pará", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ", "Líder Supermercados e Magazine Ltda .", "Tribunal de Justiça do Estado do Pará", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LÍDER SUPERMERCADOS E MAGAZINE LTDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ALBERTO DA SILVA CAMPOS", "Marco", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ALBERTO DA SILVA CAMPOS", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ALBERTO DA SILVA CAMPOS", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ALBERTO DA SILVA CAMPOS", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "ALBERTO DA SILVA CAMPOS", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "ALBERTO DA SILVA CAMPOS", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "ALBERTO DA SILVA CAMPOS", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "9 de maio de 2019", "10 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "10 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "novembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "novembro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "27", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "27", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "4", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "4", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 ACRE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. EDUCAÇÃO. OBRIGAÇÃO DE FAZER. TRANSPORTE ESCOLAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. DESPROVIMENTO. 1. É firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos Poderes, determinar a implementação de políticas públicas em defesa de direitos fundamentais. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à responsabilidade do Estado na regularização do transporte escolar na zona rural, seria necessário o reexame da legislação aplicável à espécie, providência inviável em sede de apelo extremo. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 17 a 23 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C14-7E97-6FB5-8171 e senha 9EC1-9AAF-F36B-28ED Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1071451 AGR / AC regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C14-7E97-6FB5-8171 e senha 9EC1-9AAF-F36B-28ED Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C14-7E97-6FB5-8171 e senha 9EC1-9AAF-F36B-28ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 ACRE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 11): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Acre, assim ementado (eDOC 7,p. ESTJ 718/719): “DIREITO CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO À EDUCAÇÃO. TRASPORTE ESCOLAR. PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL INDISPONÍVEL. CONDENAÇÃO DO ESTADO. OBRIGAÇÃO DE FAZER. SENTENÇA QUE EXTRAPOLA O PEDIDO. NÃO VERIFICADO. EXIGUIDADE DO PRAZO PARA CUMPRIMENTO DA MEDIDA. NÃO VERIFICADO. MULTA COMINATÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE. VALOR PROPORCIONAL E ADEQUADO. APELO DESPROVIDO. 1.Trata-se, na origem, de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual/apelado em face do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 ACRE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 11): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Acre, assim ementado (eDOC 7,p. ESTJ 718/719): “DIREITO CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO À EDUCAÇÃO. TRASPORTE ESCOLAR. PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL INDISPONÍVEL. CONDENAÇÃO DO ESTADO. OBRIGAÇÃO DE FAZER. SENTENÇA QUE EXTRAPOLA O PEDIDO. NÃO VERIFICADO. EXIGUIDADE DO PRAZO PARA CUMPRIMENTO DA MEDIDA. NÃO VERIFICADO. MULTA COMINATÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE. VALOR PROPORCIONAL E ADEQUADO. APELO DESPROVIDO. 1.Trata-se, na origem, de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual/apelado em face do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1071451 AGR / AC Estado do Acre/apelante e do Município de Capixaba, objetivando, grosso modo, regularizar a situação do transporte escolar público e gratuito na zona rural daquela municipalidade. Seguindo o feito seu regular processamento, sobreveio sentença condenatória de obrigação de fazer, da qual pretende o Estado/apelante reforma. 2. Descabida a alegação de que o juízo de piso, ao proferir a sentença, teria extrapolado os pedidos do autor. Fazendo um comparativo dos pedidos mediatos com a condenação posta, observa-se que o julgador primevo prestou a tutela jurisdicional na medida em que fora provocado. Princípio da adstrição não violado. 3. A educação de crianças e jovens, por qualificar-se como direito fundamental (prerrogativa constitucional indisponível), não se expõe, em seu processo de concretização, a avaliações meramente discricionárias da Administração Pública, tampouco se subordina a razões de puro pragmatismo governamental. E assim o é porquanto as obrigações estatais que dizem respeito aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes não ficam sujeitas a exame de mérito administrativo, sob pena de violação da própria carta maior, sem contar que a defesa do direito à educação infantil tem prioridade absoluta (art. 227 da CR), o que qualifica ainda mais a pretensão buscada. Acerto da decisão a quo. 4. O tempo determinado para o cumprimento das obrigações revela-se adequado e dentro dos parâmetros do bom senso e da razoabilidade. O planejamento e a logística do transporte escolar devem ser elaborados antes do início do ano letivo. Ademais, tais determinações apenas visam confirmar o que fora deliberado em decisão liminar do juízo primevo, diga-se, há considerável lapso temporal (fevereiro de 2012), gozando, portanto, o apelante, a bem da verdade, de todo este período para adoção das deliberações a ele cabíveis. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC Estado do Acre/apelante e do Município de Capixaba, objetivando, grosso modo, regularizar a situação do transporte escolar público e gratuito na zona rural daquela municipalidade. Seguindo o feito seu regular processamento, sobreveio sentença condenatória de obrigação de fazer, da qual pretende o Estado/apelante reforma. 2. Descabida a alegação de que o juízo de piso, ao proferir a sentença, teria extrapolado os pedidos do autor. Fazendo um comparativo dos pedidos mediatos com a condenação posta, observa-se que o julgador primevo prestou a tutela jurisdicional na medida em que fora provocado. Princípio da adstrição não violado. 3. A educação de crianças e jovens, por qualificar-se como direito fundamental (prerrogativa constitucional indisponível), não se expõe, em seu processo de concretização, a avaliações meramente discricionárias da Administração Pública, tampouco se subordina a razões de puro pragmatismo governamental. E assim o é porquanto as obrigações estatais que dizem respeito aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes não ficam sujeitas a exame de mérito administrativo, sob pena de violação da própria carta maior, sem contar que a defesa do direito à educação infantil tem prioridade absoluta (art. 227 da CR), o que qualifica ainda mais a pretensão buscada. Acerto da decisão a quo. 4. O tempo determinado para o cumprimento das obrigações revela-se adequado e dentro dos parâmetros do bom senso e da razoabilidade. O planejamento e a logística do transporte escolar devem ser elaborados antes do início do ano letivo. Ademais, tais determinações apenas visam confirmar o que fora deliberado em decisão liminar do juízo primevo, diga-se, há considerável lapso temporal (fevereiro de 2012), gozando, portanto, o apelante, a bem da verdade, de todo este período para adoção das deliberações a ele cabíveis. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1071451 AGR / AC 5. É entendimento uníssono nos Tribunais Superiores ser possível a aplicação de multa diária contra a Fazenda Pública, por descumprimento de obrigação de fazer. As astreintes são um meio de garantir-se a efetivação do provimento jurisdicional, mormente nos casos que envolvam a tutela de direitos fundamentais, e somente serão impostas diante do descumprimento da ordem. 6. Multa diária fixada em valor razoável e em acordo com o exarado em decisão colegiada desta Corte, nos autos do AI nº 0000580-12.2012.8.01.0000. 7. Apelo desprovido.” Em seu recurso extraordinário (102, III, “a”) (eDOC 7, p. ESTJ 768-783 e eDOC8, p. 858-873) o Estado do Acre alega violado o artigo 2º, da Constituição Federal. Sustenta-se, em suma, que a obrigação constitucional em tela (transporte escolar) é realizada mediante políticas públicas que são projetadas e implementadas pelo poder executivo, mediante juízo de conveniência e oportunidade. Desse modo, seria lícito ao Poder Judiciário determinar fosse prestado o serviço de transporte escolar de forma adequada, mas não lhe caberia estabelecer quais as medidas administrativas que o Administrador deveria adotar para chegar ao resultado pretendido. Assim, “o acórdão impugnado, ao manter na integralidade a sentença de piso, estabelecendo que o Estado do Acre deve realizar licitações e contratações, dentro do prazo de 60 dias; exigir laudos semestrais de seus contratados; apresentar planilhas ao Ministério público com dados sobre alunos matriculados na zona rural que necessitam de transporte público, por escola e por rota, e quantos e quais veículos disponibilizados; especificar, no prazo de 90 dias, quais os critérios que usa para planejamento em relação a expectativa da demanda, está substituindo o poder executivo e ferindo o princípio constitucional da independência e harmonia dos Poderes, em notória violação ao art. 2º da Constituição Federal”. A Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Acre (eDOC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC 5. É entendimento uníssono nos Tribunais Superiores ser possível a aplicação de multa diária contra a Fazenda Pública, por descumprimento de obrigação de fazer. As astreintes são um meio de garantir-se a efetivação do provimento jurisdicional, mormente nos casos que envolvam a tutela de direitos fundamentais, e somente serão impostas diante do descumprimento da ordem. 6. Multa diária fixada em valor razoável e em acordo com o exarado em decisão colegiada desta Corte, nos autos do AI nº 0000580-12.2012.8.01.0000. 7. Apelo desprovido.” Em seu recurso extraordinário (102, III, “a”) (eDOC 7, p. ESTJ 768-783 e eDOC8, p. 858-873) o Estado do Acre alega violado o artigo 2º, da Constituição Federal. Sustenta-se, em suma, que a obrigação constitucional em tela (transporte escolar) é realizada mediante políticas públicas que são projetadas e implementadas pelo poder executivo, mediante juízo de conveniência e oportunidade. Desse modo, seria lícito ao Poder Judiciário determinar fosse prestado o serviço de transporte escolar de forma adequada, mas não lhe caberia estabelecer quais as medidas administrativas que o Administrador deveria adotar para chegar ao resultado pretendido. Assim, “o acórdão impugnado, ao manter na integralidade a sentença de piso, estabelecendo que o Estado do Acre deve realizar licitações e contratações, dentro do prazo de 60 dias; exigir laudos semestrais de seus contratados; apresentar planilhas ao Ministério público com dados sobre alunos matriculados na zona rural que necessitam de transporte público, por escola e por rota, e quantos e quais veículos disponibilizados; especificar, no prazo de 90 dias, quais os critérios que usa para planejamento em relação a expectativa da demanda, está substituindo o poder executivo e ferindo o princípio constitucional da independência e harmonia dos Poderes, em notória violação ao art. 2º da Constituição Federal”. A Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Acre (eDOC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 1071451 AGR / AC 8, p. ESTJ 884/885) inadmitiu o recurso extraordinário pelo óbice da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. Verifica-se que o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual firmou o entendimento de que o Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, com é o caso do acesso à educação, sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes, uma vez que não se trata de ingerência ilegítima de um Poder na esfera de outro. Nesse sentido, os seguintes julgados: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. INTERVENÇÃO EXCEPCIONAL DO PODER JUDICIÁRIO NA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (RE 700.227-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 31.5.2013). Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Ação civil pública. Obrigação de fazer. Implementação de políticas públicas. Possibilidade. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes. 2. Agravo regimental não provido(AI 708.667-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.4.2012). Ademais, mesmo que assim não fosse, eventual 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC 8, p. ESTJ 884/885) inadmitiu o recurso extraordinário pelo óbice da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. Verifica-se que o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual firmou o entendimento de que o Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, com é o caso do acesso à educação, sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes, uma vez que não se trata de ingerência ilegítima de um Poder na esfera de outro. Nesse sentido, os seguintes julgados: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. INTERVENÇÃO EXCEPCIONAL DO PODER JUDICIÁRIO NA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (RE 700.227-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 31.5.2013). Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Ação civil pública. Obrigação de fazer. Implementação de políticas públicas. Possibilidade. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes. 2. Agravo regimental não provido(AI 708.667-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.4.2012). Ademais, mesmo que assim não fosse, eventual 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório ARE 1071451 AGR / AC divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9503/97, 8069/90 e 9394/96). Dessa forma, resta demonstrada a não ocorrência de ofensa constitucional direta, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF. ” Nas razões do agravo, busca-se demonstrar que a discussão contida nos precedentes invocados não está pacificada na jurisprudência do STF. Afirma-se que “a decisão do Tribunal a quo, mantida pelo Ilmo. Min. Relator, tal como está lançada, constitui-se em verdadeira ingerência do Judiciário no Poder Executivo, caracterizando, ainda, extrapolação da função jurisdicional e invasão na função administrativa do Poder Executivo de eleger suas políticas públicas prioritárias e forma de execução, conforme cronogramas técnicos e orçamentários.” (eDOC 13, p. 11) e defende a não incidência da Súmula 280 do STF ao caso. A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou contraminuta (eDOC 16). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9503/97, 8069/90 e 9394/96). Dessa forma, resta demonstrada a não ocorrência de ofensa constitucional direta, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF. ” Nas razões do agravo, busca-se demonstrar que a discussão contida nos precedentes invocados não está pacificada na jurisprudência do STF. Afirma-se que “a decisão do Tribunal a quo, mantida pelo Ilmo. Min. Relator, tal como está lançada, constitui-se em verdadeira ingerência do Judiciário no Poder Executivo, caracterizando, ainda, extrapolação da função jurisdicional e invasão na função administrativa do Poder Executivo de eleger suas políticas públicas prioritárias e forma de execução, conforme cronogramas técnicos e orçamentários.” (eDOC 13, p. 11) e defende a não incidência da Súmula 280 do STF ao caso. A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou contraminuta (eDOC 16). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Partindo-se dos contornos definidos nas instâncias de origem, o que se observa é que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não diverge da jurisprudência do STF, inexistindo reparos a serem realizados na decisão monocrática agravada quanto ao particular, firme no sentido de que inexiste violação ao princípio da separação dos poderes na espécie. A esse respeito, acrescenta-se que em discussão relativa à realização obras emergenciais em presídios, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito do RE-RG 592.581, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 1º.02.2016 (tema 220), com repercussão geral reconhecida, decidiu que é lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais, para dar efetividade ao postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e moral, nos termos do que preceitua o art. 5º, XLIX, da Constituição Federal, não sendo oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa da assentada pelo Colegiado de origem no tocante à responsabilidade estatal na regularização do transporte escolar público e gratuito na zona rural do município de Capixaba seria necessário o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.503/97, 8.069/90 e 9.394/96), providência inviável em sede de recurso extraordinário em face da inexistência de ofensa direta ao texto constitucional. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 284A-40B0-A35C-900E e senha D0D0-52A4-7635-986B Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Partindo-se dos contornos definidos nas instâncias de origem, o que se observa é que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não diverge da jurisprudência do STF, inexistindo reparos a serem realizados na decisão monocrática agravada quanto ao particular, firme no sentido de que inexiste violação ao princípio da separação dos poderes na espécie. A esse respeito, acrescenta-se que em discussão relativa à realização obras emergenciais em presídios, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito do RE-RG 592.581, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 1º.02.2016 (tema 220), com repercussão geral reconhecida, decidiu que é lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais, para dar efetividade ao postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e moral, nos termos do que preceitua o art. 5º, XLIX, da Constituição Federal, não sendo oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa da assentada pelo Colegiado de origem no tocante à responsabilidade estatal na regularização do transporte escolar público e gratuito na zona rural do município de Capixaba seria necessário o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.503/97, 8.069/90 e 9.394/96), providência inviável em sede de recurso extraordinário em face da inexistência de ofensa direta ao texto constitucional. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 284A-40B0-A35C-900E e senha D0D0-52A4-7635-986B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1071451 AGR / AC regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de dois salários mínimos, conforme arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 284A-40B0-A35C-900E e senha D0D0-52A4-7635-986B Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de dois salários mínimos, conforme arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 284A-40B0-A35C-900E e senha D0D0-52A4-7635-986B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B60E-C648-305A-F31C e senha 0C7E-4B77-E3A6-F6A1 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B60E-C648-305A-F31C e senha 0C7E-4B77-E3A6-F6A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750223251
2019-05-24T00:00:00
2019-07-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. EDUCAÇÃO. OBRIGAÇÃO DE FAZER. TRANSPORTE ESCOLAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. DESPROVIMENTO. 1. É firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos Poderes, determinar a implementação de políticas públicas em defesa de direitos fundamentais. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à responsabilidade do Estado na regularização do transporte escolar na zona rural, seria necessário o reexame da legislação aplicável à espécie, providência inviável em sede de apelo extremo. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC.
sjur407070
- Acórdão(s) citado(s): (PODER JUDICIÁRIO, OBRIGAÇÃO DE FAZER, PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES) RE 592581 RG. Número de páginas: 10. Análise: 22/08/2019, BMP.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1071451
[ "LEG-FED LEI-008069 ANO-1990\n ECA-1990 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE\n\n", "LEG-FED LEI-009394 ANO-1996\n LDBEN-1996 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-009503 ANO-1997\n CTB-1997 CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00081 PAR-00002 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1071451 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE
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Ementa e Acórdão 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 ACRE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. EDUCAÇÃO. OBRIGAÇÃO DE FAZER. TRANSPORTE ESCOLAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. DESPROVIMENTO. 1. É firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos Poderes, determinar a implementação de políticas públicas em defesa de direitos fundamentais. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à responsabilidade do Estado na regularização do transporte escolar na zona rural, seria necessário o reexame da legislação aplicável à espécie, providência inviável em sede de apelo extremo. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 17 a 23 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C14-7E97-6FB5-8171 e senha 9EC1-9AAF-F36B-28ED Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1071451 AGR / AC regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C14-7E97-6FB5-8171 e senha 9EC1-9AAF-F36B-28ED Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C14-7E97-6FB5-8171 e senha 9EC1-9AAF-F36B-28ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 ACRE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 11): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Acre, assim ementado (eDOC 7,p. ESTJ 718/719): “DIREITO CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO À EDUCAÇÃO. TRASPORTE ESCOLAR. PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL INDISPONÍVEL. CONDENAÇÃO DO ESTADO. OBRIGAÇÃO DE FAZER. SENTENÇA QUE EXTRAPOLA O PEDIDO. NÃO VERIFICADO. EXIGUIDADE DO PRAZO PARA CUMPRIMENTO DA MEDIDA. NÃO VERIFICADO. MULTA COMINATÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE. VALOR PROPORCIONAL E ADEQUADO. APELO DESPROVIDO. 1.Trata-se, na origem, de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual/apelado em face do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 ACRE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 11): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Acre, assim ementado (eDOC 7,p. ESTJ 718/719): “DIREITO CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITO À EDUCAÇÃO. TRASPORTE ESCOLAR. PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL INDISPONÍVEL. CONDENAÇÃO DO ESTADO. OBRIGAÇÃO DE FAZER. SENTENÇA QUE EXTRAPOLA O PEDIDO. NÃO VERIFICADO. EXIGUIDADE DO PRAZO PARA CUMPRIMENTO DA MEDIDA. NÃO VERIFICADO. MULTA COMINATÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE. VALOR PROPORCIONAL E ADEQUADO. APELO DESPROVIDO. 1.Trata-se, na origem, de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual/apelado em face do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1071451 AGR / AC Estado do Acre/apelante e do Município de Capixaba, objetivando, grosso modo, regularizar a situação do transporte escolar público e gratuito na zona rural daquela municipalidade. Seguindo o feito seu regular processamento, sobreveio sentença condenatória de obrigação de fazer, da qual pretende o Estado/apelante reforma. 2. Descabida a alegação de que o juízo de piso, ao proferir a sentença, teria extrapolado os pedidos do autor. Fazendo um comparativo dos pedidos mediatos com a condenação posta, observa-se que o julgador primevo prestou a tutela jurisdicional na medida em que fora provocado. Princípio da adstrição não violado. 3. A educação de crianças e jovens, por qualificar-se como direito fundamental (prerrogativa constitucional indisponível), não se expõe, em seu processo de concretização, a avaliações meramente discricionárias da Administração Pública, tampouco se subordina a razões de puro pragmatismo governamental. E assim o é porquanto as obrigações estatais que dizem respeito aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes não ficam sujeitas a exame de mérito administrativo, sob pena de violação da própria carta maior, sem contar que a defesa do direito à educação infantil tem prioridade absoluta (art. 227 da CR), o que qualifica ainda mais a pretensão buscada. Acerto da decisão a quo. 4. O tempo determinado para o cumprimento das obrigações revela-se adequado e dentro dos parâmetros do bom senso e da razoabilidade. O planejamento e a logística do transporte escolar devem ser elaborados antes do início do ano letivo. Ademais, tais determinações apenas visam confirmar o que fora deliberado em decisão liminar do juízo primevo, diga-se, há considerável lapso temporal (fevereiro de 2012), gozando, portanto, o apelante, a bem da verdade, de todo este período para adoção das deliberações a ele cabíveis. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC Estado do Acre/apelante e do Município de Capixaba, objetivando, grosso modo, regularizar a situação do transporte escolar público e gratuito na zona rural daquela municipalidade. Seguindo o feito seu regular processamento, sobreveio sentença condenatória de obrigação de fazer, da qual pretende o Estado/apelante reforma. 2. Descabida a alegação de que o juízo de piso, ao proferir a sentença, teria extrapolado os pedidos do autor. Fazendo um comparativo dos pedidos mediatos com a condenação posta, observa-se que o julgador primevo prestou a tutela jurisdicional na medida em que fora provocado. Princípio da adstrição não violado. 3. A educação de crianças e jovens, por qualificar-se como direito fundamental (prerrogativa constitucional indisponível), não se expõe, em seu processo de concretização, a avaliações meramente discricionárias da Administração Pública, tampouco se subordina a razões de puro pragmatismo governamental. E assim o é porquanto as obrigações estatais que dizem respeito aos direitos fundamentais de crianças e adolescentes não ficam sujeitas a exame de mérito administrativo, sob pena de violação da própria carta maior, sem contar que a defesa do direito à educação infantil tem prioridade absoluta (art. 227 da CR), o que qualifica ainda mais a pretensão buscada. Acerto da decisão a quo. 4. O tempo determinado para o cumprimento das obrigações revela-se adequado e dentro dos parâmetros do bom senso e da razoabilidade. O planejamento e a logística do transporte escolar devem ser elaborados antes do início do ano letivo. Ademais, tais determinações apenas visam confirmar o que fora deliberado em decisão liminar do juízo primevo, diga-se, há considerável lapso temporal (fevereiro de 2012), gozando, portanto, o apelante, a bem da verdade, de todo este período para adoção das deliberações a ele cabíveis. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1071451 AGR / AC 5. É entendimento uníssono nos Tribunais Superiores ser possível a aplicação de multa diária contra a Fazenda Pública, por descumprimento de obrigação de fazer. As astreintes são um meio de garantir-se a efetivação do provimento jurisdicional, mormente nos casos que envolvam a tutela de direitos fundamentais, e somente serão impostas diante do descumprimento da ordem. 6. Multa diária fixada em valor razoável e em acordo com o exarado em decisão colegiada desta Corte, nos autos do AI n 0000580-12.2012.8.01.0000. 7. Apelo desprovido.” Em seu recurso extraordinário (102, III, “a”) (eDOC 7, p. ESTJ 768-783 e eDOC8, p. 858-873) o Estado do Acre alega violado o artigo 2..., da Constituição Federal. Sustenta-se, em suma, que a obrigação constitucional em tela (transporte escolar) é realizada mediante políticas públicas que são projetadas e implementadas pelo poder executivo, mediante juízo de conveniência e oportunidade. Desse modo, seria lícito ao Poder Judiciário determinar fosse prestado o serviço de transporte escolar de forma adequada, mas não lhe caberia estabelecer quais as medidas administrativas que o Administrador deveria adotar para chegar ao resultado pretendido. Assim, “o acórdão impugnado, ao manter na integralidade a sentença de piso, estabelecendo que o Estado do Acre deve realizar licitações e contratações, dentro do prazo de 60 dias; exigir laudos semestrais de seus contratados; apresentar planilhas ao Ministério público com dados sobre alunos matriculados na zona rural que necessitam de transporte público, por escola e por rota, e quantos e quais veículos disponibilizados; especificar, no prazo de 90 dias, quais os critérios que usa para planejamento em relação a expectativa da demanda, está substituindo o poder executivo e ferindo o princípio constitucional da independência e harmonia dos Poderes, em notória violação ao art. 2... da Constituição Federal”. A Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Acre (eDOC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC 5. É entendimento uníssono nos Tribunais Superiores ser possível a aplicação de multa diária contra a Fazenda Pública, por descumprimento de obrigação de fazer. As astreintes são um meio de garantir-se a efetivação do provimento jurisdicional, mormente nos casos que envolvam a tutela de direitos fundamentais, e somente serão impostas diante do descumprimento da ordem. 6. Multa diária fixada em valor razoável e em acordo com o exarado em decisão colegiada desta Corte, nos autos do AI n 0000580-12.2012.8.01.0000. 7. Apelo desprovido.” Em seu recurso extraordinário (102, III, “a”) (eDOC 7, p. ESTJ 768-783 e eDOC8, p. 858-873) o Estado do Acre alega violado o artigo 2..., da Constituição Federal. Sustenta-se, em suma, que a obrigação constitucional em tela (transporte escolar) é realizada mediante políticas públicas que são projetadas e implementadas pelo poder executivo, mediante juízo de conveniência e oportunidade. Desse modo, seria lícito ao Poder Judiciário determinar fosse prestado o serviço de transporte escolar de forma adequada, mas não lhe caberia estabelecer quais as medidas administrativas que o Administrador deveria adotar para chegar ao resultado pretendido. Assim, “o acórdão impugnado, ao manter na integralidade a sentença de piso, estabelecendo que o Estado do Acre deve realizar licitações e contratações, dentro do prazo de 60 dias; exigir laudos semestrais de seus contratados; apresentar planilhas ao Ministério público com dados sobre alunos matriculados na zona rural que necessitam de transporte público, por escola e por rota, e quantos e quais veículos disponibilizados; especificar, no prazo de 90 dias, quais os critérios que usa para planejamento em relação a expectativa da demanda, está substituindo o poder executivo e ferindo o princípio constitucional da independência e harmonia dos Poderes, em notória violação ao art. 2... da Constituição Federal”. A Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Acre (eDOC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 1071451 AGR / AC 8, p. ESTJ 884/885) inadmitiu o recurso extraordinário pelo óbice da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. Verifica-se que o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual firmou o entendimento de que o Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, com é o caso do acesso à educação, sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes, uma vez que não se trata de ingerência ilegítima de um Poder na esfera de outro. Nesse sentido, os seguintes julgados: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. INTERVENÇÃO EXCEPCIONAL DO PODER JUDICIÁRIO NA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (Recurso Extraordinário 700.227-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 31.5.2013). Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Ação civil pública. Obrigação de fazer. Implementação de políticas públicas. Possibilidade. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes. 2. Agravo regimental não provido(AI 708.667-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.4.2012). Ademais, mesmo que assim não fosse, eventual 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC 8, p. ESTJ 884/885) inadmitiu o recurso extraordinário pelo óbice da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. Verifica-se que o acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência desta Corte, a qual firmou o entendimento de que o Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, com é o caso do acesso à educação, sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes, uma vez que não se trata de ingerência ilegítima de um Poder na esfera de outro. Nesse sentido, os seguintes julgados: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. INTERVENÇÃO EXCEPCIONAL DO PODER JUDICIÁRIO NA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (Recurso Extraordinário 700.227-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 31.5.2013). Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Ação civil pública. Obrigação de fazer. Implementação de políticas públicas. Possibilidade. Violação do princípio da separação dos poderes. Não ocorrência. Precedentes. 1. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, sem que isso configure violação do princípio da separação de poderes. 2. Agravo regimental não provido(AI 708.667-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 10.4.2012). Ademais, mesmo que assim não fosse, eventual 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório ARE 1071451 AGR / AC divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9503/97, 8069/90 e 9394/96). Dessa forma, resta demonstrada a não ocorrência de ofensa constitucional direta, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF. ” Nas razões do agravo, busca-se demonstrar que a discussão contida nos precedentes invocados não está pacificada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Afirma-se que “a decisão do Tribunal a quo, mantida pelo Ilmo. Min. Relator, tal como está lançada, constitui-se em verdadeira ingerência do Judiciário no Poder Executivo, caracterizando, ainda, extrapolação da função jurisdicional e invasão na função administrativa do Poder Executivo de eleger suas políticas públicas prioritárias e forma de execução, conforme cronogramas técnicos e orçamentários.” (eDOC 13, p. 11) e defende a não incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal ao caso. A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou contraminuta (eDOC 16). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9503/97, 8069/90 e 9394/96). Dessa forma, resta demonstrada a não ocorrência de ofensa constitucional direta, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF. ” Nas razões do agravo, busca-se demonstrar que a discussão contida nos precedentes invocados não está pacificada na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Afirma-se que “a decisão do Tribunal a quo, mantida pelo Ilmo. Min. Relator, tal como está lançada, constitui-se em verdadeira ingerência do Judiciário no Poder Executivo, caracterizando, ainda, extrapolação da função jurisdicional e invasão na função administrativa do Poder Executivo de eleger suas políticas públicas prioritárias e forma de execução, conforme cronogramas técnicos e orçamentários.” (eDOC 13, p. 11) e defende a não incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal ao caso. A parte agravada, devidamente intimada, não apresentou contraminuta (eDOC 16). É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27B7-7A1E-1727-15B0 e senha A96A-C977-CE46-F8D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Partindo-se dos contornos definidos nas instâncias de origem, o que se observa é que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inexistindo reparos a serem realizados na decisão monocrática agravada quanto ao particular, firme no sentido de que inexiste violação ao princípio da separação dos poderes na espécie. A esse respeito, acrescenta-se que em discussão relativa à realização obras emergenciais em presídios, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito do Recurso Extraordinário-RG 592.581, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 1....02.2016 (tema 220), com repercussão geral reconhecida, decidiu que é lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais, para dar efetividade ao postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e moral, nos termos do que preceitua o art. 5..., XLIX, da Constituição Federal, não sendo oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa da assentada pelo Colegiado de origem no tocante à responsabilidade estatal na regularização do transporte escolar público e gratuito na zona rural do município de Capixaba seria necessário o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.503/97, 8.069/90 e 9.394/96), providência inviável em sede de recurso extraordinário em face da inexistência de ofensa direta ao texto constitucional. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 284A-40B0-A35C-900E e senha D0D0-52A4-7635-986B Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 ACRE V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Partindo-se dos contornos definidos nas instâncias de origem, o que se observa é que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inexistindo reparos a serem realizados na decisão monocrática agravada quanto ao particular, firme no sentido de que inexiste violação ao princípio da separação dos poderes na espécie. A esse respeito, acrescenta-se que em discussão relativa à realização obras emergenciais em presídios, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito do Recurso Extraordinário-RG 592.581, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 1....02.2016 (tema 220), com repercussão geral reconhecida, decidiu que é lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais, para dar efetividade ao postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e moral, nos termos do que preceitua o art. 5..., XLIX, da Constituição Federal, não sendo oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa da assentada pelo Colegiado de origem no tocante à responsabilidade estatal na regularização do transporte escolar público e gratuito na zona rural do município de Capixaba seria necessário o exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 9.503/97, 8.069/90 e 9.394/96), providência inviável em sede de recurso extraordinário em face da inexistência de ofensa direta ao texto constitucional. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 284A-40B0-A35C-900E e senha D0D0-52A4-7635-986B Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1071451 AGR / AC regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de dois salários mínimos, conforme arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 284A-40B0-A35C-900E e senha D0D0-52A4-7635-986B Supremo Tribunal Federal ARE 1071451 AGR / AC regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de dois salários mínimos, conforme arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 284A-40B0-A35C-900E e senha D0D0-52A4-7635-986B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B60E-C648-305A-F31C e senha 0C7E-4B77-E3A6-F6A1 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.071.451 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B60E-C648-305A-F31C e senha 0C7E-4B77-E3A6-F6A1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 071 . 451 ACRE", "AI n 0000580 - 12 . 2012 . 8 . 01 . 0000 .", "ARE 1071451 AGR / AC", "AI n 0000580 - 12 . 2012 . 8 . 01 . 0000", "ARE 1071451 AGR / AC 8", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 700 . 227 - ED", "AI 708 . 667 - AgR", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 700 . 227 - ED", "AI 708 . 667 - AgR", "ARE 1071451 AGR / AC", "Súmula 280 do", "ARE 1071451", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 581", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 581" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 227 da CR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 227 da CR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , da Constituição Federal", "art . 2 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , da Constituição Federal", "art . 2 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 9503 / 97", "8069", "/", "90", "9394", "/", "96", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 9503 / 97", "8069", "/", "90", "9394", "/", "96", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XLIX , da Constituição Federal", "Leis 9 . 503 / 97", "8", ".", "069", "/", "90", "9", ".", "394", "/", "96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XLIX , da Constituição Federal", "Leis 9 . 503 / 97", "8", ".", "069", "/", "90", "9", ".", "394", "/", "96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , §", "de", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "Estado do Acre", "Município de Capixaba", "Estado do Acre", "Município de Capixaba", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "município de Capixaba", "município de Capixaba", "ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ACRE", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE", "Tribunal de Justiça do Estado do Acre", "Ministério Público Estadual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ACRE", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE", "Tribunal de Justiça do Estado do Acre", "Ministério Público Estadual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Estado do", "Ministério público", "Tribunal de Justiça do Acre", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Estado", "Tribunal de Justiça do Acre", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2019", "17", "23 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "fevereiro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "fevereiro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2013", "10", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2013", "10", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) :LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) :MATUSALEM LOPES DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REVISÃO DA MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 636 DO STF. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmula 282 do STF 2. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Súmula 636 do STF. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48CA-6B6E-B823-09B9 e senha 2B35-6B2D-D6D3-92E8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1174145 AGR / RJ Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48CA-6B6E-B823-09B9 e senha 2B35-6B2D-D6D3-92E8 Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48CA-6B6E-B823-09B9 e senha 2B35-6B2D-D6D3-92E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) :LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) :MATUSALEM LOPES DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário, nos seguintes termos: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, (eDOC 09, p. 107/108): PENAL E PROCESSUAL PENAL - CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO AMBIENTAL – CONCEDER AUTORIZAÇÃO EM DESACORDO COM AS NORMAS AMBIENTAIS – ARTIGO 67 DA LEI 9.605/98 – MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS - RECÁLCULO DA DOSIMETRIA DAS PENAS – REDUÇÃO DAS PENAS-BASE - APELAÇÃO DO MPF DESPROVIDA - APELAÇÃO DOS RÉUS PARCIALMENTE PROVIDA. I - Rejeito as preliminares: incabível a nulidade do processo, pois a jurisprudência é pacífica no sentido de que o órgão ministerial dispõe de competência para promover investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado; inexistente violação ao princípio da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) :LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) :MATUSALEM LOPES DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário, nos seguintes termos: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, (eDOC 09, p. 107/108): PENAL E PROCESSUAL PENAL - CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO AMBIENTAL – CONCEDER AUTORIZAÇÃO EM DESACORDO COM AS NORMAS AMBIENTAIS – ARTIGO 67 DA LEI 9.605/98 – MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS - RECÁLCULO DA DOSIMETRIA DAS PENAS – REDUÇÃO DAS PENAS-BASE - APELAÇÃO DO MPF DESPROVIDA - APELAÇÃO DOS RÉUS PARCIALMENTE PROVIDA. I - Rejeito as preliminares: incabível a nulidade do processo, pois a jurisprudência é pacífica no sentido de que o órgão ministerial dispõe de competência para promover investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado; inexistente violação ao princípio da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1174145 AGR / RJ congruência, em razão da menção, feita pelo juiz, ao art. 29, do CP, vez que o acusado se defende dos fatos e condutas descritas, e no caso foi condenado como partícipe do crime pelo qual foi acusado. II- Materialidade e autoria delitivas comprovadas; o crime se consumou com a simples emissão dos atos autorizativos, subscritos pelos réus, em desacordo com as normas ambientais, mesmo que não tenha se concretizado o projeto de edificação na APP (art. 67 da Lei 9605/98 é crime contra a administração ambiental); apesar de constarem nos documentos, os títulos “Declaração” e “Parecer”, o conteúdo era, de fato, autorizativo. Portanto, ausentes excludentes de tipicidade. III- Ausente, também, a excludente de culpabilidade, erro de proibição: os réus ignoraram tanto a legislação federal, quanto as recomendações do Ministério Público Federal a e as orientações emanadas do ente público a que estavam vinculados; portanto, não desconheciam a lei nem a ilicitude da própria conduta. IV- Procedem parcialmente as alegações dos réus: entendo que as circunstâncias judiciais não justificariam uma majoração das penas-base. Este tipo penal só pode ser praticado por funcionários que detenham algum grau de chefia e poder na organização. Assim, me parece que o fato de serem, os réus, Presidente e Diretor da entidade, é inerente ao tipo penal. Da mesma forma, entendo que as consequências não foram tão graves, vez que o projeto não foi aprovado e as lesões ao bem jurídico “meio-ambiente” não se concretizaram, apesar de o crime contra a Administração Pública Ambiental ter se consumado. V- Fixo as penas-base, de cada réu, tornadas definitivas, por ausência de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou diminuição de pena, no mínimo legal de 1 ano de detenção e 10 dias-multa, no valor unitário mínimo. A pena privativa de liberdade será substituída por 1 restritiva de direitos: prestação de serviços à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ congruência, em razão da menção, feita pelo juiz, ao art. 29, do CP, vez que o acusado se defende dos fatos e condutas descritas, e no caso foi condenado como partícipe do crime pelo qual foi acusado. II- Materialidade e autoria delitivas comprovadas; o crime se consumou com a simples emissão dos atos autorizativos, subscritos pelos réus, em desacordo com as normas ambientais, mesmo que não tenha se concretizado o projeto de edificação na APP (art. 67 da Lei 9605/98 é crime contra a administração ambiental); apesar de constarem nos documentos, os títulos “Declaração” e “Parecer”, o conteúdo era, de fato, autorizativo. Portanto, ausentes excludentes de tipicidade. III- Ausente, também, a excludente de culpabilidade, erro de proibição: os réus ignoraram tanto a legislação federal, quanto as recomendações do Ministério Público Federal a e as orientações emanadas do ente público a que estavam vinculados; portanto, não desconheciam a lei nem a ilicitude da própria conduta. IV- Procedem parcialmente as alegações dos réus: entendo que as circunstâncias judiciais não justificariam uma majoração das penas-base. Este tipo penal só pode ser praticado por funcionários que detenham algum grau de chefia e poder na organização. Assim, me parece que o fato de serem, os réus, Presidente e Diretor da entidade, é inerente ao tipo penal. Da mesma forma, entendo que as consequências não foram tão graves, vez que o projeto não foi aprovado e as lesões ao bem jurídico “meio-ambiente” não se concretizaram, apesar de o crime contra a Administração Pública Ambiental ter se consumado. V- Fixo as penas-base, de cada réu, tornadas definitivas, por ausência de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou diminuição de pena, no mínimo legal de 1 ano de detenção e 10 dias-multa, no valor unitário mínimo. A pena privativa de liberdade será substituída por 1 restritiva de direitos: prestação de serviços à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1174145 AGR / RJ comunidade. VI- Improcedem as alegações do Parquet: o efeito da condenação previsto no art. 92, I, “a”, do CP, não é automático. Assim, deverá ser decretado pelo juiz, de forma fundamentada. Comungo do entendimento do magistrado de piso que decidiu pela não aplicação deste dispositivo, por não considerar justificável medida tão gravosa, em função das condutas e das circunstâncias do caso concreto. VII- Apelação do Parquet desprovida e Apelações dos réus parcialmente providas, apenas, para reduzir as penas impostas pela prática do crime. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5º, XXXIX, da CF. Alega-se que os fatos narrados na inicial acusatória são atípicos, tendo em vista a ausência de lesividade ao meio ambiente. A Vice-Presidência do TRF da 2ª Região inadmitiu o recurso com base na Súmula 279 do STF. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente observo que a questão referente à violação do dispositivo constitucional não foi objeto de debate no acórdão recorrido. Falta-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). Ademais, observo que o Tribunal Regional afastou a tese defensiva nestes termos (eDOC 09, p. 92): “Comungo do entendimento do magistrado de piso que salientou que o tipo penal em questão, art. 67 da Lei 9.605/98 trata de crime contra a Administração Ambiental (Seção V), não sendo o objeto jurídico imediato, o meio ambiente; assim, “deve-se exigir do funcionário observância das normas reguladoras da concessão da licença, autorização ou permissão”. Assim, o crime se consumou com a emissão do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ comunidade. VI- Improcedem as alegações do Parquet: o efeito da condenação previsto no art. 92, I, “a”, do CP, não é automático. Assim, deverá ser decretado pelo juiz, de forma fundamentada. Comungo do entendimento do magistrado de piso que decidiu pela não aplicação deste dispositivo, por não considerar justificável medida tão gravosa, em função das condutas e das circunstâncias do caso concreto. VII- Apelação do Parquet desprovida e Apelações dos réus parcialmente providas, apenas, para reduzir as penas impostas pela prática do crime. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5º, XXXIX, da CF. Alega-se que os fatos narrados na inicial acusatória são atípicos, tendo em vista a ausência de lesividade ao meio ambiente. A Vice-Presidência do TRF da 2ª Região inadmitiu o recurso com base na Súmula 279 do STF. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente observo que a questão referente à violação do dispositivo constitucional não foi objeto de debate no acórdão recorrido. Falta-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). Ademais, observo que o Tribunal Regional afastou a tese defensiva nestes termos (eDOC 09, p. 92): “Comungo do entendimento do magistrado de piso que salientou que o tipo penal em questão, art. 67 da Lei 9.605/98 trata de crime contra a Administração Ambiental (Seção V), não sendo o objeto jurídico imediato, o meio ambiente; assim, “deve-se exigir do funcionário observância das normas reguladoras da concessão da licença, autorização ou permissão”. Assim, o crime se consumou com a emissão do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 1174145 AGR / RJ ato autorizativo em desacordo com as normas ambientais.” Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame da legislação aplicável à espécie, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a caracterização de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Ressalto, por fim, que, nos termos da Súmula 636 do STF, “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1º, RISTF. Nas razões recursais alega-se que: a) “embora não se tenha cogitado expressamente da discussão sobre o preceito constitucional nos termos encontrados na decisão atacada, certo é que desde as alegações finais da defesa vem sendo sustentada a atipicidade das condutas dos agravantes”; b) as condutas praticadas pelos agravantes não ocasionaram qualquer resultado danoso ao meio ambiente, razão pela qual fica demonstrada a atipicidade de seus comportamentos; c) a análise da questão não demanda reexame de fatos e provas, pois ficou comprovada a ausência de lesão ao meio ambiente; d) o teor da Súmula 636 do STF não se aplica ao caso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ ato autorizativo em desacordo com as normas ambientais.” Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame da legislação aplicável à espécie, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a caracterização de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Ressalto, por fim, que, nos termos da Súmula 636 do STF, “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1º, RISTF. Nas razões recursais alega-se que: a) “embora não se tenha cogitado expressamente da discussão sobre o preceito constitucional nos termos encontrados na decisão atacada, certo é que desde as alegações finais da defesa vem sendo sustentada a atipicidade das condutas dos agravantes”; b) as condutas praticadas pelos agravantes não ocasionaram qualquer resultado danoso ao meio ambiente, razão pela qual fica demonstrada a atipicidade de seus comportamentos; c) a análise da questão não demanda reexame de fatos e provas, pois ficou comprovada a ausência de lesão ao meio ambiente; d) o teor da Súmula 636 do STF não se aplica ao caso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão aos agravantes, uma vez que não trouxeram novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Reitero que a matéria constitucional, suscitada pela primeira vez na via extraordinária, efetivamente não foi debatida pelas instâncias ordinárias. A defesa nem sequer provocou o seu prequestionamento com a oposição de embargos de declaração. Assim, incidem na espécie as Súmulas 282 e 284, ambas do STF. Ademais, a matéria possui índole infraconstitucional. O enfrentamento da tese relativa à atipicidade da conduta implicaria o reexame da legislação aplicada à espécie (Lei 9.605/98), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 636 do STF. Nesse sentido: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATERIALIDADE E AUTORIA. ATIPICIDADE DA CONDUTA. SÚMULA 279/STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão aos agravantes, uma vez que não trouxeram novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Reitero que a matéria constitucional, suscitada pela primeira vez na via extraordinária, efetivamente não foi debatida pelas instâncias ordinárias. A defesa nem sequer provocou o seu prequestionamento com a oposição de embargos de declaração. Assim, incidem na espécie as Súmulas 282 e 284, ambas do STF. Ademais, a matéria possui índole infraconstitucional. O enfrentamento da tese relativa à atipicidade da conduta implicaria o reexame da legislação aplicada à espécie (Lei 9.605/98), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 636 do STF. Nesse sentido: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATERIALIDADE E AUTORIA. ATIPICIDADE DA CONDUTA. SÚMULA 279/STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1174145 AGR / RJ AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. (ARE 1.035.949 AgR, Relatora Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.09.2017) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime de ameaça. Alegação de atipicidade da conduta. Acórdão do Tribunal de origem fundado na legislação infraconstitucional (Lei nº 11.340/06). Ofensa reflexa à Constituição configurada. Precedentes. Pretendido reexame de fatos e provas inadmissível em sede de extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Negativa de prestação jurisdicional (CF, art. 93, IX). Não ocorrência. Precedentes. Regimental não provido. 1. O exame de legislação infraconstitucional é inadmissível em recurso extraordinário, por configurar ofensa reflexa à Constituição. 2. Conclusão em sentido diverso daquele do acórdão recorrido demandaria, na espécie, o reexame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável na via eleita, segundo o enunciado da Súmula nº 279/STF. 3. Ausência de violação do art. 93, inciso IX, sendo desnecessário que o órgão judicante se manifeste minudentemente sobre todos os argumentos de defesa apresentados, devendo ele, no entanto, explicitar as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 4. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 1.025.718 AgR, Relator Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 23.06.2017) No tocante ao pedido do Ministério Público Federal, considerando, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. (ARE 1.035.949 AgR, Relatora Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.09.2017) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime de ameaça. Alegação de atipicidade da conduta. Acórdão do Tribunal de origem fundado na legislação infraconstitucional (Lei nº 11.340/06). Ofensa reflexa à Constituição configurada. Precedentes. Pretendido reexame de fatos e provas inadmissível em sede de extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Negativa de prestação jurisdicional (CF, art. 93, IX). Não ocorrência. Precedentes. Regimental não provido. 1. O exame de legislação infraconstitucional é inadmissível em recurso extraordinário, por configurar ofensa reflexa à Constituição. 2. Conclusão em sentido diverso daquele do acórdão recorrido demandaria, na espécie, o reexame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável na via eleita, segundo o enunciado da Súmula nº 279/STF. 3. Ausência de violação do art. 93, inciso IX, sendo desnecessário que o órgão judicante se manifeste minudentemente sobre todos os argumentos de defesa apresentados, devendo ele, no entanto, explicitar as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 4. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 1.025.718 AgR, Relator Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 23.06.2017) No tocante ao pedido do Ministério Público Federal, considerando, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1174145 AGR / RJ na espécie, o exaurimento das instâncias ordinárias e o recebimento do recurso extraordinário sem efeito suspensivo, a execução provisória da pena poderá ser postulada pelo Parquet diretamente ao Juízo de origem, a quem cabe examinar e, sendo o caso, determinar, a tempo e modo, o início da execução. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ na espécie, o exaurimento das instâncias ordinárias e o recebimento do recurso extraordinário sem efeito suspensivo, a execução provisória da pena poderá ser postulada pelo Parquet diretamente ao Juízo de origem, a quem cabe examinar e, sendo o caso, determinar, a tempo e modo, o início da execução. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) : LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) : MATUSALEM LOPES DE SOUZA (38754/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7F9-3385-5731-23B6 e senha 800A-56A2-6560-A8DF Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) : LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) : MATUSALEM LOPES DE SOUZA (38754/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7F9-3385-5731-23B6 e senha 800A-56A2-6560-A8DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750106106
2019-05-31T00:00:00
2019-06-14T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REVISÃO DA MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 636 DO STF. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmula 282 do STF 2. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Súmula 636 do STF. 3. Agravo regimental desprovido.
sjur405924
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, AUTORIA DO CRIME, MATERIALIDADE DO FATO, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 1025718 AgR (2ªT), ARE 1035949 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 12/07/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1174145
[ "LEG-FED LEI-009605 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1174145 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) : LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) : MATUSALEM LOPES DE SOUZA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) :LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) :MATUSALEM LOPES DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REVISÃO DA MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal 2. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48CA-6B6E-B823-09B9 e senha 2B35-6B2D-D6D3-92E8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1174145 AGR / RJ Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48CA-6B6E-B823-09B9 e senha 2B35-6B2D-D6D3-92E8 Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ Brasília, 31 de maio de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 48CA-6B6E-B823-09B9 e senha 2B35-6B2D-D6D3-92E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) :LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) :MATUSALEM LOPES DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário, nos seguintes termos: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região, (eDOC 09, p. 107/108): PENAL E PROCESSUAL PENAL - CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO AMBIENTAL – CONCEDER AUTORIZAÇÃO EM DESACORDO COM AS NORMAS AMBIENTAIS – ARTIGO 67 DA LEI 9.605/98 – MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS - RECÁLCULO DA DOSIMETRIA DAS PENAS – REDUÇÃO DAS PENAS-BASE - APELAÇÃO DO MPF DESPROVIDA - APELAÇÃO DOS RÉUS PARCIALMENTE PROVIDA. I - Rejeito as preliminares: incabível a nulidade do processo, pois a jurisprudência é pacífica no sentido de que o órgão ministerial dispõe de competência para promover investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado; inexistente violação ao princípio da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) :LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) :MATUSALEM LOPES DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em neguei seguimento ao agravo em recurso extraordinário, nos seguintes termos: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Tribunal Regional Federal da 2... Região, (eDOC 09, p. 107/108): PENAL E PROCESSUAL PENAL - CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO AMBIENTAL – CONCEDER AUTORIZAÇÃO EM DESACORDO COM AS NORMAS AMBIENTAIS – ARTIGO 67 DA LEI 9.605/98 – MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS - RECÁLCULO DA DOSIMETRIA DAS PENAS – REDUÇÃO DAS PENAS-BASE - APELAÇÃO DO MPF DESPROVIDA - APELAÇÃO DOS RÉUS PARCIALMENTE PROVIDA. I - Rejeito as preliminares: incabível a nulidade do processo, pois a jurisprudência é pacífica no sentido de que o órgão ministerial dispõe de competência para promover investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado; inexistente violação ao princípio da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1174145 AGR / RJ congruência, em razão da menção, feita pelo juiz, ao art. 29, do Código Penal Brasileiro, vez que o acusado se defende dos fatos e condutas descritas, e no caso foi condenado como partícipe do crime pelo qual foi acusado. II- Materialidade e autoria delitivas comprovadas; o crime se consumou com a simples emissão dos atos autorizativos, subscritos pelos réus, em desacordo com as normas ambientais, mesmo que não tenha se concretizado o projeto de edificação na APP (art. 67 da Lei 9605/98 é crime contra a administração ambiental); apesar de constarem nos documentos, os títulos “Declaração” e “Parecer”, o conteúdo era, de fato, autorizativo. Portanto, ausentes excludentes de tipicidade. III- Ausente, também, a excludente de culpabilidade, erro de proibição: os réus ignoraram tanto a legislação federal, quanto as recomendações do Ministério Público Federal a e as orientações emanadas do ente público a que estavam vinculados; portanto, não desconheciam a lei nem a ilicitude da própria conduta. IV- Procedem parcialmente as alegações dos réus: entendo que as circunstâncias judiciais não justificariam uma majoração das penas-base. Este tipo penal só pode ser praticado por funcionários que detenham algum grau de chefia e poder na organização. Assim, me parece que o fato de serem, os réus, Presidente e Diretor da entidade, é inerente ao tipo penal. Da mesma forma, entendo que as consequências não foram tão graves, vez que o projeto não foi aprovado e as lesões ao bem jurídico “meio-ambiente” não se concretizaram, apesar de o crime contra a Administração Pública Ambiental ter se consumado. V- Fixo as penas-base, de cada réu, tornadas definitivas, por ausência de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou diminuição de pena, no mínimo legal de 1 ano de detenção e 10 dias-multa, no valor unitário mínimo. A pena privativa de liberdade será substituída por 1 restritiva de direitos: prestação de serviços à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ congruência, em razão da menção, feita pelo juiz, ao art. 29, do Código Penal Brasileiro, vez que o acusado se defende dos fatos e condutas descritas, e no caso foi condenado como partícipe do crime pelo qual foi acusado. II- Materialidade e autoria delitivas comprovadas; o crime se consumou com a simples emissão dos atos autorizativos, subscritos pelos réus, em desacordo com as normas ambientais, mesmo que não tenha se concretizado o projeto de edificação na APP (art. 67 da Lei 9605/98 é crime contra a administração ambiental); apesar de constarem nos documentos, os títulos “Declaração” e “Parecer”, o conteúdo era, de fato, autorizativo. Portanto, ausentes excludentes de tipicidade. III- Ausente, também, a excludente de culpabilidade, erro de proibição: os réus ignoraram tanto a legislação federal, quanto as recomendações do Ministério Público Federal a e as orientações emanadas do ente público a que estavam vinculados; portanto, não desconheciam a lei nem a ilicitude da própria conduta. IV- Procedem parcialmente as alegações dos réus: entendo que as circunstâncias judiciais não justificariam uma majoração das penas-base. Este tipo penal só pode ser praticado por funcionários que detenham algum grau de chefia e poder na organização. Assim, me parece que o fato de serem, os réus, Presidente e Diretor da entidade, é inerente ao tipo penal. Da mesma forma, entendo que as consequências não foram tão graves, vez que o projeto não foi aprovado e as lesões ao bem jurídico “meio-ambiente” não se concretizaram, apesar de o crime contra a Administração Pública Ambiental ter se consumado. V- Fixo as penas-base, de cada réu, tornadas definitivas, por ausência de agravantes, atenuantes, causas de aumento ou diminuição de pena, no mínimo legal de 1 ano de detenção e 10 dias-multa, no valor unitário mínimo. A pena privativa de liberdade será substituída por 1 restritiva de direitos: prestação de serviços à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1174145 AGR / RJ comunidade. VI- Improcedem as alegações do Parquet: o efeito da condenação previsto no art. 92, I, “a”, do Código Penal Brasileiro, não é automático. Assim, deverá ser decretado pelo juiz, de forma fundamentada. Comungo do entendimento do magistrado de piso que decidiu pela não aplicação deste dispositivo, por não considerar justificável medida tão gravosa, em função das condutas e das circunstâncias do caso concreto. VII- Apelação do Parquet desprovida e Apelações dos réus parcialmente providas, apenas, para reduzir as penas impostas pela prática do crime. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5..., XXXIX, da Constituição Federal de 1988. Alega-se que os fatos narrados na inicial acusatória são atípicos, tendo em vista a ausência de lesividade ao meio ambiente. A Vice-Presidência do TRF da 2... Região inadmitiu o recurso com base na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente observo que a questão referente à violação do dispositivo constitucional não foi objeto de debate no acórdão recorrido. Falta-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal). Ademais, observo que o Tribunal Regional afastou a tese defensiva nestes termos (eDOC 09, p. 92): “Comungo do entendimento do magistrado de piso que salientou que o tipo penal em questão, art. 67 da Lei 9.605/98 trata de crime contra a Administração Ambiental (Seção V), não sendo o objeto jurídico imediato, o meio ambiente; assim, “deve-se exigir do funcionário observância das normas reguladoras da concessão da licença, autorização ou permissão”. Assim, o crime se consumou com a emissão do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ comunidade. VI- Improcedem as alegações do Parquet: o efeito da condenação previsto no art. 92, I, “a”, do Código Penal Brasileiro, não é automático. Assim, deverá ser decretado pelo juiz, de forma fundamentada. Comungo do entendimento do magistrado de piso que decidiu pela não aplicação deste dispositivo, por não considerar justificável medida tão gravosa, em função das condutas e das circunstâncias do caso concreto. VII- Apelação do Parquet desprovida e Apelações dos réus parcialmente providas, apenas, para reduzir as penas impostas pela prática do crime. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5..., XXXIX, da Constituição Federal de 1988. Alega-se que os fatos narrados na inicial acusatória são atípicos, tendo em vista a ausência de lesividade ao meio ambiente. A Vice-Presidência do TRF da 2... Região inadmitiu o recurso com base na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente observo que a questão referente à violação do dispositivo constitucional não foi objeto de debate no acórdão recorrido. Falta-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal). Ademais, observo que o Tribunal Regional afastou a tese defensiva nestes termos (eDOC 09, p. 92): “Comungo do entendimento do magistrado de piso que salientou que o tipo penal em questão, art. 67 da Lei 9.605/98 trata de crime contra a Administração Ambiental (Seção V), não sendo o objeto jurídico imediato, o meio ambiente; assim, “deve-se exigir do funcionário observância das normas reguladoras da concessão da licença, autorização ou permissão”. Assim, o crime se consumou com a emissão do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 1174145 AGR / RJ ato autorizativo em desacordo com as normas ambientais.” Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame da legislação aplicável à espécie, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a caracterização de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Ressalto, por fim, que, nos termos da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1..., RISTF. Nas razões recursais alega-se que: a) “embora não se tenha cogitado expressamente da discussão sobre o preceito constitucional nos termos encontrados na decisão atacada, certo é que desde as alegações finais da defesa vem sendo sustentada a atipicidade das condutas dos agravantes”; b) as condutas praticadas pelos agravantes não ocasionaram qualquer resultado danoso ao meio ambiente, razão pela qual fica demonstrada a atipicidade de seus comportamentos; c) a análise da questão não demanda reexame de fatos e provas, pois ficou comprovada a ausência de lesão ao meio ambiente; d) o teor da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal não se aplica ao caso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ ato autorizativo em desacordo com as normas ambientais.” Assim, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame da legislação aplicável à espécie, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a caracterização de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Ressalto, por fim, que, nos termos da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, “não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1..., RISTF. Nas razões recursais alega-se que: a) “embora não se tenha cogitado expressamente da discussão sobre o preceito constitucional nos termos encontrados na decisão atacada, certo é que desde as alegações finais da defesa vem sendo sustentada a atipicidade das condutas dos agravantes”; b) as condutas praticadas pelos agravantes não ocasionaram qualquer resultado danoso ao meio ambiente, razão pela qual fica demonstrada a atipicidade de seus comportamentos; c) a análise da questão não demanda reexame de fatos e provas, pois ficou comprovada a ausência de lesão ao meio ambiente; d) o teor da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal não se aplica ao caso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 85C1-B4BB-B9AF-8AC3 e senha 2176-40A0-8608-768F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão aos agravantes, uma vez que não trouxeram novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Reitero que a matéria constitucional, suscitada pela primeira vez na via extraordinária, efetivamente não foi debatida pelas instâncias ordinárias. A defesa nem sequer provocou o seu prequestionamento com a oposição de embargos de declaração. Assim, incidem na espécie as Súmulas 282 e 284, ambas do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a matéria possui índole infraconstitucional. O enfrentamento da tese relativa à atipicidade da conduta implicaria o reexame da legislação aplicada à espécie (Lei 9.605/98), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATERIALIDADE E AUTORIA. ATIPICIDADE DA CONDUTA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão aos agravantes, uma vez que não trouxeram novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Reitero que a matéria constitucional, suscitada pela primeira vez na via extraordinária, efetivamente não foi debatida pelas instâncias ordinárias. A defesa nem sequer provocou o seu prequestionamento com a oposição de embargos de declaração. Assim, incidem na espécie as Súmulas 282 e 284, ambas do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a matéria possui índole infraconstitucional. O enfrentamento da tese relativa à atipicidade da conduta implicaria o reexame da legislação aplicada à espécie (Lei 9.605/98), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATERIALIDADE E AUTORIA. ATIPICIDADE DA CONDUTA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1174145 AGR / RJ AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. (ARE 1.035.949 AgR, Relatora Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.09.2017) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime de ameaça. Alegação de atipicidade da conduta. Acórdão do Tribunal de origem fundado na legislação infraconstitucional (Lei n 11.340/06). Ofensa reflexa à Constituição configurada. Precedentes. Pretendido reexame de fatos e provas inadmissível em sede de extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Negativa de prestação jurisdicional (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX). Não ocorrência. Precedentes. Regimental não provido. 1. O exame de legislação infraconstitucional é inadmissível em recurso extraordinário, por configurar ofensa reflexa à Constituição. 2. Conclusão em sentido diverso daquele do acórdão recorrido demandaria, na espécie, o reexame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável na via eleita, segundo o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Ausência de violação do art. 93, inciso IX, sendo desnecessário que o órgão judicante se manifeste minudentemente sobre todos os argumentos de defesa apresentados, devendo ele, no entanto, explicitar as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 4. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 1.025.718 AgR, Relator Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 23.06.2017) No tocante ao pedido do Ministério Público Federal, considerando, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. (ARE 1.035.949 AgR, Relatora Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 27.09.2017) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime de ameaça. Alegação de atipicidade da conduta. Acórdão do Tribunal de origem fundado na legislação infraconstitucional (Lei n 11.340/06). Ofensa reflexa à Constituição configurada. Precedentes. Pretendido reexame de fatos e provas inadmissível em sede de extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Negativa de prestação jurisdicional (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX). Não ocorrência. Precedentes. Regimental não provido. 1. O exame de legislação infraconstitucional é inadmissível em recurso extraordinário, por configurar ofensa reflexa à Constituição. 2. Conclusão em sentido diverso daquele do acórdão recorrido demandaria, na espécie, o reexame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável na via eleita, segundo o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Ausência de violação do art. 93, inciso IX, sendo desnecessário que o órgão judicante se manifeste minudentemente sobre todos os argumentos de defesa apresentados, devendo ele, no entanto, explicitar as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 4. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 1.025.718 AgR, Relator Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 23.06.2017) No tocante ao pedido do Ministério Público Federal, considerando, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1174145 AGR / RJ na espécie, o exaurimento das instâncias ordinárias e o recebimento do recurso extraordinário sem efeito suspensivo, a execução provisória da pena poderá ser postulada pelo Parquet diretamente ao Juízo de origem, a quem cabe examinar e, sendo o caso, determinar, a tempo e modo, o início da execução. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Supremo Tribunal Federal ARE 1174145 AGR / RJ na espécie, o exaurimento das instâncias ordinárias e o recebimento do recurso extraordinário sem efeito suspensivo, a execução provisória da pena poderá ser postulada pelo Parquet diretamente ao Juízo de origem, a quem cabe examinar e, sendo o caso, determinar, a tempo e modo, o início da execução. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97EA-F2D4-B264-DF4C e senha AA45-630E-0CED-1B58 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) : LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) : MATUSALEM LOPES DE SOUZA (38754/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7F9-3385-5731-23B6 e senha 800A-56A2-6560-A8DF Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.174.145 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : PAULO JOSE FONTANEZI AGTE.(S) : LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA ADV.(A/S) : MATUSALEM LOPES DE SOUZA (38754/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7F9-3385-5731-23B6 e senha 800A-56A2-6560-A8DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 174 . 145", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "ARE 1174145 AGR / RJ", "AGRAVO 1 . 174 . 145", "ARE 1174145 AGR / RJ", "ARE 1174145 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1174145 AGR / RJ", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1174145 AGR / RJ", "ARE 1 . 035 . 949 AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 025 . 718 AgR", "ARE 1174145 AGR / RJ", "ARE 1 . 035 . 949 AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 025 . 718 AgR", "ARE 1174145 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 67 DA LEI 9 . 605 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 67 DA LEI 9 . 605 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 , do Código Penal Brasileiro", "art . 67 da Lei 9605 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 , do Código Penal Brasileiro", "art . 67 da Lei 9605 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 92 , I , “ a ” , do Código Penal Brasileiro", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXIX , da Constituição Federal de 1988", "art . 67 da Lei 9 . 605 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 92 , I , “ a ” , do Código Penal Brasileiro", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXIX , da Constituição Federal de 1988", "art . 67 da Lei 9 . 605 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 605 / 98", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 605 / 98", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Lei n 11 . 340 / 06", "Constituição", "Constituição Federal de 1988 , art . 93 , IX", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Lei n 11 . 340 / 06", "Constituição Federal de 1988 , art . 93 , IX", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "MPF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "MPF", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Vice", "-", "Presidência do", "TRF da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Vice", "-", "Presidência", "TRF da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "PAULO JOSE FONTANEZI", "LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA", "MATUSALEM LOPES DE SOUZA", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PAULO JOSE FONTANEZI", "LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA", "MATUSALEM LOPES DE SOUZA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PAULO JOSE FONTANEZI", "LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA", "MATUSALEM LOPES DE SOUZA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PAULO JOSE FONTANEZI", "LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA", "MATUSALEM LOPES DE SOUZA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "PAULO JOSE FONTANEZI", "LUIZ ROBERTO ANDRADE E SOUZA", "MATUSALEM LOPES DE SOUZA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "30 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "09", ".", "2017", "23", ".", "06", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "09", ".", "2017", "23", ".", "06", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) :LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – AGRAVO INTERNO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – INCOGNOSCIBILIDADE – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – A EVENTUAL CONCESSÃO DA GRATUIDADE NÃO EXONERA O BENEFICIÁRIO DOS ENCARGOS FINANCEIROS DECORRENTES DE SUA SUCUMBÊNCIA (CPC, ART. 98, § 2º) – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, QUANTO À EXIGIBILIDADE DE TAIS VERBAS, DA CONDIÇÃO SUSPENSIVA A QUE SE REFERE O § 3º DO ART. 98 DO CPC – AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 03 a 09 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C292-7742-1FD9-B990 e senha F938-D1B5-4952-8E73 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) :LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEFE-D6D1-3BEA-42D4 e senha CFD5-F4A3-4B95-5FF6 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) :LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEFE-D6D1-3BEA-42D4 e senha CFD5-F4A3-4B95-5FF6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Este agravo interno é inacolhível, eis que a parte agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir os fundamentos em que se assentou esse ato decisório, abstendo-se de enfrentá-los na presente sede recursal. Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se ao recorrente afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, à inviabilidade do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, na redação dada pela Lei nº 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Este agravo interno é inacolhível, eis que a parte agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir os fundamentos em que se assentou esse ato decisório, abstendo-se de enfrentá-los na presente sede recursal. Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se ao recorrente afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, à inviabilidade do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, na redação dada pela Lei nº 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1170921 AGR / RS Vale registrar, por oportuno, que a legislação processual vigente no momento da publicação do ato ora questionado (CPC, art. 1.021, § 1º) impõe, à parte recorrente, o dever processual da impugnação especificada das deliberações judiciais, sob pena de não conhecimento do recurso interposto. Não se desconhece que o ordenamento normativo, informado pela teoria geral dos recursos, erige à condição de pressuposto essencial e indispensável inerente às modalidades recursais a obrigação, que é indeclinável, da parte recorrente de expor as razões de fato (quando cabíveis) e de direito viabilizadoras da reforma ou da invalidação da decisão recorrida. É tão significativo esse específico pressuposto recursal de índole objetiva que, desatendido pela parte recorrente, produz, como inevitável efeito consequencial, a própria incognoscibilidade do meio recursal utilizado. Cabe insistir, pois, que se impõe a quem recorre, como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação especificada, sem o que se tornará inviável o conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, não conheço do presente agravo interno, por não impugnados, especificadamente, os fundamentos da decisão agravada. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Supremo Tribunal Federal ARE 1170921 AGR / RS Vale registrar, por oportuno, que a legislação processual vigente no momento da publicação do ato ora questionado (CPC, art. 1.021, § 1º) impõe, à parte recorrente, o dever processual da impugnação especificada das deliberações judiciais, sob pena de não conhecimento do recurso interposto. Não se desconhece que o ordenamento normativo, informado pela teoria geral dos recursos, erige à condição de pressuposto essencial e indispensável inerente às modalidades recursais a obrigação, que é indeclinável, da parte recorrente de expor as razões de fato (quando cabíveis) e de direito viabilizadoras da reforma ou da invalidação da decisão recorrida. É tão significativo esse específico pressuposto recursal de índole objetiva que, desatendido pela parte recorrente, produz, como inevitável efeito consequencial, a própria incognoscibilidade do meio recursal utilizado. Cabe insistir, pois, que se impõe a quem recorre, como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação especificada, sem o que se tornará inviável o conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, não conheço do presente agravo interno, por não impugnados, especificadamente, os fundamentos da decisão agravada. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1170921 AGR / RS Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (CPC, art. 98, § 2º), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3º do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Supremo Tribunal Federal ARE 1170921 AGR / RS Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (CPC, art. 98, § 2º), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3º do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) : LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI (63371/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D794-3198-3871-C491 e senha CC07-9EC3-8BE2-87D3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) : LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI (63371/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D794-3198-3871-C491 e senha CC07-9EC3-8BE2-87D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750003976
2019-05-10T00:00:00
2019-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – AGRAVO INTERNO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – INCOGNOSCIBILIDADE – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – A EVENTUAL CONCESSÃO DA GRATUIDADE NÃO EXONERA O BENEFICIÁRIO DOS ENCARGOS FINANCEIROS DECORRENTES DE SUA SUCUMBÊNCIA (CPC, ART. 98, § 2º) – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, QUANTO À EXIGIBILIDADE DE TAIS VERBAS, DA CONDIÇÃO SUSPENSIVA A QUE SE REFERE O § 3º DO ART. 98 DO CPC – AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.
sjur404994
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) AI 257310 AgR (2ªT), AI 238454 AgR (2ªT), AI 122817 AgR-ED - RTJ 126/864, AI 133660 AgR - RTJ 133/485, AI 142937 AgR - RTJ 146/320 . Número de páginas: 6. Análise: 02/07/2019, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1170921
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-00098 PAR-00002 PAR-00003 ART-01021 \n PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1170921 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) : LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) :LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – AGRAVO INTERNO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – INCOGNOSCIBILIDADE – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3... DO Código de Processo Civil – A EVENTUAL CONCESSÃO DA GRATUIDADE NÃO EXONERA O BENEFICIÁRIO DOS ENCARGOS FINANCEIROS DECORRENTES DE SUA SUCUMBÊNCIA (Código de Processo Civil, ART. 98, § 2...) – INCIDÊNCIA, NO ENTANTO, QUANTO À EXIGIBILIDADE DE TAIS VERBAS, DA CONDIÇÃO SUSPENSIVA A QUE SE REFERE O § 3... DO ART. 98 DO Código de Processo Civil – AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 03 a 09 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C292-7742-1FD9-B990 e senha F938-D1B5-4952-8E73 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) :LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEFE-D6D1-3BEA-42D4 e senha CFD5-F4A3-4B95-5FF6 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) :LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEFE-D6D1-3BEA-42D4 e senha CFD5-F4A3-4B95-5FF6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Este agravo interno é inacolhível, eis que a parte agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir os fundamentos em que se assentou esse ato decisório, abstendo-se de enfrentá-los na presente sede recursal. Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se ao recorrente afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, à inviabilidade do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei n 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Supremo Tribunal Federal 10/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Este agravo interno é inacolhível, eis que a parte agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir os fundamentos em que se assentou esse ato decisório, abstendo-se de enfrentá-los na presente sede recursal. Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se ao recorrente afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, à inviabilidade do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei n 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1170921 AGR / RS Vale registrar, por oportuno, que a legislação processual vigente no momento da publicação do ato ora questionado (Código de Processo Civil, art. 1.021, § 1...) impõe, à parte recorrente, o dever processual da impugnação especificada das deliberações judiciais, sob pena de não conhecimento do recurso interposto. Não se desconhece que o ordenamento normativo, informado pela teoria geral dos recursos, erige à condição de pressuposto essencial e indispensável inerente às modalidades recursais a obrigação, que é indeclinável, da parte recorrente de expor as razões de fato (quando cabíveis) e de direito viabilizadoras da reforma ou da invalidação da decisão recorrida. É tão significativo esse específico pressuposto recursal de índole objetiva que, desatendido pela parte recorrente, produz, como inevitável efeito consequencial, a própria incognoscibilidade do meio recursal utilizado. Cabe insistir, pois, que se impõe a quem recorre, como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação especificada, sem o que se tornará inviável o conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, não conheço do presente agravo interno, por não impugnados, especificadamente, os fundamentos da decisão agravada. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Supremo Tribunal Federal ARE 1170921 AGR / RS Vale registrar, por oportuno, que a legislação processual vigente no momento da publicação do ato ora questionado (Código de Processo Civil, art. 1.021, § 1...) impõe, à parte recorrente, o dever processual da impugnação especificada das deliberações judiciais, sob pena de não conhecimento do recurso interposto. Não se desconhece que o ordenamento normativo, informado pela teoria geral dos recursos, erige à condição de pressuposto essencial e indispensável inerente às modalidades recursais a obrigação, que é indeclinável, da parte recorrente de expor as razões de fato (quando cabíveis) e de direito viabilizadoras da reforma ou da invalidação da decisão recorrida. É tão significativo esse específico pressuposto recursal de índole objetiva que, desatendido pela parte recorrente, produz, como inevitável efeito consequencial, a própria incognoscibilidade do meio recursal utilizado. Cabe insistir, pois, que se impõe a quem recorre, como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação especificada, sem o que se tornará inviável o conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, não conheço do presente agravo interno, por não impugnados, especificadamente, os fundamentos da decisão agravada. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1170921 AGR / RS Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (Código de Processo Civil, art. 98, § 2...), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3... do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Supremo Tribunal Federal ARE 1170921 AGR / RS Se a parte vencida, eventualmente, for beneficiária da gratuidade, não se exonerará ela, em virtude de tal condição, da responsabilidade pelas despesas processuais e pela verba honorária decorrentes de sua sucumbência (Código de Processo Civil, art. 98, § 2...), ressalvando-se-lhe, no entanto, quanto a tais encargos financeiros, a aplicabilidade do que se contém no § 3... do art. 98 desse mesmo estatuto processual civil. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A28C-717D-AE4C-CFD1 e senha BFFE-9761-C397-97B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 10/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) : LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI (63371/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D794-3198-3871-C491 e senha CC07-9EC3-8BE2-87D3 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.170.921 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CARLOS IVAN BARRETO MARQUES ADV.(A/S) : LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI (63371/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 3.5.2019 a 9.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D794-3198-3871-C491 e senha CC07-9EC3-8BE2-87D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 170 . 921", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 170 . 921", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 170 . 921", "AI 238 . 454 - AgR / SC", "RTJ 126 / 864", "AI 257 . 310 - AgR / DF", "AI 238 . 454 - AgR / SC", "RTJ 126 / 864", "AI 257 . 310 - AgR / DF", "ARE 1170921 AGR / RS", "AO 2 . 063 - AgR / CE", "ARE 1170921 AGR / RS", "AO 2 . 063 - AgR / CE", "ARE 1170921 AGR", "ARE 1170921 AGR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , ART . 98 ,", "ART . 98 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "arts . 545 e 557 , § 1 . . . , ambos do Código de Processo", "Lei n 9 . 756 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 545 e 557 , § 1 . . . , ambos do Código de Processo Civil", "Lei n 9 . 756 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 . 021 , § 1 . . .", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 .", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 98 , §", "Medida Provisória n 2 . 200", "Código de Processo Civil , art . 98 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "CARLOS IVAN BARRETO MARQUES", "LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS IVAN BARRETO MARQUES", "LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS IVAN BARRETO MARQUES", "LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX .", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS IVAN BARRETO MARQUES", "LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "CARLOS IVAN BARRETO MARQUES", "LUIS ALBERTO ELY BERGAMASCHI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "10", "/", "05", "/", "2019", "03 a 09 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "05", "/", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2019", "9", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME SOCIETÁRIO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. DESNECESSIDADE DE INDIVIDUALIZAÇÃO PORMENORIZADA DAS CONDUTAS DE CADA INDICIADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DO EXCEPCIONAL TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INVIABILIDADE NA ESPÉCIE DA ANÁLISE DA ALEGADA ATIPICIDADE: NECESSIDADE DE INCURSÃO NOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. AUSÊNCIA DE MANIFESTA VIOLÊNCIA OU COAÇÃO ILEGAL AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. II - “Este Supremo Tribunal Federal sufraga o entendimento no sentido de que nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa” (HC 149.328-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux). III - O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta; (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente; ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame, sendo nesse sentido o entendimento uníssono desta Suprema Corte. IV - A análise da conduta do acusado constitui matéria probatória Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C88-AB33-6B73-0027 e senha ACD7-61EA-AE52-C7E0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 168446 AGR / SP que deve ser apreciada pelo juiz natural da causa no curso da ação penal, não se afigurando razoável, nesse momento processual, afastar de plano a responsabilidade do paciente. V - A jurisprudência desta Corte, de resto, em diversas oportunidades, assentou o entendimento de que não se pode substituir o processo de conhecimento pela via excepcional do habeas corpus, o qual se presta, precipuamente, para afastar a manifesta violência ou coação ilegal ao direito de locomoção. Nesse sentido, entre outros, cito os seguintes precedentes: HC 85.636/PI, de relatoria do Ministro Carlos Velloso; HC 85.953/RS e HC 86.249/SP, de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 86.731/PE, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; RHC 86.534/MG, de relatoria do Ministro Eros Grau; e HC 86.042/RS, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. VI - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Celso de Mello. Brasília, 24 de maio de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C88-AB33-6B73-0027 e senha ACD7-61EA-AE52-C7E0 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP que deve ser apreciada pelo juiz natural da causa no curso da ação penal, não se afigurando razoável, nesse momento processual, afastar de plano a responsabilidade do paciente. V - A jurisprudência desta Corte, de resto, em diversas oportunidades, assentou o entendimento de que não se pode substituir o processo de conhecimento pela via excepcional do habeas corpus, o qual se presta, precipuamente, para afastar a manifesta violência ou coação ilegal ao direito de locomoção. Nesse sentido, entre outros, cito os seguintes precedentes: HC 85.636/PI, de relatoria do Ministro Carlos Velloso; HC 85.953/RS e HC 86.249/SP, de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 86.731/PE, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; RHC 86.534/MG, de relatoria do Ministro Eros Grau; e HC 86.042/RS, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. VI - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Celso de Mello. Brasília, 24 de maio de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C88-AB33-6B73-0027 e senha ACD7-61EA-AE52-C7E0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto por Luiz Carlos Miranda contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 16). O agravante sustenta, inicialmente, que “jamais poderia o n. Ministro Relator ter – como, pesa dizer, o fez – negado seguimento a ordem de habeas corpus por meio de decisão monocrática, em patente violação ao princípio da colegialidade, conforme já assentado pela jurisprudência desta c. Suprema Corte” (pág. 7 do documento eletrônico 17). Em seguida, aduz que “foi arrastado para o polo passivo da ação penal unicamente em razão de ser funcionário contratado como controller pela empresa com sede localizada em São Paulo (LBR LÁCTEOS BRASIL S.A), que tem como um de seus ativos uma empresa subsidiária localizada em Estrela/RS (SANTA RITA LTDA), empresa esta autuada pelo Fisco, em parcial período em que teriam ocorrido os fatos narrados na denúncia. Com efeito, o Sr. LUIZ CARLOS trabalhou como funcionário contratado na empresa LBR LÁCTEOS BRASIL S.A., no período de junho de 2012 a setembro de 20133, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto por Luiz Carlos Miranda contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 16). O agravante sustenta, inicialmente, que “jamais poderia o n. Ministro Relator ter – como, pesa dizer, o fez – negado seguimento a ordem de habeas corpus por meio de decisão monocrática, em patente violação ao princípio da colegialidade, conforme já assentado pela jurisprudência desta c. Suprema Corte” (pág. 7 do documento eletrônico 17). Em seguida, aduz que “foi arrastado para o polo passivo da ação penal unicamente em razão de ser funcionário contratado como controller pela empresa com sede localizada em São Paulo (LBR LÁCTEOS BRASIL S.A), que tem como um de seus ativos uma empresa subsidiária localizada em Estrela/RS (SANTA RITA LTDA), empresa esta autuada pelo Fisco, em parcial período em que teriam ocorrido os fatos narrados na denúncia. Com efeito, o Sr. LUIZ CARLOS trabalhou como funcionário contratado na empresa LBR LÁCTEOS BRASIL S.A., no período de junho de 2012 a setembro de 20133, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 168446 AGR / SP conforme faz prova a CTPS anexada aos autos (doc. 01, e-STJ fls. 541/543), sendo que sempre trabalhou da sede da empresa localizada na Comarca de São Paulo. A empresa SANTA RITA LTDA., por seu turno, fica localizada no interior do Rio Grande do Sul e pertence ao grupo da LBR LÁCTEOS BRASIL S.A.. Entretanto, muito embora a empresa SANTA RITA pertença a LBR, denota-se que se tratam de empresas distintas, com CNPJs diferentes e, principalmente, estabelecidas em Estados distantes. Assim, esclarece-se que o SR. LUIZ CARLOS nunca esteve na empresa SANTA RITA LTDA., laborando sempre na sede do grupo LBR LÁCTEOS BRASIL S.A. localizada em São Paulo. Veja, portanto, o Ministério Público entendeu por bem oferecer denúncia em face do Sr. LUIZ CARLOS, entretanto, sem se preocupar em apontar – afora o rótulo de contador – qual o vínculo do Agravante com a prática criminosa que lhe imputa” (págs. 7-8 do documento eletrônico 17; grifos no original). Nesse contexto, defende que “a exordial acusatória é manifestamente inepta, porquanto a acusação não tenha indicado o nexo causal entre a posição do Agravante de controller da empresa com sede localizada em São Paulo, que tem como um de seus ativos uma empresa subsidiária localizada em Estrela/RS, empresa esta autuada pelo Fisco, e a prática delitiva por ele supostamente perpetrada” (pág. 10 do documento eletrônico 17; grifos no original). Destaca, ainda, que “muito embora conste da denúncia a imputação de que o Agravante inseriu ‘elementos inexatos nos livros e documentos fiscais da sociedade’, é certo que tal acusação não se sustenta, uma vez que não consta dos autos os livros fiscais” (pág. 11 do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP conforme faz prova a CTPS anexada aos autos (doc. 01, e-STJ fls. 541/543), sendo que sempre trabalhou da sede da empresa localizada na Comarca de São Paulo. A empresa SANTA RITA LTDA., por seu turno, fica localizada no interior do Rio Grande do Sul e pertence ao grupo da LBR LÁCTEOS BRASIL S.A.. Entretanto, muito embora a empresa SANTA RITA pertença a LBR, denota-se que se tratam de empresas distintas, com CNPJs diferentes e, principalmente, estabelecidas em Estados distantes. Assim, esclarece-se que o SR. LUIZ CARLOS nunca esteve na empresa SANTA RITA LTDA., laborando sempre na sede do grupo LBR LÁCTEOS BRASIL S.A. localizada em São Paulo. Veja, portanto, o Ministério Público entendeu por bem oferecer denúncia em face do Sr. LUIZ CARLOS, entretanto, sem se preocupar em apontar – afora o rótulo de contador – qual o vínculo do Agravante com a prática criminosa que lhe imputa” (págs. 7-8 do documento eletrônico 17; grifos no original). Nesse contexto, defende que “a exordial acusatória é manifestamente inepta, porquanto a acusação não tenha indicado o nexo causal entre a posição do Agravante de controller da empresa com sede localizada em São Paulo, que tem como um de seus ativos uma empresa subsidiária localizada em Estrela/RS, empresa esta autuada pelo Fisco, e a prática delitiva por ele supostamente perpetrada” (pág. 10 do documento eletrônico 17; grifos no original). Destaca, ainda, que “muito embora conste da denúncia a imputação de que o Agravante inseriu ‘elementos inexatos nos livros e documentos fiscais da sociedade’, é certo que tal acusação não se sustenta, uma vez que não consta dos autos os livros fiscais” (pág. 11 do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 168446 AGR / SP documento eletrônico 17). Conclui argumentando que “a peça pórtica nem sequer narra uma conduta do Agravante, de modo que em momento algum do remédio heroico se discute a conduta de LUIZ CARLOS MIRANDA, mas tão somente a ausência de elementos mínimos de autoria. Assim, ao contrário do quanto afirmado pelo n. Ministro Relator, não é necessário a análise fático-probatória, justamente porque nos autos inexistem elementos probatórios! Basta uma leitura passageira da inicial acusatória para verificar que em momento algum a denúncia faz referência a qualquer elemento probatório a indicar a participação do Agravante no delito que lhe é imputado” (pág. 11 do documento eletrônico 17). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP documento eletrônico 17). Conclui argumentando que “a peça pórtica nem sequer narra uma conduta do Agravante, de modo que em momento algum do remédio heroico se discute a conduta de LUIZ CARLOS MIRANDA, mas tão somente a ausência de elementos mínimos de autoria. Assim, ao contrário do quanto afirmado pelo n. Ministro Relator, não é necessário a análise fático-probatória, justamente porque nos autos inexistem elementos probatórios! Basta uma leitura passageira da inicial acusatória para verificar que em momento algum a denúncia faz referência a qualquer elemento probatório a indicar a participação do Agravante no delito que lhe é imputado” (pág. 11 do documento eletrônico 17). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção. Como afirmei, trata-se de caso de denegação da ordem. Por este motivo, reitero integralmente os fundamentos da decisão por mim proferida. A orientação contida no acórdão combatido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa. A propósito, confira-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. CRIME DE DUPLICATA SIMULADA. ARTIGO 172 DO CÓDIGO PENAL. ERRO MATERIAL. RECONHECIMENTO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. ALEGADA INÉPCIA DA DENÚNCIA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção. Como afirmei, trata-se de caso de denegação da ordem. Por este motivo, reitero integralmente os fundamentos da decisão por mim proferida. A orientação contida no acórdão combatido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa. A propósito, confira-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. CRIME DE DUPLICATA SIMULADA. ARTIGO 172 DO CÓDIGO PENAL. ERRO MATERIAL. RECONHECIMENTO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. ALEGADA INÉPCIA DA DENÚNCIA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP PRETENSÃO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. TEMA NÃO DEBATIDO PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. AUTORIA E MATERIALIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS ADUZIDOS NA PETIÇÃO INICIAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. [...] 3. In casu, o paciente foi denunciado pela prática de crime de emissão de duplicata simulada, previsto no artigo 172 do Código Penal. [...] 7. Este Supremo Tribunal Federal sufraga o entendimento no sentido de que nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa. 8. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. 9. O trancamento da ação penal é medida excepcional, cabível apenas nas hipóteses de manifesta atipicidade da conduta, de causa extintiva de punibilidade e de ausência de indícios suficientes de autoria a materialidade delitiva. 10. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904- AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/07/2015. 11. Embargos de declaração nos embargos de declaração no Habeas Corpus providos para reconhecer o erro material alegado, anular o acórdão recorrido e viabilizar o imediato conhecimento dos Embargos de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP PRETENSÃO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. TEMA NÃO DEBATIDO PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. AUTORIA E MATERIALIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS ADUZIDOS NA PETIÇÃO INICIAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. [...] 3. In casu, o paciente foi denunciado pela prática de crime de emissão de duplicata simulada, previsto no artigo 172 do Código Penal. [...] 7. Este Supremo Tribunal Federal sufraga o entendimento no sentido de que nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa. 8. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. 9. O trancamento da ação penal é medida excepcional, cabível apenas nas hipóteses de manifesta atipicidade da conduta, de causa extintiva de punibilidade e de ausência de indícios suficientes de autoria a materialidade delitiva. 10. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904- AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/07/2015. 11. Embargos de declaração nos embargos de declaração no Habeas Corpus providos para reconhecer o erro material alegado, anular o acórdão recorrido e viabilizar o imediato conhecimento dos Embargos de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP Declaração no Habeas Corpus, aos quais, desde logo, converto em agravo regimental e nego-lhe provimento.” (HC 150.842 ED- ED/TO, Rel. Min. Luiz Fux) “Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Delito contra a relação de consumo. Artigo 7º, inciso VII, da Lei nº 8.137/90. Alegada inépcia formal da denúncia. Não ocorrência. Inicial acusatória que descreve suficientemente as condutas imputadas aos agravantes de modo a possibilitar o exercício do direito de defesa. Crime societário. Desnecessidade de individualização pormenorizada das condutas de cada indiciado. Precedentes. Regimental não provido. 1. Tratando-se de crimes societários, não é inepta a denúncia em razão da mera ausência de indicação individualizada da conduta de cada indiciado. 2. Na hipótese dos autos a denúncia descreveu suficientemente as condutas imputadas aos agravantes, de modo a possibilitar o exercício do direito de defesa. 3. Segundo o escólio jurisprudencial da Corte, configura condição de admissibilidade da denúncia em crimes societários a indicação de que os acusados sejam de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes. 4. Regimental ao qual se nega provimento.” (HC 137.030 AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME CONTRA ORDEM TRIBUTÁRIA. CRIME SOCIETÁRIO. ARTIGO 1º, II, DA LEI Nº 8.137/90. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. NEGATIVA DE AUTORIA. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP Declaração no Habeas Corpus, aos quais, desde logo, converto em agravo regimental e nego-lhe provimento.” (HC 150.842 ED- ED/TO, Rel. Min. Luiz Fux) “Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Delito contra a relação de consumo. Artigo 7º, inciso VII, da Lei nº 8.137/90. Alegada inépcia formal da denúncia. Não ocorrência. Inicial acusatória que descreve suficientemente as condutas imputadas aos agravantes de modo a possibilitar o exercício do direito de defesa. Crime societário. Desnecessidade de individualização pormenorizada das condutas de cada indiciado. Precedentes. Regimental não provido. 1. Tratando-se de crimes societários, não é inepta a denúncia em razão da mera ausência de indicação individualizada da conduta de cada indiciado. 2. Na hipótese dos autos a denúncia descreveu suficientemente as condutas imputadas aos agravantes, de modo a possibilitar o exercício do direito de defesa. 3. Segundo o escólio jurisprudencial da Corte, configura condição de admissibilidade da denúncia em crimes societários a indicação de que os acusados sejam de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes. 4. Regimental ao qual se nega provimento.” (HC 137.030 AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME CONTRA ORDEM TRIBUTÁRIA. CRIME SOCIETÁRIO. ARTIGO 1º, II, DA LEI Nº 8.137/90. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. NEGATIVA DE AUTORIA. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. VEDAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NO ATO IMPUGNADO. ATUAÇÃO EX OFFICIO DO STF INVIÁVEL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Nos crimes societários é prescindível a descrição minuciosa e detalhada das condutas de cada autor, bastando a descrição do fato típico, das circunstâncias comuns, os motivos do crime e indícios suficientes da autoria ainda que sucintamente, a fim de garantir o direito à ampla defesa e contraditório. Precedentes: HC 118.891, Primeira Turma, Relator Min. Edson Fachin, DJe 20/10/2015, HC 116.781, Segunda Turma, Relator Min. Teori Zavascki, DJe 15/04/2014, HC 101.754, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 25/06/10. 2. A negativa de autoria do delito não é aferível na via do writ, cuja análise se encontra reservada aos processos de conhecimento, nos quais a dilação probatória tem espaço garantido. Precedentes: HC 114.889-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe 24/09/13; HC 114.616, Segunda Turma, Rel. Ministro Teori Zavascki, DJe 17/09/13. 3. O trancamento da ação penal por meio de habeas corpus é medida excepcional, somente admissível quando transparecer dos autos, de forma inequívoca, a inocência do acusado, a atipicidade da conduta ou a extinção da punibilidade. Precedentes: HC 101.754, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 24/06/10; HC 92.959, Primeira Turma, Rel Min. Carlos Britto, DJ 11/02/10. 4. In casu, os pacientes foram denunciados pela prática, em continuidade delitiva, do crime tributário previsto no artigo 1º, II, da Lei nº 8.137/90, em virtude de haverem fraudado a fiscalização tributária, omitindo receita relativa a saídas de mercadorias tributadas em documento exigido pela lei fiscal, creditando-se, indevidamente, do ICMS incidente sobre tais operações, o que teria resultado em prejuízo à Fazenda Estadual superior a 2 (dois) milhões de reais. 5. A 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. VEDAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NO ATO IMPUGNADO. ATUAÇÃO EX OFFICIO DO STF INVIÁVEL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Nos crimes societários é prescindível a descrição minuciosa e detalhada das condutas de cada autor, bastando a descrição do fato típico, das circunstâncias comuns, os motivos do crime e indícios suficientes da autoria ainda que sucintamente, a fim de garantir o direito à ampla defesa e contraditório. Precedentes: HC 118.891, Primeira Turma, Relator Min. Edson Fachin, DJe 20/10/2015, HC 116.781, Segunda Turma, Relator Min. Teori Zavascki, DJe 15/04/2014, HC 101.754, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 25/06/10. 2. A negativa de autoria do delito não é aferível na via do writ, cuja análise se encontra reservada aos processos de conhecimento, nos quais a dilação probatória tem espaço garantido. Precedentes: HC 114.889-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe 24/09/13; HC 114.616, Segunda Turma, Rel. Ministro Teori Zavascki, DJe 17/09/13. 3. O trancamento da ação penal por meio de habeas corpus é medida excepcional, somente admissível quando transparecer dos autos, de forma inequívoca, a inocência do acusado, a atipicidade da conduta ou a extinção da punibilidade. Precedentes: HC 101.754, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 24/06/10; HC 92.959, Primeira Turma, Rel Min. Carlos Britto, DJ 11/02/10. 4. In casu, os pacientes foram denunciados pela prática, em continuidade delitiva, do crime tributário previsto no artigo 1º, II, da Lei nº 8.137/90, em virtude de haverem fraudado a fiscalização tributária, omitindo receita relativa a saídas de mercadorias tributadas em documento exigido pela lei fiscal, creditando-se, indevidamente, do ICMS incidente sobre tais operações, o que teria resultado em prejuízo à Fazenda Estadual superior a 2 (dois) milhões de reais. 5. A 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 136.822 AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux) Ademais, o trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta; (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente; ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame, sendo nesse sentido o entendimento uníssono desta Suprema Corte. Confira-se: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. WRIT SUBSTITUTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ADMISSIBILIDADE. INVIABILIDADE NA ESPÉCIE DA ANÁLISE DA ALEGADA ATIPICIDADE: NECESSIDADE DE INCURSÃO NOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DO EXCEPCIONAL TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA PENAL DA JUSTIÇA CASTRENSE: ACÓRDÃO COMBATIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO CUMPRIDO PELA POLÍCIA MILITAR: POSSIBILIDADE. ORDEM DEENEGADA. I - Embora o presente writ tenha sido impetrado em substituição a recurso extraordinário, esta Segunda Turma não opõe óbice ao seu conhecimento. II - É inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame da atipicidade da conduta, por pressupor a indevida incursão nos fatos e provas da causa, sobretudo se consideradas as conclusões das instâncias antecedentes de que, à época dos fatos, o paciente não mais integrava os quadros da Polícia Militar do Estado do Paraná. III - O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 136.822 AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux) Ademais, o trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta; (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente; ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame, sendo nesse sentido o entendimento uníssono desta Suprema Corte. Confira-se: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. WRIT SUBSTITUTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ADMISSIBILIDADE. INVIABILIDADE NA ESPÉCIE DA ANÁLISE DA ALEGADA ATIPICIDADE: NECESSIDADE DE INCURSÃO NOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DO EXCEPCIONAL TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA PENAL DA JUSTIÇA CASTRENSE: ACÓRDÃO COMBATIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO CUMPRIDO PELA POLÍCIA MILITAR: POSSIBILIDADE. ORDEM DEENEGADA. I - Embora o presente writ tenha sido impetrado em substituição a recurso extraordinário, esta Segunda Turma não opõe óbice ao seu conhecimento. II - É inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame da atipicidade da conduta, por pressupor a indevida incursão nos fatos e provas da causa, sobretudo se consideradas as conclusões das instâncias antecedentes de que, à época dos fatos, o paciente não mais integrava os quadros da Polícia Militar do Estado do Paraná. III - O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta, (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame. IV - A competência penal da Justiça Castrense não se limita, apenas, aos integrantes das Forças Armadas, nem se define, por isso mesmo, ratione personae. É aferível, objetivamente, a partir da subsunção do comportamento do agente, de qualquer agente, mesmo o civil, ainda que em tempo de paz, ao preceito primário incriminador consubstanciado nos tipos penais definidos no Código Penal Militar. (Vide HC 109.544-MC, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma). V - O cumprimento do mandado de busca e apreensão pela polícia militar não contraria o art. 144, §§ 4° e 5°, da Constituição Federal. VI – Ordem denegada” (HC 137.575/PR, de minha relatoria). “Habeas corpus. Penal e processual penal. Tráfico e associação para o tráfico de drogas (arts. 33 e 35 da Lei nº 11.343/06). Trancamento da ação penal. Inépcia da denúncia e ausência de justa causa. Não ocorrência. Prisão preventiva. Revogação. Impossibilidade. Custódia assentada na periculosidade do paciente para a ordem pública. Suposto envolvimento com organização criminosa ligada ao ‘PCC’ dedicada ao tráfico de grandes quantidades de drogas (941,5 g de crack e 1.026,89 kg de cocaína). Necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da referida organização. Precedentes. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. 1. O trancamento da ação penal em habeas corpus constitui medida excepcional, a qual só deve ser aplicada quando houver, indiscutivelmente, ausência de justa causa ou flagrante ilegalidade demonstrada em inequívoca prova pré- constituída. Precedentes. 2. Não restou evidenciada nenhuma ilegalidade no oferecimento da denúncia, preenchida com os requisitos previstos no art. 41 do Código de Processo Penal, sendo essa, ademais, suficiente para permitir a defesa do 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta, (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame. IV - A competência penal da Justiça Castrense não se limita, apenas, aos integrantes das Forças Armadas, nem se define, por isso mesmo, ratione personae. É aferível, objetivamente, a partir da subsunção do comportamento do agente, de qualquer agente, mesmo o civil, ainda que em tempo de paz, ao preceito primário incriminador consubstanciado nos tipos penais definidos no Código Penal Militar. (Vide HC 109.544-MC, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma). V - O cumprimento do mandado de busca e apreensão pela polícia militar não contraria o art. 144, §§ 4° e 5°, da Constituição Federal. VI – Ordem denegada” (HC 137.575/PR, de minha relatoria). “Habeas corpus. Penal e processual penal. Tráfico e associação para o tráfico de drogas (arts. 33 e 35 da Lei nº 11.343/06). Trancamento da ação penal. Inépcia da denúncia e ausência de justa causa. Não ocorrência. Prisão preventiva. Revogação. Impossibilidade. Custódia assentada na periculosidade do paciente para a ordem pública. Suposto envolvimento com organização criminosa ligada ao ‘PCC’ dedicada ao tráfico de grandes quantidades de drogas (941,5 g de crack e 1.026,89 kg de cocaína). Necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da referida organização. Precedentes. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. 1. O trancamento da ação penal em habeas corpus constitui medida excepcional, a qual só deve ser aplicada quando houver, indiscutivelmente, ausência de justa causa ou flagrante ilegalidade demonstrada em inequívoca prova pré- constituída. Precedentes. 2. Não restou evidenciada nenhuma ilegalidade no oferecimento da denúncia, preenchida com os requisitos previstos no art. 41 do Código de Processo Penal, sendo essa, ademais, suficiente para permitir a defesa do 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP paciente. 3. A leitura da exordial acusatória permite concluir que não há ilegalidade a merecer reparo pela via eleita, uma vez que ela, embora sucinta, contém descrição mínima dos fatos imputados ao ora paciente, principalmente considerando tratar- se de crimes de tráfico e associação para o tráfico, cuja existência do liame subjetivo e da estabilidade associativa deve ser apurada no curso da instrução criminal. 4. A prisão preventiva do paciente foi justificada em sua periculosidade para a ordem pública, tendo em vista seu suposto envolvimento com organização criminosa ligada ao ‘PCC’ voltada ao tráfico de grandes quantidades de drogas (941,5 g de crack e 1.026,89 kg de cocaína). 5. Ordem denegada” (HC 139.054/SP, Rel. Min. Dias Toffoli). “Processual penal. Agravo regimental em Habeas corpus. Posse de munição. Alegação de atipicidade da conduta. Improcedência. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 1. O trancamento da ação penal pela via processualmente restrita do habeas corpus só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 2. Não há possibilidade de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que os autos não evidenciam teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. 3. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que ‘O delito de porte ilegal de arma de fogo tutela a segurança pública e a paz social, e não a incolumidade física, sendo irrelevante o fato de o armamento estar municiado ou não. Tanto é assim que a lei tipifica até mesmo o porte da munição, isoladamente’ (RHC 117.566, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC 138.157-AgR/MG, Rel. Min. Roberto Barroso). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP paciente. 3. A leitura da exordial acusatória permite concluir que não há ilegalidade a merecer reparo pela via eleita, uma vez que ela, embora sucinta, contém descrição mínima dos fatos imputados ao ora paciente, principalmente considerando tratar- se de crimes de tráfico e associação para o tráfico, cuja existência do liame subjetivo e da estabilidade associativa deve ser apurada no curso da instrução criminal. 4. A prisão preventiva do paciente foi justificada em sua periculosidade para a ordem pública, tendo em vista seu suposto envolvimento com organização criminosa ligada ao ‘PCC’ voltada ao tráfico de grandes quantidades de drogas (941,5 g de crack e 1.026,89 kg de cocaína). 5. Ordem denegada” (HC 139.054/SP, Rel. Min. Dias Toffoli). “Processual penal. Agravo regimental em Habeas corpus. Posse de munição. Alegação de atipicidade da conduta. Improcedência. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 1. O trancamento da ação penal pela via processualmente restrita do habeas corpus só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 2. Não há possibilidade de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que os autos não evidenciam teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. 3. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que ‘O delito de porte ilegal de arma de fogo tutela a segurança pública e a paz social, e não a incolumidade física, sendo irrelevante o fato de o armamento estar municiado ou não. Tanto é assim que a lei tipifica até mesmo o porte da munição, isoladamente’ (RHC 117.566, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC 138.157-AgR/MG, Rel. Min. Roberto Barroso). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP INOCORRÊNCIA. 1. Quando do recebimento da denúncia, não há exigência de cognição e avaliação exaustiva da prova ou apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 2. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus só se mostra cabível em casos excepcionalíssimos de manifestas (i) atipicidade da conduta, (ii) presença de causa extintiva de punibilidade ou (iii) ausência de suporte probatório mínimo de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre no presente caso. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC 141.918-AgR/RS, Rel. Min. Rosa Weber). Ademais, a análise da conduta do acusado constitui matéria probatória que deve ser apreciada pelo juiz natural da causa no curso da ação penal, não se afigurando razoável, nesse momento processual, afastar de plano a responsabilidade do paciente. A jurisprudência desta Corte, de resto, em diversas oportunidades, assentou o entendimento de que não se pode substituir o processo de conhecimento pela via excepcional do habeas corpus, o qual se presta, precipuamente, para afastar a manifesta violência ou coação ilegal ao direito de locomoção. Nesse sentido, entre outros, cito os seguintes precedentes: HC 85.636/PI, de relatoria do Ministro Carlos Velloso; HC 85.953/RS e HC 86.249/SP, de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 86.731/PE, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; RHC 86.534/MG, de relatoria do Ministro Eros Grau; e HC 86.042/RS, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. Portanto, diante de tudo o que foi aqui exposto, não vislumbrei, no caso sob exame, nenhuma das hipóteses autorizadoras ao trancamento da ação penal pela via da ação mandamental constitucional. Isso posto, nego provimento ao presente agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP INOCORRÊNCIA. 1. Quando do recebimento da denúncia, não há exigência de cognição e avaliação exaustiva da prova ou apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 2. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus só se mostra cabível em casos excepcionalíssimos de manifestas (i) atipicidade da conduta, (ii) presença de causa extintiva de punibilidade ou (iii) ausência de suporte probatório mínimo de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre no presente caso. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC 141.918-AgR/RS, Rel. Min. Rosa Weber). Ademais, a análise da conduta do acusado constitui matéria probatória que deve ser apreciada pelo juiz natural da causa no curso da ação penal, não se afigurando razoável, nesse momento processual, afastar de plano a responsabilidade do paciente. A jurisprudência desta Corte, de resto, em diversas oportunidades, assentou o entendimento de que não se pode substituir o processo de conhecimento pela via excepcional do habeas corpus, o qual se presta, precipuamente, para afastar a manifesta violência ou coação ilegal ao direito de locomoção. Nesse sentido, entre outros, cito os seguintes precedentes: HC 85.636/PI, de relatoria do Ministro Carlos Velloso; HC 85.953/RS e HC 86.249/SP, de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 86.731/PE, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; RHC 86.534/MG, de relatoria do Ministro Eros Grau; e HC 86.042/RS, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. Portanto, diante de tudo o que foi aqui exposto, não vislumbrei, no caso sob exame, nenhuma das hipóteses autorizadoras ao trancamento da ação penal pela via da ação mandamental constitucional. Isso posto, nego provimento ao presente agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto Vogal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o eminente Relator, com ressalva de minha posição pessoal, exposta em diversos casos de que fui Relator (HC 73.590/SP, HC 84.436/SP, HC 89.427/BA, v.g., dos quais fui Relator). É o meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBD3-4A7E-CCB7-2AA8 e senha 1A49-3C0D-9AC3-3A86 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o eminente Relator, com ressalva de minha posição pessoal, exposta em diversos casos de que fui Relator (HC 73.590/SP, HC 84.436/SP, HC 89.427/BA, v.g., dos quais fui Relator). É o meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBD3-4A7E-CCB7-2AA8 e senha 1A49-3C0D-9AC3-3A86 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 24/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) : ATILA PIMENTA COELHO MACHADO (190029/MG, 270981/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA3C-DCDD-A2B7-2D74 e senha 93E7-EE00-B979-008E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) : ATILA PIMENTA COELHO MACHADO (190029/MG, 270981/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA3C-DCDD-A2B7-2D74 e senha 93E7-EE00-B979-008E Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750513455
2019-05-24T00:00:00
2019-08-14T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME SOCIETÁRIO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. DESNECESSIDADE DE INDIVIDUALIZAÇÃO PORMENORIZADA DAS CONDUTAS DE CADA INDICIADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DO EXCEPCIONAL TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INVIABILIDADE NA ESPÉCIE DA ANÁLISE DA ALEGADA ATIPICIDADE: NECESSIDADE DE INCURSÃO NOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. AUSÊNCIA DE MANIFESTA VIOLÊNCIA OU COAÇÃO ILEGAL AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. II - “Este Supremo Tribunal Federal sufraga o entendimento no sentido de que nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa” (HC 149.328-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux). III - O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta; (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente; ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame, sendo nesse sentido o entendimento uníssono desta Suprema Corte. IV - A análise da conduta do acusado constitui matéria probatória que deve ser apreciada pelo juiz natural da causa no curso da ação penal, não se afigurando razoável, nesse momento processual, afastar de plano a responsabilidade do paciente. V - A jurisprudência desta Corte, de resto, em diversas oportunidades, assentou o entendimento de que não se pode substituir o processo de conhecimento pela via excepcional do habeas corpus, o qual se presta, precipuamente, para afastar a manifesta violência ou coação ilegal ao direito de locomoção. Nesse sentido, entre outros, cito os seguintes precedentes: HC 85.636/PI, de relatoria do Ministro Carlos Velloso; HC 85.953/RS e HC 86.249/SP, de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 86.731/PE, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; RHC 86.534/MG, de relatoria do Ministro Eros Grau; e HC 86.042/RS, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. VI - Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur408511
- Acórdão(s) citado(s): (CRIME SOCIETÁRIO, DENÚNCIA, CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA) HC 73590 (1ªT), HC 84436 (2ªT), HC 89427 (2ªT), HC 136822 AgR (1ªT), HC 137030 AgR (2ªT), HC 149328 AgR (1ªT), HC 150842 ED-ED (1ªT). (HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO, PROCESSO DE CONHECIMENTO) HC 85636 (2ªT), HC 85953 (1ªT), HC 86042 (2ªT), HC 86249 (1ªT), RHC 86534 (1ªT), HC 86731 (1ªT). (HC, TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL) HC 137575 (2ªT), HC 139054 (2ªT), HC 138157 AgR (1ªT), HC 141918 AgR (1ªT). Número de páginas: 16. Análise: 26/03/2020, JRS.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
168446
null
HC-AgR
acordaos
HC 168446 AgR
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AGTE.(S) : LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) : ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME SOCIETÁRIO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. DESNECESSIDADE DE INDIVIDUALIZAÇÃO PORMENORIZADA DAS CONDUTAS DE CADA INDICIADO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DO EXCEPCIONAL TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INVIABILIDADE NA ESPÉCIE DA ANÁLISE DA ALEGADA ATIPICIDADE: NECESSIDADE DE INCURSÃO NOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. AUSÊNCIA DE MANIFESTA VIOLÊNCIA OU COAÇÃO ILEGAL AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. II - “Este Supremo Tribunal Federal sufraga o entendimento no sentido de que nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa” (HC 149.328-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux). III - O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta; (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente; ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame, sendo nesse sentido o entendimento uníssono desta Suprema Corte. IV - A análise da conduta do acusado constitui matéria probatória Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C88-AB33-6B73-0027 e senha ACD7-61EA-AE52-C7E0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 168446 AGR / SP que deve ser apreciada pelo juiz natural da causa no curso da ação penal, não se afigurando razoável, nesse momento processual, afastar de plano a responsabilidade do paciente. V - A jurisprudência desta Corte, de resto, em diversas oportunidades, assentou o entendimento de que não se pode substituir o processo de conhecimento pela via excepcional do habeas corpus, o qual se presta, precipuamente, para afastar a manifesta violência ou coação ilegal ao direito de locomoção. Nesse sentido, entre outros, cito os seguintes precedentes: HC 85.636/PI, de relatoria do Ministro Carlos Velloso; HC 85.953/RS e HC 86.249/SP, de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 86.731/PE, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; RHC 86.534/MG, de relatoria do Ministro Eros Grau; e HC 86.042/RS, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. VI - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Celso de Mello. Brasília, 24 de maio de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C88-AB33-6B73-0027 e senha ACD7-61EA-AE52-C7E0 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP que deve ser apreciada pelo juiz natural da causa no curso da ação penal, não se afigurando razoável, nesse momento processual, afastar de plano a responsabilidade do paciente. V - A jurisprudência desta Corte, de resto, em diversas oportunidades, assentou o entendimento de que não se pode substituir o processo de conhecimento pela via excepcional do habeas corpus, o qual se presta, precipuamente, para afastar a manifesta violência ou coação ilegal ao direito de locomoção. Nesse sentido, entre outros, cito os seguintes precedentes: HC 85.636/PI, de relatoria do Ministro Carlos Velloso; HC 85.953/RS e HC 86.249/SP, de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 86.731/PE, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; RHC 86.534/MG, de relatoria do Ministro Eros Grau; e HC 86.042/RS, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. VI - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Celso de Mello. Brasília, 24 de maio de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C88-AB33-6B73-0027 e senha ACD7-61EA-AE52-C7E0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto por Luiz Carlos Miranda contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 16). O agravante sustenta, inicialmente, que “jamais poderia o n. Ministro Relator ter – como, pesa dizer, o fez – negado seguimento a ordem de habeas corpus por meio de decisão monocrática, em patente violação ao princípio da colegialidade, conforme já assentado pela jurisprudência desta c. Suprema Corte” (pág. 7 do documento eletrônico 17). Em seguida, aduz que “foi arrastado para o polo passivo da ação penal unicamente em razão de ser funcionário contratado como controller pela empresa com sede localizada em São Paulo (LBR LÁCTEOS BRASIL S.A), que tem como um de seus ativos uma empresa subsidiária localizada em Estrela/RS (SANTA RITA LTDA), empresa esta autuada pelo Fisco, em parcial período em que teriam ocorrido os fatos narrados na denúncia. Com efeito, o Sr. LUIZ CARLOS trabalhou como funcionário contratado na empresa LBR LÁCTEOS BRASIL S.A., no período de junho de 2012 a setembro de 20133, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto por Luiz Carlos Miranda contra decisão por mim proferida nestes autos (documento eletrônico 16). O agravante sustenta, inicialmente, que “jamais poderia o n. Ministro Relator ter – como, pesa dizer, o fez – negado seguimento a ordem de habeas corpus por meio de decisão monocrática, em patente violação ao princípio da colegialidade, conforme já assentado pela jurisprudência desta c. Suprema Corte” (pág. 7 do documento eletrônico 17). Em seguida, aduz que “foi arrastado para o polo passivo da ação penal unicamente em razão de ser funcionário contratado como controller pela empresa com sede localizada em São Paulo (LBR LÁCTEOS BRASIL S.A), que tem como um de seus ativos uma empresa subsidiária localizada em Estrela/RS (SANTA RITA LTDA), empresa esta autuada pelo Fisco, em parcial período em que teriam ocorrido os fatos narrados na denúncia. Com efeito, o Sr. LUIZ CARLOS trabalhou como funcionário contratado na empresa LBR LÁCTEOS BRASIL S.A., no período de junho de 2012 a setembro de 20133, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 168446 AGR / SP conforme faz prova a CTPS anexada aos autos (doc. 01, e-Superior Tribunal de Justiça fls. 541/543), sendo que sempre trabalhou da sede da empresa localizada na Comarca de São Paulo. A empresa SANTA RITA LTDA., por seu turno, fica localizada no interior do Rio Grande do Sul e pertence ao grupo da LBR LÁCTEOS BRASIL S.A.. Entretanto, muito embora a empresa SANTA RITA pertença a LBR, denota-se que se tratam de empresas distintas, com CNPJs diferentes e, principalmente, estabelecidas em Estados distantes. Assim, esclarece-se que o SR. LUIZ CARLOS nunca esteve na empresa SANTA RITA LTDA., laborando sempre na sede do grupo LBR LÁCTEOS BRASIL S.A. localizada em São Paulo. Veja, portanto, o Ministério Público entendeu por bem oferecer denúncia em face do Sr. LUIZ CARLOS, entretanto, sem se preocupar em apontar – afora o rótulo de contador – qual o vínculo do Agravante com a prática criminosa que lhe imputa” (págs. 7-8 do documento eletrônico 17; grifos no original). Nesse contexto, defende que “a exordial acusatória é manifestamente inepta, porquanto a acusação não tenha indicado o nexo causal entre a posição do Agravante de controller da empresa com sede localizada em São Paulo, que tem como um de seus ativos uma empresa subsidiária localizada em Estrela/RS, empresa esta autuada pelo Fisco, e a prática delitiva por ele supostamente perpetrada” (pág. 10 do documento eletrônico 17; grifos no original). Destaca, ainda, que “muito embora conste da denúncia a imputação de que o Agravante inseriu ‘elementos inexatos nos livros e documentos fiscais da sociedade’, é certo que tal acusação não se sustenta, uma vez que não consta dos autos os livros fiscais” (pág. 11 do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP conforme faz prova a CTPS anexada aos autos (doc. 01, e-Superior Tribunal de Justiça fls. 541/543), sendo que sempre trabalhou da sede da empresa localizada na Comarca de São Paulo. A empresa SANTA RITA LTDA., por seu turno, fica localizada no interior do Rio Grande do Sul e pertence ao grupo da LBR LÁCTEOS BRASIL S.A.. Entretanto, muito embora a empresa SANTA RITA pertença a LBR, denota-se que se tratam de empresas distintas, com CNPJs diferentes e, principalmente, estabelecidas em Estados distantes. Assim, esclarece-se que o SR. LUIZ CARLOS nunca esteve na empresa SANTA RITA LTDA., laborando sempre na sede do grupo LBR LÁCTEOS BRASIL S.A. localizada em São Paulo. Veja, portanto, o Ministério Público entendeu por bem oferecer denúncia em face do Sr. LUIZ CARLOS, entretanto, sem se preocupar em apontar – afora o rótulo de contador – qual o vínculo do Agravante com a prática criminosa que lhe imputa” (págs. 7-8 do documento eletrônico 17; grifos no original). Nesse contexto, defende que “a exordial acusatória é manifestamente inepta, porquanto a acusação não tenha indicado o nexo causal entre a posição do Agravante de controller da empresa com sede localizada em São Paulo, que tem como um de seus ativos uma empresa subsidiária localizada em Estrela/RS, empresa esta autuada pelo Fisco, e a prática delitiva por ele supostamente perpetrada” (pág. 10 do documento eletrônico 17; grifos no original). Destaca, ainda, que “muito embora conste da denúncia a imputação de que o Agravante inseriu ‘elementos inexatos nos livros e documentos fiscais da sociedade’, é certo que tal acusação não se sustenta, uma vez que não consta dos autos os livros fiscais” (pág. 11 do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 168446 AGR / SP documento eletrônico 17). Conclui argumentando que “a peça pórtica nem sequer narra uma conduta do Agravante, de modo que em momento algum do remédio heroico se discute a conduta de LUIZ CARLOS MIRANDA, mas tão somente a ausência de elementos mínimos de autoria. Assim, ao contrário do quanto afirmado pelo n. Ministro Relator, não é necessário a análise fático-probatória, justamente porque nos autos inexistem elementos probatórios! Basta uma leitura passageira da inicial acusatória para verificar que em momento algum a denúncia faz referência a qualquer elemento probatório a indicar a participação do Agravante no delito que lhe é imputado” (pág. 11 do documento eletrônico 17). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP documento eletrônico 17). Conclui argumentando que “a peça pórtica nem sequer narra uma conduta do Agravante, de modo que em momento algum do remédio heroico se discute a conduta de LUIZ CARLOS MIRANDA, mas tão somente a ausência de elementos mínimos de autoria. Assim, ao contrário do quanto afirmado pelo n. Ministro Relator, não é necessário a análise fático-probatória, justamente porque nos autos inexistem elementos probatórios! Basta uma leitura passageira da inicial acusatória para verificar que em momento algum a denúncia faz referência a qualquer elemento probatório a indicar a participação do Agravante no delito que lhe é imputado” (pág. 11 do documento eletrônico 17). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A16-A708-8ACB-13C1 e senha 17D6-C035-E761-C754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção. Como afirmei, trata-se de caso de denegação da ordem. Por este motivo, reitero integralmente os fundamentos da decisão por mim proferida. A orientação contida no acórdão combatido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa. A propósito, confira-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. CRIME DE DUPLICATA SIMULADA. ARTIGO 172 DO CÓDIGO PENAL. ERRO MATERIAL. RECONHECIMENTO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. ALEGADA INÉPCIA DA DENÚNCIA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, tenho que a decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção. Como afirmei, trata-se de caso de denegação da ordem. Por este motivo, reitero integralmente os fundamentos da decisão por mim proferida. A orientação contida no acórdão combatido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa. A propósito, confira-se: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO HABEAS CORPUS. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. CRIME DE DUPLICATA SIMULADA. ARTIGO 172 DO CÓDIGO PENAL. ERRO MATERIAL. RECONHECIMENTO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. ALEGADA INÉPCIA DA DENÚNCIA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP PRETENSÃO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. TEMA NÃO DEBATIDO PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. AUTORIA E MATERIALIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS ADUZIDOS NA PETIÇÃO INICIAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. [...] 3. In casu, o paciente foi denunciado pela prática de crime de emissão de duplicata simulada, previsto no artigo 172 do Código Penal. [...] 7. Este Supremo Tribunal Federal sufraga o entendimento no sentido de que nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa. 8. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. 9. O trancamento da ação penal é medida excepcional, cabível apenas nas hipóteses de manifesta atipicidade da conduta, de causa extintiva de punibilidade e de ausência de indícios suficientes de autoria a materialidade delitiva. 10. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904- AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1.../07/2015. 11. Embargos de declaração nos embargos de declaração no Habeas Corpus providos para reconhecer o erro material alegado, anular o acórdão recorrido e viabilizar o imediato conhecimento dos Embargos de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP PRETENSÃO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. TEMA NÃO DEBATIDO PELAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. AUTORIA E MATERIALIDADE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS ADUZIDOS NA PETIÇÃO INICIAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. [...] 3. In casu, o paciente foi denunciado pela prática de crime de emissão de duplicata simulada, previsto no artigo 172 do Código Penal. [...] 7. Este Supremo Tribunal Federal sufraga o entendimento no sentido de que nos crimes societários, é prescindível que conste da denúncia a descrição minuciosa de cada acusado, mostrando-se consentâneo com os postulados do contraditório e da ampla defesa que se exponha o vínculo dos acusados com a sociedade comercial e que se narre as condutas delituosas de forma a possibilitar o exercício do direito de defesa. 8. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. 9. O trancamento da ação penal é medida excepcional, cabível apenas nas hipóteses de manifesta atipicidade da conduta, de causa extintiva de punibilidade e de ausência de indícios suficientes de autoria a materialidade delitiva. 10. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904- AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1.../07/2015. 11. Embargos de declaração nos embargos de declaração no Habeas Corpus providos para reconhecer o erro material alegado, anular o acórdão recorrido e viabilizar o imediato conhecimento dos Embargos de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP Declaração no Habeas Corpus, aos quais, desde logo, converto em agravo regimental e nego-lhe provimento.” (HC 150.842 ED- ED/TO, Rel. Min. Luiz Fux) “Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Delito contra a relação de consumo. Artigo 7..., inciso VII, da Lei n 8.137/90. Alegada inépcia formal da denúncia. Não ocorrência. Inicial acusatória que descreve suficientemente as condutas imputadas aos agravantes de modo a possibilitar o exercício do direito de defesa. Crime societário. Desnecessidade de individualização pormenorizada das condutas de cada indiciado. Precedentes. Regimental não provido. 1. Tratando-se de crimes societários, não é inepta a denúncia em razão da mera ausência de indicação individualizada da conduta de cada indiciado. 2. Na hipótese dos autos a denúncia descreveu suficientemente as condutas imputadas aos agravantes, de modo a possibilitar o exercício do direito de defesa. 3. Segundo o escólio jurisprudencial da Corte, configura condição de admissibilidade da denúncia em crimes societários a indicação de que os acusados sejam de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes. 4. Regimental ao qual se nega provimento.” (HC 137.030 AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME CONTRA ORDEM TRIBUTÁRIA. CRIME SOCIETÁRIO. ARTIGO 1..., II, DA LEI n 8.137/90. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. NEGATIVA DE AUTORIA. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP Declaração no Habeas Corpus, aos quais, desde logo, converto em agravo regimental e nego-lhe provimento.” (HC 150.842 ED- ED/TO, Rel. Min. Luiz Fux) “Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Delito contra a relação de consumo. Artigo 7..., inciso VII, da Lei n 8.137/90. Alegada inépcia formal da denúncia. Não ocorrência. Inicial acusatória que descreve suficientemente as condutas imputadas aos agravantes de modo a possibilitar o exercício do direito de defesa. Crime societário. Desnecessidade de individualização pormenorizada das condutas de cada indiciado. Precedentes. Regimental não provido. 1. Tratando-se de crimes societários, não é inepta a denúncia em razão da mera ausência de indicação individualizada da conduta de cada indiciado. 2. Na hipótese dos autos a denúncia descreveu suficientemente as condutas imputadas aos agravantes, de modo a possibilitar o exercício do direito de defesa. 3. Segundo o escólio jurisprudencial da Corte, configura condição de admissibilidade da denúncia em crimes societários a indicação de que os acusados sejam de algum modo responsáveis pela condução da sociedade comercial sob a qual foram supostamente praticados os delitos. Precedentes. 4. Regimental ao qual se nega provimento.” (HC 137.030 AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME CONTRA ORDEM TRIBUTÁRIA. CRIME SOCIETÁRIO. ARTIGO 1..., II, DA LEI n 8.137/90. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. NEGATIVA DE AUTORIA. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. VEDAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NO ATO IMPUGNADO. ATUAÇÃO EX OFFICIO DO Supremo Tribunal Federal INVIÁVEL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Nos crimes societários é prescindível a descrição minuciosa e detalhada das condutas de cada autor, bastando a descrição do fato típico, das circunstâncias comuns, os motivos do crime e indícios suficientes da autoria ainda que sucintamente, a fim de garantir o direito à ampla defesa e contraditório. Precedentes: HC 118.891, Primeira Turma, Relator Min. Edson Fachin, DJe 20/10/2015, HC 116.781, Segunda Turma, Relator Min. Teori Zavascki, DJe 15/04/2014, HC 101.754, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 25/06/10. 2. A negativa de autoria do delito não é aferível na via do writ, cuja análise se encontra reservada aos processos de conhecimento, nos quais a dilação probatória tem espaço garantido. Precedentes: HC 114.889-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe 24/09/13; HC 114.616, Segunda Turma, Rel. Ministro Teori Zavascki, DJe 17/09/13. 3. O trancamento da ação penal por meio de habeas corpus é medida excepcional, somente admissível quando transparecer dos autos, de forma inequívoca, a inocência do acusado, a atipicidade da conduta ou a extinção da punibilidade. Precedentes: HC 101.754, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 24/06/10; HC 92.959, Primeira Turma, Rel Min. Carlos Britto, DJ 11/02/10. 4. In casu, os pacientes foram denunciados pela prática, em continuidade delitiva, do crime tributário previsto no artigo 1..., II, da Lei n 8.137/90, em virtude de haverem fraudado a fiscalização tributária, omitindo receita relativa a saídas de mercadorias tributadas em documento exigido pela lei fiscal, creditando-se, indevidamente, do ICMS incidente sobre tais operações, o que teria resultado em prejuízo à Fazenda Estadual superior a 2 (dois) milhões de reais. 5. A 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. VEDAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NO ATO IMPUGNADO. ATUAÇÃO EX OFFICIO DO Supremo Tribunal Federal INVIÁVEL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Nos crimes societários é prescindível a descrição minuciosa e detalhada das condutas de cada autor, bastando a descrição do fato típico, das circunstâncias comuns, os motivos do crime e indícios suficientes da autoria ainda que sucintamente, a fim de garantir o direito à ampla defesa e contraditório. Precedentes: HC 118.891, Primeira Turma, Relator Min. Edson Fachin, DJe 20/10/2015, HC 116.781, Segunda Turma, Relator Min. Teori Zavascki, DJe 15/04/2014, HC 101.754, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 25/06/10. 2. A negativa de autoria do delito não é aferível na via do writ, cuja análise se encontra reservada aos processos de conhecimento, nos quais a dilação probatória tem espaço garantido. Precedentes: HC 114.889-AgR, Primeira Turma, minha relatoria, DJe 24/09/13; HC 114.616, Segunda Turma, Rel. Ministro Teori Zavascki, DJe 17/09/13. 3. O trancamento da ação penal por meio de habeas corpus é medida excepcional, somente admissível quando transparecer dos autos, de forma inequívoca, a inocência do acusado, a atipicidade da conduta ou a extinção da punibilidade. Precedentes: HC 101.754, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 24/06/10; HC 92.959, Primeira Turma, Rel Min. Carlos Britto, DJ 11/02/10. 4. In casu, os pacientes foram denunciados pela prática, em continuidade delitiva, do crime tributário previsto no artigo 1..., II, da Lei n 8.137/90, em virtude de haverem fraudado a fiscalização tributária, omitindo receita relativa a saídas de mercadorias tributadas em documento exigido pela lei fiscal, creditando-se, indevidamente, do ICMS incidente sobre tais operações, o que teria resultado em prejuízo à Fazenda Estadual superior a 2 (dois) milhões de reais. 5. A 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 136.822 AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux) Ademais, o trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta; (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente; ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame, sendo nesse sentido o entendimento uníssono desta Suprema Corte. Confira-se: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. WRIT SUBSTITUTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ADMISSIBILIDADE. INVIABILIDADE NA ESPÉCIE DA ANÁLISE DA ALEGADA ATIPICIDADE: NECESSIDADE DE INCURSÃO NOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DO EXCEPCIONAL TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA PENAL DA JUSTIÇA CASTRENSE: ACÓRDÃO COMBATIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO CUMPRIDO PELA POLÍCIA MILITAR: POSSIBILIDADE. ORDEM DEENEGADA. I - Embora o presente writ tenha sido impetrado em substituição a recurso extraordinário, esta Segunda Turma não opõe óbice ao seu conhecimento. II - É inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame da atipicidade da conduta, por pressupor a indevida incursão nos fatos e provas da causa, sobretudo se consideradas as conclusões das instâncias antecedentes de que, à época dos fatos, o paciente não mais integrava os quadros da Polícia Militar do Estado do Paraná. III - O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 136.822 AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux) Ademais, o trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta; (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente; ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame, sendo nesse sentido o entendimento uníssono desta Suprema Corte. Confira-se: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. WRIT SUBSTITUTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ADMISSIBILIDADE. INVIABILIDADE NA ESPÉCIE DA ANÁLISE DA ALEGADA ATIPICIDADE: NECESSIDADE DE INCURSÃO NOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DO EXCEPCIONAL TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA PENAL DA JUSTIÇA CASTRENSE: ACÓRDÃO COMBATIDO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO CUMPRIDO PELA POLÍCIA MILITAR: POSSIBILIDADE. ORDEM DEENEGADA. I - Embora o presente writ tenha sido impetrado em substituição a recurso extraordinário, esta Segunda Turma não opõe óbice ao seu conhecimento. II - É inviável, na via estreita do habeas corpus, o exame da atipicidade da conduta, por pressupor a indevida incursão nos fatos e provas da causa, sobretudo se consideradas as conclusões das instâncias antecedentes de que, à época dos fatos, o paciente não mais integrava os quadros da Polícia Militar do Estado do Paraná. III - O trancamento da ação penal, em habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta, (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame. IV - A competência penal da Justiça Castrense não se limita, apenas, aos integrantes das Forças Armadas, nem se define, por isso mesmo, ratione personae. É aferível, objetivamente, a partir da subsunção do comportamento do agente, de qualquer agente, mesmo o civil, ainda que em tempo de paz, ao preceito primário incriminador consubstanciado nos tipos penais definidos no Código Penal Militar. (Vide HC 109.544-MC, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma). V - O cumprimento do mandado de busca e apreensão pela polícia militar não contraria o art. 144, §§ 4... e 5..., da Constituição Federal. VI – Ordem denegada” (HC 137.575/PR, de minha relatoria). “Habeas corpus. Penal e processual penal. Tráfico e associação para o tráfico de drogas (arts. 33 e 35 da Lei n 11.343/06). Trancamento da ação penal. Inépcia da denúncia e ausência de justa causa. Não ocorrência. Prisão preventiva. Revogação. Impossibilidade. Custódia assentada na periculosidade do paciente para a ordem pública. Suposto envolvimento com organização criminosa ligada ao ‘PCC’ dedicada ao tráfico de grandes quantidades de drogas (941,5 g de crack e 1.026,89 kg de cocaína). Necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da referida organização. Precedentes. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. 1. O trancamento da ação penal em habeas corpus constitui medida excepcional, a qual só deve ser aplicada quando houver, indiscutivelmente, ausência de justa causa ou flagrante ilegalidade demonstrada em inequívoca prova pré- constituída. Precedentes. 2. Não restou evidenciada nenhuma ilegalidade no oferecimento da denúncia, preenchida com os requisitos previstos no art. 41 do Código de Processo Penal, sendo essa, ademais, suficiente para permitir a defesa do 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta, (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre na situação sob exame. IV - A competência penal da Justiça Castrense não se limita, apenas, aos integrantes das Forças Armadas, nem se define, por isso mesmo, ratione personae. É aferível, objetivamente, a partir da subsunção do comportamento do agente, de qualquer agente, mesmo o civil, ainda que em tempo de paz, ao preceito primário incriminador consubstanciado nos tipos penais definidos no Código Penal Militar. (Vide HC 109.544-MC, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma). V - O cumprimento do mandado de busca e apreensão pela polícia militar não contraria o art. 144, §§ 4... e 5..., da Constituição Federal. VI – Ordem denegada” (HC 137.575/PR, de minha relatoria). “Habeas corpus. Penal e processual penal. Tráfico e associação para o tráfico de drogas (arts. 33 e 35 da Lei n 11.343/06). Trancamento da ação penal. Inépcia da denúncia e ausência de justa causa. Não ocorrência. Prisão preventiva. Revogação. Impossibilidade. Custódia assentada na periculosidade do paciente para a ordem pública. Suposto envolvimento com organização criminosa ligada ao ‘PCC’ dedicada ao tráfico de grandes quantidades de drogas (941,5 g de crack e 1.026,89 kg de cocaína). Necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes da referida organização. Precedentes. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. 1. O trancamento da ação penal em habeas corpus constitui medida excepcional, a qual só deve ser aplicada quando houver, indiscutivelmente, ausência de justa causa ou flagrante ilegalidade demonstrada em inequívoca prova pré- constituída. Precedentes. 2. Não restou evidenciada nenhuma ilegalidade no oferecimento da denúncia, preenchida com os requisitos previstos no art. 41 do Código de Processo Penal, sendo essa, ademais, suficiente para permitir a defesa do 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP paciente. 3. A leitura da exordial acusatória permite concluir que não há ilegalidade a merecer reparo pela via eleita, uma vez que ela, embora sucinta, contém descrição mínima dos fatos imputados ao ora paciente, principalmente considerando tratar- se de crimes de tráfico e associação para o tráfico, cuja existência do liame subjetivo e da estabilidade associativa deve ser apurada no curso da instrução criminal. 4. A prisão preventiva do paciente foi justificada em sua periculosidade para a ordem pública, tendo em vista seu suposto envolvimento com organização criminosa ligada ao ‘PCC’ voltada ao tráfico de grandes quantidades de drogas (941,5 g de crack e 1.026,89 kg de cocaína). 5. Ordem denegada” (HC 139.054/SP, Rel. Min. Dias Toffoli). “Processual penal. Agravo regimental em Habeas corpus. Posse de munição. Alegação de atipicidade da conduta. Improcedência. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 1. O trancamento da ação penal pela via processualmente restrita do habeas corpus só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 2. Não há possibilidade de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que os autos não evidenciam teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. 3. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que ‘O delito de porte ilegal de arma de fogo tutela a segurança pública e a paz social, e não a incolumidade física, sendo irrelevante o fato de o armamento estar municiado ou não. Tanto é assim que a lei tipifica até mesmo o porte da munição, isoladamente’ (RHC 117.566, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC 138.157-AgR/MG, Rel. Min. Roberto Barroso). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP paciente. 3. A leitura da exordial acusatória permite concluir que não há ilegalidade a merecer reparo pela via eleita, uma vez que ela, embora sucinta, contém descrição mínima dos fatos imputados ao ora paciente, principalmente considerando tratar- se de crimes de tráfico e associação para o tráfico, cuja existência do liame subjetivo e da estabilidade associativa deve ser apurada no curso da instrução criminal. 4. A prisão preventiva do paciente foi justificada em sua periculosidade para a ordem pública, tendo em vista seu suposto envolvimento com organização criminosa ligada ao ‘PCC’ voltada ao tráfico de grandes quantidades de drogas (941,5 g de crack e 1.026,89 kg de cocaína). 5. Ordem denegada” (HC 139.054/SP, Rel. Min. Dias Toffoli). “Processual penal. Agravo regimental em Habeas corpus. Posse de munição. Alegação de atipicidade da conduta. Improcedência. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 1. O trancamento da ação penal pela via processualmente restrita do habeas corpus só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 2. Não há possibilidade de concessão da ordem de ofício, tendo em vista que os autos não evidenciam teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder. 3. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que ‘O delito de porte ilegal de arma de fogo tutela a segurança pública e a paz social, e não a incolumidade física, sendo irrelevante o fato de o armamento estar municiado ou não. Tanto é assim que a lei tipifica até mesmo o porte da munição, isoladamente’ (RHC 117.566, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (HC 138.157-AgR/MG, Rel. Min. Roberto Barroso). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. INÉPCIA DA DENÚNCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. EXCEPCIONALIDADE. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP INOCORRÊNCIA. 1. Quando do recebimento da denúncia, não há exigência de cognição e avaliação exaustiva da prova ou apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 2. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus só se mostra cabível em casos excepcionalíssimos de manifestas (i) atipicidade da conduta, (ii) presença de causa extintiva de punibilidade ou (iii) ausência de suporte probatório mínimo de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre no presente caso. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC 141.918-AgR/RS, Rel. Min. Rosa Weber). Ademais, a análise da conduta do acusado constitui matéria probatória que deve ser apreciada pelo juiz natural da causa no curso da ação penal, não se afigurando razoável, nesse momento processual, afastar de plano a responsabilidade do paciente. A jurisprudência desta Corte, de resto, em diversas oportunidades, assentou o entendimento de que não se pode substituir o processo de conhecimento pela via excepcional do habeas corpus, o qual se presta, precipuamente, para afastar a manifesta violência ou coação ilegal ao direito de locomoção. Nesse sentido, entre outros, cito os seguintes precedentes: HC 85.636/PI, de relatoria do Ministro Carlos Velloso; HC 85.953/RS e HC 86.249/SP, de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 86.731/PE, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; RHC 86.534/MG, de relatoria do Ministro Eros Grau; e HC 86.042/RS, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. Portanto, diante de tudo o que foi aqui exposto, não vislumbrei, no caso sob exame, nenhuma das hipóteses autorizadoras ao trancamento da ação penal pela via da ação mandamental constitucional. Isso posto, nego provimento ao presente agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP INOCORRÊNCIA. 1. Quando do recebimento da denúncia, não há exigência de cognição e avaliação exaustiva da prova ou apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 2. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus só se mostra cabível em casos excepcionalíssimos de manifestas (i) atipicidade da conduta, (ii) presença de causa extintiva de punibilidade ou (iii) ausência de suporte probatório mínimo de autoria e materialidade delitivas, o que não ocorre no presente caso. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (HC 141.918-AgR/RS, Rel. Min. Rosa Weber). Ademais, a análise da conduta do acusado constitui matéria probatória que deve ser apreciada pelo juiz natural da causa no curso da ação penal, não se afigurando razoável, nesse momento processual, afastar de plano a responsabilidade do paciente. A jurisprudência desta Corte, de resto, em diversas oportunidades, assentou o entendimento de que não se pode substituir o processo de conhecimento pela via excepcional do habeas corpus, o qual se presta, precipuamente, para afastar a manifesta violência ou coação ilegal ao direito de locomoção. Nesse sentido, entre outros, cito os seguintes precedentes: HC 85.636/PI, de relatoria do Ministro Carlos Velloso; HC 85.953/RS e HC 86.249/SP, de relatoria do Ministro Ayres Britto; HC 86.731/PE, de relatoria do Ministro Marco Aurélio; RHC 86.534/MG, de relatoria do Ministro Eros Grau; e HC 86.042/RS, de relatoria do Ministro Joaquim Barbosa. Portanto, diante de tudo o que foi aqui exposto, não vislumbrei, no caso sob exame, nenhuma das hipóteses autorizadoras ao trancamento da ação penal pela via da ação mandamental constitucional. Isso posto, nego provimento ao presente agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 168446 AGR / SP É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Supremo Tribunal Federal HC 168446 AGR / SP É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71FB-62F1-FFA2-C522 e senha 88CF-0706-E8A0-5047 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto Vogal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o eminente Relator, com ressalva de minha posição pessoal, exposta em diversos casos de que fui Relator (HC 73.590/SP, HC 84.436/SP, HC 89.427/BA, v.g., dos quais fui Relator). É o meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBD3-4A7E-CCB7-2AA8 e senha 1A49-3C0D-9AC3-3A86 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) :ATILA PIMENTA COELHO MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Acompanho o eminente Relator, com ressalva de minha posição pessoal, exposta em diversos casos de que fui Relator (HC 73.590/SP, HC 84.436/SP, HC 89.427/BA, v.g., dos quais fui Relator). É o meu voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBD3-4A7E-CCB7-2AA8 e senha 1A49-3C0D-9AC3-3A86 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 24/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) : ATILA PIMENTA COELHO MACHADO (190029/MG, 270981/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA3C-DCDD-A2B7-2D74 e senha 93E7-EE00-B979-008E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.446 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : LUIZ CARLOS MIRANDA ADV.(A/S) : ATILA PIMENTA COELHO MACHADO (190029/MG, 270981/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, com ressalva do Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA3C-DCDD-A2B7-2D74 e senha 93E7-EE00-B979-008E Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 168 . 446", "HC 149 . 328 - AgR / SP", "HC 168446 AGR / SP", "HC 85 . 636 / PI", "HC 85 . 953 / RS", "HC 86 . 249 / SP", "HC 86 . 731 / PE", "RHC 86 . 534 / MG", "HC 86 . 042 / RS", "HC 168446 AGR / SP", "HC 85 . 636 / PI", "HC 85 . 953 / RS", "HC 86 . 249 / SP", "HC 86 . 731 / PE", "RHC 86 . 534 / MG", "HC 86 . 042 / RS", "HABEAS CORPUS 168 . 446 SÃO", "HABEAS CORPUS 168 . 446", "HC 168446 AGR / SP", "HC 168446 AGR / SP", "HC 168446 AGR / SP", "HC 168446 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 168 . 446", "HABEAS CORPUS 168 . 446", "HC 168446 AGR / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 168446 AGR / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 168446 AGR / SP", "HC 150 . 842 ED - ED / TO", "HC 137 . 030 AgR / PR", "HC 168446 AGR / SP", "HC 150 . 842 ED - ED / TO", "HC 137 . 030 AgR / PR", "HC 168446 AGR / SP", "HC 118 . 891", "HC 116 . 781", "HC 101 . 754", "HC 114 . 889 - AgR", "HC 101 . 754", "HC 92 . 959", "HC 168446 AGR / SP", "HC 118 . 891", "HC 116 . 781", "HC 101 . 754", "HC 114 . 889 - AgR", "HC 114 . 616", "HC 101 . 754", "HC 92 . 959", "HC 168446 AGR / SP", "HC 136 . 822 AgR / RJ", "HC 168446 AGR / SP", "HC 136 . 822 AgR / RJ", "HC 168446 AGR / SP", "HC 109 . 544 - MC", "HC 137 . 575 / PR", "HC 168446 AGR / SP", "HC 109 . 544 - MC", "HC 137 . 575 / PR", "HC 168446 AGR / SP", "HC 139 . 054 / SP", "RHC 117 . 566", "HC 138 . 157 - AgR / MG", "HC 168446", "HC 139 . 054 / SP", "RHC 117 . 566", "HC 138 . 157 - AgR / MG", "HC 168446 AGR / SP", "HC 141 . 918 - AgR / RS", "HC 85 . 636 / PI", "HC 85 . 953 /", "HC 86 . 249 / SP", "HC 86 . 731 / PE", "RHC 86 . 534 / MG", "HC 86 . 042 / RS", "HC 168446 AGR / SP", "HC 141 . 918 - AgR / RS", "HC 85 . 636 / PI", "HC 85 . 953 / RS", "HC 86 . 249 / SP", "HC 86 . 731 / PE", "RHC 86 . 534 / MG", "HC 86 . 042 / RS", "HC 168446 AGR / SP", "HC 168446 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 168 . 446", "HC 73 . 590 / SP", "HC 84 . 436 / SP", "HC 89 . 427 / BA", "HABEAS CORPUS 168 . 446", "HC 73 . 590 / SP", "HC 84 . 436 / SP", "HC 89 . 427 / BA", "HABEAS CORPUS 168 . 446", "HABEAS CORPUS 168 . 446" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 172 DO CÓDIGO PENAL", "CRFB", "/", "88 , ART . 102 , I , D E I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 172 DO CÓDIGO PENAL", "CRFB", "/", "88 , ART . 102 , I , D E I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 172 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 172 do Código Penal", "Artigo 7 . . . , inciso VII , da Lei n 8 . 137 / 90", "ARTIGO 1 . . . , II , DA LEI n 8 . 137 / 90", "CRFB", "/", "88 , ART . 102 , I , D E I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 7 . . . , inciso VII , da Lei n 8 . 137 / 90", "ARTIGO 1 . . . , II , DA LEI n 8 . 137 / 90", "CRFB", "/", "88 , ART . 102 , I , D E I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , II , da Lei n 8 . 137 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , II , da Lei n 8 . 137 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas d e i , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas d e i , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Militar", "art . 144 , § § 4 . . . e 5 . . . , da Constituição Federal", "arts . 33 e 35 da Lei n 11 . 343 / 06", "art . 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Militar", "art . 144 , § § 4 . . . e 5 . . . , da Constituição Federal", "arts . 33 e 35 da Lei n 11 . 343 / 06", "art . 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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A", "SANTA RITA LTDA", "LBR LÁCTEOS BRASIL S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Suprema Corte", "LBR LÁCTEOS BRASIL S . A", "LBR LÁCTEOS BRASIL S . A .", "SANTA RITA LTDA .", "LBR LÁCTEOS BRASIL S . A .", "SANTA RITA", "LBR", "SANTA RITA LTDA .", "grupo", "LBR LÁCTEOS BRASIL S . A .", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "SANTA RITA LTDA .", "LBR LÁCTEOS BRASIL S . A .", "SANTA RITA", "LBR", "SANTA RITA LTDA .", "grupo", "LBR LÁCTEOS BRASIL S . A .", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Polícia Militar do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Polícia Militar do Estado do Paraná", "Segunda Turma", "PCC", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "PCC", "PCC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "PCC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ CARLOS MIRANDA", "ATILA PIMENTA COELHO MACHADO", "Luiz Fux", "Carlos Velloso", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Carlos Velloso", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ CARLOS MIRANDA", "ATILA PIMENTA COELHO MACHADO", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Carlos Miranda", "LUIZ CARLOS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ CARLOS MIRANDA", "ATILA PIMENTA COELHO MACHADO", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Carlos Miranda", "LUIZ CARLOS", "LUIZ CARLOS", "LUIZ CARLOS", "LUIZ CARLOS", "LUIZ CARLOS", "LUIZ CARLOS MIRANDA", "LUIZ CARLOS MIRANDA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ellen Gracie", "Teori Zavascki", "Ellen Gracie", "Carlos Britto", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ellen Gracie", "Teori Zavascki", "Ellen Gracie", "Carlos Britto", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Rosa Weber", "Carlos Velloso", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Carlos Velloso", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "Joaquim Barbosa", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ CARLOS MIRANDA", "ATILA PIMENTA COELHO MACHADO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ CARLOS MIRANDA", "ATILA PIMENTA COELHO MACHADO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ CARLOS MIRANDA", "ATILA PIMENTA COELHO MACHADO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de", "Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ CARLOS MIRANDA", "ATILA PIMENTA COELHO MACHADO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "junho de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "junho de 2012", "setembro de 20133", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", "/", "07", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", "/", "07", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "15", "/", "04", "/", "2014", "25", "/", "06", "/", "10", "24", "/", "09", "/", "13", "17", "/", "09", "/", "13", "24", "/", "06", "/", "10", "11", "/", "02", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "15", "/", "04", "/", "2014", "25", "/", "06", "/", "10", "24", "/", "09", "/", "13", "17", "/", "09", "/", "13", "24", "/", "06", "/", "10", "11", "/", "02", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", 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Ementa e Acórdão 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) :FERNANDA MACEDO DOMINGUES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 17 a 23 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0ADF-D8FB-2DBF-59AD e senha 4D65-18D9-BB26-2AF4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) :FERNANDA MACEDO DOMINGUES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BA4-67CB-F786-6D85 e senha E020-27DD-8F92-7B10 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) :FERNANDA MACEDO DOMINGUES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BA4-67CB-F786-6D85 e senha E020-27DD-8F92-7B10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 3ª Região, está assim ementado: “TRIBUTÁRIO – EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL – ECT – IPTU INDEVIDO – TAXAS DE SEGURANÇA, DE VIAÇÃO E SANITÁRIA DEVIDAS – COINCIDÊNCIA COM A BASE DE CÁLCULO DO IPTU: INOCORRÊNCIA – PARCIAL PROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 145, II, da Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 3ª Região, está assim ementado: “TRIBUTÁRIO – EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL – ECT – IPTU INDEVIDO – TAXAS DE SEGURANÇA, DE VIAÇÃO E SANITÁRIA DEVIDAS – COINCIDÊNCIA COM A BASE DE CÁLCULO DO IPTU: INOCORRÊNCIA – PARCIAL PROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 145, II, da Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1130022 AGR / SP sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário não se revela viável, eis que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional), o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe registrar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático- -probatórios: “Por outro lado, no que tange às taxas de segurança, de viação e sanitária, de fato, no âmbito dos requisitos para as taxas em geral, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Supremo Tribunal Federal RE 1130022 AGR / SP sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário não se revela viável, eis que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional), o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe registrar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático- -probatórios: “Por outro lado, no que tange às taxas de segurança, de viação e sanitária, de fato, no âmbito dos requisitos para as taxas em geral, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1130022 AGR / SP firmados através do inciso II do art. 145, CF, e do art. 77, CTN, avulta em destaque a especificidade de ditos serviços, de molde a permitir cobrança das exações em pauta, pois exatamente estas calcadas na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto, imediato. Da mesma forma, a divisibilidade se coloca também límpida, uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. Portanto, não se ressentem, referidas taxas, do descumprimento nem ao requisito da especificidade, nem ao da indivisibilidade. Pertinente e adequada, nesse sentido, a ponderação, amiúde praticada, segundo a qual cobrados estão sendo imóveis, da ECT, que contam com aqueles referidos serviços, sendo capital repisar-se tanto se tributa, a título de taxa, pelo serviço efetivamente prestado, quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte, neste passo não tendo a executada/embargante/apelante denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito, ônus cabalmente seu. Por seu turno, também inocorre a propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte, a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público, ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. A tanto, aliás, também se depreende por meio da CDA, fls. 42, sobre a qual não logra a parte contribuinte demonstrar o contrário.” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida no apelo extremo pela parte recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro , ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Supremo Tribunal Federal RE 1130022 AGR / SP firmados através do inciso II do art. 145, CF, e do art. 77, CTN, avulta em destaque a especificidade de ditos serviços, de molde a permitir cobrança das exações em pauta, pois exatamente estas calcadas na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto, imediato. Da mesma forma, a divisibilidade se coloca também límpida, uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. Portanto, não se ressentem, referidas taxas, do descumprimento nem ao requisito da especificidade, nem ao da indivisibilidade. Pertinente e adequada, nesse sentido, a ponderação, amiúde praticada, segundo a qual cobrados estão sendo imóveis, da ECT, que contam com aqueles referidos serviços, sendo capital repisar-se tanto se tributa, a título de taxa, pelo serviço efetivamente prestado, quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte, neste passo não tendo a executada/embargante/apelante denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito, ônus cabalmente seu. Por seu turno, também inocorre a propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte, a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público, ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. A tanto, aliás, também se depreende por meio da CDA, fls. 42, sobre a qual não logra a parte contribuinte demonstrar o contrário.” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida no apelo extremo pela parte recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro , ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1130022 AGR / SP observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE , Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Supremo Tribunal Federal RE 1130022 AGR / SP observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE , Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) : FERNANDA MACEDO DOMINGUES (032522/DF) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ED1-6459-1AAC-0D64 e senha 2FE8-BD4F-7481-9796 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) : FERNANDA MACEDO DOMINGUES (032522/DF) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ED1-6459-1AAC-0D64 e senha 2FE8-BD4F-7481-9796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750151117
2019-05-24T00:00:00
2019-06-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur406433
- Acórdão(s) citado(s): (RE, OFENSA INDIRETA, CONSTITUIÇÃO FEDERAL) AI 113640 AgR (1ªT) - RTJ 120/912, AI 125934 AgR (1ªT) - RTJ 132/455. (MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS) AO 2063 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 09/08/2019, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1130022
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00145 INC-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1130022 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) : FERNANDA MACEDO DOMINGUES AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU
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Ementa e Acórdão 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) :FERNANDA MACEDO DOMINGUES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3... DO Código de Processo Civil – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 17 a 23 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0ADF-D8FB-2DBF-59AD e senha 4D65-18D9-BB26-2AF4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) :FERNANDA MACEDO DOMINGUES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BA4-67CB-F786-6D85 e senha E020-27DD-8F92-7B10 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) :FERNANDA MACEDO DOMINGUES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BA4-67CB-F786-6D85 e senha E020-27DD-8F92-7B10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 3... Região, está assim ementado: “TRIBUTÁRIO – EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL – ECT – IPTU INDEVIDO – TAXAS DE SEGURANÇA, DE VIAÇÃO E SANITÁRIA DEVIDAS – COINCIDÊNCIA COM A BASE DE CÁLCULO DO IPTU: INOCORRÊNCIA – PARCIAL PROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 145, II, da Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 3... Região, está assim ementado: “TRIBUTÁRIO – EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL – ECT – IPTU INDEVIDO – TAXAS DE SEGURANÇA, DE VIAÇÃO E SANITÁRIA DEVIDAS – COINCIDÊNCIA COM A BASE DE CÁLCULO DO IPTU: INOCORRÊNCIA – PARCIAL PROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 145, II, da Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário não se revela viável, eis que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional), o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe registrar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático- -probatórios: “Por outro lado, no que tange às taxas de segurança, de viação e sanitária, de fato, no âmbito dos requisitos para as taxas em geral, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário não se revela viável, eis que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Código Tributário Nacional), o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe registrar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em dispositivos de ordem meramente legal e em aspectos fático- -probatórios: “Por outro lado, no que tange às taxas de segurança, de viação e sanitária, de fato, no âmbito dos requisitos para as taxas em geral, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP firmados através do inciso II do art. 145, Constituição Federal de 1988, e do art. 77, CTN, avulta em destaque a especificidade de ditos serviços, de molde a permitir cobrança das exações em pauta, pois exatamente estas calcadas na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto, imediato. Da mesma forma, a divisibilidade se coloca também límpida, uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. Portanto, não se ressentem, referidas taxas, do descumprimento nem ao requisito da especificidade, nem ao da indivisibilidade. Pertinente e adequada, nesse sentido, a ponderação, amiúde praticada, segundo a qual cobrados estão sendo imóveis, da ECT, que contam com aqueles referidos serviços, sendo capital repisar-se tanto se tributa, a título de taxa, pelo serviço efetivamente prestado, quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte, neste passo não tendo a executada/embargante/apelante denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito, ônus cabalmente seu. Por seu turno, também inocorre a propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte, a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público, ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. A tanto, aliás, também se depreende por meio da CDA, fls. 42, sobre a qual não logra a parte contribuinte demonstrar o contrário.” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida no apelo extremo pela parte recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro , ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP firmados através do inciso II do art. 145, Constituição Federal de 1988, e do art. 77, CTN, avulta em destaque a especificidade de ditos serviços, de molde a permitir cobrança das exações em pauta, pois exatamente estas calcadas na contraprestatividade ou vinculação entre o quanto pague o contribuinte e seu beneficiamento direto, imediato. Da mesma forma, a divisibilidade se coloca também límpida, uma vez que a incidir quantitativamente perante aqueles que proprietários de imóveis limítrofes ao logradouro beneficiado por referidos serviços. Portanto, não se ressentem, referidas taxas, do descumprimento nem ao requisito da especificidade, nem ao da indivisibilidade. Pertinente e adequada, nesse sentido, a ponderação, amiúde praticada, segundo a qual cobrados estão sendo imóveis, da ECT, que contam com aqueles referidos serviços, sendo capital repisar-se tanto se tributa, a título de taxa, pelo serviço efetivamente prestado, quanto pelo colocado ao dispor do contribuinte, neste passo não tendo a executada/embargante/apelante denotado assim não se ponham os préstimos/serviços municipais a respeito, ônus cabalmente seu. Por seu turno, também inocorre a propalada coincidência de base de cálculo entre ditas taxas e o IPTU: sem óbice substancial pela parte contribuinte, a base daquelas se põe sobre o custo da atividade aqui suportada pelo Poder Público, ao passo que dito imposto recai sobre o valor venal da coisa. A tanto, aliás, também se depreende por meio da CDA, fls. 42, sobre a qual não logra a parte contribuinte demonstrar o contrário.” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida no apelo extremo pela parte recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro , ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE , Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP observados os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE , Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FF-54D4-85D5-F8EB e senha 35AD-3A09-3C22-4FA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) : FERNANDA MACEDO DOMINGUES (032522/DF) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ED1-6459-1AAC-0D64 e senha 2FE8-BD4F-7481-9796 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.130.022 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS ADV.(A/S) : FERNANDA MACEDO DOMINGUES (032522/DF) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BAURU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BAURU Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4ED1-6459-1AAC-0D64 e senha 2FE8-BD4F-7481-9796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 130 . 022", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 130 . 022", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 130 . 022", "Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP", "AO 2 . 063 - AgR / CE", "Recurso Extraordinário 1130022 AGR / SP", "AO 2 . 063 - AgR / CE", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 130 . 022" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "ART . 85 , § § 2 . . . E 3 . . . DO", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 145 , II , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 145 , II , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição", "Código Tributário Nacional", "Medida", "inciso II do art . 145 , Constituição Federal de 1988", "art . 77 , CTN", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso II do art . 145 , Constituição Federal de 1988", "art . 77 , CTN", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE BAURU", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE", "BAURU", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "BAURU", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE BAURU", "MUNICÍPIO DE BAURU", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE BAURU" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS", "MUNICÍPIO DE", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELEGRAFOS", "MUNICÍPIO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "FERNANDA MACEDO DOMINGUES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FERNANDA MACEDO DOMINGUES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FERNANDA MACEDO DOMINGUES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "FERNANDA MACEDO DOMINGUES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "FERNANDA MACEDO DOMINGUES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2019", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Pensão por morte concedida a neto instituída pelo segurado. Suspensão. Lei Estadual 10.177/1998, art. 10, I. A Lei 9.717/1998, norma geral de aplicação aos Estados e Municípios veda a concessão de benefício previdenciário não previsto na Lei de Benefícios (Lei 8.213/1991). 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. Sem majoração da verba honorária. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F24-38E2-DC69-0FF9 e senha 6428-6BFD-6BDF-0BFB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A jurisprudência desta Corte é firme no sentindo de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a verificação dessas alegações depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. A repercussão geral da matéria foi rejeitada no julgamento do ARE 748.371, de minha relatoria, DJe 1.8.2013, correspondente ao tema 660 da sistemática da repercussão geral. (…) Ademais, cumpre destacar que o acórdão recorrido não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Desse modo, incabível a interposição do recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do artigo 102 da constituição Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 234C-F36B-4A3B-1425 e senha 458E-3A45-4543-0620 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A jurisprudência desta Corte é firme no sentindo de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a verificação dessas alegações depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. A repercussão geral da matéria foi rejeitada no julgamento do ARE 748.371, de minha relatoria, DJe 1.8.2013, correspondente ao tema 660 da sistemática da repercussão geral. (…) Ademais, cumpre destacar que o acórdão recorrido não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Desse modo, incabível a interposição do recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do artigo 102 da constituição Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 234C-F36B-4A3B-1425 e senha 458E-3A45-4543-0620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 1188740 AGR / SP Quanto ao mérito, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional e local aplicável à espécie (Leis 9.717/1998, 8.213/1991 e Lei Complementar Estadual 180/1978) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que à data do óbito do instituidor a previsão para o benefício não teria mais vigência. (…) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF”. (eDOC 12, p. 3-4). No agravo regimental (eDOC 13), sustenta-se a inconstitucionalidade e a ilegalidade do ato que suspendeu o pagamento do benefício. Argumenta-se, ainda, que o acórdão proferido violou frontalmente questão constitucional. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 19. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 234C-F36B-4A3B-1425 e senha 458E-3A45-4543-0620 Supremo Tribunal Federal RE 1188740 AGR / SP Quanto ao mérito, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional e local aplicável à espécie (Leis 9.717/1998, 8.213/1991 e Lei Complementar Estadual 180/1978) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que à data do óbito do instituidor a previsão para o benefício não teria mais vigência. (…) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF”. (eDOC 12, p. 3-4). No agravo regimental (eDOC 13), sustenta-se a inconstitucionalidade e a ilegalidade do ato que suspendeu o pagamento do benefício. Argumenta-se, ainda, que o acórdão proferido violou frontalmente questão constitucional. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 19. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 234C-F36B-4A3B-1425 e senha 458E-3A45-4543-0620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, “a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático- probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF”. (eDOC 12, p. 4). Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 25.10.2017. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE GENITOR. REVERSÃO DE COTA-PARTE ENTRE IRMÃOS. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 180/1978. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO EM VIGOR NA DATA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, aplica- se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época da morte do instituidor. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à possibilidade de reversão da cota-parte de pensão entre irmãos, seria necessário o reexame da legislação local aplicável à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-7C90-B5A3-DD27 e senha 5B61-4E8F-A6D4-A29B Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, “a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático- probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do STF”. (eDOC 12, p. 4). Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 25.10.2017. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE GENITOR. REVERSÃO DE COTA-PARTE ENTRE IRMÃOS. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 180/1978. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO EM VIGOR NA DATA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, aplica- se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época da morte do instituidor. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à possibilidade de reversão da cota-parte de pensão entre irmãos, seria necessário o reexame da legislação local aplicável à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-7C90-B5A3-DD27 e senha 5B61-4E8F-A6D4-A29B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1188740 AGR / SP espécie. Incidência da Súmula 280 do STF. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 tema 660). 4. Ao julgar o AI-QO-RG 791.292, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC”. (ARE-AgR 1.048.548, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 7.5.2019). “DIREITO AMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. REDUTOR. MOMENTO DA APLICAÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015”. (ARE-AgR 1.172.688, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 26.4.2019) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-7C90-B5A3-DD27 e senha 5B61-4E8F-A6D4-A29B Supremo Tribunal Federal RE 1188740 AGR / SP espécie. Incidência da Súmula 280 do STF. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 tema 660). 4. Ao julgar o AI-QO-RG 791.292, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC”. (ARE-AgR 1.048.548, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 7.5.2019). “DIREITO AMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. REDUTOR. MOMENTO DA APLICAÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015”. (ARE-AgR 1.172.688, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 26.4.2019) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-7C90-B5A3-DD27 e senha 5B61-4E8F-A6D4-A29B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA (328242/SP) AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, sem majoração da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45F8-67F6-92B5-2297 e senha 52A0-8063-9745-0770 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA (328242/SP) AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, sem majoração da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45F8-67F6-92B5-2297 e senha 52A0-8063-9745-0770 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750106112
2019-05-31T00:00:00
2019-06-14T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, sem majoração da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Pensão por morte concedida a neto instituída pelo segurado. Suspensão. Lei Estadual 10.177/1998, art. 10, I. A Lei 9.717/1998, norma geral de aplicação aos Estados e Municípios veda a concessão de benefício previdenciário não previsto na Lei de Benefícios (Lei 8.213/1991). 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. Sem majoração da verba honorária.
sjur405930
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF, SÚMULA 280/STF) ARE 1048548 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 29/07/2019, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1188740
[ "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009717 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-010177 ANO-1998\n ART-00010 INC-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1188740 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Pensão por morte concedida a neto instituída pelo segurado. Suspensão. Lei Estadual 10.177/1998, art. 10, I. A Lei 9.717/1998, norma geral de aplicação aos Estados e Municípios veda a concessão de benefício previdenciário não previsto na Lei de Benefícios (Lei 8.213/1991). 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. Sem majoração da verba honorária. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F24-38E2-DC69-0FF9 e senha 6428-6BFD-6BDF-0BFB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A jurisprudência desta Corte é firme no sentindo de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a verificação dessas alegações depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. A repercussão geral da matéria foi rejeitada no julgamento do ARE 748.371, de minha relatoria, DJe 1.8.2013, correspondente ao tema 660 da sistemática da repercussão geral. (…) Ademais, cumpre destacar que o acórdão recorrido não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Desse modo, incabível a interposição do recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do artigo 102 da constituição Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 234C-F36B-4A3B-1425 e senha 458E-3A45-4543-0620 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) :MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A jurisprudência desta Corte é firme no sentindo de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a verificação dessas alegações depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. A repercussão geral da matéria foi rejeitada no julgamento do ARE 748.371, de minha relatoria, DJe 1.8.2013, correspondente ao tema 660 da sistemática da repercussão geral. (…) Ademais, cumpre destacar que o acórdão recorrido não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Desse modo, incabível a interposição do recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do artigo 102 da constituição Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 234C-F36B-4A3B-1425 e senha 458E-3A45-4543-0620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 1188740 AGR / SP Quanto ao mérito, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional e local aplicável à espécie (Leis 9.717/1998, 8.213/1991 e Lei Complementar Estadual 180/1978) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que à data do óbito do instituidor a previsão para o benefício não teria mais vigência. (…) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 12, p. 3-4). No agravo regimental (eDOC 13), sustenta-se a inconstitucionalidade e a ilegalidade do ato que suspendeu o pagamento do benefício. Argumenta-se, ainda, que o acórdão proferido violou frontalmente questão constitucional. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 19. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 234C-F36B-4A3B-1425 e senha 458E-3A45-4543-0620 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188740 AGR / SP Quanto ao mérito, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação infraconstitucional e local aplicável à espécie (Leis 9.717/1998, 8.213/1991 e Lei Complementar Estadual 180/1978) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou que à data do óbito do instituidor a previsão para o benefício não teria mais vigência. (…) Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 12, p. 3-4). No agravo regimental (eDOC 13), sustenta-se a inconstitucionalidade e a ilegalidade do ato que suspendeu o pagamento do benefício. Argumenta-se, ainda, que o acórdão proferido violou frontalmente questão constitucional. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 19. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 234C-F36B-4A3B-1425 e senha 458E-3A45-4543-0620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, “a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático- probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 12, p. 4). Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 25.10.2017. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE GENITOR. REVERSÃO DE COTA-PARTE ENTRE IRMÃOS. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 180/1978. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO EM VIGOR NA DATA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, aplica- se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época da morte do instituidor. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à possibilidade de reversão da cota-parte de pensão entre irmãos, seria necessário o reexame da legislação local aplicável à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-7C90-B5A3-DD27 e senha 5B61-4E8F-A6D4-A29B Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, “a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático- probatório. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 12, p. 4). Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 25.10.2017. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE DE GENITOR. REVERSÃO DE COTA-PARTE ENTRE IRMÃOS. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 180/1978. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO EM VIGOR NA DATA DO ÓBITO DO INSTITUIDOR. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, aplica- se ao benefício de pensão por morte a lei vigente à época da morte do instituidor. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à possibilidade de reversão da cota-parte de pensão entre irmãos, seria necessário o reexame da legislação local aplicável à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-7C90-B5A3-DD27 e senha 5B61-4E8F-A6D4-A29B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1188740 AGR / SP espécie. Incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 tema 660). 4. Ao julgar o AI-QO-RG 791.292, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil”. (ARE-AgR 1.048.548, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 7.5.2019). “DIREITO AMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. REDUTOR. MOMENTO DA APLICAÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015”. (ARE-AgR 1.172.688, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 26.4.2019) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-7C90-B5A3-DD27 e senha 5B61-4E8F-A6D4-A29B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188740 AGR / SP espécie. Incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 tema 660). 4. Ao julgar o AI-QO-RG 791.292, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil”. (ARE-AgR 1.048.548, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 7.5.2019). “DIREITO AMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSÃO POR MORTE. REDUTOR. MOMENTO DA APLICAÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A matéria controvertida está restrita ao âmbito infraconstitucional 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015”. (ARE-AgR 1.172.688, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 26.4.2019) Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista tratar- se de mandado de segurança na origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC, em virtude do art. 25 da Lei 12.016/2009. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-7C90-B5A3-DD27 e senha 5B61-4E8F-A6D4-A29B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA (328242/SP) AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, sem majoração da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45F8-67F6-92B5-2297 e senha 52A0-8063-9745-0770 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.740 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MATEUS BORETTI PEREIRA REPRESENTADO POR LISLEY BOTELHO BORETTI ADV.(A/S) : MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA (328242/SP) AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, sem majoração da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 45F8-67F6-92B5-2297 e senha 52A0-8063-9745-0770 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 740", "Súmulas 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 740", "ARE 748 . 371", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 740", "ARE 748 . 371", "Súmulas 280", "Recurso Extraordinário 1188740 AGR / SP", "Súmulas 280", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 740", "Súmulas 280", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 740", "Súmulas 280", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1188740 AGR / SP", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE", "-", "AgR 1 . 048 . 548", "Recurso Extraordinário 1188740 AGR / SP", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE", "-", "AgR 1 . 172 . 688", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 740" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Estadual 10 . 177 / 1998 , art . 10 , I . A", "Lei 9 . 717 / 1998", "Lei de Benefícios", "Lei 8 . 213 / 1991", "Constituição Federal", "alínea c do inciso III do artigo 102 da constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "alínea c do inciso III do artigo 102 da constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 9 . 717 / 1998", "8", ".", "213", "/", "1991", "Lei Complementar Estadual 180 / 1978", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 9 . 717 / 1998", "8", ".", "213", "/", "1991", "Lei Complementar Estadual 180 / 1978", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 180 / 1978", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 180 / 1978", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "§ 11 do art . 85 do NCPC", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PREVIDÊNCIA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "/", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MATEUS BORETTI PEREIRA", "LISLEY BOTELHO BORETTI", "MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MATEUS BORETTI PEREIRA", "LISLEY BOTELHO BORETTI", "MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MATEUS BORETTI PEREIRA", "LISLEY BOTELHO BORETTI", "MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "LISLEY BOTELHO BORETTI", "MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "MATEUS BORETTI PEREIRA", "LISLEY BOTELHO BORETTI", "MARIA APARECIDA COELHO DE SANTANA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "1", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "25", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "25", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "13", ".", "08", ".", "2010", "7", ".", "5", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "13", ".", "08", ".", "2010", "7", ".", "5", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. TEMA 69. RE 574.706. RECURSO PARA O STF CONTRA AS DECISÕES DOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS QUE APLICAM A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. NÃO CABIMENTO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 17 a 23/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3AAE-15D8-692D-3CE8 e senha 22D9-2B45-434F-0C4A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela TRANSPORTADORA CADOMAR LTDA contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. TEMA 69. RE 574.706. RECURSO PARA O STF CONTRA AS DECISÕES DOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS QUE APLICAM A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. NÃO CABIMENTO. RECURSO IINTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECURSO NÃO CONHECIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “(...) a decisão que ora se agrava é omissa e contraditória, porquanto não aprecia, sequer no relatório, a matéria recursal de fundo, qual seja, modulação de efeitos de entendimento desta Corte Suprema pelas cortes inferiores. Ademais disso, a decisão trata o recurso extraordinário como se agravo fosse, sendo em absoluto, desconexa. Finalmente, a decisão merece reforma, porque o entendimento da 1ª Turma do TRF4, mantido pela decisão ora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9666-9E87-A843-CE40 e senha B5B9-AA7C-1B6E-5370 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela TRANSPORTADORA CADOMAR LTDA contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. TEMA 69. RE 574.706. RECURSO PARA O STF CONTRA AS DECISÕES DOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS QUE APLICAM A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. NÃO CABIMENTO. RECURSO IINTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECURSO NÃO CONHECIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “(...) a decisão que ora se agrava é omissa e contraditória, porquanto não aprecia, sequer no relatório, a matéria recursal de fundo, qual seja, modulação de efeitos de entendimento desta Corte Suprema pelas cortes inferiores. Ademais disso, a decisão trata o recurso extraordinário como se agravo fosse, sendo em absoluto, desconexa. Finalmente, a decisão merece reforma, porque o entendimento da 1ª Turma do TRF4, mantido pela decisão ora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9666-9E87-A843-CE40 e senha B5B9-AA7C-1B6E-5370 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 1200324 AGR / RS recorrida, traz inegável prejuízo à parte, porque ao limitar os efeitos do julgado do Tema 69, reduz substancialmente o período de apuração de créditos, causando grave dano à agravante, que possui direito à exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS e COFINS, respeitada a prescrição, para todo o período em que indevidamente o fez constar da apuração das contribuições referidas (...)” (doc. 111) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9666-9E87-A843-CE40 e senha B5B9-AA7C-1B6E-5370 Supremo Tribunal Federal RE 1200324 AGR / RS recorrida, traz inegável prejuízo à parte, porque ao limitar os efeitos do julgado do Tema 69, reduz substancialmente o período de apuração de créditos, causando grave dano à agravante, que possui direito à exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS e COFINS, respeitada a prescrição, para todo o período em que indevidamente o fez constar da apuração das contribuições referidas (...)” (doc. 111) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9666-9E87-A843-CE40 e senha B5B9-AA7C-1B6E-5370 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme consta na decisão agravada, o recurso extraordinário em análise foi interposto contra acórdão que, em juízo de retratação (artigo 543-B, § 3º, do CPC/1973), aplicou orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento de leading case de repercussão geral (Tema 69, RE 574.706). Nesse contexto, é de se aplicar a jurisprudência da Corte no sentido de que não compete ao Supremo Tribunal Federal rever, em sede de recurso extraordinário ou agravo em recurso extraordinário, as decisões dos Tribunais e Turmas Recursais que aplicam a sistemática da repercussão geral. É o que se extrai dos precedentes já citados, os quais novamente se destaca, inclusive por terem analisado questão semelhante à dos autos e concluído no mesmo sentido da decisão agravada: AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 19/2/2010, ARE 761.661-AgR, Rel. Min. Presidente, Plenário, DJe de 28/4/2014, AI 846.808-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe de 10/11/2014, RE 861.256-AgR, Rel. Min Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe de 1º/3/2016, RE 923.712-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 1º/2/2016, ARE 823.651, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 16/9/2014, AI 846.808-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7093-4E1A-1CF1-8961 e senha 3D5A-A221-AE8A-8B8F Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme consta na decisão agravada, o recurso extraordinário em análise foi interposto contra acórdão que, em juízo de retratação (artigo 543-B, § 3º, do CPC/1973), aplicou orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento de leading case de repercussão geral (Tema 69, RE 574.706). Nesse contexto, é de se aplicar a jurisprudência da Corte no sentido de que não compete ao Supremo Tribunal Federal rever, em sede de recurso extraordinário ou agravo em recurso extraordinário, as decisões dos Tribunais e Turmas Recursais que aplicam a sistemática da repercussão geral. É o que se extrai dos precedentes já citados, os quais novamente se destaca, inclusive por terem analisado questão semelhante à dos autos e concluído no mesmo sentido da decisão agravada: AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 19/2/2010, ARE 761.661-AgR, Rel. Min. Presidente, Plenário, DJe de 28/4/2014, AI 846.808-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe de 10/11/2014, RE 861.256-AgR, Rel. Min Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe de 1º/3/2016, RE 923.712-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe de 1º/2/2016, ARE 823.651, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 16/9/2014, AI 846.808-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7093-4E1A-1CF1-8961 e senha 3D5A-A221-AE8A-8B8F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1200324 AGR / RS Segunda Turma, DJe de 10/11/2014, Rcl 11.940, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 14/2/2014, Rcl 12.395-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 6/11/2013, Rcl 15.080-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 18/2/2014, e Rcl 16.915-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/3/2014. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7093-4E1A-1CF1-8961 e senha 3D5A-A221-AE8A-8B8F Supremo Tribunal Federal RE 1200324 AGR / RS Segunda Turma, DJe de 10/11/2014, Rcl 11.940, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 14/2/2014, Rcl 12.395-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 6/11/2013, Rcl 15.080-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 18/2/2014, e Rcl 16.915-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/3/2014. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7093-4E1A-1CF1-8961 e senha 3D5A-A221-AE8A-8B8F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) : FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN (68618/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8C6-AC67-AD1E-A64B e senha 20E2-EA08-C143-5AB1 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) : FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN (68618/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8C6-AC67-AD1E-A64B e senha 20E2-EA08-C143-5AB1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750003356
2019-05-24T00:00:00
2019-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. TEMA 69. RE 574.706. RECURSO PARA O STF CONTRA AS DECISÕES DOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS QUE APLICAM A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. NÃO CABIMENTO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur404971
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, TRIBUNAL DE ORIGEM, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) AI 760358 QO (TP), Rcl 12395 AgR (TP), Rcl 15080 AgR (TP), ARE 761661 AgR (TP), Rcl 16915 AgR (2ªT), AI 846808 AgR (2ªT). (ICMS, BASE DE CÁLCULO, PIS, COFINS) RE 574706 RG. - Decisões monocráticas citadas: (COMPETÊNCIA, TRIBUNAL DE ORIGEM, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 11940, ARE 823651. Número de páginas: 6. Análise: 04/07/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1200324
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B PAR-00003\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1200324 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) : FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. TEMA 69. Recurso Extraordinário 574.706. RECURSO PARA O Supremo Tribunal Federal CONTRA AS DECISÕES DOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS QUE APLICAM A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. NÃO CABIMENTO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 17 a 23/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de maio de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3AAE-15D8-692D-3CE8 e senha 22D9-2B45-434F-0C4A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela TRANSPORTADORA CADOMAR LTDA contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. TEMA 69. Recurso Extraordinário 574.706. RECURSO PARA O Supremo Tribunal Federal CONTRA AS DECISÕES DOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS QUE APLICAM A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. NÃO CABIMENTO. RECURSO IINTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO NÃO CONHECIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “(...) a decisão que ora se agrava é omissa e contraditória, porquanto não aprecia, sequer no relatório, a matéria recursal de fundo, qual seja, modulação de efeitos de entendimento desta Corte Suprema pelas cortes inferiores. Ademais disso, a decisão trata o recurso extraordinário como se agravo fosse, sendo em absoluto, desconexa. Finalmente, a decisão merece reforma, porque o entendimento da 1... Turma do TRF4, mantido pela decisão ora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9666-9E87-A843-CE40 e senha B5B9-AA7C-1B6E-5370 Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pela TRANSPORTADORA CADOMAR LTDA contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO ICMS. TEMA 69. Recurso Extraordinário 574.706. RECURSO PARA O Supremo Tribunal Federal CONTRA AS DECISÕES DOS TRIBUNAIS E TURMAS RECURSAIS QUE APLICAM A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. NÃO CABIMENTO. RECURSO IINTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO NÃO CONHECIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o recurso alegando, em síntese, que: “(...) a decisão que ora se agrava é omissa e contraditória, porquanto não aprecia, sequer no relatório, a matéria recursal de fundo, qual seja, modulação de efeitos de entendimento desta Corte Suprema pelas cortes inferiores. Ademais disso, a decisão trata o recurso extraordinário como se agravo fosse, sendo em absoluto, desconexa. Finalmente, a decisão merece reforma, porque o entendimento da 1... Turma do TRF4, mantido pela decisão ora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9666-9E87-A843-CE40 e senha B5B9-AA7C-1B6E-5370 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 1200324 AGR / RS recorrida, traz inegável prejuízo à parte, porque ao limitar os efeitos do julgado do Tema 69, reduz substancialmente o período de apuração de créditos, causando grave dano à agravante, que possui direito à exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS e COFINS, respeitada a prescrição, para todo o período em que indevidamente o fez constar da apuração das contribuições referidas (...)” (doc. 111) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9666-9E87-A843-CE40 e senha B5B9-AA7C-1B6E-5370 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1200324 AGR / RS recorrida, traz inegável prejuízo à parte, porque ao limitar os efeitos do julgado do Tema 69, reduz substancialmente o período de apuração de créditos, causando grave dano à agravante, que possui direito à exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS e COFINS, respeitada a prescrição, para todo o período em que indevidamente o fez constar da apuração das contribuições referidas (...)” (doc. 111) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9666-9E87-A843-CE40 e senha B5B9-AA7C-1B6E-5370 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme consta na decisão agravada, o recurso extraordinário em análise foi interposto contra acórdão que, em juízo de retratação (artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil/1973), aplicou orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento de leading case de repercussão geral (Tema 69, Recurso Extraordinário 574.706). Nesse contexto, é de se aplicar a jurisprudência da Corte no sentido de que não compete ao Supremo Tribunal Federal rever, em sede de recurso extraordinário ou agravo em recurso extraordinário, as decisões dos Tribunais e Turmas Recursais que aplicam a sistemática da repercussão geral. É o que se extrai dos precedentes já citados, os quais novamente se destaca, inclusive por terem analisado questão semelhante à dos autos e concluído no mesmo sentido da decisão agravada: AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 19/2/2010, ARE 761.661-AgR, Rel. Min. Presidente, Plenário, DJe de 28/4/2014, AI 846.808-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe de 10/11/2014, Recurso Extraordinário 861.256-AgR, Rel. Min Roberto Barroso, 1... Turma, DJe de 1.../3/2016, Recurso Extraordinário 923.712-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 1.../2/2016, ARE 823.651, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 16/9/2014, AI 846.808-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7093-4E1A-1CF1-8961 e senha 3D5A-A221-AE8A-8B8F Supremo Tribunal Federal 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Conforme consta na decisão agravada, o recurso extraordinário em análise foi interposto contra acórdão que, em juízo de retratação (artigo 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil/1973), aplicou orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento de leading case de repercussão geral (Tema 69, Recurso Extraordinário 574.706). Nesse contexto, é de se aplicar a jurisprudência da Corte no sentido de que não compete ao Supremo Tribunal Federal rever, em sede de recurso extraordinário ou agravo em recurso extraordinário, as decisões dos Tribunais e Turmas Recursais que aplicam a sistemática da repercussão geral. É o que se extrai dos precedentes já citados, os quais novamente se destaca, inclusive por terem analisado questão semelhante à dos autos e concluído no mesmo sentido da decisão agravada: AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário, DJe de 19/2/2010, ARE 761.661-AgR, Rel. Min. Presidente, Plenário, DJe de 28/4/2014, AI 846.808-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe de 10/11/2014, Recurso Extraordinário 861.256-AgR, Rel. Min Roberto Barroso, 1... Turma, DJe de 1.../3/2016, Recurso Extraordinário 923.712-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe de 1.../2/2016, ARE 823.651, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 16/9/2014, AI 846.808-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7093-4E1A-1CF1-8961 e senha 3D5A-A221-AE8A-8B8F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1200324 AGR / RS Segunda Turma, DJe de 10/11/2014, Rcl 11.940, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 14/2/2014, Rcl 12.395-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 6/11/2013, Rcl 15.080-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 18/2/2014, e Rcl 16.915-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/3/2014. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7093-4E1A-1CF1-8961 e senha 3D5A-A221-AE8A-8B8F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1200324 AGR / RS Segunda Turma, DJe de 10/11/2014, Rcl 11.940, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 14/2/2014, Rcl 12.395-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 6/11/2013, Rcl 15.080-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, DJe de 18/2/2014, e Rcl 16.915-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 13/3/2014. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7093-4E1A-1CF1-8961 e senha 3D5A-A221-AE8A-8B8F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) : FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN (68618/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8C6-AC67-AD1E-A64B e senha 20E2-EA08-C143-5AB1 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.200.324 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TRANPORTADORA CADOMAR LTDA. ADV.(A/S) : FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN (68618/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 17.5.2019 a 23.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D8C6-AC67-AD1E-A64B e senha 20E2-EA08-C143-5AB1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 200 . 324", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 200 . 324", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "Recurso Extraordinário 1200324 AGR", "Recurso Extraordinário 1200324 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 574 . 706", "AI 760 . 358 - QO", "ARE 761 . 661 - AgR", "AI 846 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 861 . 256 - AgR", "Recurso Extraordinário 923 . 712 - AgR", "ARE 823 . 651", "AI 846 . 808 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 200 . 324", "AI 760 . 358 - QO", "ARE 761 . 661 - AgR", "AI 846 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 861 . 256 - AgR", "Recurso Extraordinário 923 . 712 - AgR", "ARE 823 . 651", "AI 846 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 1200324 AGR / RS", "Rcl 11 . 940", "Rcl 12 . 395 - AgR", "Rcl 15 . 080 -", "Rcl 16 . 915 - AgR", "Recurso Extraordinário 1200324 AGR / RS", "Rcl 12 . 395 - AgR", "Rcl 15 . 080 - AgR", "Rcl 16 . 915 - AgR", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 200 . 324" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TRANPORTADORA CADOMAR LTDA .", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRANPORTADORA CADOMAR LTDA", "UNIÃO", "FAZENDA", "TRANSPORTADORA", "CADOMAR LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "TRF4", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRANPORTADORA CADOMAR LTDA .", "UNIÃO", "TRANSPORTADORA CADOMAR LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma do TRF4", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "2", ".", ".", "1", ".", ".", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRANPORTADORA CADOMAR LTDA .", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRANPORTADORA CADOMAR LTDA .", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "FERNANDO BORTOLON MASSIGNAN", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "24", "/", "05", "/", "2019", "17", "23", "/", "05", "/", "2019", "24 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "19", "/", "2", "/", "2010", "28", "/", "4", "/", "2014", "10", "/", "11", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "2016", "16", "/", "9", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "19", "/", "2", "/", "2010", "28", "/", "4", "/", "2014", "10", "/", "11", "/", "2014", "1", ".", ".", ".", "/", "3", "/", "2016", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "2016", "16", "/", "9", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2014", "14", "/", "2", "/", "2014", "6", "/", "11", "/", "2013", "18", "/", "2", "/", "2014", "13", "/", "3", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "2014", "14", "/", "2", "/", "2014", "6", "/", "11", "/", "2013", "18", "/", "2", "/", "2014", "13", "/", "3", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "05", "/", "2019", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "5", ".", "2019", "23", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI AGDO.(A/S) :JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) :LUIZ CELSO DE BARROS AGDO.(A/S) :ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) :ELION PONTECHELLE JUNIOR E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPARAÇÃO CIVIL – DANO MORAL – VALOR MONETÁRIO DA INDENIZAÇÃO EXPRESSO EM MÚLTIPLO DO SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE AO TEMPO DA CONDENAÇÃO – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM EM FAVOR DA PARTE ORA RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B018-729B-6A8A-1426 e senha 4D9D-90F7-F0E8-4545 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI AGDO.(A/S) :JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) :LUIZ CELSO DE BARROS AGDO.(A/S) :ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) :ELION PONTECHELLE JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, negou provimento ao recurso extraordinário a que ele se refere, por achar-se este em confronto com entendimento firmado por esta Suprema Corte. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando a reforma do ato ora impugnado. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 874E-4220-E2B7-32BA e senha C154-B63D-1AFC-13D0 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI AGDO.(A/S) :JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) :LUIZ CELSO DE BARROS AGDO.(A/S) :ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) :ELION PONTECHELLE JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, negou provimento ao recurso extraordinário a que ele se refere, por achar-se este em confronto com entendimento firmado por esta Suprema Corte. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando a reforma do ato ora impugnado. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 874E-4220-E2B7-32BA e senha C154-B63D-1AFC-13D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, está assim ementado: “Acidente de veículo – Danos físicos e morais – Dano moral reconhecido e ora majorado – Ausência de direito à indenização por diferença de auxílio doença, de responsabilidade do INSS – Direito à indenização pelas despesas de locomoção durante o período de tratamento – Não tem a autora, vítima do acidente, direito à indenização pelo que deixou de receber do INSS, em decorrência do atraso de pedido a ser feito por ela própria. Ante a gravidade do trauma decorrente do acidente, o dano estético e o longo período de tratamento, considerando-se ainda a situação econômica das partes e a culpa do requerido, justifica-se sua fixação no valor correspondente a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, está assim ementado: “Acidente de veículo – Danos físicos e morais – Dano moral reconhecido e ora majorado – Ausência de direito à indenização por diferença de auxílio doença, de responsabilidade do INSS – Direito à indenização pelas despesas de locomoção durante o período de tratamento – Não tem a autora, vítima do acidente, direito à indenização pelo que deixou de receber do INSS, em decorrência do atraso de pedido a ser feito por ela própria. Ante a gravidade do trauma decorrente do acidente, o dano estético e o longo período de tratamento, considerando-se ainda a situação econômica das partes e a culpa do requerido, justifica-se sua fixação no valor correspondente a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1156776 AGR / SP 100 (cem) salários mínimos. Ante a razoabilidade do valor cobrado a título de despesas de locomoção frente à situação provada nos autos,é de se acatar o pedido de indenização a tal título. – Recurso do réu não provido – Recurso da autora parcialmente provido.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 7º, IV, da Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que a controvérsia objeto deste processo já foi dirimida por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Salário mínimo utilização como forma de expressão do valor inicial da condenação. Possibilidade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 605.102-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES) “Vinculação ao salário mínimo: a vedação do art. 7º, IV, da Constituição, restringe-se à hipótese em que se pretenda fazer das elevações futuras do salário mínimo índice de atualização da indenização fixada; não, qual se deu no acórdão recorrido, se o múltiplo do salário mínimo é utilizado apenas para expressar o valor inicial da condenação, a ser atualizado, se for o caso, conforme os índices oficiais da correção monetária.” (RE 389.989-AgR/RR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE) Impende assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 537.333-ED/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 643.578-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AI 738.177-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – RE 1.138.263/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Supremo Tribunal Federal ARE 1156776 AGR / SP 100 (cem) salários mínimos. Ante a razoabilidade do valor cobrado a título de despesas de locomoção frente à situação provada nos autos,é de se acatar o pedido de indenização a tal título. – Recurso do réu não provido – Recurso da autora parcialmente provido.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 7º, IV, da Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que a controvérsia objeto deste processo já foi dirimida por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Salário mínimo utilização como forma de expressão do valor inicial da condenação. Possibilidade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 605.102-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES) “Vinculação ao salário mínimo: a vedação do art. 7º, IV, da Constituição, restringe-se à hipótese em que se pretenda fazer das elevações futuras do salário mínimo índice de atualização da indenização fixada; não, qual se deu no acórdão recorrido, se o múltiplo do salário mínimo é utilizado apenas para expressar o valor inicial da condenação, a ser atualizado, se for o caso, conforme os índices oficiais da correção monetária.” (RE 389.989-AgR/RR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE) Impende assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 537.333-ED/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 643.578-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AI 738.177-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – RE 1.138.263/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1156776 AGR / SP O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem em favor da parte ora recorrida. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Supremo Tribunal Federal ARE 1156776 AGR / SP O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem em favor da parte ora recorrida. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (3936/AC, 11818A/AL, A919/AM, 2373-A/AP, 33408/BA, 24315-A/CE, 34602/DF, 21008/ES, 32790/GO, 11706-A/MA, 131366/MG, 15025-A/MS, 17209/A/MT, 19177-A/PA, 19015-A/PB, 01336A/PE, 10205/PI, 58334/PR, 168397/RJ, 974-A/RN, 4873/RO, 432-A/RR, 73359A/RS, 36537/SC, 762A/SE, 257220/ SP, 4874/TO) AGDO.(A/S) : JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) : LUIZ CELSO DE BARROS (29026/SP) AGDO.(A/S) : ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) : ELION PONTECHELLE JUNIOR (65642/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6F1-004B-36BB-0218 e senha DBAB-82BF-1DDF-9FB0 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (3936/AC, 11818A/AL, A919/AM, 2373-A/AP, 33408/BA, 24315-A/CE, 34602/DF, 21008/ES, 32790/GO, 11706-A/MA, 131366/MG, 15025-A/MS, 17209/A/MT, 19177-A/PA, 19015-A/PB, 01336A/PE, 10205/PI, 58334/PR, 168397/RJ, 974-A/RN, 4873/RO, 432-A/RR, 73359A/RS, 36537/SC, 762A/SE, 257220/ SP, 4874/TO) AGDO.(A/S) : JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) : LUIZ CELSO DE BARROS (29026/SP) AGDO.(A/S) : ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) : ELION PONTECHELLE JUNIOR (65642/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6F1-004B-36BB-0218 e senha DBAB-82BF-1DDF-9FB0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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2019-05-31T00:00:00
2019-06-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPARAÇÃO CIVIL – DANO MORAL – VALOR MONETÁRIO DA INDENIZAÇÃO EXPRESSO EM MÚLTIPLO DO SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE AO TEMPO DA CONDENAÇÃO – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM EM FAVOR DA PARTE ORA RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur406834
- Acórdão(s) citado(s): (VALOR, INDENIZAÇÃO, DANO MORAL, VINCULAÇÃO, SALÁRIO MÍNIMO) RE 389989 AgR (1ªT), AI 537333 ED (2ªT), AI 605102 AgR (2ªT), AI 643578 AgR (1ªT), AI 738177 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 14/08/2019, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1156776
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1156776 AgR
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AGTE.(S) : PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI AGDO.(A/S) : JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) : LUIZ CELSO DE BARROS AGDO.(A/S) : ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) : ELION PONTECHELLE JUNIOR
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI AGDO.(A/S) :JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) :LUIZ CELSO DE BARROS AGDO.(A/S) :ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) :ELION PONTECHELLE JUNIOR E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – REPARAÇÃO CIVIL – DANO MORAL – VALOR MONETÁRIO DA INDENIZAÇÃO EXPRESSO EM MÚLTIPLO DO SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE AO TEMPO DA CONDENAÇÃO – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM EM FAVOR DA PARTE ORA RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B018-729B-6A8A-1426 e senha 4D9D-90F7-F0E8-4545 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI AGDO.(A/S) :JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) :LUIZ CELSO DE BARROS AGDO.(A/S) :ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) :ELION PONTECHELLE JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, negou provimento ao recurso extraordinário a que ele se refere, por achar-se este em confronto com entendimento firmado por esta Suprema Corte. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando a reforma do ato ora impugnado. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 874E-4220-E2B7-32BA e senha C154-B63D-1AFC-13D0 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) :REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI AGDO.(A/S) :JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) :LUIZ CELSO DE BARROS AGDO.(A/S) :ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) :ELION PONTECHELLE JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, negou provimento ao recurso extraordinário a que ele se refere, por achar-se este em confronto com entendimento firmado por esta Suprema Corte. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando a reforma do ato ora impugnado. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 874E-4220-E2B7-32BA e senha C154-B63D-1AFC-13D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, está assim ementado: “Acidente de veículo – Danos físicos e morais – Dano moral reconhecido e ora majorado – Ausência de direito à indenização por diferença de auxílio doença, de responsabilidade do INSS – Direito à indenização pelas despesas de locomoção durante o período de tratamento – Não tem a autora, vítima do acidente, direito à indenização pelo que deixou de receber do INSS, em decorrência do atraso de pedido a ser feito por ela própria. Ante a gravidade do trauma decorrente do acidente, o dano estético e o longo período de tratamento, considerando-se ainda a situação econômica das partes e a culpa do requerido, justifica-se sua fixação no valor correspondente a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, está assim ementado: “Acidente de veículo – Danos físicos e morais – Dano moral reconhecido e ora majorado – Ausência de direito à indenização por diferença de auxílio doença, de responsabilidade do INSS – Direito à indenização pelas despesas de locomoção durante o período de tratamento – Não tem a autora, vítima do acidente, direito à indenização pelo que deixou de receber do INSS, em decorrência do atraso de pedido a ser feito por ela própria. Ante a gravidade do trauma decorrente do acidente, o dano estético e o longo período de tratamento, considerando-se ainda a situação econômica das partes e a culpa do requerido, justifica-se sua fixação no valor correspondente a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1156776 AGR / SP 100 (cem) salários mínimos. Ante a razoabilidade do valor cobrado a título de despesas de locomoção frente à situação provada nos autos,é de se acatar o pedido de indenização a tal título. – Recurso do réu não provido – Recurso da autora parcialmente provido.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 7..., IV, da Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que a controvérsia objeto deste processo já foi dirimida por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Salário mínimo utilização como forma de expressão do valor inicial da condenação. Possibilidade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 605.102-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES) “Vinculação ao salário mínimo: a vedação do art. 7..., IV, da Constituição, restringe-se à hipótese em que se pretenda fazer das elevações futuras do salário mínimo índice de atualização da indenização fixada; não, qual se deu no acórdão recorrido, se o múltiplo do salário mínimo é utilizado apenas para expressar o valor inicial da condenação, a ser atualizado, se for o caso, conforme os índices oficiais da correção monetária.” (Recurso Extraordinário 389.989-AgR/RR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE) Impende assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 537.333-ED/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 643.578-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AI 738.177-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Recurso Extraordinário 1.138.263/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Supremo Tribunal Federal ARE 1156776 AGR / SP 100 (cem) salários mínimos. Ante a razoabilidade do valor cobrado a título de despesas de locomoção frente à situação provada nos autos,é de se acatar o pedido de indenização a tal título. – Recurso do réu não provido – Recurso da autora parcialmente provido.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 7..., IV, da Constituição da República. Cumpre ressaltar, desde logo, que a controvérsia objeto deste processo já foi dirimida por ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Salário mínimo utilização como forma de expressão do valor inicial da condenação. Possibilidade. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 605.102-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES) “Vinculação ao salário mínimo: a vedação do art. 7..., IV, da Constituição, restringe-se à hipótese em que se pretenda fazer das elevações futuras do salário mínimo índice de atualização da indenização fixada; não, qual se deu no acórdão recorrido, se o múltiplo do salário mínimo é utilizado apenas para expressar o valor inicial da condenação, a ser atualizado, se for o caso, conforme os índices oficiais da correção monetária.” (Recurso Extraordinário 389.989-AgR/RR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE) Impende assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (AI 537.333-ED/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 643.578-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AI 738.177-AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Recurso Extraordinário 1.138.263/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1156776 AGR / SP O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem em favor da parte ora recorrida. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Supremo Tribunal Federal ARE 1156776 AGR / SP O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em referência. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem em favor da parte ora recorrida. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 075D-5AE2-29D4-D038 e senha 81EF-2433-4E7E-4FCF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (3936/AC, 11818A/AL, A919/AM, 2373-A/AP, 33408/BA, 24315-A/CE, 34602/DF, 21008/ES, 32790/GO, 11706-A/MA, 131366/MG, 15025-A/MS, 17209/A/MT, 19177-A/PA, 19015-A/PB, 01336A/PE, 10205/PI, 58334/PR, 168397/RJ, 974-A/RN, 4873/RO, 432-A/RR, 73359A/RS, 36537/SC, 762A/SE, 257220/ SP, 4874/TO) AGDO.(A/S) : JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) : LUIZ CELSO DE BARROS (29026/SP) AGDO.(A/S) : ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) : ELION PONTECHELLE JUNIOR (65642/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6F1-004B-36BB-0218 e senha DBAB-82BF-1DDF-9FB0 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.776 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : PEDRO TOBIAS ADV.(A/S) : REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI (3936/AC, 11818A/AL, A919/AM, 2373-A/AP, 33408/BA, 24315-A/CE, 34602/DF, 21008/ES, 32790/GO, 11706-A/MA, 131366/MG, 15025-A/MS, 17209/A/MT, 19177-A/PA, 19015-A/PB, 01336A/PE, 10205/PI, 58334/PR, 168397/RJ, 974-A/RN, 4873/RO, 432-A/RR, 73359A/RS, 36537/SC, 762A/SE, 257220/ SP, 4874/TO) AGDO.(A/S) : JULIANA GALHARINI ADV.(A/S) : LUIZ CELSO DE BARROS (29026/SP) AGDO.(A/S) : ALLIANZ SEGUROS S/A ADV.(A/S) : ELION PONTECHELLE JUNIOR (65642/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6F1-004B-36BB-0218 e senha DBAB-82BF-1DDF-9FB0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 156 . 776", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 156 . 776", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "AI 605 . 102 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 389", ".", "989", "-", "AgR", "/", "RR", "AI 537 . 333 - ED / RJ", "AI 643 . 578 - AgR / SP", "AI 738 . 177 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 138 . 263 / SP", "ARE 1156776 AGR", "AI 605 . 102 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 389 . 989 - AgR / RR", "AI 537 . 333 - ED / RJ", "AI 643 . 578 - AgR / SP", "AI 738 . 177 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 138 . 263 / SP", "ARE 1156776 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 156 . 776" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , IV , da Constituição da República", "art . 7 . . . , IV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , IV , da Constituição da República", "art . 7 . . . , IV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "ALLIANZ SEGUROS S / A", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ALLIANZ SEGUROS S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ALLIANZ SEGUROS S / A", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "E", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "E", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ALLIANZ", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ALLIANZ SEGUROS S / A", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "PEDRO TOBIAS", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "JULIANA GALHARINI", "LUIZ CELSO DE BARROS", "ELION PONTECHELLE JUNIOR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "PEDRO TOBIAS", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "JULIANA GALHARINI", "LUIZ CELSO DE BARROS", "ELION PONTECHELLE JUNIOR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "PEDRO TOBIAS", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "JULIANA GALHARINI", "LUIZ CELSO DE BARROS", "ELION PONTECHELLE JUNIOR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "PEDRO TOBIAS", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "JULIANA GALHARINI", "LUIZ CELSO DE BARROS", "ELION PONTECHELLE JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "PEDRO TOBIAS", "REINALDO LUIS TADEU RONDINA MANDALITI", "JULIANA GALHARINI", "LUIZ CELSO DE BARROS", "ELION PONTECHELLE JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em reclamação. 2. Reclamação contra decisão que, na origem, ofende autoridade de decisão proferida por esta Corte. Possibilidade. 3. Admissibilidade de recurso extraordinário para melhor análise 4. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 5. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A34-05F0-135B-A44C e senha 261F-416E-5CB2-11CB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “A autoridade reclamada negou seguimento a recurso extraordinário pelo art. 1.030, I, a, do CPC, pois o acórdão impugnado estaria em conformidade com entendimento manifestado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE-RG 606.199, tema 439 da sistemática da repercussão geral. Como exposto na fundamentação da liminar, a decisão reclamada rejeitou o agravo interno interposto pelos reclamantes por considerar que o acórdão recorrido estaria em consonância com a primeira tese definida no recurso paradigma da repercussão geral: ‘1. Segundo a jurisprudência firmada em ambas as Turmas do STF, não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Precedentes’. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA5-356F-362A-DF86 e senha 66C4-29DC-BEE8-4FC1 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “A autoridade reclamada negou seguimento a recurso extraordinário pelo art. 1.030, I, a, do CPC, pois o acórdão impugnado estaria em conformidade com entendimento manifestado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE-RG 606.199, tema 439 da sistemática da repercussão geral. Como exposto na fundamentação da liminar, a decisão reclamada rejeitou o agravo interno interposto pelos reclamantes por considerar que o acórdão recorrido estaria em consonância com a primeira tese definida no recurso paradigma da repercussão geral: ‘1. Segundo a jurisprudência firmada em ambas as Turmas do STF, não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Precedentes’. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA5-356F-362A-DF86 e senha 66C4-29DC-BEE8-4FC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RCL 27704 AGR / SP Todavia, a decisão reclamada deixou de realizar juízo de adequação da controvérsia dos autos à segunda tese constante do mesmo julgamento: “2. Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura- se aos servidores inativos, com base no artigo 40, § 8º, da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação”. Esta omissão traz a fundada possibilidade de que o recurso extraordinário não esteja em conformidade com o entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral, dúvida que deve ser dirimida por esta Corte, destinatária final da irresignação. Ante o exposto, julgo procedente a reclamação a fim de cassar a decisão monocrática e o acórdão do agravo interno que formularam juízo de admissibilidade negativo do recurso extraordinário interposto pelos reclamantes no Processo 0034600-05.2011.8.26.0053 e determinar sua remessa ao Supremo Tribunal Federal. Prejudicado o agravo regimental.” (eDOC 34) Nas razões do agravo, sustenta-se que o caso em tela possui peculiaridades que o diferenciam do tema 439, não podendo ser provida a reclamação, por falta de fundamento que o justifique. (eDOC 36) A agravada apresenta contraminuta alegando a impertinência das razões de agravo apresentadas pelo Estado. (eDOC 41) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA5-356F-362A-DF86 e senha 66C4-29DC-BEE8-4FC1 Supremo Tribunal Federal RCL 27704 AGR / SP Todavia, a decisão reclamada deixou de realizar juízo de adequação da controvérsia dos autos à segunda tese constante do mesmo julgamento: “2. Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura- se aos servidores inativos, com base no artigo 40, § 8º, da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação”. Esta omissão traz a fundada possibilidade de que o recurso extraordinário não esteja em conformidade com o entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral, dúvida que deve ser dirimida por esta Corte, destinatária final da irresignação. Ante o exposto, julgo procedente a reclamação a fim de cassar a decisão monocrática e o acórdão do agravo interno que formularam juízo de admissibilidade negativo do recurso extraordinário interposto pelos reclamantes no Processo 0034600-05.2011.8.26.0053 e determinar sua remessa ao Supremo Tribunal Federal. Prejudicado o agravo regimental.” (eDOC 34) Nas razões do agravo, sustenta-se que o caso em tela possui peculiaridades que o diferenciam do tema 439, não podendo ser provida a reclamação, por falta de fundamento que o justifique. (eDOC 36) A agravada apresenta contraminuta alegando a impertinência das razões de agravo apresentadas pelo Estado. (eDOC 41) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA5-356F-362A-DF86 e senha 66C4-29DC-BEE8-4FC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, a reclamação, tal como prevista no art. 102, I, l, da Constituição e regulada nos artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil e 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, tem cabimento para preservar a competência do Tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões, bem como contra ato administrativo ou decisão judicial que contrarie súmula vinculante (CF/88, art. 103-A, § 3º). Como exposto anteriormente, a decisão reclamada rejeitou o agravo interno interposto pelos reclamantes por considerar que o acórdão recorrido estaria em consonância com a primeira tese definida no recurso paradigma da repercussão geral. A referida tese encontra-se formulada no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, razão pela qual, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Porém, a decisão reclamada deixou de realizar juízo de adequação da controvérsia dos autos à segunda tese constante do mesmo julgamento: “2. Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura-se aos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC2F-E4C1-7A6C-85C3 e senha 83CF-A10E-2751-AB1B Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, a reclamação, tal como prevista no art. 102, I, l, da Constituição e regulada nos artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil e 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, tem cabimento para preservar a competência do Tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões, bem como contra ato administrativo ou decisão judicial que contrarie súmula vinculante (CF/88, art. 103-A, § 3º). Como exposto anteriormente, a decisão reclamada rejeitou o agravo interno interposto pelos reclamantes por considerar que o acórdão recorrido estaria em consonância com a primeira tese definida no recurso paradigma da repercussão geral. A referida tese encontra-se formulada no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, razão pela qual, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Porém, a decisão reclamada deixou de realizar juízo de adequação da controvérsia dos autos à segunda tese constante do mesmo julgamento: “2. Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura-se aos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC2F-E4C1-7A6C-85C3 e senha 83CF-A10E-2751-AB1B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 27704 AGR / SP servidores inativos, com base no artigo 40, § 8º, da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação”. Por este fundamento há fundada possibilidade de que o recurso extraordinário não esteja em conformidade com o entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral, dúvida que deve ser dirimida por esta Corte, destinatária final da irresignação. Reitere-se o consignado na decisão agravada, acerca do rol das hipóteses de cabimento da reclamação no Novo Código de Processo Civil, na linha da jurisprudência anteriormente firmada por esta Corte, previsto no art. 988, ao qual se amolda o presente caso. Ante o exposto, nego provimento agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC2F-E4C1-7A6C-85C3 e senha 83CF-A10E-2751-AB1B Supremo Tribunal Federal RCL 27704 AGR / SP servidores inativos, com base no artigo 40, § 8º, da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação”. Por este fundamento há fundada possibilidade de que o recurso extraordinário não esteja em conformidade com o entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral, dúvida que deve ser dirimida por esta Corte, destinatária final da irresignação. Reitere-se o consignado na decisão agravada, acerca do rol das hipóteses de cabimento da reclamação no Novo Código de Processo Civil, na linha da jurisprudência anteriormente firmada por esta Corte, previsto no art. 988, ao qual se amolda o presente caso. Ante o exposto, nego provimento agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC2F-E4C1-7A6C-85C3 e senha 83CF-A10E-2751-AB1B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto Vogal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir do eminente Relator, na linha de anteriores decisões por mim proferidas (Rcl 25.653/RS, Rcl 29.423/SP, Rcl 34.820-MC/AL, Rcl 34.921-MC/GO, v.g.): “Reclamação. Utilização inadequada desse instrumento processual contra decisão que, emanada de órgão de jurisdição inferior, limita-se, tão somente, a fazer incidir, no caso concreto, a sistemática da repercussão geral (CPC/15). Alegação de que o ato reclamado estaria em desacordo com a tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal sob o regime de repercussão geral. Inadmissibilidade. Pretendida discussão em torno de questões referentes à suposta má apreciação do litígio pelo órgão julgador ou à errônea adequação da controvérsia jurídica versada nos autos à tese firmada em repercussão geral. Situações jurídico-processuais que, se eventualmente constatadas, legitimariam a pretensão de reforma da decisão impugnada, a ser deduzida, no entanto, perante órgão judiciário competente, por meio das vias recursais (agravo interno) ou ordinárias (ação rescisória) adequadas. Inocorrência, na espécie, de qualquer hipótese de transgressão ou de desrespeito à autoridade de decisão emanada desta Suprema Corte, por atos que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BCD-48FE-EA36-BD22 e senha 1B27-A25A-085B-A96A Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir do eminente Relator, na linha de anteriores decisões por mim proferidas (Rcl 25.653/RS, Rcl 29.423/SP, Rcl 34.820-MC/AL, Rcl 34.921-MC/GO, v.g.): “Reclamação. Utilização inadequada desse instrumento processual contra decisão que, emanada de órgão de jurisdição inferior, limita-se, tão somente, a fazer incidir, no caso concreto, a sistemática da repercussão geral (CPC/15). Alegação de que o ato reclamado estaria em desacordo com a tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal sob o regime de repercussão geral. Inadmissibilidade. Pretendida discussão em torno de questões referentes à suposta má apreciação do litígio pelo órgão julgador ou à errônea adequação da controvérsia jurídica versada nos autos à tese firmada em repercussão geral. Situações jurídico-processuais que, se eventualmente constatadas, legitimariam a pretensão de reforma da decisão impugnada, a ser deduzida, no entanto, perante órgão judiciário competente, por meio das vias recursais (agravo interno) ou ordinárias (ação rescisória) adequadas. Inocorrência, na espécie, de qualquer hipótese de transgressão ou de desrespeito à autoridade de decisão emanada desta Suprema Corte, por atos que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BCD-48FE-EA36-BD22 e senha 1B27-A25A-085B-A96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal RCL 27704 AGR / SP consubstanciem manifestação intencional de oposição, de objeção, de rejeição ou de resistência às teses fixadas pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral. Inadequação do emprego da ação reclamatória como inadmissível sucedâneo de ação rescisória , de recursos ou de ações judiciais em geral. Precedentes. Reclamação a que se nega seguimento. – Revela-se inviável submeter ao Supremo Tribunal Federal, mediante reclamação (que se qualifica como instrumento processualmente inadequado), o reexame de decisão proferida por órgão judiciário “a quo” que aplica a sistemática da repercussão geral, inocorrendo, em tal hipótese, situação configuradora de descumprimento de julgado da Corte Suprema ou de usurpação de sua competência, pois a aplicação do instituto da repercussão geral inclui-se na esfera de atribuições do Presidente (ou do Vice- -Presidente) do próprio Tribunal ou órgão judiciário recorrido, cuja decisão – embora não comporte, em referido contexto, o emprego da via reclamatória – admite impugnação, no entanto, por meio de agravo interno (CPC, art. 1.030, § 2º). Precedentes”. (Rcl 34.957-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em consequência, dou provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a negar seguimento à esta reclamação. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BCD-48FE-EA36-BD22 e senha 1B27-A25A-085B-A96A Supremo Tribunal Federal RCL 27704 AGR / SP consubstanciem manifestação intencional de oposição, de objeção, de rejeição ou de resistência às teses fixadas pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral. Inadequação do emprego da ação reclamatória como inadmissível sucedâneo de ação rescisória , de recursos ou de ações judiciais em geral. Precedentes. Reclamação a que se nega seguimento. – Revela-se inviável submeter ao Supremo Tribunal Federal, mediante reclamação (que se qualifica como instrumento processualmente inadequado), o reexame de decisão proferida por órgão judiciário “a quo” que aplica a sistemática da repercussão geral, inocorrendo, em tal hipótese, situação configuradora de descumprimento de julgado da Corte Suprema ou de usurpação de sua competência, pois a aplicação do instituto da repercussão geral inclui-se na esfera de atribuições do Presidente (ou do Vice- -Presidente) do próprio Tribunal ou órgão judiciário recorrido, cuja decisão – embora não comporte, em referido contexto, o emprego da via reclamatória – admite impugnação, no entanto, por meio de agravo interno (CPC, art. 1.030, § 2º). Precedentes”. (Rcl 34.957-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em consequência, dou provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a negar seguimento à esta reclamação. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BCD-48FE-EA36-BD22 e senha 1B27-A25A-085B-A96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RICARDO FALLEIROS LEBRAO (126465/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA54-EE50-C72A-CD56 e senha AE14-30EE-C4EC-45D6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RICARDO FALLEIROS LEBRAO (126465/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA54-EE50-C72A-CD56 e senha AE14-30EE-C4EC-45D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750513452
2019-05-31T00:00:00
2019-08-14T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Reclamação contra decisão que, na origem, ofende autoridade de decisão proferida por esta Corte. Possibilidade. 3. Admissibilidade de recurso extraordinário para melhor análise 4. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 5. Agravo regimental não provido.
sjur408508
- Decisões monocráticas citadas: (DESCABIMENTO, RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO RECURSAL) Rcl 25653, Rcl 29423, Rcl 34820 MC, Rcl 34921 AgR. Número de páginas: 8. Análise: 11/09/2019, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
27704
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 27704 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em reclamação. 2. Reclamação contra decisão que, na origem, ofende autoridade de decisão proferida por esta Corte. Possibilidade. 3. Admissibilidade de recurso extraordinário para melhor análise 4. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 5. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A34-05F0-135B-A44C e senha 261F-416E-5CB2-11CB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “A autoridade reclamada negou seguimento a recurso extraordinário pelo art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil, pois o acórdão impugnado estaria em conformidade com entendimento manifestado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 606.199, tema 439 da sistemática da repercussão geral. Como exposto na fundamentação da liminar, a decisão reclamada rejeitou o agravo interno interposto pelos reclamantes por considerar que o acórdão recorrido estaria em consonância com a primeira tese definida no recurso paradigma da repercussão geral: ‘1. Segundo a jurisprudência firmada em ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal, não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Precedentes’. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA5-356F-362A-DF86 e senha 66C4-29DC-BEE8-4FC1 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “A autoridade reclamada negou seguimento a recurso extraordinário pelo art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil, pois o acórdão impugnado estaria em conformidade com entendimento manifestado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 606.199, tema 439 da sistemática da repercussão geral. Como exposto na fundamentação da liminar, a decisão reclamada rejeitou o agravo interno interposto pelos reclamantes por considerar que o acórdão recorrido estaria em consonância com a primeira tese definida no recurso paradigma da repercussão geral: ‘1. Segundo a jurisprudência firmada em ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal, não há direito adquirido a regime jurídico. Assim, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Precedentes’. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA5-356F-362A-DF86 e senha 66C4-29DC-BEE8-4FC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RCL 27704 AGR / SP Todavia, a decisão reclamada deixou de realizar juízo de adequação da controvérsia dos autos à segunda tese constante do mesmo julgamento: “2. Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura- se aos servidores inativos, com base no artigo 40, § 8..., da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação”. Esta omissão traz a fundada possibilidade de que o recurso extraordinário não esteja em conformidade com o entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral, dúvida que deve ser dirimida por esta Corte, destinatária final da irresignação. Ante o exposto, julgo procedente a reclamação a fim de cassar a decisão monocrática e o acórdão do agravo interno que formularam juízo de admissibilidade negativo do recurso extraordinário interposto pelos reclamantes no Processo 0034600-05.2011.8.26.0053 e determinar sua remessa ao Supremo Tribunal Federal. Prejudicado o agravo regimental.” (eDOC 34) Nas razões do agravo, sustenta-se que o caso em tela possui peculiaridades que o diferenciam do tema 439, não podendo ser provida a reclamação, por falta de fundamento que o justifique. (eDOC 36) A agravada apresenta contraminuta alegando a impertinência das razões de agravo apresentadas pelo Estado. (eDOC 41) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA5-356F-362A-DF86 e senha 66C4-29DC-BEE8-4FC1 Supremo Tribunal Federal RCL 27704 AGR / SP Todavia, a decisão reclamada deixou de realizar juízo de adequação da controvérsia dos autos à segunda tese constante do mesmo julgamento: “2. Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura- se aos servidores inativos, com base no artigo 40, § 8..., da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação”. Esta omissão traz a fundada possibilidade de que o recurso extraordinário não esteja em conformidade com o entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral, dúvida que deve ser dirimida por esta Corte, destinatária final da irresignação. Ante o exposto, julgo procedente a reclamação a fim de cassar a decisão monocrática e o acórdão do agravo interno que formularam juízo de admissibilidade negativo do recurso extraordinário interposto pelos reclamantes no Processo 0034600-05.2011.8.26.0053 e determinar sua remessa ao Supremo Tribunal Federal. Prejudicado o agravo regimental.” (eDOC 34) Nas razões do agravo, sustenta-se que o caso em tela possui peculiaridades que o diferenciam do tema 439, não podendo ser provida a reclamação, por falta de fundamento que o justifique. (eDOC 36) A agravada apresenta contraminuta alegando a impertinência das razões de agravo apresentadas pelo Estado. (eDOC 41) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FA5-356F-362A-DF86 e senha 66C4-29DC-BEE8-4FC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, a reclamação, tal como prevista no art. 102, I, l, da Constituição e regulada nos artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil e 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, tem cabimento para preservar a competência do Tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões, bem como contra ato administrativo ou decisão judicial que contrarie súmula vinculante (Constituição Federal de 1988/88, art. 103-A, § 3...). Como exposto anteriormente, a decisão reclamada rejeitou o agravo interno interposto pelos reclamantes por considerar que o acórdão recorrido estaria em consonância com a primeira tese definida no recurso paradigma da repercussão geral. A referida tese encontra-se formulada no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, razão pela qual, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Porém, a decisão reclamada deixou de realizar juízo de adequação da controvérsia dos autos à segunda tese constante do mesmo julgamento: “2. Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura-se aos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC2F-E4C1-7A6C-85C3 e senha 83CF-A10E-2751-AB1B Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, a reclamação, tal como prevista no art. 102, I, l, da Constituição e regulada nos artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil e 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, tem cabimento para preservar a competência do Tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões, bem como contra ato administrativo ou decisão judicial que contrarie súmula vinculante (Constituição Federal de 1988/88, art. 103-A, § 3...). Como exposto anteriormente, a decisão reclamada rejeitou o agravo interno interposto pelos reclamantes por considerar que o acórdão recorrido estaria em consonância com a primeira tese definida no recurso paradigma da repercussão geral. A referida tese encontra-se formulada no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, razão pela qual, desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Porém, a decisão reclamada deixou de realizar juízo de adequação da controvérsia dos autos à segunda tese constante do mesmo julgamento: “2. Todavia, relativamente à reestruturação da carreira disciplinada pela Lei 13.666/02, do Estado do Paraná, assegura-se aos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC2F-E4C1-7A6C-85C3 e senha 83CF-A10E-2751-AB1B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 27704 AGR / SP servidores inativos, com base no artigo 40, § 8..., da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação”. Por este fundamento há fundada possibilidade de que o recurso extraordinário não esteja em conformidade com o entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral, dúvida que deve ser dirimida por esta Corte, destinatária final da irresignação. Reitere-se o consignado na decisão agravada, acerca do rol das hipóteses de cabimento da reclamação no Novo Código de Processo Civil, na linha da jurisprudência anteriormente firmada por esta Corte, previsto no art. 988, ao qual se amolda o presente caso. Ante o exposto, nego provimento agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC2F-E4C1-7A6C-85C3 e senha 83CF-A10E-2751-AB1B Supremo Tribunal Federal RCL 27704 AGR / SP servidores inativos, com base no artigo 40, § 8..., da Constituição Federal (redação anterior à da EC 41/03), o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação”. Por este fundamento há fundada possibilidade de que o recurso extraordinário não esteja em conformidade com o entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral, dúvida que deve ser dirimida por esta Corte, destinatária final da irresignação. Reitere-se o consignado na decisão agravada, acerca do rol das hipóteses de cabimento da reclamação no Novo Código de Processo Civil, na linha da jurisprudência anteriormente firmada por esta Corte, previsto no art. 988, ao qual se amolda o presente caso. Ante o exposto, nego provimento agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC2F-E4C1-7A6C-85C3 e senha 83CF-A10E-2751-AB1B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto Vogal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir do eminente Relator, na linha de anteriores decisões por mim proferidas (Rcl 25.653/RS, Rcl 29.423/SP, Rcl 34.820-MC/AL, Rcl 34.921-MC/GO, v.g.): “Reclamação. Utilização inadequada desse instrumento processual contra decisão que, emanada de órgão de jurisdição inferior, limita-se, tão somente, a fazer incidir, no caso concreto, a sistemática da repercussão geral (Código de Processo Civil/15). Alegação de que o ato reclamado estaria em desacordo com a tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal sob o regime de repercussão geral. Inadmissibilidade. Pretendida discussão em torno de questões referentes à suposta má apreciação do litígio pelo órgão julgador ou à errônea adequação da controvérsia jurídica versada nos autos à tese firmada em repercussão geral. Situações jurídico-processuais que, se eventualmente constatadas, legitimariam a pretensão de reforma da decisão impugnada, a ser deduzida, no entanto, perante órgão judiciário competente, por meio das vias recursais (agravo interno) ou ordinárias (ação rescisória) adequadas. Inocorrência, na espécie, de qualquer hipótese de transgressão ou de desrespeito à autoridade de decisão emanada desta Suprema Corte, por atos que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BCD-48FE-EA36-BD22 e senha 1B27-A25A-085B-A96A Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RICARDO FALLEIROS LEBRAO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir do eminente Relator, na linha de anteriores decisões por mim proferidas (Rcl 25.653/RS, Rcl 29.423/SP, Rcl 34.820-MC/AL, Rcl 34.921-MC/GO, v.g.): “Reclamação. Utilização inadequada desse instrumento processual contra decisão que, emanada de órgão de jurisdição inferior, limita-se, tão somente, a fazer incidir, no caso concreto, a sistemática da repercussão geral (Código de Processo Civil/15). Alegação de que o ato reclamado estaria em desacordo com a tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal sob o regime de repercussão geral. Inadmissibilidade. Pretendida discussão em torno de questões referentes à suposta má apreciação do litígio pelo órgão julgador ou à errônea adequação da controvérsia jurídica versada nos autos à tese firmada em repercussão geral. Situações jurídico-processuais que, se eventualmente constatadas, legitimariam a pretensão de reforma da decisão impugnada, a ser deduzida, no entanto, perante órgão judiciário competente, por meio das vias recursais (agravo interno) ou ordinárias (ação rescisória) adequadas. Inocorrência, na espécie, de qualquer hipótese de transgressão ou de desrespeito à autoridade de decisão emanada desta Suprema Corte, por atos que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BCD-48FE-EA36-BD22 e senha 1B27-A25A-085B-A96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal RCL 27704 AGR / SP consubstanciem manifestação intencional de oposição, de objeção, de rejeição ou de resistência às teses fixadas pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral. Inadequação do emprego da ação reclamatória como inadmissível sucedâneo de ação rescisória , de recursos ou de ações judiciais em geral. Precedentes. Reclamação a que se nega seguimento. – Revela-se inviável submeter ao Supremo Tribunal Federal, mediante reclamação (que se qualifica como instrumento processualmente inadequado), o reexame de decisão proferida por órgão judiciário “a quo” que aplica a sistemática da repercussão geral, inocorrendo, em tal hipótese, situação configuradora de descumprimento de julgado da Corte Suprema ou de usurpação de sua competência, pois a aplicação do instituto da repercussão geral inclui-se na esfera de atribuições do Presidente (ou do Vice- -Presidente) do próprio Tribunal ou órgão judiciário recorrido, cuja decisão – embora não comporte, em referido contexto, o emprego da via reclamatória – admite impugnação, no entanto, por meio de agravo interno (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...). Precedentes”. (Rcl 34.957-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em consequência, dou provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a negar seguimento à esta reclamação. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BCD-48FE-EA36-BD22 e senha 1B27-A25A-085B-A96A Supremo Tribunal Federal RCL 27704 AGR / SP consubstanciem manifestação intencional de oposição, de objeção, de rejeição ou de resistência às teses fixadas pelo Supremo Tribunal Federal em sede de repercussão geral. Inadequação do emprego da ação reclamatória como inadmissível sucedâneo de ação rescisória , de recursos ou de ações judiciais em geral. Precedentes. Reclamação a que se nega seguimento. – Revela-se inviável submeter ao Supremo Tribunal Federal, mediante reclamação (que se qualifica como instrumento processualmente inadequado), o reexame de decisão proferida por órgão judiciário “a quo” que aplica a sistemática da repercussão geral, inocorrendo, em tal hipótese, situação configuradora de descumprimento de julgado da Corte Suprema ou de usurpação de sua competência, pois a aplicação do instituto da repercussão geral inclui-se na esfera de atribuições do Presidente (ou do Vice- -Presidente) do próprio Tribunal ou órgão judiciário recorrido, cuja decisão – embora não comporte, em referido contexto, o emprego da via reclamatória – admite impugnação, no entanto, por meio de agravo interno (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...). Precedentes”. (Rcl 34.957-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Em consequência, dou provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a negar seguimento à esta reclamação. É o meu voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2BCD-48FE-EA36-BD22 e senha 1B27-A25A-085B-A96A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RICARDO FALLEIROS LEBRAO (126465/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA54-EE50-C72A-CD56 e senha AE14-30EE-C4EC-45D6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.704 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : CORINA RODRIGUES ZERBINATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RICARDO FALLEIROS LEBRAO (126465/SP) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA54-EE50-C72A-CD56 e senha AE14-30EE-C4EC-45D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 27 . 704", "RECLAMAÇÃO 27 . 704", "Recurso Extraordinário - RG 606 . 199", "RECLAMAÇÃO 27 . 704", "Recurso Extraordinário - RG 606 . 199", "RCL 27704 AGR /", "Processo 0034600 - 05 . 2011 . 8 . 26 . 0053", "Processo 0034600 - 05 . 2011 . 8 . 26 . 0053", "RCL 27704 AGR / SP", "Rcl 25 . 653 / RS", "Rcl 29 . 423 / SP", "Rcl 34 . 820 - MC / AL", "Rcl 34 . 921 - MC / GO", "RECLAMAÇÃO 27 . 704", "Rcl 25 . 653 / RS", "Rcl 29 . 423 / SP", "Rcl 34 . 820 - MC / AL", "Rcl 34 . 921 - MC / GO", "RCL 27704 AGR / SP", "Rcl 34 . 957 - MC / SP", "RCL 27704 AGR / SP", "Rcl 34 . 957 - MC / SP", "RECLAMAÇÃO 27 . 704", "RECLAMAÇÃO 27" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , I , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , I , a , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 13 . 666 / 02", "artigo 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 13 . 666 / 02", "artigo 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição", "artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil", "156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 103 - A , § 3 . . .", "Lei 13 . 666 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição", "artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil", "156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 103 - A , § 3 . . .", "Lei 13 . 666 / 02", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "EC 41 / 03", "Novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado do Paraná", "Estado do Paraná", "SÃO PAULO", "Estado do Paraná", "SÃO PAULO", "Estado do Paraná", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "11CB", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "CORINA RODRIGUES ZERBINATTI", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CORINA RODRIGUES ZERBINATTI", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CORINA RODRIGUES ZERBINATTI", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CORINA RODRIGUES ZERBINATTI", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CORINA RODRIGUES ZERBINATTI", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CORINA RODRIGUES ZERBINATTI", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "CORINA RODRIGUES ZERBINATTI", "RICARDO FALLEIROS LEBRAO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) :RENATO MELILLO FILHO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUXÍLIO MORADIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE MATERIAL FÁTICO E PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULAS 279 E 280/STF. RECURSO PROTELATÓRIO. 1. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, imprescindível seria a reapreciação da legislação infraconstitucional local pertinente, procedimento inviável nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 280/STF. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 a 30 de maio de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74CA-863B-BDF8-B299 e senha 2C77-B26D-4027-8FE8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1188153 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74CA-863B-BDF8-B299 e senha 2C77-B26D-4027-8FE8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188153 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74CA-863B-BDF8-B299 e senha 2C77-B26D-4027-8FE8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) :RENATO MELILLO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 14.03.2019 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que a decisão agravada está correta e alinhada aos precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante insiste nas teses trazidas no recurso extraordinário, a saber, a competência para julgamento do feito e a necessidade de produção de prova pericial. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E9D-95D7-7A84-C49F e senha CB36-DE88-7887-7563 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) :RENATO MELILLO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 14.03.2019 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que a decisão agravada está correta e alinhada aos precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante insiste nas teses trazidas no recurso extraordinário, a saber, a competência para julgamento do feito e a necessidade de produção de prova pericial. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E9D-95D7-7A84-C49F e senha CB36-DE88-7887-7563 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, visto que a parte agravante não traz argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. 3. De início, ressalta-se que não se configura violação aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX, da CF quando o relator utiliza os fundamentos da decisão agravada com razão de decidir. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais (RE 790.913, Rel. Min. Celso de Mello; RE 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Ademais, a questão não tem alcance constitucional, uma vez que eventual violação aos dispositivos constitucionais suscitados demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional local, providência inviável de ser realizada neste momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 280/STF. Precedentes nesse sentido: ARE 900.406, Relª. Minª. Cármen Lúcia; e ARE 805.608, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34E3-9881-4F77-ECFF e senha 112F-65B3-2A7E-D992 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, visto que a parte agravante não traz argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. 3. De início, ressalta-se que não se configura violação aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX, da CF quando o relator utiliza os fundamentos da decisão agravada com razão de decidir. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais (RE 790.913, Rel. Min. Celso de Mello; RE 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Ademais, a questão não tem alcance constitucional, uma vez que eventual violação aos dispositivos constitucionais suscitados demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional local, providência inviável de ser realizada neste momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 280/STF. Precedentes nesse sentido: ARE 900.406, Relª. Minª. Cármen Lúcia; e ARE 805.608, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34E3-9881-4F77-ECFF e senha 112F-65B3-2A7E-D992 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1188153 AGR / SC multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34E3-9881-4F77-ECFF e senha 112F-65B3-2A7E-D992 Supremo Tribunal Federal ARE 1188153 AGR / SC multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34E3-9881-4F77-ECFF e senha 112F-65B3-2A7E-D992 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) : RENATO MELILLO FILHO (1708/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDBB-03F8-A937-0C02 e senha 7EDD-B178-A30B-3C7D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) : RENATO MELILLO FILHO (1708/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDBB-03F8-A937-0C02 e senha 7EDD-B178-A30B-3C7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750108039
2019-05-31T00:00:00
2019-06-14T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUXÍLIO MORADIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE MATERIAL FÁTICO E PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULAS 279 E 280/STF. RECURSO PROTELATÓRIO. 1. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, imprescindível seria a reapreciação da legislação infraconstitucional local pertinente, procedimento inviável nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 280/STF. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur405976
- Acórdão(s) citado(s): (DECISÃO JUDICIAL, FUNDAMENTAÇÃO POR REMISSÃO) AI 179379 AgR (2ªT), RE 790913 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 280/STF) ARE 805608, ARE 900406. Número de páginas: 6. Análise: 30/07/2019, BMP. Número de páginas: 6. Análise: 30/07/2019, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1188153
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1188153 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) : RENATO MELILLO FILHO
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) :RENATO MELILLO FILHO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUXÍLIO MORADIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE MATERIAL FÁTICO E PROBATÓRIO DOS AUTOS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. RECURSO PROTELATÓRIO. 1. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, imprescindível seria a reapreciação da legislação infraconstitucional local pertinente, procedimento inviável nesse momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 a 30 de maio de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74CA-863B-BDF8-B299 e senha 2C77-B26D-4027-8FE8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1188153 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74CA-863B-BDF8-B299 e senha 2C77-B26D-4027-8FE8 Supremo Tribunal Federal ARE 1188153 AGR / SC MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74CA-863B-BDF8-B299 e senha 2C77-B26D-4027-8FE8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) :RENATO MELILLO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 14.03.2019 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que a decisão agravada está correta e alinhada aos precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante insiste nas teses trazidas no recurso extraordinário, a saber, a competência para julgamento do feito e a necessidade de produção de prova pericial. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E9D-95D7-7A84-C49F e senha CB36-DE88-7887-7563 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) :RENATO MELILLO FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 14.03.2019 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que a decisão agravada está correta e alinhada aos precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante insiste nas teses trazidas no recurso extraordinário, a saber, a competência para julgamento do feito e a necessidade de produção de prova pericial. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E9D-95D7-7A84-C49F e senha CB36-DE88-7887-7563 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, visto que a parte agravante não traz argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. 3. De início, ressalta-se que não se configura violação aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988 quando o relator utiliza os fundamentos da decisão agravada com razão de decidir. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais (Recurso Extraordinário 790.913, Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Ademais, a questão não tem alcance constitucional, uma vez que eventual violação aos dispositivos constitucionais suscitados demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional local, providência inviável de ser realizada neste momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes nesse sentido: ARE 900.406, Rel. Min. Cármen Lúcia; e ARE 805.608, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34E3-9881-4F77-ECFF e senha 112F-65B3-2A7E-D992 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, visto que a parte agravante não traz argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. 3. De início, ressalta-se que não se configura violação aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal de 1988 quando o relator utiliza os fundamentos da decisão agravada com razão de decidir. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais (Recurso Extraordinário 790.913, Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. Ademais, a questão não tem alcance constitucional, uma vez que eventual violação aos dispositivos constitucionais suscitados demandaria o prévio exame da legislação infraconstitucional local, providência inviável de ser realizada neste momento processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes nesse sentido: ARE 900.406, Rel. Min. Cármen Lúcia; e ARE 805.608, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34E3-9881-4F77-ECFF e senha 112F-65B3-2A7E-D992 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1188153 AGR / SC multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34E3-9881-4F77-ECFF e senha 112F-65B3-2A7E-D992 Supremo Tribunal Federal ARE 1188153 AGR / SC multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 34E3-9881-4F77-ECFF e senha 112F-65B3-2A7E-D992 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 31/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) : RENATO MELILLO FILHO (1708/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDBB-03F8-A937-0C02 e senha 7EDD-B178-A30B-3C7D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.153 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARILDA NERCOLINI ADV.(A/S) : RENATO MELILLO FILHO (1708/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com majoração de honorários e aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EDBB-03F8-A937-0C02 e senha 7EDD-B178-A30B-3C7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 188 . 153", "SÚMULAS 279", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1188153 AGR /", "ARE 1188153 AGR", "Recurso Extraordinário 790 . 913", "Recurso Extraordinário 179 . 557", "AI 179 . 379 - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 900 . 406", "ARE 805 . 608", "Recurso Extraordinário 790 . 913", "Recurso Extraordinário 179 . 557", "AI 179 . 379 - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 900 . 406", "ARE 805 . 608", "ARE 1188153 AGR / SC" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "IPREV", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "IPREV", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA", "IPREV", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "IPREV", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "IPREV", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARILDA NERCOLINI", "RENATO MELILLO FILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARILDA NERCOLINI", "RENATO MELILLO FILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARILDA NERCOLINI", "RENATO MELILLO FILHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Ilmar Galvão", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Ilmar Galvão", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARILDA NERCOLINI", "RENATO MELILLO FILHO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROBERTO BARROSO", "MARILDA NERCOLINI", "RENATO MELILLO FILHO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24 a 30 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "14", ".", "03", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "14", ".", "03", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) :ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) :SERGIO BERMUDES ADV.(A/S) :GUILHERME VALDETARO MATHIAS AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) :ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ASSOCIAÇÃO. LIMITES TERRITORIAS DA COISA JULGADA: TEMAS 715 E 848. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955F-E752-C8CE-B916 e senha 7E07-1F63-4E67-3263 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1139011 AGR / RS Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955F-E752-C8CE-B916 e senha 7E07-1F63-4E67-3263 Supremo Tribunal Federal RE 1139011 AGR / RS Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955F-E752-C8CE-B916 e senha 7E07-1F63-4E67-3263 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) :ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) :SERGIO BERMUDES ADV.(A/S) :GUILHERME VALDETARO MATHIAS AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) :ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.3.2019, não conheci do recurso extraordinário interposto por Clube de Seguro Icatu e Icatu Hartford Seguros S/A ao fundamento de ausência de repercussão geral (e-doc. 15). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.3.2019, os agravantes interpuseram, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 22). 3. Os agravantes alegam que, “diferentemente dos dois precedentes citados pela decisão agravada, aqui se discute o alcance da sentença proferida, a qual ainda será objeto de cumprimento de sentença. Ou seja, não há trânsito em julgado que impeça seja ela modificada nessa instância. Pelo contrário, é justamente para evitar a execução de uma sentença violadora da norma do art. 5º, XXI, da Constituição Federal que foi interposto o recurso” (fl. 5, e-doc. 22). Sustentam que “não se discute os limites da coisa julgada, essa sim matéria de natureza infraconstitucional, sem repercussão geral. A discussão aqui se refere à impossibilidade de se estender a todo e qualquer consumidor a sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6846-084C-95C3-9552 e senha CA4D-5533-9C1A-C035 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) :ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) :SERGIO BERMUDES ADV.(A/S) :GUILHERME VALDETARO MATHIAS AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) :ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.3.2019, não conheci do recurso extraordinário interposto por Clube de Seguro Icatu e Icatu Hartford Seguros S/A ao fundamento de ausência de repercussão geral (e-doc. 15). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.3.2019, os agravantes interpuseram, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 22). 3. Os agravantes alegam que, “diferentemente dos dois precedentes citados pela decisão agravada, aqui se discute o alcance da sentença proferida, a qual ainda será objeto de cumprimento de sentença. Ou seja, não há trânsito em julgado que impeça seja ela modificada nessa instância. Pelo contrário, é justamente para evitar a execução de uma sentença violadora da norma do art. 5º, XXI, da Constituição Federal que foi interposto o recurso” (fl. 5, e-doc. 22). Sustentam que “não se discute os limites da coisa julgada, essa sim matéria de natureza infraconstitucional, sem repercussão geral. A discussão aqui se refere à impossibilidade de se estender a todo e qualquer consumidor a sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6846-084C-95C3-9552 e senha CA4D-5533-9C1A-C035 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 1139011 AGR / RS proferida em ação proposta por Associação que não os representa, com a qual não possuem qualquer vínculo” (fl. 5, e-doc. 22). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. A agravada requer o não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6846-084C-95C3-9552 e senha CA4D-5533-9C1A-C035 Supremo Tribunal Federal RE 1139011 AGR / RS proferida em ação proposta por Associação que não os representa, com a qual não possuem qualquer vínculo” (fl. 5, e-doc. 22). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. A agravada requer o não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6846-084C-95C3-9552 e senha CA4D-5533-9C1A-C035 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas questões controvertidas na espécie: “PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES TERRITORIAIS DA COISA JULGADA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 18 E 125 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA” (ARE n. 796.473-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 21.10.2014). “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONDENATÓRIA GENÉRICA PROFERIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ASSOCIAÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A presente demanda consiste em execução individual de sentença proferida em ação civil pública. O recurso extraordinário suscita a ilegitimidade ativa dos exequentes, ao argumento de que não deram autorização individual e específica à associação autora da demanda coletiva para os representarem no processo de conhecimento, tampouco demonstraram sua condição de associados. Alega-se ofensa ao art. 5º, XXI e XXXVI, da Constituição, bem como ao precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal formado no julgamento do RE 573.232/SC. 2. Ocorre que, conforme atestaram as instâncias Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2791-F120-419C-2844 e senha EF43-A9D7-DB04-4FCE Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas questões controvertidas na espécie: “PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES TERRITORIAIS DA COISA JULGADA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 18 E 125 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA” (ARE n. 796.473-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 21.10.2014). “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONDENATÓRIA GENÉRICA PROFERIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ASSOCIAÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A presente demanda consiste em execução individual de sentença proferida em ação civil pública. O recurso extraordinário suscita a ilegitimidade ativa dos exequentes, ao argumento de que não deram autorização individual e específica à associação autora da demanda coletiva para os representarem no processo de conhecimento, tampouco demonstraram sua condição de associados. Alega-se ofensa ao art. 5º, XXI e XXXVI, da Constituição, bem como ao precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal formado no julgamento do RE 573.232/SC. 2. Ocorre que, conforme atestaram as instâncias Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2791-F120-419C-2844 e senha EF43-A9D7-DB04-4FCE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1139011 AGR / RS ordinárias, no dispositivo da sentença condenatória genérica proferida no processo de conhecimento desta ação civil pública, constou expressamente sua aplicabilidade a todos os poupadores do Estado de Santa Catarina. Assim, o fundamento da legitimidade ativa para a execução, no caso, dispensa exame sobre a necessidade de autorização das associações para a representação de seus associados. Em verdade, o que está em jogo é questão sobre limites da coisa julgada, matéria de natureza infraconstitucional cuja repercussão geral, inclusive, já foi rejeitada por esta Corte em outra oportunidade (ARE 748.371-RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 1º/8/2013). 3. Outrossim, ao tratar dos limites subjetivos de sentença condenatória genérica proferida nos autos de ação civil pública ajuizada por associação, o Tribunal de origem valeu-se de disposições da Lei 7.347/85 e do Código de Defesa do Consumidor, cujo exame é inviável em recurso extraordinário. 4. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). 5. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC” (ARE n. 901.963-RG, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 16.9.2015). 5. Os argumentos dos agravantes, insuficientes para modificarem a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2791-F120-419C-2844 e senha EF43-A9D7-DB04-4FCE Supremo Tribunal Federal RE 1139011 AGR / RS ordinárias, no dispositivo da sentença condenatória genérica proferida no processo de conhecimento desta ação civil pública, constou expressamente sua aplicabilidade a todos os poupadores do Estado de Santa Catarina. Assim, o fundamento da legitimidade ativa para a execução, no caso, dispensa exame sobre a necessidade de autorização das associações para a representação de seus associados. Em verdade, o que está em jogo é questão sobre limites da coisa julgada, matéria de natureza infraconstitucional cuja repercussão geral, inclusive, já foi rejeitada por esta Corte em outra oportunidade (ARE 748.371-RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 1º/8/2013). 3. Outrossim, ao tratar dos limites subjetivos de sentença condenatória genérica proferida nos autos de ação civil pública ajuizada por associação, o Tribunal de origem valeu-se de disposições da Lei 7.347/85 e do Código de Defesa do Consumidor, cujo exame é inviável em recurso extraordinário. 4. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). 5. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC” (ARE n. 901.963-RG, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 16.9.2015). 5. Os argumentos dos agravantes, insuficientes para modificarem a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2791-F120-419C-2844 e senha EF43-A9D7-DB04-4FCE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) : ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) : SERGIO BERMUDES (02192/A/DF, 10039/ES, 177465/MG, 17587/RJ, 64236A/RS, 33031/SP) ADV.(A/S) : GUILHERME VALDETARO MATHIAS (36463/DF, 075643/RJ, 389023/SP) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) : ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA (185918/RJ, 14877/RS, 388403/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios e aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8906-6175-43A1-2981 e senha EB40-3C9B-FE08-213E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) : ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) : SERGIO BERMUDES (02192/A/DF, 10039/ES, 177465/MG, 17587/RJ, 64236A/RS, 33031/SP) ADV.(A/S) : GUILHERME VALDETARO MATHIAS (36463/DF, 075643/RJ, 389023/SP) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) : ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA (185918/RJ, 14877/RS, 388403/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios e aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8906-6175-43A1-2981 e senha EB40-3C9B-FE08-213E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750262528
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios e aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ASSOCIAÇÃO. LIMITES TERRITORIAS DA COISA JULGADA: TEMAS 715 E 848. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur407338
- Acórdão(s) citado(s): (AÇAO CIVIL PÚBLICA, LIMITES DA COISA JULGADA ) ARE 796473 RG, ARE 901963 RG. Número de páginas: 7. Análise: 27/08/2019, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1139011
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1139011 AgR
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AGTE.(S) : CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) : ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) : SERGIO BERMUDES ADV.(A/S) : GUILHERME VALDETARO MATHIAS AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) : ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA
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Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) :ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) :SERGIO BERMUDES ADV.(A/S) :GUILHERME VALDETARO MATHIAS AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) :ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ASSOCIAÇÃO. LIMITES TERRITORIAS DA COISA JULGADA: TEMAS 715 E 848. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1% (um por cento), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955F-E752-C8CE-B916 e senha 7E07-1F63-4E67-3263 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955F-E752-C8CE-B916 e senha 7E07-1F63-4E67-3263 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955F-E752-C8CE-B916 e senha 7E07-1F63-4E67-3263 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) :ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) :SERGIO BERMUDES ADV.(A/S) :GUILHERME VALDETARO MATHIAS AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) :ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.3.2019, não conheci do recurso extraordinário interposto por Clube de Seguro Icatu e Icatu Hartford Seguros S/A ao fundamento de ausência de repercussão geral (e-doc. 15). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.3.2019, os agravantes interpuseram, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 22). 3. Os agravantes alegam que, “diferentemente dos dois precedentes citados pela decisão agravada, aqui se discute o alcance da sentença proferida, a qual ainda será objeto de cumprimento de sentença. Ou seja, não há trânsito em julgado que impeça seja ela modificada nessa instância. Pelo contrário, é justamente para evitar a execução de uma sentença violadora da norma do art. 5..., XXI, da Constituição Federal que foi interposto o recurso” (fl. 5, e-doc. 22). Sustentam que “não se discute os limites da coisa julgada, essa sim matéria de natureza infraconstitucional, sem repercussão geral. A discussão aqui se refere à impossibilidade de se estender a todo e qualquer consumidor a sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6846-084C-95C3-9552 e senha CA4D-5533-9C1A-C035 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) :ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) :SERGIO BERMUDES ADV.(A/S) :GUILHERME VALDETARO MATHIAS AGDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) :ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.3.2019, não conheci do recurso extraordinário interposto por Clube de Seguro Icatu e Icatu Hartford Seguros S/A ao fundamento de ausência de repercussão geral (e-doc. 15). 2. Publicada essa decisão no DJe de 18.3.2019, os agravantes interpuseram, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 22). 3. Os agravantes alegam que, “diferentemente dos dois precedentes citados pela decisão agravada, aqui se discute o alcance da sentença proferida, a qual ainda será objeto de cumprimento de sentença. Ou seja, não há trânsito em julgado que impeça seja ela modificada nessa instância. Pelo contrário, é justamente para evitar a execução de uma sentença violadora da norma do art. 5..., XXI, da Constituição Federal que foi interposto o recurso” (fl. 5, e-doc. 22). Sustentam que “não se discute os limites da coisa julgada, essa sim matéria de natureza infraconstitucional, sem repercussão geral. A discussão aqui se refere à impossibilidade de se estender a todo e qualquer consumidor a sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6846-084C-95C3-9552 e senha CA4D-5533-9C1A-C035 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS proferida em ação proposta por Associação que não os representa, com a qual não possuem qualquer vínculo” (fl. 5, e-doc. 22). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. A agravada requer o não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6846-084C-95C3-9552 e senha CA4D-5533-9C1A-C035 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS proferida em ação proposta por Associação que não os representa, com a qual não possuem qualquer vínculo” (fl. 5, e-doc. 22). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4. A agravada requer o não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6846-084C-95C3-9552 e senha CA4D-5533-9C1A-C035 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas questões controvertidas na espécie: “PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES TERRITORIAIS DA COISA JULGADA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 18 E 125 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA” (ARE n. 796.473-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 21.10.2014). “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONDENATÓRIA GENÉRICA PROFERIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ASSOCIAÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A presente demanda consiste em execução individual de sentença proferida em ação civil pública. O recurso extraordinário suscita a ilegitimidade ativa dos exequentes, ao argumento de que não deram autorização individual e específica à associação autora da demanda coletiva para os representarem no processo de conhecimento, tampouco demonstraram sua condição de associados. Alega-se ofensa ao art. 5..., XXI e XXXVI, da Constituição, bem como ao precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal formado no julgamento do Recurso Extraordinário 573.232/SC. 2. Ocorre que, conforme atestaram as instâncias Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2791-F120-419C-2844 e senha EF43-A9D7-DB04-4FCE Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas questões controvertidas na espécie: “PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LIMITES TERRITORIAIS DA COISA JULGADA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 18 E 125 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA” (ARE n. 796.473-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário, DJe 21.10.2014). “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA CONDENATÓRIA GENÉRICA PROFERIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ASSOCIAÇÃO. LEGITIMIDADE ATIVA. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A presente demanda consiste em execução individual de sentença proferida em ação civil pública. O recurso extraordinário suscita a ilegitimidade ativa dos exequentes, ao argumento de que não deram autorização individual e específica à associação autora da demanda coletiva para os representarem no processo de conhecimento, tampouco demonstraram sua condição de associados. Alega-se ofensa ao art. 5..., XXI e XXXVI, da Constituição, bem como ao precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal formado no julgamento do Recurso Extraordinário 573.232/SC. 2. Ocorre que, conforme atestaram as instâncias Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2791-F120-419C-2844 e senha EF43-A9D7-DB04-4FCE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS ordinárias, no dispositivo da sentença condenatória genérica proferida no processo de conhecimento desta ação civil pública, constou expressamente sua aplicabilidade a todos os poupadores do Estado de Santa Catarina. Assim, o fundamento da legitimidade ativa para a execução, no caso, dispensa exame sobre a necessidade de autorização das associações para a representação de seus associados. Em verdade, o que está em jogo é questão sobre limites da coisa julgada, matéria de natureza infraconstitucional cuja repercussão geral, inclusive, já foi rejeitada por esta Corte em outra oportunidade (ARE 748.371-RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 1.../8/2013). 3. Outrossim, ao tratar dos limites subjetivos de sentença condenatória genérica proferida nos autos de ação civil pública ajuizada por associação, o Tribunal de origem valeu-se de disposições da Lei 7.347/85 e do Código de Defesa do Consumidor, cujo exame é inviável em recurso extraordinário. 4. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). 5. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil” (ARE n. 901.963-RG, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 16.9.2015). 5. Os argumentos dos agravantes, insuficientes para modificarem a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2791-F120-419C-2844 e senha EF43-A9D7-DB04-4FCE Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS ordinárias, no dispositivo da sentença condenatória genérica proferida no processo de conhecimento desta ação civil pública, constou expressamente sua aplicabilidade a todos os poupadores do Estado de Santa Catarina. Assim, o fundamento da legitimidade ativa para a execução, no caso, dispensa exame sobre a necessidade de autorização das associações para a representação de seus associados. Em verdade, o que está em jogo é questão sobre limites da coisa julgada, matéria de natureza infraconstitucional cuja repercussão geral, inclusive, já foi rejeitada por esta Corte em outra oportunidade (ARE 748.371-RG, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 1.../8/2013). 3. Outrossim, ao tratar dos limites subjetivos de sentença condenatória genérica proferida nos autos de ação civil pública ajuizada por associação, o Tribunal de origem valeu-se de disposições da Lei 7.347/85 e do Código de Defesa do Consumidor, cujo exame é inviável em recurso extraordinário. 4. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608-RG, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/3/2009). 5. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil” (ARE n. 901.963-RG, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 16.9.2015). 5. Os argumentos dos agravantes, insuficientes para modificarem a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2791-F120-419C-2844 e senha EF43-A9D7-DB04-4FCE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) : ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) : SERGIO BERMUDES (02192/A/DF, 10039/ES, 177465/MG, 17587/RJ, 64236A/RS, 33031/SP) ADV.(A/S) : GUILHERME VALDETARO MATHIAS (36463/DF, 075643/RJ, 389023/SP) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) : ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA (185918/RJ, 14877/RS, 388403/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios e aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8906-6175-43A1-2981 e senha EB40-3C9B-FE08-213E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.139.011 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CLUBE DE SEGUROS ICATU AGTE.(S) : ICATU HARTFORD SEGUROS S.A. ADV.(A/S) : SERGIO BERMUDES (02192/A/DF, 10039/ES, 177465/MG, 17587/RJ, 64236A/RS, 33031/SP) ADV.(A/S) : GUILHERME VALDETARO MATHIAS (36463/DF, 075643/RJ, 389023/SP) AGDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA, PROTEÇÃO E DEFESA DOS CONSUMIDORES E BENEFICIÁRIOS DE PLANOS E APÓLICE DE SEGUROS - ABRASCONSEG ADV.(A/S) : ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA (185918/RJ, 14877/RS, 388403/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios e aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8906-6175-43A1-2981 e senha EB40-3C9B-FE08-213E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 139 . 011", "Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 139 . 011", "Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1139011 AGR", "ARE n . 796 . 473 - RG", "Recurso Extraordinário 573 . 232 / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 139 . 011", "ARE n . 796 . 473 - RG", "Recurso Extraordinário 573 . 232 / SC .", "Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS", "ARE 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG", "ARE n . 901 . 963 - RG", "Recurso Extraordinário 1139011 AGR / RS", "ARE 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 - RG", "ARE n . 901 . 963 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 139 . 011", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 139 . 011" ], "LEGISLACAO": [ "§", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 18 E 125 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 5 . . . , XXI e XXXVI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 18 E 125 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 5 . . . , XXI e XXXVI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 7 . 347 / 85", "Código de Defesa do Consumidor", "Carta Magna", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 7 . 347 / 85", "Código de Defesa do Consumidor", "Carta Magna", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 ." ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "Estado de Santa Catarina", "Estado de Santa Catarina", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CLUBE DE SEGUROS", "ICATU", "ICATU", "HARTFORD SEGUROS S . A .", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CLUBE DE SEGUROS", "ICATU", "ICATU", "HARTFORD SEGUROS S . A .", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA", "ABRASCONSEG", "ARTUR", "Clube de Seguro Icatu e Icatu Hartford Seguros S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CLUBE DE SEGUROS", "ICATU", "ICATU", "HARTFORD SEGUROS S . A .", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA", "ABRASCONSEG", "Clube de Seguro Icatu e", "Icatu Hartford Seguros S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CLUBE DE SEGUROS", "ICATU", "ICATU HARTFORD SEGUROS S . A", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA", "ABRASCONSEG", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CLUBE DE SEGUROS", "ICATU", "ICATU HARTFORD SEGUROS S . A .", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA", "ABRASCONSEG", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "SERGIO BERMUDES", "GUILHERME VALDETARO MATHIAS", "ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "SERGIO BERMUDES", "GUILHERME VALDETARO MATHIAS", "CÁRMEN LÚCIA", "LÚCIA", "SERGIO BERMUDES", "GUILHERME VALDETARO MATHIAS", "ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "Teori Zavascki", "CÁRMEN LÚCIA", "SERGIO BERMUDES", "GUILHERME VALDETARO MATHIAS", "ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "SERGIO BERMUDES", "GUILHERME VALDETARO MATHIAS", "ARTUR GARRASTAZU GOMES FERREIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "2015", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "3", ".", "2019", "18", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "3", ".", "2019", "18", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "13", "/", "3", "/", "2009", "16", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "13", "/", "3", "/", "2009", "16", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) :ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Ausência de omissão ao dever de fundamentar (AI 791.292 QO- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 339 da Repercussão Geral). 2. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38B5-841B-9B5E-5915 e senha 2A4A-FF01-18B0-7DE9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1047537 AGR / MG Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38B5-841B-9B5E-5915 e senha 2A4A-FF01-18B0-7DE9 Supremo Tribunal Federal ARE 1047537 AGR / MG Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38B5-841B-9B5E-5915 e senha 2A4A-FF01-18B0-7DE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) :ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 07) interposto em face de decisão em que neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário (eDOC 06), nos seguintes termos: DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão da Turma Recursal de Jurisdição Exclusiva do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (eDOC 03, p. 163): AÇÃO PENAL – DIREÇÃO PERIGOSA – ART. 311 DA LEI 9.503/97 – PROVA SUFICIENTE DE MATERIALIDADE E DE AUTORIA – CONDENAÇÃO – PENA MÍNIMA – CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITO – AUSÊNCIA DE REQUISITOS – IMPOSSIBILIDADE – SENTENÇA MANTIDA. 1 – Comprovadas a materialidade e a autoria do delito de direção perigosa, sem que militem em favor do réu excludentes de ilicitude ou de culpabilidade, a condenação deve ser mantida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) :ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 07) interposto em face de decisão em que neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário (eDOC 06), nos seguintes termos: DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão da Turma Recursal de Jurisdição Exclusiva do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (eDOC 03, p. 163): AÇÃO PENAL – DIREÇÃO PERIGOSA – ART. 311 DA LEI 9.503/97 – PROVA SUFICIENTE DE MATERIALIDADE E DE AUTORIA – CONDENAÇÃO – PENA MÍNIMA – CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITO – AUSÊNCIA DE REQUISITOS – IMPOSSIBILIDADE – SENTENÇA MANTIDA. 1 – Comprovadas a materialidade e a autoria do delito de direção perigosa, sem que militem em favor do réu excludentes de ilicitude ou de culpabilidade, a condenação deve ser mantida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1047537 AGR / MG 2 – A pena estipulada na instância de origem somente deve ser revista quando se revelar manifestamente irrisória ou excessiva, porque é preciso prestigiar a colheita da prova, inclusive as impressões do Julgador sobre o acusado. 3 – A substituição da pena privativa de liberdade em penas restritivas de direitos deve observar os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal. Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC, 03, p. 175). No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5º, XLVI, e 93, IX, da Constituição Federal. Alega-se, em suma, violação aos princípios constitucionais da individualização da pena e do dever de motivar as decisões judiciais, pois não foi observada “a exceção trazida no §3º, do art. 44, do CP, que autoriza a substituição da pena privativa de liberdade ainda que se trate de reincidente, desde que, em face de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime”. A Presidência dos Juizados Especiais do TJMG inadmitiu o recurso sob o fundamento de ofensa reflexa ao Texto Constitucional e incidência da Súmula 279 do STF. É o relatório. Decido. Inicialmente, inexiste a alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal. Com efeito, o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, ainda que vá de encontro aos interesses do recorrente. Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010, o Plenário desta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Supremo Tribunal Federal ARE 1047537 AGR / MG 2 – A pena estipulada na instância de origem somente deve ser revista quando se revelar manifestamente irrisória ou excessiva, porque é preciso prestigiar a colheita da prova, inclusive as impressões do Julgador sobre o acusado. 3 – A substituição da pena privativa de liberdade em penas restritivas de direitos deve observar os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal. Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC, 03, p. 175). No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5º, XLVI, e 93, IX, da Constituição Federal. Alega-se, em suma, violação aos princípios constitucionais da individualização da pena e do dever de motivar as decisões judiciais, pois não foi observada “a exceção trazida no §3º, do art. 44, do CP, que autoriza a substituição da pena privativa de liberdade ainda que se trate de reincidente, desde que, em face de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime”. A Presidência dos Juizados Especiais do TJMG inadmitiu o recurso sob o fundamento de ofensa reflexa ao Texto Constitucional e incidência da Súmula 279 do STF. É o relatório. Decido. Inicialmente, inexiste a alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal. Com efeito, o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, ainda que vá de encontro aos interesses do recorrente. Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010, o Plenário desta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 1047537 AGR / MG Corte assentou a repercussão geral do Tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Por fim, a suposta violação ao princípio da individualização da pena só pode ser analisada, in casu, por meio da interpretação da legislação penal aplicada à espécie. Em outras palavras, a ofensa à Constituição, se existente, seria apenas reflexa, o que inviabiliza o exame da alegação oposta pelo recorrente na via extraordinária. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1º, RISTF. O agravante reitera que não está fundamentada a decisão denegatória de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos quando amparada unicamente na reincidência, sem analisar se a medida é socialmente recomendável, conforme exigido expressamente pelo art. 44, §3º, do Código Penal. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Supremo Tribunal Federal ARE 1047537 AGR / MG Corte assentou a repercussão geral do Tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Por fim, a suposta violação ao princípio da individualização da pena só pode ser analisada, in casu, por meio da interpretação da legislação penal aplicada à espécie. Em outras palavras, a ofensa à Constituição, se existente, seria apenas reflexa, o que inviabiliza o exame da alegação oposta pelo recorrente na via extraordinária. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1º, RISTF. O agravante reitera que não está fundamentada a decisão denegatória de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos quando amparada unicamente na reincidência, sem analisar se a medida é socialmente recomendável, conforme exigido expressamente pelo art. 44, §3º, do Código Penal. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante, uma vez que não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Conforme consignei na decisão recorrida (eDOC 06): Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do Tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Por fim, a suposta violação ao princípio da individualização da pena só pode ser analisada, in casu, por meio da interpretação da legislação penal aplicada à espécie. Em outras palavras, a ofensa à Constituição, se existente, seria apenas reflexa, o que inviabiliza o exame da alegação oposta pelo recorrente na via extraordinária. Dessa forma, o acolhimento da tese supõe reavaliar a interpretação de dispositivos do Código Penal e se, no caso concreto, a reincidência, por si só, torna não recomendável a substituição da pena. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D980-66C8-2703-5680 e senha EEB1-BD5E-CFC0-E6CB Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante, uma vez que não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Conforme consignei na decisão recorrida (eDOC 06): Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do Tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Por fim, a suposta violação ao princípio da individualização da pena só pode ser analisada, in casu, por meio da interpretação da legislação penal aplicada à espécie. Em outras palavras, a ofensa à Constituição, se existente, seria apenas reflexa, o que inviabiliza o exame da alegação oposta pelo recorrente na via extraordinária. Dessa forma, o acolhimento da tese supõe reavaliar a interpretação de dispositivos do Código Penal e se, no caso concreto, a reincidência, por si só, torna não recomendável a substituição da pena. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D980-66C8-2703-5680 e senha EEB1-BD5E-CFC0-E6CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1047537 AGR / MG É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D980-66C8-2703-5680 e senha EEB1-BD5E-CFC0-E6CB Supremo Tribunal Federal ARE 1047537 AGR / MG É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D980-66C8-2703-5680 e senha EEB1-BD5E-CFC0-E6CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) : ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES (106324/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42E2-BBC5-FF63-A61A e senha E770-3DE1-6283-B39F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) : ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES (106324/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42E2-BBC5-FF63-A61A e senha E770-3DE1-6283-B39F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750106078
2019-05-31T00:00:00
2019-06-14T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Ausência de omissão ao dever de fundamentar (AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 339 da Repercussão Geral). 2. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 3. Agravo regimental desprovido.
sjur405896
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 8. Análise: 12/07/2019, MJC.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1047537
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1047537 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) : ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) :ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Ausência de omissão ao dever de fundamentar (AI 791.292 QO- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tema 339 da Repercussão Geral). 2. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 24 a 30 de maio de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 31 de maio de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38B5-841B-9B5E-5915 e senha 2A4A-FF01-18B0-7DE9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1047537 AGR / MG Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38B5-841B-9B5E-5915 e senha 2A4A-FF01-18B0-7DE9 Supremo Tribunal Federal ARE 1047537 AGR / MG Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 38B5-841B-9B5E-5915 e senha 2A4A-FF01-18B0-7DE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) :ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 07) interposto em face de decisão em que neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário (eDOC 06), nos seguintes termos: DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão da Turma Recursal de Jurisdição Exclusiva do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (eDOC 03, p. 163): AÇÃO PENAL – DIREÇÃO PERIGOSA – ART. 311 DA LEI 9.503/97 – PROVA SUFICIENTE DE MATERIALIDADE E DE AUTORIA – CONDENAÇÃO – PENA MÍNIMA – CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITO – AUSÊNCIA DE REQUISITOS – IMPOSSIBILIDADE – SENTENÇA MANTIDA. 1 – Comprovadas a materialidade e a autoria do delito de direção perigosa, sem que militem em favor do réu excludentes de ilicitude ou de culpabilidade, a condenação deve ser mantida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) :ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (eDOC 07) interposto em face de decisão em que neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário (eDOC 06), nos seguintes termos: DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face do acórdão da Turma Recursal de Jurisdição Exclusiva do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (eDOC 03, p. 163): AÇÃO PENAL – DIREÇÃO PERIGOSA – ART. 311 DA LEI 9.503/97 – PROVA SUFICIENTE DE MATERIALIDADE E DE AUTORIA – CONDENAÇÃO – PENA MÍNIMA – CONVERSÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE EM RESTRITIVA DE DIREITO – AUSÊNCIA DE REQUISITOS – IMPOSSIBILIDADE – SENTENÇA MANTIDA. 1 – Comprovadas a materialidade e a autoria do delito de direção perigosa, sem que militem em favor do réu excludentes de ilicitude ou de culpabilidade, a condenação deve ser mantida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1047537 AGR / MG 2 – A pena estipulada na instância de origem somente deve ser revista quando se revelar manifestamente irrisória ou excessiva, porque é preciso prestigiar a colheita da prova, inclusive as impressões do Julgador sobre o acusado. 3 – A substituição da pena privativa de liberdade em penas restritivas de direitos deve observar os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal. Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC, 03, p. 175). No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5..., XLVI, e 93, IX, da Constituição Federal. Alega-se, em suma, violação aos princípios constitucionais da individualização da pena e do dever de motivar as decisões judiciais, pois não foi observada “a exceção trazida no §3..., do art. 44, do Código Penal Brasileiro, que autoriza a substituição da pena privativa de liberdade ainda que se trate de reincidente, desde que, em face de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime”. A Presidência dos Juizados Especiais do TJMG inadmitiu o recurso sob o fundamento de ofensa reflexa ao Texto Constitucional e incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. Inicialmente, inexiste a alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal. Com efeito, o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, ainda que vá de encontro aos interesses do recorrente. Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010, o Plenário desta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Supremo Tribunal Federal ARE 1047537 AGR / MG 2 – A pena estipulada na instância de origem somente deve ser revista quando se revelar manifestamente irrisória ou excessiva, porque é preciso prestigiar a colheita da prova, inclusive as impressões do Julgador sobre o acusado. 3 – A substituição da pena privativa de liberdade em penas restritivas de direitos deve observar os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal. Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC, 03, p. 175). No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5..., XLVI, e 93, IX, da Constituição Federal. Alega-se, em suma, violação aos princípios constitucionais da individualização da pena e do dever de motivar as decisões judiciais, pois não foi observada “a exceção trazida no §3..., do art. 44, do Código Penal Brasileiro, que autoriza a substituição da pena privativa de liberdade ainda que se trate de reincidente, desde que, em face de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime”. A Presidência dos Juizados Especiais do TJMG inadmitiu o recurso sob o fundamento de ofensa reflexa ao Texto Constitucional e incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. Inicialmente, inexiste a alegada ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal. Com efeito, o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, ainda que vá de encontro aos interesses do recorrente. Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010, o Plenário desta 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 1047537 AGR / MG Corte assentou a repercussão geral do Tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Por fim, a suposta violação ao princípio da individualização da pena só pode ser analisada, in casu, por meio da interpretação da legislação penal aplicada à espécie. Em outras palavras, a ofensa à Constituição, se existente, seria apenas reflexa, o que inviabiliza o exame da alegação oposta pelo recorrente na via extraordinária. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1..., RISTF. O agravante reitera que não está fundamentada a decisão denegatória de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos quando amparada unicamente na reincidência, sem analisar se a medida é socialmente recomendável, conforme exigido expressamente pelo art. 44, §3..., do Código Penal. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Supremo Tribunal Federal ARE 1047537 AGR / MG Corte assentou a repercussão geral do Tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Por fim, a suposta violação ao princípio da individualização da pena só pode ser analisada, in casu, por meio da interpretação da legislação penal aplicada à espécie. Em outras palavras, a ofensa à Constituição, se existente, seria apenas reflexa, o que inviabiliza o exame da alegação oposta pelo recorrente na via extraordinária. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos do art. 21, § 1..., RISTF. O agravante reitera que não está fundamentada a decisão denegatória de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos quando amparada unicamente na reincidência, sem analisar se a medida é socialmente recomendável, conforme exigido expressamente pelo art. 44, §3..., do Código Penal. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B38-B474-363C-4D5D e senha 5FF3-05B9-6771-5BDF Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante, uma vez que não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Conforme consignei na decisão recorrida (eDOC 06): Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do Tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Por fim, a suposta violação ao princípio da individualização da pena só pode ser analisada, in casu, por meio da interpretação da legislação penal aplicada à espécie. Em outras palavras, a ofensa à Constituição, se existente, seria apenas reflexa, o que inviabiliza o exame da alegação oposta pelo recorrente na via extraordinária. Dessa forma, o acolhimento da tese supõe reavaliar a interpretação de dispositivos do Código Penal e se, no caso concreto, a reincidência, por si só, torna não recomendável a substituição da pena. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D980-66C8-2703-5680 e senha EEB1-BD5E-CFC0-E6CB Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante, uma vez que não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Conforme consignei na decisão recorrida (eDOC 06): Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.08.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do Tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Por fim, a suposta violação ao princípio da individualização da pena só pode ser analisada, in casu, por meio da interpretação da legislação penal aplicada à espécie. Em outras palavras, a ofensa à Constituição, se existente, seria apenas reflexa, o que inviabiliza o exame da alegação oposta pelo recorrente na via extraordinária. Dessa forma, o acolhimento da tese supõe reavaliar a interpretação de dispositivos do Código Penal e se, no caso concreto, a reincidência, por si só, torna não recomendável a substituição da pena. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D980-66C8-2703-5680 e senha EEB1-BD5E-CFC0-E6CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1047537 AGR / MG É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D980-66C8-2703-5680 e senha EEB1-BD5E-CFC0-E6CB Supremo Tribunal Federal ARE 1047537 AGR / MG É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D980-66C8-2703-5680 e senha EEB1-BD5E-CFC0-E6CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) : ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES (106324/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42E2-BBC5-FF63-A61A e senha E770-3DE1-6283-B39F Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.537 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : KELTON CORNELIO CIALDRETTE ADV.(A/S) : ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES (106324/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 42E2-BBC5-FF63-A61A e senha E770-3DE1-6283-B39F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "AI 791 . 292 QO - RG", "ARE 1047537 AGR / MG", "ARE 1047537 AGR / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 1047537 AGR /", "ARE 1047537 AGR / MG", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 1047537 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 311 DA LEI 9 . 503 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 311 DA LEI 9 . 503 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 do Código Penal", "arts . 5 . . . , XLVI , e 93 , IX , da Constituição Federal", "§ 3 . . . , do", "art . 44 , do Código Penal Brasileiro", "Texto", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 do Código Penal", "arts . 5 . . . , XLVI , e 93 , IX , da Constituição Federal", "§ 3 . . . , do art . 44 , do Código Penal Brasileiro", "Texto", "Constitucional", "IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição", "art . 44 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição", "art . 44 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Turma Recursal de Jurisdição Exclusiva do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Turma Recursal de Jurisdição Exclusiva do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Presidência dos Juizados Especiais do TJMG", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Presidência dos Juizados Especiais do TJMG", "Plenário desta", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "KELTON CORNELIO CIALDRETTE", "ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "KELTON CORNELIO CIALDRETTE", "ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "KELTON CORNELIO CIALDRETTE", "ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "KELTON CORNELIO CIALDRETTE", "ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "KELTON CORNELIO CIALDRETTE", "ANA LAURA TEIXEIRA DE ALMEIDA NEVES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "30 de maio de 2019", "31 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "08", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "08", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "13", ".", "08", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "13", ".", "08", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) :FABIANO FREITAS MINARDI AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 748.371-RG/MT – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL – SÚMULA 454/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1332-0DAE-4FF8-96F2 e senha 6C04-5E7C-A4BC-059A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) :FABIANO FREITAS MINARDI AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3490-2CB7-2239-22DF e senha CC18-34AD-F055-499E Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) :FABIANO FREITAS MINARDI AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3490-2CB7-2239-22DF e senha CC18-34AD-F055-499E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal Superior do Trabalho, está assim ementado: “RECURSO DE EMBARGOS. RESERVA MATEMÁTICA. RESPONSABILIDADE PELA RECOMPOSIÇÃO. DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PELO RECÁLCULO DO BENEFÍCIO SALDADO.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 5º, XXXVI, e 202, §§ 2º e 3º, da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se inviável, eis que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal Superior do Trabalho, está assim ementado: “RECURSO DE EMBARGOS. RESERVA MATEMÁTICA. RESPONSABILIDADE PELA RECOMPOSIÇÃO. DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PELO RECÁLCULO DO BENEFÍCIO SALDADO.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 5º, XXXVI, e 202, §§ 2º e 3º, da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se inviável, eis que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1159238 AGR / PR geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento, no ponto, do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe observar, ainda, no tocante às demais alegações, que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/STF e 454/STF, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos e a interpretação de cláusula contratual, circunstâncias essas que obstam, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém nas Súmulas 279/STF e 454/STF. Impõe-se observar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Corte 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Supremo Tribunal Federal RE 1159238 AGR / PR geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento, no ponto, do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe observar, ainda, no tocante às demais alegações, que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/STF e 454/STF, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos e a interpretação de cláusula contratual, circunstâncias essas que obstam, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém nas Súmulas 279/STF e 454/STF. Impõe-se observar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Corte 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1159238 AGR / PR (ARE 967.011-AgR/SE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 1.028.976/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 1.078.405/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 1.183.090/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – RE 1.184.403/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 1.184.414/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. MIGRAÇÃO DE PLANO. TRANSAÇÃO EXTRAJUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 859.444-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 913.015-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Supremo Tribunal Federal RE 1159238 AGR / PR (ARE 967.011-AgR/SE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 1.028.976/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 1.078.405/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 1.183.090/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – RE 1.184.403/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 1.184.414/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. MIGRAÇÃO DE PLANO. TRANSAÇÃO EXTRAJUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 859.444-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 913.015-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1159238 AGR / PR Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Supremo Tribunal Federal RE 1159238 AGR / PR Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (DF014499/) AGDO.(A/S) : ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) : FABIANO FREITAS MINARDI (29248/PR) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6608-8621-F0EE-7D89 e senha 1F27-6B1E-D686-57CD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (DF014499/) AGDO.(A/S) : ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) : FABIANO FREITAS MINARDI (29248/PR) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6608-8621-F0EE-7D89 e senha 1F27-6B1E-D686-57CD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750191151
2019-05-31T00:00:00
2019-06-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 748.371-RG/MT – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL – SÚMULA 454/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur406841
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, PREVIDÊNCIA PRIVADA, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 859444 AgR (2ªT), ARE 913015 AgR (1ªT), ARE 967011 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, PREVIDÊNCIA PRIVADA, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 1028976, ARE 1078405, RE 1184403, RE 1184414. Número de páginas: 7. Análise: 13/08/2019, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1159238
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 ART-00202 PAR-00002 \n PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 INC-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00322 REDAÇÃO DADA PELA EMR-21/2007\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1159238 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) : ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) : FABIANO FREITAS MINARDI AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) :FABIANO FREITAS MINARDI AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 748.371-RG/MT – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL – SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1332-0DAE-4FF8-96F2 e senha 6C04-5E7C-A4BC-059A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) :FABIANO FREITAS MINARDI AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3490-2CB7-2239-22DF e senha CC18-34AD-F055-499E Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) :FABIANO FREITAS MINARDI AGDO.(A/S) :FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) :DINO ARAUJO DE ANDRADE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3490-2CB7-2239-22DF e senha CC18-34AD-F055-499E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal Superior do Trabalho, está assim ementado: “RECURSO DE EMBARGOS. RESERVA MATEMÁTICA. RESPONSABILIDADE PELA RECOMPOSIÇÃO. DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PELO RECÁLCULO DO BENEFÍCIO SALDADO.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 5..., XXXVI, e 202, §§ 2... e 3..., da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se inviável, eis que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal Superior do Trabalho, está assim ementado: “RECURSO DE EMBARGOS. RESERVA MATEMÁTICA. RESPONSABILIDADE PELA RECOMPOSIÇÃO. DIFERENÇAS DE COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PELO RECÁLCULO DO BENEFÍCIO SALDADO.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido os preceitos inscritos nos arts. 5..., XXXVI, e 202, §§ 2... e 3..., da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário revela-se inviável, eis que o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1159238 AGR / PR geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento, no ponto, do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe observar, ainda, no tocante às demais alegações, que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 454/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos e a interpretação de cláusula contratual, circunstâncias essas que obstam, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém nas Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 454/Supremo Tribunal Federal. Impõe-se observar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Corte 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1159238 AGR / PR geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento, no ponto, do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe observar, ainda, no tocante às demais alegações, que incidem, na espécie, os enunciados constantes das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 454/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõem: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos e a interpretação de cláusula contratual, circunstâncias essas que obstam, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém nas Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal e 454/Supremo Tribunal Federal. Impõe-se observar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Corte 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1159238 AGR / PR (ARE 967.011-AgR/SE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 1.028.976/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 1.078.405/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 1.183.090/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – Recurso Extraordinário 1.184.403/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 1.184.414/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. MIGRAÇÃO DE PLANO. TRANSAÇÃO EXTRAJUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 859.444-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 913.015-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1159238 AGR / PR (ARE 967.011-AgR/SE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 1.028.976/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 1.078.405/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 1.183.090/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – Recurso Extraordinário 1.184.403/PR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 1.184.414/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. MIGRAÇÃO DE PLANO. TRANSAÇÃO EXTRAJUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 859.444-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA) “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCLUSÃO DA PARCELA CTVA NO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. REGRAS DE SALDAMENTO DO PLANO REG/REPLAN. ADESÃO A NOVO PLANO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2014. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreender de modo diverso exigiria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 913.015-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1159238 AGR / PR Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1159238 AGR / PR Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8108-D6E5-B72C-2312 e senha 8C78-94BB-BDBB-A75C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (DF014499/) AGDO.(A/S) : ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) : FABIANO FREITAS MINARDI (29248/PR) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6608-8621-F0EE-7D89 e senha 1F27-6B1E-D686-57CD Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.159.238 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES (DF014499/) AGDO.(A/S) : ELIANE DO ROCIO BARDELI ADV.(A/S) : FABIANO FREITAS MINARDI (29248/PR) AGDO.(A/S) : FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS FUNCEF ADV.(A/S) : DINO ARAUJO DE ANDRADE (36799/BA, 20182/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6608-8621-F0EE-7D89 e senha 1F27-6B1E-D686-57CD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 159 . 238", "ARE 748 . 371 -", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 159 . 238", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 159 . 238", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 159 . 238", "Recurso Extraordinário 1159238 AGR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1159238 AGR /", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1159238 AGR / PR", "ARE 967 . 011 - AgR / SE", "ARE 1 . 028 . 976 / SP", "ARE 1 . 078 . 405 / RS", "Recurso Extraordinário 1 . 183 . 090 / SP", "Recurso Extraordinário 1 . 184 . 403 / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 184 . 414 / RJ", "SÚMULAS NS . 279", "AI 859 . 444 - AgR / RS", "ARE 913 . 015 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 1159238 AGR / PR", "ARE 967 . 011 - AgR / SE", "ARE 1 . 028 . 976 / SP", "ARE 1 . 078 . 405 / RS", "Recurso Extraordinário 1 . 183 . 090 / SP", "Recurso Extraordinário 1 . 184 . 403 / PR", "Recurso Extraordinário 1 . 184 . 414 / RJ", "SÚMULAS NS . 279", "AI 859 . 444 - AgR / RS", "ARE 913 . 015 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 1159238 AGR /", "Recurso Extraordinário 1159238 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 159 . 238", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 159 . 238" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXVI , e 202 , § § 2 . . . e 3 . . . , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 322 do RISTF", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 322 do RISTF", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDACAO DOS ECONOMIARIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "LEANDRO DA SILVA SOARES", "ELIANE DO ROCIO BARDELI", "FABIANO FREITAS MINARDI", "DINO ARAUJO DE ANDRADE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LEANDRO DA SILVA SOARES", "ELIANE DO ROCIO BARDELI", "FABIANO FREITAS", "DINO ARAUJO DE ANDRADE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LEANDRO DA SILVA SOARES", "ELIANE DO ROCIO BARDELI", "FABIANO FREITAS MINARDI", "DINO ARAUJO DE ANDRADE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LEANDRO DA SILVA SOARES", "ELIANE DO ROCIO BARDELI", "FABIANO FREITAS MINARDI", "DINO ARAUJO DE ANDRADE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "LEANDRO DA SILVA SOARES", "ELIANE DO ROCIO BARDELI", "FABIANO FREITAS MINARDI", "DINO ARAUJO DE ANDRADE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24 a 30 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) :TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. Correção de prova. Substituição, pelo Judiciário, dos critérios adotados pela banca examinadora. Impossibilidade. 4. Tema 485. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2685-B759-87CE-2F99 e senha A916-6876-018C-FC16 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) :TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário para reformar parcialmente acórdão, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar o conjunto probatório constante dos autos, bem como interpretar cláusulas contidas em edital, consignou que uma das questões (69) não se compreenderia no conteúdo programático previsto. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Não obstante, os esclarecimentos da FAPEC figuram-se genéricos, ao passo que o impetrante demonstra, de modo específico, que a questão n. 69 destina-se a avaliar conteúdos programáticos de Contabilidade de Custos e de Matemática Financeira que não foram previstos no edital. De fato, o parecer técnico trazido com a petição inicial demonstra minuciosamente (f. 473-7) os motivos pelos quais o cálculo da formação do preço de venda, que é a base do enunciado da questão, não é assunto tratado pela Contabilidade Geral, mas pela Matemática Financeira Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) :TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário para reformar parcialmente acórdão, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar o conjunto probatório constante dos autos, bem como interpretar cláusulas contidas em edital, consignou que uma das questões (69) não se compreenderia no conteúdo programático previsto. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Não obstante, os esclarecimentos da FAPEC figuram-se genéricos, ao passo que o impetrante demonstra, de modo específico, que a questão n. 69 destina-se a avaliar conteúdos programáticos de Contabilidade de Custos e de Matemática Financeira que não foram previstos no edital. De fato, o parecer técnico trazido com a petição inicial demonstra minuciosamente (f. 473-7) os motivos pelos quais o cálculo da formação do preço de venda, que é a base do enunciado da questão, não é assunto tratado pela Contabilidade Geral, mas pela Matemática Financeira Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 1151988 AGR / MS e pela Contabilidade de Custos. Infere-se, destarte, que a questão está fora do conteúdo previsto no edital de abertura para o cargo almejado pelo impetrante. Portanto, merecem acolhida as alegações do impetrante quanto à questão n. 69’. (eDOC 5, p. 158) Assim, divergir desse entendimento demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e das cláusulas editalícias, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. (…) Todavia, o Tribunal de origem também consignou que duas das questões (11 e 77) teriam sido corretamente respondidas pela recorrida, ainda que assim não consideradas pelo gabarito, pois haveria mais de uma alternativa correta. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Todavia, não há nenhuma incompletude na alternativa ‘E’. Trata-se de alternativa integralmente correta, no que pertine ao processo judicial. De fato, o enunciado analisa as garantias constitucionais em relação ao processo judicial e é certo que, aos litigantes, em processo judicial, são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes’. (eDOC 5, p. 153) ‘Como se pode observar tanto o valor de R$ 4.500,00 relativo a despesas incorrida em 2013 bem como o valor de R$ 1.500,00 de ‘seguro a vencer’ relativo à despesas do exercício seguinte (ano 2014), estão corretos, portanto a questão admite duas respostas as quais são as letras ‘A’ e ‘C’’. (eDOC 5, p. 160) Logo, verifica-se que o Tribunal de origem manifestou entendimento quanto às respostas às questões da prova de concurso, superando o juízo administrativo contido no gabarito oficial. Registro, porém, que a jurisprudência desta Corte cristalizou-se em sentido oposto ao do acórdão recorrido, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Supremo Tribunal Federal RE 1151988 AGR / MS e pela Contabilidade de Custos. Infere-se, destarte, que a questão está fora do conteúdo previsto no edital de abertura para o cargo almejado pelo impetrante. Portanto, merecem acolhida as alegações do impetrante quanto à questão n. 69’. (eDOC 5, p. 158) Assim, divergir desse entendimento demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e das cláusulas editalícias, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. (…) Todavia, o Tribunal de origem também consignou que duas das questões (11 e 77) teriam sido corretamente respondidas pela recorrida, ainda que assim não consideradas pelo gabarito, pois haveria mais de uma alternativa correta. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Todavia, não há nenhuma incompletude na alternativa ‘E’. Trata-se de alternativa integralmente correta, no que pertine ao processo judicial. De fato, o enunciado analisa as garantias constitucionais em relação ao processo judicial e é certo que, aos litigantes, em processo judicial, são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes’. (eDOC 5, p. 153) ‘Como se pode observar tanto o valor de R$ 4.500,00 relativo a despesas incorrida em 2013 bem como o valor de R$ 1.500,00 de ‘seguro a vencer’ relativo à despesas do exercício seguinte (ano 2014), estão corretos, portanto a questão admite duas respostas as quais são as letras ‘A’ e ‘C’’. (eDOC 5, p. 160) Logo, verifica-se que o Tribunal de origem manifestou entendimento quanto às respostas às questões da prova de concurso, superando o juízo administrativo contido no gabarito oficial. Registro, porém, que a jurisprudência desta Corte cristalizou-se em sentido oposto ao do acórdão recorrido, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1151988 AGR / MS confirmando a impossibilidade dessa correção por magistrados, segundo a tese fixada no julgamento do RE-RG 632.853, de minha relatoria, DJe 29.6.2015: ‘Os critérios adotados por banca examinadora de um concurso não podem ser revistos pelo Poder Judiciário’. A única possibilidade de anulação de questões reside justamente na ausência de previsão de sua área de conhecimento no conteúdo programático, utilizada pelo acórdão recorrido na controvérsia quanto à questão 69. Contrariamente ao afirmado pelo juízo a quo, o erro grosseiro não é hipótese autorizadora da intervenção judicial”. (eDOC 14) A agravante reitera a evidente nulidade de duas questões. Argui que, ao contrário do que constaria na decisão agravada, não seria “a ausência de previsão em sua área de conhecimento no conteúdo programático” a única possibilidade de anulação de questões de concurso. Argumenta que “se o edital do certame estabelece que o candidato deve assinalar apenas uma alternativa, significa que existe apenas uma alternativa correta”. (eDOC 18 , p. 5) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões no sentido da inviabilidade do pedido pois “a decisão monocrática analisa a questão posta a partir das premissas fixadas objetivamente pelo acórdão recorrido para, deste modo, decidir pelo equívoco de seus fundamentos à luz da decisão do tema 485.”(eDOC 23, p. 6) Por fim, afirma que a agravante não atacou de forma precisa todos os fundamentos da decisão agravada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Supremo Tribunal Federal RE 1151988 AGR / MS confirmando a impossibilidade dessa correção por magistrados, segundo a tese fixada no julgamento do RE-RG 632.853, de minha relatoria, DJe 29.6.2015: ‘Os critérios adotados por banca examinadora de um concurso não podem ser revistos pelo Poder Judiciário’. A única possibilidade de anulação de questões reside justamente na ausência de previsão de sua área de conhecimento no conteúdo programático, utilizada pelo acórdão recorrido na controvérsia quanto à questão 69. Contrariamente ao afirmado pelo juízo a quo, o erro grosseiro não é hipótese autorizadora da intervenção judicial”. (eDOC 14) A agravante reitera a evidente nulidade de duas questões. Argui que, ao contrário do que constaria na decisão agravada, não seria “a ausência de previsão em sua área de conhecimento no conteúdo programático” a única possibilidade de anulação de questões de concurso. Argumenta que “se o edital do certame estabelece que o candidato deve assinalar apenas uma alternativa, significa que existe apenas uma alternativa correta”. (eDOC 18 , p. 5) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões no sentido da inviabilidade do pedido pois “a decisão monocrática analisa a questão posta a partir das premissas fixadas objetivamente pelo acórdão recorrido para, deste modo, decidir pelo equívoco de seus fundamentos à luz da decisão do tema 485.”(eDOC 23, p. 6) Por fim, afirma que a agravante não atacou de forma precisa todos os fundamentos da decisão agravada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o tribunal firmou entendimento no tocante às respostas às questões 11 e 77, superando o juízo administrativo contido no gabarito oficial, estando assim em desacordo com a jurisprudência desta Corte, a qual veda a possibilidade dessa forma de correção por magistrados, segundo a tese fixada no julgamento do RE-RG 632.853, de minha relatoria, DJe 29.6.2015: “Os critérios adotados por banca examinadora de um concurso não podem ser revistos pelo Poder Judiciário”. (tema 485) Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Controle jurisdicional de ato administrativo em que se avaliam questões de concurso público. Impossibilidade. Ilegalidade ou inconstitucionalidade das questões. Não ocorrência. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Supremo Tribunal Federal, no exame do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o tribunal firmou entendimento no tocante às respostas às questões 11 e 77, superando o juízo administrativo contido no gabarito oficial, estando assim em desacordo com a jurisprudência desta Corte, a qual veda a possibilidade dessa forma de correção por magistrados, segundo a tese fixada no julgamento do RE-RG 632.853, de minha relatoria, DJe 29.6.2015: “Os critérios adotados por banca examinadora de um concurso não podem ser revistos pelo Poder Judiciário”. (tema 485) Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Controle jurisdicional de ato administrativo em que se avaliam questões de concurso público. Impossibilidade. Ilegalidade ou inconstitucionalidade das questões. Não ocorrência. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Supremo Tribunal Federal, no exame do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1151988 AGR / MS RE nº 632.853/CE-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 485, firmou o entendimento de que não compete ao Poder Judiciário substituir a banca examinadora para reexaminar o conteúdo das questões e os critérios de correção utilizados, salvo ocorrência de ilegalidade ou de inconstitucionalidade. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita”. (ARE-AgR 1.154.018, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 6.12.2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. CRITÉRIOS ADOTADOS PELA BANCA EXAMINADORA. SUBSTITUIÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Tema 485 da Repercussão Geral, cujo paradigma é o RE 632.853/CE, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou que não compete ao Poder Judiciário, no controle de legalidade, substituir a banca examinadora para avaliar respostas dadas pelos candidatos, bem como as notas a elas atribuídas. II – O caso concreto não se enquadra na excepcionalidade prevista no RE 632.853/CE, qual seja, a compatibilidade entre o conteúdo das questões com o previsto no edital do concurso. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR-segundo 1.092.621, Rel. Min. Ricardo Levandowski, Segunda Turma, DJe 14.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro em mais 10% o valor da verba 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Supremo Tribunal Federal RE 1151988 AGR / MS RE nº 632.853/CE-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 485, firmou o entendimento de que não compete ao Poder Judiciário substituir a banca examinadora para reexaminar o conteúdo das questões e os critérios de correção utilizados, salvo ocorrência de ilegalidade ou de inconstitucionalidade. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita”. (ARE-AgR 1.154.018, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 6.12.2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. CRITÉRIOS ADOTADOS PELA BANCA EXAMINADORA. SUBSTITUIÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Tema 485 da Repercussão Geral, cujo paradigma é o RE 632.853/CE, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou que não compete ao Poder Judiciário, no controle de legalidade, substituir a banca examinadora para avaliar respostas dadas pelos candidatos, bem como as notas a elas atribuídas. II – O caso concreto não se enquadra na excepcionalidade prevista no RE 632.853/CE, qual seja, a compatibilidade entre o conteúdo das questões com o previsto no edital do concurso. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR-segundo 1.092.621, Rel. Min. Ricardo Levandowski, Segunda Turma, DJe 14.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro em mais 10% o valor da verba 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1151988 AGR / MS honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Supremo Tribunal Federal RE 1151988 AGR / MS honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) : TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI (5758/MS) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EE2-219E-BA18-D910 e senha 5B83-B04F-660D-134D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) : TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI (5758/MS) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EE2-219E-BA18-D910 e senha 5B83-B04F-660D-134D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750106120
2019-05-31T00:00:00
2019-06-14T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. Correção de prova. Substituição, pelo Judiciário, dos critérios adotados pela banca examinadora. Impossibilidade. 4. Tema 485. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur405938
- Acórdão(s) citado(s): (PODER JUDICIÁRIO, SUBSTITUIÇÃO, BANCA EXAMINADORA) RE 632853 RG, RE 1092621 AgR-segundo (2ªT), ARE 1154018 AgR (TP). Número de páginas: 8. Análise: 29/07/2019, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1151988
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1151988 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) : TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) :TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Concurso público. Correção de prova. Substituição, pelo Judiciário, dos critérios adotados pela banca examinadora. Impossibilidade. 4. Tema 485. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2685-B759-87CE-2F99 e senha A916-6876-018C-FC16 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) :TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário para reformar parcialmente acórdão, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar o conjunto probatório constante dos autos, bem como interpretar cláusulas contidas em edital, consignou que uma das questões (69) não se compreenderia no conteúdo programático previsto. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Não obstante, os esclarecimentos da FAPEC figuram-se genéricos, ao passo que o impetrante demonstra, de modo específico, que a questão n. 69 destina-se a avaliar conteúdos programáticos de Contabilidade de Custos e de Matemática Financeira que não foram previstos no edital. De fato, o parecer técnico trazido com a petição inicial demonstra minuciosamente (f. 473-7) os motivos pelos quais o cálculo da formação do preço de venda, que é a base do enunciado da questão, não é assunto tratado pela Contabilidade Geral, mas pela Matemática Financeira Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) :TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário para reformar parcialmente acórdão, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar o conjunto probatório constante dos autos, bem como interpretar cláusulas contidas em edital, consignou que uma das questões (69) não se compreenderia no conteúdo programático previsto. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Não obstante, os esclarecimentos da FAPEC figuram-se genéricos, ao passo que o impetrante demonstra, de modo específico, que a questão n. 69 destina-se a avaliar conteúdos programáticos de Contabilidade de Custos e de Matemática Financeira que não foram previstos no edital. De fato, o parecer técnico trazido com a petição inicial demonstra minuciosamente (f. 473-7) os motivos pelos quais o cálculo da formação do preço de venda, que é a base do enunciado da questão, não é assunto tratado pela Contabilidade Geral, mas pela Matemática Financeira Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS e pela Contabilidade de Custos. Infere-se, destarte, que a questão está fora do conteúdo previsto no edital de abertura para o cargo almejado pelo impetrante. Portanto, merecem acolhida as alegações do impetrante quanto à questão n. 69’. (eDOC 5, p. 158) Assim, divergir desse entendimento demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e das cláusulas editalícias, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. (…) Todavia, o Tribunal de origem também consignou que duas das questões (11 e 77) teriam sido corretamente respondidas pela recorrida, ainda que assim não consideradas pelo gabarito, pois haveria mais de uma alternativa correta. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Todavia, não há nenhuma incompletude na alternativa ‘E’. Trata-se de alternativa integralmente correta, no que pertine ao processo judicial. De fato, o enunciado analisa as garantias constitucionais em relação ao processo judicial e é certo que, aos litigantes, em processo judicial, são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes’. (eDOC 5, p. 153) ‘Como se pode observar tanto o valor de R$ 4.500,00 relativo a despesas incorrida em 2013 bem como o valor de R$ 1.500,00 de ‘seguro a vencer’ relativo à despesas do exercício seguinte (ano 2014), estão corretos, portanto a questão admite duas respostas as quais são as letras ‘A’ e ‘C’’. (eDOC 5, p. 160) Logo, verifica-se que o Tribunal de origem manifestou entendimento quanto às respostas às questões da prova de concurso, superando o juízo administrativo contido no gabarito oficial. Registro, porém, que a jurisprudência desta Corte cristalizou-se em sentido oposto ao do acórdão recorrido, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS e pela Contabilidade de Custos. Infere-se, destarte, que a questão está fora do conteúdo previsto no edital de abertura para o cargo almejado pelo impetrante. Portanto, merecem acolhida as alegações do impetrante quanto à questão n. 69’. (eDOC 5, p. 158) Assim, divergir desse entendimento demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório e das cláusulas editalícias, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incidem no caso as Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. (…) Todavia, o Tribunal de origem também consignou que duas das questões (11 e 77) teriam sido corretamente respondidas pela recorrida, ainda que assim não consideradas pelo gabarito, pois haveria mais de uma alternativa correta. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Todavia, não há nenhuma incompletude na alternativa ‘E’. Trata-se de alternativa integralmente correta, no que pertine ao processo judicial. De fato, o enunciado analisa as garantias constitucionais em relação ao processo judicial e é certo que, aos litigantes, em processo judicial, são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes’. (eDOC 5, p. 153) ‘Como se pode observar tanto o valor de R$ 4.500,00 relativo a despesas incorrida em 2013 bem como o valor de R$ 1.500,00 de ‘seguro a vencer’ relativo à despesas do exercício seguinte (ano 2014), estão corretos, portanto a questão admite duas respostas as quais são as letras ‘A’ e ‘C’’. (eDOC 5, p. 160) Logo, verifica-se que o Tribunal de origem manifestou entendimento quanto às respostas às questões da prova de concurso, superando o juízo administrativo contido no gabarito oficial. Registro, porém, que a jurisprudência desta Corte cristalizou-se em sentido oposto ao do acórdão recorrido, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS confirmando a impossibilidade dessa correção por magistrados, segundo a tese fixada no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 632.853, de minha relatoria, DJe 29.6.2015: ‘Os critérios adotados por banca examinadora de um concurso não podem ser revistos pelo Poder Judiciário’. A única possibilidade de anulação de questões reside justamente na ausência de previsão de sua área de conhecimento no conteúdo programático, utilizada pelo acórdão recorrido na controvérsia quanto à questão 69. Contrariamente ao afirmado pelo juízo a quo, o erro grosseiro não é hipótese autorizadora da intervenção judicial”. (eDOC 14) A agravante reitera a evidente nulidade de duas questões. Argui que, ao contrário do que constaria na decisão agravada, não seria “a ausência de previsão em sua área de conhecimento no conteúdo programático” a única possibilidade de anulação de questões de concurso. Argumenta que “se o edital do certame estabelece que o candidato deve assinalar apenas uma alternativa, significa que existe apenas uma alternativa correta”. (eDOC 18 , p. 5) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões no sentido da inviabilidade do pedido pois “a decisão monocrática analisa a questão posta a partir das premissas fixadas objetivamente pelo acórdão recorrido para, deste modo, decidir pelo equívoco de seus fundamentos à luz da decisão do tema 485.”(eDOC 23, p. 6) Por fim, afirma que a agravante não atacou de forma precisa todos os fundamentos da decisão agravada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS confirmando a impossibilidade dessa correção por magistrados, segundo a tese fixada no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 632.853, de minha relatoria, DJe 29.6.2015: ‘Os critérios adotados por banca examinadora de um concurso não podem ser revistos pelo Poder Judiciário’. A única possibilidade de anulação de questões reside justamente na ausência de previsão de sua área de conhecimento no conteúdo programático, utilizada pelo acórdão recorrido na controvérsia quanto à questão 69. Contrariamente ao afirmado pelo juízo a quo, o erro grosseiro não é hipótese autorizadora da intervenção judicial”. (eDOC 14) A agravante reitera a evidente nulidade de duas questões. Argui que, ao contrário do que constaria na decisão agravada, não seria “a ausência de previsão em sua área de conhecimento no conteúdo programático” a única possibilidade de anulação de questões de concurso. Argumenta que “se o edital do certame estabelece que o candidato deve assinalar apenas uma alternativa, significa que existe apenas uma alternativa correta”. (eDOC 18 , p. 5) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões no sentido da inviabilidade do pedido pois “a decisão monocrática analisa a questão posta a partir das premissas fixadas objetivamente pelo acórdão recorrido para, deste modo, decidir pelo equívoco de seus fundamentos à luz da decisão do tema 485.”(eDOC 23, p. 6) Por fim, afirma que a agravante não atacou de forma precisa todos os fundamentos da decisão agravada. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 55DA-EC16-E79E-BC54 e senha 7118-D694-7853-3828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o tribunal firmou entendimento no tocante às respostas às questões 11 e 77, superando o juízo administrativo contido no gabarito oficial, estando assim em desacordo com a jurisprudência desta Corte, a qual veda a possibilidade dessa forma de correção por magistrados, segundo a tese fixada no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 632.853, de minha relatoria, DJe 29.6.2015: “Os critérios adotados por banca examinadora de um concurso não podem ser revistos pelo Poder Judiciário”. (tema 485) Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Controle jurisdicional de ato administrativo em que se avaliam questões de concurso público. Impossibilidade. Ilegalidade ou inconstitucionalidade das questões. Não ocorrência. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal, no exame do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o tribunal firmou entendimento no tocante às respostas às questões 11 e 77, superando o juízo administrativo contido no gabarito oficial, estando assim em desacordo com a jurisprudência desta Corte, a qual veda a possibilidade dessa forma de correção por magistrados, segundo a tese fixada no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 632.853, de minha relatoria, DJe 29.6.2015: “Os critérios adotados por banca examinadora de um concurso não podem ser revistos pelo Poder Judiciário”. (tema 485) Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Prequestionamento. Ausência. Controle jurisdicional de ato administrativo em que se avaliam questões de concurso público. Impossibilidade. Ilegalidade ou inconstitucionalidade das questões. Não ocorrência. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal, no exame do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS Recurso Extraordinário n 632.853/CE-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 485, firmou o entendimento de que não compete ao Poder Judiciário substituir a banca examinadora para reexaminar o conteúdo das questões e os critérios de correção utilizados, salvo ocorrência de ilegalidade ou de inconstitucionalidade. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita”. (ARE-AgR 1.154.018, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 6.12.2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. CRITÉRIOS ADOTADOS PELA BANCA EXAMINADORA. SUBSTITUIÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Tema 485 da Repercussão Geral, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário 632.853/CE, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou que não compete ao Poder Judiciário, no controle de legalidade, substituir a banca examinadora para avaliar respostas dadas pelos candidatos, bem como as notas a elas atribuídas. II – O caso concreto não se enquadra na excepcionalidade prevista no Recurso Extraordinário 632.853/CE, qual seja, a compatibilidade entre o conteúdo das questões com o previsto no edital do concurso. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR-segundo 1.092.621, Rel. Min. Ricardo Levandowski, Segunda Turma, DJe 14.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro em mais 10% o valor da verba 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS Recurso Extraordinário n 632.853/CE-RG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Tema 485, firmou o entendimento de que não compete ao Poder Judiciário substituir a banca examinadora para reexaminar o conteúdo das questões e os critérios de correção utilizados, salvo ocorrência de ilegalidade ou de inconstitucionalidade. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita”. (ARE-AgR 1.154.018, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe 6.12.2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CORREÇÃO DE PROVA. CRITÉRIOS ADOTADOS PELA BANCA EXAMINADORA. SUBSTITUIÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. TEMA 485 DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Tema 485 da Repercussão Geral, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário 632.853/CE, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, assentou que não compete ao Poder Judiciário, no controle de legalidade, substituir a banca examinadora para avaliar respostas dadas pelos candidatos, bem como as notas a elas atribuídas. II – O caso concreto não se enquadra na excepcionalidade prevista no Recurso Extraordinário 632.853/CE, qual seja, a compatibilidade entre o conteúdo das questões com o previsto no edital do concurso. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR-segundo 1.092.621, Rel. Min. Ricardo Levandowski, Segunda Turma, DJe 14.12.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro em mais 10% o valor da verba 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5169-ACD8-7725-7881 e senha 6ECA-4B39-1F17-0BB2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) : TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI (5758/MS) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EE2-219E-BA18-D910 e senha 5B83-B04F-660D-134D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.988 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROBERTA QUEIROZ CANEVARI ADV.(A/S) : TATIANA ALBUQUERQUE CORREA KESROUANI (5758/MS) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EE2-219E-BA18-D910 e senha 5B83-B04F-660D-134D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 988", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 988", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 988", "Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS", "Recurso Extraordinário - RG 632 . 853", "Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS", "Recurso Extraordinário - RG 632 . 853", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 988", "Recurso Extraordinário - RG 632 . 853", "Súmulas ns 282", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 988", "Recurso Extraordinário - RG 632 . 853", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1151988 AGR", "Recurso Extraordinário n 632 . 853 / CE - RG", "ARE", "-", "AgR 1 . 154 . 018", "Recurso Extraordinário 632 . 853 / CE", "Recurso Extraordinário 632 . 853 / CE", "Recurso Extraordinário - AgR - segundo 1 . 092 . 621", "Recurso Extraordinário 1151988 AGR / MS", "Recurso Extraordinário n 632 . 853 / CE - RG", "ARE", "-", "AgR 1 . 154 . 018", "Recurso Extraordinário 632 . 853 / CE", "Recurso Extraordinário 632 . 853 / CE", "Recurso", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA FORMAÇÃO DA CULPA. PACIENTE FORAGIDO DURANTE MAIS DE QUINZE ANOS. DETERMINAÇÃO DE CELERIDADE AO JUÍZO DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4BD8-FD25-F1E1-50AF e senha 6763-BB02-9373-BB3C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.3.2019, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública de Alagoas, em benefício de Moisés Gomes Ferreira, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 5.2.2019, não conheceu do Habeas Corpus n. 485.598. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.3.2019, Moisés Gomes Ferreira interpõe, nessa mesma data, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. O agravante alega que, “ao contrário do que decidiu a eminente Ministra relatora, a comunicação da prisão do paciente foi feita pela autoridade policial ao magistrado de piso no dia 16 de fevereiro de 2017 (ofício n. 103/2017, lavrado pelo Delegado de Polícia Igor Diego Vilela Costa, datado do dia 07/02/2017, protocolado nos autos digitais no dia 16/02/2017, conforme a cópia anexada à petição inicial)”. Defende ser “longe do razoável aceitar que alguém tenha sido preso cautelarmente há mais de de dois anos sem que sequer tenha sido ouvido em juízo”. Assevera impossível conceber “que as consequências de uma ineficiência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2292-ED05-53C0-6F8F e senha 7543-736E-D778-9FB8 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.3.2019, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública de Alagoas, em benefício de Moisés Gomes Ferreira, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 5.2.2019, não conheceu do Habeas Corpus n. 485.598. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.3.2019, Moisés Gomes Ferreira interpõe, nessa mesma data, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. O agravante alega que, “ao contrário do que decidiu a eminente Ministra relatora, a comunicação da prisão do paciente foi feita pela autoridade policial ao magistrado de piso no dia 16 de fevereiro de 2017 (ofício n. 103/2017, lavrado pelo Delegado de Polícia Igor Diego Vilela Costa, datado do dia 07/02/2017, protocolado nos autos digitais no dia 16/02/2017, conforme a cópia anexada à petição inicial)”. Defende ser “longe do razoável aceitar que alguém tenha sido preso cautelarmente há mais de de dois anos sem que sequer tenha sido ouvido em juízo”. Assevera impossível conceber “que as consequências de uma ineficiência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2292-ED05-53C0-6F8F e senha 7543-736E-D778-9FB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório HC 168861 AGR / AL pontual do Poder Judiciário possam ser transferidas gratuitamente ao cidadão preso, impondo-lhe um aguardo acima do normal no cárcere, de modo indefinido”. Este o teor dos pedidos: “Pelo exposto, o agravante requer a esse Augusto Supremo Tribunal Federal o conhecimento e provimento do presente agravo, determinando-se o processamento do recurso extraordinário com agravo e, estando presentes os elementos necessários, seja desde logo julgado o mérito, nos termos do artigo 28, §3º, da Lei 8.038/90, por ser medida de inteira Justiça”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2292-ED05-53C0-6F8F e senha 7543-736E-D778-9FB8 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL pontual do Poder Judiciário possam ser transferidas gratuitamente ao cidadão preso, impondo-lhe um aguardo acima do normal no cárcere, de modo indefinido”. Este o teor dos pedidos: “Pelo exposto, o agravante requer a esse Augusto Supremo Tribunal Federal o conhecimento e provimento do presente agravo, determinando-se o processamento do recurso extraordinário com agravo e, estando presentes os elementos necessários, seja desde logo julgado o mérito, nos termos do artigo 28, §3º, da Lei 8.038/90, por ser medida de inteira Justiça”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2292-ED05-53C0-6F8F e senha 7543-736E-D778-9FB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Tem-se nos autos que, em 14.3.2001, o Ministério Público denunciou o agravante Moisés Gomes Ferreira pela prática do crime previsto no inc. I do § 2º do art. 121 do Código Penal e requereu a prisão preventiva do agravante. Consta da denúncia: “1) (…) no dia 30 de dezembro do ano de 2000, por volta das 16:00 horas, no Parque do Futuro, em frente à casa situada na Quadra H, nº 32 (residência da vítima), nesta cidade de Teotônio (AL), o Denunciado matou Geová dos Santos. 2) Na verdade, o crime foi perpetrado quando, por motivo de ciúmes, houve uma discussão entre a Vítima e o Denunciado, tendo este desferido 08 facadas naquela, principalmente na cabeça, provocando os ferimentos descritos no auto de exame cadavérico de fls. 04, os quais foram a causa da sua morte. 3) Consta, ainda, do presente inquérito, que o motivo ensejador do crime teria sido em decorrência de uma discussão provocada por ciúmes, haja vista que, segundo consta, a vítima mantinha uma relação amorosa com a companheira do denunciado, o que caracteriza a torpeza do ato”. 3. Em 9.10.2001, o juízo da Vara do Único Ofício da Comarca de Teotônio Vilela/AL decretou a prisão preventiva do agravante e assentou ter ele “fugido do distrito da culpa” para “local incerto e não sabido”. A prisão preventiva foi efetivada em 7.2.2017. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Tem-se nos autos que, em 14.3.2001, o Ministério Público denunciou o agravante Moisés Gomes Ferreira pela prática do crime previsto no inc. I do § 2º do art. 121 do Código Penal e requereu a prisão preventiva do agravante. Consta da denúncia: “1) (…) no dia 30 de dezembro do ano de 2000, por volta das 16:00 horas, no Parque do Futuro, em frente à casa situada na Quadra H, nº 32 (residência da vítima), nesta cidade de Teotônio (AL), o Denunciado matou Geová dos Santos. 2) Na verdade, o crime foi perpetrado quando, por motivo de ciúmes, houve uma discussão entre a Vítima e o Denunciado, tendo este desferido 08 facadas naquela, principalmente na cabeça, provocando os ferimentos descritos no auto de exame cadavérico de fls. 04, os quais foram a causa da sua morte. 3) Consta, ainda, do presente inquérito, que o motivo ensejador do crime teria sido em decorrência de uma discussão provocada por ciúmes, haja vista que, segundo consta, a vítima mantinha uma relação amorosa com a companheira do denunciado, o que caracteriza a torpeza do ato”. 3. Em 9.10.2001, o juízo da Vara do Único Ofício da Comarca de Teotônio Vilela/AL decretou a prisão preventiva do agravante e assentou ter ele “fugido do distrito da culpa” para “local incerto e não sabido”. A prisão preventiva foi efetivada em 7.2.2017. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL 4. Em 10.10.2018, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas, que denegou a ordem: “PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA O ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL, VIOLANDO A RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO. PACIENTE PRESO HÁ 01 (UM) ANO E 09 (NOVE) MESES. NÃO VISLUMBRADO. MOVIMENTAÇÃO NO SENTIDO DE CONCLUIR A AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. TEMPO PARA O ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL QUE NÃO PODE SER CONSIDERADO POR MERA CONTA ARITMÉTICA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA PROTOCOLADO PELA DEFESA QUE AGUARDA A PROLAÇÃO DE DECISÃO PELO JUÍZO A QUO, TENDO O MINISTÉRIO PÚBLICO APRESENTADO SEU PARECER NO 1º GRAU. CARTA PRECATÓRIA DEVIDAMENTE EXPEDIDA PARA CITAÇÃO DO PACIENTE. IMPOSSIBILIDADE DE SOBREPOSIÇÃO AO INTERESSE PÚBLICO. PACIENTE QUE COMETEU O DELITO COM TORPEZA E SE ENCONTRAVA FORAGIDO, ENSEJANDO A SUSPENSÃO DO FEITO E DO PRAZO PRESCRICIONAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. 1 O constrangimento ilegal deve ser aferido segundo as circunstâncias do caso concreto, especialmente diante da sua complexidade e das diligências necessárias. 2 O fato do magistrado singular ter determinado a expedição de carta precatória para citação do paciente, estando os autos aguardando o seu retorno, demonstra a ausência de desídia na condução do feito, repelindo-se qualquer tese de constrangimento ilegal neste sentido. 3 O modus operandi e a gravidade da ação delituosa devem ser considerados, especialmente quando o paciente cometeu o delito por motivo torpe, bem como, que se encontrava foragido, estando o prazo prescricional suspenso até a sua captura. Desse modo, eventual atraso não pode se sobrepor ao interesse público. 4 Ordem conhecida e, no mérito, denegada”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL 4. Em 10.10.2018, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas, que denegou a ordem: “PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA O ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL, VIOLANDO A RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO. PACIENTE PRESO HÁ 01 (UM) ANO E 09 (NOVE) MESES. NÃO VISLUMBRADO. MOVIMENTAÇÃO NO SENTIDO DE CONCLUIR A AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. TEMPO PARA O ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL QUE NÃO PODE SER CONSIDERADO POR MERA CONTA ARITMÉTICA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA PROTOCOLADO PELA DEFESA QUE AGUARDA A PROLAÇÃO DE DECISÃO PELO JUÍZO A QUO, TENDO O MINISTÉRIO PÚBLICO APRESENTADO SEU PARECER NO 1º GRAU. CARTA PRECATÓRIA DEVIDAMENTE EXPEDIDA PARA CITAÇÃO DO PACIENTE. IMPOSSIBILIDADE DE SOBREPOSIÇÃO AO INTERESSE PÚBLICO. PACIENTE QUE COMETEU O DELITO COM TORPEZA E SE ENCONTRAVA FORAGIDO, ENSEJANDO A SUSPENSÃO DO FEITO E DO PRAZO PRESCRICIONAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. 1 O constrangimento ilegal deve ser aferido segundo as circunstâncias do caso concreto, especialmente diante da sua complexidade e das diligências necessárias. 2 O fato do magistrado singular ter determinado a expedição de carta precatória para citação do paciente, estando os autos aguardando o seu retorno, demonstra a ausência de desídia na condução do feito, repelindo-se qualquer tese de constrangimento ilegal neste sentido. 3 O modus operandi e a gravidade da ação delituosa devem ser considerados, especialmente quando o paciente cometeu o delito por motivo torpe, bem como, que se encontrava foragido, estando o prazo prescricional suspenso até a sua captura. Desse modo, eventual atraso não pode se sobrepor ao interesse público. 4 Ordem conhecida e, no mérito, denegada”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL 5. Contra esse acórdão foi impetrado o Habeas Corpus n. 485.598, não conhecido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. RÉU FORAGIDO. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. INOCORRÊNCIA. RAZOABILIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I - A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do col. Pretório Excelso, firmou orientação no sentido de não admitir a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso adequado, situação que implica o não-conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que, configurada flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal, seja possível a concessão da ordem de ofício. II - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. III - Na hipótese, o decreto prisional encontra-se devidamente fundamentado em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam que a liberdade do paciente acarretaria risco à aplicação da lei penal, tendo em vista que o ora paciente fugiu do distrito da culpa, e esteve em local incerto e não sabido, sendo imperiosa a imposição da medida extrema. IV - A presença de circunstâncias pessoais favoráveis, tais como primariedade, ocupação lícita e residência fixa, não tem o condão de garantir a revogação da prisão se há nos autos elementos hábeis a justificar a imposição da segregação cautelar, como na hipótese. Pela mesma razão, não há que se falar em possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. V - O prazo para a conclusão da instrução criminal não tem as características de fatalidade e de improrrogabilidade, fazendo-se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL 5. Contra esse acórdão foi impetrado o Habeas Corpus n. 485.598, não conhecido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. RÉU FORAGIDO. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. INOCORRÊNCIA. RAZOABILIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I - A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do col. Pretório Excelso, firmou orientação no sentido de não admitir a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso adequado, situação que implica o não-conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que, configurada flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal, seja possível a concessão da ordem de ofício. II - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. III - Na hipótese, o decreto prisional encontra-se devidamente fundamentado em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam que a liberdade do paciente acarretaria risco à aplicação da lei penal, tendo em vista que o ora paciente fugiu do distrito da culpa, e esteve em local incerto e não sabido, sendo imperiosa a imposição da medida extrema. IV - A presença de circunstâncias pessoais favoráveis, tais como primariedade, ocupação lícita e residência fixa, não tem o condão de garantir a revogação da prisão se há nos autos elementos hábeis a justificar a imposição da segregação cautelar, como na hipótese. Pela mesma razão, não há que se falar em possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. V - O prazo para a conclusão da instrução criminal não tem as características de fatalidade e de improrrogabilidade, fazendo-se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL imprescindível raciocinar com o juízo de razoabilidade para definir o excesso de prazo, não se ponderando a mera soma aritmética dos prazos para os atos processuais (precedentes). VI - In casu, verifica-se a existência de contínua movimentação do feito, tendo em vista as peculiaridades do caso concreto, com necessidade de expedição de carta precatória para citação do réu, que esteve foragido, dificultando sua citação, não se tendo qualquer notícia de fato que evidencie atraso injustificado ou desídia atribuível ao Poder Judiciário. Habeas corpus não conhecido”. Esse acórdão é o objeto do presente habeas corpus, ao qual neguei seguimento. 6. Como assentado na decisão agravada, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do habeas corpus impetrado em favor do agravante e concluiu idôneos os fundamentos que levaram o juízo de origem a decretar a prisão preventiva: “Quanto à alegada ausência de fundamentação do decreto de prisão preventiva, cumpre ressaltar, inicialmente, que a prisão cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. A prisão preventiva, portanto, enquanto medida de natureza cautelar, não pode ser utilizada como instrumento de punição antecipada do indiciado ou do réu, nem permite complementação de sua fundamentação pelas instâncias superiores (v.g. HC n. 93.498⁄MS, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 18⁄10⁄2012). A advertência, todavia, não se aplica à hipótese, como se pode verificar a partir do seguinte excerto do decreto prisional: ‘O representante do Órgão do Ministério Público Estadual, desta Comarca de Teotônio Vilela-AJ, ao denunciar" de MOISÉS GOMES FERREIRA, brasileiro, alagoano, filho de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL imprescindível raciocinar com o juízo de razoabilidade para definir o excesso de prazo, não se ponderando a mera soma aritmética dos prazos para os atos processuais (precedentes). VI - In casu, verifica-se a existência de contínua movimentação do feito, tendo em vista as peculiaridades do caso concreto, com necessidade de expedição de carta precatória para citação do réu, que esteve foragido, dificultando sua citação, não se tendo qualquer notícia de fato que evidencie atraso injustificado ou desídia atribuível ao Poder Judiciário. Habeas corpus não conhecido”. Esse acórdão é o objeto do presente habeas corpus, ao qual neguei seguimento. 6. Como assentado na decisão agravada, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do habeas corpus impetrado em favor do agravante e concluiu idôneos os fundamentos que levaram o juízo de origem a decretar a prisão preventiva: “Quanto à alegada ausência de fundamentação do decreto de prisão preventiva, cumpre ressaltar, inicialmente, que a prisão cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. A prisão preventiva, portanto, enquanto medida de natureza cautelar, não pode ser utilizada como instrumento de punição antecipada do indiciado ou do réu, nem permite complementação de sua fundamentação pelas instâncias superiores (v.g. HC n. 93.498⁄MS, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 18⁄10⁄2012). A advertência, todavia, não se aplica à hipótese, como se pode verificar a partir do seguinte excerto do decreto prisional: ‘O representante do Órgão do Ministério Público Estadual, desta Comarca de Teotônio Vilela-AJ, ao denunciar" de MOISÉS GOMES FERREIRA, brasileiro, alagoano, filho de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL Francisca Maria da Conceição e de pai não declarado, estando em local incerto e não sabido, fê-lo, requerendo a sua DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA, Justifica sobre a necessidade da decretação, por se tratar de foragido, tendo o mesmo sido denunciado por prática de crime tipificado no art. 121, § 2o, inciso I, última figura, que trata de homicídio doloso, ainda, se configurando como daqueles arrolados como crime hediondo, pedindo ao final que seja aplicada a medida punitiva, em função de que a mesma é pessoa de índole periculosa, sendo que o caso suib-examine, é verdadeiramente melindroso, estando sendo devidamente apurado pelo Judiciário, com audiência, embora que serodiamente, designada para melhor instrução do feito; Para coibir o crime, é necessário medidas seguras da Justiça, para garantia da ordem pública, já que no caso presente, encontra-se flagrantemente justificada a prisão dos meliantes em adequação as características que acomodam a aplicação do tipo penal a que se pretende, no vínculo da lei n° 8.072⁄90, uma vez que se constitui no entendimento da prática de Crime Hediondo; Ante ao exposto, considerando a materialidade do crime; considerando que o denunciado fugiu ao distrito da culpa, estando em local incerto e não sabido; considerando tudo mais que dos autos constam, acolho a bem lançada denúncia, para decretar como decretada tenho a sua prisão, com fulcro no art. 311 e 312 do Código de Processo Penal. Expeça-se Mandado de Prisão ao Senhor Delegado de Policia desta cidade, com as cautelas legais’ (fl. 32, grifei). Ora, da análise do excerto acima transcrito, observa-se que a segregação cautelar do paciente está devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam de maneira inconteste a necessidade da prisão para aplicação da lei penal, tendo em vista que o ora paciente fugiu do distrito da culpa, e esteve em local incerto e não sabido, sendo imperiosa a imposição da medida extrema”. 7. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL Francisca Maria da Conceição e de pai não declarado, estando em local incerto e não sabido, fê-lo, requerendo a sua DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA, Justifica sobre a necessidade da decretação, por se tratar de foragido, tendo o mesmo sido denunciado por prática de crime tipificado no art. 121, § 2o, inciso I, última figura, que trata de homicídio doloso, ainda, se configurando como daqueles arrolados como crime hediondo, pedindo ao final que seja aplicada a medida punitiva, em função de que a mesma é pessoa de índole periculosa, sendo que o caso suib-examine, é verdadeiramente melindroso, estando sendo devidamente apurado pelo Judiciário, com audiência, embora que serodiamente, designada para melhor instrução do feito; Para coibir o crime, é necessário medidas seguras da Justiça, para garantia da ordem pública, já que no caso presente, encontra-se flagrantemente justificada a prisão dos meliantes em adequação as características que acomodam a aplicação do tipo penal a que se pretende, no vínculo da lei n° 8.072⁄90, uma vez que se constitui no entendimento da prática de Crime Hediondo; Ante ao exposto, considerando a materialidade do crime; considerando que o denunciado fugiu ao distrito da culpa, estando em local incerto e não sabido; considerando tudo mais que dos autos constam, acolho a bem lançada denúncia, para decretar como decretada tenho a sua prisão, com fulcro no art. 311 e 312 do Código de Processo Penal. Expeça-se Mandado de Prisão ao Senhor Delegado de Policia desta cidade, com as cautelas legais’ (fl. 32, grifei). Ora, da análise do excerto acima transcrito, observa-se que a segregação cautelar do paciente está devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam de maneira inconteste a necessidade da prisão para aplicação da lei penal, tendo em vista que o ora paciente fugiu do distrito da culpa, e esteve em local incerto e não sabido, sendo imperiosa a imposição da medida extrema”. 7. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, conclui-se ausente ilegalidade na decisão pela qual imposta a prisão cautelar. A constrição da liberdade do agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de a fuga do distrito da culpa ser motivo idôneo para a decretação da custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Agravo regimental em habeas corpus. Homicídio qualificado e ocultação de cadáver (CP, art. 121, § 2º, incisos I e IV; e art. 211, caput). Processual Penal. Prisão preventiva (CPP, art. 312). Falta de fundamentação para justificar a medida extrema. Não ocorrência. Garantia da ordem pública. Fuga do distrito da culpa. Ameaça a testemunhas. Custódia preventiva devidamente fundamentada. Regimental não provido” (HC n. 159.583-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 17.10.2018). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E PORTE DE ARMA DE FOGO. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. (…) 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a fuga do distrito de culpa constitui fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Caso em que o paciente foi surpreendido com substância entorpecente, com arma de fogo subtraída da Polícia Militar, sendo certo que tentou se evadir diante da ordem dada pela autoridade policial. 3. Agravo regimental desprovido” (HC n. 152.599-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.4.2018). “HABEAS CORPUS. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PRATICADA EM RAZÃO DE OFÍCIO, EMPREGO OU PROFISSÃO (ART. 168, § 1º, INCISO III, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. ASSEGURAR A 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, conclui-se ausente ilegalidade na decisão pela qual imposta a prisão cautelar. A constrição da liberdade do agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de a fuga do distrito da culpa ser motivo idôneo para a decretação da custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Agravo regimental em habeas corpus. Homicídio qualificado e ocultação de cadáver (CP, art. 121, § 2º, incisos I e IV; e art. 211, caput). Processual Penal. Prisão preventiva (CPP, art. 312). Falta de fundamentação para justificar a medida extrema. Não ocorrência. Garantia da ordem pública. Fuga do distrito da culpa. Ameaça a testemunhas. Custódia preventiva devidamente fundamentada. Regimental não provido” (HC n. 159.583-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 17.10.2018). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E PORTE DE ARMA DE FOGO. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. (…) 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a fuga do distrito de culpa constitui fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Caso em que o paciente foi surpreendido com substância entorpecente, com arma de fogo subtraída da Polícia Militar, sendo certo que tentou se evadir diante da ordem dada pela autoridade policial. 3. Agravo regimental desprovido” (HC n. 152.599-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.4.2018). “HABEAS CORPUS. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PRATICADA EM RAZÃO DE OFÍCIO, EMPREGO OU PROFISSÃO (ART. 168, § 1º, INCISO III, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. ASSEGURAR A 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL APLICAÇÃO DA LEI PENAL. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para (a) resguardar a ordem pública, ante a reiteração de condutas delitivas; e (b) para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em vista o registro de fuga do distrito da culpa. 2. Habeas corpus denegado” (HC n. 137.662, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 14.11.2017). “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES DA SEGUNDA TURMA. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PRISÃO PREVENTIVA. MODUS OPERANDI. EXTENSO ROL DE REGISTROS CRIMINAIS NÃO TRANSITADOS EM JULGADO. PERICULOSIDADE DO AGENTE E RISCO DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. RISCO À APLICAÇÃO DA LEI PENAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. 1. A Segunda Turma desta Suprema Corte admite a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário constitucional. Precedentes. 2. O especial modo de execução do crime, mediante disparos de arma de fogo em via pública que teriam resultado na paraplegia da vítima, a desvelar a gravidade concreta da infração, legitimam a prisão processual. Na mesma linha, o registro de anotações penais em desfavor do paciente, ainda que despidos de trânsito em julgado, podem, em tese, reforçar a periculosidade do agente e o risco de reiteração delituosa. 3. A fuga do agente do distrito da culpa, que, segundo o Juiz da causa, teria permanecido evadido por cerca de 10 anos, é circunstância apta a sinalizar fundado risco à aplicação da lei penal. 4. Ordem denegada” (HC n. 141.152, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 2.6.2017). 8. Este Supremo Tribunal concluiu que “o reconhecimento da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL APLICAÇÃO DA LEI PENAL. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para (a) resguardar a ordem pública, ante a reiteração de condutas delitivas; e (b) para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em vista o registro de fuga do distrito da culpa. 2. Habeas corpus denegado” (HC n. 137.662, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 14.11.2017). “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES DA SEGUNDA TURMA. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PRISÃO PREVENTIVA. MODUS OPERANDI. EXTENSO ROL DE REGISTROS CRIMINAIS NÃO TRANSITADOS EM JULGADO. PERICULOSIDADE DO AGENTE E RISCO DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. RISCO À APLICAÇÃO DA LEI PENAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. 1. A Segunda Turma desta Suprema Corte admite a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário constitucional. Precedentes. 2. O especial modo de execução do crime, mediante disparos de arma de fogo em via pública que teriam resultado na paraplegia da vítima, a desvelar a gravidade concreta da infração, legitimam a prisão processual. Na mesma linha, o registro de anotações penais em desfavor do paciente, ainda que despidos de trânsito em julgado, podem, em tese, reforçar a periculosidade do agente e o risco de reiteração delituosa. 3. A fuga do agente do distrito da culpa, que, segundo o Juiz da causa, teria permanecido evadido por cerca de 10 anos, é circunstância apta a sinalizar fundado risco à aplicação da lei penal. 4. Ordem denegada” (HC n. 141.152, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 2.6.2017). 8. Este Supremo Tribunal concluiu que “o reconhecimento da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL inobservância da duração razoável do processo não se traduz mediante análise aritmética dos prazos, mas deve ser compreendida à luz da complexidade da marcha processual” (HC n. 130.441-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 28.6.2016). Na espécie, o juízo de origem informou ao Superior Tribunal de Justiça: “Inicialmente, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia em desfavor de Moisés Gomes Ferreira, buscando apurar a responsabilidade criminal pela suposta prática do delito tipificado no artigo 121, § 2º, I, do Código Penal. Decisão de fl. 25, acolhendo o pedido ministerial e decretando a prisão preventiva do acusado. Certidão de fl. 36, atestando que o réu não foi citado porque, segundo sua esposa, estava foragido. Termo de audiência de fl. 37, atestando a não ocorrência do interrogatório do réu, em razão deste estar em local incerto e não sabido. Nesta mesma oportunidade foi designada nova audiência e determinado a intimação do réu por edital. Termo de audiência de fls. 40⁄41, dando conta de que mais uma vez não foi realizado o interrogatório do réu em razão deste estar em local incerto e não sabido. Nesta oportunidade requereu o Ministério Público a suspensão do processo, com fulcro no art. 366 do CPP, bem como a antecipação da oitiva das testemunhas arroladas na denúncia, o que foi deferido. Termo de audiência de fls. 44⁄47, atestando a ocorrência da oitiva das testemunhas. Despacho de fl. 48, determinando a renovação semestral do mandado de prisão. Manifestação do Ministério Público, à fl. 69, requerendo seja mantido o decreto de prisão preventiva, sob o argumento de que existem provas da materialidade do fato e indícios suficientes de autoria, bem como pelo risco de frustração da aplicação da lei penal. Decisão de fl. 17, deferindo o requerimento ministerial. Juntada de mandado às fls. 81⁄92, no qual se verifica que o acusado foi capturado em 07 de fevereiro de 2017. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL inobservância da duração razoável do processo não se traduz mediante análise aritmética dos prazos, mas deve ser compreendida à luz da complexidade da marcha processual” (HC n. 130.441-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 28.6.2016). Na espécie, o juízo de origem informou ao Superior Tribunal de Justiça: “Inicialmente, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia em desfavor de Moisés Gomes Ferreira, buscando apurar a responsabilidade criminal pela suposta prática do delito tipificado no artigo 121, § 2º, I, do Código Penal. Decisão de fl. 25, acolhendo o pedido ministerial e decretando a prisão preventiva do acusado. Certidão de fl. 36, atestando que o réu não foi citado porque, segundo sua esposa, estava foragido. Termo de audiência de fl. 37, atestando a não ocorrência do interrogatório do réu, em razão deste estar em local incerto e não sabido. Nesta mesma oportunidade foi designada nova audiência e determinado a intimação do réu por edital. Termo de audiência de fls. 40⁄41, dando conta de que mais uma vez não foi realizado o interrogatório do réu em razão deste estar em local incerto e não sabido. Nesta oportunidade requereu o Ministério Público a suspensão do processo, com fulcro no art. 366 do CPP, bem como a antecipação da oitiva das testemunhas arroladas na denúncia, o que foi deferido. Termo de audiência de fls. 44⁄47, atestando a ocorrência da oitiva das testemunhas. Despacho de fl. 48, determinando a renovação semestral do mandado de prisão. Manifestação do Ministério Público, à fl. 69, requerendo seja mantido o decreto de prisão preventiva, sob o argumento de que existem provas da materialidade do fato e indícios suficientes de autoria, bem como pelo risco de frustração da aplicação da lei penal. Decisão de fl. 17, deferindo o requerimento ministerial. Juntada de mandado às fls. 81⁄92, no qual se verifica que o acusado foi capturado em 07 de fevereiro de 2017. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL Pedido de liberdade provisória de fls. 106⁄114. Decisão proferida em 01 de junho de 2017 (fls. 115⁄116), recebendo a denúncia, determinando a citação do réu, bem com a retirada da suspensão face a captura do réu e, ainda, vista dos autos ao Ministério Público para manifestar-se sobre o pedido de liberdade provisória de fls. 106⁄114. Relatado o processo, cumpre-me esclarecer, que muito embora após a captura do réu este juízo tenha proferido decisão recebendo denúncia, esta magistrada apenas tomou conhecimento da captura do paciente quando a Defensoria Pública impetrou Habeas Corpus em seu favor e o pedido de informações foi juntado aos autos em 10 de abril de 2018, isto porque, até então os autos permaneciam suspensos. Prestadas as informações do Habeas Corpus n° 0801213- 50.2018.8.02.0000, a Secretaria deste juízo deu cumprimento aos expedientes pendentes, quais sejam, alterar a situação do processo de ‘suspenso’ para ‘em andamento’, incluir a tarja no processo referente a réu preso, abrir vista dos autos ao Ministério Público e expedir carta precatória para citação pessoal do réu. Informo, por fim, que este juízo entrou cm contato com o juízo deprecado cm 08 de janeiro de 2019, o qual informou que a carta precatória ainda não havia sido cadastrada. Certo de que foram estas as informações que me cumpre a prestar no momento, apresento a Vossa Excelência protesto de distinto apreço e elevada consideração, colocando-me à disposição deste Relator e de seus pares para quaisquer outros esclarecimentos” (grifos nossos). 9. As informações prestadas ao Superior Tribunal de Justiça dão conta de que a captura do agravante em 7.2.2017 só teria sido constatada pelo juízo de origem em 10.4.2018, quando o Tribunal de Justiça de Alagoas requisitou informações para instruir o habeas corpus lá impetrado. Apesar de a denúncia ter sido recebida em 1º.6.2017, com determinação de citação do agravante, a carta precatória para esse fim foi expedida apenas em 25.10.2018, efetivando-se a citação em 14.2.2019. No entanto, considerando-se que o agravante permaneceu foragido por mais 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL Pedido de liberdade provisória de fls. 106⁄114. Decisão proferida em 01 de junho de 2017 (fls. 115⁄116), recebendo a denúncia, determinando a citação do réu, bem com a retirada da suspensão face a captura do réu e, ainda, vista dos autos ao Ministério Público para manifestar-se sobre o pedido de liberdade provisória de fls. 106⁄114. Relatado o processo, cumpre-me esclarecer, que muito embora após a captura do réu este juízo tenha proferido decisão recebendo denúncia, esta magistrada apenas tomou conhecimento da captura do paciente quando a Defensoria Pública impetrou Habeas Corpus em seu favor e o pedido de informações foi juntado aos autos em 10 de abril de 2018, isto porque, até então os autos permaneciam suspensos. Prestadas as informações do Habeas Corpus n° 0801213- 50.2018.8.02.0000, a Secretaria deste juízo deu cumprimento aos expedientes pendentes, quais sejam, alterar a situação do processo de ‘suspenso’ para ‘em andamento’, incluir a tarja no processo referente a réu preso, abrir vista dos autos ao Ministério Público e expedir carta precatória para citação pessoal do réu. Informo, por fim, que este juízo entrou cm contato com o juízo deprecado cm 08 de janeiro de 2019, o qual informou que a carta precatória ainda não havia sido cadastrada. Certo de que foram estas as informações que me cumpre a prestar no momento, apresento a Vossa Excelência protesto de distinto apreço e elevada consideração, colocando-me à disposição deste Relator e de seus pares para quaisquer outros esclarecimentos” (grifos nossos). 9. As informações prestadas ao Superior Tribunal de Justiça dão conta de que a captura do agravante em 7.2.2017 só teria sido constatada pelo juízo de origem em 10.4.2018, quando o Tribunal de Justiça de Alagoas requisitou informações para instruir o habeas corpus lá impetrado. Apesar de a denúncia ter sido recebida em 1º.6.2017, com determinação de citação do agravante, a carta precatória para esse fim foi expedida apenas em 25.10.2018, efetivando-se a citação em 14.2.2019. No entanto, considerando-se que o agravante permaneceu foragido por mais 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL de quinze anos, não se pode imputar a demora na formação da culpa apenas ao Poder Judiciário. O tempo em que o agravante permaneceu foragido fundamentou a necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal. A demora anormal na marcha processual a partir da captura do agravante não configura, nesse momento, fundamento suficiente para a revogação da custódia cautelar, devendo ser rápida e prioritariamente suprida a demora. Em casos como o presente, este Supremo Tribunal tem optado por denegar a ordem, com recomendação de celeridade ao juízo de origem. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Roubo majorado por concurso de pessoas. Corrupção de menores. 3. Prisão preventiva. Alegação de ilegalidade na manutenção da prisão cautelar. Demonstrada a necessidade da prisão para garantia da ordem pública. 4. Não ocorrência de excesso de prazo na conclusão da instrução. Agravante fugiu e foi posteriormente recapturado. 5. Recomendação de celeridade no julgamento da ação no Tribunal de Justiça da Bahia. 6. Agravo Regimental a que se nega provimento” (HC n. 149.254- AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.9.2018). “Processual penal. Habeas Corpus substitutivo de agravo regimental. Homicídio qualificado. Prisão preventiva. Inadequação da via eleita. Recomendação ao juízo de origem. 1. Não se admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental. 2. Inocorrência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na prisão processual do paciente. Paciente pronunciado por homicídio qualificado praticado mediante emprego de arma de fogo. 3. As peculiaridades do caso concreto evidenciam que parte da demora para o julgamento do paciente se deve a recursos interpostos pela própria defesa. De modo que não é possível acolher a tese de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL de quinze anos, não se pode imputar a demora na formação da culpa apenas ao Poder Judiciário. O tempo em que o agravante permaneceu foragido fundamentou a necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal. A demora anormal na marcha processual a partir da captura do agravante não configura, nesse momento, fundamento suficiente para a revogação da custódia cautelar, devendo ser rápida e prioritariamente suprida a demora. Em casos como o presente, este Supremo Tribunal tem optado por denegar a ordem, com recomendação de celeridade ao juízo de origem. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Roubo majorado por concurso de pessoas. Corrupção de menores. 3. Prisão preventiva. Alegação de ilegalidade na manutenção da prisão cautelar. Demonstrada a necessidade da prisão para garantia da ordem pública. 4. Não ocorrência de excesso de prazo na conclusão da instrução. Agravante fugiu e foi posteriormente recapturado. 5. Recomendação de celeridade no julgamento da ação no Tribunal de Justiça da Bahia. 6. Agravo Regimental a que se nega provimento” (HC n. 149.254- AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.9.2018). “Processual penal. Habeas Corpus substitutivo de agravo regimental. Homicídio qualificado. Prisão preventiva. Inadequação da via eleita. Recomendação ao juízo de origem. 1. Não se admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental. 2. Inocorrência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na prisão processual do paciente. Paciente pronunciado por homicídio qualificado praticado mediante emprego de arma de fogo. 3. As peculiaridades do caso concreto evidenciam que parte da demora para o julgamento do paciente se deve a recursos interpostos pela própria defesa. De modo que não é possível acolher a tese de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL desídia por parte do Poder Judiciário ou de injustificado prolongamento da causa. 4. Habeas corpus não conhecido, revogada a liminar, com recomendação ao Juízo da origem para que proceda à realização do Júri em prazo razoável” (HC n. 120.232, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 1º.12.2017). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE TRÁFICO DE DROGAS E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. APREENSÃO DE 82 KG (OITENTA E DOIS QUILOS) DE COCAÍNA. ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. 1. A custódia cautelar, enquanto medida excepcional, exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade, sob pena de representar mera antecipação da reprimenda a ser cumprida quando da condenação. 2. A pertinência do paciente a grupo criminoso voltado para o tráfico de entorpecentes, a expressiva quantidade e natureza da droga apreendida – 82 kg de cocaína acondicionados em 76 (setenta e seis) tijolos prensados -, e as circunstâncias concretas da prática dos delitos justificam a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, à luz do art. 312 do CPP. Precedentes. 3. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. 4. Ordem denegada, com recomendação de celeridade ao juízo de origem no encerramento da instrução criminal” (HC n. 135.741, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 18.12.2017). 10. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL desídia por parte do Poder Judiciário ou de injustificado prolongamento da causa. 4. Habeas corpus não conhecido, revogada a liminar, com recomendação ao Juízo da origem para que proceda à realização do Júri em prazo razoável” (HC n. 120.232, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 1º.12.2017). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE TRÁFICO DE DROGAS E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. APREENSÃO DE 82 KG (OITENTA E DOIS QUILOS) DE COCAÍNA. ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. 1. A custódia cautelar, enquanto medida excepcional, exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade, sob pena de representar mera antecipação da reprimenda a ser cumprida quando da condenação. 2. A pertinência do paciente a grupo criminoso voltado para o tráfico de entorpecentes, a expressiva quantidade e natureza da droga apreendida – 82 kg de cocaína acondicionados em 76 (setenta e seis) tijolos prensados -, e as circunstâncias concretas da prática dos delitos justificam a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, à luz do art. 312 do CPP. Precedentes. 3. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. 4. Ordem denegada, com recomendação de celeridade ao juízo de origem no encerramento da instrução criminal” (HC n. 135.741, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 18.12.2017). 10. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D4-297D-A53E-35C7 e senha 9EF4-E400-28EA-4C2B Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D4-297D-A53E-35C7 e senha 9EF4-E400-28EA-4C2B Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750262517
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA FORMAÇÃO DA CULPA. PACIENTE FORAGIDO DURANTE MAIS DE QUINZE ANOS. DETERMINAÇÃO DE CELERIDADE AO JUÍZO DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur407327
- Acórdão(s) citado(s): (FUGA, DISTRITO DA CULPA, PRISÃO PREVENTIVA) HC 137662 (1ªT), HC 141152 (2ªT), HC 152599 AgR (1ªT), HC 159583 AgR (2ªT). (PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO) HC 130441 AgR (1ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, EXCESSO DE PRAZO) HC 120232 (1ªT), HC 135741 (1ªT), HC 149254 AgR (2ªT). Número de páginas: 15. Análise: 20/01/2020, KBP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
168861
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00001\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 168861 AgR
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AGTE.(S) : MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA FORMAÇÃO DA CULPA. PACIENTE FORAGIDO DURANTE MAIS DE QUINZE ANOS. DETERMINAÇÃO DE CELERIDADE AO JUÍZO DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4BD8-FD25-F1E1-50AF e senha 6763-BB02-9373-BB3C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.3.2019, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública de Alagoas, em benefício de Moisés Gomes Ferreira, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 5.2.2019, não conheceu do Habeas Corpus n. 485.598. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.3.2019, Moisés Gomes Ferreira interpõe, nessa mesma data, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. O agravante alega que, “ao contrário do que decidiu a eminente Ministra relatora, a comunicação da prisão do paciente foi feita pela autoridade policial ao magistrado de piso no dia 16 de fevereiro de 2017 (ofício n. 103/2017, lavrado pelo Delegado de Polícia Igor Diego Vilela Costa, datado do dia 07/02/2017, protocolado nos autos digitais no dia 16/02/2017, conforme a cópia anexada à petição inicial)”. Defende ser “longe do razoável aceitar que alguém tenha sido preso cautelarmente há mais de de dois anos sem que sequer tenha sido ouvido em juízo”. Assevera impossível conceber “que as consequências de uma ineficiência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2292-ED05-53C0-6F8F e senha 7543-736E-D778-9FB8 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.3.2019, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública de Alagoas, em benefício de Moisés Gomes Ferreira, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 5.2.2019, não conheceu do Habeas Corpus n. 485.598. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.3.2019, Moisés Gomes Ferreira interpõe, nessa mesma data, tempestivamente, o presente agravo regimental. 3. O agravante alega que, “ao contrário do que decidiu a eminente Ministra relatora, a comunicação da prisão do paciente foi feita pela autoridade policial ao magistrado de piso no dia 16 de fevereiro de 2017 (ofício n. 103/2017, lavrado pelo Delegado de Polícia Igor Diego Vilela Costa, datado do dia 07/02/2017, protocolado nos autos digitais no dia 16/02/2017, conforme a cópia anexada à petição inicial)”. Defende ser “longe do razoável aceitar que alguém tenha sido preso cautelarmente há mais de de dois anos sem que sequer tenha sido ouvido em juízo”. Assevera impossível conceber “que as consequências de uma ineficiência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2292-ED05-53C0-6F8F e senha 7543-736E-D778-9FB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório HC 168861 AGR / AL pontual do Poder Judiciário possam ser transferidas gratuitamente ao cidadão preso, impondo-lhe um aguardo acima do normal no cárcere, de modo indefinido”. Este o teor dos pedidos: “Pelo exposto, o agravante requer a esse Augusto Supremo Tribunal Federal o conhecimento e provimento do presente agravo, determinando-se o processamento do recurso extraordinário com agravo e, estando presentes os elementos necessários, seja desde logo julgado o mérito, nos termos do artigo 28, §3..., da Lei 8.038/90, por ser medida de inteira Justiça”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2292-ED05-53C0-6F8F e senha 7543-736E-D778-9FB8 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL pontual do Poder Judiciário possam ser transferidas gratuitamente ao cidadão preso, impondo-lhe um aguardo acima do normal no cárcere, de modo indefinido”. Este o teor dos pedidos: “Pelo exposto, o agravante requer a esse Augusto Supremo Tribunal Federal o conhecimento e provimento do presente agravo, determinando-se o processamento do recurso extraordinário com agravo e, estando presentes os elementos necessários, seja desde logo julgado o mérito, nos termos do artigo 28, §3..., da Lei 8.038/90, por ser medida de inteira Justiça”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2292-ED05-53C0-6F8F e senha 7543-736E-D778-9FB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Tem-se nos autos que, em 14.3.2001, o Ministério Público denunciou o agravante Moisés Gomes Ferreira pela prática do crime previsto no inc. I do § 2... do art. 121 do Código Penal e requereu a prisão preventiva do agravante. Consta da denúncia: “1) (…) no dia 30 de dezembro do ano de 2000, por volta das 16:00 horas, no Parque do Futuro, em frente à casa situada na Quadra H, n 32 (residência da vítima), nesta cidade de Teotônio (AL), o Denunciado matou Geová dos Santos. 2) Na verdade, o crime foi perpetrado quando, por motivo de ciúmes, houve uma discussão entre a Vítima e o Denunciado, tendo este desferido 08 facadas naquela, principalmente na cabeça, provocando os ferimentos descritos no auto de exame cadavérico de fls. 04, os quais foram a causa da sua morte. 3) Consta, ainda, do presente inquérito, que o motivo ensejador do crime teria sido em decorrência de uma discussão provocada por ciúmes, haja vista que, segundo consta, a vítima mantinha uma relação amorosa com a companheira do denunciado, o que caracteriza a torpeza do ato”. 3. Em 9.10.2001, o juízo da Vara do Único Ofício da Comarca de Teotônio Vilela/AL decretou a prisão preventiva do agravante e assentou ter ele “fugido do distrito da culpa” para “local incerto e não sabido”. A prisão preventiva foi efetivada em 7.2.2017. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Tem-se nos autos que, em 14.3.2001, o Ministério Público denunciou o agravante Moisés Gomes Ferreira pela prática do crime previsto no inc. I do § 2... do art. 121 do Código Penal e requereu a prisão preventiva do agravante. Consta da denúncia: “1) (…) no dia 30 de dezembro do ano de 2000, por volta das 16:00 horas, no Parque do Futuro, em frente à casa situada na Quadra H, n 32 (residência da vítima), nesta cidade de Teotônio (AL), o Denunciado matou Geová dos Santos. 2) Na verdade, o crime foi perpetrado quando, por motivo de ciúmes, houve uma discussão entre a Vítima e o Denunciado, tendo este desferido 08 facadas naquela, principalmente na cabeça, provocando os ferimentos descritos no auto de exame cadavérico de fls. 04, os quais foram a causa da sua morte. 3) Consta, ainda, do presente inquérito, que o motivo ensejador do crime teria sido em decorrência de uma discussão provocada por ciúmes, haja vista que, segundo consta, a vítima mantinha uma relação amorosa com a companheira do denunciado, o que caracteriza a torpeza do ato”. 3. Em 9.10.2001, o juízo da Vara do Único Ofício da Comarca de Teotônio Vilela/AL decretou a prisão preventiva do agravante e assentou ter ele “fugido do distrito da culpa” para “local incerto e não sabido”. A prisão preventiva foi efetivada em 7.2.2017. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL 4. Em 10.10.2018, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas, que denegou a ordem: “PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA O ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL, VIOLANDO A RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO. PACIENTE PRESO HÁ 01 (UM) ANO E 09 (NOVE) MESES. NÃO VISLUMBRADO. MOVIMENTAÇÃO NO SENTIDO DE CONCLUIR A AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. TEMPO PARA O ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL QUE NÃO PODE SER CONSIDERADO POR MERA CONTA ARITMÉTICA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA PROTOCOLADO PELA DEFESA QUE AGUARDA A PROLAÇÃO DE DECISÃO PELO JUÍZO A QUO, TENDO O MINISTÉRIO PÚBLICO APRESENTADO SEU PARECER NO 1... GRAU. CARTA PRECATÓRIA DEVIDAMENTE EXPEDIDA PARA CITAÇÃO DO PACIENTE. IMPOSSIBILIDADE DE SOBREPOSIÇÃO AO INTERESSE PÚBLICO. PACIENTE QUE COMETEU O DELITO COM TORPEZA E SE ENCONTRAVA FORAGIDO, ENSEJANDO A SUSPENSÃO DO FEITO E DO PRAZO PRESCRICIONAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. 1 O constrangimento ilegal deve ser aferido segundo as circunstâncias do caso concreto, especialmente diante da sua complexidade e das diligências necessárias. 2 O fato do magistrado singular ter determinado a expedição de carta precatória para citação do paciente, estando os autos aguardando o seu retorno, demonstra a ausência de desídia na condução do feito, repelindo-se qualquer tese de constrangimento ilegal neste sentido. 3 O modus operandi e a gravidade da ação delituosa devem ser considerados, especialmente quando o paciente cometeu o delito por motivo torpe, bem como, que se encontrava foragido, estando o prazo prescricional suspenso até a sua captura. Desse modo, eventual atraso não pode se sobrepor ao interesse público. 4 Ordem conhecida e, no mérito, denegada”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL 4. Em 10.10.2018, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas, que denegou a ordem: “PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO PARA O ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL, VIOLANDO A RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO. PACIENTE PRESO HÁ 01 (UM) ANO E 09 (NOVE) MESES. NÃO VISLUMBRADO. MOVIMENTAÇÃO NO SENTIDO DE CONCLUIR A AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. TEMPO PARA O ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL QUE NÃO PODE SER CONSIDERADO POR MERA CONTA ARITMÉTICA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA PROTOCOLADO PELA DEFESA QUE AGUARDA A PROLAÇÃO DE DECISÃO PELO JUÍZO A QUO, TENDO O MINISTÉRIO PÚBLICO APRESENTADO SEU PARECER NO 1... GRAU. CARTA PRECATÓRIA DEVIDAMENTE EXPEDIDA PARA CITAÇÃO DO PACIENTE. IMPOSSIBILIDADE DE SOBREPOSIÇÃO AO INTERESSE PÚBLICO. PACIENTE QUE COMETEU O DELITO COM TORPEZA E SE ENCONTRAVA FORAGIDO, ENSEJANDO A SUSPENSÃO DO FEITO E DO PRAZO PRESCRICIONAL. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. 1 O constrangimento ilegal deve ser aferido segundo as circunstâncias do caso concreto, especialmente diante da sua complexidade e das diligências necessárias. 2 O fato do magistrado singular ter determinado a expedição de carta precatória para citação do paciente, estando os autos aguardando o seu retorno, demonstra a ausência de desídia na condução do feito, repelindo-se qualquer tese de constrangimento ilegal neste sentido. 3 O modus operandi e a gravidade da ação delituosa devem ser considerados, especialmente quando o paciente cometeu o delito por motivo torpe, bem como, que se encontrava foragido, estando o prazo prescricional suspenso até a sua captura. Desse modo, eventual atraso não pode se sobrepor ao interesse público. 4 Ordem conhecida e, no mérito, denegada”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL 5. Contra esse acórdão foi impetrado o Habeas Corpus n. 485.598, não conhecido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. RÉU FORAGIDO. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. INOCORRÊNCIA. RAZOABILIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I - A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do col. Pretório Excelso, firmou orientação no sentido de não admitir a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso adequado, situação que implica o não-conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que, configurada flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal, seja possível a concessão da ordem de ofício. II - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. III - Na hipótese, o decreto prisional encontra-se devidamente fundamentado em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam que a liberdade do paciente acarretaria risco à aplicação da lei penal, tendo em vista que o ora paciente fugiu do distrito da culpa, e esteve em local incerto e não sabido, sendo imperiosa a imposição da medida extrema. IV - A presença de circunstâncias pessoais favoráveis, tais como primariedade, ocupação lícita e residência fixa, não tem o condão de garantir a revogação da prisão se há nos autos elementos hábeis a justificar a imposição da segregação cautelar, como na hipótese. Pela mesma razão, não há que se falar em possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. V - O prazo para a conclusão da instrução criminal não tem as características de fatalidade e de improrrogabilidade, fazendo-se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL 5. Contra esse acórdão foi impetrado o Habeas Corpus n. 485.598, não conhecido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. NÃO CABIMENTO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. RÉU FORAGIDO. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. INOCORRÊNCIA. RAZOABILIDADE. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. I - A Terceira Seção desta Corte, seguindo entendimento firmado pela Primeira Turma do col. Pretório Excelso, firmou orientação no sentido de não admitir a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso adequado, situação que implica o não-conhecimento da impetração, ressalvados casos excepcionais em que, configurada flagrante ilegalidade apta a gerar constrangimento ilegal, seja possível a concessão da ordem de ofício. II - A segregação cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. III - Na hipótese, o decreto prisional encontra-se devidamente fundamentado em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam que a liberdade do paciente acarretaria risco à aplicação da lei penal, tendo em vista que o ora paciente fugiu do distrito da culpa, e esteve em local incerto e não sabido, sendo imperiosa a imposição da medida extrema. IV - A presença de circunstâncias pessoais favoráveis, tais como primariedade, ocupação lícita e residência fixa, não tem o condão de garantir a revogação da prisão se há nos autos elementos hábeis a justificar a imposição da segregação cautelar, como na hipótese. Pela mesma razão, não há que se falar em possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. V - O prazo para a conclusão da instrução criminal não tem as características de fatalidade e de improrrogabilidade, fazendo-se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL imprescindível raciocinar com o juízo de razoabilidade para definir o excesso de prazo, não se ponderando a mera soma aritmética dos prazos para os atos processuais (precedentes). VI - In casu, verifica-se a existência de contínua movimentação do feito, tendo em vista as peculiaridades do caso concreto, com necessidade de expedição de carta precatória para citação do réu, que esteve foragido, dificultando sua citação, não se tendo qualquer notícia de fato que evidencie atraso injustificado ou desídia atribuível ao Poder Judiciário. Habeas corpus não conhecido”. Esse acórdão é o objeto do presente habeas corpus, ao qual neguei seguimento. 6. Como assentado na decisão agravada, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do habeas corpus impetrado em favor do agravante e concluiu idôneos os fundamentos que levaram o juízo de origem a decretar a prisão preventiva: “Quanto à alegada ausência de fundamentação do decreto de prisão preventiva, cumpre ressaltar, inicialmente, que a prisão cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. A prisão preventiva, portanto, enquanto medida de natureza cautelar, não pode ser utilizada como instrumento de punição antecipada do indiciado ou do réu, nem permite complementação de sua fundamentação pelas instâncias superiores (v.g. HC n. 93.498⁄MS, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 18⁄10⁄2012). A advertência, todavia, não se aplica à hipótese, como se pode verificar a partir do seguinte excerto do decreto prisional: ‘O representante do Órgão do Ministério Público Estadual, desta Comarca de Teotônio Vilela-AJ, ao denunciar" de MOISÉS GOMES FERREIRA, brasileiro, alagoano, filho de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL imprescindível raciocinar com o juízo de razoabilidade para definir o excesso de prazo, não se ponderando a mera soma aritmética dos prazos para os atos processuais (precedentes). VI - In casu, verifica-se a existência de contínua movimentação do feito, tendo em vista as peculiaridades do caso concreto, com necessidade de expedição de carta precatória para citação do réu, que esteve foragido, dificultando sua citação, não se tendo qualquer notícia de fato que evidencie atraso injustificado ou desídia atribuível ao Poder Judiciário. Habeas corpus não conhecido”. Esse acórdão é o objeto do presente habeas corpus, ao qual neguei seguimento. 6. Como assentado na decisão agravada, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do habeas corpus impetrado em favor do agravante e concluiu idôneos os fundamentos que levaram o juízo de origem a decretar a prisão preventiva: “Quanto à alegada ausência de fundamentação do decreto de prisão preventiva, cumpre ressaltar, inicialmente, que a prisão cautelar deve ser considerada exceção, já que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do Código de Processo Penal. A prisão preventiva, portanto, enquanto medida de natureza cautelar, não pode ser utilizada como instrumento de punição antecipada do indiciado ou do réu, nem permite complementação de sua fundamentação pelas instâncias superiores (v.g. HC n. 93.498⁄MS, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 18⁄10⁄2012). A advertência, todavia, não se aplica à hipótese, como se pode verificar a partir do seguinte excerto do decreto prisional: ‘O representante do Órgão do Ministério Público Estadual, desta Comarca de Teotônio Vilela-AJ, ao denunciar" de MOISÉS GOMES FERREIRA, brasileiro, alagoano, filho de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL Francisca Maria da Conceição e de pai não declarado, estando em local incerto e não sabido, fê-lo, requerendo a sua DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA, Justifica sobre a necessidade da decretação, por se tratar de foragido, tendo o mesmo sido denunciado por prática de crime tipificado no art. 121, § 2o, inciso I, última figura, que trata de homicídio doloso, ainda, se configurando como daqueles arrolados como crime hediondo, pedindo ao final que seja aplicada a medida punitiva, em função de que a mesma é pessoa de índole periculosa, sendo que o caso suib-examine, é verdadeiramente melindroso, estando sendo devidamente apurado pelo Judiciário, com audiência, embora que serodiamente, designada para melhor instrução do feito; Para coibir o crime, é necessário medidas seguras da Justiça, para garantia da ordem pública, já que no caso presente, encontra-se flagrantemente justificada a prisão dos meliantes em adequação as características que acomodam a aplicação do tipo penal a que se pretende, no vínculo da lei n 8.072⁄90, uma vez que se constitui no entendimento da prática de Crime Hediondo; Ante ao exposto, considerando a materialidade do crime; considerando que o denunciado fugiu ao distrito da culpa, estando em local incerto e não sabido; considerando tudo mais que dos autos constam, acolho a bem lançada denúncia, para decretar como decretada tenho a sua prisão, com fulcro no art. 311 e 312 do Código de Processo Penal. Expeça-se Mandado de Prisão ao Senhor Delegado de Policia desta cidade, com as cautelas legais’ (fl. 32, grifei). Ora, da análise do excerto acima transcrito, observa-se que a segregação cautelar do paciente está devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam de maneira inconteste a necessidade da prisão para aplicação da lei penal, tendo em vista que o ora paciente fugiu do distrito da culpa, e esteve em local incerto e não sabido, sendo imperiosa a imposição da medida extrema”. 7. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL Francisca Maria da Conceição e de pai não declarado, estando em local incerto e não sabido, fê-lo, requerendo a sua DECRETAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA, Justifica sobre a necessidade da decretação, por se tratar de foragido, tendo o mesmo sido denunciado por prática de crime tipificado no art. 121, § 2o, inciso I, última figura, que trata de homicídio doloso, ainda, se configurando como daqueles arrolados como crime hediondo, pedindo ao final que seja aplicada a medida punitiva, em função de que a mesma é pessoa de índole periculosa, sendo que o caso suib-examine, é verdadeiramente melindroso, estando sendo devidamente apurado pelo Judiciário, com audiência, embora que serodiamente, designada para melhor instrução do feito; Para coibir o crime, é necessário medidas seguras da Justiça, para garantia da ordem pública, já que no caso presente, encontra-se flagrantemente justificada a prisão dos meliantes em adequação as características que acomodam a aplicação do tipo penal a que se pretende, no vínculo da lei n 8.072⁄90, uma vez que se constitui no entendimento da prática de Crime Hediondo; Ante ao exposto, considerando a materialidade do crime; considerando que o denunciado fugiu ao distrito da culpa, estando em local incerto e não sabido; considerando tudo mais que dos autos constam, acolho a bem lançada denúncia, para decretar como decretada tenho a sua prisão, com fulcro no art. 311 e 312 do Código de Processo Penal. Expeça-se Mandado de Prisão ao Senhor Delegado de Policia desta cidade, com as cautelas legais’ (fl. 32, grifei). Ora, da análise do excerto acima transcrito, observa-se que a segregação cautelar do paciente está devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam de maneira inconteste a necessidade da prisão para aplicação da lei penal, tendo em vista que o ora paciente fugiu do distrito da culpa, e esteve em local incerto e não sabido, sendo imperiosa a imposição da medida extrema”. 7. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, conclui-se ausente ilegalidade na decisão pela qual imposta a prisão cautelar. A constrição da liberdade do agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de a fuga do distrito da culpa ser motivo idôneo para a decretação da custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Agravo regimental em habeas corpus. Homicídio qualificado e ocultação de cadáver (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., incisos I e IV; e art. 211, caput). Processual Penal. Prisão preventiva (CPP, art. 312). Falta de fundamentação para justificar a medida extrema. Não ocorrência. Garantia da ordem pública. Fuga do distrito da culpa. Ameaça a testemunhas. Custódia preventiva devidamente fundamentada. Regimental não provido” (HC n. 159.583-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 17.10.2018). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E PORTE DE ARMA DE FOGO. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. (…) 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a fuga do distrito de culpa constitui fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Caso em que o paciente foi surpreendido com substância entorpecente, com arma de fogo subtraída da Polícia Militar, sendo certo que tentou se evadir diante da ordem dada pela autoridade policial. 3. Agravo regimental desprovido” (HC n. 152.599-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.4.2018). “HABEAS CORPUS. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PRATICADA EM RAZÃO DE OFÍCIO, EMPREGO OU PROFISSÃO (ART. 168, § 1..., INCISO III, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. ASSEGURAR A 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, conclui-se ausente ilegalidade na decisão pela qual imposta a prisão cautelar. A constrição da liberdade do agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de a fuga do distrito da culpa ser motivo idôneo para a decretação da custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: “Agravo regimental em habeas corpus. Homicídio qualificado e ocultação de cadáver (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., incisos I e IV; e art. 211, caput). Processual Penal. Prisão preventiva (CPP, art. 312). Falta de fundamentação para justificar a medida extrema. Não ocorrência. Garantia da ordem pública. Fuga do distrito da culpa. Ameaça a testemunhas. Custódia preventiva devidamente fundamentada. Regimental não provido” (HC n. 159.583-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 17.10.2018). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E PORTE DE ARMA DE FOGO. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. (…) 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a fuga do distrito de culpa constitui fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Caso em que o paciente foi surpreendido com substância entorpecente, com arma de fogo subtraída da Polícia Militar, sendo certo que tentou se evadir diante da ordem dada pela autoridade policial. 3. Agravo regimental desprovido” (HC n. 152.599-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.4.2018). “HABEAS CORPUS. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PRATICADA EM RAZÃO DE OFÍCIO, EMPREGO OU PROFISSÃO (ART. 168, § 1..., INCISO III, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE MOTIVADA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. ASSEGURAR A 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL APLICAÇÃO DA LEI PENAL. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para (a) resguardar a ordem pública, ante a reiteração de condutas delitivas; e (b) para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em vista o registro de fuga do distrito da culpa. 2. Habeas corpus denegado” (HC n. 137.662, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 14.11.2017). “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES DA SEGUNDA TURMA. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PRISÃO PREVENTIVA. MODUS OPERANDI. EXTENSO ROL DE REGISTROS CRIMINAIS NÃO TRANSITADOS EM JULGADO. PERICULOSIDADE DO AGENTE E RISCO DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. RISCO À APLICAÇÃO DA LEI PENAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. 1. A Segunda Turma desta Suprema Corte admite a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário constitucional. Precedentes. 2. O especial modo de execução do crime, mediante disparos de arma de fogo em via pública que teriam resultado na paraplegia da vítima, a desvelar a gravidade concreta da infração, legitimam a prisão processual. Na mesma linha, o registro de anotações penais em desfavor do paciente, ainda que despidos de trânsito em julgado, podem, em tese, reforçar a periculosidade do agente e o risco de reiteração delituosa. 3. A fuga do agente do distrito da culpa, que, segundo o Juiz da causa, teria permanecido evadido por cerca de 10 anos, é circunstância apta a sinalizar fundado risco à aplicação da lei penal. 4. Ordem denegada” (HC n. 141.152, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 2.6.2017). 8. Este Supremo Tribunal concluiu que “o reconhecimento da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL APLICAÇÃO DA LEI PENAL. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para (a) resguardar a ordem pública, ante a reiteração de condutas delitivas; e (b) para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em vista o registro de fuga do distrito da culpa. 2. Habeas corpus denegado” (HC n. 137.662, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe 14.11.2017). “HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES DA SEGUNDA TURMA. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. PRISÃO PREVENTIVA. MODUS OPERANDI. EXTENSO ROL DE REGISTROS CRIMINAIS NÃO TRANSITADOS EM JULGADO. PERICULOSIDADE DO AGENTE E RISCO DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. RISCO À APLICAÇÃO DA LEI PENAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DENEGADA. 1. A Segunda Turma desta Suprema Corte admite a impetração de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário constitucional. Precedentes. 2. O especial modo de execução do crime, mediante disparos de arma de fogo em via pública que teriam resultado na paraplegia da vítima, a desvelar a gravidade concreta da infração, legitimam a prisão processual. Na mesma linha, o registro de anotações penais em desfavor do paciente, ainda que despidos de trânsito em julgado, podem, em tese, reforçar a periculosidade do agente e o risco de reiteração delituosa. 3. A fuga do agente do distrito da culpa, que, segundo o Juiz da causa, teria permanecido evadido por cerca de 10 anos, é circunstância apta a sinalizar fundado risco à aplicação da lei penal. 4. Ordem denegada” (HC n. 141.152, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 2.6.2017). 8. Este Supremo Tribunal concluiu que “o reconhecimento da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL inobservância da duração razoável do processo não se traduz mediante análise aritmética dos prazos, mas deve ser compreendida à luz da complexidade da marcha processual” (HC n. 130.441-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 28.6.2016). Na espécie, o juízo de origem informou ao Superior Tribunal de Justiça: “Inicialmente, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia em desfavor de Moisés Gomes Ferreira, buscando apurar a responsabilidade criminal pela suposta prática do delito tipificado no artigo 121, § 2..., I, do Código Penal. Decisão de fl. 25, acolhendo o pedido ministerial e decretando a prisão preventiva do acusado. Certidão de fl. 36, atestando que o réu não foi citado porque, segundo sua esposa, estava foragido. Termo de audiência de fl. 37, atestando a não ocorrência do interrogatório do réu, em razão deste estar em local incerto e não sabido. Nesta mesma oportunidade foi designada nova audiência e determinado a intimação do réu por edital. Termo de audiência de fls. 40⁄41, dando conta de que mais uma vez não foi realizado o interrogatório do réu em razão deste estar em local incerto e não sabido. Nesta oportunidade requereu o Ministério Público a suspensão do processo, com fulcro no art. 366 do CPP, bem como a antecipação da oitiva das testemunhas arroladas na denúncia, o que foi deferido. Termo de audiência de fls. 44⁄47, atestando a ocorrência da oitiva das testemunhas. Despacho de fl. 48, determinando a renovação semestral do mandado de prisão. Manifestação do Ministério Público, à fl. 69, requerendo seja mantido o decreto de prisão preventiva, sob o argumento de que existem provas da materialidade do fato e indícios suficientes de autoria, bem como pelo risco de frustração da aplicação da lei penal. Decisão de fl. 17, deferindo o requerimento ministerial. Juntada de mandado às fls. 81⁄92, no qual se verifica que o acusado foi capturado em 07 de fevereiro de 2017. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL inobservância da duração razoável do processo não se traduz mediante análise aritmética dos prazos, mas deve ser compreendida à luz da complexidade da marcha processual” (HC n. 130.441-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 28.6.2016). Na espécie, o juízo de origem informou ao Superior Tribunal de Justiça: “Inicialmente, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia em desfavor de Moisés Gomes Ferreira, buscando apurar a responsabilidade criminal pela suposta prática do delito tipificado no artigo 121, § 2..., I, do Código Penal. Decisão de fl. 25, acolhendo o pedido ministerial e decretando a prisão preventiva do acusado. Certidão de fl. 36, atestando que o réu não foi citado porque, segundo sua esposa, estava foragido. Termo de audiência de fl. 37, atestando a não ocorrência do interrogatório do réu, em razão deste estar em local incerto e não sabido. Nesta mesma oportunidade foi designada nova audiência e determinado a intimação do réu por edital. Termo de audiência de fls. 40⁄41, dando conta de que mais uma vez não foi realizado o interrogatório do réu em razão deste estar em local incerto e não sabido. Nesta oportunidade requereu o Ministério Público a suspensão do processo, com fulcro no art. 366 do CPP, bem como a antecipação da oitiva das testemunhas arroladas na denúncia, o que foi deferido. Termo de audiência de fls. 44⁄47, atestando a ocorrência da oitiva das testemunhas. Despacho de fl. 48, determinando a renovação semestral do mandado de prisão. Manifestação do Ministério Público, à fl. 69, requerendo seja mantido o decreto de prisão preventiva, sob o argumento de que existem provas da materialidade do fato e indícios suficientes de autoria, bem como pelo risco de frustração da aplicação da lei penal. Decisão de fl. 17, deferindo o requerimento ministerial. Juntada de mandado às fls. 81⁄92, no qual se verifica que o acusado foi capturado em 07 de fevereiro de 2017. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL Pedido de liberdade provisória de fls. 106⁄114. Decisão proferida em 01 de junho de 2017 (fls. 115⁄116), recebendo a denúncia, determinando a citação do réu, bem com a retirada da suspensão face a captura do réu e, ainda, vista dos autos ao Ministério Público para manifestar-se sobre o pedido de liberdade provisória de fls. 106⁄114. Relatado o processo, cumpre-me esclarecer, que muito embora após a captura do réu este juízo tenha proferido decisão recebendo denúncia, esta magistrada apenas tomou conhecimento da captura do paciente quando a Defensoria Pública impetrou Habeas Corpus em seu favor e o pedido de informações foi juntado aos autos em 10 de abril de 2018, isto porque, até então os autos permaneciam suspensos. Prestadas as informações do Habeas Corpus n 0801213- 50.2018.8.02.0000, a Secretaria deste juízo deu cumprimento aos expedientes pendentes, quais sejam, alterar a situação do processo de ‘suspenso’ para ‘em andamento’, incluir a tarja no processo referente a réu preso, abrir vista dos autos ao Ministério Público e expedir carta precatória para citação pessoal do réu. Informo, por fim, que este juízo entrou cm contato com o juízo deprecado cm 08 de janeiro de 2019, o qual informou que a carta precatória ainda não havia sido cadastrada. Certo de que foram estas as informações que me cumpre a prestar no momento, apresento a Vossa Excelência protesto de distinto apreço e elevada consideração, colocando-me à disposição deste Relator e de seus pares para quaisquer outros esclarecimentos” (grifos nossos). 9. As informações prestadas ao Superior Tribunal de Justiça dão conta de que a captura do agravante em 7.2.2017 só teria sido constatada pelo juízo de origem em 10.4.2018, quando o Tribunal de Justiça de Alagoas requisitou informações para instruir o habeas corpus lá impetrado. Apesar de a denúncia ter sido recebida em 1....6.2017, com determinação de citação do agravante, a carta precatória para esse fim foi expedida apenas em 25.10.2018, efetivando-se a citação em 14.2.2019. No entanto, considerando-se que o agravante permaneceu foragido por mais 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL Pedido de liberdade provisória de fls. 106⁄114. Decisão proferida em 01 de junho de 2017 (fls. 115⁄116), recebendo a denúncia, determinando a citação do réu, bem com a retirada da suspensão face a captura do réu e, ainda, vista dos autos ao Ministério Público para manifestar-se sobre o pedido de liberdade provisória de fls. 106⁄114. Relatado o processo, cumpre-me esclarecer, que muito embora após a captura do réu este juízo tenha proferido decisão recebendo denúncia, esta magistrada apenas tomou conhecimento da captura do paciente quando a Defensoria Pública impetrou Habeas Corpus em seu favor e o pedido de informações foi juntado aos autos em 10 de abril de 2018, isto porque, até então os autos permaneciam suspensos. Prestadas as informações do Habeas Corpus n 0801213- 50.2018.8.02.0000, a Secretaria deste juízo deu cumprimento aos expedientes pendentes, quais sejam, alterar a situação do processo de ‘suspenso’ para ‘em andamento’, incluir a tarja no processo referente a réu preso, abrir vista dos autos ao Ministério Público e expedir carta precatória para citação pessoal do réu. Informo, por fim, que este juízo entrou cm contato com o juízo deprecado cm 08 de janeiro de 2019, o qual informou que a carta precatória ainda não havia sido cadastrada. Certo de que foram estas as informações que me cumpre a prestar no momento, apresento a Vossa Excelência protesto de distinto apreço e elevada consideração, colocando-me à disposição deste Relator e de seus pares para quaisquer outros esclarecimentos” (grifos nossos). 9. As informações prestadas ao Superior Tribunal de Justiça dão conta de que a captura do agravante em 7.2.2017 só teria sido constatada pelo juízo de origem em 10.4.2018, quando o Tribunal de Justiça de Alagoas requisitou informações para instruir o habeas corpus lá impetrado. Apesar de a denúncia ter sido recebida em 1....6.2017, com determinação de citação do agravante, a carta precatória para esse fim foi expedida apenas em 25.10.2018, efetivando-se a citação em 14.2.2019. No entanto, considerando-se que o agravante permaneceu foragido por mais 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL de quinze anos, não se pode imputar a demora na formação da culpa apenas ao Poder Judiciário. O tempo em que o agravante permaneceu foragido fundamentou a necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal. A demora anormal na marcha processual a partir da captura do agravante não configura, nesse momento, fundamento suficiente para a revogação da custódia cautelar, devendo ser rápida e prioritariamente suprida a demora. Em casos como o presente, este Supremo Tribunal tem optado por denegar a ordem, com recomendação de celeridade ao juízo de origem. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Roubo majorado por concurso de pessoas. Corrupção de menores. 3. Prisão preventiva. Alegação de ilegalidade na manutenção da prisão cautelar. Demonstrada a necessidade da prisão para garantia da ordem pública. 4. Não ocorrência de excesso de prazo na conclusão da instrução. Agravante fugiu e foi posteriormente recapturado. 5. Recomendação de celeridade no julgamento da ação no Tribunal de Justiça da Bahia. 6. Agravo Regimental a que se nega provimento” (HC n. 149.254- AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.9.2018). “Processual penal. Habeas Corpus substitutivo de agravo regimental. Homicídio qualificado. Prisão preventiva. Inadequação da via eleita. Recomendação ao juízo de origem. 1. Não se admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental. 2. Inocorrência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na prisão processual do paciente. Paciente pronunciado por homicídio qualificado praticado mediante emprego de arma de fogo. 3. As peculiaridades do caso concreto evidenciam que parte da demora para o julgamento do paciente se deve a recursos interpostos pela própria defesa. De modo que não é possível acolher a tese de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL de quinze anos, não se pode imputar a demora na formação da culpa apenas ao Poder Judiciário. O tempo em que o agravante permaneceu foragido fundamentou a necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal. A demora anormal na marcha processual a partir da captura do agravante não configura, nesse momento, fundamento suficiente para a revogação da custódia cautelar, devendo ser rápida e prioritariamente suprida a demora. Em casos como o presente, este Supremo Tribunal tem optado por denegar a ordem, com recomendação de celeridade ao juízo de origem. Assim, por exemplo: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Roubo majorado por concurso de pessoas. Corrupção de menores. 3. Prisão preventiva. Alegação de ilegalidade na manutenção da prisão cautelar. Demonstrada a necessidade da prisão para garantia da ordem pública. 4. Não ocorrência de excesso de prazo na conclusão da instrução. Agravante fugiu e foi posteriormente recapturado. 5. Recomendação de celeridade no julgamento da ação no Tribunal de Justiça da Bahia. 6. Agravo Regimental a que se nega provimento” (HC n. 149.254- AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.9.2018). “Processual penal. Habeas Corpus substitutivo de agravo regimental. Homicídio qualificado. Prisão preventiva. Inadequação da via eleita. Recomendação ao juízo de origem. 1. Não se admite a impetração de habeas corpus em substituição ao agravo regimental. 2. Inocorrência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na prisão processual do paciente. Paciente pronunciado por homicídio qualificado praticado mediante emprego de arma de fogo. 3. As peculiaridades do caso concreto evidenciam que parte da demora para o julgamento do paciente se deve a recursos interpostos pela própria defesa. De modo que não é possível acolher a tese de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 168861 AGR / AL desídia por parte do Poder Judiciário ou de injustificado prolongamento da causa. 4. Habeas corpus não conhecido, revogada a liminar, com recomendação ao Juízo da origem para que proceda à realização do Júri em prazo razoável” (HC n. 120.232, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 1....12.2017). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE TRÁFICO DE DROGAS E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. APREENSÃO DE 82 KG (OITENTA E DOIS QUILOS) DE COCAÍNA. ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. 1. A custódia cautelar, enquanto medida excepcional, exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade, sob pena de representar mera antecipação da reprimenda a ser cumprida quando da condenação. 2. A pertinência do paciente a grupo criminoso voltado para o tráfico de entorpecentes, a expressiva quantidade e natureza da droga apreendida – 82 kg de cocaína acondicionados em 76 (setenta e seis) tijolos prensados -, e as circunstâncias concretas da prática dos delitos justificam a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, à luz do art. 312 do CPP. Precedentes. 3. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. 4. Ordem denegada, com recomendação de celeridade ao juízo de origem no encerramento da instrução criminal” (HC n. 135.741, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 18.12.2017). 10. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Supremo Tribunal Federal HC 168861 AGR / AL desídia por parte do Poder Judiciário ou de injustificado prolongamento da causa. 4. Habeas corpus não conhecido, revogada a liminar, com recomendação ao Juízo da origem para que proceda à realização do Júri em prazo razoável” (HC n. 120.232, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 1....12.2017). “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE TRÁFICO DE DROGAS E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. APREENSÃO DE 82 KG (OITENTA E DOIS QUILOS) DE COCAÍNA. ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. 1. A custódia cautelar, enquanto medida excepcional, exige demonstração inequívoca de sua necessidade, em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade, sob pena de representar mera antecipação da reprimenda a ser cumprida quando da condenação. 2. A pertinência do paciente a grupo criminoso voltado para o tráfico de entorpecentes, a expressiva quantidade e natureza da droga apreendida – 82 kg de cocaína acondicionados em 76 (setenta e seis) tijolos prensados -, e as circunstâncias concretas da prática dos delitos justificam a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, à luz do art. 312 do CPP. Precedentes. 3. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. 4. Ordem denegada, com recomendação de celeridade ao juízo de origem no encerramento da instrução criminal” (HC n. 135.741, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 18.12.2017). 10. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FE5-659A-ED3D-3A3D e senha D817-0A28-D42A-E1E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D4-297D-A53E-35C7 e senha 9EF4-E400-28EA-4C2B Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.861 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MOISÉS GOMES FERREIRA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 54D4-297D-A53E-35C7 e senha 9EF4-E400-28EA-4C2B Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 168 . 861", "HABEAS CORPUS 168 . 861", "HABEAS CORPUS 168 . 861", "Habeas Corpus n . 485 . 598 .", "HC 168861 AGR / AL", "HC 168861 AGR / AL", "HABEAS CORPUS 168 . 861", "HABEAS CORPUS 168 . 861", "HC 168861 AGR / AL", "HC 168861 AGR / AL", "HC 168861 AGR / AL", "Habeas Corpus n . 485 . 598", "HC 168861 AGR / AL", "Habeas Corpus n . 485 . 598", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 93 . 498⁄MS", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 93 . 498⁄MS", "HC 168861 AGR / AL", "HC 168861 AGR / AL", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 159 . 583 - AgR", "HC n . 152", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 159 . 583 - AgR", "HC n . 152 . 599 - AgR", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 137 . 662", "HC n . 141 . 152", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 137 . 662", "HC n . 141 . 152", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 130 . 441 - AgR", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 130 . 441 -", "HC 168861 AGR / AL", "Habeas Corpus n 0801213 - 50 . 2018 . 8 . 02 . 0000", "HC 168861 AGR / AL", "Habeas Corpus n 0801213 - 50 . 2018 . 8 . 02 . 0000", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 149 . 254 - AgR", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 149 . 254 - AgR", "HC 168861 AGR /", "HC n . 120 . 232", "HC n . 135 . 741", "HC 168861 AGR / AL", "HC n . 120 . 232", "HC n . 135 . 741", "HABEAS CORPUS 168 . 861", "HABEAS CORPUS 168 . 861" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 28 , § 3 . . . , da Lei 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 28 , § 3 . . . , da Lei 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . 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I do § 2 . . . do art . 121 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "lei n 8 . 072⁄90", "art . 311 e 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "lei n 8 . 072⁄90", "art . 311 e 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 121 , § 2 . . . , incisos I e IV ; e art . 211 , caput", "CPP , art . 312", "ART . 168 , § 1 . . . , INCISO III , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 121 , § 2 . . .", "CPP , art . 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Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de Alagoas", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de Alagoas", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Terceira Seção desta Corte", "Primeira Turma", "Pretório", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Terceira Seção desta", "Primeira Turma", "col", "Pretório Excelso", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Órgão do Ministério Público Estadual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Órgão do Ministério Público Estadual", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo 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"CÁRMEN LÚCIA", "MOISÉS GOMES FERREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Moisés Gomes Ferreira", "Moisés Gomes Ferreira", "Igor Diego Vilela Costa", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Moisés Gomes Ferreira", "Geová dos Santos", "CÁRMEN LÚCIA", "Moisés Gomes Ferreira", "Geová dos Santos", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "MOISÉS GOMES FERREIRA", "Celso de Mello", "MOISÉS GOMES FERREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Francisca Maria da Conceição", "Francisca Maria da Conceição", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "CÁRMEN LÚCIA", "Edson Fachin", "Moisés Gomes Ferreira", "Edson Fachin", "Moisés Gomes Ferreira", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "MOISÉS GOMES 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"2001", "30 de dezembro do ano de 2000", "9", ".", "10", ".", "2001", "7", ".", "2", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "3", ".", "2001", "30 de dezembro do ano de 2000", "9", ".", "10", ".", "2001", "7", ".", "2", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18⁄10⁄2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "18⁄10⁄2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "10", ".", "2018", "27", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "10", ".", "2018", "27", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "11", ".", "2017", "2", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "11", ".", "2017", "2", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2016", "07 de fevereiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2016", "07 de fevereiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "01 de junho de 2017", "10 de abril de 2018", "08 de janeiro de 2019", "7", ".", "2", ".", "2017", "10", ".", "4", ".", "2018", ".", ".", "6", ".", "2017", "25", ".", "10", ".", "2018", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "01 de junho de 2017", "10 de abril de 2018", "08 de janeiro de 2019", "7", ".", "2", ".", "2017", "10", ".", "4", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2017", "25", ".", "10", ".", "2018", "14", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "9", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "12", ".", "2017", "18", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "12", ".", "2017", "18", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", 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Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL DO FECHADO PARA O SEMIABERTO. AUSÊNCIA DE VAGA ESPECÍFICA. CUMPRIMENTO DA PENA EM LOCAL SEMELHANTE, COM GARANTIA DOS DIREITOS INERENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E61-B396-6A93-3ADA e senha 06B0-C10E-849D-63E8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de não se constatar qualquer constrangimento ilegal, ante a ausência de vaga em complexo penal compatível com o regime intermediário. Consta, em apertada síntese, que o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, no julgamento de agravo em execução interposto pelo Ministério Público, revogou a prisão domiciliar concedida ao recorrente e determinou o seu retorno à Penitenciária de Joinville, para cumprimento de pena em regime semiaberto. Inconformada com essa decisão da Corte de Justiça Catarinense, a defesa impetrou o referido Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de que o réu estaria cumprindo pena em estabelecimento prisional inadequado ao regime a que faz jus (semiaberto). A ordem foi denegada, conforme ementa a seguir transcrita: HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL DO FECHADO PARA O SEMIABERTO. AUSÊNCIA DE VAGA ESPECÍFICA. CUMPRIMENTO DA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de não se constatar qualquer constrangimento ilegal, ante a ausência de vaga em complexo penal compatível com o regime intermediário. Consta, em apertada síntese, que o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, no julgamento de agravo em execução interposto pelo Ministério Público, revogou a prisão domiciliar concedida ao recorrente e determinou o seu retorno à Penitenciária de Joinville, para cumprimento de pena em regime semiaberto. Inconformada com essa decisão da Corte de Justiça Catarinense, a defesa impetrou o referido Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de que o réu estaria cumprindo pena em estabelecimento prisional inadequado ao regime a que faz jus (semiaberto). A ordem foi denegada, conforme ementa a seguir transcrita: HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL DO FECHADO PARA O SEMIABERTO. AUSÊNCIA DE VAGA ESPECÍFICA. CUMPRIMENTO DA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RHC 169532 AGR / SC PENA EM LOCAL SEMELHANTE, COM GARANTIA DOS DIREITOS INERENTES. POSSIBILIDADE. ALTERAÇÃO DAS CONCLUSÕES DA CORTE DE ORIGEM SOBRE AS CONDIÇÕES DO RECOLHIMENTO. INCURSÃO NO ARCABOUÇO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO WRIT. ORDEM DENEGADA. 1. O entendimento adotado pelo Tribunal a quo está em consonância com a jurisprudência desta Corte, fixada no sentido de que, "na ausência de vaga em estabelecimento destinado ao cumprimento da pena em regime semiaberto, o resgate da reprimenda em local similar, garantidos os benefícios próprios do modo intermediário, não configura constrangimento ilegal, pois o apenado não se encontra sujeito a regime mais gravoso" (AgRg no HC 379.324/MG, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 09/03/2017, DJe 16/03/2017). 2. Alterar o entendimento adotado pelo Tribunal a quo, no tocante às conclusões firmadas acerca das condições atinentes ao recolhimento, demandaria, necessariamente, a análise de matéria fático-probatória, desiderato esse que desborda da via estreita do habeas corpus. 3. Ordem denegada. Em linhas gerais, o recorrente alegou que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça violou a Súmula Vinculante n. 56 e que a "Penitenciária Industrial de Joinville", local em que foi determinada a custódia do paciente, evidentemente não cumpre as exigências do regime semiaberto, conforme ressaltado pelo Juiz de Direito responsável pela sua execução penal, cuja decisão teria sido erroneamente reformada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Sustentou que, para o atendimento das exigências legais, não basta estar o preso em uma cela separada e ser assegurada a sua saída temporária, devendo existir trabalho comum durante o dia, em um ambiente sem clausura, nos termos do art. 35, do Código Penal, e do art. 92, da Lei de Execuções Penais. Pleiteou o deferimento do pedido liminar para que, até o julgamento definitivo do presente Recurso em habeas corpus, fosse 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Supremo Tribunal Federal RHC 169532 AGR / SC PENA EM LOCAL SEMELHANTE, COM GARANTIA DOS DIREITOS INERENTES. POSSIBILIDADE. ALTERAÇÃO DAS CONCLUSÕES DA CORTE DE ORIGEM SOBRE AS CONDIÇÕES DO RECOLHIMENTO. INCURSÃO NO ARCABOUÇO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO WRIT. ORDEM DENEGADA. 1. O entendimento adotado pelo Tribunal a quo está em consonância com a jurisprudência desta Corte, fixada no sentido de que, "na ausência de vaga em estabelecimento destinado ao cumprimento da pena em regime semiaberto, o resgate da reprimenda em local similar, garantidos os benefícios próprios do modo intermediário, não configura constrangimento ilegal, pois o apenado não se encontra sujeito a regime mais gravoso" (AgRg no HC 379.324/MG, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 09/03/2017, DJe 16/03/2017). 2. Alterar o entendimento adotado pelo Tribunal a quo, no tocante às conclusões firmadas acerca das condições atinentes ao recolhimento, demandaria, necessariamente, a análise de matéria fático-probatória, desiderato esse que desborda da via estreita do habeas corpus. 3. Ordem denegada. Em linhas gerais, o recorrente alegou que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça violou a Súmula Vinculante n. 56 e que a "Penitenciária Industrial de Joinville", local em que foi determinada a custódia do paciente, evidentemente não cumpre as exigências do regime semiaberto, conforme ressaltado pelo Juiz de Direito responsável pela sua execução penal, cuja decisão teria sido erroneamente reformada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Sustentou que, para o atendimento das exigências legais, não basta estar o preso em uma cela separada e ser assegurada a sua saída temporária, devendo existir trabalho comum durante o dia, em um ambiente sem clausura, nos termos do art. 35, do Código Penal, e do art. 92, da Lei de Execuções Penais. Pleiteou o deferimento do pedido liminar para que, até o julgamento definitivo do presente Recurso em habeas corpus, fosse 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 169532 AGR / SC garantido ao paciente o cumprimento da pena em regime aberto ou, na falta de vagas em regime aberto, em prisão domiciliar, até que se providencie vaga no regime adequado (semiaberto). No mérito, pugnou pelo restabelecimento da decisão de primeiro grau que concedeu ao paciente o regime domiciliar, até que surja vaga em estabelecimento adequado ao regime intermediário. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão agravada para que seja garantido ao agravante o cumprimento da sua reprimenda em estabelecimento adequado ao regime que lhe foi imposto. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Supremo Tribunal Federal RHC 169532 AGR / SC garantido ao paciente o cumprimento da pena em regime aberto ou, na falta de vagas em regime aberto, em prisão domiciliar, até que se providencie vaga no regime adequado (semiaberto). No mérito, pugnou pelo restabelecimento da decisão de primeiro grau que concedeu ao paciente o regime domiciliar, até que surja vaga em estabelecimento adequado ao regime intermediário. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão agravada para que seja garantido ao agravante o cumprimento da sua reprimenda em estabelecimento adequado ao regime que lhe foi imposto. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: Não prospera a irresignação recursal, mostrando-se incabível a concessão da medida liminar. Sobre as regras do regime prisional semiaberto, o art. 35, do Código Penal, dispõe: Art. 35 - [...] §1º - O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno, em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar. §2º- O trabalho externo é admissível, bem como a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes, de instrução de segundo grau ou superior. Nos termos da Súmula Vinculante 56 e do RE 641.320-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 1º/8/2016), a falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, sob pena de afronta aos princípios constitucionais da individualização da pena (art. 5º, XLVI) e da legalidade (art. 5º, XXXIX). No julgamento do referido RE 641.320-RG, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou os seguintes parâmetros para avaliação da adequação dos estabelecimentos prisionais ao regime semiaberto: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: Não prospera a irresignação recursal, mostrando-se incabível a concessão da medida liminar. Sobre as regras do regime prisional semiaberto, o art. 35, do Código Penal, dispõe: Art. 35 - [...] §1º - O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno, em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar. §2º- O trabalho externo é admissível, bem como a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes, de instrução de segundo grau ou superior. Nos termos da Súmula Vinculante 56 e do RE 641.320-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 1º/8/2016), a falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, sob pena de afronta aos princípios constitucionais da individualização da pena (art. 5º, XLVI) e da legalidade (art. 5º, XXXIX). No julgamento do referido RE 641.320-RG, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou os seguintes parâmetros para avaliação da adequação dos estabelecimentos prisionais ao regime semiaberto: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 169532 AGR / SC [...] 3. Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como “colônia agrícola, industrial” (regime semiaberto) ou “casa de albergado ou estabelecimento adequado” (regime aberto) (art. 33, §1º, alíneas “b” e “c”). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado. [...] Na espécie, o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina registrou que: AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL. SAÍDA ANTECIPADA. PRISÃO DOMICILIAR CONCEDIDA COM BASE NA SÚMULA VINCULANTE 56. INSURGÊNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. DECISÃO EQUIVOCADA. HIPÓTESES DO ARTIGO 117 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL NÃO ATENDIDAS. VEDAÇÃO DA CHAMADA PROGRESSÃO POR SALTO. PENITENCIÁRIA INDUSTRIAL DE JOINVILLE QUE SE ENQUADRA NO CONCEITO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL SIMILAR. DIREITOS INERENTES AO REGIME SEMIABERTO RESPEITADOS. ALA DESTINADA EXCLUSIVAMENTE AOS PRESOS DO REGIME INTERMEDIÁRIO. DECISÃO REFORMADA PARA QUE O APENADO RETORNE AO ESTABELECIMENTO PRISIONAL VISANDO DAR CONTINUIDADE AO CUMPRIMENTO DA PENA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. [...] O objeto recursal em questão já foi tema de vários recursos analisados por este Colendo Tribunal, sendo a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Supremo Tribunal Federal RHC 169532 AGR / SC [...] 3. Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como “colônia agrícola, industrial” (regime semiaberto) ou “casa de albergado ou estabelecimento adequado” (regime aberto) (art. 33, §1º, alíneas “b” e “c”). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado. [...] Na espécie, o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina registrou que: AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL. SAÍDA ANTECIPADA. PRISÃO DOMICILIAR CONCEDIDA COM BASE NA SÚMULA VINCULANTE 56. INSURGÊNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. DECISÃO EQUIVOCADA. HIPÓTESES DO ARTIGO 117 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL NÃO ATENDIDAS. VEDAÇÃO DA CHAMADA PROGRESSÃO POR SALTO. PENITENCIÁRIA INDUSTRIAL DE JOINVILLE QUE SE ENQUADRA NO CONCEITO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL SIMILAR. DIREITOS INERENTES AO REGIME SEMIABERTO RESPEITADOS. ALA DESTINADA EXCLUSIVAMENTE AOS PRESOS DO REGIME INTERMEDIÁRIO. DECISÃO REFORMADA PARA QUE O APENADO RETORNE AO ESTABELECIMENTO PRISIONAL VISANDO DAR CONTINUIDADE AO CUMPRIMENTO DA PENA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. [...] O objeto recursal em questão já foi tema de vários recursos analisados por este Colendo Tribunal, sendo a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 169532 AGR / SC grande maioria, oriundos da mesma unidade jurisdicional. Ciente disso, esta egrégia Corte fixou seu entendimento a favor do Ministério Público, como ilustram os muito bem lançados fundamentos do eminente Desembargador Paulo Roberto Sartorato, no Agravo em Execução Penal n. 0001085-68.2017.8.24.0038, julgado em 06.04.2017: [...] Frisa-se que o apenado, ora agravado, também cumpria sua reprimenda na Penitenciária Industrial de Joinville quando foi agraciado com a concessão de prisão domiciliar, mesmo estando preso em ala destinada exclusivamente ao presos do regime intermediário e tendo todos os direitos inerentes ao regime semiaberto garantidos. Além disso, não se vislumbra dos autos, qualquer tentativa por parte do magistrado de piso, de diligenciar junto ao DEAP para a transferência do detento para outro estabelecimento prisional, ou seja, não houve o esgotamento da via administrativa antes de proferida a decisão sobre a prisão domiciliar, a qual deveria ser a última alternativa. Em assim sendo, o pleito principal do recurso deve ser acolhido, para que seja revogada a prisão domiciliar deferida na origem, determinando-se o retorno do apenado ao estabelecimento prisional para o cumprimento da pena. [...] (TJSC, Agravo de Execução Penal n. 0002852- 10.2018.8.24.0038, Rel. Des. Cinthia Beatriz da S. Bittencourt Schaefer, Quinta Turma, j. 08/06/2018). Não se constata, portanto, manutenção do requerente em modalidade prisional mais gravosa, ante a ausência de vaga em complexo penal compatível com o regime intermediário. Conforme registrado pelo Tribunal de Justiça do Estado de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Supremo Tribunal Federal RHC 169532 AGR / SC grande maioria, oriundos da mesma unidade jurisdicional. Ciente disso, esta egrégia Corte fixou seu entendimento a favor do Ministério Público, como ilustram os muito bem lançados fundamentos do eminente Desembargador Paulo Roberto Sartorato, no Agravo em Execução Penal n. 0001085-68.2017.8.24.0038, julgado em 06.04.2017: [...] Frisa-se que o apenado, ora agravado, também cumpria sua reprimenda na Penitenciária Industrial de Joinville quando foi agraciado com a concessão de prisão domiciliar, mesmo estando preso em ala destinada exclusivamente ao presos do regime intermediário e tendo todos os direitos inerentes ao regime semiaberto garantidos. Além disso, não se vislumbra dos autos, qualquer tentativa por parte do magistrado de piso, de diligenciar junto ao DEAP para a transferência do detento para outro estabelecimento prisional, ou seja, não houve o esgotamento da via administrativa antes de proferida a decisão sobre a prisão domiciliar, a qual deveria ser a última alternativa. Em assim sendo, o pleito principal do recurso deve ser acolhido, para que seja revogada a prisão domiciliar deferida na origem, determinando-se o retorno do apenado ao estabelecimento prisional para o cumprimento da pena. [...] (TJSC, Agravo de Execução Penal n. 0002852- 10.2018.8.24.0038, Rel. Des. Cinthia Beatriz da S. Bittencourt Schaefer, Quinta Turma, j. 08/06/2018). Não se constata, portanto, manutenção do requerente em modalidade prisional mais gravosa, ante a ausência de vaga em complexo penal compatível com o regime intermediário. Conforme registrado pelo Tribunal de Justiça do Estado de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 169532 AGR / SC Santa Catarina, são oportunizados aos detentos que cumprem pena no indigitado estabelecimento prisional os direitos compatíveis com o regime prisional semiaberto. Ademais, investigar a real situação do recolhimento em questão demandaria análise de fatos e provas concernentes à causa, cuja revisão é incompatível com esta via processual (HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Por fim, consta dos autos a informação de que, após a decisão que concedeu a prisão domiciliar ao paciente (proferida em 09/02/2018), sobreveio decreto de sua regressão para o regime fechado (decisão datada de 28/03/2018), o que, a rigor, tornaria prejudicado o presente recurso. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Supremo Tribunal Federal RHC 169532 AGR / SC Santa Catarina, são oportunizados aos detentos que cumprem pena no indigitado estabelecimento prisional os direitos compatíveis com o regime prisional semiaberto. Ademais, investigar a real situação do recolhimento em questão demandaria análise de fatos e provas concernentes à causa, cuja revisão é incompatível com esta via processual (HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Por fim, consta dos autos a informação de que, após a decisão que concedeu a prisão domiciliar ao paciente (proferida em 09/02/2018), sobreveio decreto de sua regressão para o regime fechado (decisão datada de 28/03/2018), o que, a rigor, tornaria prejudicado o presente recurso. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E73E-6AB1-8CC2-23EF e senha 52E2-0209-2357-111B Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E73E-6AB1-8CC2-23EF e senha 52E2-0209-2357-111B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E85F-CF14-9DDE-A884 e senha F1AA-3896-066E-7422 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E85F-CF14-9DDE-A884 e senha F1AA-3896-066E-7422 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384606
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL DO FECHADO PARA O SEMIABERTO. AUSÊNCIA DE VAGA ESPECÍFICA. CUMPRIMENTO DA PENA EM LOCAL SEMELHANTE, COM GARANTIA DOS DIREITOS INERENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur407462
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA VINCULANTE 56/STF) RE 641320 RG. (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 134445 AgR (1ªT), HC 135748 (2ªT), HC 135956 (2ªT), HC 136622 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 03/10/2019, JSF.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
169532
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00039 INC-00046\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00035 PAR-00001 PAR-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUV-000056 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 169532 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL DO FECHADO PARA O SEMIABERTO. AUSÊNCIA DE VAGA ESPECÍFICA. CUMPRIMENTO DA PENA EM LOCAL SEMELHANTE, COM GARANTIA DOS DIREITOS INERENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E61-B396-6A93-3ADA e senha 06B0-C10E-849D-63E8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de não se constatar qualquer constrangimento ilegal, ante a ausência de vaga em complexo penal compatível com o regime intermediário. Consta, em apertada síntese, que o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, no julgamento de agravo em execução interposto pelo Ministério Público, revogou a prisão domiciliar concedida ao recorrente e determinou o seu retorno à Penitenciária de Joinville, para cumprimento de pena em regime semiaberto. Inconformada com essa decisão da Corte de Justiça Catarinense, a defesa impetrou o referido Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de que o réu estaria cumprindo pena em estabelecimento prisional inadequado ao regime a que faz jus (semiaberto). A ordem foi denegada, conforme ementa a seguir transcrita: HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL DO FECHADO PARA O SEMIABERTO. AUSÊNCIA DE VAGA ESPECÍFICA. CUMPRIMENTO DA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de não se constatar qualquer constrangimento ilegal, ante a ausência de vaga em complexo penal compatível com o regime intermediário. Consta, em apertada síntese, que o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, no julgamento de agravo em execução interposto pelo Ministério Público, revogou a prisão domiciliar concedida ao recorrente e determinou o seu retorno à Penitenciária de Joinville, para cumprimento de pena em regime semiaberto. Inconformada com essa decisão da Corte de Justiça Catarinense, a defesa impetrou o referido Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de que o réu estaria cumprindo pena em estabelecimento prisional inadequado ao regime a que faz jus (semiaberto). A ordem foi denegada, conforme ementa a seguir transcrita: HABEAS CORPUS. PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL DO FECHADO PARA O SEMIABERTO. AUSÊNCIA DE VAGA ESPECÍFICA. CUMPRIMENTO DA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RHC 169532 AGR / SC PENA EM LOCAL SEMELHANTE, COM GARANTIA DOS DIREITOS INERENTES. POSSIBILIDADE. ALTERAÇÃO DAS CONCLUSÕES DA CORTE DE ORIGEM SOBRE AS CONDIÇÕES DO RECOLHIMENTO. INCURSÃO NO ARCABOUÇO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO WRIT. ORDEM DENEGADA. 1. O entendimento adotado pelo Tribunal a quo está em consonância com a jurisprudência desta Corte, fixada no sentido de que, "na ausência de vaga em estabelecimento destinado ao cumprimento da pena em regime semiaberto, o resgate da reprimenda em local similar, garantidos os benefícios próprios do modo intermediário, não configura constrangimento ilegal, pois o apenado não se encontra sujeito a regime mais gravoso" (AgRg no HC 379.324/MG, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 09/03/2017, DJe 16/03/2017). 2. Alterar o entendimento adotado pelo Tribunal a quo, no tocante às conclusões firmadas acerca das condições atinentes ao recolhimento, demandaria, necessariamente, a análise de matéria fático-probatória, desiderato esse que desborda da via estreita do habeas corpus. 3. Ordem denegada. Em linhas gerais, o recorrente alegou que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça violou a Súmula Vinculante n. 56 e que a "Penitenciária Industrial de Joinville", local em que foi determinada a custódia do paciente, evidentemente não cumpre as exigências do regime semiaberto, conforme ressaltado pelo Juiz de Direito responsável pela sua execução penal, cuja decisão teria sido erroneamente reformada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Sustentou que, para o atendimento das exigências legais, não basta estar o preso em uma cela separada e ser assegurada a sua saída temporária, devendo existir trabalho comum durante o dia, em um ambiente sem clausura, nos termos do art. 35, do Código Penal, e do art. 92, da Lei de Execuções Penais. Pleiteou o deferimento do pedido liminar para que, até o julgamento definitivo do presente Recurso em habeas corpus, fosse 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Supremo Tribunal Federal RHC 169532 AGR / SC PENA EM LOCAL SEMELHANTE, COM GARANTIA DOS DIREITOS INERENTES. POSSIBILIDADE. ALTERAÇÃO DAS CONCLUSÕES DA CORTE DE ORIGEM SOBRE AS CONDIÇÕES DO RECOLHIMENTO. INCURSÃO NO ARCABOUÇO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE NA VIA ESTREITA DO WRIT. ORDEM DENEGADA. 1. O entendimento adotado pelo Tribunal a quo está em consonância com a jurisprudência desta Corte, fixada no sentido de que, "na ausência de vaga em estabelecimento destinado ao cumprimento da pena em regime semiaberto, o resgate da reprimenda em local similar, garantidos os benefícios próprios do modo intermediário, não configura constrangimento ilegal, pois o apenado não se encontra sujeito a regime mais gravoso" (AgRg no HC 379.324/MG, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 09/03/2017, DJe 16/03/2017). 2. Alterar o entendimento adotado pelo Tribunal a quo, no tocante às conclusões firmadas acerca das condições atinentes ao recolhimento, demandaria, necessariamente, a análise de matéria fático-probatória, desiderato esse que desborda da via estreita do habeas corpus. 3. Ordem denegada. Em linhas gerais, o recorrente alegou que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça violou a Súmula Vinculante n. 56 e que a "Penitenciária Industrial de Joinville", local em que foi determinada a custódia do paciente, evidentemente não cumpre as exigências do regime semiaberto, conforme ressaltado pelo Juiz de Direito responsável pela sua execução penal, cuja decisão teria sido erroneamente reformada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina. Sustentou que, para o atendimento das exigências legais, não basta estar o preso em uma cela separada e ser assegurada a sua saída temporária, devendo existir trabalho comum durante o dia, em um ambiente sem clausura, nos termos do art. 35, do Código Penal, e do art. 92, da Lei de Execuções Penais. Pleiteou o deferimento do pedido liminar para que, até o julgamento definitivo do presente Recurso em habeas corpus, fosse 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 169532 AGR / SC garantido ao paciente o cumprimento da pena em regime aberto ou, na falta de vagas em regime aberto, em prisão domiciliar, até que se providencie vaga no regime adequado (semiaberto). No mérito, pugnou pelo restabelecimento da decisão de primeiro grau que concedeu ao paciente o regime domiciliar, até que surja vaga em estabelecimento adequado ao regime intermediário. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão agravada para que seja garantido ao agravante o cumprimento da sua reprimenda em estabelecimento adequado ao regime que lhe foi imposto. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Supremo Tribunal Federal RHC 169532 AGR / SC garantido ao paciente o cumprimento da pena em regime aberto ou, na falta de vagas em regime aberto, em prisão domiciliar, até que se providencie vaga no regime adequado (semiaberto). No mérito, pugnou pelo restabelecimento da decisão de primeiro grau que concedeu ao paciente o regime domiciliar, até que surja vaga em estabelecimento adequado ao regime intermediário. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão agravada para que seja garantido ao agravante o cumprimento da sua reprimenda em estabelecimento adequado ao regime que lhe foi imposto. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01A1-A2FC-2D8C-5CD5 e senha 23A9-6CD1-8B47-BBC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: Não prospera a irresignação recursal, mostrando-se incabível a concessão da medida liminar. Sobre as regras do regime prisional semiaberto, o art. 35, do Código Penal, dispõe: Art. 35 - [...] §1... - O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno, em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar. §2...- O trabalho externo é admissível, bem como a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes, de instrução de segundo grau ou superior. Nos termos da Súmula Vinculante 56 e do Recurso Extraordinário 641.320-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 1.../8/2016), a falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, sob pena de afronta aos princípios constitucionais da individualização da pena (art. 5..., XLVI) e da legalidade (art. 5..., XXXIX). No julgamento do referido Recurso Extraordinário 641.320-RG, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou os seguintes parâmetros para avaliação da adequação dos estabelecimentos prisionais ao regime semiaberto: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: Não prospera a irresignação recursal, mostrando-se incabível a concessão da medida liminar. Sobre as regras do regime prisional semiaberto, o art. 35, do Código Penal, dispõe: Art. 35 - [...] §1... - O condenado fica sujeito a trabalho em comum durante o período diurno, em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar. §2...- O trabalho externo é admissível, bem como a freqüência a cursos supletivos profissionalizantes, de instrução de segundo grau ou superior. Nos termos da Súmula Vinculante 56 e do Recurso Extraordinário 641.320-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, DJe de 1.../8/2016), a falta de estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime prisional mais gravoso, sob pena de afronta aos princípios constitucionais da individualização da pena (art. 5..., XLVI) e da legalidade (art. 5..., XXXIX). No julgamento do referido Recurso Extraordinário 641.320-RG, o Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou os seguintes parâmetros para avaliação da adequação dos estabelecimentos prisionais ao regime semiaberto: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 169532 AGR / SC [...] 3. Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como “colônia agrícola, industrial” (regime semiaberto) ou “casa de albergado ou estabelecimento adequado” (regime aberto) (art. 33, §1..., alíneas “b” e “c”). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado. [...] Na espécie, o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina registrou que: AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL. SAÍDA ANTECIPADA. PRISÃO DOMICILIAR CONCEDIDA COM BASE NA SÚMULA VINCULANTE 56. INSURGÊNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. DECISÃO EQUIVOCADA. HIPÓTESES DO ARTIGO 117 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL NÃO ATENDIDAS. VEDAÇÃO DA CHAMADA PROGRESSÃO POR SALTO. PENITENCIÁRIA INDUSTRIAL DE JOINVILLE QUE SE ENQUADRA NO CONCEITO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL SIMILAR. DIREITOS INERENTES AO REGIME SEMIABERTO RESPEITADOS. ALA DESTINADA EXCLUSIVAMENTE AOS PRESOS DO REGIME INTERMEDIÁRIO. DECISÃO REFORMADA PARA QUE O APENADO RETORNE AO ESTABELECIMENTO PRISIONAL VISANDO DAR CONTINUIDADE AO CUMPRIMENTO DA PENA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. [...] O objeto recursal em questão já foi tema de vários recursos analisados por este Colendo Tribunal, sendo a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Supremo Tribunal Federal RHC 169532 AGR / SC [...] 3. Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como “colônia agrícola, industrial” (regime semiaberto) ou “casa de albergado ou estabelecimento adequado” (regime aberto) (art. 33, §1..., alíneas “b” e “c”). No entanto, não deverá haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado. [...] Na espécie, o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina registrou que: AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL. SAÍDA ANTECIPADA. PRISÃO DOMICILIAR CONCEDIDA COM BASE NA SÚMULA VINCULANTE 56. INSURGÊNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. DECISÃO EQUIVOCADA. HIPÓTESES DO ARTIGO 117 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL NÃO ATENDIDAS. VEDAÇÃO DA CHAMADA PROGRESSÃO POR SALTO. PENITENCIÁRIA INDUSTRIAL DE JOINVILLE QUE SE ENQUADRA NO CONCEITO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL SIMILAR. DIREITOS INERENTES AO REGIME SEMIABERTO RESPEITADOS. ALA DESTINADA EXCLUSIVAMENTE AOS PRESOS DO REGIME INTERMEDIÁRIO. DECISÃO REFORMADA PARA QUE O APENADO RETORNE AO ESTABELECIMENTO PRISIONAL VISANDO DAR CONTINUIDADE AO CUMPRIMENTO DA PENA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. [...] O objeto recursal em questão já foi tema de vários recursos analisados por este Colendo Tribunal, sendo a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 169532 AGR / SC grande maioria, oriundos da mesma unidade jurisdicional. Ciente disso, esta egrégia Corte fixou seu entendimento a favor do Ministério Público, como ilustram os muito bem lançados fundamentos do eminente Desembargador Paulo Roberto Sartorato, no Agravo em Execução Penal n. 0001085-68.2017.8.24.0038, julgado em 06.04.2017: [...] Frisa-se que o apenado, ora agravado, também cumpria sua reprimenda na Penitenciária Industrial de Joinville quando foi agraciado com a concessão de prisão domiciliar, mesmo estando preso em ala destinada exclusivamente ao presos do regime intermediário e tendo todos os direitos inerentes ao regime semiaberto garantidos. Além disso, não se vislumbra dos autos, qualquer tentativa por parte do magistrado de piso, de diligenciar junto ao DEAP para a transferência do detento para outro estabelecimento prisional, ou seja, não houve o esgotamento da via administrativa antes de proferida a decisão sobre a prisão domiciliar, a qual deveria ser a última alternativa. Em assim sendo, o pleito principal do recurso deve ser acolhido, para que seja revogada a prisão domiciliar deferida na origem, determinando-se o retorno do apenado ao estabelecimento prisional para o cumprimento da pena. [...] (TJSC, Agravo de Execução Penal n. 0002852- 10.2018.8.24.0038, Rel. Des. Cinthia Beatriz da S. Bittencourt Schaefer, Quinta Turma, j. 08/06/2018). Não se constata, portanto, manutenção do requerente em modalidade prisional mais gravosa, ante a ausência de vaga em complexo penal compatível com o regime intermediário. Conforme registrado pelo Tribunal de Justiça do Estado de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Supremo Tribunal Federal RHC 169532 AGR / SC grande maioria, oriundos da mesma unidade jurisdicional. Ciente disso, esta egrégia Corte fixou seu entendimento a favor do Ministério Público, como ilustram os muito bem lançados fundamentos do eminente Desembargador Paulo Roberto Sartorato, no Agravo em Execução Penal n. 0001085-68.2017.8.24.0038, julgado em 06.04.2017: [...] Frisa-se que o apenado, ora agravado, também cumpria sua reprimenda na Penitenciária Industrial de Joinville quando foi agraciado com a concessão de prisão domiciliar, mesmo estando preso em ala destinada exclusivamente ao presos do regime intermediário e tendo todos os direitos inerentes ao regime semiaberto garantidos. Além disso, não se vislumbra dos autos, qualquer tentativa por parte do magistrado de piso, de diligenciar junto ao DEAP para a transferência do detento para outro estabelecimento prisional, ou seja, não houve o esgotamento da via administrativa antes de proferida a decisão sobre a prisão domiciliar, a qual deveria ser a última alternativa. Em assim sendo, o pleito principal do recurso deve ser acolhido, para que seja revogada a prisão domiciliar deferida na origem, determinando-se o retorno do apenado ao estabelecimento prisional para o cumprimento da pena. [...] (TJSC, Agravo de Execução Penal n. 0002852- 10.2018.8.24.0038, Rel. Des. Cinthia Beatriz da S. Bittencourt Schaefer, Quinta Turma, j. 08/06/2018). Não se constata, portanto, manutenção do requerente em modalidade prisional mais gravosa, ante a ausência de vaga em complexo penal compatível com o regime intermediário. Conforme registrado pelo Tribunal de Justiça do Estado de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 169532 AGR / SC Santa Catarina, são oportunizados aos detentos que cumprem pena no indigitado estabelecimento prisional os direitos compatíveis com o regime prisional semiaberto. Ademais, investigar a real situação do recolhimento em questão demandaria análise de fatos e provas concernentes à causa, cuja revisão é incompatível com esta via processual (HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Por fim, consta dos autos a informação de que, após a decisão que concedeu a prisão domiciliar ao paciente (proferida em 09/02/2018), sobreveio decreto de sua regressão para o regime fechado (decisão datada de 28/03/2018), o que, a rigor, tornaria prejudicado o presente recurso. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Supremo Tribunal Federal RHC 169532 AGR / SC Santa Catarina, são oportunizados aos detentos que cumprem pena no indigitado estabelecimento prisional os direitos compatíveis com o regime prisional semiaberto. Ademais, investigar a real situação do recolhimento em questão demandaria análise de fatos e provas concernentes à causa, cuja revisão é incompatível com esta via processual (HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 28/11/2016; HC 134.445-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 27/9/2016). Por fim, consta dos autos a informação de que, após a decisão que concedeu a prisão domiciliar ao paciente (proferida em 09/02/2018), sobreveio decreto de sua regressão para o regime fechado (decisão datada de 28/03/2018), o que, a rigor, tornaria prejudicado o presente recurso. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 86C2-0259-F650-A78D e senha C9C6-A196-601A-6460 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E73E-6AB1-8CC2-23EF e senha 52E2-0209-2357-111B Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E73E-6AB1-8CC2-23EF e senha 52E2-0209-2357-111B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E85F-CF14-9DDE-A884 e senha F1AA-3896-066E-7422 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.532 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : JEAN FERNANDES DE ANDRADE PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E85F-CF14-9DDE-A884 e senha F1AA-3896-066E-7422 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169 . 532", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169 . 532", "AgRg no HC 379 . 324 / MG", "Súmula Vinculante n . 56", "AgRg no HC 379 . 324 / MG", "Súmula Vinculante n . 56", "RHC 169532 AGR / SC", "RHC 169532", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169 . 532", "Súmula Vinculante 56", "Recurso Extraordinário 641 . 320 - RG", "Recurso Extraordinário 641 . 320 - RG", "HABEAS CORPUS 169 . 532", "Súmula Vinculante 56", "Recurso Extraordinário 641 . 320 - RG", "Recurso Extraordinário 641 . 320 - RG", "SÚMULA VINCULANTE 56", "RHC 169532", "Agravo em Execução Penal n . 0001085 - 68 . 2017 . 8 . 24 . 0038", "Agravo de Execução Penal n . 0002852 - 10 . 2018 . 8 . 24 . 0038", "Agravo em Execução Penal n . 0001085 - 68 . 2017 . 8 . 24 . 0038", "Agravo de Execução Penal n . 0002852 - 10 . 2018 . 8 . 24 . 0038", "HC 136 . 622 - AgR", "HC 135 . 748", "HC 135 . 956", "HC 134 . 445 - AgR", "RHC 169532", "HC 136 . 622 - AgR", "HC 135 . 748", "HC 135 . 956", "HC 134 . 445 - AgR", "HABEAS" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , do Código Penal", "art . 92 , da Lei de Execuções Penais", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , do Código Penal", "art . 92 , da Lei de Execuções Penais", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "ARTIGO 117 DA LEI DE", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 117 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Penitenciária de Joinville", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Penitenciária de Joinville", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Santa Catarina", "Santa Catarina", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Ministério Público", "Corte de Justiça Catarinense", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Ministério Público", "Corte de Justiça Catarinense", "Superior Tribunal de Justiça", "/", "SEXTA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "RHC", "SEXTA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Penitenciária Industrial de Joinville", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Plenário do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "de Justiça do Estado de Santa Catarina", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Ministério Público", "Penitenciária", "DEAP", "TJSC", "Quinta Turma", "Tribunal de Justiça do Estado de 3", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "DEAP", "TJSC", "Quinta Turma", "Tribunal de Justiça do Estado de 3", "SC", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "JEAN FERNANDES DE ANDRADE", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JEAN FERNANDES DE ANDRADE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JEAN FERNANDES DE ANDRADE", "ALEXANDRE DE MORAES", "NEFI CORDEIRO", "NEFI CORDEIRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES RHC", "Paulo Roberto Sartorato", "Cinthia Beatriz da S . Bittencourt Schaefer", "Paulo Roberto Sartorato", "Cinthia Beatriz da S . Bittencourt Schaefer", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON FACHIN", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "JEAN FERNANDES DE ANDRADE", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JEAN FERNANDES DE ANDRADE", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JEAN FERNANDES DE ANDRADE", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "JEAN FERNANDES DE ANDRADE", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "03", "/", "2017", "16", "/", "03", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "03", "/", "2017", "16", "/", "03", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "04", ".", "2017", "08", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "04", ".", "2017", "08", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "2", "/", "2017", "13", "/", "2", "/", "2017", "28", "/", "11", "/", "2016", "27", "/", "9", "/", "2016", "09", "/", "02", "/", "2018", "28", "/", "03", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "2", "/", "2017", "13", "/", "2", "/", "2017", "28", "/", "11", "/", "2016", "27", "/", "9", "/", "2016", "09", "/", "02", "/", "2018", "28", "/", "03", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Contribuição previdenciária. Alcance da expressão folha de salários. Incidência sobre ganhos habituais do empregado. RE-RG 565.160 (tema 20). 4. Adicional de difícil acesso. Natureza da verba. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Negado provimento ao agravo regimental. Verba honorária majorada em 10%. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários advocatícios e aplicar a multa prevista no art. 85, § 11º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B89-E671-5FC7-E88F e senha 0B77-2CA7-9B73-C799 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Decido. Verifico que o recurso não merece prosperar. Destaco que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o tema 20 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o RE- RG 565.160, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23.08.2017, entendeu que as contribuições previdenciárias incidem sobre as verbas remuneratórias, mesmo aquelas habituais. Destaco a ementa do julgado: ‘CONTRIBUIÇÃO SEGURIDADE SOCIAL EMPREGADOR. A contribuição social a cargo do empregador incide sobre ganhos habituais do empregado, a qualquer título, quer anteriores, quer posteriores à Emenda Constitucional nº 20/1998 inteligência dos artigos 195, inciso I, e 201, § 11, da Constituição Federal.” (RE 565160, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Decido. Verifico que o recurso não merece prosperar. Destaco que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o tema 20 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o RE- RG 565.160, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23.08.2017, entendeu que as contribuições previdenciárias incidem sobre as verbas remuneratórias, mesmo aquelas habituais. Destaco a ementa do julgado: ‘CONTRIBUIÇÃO SEGURIDADE SOCIAL EMPREGADOR. A contribuição social a cargo do empregador incide sobre ganhos habituais do empregado, a qualquer título, quer anteriores, quer posteriores à Emenda Constitucional nº 20/1998 inteligência dos artigos 195, inciso I, e 201, § 11, da Constituição Federal.” (RE 565160, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 1165146 AGR / PE 23.08.2017) Dessa forma, verifico que o entendimento firmado pelo Tribunal de origem está em consonância com esse posicionamento, uma vez que, no acórdão recorrido, se aplicou orientação firmada no julgamento do referido paradigma, no sentido de que, a verba recebida a título de adicional de difícil acesso, prevista na Lei Municipal n. 555/2009 representam ganhos habituais, de forma que incidem contribuições previdenciárias. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘O deslinde do presente caso passa pela caracterização da natureza jurídica do adicional de difícil acesso, verba percebida por alguns professores do Município de Jataúba/PE lotados em locais definidos como de difícil acesso, a exemplo da zona rural municipal. Muito embora a Lei municipal nº 555/09, instituidora do adicional de difícil acesso, disponha que esta gratificação não será computada para efeitos de aposentadoria, entendo que esta verba tem característica de ganho habitual, vez que pago regularmente aos professores lotados na zona rural do Município demandante, bem como representa efetiva contraprestação ao trabalho de magistério. Ainda de acordo com a o art. 28, §9º, e, 7, da Lei 8.212/91, apenas não integrará o salário-de-contribuição a importância recebida a título de ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário. No entanto, o adicional de difícil acesso está diretamente vinculado ao vencimento base da categoria, variando de 10% a 60%, considerando a distância da sede do Município para as escolas da zona rural, senão vejamos: Art. 51 - Além das vantagens previstas para os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Supremo Tribunal Federal RE 1165146 AGR / PE 23.08.2017) Dessa forma, verifico que o entendimento firmado pelo Tribunal de origem está em consonância com esse posicionamento, uma vez que, no acórdão recorrido, se aplicou orientação firmada no julgamento do referido paradigma, no sentido de que, a verba recebida a título de adicional de difícil acesso, prevista na Lei Municipal n. 555/2009 representam ganhos habituais, de forma que incidem contribuições previdenciárias. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘O deslinde do presente caso passa pela caracterização da natureza jurídica do adicional de difícil acesso, verba percebida por alguns professores do Município de Jataúba/PE lotados em locais definidos como de difícil acesso, a exemplo da zona rural municipal. Muito embora a Lei municipal nº 555/09, instituidora do adicional de difícil acesso, disponha que esta gratificação não será computada para efeitos de aposentadoria, entendo que esta verba tem característica de ganho habitual, vez que pago regularmente aos professores lotados na zona rural do Município demandante, bem como representa efetiva contraprestação ao trabalho de magistério. Ainda de acordo com a o art. 28, §9º, e, 7, da Lei 8.212/91, apenas não integrará o salário-de-contribuição a importância recebida a título de ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário. No entanto, o adicional de difícil acesso está diretamente vinculado ao vencimento base da categoria, variando de 10% a 60%, considerando a distância da sede do Município para as escolas da zona rural, senão vejamos: Art. 51 - Além das vantagens previstas para os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1165146 AGR / PE funcionários em geral, os ocupantes de cargo do Magistério, farão jus as seguintes vantagens especiais: I - Remuneração por aulas em substituição; II - Gratificação de Difícil Acesso. Art. 52 - Ao professor lotado em escolas situadas em locais definidos como difícil acesso fica assegurada a gratificação de difícil acesso que corresponderá aos percentuais de 10% a 60% do vencimento base da categoria, considerando a distância da sede do Município para as demais escolas da zona rural, exceto os que residem e domiciliam na localidade da considerada de difícil acesso. §1º - A gratificação de difícil acesso de que trata este artigo será paga apenas durante o período letivo ficando excluídos os de férias, recessos, licenças, e quaisquer outras paralisações, inclusive faltas, não sendo computadas para efeito de aposentadoria; §2º Serão definidas como Escola de Difícil acesso aquelas localizadas em distritos, povoados e áreas rurais do Município. §3º A Secretaria de Educação, publicará até o dia 30 (trinta) de dezembro de cada ano letivo a relação das escolas de difícil acesso com os respectivos percentuais. Art. 53 - A gratificação de Difícil Acesso será automaticamente cancelada quando o professor vier a ser removido para uma unidade escolar não incluída na relação a que se refere o §3º do art. 52. Por conseguinte, entendo que o adicional objeto dos autos deverá integrar a base de cálculo para a contribuição previdenciária. Diante do exposto, dou provimento à remessa oficial, tida por submetida, e à apelação da Fazenda Nacional para julgar natureza indenizatória, de modo que não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuição previdenciária’”. (eDOC 4) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Supremo Tribunal Federal RE 1165146 AGR / PE funcionários em geral, os ocupantes de cargo do Magistério, farão jus as seguintes vantagens especiais: I - Remuneração por aulas em substituição; II - Gratificação de Difícil Acesso. Art. 52 - Ao professor lotado em escolas situadas em locais definidos como difícil acesso fica assegurada a gratificação de difícil acesso que corresponderá aos percentuais de 10% a 60% do vencimento base da categoria, considerando a distância da sede do Município para as demais escolas da zona rural, exceto os que residem e domiciliam na localidade da considerada de difícil acesso. §1º - A gratificação de difícil acesso de que trata este artigo será paga apenas durante o período letivo ficando excluídos os de férias, recessos, licenças, e quaisquer outras paralisações, inclusive faltas, não sendo computadas para efeito de aposentadoria; §2º Serão definidas como Escola de Difícil acesso aquelas localizadas em distritos, povoados e áreas rurais do Município. §3º A Secretaria de Educação, publicará até o dia 30 (trinta) de dezembro de cada ano letivo a relação das escolas de difícil acesso com os respectivos percentuais. Art. 53 - A gratificação de Difícil Acesso será automaticamente cancelada quando o professor vier a ser removido para uma unidade escolar não incluída na relação a que se refere o §3º do art. 52. Por conseguinte, entendo que o adicional objeto dos autos deverá integrar a base de cálculo para a contribuição previdenciária. Diante do exposto, dou provimento à remessa oficial, tida por submetida, e à apelação da Fazenda Nacional para julgar natureza indenizatória, de modo que não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuição previdenciária’”. (eDOC 4) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 1165146 AGR / PE No agravo regimental, sustenta-se o afastamento da cobrança da contribuição previdenciária incidente sobre os valores pagos a título de adicional de difícil acesso sobre suas folhas de salários. Argumenta-se não ser possível enquadrar o referido adicional, previsto na Lei Municipal 55/2009, no conceito legal e doutrinário de salário, na medida em que o benefício é creditado aos empregados tão somente para compensar as condições adversas a que se sujeitam em período temporário. Alega-se assim que se trata de verba de natureza indenizatória. Afirma-se que a incidência da contribuição previdenciária somente poderia ocorrer sobre as parcelas incorporáveis ao salário do servidor, o que não seria a hipótese dos autos. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões (eDOC 14). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Supremo Tribunal Federal RE 1165146 AGR / PE No agravo regimental, sustenta-se o afastamento da cobrança da contribuição previdenciária incidente sobre os valores pagos a título de adicional de difícil acesso sobre suas folhas de salários. Argumenta-se não ser possível enquadrar o referido adicional, previsto na Lei Municipal 55/2009, no conceito legal e doutrinário de salário, na medida em que o benefício é creditado aos empregados tão somente para compensar as condições adversas a que se sujeitam em período temporário. Alega-se assim que se trata de verba de natureza indenizatória. Afirma-se que a incidência da contribuição previdenciária somente poderia ocorrer sobre as parcelas incorporáveis ao salário do servidor, o que não seria a hipótese dos autos. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões (eDOC 14). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Com efeito, esta Corte, no julgamento do mérito do RE-RG 565.160 (tema 20) – acerca do alcance da expressão “folha de salários”, para fins de instituição de contribuição social sobre o total das remunerações – assentou a constitucionalidade da contribuição previdenciária a cargo do empregador sob o regime geral da previdência social, prevista no art. 22, I, da Lei 8.212/91. Nesse contexto, delimitou sua base de cálculo, consoante os parâmetros estabelecidos nos arts. 195, I, e 201, § 11, aos "ganhos habituais do empregado", excluindo-se as verbas indenizatórias, que se traduzem em simples recomposição patrimonial, bem como as parcelas pagas eventualmente (não habituais). Entretanto, remeteu ao legislador ordinário a definição dos casos em que os ganhos habituais do empregado são incorporados ao salário para fins de contribuição previdenciária, consoante o disposto no art. 201, § 11, da Constituição, bem como a infraconstitucionalidade de controvérsias relativas à definição da natureza jurídica de verba para fins de tributação. Transcrevo abaixo o seguinte trecho do voto: “Destaque-se, por fim, que descabe a esta Corte definir a natureza indenizatória ou remuneratória de cada parcela, eis que tal discussão não possui status constitucional, conforme amplamente vem sendo reconhecido pela jurisprudência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92B0-BFB8-B9CD-F626 e senha DC65-00F0-D5AF-BF46 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Com efeito, esta Corte, no julgamento do mérito do RE-RG 565.160 (tema 20) – acerca do alcance da expressão “folha de salários”, para fins de instituição de contribuição social sobre o total das remunerações – assentou a constitucionalidade da contribuição previdenciária a cargo do empregador sob o regime geral da previdência social, prevista no art. 22, I, da Lei 8.212/91. Nesse contexto, delimitou sua base de cálculo, consoante os parâmetros estabelecidos nos arts. 195, I, e 201, § 11, aos "ganhos habituais do empregado", excluindo-se as verbas indenizatórias, que se traduzem em simples recomposição patrimonial, bem como as parcelas pagas eventualmente (não habituais). Entretanto, remeteu ao legislador ordinário a definição dos casos em que os ganhos habituais do empregado são incorporados ao salário para fins de contribuição previdenciária, consoante o disposto no art. 201, § 11, da Constituição, bem como a infraconstitucionalidade de controvérsias relativas à definição da natureza jurídica de verba para fins de tributação. Transcrevo abaixo o seguinte trecho do voto: “Destaque-se, por fim, que descabe a esta Corte definir a natureza indenizatória ou remuneratória de cada parcela, eis que tal discussão não possui status constitucional, conforme amplamente vem sendo reconhecido pela jurisprudência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92B0-BFB8-B9CD-F626 e senha DC65-00F0-D5AF-BF46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1165146 AGR / PE Compete tão somente a este colegiado a interpretação dos dispositivos constitucionais em relação ao tema, de modo que deles só é possível extrair a necessidade de pagamento com habitualidade e em decorrência da atividade laboral, para fins de delimitação da base de cálculo da contribuição previdenciária do empregador e consequente interpretação do conceito de ‘folha de salários’”. (Grifou-se) Nesses termos, a tese fixada por esta Corte não afasta a necessidade da definição individual das verbas controvertidas e sua habitualidade, providência, no entanto, inviável por meio do recurso extraordinário, em razão da inexistência de status constitucional da matéria. Assim, tendo em vista que o tribunal de origem assentou que o adicional de difícil acesso se trata de verba habitual, não cabe a esta Corte o reexame de tal entendimento, a fim de afastar a incidência da contribuição previdenciária na hipótese. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro, em mais 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92B0-BFB8-B9CD-F626 e senha DC65-00F0-D5AF-BF46 Supremo Tribunal Federal RE 1165146 AGR / PE Compete tão somente a este colegiado a interpretação dos dispositivos constitucionais em relação ao tema, de modo que deles só é possível extrair a necessidade de pagamento com habitualidade e em decorrência da atividade laboral, para fins de delimitação da base de cálculo da contribuição previdenciária do empregador e consequente interpretação do conceito de ‘folha de salários’”. (Grifou-se) Nesses termos, a tese fixada por esta Corte não afasta a necessidade da definição individual das verbas controvertidas e sua habitualidade, providência, no entanto, inviável por meio do recurso extraordinário, em razão da inexistência de status constitucional da matéria. Assim, tendo em vista que o tribunal de origem assentou que o adicional de difícil acesso se trata de verba habitual, não cabe a esta Corte o reexame de tal entendimento, a fim de afastar a incidência da contribuição previdenciária na hipótese. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro, em mais 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92B0-BFB8-B9CD-F626 e senha DC65-00F0-D5AF-BF46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO (20609/BA, 23657-A/CE, 20563/PE, 221336/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do CPC, majorou, em mais 10% (dez por cento), o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3249-8B7B-0CB4-2F71 e senha BCF9-1B40-42F1-A1E6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO (20609/BA, 23657-A/CE, 20563/PE, 221336/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do CPC, majorou, em mais 10% (dez por cento), o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3249-8B7B-0CB4-2F71 e senha BCF9-1B40-42F1-A1E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750106096
2019-05-31T00:00:00
2019-06-14T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do CPC, majorou, em mais 10% (dez por cento), o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Contribuição previdenciária. Alcance da expressão folha de salários. Incidência sobre ganhos habituais do empregado. RE-RG 565.160 (tema 20). 4. Adicional de difícil acesso. Natureza da verba. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Negado provimento ao agravo regimental. Verba honorária majorada em 10%.
sjur405914
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, ALCANCE, EXPRESSÃO, FOLHA DE SALÁRIOS) RE 565160 RG. Número de páginas: 8. Análise: 29/07/2019, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1165146
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00195 INC-00001 ART-00201 PAR-00011\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\n ART-00022 INC-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1165146 AgR
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AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Contribuição previdenciária. Alcance da expressão folha de salários. Incidência sobre ganhos habituais do empregado. Recurso Extraordinário-RG 565.160 (tema 20). 4. Adicional de difícil acesso. Natureza da verba. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Negado provimento ao agravo regimental. Verba honorária majorada em 10%. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários advocatícios e aplicar a multa prevista no art. 85, § 11..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B89-E671-5FC7-E88F e senha 0B77-2CA7-9B73-C799 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Decido. Verifico que o recurso não merece prosperar. Destaco que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o tema 20 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário- RG 565.160, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23.08.2017, entendeu que as contribuições previdenciárias incidem sobre as verbas remuneratórias, mesmo aquelas habituais. Destaco a ementa do julgado: ‘CONTRIBUIÇÃO SEGURIDADE SOCIAL EMPREGADOR. A contribuição social a cargo do empregador incide sobre ganhos habituais do empregado, a qualquer título, quer anteriores, quer posteriores à Emenda Constitucional n 20/1998 inteligência dos artigos 195, inciso I, e 201, § 11, da Constituição Federal.” (Recurso Extraordinário 565160, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) :MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Decido. Verifico que o recurso não merece prosperar. Destaco que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o tema 20 da sistemática da repercussão geral, cujo paradigma é o Recurso Extraordinário- RG 565.160, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 23.08.2017, entendeu que as contribuições previdenciárias incidem sobre as verbas remuneratórias, mesmo aquelas habituais. Destaco a ementa do julgado: ‘CONTRIBUIÇÃO SEGURIDADE SOCIAL EMPREGADOR. A contribuição social a cargo do empregador incide sobre ganhos habituais do empregado, a qualquer título, quer anteriores, quer posteriores à Emenda Constitucional n 20/1998 inteligência dos artigos 195, inciso I, e 201, § 11, da Constituição Federal.” (Recurso Extraordinário 565160, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJe Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE 23.08.2017) Dessa forma, verifico que o entendimento firmado pelo Tribunal de origem está em consonância com esse posicionamento, uma vez que, no acórdão recorrido, se aplicou orientação firmada no julgamento do referido paradigma, no sentido de que, a verba recebida a título de adicional de difícil acesso, prevista na Lei Municipal n. 555/2009 representam ganhos habituais, de forma que incidem contribuições previdenciárias. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘O deslinde do presente caso passa pela caracterização da natureza jurídica do adicional de difícil acesso, verba percebida por alguns professores do Município de Jataúba/PE lotados em locais definidos como de difícil acesso, a exemplo da zona rural municipal. Muito embora a Lei municipal n 555/09, instituidora do adicional de difícil acesso, disponha que esta gratificação não será computada para efeitos de aposentadoria, entendo que esta verba tem característica de ganho habitual, vez que pago regularmente aos professores lotados na zona rural do Município demandante, bem como representa efetiva contraprestação ao trabalho de magistério. Ainda de acordo com a o art. 28, §9..., e, 7, da Lei 8.212/91, apenas não integrará o salário-de-contribuição a importância recebida a título de ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário. No entanto, o adicional de difícil acesso está diretamente vinculado ao vencimento base da categoria, variando de 10% a 60%, considerando a distância da sede do Município para as escolas da zona rural, senão vejamos: Art. 51 - Além das vantagens previstas para os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE 23.08.2017) Dessa forma, verifico que o entendimento firmado pelo Tribunal de origem está em consonância com esse posicionamento, uma vez que, no acórdão recorrido, se aplicou orientação firmada no julgamento do referido paradigma, no sentido de que, a verba recebida a título de adicional de difícil acesso, prevista na Lei Municipal n. 555/2009 representam ganhos habituais, de forma que incidem contribuições previdenciárias. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘O deslinde do presente caso passa pela caracterização da natureza jurídica do adicional de difícil acesso, verba percebida por alguns professores do Município de Jataúba/PE lotados em locais definidos como de difícil acesso, a exemplo da zona rural municipal. Muito embora a Lei municipal n 555/09, instituidora do adicional de difícil acesso, disponha que esta gratificação não será computada para efeitos de aposentadoria, entendo que esta verba tem característica de ganho habitual, vez que pago regularmente aos professores lotados na zona rural do Município demandante, bem como representa efetiva contraprestação ao trabalho de magistério. Ainda de acordo com a o art. 28, §9..., e, 7, da Lei 8.212/91, apenas não integrará o salário-de-contribuição a importância recebida a título de ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário. No entanto, o adicional de difícil acesso está diretamente vinculado ao vencimento base da categoria, variando de 10% a 60%, considerando a distância da sede do Município para as escolas da zona rural, senão vejamos: Art. 51 - Além das vantagens previstas para os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE funcionários em geral, os ocupantes de cargo do Magistério, farão jus as seguintes vantagens especiais: I - Remuneração por aulas em substituição; II - Gratificação de Difícil Acesso. Art. 52 - Ao professor lotado em escolas situadas em locais definidos como difícil acesso fica assegurada a gratificação de difícil acesso que corresponderá aos percentuais de 10% a 60% do vencimento base da categoria, considerando a distância da sede do Município para as demais escolas da zona rural, exceto os que residem e domiciliam na localidade da considerada de difícil acesso. §1... - A gratificação de difícil acesso de que trata este artigo será paga apenas durante o período letivo ficando excluídos os de férias, recessos, licenças, e quaisquer outras paralisações, inclusive faltas, não sendo computadas para efeito de aposentadoria; §2... Serão definidas como Escola de Difícil acesso aquelas localizadas em distritos, povoados e áreas rurais do Município. §3... A Secretaria de Educação, publicará até o dia 30 (trinta) de dezembro de cada ano letivo a relação das escolas de difícil acesso com os respectivos percentuais. Art. 53 - A gratificação de Difícil Acesso será automaticamente cancelada quando o professor vier a ser removido para uma unidade escolar não incluída na relação a que se refere o §3... do art. 52. Por conseguinte, entendo que o adicional objeto dos autos deverá integrar a base de cálculo para a contribuição previdenciária. Diante do exposto, dou provimento à remessa oficial, tida por submetida, e à apelação da Fazenda Nacional para julgar natureza indenizatória, de modo que não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuição previdenciária’”. (eDOC 4) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE funcionários em geral, os ocupantes de cargo do Magistério, farão jus as seguintes vantagens especiais: I - Remuneração por aulas em substituição; II - Gratificação de Difícil Acesso. Art. 52 - Ao professor lotado em escolas situadas em locais definidos como difícil acesso fica assegurada a gratificação de difícil acesso que corresponderá aos percentuais de 10% a 60% do vencimento base da categoria, considerando a distância da sede do Município para as demais escolas da zona rural, exceto os que residem e domiciliam na localidade da considerada de difícil acesso. §1... - A gratificação de difícil acesso de que trata este artigo será paga apenas durante o período letivo ficando excluídos os de férias, recessos, licenças, e quaisquer outras paralisações, inclusive faltas, não sendo computadas para efeito de aposentadoria; §2... Serão definidas como Escola de Difícil acesso aquelas localizadas em distritos, povoados e áreas rurais do Município. §3... A Secretaria de Educação, publicará até o dia 30 (trinta) de dezembro de cada ano letivo a relação das escolas de difícil acesso com os respectivos percentuais. Art. 53 - A gratificação de Difícil Acesso será automaticamente cancelada quando o professor vier a ser removido para uma unidade escolar não incluída na relação a que se refere o §3... do art. 52. Por conseguinte, entendo que o adicional objeto dos autos deverá integrar a base de cálculo para a contribuição previdenciária. Diante do exposto, dou provimento à remessa oficial, tida por submetida, e à apelação da Fazenda Nacional para julgar natureza indenizatória, de modo que não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuição previdenciária’”. (eDOC 4) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE No agravo regimental, sustenta-se o afastamento da cobrança da contribuição previdenciária incidente sobre os valores pagos a título de adicional de difícil acesso sobre suas folhas de salários. Argumenta-se não ser possível enquadrar o referido adicional, previsto na Lei Municipal 55/2009, no conceito legal e doutrinário de salário, na medida em que o benefício é creditado aos empregados tão somente para compensar as condições adversas a que se sujeitam em período temporário. Alega-se assim que se trata de verba de natureza indenizatória. Afirma-se que a incidência da contribuição previdenciária somente poderia ocorrer sobre as parcelas incorporáveis ao salário do servidor, o que não seria a hipótese dos autos. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões (eDOC 14). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE No agravo regimental, sustenta-se o afastamento da cobrança da contribuição previdenciária incidente sobre os valores pagos a título de adicional de difícil acesso sobre suas folhas de salários. Argumenta-se não ser possível enquadrar o referido adicional, previsto na Lei Municipal 55/2009, no conceito legal e doutrinário de salário, na medida em que o benefício é creditado aos empregados tão somente para compensar as condições adversas a que se sujeitam em período temporário. Alega-se assim que se trata de verba de natureza indenizatória. Afirma-se que a incidência da contribuição previdenciária somente poderia ocorrer sobre as parcelas incorporáveis ao salário do servidor, o que não seria a hipótese dos autos. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões (eDOC 14). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6FE-BC11-391C-425B e senha D702-6FD2-75CB-BF17 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Com efeito, esta Corte, no julgamento do mérito do Recurso Extraordinário-RG 565.160 (tema 20) – acerca do alcance da expressão “folha de salários”, para fins de instituição de contribuição social sobre o total das remunerações – assentou a constitucionalidade da contribuição previdenciária a cargo do empregador sob o regime geral da previdência social, prevista no art. 22, I, da Lei 8.212/91. Nesse contexto, delimitou sua base de cálculo, consoante os parâmetros estabelecidos nos arts. 195, I, e 201, § 11, aos "ganhos habituais do empregado", excluindo-se as verbas indenizatórias, que se traduzem em simples recomposição patrimonial, bem como as parcelas pagas eventualmente (não habituais). Entretanto, remeteu ao legislador ordinário a definição dos casos em que os ganhos habituais do empregado são incorporados ao salário para fins de contribuição previdenciária, consoante o disposto no art. 201, § 11, da Constituição, bem como a infraconstitucionalidade de controvérsias relativas à definição da natureza jurídica de verba para fins de tributação. Transcrevo abaixo o seguinte trecho do voto: “Destaque-se, por fim, que descabe a esta Corte definir a natureza indenizatória ou remuneratória de cada parcela, eis que tal discussão não possui status constitucional, conforme amplamente vem sendo reconhecido pela jurisprudência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92B0-BFB8-B9CD-F626 e senha DC65-00F0-D5AF-BF46 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Com efeito, esta Corte, no julgamento do mérito do Recurso Extraordinário-RG 565.160 (tema 20) – acerca do alcance da expressão “folha de salários”, para fins de instituição de contribuição social sobre o total das remunerações – assentou a constitucionalidade da contribuição previdenciária a cargo do empregador sob o regime geral da previdência social, prevista no art. 22, I, da Lei 8.212/91. Nesse contexto, delimitou sua base de cálculo, consoante os parâmetros estabelecidos nos arts. 195, I, e 201, § 11, aos "ganhos habituais do empregado", excluindo-se as verbas indenizatórias, que se traduzem em simples recomposição patrimonial, bem como as parcelas pagas eventualmente (não habituais). Entretanto, remeteu ao legislador ordinário a definição dos casos em que os ganhos habituais do empregado são incorporados ao salário para fins de contribuição previdenciária, consoante o disposto no art. 201, § 11, da Constituição, bem como a infraconstitucionalidade de controvérsias relativas à definição da natureza jurídica de verba para fins de tributação. Transcrevo abaixo o seguinte trecho do voto: “Destaque-se, por fim, que descabe a esta Corte definir a natureza indenizatória ou remuneratória de cada parcela, eis que tal discussão não possui status constitucional, conforme amplamente vem sendo reconhecido pela jurisprudência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92B0-BFB8-B9CD-F626 e senha DC65-00F0-D5AF-BF46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE Compete tão somente a este colegiado a interpretação dos dispositivos constitucionais em relação ao tema, de modo que deles só é possível extrair a necessidade de pagamento com habitualidade e em decorrência da atividade laboral, para fins de delimitação da base de cálculo da contribuição previdenciária do empregador e consequente interpretação do conceito de ‘folha de salários’”. (Grifou-se) Nesses termos, a tese fixada por esta Corte não afasta a necessidade da definição individual das verbas controvertidas e sua habitualidade, providência, no entanto, inviável por meio do recurso extraordinário, em razão da inexistência de status constitucional da matéria. Assim, tendo em vista que o tribunal de origem assentou que o adicional de difícil acesso se trata de verba habitual, não cabe a esta Corte o reexame de tal entendimento, a fim de afastar a incidência da contribuição previdenciária na hipótese. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro, em mais 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92B0-BFB8-B9CD-F626 e senha DC65-00F0-D5AF-BF46 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE Compete tão somente a este colegiado a interpretação dos dispositivos constitucionais em relação ao tema, de modo que deles só é possível extrair a necessidade de pagamento com habitualidade e em decorrência da atividade laboral, para fins de delimitação da base de cálculo da contribuição previdenciária do empregador e consequente interpretação do conceito de ‘folha de salários’”. (Grifou-se) Nesses termos, a tese fixada por esta Corte não afasta a necessidade da definição individual das verbas controvertidas e sua habitualidade, providência, no entanto, inviável por meio do recurso extraordinário, em razão da inexistência de status constitucional da matéria. Assim, tendo em vista que o tribunal de origem assentou que o adicional de difícil acesso se trata de verba habitual, não cabe a esta Corte o reexame de tal entendimento, a fim de afastar a incidência da contribuição previdenciária na hipótese. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro, em mais 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92B0-BFB8-B9CD-F626 e senha DC65-00F0-D5AF-BF46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO (20609/BA, 23657-A/CE, 20563/PE, 221336/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majorou, em mais 10% (dez por cento), o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3249-8B7B-0CB4-2F71 e senha BCF9-1B40-42F1-A1E6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.165.146 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE JATAUBA ADV.(A/S) : MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO (20609/BA, 23657-A/CE, 20563/PE, 221336/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majorou, em mais 10% (dez por cento), o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3249-8B7B-0CB4-2F71 e senha BCF9-1B40-42F1-A1E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 165 . 146", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 165 . 146", "Recurso Extraordinário - RG 565 . 160", "Recurso Extraordinário 565160", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 165 . 146", "Recurso Extraordinário - RG 565 . 160", "Recurso Extraordinário 565160", "Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 165 . 146", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 165 . 146", "Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1165146 AGR / PE", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 165 . 146" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Emenda Constitucional n 20 / 1998", "artigos 195 , inciso I , e 201 , § 11 , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil de 1973", "Emenda Constitucional n 20 /", "artigos 195 , inciso I , e 201 , § 11 , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n . 555 / 2009", "Lei municipal n 555 / 09", "art . 28 , § 9 . . . , e , 7 , da Lei 8 . 212 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n . 555 / 2009", "Lei municipal n 555 / 09", "art . 28 , § 9 . . . , e , 7 , da Lei 8 . 212 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal 55 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal 55 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 , I , da Lei 8 . 212 / 91", "art . 201 , § 11 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 22 , I , da Lei 8 . 212 / 91", "art . 201 , § 11 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "JATAUBA", "Município de Jataúba / PE", "Município de Jataúba / PE", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "JATAUBA", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO DE", "UNIÃO", "FAZENDA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Secretaria de Educação", "Fazenda Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Secretaria de Educação", "Fazenda Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "UNIÃO", "FAZENDA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "GILMAR MENDES", "MOACIR ALFREDO GUIMARAES NETO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "30 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "17", ".", "3", ".", "2016", "23", ".", "08", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "17", ".", "3", ".", "2016", "23", ".", "08", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "08", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "08", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "trinta", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) :JESSEANA DE ARAUJO ROCHA Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Carga horária. Acréscimo na jornada de trabalho. Ausência de aumento na remuneração. Tema 514, da sistemática da repercussão geral, ARE 660.010. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Sem aumento da verba honorária. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 07 a 13 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD2-227D-9838-E747 e senha C528-C21B-81C2-F24B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) :JESSEANA DE ARAUJO ROCHA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O assunto do tema 514 da sistemática da repercussão geral está assim descrito: “aumento da carga horária de servidores públicos, por meio de norma estadual, sem a devida contraprestação remuneratória”. Nesse processo-paradigma (ARE 660.010), as partes se insurgiram contra o Decreto Estadual 4.345/2005, que introduziu novas regras sobre jornada mínima de trabalho dos servidores públicos civis do Estado do Paraná, da administração direta e indireta. Extrai-se daquele acórdão que os servidores odontologistas vinham exercendo jornada de 20 horas semanais, em respeito às regras que incidiram quando das suas respectivas investiduras, tendo sido compelidos, pelo ato normativo atacado, a cumprir jornada de 40 horas semanais, sem qualquer acréscimo remuneratório”. (eDOC 5, p. 2) No agravo regimental (eDOC 6), sustenta-se o distinguish do caso dos autos em relação ao tema discutido nos autos do RE 660.010 PR, paradigma do tema 514 da sistemática da repercussão geral. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EAD-DE8D-8491-BC98 e senha 67EB-F646-A812-09F9 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) :JESSEANA DE ARAUJO ROCHA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O assunto do tema 514 da sistemática da repercussão geral está assim descrito: “aumento da carga horária de servidores públicos, por meio de norma estadual, sem a devida contraprestação remuneratória”. Nesse processo-paradigma (ARE 660.010), as partes se insurgiram contra o Decreto Estadual 4.345/2005, que introduziu novas regras sobre jornada mínima de trabalho dos servidores públicos civis do Estado do Paraná, da administração direta e indireta. Extrai-se daquele acórdão que os servidores odontologistas vinham exercendo jornada de 20 horas semanais, em respeito às regras que incidiram quando das suas respectivas investiduras, tendo sido compelidos, pelo ato normativo atacado, a cumprir jornada de 40 horas semanais, sem qualquer acréscimo remuneratório”. (eDOC 5, p. 2) No agravo regimental (eDOC 6), sustenta-se o distinguish do caso dos autos em relação ao tema discutido nos autos do RE 660.010 PR, paradigma do tema 514 da sistemática da repercussão geral. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EAD-DE8D-8491-BC98 e senha 67EB-F646-A812-09F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 1191677 AGR / PB certidão constante do eDOC 9. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EAD-DE8D-8491-BC98 e senha 67EB-F646-A812-09F9 Supremo Tribunal Federal RE 1191677 AGR / PB certidão constante do eDOC 9. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EAD-DE8D-8491-BC98 e senha 67EB-F646-A812-09F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PARAÍBA V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o acórdão recorrido está em consonância com a orientação sedimentada por esta Corte, uma vez que aplicou ao caso o tema 514 da sistemática da repercussão geral, considerando que houve acréscimo na jornada de trabalho do agravante sem o correspondente aumento na remuneração, violando o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Ademais, para divergir da decisão proferida pelo Juízo a quo seria indispensável a análise da legislação local e do acervo fático-probatório constante dos autos, o que atrai o óbice das Súmulas 280 e 279 desta Corte. Nesse sentido, tem-se o acórdão abaixo: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUMENTO DE JORNADA DE TRABALHO SEM A CORRESPONDENTE RETRIBUIÇÃO REMUNERATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. ARE 660.010. TEMA 514 DA REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DA AMPLIAÇÃO DA CARGA HORÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO”. (RE 1085658 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE75-85BF-12F1-BC12 e senha 44CA-846A-267B-091E Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PARAÍBA V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o acórdão recorrido está em consonância com a orientação sedimentada por esta Corte, uma vez que aplicou ao caso o tema 514 da sistemática da repercussão geral, considerando que houve acréscimo na jornada de trabalho do agravante sem o correspondente aumento na remuneração, violando o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Ademais, para divergir da decisão proferida pelo Juízo a quo seria indispensável a análise da legislação local e do acervo fático-probatório constante dos autos, o que atrai o óbice das Súmulas 280 e 279 desta Corte. Nesse sentido, tem-se o acórdão abaixo: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUMENTO DE JORNADA DE TRABALHO SEM A CORRESPONDENTE RETRIBUIÇÃO REMUNERATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. ARE 660.010. TEMA 514 DA REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DA AMPLIAÇÃO DA CARGA HORÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO”. (RE 1085658 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE75-85BF-12F1-BC12 e senha 44CA-846A-267B-091E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1191677 AGR / PB Turma, DJe 10.12.2018). Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE75-85BF-12F1-BC12 e senha 44CA-846A-267B-091E Supremo Tribunal Federal RE 1191677 AGR / PB Turma, DJe 10.12.2018). Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE75-85BF-12F1-BC12 e senha 44CA-846A-267B-091E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) : JESSEANA DE ARAUJO ROCHA (17417/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, sem aumento da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3817-3051-03CE-D9D3 e senha 8FAC-A81C-9F33-5DD4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) : JESSEANA DE ARAUJO ROCHA (17417/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, sem aumento da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3817-3051-03CE-D9D3 e senha 8FAC-A81C-9F33-5DD4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750151159
2019-06-14T00:00:00
2019-06-24T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, sem aumento da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Carga horária. Acréscimo na jornada de trabalho. Ausência de aumento na remuneração. Tema 514, da sistemática da repercussão geral, ARE 660.010. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Sem aumento da verba honorária.
sjur406475
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280/STF) RE 1085658 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 08/08/2019, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1191677
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1191677 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) : JESSEANA DE ARAUJO ROCHA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) :JESSEANA DE ARAUJO ROCHA Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor Público. Carga horária. Acréscimo na jornada de trabalho. Ausência de aumento na remuneração. Tema 514, da sistemática da repercussão geral, ARE 660.010. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Sem aumento da verba honorária. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 07 a 13 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5CD2-227D-9838-E747 e senha C528-C21B-81C2-F24B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) :JESSEANA DE ARAUJO ROCHA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O assunto do tema 514 da sistemática da repercussão geral está assim descrito: “aumento da carga horária de servidores públicos, por meio de norma estadual, sem a devida contraprestação remuneratória”. Nesse processo-paradigma (ARE 660.010), as partes se insurgiram contra o Decreto Estadual 4.345/2005, que introduziu novas regras sobre jornada mínima de trabalho dos servidores públicos civis do Estado do Paraná, da administração direta e indireta. Extrai-se daquele acórdão que os servidores odontologistas vinham exercendo jornada de 20 horas semanais, em respeito às regras que incidiram quando das suas respectivas investiduras, tendo sido compelidos, pelo ato normativo atacado, a cumprir jornada de 40 horas semanais, sem qualquer acréscimo remuneratório”. (eDOC 5, p. 2) No agravo regimental (eDOC 6), sustenta-se o distinguish do caso dos autos em relação ao tema discutido nos autos do Recurso Extraordinário 660.010 PR, paradigma do tema 514 da sistemática da repercussão geral. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EAD-DE8D-8491-BC98 e senha 67EB-F646-A812-09F9 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) :JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) :JESSEANA DE ARAUJO ROCHA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O assunto do tema 514 da sistemática da repercussão geral está assim descrito: “aumento da carga horária de servidores públicos, por meio de norma estadual, sem a devida contraprestação remuneratória”. Nesse processo-paradigma (ARE 660.010), as partes se insurgiram contra o Decreto Estadual 4.345/2005, que introduziu novas regras sobre jornada mínima de trabalho dos servidores públicos civis do Estado do Paraná, da administração direta e indireta. Extrai-se daquele acórdão que os servidores odontologistas vinham exercendo jornada de 20 horas semanais, em respeito às regras que incidiram quando das suas respectivas investiduras, tendo sido compelidos, pelo ato normativo atacado, a cumprir jornada de 40 horas semanais, sem qualquer acréscimo remuneratório”. (eDOC 5, p. 2) No agravo regimental (eDOC 6), sustenta-se o distinguish do caso dos autos em relação ao tema discutido nos autos do Recurso Extraordinário 660.010 PR, paradigma do tema 514 da sistemática da repercussão geral. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EAD-DE8D-8491-BC98 e senha 67EB-F646-A812-09F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 1191677 AGR / PB certidão constante do eDOC 9. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EAD-DE8D-8491-BC98 e senha 67EB-F646-A812-09F9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1191677 AGR / PB certidão constante do eDOC 9. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6EAD-DE8D-8491-BC98 e senha 67EB-F646-A812-09F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PARAÍBA V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o acórdão recorrido está em consonância com a orientação sedimentada por esta Corte, uma vez que aplicou ao caso o tema 514 da sistemática da repercussão geral, considerando que houve acréscimo na jornada de trabalho do agravante sem o correspondente aumento na remuneração, violando o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Ademais, para divergir da decisão proferida pelo Juízo a quo seria indispensável a análise da legislação local e do acervo fático-probatório constante dos autos, o que atrai o óbice das Súmulas 280 e 279 desta Corte. Nesse sentido, tem-se o acórdão abaixo: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUMENTO DE JORNADA DE TRABALHO SEM A CORRESPONDENTE RETRIBUIÇÃO REMUNERATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. ARE 660.010. TEMA 514 DA REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DA AMPLIAÇÃO DA CARGA HORÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO”. (Recurso Extraordinário 1085658 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE75-85BF-12F1-BC12 e senha 44CA-846A-267B-091E Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PARAÍBA V O T O O Senhor Ministro Gilmar Mendes (Relator): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o acórdão recorrido está em consonância com a orientação sedimentada por esta Corte, uma vez que aplicou ao caso o tema 514 da sistemática da repercussão geral, considerando que houve acréscimo na jornada de trabalho do agravante sem o correspondente aumento na remuneração, violando o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Ademais, para divergir da decisão proferida pelo Juízo a quo seria indispensável a análise da legislação local e do acervo fático-probatório constante dos autos, o que atrai o óbice das Súmulas 280 e 279 desta Corte. Nesse sentido, tem-se o acórdão abaixo: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. AUMENTO DE JORNADA DE TRABALHO SEM A CORRESPONDENTE RETRIBUIÇÃO REMUNERATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. ARE 660.010. TEMA 514 DA REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA ACERCA DA AMPLIAÇÃO DA CARGA HORÁRIA. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO”. (Recurso Extraordinário 1085658 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE75-85BF-12F1-BC12 e senha 44CA-846A-267B-091E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1191677 AGR / PB Turma, DJe 10.12.2018). Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE75-85BF-12F1-BC12 e senha 44CA-846A-267B-091E Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1191677 AGR / PB Turma, DJe 10.12.2018). Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no § 11 do art. 85 do NCPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE75-85BF-12F1-BC12 e senha 44CA-846A-267B-091E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) : JESSEANA DE ARAUJO ROCHA (17417/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, sem aumento da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3817-3051-03CE-D9D3 e senha 8FAC-A81C-9F33-5DD4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.191.677 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA AGDO.(A/S) : JESIEL RODRIGUES DA ROCHA ADV.(A/S) : JESSEANA DE ARAUJO ROCHA (17417/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, sem aumento da verba honorária, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3817-3051-03CE-D9D3 e senha 8FAC-A81C-9F33-5DD4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 191 . 677", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 191 . 677", "Recurso Extraordinário 660 . 010 PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 191 . 677", "ARE 660 . 010", "Recurso Extraordinário 660 . 010 PR", "Recurso Extraordinário 1191677 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 1191677", "ARE 660 .", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1085658 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 191 . 677", "ARE 660 . 010", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1085658 AgR", "Recurso Extraordinário 1191677 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 1191677 AGR / PB", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 191 . 677", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 191 . 677" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Estadual 4 . 345 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Estadual 4 . 345 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 do art . 85 do NCPC .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Brasília", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Estado do Paraná", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Estado do Paraná", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JESIEL RODRIGUES DA ROCHA", "JESSEANA DE ARAUJO ROCHA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JESIEL RODRIGUES DA ROCHA", "JESSEANA DE ARAUJO ROCHA", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "JESIEL RODRIGUES DA ROCHA", "JESSEANA DE ARAUJO ROCHA", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JESIEL RODRIGUES DA ROCHA", "JESSEANA DE ARAUJO ROCHA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JESIEL RODRIGUES DA ROCHA", "JESSEANA DE ARAUJO ROCHA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "07", "13 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) :CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONDUÇÃO COERCITIVA DE INVESTIGADOS OU DE RÉUS PARA INTERROGATÓRIO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS ADPFs 395 e 444. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C811-F87A-9507-EBC1 e senha EA11-73FF-DEBF-227B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) :CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento à Reclamação, por ausência de estrita aderência entre o ato impugnado e o ato paradigma invocado. Consta dos autos, em apertada síntese, que o reclamante teria se insurgido contra ato do Delegado de Polícia Coordenador do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro de Sorocaba, nos autos ns. 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602. O reclamante alegou que ʺconstam nos autos n. 1503696- 46.2019.8.26.0602 a existência de um esquema de desvios de verbas da Prefeitura de Sorocaba/SP a partir das secretarias municipais em favor de empresas locais, dentre elas a Twenty Eventos (Selt), de propriedade de Felipe Bismara – outro investigadoʺ. Alegou, ainda, que nos autos n. 1504193-60.2019.8.26.0602 ʺfoi autorizado pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Sorocaba/SP as medidas de busca e apreensão de documentos, aparelhos celulares e bloqueios de veículosʺ, em desfavor do reclamante. Afirmou que ʺna data de 08.04.2019, as medidas foram cumpridas pela autoridade policial e no incurso dessas foi determinado que o reclamante, após o cumprimento da medida, fosse levado à autoridade policial para prestar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB7-B07B-BE70-E13C e senha 960F-1D51-17EC-B796 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) :CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento à Reclamação, por ausência de estrita aderência entre o ato impugnado e o ato paradigma invocado. Consta dos autos, em apertada síntese, que o reclamante teria se insurgido contra ato do Delegado de Polícia Coordenador do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro de Sorocaba, nos autos ns. 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602. O reclamante alegou que ʺconstam nos autos n. 1503696- 46.2019.8.26.0602 a existência de um esquema de desvios de verbas da Prefeitura de Sorocaba/SP a partir das secretarias municipais em favor de empresas locais, dentre elas a Twenty Eventos (Selt), de propriedade de Felipe Bismara – outro investigadoʺ. Alegou, ainda, que nos autos n. 1504193-60.2019.8.26.0602 ʺfoi autorizado pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Sorocaba/SP as medidas de busca e apreensão de documentos, aparelhos celulares e bloqueios de veículosʺ, em desfavor do reclamante. Afirmou que ʺna data de 08.04.2019, as medidas foram cumpridas pela autoridade policial e no incurso dessas foi determinado que o reclamante, após o cumprimento da medida, fosse levado à autoridade policial para prestar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB7-B07B-BE70-E13C e senha 960F-1D51-17EC-B796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório RCL 34466 AGR / SP esclarecimentos". Disse que, ʺnaquela oportunidade, mesmo sem advogado, a Polícia ofertou, logo no prelúdio do seu depoimento, a possibilidade do depoente em ratificar um acordo de colaboração premiada em fase judicial - e portanto, a ser ratificado apenas após a sua investigação e indiciamento. Nessa mesma situação, foi ele informado que deveria cooperar com as autoridades, pois era o único que poderia ser prejudicado e por isso deveria colaborar com o trabalho das autoridades.ʺ. Alegou também ter sido conduzido coercitivamente pelas autoridades competentes e que não lhe foi garantido o direito ao silêncio, o que acarreta violação aos preceitos fixados por esta CORTE, no julgamento das ADPFs 395 e 444. Por fim, requereu a concessão de medida liminar para (a) fosse reconhecida ʺa ilicitude da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante em interesse dos autos nº 1503696-46.2019.8.26.0602 e 1504193- 60.2019.8.26.0602, bem como todos atos processuais subsequentes ou dela derivados, nos termos do artigo 157, caput e §1º, do Código de Processo Penalʺ; (b) ʺsendo prejudicado o pleito liminar, requer, em caráter de medida cautelar do artigo 300 do Código de Processo Civil, a suspensão dos feitos nº 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602 até o fim do julgamento da presente reclamaçãoʺ; e (c) fosse ʺdeclarada, em julgamento de mérito, a ilicitude da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante em interesse dos autos nº 1503696-46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602, bem como todos atos processuais subsequentes ou dela derivados, nos termos do artigo 157, caput e §1º, do Código de Processo Penal.ʺ. Os autos foram distribuídos por prevenção, com fundamento no art. 69, caput, do RISTF, porque anteriormente proferi decisão na Reclamação 34.266/SP. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão recorrida, para "readequação do pedido inicial de declaração de ilicitude da medida de busca e apreensão para declaração da ilicitude do depoimento obtido por condução coercitiva (...)". É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB7-B07B-BE70-E13C e senha 960F-1D51-17EC-B796 Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP esclarecimentos". Disse que, ʺnaquela oportunidade, mesmo sem advogado, a Polícia ofertou, logo no prelúdio do seu depoimento, a possibilidade do depoente em ratificar um acordo de colaboração premiada em fase judicial - e portanto, a ser ratificado apenas após a sua investigação e indiciamento. Nessa mesma situação, foi ele informado que deveria cooperar com as autoridades, pois era o único que poderia ser prejudicado e por isso deveria colaborar com o trabalho das autoridades.ʺ. Alegou também ter sido conduzido coercitivamente pelas autoridades competentes e que não lhe foi garantido o direito ao silêncio, o que acarreta violação aos preceitos fixados por esta CORTE, no julgamento das ADPFs 395 e 444. Por fim, requereu a concessão de medida liminar para (a) fosse reconhecida ʺa ilicitude da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante em interesse dos autos nº 1503696-46.2019.8.26.0602 e 1504193- 60.2019.8.26.0602, bem como todos atos processuais subsequentes ou dela derivados, nos termos do artigo 157, caput e §1º, do Código de Processo Penalʺ; (b) ʺsendo prejudicado o pleito liminar, requer, em caráter de medida cautelar do artigo 300 do Código de Processo Civil, a suspensão dos feitos nº 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602 até o fim do julgamento da presente reclamaçãoʺ; e (c) fosse ʺdeclarada, em julgamento de mérito, a ilicitude da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante em interesse dos autos nº 1503696-46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602, bem como todos atos processuais subsequentes ou dela derivados, nos termos do artigo 157, caput e §1º, do Código de Processo Penal.ʺ. Os autos foram distribuídos por prevenção, com fundamento no art. 69, caput, do RISTF, porque anteriormente proferi decisão na Reclamação 34.266/SP. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão recorrida, para "readequação do pedido inicial de declaração de ilicitude da medida de busca e apreensão para declaração da ilicitude do depoimento obtido por condução coercitiva (...)". É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB7-B07B-BE70-E13C e senha 960F-1D51-17EC-B796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: A respeito do cabimento da reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem o art. 102, I, 'l', e o art. 103-A, caput e §3º, ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. [...] §3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: A respeito do cabimento da reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem o art. 102, I, 'l', e o art. 103-A, caput e §3º, ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. [...] §3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I – preservar a competência do tribunal; II – garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; O parâmetro invocado é o efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444, que reconheceram 'a incompatibilidade com a Constituição Federal da condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de ilicitude das provas obtidas, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.'. A propósito, quando do julgamento do mérito da ADPF 395/DF, deixei claro que: [...] a condução coercitiva representa expressiva privação da liberdade de ir e vir, mesmo que seja por algumas horas. Não se permite, portanto, em sede de direito de ir e vir, o denominado poder geral de cautela do juiz, que ignore o artigo 260 do CPP, pois em matéria de privação de liberdade de locomoção deve existir expressa previsão legal. A garantia individual de somente ser privado do direito de ir e vir nas hipóteses taxativamente estabelecidas na lei é uma das mais importantes previsões 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I – preservar a competência do tribunal; II – garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; O parâmetro invocado é o efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444, que reconheceram 'a incompatibilidade com a Constituição Federal da condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de ilicitude das provas obtidas, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.'. A propósito, quando do julgamento do mérito da ADPF 395/DF, deixei claro que: [...] a condução coercitiva representa expressiva privação da liberdade de ir e vir, mesmo que seja por algumas horas. Não se permite, portanto, em sede de direito de ir e vir, o denominado poder geral de cautela do juiz, que ignore o artigo 260 do CPP, pois em matéria de privação de liberdade de locomoção deve existir expressa previsão legal. A garantia individual de somente ser privado do direito de ir e vir nas hipóteses taxativamente estabelecidas na lei é uma das mais importantes previsões 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP históricas. Como se observa, o paradigma tido como violado é firme no sentido da vedação da condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório. Todavia, a presente Reclamação é manifestamente improcedente. O primeiro motivo é que o reclamante não apresentou qualquer ato violador do efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. Isto porque o reclamante deseja demonstrar a existência de descumprimento das ADPFs 395 e 444, em razão da suposta condução coercitiva, por parte do reclamado, para a obtenção de provas. Todavia, requer o reconhecimento da ilicitude das medidas de busca e apreensão nos autos 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602 (atos anteriores à alegada condução coercitiva). Infere-se dos autos que o reclamante teve contra si o cumprimento dos mandados de busca e apreensão pelo setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro de Sorocaba/SP. Ocorre que os referidos mandados de busca e apreensão foram determinados pelo MM. Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Sorocaba, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, aparentemente de forma lícita e sem mácula. Já a alegada condução coercitiva pelo reclamado teria sido realizada após o cumprimento da decisão judicial de busca e apreensão, o que, por si só, não gera nulidade no primeiro ato judicial. Portanto, afastada a aderência estrita entre o ato reclamado (ilicitude da medida de busca e apreensão) e os paradigmas invocados (condução coercitiva), não há falar-se em descumprimento da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. Em verdade, a defesa busca a anulação da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante, bem como todos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP históricas. Como se observa, o paradigma tido como violado é firme no sentido da vedação da condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório. Todavia, a presente Reclamação é manifestamente improcedente. O primeiro motivo é que o reclamante não apresentou qualquer ato violador do efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. Isto porque o reclamante deseja demonstrar a existência de descumprimento das ADPFs 395 e 444, em razão da suposta condução coercitiva, por parte do reclamado, para a obtenção de provas. Todavia, requer o reconhecimento da ilicitude das medidas de busca e apreensão nos autos 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602 (atos anteriores à alegada condução coercitiva). Infere-se dos autos que o reclamante teve contra si o cumprimento dos mandados de busca e apreensão pelo setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro de Sorocaba/SP. Ocorre que os referidos mandados de busca e apreensão foram determinados pelo MM. Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Sorocaba, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, aparentemente de forma lícita e sem mácula. Já a alegada condução coercitiva pelo reclamado teria sido realizada após o cumprimento da decisão judicial de busca e apreensão, o que, por si só, não gera nulidade no primeiro ato judicial. Portanto, afastada a aderência estrita entre o ato reclamado (ilicitude da medida de busca e apreensão) e os paradigmas invocados (condução coercitiva), não há falar-se em descumprimento da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. Em verdade, a defesa busca a anulação da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante, bem como todos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP os atos processuais subsequentes ou dela derivados, com claro propósito de substituir a via recursal convencional, o que não é admitido por esta CORTE SUPREMA, de sorte que a análise das questões ventiladas nesta Reclamação, sem sombra de dúvidas, equivaleria à supressão de instância. O instituto da Reclamação, cuja finalidade tem previsão constitucional taxativa, não 'pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal' (Rcl 4.381 AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 05/08/2011). Seguindo essa orientação, vale lembrar o já decidido pelo saudoso Min. TEORI ZAVASCKI no julgamento da Rcl 24.686- EDAgR/RJ, Segunda Turma, DJe de 11/04/2017: [...] se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. Esse é o sentido que deve ser conferido ao art. 988, §5º, II, do CPC. Interpretação puramente literal desse dispositivo acabaria por transferir a esta Corte, pela via indireta da reclamação, a competência de pelo menos três tribunais superiores (Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral), para onde podem ser dirigidos recursos contra decisões de tribunais de segundo grau de jurisdição (grifos nossos). O segundo motivo é que a defesa não trouxe qualquer documentação comprobatória de que o reclamado teria violado alguma decisão desta CORTE, seja em controle difuso, seja em controle concentrado, tampouco de enunciado de Súmula Vinculante (art. 988, II e III, do CPC). No caso concreto, o MM. Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Sorocaba, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim determinou: 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP os atos processuais subsequentes ou dela derivados, com claro propósito de substituir a via recursal convencional, o que não é admitido por esta CORTE SUPREMA, de sorte que a análise das questões ventiladas nesta Reclamação, sem sombra de dúvidas, equivaleria à supressão de instância. O instituto da Reclamação, cuja finalidade tem previsão constitucional taxativa, não 'pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal' (Rcl 4.381 AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 05/08/2011). Seguindo essa orientação, vale lembrar o já decidido pelo saudoso Min. TEORI ZAVASCKI no julgamento da Rcl 24.686- EDAgR/RJ, Segunda Turma, DJe de 11/04/2017: [...] se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. Esse é o sentido que deve ser conferido ao art. 988, §5º, II, do CPC. Interpretação puramente literal desse dispositivo acabaria por transferir a esta Corte, pela via indireta da reclamação, a competência de pelo menos três tribunais superiores (Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral), para onde podem ser dirigidos recursos contra decisões de tribunais de segundo grau de jurisdição (grifos nossos). O segundo motivo é que a defesa não trouxe qualquer documentação comprobatória de que o reclamado teria violado alguma decisão desta CORTE, seja em controle difuso, seja em controle concentrado, tampouco de enunciado de Súmula Vinculante (art. 988, II e III, do CPC). No caso concreto, o MM. Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Sorocaba, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim determinou: 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP Vistos. Trata-se de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Polícia Seccional de Polícia de Sorocaba, que conta com atuação conjunta de Promotores de Justiça do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado GAECO/Núcleo Sorocaba/SP, onde se visa apurar autoria e materialidade dos crimes de organização criminosa, peculato desvio, corrupção ativa e passiva, além de fraudes em licitações. São formulados os pedidos de prisão temporária de 09 pessoas, dentre as quais 03 secretários municipais, porquanto presentes os requisitos legais da medida cautelar. Também se roga pela busca e apreensão, nos termos do art. 240 do C.P.P. Ainda, pugnam pelo bloqueio de valores, bens imóveis e móveis indicados no relatório final elaborado pela Polícia Civil. É o relatório necessário. 1. Na medida em que os requisitos autorizadores da prisão temporária não se fazem patentes, na ótica deste signatário, a pretensão fica indeferida, porquanto o material probante até o momento angariado não autoriza privar a liberdade de qualquer dos investigados. 2. De outra parte, a busca e apreensão nos locais e itens descritos na petição deve ser autorizada exatamente para que os argumentos fornecidos pela polícia civil e pelo Ministério Público possam ser fortalecidos com as eventuais provas que a eles compete apurar e demonstrar. Em outras palavras, as provas materiais de cometimento de crimes por parte das pessoas referidas na petição endereçada a este juízo pelo órgão ministerial, ficam na dependência daquilo que obtiverem na ação a ser desencadeada. Destarte, fica deferida a busca nos itens referidos (fls. 139/140), letras 'a' a 'd', bem como na residência do suspeito, referida logo após a última letra. 3. Ademais, também fica indeferido o pedido de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP Vistos. Trata-se de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Polícia Seccional de Polícia de Sorocaba, que conta com atuação conjunta de Promotores de Justiça do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado GAECO/Núcleo Sorocaba/SP, onde se visa apurar autoria e materialidade dos crimes de organização criminosa, peculato desvio, corrupção ativa e passiva, além de fraudes em licitações. São formulados os pedidos de prisão temporária de 09 pessoas, dentre as quais 03 secretários municipais, porquanto presentes os requisitos legais da medida cautelar. Também se roga pela busca e apreensão, nos termos do art. 240 do C.P.P. Ainda, pugnam pelo bloqueio de valores, bens imóveis e móveis indicados no relatório final elaborado pela Polícia Civil. É o relatório necessário. 1. Na medida em que os requisitos autorizadores da prisão temporária não se fazem patentes, na ótica deste signatário, a pretensão fica indeferida, porquanto o material probante até o momento angariado não autoriza privar a liberdade de qualquer dos investigados. 2. De outra parte, a busca e apreensão nos locais e itens descritos na petição deve ser autorizada exatamente para que os argumentos fornecidos pela polícia civil e pelo Ministério Público possam ser fortalecidos com as eventuais provas que a eles compete apurar e demonstrar. Em outras palavras, as provas materiais de cometimento de crimes por parte das pessoas referidas na petição endereçada a este juízo pelo órgão ministerial, ficam na dependência daquilo que obtiverem na ação a ser desencadeada. Destarte, fica deferida a busca nos itens referidos (fls. 139/140), letras 'a' a 'd', bem como na residência do suspeito, referida logo após a última letra. 3. Ademais, também fica indeferido o pedido de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP suspensão do exercício da função pública, tratado como "Pedido Subsidiário", porquanto consiste em medida cautelar diversa da prisão preventiva, a qual sequer se cogitou até o momento. 4. Defiro, também, os itens 'c' e 'd' (fl. 13) da Polícia Civil local, corroborado pelo Ministério Público. Significa que defiro para que seja incluído junto ao RENAJUD o bloqueios dos veículos de propriedade dos investigados. Não só, igualmente seja incluído junto à ARISP o bloqueio dos bens imóveis em nome dos investigados, bem como das respectivas empresas objeto da presente investigação policial. Segue o nome dos investigados e empresas, a seguir: I) Werinton Kermes Telles Marsal, portador do documento de identidade RG 17.220.853 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 040.963.998-25; II) Hudson Moreno Zuliani, portador do documento de identidade RG 11.309.817-0 e inscrito no CPF sob o número 020.938.078-07; III) Felipe Augusto Bismara, portador do documento de identidade RG 26.206.558 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 218.419.148-51; IV) Jaqueline Helena da Silva Bismara, portador do documento de identidade RG 30.350.827 SSP/SP e inscrita no CPF sob o nº 311.034.988-43; V) Edmilson Chelles Martins, portador do documento de identidade RG 20.331.786 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 122.639.858-83; VI) Edemilson Eloi de Oliveira, portador do documento de identidade RG 14.302.509 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 029.881.238-02; VII) Antonio Bocalão Neto, portador do documento de identidade RG 43.986.470 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 362.997.558-57; VIII) Bianca Stefane Munis de Figueiredo, portadora do documento de identidade RG 52.150.047 e inscrita no 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP suspensão do exercício da função pública, tratado como "Pedido Subsidiário", porquanto consiste em medida cautelar diversa da prisão preventiva, a qual sequer se cogitou até o momento. 4. Defiro, também, os itens 'c' e 'd' (fl. 13) da Polícia Civil local, corroborado pelo Ministério Público. Significa que defiro para que seja incluído junto ao RENAJUD o bloqueios dos veículos de propriedade dos investigados. Não só, igualmente seja incluído junto à ARISP o bloqueio dos bens imóveis em nome dos investigados, bem como das respectivas empresas objeto da presente investigação policial. Segue o nome dos investigados e empresas, a seguir: I) Werinton Kermes Telles Marsal, portador do documento de identidade RG 17.220.853 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 040.963.998-25; II) Hudson Moreno Zuliani, portador do documento de identidade RG 11.309.817-0 e inscrito no CPF sob o número 020.938.078-07; III) Felipe Augusto Bismara, portador do documento de identidade RG 26.206.558 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 218.419.148-51; IV) Jaqueline Helena da Silva Bismara, portador do documento de identidade RG 30.350.827 SSP/SP e inscrita no CPF sob o nº 311.034.988-43; V) Edmilson Chelles Martins, portador do documento de identidade RG 20.331.786 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 122.639.858-83; VI) Edemilson Eloi de Oliveira, portador do documento de identidade RG 14.302.509 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 029.881.238-02; VII) Antonio Bocalão Neto, portador do documento de identidade RG 43.986.470 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 362.997.558-57; VIII) Bianca Stefane Munis de Figueiredo, portadora do documento de identidade RG 52.150.047 e inscrita no 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP CPF sob o número 467.464.728-25; IX) Luciano Manoel da Silva Pereira, portador do documento de identidade RG 21.348.294 SSP/SP e inscrito no CPF sob o numero 144.933.598-54; X) Twenty Estruturas e Eventos Ltda., inscrita no CNPJ sob o nº 14.473.526/0001-01; e, XI) Selt Serviços de Estruturas e Locações Temporárias Ltda., inscrita no CNPJ sob o nº 18.975.503/0001-48. As inscrições junto ao RENAJUD e ARISP terão o prazo de validade de 180 dias. Equivale dizer, se até aquele momento não houver a apresentação de provas que permitam entrever a participação ou envolvimento das pessoas física e jurídica acima mencionadas nos crimes referidos pelas autoridades, os bens ficarão automaticamente liberados. Diante do exposto, deferido o pedido de expedição de mandados de busca e apreensão, nos termos do artigo 240 do Código de Processo Penal. De outro lado, a inscrição de veículos e imóveis fica condicionada ao fornecimento dos dados correspondentes para sua materialização. Cumpra-se. Nota-se, portanto, que a fundamentação apresentada aponta quais seriam os motivos concretos e peculiares justificadores da expedição de mandados de busca e apreensão. Todavia, verifico que a decisão não determinou a condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, razão pela qual não há falar-se em ofensa à Constituição Federal ou o efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. O terceiro motivo é que não consta na documentação apresentada que o reclamante foi conduzido coercitivamente pelo reclamado, autoridade policial, para ʺprestar 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP CPF sob o número 467.464.728-25; IX) Luciano Manoel da Silva Pereira, portador do documento de identidade RG 21.348.294 SSP/SP e inscrito no CPF sob o numero 144.933.598-54; X) Twenty Estruturas e Eventos Ltda., inscrita no CNPJ sob o nº 14.473.526/0001-01; e, XI) Selt Serviços de Estruturas e Locações Temporárias Ltda., inscrita no CNPJ sob o nº 18.975.503/0001-48. As inscrições junto ao RENAJUD e ARISP terão o prazo de validade de 180 dias. Equivale dizer, se até aquele momento não houver a apresentação de provas que permitam entrever a participação ou envolvimento das pessoas física e jurídica acima mencionadas nos crimes referidos pelas autoridades, os bens ficarão automaticamente liberados. Diante do exposto, deferido o pedido de expedição de mandados de busca e apreensão, nos termos do artigo 240 do Código de Processo Penal. De outro lado, a inscrição de veículos e imóveis fica condicionada ao fornecimento dos dados correspondentes para sua materialização. Cumpra-se. Nota-se, portanto, que a fundamentação apresentada aponta quais seriam os motivos concretos e peculiares justificadores da expedição de mandados de busca e apreensão. Todavia, verifico que a decisão não determinou a condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, razão pela qual não há falar-se em ofensa à Constituição Federal ou o efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. O terceiro motivo é que não consta na documentação apresentada que o reclamante foi conduzido coercitivamente pelo reclamado, autoridade policial, para ʺprestar 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP esclarecimentosʺ. Ao contrário. Constato que o reclamante compareceu na Delegacia Seccional de Polícia de Sorocaba/SP e que foi orientado quanto ao seu direito constitucional ao silêncio: Aos 8 de abril do mês de agosto de 2.019, nesta cidade de Sorocaba/SP, na Delegacia Seccional de Polícia, onde presente se encontrava o Promotor de Justiça CLÁUDIO BONADIA DE SOUZA E O Delegado de Polícia FELIPE MARINO OROSCO, comigo escrivã de seu cargo, ao final assinada, compareceu EDMILSON CHELLES MARTINS – RG 20331786, filho de MANOEL MARTINS e SONIA MARIA CHELLES MARTINS, residente na rua Mitre Fuiza Ayres, 335, Pq. Esmeralda, Sorocaba-SP, telefone 15981884377. Sabendo ler e escrever, inquirido pela Autoridade Policial, e orientado quanto ao seu direito ao silêncio, informa que deseja se manifestar com a expectativa de futuramente ser beneficiado pelo instituto de delação premiada, em momento oportuno, em fase judicial. [...]. (grifei). Não há, portanto, qualquer ilegalidade a ser amparada por meio da via reclamatória. Assim, por serem estranhos às hipóteses de cabimento da Reclamação, os pedidos do reclamante não poderão ser conhecidos na via reclamatória, consoante entendimento reiterado desta SUPREMA CORTE (Rcl 30.343/SP, Min. GILMAR MENDES, DJe de 14/06/2018; Rcl 28.178 AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 12/06/2018 e Rcl 29.956/PE, Rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 30/05/2018). Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP esclarecimentosʺ. Ao contrário. Constato que o reclamante compareceu na Delegacia Seccional de Polícia de Sorocaba/SP e que foi orientado quanto ao seu direito constitucional ao silêncio: Aos 8 de abril do mês de agosto de 2.019, nesta cidade de Sorocaba/SP, na Delegacia Seccional de Polícia, onde presente se encontrava o Promotor de Justiça CLÁUDIO BONADIA DE SOUZA E O Delegado de Polícia FELIPE MARINO OROSCO, comigo escrivã de seu cargo, ao final assinada, compareceu EDMILSON CHELLES MARTINS – RG 20331786, filho de MANOEL MARTINS e SONIA MARIA CHELLES MARTINS, residente na rua Mitre Fuiza Ayres, 335, Pq. Esmeralda, Sorocaba-SP, telefone 15981884377. Sabendo ler e escrever, inquirido pela Autoridade Policial, e orientado quanto ao seu direito ao silêncio, informa que deseja se manifestar com a expectativa de futuramente ser beneficiado pelo instituto de delação premiada, em momento oportuno, em fase judicial. [...]. (grifei). Não há, portanto, qualquer ilegalidade a ser amparada por meio da via reclamatória. Assim, por serem estranhos às hipóteses de cabimento da Reclamação, os pedidos do reclamante não poderão ser conhecidos na via reclamatória, consoante entendimento reiterado desta SUPREMA CORTE (Rcl 30.343/SP, Min. GILMAR MENDES, DJe de 14/06/2018; Rcl 28.178 AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 12/06/2018 e Rcl 29.956/PE, Rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 30/05/2018). Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) : CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO (407528/SP) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2541-0838-E924-A740 e senha B1F4-9777-EB2D-84DC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) : CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO (407528/SP) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2541-0838-E924-A740 e senha B1F4-9777-EB2D-84DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
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2019-06-14T00:00:00
2019-06-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONDUÇÃO COERCITIVA DE INVESTIGADOS OU DE RÉUS PARA INTERROGATÓRIO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS ADPFs 395 e 444. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur406812
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 4381 AgR (TP), Rcl 24686 ED-AgR (2ªT). (CABIMENTO, RECLAMAÇÃO) Rcl 28178 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (CABIMENTO, RECLAMAÇÃO) Rcl 29956, Rcl 30343. - Veja ADPF 395 e ADPF 444 do STF. Número de páginas: 13. Análise: 28/11/2019, KBP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
34466
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n \"CAPUT\" PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988 INC-00001 INC-00002 INC-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 34466 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) : CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO
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Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) :CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONDUÇÃO COERCITIVA DE INVESTIGADOS OU DE RÉUS PARA INTERROGATÓRIO. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS ADPFs 395 e 444. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C811-F87A-9507-EBC1 e senha EA11-73FF-DEBF-227B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) :CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento à Reclamação, por ausência de estrita aderência entre o ato impugnado e o ato paradigma invocado. Consta dos autos, em apertada síntese, que o reclamante teria se insurgido contra ato do Delegado de Polícia Coordenador do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro de Sorocaba, nos autos ns. 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602. O reclamante alegou que ʺconstam nos autos n. 1503696- 46.2019.8.26.0602 a existência de um esquema de desvios de verbas da Prefeitura de Sorocaba/SP a partir das secretarias municipais em favor de empresas locais, dentre elas a Twenty Eventos (Selt), de propriedade de Felipe Bismara – outro investigadoʺ. Alegou, ainda, que nos autos n. 1504193-60.2019.8.26.0602 ʺfoi autorizado pelo juízo da 1... Vara Criminal de Sorocaba/SP as medidas de busca e apreensão de documentos, aparelhos celulares e bloqueios de veículosʺ, em desfavor do reclamante. Afirmou que ʺna data de 08.04.2019, as medidas foram cumpridas pela autoridade policial e no incurso dessas foi determinado que o reclamante, após o cumprimento da medida, fosse levado à autoridade policial para prestar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB7-B07B-BE70-E13C e senha 960F-1D51-17EC-B796 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) :CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento à Reclamação, por ausência de estrita aderência entre o ato impugnado e o ato paradigma invocado. Consta dos autos, em apertada síntese, que o reclamante teria se insurgido contra ato do Delegado de Polícia Coordenador do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro de Sorocaba, nos autos ns. 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602. O reclamante alegou que ʺconstam nos autos n. 1503696- 46.2019.8.26.0602 a existência de um esquema de desvios de verbas da Prefeitura de Sorocaba/SP a partir das secretarias municipais em favor de empresas locais, dentre elas a Twenty Eventos (Selt), de propriedade de Felipe Bismara – outro investigadoʺ. Alegou, ainda, que nos autos n. 1504193-60.2019.8.26.0602 ʺfoi autorizado pelo juízo da 1... Vara Criminal de Sorocaba/SP as medidas de busca e apreensão de documentos, aparelhos celulares e bloqueios de veículosʺ, em desfavor do reclamante. Afirmou que ʺna data de 08.04.2019, as medidas foram cumpridas pela autoridade policial e no incurso dessas foi determinado que o reclamante, após o cumprimento da medida, fosse levado à autoridade policial para prestar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB7-B07B-BE70-E13C e senha 960F-1D51-17EC-B796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório RCL 34466 AGR / SP esclarecimentos". Disse que, ʺnaquela oportunidade, mesmo sem advogado, a Polícia ofertou, logo no prelúdio do seu depoimento, a possibilidade do depoente em ratificar um acordo de colaboração premiada em fase judicial - e portanto, a ser ratificado apenas após a sua investigação e indiciamento. Nessa mesma situação, foi ele informado que deveria cooperar com as autoridades, pois era o único que poderia ser prejudicado e por isso deveria colaborar com o trabalho das autoridades.ʺ. Alegou também ter sido conduzido coercitivamente pelas autoridades competentes e que não lhe foi garantido o direito ao silêncio, o que acarreta violação aos preceitos fixados por esta CORTE, no julgamento das ADPFs 395 e 444. Por fim, requereu a concessão de medida liminar para (a) fosse reconhecida ʺa ilicitude da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante em interesse dos autos n 1503696-46.2019.8.26.0602 e 1504193- 60.2019.8.26.0602, bem como todos atos processuais subsequentes ou dela derivados, nos termos do artigo 157, caput e §1..., do Código de Processo Penalʺ; (b) ʺsendo prejudicado o pleito liminar, requer, em caráter de medida cautelar do artigo 300 do Código de Processo Civil, a suspensão dos feitos n 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602 até o fim do julgamento da presente reclamaçãoʺ; e (c) fosse ʺdeclarada, em julgamento de mérito, a ilicitude da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante em interesse dos autos n 1503696-46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602, bem como todos atos processuais subsequentes ou dela derivados, nos termos do artigo 157, caput e §1..., do Código de Processo Penal.ʺ. Os autos foram distribuídos por prevenção, com fundamento no art. 69, caput, do RISTF, porque anteriormente proferi decisão na Reclamação 34.266/SP. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão recorrida, para "readequação do pedido inicial de declaração de ilicitude da medida de busca e apreensão para declaração da ilicitude do depoimento obtido por condução coercitiva (...)". É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB7-B07B-BE70-E13C e senha 960F-1D51-17EC-B796 Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP esclarecimentos". Disse que, ʺnaquela oportunidade, mesmo sem advogado, a Polícia ofertou, logo no prelúdio do seu depoimento, a possibilidade do depoente em ratificar um acordo de colaboração premiada em fase judicial - e portanto, a ser ratificado apenas após a sua investigação e indiciamento. Nessa mesma situação, foi ele informado que deveria cooperar com as autoridades, pois era o único que poderia ser prejudicado e por isso deveria colaborar com o trabalho das autoridades.ʺ. Alegou também ter sido conduzido coercitivamente pelas autoridades competentes e que não lhe foi garantido o direito ao silêncio, o que acarreta violação aos preceitos fixados por esta CORTE, no julgamento das ADPFs 395 e 444. Por fim, requereu a concessão de medida liminar para (a) fosse reconhecida ʺa ilicitude da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante em interesse dos autos n 1503696-46.2019.8.26.0602 e 1504193- 60.2019.8.26.0602, bem como todos atos processuais subsequentes ou dela derivados, nos termos do artigo 157, caput e §1..., do Código de Processo Penalʺ; (b) ʺsendo prejudicado o pleito liminar, requer, em caráter de medida cautelar do artigo 300 do Código de Processo Civil, a suspensão dos feitos n 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602 até o fim do julgamento da presente reclamaçãoʺ; e (c) fosse ʺdeclarada, em julgamento de mérito, a ilicitude da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante em interesse dos autos n 1503696-46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602, bem como todos atos processuais subsequentes ou dela derivados, nos termos do artigo 157, caput e §1..., do Código de Processo Penal.ʺ. Os autos foram distribuídos por prevenção, com fundamento no art. 69, caput, do RISTF, porque anteriormente proferi decisão na Reclamação 34.266/SP. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão recorrida, para "readequação do pedido inicial de declaração de ilicitude da medida de busca e apreensão para declaração da ilicitude do depoimento obtido por condução coercitiva (...)". É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB7-B07B-BE70-E13C e senha 960F-1D51-17EC-B796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: A respeito do cabimento da reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem o art. 102, I, 'l', e o art. 103-A, caput e §3..., ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. [...] §3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: A respeito do cabimento da reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem o art. 102, I, 'l', e o art. 103-A, caput e §3..., ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. [...] §3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I – preservar a competência do tribunal; II – garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; O parâmetro invocado é o efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444, que reconheceram 'a incompatibilidade com a Constituição Federal da condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de ilicitude das provas obtidas, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.'. A propósito, quando do julgamento do mérito da ADPF 395/DF, deixei claro que: [...] a condução coercitiva representa expressiva privação da liberdade de ir e vir, mesmo que seja por algumas horas. Não se permite, portanto, em sede de direito de ir e vir, o denominado poder geral de cautela do juiz, que ignore o artigo 260 do CPP, pois em matéria de privação de liberdade de locomoção deve existir expressa previsão legal. A garantia individual de somente ser privado do direito de ir e vir nas hipóteses taxativamente estabelecidas na lei é uma das mais importantes previsões 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I – preservar a competência do tribunal; II – garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; O parâmetro invocado é o efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444, que reconheceram 'a incompatibilidade com a Constituição Federal da condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de ilicitude das provas obtidas, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.'. A propósito, quando do julgamento do mérito da ADPF 395/DF, deixei claro que: [...] a condução coercitiva representa expressiva privação da liberdade de ir e vir, mesmo que seja por algumas horas. Não se permite, portanto, em sede de direito de ir e vir, o denominado poder geral de cautela do juiz, que ignore o artigo 260 do CPP, pois em matéria de privação de liberdade de locomoção deve existir expressa previsão legal. A garantia individual de somente ser privado do direito de ir e vir nas hipóteses taxativamente estabelecidas na lei é uma das mais importantes previsões 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP históricas. Como se observa, o paradigma tido como violado é firme no sentido da vedação da condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório. Todavia, a presente Reclamação é manifestamente improcedente. O primeiro motivo é que o reclamante não apresentou qualquer ato violador do efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. Isto porque o reclamante deseja demonstrar a existência de descumprimento das ADPFs 395 e 444, em razão da suposta condução coercitiva, por parte do reclamado, para a obtenção de provas. Todavia, requer o reconhecimento da ilicitude das medidas de busca e apreensão nos autos 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602 (atos anteriores à alegada condução coercitiva). Infere-se dos autos que o reclamante teve contra si o cumprimento dos mandados de busca e apreensão pelo setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro de Sorocaba/SP. Ocorre que os referidos mandados de busca e apreensão foram determinados pelo MM. Juiz de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Sorocaba, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, aparentemente de forma lícita e sem mácula. Já a alegada condução coercitiva pelo reclamado teria sido realizada após o cumprimento da decisão judicial de busca e apreensão, o que, por si só, não gera nulidade no primeiro ato judicial. Portanto, afastada a aderência estrita entre o ato reclamado (ilicitude da medida de busca e apreensão) e os paradigmas invocados (condução coercitiva), não há falar-se em descumprimento da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. Em verdade, a defesa busca a anulação da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante, bem como todos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP históricas. Como se observa, o paradigma tido como violado é firme no sentido da vedação da condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório. Todavia, a presente Reclamação é manifestamente improcedente. O primeiro motivo é que o reclamante não apresentou qualquer ato violador do efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. Isto porque o reclamante deseja demonstrar a existência de descumprimento das ADPFs 395 e 444, em razão da suposta condução coercitiva, por parte do reclamado, para a obtenção de provas. Todavia, requer o reconhecimento da ilicitude das medidas de busca e apreensão nos autos 1503696- 46.2019.8.26.0602 e 1504193-60.2019.8.26.0602 (atos anteriores à alegada condução coercitiva). Infere-se dos autos que o reclamante teve contra si o cumprimento dos mandados de busca e apreensão pelo setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro de Sorocaba/SP. Ocorre que os referidos mandados de busca e apreensão foram determinados pelo MM. Juiz de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Sorocaba, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, aparentemente de forma lícita e sem mácula. Já a alegada condução coercitiva pelo reclamado teria sido realizada após o cumprimento da decisão judicial de busca e apreensão, o que, por si só, não gera nulidade no primeiro ato judicial. Portanto, afastada a aderência estrita entre o ato reclamado (ilicitude da medida de busca e apreensão) e os paradigmas invocados (condução coercitiva), não há falar-se em descumprimento da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. Em verdade, a defesa busca a anulação da medida de busca e apreensão em desfavor do reclamante, bem como todos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP os atos processuais subsequentes ou dela derivados, com claro propósito de substituir a via recursal convencional, o que não é admitido por esta CORTE SUPREMA, de sorte que a análise das questões ventiladas nesta Reclamação, sem sombra de dúvidas, equivaleria à supressão de instância. O instituto da Reclamação, cuja finalidade tem previsão constitucional taxativa, não 'pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal' (Rcl 4.381 AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 05/08/2011). Seguindo essa orientação, vale lembrar o já decidido pelo saudoso Min. TEORI ZAVASCKI no julgamento da Rcl 24.686- EDAgR/RJ, Segunda Turma, DJe de 11/04/2017: [...] se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. Esse é o sentido que deve ser conferido ao art. 988, §5..., II, do Código de Processo Civil. Interpretação puramente literal desse dispositivo acabaria por transferir a esta Corte, pela via indireta da reclamação, a competência de pelo menos três tribunais superiores (Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral), para onde podem ser dirigidos recursos contra decisões de tribunais de segundo grau de jurisdição (grifos nossos). O segundo motivo é que a defesa não trouxe qualquer documentação comprobatória de que o reclamado teria violado alguma decisão desta CORTE, seja em controle difuso, seja em controle concentrado, tampouco de enunciado de Súmula Vinculante (art. 988, II e III, do Código de Processo Civil). No caso concreto, o MM. Juiz de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Sorocaba, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim determinou: 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP os atos processuais subsequentes ou dela derivados, com claro propósito de substituir a via recursal convencional, o que não é admitido por esta CORTE SUPREMA, de sorte que a análise das questões ventiladas nesta Reclamação, sem sombra de dúvidas, equivaleria à supressão de instância. O instituto da Reclamação, cuja finalidade tem previsão constitucional taxativa, não 'pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal' (Rcl 4.381 AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 05/08/2011). Seguindo essa orientação, vale lembrar o já decidido pelo saudoso Min. TEORI ZAVASCKI no julgamento da Rcl 24.686- EDAgR/RJ, Segunda Turma, DJe de 11/04/2017: [...] se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. Esse é o sentido que deve ser conferido ao art. 988, §5..., II, do Código de Processo Civil. Interpretação puramente literal desse dispositivo acabaria por transferir a esta Corte, pela via indireta da reclamação, a competência de pelo menos três tribunais superiores (Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, Tribunal Superior Eleitoral), para onde podem ser dirigidos recursos contra decisões de tribunais de segundo grau de jurisdição (grifos nossos). O segundo motivo é que a defesa não trouxe qualquer documentação comprobatória de que o reclamado teria violado alguma decisão desta CORTE, seja em controle difuso, seja em controle concentrado, tampouco de enunciado de Súmula Vinculante (art. 988, II e III, do Código de Processo Civil). No caso concreto, o MM. Juiz de Direito da 1... Vara Criminal da Comarca de Sorocaba, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim determinou: 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP Vistos. Trata-se de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Polícia Seccional de Polícia de Sorocaba, que conta com atuação conjunta de Promotores de Justiça do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado GAECO/Núcleo Sorocaba/SP, onde se visa apurar autoria e materialidade dos crimes de organização criminosa, peculato desvio, corrupção ativa e passiva, além de fraudes em licitações. São formulados os pedidos de prisão temporária de 09 pessoas, dentre as quais 03 secretários municipais, porquanto presentes os requisitos legais da medida cautelar. Também se roga pela busca e apreensão, nos termos do art. 240 do C.P.P. Ainda, pugnam pelo bloqueio de valores, bens imóveis e móveis indicados no relatório final elaborado pela Polícia Civil. É o relatório necessário. 1. Na medida em que os requisitos autorizadores da prisão temporária não se fazem patentes, na ótica deste signatário, a pretensão fica indeferida, porquanto o material probante até o momento angariado não autoriza privar a liberdade de qualquer dos investigados. 2. De outra parte, a busca e apreensão nos locais e itens descritos na petição deve ser autorizada exatamente para que os argumentos fornecidos pela polícia civil e pelo Ministério Público possam ser fortalecidos com as eventuais provas que a eles compete apurar e demonstrar. Em outras palavras, as provas materiais de cometimento de crimes por parte das pessoas referidas na petição endereçada a este juízo pelo órgão ministerial, ficam na dependência daquilo que obtiverem na ação a ser desencadeada. Destarte, fica deferida a busca nos itens referidos (fls. 139/140), letras 'a' a 'd', bem como na residência do suspeito, referida logo após a última letra. 3. Ademais, também fica indeferido o pedido de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP Vistos. Trata-se de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Polícia Seccional de Polícia de Sorocaba, que conta com atuação conjunta de Promotores de Justiça do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado GAECO/Núcleo Sorocaba/SP, onde se visa apurar autoria e materialidade dos crimes de organização criminosa, peculato desvio, corrupção ativa e passiva, além de fraudes em licitações. São formulados os pedidos de prisão temporária de 09 pessoas, dentre as quais 03 secretários municipais, porquanto presentes os requisitos legais da medida cautelar. Também se roga pela busca e apreensão, nos termos do art. 240 do C.P.P. Ainda, pugnam pelo bloqueio de valores, bens imóveis e móveis indicados no relatório final elaborado pela Polícia Civil. É o relatório necessário. 1. Na medida em que os requisitos autorizadores da prisão temporária não se fazem patentes, na ótica deste signatário, a pretensão fica indeferida, porquanto o material probante até o momento angariado não autoriza privar a liberdade de qualquer dos investigados. 2. De outra parte, a busca e apreensão nos locais e itens descritos na petição deve ser autorizada exatamente para que os argumentos fornecidos pela polícia civil e pelo Ministério Público possam ser fortalecidos com as eventuais provas que a eles compete apurar e demonstrar. Em outras palavras, as provas materiais de cometimento de crimes por parte das pessoas referidas na petição endereçada a este juízo pelo órgão ministerial, ficam na dependência daquilo que obtiverem na ação a ser desencadeada. Destarte, fica deferida a busca nos itens referidos (fls. 139/140), letras 'a' a 'd', bem como na residência do suspeito, referida logo após a última letra. 3. Ademais, também fica indeferido o pedido de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP suspensão do exercício da função pública, tratado como "Pedido Subsidiário", porquanto consiste em medida cautelar diversa da prisão preventiva, a qual sequer se cogitou até o momento. 4. Defiro, também, os itens 'c' e 'd' (fl. 13) da Polícia Civil local, corroborado pelo Ministério Público. Significa que defiro para que seja incluído junto ao RENAJUD o bloqueios dos veículos de propriedade dos investigados. Não só, igualmente seja incluído junto à ARISP o bloqueio dos bens imóveis em nome dos investigados, bem como das respectivas empresas objeto da presente investigação policial. Segue o nome dos investigados e empresas, a seguir: I) Werinton Kermes Telles Marsal, portador do documento de identidade RG 17.220.853 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 040.963.998-25; II) Hudson Moreno Zuliani, portador do documento de identidade RG 11.309.817-0 e inscrito no CPF sob o número 020.938.078-07; III) Felipe Augusto Bismara, portador do documento de identidade RG 26.206.558 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 218.419.148-51; IV) Jaqueline Helena da Silva Bismara, portador do documento de identidade RG 30.350.827 SSP/SP e inscrita no CPF sob o n 311.034.988-43; V) Edmilson Chelles Martins, portador do documento de identidade RG 20.331.786 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 122.639.858-83; VI) Edemilson Eloi de Oliveira, portador do documento de identidade RG 14.302.509 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 029.881.238-02; VII) Antonio Bocalão Neto, portador do documento de identidade RG 43.986.470 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 362.997.558-57; VIII) Bianca Stefane Munis de Figueiredo, portadora do documento de identidade RG 52.150.047 e inscrita no 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP suspensão do exercício da função pública, tratado como "Pedido Subsidiário", porquanto consiste em medida cautelar diversa da prisão preventiva, a qual sequer se cogitou até o momento. 4. Defiro, também, os itens 'c' e 'd' (fl. 13) da Polícia Civil local, corroborado pelo Ministério Público. Significa que defiro para que seja incluído junto ao RENAJUD o bloqueios dos veículos de propriedade dos investigados. Não só, igualmente seja incluído junto à ARISP o bloqueio dos bens imóveis em nome dos investigados, bem como das respectivas empresas objeto da presente investigação policial. Segue o nome dos investigados e empresas, a seguir: I) Werinton Kermes Telles Marsal, portador do documento de identidade RG 17.220.853 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 040.963.998-25; II) Hudson Moreno Zuliani, portador do documento de identidade RG 11.309.817-0 e inscrito no CPF sob o número 020.938.078-07; III) Felipe Augusto Bismara, portador do documento de identidade RG 26.206.558 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 218.419.148-51; IV) Jaqueline Helena da Silva Bismara, portador do documento de identidade RG 30.350.827 SSP/SP e inscrita no CPF sob o n 311.034.988-43; V) Edmilson Chelles Martins, portador do documento de identidade RG 20.331.786 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 122.639.858-83; VI) Edemilson Eloi de Oliveira, portador do documento de identidade RG 14.302.509 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 029.881.238-02; VII) Antonio Bocalão Neto, portador do documento de identidade RG 43.986.470 SSP/SP e inscrito no CPF sob o número 362.997.558-57; VIII) Bianca Stefane Munis de Figueiredo, portadora do documento de identidade RG 52.150.047 e inscrita no 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP CPF sob o número 467.464.728-25; IX) Luciano Manoel da Silva Pereira, portador do documento de identidade RG 21.348.294 SSP/SP e inscrito no CPF sob o numero 144.933.598-54; X) Twenty Estruturas e Eventos Ltda., inscrita no CNPJ sob o n 14.473.526/0001-01; e, XI) Selt Serviços de Estruturas e Locações Temporárias Ltda., inscrita no CNPJ sob o n 18.975.503/0001-48. As inscrições junto ao RENAJUD e ARISP terão o prazo de validade de 180 dias. Equivale dizer, se até aquele momento não houver a apresentação de provas que permitam entrever a participação ou envolvimento das pessoas física e jurídica acima mencionadas nos crimes referidos pelas autoridades, os bens ficarão automaticamente liberados. Diante do exposto, deferido o pedido de expedição de mandados de busca e apreensão, nos termos do artigo 240 do Código de Processo Penal. De outro lado, a inscrição de veículos e imóveis fica condicionada ao fornecimento dos dados correspondentes para sua materialização. Cumpra-se. Nota-se, portanto, que a fundamentação apresentada aponta quais seriam os motivos concretos e peculiares justificadores da expedição de mandados de busca e apreensão. Todavia, verifico que a decisão não determinou a condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, razão pela qual não há falar-se em ofensa à Constituição Federal ou o efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. O terceiro motivo é que não consta na documentação apresentada que o reclamante foi conduzido coercitivamente pelo reclamado, autoridade policial, para ʺprestar 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP CPF sob o número 467.464.728-25; IX) Luciano Manoel da Silva Pereira, portador do documento de identidade RG 21.348.294 SSP/SP e inscrito no CPF sob o numero 144.933.598-54; X) Twenty Estruturas e Eventos Ltda., inscrita no CNPJ sob o n 14.473.526/0001-01; e, XI) Selt Serviços de Estruturas e Locações Temporárias Ltda., inscrita no CNPJ sob o n 18.975.503/0001-48. As inscrições junto ao RENAJUD e ARISP terão o prazo de validade de 180 dias. Equivale dizer, se até aquele momento não houver a apresentação de provas que permitam entrever a participação ou envolvimento das pessoas física e jurídica acima mencionadas nos crimes referidos pelas autoridades, os bens ficarão automaticamente liberados. Diante do exposto, deferido o pedido de expedição de mandados de busca e apreensão, nos termos do artigo 240 do Código de Processo Penal. De outro lado, a inscrição de veículos e imóveis fica condicionada ao fornecimento dos dados correspondentes para sua materialização. Cumpra-se. Nota-se, portanto, que a fundamentação apresentada aponta quais seriam os motivos concretos e peculiares justificadores da expedição de mandados de busca e apreensão. Todavia, verifico que a decisão não determinou a condução coercitiva de investigados ou de réus para interrogatório, razão pela qual não há falar-se em ofensa à Constituição Federal ou o efeito vinculante e erga omnes da decisão exarada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL nos autos das ADPFs 395 e 444. O terceiro motivo é que não consta na documentação apresentada que o reclamante foi conduzido coercitivamente pelo reclamado, autoridade policial, para ʺprestar 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP esclarecimentosʺ. Ao contrário. Constato que o reclamante compareceu na Delegacia Seccional de Polícia de Sorocaba/SP e que foi orientado quanto ao seu direito constitucional ao silêncio: Aos 8 de abril do mês de agosto de 2.019, nesta cidade de Sorocaba/SP, na Delegacia Seccional de Polícia, onde presente se encontrava o Promotor de Justiça CLÁUDIO BONADIA DE SOUZA E O Delegado de Polícia FELIPE MARINO OROSCO, comigo escrivã de seu cargo, ao final assinada, compareceu EDMILSON CHELLES MARTINS – RG 20331786, filho de MANOEL MARTINS e SONIA MARIA CHELLES MARTINS, residente na rua Mitre Fuiza Ayres, 335, Pq. Esmeralda, Sorocaba-SP, telefone 15981884377. Sabendo ler e escrever, inquirido pela Autoridade Policial, e orientado quanto ao seu direito ao silêncio, informa que deseja se manifestar com a expectativa de futuramente ser beneficiado pelo instituto de delação premiada, em momento oportuno, em fase judicial. [...]. (grifei). Não há, portanto, qualquer ilegalidade a ser amparada por meio da via reclamatória. Assim, por serem estranhos às hipóteses de cabimento da Reclamação, os pedidos do reclamante não poderão ser conhecidos na via reclamatória, consoante entendimento reiterado desta SUPREMA CORTE (Rcl 30.343/SP, Min. GILMAR MENDES, DJe de 14/06/2018; Rcl 28.178 AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 12/06/2018 e Rcl 29.956/PE, Rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 30/05/2018). Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP esclarecimentosʺ. Ao contrário. Constato que o reclamante compareceu na Delegacia Seccional de Polícia de Sorocaba/SP e que foi orientado quanto ao seu direito constitucional ao silêncio: Aos 8 de abril do mês de agosto de 2.019, nesta cidade de Sorocaba/SP, na Delegacia Seccional de Polícia, onde presente se encontrava o Promotor de Justiça CLÁUDIO BONADIA DE SOUZA E O Delegado de Polícia FELIPE MARINO OROSCO, comigo escrivã de seu cargo, ao final assinada, compareceu EDMILSON CHELLES MARTINS – RG 20331786, filho de MANOEL MARTINS e SONIA MARIA CHELLES MARTINS, residente na rua Mitre Fuiza Ayres, 335, Pq. Esmeralda, Sorocaba-SP, telefone 15981884377. Sabendo ler e escrever, inquirido pela Autoridade Policial, e orientado quanto ao seu direito ao silêncio, informa que deseja se manifestar com a expectativa de futuramente ser beneficiado pelo instituto de delação premiada, em momento oportuno, em fase judicial. [...]. (grifei). Não há, portanto, qualquer ilegalidade a ser amparada por meio da via reclamatória. Assim, por serem estranhos às hipóteses de cabimento da Reclamação, os pedidos do reclamante não poderão ser conhecidos na via reclamatória, consoante entendimento reiterado desta SUPREMA CORTE (Rcl 30.343/SP, Min. GILMAR MENDES, DJe de 14/06/2018; Rcl 28.178 AgR/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 12/06/2018 e Rcl 29.956/PE, Rel. Min. ROSA WEBER, DJe de 30/05/2018). Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34466 AGR / SP o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Supremo Tribunal Federal RCL 34466 AGR / SP o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBBC-A92E-6413-012A e senha 5311-A932-C0DF-136E Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) : CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO (407528/SP) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2541-0838-E924-A740 e senha B1F4-9777-EB2D-84DC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.466 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : EDMILSON CHELLES MARTINS ADV.(A/S) : CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO (407528/SP) E OUTRO(A/ S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2541-0838-E924-A740 e senha B1F4-9777-EB2D-84DC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 34 . 466", "RECLAMAÇÃO 34 . 466", "autos", "RECLAMAÇÃO 34 . 466", "ADPFs", ".", ".", "1503696", "-", "46", ".", "2019", ".", "8", ".", "1504193", "-", "60", ".", "2019", ".", "8", ".", "46", ".", "2019", ".", "8", ".", "26", ".", "0602", "1504193", "-", "60", ".", "2019", ".", "8", ".", "26", ".", "0602", "Reclamação 34 . 266 / SP", "RCL", "ADPFs 395", "-", ".", ".", "Reclamação 34 . 266 / SP", "RECLAMAÇÃO 34 . 466", "RCL 34466 AGR", "ADPFs 395", "ADPF 395 / DF", "RCL", "ADPFs 395", "ADPF 395 / DF", "RCL 34466 AGR", "ADPFs", "autos", "-", "46", ".", "2019", ".", "8", ".", "1504193", "-", "60", ".", "2019", ".", "8", "RCL 34466 AGR / SP", "ADPFs", "autos", "26", "-", ".", ".", "ADPFs 395", "RCL 34466 AGR / SP", "Rcl 4 . 381 AgR / RJ", "Rcl 24 . 686 - EDAgR / RJ", "Rcl 4 . 381 AgR / RJ", "Rcl 24 . 686 - EDAgR / RJ", "RCL 34466 AGR", "RCL 34466", "RCL 34466", "RCL 34466 AGR / SP", "ADPFs 395", "ADPFs 395", "Rcl 30 . 343 / SP", "Rcl 28 . 178 AgR / RS", "Rcl 29 . 956 / PE", "Rcl 30 . 343 / SP", "Rcl 28 . 178 AgR / RS", "Rcl 29 . 956 / PE", "RCL 34466 AGR / SP", "RCL 34466", "RECLAMAÇÃO", "RECLAMAÇÃO 34 . 466" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , caput e § 1 . . . , do Código de Processo [UNK]", "artigo 300 do Código de Processo Civil", "artigo 157 , caput e § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , caput e § 1 . . . , do Código de Processo [UNK]", "artigo 300 do Código de Processo Civil", "artigo 157 , caput e § 1 . . . , do Código de Processo Penal .", "art . 69 , caput , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , ' l ' , e o", "art . 103 - A , caput e § 3 . . . , ambos da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , ' l ' , e o", "art . 103 - A , caput e § 3 . . . , ambos da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 988 , I , II e III , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "artigo 260 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 988 , I , II e III , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "artigo 260 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 988 , § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil", "art . 988 , II e III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 988 , § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil", "art . 988 , II e III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 240 do C . 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P", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 240 do Código de Processo Penal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 240 do Código de Processo Penal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "Sorocaba", "SÃO PAULO", "Sorocaba", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Sorocaba", "/", "SP", "Sorocaba", "/", "SP", "Sorocaba", "/", "SP", "rua Mitre Fuiza Ayres", "Pq", "Sorocaba - SP", "Sorocaba", "/", "SP", "rua Mitre Fuiza Ayres", "Esmeralda", "Sorocaba", "-", "SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Setor", "Prefeitura de Sorocaba / SP", "Twenty Eventos", "Selt", "1", ".", ".", ". Vara Criminal de Sorocaba / SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Setor Especializado", "Prefeitura de Sorocaba /", "Twenty Eventos", "Selt", "1", ".", ". . Vara Criminal de Sorocaba / SP", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "/", "SP", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "1", ".", ".", ".", "Vara Criminal da Comarca de Sorocaba", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "setor Especializado de", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior Eleitoral", "Vara", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior Eleitoral", "Vara Criminal da Comarca de Sorocaba", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "/", "SP", "Delegacia de Polícia Seccional de Polícia de Sorocaba", "Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado", "GAECO", "/", "Núcleo", "Sorocaba", "/", "SP", "Polícia Civil", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Delegacia de Polícia Seccional de Polícia de Sorocaba", "Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado", "GAECO", "/", "Núcleo", "Sorocaba", "/", "SP", "Polícia Civil", "Ministério Público", "AGR", "/", "SP", "Ministério Público", "RENAJUD", "ARISP", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia", "Ministério Público", "RENAJUD", "ARISP", "Twenty Estruturas e Eventos Ltda .", "Selt Serviços de Estruturas e Locações Temporárias Ltda .", "RENAJUD", "ARISP", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Twenty Estruturas e Eventos Ltda .", "Selt Serviços de Estruturas e Locações Temporárias Ltda .", "RENAJUD", "ARISP", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "/", "SP", "Delegacia Seccional de Polícia de Sorocaba / SP", "Delegacia Seccional de Polícia", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Delegacia Seccional de Polícia de Sorocaba / SP", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "EDMILSON CHELLES MARTINS", "CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDMILSON CHELLES MARTINS", "CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Felipe Bismara", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDMILSON CHELLES MARTINS", "CAIO AUGUSTO 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"MANOEL MARTINS", "SONIA MARIA CHELLES MARTINS", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "CLÁUDIO BONADIA DE SOUZA", "FELIPE MARINO OROSCO", "EDMILSON CHELLES MARTINS", "MANOEL MARTINS", "SONIA MARIA CHELLES MARTINS", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDMILSON CHELLES MARTINS", "CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDMILSON CHELLES MARTINS", "CAIO AUGUSTO SANTOS ZACCARIOTTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "08", ".", "04", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "08", ".", "04", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) :HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E FINANCEIRO. AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA. DECISÃO RECLAMADA EM CONFORMIDADE COM O PARADIGMA DE CONFRONTO APONTADO. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Tribunal reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no RE 705.423-RG (Tema 653 da Repercussão Geral). 2. Cotejando a decisão reclamada com o paradigma de confronto apontado, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar o precedente deste TRIBUNAL. 3. Versando o caso concreto sobre questão referente ao impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados ao Município de Triunfo Potiguar/RN, em razão de programa governamental do Estado do Rio Grande do Norte, aplica-se, ao caso, a orientação fixada por esta CORTE no Tema 653. 4. Recurso de agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41B1-F11E-703F-15F7 e senha D151-F143-EA51-18ED Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão RCL 34033 AGR / RN Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41B1-F11E-703F-15F7 e senha D151-F143-EA51-18ED Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41B1-F11E-703F-15F7 e senha D151-F143-EA51-18ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) :HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão, que negou seguimento à Reclamação. O agravante sustenta, em síntese, a existência de “dezenas” de precedentes, firmados nos anos de 2017 e 2018, “que caminham no sentido favorável à tese desta municipalidade”. Argumenta que, tendo havido “a correta interposição do Agravo Interno junto ao TJRN, demonstrando que todas as decisões bem recentes desta Eg. Corte Suprema caminham no sentido de aplicar o tema 42/STF ao caso concreto (plausibilidade), deve ser aceita a presente reclamação”. Pede, ao final, a reconsideração da decisão agravada. Subsidiariamente, pugna pela remessa do autos “para o julgamento no órgão colegiado com a finalidade de que seja reformada a decisão monocrática no sentido de receber a Reclamação interposta por esta municipalidade, tendo em vista houve o preenchimento de todos os requisitos legais para a interposição da Reclamação, julgando-a, desde já, procedente para cassar a decisão que negou provimento ao agravo interno interposto no âmbito do tribunal estadual” (doc. 12 – fl. 5). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1B4-2D10-9517-9CFB e senha ABD7-92A6-CE2D-3E46 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) :HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão, que negou seguimento à Reclamação. O agravante sustenta, em síntese, a existência de “dezenas” de precedentes, firmados nos anos de 2017 e 2018, “que caminham no sentido favorável à tese desta municipalidade”. Argumenta que, tendo havido “a correta interposição do Agravo Interno junto ao TJRN, demonstrando que todas as decisões bem recentes desta Eg. Corte Suprema caminham no sentido de aplicar o tema 42/STF ao caso concreto (plausibilidade), deve ser aceita a presente reclamação”. Pede, ao final, a reconsideração da decisão agravada. Subsidiariamente, pugna pela remessa do autos “para o julgamento no órgão colegiado com a finalidade de que seja reformada a decisão monocrática no sentido de receber a Reclamação interposta por esta municipalidade, tendo em vista houve o preenchimento de todos os requisitos legais para a interposição da Reclamação, julgando-a, desde já, procedente para cassar a decisão que negou provimento ao agravo interno interposto no âmbito do tribunal estadual” (doc. 12 – fl. 5). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1B4-2D10-9517-9CFB e senha ABD7-92A6-CE2D-3E46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação, com pedido de tutela de urgência, proposta pelo Município de Triunfo Potiguar contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, que teria aplicado equivocadamente os precedentes desta CORTE fixados no Tema 653, em vez do Tema 42. Na inicial, a parte autora alega, em síntese, que: a matéria de fundo é a concretização do pagamento da diferença dos valores da cota parte do ICMS devidos a esta municipalidade decorrentes do repasse desse imposto previsto no art. 158, IV, da Constituição Federal, os quais têm sido indevidamente deduzidos em virtude da política de benefícios fiscais promovida pelo Estado do Rio Grande do Norte (fl. 1); (b) em juízo de admissibilidade, o Vice-Presidente negou seguimento ao Recurso Extraordinário interposto pelo Município ora Reclamante, por entender que o acórdão recorrido estava em consonância com o decidido no RE nº 705.423, afeto ao Tema 653 da repercussão geral que é relacionado a tributos federais ; e que o Tema 653, teria superado o entendimento firmado no RE 572.762, paradigma do Tema 42 da repercussão geral (fl. 6); (c) interposto Agravo Interno, por ter sido o Recurso Extraordinário inadmitido com fundamento no art. 1.030, I, a, do CPC, o Plenário do Eg. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte negou provimento ao Agravo sob a mesma justificativa de que o caso estaria em sintonia com o TEMA 653 (fl. 6); (d) o Tribunal de Justiça está desrespeitando a autoridade das decisões (art. 988, II, CPC) desta Suprema Corte, na medida que aplica o Tema 653 da repercussão geral para o caso típico de incidência do Tema 42, o qual não restou superado por aquele e continua sendo utilizado pelo STF nos casos que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação, com pedido de tutela de urgência, proposta pelo Município de Triunfo Potiguar contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, que teria aplicado equivocadamente os precedentes desta CORTE fixados no Tema 653, em vez do Tema 42. Na inicial, a parte autora alega, em síntese, que: a matéria de fundo é a concretização do pagamento da diferença dos valores da cota parte do ICMS devidos a esta municipalidade decorrentes do repasse desse imposto previsto no art. 158, IV, da Constituição Federal, os quais têm sido indevidamente deduzidos em virtude da política de benefícios fiscais promovida pelo Estado do Rio Grande do Norte (fl. 1); (b) em juízo de admissibilidade, o Vice-Presidente negou seguimento ao Recurso Extraordinário interposto pelo Município ora Reclamante, por entender que o acórdão recorrido estava em consonância com o decidido no RE nº 705.423, afeto ao Tema 653 da repercussão geral que é relacionado a tributos federais ; e que o Tema 653, teria superado o entendimento firmado no RE 572.762, paradigma do Tema 42 da repercussão geral (fl. 6); (c) interposto Agravo Interno, por ter sido o Recurso Extraordinário inadmitido com fundamento no art. 1.030, I, a, do CPC, o Plenário do Eg. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte negou provimento ao Agravo sob a mesma justificativa de que o caso estaria em sintonia com o TEMA 653 (fl. 6); (d) o Tribunal de Justiça está desrespeitando a autoridade das decisões (art. 988, II, CPC) desta Suprema Corte, na medida que aplica o Tema 653 da repercussão geral para o caso típico de incidência do Tema 42, o qual não restou superado por aquele e continua sendo utilizado pelo STF nos casos que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN envolve o repasse de ICMS previsto no art. 158, IV, da Constituição Federal (fls. 6/7); e (e) o STF ao julgar o RE 705.423 e ao editar a tese do Tema 653 não realizou um overruling, mas sim um distinguishing em face do RE 572.762 (fl. 31). Requer, ao final, a procedência do pedido para que seja cassada a decisão que negou provimento ao agravo interno interposto nos autos do referido processo, determinando a imediata remessa do RE a essa Suprema Corte para que o mesmo seja processado e julgado pelo Tribunal competente (fl. 34). Subsidiariamente, pede que, em caso de aplicação do Tema 653 ao caso, seja cassada a decisão do TJRN para possibilitar a abertura de apresentação, por esta municipalidade, de documentação comprobatória dos vícios nas concessões dos benefícios fiscais pelo Estado que ofendem o nosso ordenamento jurídico e que gerariam, de igual forma, a procedência do pleito municipal (fl. 34). É o Relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem os arts. 102, I, “l”, e 103-A, caput e § 3º, ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN envolve o repasse de ICMS previsto no art. 158, IV, da Constituição Federal (fls. 6/7); e (e) o STF ao julgar o RE 705.423 e ao editar a tese do Tema 653 não realizou um overruling, mas sim um distinguishing em face do RE 572.762 (fl. 31). Requer, ao final, a procedência do pedido para que seja cassada a decisão que negou provimento ao agravo interno interposto nos autos do referido processo, determinando a imediata remessa do RE a essa Suprema Corte para que o mesmo seja processado e julgado pelo Tribunal competente (fl. 34). Subsidiariamente, pede que, em caso de aplicação do Tema 653 ao caso, seja cassada a decisão do TJRN para possibilitar a abertura de apresentação, por esta municipalidade, de documentação comprobatória dos vícios nas concessões dos benefícios fiscais pelo Estado que ofendem o nosso ordenamento jurídico e que gerariam, de igual forma, a procedência do pleito municipal (fl. 34). É o Relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem os arts. 102, I, “l”, e 103-A, caput e § 3º, ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; Na presente hipótese, a Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; Na presente hipótese, a Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014). O CPC/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da Repercussão Geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (a) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de RE ou recurso especial repetitivo; e (b) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5º, II: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV omissis. § 5 º É inadmissível a reclamação: I omissis II proposta para garantir a observância de acórdão 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014). O CPC/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da Repercussão Geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (a) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de RE ou recurso especial repetitivo; e (b) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5º, II: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV omissis. § 5 º É inadmissível a reclamação: I omissis II proposta para garantir a observância de acórdão 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê a utilização da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de Repercussão Geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, esta CORTE, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado, observando-se, consequentemente, os seus estritos limites cognitivos (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do SUPREMO quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no STF deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobrestá o processo, inadmite liminarmente o recurso da competência do STF ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do SUPREMO TRIBUNAL 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê a utilização da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de Repercussão Geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, esta CORTE, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado, observando-se, consequentemente, os seus estritos limites cognitivos (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do SUPREMO quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no STF deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobrestá o processo, inadmite liminarmente o recurso da competência do STF ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do SUPREMO TRIBUNAL 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN FEDERAL firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do STF com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). Na presente hipótese, o ato impugnado negou provimento ao agravo interno do município de Triunfo Potiguar, por decisão assim ementada: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PARADIGMA JULGADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. RE 705.423/SE (TEMA 653). REPARTIÇÃO DE RECEITAS TRIBUTÁRIAS. ICMS. DECISÃO RECORRIDA QUE SE ALINHOU À ORIENTAÇÃO FIXADA PELO STF. ARGUMENTAÇÃO DO AGRAVANTE INSUFICIENTE A ENSEJAR A MODIFICAÇÃO DO DECISUM. AGRAVO INTERNO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. O acórdão recorrido se alinhou ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do RE nº 705.423/SE, submetido ao regime repercussão geral (Tema 653), razão pela qual deve ser mantida a decisão que negou seguimento ao recurso, com fundamento no art. 1.030, I, "b", do Código de Processo Civil. 2. Ademais, deve ser mantida a decisão agravada pelos seus próprios fundamentos, uma vez que a parte recorrente não trouxe qualquer argumento hábil a justificar a admissão do Recurso Extraordinário. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN FEDERAL firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do STF com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). Na presente hipótese, o ato impugnado negou provimento ao agravo interno do município de Triunfo Potiguar, por decisão assim ementada: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PARADIGMA JULGADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. RE 705.423/SE (TEMA 653). REPARTIÇÃO DE RECEITAS TRIBUTÁRIAS. ICMS. DECISÃO RECORRIDA QUE SE ALINHOU À ORIENTAÇÃO FIXADA PELO STF. ARGUMENTAÇÃO DO AGRAVANTE INSUFICIENTE A ENSEJAR A MODIFICAÇÃO DO DECISUM. AGRAVO INTERNO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. O acórdão recorrido se alinhou ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do RE nº 705.423/SE, submetido ao regime repercussão geral (Tema 653), razão pela qual deve ser mantida a decisão que negou seguimento ao recurso, com fundamento no art. 1.030, I, "b", do Código de Processo Civil. 2. Ademais, deve ser mantida a decisão agravada pelos seus próprios fundamentos, uma vez que a parte recorrente não trouxe qualquer argumento hábil a justificar a admissão do Recurso Extraordinário. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN 3. Conhecimento e desprovimento do Agravo Interno. Entendeu o Tribunal de origem que a controvérsia dos autos alinha-se à orientação fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do RE nº 705.423 (Tema 653), julgado em repercussão geral. Eis a ementa do julgado paradigma: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E FINANCEIRO. FEDERALISMO FISCAL. FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS – FPM. TRANSFERÊNCIAS INTERGOVERNAMENTAIS. REPARTIÇÃO DE RECEITAS TRIBUTÁRIAS. COMPETÊNCIA PELA FONTE OU PRODUTO. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. AUTONOMIA FINANCEIRA. PRODUTO DA ARRECADAÇÃO. CÁLCULO. DEDUÇÃO OU EXCLUSÃO DAS RENÚNCIAS, INCENTIVOS E ISENÇÕES FISCAIS. IMPOSTO DE RENDA - IR. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. ART. 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 1. Não se haure da autonomia financeira dos Municípios direito subjetivo de índole constitucional com aptidão para infirmar o livre exercício da competência tributária da União, inclusive em relação aos incentivos e renúncias fiscais, desde que observados os parâmetros de controle constitucionais, legislativos e jurisprudenciais atinentes à desoneração. 2. A expressão “produto da arrecadação” prevista no art. 158, I, da Constituição da República, não permite interpretação constitucional de modo a incluir na base de cálculo do FPM os benefícios e incentivos fiscais devidamente realizados pela União em relação a tributos federais, à luz do conceito técnico de arrecadação e dos estágios da receita pública. 3. A demanda distingue-se do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN 3. Conhecimento e desprovimento do Agravo Interno. Entendeu o Tribunal de origem que a controvérsia dos autos alinha-se à orientação fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do RE nº 705.423 (Tema 653), julgado em repercussão geral. Eis a ementa do julgado paradigma: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E FINANCEIRO. FEDERALISMO FISCAL. FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS – FPM. TRANSFERÊNCIAS INTERGOVERNAMENTAIS. REPARTIÇÃO DE RECEITAS TRIBUTÁRIAS. COMPETÊNCIA PELA FONTE OU PRODUTO. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. AUTONOMIA FINANCEIRA. PRODUTO DA ARRECADAÇÃO. CÁLCULO. DEDUÇÃO OU EXCLUSÃO DAS RENÚNCIAS, INCENTIVOS E ISENÇÕES FISCAIS. IMPOSTO DE RENDA - IR. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. ART. 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 1. Não se haure da autonomia financeira dos Municípios direito subjetivo de índole constitucional com aptidão para infirmar o livre exercício da competência tributária da União, inclusive em relação aos incentivos e renúncias fiscais, desde que observados os parâmetros de controle constitucionais, legislativos e jurisprudenciais atinentes à desoneração. 2. A expressão “produto da arrecadação” prevista no art. 158, I, da Constituição da República, não permite interpretação constitucional de modo a incluir na base de cálculo do FPM os benefícios e incentivos fiscais devidamente realizados pela União em relação a tributos federais, à luz do conceito técnico de arrecadação e dos estágios da receita pública. 3. A demanda distingue-se do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN Tema 42 da sistemática da repercussão geral, cujo recurso- paradigma é RE-RG 572.762, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, julgado em 18.06.2008, DJe 05.09.2008. Isto porque no julgamento pretérito centrou-se na natureza compulsória ou voluntária das transferências intergovernamentais, ao passo que o cerne do debate neste Tema reside na diferenciação entre participação direta e indireta na arrecadação tributária do Estado Fiscal por parte de ente federativo. Precedentes. Doutrina. 4. Fixação de tese jurídica ao Tema 653 da sistemática da repercussão geral: “É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades.” 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (RE 705423, Relator Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 23/11/2016, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-020 DIVULG 02- 02-2018 PUBLIC 05-02-2018). Dessa maneira, o reclamante argumenta que o Tribunal de Justiça estadual equivocou-se ao aplicar Tema 653/STF, pois, segundo afirma, o Tema 42/STF seria mais adequado ao caso, por envolver casos de ICMS. Sem razão. Cotejando o decisum reclamado com o leading case, não se constata, respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Transcreve-se, a seguir, a tese firmada no paradigma indicado: Tema 653: É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN Tema 42 da sistemática da repercussão geral, cujo recurso- paradigma é RE-RG 572.762, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, julgado em 18.06.2008, DJe 05.09.2008. Isto porque no julgamento pretérito centrou-se na natureza compulsória ou voluntária das transferências intergovernamentais, ao passo que o cerne do debate neste Tema reside na diferenciação entre participação direta e indireta na arrecadação tributária do Estado Fiscal por parte de ente federativo. Precedentes. Doutrina. 4. Fixação de tese jurídica ao Tema 653 da sistemática da repercussão geral: “É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades.” 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (RE 705423, Relator Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 23/11/2016, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-020 DIVULG 02- 02-2018 PUBLIC 05-02-2018). Dessa maneira, o reclamante argumenta que o Tribunal de Justiça estadual equivocou-se ao aplicar Tema 653/STF, pois, segundo afirma, o Tema 42/STF seria mais adequado ao caso, por envolver casos de ICMS. Sem razão. Cotejando o decisum reclamado com o leading case, não se constata, respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Transcreve-se, a seguir, a tese firmada no paradigma indicado: Tema 653: É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades. Ora, o juízo reclamado, ao afirmar que na decisão agravada, consta fundamentação suficiente para justificar a aplicação ao presente caso da tese fixada para o Tema 653/STF, a qual, mesmo tendo sido adotada em controvérsia cujo objeto de discussão foi a composição da base de cálculo do FPM em função do percentual do IR e IPI arrecadados, possui plena aplicabilidade nas discussões acerca dos repasses aos municípios das quotas de ICMS, realizou uma interpretação do paradigma de repercussão geral que, de modo algum, pode ser considerada teratológica. Ademais, o acórdão impugnado está em consonância ao entendimento desta CORTE que assim decidiu, em casos análogos ao discutido nos autos, envolvendo o repasse de ICMS a municípios, nessa linha: Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECEITAS TRIBUTÁRIAS. REPASSE AO MUNICÍPIO DA PARCELA DO ICMS SEM DEDUÇÃO DE INCENTIVOS FISCAIS PORVENTURA CONCEDIDOS PELO ESTADO. MATÉRIA INSERIDA SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NO TEMA 653. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM, PARA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o RE 705.423- RG, de relatoria do Min. Edson Fachin, reconheceu a repercussão geral da matéria. Sendo assim, deve ser mantida a decisão que determinou a devolução dos presentes autos, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RI/STF, e da legislação processual civil. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades. Ora, o juízo reclamado, ao afirmar que na decisão agravada, consta fundamentação suficiente para justificar a aplicação ao presente caso da tese fixada para o Tema 653/STF, a qual, mesmo tendo sido adotada em controvérsia cujo objeto de discussão foi a composição da base de cálculo do FPM em função do percentual do IR e IPI arrecadados, possui plena aplicabilidade nas discussões acerca dos repasses aos municípios das quotas de ICMS, realizou uma interpretação do paradigma de repercussão geral que, de modo algum, pode ser considerada teratológica. Ademais, o acórdão impugnado está em consonância ao entendimento desta CORTE que assim decidiu, em casos análogos ao discutido nos autos, envolvendo o repasse de ICMS a municípios, nessa linha: Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECEITAS TRIBUTÁRIAS. REPASSE AO MUNICÍPIO DA PARCELA DO ICMS SEM DEDUÇÃO DE INCENTIVOS FISCAIS PORVENTURA CONCEDIDOS PELO ESTADO. MATÉRIA INSERIDA SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NO TEMA 653. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM, PARA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o RE 705.423- RG, de relatoria do Min. Edson Fachin, reconheceu a repercussão geral da matéria. Sendo assim, deve ser mantida a decisão que determinou a devolução dos presentes autos, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RI/STF, e da legislação processual civil. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN CPC/2015. (RE 961968 AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 16/8/2016). Por fim, destaco que, no RE 905.876, de minha relatoria, reconsiderei a decisão monocrática que, aplicando a orientação fixada no RE 572.762-RG (Tema 42), deu provimento a Recurso Extraordinário sob o fundamento de que as condições previstas em programa de benefício fiscal instituído pelo ente estadual não podem afetar o repasse da parcela do ICMS a ser destinada às entidades municipais, sob pena de indevida interferência dos Estados no sistema de repartição de receitas tributárias desenhado pelo legislador constituinte, aplicando ao caso concreto a tese fixada no RE 705.423-RG (Tema 653). Na ocasião, acatei a tese de que, embora a orientação fixada no RE 705.423- RG (Tema 653) trate de incentivos fiscais relativos ao IR e ao IPI, concedidos pela União, na essência, a questão ali tratada é a mesma da discutida no processo. Dessa forma, a postulação não passa de simples pedido de revisão do entendimento aplicado na origem, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já se pronunciou, por diversas vezes, no sentido de que a reclamação constitucional não deve ser utilizada como sucedâneo recursal ou atalho processual para postular diretamente no STF a observação de precedente vinculante estabelecido sob a sistemática da Repercussão Geral, por não ser substitutivo de recurso ou de ação rescisória (Rcl 31.486 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 19/11/2018, DJe de 26/11/2018; (Rcl 16.038 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 30/10/2014). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive oportunidade de enfatizar naquele julgado, o Tribunal 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN CPC/2015. (RE 961968 AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 16/8/2016). Por fim, destaco que, no RE 905.876, de minha relatoria, reconsiderei a decisão monocrática que, aplicando a orientação fixada no RE 572.762-RG (Tema 42), deu provimento a Recurso Extraordinário sob o fundamento de que as condições previstas em programa de benefício fiscal instituído pelo ente estadual não podem afetar o repasse da parcela do ICMS a ser destinada às entidades municipais, sob pena de indevida interferência dos Estados no sistema de repartição de receitas tributárias desenhado pelo legislador constituinte, aplicando ao caso concreto a tese fixada no RE 705.423-RG (Tema 653). Na ocasião, acatei a tese de que, embora a orientação fixada no RE 705.423- RG (Tema 653) trate de incentivos fiscais relativos ao IR e ao IPI, concedidos pela União, na essência, a questão ali tratada é a mesma da discutida no processo. Dessa forma, a postulação não passa de simples pedido de revisão do entendimento aplicado na origem, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já se pronunciou, por diversas vezes, no sentido de que a reclamação constitucional não deve ser utilizada como sucedâneo recursal ou atalho processual para postular diretamente no STF a observação de precedente vinculante estabelecido sob a sistemática da Repercussão Geral, por não ser substitutivo de recurso ou de ação rescisória (Rcl 31.486 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 19/11/2018, DJe de 26/11/2018; (Rcl 16.038 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 30/10/2014). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive oportunidade de enfatizar naquele julgado, o Tribunal 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no RE 705.423-RG (Tema 653 da Repercussão Geral). Desse modo, cotejando a decisão reclamada com o paradigma de confronto apontado, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar o precedente deste TRIBUNAL. Neste ponto, quanto à diferença das teses fixadas nos Temas 42 e 653, ambos da repercussão geral, por sua exatidão, menciono trecho da decisão proferida pelo eminente Ministro LUIZ FUX, nos autos da Rcl 31.966, DJe de 8/2/2019: “Ocorre que a tese fixada no Tema 42 da repercussão geral (RE 572.672), embora diga respeito ao ICMS, não se amolda ao caso em questão. Da leitura do voto condutor do acórdão, extrai-se que a temática debatida naquele recurso extraordinário consistia na licitude, ou não, de o Estado membro postergar o repasse de parcela do ICMS devida aos municípios, nos termos do art. 158, IV, da CF/88, a pretexto de que o seu recolhimento foi adiado em virtude da concessão de incentivos fiscais a particulares. A conclusão, naquele julgamento, foi a de que o tributo era recolhido e ingressava na contabilidade do Estado. No entanto, era destinado a um fundo, o qual caracterizaria como uma espécie de incentivo fiscal. Dessa forma, o julgamento do mérito da tese fixada no tema 42 baseou-se na ideia de que o ICMS havia sido arrecadado e que o Estado membro, ao reter as parcelas destinadas aos Municípios, interferia ilegalmente no sistema constitucional de repartição das receitas tributárias, nos termos da ementa daquele julgado, in verbis: CONSTITUCIONAL. ICMS. REPARTIÇÃO DE RENDAS TRIBUTÁRIAS. PRODEC. PROGRAMA DE INCENTIVO FISCAL DE SANTA CATARINA. RETENÇÃO, PELO ESTADO, DE PARTE DA PARCELA PERTENCENTE AOS MUNICÍPIOS. INCONSTITUCIONALIDADE. RE DESPROVIDO. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no RE 705.423-RG (Tema 653 da Repercussão Geral). Desse modo, cotejando a decisão reclamada com o paradigma de confronto apontado, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar o precedente deste TRIBUNAL. Neste ponto, quanto à diferença das teses fixadas nos Temas 42 e 653, ambos da repercussão geral, por sua exatidão, menciono trecho da decisão proferida pelo eminente Ministro LUIZ FUX, nos autos da Rcl 31.966, DJe de 8/2/2019: “Ocorre que a tese fixada no Tema 42 da repercussão geral (RE 572.672), embora diga respeito ao ICMS, não se amolda ao caso em questão. Da leitura do voto condutor do acórdão, extrai-se que a temática debatida naquele recurso extraordinário consistia na licitude, ou não, de o Estado membro postergar o repasse de parcela do ICMS devida aos municípios, nos termos do art. 158, IV, da CF/88, a pretexto de que o seu recolhimento foi adiado em virtude da concessão de incentivos fiscais a particulares. A conclusão, naquele julgamento, foi a de que o tributo era recolhido e ingressava na contabilidade do Estado. No entanto, era destinado a um fundo, o qual caracterizaria como uma espécie de incentivo fiscal. Dessa forma, o julgamento do mérito da tese fixada no tema 42 baseou-se na ideia de que o ICMS havia sido arrecadado e que o Estado membro, ao reter as parcelas destinadas aos Municípios, interferia ilegalmente no sistema constitucional de repartição das receitas tributárias, nos termos da ementa daquele julgado, in verbis: CONSTITUCIONAL. ICMS. REPARTIÇÃO DE RENDAS TRIBUTÁRIAS. PRODEC. PROGRAMA DE INCENTIVO FISCAL DE SANTA CATARINA. RETENÇÃO, PELO ESTADO, DE PARTE DA PARCELA PERTENCENTE AOS MUNICÍPIOS. INCONSTITUCIONALIDADE. RE DESPROVIDO. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN I – A parcela do imposto estadual sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, a que se refere o art. 158, IV, da Carta Magna pertence de pleno direito aos Municípios. II - O repasse da quota constitucionalmente devida aos Municípios não pode sujeitar-se à condição prevista em programa de benefício fiscal de âmbito estadual. III – Limitação que configura indevida interferência do Estado no sistema constitucional de repartição de receitas tributárias. IV – Recurso extraordinário desprovido. Por outro lado, o cerne da controvérsia ora em discussão versa sobre o impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados aos municípios. Embora o reclamante sustente a indevida aplicação do Tema 653 da repercussão geral (RE 705.423), invoco as razões da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário para concluir que o Tribunal a quo aplicou corretamente referida tese ao caso concreto. Isso porque, conforme já decidido no RE 705.423/SE, Rel. Min. Edson Fachin: “(…) consistem em controvérsias substancialmente distintas, porquanto são díspares os contextos fático- normativos subjacentes aos litígios. No julgamento supracitado, o STF assentou que o repasse das receitas públicas tributárias transferidas, via fundo de participação, não podem sujeitar-se às técnicas e condicionantes previstos em programa estadual de benefício fiscal. Portanto, é inviável a retenção de parcela do produto da arrecadação do ICMS. Como já visto, não é disso que trata a presente demanda. Assim sendo, sob as luzes do léxico próprio do Direito Financeiro, a discussão do Tema 42 centrou-se na natureza compulsória ou voluntária das transferências 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN I – A parcela do imposto estadual sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, a que se refere o art. 158, IV, da Carta Magna pertence de pleno direito aos Municípios. II - O repasse da quota constitucionalmente devida aos Municípios não pode sujeitar-se à condição prevista em programa de benefício fiscal de âmbito estadual. III – Limitação que configura indevida interferência do Estado no sistema constitucional de repartição de receitas tributárias. IV – Recurso extraordinário desprovido. Por outro lado, o cerne da controvérsia ora em discussão versa sobre o impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados aos municípios. Embora o reclamante sustente a indevida aplicação do Tema 653 da repercussão geral (RE 705.423), invoco as razões da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário para concluir que o Tribunal a quo aplicou corretamente referida tese ao caso concreto. Isso porque, conforme já decidido no RE 705.423/SE, Rel. Min. Edson Fachin: “(…) consistem em controvérsias substancialmente distintas, porquanto são díspares os contextos fático- normativos subjacentes aos litígios. No julgamento supracitado, o STF assentou que o repasse das receitas públicas tributárias transferidas, via fundo de participação, não podem sujeitar-se às técnicas e condicionantes previstos em programa estadual de benefício fiscal. Portanto, é inviável a retenção de parcela do produto da arrecadação do ICMS. Como já visto, não é disso que trata a presente demanda. Assim sendo, sob as luzes do léxico próprio do Direito Financeiro, a discussão do Tema 42 centrou-se na natureza compulsória ou voluntária das transferências 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN intergovernamentais, ao passo que o cerne do debate a ser levado a cabo neste Tema 653 da sistemática da repercussão geral reside na diferenciação entre participação direta e indireta na arrecadação tributária do Estado Fiscal por parte de ente federativo.” (grifei) A corroborar tal assertiva, trago à colação as razões de decidir do RE 890.326-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, nas quais há o reconhecimento quanto à constitucionalidade da concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais que, a despeito de não se tratar da mesma espécie tributária, poderia impactar no cálculo do valor devido aos municípios a título de participação na arrecadação dos referidos tributos. Diante disso, o relator concluiu que “O mesmo raciocínio aplica-se ao ICMS, pelo que a matéria é semelhante àquela ora em exame.” (Grifei). Assim, a despeito das ponderações do ora agravante, versando o caso concreto sobre questão referente ao impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados ao Município de Triunfo Potiguar/RN, em razão de programa governamental do Estado do Rio Grande do Norte, aplica-se, ao caso, a orientação fixada por esta CORTE no Tema 653. Cumpre destacar, por fim, ser incogitável, nesta via processual, tratar de questões que não visam a (a) preservar a competência desta CORTE; (b) garantir a autoridade da decisões emanadas pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; (c) impor a observância de enunciados das súmulas vinculantes do STF; e (d) corrigir eventuais equívocos na aplicação, pelas instâncias a quo, de precedentes deste Pretório Excelso instituídos sob o rito da Repercussão Geral. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN intergovernamentais, ao passo que o cerne do debate a ser levado a cabo neste Tema 653 da sistemática da repercussão geral reside na diferenciação entre participação direta e indireta na arrecadação tributária do Estado Fiscal por parte de ente federativo.” (grifei) A corroborar tal assertiva, trago à colação as razões de decidir do RE 890.326-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, nas quais há o reconhecimento quanto à constitucionalidade da concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais que, a despeito de não se tratar da mesma espécie tributária, poderia impactar no cálculo do valor devido aos municípios a título de participação na arrecadação dos referidos tributos. Diante disso, o relator concluiu que “O mesmo raciocínio aplica-se ao ICMS, pelo que a matéria é semelhante àquela ora em exame.” (Grifei). Assim, a despeito das ponderações do ora agravante, versando o caso concreto sobre questão referente ao impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados ao Município de Triunfo Potiguar/RN, em razão de programa governamental do Estado do Rio Grande do Norte, aplica-se, ao caso, a orientação fixada por esta CORTE no Tema 653. Cumpre destacar, por fim, ser incogitável, nesta via processual, tratar de questões que não visam a (a) preservar a competência desta CORTE; (b) garantir a autoridade da decisões emanadas pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; (c) impor a observância de enunciados das súmulas vinculantes do STF; e (d) corrigir eventuais equívocos na aplicação, pelas instâncias a quo, de precedentes deste Pretório Excelso instituídos sob o rito da Repercussão Geral. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) : HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA (20876/CE, 793-A/RN) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 558B-6D27-1A80-806F e senha 892C-E657-AD33-F89E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) : HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA (20876/CE, 793-A/RN) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 558B-6D27-1A80-806F e senha 892C-E657-AD33-F89E Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750191542
2019-06-14T00:00:00
2019-06-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E FINANCEIRO. AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA. DECISÃO RECLAMADA EM CONFORMIDADE COM O PARADIGMA DE CONFRONTO APONTADO. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Tribunal reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no RE 705.423-RG (Tema 653 da Repercussão Geral). 2. Cotejando a decisão reclamada com o paradigma de confronto apontado, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar o precedente deste TRIBUNAL. 3. Versando o caso concreto sobre questão referente ao impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados ao Município de Triunfo Potiguar/RN, em razão de programa governamental do Estado do Rio Grande do Norte, aplica-se, ao caso, a orientação fixada por esta CORTE no Tema 653. 4. Recurso de agravo a que se nega provimento.
sjur406791
- Acórdão(s) citado(s): (CONCESSÃO, INCENTIVO FISCAL, BASE DE CÁLCULO, VALOR, REPASSE, MUNICÍPIO) RE 705423 RG. - Decisão monocrática citada: (REPERCUSSÃO GERAL, ICMS) Rcl 31966. Número de páginas: 18. Análise: 05/12/2019, JRS.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
34033
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 34033 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) : HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) :HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E FINANCEIRO. AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA. DECISÃO RECLAMADA EM CONFORMIDADE COM O PARADIGMA DE CONFRONTO APONTADO. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Tribunal reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no Recurso Extraordinário 705.423-RG (Tema 653 da Repercussão Geral). 2. Cotejando a decisão reclamada com o paradigma de confronto apontado, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar o precedente deste TRIBUNAL. 3. Versando o caso concreto sobre questão referente ao impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados ao Município de Triunfo Potiguar/RN, em razão de programa governamental do Estado do Rio Grande do Norte, aplica-se, ao caso, a orientação fixada por esta CORTE no Tema 653. 4. Recurso de agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41B1-F11E-703F-15F7 e senha D151-F143-EA51-18ED Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão RCL 34033 AGR / RN Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41B1-F11E-703F-15F7 e senha D151-F143-EA51-18ED Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41B1-F11E-703F-15F7 e senha D151-F143-EA51-18ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) :HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão, que negou seguimento à Reclamação. O agravante sustenta, em síntese, a existência de “dezenas” de precedentes, firmados nos anos de 2017 e 2018, “que caminham no sentido favorável à tese desta municipalidade”. Argumenta que, tendo havido “a correta interposição do Agravo Interno junto ao TJRN, demonstrando que todas as decisões bem recentes desta Eg. Corte Suprema caminham no sentido de aplicar o tema 42/Supremo Tribunal Federal ao caso concreto (plausibilidade), deve ser aceita a presente reclamação”. Pede, ao final, a reconsideração da decisão agravada. Subsidiariamente, pugna pela remessa do autos “para o julgamento no órgão colegiado com a finalidade de que seja reformada a decisão monocrática no sentido de receber a Reclamação interposta por esta municipalidade, tendo em vista houve o preenchimento de todos os requisitos legais para a interposição da Reclamação, julgando-a, desde já, procedente para cassar a decisão que negou provimento ao agravo interno interposto no âmbito do tribunal estadual” (doc. 12 – fl. 5). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1B4-2D10-9517-9CFB e senha ABD7-92A6-CE2D-3E46 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) :HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão, que negou seguimento à Reclamação. O agravante sustenta, em síntese, a existência de “dezenas” de precedentes, firmados nos anos de 2017 e 2018, “que caminham no sentido favorável à tese desta municipalidade”. Argumenta que, tendo havido “a correta interposição do Agravo Interno junto ao TJRN, demonstrando que todas as decisões bem recentes desta Eg. Corte Suprema caminham no sentido de aplicar o tema 42/Supremo Tribunal Federal ao caso concreto (plausibilidade), deve ser aceita a presente reclamação”. Pede, ao final, a reconsideração da decisão agravada. Subsidiariamente, pugna pela remessa do autos “para o julgamento no órgão colegiado com a finalidade de que seja reformada a decisão monocrática no sentido de receber a Reclamação interposta por esta municipalidade, tendo em vista houve o preenchimento de todos os requisitos legais para a interposição da Reclamação, julgando-a, desde já, procedente para cassar a decisão que negou provimento ao agravo interno interposto no âmbito do tribunal estadual” (doc. 12 – fl. 5). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E1B4-2D10-9517-9CFB e senha ABD7-92A6-CE2D-3E46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação, com pedido de tutela de urgência, proposta pelo Município de Triunfo Potiguar contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, que teria aplicado equivocadamente os precedentes desta CORTE fixados no Tema 653, em vez do Tema 42. Na inicial, a parte autora alega, em síntese, que: a matéria de fundo é a concretização do pagamento da diferença dos valores da cota parte do ICMS devidos a esta municipalidade decorrentes do repasse desse imposto previsto no art. 158, IV, da Constituição Federal, os quais têm sido indevidamente deduzidos em virtude da política de benefícios fiscais promovida pelo Estado do Rio Grande do Norte (fl. 1); (b) em juízo de admissibilidade, o Vice-Presidente negou seguimento ao Recurso Extraordinário interposto pelo Município ora Reclamante, por entender que o acórdão recorrido estava em consonância com o decidido no Recurso Extraordinário n 705.423, afeto ao Tema 653 da repercussão geral que é relacionado a tributos federais ; e que o Tema 653, teria superado o entendimento firmado no Recurso Extraordinário 572.762, paradigma do Tema 42 da repercussão geral (fl. 6); (c) interposto Agravo Interno, por ter sido o Recurso Extraordinário inadmitido com fundamento no art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil, o Plenário do Eg. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte negou provimento ao Agravo sob a mesma justificativa de que o caso estaria em sintonia com o TEMA 653 (fl. 6); (d) o Tribunal de Justiça está desrespeitando a autoridade das decisões (art. 988, II, Código de Processo Civil) desta Suprema Corte, na medida que aplica o Tema 653 da repercussão geral para o caso típico de incidência do Tema 42, o qual não restou superado por aquele e continua sendo utilizado pelo Supremo Tribunal Federal nos casos que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação, com pedido de tutela de urgência, proposta pelo Município de Triunfo Potiguar contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, que teria aplicado equivocadamente os precedentes desta CORTE fixados no Tema 653, em vez do Tema 42. Na inicial, a parte autora alega, em síntese, que: a matéria de fundo é a concretização do pagamento da diferença dos valores da cota parte do ICMS devidos a esta municipalidade decorrentes do repasse desse imposto previsto no art. 158, IV, da Constituição Federal, os quais têm sido indevidamente deduzidos em virtude da política de benefícios fiscais promovida pelo Estado do Rio Grande do Norte (fl. 1); (b) em juízo de admissibilidade, o Vice-Presidente negou seguimento ao Recurso Extraordinário interposto pelo Município ora Reclamante, por entender que o acórdão recorrido estava em consonância com o decidido no Recurso Extraordinário n 705.423, afeto ao Tema 653 da repercussão geral que é relacionado a tributos federais ; e que o Tema 653, teria superado o entendimento firmado no Recurso Extraordinário 572.762, paradigma do Tema 42 da repercussão geral (fl. 6); (c) interposto Agravo Interno, por ter sido o Recurso Extraordinário inadmitido com fundamento no art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil, o Plenário do Eg. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte negou provimento ao Agravo sob a mesma justificativa de que o caso estaria em sintonia com o TEMA 653 (fl. 6); (d) o Tribunal de Justiça está desrespeitando a autoridade das decisões (art. 988, II, Código de Processo Civil) desta Suprema Corte, na medida que aplica o Tema 653 da repercussão geral para o caso típico de incidência do Tema 42, o qual não restou superado por aquele e continua sendo utilizado pelo Supremo Tribunal Federal nos casos que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN envolve o repasse de ICMS previsto no art. 158, IV, da Constituição Federal (fls. 6/7); e (e) o Supremo Tribunal Federal ao julgar o Recurso Extraordinário 705.423 e ao editar a tese do Tema 653 não realizou um overruling, mas sim um distinguishing em face do Recurso Extraordinário 572.762 (fl. 31). Requer, ao final, a procedência do pedido para que seja cassada a decisão que negou provimento ao agravo interno interposto nos autos do referido processo, determinando a imediata remessa do Recurso Extraordinário a essa Suprema Corte para que o mesmo seja processado e julgado pelo Tribunal competente (fl. 34). Subsidiariamente, pede que, em caso de aplicação do Tema 653 ao caso, seja cassada a decisão do TJRN para possibilitar a abertura de apresentação, por esta municipalidade, de documentação comprobatória dos vícios nas concessões dos benefícios fiscais pelo Estado que ofendem o nosso ordenamento jurídico e que gerariam, de igual forma, a procedência do pleito municipal (fl. 34). É o Relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem os arts. 102, I, “l”, e 103-A, caput e § 3..., ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN envolve o repasse de ICMS previsto no art. 158, IV, da Constituição Federal (fls. 6/7); e (e) o Supremo Tribunal Federal ao julgar o Recurso Extraordinário 705.423 e ao editar a tese do Tema 653 não realizou um overruling, mas sim um distinguishing em face do Recurso Extraordinário 572.762 (fl. 31). Requer, ao final, a procedência do pedido para que seja cassada a decisão que negou provimento ao agravo interno interposto nos autos do referido processo, determinando a imediata remessa do Recurso Extraordinário a essa Suprema Corte para que o mesmo seja processado e julgado pelo Tribunal competente (fl. 34). Subsidiariamente, pede que, em caso de aplicação do Tema 653 ao caso, seja cassada a decisão do TJRN para possibilitar a abertura de apresentação, por esta municipalidade, de documentação comprobatória dos vícios nas concessões dos benefícios fiscais pelo Estado que ofendem o nosso ordenamento jurídico e que gerariam, de igual forma, a procedência do pleito municipal (fl. 34). É o Relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem os arts. 102, I, “l”, e 103-A, caput e § 3..., ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN § 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; Na presente hipótese, a Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN § 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; Na presente hipótese, a Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014). O Código de Processo Civil/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da Repercussão Geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (a) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de Recurso Extraordinário ou recurso especial repetitivo; e (b) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5..., II: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV omissis. § 5 É inadmissível a reclamação: I omissis II proposta para garantir a observância de acórdão 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014). O Código de Processo Civil/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da Repercussão Geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (a) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de Recurso Extraordinário ou recurso especial repetitivo; e (b) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5..., II: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV omissis. § 5 É inadmissível a reclamação: I omissis II proposta para garantir a observância de acórdão 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê a utilização da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de Repercussão Geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, esta CORTE, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado, observando-se, consequentemente, os seus estritos limites cognitivos (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do SUPREMO quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no Supremo Tribunal Federal deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobrestá o processo, inadmite liminarmente o recurso da competência do Supremo Tribunal Federal ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do SUPREMO TRIBUNAL 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê a utilização da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de Repercussão Geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, esta CORTE, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado, observando-se, consequentemente, os seus estritos limites cognitivos (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do SUPREMO quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no Supremo Tribunal Federal deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobrestá o processo, inadmite liminarmente o recurso da competência do Supremo Tribunal Federal ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do SUPREMO TRIBUNAL 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN FEDERAL firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do Supremo Tribunal Federal com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). Na presente hipótese, o ato impugnado negou provimento ao agravo interno do município de Triunfo Potiguar, por decisão assim ementada: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PARADIGMA JULGADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 705.423/SE (TEMA 653). REPARTIÇÃO DE RECEITAS TRIBUTÁRIAS. ICMS. DECISÃO RECORRIDA QUE SE ALINHOU À ORIENTAÇÃO FIXADA PELO Supremo Tribunal Federal. ARGUMENTAÇÃO DO AGRAVANTE INSUFICIENTE A ENSEJAR A MODIFICAÇÃO DO DECISUM. AGRAVO INTERNO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. O acórdão recorrido se alinhou ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do Recurso Extraordinário n 705.423/SE, submetido ao regime repercussão geral (Tema 653), razão pela qual deve ser mantida a decisão que negou seguimento ao recurso, com fundamento no art. 1.030, I, "b", do Código de Processo Civil. 2. Ademais, deve ser mantida a decisão agravada pelos seus próprios fundamentos, uma vez que a parte recorrente não trouxe qualquer argumento hábil a justificar a admissão do Recurso Extraordinário. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN FEDERAL firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do Supremo Tribunal Federal com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). Na presente hipótese, o ato impugnado negou provimento ao agravo interno do município de Triunfo Potiguar, por decisão assim ementada: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PARADIGMA JULGADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 705.423/SE (TEMA 653). REPARTIÇÃO DE RECEITAS TRIBUTÁRIAS. ICMS. DECISÃO RECORRIDA QUE SE ALINHOU À ORIENTAÇÃO FIXADA PELO Supremo Tribunal Federal. ARGUMENTAÇÃO DO AGRAVANTE INSUFICIENTE A ENSEJAR A MODIFICAÇÃO DO DECISUM. AGRAVO INTERNO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. O acórdão recorrido se alinhou ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do Recurso Extraordinário n 705.423/SE, submetido ao regime repercussão geral (Tema 653), razão pela qual deve ser mantida a decisão que negou seguimento ao recurso, com fundamento no art. 1.030, I, "b", do Código de Processo Civil. 2. Ademais, deve ser mantida a decisão agravada pelos seus próprios fundamentos, uma vez que a parte recorrente não trouxe qualquer argumento hábil a justificar a admissão do Recurso Extraordinário. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN 3. Conhecimento e desprovimento do Agravo Interno. Entendeu o Tribunal de origem que a controvérsia dos autos alinha-se à orientação fixada pelo Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do Recurso Extraordinário n 705.423 (Tema 653), julgado em repercussão geral. Eis a ementa do julgado paradigma: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E FINANCEIRO. FEDERALISMO FISCAL. FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS – FPM. TRANSFERÊNCIAS INTERGOVERNAMENTAIS. REPARTIÇÃO DE RECEITAS TRIBUTÁRIAS. COMPETÊNCIA PELA FONTE OU PRODUTO. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. AUTONOMIA FINANCEIRA. PRODUTO DA ARRECADAÇÃO. CÁLCULO. DEDUÇÃO OU EXCLUSÃO DAS RENÚNCIAS, INCENTIVOS E ISENÇÕES FISCAIS. IMPOSTO DE RENDA - IR. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. ART. 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 1. Não se haure da autonomia financeira dos Municípios direito subjetivo de índole constitucional com aptidão para infirmar o livre exercício da competência tributária da União, inclusive em relação aos incentivos e renúncias fiscais, desde que observados os parâmetros de controle constitucionais, legislativos e jurisprudenciais atinentes à desoneração. 2. A expressão “produto da arrecadação” prevista no art. 158, I, da Constituição da República, não permite interpretação constitucional de modo a incluir na base de cálculo do FPM os benefícios e incentivos fiscais devidamente realizados pela União em relação a tributos federais, à luz do conceito técnico de arrecadação e dos estágios da receita pública. 3. A demanda distingue-se do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN 3. Conhecimento e desprovimento do Agravo Interno. Entendeu o Tribunal de origem que a controvérsia dos autos alinha-se à orientação fixada pelo Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do Recurso Extraordinário n 705.423 (Tema 653), julgado em repercussão geral. Eis a ementa do julgado paradigma: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E FINANCEIRO. FEDERALISMO FISCAL. FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS – FPM. TRANSFERÊNCIAS INTERGOVERNAMENTAIS. REPARTIÇÃO DE RECEITAS TRIBUTÁRIAS. COMPETÊNCIA PELA FONTE OU PRODUTO. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. AUTONOMIA FINANCEIRA. PRODUTO DA ARRECADAÇÃO. CÁLCULO. DEDUÇÃO OU EXCLUSÃO DAS RENÚNCIAS, INCENTIVOS E ISENÇÕES FISCAIS. IMPOSTO DE RENDA - IR. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. ART. 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 1. Não se haure da autonomia financeira dos Municípios direito subjetivo de índole constitucional com aptidão para infirmar o livre exercício da competência tributária da União, inclusive em relação aos incentivos e renúncias fiscais, desde que observados os parâmetros de controle constitucionais, legislativos e jurisprudenciais atinentes à desoneração. 2. A expressão “produto da arrecadação” prevista no art. 158, I, da Constituição da República, não permite interpretação constitucional de modo a incluir na base de cálculo do FPM os benefícios e incentivos fiscais devidamente realizados pela União em relação a tributos federais, à luz do conceito técnico de arrecadação e dos estágios da receita pública. 3. A demanda distingue-se do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN Tema 42 da sistemática da repercussão geral, cujo recurso- paradigma é Recurso Extraordinário-RG 572.762, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, julgado em 18.06.2008, DJe 05.09.2008. Isto porque no julgamento pretérito centrou-se na natureza compulsória ou voluntária das transferências intergovernamentais, ao passo que o cerne do debate neste Tema reside na diferenciação entre participação direta e indireta na arrecadação tributária do Estado Fiscal por parte de ente federativo. Precedentes. Doutrina. 4. Fixação de tese jurídica ao Tema 653 da sistemática da repercussão geral: “É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades.” 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 705423, Relator Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 23/11/2016, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-020 DIVULG 02- 02-2018 PUBLIC 05-02-2018). Dessa maneira, o reclamante argumenta que o Tribunal de Justiça estadual equivocou-se ao aplicar Tema 653/Supremo Tribunal Federal, pois, segundo afirma, o Tema 42/Supremo Tribunal Federal seria mais adequado ao caso, por envolver casos de ICMS. Sem razão. Cotejando o decisum reclamado com o leading case, não se constata, respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Transcreve-se, a seguir, a tese firmada no paradigma indicado: Tema 653: É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN Tema 42 da sistemática da repercussão geral, cujo recurso- paradigma é Recurso Extraordinário-RG 572.762, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, julgado em 18.06.2008, DJe 05.09.2008. Isto porque no julgamento pretérito centrou-se na natureza compulsória ou voluntária das transferências intergovernamentais, ao passo que o cerne do debate neste Tema reside na diferenciação entre participação direta e indireta na arrecadação tributária do Estado Fiscal por parte de ente federativo. Precedentes. Doutrina. 4. Fixação de tese jurídica ao Tema 653 da sistemática da repercussão geral: “É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades.” 5. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 705423, Relator Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 23/11/2016, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-020 DIVULG 02- 02-2018 PUBLIC 05-02-2018). Dessa maneira, o reclamante argumenta que o Tribunal de Justiça estadual equivocou-se ao aplicar Tema 653/Supremo Tribunal Federal, pois, segundo afirma, o Tema 42/Supremo Tribunal Federal seria mais adequado ao caso, por envolver casos de ICMS. Sem razão. Cotejando o decisum reclamado com o leading case, não se constata, respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Transcreve-se, a seguir, a tese firmada no paradigma indicado: Tema 653: É constitucional a concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais relativos ao Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados por parte da União em relação ao Fundo 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades. Ora, o juízo reclamado, ao afirmar que na decisão agravada, consta fundamentação suficiente para justificar a aplicação ao presente caso da tese fixada para o Tema 653/Supremo Tribunal Federal, a qual, mesmo tendo sido adotada em controvérsia cujo objeto de discussão foi a composição da base de cálculo do FPM em função do percentual do IR e IPI arrecadados, possui plena aplicabilidade nas discussões acerca dos repasses aos municípios das quotas de ICMS, realizou uma interpretação do paradigma de repercussão geral que, de modo algum, pode ser considerada teratológica. Ademais, o acórdão impugnado está em consonância ao entendimento desta CORTE que assim decidiu, em casos análogos ao discutido nos autos, envolvendo o repasse de ICMS a municípios, nessa linha: Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECEITAS TRIBUTÁRIAS. REPASSE AO MUNICÍPIO DA PARCELA DO ICMS SEM DEDUÇÃO DE INCENTIVOS FISCAIS PORVENTURA CONCEDIDOS PELO ESTADO. MATÉRIA INSERIDA SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NO TEMA 653. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM, PARA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o Recurso Extraordinário 705.423- RG, de relatoria do Min. Edson Fachin, reconheceu a repercussão geral da matéria. Sendo assim, deve ser mantida a decisão que determinou a devolução dos presentes autos, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal, e da legislação processual civil. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN de Participação de Municípios e respectivas quotas devidas às Municipalidades. Ora, o juízo reclamado, ao afirmar que na decisão agravada, consta fundamentação suficiente para justificar a aplicação ao presente caso da tese fixada para o Tema 653/Supremo Tribunal Federal, a qual, mesmo tendo sido adotada em controvérsia cujo objeto de discussão foi a composição da base de cálculo do FPM em função do percentual do IR e IPI arrecadados, possui plena aplicabilidade nas discussões acerca dos repasses aos municípios das quotas de ICMS, realizou uma interpretação do paradigma de repercussão geral que, de modo algum, pode ser considerada teratológica. Ademais, o acórdão impugnado está em consonância ao entendimento desta CORTE que assim decidiu, em casos análogos ao discutido nos autos, envolvendo o repasse de ICMS a municípios, nessa linha: Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECEITAS TRIBUTÁRIAS. REPASSE AO MUNICÍPIO DA PARCELA DO ICMS SEM DEDUÇÃO DE INCENTIVOS FISCAIS PORVENTURA CONCEDIDOS PELO ESTADO. MATÉRIA INSERIDA SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NO TEMA 653. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM, PARA APLICAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. PRECEDENTES. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao examinar o Recurso Extraordinário 705.423- RG, de relatoria do Min. Edson Fachin, reconheceu a repercussão geral da matéria. Sendo assim, deve ser mantida a decisão que determinou a devolução dos presentes autos, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal, e da legislação processual civil. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN Código de Processo Civil/2015. (Recurso Extraordinário 961968 AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 16/8/2016). Por fim, destaco que, no Recurso Extraordinário 905.876, de minha relatoria, reconsiderei a decisão monocrática que, aplicando a orientação fixada no Recurso Extraordinário 572.762-RG (Tema 42), deu provimento a Recurso Extraordinário sob o fundamento de que as condições previstas em programa de benefício fiscal instituído pelo ente estadual não podem afetar o repasse da parcela do ICMS a ser destinada às entidades municipais, sob pena de indevida interferência dos Estados no sistema de repartição de receitas tributárias desenhado pelo legislador constituinte, aplicando ao caso concreto a tese fixada no Recurso Extraordinário 705.423-RG (Tema 653). Na ocasião, acatei a tese de que, embora a orientação fixada no Recurso Extraordinário 705.423- RG (Tema 653) trate de incentivos fiscais relativos ao IR e ao IPI, concedidos pela União, na essência, a questão ali tratada é a mesma da discutida no processo. Dessa forma, a postulação não passa de simples pedido de revisão do entendimento aplicado na origem, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já se pronunciou, por diversas vezes, no sentido de que a reclamação constitucional não deve ser utilizada como sucedâneo recursal ou atalho processual para postular diretamente no Supremo Tribunal Federal a observação de precedente vinculante estabelecido sob a sistemática da Repercussão Geral, por não ser substitutivo de recurso ou de ação rescisória (Rcl 31.486 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 19/11/2018, DJe de 26/11/2018; (Rcl 16.038 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 30/10/2014). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive oportunidade de enfatizar naquele julgado, o Tribunal 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN Código de Processo Civil/2015. (Recurso Extraordinário 961968 AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 16/8/2016). Por fim, destaco que, no Recurso Extraordinário 905.876, de minha relatoria, reconsiderei a decisão monocrática que, aplicando a orientação fixada no Recurso Extraordinário 572.762-RG (Tema 42), deu provimento a Recurso Extraordinário sob o fundamento de que as condições previstas em programa de benefício fiscal instituído pelo ente estadual não podem afetar o repasse da parcela do ICMS a ser destinada às entidades municipais, sob pena de indevida interferência dos Estados no sistema de repartição de receitas tributárias desenhado pelo legislador constituinte, aplicando ao caso concreto a tese fixada no Recurso Extraordinário 705.423-RG (Tema 653). Na ocasião, acatei a tese de que, embora a orientação fixada no Recurso Extraordinário 705.423- RG (Tema 653) trate de incentivos fiscais relativos ao IR e ao IPI, concedidos pela União, na essência, a questão ali tratada é a mesma da discutida no processo. Dessa forma, a postulação não passa de simples pedido de revisão do entendimento aplicado na origem, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já se pronunciou, por diversas vezes, no sentido de que a reclamação constitucional não deve ser utilizada como sucedâneo recursal ou atalho processual para postular diretamente no Supremo Tribunal Federal a observação de precedente vinculante estabelecido sob a sistemática da Repercussão Geral, por não ser substitutivo de recurso ou de ação rescisória (Rcl 31.486 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 19/11/2018, DJe de 26/11/2018; (Rcl 16.038 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 30/10/2014). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive oportunidade de enfatizar naquele julgado, o Tribunal 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no Recurso Extraordinário 705.423-RG (Tema 653 da Repercussão Geral). Desse modo, cotejando a decisão reclamada com o paradigma de confronto apontado, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar o precedente deste TRIBUNAL. Neste ponto, quanto à diferença das teses fixadas nos Temas 42 e 653, ambos da repercussão geral, por sua exatidão, menciono trecho da decisão proferida pelo eminente Ministro LUIZ FUX, nos autos da Rcl 31.966, DJe de 8/2/2019: “Ocorre que a tese fixada no Tema 42 da repercussão geral (Recurso Extraordinário 572.672), embora diga respeito ao ICMS, não se amolda ao caso em questão. Da leitura do voto condutor do acórdão, extrai-se que a temática debatida naquele recurso extraordinário consistia na licitude, ou não, de o Estado membro postergar o repasse de parcela do ICMS devida aos municípios, nos termos do art. 158, IV, da Constituição Federal de 1988/88, a pretexto de que o seu recolhimento foi adiado em virtude da concessão de incentivos fiscais a particulares. A conclusão, naquele julgamento, foi a de que o tributo era recolhido e ingressava na contabilidade do Estado. No entanto, era destinado a um fundo, o qual caracterizaria como uma espécie de incentivo fiscal. Dessa forma, o julgamento do mérito da tese fixada no tema 42 baseou-se na ideia de que o ICMS havia sido arrecadado e que o Estado membro, ao reter as parcelas destinadas aos Municípios, interferia ilegalmente no sistema constitucional de repartição das receitas tributárias, nos termos da ementa daquele julgado, in verbis: CONSTITUCIONAL. ICMS. REPARTIÇÃO DE RENDAS TRIBUTÁRIAS. PRODEC. PROGRAMA DE INCENTIVO FISCAL DE SANTA CATARINA. RETENÇÃO, PELO ESTADO, DE PARTE DA PARCELA PERTENCENTE AOS MUNICÍPIOS. INCONSTITUCIONALIDADE. Recurso Extraordinário DESPROVIDO. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no Recurso Extraordinário 705.423-RG (Tema 653 da Repercussão Geral). Desse modo, cotejando a decisão reclamada com o paradigma de confronto apontado, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar o precedente deste TRIBUNAL. Neste ponto, quanto à diferença das teses fixadas nos Temas 42 e 653, ambos da repercussão geral, por sua exatidão, menciono trecho da decisão proferida pelo eminente Ministro LUIZ FUX, nos autos da Rcl 31.966, DJe de 8/2/2019: “Ocorre que a tese fixada no Tema 42 da repercussão geral (Recurso Extraordinário 572.672), embora diga respeito ao ICMS, não se amolda ao caso em questão. Da leitura do voto condutor do acórdão, extrai-se que a temática debatida naquele recurso extraordinário consistia na licitude, ou não, de o Estado membro postergar o repasse de parcela do ICMS devida aos municípios, nos termos do art. 158, IV, da Constituição Federal de 1988/88, a pretexto de que o seu recolhimento foi adiado em virtude da concessão de incentivos fiscais a particulares. A conclusão, naquele julgamento, foi a de que o tributo era recolhido e ingressava na contabilidade do Estado. No entanto, era destinado a um fundo, o qual caracterizaria como uma espécie de incentivo fiscal. Dessa forma, o julgamento do mérito da tese fixada no tema 42 baseou-se na ideia de que o ICMS havia sido arrecadado e que o Estado membro, ao reter as parcelas destinadas aos Municípios, interferia ilegalmente no sistema constitucional de repartição das receitas tributárias, nos termos da ementa daquele julgado, in verbis: CONSTITUCIONAL. ICMS. REPARTIÇÃO DE RENDAS TRIBUTÁRIAS. PRODEC. PROGRAMA DE INCENTIVO FISCAL DE SANTA CATARINA. RETENÇÃO, PELO ESTADO, DE PARTE DA PARCELA PERTENCENTE AOS MUNICÍPIOS. INCONSTITUCIONALIDADE. Recurso Extraordinário DESPROVIDO. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN I – A parcela do imposto estadual sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, a que se refere o art. 158, IV, da Carta Magna pertence de pleno direito aos Municípios. II - O repasse da quota constitucionalmente devida aos Municípios não pode sujeitar-se à condição prevista em programa de benefício fiscal de âmbito estadual. III – Limitação que configura indevida interferência do Estado no sistema constitucional de repartição de receitas tributárias. IV – Recurso extraordinário desprovido. Por outro lado, o cerne da controvérsia ora em discussão versa sobre o impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados aos municípios. Embora o reclamante sustente a indevida aplicação do Tema 653 da repercussão geral (Recurso Extraordinário 705.423), invoco as razões da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário para concluir que o Tribunal a quo aplicou corretamente referida tese ao caso concreto. Isso porque, conforme já decidido no Recurso Extraordinário 705.423/SE, Rel. Min. Edson Fachin: “(…) consistem em controvérsias substancialmente distintas, porquanto são díspares os contextos fático- normativos subjacentes aos litígios. No julgamento supracitado, o Supremo Tribunal Federal assentou que o repasse das receitas públicas tributárias transferidas, via fundo de participação, não podem sujeitar-se às técnicas e condicionantes previstos em programa estadual de benefício fiscal. Portanto, é inviável a retenção de parcela do produto da arrecadação do ICMS. Como já visto, não é disso que trata a presente demanda. Assim sendo, sob as luzes do léxico próprio do Direito Financeiro, a discussão do Tema 42 centrou-se na natureza compulsória ou voluntária das transferências 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN I – A parcela do imposto estadual sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, a que se refere o art. 158, IV, da Carta Magna pertence de pleno direito aos Municípios. II - O repasse da quota constitucionalmente devida aos Municípios não pode sujeitar-se à condição prevista em programa de benefício fiscal de âmbito estadual. III – Limitação que configura indevida interferência do Estado no sistema constitucional de repartição de receitas tributárias. IV – Recurso extraordinário desprovido. Por outro lado, o cerne da controvérsia ora em discussão versa sobre o impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados aos municípios. Embora o reclamante sustente a indevida aplicação do Tema 653 da repercussão geral (Recurso Extraordinário 705.423), invoco as razões da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário para concluir que o Tribunal a quo aplicou corretamente referida tese ao caso concreto. Isso porque, conforme já decidido no Recurso Extraordinário 705.423/SE, Rel. Min. Edson Fachin: “(…) consistem em controvérsias substancialmente distintas, porquanto são díspares os contextos fático- normativos subjacentes aos litígios. No julgamento supracitado, o Supremo Tribunal Federal assentou que o repasse das receitas públicas tributárias transferidas, via fundo de participação, não podem sujeitar-se às técnicas e condicionantes previstos em programa estadual de benefício fiscal. Portanto, é inviável a retenção de parcela do produto da arrecadação do ICMS. Como já visto, não é disso que trata a presente demanda. Assim sendo, sob as luzes do léxico próprio do Direito Financeiro, a discussão do Tema 42 centrou-se na natureza compulsória ou voluntária das transferências 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN intergovernamentais, ao passo que o cerne do debate a ser levado a cabo neste Tema 653 da sistemática da repercussão geral reside na diferenciação entre participação direta e indireta na arrecadação tributária do Estado Fiscal por parte de ente federativo.” (grifei) A corroborar tal assertiva, trago à colação as razões de decidir do Recurso Extraordinário 890.326-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, nas quais há o reconhecimento quanto à constitucionalidade da concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais que, a despeito de não se tratar da mesma espécie tributária, poderia impactar no cálculo do valor devido aos municípios a título de participação na arrecadação dos referidos tributos. Diante disso, o relator concluiu que “O mesmo raciocínio aplica-se ao ICMS, pelo que a matéria é semelhante àquela ora em exame.” (Grifei). Assim, a despeito das ponderações do ora agravante, versando o caso concreto sobre questão referente ao impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados ao Município de Triunfo Potiguar/RN, em razão de programa governamental do Estado do Rio Grande do Norte, aplica-se, ao caso, a orientação fixada por esta CORTE no Tema 653. Cumpre destacar, por fim, ser incogitável, nesta via processual, tratar de questões que não visam a (a) preservar a competência desta CORTE; (b) garantir a autoridade da decisões emanadas pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; (c) impor a observância de enunciados das súmulas vinculantes do Supremo Tribunal Federal; e (d) corrigir eventuais equívocos na aplicação, pelas instâncias a quo, de precedentes deste Pretório Excelso instituídos sob o rito da Repercussão Geral. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN intergovernamentais, ao passo que o cerne do debate a ser levado a cabo neste Tema 653 da sistemática da repercussão geral reside na diferenciação entre participação direta e indireta na arrecadação tributária do Estado Fiscal por parte de ente federativo.” (grifei) A corroborar tal assertiva, trago à colação as razões de decidir do Recurso Extraordinário 890.326-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, nas quais há o reconhecimento quanto à constitucionalidade da concessão regular de incentivos, benefícios e isenções fiscais que, a despeito de não se tratar da mesma espécie tributária, poderia impactar no cálculo do valor devido aos municípios a título de participação na arrecadação dos referidos tributos. Diante disso, o relator concluiu que “O mesmo raciocínio aplica-se ao ICMS, pelo que a matéria é semelhante àquela ora em exame.” (Grifei). Assim, a despeito das ponderações do ora agravante, versando o caso concreto sobre questão referente ao impacto da concessão de incentivos fiscais sobre a base de cálculo dos valores a serem repassados ao Município de Triunfo Potiguar/RN, em razão de programa governamental do Estado do Rio Grande do Norte, aplica-se, ao caso, a orientação fixada por esta CORTE no Tema 653. Cumpre destacar, por fim, ser incogitável, nesta via processual, tratar de questões que não visam a (a) preservar a competência desta CORTE; (b) garantir a autoridade da decisões emanadas pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL; (c) impor a observância de enunciados das súmulas vinculantes do Supremo Tribunal Federal; e (d) corrigir eventuais equívocos na aplicação, pelas instâncias a quo, de precedentes deste Pretório Excelso instituídos sob o rito da Repercussão Geral. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 34033 AGR / RN Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Supremo Tribunal Federal RCL 34033 AGR / RN Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CD4-7FBB-0619-C26C e senha E449-C1D3-E209-7552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) : HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA (20876/CE, 793-A/RN) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 558B-6D27-1A80-806F e senha 892C-E657-AD33-F89E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.033 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE TRIUNFO POTIGUAR ADV.(A/S) : HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA (20876/CE, 793-A/RN) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 558B-6D27-1A80-806F e senha 892C-E657-AD33-F89E Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 34 . 033", "Recurso Extraordinário 705 . 423 - RG", "RECLAMAÇÃO", "RECLAMAÇÃO", "Recurso Extraordinário n 705 . 423", "Recurso Extraordinário 572 . 762", "RECLAMAÇÃO", "Recurso Extraordinário n 705 . 423", "Recurso Extraordinário 572 . 762", "RCL 34033 AGR", "Recurso Extraordinário 705 . 423", "Recurso Extraordinário 572 . 762", "RCL 34033", "Recurso Extraordinário 705 . 423", "Recurso Extraordinário 572 . 762", "RCL 34033", "RCL 7 . 547 / SP", "RCL 7 . 569 / SP", "AI 760 . 358 - QO / SE", "Rcl 11 . 217 - AgR", "Rcl 24 . 686 - ED - AgR", "RCL 7 . 547 / SP", "RCL 7 . 569 / SP", "AI 760 . 358 - QO / SE", "Rcl 11 . 217 - AgR", "Rcl 24 . 686 - ED - AgR", "Rcl 26 . 633 / SP", "Rcl 21 . 445 / RS", "Rcl 24 . 911 / DF", "RCL 34033 AGR / RN", "Rcl 26 . 633 / SP", "Rcl 21 . 445 / RS", "Rcl 24 . 911 / DF", "RCL 34033", "Rcl 26 . 093 / PI", "Rcl . 26 . 780 - MC / SP", "Recurso Extraordinário 705 . 423 / SE", "Recurso Extraordinário n 705 . 423 / SE", "RCL 34033 AGR / RN", "Rcl 26 . 093 / PI", "Rcl . 26 . 780 - 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Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte", "Plenário do Eg . 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"ALEXANDRE DE MORAES", "HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "HUMBERTO ANTONIO BARBOSA LIMA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "2017", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "2017", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "2", "/", "2014", "11", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) :REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO É INSTRUMENTO DE NATUREZA CONSTITUCIONAL DESTINADO A PRESERVAR A COMPETÊNCIA E GARANTIR A AUTORIDADE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0BBD-98A3-CE1C-55B3 e senha AC71-AB81-0B84-F3AD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) :REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.1.2019, julguei procedente a reclamação ajuizada pelo Município de Mogi Guaçu/SP contra acórdão proferido pela Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Quinta Região para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 do Supremo Tribunal Federal. Contra essa decisão o Município de Mogi Guaçu/SP opôs embargos de declaração com o objetivo de que “seja suprida a omissão apontada para que sejam fixados os honorários sucumbenciais em favor do reclamante” (fl. 2, doc. 52). 2. Em 8.4.2019, rejeitei os embargos de declaração por não caber condenação em honorários advocatícios sucumbenciais em reclamação. Na decisão agravada, tem-se a seguinte fundamentação: “6. No julgamento do Agravo Regimental na Reclamação n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) :REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.1.2019, julguei procedente a reclamação ajuizada pelo Município de Mogi Guaçu/SP contra acórdão proferido pela Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Quinta Região para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 do Supremo Tribunal Federal. Contra essa decisão o Município de Mogi Guaçu/SP opôs embargos de declaração com o objetivo de que “seja suprida a omissão apontada para que sejam fixados os honorários sucumbenciais em favor do reclamante” (fl. 2, doc. 52). 2. Em 8.4.2019, rejeitei os embargos de declaração por não caber condenação em honorários advocatícios sucumbenciais em reclamação. Na decisão agravada, tem-se a seguinte fundamentação: “6. No julgamento do Agravo Regimental na Reclamação n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RCL 29879 ED-AGR / SP 24.464, por maioria, vencidos o Ministro Gilmar Mendes, Relator, e o Ministro Edson Fachin, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal assentou o cabimento de condenação em honorários advocatícios na reclamação (Rcl n. 24.464-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 8.2.2018). 7. Na espécie em exame, julguei procedente a reclamação para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 deste Supremo Tribunal, portanto o processo não se encerrou, apenas foi devolvido ao Tribunal de origem para readequar-se à jurisprudência vinculante deste Supremo Tribunal. Nos termos do art. 103-A da Constituição da República, ‘o Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei’. Ajuizada a reclamação com a finalidade de garantir a autoridade de súmula vinculante deste Supremo Tribunal, de observância obrigatória por todos os órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública, não cabe condenação em honorários advocatícios sucumbenciais por ter sido a reclamação decorrente de atuação do Estado-juiz. Assim, por exemplo: ‘CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Está consagrada em nosso sistema normativo a orientação no sentido de que, salvo em caso de comprovada má-fé, não é cabível a condenação em honorários em ações de natureza constitucional, que visam a tutelar relevantes interesses sociais. Com mais razão esse entendimento se aplica à reclamação, que é ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões.2. Embargos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP 24.464, por maioria, vencidos o Ministro Gilmar Mendes, Relator, e o Ministro Edson Fachin, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal assentou o cabimento de condenação em honorários advocatícios na reclamação (Rcl n. 24.464-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 8.2.2018). 7. Na espécie em exame, julguei procedente a reclamação para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 deste Supremo Tribunal, portanto o processo não se encerrou, apenas foi devolvido ao Tribunal de origem para readequar-se à jurisprudência vinculante deste Supremo Tribunal. Nos termos do art. 103-A da Constituição da República, ‘o Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei’. Ajuizada a reclamação com a finalidade de garantir a autoridade de súmula vinculante deste Supremo Tribunal, de observância obrigatória por todos os órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública, não cabe condenação em honorários advocatícios sucumbenciais por ter sido a reclamação decorrente de atuação do Estado-juiz. Assim, por exemplo: ‘CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Está consagrada em nosso sistema normativo a orientação no sentido de que, salvo em caso de comprovada má-fé, não é cabível a condenação em honorários em ações de natureza constitucional, que visam a tutelar relevantes interesses sociais. Com mais razão esse entendimento se aplica à reclamação, que é ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões.2. Embargos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 29879 ED-AGR / SP declaração rejeitados’ (Rcl n. 16.418-AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 18.6.2014). 8. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração (§ 2º do art. 1.024 do Código de Processo Civil e § 1º do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)“ (doc. 55). 3. Publicada essa decisão no DJe de 16.4.2019, o agravante interpõe, tempestivamente, agravo regimental (doc. 56). 4. O agravante sustenta que “a parte beneficiária foi devidamente citada e apresentou contestação, angularizando a relação processual nesta reclamatória a qual foi julgada procedente, cassando o v. acórdão proferido pelo E. TRT da 15ª Região. Neste contexto, a jurisprudência do C. STF é no sentido de que é cabível a condenação em honorários de sucumbência em sede de reclamações constitucionais propostas após a vigência do CPC/2015“ (fl. 3, doc. 56). Assevera que, “diante da divergência de entendimento e visando a estabilidade, integridade e coerência da jurisprudência desta A. Corte (art. 926, caput, do CPC), há de se proceder à condenação da parte vencida ao pagamento das verbas sucumbenciais” (fl. 6, doc. 56). Requer: “a) em sede de reconsideração, sejam os argumentos perfilados pela reclamante acolhidos pela Ministra Relatora Cármen Lúcia, condenando a parte beneficiária em honorários de sucumbência e os fixando em 10% sobre o valor atualizado da causa, conforme art. 85, § 3 do CPC; b) mantendo-se o v. aresto ora guerreado, que os autos sejam encaminhados para a E. Turma ou ao Plenário, para julgamento do presente Agravo Regimental e, ao final, seja provido in totum, conforme fundamentação acima alinhavada” (fl. , doc. 56). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP declaração rejeitados’ (Rcl n. 16.418-AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 18.6.2014). 8. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração (§ 2º do art. 1.024 do Código de Processo Civil e § 1º do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)“ (doc. 55). 3. Publicada essa decisão no DJe de 16.4.2019, o agravante interpõe, tempestivamente, agravo regimental (doc. 56). 4. O agravante sustenta que “a parte beneficiária foi devidamente citada e apresentou contestação, angularizando a relação processual nesta reclamatória a qual foi julgada procedente, cassando o v. acórdão proferido pelo E. TRT da 15ª Região. Neste contexto, a jurisprudência do C. STF é no sentido de que é cabível a condenação em honorários de sucumbência em sede de reclamações constitucionais propostas após a vigência do CPC/2015“ (fl. 3, doc. 56). Assevera que, “diante da divergência de entendimento e visando a estabilidade, integridade e coerência da jurisprudência desta A. Corte (art. 926, caput, do CPC), há de se proceder à condenação da parte vencida ao pagamento das verbas sucumbenciais” (fl. 6, doc. 56). Requer: “a) em sede de reconsideração, sejam os argumentos perfilados pela reclamante acolhidos pela Ministra Relatora Cármen Lúcia, condenando a parte beneficiária em honorários de sucumbência e os fixando em 10% sobre o valor atualizado da causa, conforme art. 85, § 3 do CPC; b) mantendo-se o v. aresto ora guerreado, que os autos sejam encaminhados para a E. Turma ou ao Plenário, para julgamento do presente Agravo Regimental e, ao final, seja provido in totum, conforme fundamentação acima alinhavada” (fl. , doc. 56). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A reclamação constitui instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e veja a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de vigor e eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (al. f do inc. I do art. 105 da Constituição), que podem ter as respectivas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade das decisões proferidas mitigada diante de atos reclamados. Busca-se, pela reclamação, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de vigor jurídico próprio ou que a competência do órgão judicial de instância superior seja resguardada. 3. Como assentado na decisão agravada, na espécie em exame, julguei procedente a reclamação para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 deste Supremo Tribunal. É de se assentar que o processo ainda não se encerrou. Foi devolvido ao Tribunal de origem para readequar-se à jurisprudência vinculante deste Supremo Tribunal. Deve ser observado, ainda, que o embargado (interessado na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A reclamação constitui instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e veja a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de vigor e eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (al. f do inc. I do art. 105 da Constituição), que podem ter as respectivas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade das decisões proferidas mitigada diante de atos reclamados. Busca-se, pela reclamação, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de vigor jurídico próprio ou que a competência do órgão judicial de instância superior seja resguardada. 3. Como assentado na decisão agravada, na espécie em exame, julguei procedente a reclamação para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 deste Supremo Tribunal. É de se assentar que o processo ainda não se encerrou. Foi devolvido ao Tribunal de origem para readequar-se à jurisprudência vinculante deste Supremo Tribunal. Deve ser observado, ainda, que o embargado (interessado na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 29879 ED-AGR / SP reclamação) submeteu-se aos termos havidos nos presentes autos por força de atuação do Estado-juiz, que se houve em desavença ao estabelecido por este Supremo Tribunal, pelo que a ele não deve caber ônus como consequência de conduta a que não tenha dado causa direta. Nos termos do art. 103-A da Constituição da República, “o Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei“. Ajuizada a reclamação com a finalidade de garantir a autoridade de súmula vinculante deste Supremo Tribunal, de observância obrigatória por todos os órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública, incabível a condenação em honorários advocatícios sucumbenciais. Assim, por exemplo: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Está consagrada em nosso sistema normativo a orientação no sentido de que, salvo em caso de comprovada má-fé, não é cabível a condenação em honorários em ações de natureza constitucional, que visam a tutelar relevantes interesses sociais. Com mais razão esse entendimento se aplica à reclamação, que é ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões.2. Embargos de declaração rejeitados” (Rcl n. 16.418- AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 18.6.2014). Confira-se trecho do voto do Relator o Ministro Teori Zavascki: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP reclamação) submeteu-se aos termos havidos nos presentes autos por força de atuação do Estado-juiz, que se houve em desavença ao estabelecido por este Supremo Tribunal, pelo que a ele não deve caber ônus como consequência de conduta a que não tenha dado causa direta. Nos termos do art. 103-A da Constituição da República, “o Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei“. Ajuizada a reclamação com a finalidade de garantir a autoridade de súmula vinculante deste Supremo Tribunal, de observância obrigatória por todos os órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública, incabível a condenação em honorários advocatícios sucumbenciais. Assim, por exemplo: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Está consagrada em nosso sistema normativo a orientação no sentido de que, salvo em caso de comprovada má-fé, não é cabível a condenação em honorários em ações de natureza constitucional, que visam a tutelar relevantes interesses sociais. Com mais razão esse entendimento se aplica à reclamação, que é ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões.2. Embargos de declaração rejeitados” (Rcl n. 16.418- AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 18.6.2014). Confira-se trecho do voto do Relator o Ministro Teori Zavascki: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 29879 ED-AGR / SP “Há, todavia, razão maior para rejeitar os embargos: a de que não cabe condenação em honorários advocatícios em ação de reclamação. Discorrendo sobre a natureza dessa ação, em excelente obra doutrinária (Reclamação Constitucional no Direito Brasileiro, Porto Alegre, Sergio Antonio Fabris Editor, 2000), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, após considerar as posições mais difundidas na doutrina (medida administrativa, procedimento de jurisdição voluntária ou mero procedimento, recurso, incidente processual e, finalmente, ação), concluiu, acertadamente, que, em razão possuir sede constitucional e de resguardar relevantes princípios de direito processual que se encontram na Constituição, ‘está, assim, configurado seu caráter de ação constitucional - como têm registrado tantos acórdãos, quando, mesmo se não se valem da palavra ação, usam expressões como remédio constitucional, instrumento constitucional e outras similares -, que tanto pertence ao Direito Constitucional Processual como ao Direito Processual Constitucional.’ (p. 469). Ora, votando como relator na 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 577.804, DJ de 14/12/2006, sustentei, com apoio do colegiado, que em nosso sistema normativo está consagrada a orientação segundo a qual, salvo em caso de comprovada má-fé, não há condenação em sucumbência nas ações de natureza constitucional, eis que visam a tutelar os mais relevantes interesses dos cidadãos. Assim ocorre em mandado de segurança (art. 25 da Lei 12.016/2009) e em ação civil pública (Lei 7.347/85, art. 18). Até por inafastável interpretação analógica, o mesmo entendimento deve ser aplicado à ação de reclamação. Aliás, até com mais razão, pois aqui se trata de ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões”. 4. Com a vigência da Lei n. 13.105/2015, tornou-se recomendável a manifestação prévia do interessado, beneficiário da decisão reclamada (arts. 9º e 10 e inc. III do art. 989 do Código de Processo Civil), para contestar a reclamação. Essa faculdade legal não alterou a natureza da reclamação como 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP “Há, todavia, razão maior para rejeitar os embargos: a de que não cabe condenação em honorários advocatícios em ação de reclamação. Discorrendo sobre a natureza dessa ação, em excelente obra doutrinária (Reclamação Constitucional no Direito Brasileiro, Porto Alegre, Sergio Antonio Fabris Editor, 2000), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, após considerar as posições mais difundidas na doutrina (medida administrativa, procedimento de jurisdição voluntária ou mero procedimento, recurso, incidente processual e, finalmente, ação), concluiu, acertadamente, que, em razão possuir sede constitucional e de resguardar relevantes princípios de direito processual que se encontram na Constituição, ‘está, assim, configurado seu caráter de ação constitucional - como têm registrado tantos acórdãos, quando, mesmo se não se valem da palavra ação, usam expressões como remédio constitucional, instrumento constitucional e outras similares -, que tanto pertence ao Direito Constitucional Processual como ao Direito Processual Constitucional.’ (p. 469). Ora, votando como relator na 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 577.804, DJ de 14/12/2006, sustentei, com apoio do colegiado, que em nosso sistema normativo está consagrada a orientação segundo a qual, salvo em caso de comprovada má-fé, não há condenação em sucumbência nas ações de natureza constitucional, eis que visam a tutelar os mais relevantes interesses dos cidadãos. Assim ocorre em mandado de segurança (art. 25 da Lei 12.016/2009) e em ação civil pública (Lei 7.347/85, art. 18). Até por inafastável interpretação analógica, o mesmo entendimento deve ser aplicado à ação de reclamação. Aliás, até com mais razão, pois aqui se trata de ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões”. 4. Com a vigência da Lei n. 13.105/2015, tornou-se recomendável a manifestação prévia do interessado, beneficiário da decisão reclamada (arts. 9º e 10 e inc. III do art. 989 do Código de Processo Civil), para contestar a reclamação. Essa faculdade legal não alterou a natureza da reclamação como 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 29879 ED-AGR / SP instrumento constitucional destinado a preservar a competência e garantir a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. Portanto, incabível a condenação em honorários sucumbenciais. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificarem a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP instrumento constitucional destinado a preservar a competência e garantir a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. Portanto, incabível a condenação em honorários sucumbenciais. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificarem a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto Vogal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) :REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir da eminente Relatora, na linha de anteriores decisões por mim proferidas (Rcl 26.414-ED/RS, Rcl 26.740-ED/PR, Rcl 30.266-ED/DF, v.g.). Com efeito, a pretensão recursal da parte ora agravante tem o beneplácito da jurisprudência firmada por ambas as Turmas desta Suprema Corte, que reconhece a possibilidade de fixação, em sede reclamatória, de honorários advocatícios sucumbenciais, tal como se depreende dos julgados abaixo relacionados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ....................................................................................................... 2. É cabível a condenação em honorários nas reclamações ajuizadas a partir da vigência do novo Código de Processo Civil e nos recursos nelas interpostos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) :REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir da eminente Relatora, na linha de anteriores decisões por mim proferidas (Rcl 26.414-ED/RS, Rcl 26.740-ED/PR, Rcl 30.266-ED/DF, v.g.). Com efeito, a pretensão recursal da parte ora agravante tem o beneplácito da jurisprudência firmada por ambas as Turmas desta Suprema Corte, que reconhece a possibilidade de fixação, em sede reclamatória, de honorários advocatícios sucumbenciais, tal como se depreende dos julgados abaixo relacionados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ....................................................................................................... 2. É cabível a condenação em honorários nas reclamações ajuizadas a partir da vigência do novo Código de Processo Civil e nos recursos nelas interpostos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto Vogal RCL 29879 ED-AGR / SP 3. Agravo regimental desprovido, com fixação de honorários.” (Rcl 18.996-AgR/PR, Red. p/ o acórdão Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO E DO TRABALHO. REMUNERAÇÃO. SÚMULAS VINCULANTES 37 E 42. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM RECLAMAÇÃO. NOVO REGIME PROCESSUAL. CABIMENTO. ....................................................................................................... 2. O CPC/2015 promoveu modificação essencial no procedimento da reclamação, ao instituir o contraditório prévio à decisão final (art. 989, III). Neste novo cenário, a observância do princípio da causalidade viabiliza a condenação da sucumbente na reclamação ao pagamento dos respectivos honorários, devendo o respectivo cumprimento da condenação ser realizado nos autos do processo de origem, quando se tratar de impugnação de decisão judicial. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (Rcl 24.417-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “Embargos de declaração em agravo interno em reclamação. Direito Processual Civil. Instauração do contraditório. Honorários de sucumbência. Cabimento. Embargos declaratórios acolhidos para sanar omissão. 1. A Lei nº 8.038/93 foi derrogada pela Lei nº 13.105/2015 (art. 1.072, IV), alcançando a expressa revogação, dentre outros, dos arts. 13 a 18 do diploma legislativo de 1990, passando o instituto da reclamatória a estar abalizado pelos arts. 988 a 993 do novel diploma processual, com previsão da instauração do contraditório (CPC, art. 989, III). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP 3. Agravo regimental desprovido, com fixação de honorários.” (Rcl 18.996-AgR/PR, Red. p/ o acórdão Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO E DO TRABALHO. REMUNERAÇÃO. SÚMULAS VINCULANTES 37 E 42. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM RECLAMAÇÃO. NOVO REGIME PROCESSUAL. CABIMENTO. ....................................................................................................... 2. O CPC/2015 promoveu modificação essencial no procedimento da reclamação, ao instituir o contraditório prévio à decisão final (art. 989, III). Neste novo cenário, a observância do princípio da causalidade viabiliza a condenação da sucumbente na reclamação ao pagamento dos respectivos honorários, devendo o respectivo cumprimento da condenação ser realizado nos autos do processo de origem, quando se tratar de impugnação de decisão judicial. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (Rcl 24.417-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “Embargos de declaração em agravo interno em reclamação. Direito Processual Civil. Instauração do contraditório. Honorários de sucumbência. Cabimento. Embargos declaratórios acolhidos para sanar omissão. 1. A Lei nº 8.038/93 foi derrogada pela Lei nº 13.105/2015 (art. 1.072, IV), alcançando a expressa revogação, dentre outros, dos arts. 13 a 18 do diploma legislativo de 1990, passando o instituto da reclamatória a estar abalizado pelos arts. 988 a 993 do novel diploma processual, com previsão da instauração do contraditório (CPC, art. 989, III). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal RCL 29879 ED-AGR / SP 2. Embora ambos os institutos possuam ‘sedes materiae’ na Lei nº 13.105/2015, a litigância de má-fé e os honorários sucumbenciais distinguem-se tanto na ‘ratio’ de sua instituição quanto no beneficiário do provimento. 3. Cabimento da condenação em honorários advocatícios quando verificada a angularização da relação processual na ação reclamatória. 4. Embargos declaratórios acolhidos para, suprindo a omissão, fixar os honorários de sucumbência em 10% (dez por cento) sobre o valor do benefício econômico perseguido nos autos em referência (art. 85, § 2º, do CPC), cuja execução deverá ser realizada no juízo de origem.” (Rcl 25.160-AgR-ED/SP, Red. p/ o acórdão Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Sendo assim, e tendo em vista a orientação jurisprudencial prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao presente recurso de agravo, para arbitrar em 10% (dez por cento), a título de honorários de sucumbência (CPC, art. 85, § 3º, I), a verba honorária a ser calculada sobre o valor atualizado da presente causa, devendo a respectiva execução ser efetivada no Juízo de origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP 2. Embora ambos os institutos possuam ‘sedes materiae’ na Lei nº 13.105/2015, a litigância de má-fé e os honorários sucumbenciais distinguem-se tanto na ‘ratio’ de sua instituição quanto no beneficiário do provimento. 3. Cabimento da condenação em honorários advocatícios quando verificada a angularização da relação processual na ação reclamatória. 4. Embargos declaratórios acolhidos para, suprindo a omissão, fixar os honorários de sucumbência em 10% (dez por cento) sobre o valor do benefício econômico perseguido nos autos em referência (art. 85, § 2º, do CPC), cuja execução deverá ser realizada no juízo de origem.” (Rcl 25.160-AgR-ED/SP, Red. p/ o acórdão Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Sendo assim, e tendo em vista a orientação jurisprudencial prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao presente recurso de agravo, para arbitrar em 10% (dez por cento), a título de honorários de sucumbência (CPC, art. 85, § 3º, I), a verba honorária a ser calculada sobre o valor atualizado da presente causa, devendo a respectiva execução ser efetivada no Juízo de origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) : REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) : JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI (92966/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02CD-CF84-378E-AB71 e senha 2C12-E1EC-2A16-0AFE Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) : REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) : JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI (92966/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02CD-CF84-378E-AB71 e senha 2C12-E1EC-2A16-0AFE Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750513456
2019-06-14T00:00:00
2019-08-14T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO É INSTRUMENTO DE NATUREZA CONSTITUCIONAL DESTINADO A PRESERVAR A COMPETÊNCIA E GARANTIR A AUTORIDADE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur408512
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, CONDENAÇÃO, HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA) Rcl 16418 AgR-ED (TP), Rcl 18996 AgR (1ªT), Rcl 24417 AgR (1ªT), Rcl 25160 AgR-ED (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (RECLAMAÇÃO, CONDENAÇÃO, HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA) Rcl 26740 ED, Rcl 26414 ED, Rcl 30266 ED. Número de páginas: 12. Análise: 09/12/2019, JRS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
29879
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A \n ART-00105 INC-00001 LET-F\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00009 ART-00010 ART-00085 PAR-00003 \n INC-00001 ART-00989 INC-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000037 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-ED-AgR
acordaos
Rcl 29879 ED-AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) : REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) : JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) :REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO É INSTRUMENTO DE NATUREZA CONSTITUCIONAL DESTINADO A PRESERVAR A COMPETÊNCIA E GARANTIR A AUTORIDADE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PRECEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0BBD-98A3-CE1C-55B3 e senha AC71-AB81-0B84-F3AD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) :REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.1.2019, julguei procedente a reclamação ajuizada pelo Município de Mogi Guaçu/SP contra acórdão proferido pela Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Quinta Região para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 do Supremo Tribunal Federal. Contra essa decisão o Município de Mogi Guaçu/SP opôs embargos de declaração com o objetivo de que “seja suprida a omissão apontada para que sejam fixados os honorários sucumbenciais em favor do reclamante” (fl. 2, doc. 52). 2. Em 8.4.2019, rejeitei os embargos de declaração por não caber condenação em honorários advocatícios sucumbenciais em reclamação. Na decisão agravada, tem-se a seguinte fundamentação: “6. No julgamento do Agravo Regimental na Reclamação n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) :REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.1.2019, julguei procedente a reclamação ajuizada pelo Município de Mogi Guaçu/SP contra acórdão proferido pela Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Quinta Região para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 do Supremo Tribunal Federal. Contra essa decisão o Município de Mogi Guaçu/SP opôs embargos de declaração com o objetivo de que “seja suprida a omissão apontada para que sejam fixados os honorários sucumbenciais em favor do reclamante” (fl. 2, doc. 52). 2. Em 8.4.2019, rejeitei os embargos de declaração por não caber condenação em honorários advocatícios sucumbenciais em reclamação. Na decisão agravada, tem-se a seguinte fundamentação: “6. No julgamento do Agravo Regimental na Reclamação n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RCL 29879 ED-AGR / SP 24.464, por maioria, vencidos o Ministro Gilmar Mendes, Relator, e o Ministro Edson Fachin, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal assentou o cabimento de condenação em honorários advocatícios na reclamação (Rcl n. 24.464-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 8.2.2018). 7. Na espécie em exame, julguei procedente a reclamação para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 deste Supremo Tribunal, portanto o processo não se encerrou, apenas foi devolvido ao Tribunal de origem para readequar-se à jurisprudência vinculante deste Supremo Tribunal. Nos termos do art. 103-A da Constituição da República, ‘o Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei’. Ajuizada a reclamação com a finalidade de garantir a autoridade de súmula vinculante deste Supremo Tribunal, de observância obrigatória por todos os órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública, não cabe condenação em honorários advocatícios sucumbenciais por ter sido a reclamação decorrente de atuação do Estado-juiz. Assim, por exemplo: ‘CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Está consagrada em nosso sistema normativo a orientação no sentido de que, salvo em caso de comprovada má-fé, não é cabível a condenação em honorários em ações de natureza constitucional, que visam a tutelar relevantes interesses sociais. Com mais razão esse entendimento se aplica à reclamação, que é ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões.2. Embargos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP 24.464, por maioria, vencidos o Ministro Gilmar Mendes, Relator, e o Ministro Edson Fachin, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal assentou o cabimento de condenação em honorários advocatícios na reclamação (Rcl n. 24.464-AgR, Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 8.2.2018). 7. Na espécie em exame, julguei procedente a reclamação para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 deste Supremo Tribunal, portanto o processo não se encerrou, apenas foi devolvido ao Tribunal de origem para readequar-se à jurisprudência vinculante deste Supremo Tribunal. Nos termos do art. 103-A da Constituição da República, ‘o Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei’. Ajuizada a reclamação com a finalidade de garantir a autoridade de súmula vinculante deste Supremo Tribunal, de observância obrigatória por todos os órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública, não cabe condenação em honorários advocatícios sucumbenciais por ter sido a reclamação decorrente de atuação do Estado-juiz. Assim, por exemplo: ‘CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Está consagrada em nosso sistema normativo a orientação no sentido de que, salvo em caso de comprovada má-fé, não é cabível a condenação em honorários em ações de natureza constitucional, que visam a tutelar relevantes interesses sociais. Com mais razão esse entendimento se aplica à reclamação, que é ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões.2. Embargos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 29879 ED-AGR / SP declaração rejeitados’ (Rcl n. 16.418-AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 18.6.2014). 8. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração (§ 2... do art. 1.024 do Código de Processo Civil e § 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)“ (doc. 55). 3. Publicada essa decisão no DJe de 16.4.2019, o agravante interpõe, tempestivamente, agravo regimental (doc. 56). 4. O agravante sustenta que “a parte beneficiária foi devidamente citada e apresentou contestação, angularizando a relação processual nesta reclamatória a qual foi julgada procedente, cassando o v. acórdão proferido pelo E. TRT da 15... Região. Neste contexto, a jurisprudência do C. Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é cabível a condenação em honorários de sucumbência em sede de reclamações constitucionais propostas após a vigência do Código de Processo Civil/2015“ (fl. 3, doc. 56). Assevera que, “diante da divergência de entendimento e visando a estabilidade, integridade e coerência da jurisprudência desta A. Corte (art. 926, caput, do Código de Processo Civil), há de se proceder à condenação da parte vencida ao pagamento das verbas sucumbenciais” (fl. 6, doc. 56). Requer: “a) em sede de reconsideração, sejam os argumentos perfilados pela reclamante acolhidos pela Ministra Relatora Cármen Lúcia, condenando a parte beneficiária em honorários de sucumbência e os fixando em 10% sobre o valor atualizado da causa, conforme art. 85, § 3 do Código de Processo Civil; b) mantendo-se o v. aresto ora guerreado, que os autos sejam encaminhados para a E. Turma ou ao Plenário, para julgamento do presente Agravo Regimental e, ao final, seja provido in totum, conforme fundamentação acima alinhavada” (fl. , doc. 56). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP declaração rejeitados’ (Rcl n. 16.418-AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 18.6.2014). 8. Pelo exposto, rejeito os embargos de declaração (§ 2... do art. 1.024 do Código de Processo Civil e § 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)“ (doc. 55). 3. Publicada essa decisão no DJe de 16.4.2019, o agravante interpõe, tempestivamente, agravo regimental (doc. 56). 4. O agravante sustenta que “a parte beneficiária foi devidamente citada e apresentou contestação, angularizando a relação processual nesta reclamatória a qual foi julgada procedente, cassando o v. acórdão proferido pelo E. TRT da 15... Região. Neste contexto, a jurisprudência do C. Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é cabível a condenação em honorários de sucumbência em sede de reclamações constitucionais propostas após a vigência do Código de Processo Civil/2015“ (fl. 3, doc. 56). Assevera que, “diante da divergência de entendimento e visando a estabilidade, integridade e coerência da jurisprudência desta A. Corte (art. 926, caput, do Código de Processo Civil), há de se proceder à condenação da parte vencida ao pagamento das verbas sucumbenciais” (fl. 6, doc. 56). Requer: “a) em sede de reconsideração, sejam os argumentos perfilados pela reclamante acolhidos pela Ministra Relatora Cármen Lúcia, condenando a parte beneficiária em honorários de sucumbência e os fixando em 10% sobre o valor atualizado da causa, conforme art. 85, § 3 do Código de Processo Civil; b) mantendo-se o v. aresto ora guerreado, que os autos sejam encaminhados para a E. Turma ou ao Plenário, para julgamento do presente Agravo Regimental e, ao final, seja provido in totum, conforme fundamentação acima alinhavada” (fl. , doc. 56). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B097-46B3-7FBB-93A3 e senha B001-B80E-1B6B-4911 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A reclamação constitui instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e veja a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de vigor e eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (al. f do inc. I do art. 105 da Constituição), que podem ter as respectivas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade das decisões proferidas mitigada diante de atos reclamados. Busca-se, pela reclamação, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de vigor jurídico próprio ou que a competência do órgão judicial de instância superior seja resguardada. 3. Como assentado na decisão agravada, na espécie em exame, julguei procedente a reclamação para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 deste Supremo Tribunal. É de se assentar que o processo ainda não se encerrou. Foi devolvido ao Tribunal de origem para readequar-se à jurisprudência vinculante deste Supremo Tribunal. Deve ser observado, ainda, que o embargado (interessado na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. A reclamação constitui instrumento constitucional processual posto no sistema como dupla garantia formal da jurisdição: primeiro, para o jurisdicionado que tenha recebido resposta a pleito formulado judicialmente e veja a decisão proferida afrontada, fragilizada e despojada de vigor e eficácia; segundo, para o Supremo Tribunal Federal (al. l do inc. I do art. 102 da Constituição da República) ou para o Superior Tribunal de Justiça (al. f do inc. I do art. 105 da Constituição), que podem ter as respectivas competências enfrentadas e menosprezadas por outros órgãos do Poder Judiciário e a autoridade das decisões proferidas mitigada diante de atos reclamados. Busca-se, pela reclamação, fazer com que a prestação jurisdicional mantenha-se dotada de vigor jurídico próprio ou que a competência do órgão judicial de instância superior seja resguardada. 3. Como assentado na decisão agravada, na espécie em exame, julguei procedente a reclamação para cassar a decisão reclamada e determinar outra seja proferida em consonância com a Súmula Vinculante n. 37 deste Supremo Tribunal. É de se assentar que o processo ainda não se encerrou. Foi devolvido ao Tribunal de origem para readequar-se à jurisprudência vinculante deste Supremo Tribunal. Deve ser observado, ainda, que o embargado (interessado na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 29879 ED-AGR / SP reclamação) submeteu-se aos termos havidos nos presentes autos por força de atuação do Estado-juiz, que se houve em desavença ao estabelecido por este Supremo Tribunal, pelo que a ele não deve caber ônus como consequência de conduta a que não tenha dado causa direta. Nos termos do art. 103-A da Constituição da República, “o Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei“. Ajuizada a reclamação com a finalidade de garantir a autoridade de súmula vinculante deste Supremo Tribunal, de observância obrigatória por todos os órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública, incabível a condenação em honorários advocatícios sucumbenciais. Assim, por exemplo: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Está consagrada em nosso sistema normativo a orientação no sentido de que, salvo em caso de comprovada má-fé, não é cabível a condenação em honorários em ações de natureza constitucional, que visam a tutelar relevantes interesses sociais. Com mais razão esse entendimento se aplica à reclamação, que é ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões.2. Embargos de declaração rejeitados” (Rcl n. 16.418- AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 18.6.2014). Confira-se trecho do voto do Relator o Ministro Teori Zavascki: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP reclamação) submeteu-se aos termos havidos nos presentes autos por força de atuação do Estado-juiz, que se houve em desavença ao estabelecido por este Supremo Tribunal, pelo que a ele não deve caber ônus como consequência de conduta a que não tenha dado causa direta. Nos termos do art. 103-A da Constituição da República, “o Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei“. Ajuizada a reclamação com a finalidade de garantir a autoridade de súmula vinculante deste Supremo Tribunal, de observância obrigatória por todos os órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública, incabível a condenação em honorários advocatícios sucumbenciais. Assim, por exemplo: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECLAMAÇÃO. NÃO CABIMENTO DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Está consagrada em nosso sistema normativo a orientação no sentido de que, salvo em caso de comprovada má-fé, não é cabível a condenação em honorários em ações de natureza constitucional, que visam a tutelar relevantes interesses sociais. Com mais razão esse entendimento se aplica à reclamação, que é ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões.2. Embargos de declaração rejeitados” (Rcl n. 16.418- AgR-ED, Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 18.6.2014). Confira-se trecho do voto do Relator o Ministro Teori Zavascki: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 29879 ED-AGR / SP “Há, todavia, razão maior para rejeitar os embargos: a de que não cabe condenação em honorários advocatícios em ação de reclamação. Discorrendo sobre a natureza dessa ação, em excelente obra doutrinária (Reclamação Constitucional no Direito Brasileiro, Porto Alegre, Sergio Antonio Fabris Editor, 2000), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, após considerar as posições mais difundidas na doutrina (medida administrativa, procedimento de jurisdição voluntária ou mero procedimento, recurso, incidente processual e, finalmente, ação), concluiu, acertadamente, que, em razão possuir sede constitucional e de resguardar relevantes princípios de direito processual que se encontram na Constituição, ‘está, assim, configurado seu caráter de ação constitucional - como têm registrado tantos acórdãos, quando, mesmo se não se valem da palavra ação, usam expressões como remédio constitucional, instrumento constitucional e outras similares -, que tanto pertence ao Direito Constitucional Processual como ao Direito Processual Constitucional.’ (p. 469). Ora, votando como relator na 1... Turma do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 577.804, DJ de 14/12/2006, sustentei, com apoio do colegiado, que em nosso sistema normativo está consagrada a orientação segundo a qual, salvo em caso de comprovada má-fé, não há condenação em sucumbência nas ações de natureza constitucional, eis que visam a tutelar os mais relevantes interesses dos cidadãos. Assim ocorre em mandado de segurança (art. 25 da Lei 12.016/2009) e em ação civil pública (Lei 7.347/85, art. 18). Até por inafastável interpretação analógica, o mesmo entendimento deve ser aplicado à ação de reclamação. Aliás, até com mais razão, pois aqui se trata de ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões”. 4. Com a vigência da Lei n. 13.105/2015, tornou-se recomendável a manifestação prévia do interessado, beneficiário da decisão reclamada (arts. 9... e 10 e inc. III do art. 989 do Código de Processo Civil), para contestar a reclamação. Essa faculdade legal não alterou a natureza da reclamação como 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP “Há, todavia, razão maior para rejeitar os embargos: a de que não cabe condenação em honorários advocatícios em ação de reclamação. Discorrendo sobre a natureza dessa ação, em excelente obra doutrinária (Reclamação Constitucional no Direito Brasileiro, Porto Alegre, Sergio Antonio Fabris Editor, 2000), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, após considerar as posições mais difundidas na doutrina (medida administrativa, procedimento de jurisdição voluntária ou mero procedimento, recurso, incidente processual e, finalmente, ação), concluiu, acertadamente, que, em razão possuir sede constitucional e de resguardar relevantes princípios de direito processual que se encontram na Constituição, ‘está, assim, configurado seu caráter de ação constitucional - como têm registrado tantos acórdãos, quando, mesmo se não se valem da palavra ação, usam expressões como remédio constitucional, instrumento constitucional e outras similares -, que tanto pertence ao Direito Constitucional Processual como ao Direito Processual Constitucional.’ (p. 469). Ora, votando como relator na 1... Turma do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 577.804, DJ de 14/12/2006, sustentei, com apoio do colegiado, que em nosso sistema normativo está consagrada a orientação segundo a qual, salvo em caso de comprovada má-fé, não há condenação em sucumbência nas ações de natureza constitucional, eis que visam a tutelar os mais relevantes interesses dos cidadãos. Assim ocorre em mandado de segurança (art. 25 da Lei 12.016/2009) e em ação civil pública (Lei 7.347/85, art. 18). Até por inafastável interpretação analógica, o mesmo entendimento deve ser aplicado à ação de reclamação. Aliás, até com mais razão, pois aqui se trata de ação de natureza constitucional destinada a preservar a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e para garantia da autoridade de suas decisões”. 4. Com a vigência da Lei n. 13.105/2015, tornou-se recomendável a manifestação prévia do interessado, beneficiário da decisão reclamada (arts. 9... e 10 e inc. III do art. 989 do Código de Processo Civil), para contestar a reclamação. Essa faculdade legal não alterou a natureza da reclamação como 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 29879 ED-AGR / SP instrumento constitucional destinado a preservar a competência e garantir a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. Portanto, incabível a condenação em honorários sucumbenciais. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificarem a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP instrumento constitucional destinado a preservar a competência e garantir a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. Portanto, incabível a condenação em honorários sucumbenciais. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificarem a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2FF1-620D-E791-8E29 e senha 2B14-4C41-2E38-1C33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto Vogal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) :REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir da eminente Relatora, na linha de anteriores decisões por mim proferidas (Rcl 26.414-ED/RS, Rcl 26.740-ED/PR, Rcl 30.266-ED/DF, v.g.). Com efeito, a pretensão recursal da parte ora agravante tem o beneplácito da jurisprudência firmada por ambas as Turmas desta Suprema Corte, que reconhece a possibilidade de fixação, em sede reclamatória, de honorários advocatícios sucumbenciais, tal como se depreende dos julgados abaixo relacionados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ....................................................................................................... 2. É cabível a condenação em honorários nas reclamações ajuizadas a partir da vigência do novo Código de Processo Civil e nos recursos nelas interpostos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) :REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) :JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Peço vênia para dissentir da eminente Relatora, na linha de anteriores decisões por mim proferidas (Rcl 26.414-ED/RS, Rcl 26.740-ED/PR, Rcl 30.266-ED/DF, v.g.). Com efeito, a pretensão recursal da parte ora agravante tem o beneplácito da jurisprudência firmada por ambas as Turmas desta Suprema Corte, que reconhece a possibilidade de fixação, em sede reclamatória, de honorários advocatícios sucumbenciais, tal como se depreende dos julgados abaixo relacionados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ....................................................................................................... 2. É cabível a condenação em honorários nas reclamações ajuizadas a partir da vigência do novo Código de Processo Civil e nos recursos nelas interpostos. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto Vogal RCL 29879 ED-AGR / SP 3. Agravo regimental desprovido, com fixação de honorários.” (Rcl 18.996-AgR/PR, Red. p/ o acórdão Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO E DO TRABALHO. REMUNERAÇÃO. SÚMULAS VINCULANTES 37 E 42. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM RECLAMAÇÃO. NOVO REGIME PROCESSUAL. CABIMENTO. ....................................................................................................... 2. O Código de Processo Civil/2015 promoveu modificação essencial no procedimento da reclamação, ao instituir o contraditório prévio à decisão final (art. 989, III). Neste novo cenário, a observância do princípio da causalidade viabiliza a condenação da sucumbente na reclamação ao pagamento dos respectivos honorários, devendo o respectivo cumprimento da condenação ser realizado nos autos do processo de origem, quando se tratar de impugnação de decisão judicial. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (Rcl 24.417-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “Embargos de declaração em agravo interno em reclamação. Direito Processual Civil. Instauração do contraditório. Honorários de sucumbência. Cabimento. Embargos declaratórios acolhidos para sanar omissão. 1. A Lei n 8.038/93 foi derrogada pela Lei n 13.105/2015 (art. 1.072, IV), alcançando a expressa revogação, dentre outros, dos arts. 13 a 18 do diploma legislativo de 1990, passando o instituto da reclamatória a estar abalizado pelos arts. 988 a 993 do novel diploma processual, com previsão da instauração do contraditório (Código de Processo Civil, art. 989, III). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP 3. Agravo regimental desprovido, com fixação de honorários.” (Rcl 18.996-AgR/PR, Red. p/ o acórdão Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. DIREITO ADMINISTRATIVO E DO TRABALHO. REMUNERAÇÃO. SÚMULAS VINCULANTES 37 E 42. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM RECLAMAÇÃO. NOVO REGIME PROCESSUAL. CABIMENTO. ....................................................................................................... 2. O Código de Processo Civil/2015 promoveu modificação essencial no procedimento da reclamação, ao instituir o contraditório prévio à decisão final (art. 989, III). Neste novo cenário, a observância do princípio da causalidade viabiliza a condenação da sucumbente na reclamação ao pagamento dos respectivos honorários, devendo o respectivo cumprimento da condenação ser realizado nos autos do processo de origem, quando se tratar de impugnação de decisão judicial. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (Rcl 24.417-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei) “Embargos de declaração em agravo interno em reclamação. Direito Processual Civil. Instauração do contraditório. Honorários de sucumbência. Cabimento. Embargos declaratórios acolhidos para sanar omissão. 1. A Lei n 8.038/93 foi derrogada pela Lei n 13.105/2015 (art. 1.072, IV), alcançando a expressa revogação, dentre outros, dos arts. 13 a 18 do diploma legislativo de 1990, passando o instituto da reclamatória a estar abalizado pelos arts. 988 a 993 do novel diploma processual, com previsão da instauração do contraditório (Código de Processo Civil, art. 989, III). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal RCL 29879 ED-AGR / SP 2. Embora ambos os institutos possuam ‘sedes materiae’ na Lei n 13.105/2015, a litigância de má-fé e os honorários sucumbenciais distinguem-se tanto na ‘ratio’ de sua instituição quanto no beneficiário do provimento. 3. Cabimento da condenação em honorários advocatícios quando verificada a angularização da relação processual na ação reclamatória. 4. Embargos declaratórios acolhidos para, suprindo a omissão, fixar os honorários de sucumbência em 10% (dez por cento) sobre o valor do benefício econômico perseguido nos autos em referência (art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil), cuja execução deverá ser realizada no juízo de origem.” (Rcl 25.160-AgR-ED/SP, Red. p/ o acórdão Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Sendo assim, e tendo em vista a orientação jurisprudencial prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao presente recurso de agravo, para arbitrar em 10% (dez por cento), a título de honorários de sucumbência (Código de Processo Civil, art. 85, § 3..., I), a verba honorária a ser calculada sobre o valor atualizado da presente causa, devendo a respectiva execução ser efetivada no Juízo de origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Supremo Tribunal Federal RCL 29879 ED-AGR / SP 2. Embora ambos os institutos possuam ‘sedes materiae’ na Lei n 13.105/2015, a litigância de má-fé e os honorários sucumbenciais distinguem-se tanto na ‘ratio’ de sua instituição quanto no beneficiário do provimento. 3. Cabimento da condenação em honorários advocatícios quando verificada a angularização da relação processual na ação reclamatória. 4. Embargos declaratórios acolhidos para, suprindo a omissão, fixar os honorários de sucumbência em 10% (dez por cento) sobre o valor do benefício econômico perseguido nos autos em referência (art. 85, § 2..., do Código de Processo Civil), cuja execução deverá ser realizada no juízo de origem.” (Rcl 25.160-AgR-ED/SP, Red. p/ o acórdão Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Sendo assim, e tendo em vista a orientação jurisprudencial prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao presente recurso de agravo, para arbitrar em 10% (dez por cento), a título de honorários de sucumbência (Código de Processo Civil, art. 85, § 3..., I), a verba honorária a ser calculada sobre o valor atualizado da presente causa, devendo a respectiva execução ser efetivada no Juízo de origem. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6E-3AED-DB33-B53F e senha 72EB-9D2C-0F20-18F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) : REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) : JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI (92966/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02CD-CF84-378E-AB71 e senha 2C12-E1EC-2A16-0AFE Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MOGI-GUACU ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU AGDO.(A/S) : REGIANE BASSANI COELHO ADV.(A/S) : JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI (92966/SP) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Celso de Mello. Segunda Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02CD-CF84-378E-AB71 e senha 2C12-E1EC-2A16-0AFE Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 29 . 879", "RECLAMAÇÃO", "Súmula Vinculante n . 37 do Supremo Tribunal Federal", "RCL 29879 ED - AGR / SP 24 .", "Rcl n . 24 . 464 - AgR", "Súmula Vinculante n . 37 deste Supremo Tribunal", "Súmula Vinculante n . 37 deste Supremo Tribunal", "RCL 29879 ED -", "AGR / SP", "Rcl n . 16 . 418 - AgR - ED", "Rcl n . 16 . 418 - AgR - ED", "Súmula Vinculante n . 37 deste Supremo Tribunal", "Súmula Vinculante n . 37 deste Supremo Tribunal", "Rcl n . 16 . 418 - AgR - ED", "Rcl n . 16 . 418 - AgR - ED", "REsp 577 . 804", "RCL 29879 ED", "REsp 577 . 804", "RCL 29879", "Rcl 26 . 414 - ED / RS", "Rcl 26 . 740 - ED / PR", "Rcl 30 . 266 - ED / DF", "Rcl 26 . 414 - ED / RS", "Rcl 26 . 740 - ED / PR", "Rcl 30 . 266 - ED / DF", "RCL 29879 ED - AGR / SP", "Rcl 18 . 996 - AgR / PR", "SÚMULAS VINCULANTES 37", "Rcl 24 . 417 - AgR / SP", "Rcl 18 . 996 - AgR / PR", "Rcl 24 . 417 - AgR / SP", "RCL 29879 ED", "AGR", "Rcl 25 . 160 - AgR - ED / SP", "Rcl 25 . 160 - AgR - ED / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "103", "-", "A da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 1 . 024 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do art . 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 926 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 3 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 1 . . . do art . 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 926 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 3 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "al", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Lei 7 . 347 / 85 , art", "Lei n . 13 . 105 / 2015", "arts . 9 . . . e 10 e inc . III do art . 989 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 25 da Lei 12 . 016 / 2009", "Lei 7 . 347 / 85 , art . 18", "Lei n . 13 . 105 / 2015", "arts . 9 . . . e 10 e inc . III do art . 989 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Lei n 8 . 038 / 93", "Lei n 13 . 105 / 2015", "Código de Processo Civil , art . 989 , III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Lei n 8 . 038 / 93", "Lei n 13 . 105 / 2015", "Código de Processo Civil , art . 989 , III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 105 / 2015", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , art . 85 , § 3 . . . , I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 105 / 2015", "art . 85 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , art . 85 , § 3 . . . , I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MOGI - GUACU", "MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE", "MOGI GUAÇU", "Município de Mogi Guaçu / SP", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MOGI - GUACU", "MOGI GUAÇU", "Município de Mogi Guaçu / SP", "Município de Mogi Guaçu / SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Porto Alegre", "Porto Alegre", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "SÃO PAULO", "MOGI", "MOGI", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MOGI - GUACU", "MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MOGI - GUACU", "MUNICÍPIO DE MOGI GUAÇU" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO", "15", "Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Quinta Região", "37", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Quinta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "ED", "-", "AGR", "/", "SP", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "TRT da 15 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "TRT da 15 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Sergio Antonio Fabris Editor", "1", ".", ".", ". Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Federal", "Sergio Antonio Fabris Editor", "1", ".", ".", ". Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "Supremo Tribunal Federal", "-", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "REGIANE BASSANI COELHO", "JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "REGIANE BASSANI COELHO", "JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "REGIANE BASSANI COELHO", "JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "CÁRMEN LÚCIA", "Marcelo Navarro Ribeiro Dantas", "Marcelo Navarro Ribeiro Dantas", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "REGIANE BASSANI COELHO", "JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "REGIANE BASSANI COELHO", "JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "REGIANE BASSANI COELHO", "JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "REGIANE BASSANI COELHO", "JANAINA DE LOURDES RODRIGUES MARTINI", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "10", ".", "1", ".", "2019", "8", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "10", ".", "1", ".", "2019", "8", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "6", ".", "2014", "16", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "6", ".", "2014", "16", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "14", "/", "12", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "14", "/", "12", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. POLICIAL MILITAR. RETIFICAÇÃO DE EDITAL. VALIDADE DE INSCRIÇÃO NO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DAS CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 26/04 a 03/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 06 de maio de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 446E-57E2-8D07-1EDF e senha 51BD-4069-0933-6290 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO AMAZONAS contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. RETIFICAÇÃO DE EDITAL. VALIDADE DE INSCRIÇÃO NO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. VERIFICAÇÃO NO CASO CONCRETO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” (Doc. 27) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Contudo, a decisão supracitada deve ser reformada, pois não há ofensa reflexa à Constituição. A reforma do respeitável acórdão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D38-7A9F-2B44-C76A e senha 6C6B-C793-D0C6-7B52 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO AMAZONAS contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. RETIFICAÇÃO DE EDITAL. VALIDADE DE INSCRIÇÃO NO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. VERIFICAÇÃO NO CASO CONCRETO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” (Doc. 27) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Contudo, a decisão supracitada deve ser reformada, pois não há ofensa reflexa à Constituição. A reforma do respeitável acórdão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D38-7A9F-2B44-C76A e senha 6C6B-C793-D0C6-7B52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1149211 AGR / AM recorrido não depende de revisão de fatos e de provas, nem de reexame de lei local, eis que o próprio acórdão firma as premissas sobre tais matérias que necessitam, data máxima vênia, de revaloração jurídica à luz do art. 5º, XXXVI da CRFB. (...) Ocorre todavia que não há de se falar em direito adquirido de candidato a concurso público. Isso porque, conforme inclusive entendimento dessa Suprema Corte sobre a incidência do art. 5º, XXXVI da CRFB, antes do provimento do cargo, o candidato tem mera expectativa de direito à nomeação ou, se for o caso, à participação na segunda etapa do processo seletivo. Há inclusive precedente do STF sobre o tema: (...) A dizer, a necessidade de alocação de candidatos do código 01 para o código 03 foi necessária em razão de, uma semana após a publicação do Edital, ter sido feita retificação na cláusula que previa os requisitos básicos para o código 01, de forma a conformar a ‘lei do certame’ com a legislação aplicável à carreira. (...) Portanto, não se trata de uma questão de reinterpretar o edital do concurso mas de uma questão de restaurar a legalidade e impedir candidatos que não possuam requisitos adentrem aos quadros da administração pública. De mais a mais, não se deve reconhecer direito adquirido quando o mesmo é inexistente.” (Doc. 29, fls. 4-8) A parte agravada, instada a se manifestar, requer o desprovimento do agravo interno. (Doc. 32) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D38-7A9F-2B44-C76A e senha 6C6B-C793-D0C6-7B52 Supremo Tribunal Federal ARE 1149211 AGR / AM recorrido não depende de revisão de fatos e de provas, nem de reexame de lei local, eis que o próprio acórdão firma as premissas sobre tais matérias que necessitam, data máxima vênia, de revaloração jurídica à luz do art. 5º, XXXVI da CRFB. (...) Ocorre todavia que não há de se falar em direito adquirido de candidato a concurso público. Isso porque, conforme inclusive entendimento dessa Suprema Corte sobre a incidência do art. 5º, XXXVI da CRFB, antes do provimento do cargo, o candidato tem mera expectativa de direito à nomeação ou, se for o caso, à participação na segunda etapa do processo seletivo. Há inclusive precedente do STF sobre o tema: (...) A dizer, a necessidade de alocação de candidatos do código 01 para o código 03 foi necessária em razão de, uma semana após a publicação do Edital, ter sido feita retificação na cláusula que previa os requisitos básicos para o código 01, de forma a conformar a ‘lei do certame’ com a legislação aplicável à carreira. (...) Portanto, não se trata de uma questão de reinterpretar o edital do concurso mas de uma questão de restaurar a legalidade e impedir candidatos que não possuam requisitos adentrem aos quadros da administração pública. De mais a mais, não se deve reconhecer direito adquirido quando o mesmo é inexistente.” (Doc. 29, fls. 4-8) A parte agravada, instada a se manifestar, requer o desprovimento do agravo interno. (Doc. 32) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D38-7A9F-2B44-C76A e senha 6C6B-C793-D0C6-7B52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos e nas cláusulas do edital que rege o certame, entendeu que o candidato preencheu os requisitos para sua inscrição no concurso público. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Compulsando os autos, verifico que, na origem, foi assegurado ao Impetrante o direito de assumir o cargo de oficialato, código 01, no concurso de 2011 da Polícia Militar do Estado do Amazonas, em função de possuir diploma de nível superior à época da inscrição. A segurança concedida se deu após o Impetrante haver perdido, repentinamente, a condição preenchida quando, em 21 de fevereiro de 2011, houve retificação no edital, no qual o seu diploma de nível superior deixou de ser requisito, outrossim, tornando-se requisito somente o diploma de curso superior de oficial. Isso porque entendeu o juízo recorrido que a Administração Pública criou vínculo com o edital no momento de sua primeira publicação, não podendo mais alterar seus requisitos sob pena de afronta à igualdade. E, muito embora não seja este o exato e igual entendimento deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos e nas cláusulas do edital que rege o certame, entendeu que o candidato preencheu os requisitos para sua inscrição no concurso público. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Compulsando os autos, verifico que, na origem, foi assegurado ao Impetrante o direito de assumir o cargo de oficialato, código 01, no concurso de 2011 da Polícia Militar do Estado do Amazonas, em função de possuir diploma de nível superior à época da inscrição. A segurança concedida se deu após o Impetrante haver perdido, repentinamente, a condição preenchida quando, em 21 de fevereiro de 2011, houve retificação no edital, no qual o seu diploma de nível superior deixou de ser requisito, outrossim, tornando-se requisito somente o diploma de curso superior de oficial. Isso porque entendeu o juízo recorrido que a Administração Pública criou vínculo com o edital no momento de sua primeira publicação, não podendo mais alterar seus requisitos sob pena de afronta à igualdade. E, muito embora não seja este o exato e igual entendimento deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1149211 AGR / AM Relator, pois entendo que a Administração ainda tem direito a fazer retificações necessárias à esclarecer e revogar exigências editalícias irrazoáveis, esse Relator também não deixa de entender que essas retificações não podem prejudicar direitos adquiridos (art. 5.º, XXXVI, CRFB/88), que no caso se caracterizou pelo preenchimento dos requisitos da inscrição. Ou seja, se o candidato se inscreveu num código possuindo os requisitos necessários para apresentar-lhes todos preenchidos na data da posse, como por exemplo, ainda estar sob a idade limite, deter o diploma exigido etc.; logo, naquele momento em que se inscreveu para o código cabível – o código 01 – adquiriu o direito sobre essa inscrição, não podendo tê-la num dia e, noutro, perdê-la por ato unilateral da Administração, violando-se a boa-fé do candidato. Importa-se destacar ainda que não há de confundir, neste julgamento, o direito adquirido sobre a inscrição num código e o direito adquirido sobre uma vaga, porquanto, para que um direito à inscrição se torne um direito a uma vaga, é necessário que o candidato vença todas as etapas do concurso – prova escrita, teste físico, curso de formação etc. –, nos quais, in casu, o candidato inscrito logrou êxito em passar.” (Doc. 9, fls. 2-3) Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise das cláusulas do edital, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. REQUISITOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Supremo Tribunal Federal ARE 1149211 AGR / AM Relator, pois entendo que a Administração ainda tem direito a fazer retificações necessárias à esclarecer e revogar exigências editalícias irrazoáveis, esse Relator também não deixa de entender que essas retificações não podem prejudicar direitos adquiridos (art. 5.º, XXXVI, CRFB/88), que no caso se caracterizou pelo preenchimento dos requisitos da inscrição. Ou seja, se o candidato se inscreveu num código possuindo os requisitos necessários para apresentar-lhes todos preenchidos na data da posse, como por exemplo, ainda estar sob a idade limite, deter o diploma exigido etc.; logo, naquele momento em que se inscreveu para o código cabível – o código 01 – adquiriu o direito sobre essa inscrição, não podendo tê-la num dia e, noutro, perdê-la por ato unilateral da Administração, violando-se a boa-fé do candidato. Importa-se destacar ainda que não há de confundir, neste julgamento, o direito adquirido sobre a inscrição num código e o direito adquirido sobre uma vaga, porquanto, para que um direito à inscrição se torne um direito a uma vaga, é necessário que o candidato vença todas as etapas do concurso – prova escrita, teste físico, curso de formação etc. –, nos quais, in casu, o candidato inscrito logrou êxito em passar.” (Doc. 9, fls. 2-3) Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise das cláusulas do edital, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. REQUISITOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1149211 AGR / AM EXIGIDOS NO EDITAL. INOBSERVÂNCIA. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 1.109.311-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), Plenário, DJe de 6/6/2018) “Concurso público. Não preenchimento dos requisitos para ingresso no curso de formação de oficiais da administração da Polícia Militar de Pernambuco. 2. Irregularidades no certame. Não configuração. 3. Revolvimento do conjunto fático-probatório. Reinterpretação de cláusulas editalícias. Enunciados das Súmulas 279 e 454 do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 920.689-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 16/11/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE CURSO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO EDITAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 879.306-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 22/8/2016) Seguindo a mesmo orientação, em casos análogos, ressalto as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.142.612, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 29/6/2018; RE 1.131.576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/2018 e RE 1.125.066, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 3/5/2018. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Supremo Tribunal Federal ARE 1149211 AGR / AM EXIGIDOS NO EDITAL. INOBSERVÂNCIA. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 1.109.311-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), Plenário, DJe de 6/6/2018) “Concurso público. Não preenchimento dos requisitos para ingresso no curso de formação de oficiais da administração da Polícia Militar de Pernambuco. 2. Irregularidades no certame. Não configuração. 3. Revolvimento do conjunto fático-probatório. Reinterpretação de cláusulas editalícias. Enunciados das Súmulas 279 e 454 do STF. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 920.689-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 16/11/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE CURSO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO EDITAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 879.306-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 22/8/2016) Seguindo a mesmo orientação, em casos análogos, ressalto as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.142.612, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 29/6/2018; RE 1.131.576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/2018 e RE 1.125.066, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 3/5/2018. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1149211 AGR / AM manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Supremo Tribunal Federal ARE 1149211 AGR / AM manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) : MARTHA MAFRA GONZALEZ (4103/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA4A-9455-ED45-2B85 e senha 1188-1EF0-66D2-00A9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) : MARTHA MAFRA GONZALEZ (4103/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA4A-9455-ED45-2B85 e senha 1188-1EF0-66D2-00A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749816381
2019-05-06T00:00:00
2019-05-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. POLICIAL MILITAR. RETIFICAÇÃO DE EDITAL. VALIDADE DE INSCRIÇÃO NO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DAS CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur403725
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 454) ARE 879306 AgR (1ªT), ARE 920689 AgR (2ªT), ARE 1109311 AgR (TP). (APLICAÇÃO DE MULTA, RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO) AI 552492 AgR (1ªT), ARE 827024 AgR (1ªT), ARE 878103 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 279, SÚMULA 454) RE 1125066, RE 1131576, ARE 1142612. Número de páginas: 8. Análise: 24/06/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1149211
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1149211 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) : MARTHA MAFRA GONZALEZ
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. POLICIAL MILITAR. RETIFICAÇÃO DE EDITAL. VALIDADE DE INSCRIÇÃO NO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DAS CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 26/04 a 03/05/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 06 de maio de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 446E-57E2-8D07-1EDF e senha 51BD-4069-0933-6290 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO AMAZONAS contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. RETIFICAÇÃO DE EDITAL. VALIDADE DE INSCRIÇÃO NO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. VERIFICAÇÃO NO CASO CONCRETO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” (Doc. 27) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Contudo, a decisão supracitada deve ser reformada, pois não há ofensa reflexa à Constituição. A reforma do respeitável acórdão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D38-7A9F-2B44-C76A e senha 6C6B-C793-D0C6-7B52 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO AMAZONAS contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. RETIFICAÇÃO DE EDITAL. VALIDADE DE INSCRIÇÃO NO CERTAME. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO. VERIFICAÇÃO NO CASO CONCRETO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” (Doc. 27) Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “Contudo, a decisão supracitada deve ser reformada, pois não há ofensa reflexa à Constituição. A reforma do respeitável acórdão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D38-7A9F-2B44-C76A e senha 6C6B-C793-D0C6-7B52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1149211 AGR / AM recorrido não depende de revisão de fatos e de provas, nem de reexame de lei local, eis que o próprio acórdão firma as premissas sobre tais matérias que necessitam, data máxima vênia, de revaloração jurídica à luz do art. 5..., XXXVI da CRFB. (...) Ocorre todavia que não há de se falar em direito adquirido de candidato a concurso público. Isso porque, conforme inclusive entendimento dessa Suprema Corte sobre a incidência do art. 5..., XXXVI da CRFB, antes do provimento do cargo, o candidato tem mera expectativa de direito à nomeação ou, se for o caso, à participação na segunda etapa do processo seletivo. Há inclusive precedente do Supremo Tribunal Federal sobre o tema: (...) A dizer, a necessidade de alocação de candidatos do código 01 para o código 03 foi necessária em razão de, uma semana após a publicação do Edital, ter sido feita retificação na cláusula que previa os requisitos básicos para o código 01, de forma a conformar a ‘lei do certame’ com a legislação aplicável à carreira. (...) Portanto, não se trata de uma questão de reinterpretar o edital do concurso mas de uma questão de restaurar a legalidade e impedir candidatos que não possuam requisitos adentrem aos quadros da administração pública. De mais a mais, não se deve reconhecer direito adquirido quando o mesmo é inexistente.” (Doc. 29, fls. 4-8) A parte agravada, instada a se manifestar, requer o desprovimento do agravo interno. (Doc. 32) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D38-7A9F-2B44-C76A e senha 6C6B-C793-D0C6-7B52 Supremo Tribunal Federal ARE 1149211 AGR / AM recorrido não depende de revisão de fatos e de provas, nem de reexame de lei local, eis que o próprio acórdão firma as premissas sobre tais matérias que necessitam, data máxima vênia, de revaloração jurídica à luz do art. 5..., XXXVI da CRFB. (...) Ocorre todavia que não há de se falar em direito adquirido de candidato a concurso público. Isso porque, conforme inclusive entendimento dessa Suprema Corte sobre a incidência do art. 5..., XXXVI da CRFB, antes do provimento do cargo, o candidato tem mera expectativa de direito à nomeação ou, se for o caso, à participação na segunda etapa do processo seletivo. Há inclusive precedente do Supremo Tribunal Federal sobre o tema: (...) A dizer, a necessidade de alocação de candidatos do código 01 para o código 03 foi necessária em razão de, uma semana após a publicação do Edital, ter sido feita retificação na cláusula que previa os requisitos básicos para o código 01, de forma a conformar a ‘lei do certame’ com a legislação aplicável à carreira. (...) Portanto, não se trata de uma questão de reinterpretar o edital do concurso mas de uma questão de restaurar a legalidade e impedir candidatos que não possuam requisitos adentrem aos quadros da administração pública. De mais a mais, não se deve reconhecer direito adquirido quando o mesmo é inexistente.” (Doc. 29, fls. 4-8) A parte agravada, instada a se manifestar, requer o desprovimento do agravo interno. (Doc. 32) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9D38-7A9F-2B44-C76A e senha 6C6B-C793-D0C6-7B52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos e nas cláusulas do edital que rege o certame, entendeu que o candidato preencheu os requisitos para sua inscrição no concurso público. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Compulsando os autos, verifico que, na origem, foi assegurado ao Impetrante o direito de assumir o cargo de oficialato, código 01, no concurso de 2011 da Polícia Militar do Estado do Amazonas, em função de possuir diploma de nível superior à época da inscrição. A segurança concedida se deu após o Impetrante haver perdido, repentinamente, a condição preenchida quando, em 21 de fevereiro de 2011, houve retificação no edital, no qual o seu diploma de nível superior deixou de ser requisito, outrossim, tornando-se requisito somente o diploma de curso superior de oficial. Isso porque entendeu o juízo recorrido que a Administração Pública criou vínculo com o edital no momento de sua primeira publicação, não podendo mais alterar seus requisitos sob pena de afronta à igualdade. E, muito embora não seja este o exato e igual entendimento deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem, com apoio no conjunto fático- probatório dos autos e nas cláusulas do edital que rege o certame, entendeu que o candidato preencheu os requisitos para sua inscrição no concurso público. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Compulsando os autos, verifico que, na origem, foi assegurado ao Impetrante o direito de assumir o cargo de oficialato, código 01, no concurso de 2011 da Polícia Militar do Estado do Amazonas, em função de possuir diploma de nível superior à época da inscrição. A segurança concedida se deu após o Impetrante haver perdido, repentinamente, a condição preenchida quando, em 21 de fevereiro de 2011, houve retificação no edital, no qual o seu diploma de nível superior deixou de ser requisito, outrossim, tornando-se requisito somente o diploma de curso superior de oficial. Isso porque entendeu o juízo recorrido que a Administração Pública criou vínculo com o edital no momento de sua primeira publicação, não podendo mais alterar seus requisitos sob pena de afronta à igualdade. E, muito embora não seja este o exato e igual entendimento deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1149211 AGR / AM Relator, pois entendo que a Administração ainda tem direito a fazer retificações necessárias à esclarecer e revogar exigências editalícias irrazoáveis, esse Relator também não deixa de entender que essas retificações não podem prejudicar direitos adquiridos (art. 5., XXXVI, CRFB/88), que no caso se caracterizou pelo preenchimento dos requisitos da inscrição. Ou seja, se o candidato se inscreveu num código possuindo os requisitos necessários para apresentar-lhes todos preenchidos na data da posse, como por exemplo, ainda estar sob a idade limite, deter o diploma exigido etc.; logo, naquele momento em que se inscreveu para o código cabível – o código 01 – adquiriu o direito sobre essa inscrição, não podendo tê-la num dia e, noutro, perdê-la por ato unilateral da Administração, violando-se a boa-fé do candidato. Importa-se destacar ainda que não há de confundir, neste julgamento, o direito adquirido sobre a inscrição num código e o direito adquirido sobre uma vaga, porquanto, para que um direito à inscrição se torne um direito a uma vaga, é necessário que o candidato vença todas as etapas do concurso – prova escrita, teste físico, curso de formação etc. –, nos quais, in casu, o candidato inscrito logrou êxito em passar.” (Doc. 9, fls. 2-3) Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise das cláusulas do edital, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. REQUISITOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Supremo Tribunal Federal ARE 1149211 AGR / AM Relator, pois entendo que a Administração ainda tem direito a fazer retificações necessárias à esclarecer e revogar exigências editalícias irrazoáveis, esse Relator também não deixa de entender que essas retificações não podem prejudicar direitos adquiridos (art. 5., XXXVI, CRFB/88), que no caso se caracterizou pelo preenchimento dos requisitos da inscrição. Ou seja, se o candidato se inscreveu num código possuindo os requisitos necessários para apresentar-lhes todos preenchidos na data da posse, como por exemplo, ainda estar sob a idade limite, deter o diploma exigido etc.; logo, naquele momento em que se inscreveu para o código cabível – o código 01 – adquiriu o direito sobre essa inscrição, não podendo tê-la num dia e, noutro, perdê-la por ato unilateral da Administração, violando-se a boa-fé do candidato. Importa-se destacar ainda que não há de confundir, neste julgamento, o direito adquirido sobre a inscrição num código e o direito adquirido sobre uma vaga, porquanto, para que um direito à inscrição se torne um direito a uma vaga, é necessário que o candidato vença todas as etapas do concurso – prova escrita, teste físico, curso de formação etc. –, nos quais, in casu, o candidato inscrito logrou êxito em passar.” (Doc. 9, fls. 2-3) Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise das cláusulas do edital, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário” e “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. REQUISITOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1149211 AGR / AM EXIGIDOS NO EDITAL. INOBSERVÂNCIA. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 1.109.311-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), Plenário, DJe de 6/6/2018) “Concurso público. Não preenchimento dos requisitos para ingresso no curso de formação de oficiais da administração da Polícia Militar de Pernambuco. 2. Irregularidades no certame. Não configuração. 3. Revolvimento do conjunto fático-probatório. Reinterpretação de cláusulas editalícias. Enunciados das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 920.689-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 16/11/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE CURSO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO EDITAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 879.306-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 22/8/2016) Seguindo a mesmo orientação, em casos análogos, ressalto as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.142.612, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 29/6/2018; Recurso Extraordinário 1.131.576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/2018 e Recurso Extraordinário 1.125.066, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 3/5/2018. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Supremo Tribunal Federal ARE 1149211 AGR / AM EXIGIDOS NO EDITAL. INOBSERVÂNCIA. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 1.109.311-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), Plenário, DJe de 6/6/2018) “Concurso público. Não preenchimento dos requisitos para ingresso no curso de formação de oficiais da administração da Polícia Militar de Pernambuco. 2. Irregularidades no certame. Não configuração. 3. Revolvimento do conjunto fático-probatório. Reinterpretação de cláusulas editalícias. Enunciados das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 920.689-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 16/11/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE CURSO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO EDITAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 879.306-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 22/8/2016) Seguindo a mesmo orientação, em casos análogos, ressalto as seguintes decisões monocráticas: ARE 1.142.612, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 29/6/2018; Recurso Extraordinário 1.131.576, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 29/5/2018 e Recurso Extraordinário 1.125.066, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 3/5/2018. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1149211 AGR / AM manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Supremo Tribunal Federal ARE 1149211 AGR / AM manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5301-A7F5-CDEC-CA5A e senha 9204-964E-D8DF-30D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) : MARTHA MAFRA GONZALEZ (4103/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA4A-9455-ED45-2B85 e senha 1188-1EF0-66D2-00A9 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.149.211 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ALDEMIR FÉLIX CARVALHO ADV.(A/S) : MARTHA MAFRA GONZALEZ (4103/AM) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA4A-9455-ED45-2B85 e senha 1188-1EF0-66D2-00A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 149 . 211", "SÚMULAS 279", "SÚMULAS 279", "SÚMULAS 279", "ARE 1149211 AGR / AM", "ARE 1149211 AGR / AM", "AGRAVO 1 . 149 . 211", "ARE 1149211 AGR", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1149211 AGR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1 . 109 . 311 - AgR", "Súmulas 279", "ARE 920 . 689 - AgR", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 879 . 306 - AgR", "ARE 1 . 142 . 612", "Recurso Extraordinário 1 . 131 . 576", "Recurso Extraordinário 1 . 125 . 066", "ARE 1149211 AGR / AM", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1 . 109 . 311 - AgR", "Súmulas 279", "ARE 920 . 689 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 879 . 306 - AgR", "ARE 1 . 142 . 612", "Recurso Extraordinário 1 . 131 . 576", "Recurso Extraordinário 1 . 125 . 066", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 1149211 AGR / AM", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 -", "ARE 878 . 103 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO", "CÓDIGO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI da CRFB", "art . 5 . . . , XXXVI da CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI da CRFB", "art . 5 . . . , XXXVI da CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . , XXXVI , CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . , XXXVI , CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . DO ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "Brasília", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "AMAZONAS", "AMAZONAS", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Polícia Militar do Estado do Amazonas", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Polícia Militar do Estado do Amazonas", "Supremo Tribunal Federal", "/", "AM", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Polícia Militar de Pernambuco", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Polícia Militar de Pernambuco", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ALDEMIR FÉLIX CARVALHO", "MARTHA MAFRA GONZALEZ", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ALDEMIR FÉLIX CARVALHO", "MARTHA MAFRA GONZALEZ", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ALDEMIR FÉLIX CARVALHO", "MARTHA MAFRA GONZALEZ", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "ALDEMIR FÉLIX CARVALHO", "MARTHA MAFRA GONZALEZ", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "ALDEMIR FÉLIX CARVALHO", "MARTHA MAFRA GONZALEZ", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "06", "/", "05", "/", "2019", "26", "/", "04", "03", "/", "05", "/", "2019", "06 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "2011", "21 de fevereiro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "21 de fevereiro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "6", "/", "2018", "16", "/", "11", "/", "2015", "22", "/", "8", "/", "2016", "29", "/", "6", "/", "2018", "29", "/", "5", "/", "2018", "3", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "6", "/", "2018", "16", "/", "11", "/", "2015", "22", "/", "8", "/", "2016", "29", "/", "6", "/", "2018", "29", "/", "5", "/", "2018", "3", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) :MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Multa imposta no julgamento do agravo regimental. Cabimento. Honorários advocatícios. Majoração. Possibilidade. Não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material a serem sanados. Precedentes. 1. Havendo manifesta improcedência no recurso anteriormente interposto, é cabível a aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil. 2. Somente há a possibilidade de majoração dos honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal quando esses forem fixados pelas instâncias ordinárias, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil. 3. Inexistência dos vícios previstos no art. 1.022 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B82F-C0F6-CC14-D5F8 e senha 1BF3-D03D-7649-673D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1191420 AGR-ED / PI Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B82F-C0F6-CC14-D5F8 e senha 1BF3-D03D-7649-673D Supremo Tribunal Federal ARE 1191420 AGR-ED / PI Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B82F-C0F6-CC14-D5F8 e senha 1BF3-D03D-7649-673D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) :MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Reparação por danos morais. Responsabilidade civil do Estado. Disparo de arma de fogo por policial civil de folga. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula nº 279/STF). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” A parte embargante limita-se a impugnar a aplicação da multa do § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil e a majoração dos honorários advocatícios determinados pelo acórdão embargado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F204-5053-E307-917B e senha CFE7-1D02-A61E-A338 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) :MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Reparação por danos morais. Responsabilidade civil do Estado. Disparo de arma de fogo por policial civil de folga. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula nº 279/STF). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” A parte embargante limita-se a impugnar a aplicação da multa do § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil e a majoração dos honorários advocatícios determinados pelo acórdão embargado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F204-5053-E307-917B e senha CFE7-1D02-A61E-A338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar o inconformismo. No tocante à aplicação da multa, entendo ser perfeitamente aplicável ao caso concreto. O art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015, assim dispõe: “§ 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.” In casu, ao agravo em recurso extraordinário foi negado seguimento em razão da incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, óbice que impede o trâmite do apelo extremo, conforme já assentado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O fato de ir de encontro ao entendimento desta Suprema Corte, e, tendo o Plenário negado provimento ao agravo interno em julgamento unânime, sob o mesmo fundamento, corrobora-se o caráter de “manifestamente improcedente” do recurso interposto. Melhor sorte sorte não socorre ao embargante no que pertine à majoração dos honorários advocatícios. O acórdão embargado foi claro ao condicionar a majoração da verba honorária à fixação de honorários pelas instâncias de origem. Lê-se no julgado embargado: “Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C1-5F19-766B-0E55 e senha 1CD3-26C2-3C0D-F242 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar o inconformismo. No tocante à aplicação da multa, entendo ser perfeitamente aplicável ao caso concreto. O art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015, assim dispõe: “§ 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.” In casu, ao agravo em recurso extraordinário foi negado seguimento em razão da incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, óbice que impede o trâmite do apelo extremo, conforme já assentado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O fato de ir de encontro ao entendimento desta Suprema Corte, e, tendo o Plenário negado provimento ao agravo interno em julgamento unânime, sob o mesmo fundamento, corrobora-se o caráter de “manifestamente improcedente” do recurso interposto. Melhor sorte sorte não socorre ao embargante no que pertine à majoração dos honorários advocatícios. O acórdão embargado foi claro ao condicionar a majoração da verba honorária à fixação de honorários pelas instâncias de origem. Lê-se no julgado embargado: “Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C1-5F19-766B-0E55 e senha 1CD3-26C2-3C0D-F242 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1191420 AGR-ED / PI termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita”. Desse modo, não tendo havido fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, não há falar em majoração, pois não existe valor a ser majorado. Nesta conformidade, não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o órgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados em debate, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. Por fim, também é certo que não há no julgado nenhum erro material a ser corrigido. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C1-5F19-766B-0E55 e senha 1CD3-26C2-3C0D-F242 Supremo Tribunal Federal ARE 1191420 AGR-ED / PI termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita”. Desse modo, não tendo havido fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, não há falar em majoração, pois não existe valor a ser majorado. Nesta conformidade, não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o órgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados em debate, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. Por fim, também é certo que não há no julgado nenhum erro material a ser corrigido. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C1-5F19-766B-0E55 e senha 1CD3-26C2-3C0D-F242 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) : MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3623-F52B-68B1-53A7 e senha 9A94-3AE3-1FD3-6EDB Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) : MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3623-F52B-68B1-53A7 e senha 9A94-3AE3-1FD3-6EDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Multa imposta no julgamento do agravo regimental. Cabimento. Honorários advocatícios. Majoração. Possibilidade. Não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material a serem sanados. Precedentes. 1. Havendo manifesta improcedência no recurso anteriormente interposto, é cabível a aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil. 2. Somente há a possibilidade de majoração dos honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal quando esses forem fixados pelas instâncias ordinárias, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil. 3. Inexistência dos vícios previstos no art. 1.022 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados.
sjur407653
Número de páginas: 6. Análise: 03/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1191420
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 1191420 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) : MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) :MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Multa imposta no julgamento do agravo regimental. Cabimento. Honorários advocatícios. Majoração. Possibilidade. Não há omissão, contradição, obscuridade ou erro material a serem sanados. Precedentes. 1. Havendo manifesta improcedência no recurso anteriormente interposto, é cabível a aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. 2. Somente há a possibilidade de majoração dos honorários advocatícios no Supremo Tribunal Federal quando esses forem fixados pelas instâncias ordinárias, conforme disposto no § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil. 3. Inexistência dos vícios previstos no art. 1.022 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B82F-C0F6-CC14-D5F8 e senha 1BF3-D03D-7649-673D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1191420 AGR-ED / PI Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B82F-C0F6-CC14-D5F8 e senha 1BF3-D03D-7649-673D Supremo Tribunal Federal ARE 1191420 AGR-ED / PI Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B82F-C0F6-CC14-D5F8 e senha 1BF3-D03D-7649-673D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) :MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Reparação por danos morais. Responsabilidade civil do Estado. Disparo de arma de fogo por policial civil de folga. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” A parte embargante limita-se a impugnar a aplicação da multa do § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil e a majoração dos honorários advocatícios determinados pelo acórdão embargado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F204-5053-E307-917B e senha CFE7-1D02-A61E-A338 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) :MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivos embargos de declaração opostos contra acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Reparação por danos morais. Responsabilidade civil do Estado. Disparo de arma de fogo por policial civil de folga. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” A parte embargante limita-se a impugnar a aplicação da multa do § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil e a majoração dos honorários advocatícios determinados pelo acórdão embargado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F204-5053-E307-917B e senha CFE7-1D02-A61E-A338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar o inconformismo. No tocante à aplicação da multa, entendo ser perfeitamente aplicável ao caso concreto. O art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil de 2015, assim dispõe: “§ 4... Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.” In casu, ao agravo em recurso extraordinário foi negado seguimento em razão da incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, óbice que impede o trâmite do apelo extremo, conforme já assentado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O fato de ir de encontro ao entendimento desta Suprema Corte, e, tendo o Plenário negado provimento ao agravo interno em julgamento unânime, sob o mesmo fundamento, corrobora-se o caráter de “manifestamente improcedente” do recurso interposto. Melhor sorte sorte não socorre ao embargante no que pertine à majoração dos honorários advocatícios. O acórdão embargado foi claro ao condicionar a majoração da verba honorária à fixação de honorários pelas instâncias de origem. Lê-se no julgado embargado: “Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C1-5F19-766B-0E55 e senha 1CD3-26C2-3C0D-F242 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar o inconformismo. No tocante à aplicação da multa, entendo ser perfeitamente aplicável ao caso concreto. O art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil de 2015, assim dispõe: “§ 4... Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.” In casu, ao agravo em recurso extraordinário foi negado seguimento em razão da incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, óbice que impede o trâmite do apelo extremo, conforme já assentado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. O fato de ir de encontro ao entendimento desta Suprema Corte, e, tendo o Plenário negado provimento ao agravo interno em julgamento unânime, sob o mesmo fundamento, corrobora-se o caráter de “manifestamente improcedente” do recurso interposto. Melhor sorte sorte não socorre ao embargante no que pertine à majoração dos honorários advocatícios. O acórdão embargado foi claro ao condicionar a majoração da verba honorária à fixação de honorários pelas instâncias de origem. Lê-se no julgado embargado: “Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C1-5F19-766B-0E55 e senha 1CD3-26C2-3C0D-F242 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1191420 AGR-ED / PI termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita”. Desse modo, não tendo havido fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, não há falar em majoração, pois não existe valor a ser majorado. Nesta conformidade, não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o órgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados em debate, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. Por fim, também é certo que não há no julgado nenhum erro material a ser corrigido. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C1-5F19-766B-0E55 e senha 1CD3-26C2-3C0D-F242 Supremo Tribunal Federal ARE 1191420 AGR-ED / PI termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita”. Desse modo, não tendo havido fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, não há falar em majoração, pois não existe valor a ser majorado. Nesta conformidade, não está presente nenhuma hipótese autorizadora da oposição do recurso declaratório. O julgado embargado não incorreu em omissão, tendo o órgão julgador decidido, fundamentadamente, todos os pontos colocados em debate, nos limites necessários ao deslinde do feito. Ademais, a contradição que autoriza opor o recurso declaratório deve ser interna à decisão, verificada entre os fundamentos do julgado e sua conclusão, o que não ocorreu no caso em tela. Da mesma forma, a decisão não é obscura, pois a ela não faltam clareza nem certeza quanto ao que foi decidido. Por fim, também é certo que não há no julgado nenhum erro material a ser corrigido. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 07C1-5F19-766B-0E55 e senha 1CD3-26C2-3C0D-F242 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) : MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3623-F52B-68B1-53A7 e senha 9A94-3AE3-1FD3-6EDB Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.191.420 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE EMBTE.(S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMBDO.(A/S) : MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3623-F52B-68B1-53A7 e senha 9A94-3AE3-1FD3-6EDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 191 . 420 PIAUÍ", "ARE", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1191420 AGR - ED / PI", "ARE 1191420 AGR - ED" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "Brasília", "Brasília", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA", "DIAS TOFFOLI", "MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARIA EDINA DOS SANTOS MOTA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "7", "13", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) :DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Penal. Tribunal do júri. Alegação de veredicto contrário às provas dos autos. Teses antagônicas. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF). 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 26/4 a 3/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 6 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6B7-92E6-B128-1B73 e senha 4A93-0C2D-CB08-429F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) :DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1850-DC06-21AA-391C e senha DDD4-EAC0-0DFA-62E3 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) :DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1850-DC06-21AA-391C e senha DDD4-EAC0-0DFA-62E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Reapreciação de fatos e provas. Impossibilidade. Incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. Pretendida concessão de habeas corpus de ofício. Inexistência de ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Regimental não provido. 1. Não é possível, em sede de recurso extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe a Súmula nº 279/STF. 2. O Supremo Tribunal Federal já entendeu que “a anulação de decisão do tribunal do júri, por manifestamente contrária à prova dos autos, não viola a regra constitucional que assegura a soberania dos veredictos do júri (CF, art. 5º, XXXVIII, c)” (AI nº 728.023/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim,Barbosa, DJe de 28/2/11). 3. Inexiste ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão do habeas corpus de ofício, pois não incorre em excesso de linguagem o acórdão que, ao dar provimento ao apelo ministerial, concluiu que houve julgamento contrário às provas dos autos, demonstrando a materialidade delitiva e a existência dos indícios de autoria. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE nº 947.288/ES-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4251-6B45-7CCF-D697 e senha 5964-AEE0-CBFA-DCA0 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Reapreciação de fatos e provas. Impossibilidade. Incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. Pretendida concessão de habeas corpus de ofício. Inexistência de ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Regimental não provido. 1. Não é possível, em sede de recurso extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe a Súmula nº 279/STF. 2. O Supremo Tribunal Federal já entendeu que “a anulação de decisão do tribunal do júri, por manifestamente contrária à prova dos autos, não viola a regra constitucional que assegura a soberania dos veredictos do júri (CF, art. 5º, XXXVIII, c)” (AI nº 728.023/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim,Barbosa, DJe de 28/2/11). 3. Inexiste ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão do habeas corpus de ofício, pois não incorre em excesso de linguagem o acórdão que, ao dar provimento ao apelo ministerial, concluiu que houve julgamento contrário às provas dos autos, demonstrando a materialidade delitiva e a existência dos indícios de autoria. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE nº 947.288/ES-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4251-6B45-7CCF-D697 e senha 5964-AEE0-CBFA-DCA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190495 AGR / PB 4/11/16 – grifos nossos). “DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SOBERANIA DO VEREDICTO DO JÚRI. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que é inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE nº 946.614/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator Roberto Barroso, DJe de 17/6/16). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. PREVISÃO DE REALIZAÇÃO DE NOVO JÚRI NA HIPÓTESE DE DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS (ART. 593, III, D , DO CPP). AUSÊNCIA DE OFENSA À SOBERANIA DOS VEREDICTOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (AI 796.846/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/5/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4251-6B45-7CCF-D697 e senha 5964-AEE0-CBFA-DCA0 Supremo Tribunal Federal ARE 1190495 AGR / PB 4/11/16 – grifos nossos). “DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SOBERANIA DO VEREDICTO DO JÚRI. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que é inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE nº 946.614/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator Roberto Barroso, DJe de 17/6/16). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. PREVISÃO DE REALIZAÇÃO DE NOVO JÚRI NA HIPÓTESE DE DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS (ART. 593, III, D , DO CPP). AUSÊNCIA DE OFENSA À SOBERANIA DOS VEREDICTOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (AI 796.846/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/5/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4251-6B45-7CCF-D697 e senha 5964-AEE0-CBFA-DCA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 06/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) : DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE (11683/PB, 648- A/RN) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A92-BBD1-A85B-9AE2 e senha 121F-3A55-3440-A796 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) : DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE (11683/PB, 648- A/RN) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A92-BBD1-A85B-9AE2 e senha 121F-3A55-3440-A796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750091488
2019-05-06T00:00:00
2019-06-13T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Penal. Tribunal do júri. Alegação de veredicto contrário às provas dos autos. Teses antagônicas. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF). 2. Agravo regimental não provido.
sjur405870
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF) ARE 796846 AgR (2ªT), ARE 946614 AgR (1ªT), ARE 947288 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 25/07/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1190495
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1190495 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) : DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) :DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Penal. Tribunal do júri. Alegação de veredicto contrário às provas dos autos. Teses antagônicas. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 26/4 a 3/5/2019, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 6 de maio de 2019. Ministro Dias Toffoli Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6B7-92E6-B128-1B73 e senha 4A93-0C2D-CB08-429F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) :DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1850-DC06-21AA-391C e senha DDD4-EAC0-0DFA-62E3 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) :DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1850-DC06-21AA-391C e senha DDD4-EAC0-0DFA-62E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Reapreciação de fatos e provas. Impossibilidade. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Pretendida concessão de habeas corpus de ofício. Inexistência de ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Regimental não provido. 1. Não é possível, em sede de recurso extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal já entendeu que “a anulação de decisão do tribunal do júri, por manifestamente contrária à prova dos autos, não viola a regra constitucional que assegura a soberania dos veredictos do júri (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVIII, c)” (AI n 728.023/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim,Barbosa, DJe de 28/2/11). 3. Inexiste ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão do habeas corpus de ofício, pois não incorre em excesso de linguagem o acórdão que, ao dar provimento ao apelo ministerial, concluiu que houve julgamento contrário às provas dos autos, demonstrando a materialidade delitiva e a existência dos indícios de autoria. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE n 947.288/ES-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4251-6B45-7CCF-D697 e senha 5964-AEE0-CBFA-DCA0 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PARAÍBA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Isso porque, para acolher a pretensão da parte recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Reapreciação de fatos e provas. Impossibilidade. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Pretendida concessão de habeas corpus de ofício. Inexistência de ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia. Regimental não provido. 1. Não é possível, em sede de recurso extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal já entendeu que “a anulação de decisão do tribunal do júri, por manifestamente contrária à prova dos autos, não viola a regra constitucional que assegura a soberania dos veredictos do júri (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVIII, c)” (AI n 728.023/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim,Barbosa, DJe de 28/2/11). 3. Inexiste ilegalidade flagrante, abuso de poder ou teratologia que justifique a concessão do habeas corpus de ofício, pois não incorre em excesso de linguagem o acórdão que, ao dar provimento ao apelo ministerial, concluiu que houve julgamento contrário às provas dos autos, demonstrando a materialidade delitiva e a existência dos indícios de autoria. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE n 947.288/ES-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4251-6B45-7CCF-D697 e senha 5964-AEE0-CBFA-DCA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190495 AGR / PB 4/11/16 – grifos nossos). “DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SOBERANIA DO VEREDICTO DO JÚRI. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE n 946.614/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator Roberto Barroso, DJe de 17/6/16). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. PREVISÃO DE REALIZAÇÃO DE NOVO JÚRI NA HIPÓTESE DE DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS (ART. 593, III, D , DO CPP). AUSÊNCIA DE OFENSA À SOBERANIA DOS VEREDICTOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (AI 796.846/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/5/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4251-6B45-7CCF-D697 e senha 5964-AEE0-CBFA-DCA0 Supremo Tribunal Federal ARE 1190495 AGR / PB 4/11/16 – grifos nossos). “DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SOBERANIA DO VEREDICTO DO JÚRI. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável em recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE n 946.614/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator Roberto Barroso, DJe de 17/6/16). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. PREVISÃO DE REALIZAÇÃO DE NOVO JÚRI NA HIPÓTESE DE DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS (ART. 593, III, D , DO CPP). AUSÊNCIA DE OFENSA À SOBERANIA DOS VEREDICTOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (AI 796.846/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 27/5/14). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4251-6B45-7CCF-D697 e senha 5964-AEE0-CBFA-DCA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 06/05/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) : DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE (11683/PB, 648- A/RN) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A92-BBD1-A85B-9AE2 e senha 121F-3A55-3440-A796 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.495 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO ADV.(A/S) : DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE (11683/PB, 648- A/RN) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A92-BBD1-A85B-9AE2 e senha 121F-3A55-3440-A796 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 190 . 495", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 728 . 023 / RS - AgR", "ARE n 947 . 288 / ES - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 190 . 495", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 728 . 023 / RS - AgR", "ARE n 947 . 288 / ES - AgR", "ARE 1190495 AGR / PB", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 946 . 614 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 796 . 846 / MG - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 946 . 614 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 796 . 846 / MG - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XXXVIII , c", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 593 , III , D , DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 593 , III , D , DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Brasília", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "CBFA", "DCA0", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO", "DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO", "DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE", "DIAS TOFFOLI", "YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO", "DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim", "Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO", "DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "YGOR ROBSON FRANCA RAMALHO", "DANIELLE GUEDES DE ANDRADE RICARTE", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "06", "/", "05", "/", "2019", "26", "/", "4", "3", "/", "5", "/", "2019", "6 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "28", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "28", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "11", "/", "16", "17", "/", "6", "/", "16", "27", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "11", "/", "16", "17", "/", "6", "/", "16", "27", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) :YAGO MATOSINHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) :JOAO GONCALVES ROQUE FILHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Adicional de insalubridade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ECE-986A-6162-4872 e senha 702A-8132-F70F-B5F1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1194489 AGR / SP por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ECE-986A-6162-4872 e senha 702A-8132-F70F-B5F1 Supremo Tribunal Federal ARE 1194489 AGR / SP por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ECE-986A-6162-4872 e senha 702A-8132-F70F-B5F1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) :YAGO MATOSINHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) :JOAO GONCALVES ROQUE FILHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, fundada na incidência da Súmula nº 280/STF. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6636-265A-05B2-46D6 e senha BDC5-5E7D-4DDA-EC43 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) :YAGO MATOSINHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) :JOAO GONCALVES ROQUE FILHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, fundada na incidência da Súmula nº 280/STF. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6636-265A-05B2-46D6 e senha BDC5-5E7D-4DDA-EC43 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.12.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTAUAIS. AGENTES DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA. REGIME ESPECIAL DE TRABALHO POLICIAL. RECEBIMENTO DE ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. VEDAÇÃO LEGAL. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE PROVAS. SÚMULAS 280 E 279 DO STF. 1. Nos termos da orientação sedimentada nas Súmulas 280 e 279 do STF, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação local pertinente à matéria em discussão ou da apreciação de fatos e provas. 2. A análise da questão referente à possibilidade de recebimento de adicional de periculosidade por servidores contemplados pelo Regime Especial de Trabalho Militar, no caso em análise, depende do reexame da legislação local aplicável à espécie e das provas dos autos. Incidência das Súmulas 280 e 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Inaplicável o § 11 do art. 85 do CPC, em virtude da Súmula 512” (ARE nº 1086920 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.12.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTAUAIS. AGENTES DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA. REGIME ESPECIAL DE TRABALHO POLICIAL. RECEBIMENTO DE ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. VEDAÇÃO LEGAL. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE PROVAS. SÚMULAS 280 E 279 DO STF. 1. Nos termos da orientação sedimentada nas Súmulas 280 e 279 do STF, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação local pertinente à matéria em discussão ou da apreciação de fatos e provas. 2. A análise da questão referente à possibilidade de recebimento de adicional de periculosidade por servidores contemplados pelo Regime Especial de Trabalho Militar, no caso em análise, depende do reexame da legislação local aplicável à espécie e das provas dos autos. Incidência das Súmulas 280 e 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Inaplicável o § 11 do art. 85 do CPC, em virtude da Súmula 512” (ARE nº 1086920 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1194489 AGR / SP Edson Fachin, DJe de 7/6/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público estadual. Adicional de periculosidade. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 1033173 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE nº 1.016.785/SPAgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/4/17). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEI ESTADUAL Nº 1.068/2002. AFERIÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO E DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 282, 356, 279, 280 E 636/STF. 1. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. 2. Ademais, no caso, a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Supremo Tribunal Federal ARE 1194489 AGR / SP Edson Fachin, DJe de 7/6/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público estadual. Adicional de periculosidade. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 1033173 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE nº 1.016.785/SPAgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/4/17). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEI ESTADUAL Nº 1.068/2002. AFERIÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO E DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 282, 356, 279, 280 E 636/STF. 1. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. 2. Ademais, no caso, a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1194489 AGR / SP autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 280 e 636/STF. Precedentes. 3. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 815.491/RO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/9/14). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE nº 1.048.111/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/9/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Supremo Tribunal Federal ARE 1194489 AGR / SP autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 280 e 636/STF. Precedentes. 3. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 815.491/RO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/9/14). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE nº 1.048.111/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/9/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) : YAGO MATOSINHO (375861/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) : JOAO GONCALVES ROQUE FILHO (56523/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DB1-4207-02A0-BBC3 e senha 027D-FC52-790C-8A9E Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) : YAGO MATOSINHO (375861/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) : JOAO GONCALVES ROQUE FILHO (56523/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DB1-4207-02A0-BBC3 e senha 027D-FC52-790C-8A9E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311479
2019-06-14T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Adicional de insalubridade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur407620
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, ADICIONAL DE INSALUBRIDADE, REEXAME, FATO, PROVA, APRECIAÇÃO, DIREITO LOCAL) ARE 815491 AgR (1ªT), ARE 1016785 AgR (1ªT), ARE 1048111 AgR (2ªT), ARE 1086920 AgR (2ªT), ARE 1033173 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 12/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1194489
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1194489 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) : YAGO MATOSINHO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) : JOAO GONCALVES ROQUE FILHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) :YAGO MATOSINHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) :JOAO GONCALVES ROQUE FILHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público. Adicional de insalubridade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 7 a 13/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ECE-986A-6162-4872 e senha 702A-8132-F70F-B5F1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1194489 AGR / SP por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ECE-986A-6162-4872 e senha 702A-8132-F70F-B5F1 Supremo Tribunal Federal ARE 1194489 AGR / SP por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 14 de junho de 2019 Ministro Dias Toffoli Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ECE-986A-6162-4872 e senha 702A-8132-F70F-B5F1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) :YAGO MATOSINHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) :JOAO GONCALVES ROQUE FILHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, fundada na incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6636-265A-05B2-46D6 e senha BDC5-5E7D-4DDA-EC43 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) :YAGO MATOSINHO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) :JOAO GONCALVES ROQUE FILHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, fundada na incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6636-265A-05B2-46D6 e senha BDC5-5E7D-4DDA-EC43 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.12.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTAUAIS. AGENTES DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA. REGIME ESPECIAL DE TRABALHO POLICIAL. RECEBIMENTO DE ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. VEDAÇÃO LEGAL. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE PROVAS. SÚMULAS 280 E 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Nos termos da orientação sedimentada nas Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação local pertinente à matéria em discussão ou da apreciação de fatos e provas. 2. A análise da questão referente à possibilidade de recebimento de adicional de periculosidade por servidores contemplados pelo Regime Especial de Trabalho Militar, no caso em análise, depende do reexame da legislação local aplicável à espécie e das provas dos autos. Incidência das Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Inaplicável o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, em virtude da Súmula 512” (ARE n 1086920 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.12.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTAUAIS. AGENTES DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA. REGIME ESPECIAL DE TRABALHO POLICIAL. RECEBIMENTO DE ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. VEDAÇÃO LEGAL. REEXAME DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE PROVAS. SÚMULAS 280 E 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Nos termos da orientação sedimentada nas Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário quando a verificação da alegada ofensa à Constituição Federal depende de análise prévia da legislação local pertinente à matéria em discussão ou da apreciação de fatos e provas. 2. A análise da questão referente à possibilidade de recebimento de adicional de periculosidade por servidores contemplados pelo Regime Especial de Trabalho Militar, no caso em análise, depende do reexame da legislação local aplicável à espécie e das provas dos autos. Incidência das Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Inaplicável o § 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, em virtude da Súmula 512” (ARE n 1086920 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1194489 AGR / SP Edson Fachin, DJe de 7/6/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público estadual. Adicional de periculosidade. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 1033173 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n 1.016.785/SPAgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/4/17). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEI ESTADUAL n 1.068/2002. AFERIÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO E DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 282, 356, 279, 280 E 636/Supremo Tribunal Federal. 1. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Ademais, no caso, a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Supremo Tribunal Federal ARE 1194489 AGR / SP Edson Fachin, DJe de 7/6/18) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público estadual. Adicional de periculosidade. 4. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 1033173 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n 1.016.785/SPAgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/4/17). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LEI ESTADUAL n 1.068/2002. AFERIÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO E DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 282, 356, 279, 280 E 636/Supremo Tribunal Federal. 1. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Ademais, no caso, a resolução da controvérsia demandaria a analise da legislação local e o reexame dos fatos e provas constantes dos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1194489 AGR / SP autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 280 e 636/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 815.491/RO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/9/14). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3... DO Código de Processo Civil – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE n 1.048.111/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/9/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Supremo Tribunal Federal ARE 1194489 AGR / SP autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 280 e 636/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. O Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição Federal, o que inviabiliza o recurso extraordinário pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 815.491/RO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 10/9/14). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3... DO Código de Processo Civil – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE n 1.048.111/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/9/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16EA-41DC-1068-F8CB e senha B1D6-57D4-0611-3737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) : YAGO MATOSINHO (375861/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) : JOAO GONCALVES ROQUE FILHO (56523/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DB1-4207-02A0-BBC3 e senha 027D-FC52-790C-8A9E Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.194.489 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : RUBENS DE FARIS ADV.(A/S) : YAGO MATOSINHO (375861/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE CATANDUVA ADV.(A/S) : JOAO GONCALVES ROQUE FILHO (56523/SP) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CATANDUVA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DB1-4207-02A0-BBC3 e senha 027D-FC52-790C-8A9E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 194 . 489", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 280", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1086920 AgR", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 280 E 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1086920 AgR", "ARE 1194489 AGR / SP", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1033173 AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 016 . 785 / SPAgR", "SÚMULAS 282 , 356 , 279 , 280 E 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1194489 AGR / SP", "Súmulas 279", "ARE n 1033173", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 016 . 785 / SPAgR", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "ARE 1194489 AGR / SP", "Súmulas 279 , 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 815 . 491 / RO – AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 048 . 111 / MG - AgR", "ARE 1194489 AGR / SP", "Súmulas 279 , 280 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 815 . 491 / RO – AgR", "SÚMULA 279 / Supremo", "ARE n 1 . 048 . 111 / MG - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 194 . 489", "AGRAVO 1 . 194 . 489" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "LEI ESTADUAL n 1 . 068 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "LEI ESTADUAL n 1 . 068 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição", "ART . 85 , § § 2 . . . E 3 . . . DO Código de", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição", "ART . 85 , § § 2 . . . E 3 . . . DO Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE CATANDUVA", "MUNICÍPIO DE CATANDUVA", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE CATANDUVA", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE CATANDUVA", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE CATANDUVA", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE CATANDUVA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICIPIO DE", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICIPIO", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Segunda", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "MUNICIPIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICIPIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "RUBENS DE FARIS", "YAGO MATOSINHO", "JOAO GONCALVES ROQUE FILHO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RUBENS DE FARIS", "YAGO MATOSINHO", "JOAO GONCALVES ROQUE FILHO", "DIAS TOFFOLI", "RUBENS DE FARIS", "YAGO MATOSINHO", "JOAO GONCALVES ROQUE FILHO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "RUBENS DE FARIS", "YAGO MATOSINHO", "JOAO GONCALVES ROQUE FILHO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "RUBENS DE FARIS", "YAGO MATOSINHO", "JOAO GONCALVES ROQUE FILHO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "06", "/", "2019", "7", "13", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "6", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "06", "/", "2019", "6", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "6", "/", "18", "9", "/", "4", "/", "18", "24", "/", "4", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "6", "/", "18", "9", "/", "4", "/", "18", "24", "/", "4", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "9", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "9", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "06", "/", "2019", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "6", ".", "2019", "13", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) :DEAN JAISON ECCHER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – SUSPENSÃO DO PROCESSO ATÉ DECISÃO FINAL EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – DESNECESSIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5AB-A20F-176F-BE27 e senha 34BE-C93F-4E11-1AEB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 1146026 ED-AGR-ED / SC conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5AB-A20F-176F-BE27 e senha 34BE-C93F-4E11-1AEB Supremo Tribunal Federal RE 1146026 ED-AGR-ED / SC conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5AB-A20F-176F-BE27 e senha 34BE-C93F-4E11-1AEB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) :DEAN JAISON ECCHER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão que, emanada da colenda Segunda Turma desta Suprema Corte, restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA PENAL – PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII) – ‘EXECUÇÃO PROVISÓRIA’ DA CONDENAÇÃO PENAL – POSSIBILIDADE – PRECEDENTES DO STF – COMPREENSÃO DO RELATOR DESTE PROCESSO (MINISTRO CELSO DE MELLO), NO ENTANTO, CONTRÁRIA A ESSA ORIENTAÇÃO, POR SUSTENTAR, EM VOTO VENCIDO, QUE O DIREITO FUNDAMENTAL DE SER PRESUMIDO INOCENTE, QUE NÃO SE ESVAZIA PROGRESSIVAMENTE, À MEDIDA EM QUE SE SUCEDEM OS GRAUS DE JURISDIÇÃO, PREVALECE ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA, COMO DETERMINA A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA (ART. 5º, LVII) – POSIÇÃO MINORITÁRIA, SOBRE A QUAL DEVE PREPONDERAR, NA RESOLUÇÃO DO LITÍGIO, O PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE, RESSALVADO, EXPRESSAMENTE, O ENTENDIMENTO PESSOAL DO RELATOR DESTA CAUSA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA RESTRITIVA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AC3-3D0D-0D39-E2FC e senha 8683-E5FC-480A-CCEA Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) :DEAN JAISON ECCHER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão que, emanada da colenda Segunda Turma desta Suprema Corte, restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA PENAL – PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII) – ‘EXECUÇÃO PROVISÓRIA’ DA CONDENAÇÃO PENAL – POSSIBILIDADE – PRECEDENTES DO STF – COMPREENSÃO DO RELATOR DESTE PROCESSO (MINISTRO CELSO DE MELLO), NO ENTANTO, CONTRÁRIA A ESSA ORIENTAÇÃO, POR SUSTENTAR, EM VOTO VENCIDO, QUE O DIREITO FUNDAMENTAL DE SER PRESUMIDO INOCENTE, QUE NÃO SE ESVAZIA PROGRESSIVAMENTE, À MEDIDA EM QUE SE SUCEDEM OS GRAUS DE JURISDIÇÃO, PREVALECE ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA, COMO DETERMINA A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA (ART. 5º, LVII) – POSIÇÃO MINORITÁRIA, SOBRE A QUAL DEVE PREPONDERAR, NA RESOLUÇÃO DO LITÍGIO, O PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE, RESSALVADO, EXPRESSAMENTE, O ENTENDIMENTO PESSOAL DO RELATOR DESTA CAUSA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA RESTRITIVA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AC3-3D0D-0D39-E2FC e senha 8683-E5FC-480A-CCEA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1146026 ED-AGR-ED / SC DE DIREITOS – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 619 do CPP, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma os presentes embargos declaratórios. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AC3-3D0D-0D39-E2FC e senha 8683-E5FC-480A-CCEA Supremo Tribunal Federal RE 1146026 ED-AGR-ED / SC DE DIREITOS – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 619 do CPP, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma os presentes embargos declaratórios. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AC3-3D0D-0D39-E2FC e senha 8683-E5FC-480A-CCEA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito os presentes embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade a sanar, circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Os embargos de declaração, como se sabe, destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem na decisão impugnada. Essa modalidade recursal só permite o reexame do ato decisório embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de ambiguidade, obscuridade, omissão ou contradição e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão proferida (RTJ 191/372-373 – RTJ 194/325-326, v.g.). Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização: “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito os presentes embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade a sanar, circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Os embargos de declaração, como se sabe, destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem na decisão impugnada. Essa modalidade recursal só permite o reexame do ato decisório embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de ambiguidade, obscuridade, omissão ou contradição e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão proferida (RTJ 191/372-373 – RTJ 194/325-326, v.g.). Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização: “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1146026 ED-AGR-ED / SC “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. – Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o ordenamento positivo (CPP, art. 620; RISTF, art. 337), autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RHC 79.952-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que o acórdão embargado apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise apresentava-se cabível, não havendo, por isso mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que se apoiou o julgado objeto do presente recurso revelavam-se plenamente suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte embargante. Convém observar, ainda, quanto ao pedido de suspensão do processo até decisão final das ADC´s 43/DF e 44/DF, que o fato do mérito da questão suscitada em sede de controle normativo abstrato não ter sido definitivamente julgado não impede o julgamento do recurso, por seu relator. Impende assinalar, por relevante, que esse entendimento tem sido observado em sucessivas decisões proferidas no âmbito deste Supremo Tribunal Federal (ARE 949.005-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – RE 1.039.886-AgR/SP, Rel. Min. EDSON FACHIN, v.g.): “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 2. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Alíquota diferenciada. Instituições financeiras e equiparadas. Inexistência de afronta ao princípio da isonomia. 3. Sobrestamento do feito até o julgamento do mérito da ADI 4.101. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Supremo Tribunal Federal RE 1146026 ED-AGR-ED / SC “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. – Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o ordenamento positivo (CPP, art. 620; RISTF, art. 337), autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RHC 79.952-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que o acórdão embargado apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise apresentava-se cabível, não havendo, por isso mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que se apoiou o julgado objeto do presente recurso revelavam-se plenamente suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte embargante. Convém observar, ainda, quanto ao pedido de suspensão do processo até decisão final das ADC´s 43/DF e 44/DF, que o fato do mérito da questão suscitada em sede de controle normativo abstrato não ter sido definitivamente julgado não impede o julgamento do recurso, por seu relator. Impende assinalar, por relevante, que esse entendimento tem sido observado em sucessivas decisões proferidas no âmbito deste Supremo Tribunal Federal (ARE 949.005-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – RE 1.039.886-AgR/SP, Rel. Min. EDSON FACHIN, v.g.): “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 2. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Alíquota diferenciada. Instituições financeiras e equiparadas. Inexistência de afronta ao princípio da isonomia. 3. Sobrestamento do feito até o julgamento do mérito da ADI 4.101. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1146026 ED-AGR-ED / SC Desnecessidade. 4. Precedentes atuais de ambas as Turmas. 5. Agravo a que se nega provimento.” (ARE 1.106.308-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Sendo assim , considerando o caráter infringente de que se reveste este recurso – que visa a um indevido reexame da causa – e tendo em vista , também, a inocorrência dos pressupostos legais de embargabilidade (CPP , art. 619, e RISTF , art. 337), rejeito os presentes embargos de declaração. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Supremo Tribunal Federal RE 1146026 ED-AGR-ED / SC Desnecessidade. 4. Precedentes atuais de ambas as Turmas. 5. Agravo a que se nega provimento.” (ARE 1.106.308-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Sendo assim , considerando o caráter infringente de que se reveste este recurso – que visa a um indevido reexame da causa – e tendo em vista , também, a inocorrência dos pressupostos legais de embargabilidade (CPP , art. 619, e RISTF , art. 337), rejeito os presentes embargos de declaração. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) : DEAN JAISON ECCHER (56562/PR, 19457/SC) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE7-B58D-14BE-BE94 e senha 3510-F3DB-D8C5-B21E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) : DEAN JAISON ECCHER (56562/PR, 19457/SC) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE7-B58D-14BE-BE94 e senha 3510-F3DB-D8C5-B21E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750191217
2019-05-31T00:00:00
2019-06-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – SUSPENSÃO DO PROCESSO ATÉ DECISÃO FINAL EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – DESNECESSIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.
sjur406905
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CABIMENTO) RHC 79952 ED (2ªT), AI 469699 AgR-ED (2ªT), RE 202097 ED-EDv-AgR-ED-ED-ED (TP), RTJ 191/372, RTJ 194/325, AI 120850 AgR-ED (1ªT) - RTJ 134/1296. (SOBRESTAMENTO DO PROCESSO, JULGAMENTO, MÉRITO) ARE 949005 AgR (1ªT), RE 1039886 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 08/08/2019, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1146026
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00337\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-ED-AgR-ED
acordaos
RE 1146026 ED-AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) : DEAN JAISON ECCHER EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) :DEAN JAISON ECCHER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – SUSPENSÃO DO PROCESSO ATÉ DECISÃO FINAL EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – DESNECESSIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5AB-A20F-176F-BE27 e senha 34BE-C93F-4E11-1AEB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1146026 ED-AGR-ED / SC conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5AB-A20F-176F-BE27 e senha 34BE-C93F-4E11-1AEB Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1146026 ED-AGR-ED / SC conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E5AB-A20F-176F-BE27 e senha 34BE-C93F-4E11-1AEB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) :DEAN JAISON ECCHER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão que, emanada da colenda Segunda Turma desta Suprema Corte, restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA PENAL – PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII) – ‘EXECUÇÃO PROVISÓRIA’ DA CONDENAÇÃO PENAL – POSSIBILIDADE – PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal – COMPREENSÃO DO RELATOR DESTE PROCESSO (MINISTRO CELSO DE MELLO), NO ENTANTO, CONTRÁRIA A ESSA ORIENTAÇÃO, POR SUSTENTAR, EM VOTO VENCIDO, QUE O DIREITO FUNDAMENTAL DE SER PRESUMIDO INOCENTE, QUE NÃO SE ESVAZIA PROGRESSIVAMENTE, À MEDIDA EM QUE SE SUCEDEM OS GRAUS DE JURISDIÇÃO, PREVALECE ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA, COMO DETERMINA A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA (ART. 5..., LVII) – POSIÇÃO MINORITÁRIA, SOBRE A QUAL DEVE PREPONDERAR, NA RESOLUÇÃO DO LITÍGIO, O PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE, RESSALVADO, EXPRESSAMENTE, O ENTENDIMENTO PESSOAL DO RELATOR DESTA CAUSA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA RESTRITIVA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AC3-3D0D-0D39-E2FC e senha 8683-E5FC-480A-CCEA Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) :DEAN JAISON ECCHER EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão que, emanada da colenda Segunda Turma desta Suprema Corte, restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA PENAL – PRESUNÇÃO CONSTITUCIONAL DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII) – ‘EXECUÇÃO PROVISÓRIA’ DA CONDENAÇÃO PENAL – POSSIBILIDADE – PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal – COMPREENSÃO DO RELATOR DESTE PROCESSO (MINISTRO CELSO DE MELLO), NO ENTANTO, CONTRÁRIA A ESSA ORIENTAÇÃO, POR SUSTENTAR, EM VOTO VENCIDO, QUE O DIREITO FUNDAMENTAL DE SER PRESUMIDO INOCENTE, QUE NÃO SE ESVAZIA PROGRESSIVAMENTE, À MEDIDA EM QUE SE SUCEDEM OS GRAUS DE JURISDIÇÃO, PREVALECE ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA, COMO DETERMINA A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA (ART. 5..., LVII) – POSIÇÃO MINORITÁRIA, SOBRE A QUAL DEVE PREPONDERAR, NA RESOLUÇÃO DO LITÍGIO, O PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE, RESSALVADO, EXPRESSAMENTE, O ENTENDIMENTO PESSOAL DO RELATOR DESTA CAUSA – EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA RESTRITIVA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AC3-3D0D-0D39-E2FC e senha 8683-E5FC-480A-CCEA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1146026 ED-AGR-ED / SC DE DIREITOS – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 619 do CPP, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma os presentes embargos declaratórios. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AC3-3D0D-0D39-E2FC e senha 8683-E5FC-480A-CCEA Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1146026 ED-AGR-ED / SC DE DIREITOS – POSSIBILIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 619 do CPP, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma os presentes embargos declaratórios. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AC3-3D0D-0D39-E2FC e senha 8683-E5FC-480A-CCEA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito os presentes embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade a sanar, circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Os embargos de declaração, como se sabe, destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem na decisão impugnada. Essa modalidade recursal só permite o reexame do ato decisório embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de ambiguidade, obscuridade, omissão ou contradição e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão proferida (RTJ 191/372-373 – RTJ 194/325-326, v.g.). Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização: “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito os presentes embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade a sanar, circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Os embargos de declaração, como se sabe, destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem na decisão impugnada. Essa modalidade recursal só permite o reexame do ato decisório embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de ambiguidade, obscuridade, omissão ou contradição e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão proferida (RTJ 191/372-373 – RTJ 194/325-326, v.g.). Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização: “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1146026 ED-AGR-ED / SC “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. – Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o ordenamento positivo (CPP, art. 620; RISTF, art. 337), autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RHC 79.952-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que o acórdão embargado apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise apresentava-se cabível, não havendo, por isso mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que se apoiou o julgado objeto do presente recurso revelavam-se plenamente suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte embargante. Convém observar, ainda, quanto ao pedido de suspensão do processo até decisão final das ADC´s 43/DF e 44/DF, que o fato do mérito da questão suscitada em sede de controle normativo abstrato não ter sido definitivamente julgado não impede o julgamento do recurso, por seu relator. Impende assinalar, por relevante, que esse entendimento tem sido observado em sucessivas decisões proferidas no âmbito deste Supremo Tribunal Federal (ARE 949.005-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Recurso Extraordinário 1.039.886-AgR/SP, Rel. Min. EDSON FACHIN, v.g.): “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 2. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Alíquota diferenciada. Instituições financeiras e equiparadas. Inexistência de afronta ao princípio da isonomia. 3. Sobrestamento do feito até o julgamento do mérito da ADI 4.101. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1146026 ED-AGR-ED / SC “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. – Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o ordenamento positivo (CPP, art. 620; RISTF, art. 337), autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RHC 79.952-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que o acórdão embargado apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise apresentava-se cabível, não havendo, por isso mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que se apoiou o julgado objeto do presente recurso revelavam-se plenamente suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte embargante. Convém observar, ainda, quanto ao pedido de suspensão do processo até decisão final das ADC´s 43/DF e 44/DF, que o fato do mérito da questão suscitada em sede de controle normativo abstrato não ter sido definitivamente julgado não impede o julgamento do recurso, por seu relator. Impende assinalar, por relevante, que esse entendimento tem sido observado em sucessivas decisões proferidas no âmbito deste Supremo Tribunal Federal (ARE 949.005-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Recurso Extraordinário 1.039.886-AgR/SP, Rel. Min. EDSON FACHIN, v.g.): “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 2. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Alíquota diferenciada. Instituições financeiras e equiparadas. Inexistência de afronta ao princípio da isonomia. 3. Sobrestamento do feito até o julgamento do mérito da ADI 4.101. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1146026 ED-AGR-ED / SC Desnecessidade. 4. Precedentes atuais de ambas as Turmas. 5. Agravo a que se nega provimento.” (ARE 1.106.308-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Sendo assim , considerando o caráter infringente de que se reveste este recurso – que visa a um indevido reexame da causa – e tendo em vista , também, a inocorrência dos pressupostos legais de embargabilidade (CPP , art. 619, e RISTF , art. 337), rejeito os presentes embargos de declaração. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1146026 ED-AGR-ED / SC Desnecessidade. 4. Precedentes atuais de ambas as Turmas. 5. Agravo a que se nega provimento.” (ARE 1.106.308-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Sendo assim , considerando o caráter infringente de que se reveste este recurso – que visa a um indevido reexame da causa – e tendo em vista , também, a inocorrência dos pressupostos legais de embargabilidade (CPP , art. 619, e RISTF , art. 337), rejeito os presentes embargos de declaração. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 930E-D84C-D226-6FD6 e senha 3C54-DBB8-60BE-A0D0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) : DEAN JAISON ECCHER (56562/PR, 19457/SC) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE7-B58D-14BE-BE94 e senha 3510-F3DB-D8C5-B21E Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.146.026 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ANGELA MARIA KMIECIK ADV.(A/S) : DEAN JAISON ECCHER (56562/PR, 19457/SC) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1BE7-B58D-14BE-BE94 e senha 3510-F3DB-D8C5-B21E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 146 . 026", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 146 . 026", "Recurso", "RTJ 191 / 372 - 373", "RTJ 194 / 325 - 326", "RTJ 134 / 1296", "RTJ 191 / 372 - 373", "RTJ 194 / 325", "RTJ 134 / 1296", "Recurso Extraordinário 1146026 ED - AGR", "RHC 79 . 952 - ED / MG", "ARE 949 . 005 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 1 . 039 . 886 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 1146026 ED", "RHC 79 . 952 - ED / MG", "ARE 949 . 005 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 1 . 039 . 886 - AgR / SP", "ADI 4 . 101 .", "Recurso Extraordinário 1146026 ED - AGR - ED /", "ARE 1 . 106 . 308 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 1146026 ED - AGR - ED / SC", "ARE 1 . 106 . 308 - AgR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "CPP , art . 619", "RISTF , art . 337", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 5 . . . , LVII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 620", "RISTF , art . 337", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 620", "RISTF , art . 337", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 619", "RISTF , art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 619 ,", "RISTF , art . 337", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "-", "ED", "/", "SC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "ANGELA MARIA KMIECIK", "DEAN JAISON ECCHER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ANGELA MARIA KMIECIK", "DEAN JAISON ECCHER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ANGELA MARIA KMIECIK", "DEAN JAISON ECCHER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "ANGELA MARIA KMIECIK", "DEAN JAISON ECCHER", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "ANGELA MARIA KMIECIK", "DEAN JAISON ECCHER", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 a 30 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "05", "/", "2019", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "5", ".", "2019", "30", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) :LEONEL PAVLAK DAS NEVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – AJUIZAMENTO EM MOMENTO POSTERIOR AO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE OBSTÁCULO FUNDADO NA SÚMULA 734/STF E NO ART. 988, § 5º, INCISO I, DO CPC – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – PRETENDIDA CONCESSÃO DE “HABEAS CORPUS” DE OFÍCIO – IMPOSSIBILIDADE – COAÇÃO QUE, SE EXISTENTE, EMANARIA DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL – FALTA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DA CORTE SUPREMA, PRESENTE ESSE CONTEXTO, PARA APRECIAR O “WRIT” CONSTITUCIONAL – PRECEDENTES – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – INVIABILIDADE DESSA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 26 de abril a 03 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E60B-CBD9-8F51-4612 e senha D899-EAA4-3F01-EE37 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) :LEONEL PAVLAK DAS NEVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “III. Conforme preceitua o artigo 654, § 2º, do Código de Processo Penal, é imposto aos Juízes e aos Tribunais que expeçam ‘de ofício ordem de ‘habeas corpus’, quando, no curso do processo, verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal’. IV. Inclusive, há diversos precedentes do Supremo Tribunal Federal no qual Vossas Excelências reconheceram de ofício flagrantes ilegalidades em atos judiciais questionados via reclamações – mesmo em hipóteses de negativa de seguimento – e concederam ordem de ‘Habeas Corpus’ de ofício, o que encontra total amparo no artigo 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal, que determina: conceder-se-á ‘habeas corpus’ sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. ….................................................................................................. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A813-5969-4ED5-C3DE e senha 1861-2ED4-5522-7C26 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) :LEONEL PAVLAK DAS NEVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “III. Conforme preceitua o artigo 654, § 2º, do Código de Processo Penal, é imposto aos Juízes e aos Tribunais que expeçam ‘de ofício ordem de ‘habeas corpus’, quando, no curso do processo, verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal’. IV. Inclusive, há diversos precedentes do Supremo Tribunal Federal no qual Vossas Excelências reconheceram de ofício flagrantes ilegalidades em atos judiciais questionados via reclamações – mesmo em hipóteses de negativa de seguimento – e concederam ordem de ‘Habeas Corpus’ de ofício, o que encontra total amparo no artigo 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal, que determina: conceder-se-á ‘habeas corpus’ sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. ….................................................................................................. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A813-5969-4ED5-C3DE e senha 1861-2ED4-5522-7C26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório RCL 32821 AGR / RS VI. Em igual sentido, se verifica ‘prima facie’ que, no ato judicial questionado perante Vossas Excelências, denota-se evidente a ocorrência da coação ilegal na liberdade locomotora do paciente, por todos os motivos minuciosamente esposados na reclamação (…): …................................................................................................... VII. Assim, pelo objetivo resumo acima reproduzido e por todos os fatos e argumentos já explanados detalhadamente na reclamação interposta, é que revela-se intransponível a concessão da ordem de ‘Habeas Corpus’ de ofício, inclusive mediante juízo de retratação por Vossa Excelência.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, manifestou-se pelo não provimento do presente recurso de agravo. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma este recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A813-5969-4ED5-C3DE e senha 1861-2ED4-5522-7C26 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS VI. Em igual sentido, se verifica ‘prima facie’ que, no ato judicial questionado perante Vossas Excelências, denota-se evidente a ocorrência da coação ilegal na liberdade locomotora do paciente, por todos os motivos minuciosamente esposados na reclamação (…): …................................................................................................... VII. Assim, pelo objetivo resumo acima reproduzido e por todos os fatos e argumentos já explanados detalhadamente na reclamação interposta, é que revela-se intransponível a concessão da ordem de ‘Habeas Corpus’ de ofício, inclusive mediante juízo de retratação por Vossa Excelência.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, manifestou-se pelo não provimento do presente recurso de agravo. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma este recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A813-5969-4ED5-C3DE e senha 1861-2ED4-5522-7C26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Cumpre ressaltar, desde logo, a existência de óbice que torna inacolhível a pretensão recursal ora deduzida. Com efeito, a parte ora recorrente – que se limitou, na presente sede recursal, a reiterar os argumentos subjacentes à petição inicial da reclamação – não foi capaz de ilidir os fundamentos da decisão monocrática por mim proferida. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que as razões deduzidas no recurso de agravo devem infirmar a motivação do ato decisório questionado. Desse modo, incumbe ao agravante o dever de refutar, de modo específico, os fundamentos da decisão que entendeu haver sido incorreta. Nesse contexto, a mera reiteração das razões que buscam dar consistência à reclamação ajuizada não basta, só por si, para suprir essa indeclinável obrigação jurídico-processual do agravante. Torna-se imperioso ressaltar, no ponto, que essa linha de entendimento tem prevalecido nos pronunciamentos jurisprudenciais desta Corte Suprema (Rcl 3.121-AgR/PR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Rcl 4.854-AgR/PA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 5.388- -AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Rcl 9.624-AgR/RN, Rel. Min. EDSON FACHIN – Rcl 13.243-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.821-AgR/RS, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 17.947-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 20.956-AgR/RJ, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Cumpre ressaltar, desde logo, a existência de óbice que torna inacolhível a pretensão recursal ora deduzida. Com efeito, a parte ora recorrente – que se limitou, na presente sede recursal, a reiterar os argumentos subjacentes à petição inicial da reclamação – não foi capaz de ilidir os fundamentos da decisão monocrática por mim proferida. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que as razões deduzidas no recurso de agravo devem infirmar a motivação do ato decisório questionado. Desse modo, incumbe ao agravante o dever de refutar, de modo específico, os fundamentos da decisão que entendeu haver sido incorreta. Nesse contexto, a mera reiteração das razões que buscam dar consistência à reclamação ajuizada não basta, só por si, para suprir essa indeclinável obrigação jurídico-processual do agravante. Torna-se imperioso ressaltar, no ponto, que essa linha de entendimento tem prevalecido nos pronunciamentos jurisprudenciais desta Corte Suprema (Rcl 3.121-AgR/PR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Rcl 4.854-AgR/PA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 5.388- -AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Rcl 9.624-AgR/RN, Rel. Min. EDSON FACHIN – Rcl 13.243-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.821-AgR/RS, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 17.947-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 20.956-AgR/RJ, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 21.847-AgR/MA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. SEQÜESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. LEVANTAMENTO DA QUANTIA PELOS CREDORES. PREJUDICIALIDADE. AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. Não se conhece de agravo regimental que deixa de impugnar todos os fundamentos autônomos da decisão agravada. Aplicação da Súmula 283/STF. Precedentes. …................................................................................................... 3. Agravo não conhecido.” (Rcl 5.472-AgR/AC, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECURSO QUE NÃO IMPUGNA A FUNDAMENTAÇÃO DO ATO JUDICIAL DISSENTIDO. A parte agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. É condição do agravo regimental que suas razões se voltem contra os fundamentos da decisão agravada, pena de não-conhecimento do recurso. Esse pressuposto não é suprido pela simples repetição da tese recursal rejeitada. Incidência do artigo 317, § 1º, do RISTF. Agravo regimental não conhecido.” (Rcl 6.031-AgR/PI, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) “Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1º, do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 21.847-AgR/MA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. SEQÜESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. LEVANTAMENTO DA QUANTIA PELOS CREDORES. PREJUDICIALIDADE. AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. Não se conhece de agravo regimental que deixa de impugnar todos os fundamentos autônomos da decisão agravada. Aplicação da Súmula 283/STF. Precedentes. …................................................................................................... 3. Agravo não conhecido.” (Rcl 5.472-AgR/AC, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECURSO QUE NÃO IMPUGNA A FUNDAMENTAÇÃO DO ATO JUDICIAL DISSENTIDO. A parte agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. É condição do agravo regimental que suas razões se voltem contra os fundamentos da decisão agravada, pena de não-conhecimento do recurso. Esse pressuposto não é suprido pela simples repetição da tese recursal rejeitada. Incidência do artigo 317, § 1º, do RISTF. Agravo regimental não conhecido.” (Rcl 6.031-AgR/PI, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) “Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1º, do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS expressa determinação do art. 317, § 1º, do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 8.665-AgR/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. SÚMULA 734/STF. RECURSO QUE NÃO SE INSURGE CONTRA A FUNDAMENTAÇÃO DO ATO JUDICIAL. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1º, DO RISTF. 1. O princípio básico da disciplina dos recursos impõe ao recorrente o dever de impugnar as razões da decisão atacada, por isso que, deixando de fazê-lo, resta ausente o requisito de admissibilidade consistente na regularidade formal, o que, à luz do § 1º do artigo 317 do RISTF, conduz ao não conhecimento do recurso interposto. 2. O agravo regimental cuja fundamentação não impugna os fundamentos da decisão agravada é inviável, conforme expressa determinação do art. 317, § 1º, do Regimento Interno desta Corte. 3. ‘In casu’, o agravante não se insurgiu contra os fundamentos jurídicos da decisão agravada, limitando-se a repisar os mesmos argumentos expendidos na petição de reclamação. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 10.084-AgR/PA, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ART. 317, § 1º, DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS expressa determinação do art. 317, § 1º, do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 8.665-AgR/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. SÚMULA 734/STF. RECURSO QUE NÃO SE INSURGE CONTRA A FUNDAMENTAÇÃO DO ATO JUDICIAL. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1º, DO RISTF. 1. O princípio básico da disciplina dos recursos impõe ao recorrente o dever de impugnar as razões da decisão atacada, por isso que, deixando de fazê-lo, resta ausente o requisito de admissibilidade consistente na regularidade formal, o que, à luz do § 1º do artigo 317 do RISTF, conduz ao não conhecimento do recurso interposto. 2. O agravo regimental cuja fundamentação não impugna os fundamentos da decisão agravada é inviável, conforme expressa determinação do art. 317, § 1º, do Regimento Interno desta Corte. 3. ‘In casu’, o agravante não se insurgiu contra os fundamentos jurídicos da decisão agravada, limitando-se a repisar os mesmos argumentos expendidos na petição de reclamação. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 10.084-AgR/PA, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ART. 317, § 1º, DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS I – O agravante não refutou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17.867-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os fundamentos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido.” (Rcl 18.379-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Enfatize-se, de outro lado, que, mesmo se fosse possível superar o óbice processual ora referido, ainda assim se revelaria insuscetível de acolhimento a pretensão recursal deduzida pela parte agravante. Refiro-me ao fato, processualmente relevante, de que se revela inadmissível, no caso em análise, a utilização do instrumento constitucional da reclamação. Com efeito, consideradas as informações prestadas pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, constatei que a decisão que resolveu, em caráter definitivo, a causa principal (Processo nº 0247988- -96.2018.8.21.70000) transitou em julgado em momento anterior ao do ajuizamento desta ação reclamatória. Como se sabe, a ocorrência do fenômeno da “res judicata” assume indiscutível relevo de ordem formal no exame dos pressupostos de constituição e desenvolvimento da relação processual decorrente da instauração da via reclamatória. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS I – O agravante não refutou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17.867-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os fundamentos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido.” (Rcl 18.379-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Enfatize-se, de outro lado, que, mesmo se fosse possível superar o óbice processual ora referido, ainda assim se revelaria insuscetível de acolhimento a pretensão recursal deduzida pela parte agravante. Refiro-me ao fato, processualmente relevante, de que se revela inadmissível, no caso em análise, a utilização do instrumento constitucional da reclamação. Com efeito, consideradas as informações prestadas pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, constatei que a decisão que resolveu, em caráter definitivo, a causa principal (Processo nº 0247988- -96.2018.8.21.70000) transitou em julgado em momento anterior ao do ajuizamento desta ação reclamatória. Como se sabe, a ocorrência do fenômeno da “res judicata” assume indiscutível relevo de ordem formal no exame dos pressupostos de constituição e desenvolvimento da relação processual decorrente da instauração da via reclamatória. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, embora reconhecendo cabível a reclamação contra decisões judiciais, tem ressaltado revelar-se necessário, para esse específico efeito, que o ato decisório impugnado ainda não haja transitado em julgado (Rcl 2.347/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 3.505/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), eis que a situação de plena recorribilidade qualifica-se, em tal contexto, como exigência inafastável e necessária à própria admissibilidade da via reclamatória (RTJ 132/620, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 142/385, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.): “A EXISTÊNCIA DE COISA JULGADA IMPEDE A UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA – Não cabe reclamação quando a decisão por ela impugnada já transitou em julgado, eis que esse meio de preservação da competência e de garantia da autoridade decisória dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal – embora revestido de natureza constitucional (CF, art. 102, I, ‘l’) – não se qualifica como sucedâneo processual da ação rescisória. – A inocorrência do trânsito em julgado da decisão impugnada em sede reclamatória constitui pressuposto negativo de admissibilidade da própria reclamação, eis que este instrumento processual – consideradas as notas que o caracterizam – não pode ser utilizado contra ato judicial que se tornou irrecorrível. Precedentes.” (RTJ 181/925, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Vê-se, portanto, considerada a diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Corte, que “A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei). Cumpre destacar, ainda, por necessário, que esse mesmo entendimento encontra-se consubstanciado no enunciado constante 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, embora reconhecendo cabível a reclamação contra decisões judiciais, tem ressaltado revelar-se necessário, para esse específico efeito, que o ato decisório impugnado ainda não haja transitado em julgado (Rcl 2.347/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 3.505/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), eis que a situação de plena recorribilidade qualifica-se, em tal contexto, como exigência inafastável e necessária à própria admissibilidade da via reclamatória (RTJ 132/620, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 142/385, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.): “A EXISTÊNCIA DE COISA JULGADA IMPEDE A UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA – Não cabe reclamação quando a decisão por ela impugnada já transitou em julgado, eis que esse meio de preservação da competência e de garantia da autoridade decisória dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal – embora revestido de natureza constitucional (CF, art. 102, I, ‘l’) – não se qualifica como sucedâneo processual da ação rescisória. – A inocorrência do trânsito em julgado da decisão impugnada em sede reclamatória constitui pressuposto negativo de admissibilidade da própria reclamação, eis que este instrumento processual – consideradas as notas que o caracterizam – não pode ser utilizado contra ato judicial que se tornou irrecorrível. Precedentes.” (RTJ 181/925, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Vê-se, portanto, considerada a diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Corte, que “A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei). Cumpre destacar, ainda, por necessário, que esse mesmo entendimento encontra-se consubstanciado no enunciado constante 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS da Súmula 734/STF: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal” (grifei). Impõe-se observar, finalmente, que o Código de Processo Civil positivou, formalmente, em seu texto (art. 988, § 5º, inciso I, na redação dada pela Lei nº 13.256/2016), referida orientação sumular. Eis o teor da nova regra legal: “Art. 988. (…) ….............................................................................................................. § 5º É inadmissível a reclamação: I – proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada.” (grifei) De outro lado, tenho para mim que não se revela admissível, nesta sede reclamatória, a concessão “ex officio” da ordem de “habeas corpus”, pois a causa em referência não se subsume a qualquer das hipóteses taxativamente enunciadas no rol inscrito no art. 102, I, letras “d” e “i”, da Constituição Federal – pertinentes à impetrabilidade originária de “habeas corpus” perante o Supremo Tribunal Federal –, o que evidencia a falta de competência originária desta Corte para apreciar o pedido de “habeas corpus” (RTJ 93/113 – RTJ 115/687 – RTJ 121/1050 – RTJ 125/1027 – RTJ 140/865, v.g.), notadamente porque o ato de que ora se reclama emanou de órgão judiciário de segunda instância (Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul): “2. Ausente a articulação de ilegalidade ou abuso de poder imputáveis, ao menos em tese, a autoridades sujeitas diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, por evidente hipótese de incompetência, não há espaço para concessão da ordem de ofício sob argumento de desproporcionalidade ou excesso de prazo da prisão processual. A reclamação não se presta a figurar como sucedâneo recursal e, nessa perspectiva, incumbe ao interessado, querendo, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS da Súmula 734/STF: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal” (grifei). Impõe-se observar, finalmente, que o Código de Processo Civil positivou, formalmente, em seu texto (art. 988, § 5º, inciso I, na redação dada pela Lei nº 13.256/2016), referida orientação sumular. Eis o teor da nova regra legal: “Art. 988. (…) ….............................................................................................................. § 5º É inadmissível a reclamação: I – proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada.” (grifei) De outro lado, tenho para mim que não se revela admissível, nesta sede reclamatória, a concessão “ex officio” da ordem de “habeas corpus”, pois a causa em referência não se subsume a qualquer das hipóteses taxativamente enunciadas no rol inscrito no art. 102, I, letras “d” e “i”, da Constituição Federal – pertinentes à impetrabilidade originária de “habeas corpus” perante o Supremo Tribunal Federal –, o que evidencia a falta de competência originária desta Corte para apreciar o pedido de “habeas corpus” (RTJ 93/113 – RTJ 115/687 – RTJ 121/1050 – RTJ 125/1027 – RTJ 140/865, v.g.), notadamente porque o ato de que ora se reclama emanou de órgão judiciário de segunda instância (Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul): “2. Ausente a articulação de ilegalidade ou abuso de poder imputáveis, ao menos em tese, a autoridades sujeitas diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, por evidente hipótese de incompetência, não há espaço para concessão da ordem de ofício sob argumento de desproporcionalidade ou excesso de prazo da prisão processual. A reclamação não se presta a figurar como sucedâneo recursal e, nessa perspectiva, incumbe ao interessado, querendo, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS valer-se das vias próprias ao combate dos atos que entende incompatíveis com a ordem jurídica. 3. Agravo regimental parcialmente provido.” (Rcl 22.557-AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. OFENSA A PRONUNCIAMENTO DA CORTE. INOCORRÊNCIA. PEDIDO DE CONCESSÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ DE OFÍCIO. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. …................................................................................................... 3. Afigura-se inviável o recebimento de reclamação como ‘habeas corpus’, ainda que a pretexto de analisar a possibilidade de concessão da ordem de ofício, se a suposta ilegalidade não é atribuída a autoridade diretamente sujeita à jurisdição desta Corte. Inconformismo que deve ser solucionado pelas vias próprias, sem que se reconheça ao interessado o direito subjetivo de, ‘per saltum’, socorrer-se da via reclamatória a fim de alcançar a submissão imediata da matéria ao crivo da Suprema Corte. 4. Agravo regimental desprovido.” (Rcl 25.509-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS valer-se das vias próprias ao combate dos atos que entende incompatíveis com a ordem jurídica. 3. Agravo regimental parcialmente provido.” (Rcl 22.557-AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. OFENSA A PRONUNCIAMENTO DA CORTE. INOCORRÊNCIA. PEDIDO DE CONCESSÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ DE OFÍCIO. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. …................................................................................................... 3. Afigura-se inviável o recebimento de reclamação como ‘habeas corpus’, ainda que a pretexto de analisar a possibilidade de concessão da ordem de ofício, se a suposta ilegalidade não é atribuída a autoridade diretamente sujeita à jurisdição desta Corte. Inconformismo que deve ser solucionado pelas vias próprias, sem que se reconheça ao interessado o direito subjetivo de, ‘per saltum’, socorrer-se da via reclamatória a fim de alcançar a submissão imediata da matéria ao crivo da Suprema Corte. 4. Agravo regimental desprovido.” (Rcl 25.509-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) : LEONEL PAVLAK DAS NEVES (91986/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 692B-1A99-EA57-6FFC e senha E404-4465-69CE-A84D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) : LEONEL PAVLAK DAS NEVES (91986/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 692B-1A99-EA57-6FFC e senha E404-4465-69CE-A84D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749828625
2019-05-06T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – AJUIZAMENTO EM MOMENTO POSTERIOR AO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE OBSTÁCULO FUNDADO NA SÚMULA 734/STF E NO ART. 988, § 5º, INCISO I, DO CPC – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – PRETENDIDA CONCESSÃO DE “HABEAS CORPUS” DE OFÍCIO – IMPOSSIBILIDADE – COAÇÃO QUE, SE EXISTENTE, EMANARIA DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL – FALTA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DA CORTE SUPREMA, PRESENTE ESSE CONTEXTO, PARA APRECIAR O “WRIT” CONSTITUCIONAL – PRECEDENTES – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – INVIABILIDADE DESSA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO NÃO CONHECIDO.
sjur403975
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, DECISÃO AGRAVADA) Rcl 8665 AgR (2ªT), Rcl 3121 AgR (TP), Rcl 4854 AgR (TP), Rcl 5388 AgR (1ªT), Rcl 5472 AgR (TP), Rcl 6031 AgR (TP), Rcl 9624 AgR (1ªT), Rcl 10084 AgR (TP), Rcl 14821 AgR (1ªT), Rcl 17867 AgR (2ªT), Rcl 13243 AgR (2ªT), Rcl 18379 AgR (2ªT), Rcl 17947 AgR (2ªT), Rcl 20956 AgR (2ªT), Rcl 21847 AgR (2ªT). (RECLAMAÇÃO, DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO) Rcl 329 - RTJ 132/620, Rcl 1901 AgR (2ªT), RCL 365 - RTJ 142/385, RTJ 181/925. (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 603 - RTJ 168/718. (COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF, ROL TAXATIVO) HC 56932 - RTJ 93/113, HC 62983 - RTJ 125/1027, HC 69001 (1ªT) - RTJ 140/865, Rcl 22557 AgR (1ªT), Rcl 25509 AgR (TP), HC 63059 (2ªT) - RTJ 115/687, HC 64705 (2ªT) - RTJ 121/1050. - Decisões monocráticas citadas: (RECLAMAÇÃO, DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO) Rcl 3505, Rcl 2347. Número de páginas: 11. Análise: 29/08/2019, KBP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
32821
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-D LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988 PAR-00005 REDAÇÃO DADA PELA LEI-13256/2016\n ART-00988 PAR-00005 INC-00001 INCLUÍDO PELA LEI-13256/2016\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013256 ANO-2016\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000734 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 32821 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) : LEONEL PAVLAK DAS NEVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) :LEONEL PAVLAK DAS NEVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – AJUIZAMENTO EM MOMENTO POSTERIOR AO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE OBSTÁCULO FUNDADO NA SÚMULA 734/Supremo Tribunal Federal E NO ART. 988, § 5..., INCISO I, DO Código de Processo Civil – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – PRETENDIDA CONCESSÃO DE “HABEAS CORPUS” DE OFÍCIO – IMPOSSIBILIDADE – COAÇÃO QUE, SE EXISTENTE, EMANARIA DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL – FALTA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DA CORTE SUPREMA, PRESENTE ESSE CONTEXTO, PARA APRECIAR O “WRIT” CONSTITUCIONAL – PRECEDENTES – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – INVIABILIDADE DESSA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 26 de abril a 03 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E60B-CBD9-8F51-4612 e senha D899-EAA4-3F01-EE37 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) :LEONEL PAVLAK DAS NEVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “III. Conforme preceitua o artigo 654, § 2..., do Código de Processo Penal, é imposto aos Juízes e aos Tribunais que expeçam ‘de ofício ordem de ‘habeas corpus’, quando, no curso do processo, verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal’. IV. Inclusive, há diversos precedentes do Supremo Tribunal Federal no qual Vossas Excelências reconheceram de ofício flagrantes ilegalidades em atos judiciais questionados via reclamações – mesmo em hipóteses de negativa de seguimento – e concederam ordem de ‘Habeas Corpus’ de ofício, o que encontra total amparo no artigo 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal, que determina: conceder-se-á ‘habeas corpus’ sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. ….................................................................................................. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A813-5969-4ED5-C3DE e senha 1861-2ED4-5522-7C26 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) :LEONEL PAVLAK DAS NEVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “III. Conforme preceitua o artigo 654, § 2..., do Código de Processo Penal, é imposto aos Juízes e aos Tribunais que expeçam ‘de ofício ordem de ‘habeas corpus’, quando, no curso do processo, verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal’. IV. Inclusive, há diversos precedentes do Supremo Tribunal Federal no qual Vossas Excelências reconheceram de ofício flagrantes ilegalidades em atos judiciais questionados via reclamações – mesmo em hipóteses de negativa de seguimento – e concederam ordem de ‘Habeas Corpus’ de ofício, o que encontra total amparo no artigo 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal, que determina: conceder-se-á ‘habeas corpus’ sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. ….................................................................................................. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A813-5969-4ED5-C3DE e senha 1861-2ED4-5522-7C26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório RCL 32821 AGR / RS VI. Em igual sentido, se verifica ‘prima facie’ que, no ato judicial questionado perante Vossas Excelências, denota-se evidente a ocorrência da coação ilegal na liberdade locomotora do paciente, por todos os motivos minuciosamente esposados na reclamação (…): …................................................................................................... VII. Assim, pelo objetivo resumo acima reproduzido e por todos os fatos e argumentos já explanados detalhadamente na reclamação interposta, é que revela-se intransponível a concessão da ordem de ‘Habeas Corpus’ de ofício, inclusive mediante juízo de retratação por Vossa Excelência.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, manifestou-se pelo não provimento do presente recurso de agravo. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma este recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A813-5969-4ED5-C3DE e senha 1861-2ED4-5522-7C26 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS VI. Em igual sentido, se verifica ‘prima facie’ que, no ato judicial questionado perante Vossas Excelências, denota-se evidente a ocorrência da coação ilegal na liberdade locomotora do paciente, por todos os motivos minuciosamente esposados na reclamação (…): …................................................................................................... VII. Assim, pelo objetivo resumo acima reproduzido e por todos os fatos e argumentos já explanados detalhadamente na reclamação interposta, é que revela-se intransponível a concessão da ordem de ‘Habeas Corpus’ de ofício, inclusive mediante juízo de retratação por Vossa Excelência.” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, manifestou-se pelo não provimento do presente recurso de agravo. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma este recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A813-5969-4ED5-C3DE e senha 1861-2ED4-5522-7C26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Cumpre ressaltar, desde logo, a existência de óbice que torna inacolhível a pretensão recursal ora deduzida. Com efeito, a parte ora recorrente – que se limitou, na presente sede recursal, a reiterar os argumentos subjacentes à petição inicial da reclamação – não foi capaz de ilidir os fundamentos da decisão monocrática por mim proferida. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que as razões deduzidas no recurso de agravo devem infirmar a motivação do ato decisório questionado. Desse modo, incumbe ao agravante o dever de refutar, de modo específico, os fundamentos da decisão que entendeu haver sido incorreta. Nesse contexto, a mera reiteração das razões que buscam dar consistência à reclamação ajuizada não basta, só por si, para suprir essa indeclinável obrigação jurídico-processual do agravante. Torna-se imperioso ressaltar, no ponto, que essa linha de entendimento tem prevalecido nos pronunciamentos jurisprudenciais desta Corte Suprema (Rcl 3.121-AgR/PR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Rcl 4.854-AgR/PA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 5.388- -AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Rcl 9.624-AgR/RN, Rel. Min. EDSON FACHIN – Rcl 13.243-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.821-AgR/RS, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 17.947-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 20.956-AgR/RJ, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Cumpre ressaltar, desde logo, a existência de óbice que torna inacolhível a pretensão recursal ora deduzida. Com efeito, a parte ora recorrente – que se limitou, na presente sede recursal, a reiterar os argumentos subjacentes à petição inicial da reclamação – não foi capaz de ilidir os fundamentos da decisão monocrática por mim proferida. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que as razões deduzidas no recurso de agravo devem infirmar a motivação do ato decisório questionado. Desse modo, incumbe ao agravante o dever de refutar, de modo específico, os fundamentos da decisão que entendeu haver sido incorreta. Nesse contexto, a mera reiteração das razões que buscam dar consistência à reclamação ajuizada não basta, só por si, para suprir essa indeclinável obrigação jurídico-processual do agravante. Torna-se imperioso ressaltar, no ponto, que essa linha de entendimento tem prevalecido nos pronunciamentos jurisprudenciais desta Corte Suprema (Rcl 3.121-AgR/PR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Rcl 4.854-AgR/PA, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 5.388- -AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – Rcl 9.624-AgR/RN, Rel. Min. EDSON FACHIN – Rcl 13.243-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.821-AgR/RS, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 17.947-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 20.956-AgR/RJ, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 21.847-AgR/MA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. SEQÜESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. LEVANTAMENTO DA QUANTIA PELOS CREDORES. PREJUDICIALIDADE. AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. Não se conhece de agravo regimental que deixa de impugnar todos os fundamentos autônomos da decisão agravada. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. …................................................................................................... 3. Agravo não conhecido.” (Rcl 5.472-AgR/AC, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECURSO QUE NÃO IMPUGNA A FUNDAMENTAÇÃO DO ATO JUDICIAL DISSENTIDO. A parte agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. É condição do agravo regimental que suas razões se voltem contra os fundamentos da decisão agravada, pena de não-conhecimento do recurso. Esse pressuposto não é suprido pela simples repetição da tese recursal rejeitada. Incidência do artigo 317, § 1..., do RISTF. Agravo regimental não conhecido.” (Rcl 6.031-AgR/PI, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) “Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1..., do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 21.847-AgR/MA, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. SEQÜESTRO DE VERBAS PÚBLICAS. LEVANTAMENTO DA QUANTIA PELOS CREDORES. PREJUDICIALIDADE. AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. Não se conhece de agravo regimental que deixa de impugnar todos os fundamentos autônomos da decisão agravada. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. …................................................................................................... 3. Agravo não conhecido.” (Rcl 5.472-AgR/AC, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. RECURSO QUE NÃO IMPUGNA A FUNDAMENTAÇÃO DO ATO JUDICIAL DISSENTIDO. A parte agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. É condição do agravo regimental que suas razões se voltem contra os fundamentos da decisão agravada, pena de não-conhecimento do recurso. Esse pressuposto não é suprido pela simples repetição da tese recursal rejeitada. Incidência do artigo 317, § 1..., do RISTF. Agravo regimental não conhecido.” (Rcl 6.031-AgR/PI, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) “Agravo regimental em reclamação. Decisão agravada fundamentada na jurisprudência desta Corte. Alegação de descumprimento do que decidido no HC 98.893. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Não cumprimento do requisito exigido no art. 317, § 1..., do RISTF. Inadmissibilidade. Precedentes. É requisito essencial do agravo regimental a apresentação das razões do pedido de reforma da decisão agravada, conforme 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS expressa determinação do art. 317, § 1..., do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 8.665-AgR/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. SÚMULA 734/Supremo Tribunal Federal. RECURSO QUE NÃO SE INSURGE CONTRA A FUNDAMENTAÇÃO DO ATO JUDICIAL. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1..., DO RISTF. 1. O princípio básico da disciplina dos recursos impõe ao recorrente o dever de impugnar as razões da decisão atacada, por isso que, deixando de fazê-lo, resta ausente o requisito de admissibilidade consistente na regularidade formal, o que, à luz do § 1... do artigo 317 do RISTF, conduz ao não conhecimento do recurso interposto. 2. O agravo regimental cuja fundamentação não impugna os fundamentos da decisão agravada é inviável, conforme expressa determinação do art. 317, § 1..., do Regimento Interno desta Corte. 3. ‘In casu’, o agravante não se insurgiu contra os fundamentos jurídicos da decisão agravada, limitando-se a repisar os mesmos argumentos expendidos na petição de reclamação. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 10.084-AgR/PA, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ART. 317, § 1..., DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS expressa determinação do art. 317, § 1..., do Regimento Interno desta Corte. Inviável, portanto, o agravo regimental que se limita a reiterar os argumentos apresentados na inicial e não impugna os fundamentos da decisão agravada. Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Rcl 8.665-AgR/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO. SÚMULA 734/Supremo Tribunal Federal. RECURSO QUE NÃO SE INSURGE CONTRA A FUNDAMENTAÇÃO DO ATO JUDICIAL. NÃO CUMPRIMENTO DO REQUISITO EXIGIDO NO ART. 317, § 1..., DO RISTF. 1. O princípio básico da disciplina dos recursos impõe ao recorrente o dever de impugnar as razões da decisão atacada, por isso que, deixando de fazê-lo, resta ausente o requisito de admissibilidade consistente na regularidade formal, o que, à luz do § 1... do artigo 317 do RISTF, conduz ao não conhecimento do recurso interposto. 2. O agravo regimental cuja fundamentação não impugna os fundamentos da decisão agravada é inviável, conforme expressa determinação do art. 317, § 1..., do Regimento Interno desta Corte. 3. ‘In casu’, o agravante não se insurgiu contra os fundamentos jurídicos da decisão agravada, limitando-se a repisar os mesmos argumentos expendidos na petição de reclamação. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 10.084-AgR/PA, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO ART. 317, § 1..., DO RISTF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS I – O agravante não refutou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17.867-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os fundamentos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido.” (Rcl 18.379-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Enfatize-se, de outro lado, que, mesmo se fosse possível superar o óbice processual ora referido, ainda assim se revelaria insuscetível de acolhimento a pretensão recursal deduzida pela parte agravante. Refiro-me ao fato, processualmente relevante, de que se revela inadmissível, no caso em análise, a utilização do instrumento constitucional da reclamação. Com efeito, consideradas as informações prestadas pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, constatei que a decisão que resolveu, em caráter definitivo, a causa principal (Processo n 0247988- -96.2018.8.21.70000) transitou em julgado em momento anterior ao do ajuizamento desta ação reclamatória. Como se sabe, a ocorrência do fenômeno da “res judicata” assume indiscutível relevo de ordem formal no exame dos pressupostos de constituição e desenvolvimento da relação processual decorrente da instauração da via reclamatória. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS I – O agravante não refutou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 17.867-AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os fundamentos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido.” (Rcl 18.379-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Enfatize-se, de outro lado, que, mesmo se fosse possível superar o óbice processual ora referido, ainda assim se revelaria insuscetível de acolhimento a pretensão recursal deduzida pela parte agravante. Refiro-me ao fato, processualmente relevante, de que se revela inadmissível, no caso em análise, a utilização do instrumento constitucional da reclamação. Com efeito, consideradas as informações prestadas pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, constatei que a decisão que resolveu, em caráter definitivo, a causa principal (Processo n 0247988- -96.2018.8.21.70000) transitou em julgado em momento anterior ao do ajuizamento desta ação reclamatória. Como se sabe, a ocorrência do fenômeno da “res judicata” assume indiscutível relevo de ordem formal no exame dos pressupostos de constituição e desenvolvimento da relação processual decorrente da instauração da via reclamatória. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, embora reconhecendo cabível a reclamação contra decisões judiciais, tem ressaltado revelar-se necessário, para esse específico efeito, que o ato decisório impugnado ainda não haja transitado em julgado (Rcl 2.347/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 3.505/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), eis que a situação de plena recorribilidade qualifica-se, em tal contexto, como exigência inafastável e necessária à própria admissibilidade da via reclamatória (RTJ 132/620, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 142/385, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.): “A EXISTÊNCIA DE COISA JULGADA IMPEDE A UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA – Não cabe reclamação quando a decisão por ela impugnada já transitou em julgado, eis que esse meio de preservação da competência e de garantia da autoridade decisória dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal – embora revestido de natureza constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘l’) – não se qualifica como sucedâneo processual da ação rescisória. – A inocorrência do trânsito em julgado da decisão impugnada em sede reclamatória constitui pressuposto negativo de admissibilidade da própria reclamação, eis que este instrumento processual – consideradas as notas que o caracterizam – não pode ser utilizado contra ato judicial que se tornou irrecorrível. Precedentes.” (RTJ 181/925, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Vê-se, portanto, considerada a diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Corte, que “A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei). Cumpre destacar, ainda, por necessário, que esse mesmo entendimento encontra-se consubstanciado no enunciado constante 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, embora reconhecendo cabível a reclamação contra decisões judiciais, tem ressaltado revelar-se necessário, para esse específico efeito, que o ato decisório impugnado ainda não haja transitado em julgado (Rcl 2.347/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 3.505/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), eis que a situação de plena recorribilidade qualifica-se, em tal contexto, como exigência inafastável e necessária à própria admissibilidade da via reclamatória (RTJ 132/620, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 142/385, Rel. Min. MOREIRA ALVES, v.g.): “A EXISTÊNCIA DE COISA JULGADA IMPEDE A UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA – Não cabe reclamação quando a decisão por ela impugnada já transitou em julgado, eis que esse meio de preservação da competência e de garantia da autoridade decisória dos pronunciamentos do Supremo Tribunal Federal – embora revestido de natureza constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘l’) – não se qualifica como sucedâneo processual da ação rescisória. – A inocorrência do trânsito em julgado da decisão impugnada em sede reclamatória constitui pressuposto negativo de admissibilidade da própria reclamação, eis que este instrumento processual – consideradas as notas que o caracterizam – não pode ser utilizado contra ato judicial que se tornou irrecorrível. Precedentes.” (RTJ 181/925, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Vê-se, portanto, considerada a diretriz jurisprudencial prevalecente nesta Corte, que “A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei). Cumpre destacar, ainda, por necessário, que esse mesmo entendimento encontra-se consubstanciado no enunciado constante 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS da Súmula 734/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal” (grifei). Impõe-se observar, finalmente, que o Código de Processo Civil positivou, formalmente, em seu texto (art. 988, § 5..., inciso I, na redação dada pela Lei n 13.256/2016), referida orientação sumular. Eis o teor da nova regra legal: “Art. 988. (…) ….............................................................................................................. § 5... É inadmissível a reclamação: I – proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada.” (grifei) De outro lado, tenho para mim que não se revela admissível, nesta sede reclamatória, a concessão “ex officio” da ordem de “habeas corpus”, pois a causa em referência não se subsume a qualquer das hipóteses taxativamente enunciadas no rol inscrito no art. 102, I, letras “d” e “i”, da Constituição Federal – pertinentes à impetrabilidade originária de “habeas corpus” perante o Supremo Tribunal Federal –, o que evidencia a falta de competência originária desta Corte para apreciar o pedido de “habeas corpus” (RTJ 93/113 – RTJ 115/687 – RTJ 121/1050 – RTJ 125/1027 – RTJ 140/865, v.g.), notadamente porque o ato de que ora se reclama emanou de órgão judiciário de segunda instância (Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul): “2. Ausente a articulação de ilegalidade ou abuso de poder imputáveis, ao menos em tese, a autoridades sujeitas diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, por evidente hipótese de incompetência, não há espaço para concessão da ordem de ofício sob argumento de desproporcionalidade ou excesso de prazo da prisão processual. A reclamação não se presta a figurar como sucedâneo recursal e, nessa perspectiva, incumbe ao interessado, querendo, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS da Súmula 734/Supremo Tribunal Federal: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal” (grifei). Impõe-se observar, finalmente, que o Código de Processo Civil positivou, formalmente, em seu texto (art. 988, § 5..., inciso I, na redação dada pela Lei n 13.256/2016), referida orientação sumular. Eis o teor da nova regra legal: “Art. 988. (…) ….............................................................................................................. § 5... É inadmissível a reclamação: I – proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada.” (grifei) De outro lado, tenho para mim que não se revela admissível, nesta sede reclamatória, a concessão “ex officio” da ordem de “habeas corpus”, pois a causa em referência não se subsume a qualquer das hipóteses taxativamente enunciadas no rol inscrito no art. 102, I, letras “d” e “i”, da Constituição Federal – pertinentes à impetrabilidade originária de “habeas corpus” perante o Supremo Tribunal Federal –, o que evidencia a falta de competência originária desta Corte para apreciar o pedido de “habeas corpus” (RTJ 93/113 – RTJ 115/687 – RTJ 121/1050 – RTJ 125/1027 – RTJ 140/865, v.g.), notadamente porque o ato de que ora se reclama emanou de órgão judiciário de segunda instância (Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul): “2. Ausente a articulação de ilegalidade ou abuso de poder imputáveis, ao menos em tese, a autoridades sujeitas diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, por evidente hipótese de incompetência, não há espaço para concessão da ordem de ofício sob argumento de desproporcionalidade ou excesso de prazo da prisão processual. A reclamação não se presta a figurar como sucedâneo recursal e, nessa perspectiva, incumbe ao interessado, querendo, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 32821 AGR / RS valer-se das vias próprias ao combate dos atos que entende incompatíveis com a ordem jurídica. 3. Agravo regimental parcialmente provido.” (Rcl 22.557-AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. OFENSA A PRONUNCIAMENTO DA CORTE. INOCORRÊNCIA. PEDIDO DE CONCESSÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ DE OFÍCIO. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. …................................................................................................... 3. Afigura-se inviável o recebimento de reclamação como ‘habeas corpus’, ainda que a pretexto de analisar a possibilidade de concessão da ordem de ofício, se a suposta ilegalidade não é atribuída a autoridade diretamente sujeita à jurisdição desta Corte. Inconformismo que deve ser solucionado pelas vias próprias, sem que se reconheça ao interessado o direito subjetivo de, ‘per saltum’, socorrer-se da via reclamatória a fim de alcançar a submissão imediata da matéria ao crivo da Suprema Corte. 4. Agravo regimental desprovido.” (Rcl 25.509-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Supremo Tribunal Federal RCL 32821 AGR / RS valer-se das vias próprias ao combate dos atos que entende incompatíveis com a ordem jurídica. 3. Agravo regimental parcialmente provido.” (Rcl 22.557-AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. OFENSA A PRONUNCIAMENTO DA CORTE. INOCORRÊNCIA. PEDIDO DE CONCESSÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ DE OFÍCIO. DESCABIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. …................................................................................................... 3. Afigura-se inviável o recebimento de reclamação como ‘habeas corpus’, ainda que a pretexto de analisar a possibilidade de concessão da ordem de ofício, se a suposta ilegalidade não é atribuída a autoridade diretamente sujeita à jurisdição desta Corte. Inconformismo que deve ser solucionado pelas vias próprias, sem que se reconheça ao interessado o direito subjetivo de, ‘per saltum’, socorrer-se da via reclamatória a fim de alcançar a submissão imediata da matéria ao crivo da Suprema Corte. 4. Agravo regimental desprovido.” (Rcl 25.509-AgR/PR, Rel. Min. EDSON FACHIN – grifei) Sendo assim, pelas razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E36-4A8C-CBBC-E9CF e senha 0EF6-C990-FD4D-1408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) : LEONEL PAVLAK DAS NEVES (91986/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 692B-1A99-EA57-6FFC e senha E404-4465-69CE-A84D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.821 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ERINEU DOMINGO SOLIGO ADV.(A/S) : LEONEL PAVLAK DAS NEVES (91986/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 692B-1A99-EA57-6FFC e senha E404-4465-69CE-A84D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 32 . 821", "SÚMULA 734 / Supremo Tribunal Federal", "RECLAMAÇÃO 32 . 821", "RECLAMAÇÃO 32 .", "Rcl 3 . 121 - AgR / PR", "Rcl 4 . 854 - AgR / PA", "Rcl 5 . 388 - - AgR / SP", "Rcl 9 . 624 - AgR / RN", "Rcl 13 . 243 - AgR / SP", "Rcl 14 . 821 - AgR / RS", "Rcl 17 . 947 - AgR / RJ", "Rcl 20 . 956 - AgR / RJ", "Rcl 3 . 121 - AgR / PR", "Rcl 4 . 854 - AgR / PA", "Rcl 5 . 388 - - AgR / SP", "Rcl 9 . 624 - AgR / RN", "Rcl 13 . 243 - AgR / SP", "Rcl 14 . 821 - AgR / RS", "Rcl 17 . 947 - AgR / RJ", "Rcl 20 . 956 - AgR / RJ", "RCL 32821 AGR / RS", "Rcl 21 . 847 - AgR / MA", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl 5 . 472 - AgR / AC", "Rcl 6 . 031 - AgR / PI", "HC 98 . 893", "RCL 32821 AGR / RS", "Rcl 21 . 847 - AgR / MA", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal .", "Rcl 5 . 472 - AgR / AC", "Rcl 6 . 031 - AgR / PI", "HC 98 . 893", "RCL 32821 AGR /", "Rcl 8 . 665 - AgR / MG", "SÚMULA 734 / Supremo Tribunal Federal", "Rcl 10 . 084 - AgR / PA", "RCL 32821", "Rcl 8 . 665 - 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. POSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO DA VERBA SUCUMBENCIAL NESTA SEDE RECURSAL. OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NOS PARÁGRAFOS 2º e 3º DO ARTIGO 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 21 a 27/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B52-26F0-F986-97ED e senha 8AF5-955F-D5BD-7560 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA contra decisão de minha relatoria, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO DO CONTRIBUINTE. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. CREDITAMENTO INDEVIDO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “09. Como já exposto, na parte aqui agravada, a r. Decisão de desprovimento do Agravo em Recurso Extraordinário interposto pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA contra decisão de minha relatoria, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO DO CONTRIBUINTE. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. CREDITAMENTO INDEVIDO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “09. Como já exposto, na parte aqui agravada, a r. Decisão de desprovimento do Agravo em Recurso Extraordinário interposto pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1156654 AGR / PE AGRAVANTE, houve por bem majorar os honorários advocatícios de 2% do valor da causa para o “máximo legal”. Veja-se que o valor da causa (R$ 1.493.749,91, em 23.01.07) atualizado para o corrente mês é de R$ 2.181.000,00 (planilha de cálculos - doc. 01), de modo que o aludido patamar de 2%, reformado pela r. Decisão agravada correspondia a já respeitáveis R$ 43.620,00 (quarenta e três mil, seiscentos e vinte reais). (...) 11. Sem desmerecer o zelo e o trabalho do representante Fazendário, não é factível que a sua atuação especificamente nesse Pretório Excelso (lembrando que o processo sequer foi apreciado pela Turma) autorize tamanha elevação do importe dos honorários advocatícios a que ele faz jus. Isto porque, conjugada a r. Decisão agravada com os percentuais fixados no §3º, do art. 85 do Código Processual, os honorários passam de R$ 43.620,00 para expressivos R$ 234.960,00 (duzentos e trinta e quatro mil, novecentos e sessenta reais) (planilha de cálculos anexa - doc. 02). 12. É até intuitivo que, uma única fase processual, não pode representar uma elevação de honorários de R$ 191.340,00 (R$ 234.960,00 - R$ 43.620,00). (…) Repise-se, em face dos termos do §11, do art. 85 do novo Código de Processo Civil, a majoração da verba honorária considerará apenas o trabalho desenvolvido na correspondente etapa processual. 13. Ademais do que se acabou de expor - suficiente, por si só, para a revisão dos honorários fixados pela r. Decisão agravada - acrescente-se que o valor da causa não corresponde ao importe exigível, dado que, no curso do processo, houve a redução legal da multa. (…) 15. Salta aos olhos, portanto, que o valor atribuído aos Embargos à Execução não serve de parâmetro para o cálculo dos honorários devidos, o que também conduz à revisão da r. Decisão agravada. 16. Mas não é tudo. Não se desconhece que, assim como é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Supremo Tribunal Federal ARE 1156654 AGR / PE AGRAVANTE, houve por bem majorar os honorários advocatícios de 2% do valor da causa para o “máximo legal”. Veja-se que o valor da causa (R$ 1.493.749,91, em 23.01.07) atualizado para o corrente mês é de R$ 2.181.000,00 (planilha de cálculos - doc. 01), de modo que o aludido patamar de 2%, reformado pela r. Decisão agravada correspondia a já respeitáveis R$ 43.620,00 (quarenta e três mil, seiscentos e vinte reais). (...) 11. Sem desmerecer o zelo e o trabalho do representante Fazendário, não é factível que a sua atuação especificamente nesse Pretório Excelso (lembrando que o processo sequer foi apreciado pela Turma) autorize tamanha elevação do importe dos honorários advocatícios a que ele faz jus. Isto porque, conjugada a r. Decisão agravada com os percentuais fixados no §3º, do art. 85 do Código Processual, os honorários passam de R$ 43.620,00 para expressivos R$ 234.960,00 (duzentos e trinta e quatro mil, novecentos e sessenta reais) (planilha de cálculos anexa - doc. 02). 12. É até intuitivo que, uma única fase processual, não pode representar uma elevação de honorários de R$ 191.340,00 (R$ 234.960,00 - R$ 43.620,00). (…) Repise-se, em face dos termos do §11, do art. 85 do novo Código de Processo Civil, a majoração da verba honorária considerará apenas o trabalho desenvolvido na correspondente etapa processual. 13. Ademais do que se acabou de expor - suficiente, por si só, para a revisão dos honorários fixados pela r. Decisão agravada - acrescente-se que o valor da causa não corresponde ao importe exigível, dado que, no curso do processo, houve a redução legal da multa. (…) 15. Salta aos olhos, portanto, que o valor atribuído aos Embargos à Execução não serve de parâmetro para o cálculo dos honorários devidos, o que também conduz à revisão da r. Decisão agravada. 16. Mas não é tudo. Não se desconhece que, assim como é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1156654 AGR / PE pertinente o arbitramento por equidade nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo (art. 85, § 8º do NCPC), pela mesma razão, há de se adotar o arbitramento por equidade nas hipóteses em que o elevado valor da causa resultar em honorários incompatíveis com o trabalho desenvolvido no processo." (Grifos no original) (Doc. 12) Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso (Petição 35.558/2019), não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente eletrônico. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Supremo Tribunal Federal ARE 1156654 AGR / PE pertinente o arbitramento por equidade nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo (art. 85, § 8º do NCPC), pela mesma razão, há de se adotar o arbitramento por equidade nas hipóteses em que o elevado valor da causa resultar em honorários incompatíveis com o trabalho desenvolvido no processo." (Grifos no original) (Doc. 12) Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso (Petição 35.558/2019), não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente eletrônico. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal. Releva notar que a verba honorária deve ser fixada em valor compatível com a dignidade da profissão e ser arbitrada levando em consideração o caso concreto, de modo que representa adequada remuneração ao trabalho do profissional a fixação dos honorários advocatícios na forma estabelecida na decisão agravada. E certo, ainda, que, por se tratar de causa em que a Fazenda Pública é parte, o percentual máximo deverá respeitar os limites estabelecidos no § 3º do art. 85 do CPC. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE45-E941-C118-E4A0 e senha 5C6E-B07F-DBF8-CE21 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal. Releva notar que a verba honorária deve ser fixada em valor compatível com a dignidade da profissão e ser arbitrada levando em consideração o caso concreto, de modo que representa adequada remuneração ao trabalho do profissional a fixação dos honorários advocatícios na forma estabelecida na decisão agravada. E certo, ainda, que, por se tratar de causa em que a Fazenda Pública é parte, o percentual máximo deverá respeitar os limites estabelecidos no § 3º do art. 85 do CPC. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE45-E941-C118-E4A0 e senha 5C6E-B07F-DBF8-CE21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1156654 AGR / PE (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE45-E941-C118-E4A0 e senha 5C6E-B07F-DBF8-CE21 Supremo Tribunal Federal ARE 1156654 AGR / PE (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE45-E941-C118-E4A0 e senha 5C6E-B07F-DBF8-CE21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observem as balizas do caso. No extraordinário, o agravante volta-se contra pronunciamento por meio do qual, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso de apelação – folhas 694 a 710 e 975 a 978 –, condenando-o ao pagamento de honorários de sucumbência no importe de 2% sobre o valor da causa, na forma do artigo 20, § 4º, do Código Buzaid. Descabe, considerada a aplicação da lei processual no tempo, promover majoração do montante em sede recursal, evocando o previsto no artigo 85, § 11, do Código de 2015. Provejo o agravo para afastar a fixação de honorários advocatícios recursais. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7147-B832-72E9-7D38 e senha 22B9-CB9B-9582-0803 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observem as balizas do caso. No extraordinário, o agravante volta-se contra pronunciamento por meio do qual, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso de apelação – folhas 694 a 710 e 975 a 978 –, condenando-o ao pagamento de honorários de sucumbência no importe de 2% sobre o valor da causa, na forma do artigo 20, § 4º, do Código Buzaid. Descabe, considerada a aplicação da lei processual no tempo, promover majoração do montante em sede recursal, evocando o previsto no artigo 85, § 11, do Código de 2015. Provejo o agravo para afastar a fixação de honorários advocatícios recursais. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7147-B832-72E9-7D38 e senha 22B9-CB9B-9582-0803 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES (33766/DF, 208631/RJ, 195691/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E30-0CF3-976F-C626 e senha 7D99-1B4B-9757-A497 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES (33766/DF, 208631/RJ, 195691/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E30-0CF3-976F-C626 e senha 7D99-1B4B-9757-A497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750432858
2019-06-28T00:00:00
2019-08-05T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. POSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO DA VERBA SUCUMBENCIAL NESTA SEDE RECURSAL. OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NOS PARÁGRAFOS 2º e 3º DO ARTIGO 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur407752
Número de páginas: 8. Análise: 04/09/2019, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1156654
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00020 PAR-00004\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00002 \n PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1156654 AgR
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AGTE.(S) : VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. POSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO DA VERBA SUCUMBENCIAL NESTA SEDE RECURSAL. OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NOS PARÁGRAFOS 2... e 3... DO ARTIGO 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 21 a 27/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B52-26F0-F986-97ED e senha 8AF5-955F-D5BD-7560 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA contra decisão de minha relatoria, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO DO CONTRIBUINTE. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. CREDITAMENTO INDEVIDO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “09. Como já exposto, na parte aqui agravada, a r. Decisão de desprovimento do Agravo em Recurso Extraordinário interposto pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA contra decisão de minha relatoria, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO DO CONTRIBUINTE. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. CREDITAMENTO INDEVIDO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “09. Como já exposto, na parte aqui agravada, a r. Decisão de desprovimento do Agravo em Recurso Extraordinário interposto pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1156654 AGR / PE AGRAVANTE, houve por bem majorar os honorários advocatícios de 2% do valor da causa para o “máximo legal”. Veja-se que o valor da causa (R$ 1.493.749,91, em 23.01.07) atualizado para o corrente mês é de R$ 2.181.000,00 (planilha de cálculos - doc. 01), de modo que o aludido patamar de 2%, reformado pela r. Decisão agravada correspondia a já respeitáveis R$ 43.620,00 (quarenta e três mil, seiscentos e vinte reais). (...) 11. Sem desmerecer o zelo e o trabalho do representante Fazendário, não é factível que a sua atuação especificamente nesse Pretório Excelso (lembrando que o processo sequer foi apreciado pela Turma) autorize tamanha elevação do importe dos honorários advocatícios a que ele faz jus. Isto porque, conjugada a r. Decisão agravada com os percentuais fixados no §3..., do art. 85 do Código Processual, os honorários passam de R$ 43.620,00 para expressivos R$ 234.960,00 (duzentos e trinta e quatro mil, novecentos e sessenta reais) (planilha de cálculos anexa - doc. 02). 12. É até intuitivo que, uma única fase processual, não pode representar uma elevação de honorários de R$ 191.340,00 (R$ 234.960,00 - R$ 43.620,00). (…) Repise-se, em face dos termos do §11, do art. 85 do novo Código de Processo Civil, a majoração da verba honorária considerará apenas o trabalho desenvolvido na correspondente etapa processual. 13. Ademais do que se acabou de expor - suficiente, por si só, para a revisão dos honorários fixados pela r. Decisão agravada - acrescente-se que o valor da causa não corresponde ao importe exigível, dado que, no curso do processo, houve a redução legal da multa. (…) 15. Salta aos olhos, portanto, que o valor atribuído aos Embargos à Execução não serve de parâmetro para o cálculo dos honorários devidos, o que também conduz à revisão da r. Decisão agravada. 16. Mas não é tudo. Não se desconhece que, assim como é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Supremo Tribunal Federal ARE 1156654 AGR / PE AGRAVANTE, houve por bem majorar os honorários advocatícios de 2% do valor da causa para o “máximo legal”. Veja-se que o valor da causa (R$ 1.493.749,91, em 23.01.07) atualizado para o corrente mês é de R$ 2.181.000,00 (planilha de cálculos - doc. 01), de modo que o aludido patamar de 2%, reformado pela r. Decisão agravada correspondia a já respeitáveis R$ 43.620,00 (quarenta e três mil, seiscentos e vinte reais). (...) 11. Sem desmerecer o zelo e o trabalho do representante Fazendário, não é factível que a sua atuação especificamente nesse Pretório Excelso (lembrando que o processo sequer foi apreciado pela Turma) autorize tamanha elevação do importe dos honorários advocatícios a que ele faz jus. Isto porque, conjugada a r. Decisão agravada com os percentuais fixados no §3..., do art. 85 do Código Processual, os honorários passam de R$ 43.620,00 para expressivos R$ 234.960,00 (duzentos e trinta e quatro mil, novecentos e sessenta reais) (planilha de cálculos anexa - doc. 02). 12. É até intuitivo que, uma única fase processual, não pode representar uma elevação de honorários de R$ 191.340,00 (R$ 234.960,00 - R$ 43.620,00). (…) Repise-se, em face dos termos do §11, do art. 85 do novo Código de Processo Civil, a majoração da verba honorária considerará apenas o trabalho desenvolvido na correspondente etapa processual. 13. Ademais do que se acabou de expor - suficiente, por si só, para a revisão dos honorários fixados pela r. Decisão agravada - acrescente-se que o valor da causa não corresponde ao importe exigível, dado que, no curso do processo, houve a redução legal da multa. (…) 15. Salta aos olhos, portanto, que o valor atribuído aos Embargos à Execução não serve de parâmetro para o cálculo dos honorários devidos, o que também conduz à revisão da r. Decisão agravada. 16. Mas não é tudo. Não se desconhece que, assim como é 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1156654 AGR / PE pertinente o arbitramento por equidade nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo (art. 85, § 8... do NCPC), pela mesma razão, há de se adotar o arbitramento por equidade nas hipóteses em que o elevado valor da causa resultar em honorários incompatíveis com o trabalho desenvolvido no processo." (Grifos no original) (Doc. 12) Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso (Petição 35.558/2019), não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente eletrônico. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Supremo Tribunal Federal ARE 1156654 AGR / PE pertinente o arbitramento por equidade nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo (art. 85, § 8... do NCPC), pela mesma razão, há de se adotar o arbitramento por equidade nas hipóteses em que o elevado valor da causa resultar em honorários incompatíveis com o trabalho desenvolvido no processo." (Grifos no original) (Doc. 12) Houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso (Petição 35.558/2019), não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente eletrônico. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 99E5-4726-AE7B-E016 e senha DAA9-23CB-669E-F1FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2... e 3... do referido dispositivo legal. Releva notar que a verba honorária deve ser fixada em valor compatível com a dignidade da profissão e ser arbitrada levando em consideração o caso concreto, de modo que representa adequada remuneração ao trabalho do profissional a fixação dos honorários advocatícios na forma estabelecida na decisão agravada. E certo, ainda, que, por se tratar de causa em que a Fazenda Pública é parte, o percentual máximo deverá respeitar os limites estabelecidos no § 3... do art. 85 do Código de Processo Civil. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE45-E941-C118-E4A0 e senha 5C6E-B07F-DBF8-CE21 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, os honorários advocatícios foram fixados nos exatos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil, em consonância com os critérios definidos nos §§ 2... e 3... do referido dispositivo legal. Releva notar que a verba honorária deve ser fixada em valor compatível com a dignidade da profissão e ser arbitrada levando em consideração o caso concreto, de modo que representa adequada remuneração ao trabalho do profissional a fixação dos honorários advocatícios na forma estabelecida na decisão agravada. E certo, ainda, que, por se tratar de causa em que a Fazenda Pública é parte, o percentual máximo deverá respeitar os limites estabelecidos no § 3... do art. 85 do Código de Processo Civil. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE45-E941-C118-E4A0 e senha 5C6E-B07F-DBF8-CE21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1156654 AGR / PE (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE45-E941-C118-E4A0 e senha 5C6E-B07F-DBF8-CE21 Supremo Tribunal Federal ARE 1156654 AGR / PE (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE45-E941-C118-E4A0 e senha 5C6E-B07F-DBF8-CE21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observem as balizas do caso. No extraordinário, o agravante volta-se contra pronunciamento por meio do qual, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso de apelação – folhas 694 a 710 e 975 a 978 –, condenando-o ao pagamento de honorários de sucumbência no importe de 2% sobre o valor da causa, na forma do artigo 20, § 4..., do Código Buzaid. Descabe, considerada a aplicação da lei processual no tempo, promover majoração do montante em sede recursal, evocando o previsto no artigo 85, § 11, do Código de 2015. Provejo o agravo para afastar a fixação de honorários advocatícios recursais. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7147-B832-72E9-7D38 e senha 22B9-CB9B-9582-0803 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Observem as balizas do caso. No extraordinário, o agravante volta-se contra pronunciamento por meio do qual, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, o Tribunal de origem negou provimento ao recurso de apelação – folhas 694 a 710 e 975 a 978 –, condenando-o ao pagamento de honorários de sucumbência no importe de 2% sobre o valor da causa, na forma do artigo 20, § 4..., do Código Buzaid. Descabe, considerada a aplicação da lei processual no tempo, promover majoração do montante em sede recursal, evocando o previsto no artigo 85, § 11, do Código de 2015. Provejo o agravo para afastar a fixação de honorários advocatícios recursais. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7147-B832-72E9-7D38 e senha 22B9-CB9B-9582-0803 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES (33766/DF, 208631/RJ, 195691/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E30-0CF3-976F-C626 e senha 7D99-1B4B-9757-A497 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.156.654 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES (33766/DF, 208631/RJ, 195691/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Ministro Luís Roberto Barroso. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E30-0CF3-976F-C626 e senha 7D99-1B4B-9757-A497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 156 . 654", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1156654 AGR / PE", "ARE 1156654 AGR", "Petição 35 . 558 / 2019", "ARE 1156654 AGR / PE", "Petição 35 . 558 / 2019", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 156 . 654", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . , do art . 85 do Código Processual", "§ 11 , do art . 85 do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 11 , do art . 85 do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 85 , § 8 . . . do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 8 . . . do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "§ 3 . . . do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "§ 3 . . . do", "art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "artigo 20 , § 4 . . . , do Código Buzaid", "artigo 85 , § 11 , do Código de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "artigo 20 ,", "artigo 85 , § 11 , do Código de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA", "VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA", "VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VOLKSWAGEN DO BRASIL INDUSTRIA DE VEICULOS AUTOMOTORES LTDA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "ANTONIO CARLOS GUIMARÃES GONÇALVES", "Marco Aurélio", "Luís Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "27", "/", "6", "/", "2019", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "01", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "01", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIAS MUBARAK JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) :DANILO GALLARDO CORREIA E OUTRO(A/S) E M E N T A: “PEDIDO DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO” FORMULADO NA PERSPECTIVA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO INTERNO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DESSA ESPÉCIE RECURSAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 26 de abril a 03 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FB5-64AA-0FA2-F6F6 e senha A427-BED0-CEED-2B70 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIAS MUBARAK JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) :DANILO GALLARDO CORREIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que, por mim proferida, não conheceu do “pedido de atribuição de efeito suspensivo” formulado na perspectiva de recurso extraordinário interposto pela parte requerente, ora agravante. Inconformados com esse ato decisório, os agravantes interpõem o presente recurso, postulando a procedência do pleito por eles deduzido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. CARLOS ALBERTO VILHENA, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM PETIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM A DETERMINAÇÃO DA DESOCUPAÇÃO DA ÁREA, DEMOLIÇÃO E DESFAZIMENTO DE CONSTRUÇÃO NA ÁREA DE ESBULHO. APELAÇÃO DESPROVIDA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4678-A7AC-ABA9-D508 e senha 4869-64CA-49BC-99C9 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIAS MUBARAK JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) :DANILO GALLARDO CORREIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que, por mim proferida, não conheceu do “pedido de atribuição de efeito suspensivo” formulado na perspectiva de recurso extraordinário interposto pela parte requerente, ora agravante. Inconformados com esse ato decisório, os agravantes interpõem o presente recurso, postulando a procedência do pleito por eles deduzido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. CARLOS ALBERTO VILHENA, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM PETIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM A DETERMINAÇÃO DA DESOCUPAÇÃO DA ÁREA, DEMOLIÇÃO E DESFAZIMENTO DE CONSTRUÇÃO NA ÁREA DE ESBULHO. APELAÇÃO DESPROVIDA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4678-A7AC-ABA9-D508 e senha 4869-64CA-49BC-99C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório PET 7529 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO. SEGUIMENTO NEGADO. AGRAVO. PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO AO APELO EXTREMO. INDEFERIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. IMPUGNAÇÃO PARCIAL AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO, POR ANALOGIA, DA SÚMULA 287/STF. PRECEDENTE. DESPROVIMENTO. MANIFESTAÇÃO PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4678-A7AC-ABA9-D508 e senha 4869-64CA-49BC-99C9 Supremo Tribunal Federal PET 7529 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO. SEGUIMENTO NEGADO. AGRAVO. PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO AO APELO EXTREMO. INDEFERIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. IMPUGNAÇÃO PARCIAL AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO, POR ANALOGIA, DA SÚMULA 287/STF. PRECEDENTE. DESPROVIMENTO. MANIFESTAÇÃO PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4678-A7AC-ABA9-D508 e senha 4869-64CA-49BC-99C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Cumpre ressaltar, desde logo, a existência de óbice que torna inacolhível a pretensão recursal sob apreciação. Com efeito, a parte ora recorrente – que se limitou, na presente sede recursal, a reiterar os argumentos subjacentes ao “requerimento de efeito suspensivo em recurso extraordinário” anteriormente deduzido – não foi capaz de infirmar os fundamentos em que se assentou a decisão monocrática em questão. A jurisprudência desta Corte Suprema entende que as razões apresentadas no recurso de agravo devem infirmar a motivação do ato decisório questionado. Desse modo, incumbe ao agravante o dever de refutar, de modo específico, os fundamentos da decisão que entendeu haver sido incorreta. Nesse contexto, a mera reiteração das razões que buscam dar consistência ao pleito originário não basta, só por si, para suprir essa indeclinável obrigação jurídico-processual do agravante. Torna-se imperioso ressaltar, no ponto, que essa linha de entendimento tem prevalecido nos pronunciamentos jurisprudenciais desta Corte Suprema (MS 34.063-AgR/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – MS 34.324-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – MS 34.830-ED-AgR/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 23.284-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 24.678-AgR/RO, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.): “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Cumpre ressaltar, desde logo, a existência de óbice que torna inacolhível a pretensão recursal sob apreciação. Com efeito, a parte ora recorrente – que se limitou, na presente sede recursal, a reiterar os argumentos subjacentes ao “requerimento de efeito suspensivo em recurso extraordinário” anteriormente deduzido – não foi capaz de infirmar os fundamentos em que se assentou a decisão monocrática em questão. A jurisprudência desta Corte Suprema entende que as razões apresentadas no recurso de agravo devem infirmar a motivação do ato decisório questionado. Desse modo, incumbe ao agravante o dever de refutar, de modo específico, os fundamentos da decisão que entendeu haver sido incorreta. Nesse contexto, a mera reiteração das razões que buscam dar consistência ao pleito originário não basta, só por si, para suprir essa indeclinável obrigação jurídico-processual do agravante. Torna-se imperioso ressaltar, no ponto, que essa linha de entendimento tem prevalecido nos pronunciamentos jurisprudenciais desta Corte Suprema (MS 34.063-AgR/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – MS 34.324-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – MS 34.830-ED-AgR/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 23.284-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 24.678-AgR/RO, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.): “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 7529 AGR / SP FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. CPC/2015, ART. 1.021, § 1º. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os fundamentos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido.” (MI 6.389-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM PETIÇÃO. PROCESSAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RETIDO NA ORIGEM. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. ART. 542, § 3º, DO CPC. DANO IRREPARÁVEL. NÃO EXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, RISTF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. …................................................................................................... A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos casos em que as razões do recurso não atacam os fundamentos da decisão agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o requisito de regularidade formal disposto no art. 317, § 1º, do RISTF: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Pet 4.901-AgR/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Não se desconhece que o ordenamento normativo, informado pela teoria geral dos recursos, erige à condição de pressuposto essencial (e, portanto, indispensável) inerente às modalidades recursais a obrigação, que é indeclinável, da parte recorrente de expor as razões de fato (quando cabíveis) e de direito viabilizadoras da reforma ou da invalidação da decisão recorrida. É tão significativo esse específico pressuposto recursal de índole objetiva que, desatendido pela parte recorrente, produz, como inevitável 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Supremo Tribunal Federal PET 7529 AGR / SP FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. CPC/2015, ART. 1.021, § 1º. 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os fundamentos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido.” (MI 6.389-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM PETIÇÃO. PROCESSAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RETIDO NA ORIGEM. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. ART. 542, § 3º, DO CPC. DANO IRREPARÁVEL. NÃO EXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, RISTF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. …................................................................................................... A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos casos em que as razões do recurso não atacam os fundamentos da decisão agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o requisito de regularidade formal disposto no art. 317, § 1º, do RISTF: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Pet 4.901-AgR/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Não se desconhece que o ordenamento normativo, informado pela teoria geral dos recursos, erige à condição de pressuposto essencial (e, portanto, indispensável) inerente às modalidades recursais a obrigação, que é indeclinável, da parte recorrente de expor as razões de fato (quando cabíveis) e de direito viabilizadoras da reforma ou da invalidação da decisão recorrida. É tão significativo esse específico pressuposto recursal de índole objetiva que, desatendido pela parte recorrente, produz, como inevitável 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 7529 AGR / SP efeito consequencial, a própria incognoscibilidade do meio recursal utilizado. Cabe insistir, pois, que se impõe a quem recorre, como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação especificada, sem o que se tornará inviável o conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, em face das razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Supremo Tribunal Federal PET 7529 AGR / SP efeito consequencial, a própria incognoscibilidade do meio recursal utilizado. Cabe insistir, pois, que se impõe a quem recorre, como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação especificada, sem o que se tornará inviável o conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, em face das razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIAS MUBARAK JUNIOR (42749/BA, 120415/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) : DANILO GALLARDO CORREIA (247066/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C14-A9CD-83CF-C7A7 e senha 87DA-0A6E-C3C9-2F35 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIAS MUBARAK JUNIOR (42749/BA, 120415/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) : DANILO GALLARDO CORREIA (247066/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C14-A9CD-83CF-C7A7 e senha 87DA-0A6E-C3C9-2F35 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749828611
2019-05-06T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NA PETIÇÃO
E M E N T A: “PEDIDO DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO” FORMULADO NA PERSPECTIVA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO INTERNO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DESSA ESPÉCIE RECURSAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO NÃO CONHECIDO.
sjur403965
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO, IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) Pet 4901 AgR (1ªT), MS 34063 AgR (TP), Rcl 23284 AgR (2ªT), Rcl 24678 AgR (1ªT), MI 6389 AgR (TP), MS 34324 AgR (1ªT), MS 34830 ED-AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 23/08/2019, JSF.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
7529
null
Pet-AgR
acordaos
Pet 7529 AgR
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AGTE.(S) : MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIAS MUBARAK JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) : DANILO GALLARDO CORREIA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIAS MUBARAK JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) :DANILO GALLARDO CORREIA E OUTRO(A/S) E M E N T A: “PEDIDO DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO” FORMULADO NA PERSPECTIVA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO INTERNO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DESSA ESPÉCIE RECURSAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 26 de abril a 03 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FB5-64AA-0FA2-F6F6 e senha A427-BED0-CEED-2B70 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIAS MUBARAK JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) :DANILO GALLARDO CORREIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que, por mim proferida, não conheceu do “pedido de atribuição de efeito suspensivo” formulado na perspectiva de recurso extraordinário interposto pela parte requerente, ora agravante. Inconformados com esse ato decisório, os agravantes interpõem o presente recurso, postulando a procedência do pleito por eles deduzido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. CARLOS ALBERTO VILHENA, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM PETIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM A DETERMINAÇÃO DA DESOCUPAÇÃO DA ÁREA, DEMOLIÇÃO E DESFAZIMENTO DE CONSTRUÇÃO NA ÁREA DE ESBULHO. APELAÇÃO DESPROVIDA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4678-A7AC-ABA9-D508 e senha 4869-64CA-49BC-99C9 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIAS MUBARAK JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) :DANILO GALLARDO CORREIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que, por mim proferida, não conheceu do “pedido de atribuição de efeito suspensivo” formulado na perspectiva de recurso extraordinário interposto pela parte requerente, ora agravante. Inconformados com esse ato decisório, os agravantes interpõem o presente recurso, postulando a procedência do pleito por eles deduzido. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. CARLOS ALBERTO VILHENA, opinou pelo não provimento do recurso de agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM PETIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE, COM A DETERMINAÇÃO DA DESOCUPAÇÃO DA ÁREA, DEMOLIÇÃO E DESFAZIMENTO DE CONSTRUÇÃO NA ÁREA DE ESBULHO. APELAÇÃO DESPROVIDA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4678-A7AC-ABA9-D508 e senha 4869-64CA-49BC-99C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório PET 7529 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO. SEGUIMENTO NEGADO. AGRAVO. PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO AO APELO EXTREMO. INDEFERIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. IMPUGNAÇÃO PARCIAL AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO, POR ANALOGIA, DA SÚMULA 287/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTE. DESPROVIMENTO. MANIFESTAÇÃO PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4678-A7AC-ABA9-D508 e senha 4869-64CA-49BC-99C9 Supremo Tribunal Federal PET 7529 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO. SEGUIMENTO NEGADO. AGRAVO. PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO AO APELO EXTREMO. INDEFERIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. IMPUGNAÇÃO PARCIAL AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO, POR ANALOGIA, DA SÚMULA 287/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTE. DESPROVIMENTO. MANIFESTAÇÃO PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4678-A7AC-ABA9-D508 e senha 4869-64CA-49BC-99C9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Cumpre ressaltar, desde logo, a existência de óbice que torna inacolhível a pretensão recursal sob apreciação. Com efeito, a parte ora recorrente – que se limitou, na presente sede recursal, a reiterar os argumentos subjacentes ao “requerimento de efeito suspensivo em recurso extraordinário” anteriormente deduzido – não foi capaz de infirmar os fundamentos em que se assentou a decisão monocrática em questão. A jurisprudência desta Corte Suprema entende que as razões apresentadas no recurso de agravo devem infirmar a motivação do ato decisório questionado. Desse modo, incumbe ao agravante o dever de refutar, de modo específico, os fundamentos da decisão que entendeu haver sido incorreta. Nesse contexto, a mera reiteração das razões que buscam dar consistência ao pleito originário não basta, só por si, para suprir essa indeclinável obrigação jurídico-processual do agravante. Torna-se imperioso ressaltar, no ponto, que essa linha de entendimento tem prevalecido nos pronunciamentos jurisprudenciais desta Corte Suprema (MS 34.063-AgR/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – MS 34.324-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – MS 34.830-ED-AgR/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 23.284-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 24.678-AgR/RO, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.): “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Cumpre ressaltar, desde logo, a existência de óbice que torna inacolhível a pretensão recursal sob apreciação. Com efeito, a parte ora recorrente – que se limitou, na presente sede recursal, a reiterar os argumentos subjacentes ao “requerimento de efeito suspensivo em recurso extraordinário” anteriormente deduzido – não foi capaz de infirmar os fundamentos em que se assentou a decisão monocrática em questão. A jurisprudência desta Corte Suprema entende que as razões apresentadas no recurso de agravo devem infirmar a motivação do ato decisório questionado. Desse modo, incumbe ao agravante o dever de refutar, de modo específico, os fundamentos da decisão que entendeu haver sido incorreta. Nesse contexto, a mera reiteração das razões que buscam dar consistência ao pleito originário não basta, só por si, para suprir essa indeclinável obrigação jurídico-processual do agravante. Torna-se imperioso ressaltar, no ponto, que essa linha de entendimento tem prevalecido nos pronunciamentos jurisprudenciais desta Corte Suprema (MS 34.063-AgR/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – MS 34.324-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – MS 34.830-ED-AgR/MS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 23.284-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 24.678-AgR/RO, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.): “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 7529 AGR / SP FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. Código de Processo Civil/2015, ART. 1.021, § 1.... 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os fundamentos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido.” (MI 6.389-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM PETIÇÃO. PROCESSAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RETIDO NA ORIGEM. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. ART. 542, § 3..., DO Código de Processo Civil. DANO IRREPARÁVEL. NÃO EXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., RISTF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. …................................................................................................... A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos casos em que as razões do recurso não atacam os fundamentos da decisão agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o requisito de regularidade formal disposto no art. 317, § 1..., do RISTF: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Pet 4.901-AgR/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Não se desconhece que o ordenamento normativo, informado pela teoria geral dos recursos, erige à condição de pressuposto essencial (e, portanto, indispensável) inerente às modalidades recursais a obrigação, que é indeclinável, da parte recorrente de expor as razões de fato (quando cabíveis) e de direito viabilizadoras da reforma ou da invalidação da decisão recorrida. É tão significativo esse específico pressuposto recursal de índole objetiva que, desatendido pela parte recorrente, produz, como inevitável 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Supremo Tribunal Federal PET 7529 AGR / SP FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. Código de Processo Civil/2015, ART. 1.021, § 1.... 1. Não comporta conhecimento o agravo interno que não impugna direta e especificamente os fundamentos indicados na decisão monocrática de Relator. 2. Agravo regimental não conhecido.” (MI 6.389-AgR/DF, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Pleno – grifei) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM PETIÇÃO. PROCESSAMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RETIDO NA ORIGEM. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. ART. 542, § 3..., DO Código de Processo Civil. DANO IRREPARÁVEL. NÃO EXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., RISTF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. …................................................................................................... A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos casos em que as razões do recurso não atacam os fundamentos da decisão agravada ou deles estejam dissociadas, não resta preenchido o requisito de regularidade formal disposto no art. 317, § 1..., do RISTF: ‘A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada’. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Pet 4.901-AgR/RJ, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Não se desconhece que o ordenamento normativo, informado pela teoria geral dos recursos, erige à condição de pressuposto essencial (e, portanto, indispensável) inerente às modalidades recursais a obrigação, que é indeclinável, da parte recorrente de expor as razões de fato (quando cabíveis) e de direito viabilizadoras da reforma ou da invalidação da decisão recorrida. É tão significativo esse específico pressuposto recursal de índole objetiva que, desatendido pela parte recorrente, produz, como inevitável 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 7529 AGR / SP efeito consequencial, a própria incognoscibilidade do meio recursal utilizado. Cabe insistir, pois, que se impõe a quem recorre, como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação especificada, sem o que se tornará inviável o conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, em face das razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Supremo Tribunal Federal PET 7529 AGR / SP efeito consequencial, a própria incognoscibilidade do meio recursal utilizado. Cabe insistir, pois, que se impõe a quem recorre, como indeclinável dever processual, o ônus da impugnação especificada, sem o que se tornará inviável o conhecimento do recurso interposto. Sendo assim, em face das razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada. É o meu voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD78-D32F-A1B0-50C5 e senha F271-1E8B-2BC0-5161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIAS MUBARAK JUNIOR (42749/BA, 120415/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) : DANILO GALLARDO CORREIA (247066/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C14-A9CD-83CF-C7A7 e senha 87DA-0A6E-C3C9-2F35 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 7.529 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MARCO ANTONIO BINDILATTI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIAS MUBARAK JUNIOR (42749/BA, 120415/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RIO PARANA ENERGIA S.A. ADV.(A/S) : DANILO GALLARDO CORREIA (247066/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C14-A9CD-83CF-C7A7 e senha 87DA-0A6E-C3C9-2F35 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "PETIÇÃO 7 . 529", "SÚMULA 287 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 287 / Supremo Tribunal Federal", "MS 34 . 063 - AgR / DF", "MS 34 . 324 - AgR / DF", "MS 34 . 830 - ED - AgR / MS", "Rcl 23 . 284 - AgR / RJ", "Rcl 24 . 678 - AgR / RO", "MS 34 . 063 - AgR / DF", "MS 34 . 324 - AgR / DF", "MS 34 . 830 - ED - AgR / MS", "Rcl 23 . 284 - AgR / RJ", "Rcl 24 . 678 - AgR / RO", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "MI 6 . 389 - AgR / DF", "Pet 4 . 901 - AgR / RJ", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "Pet 4 . 901 - AgR / RJ", "PETIÇÃO 7 . 529", "PETIÇÃO 7 . 529" ], "LEGISLACAO": [ "PETIÇÃO 7 . 529", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Código de Processo Civil / 2015 , ART", "ART . 542 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 542 , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil", "ART", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "RIO PARANA ENERGIA S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "RIO PARANA ENERGIA S . A", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "RIO PARANA ENERGIA S . A .", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "DF", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "RIO PARANA ENERGIA S . A .", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "RIO PARANA ENERGIA S . A .", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "MARCO ANTONIO BINDILATTI", "ELIAS MUBARAK JUNIOR", "DANILO GALLARDO CORREIA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCO ANTONIO BINDILATTI", "ELIAS MUBARAK JUNIOR", "DANILO GALLARDO CORREIA", "CELSO DE MELLO", "CARLOS ALBERTO VILHENA", "CELSO DE MELLO", "MARCO ANTONIO BINDILATTI", "ELIAS MUBARAK JUNIOR", "DANILO GALLARDO CORREIA", "CELSO DE MELLO", "CARLOS ALBERTO VILHENA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "EDSON FACHIN", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCO ANTONIO BINDILATTI", "ELIAS MUBARAK JUNIOR", "DANILO GALLARDO CORREIA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "MARCO ANTONIO BINDILATTI", "ELIAS MUBARAK JUNIOR", "DANILO GALLARDO CORREIA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "06", "/", "05", "/", "2019", "26 de abril", "03 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – INOCORRÊNCIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 26 de abril a 03 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD66-7EAA-3BDF-0D19 e senha B089-CEA3-6ACE-8397 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 279 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B4-4B93-EB75-C6AC e senha ED83-C70F-2F8F-DCBF Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B4-4B93-EB75-C6AC e senha ED83-C70F-2F8F-DCBF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 280 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, está assim ementado (fls. 166): “REEXAME NECESSÁRIO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER. PROMOÇÃO PESSOAL EM PROPAGANDA DO GOVERNO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPROVIMENTO DO REEXAME NECESSÁRIO. I. Conforme preceitua a Carta Política, ‘A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)’ (CF/88, art. 37, ‘caput’), de sorte que a ‘publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, está assim ementado (fls. 166): “REEXAME NECESSÁRIO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER. PROMOÇÃO PESSOAL EM PROPAGANDA DO GOVERNO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPROVIMENTO DO REEXAME NECESSÁRIO. I. Conforme preceitua a Carta Política, ‘A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)’ (CF/88, art. 37, ‘caput’), de sorte que a ‘publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 281 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 772066 AGR / MA caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos’ (CF/88, art. 37, § 1º). II. Remessa conhecida e improvida.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 37, § 1º, da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, observo que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão em referência demonstra que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão apoiou-se em aspectos fáticos-probatórios (fls. 168/169): “Com efeito, o MPE propôs ação civil pública com o propósito de que fosse determinada, ao Estado do Maranhão, a obrigação ‘de não fazer qualquer tipo de publicidade que promova quaisquer autoridades públicas, respeitando-se os termos estabelecidos no art. 37, § 1º, da Constituição Federal’. Isto porque, como constatado através do acervo probatório colacionado aos autos, os agentes públicos representantes do governo deste ente estadual furtaram-se dos atos da administração em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Supremo Tribunal Federal ARE 772066 AGR / MA caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos’ (CF/88, art. 37, § 1º). II. Remessa conhecida e improvida.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 37, § 1º, da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, observo que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão em referência demonstra que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão apoiou-se em aspectos fáticos-probatórios (fls. 168/169): “Com efeito, o MPE propôs ação civil pública com o propósito de que fosse determinada, ao Estado do Maranhão, a obrigação ‘de não fazer qualquer tipo de publicidade que promova quaisquer autoridades públicas, respeitando-se os termos estabelecidos no art. 37, § 1º, da Constituição Federal’. Isto porque, como constatado através do acervo probatório colacionado aos autos, os agentes públicos representantes do governo deste ente estadual furtaram-se dos atos da administração em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 282 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 772066 AGR / MA proveito próprio, não apenas pela utilização do ‘slogan’ ‘o futuro já chegou’ em informativo sobre os investimentos que estão sendo alavancados pelo governo do estado, mas, principalmente, por vincular a imagem da Governadora Roseana Sarney e outros agentes políticos, do mesmo grupo partidário, às ações praticadas pela administração pública estadual.” Cumpre destacar, finalmente, no que concerne à própria controvérsia suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão acha-se consagrado em acórdãos proferidos por ambas as Turmas desta Suprema Corte (ARE 810.861-AgR/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 851.496- -AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 889.979-AgR/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 932.128-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX): “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula nº 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 607.437-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. CARACTERIZAÇÃO DE PROPAGANDA PESSOAL. VEDAÇÃO. PRECEDENTES. SÚMULA 279/STF. O Supremo Tribunal Federal, interpretando o disposto no art. 37, § 1º, da Constituição Federal, assentou que o ‘rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Supremo Tribunal Federal ARE 772066 AGR / MA proveito próprio, não apenas pela utilização do ‘slogan’ ‘o futuro já chegou’ em informativo sobre os investimentos que estão sendo alavancados pelo governo do estado, mas, principalmente, por vincular a imagem da Governadora Roseana Sarney e outros agentes políticos, do mesmo grupo partidário, às ações praticadas pela administração pública estadual.” Cumpre destacar, finalmente, no que concerne à própria controvérsia suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão acha-se consagrado em acórdãos proferidos por ambas as Turmas desta Suprema Corte (ARE 810.861-AgR/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 851.496- -AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 889.979-AgR/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 932.128-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX): “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula nº 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 607.437-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. CARACTERIZAÇÃO DE PROPAGANDA PESSOAL. VEDAÇÃO. PRECEDENTES. SÚMULA 279/STF. O Supremo Tribunal Federal, interpretando o disposto no art. 37, § 1º, da Constituição Federal, assentou que o ‘rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 283 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 772066 AGR / MA de servidores públicos’ (RE 191.668, Rel. Min. Menezes Direito). Dessa orientação não divergiu o acórdão do Tribunal de origem. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 631.448-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Supremo Tribunal Federal ARE 772066 AGR / MA de servidores públicos’ (RE 191.668, Rel. Min. Menezes Direito). Dessa orientação não divergiu o acórdão do Tribunal de origem. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 631.448-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 284 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1253-78F5-D12D-D964 e senha A68D-5B7C-2D53-D0EF Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1253-78F5-D12D-D964 e senha A68D-5B7C-2D53-D0EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7 285
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749996546
2019-05-06T00:00:00
2019-06-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – INOCORRÊNCIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur404921
- Acórdão(s) citado(s): (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, PROMOÇÃO PESSOAL, REEXAME, FATO, PROVA) RE 631448 AgR (1ªT), RE 607437 AgR (1ªT), ARE 810861 AgR (1ªT), ARE 851496 AgR (2ªT), ARE 889979 AgR (2ªT), ARE 932128 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 02/07/2019, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
772066
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 772066 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – OFENSA AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – INOCORRÊNCIA – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 26 de abril a 03 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD66-7EAA-3BDF-0D19 e senha B089-CEA3-6ACE-8397 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 279 Relatório 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B4-4B93-EB75-C6AC e senha ED83-C70F-2F8F-DCBF Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F9B4-4B93-EB75-C6AC e senha ED83-C70F-2F8F-DCBF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 280 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, está assim ementado (fls. 166): “REEXAME NECESSÁRIO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER. PROMOÇÃO PESSOAL EM PROPAGANDA DO GOVERNO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPROVIMENTO DO REEXAME NECESSÁRIO. I. Conforme preceitua a Carta Política, ‘A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)’ (Constituição Federal de 1988/88, art. 37, ‘caput’), de sorte que a ‘publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, proferido pelo E. Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, está assim ementado (fls. 166): “REEXAME NECESSÁRIO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER. PROMOÇÃO PESSOAL EM PROPAGANDA DO GOVERNO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IMPROVIMENTO DO REEXAME NECESSÁRIO. I. Conforme preceitua a Carta Política, ‘A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)’ (Constituição Federal de 1988/88, art. 37, ‘caput’), de sorte que a ‘publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 281 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 772066 AGR / MA caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos’ (Constituição Federal de 1988/88, art. 37, § 1...). II. Remessa conhecida e improvida.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 37, § 1..., da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, observo que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão em referência demonstra que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão apoiou-se em aspectos fáticos-probatórios (fls. 168/169): “Com efeito, o MPE propôs ação civil pública com o propósito de que fosse determinada, ao Estado do Maranhão, a obrigação ‘de não fazer qualquer tipo de publicidade que promova quaisquer autoridades públicas, respeitando-se os termos estabelecidos no art. 37, § 1..., da Constituição Federal’. Isto porque, como constatado através do acervo probatório colacionado aos autos, os agentes públicos representantes do governo deste ente estadual furtaram-se dos atos da administração em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Supremo Tribunal Federal ARE 772066 AGR / MA caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos’ (Constituição Federal de 1988/88, art. 37, § 1...). II. Remessa conhecida e improvida.” A parte recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 37, § 1..., da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, observo que o recurso extraordinário revela-se insuscetível de conhecimento, eis que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito recursal deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão em referência demonstra que o E. Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão apoiou-se em aspectos fáticos-probatórios (fls. 168/169): “Com efeito, o MPE propôs ação civil pública com o propósito de que fosse determinada, ao Estado do Maranhão, a obrigação ‘de não fazer qualquer tipo de publicidade que promova quaisquer autoridades públicas, respeitando-se os termos estabelecidos no art. 37, § 1..., da Constituição Federal’. Isto porque, como constatado através do acervo probatório colacionado aos autos, os agentes públicos representantes do governo deste ente estadual furtaram-se dos atos da administração em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 282 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 772066 AGR / MA proveito próprio, não apenas pela utilização do ‘slogan’ ‘o futuro já chegou’ em informativo sobre os investimentos que estão sendo alavancados pelo governo do estado, mas, principalmente, por vincular a imagem da Governadora Roseana Sarney e outros agentes políticos, do mesmo grupo partidário, às ações praticadas pela administração pública estadual.” Cumpre destacar, finalmente, no que concerne à própria controvérsia suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão acha-se consagrado em acórdãos proferidos por ambas as Turmas desta Suprema Corte (ARE 810.861-AgR/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 851.496- -AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 889.979-AgR/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 932.128-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX): “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula n 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 607.437-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. CARACTERIZAÇÃO DE PROPAGANDA PESSOAL. VEDAÇÃO. PRECEDENTES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal Federal, interpretando o disposto no art. 37, § 1..., da Constituição Federal, assentou que o ‘rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Supremo Tribunal Federal ARE 772066 AGR / MA proveito próprio, não apenas pela utilização do ‘slogan’ ‘o futuro já chegou’ em informativo sobre os investimentos que estão sendo alavancados pelo governo do estado, mas, principalmente, por vincular a imagem da Governadora Roseana Sarney e outros agentes políticos, do mesmo grupo partidário, às ações praticadas pela administração pública estadual.” Cumpre destacar, finalmente, no que concerne à própria controvérsia suscitada, que o entendimento exposto na presente decisão acha-se consagrado em acórdãos proferidos por ambas as Turmas desta Suprema Corte (ARE 810.861-AgR/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 851.496- -AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 889.979-AgR/RJ, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 932.128-AgR/DF, Rel. Min. LUIZ FUX): “Agravo regimental no recurso extraordinário. Ação civil pública. Improbidade administrativa. Promoção pessoal. Caracterização. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A discussão sobre a caracterização de promoção pessoal em publicidade veiculada pela administração local não prescinde da análise dos fatos e das provas dos autos, a qual é incabível na via extraordinária, a teor do disposto na Súmula n 279 da Corte. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 607.437-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. CARACTERIZAÇÃO DE PROPAGANDA PESSOAL. VEDAÇÃO. PRECEDENTES. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal Federal, interpretando o disposto no art. 37, § 1..., da Constituição Federal, assentou que o ‘rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 283 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 772066 AGR / MA de servidores públicos’ (Recurso Extraordinário 191.668, Rel. Min. Menezes Direito). Dessa orientação não divergiu o acórdão do Tribunal de origem. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 631.448-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Supremo Tribunal Federal ARE 772066 AGR / MA de servidores públicos’ (Recurso Extraordinário 191.668, Rel. Min. Menezes Direito). Dessa orientação não divergiu o acórdão do Tribunal de origem. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 631.448-AgR/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO) Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EB2-0B18-CE6C-C033 e senha 0DD2-555A-D7DB-8505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 284 Extrato de Ata - 06/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1253-78F5-D12D-D964 e senha A68D-5B7C-2D53-D0EF Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.066 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1253-78F5-D12D-D964 e senha A68D-5B7C-2D53-D0EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7 285
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772 . 066", "SÚMULA 279 / Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 772066 AGR", "ARE 810 . 861 - AgR / MG", "ARE 851 . 496 - - AgR / DF", "ARE 889 . 979 - AgR / RJ", "ARE 932 . 128 - AgR / DF", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 607 . 437 - AgR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 810 . 861 - AgR / MG", "ARE 851 . 496 - - AgR / DF", "ARE 889 . 979 - AgR / RJ", "ARE 932 . 128 - AgR / DF", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 607 . 437 - AgR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 772066 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 631 . 448 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 191 . 668", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 631 . 448 - AgR / SC" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política ,", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 37 , ‘ caput ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Política", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 37 , ‘ caput ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 37 , § 1 . .", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição da República", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 37 , § 1 . . .", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição da República", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHAO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "SUCUMBÊNCIA", "Brasília", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHAO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHAO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHAO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHAO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "E", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "MPE", "Estado do Maranhão", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "MPE", "Estado do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Roseana Sarney", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "Roseana Sarney", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "Menezes Direito", "ROBERTO BARROSO", "Menezes Direito", "ROBERTO BARROSO", "CELSO DE MELLO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "06", "/", "05", "/", "2019", "26 de abril", "03 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171.448 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :I.S. ADV.(A/S) :MARCELO MARCANTE FLORES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE NOVO HAMBURGO/RS. IMPROCEDÊNCIA. ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELO EDITAL 58/2008-COMAG, POR FORÇA DA LEI 12.913/2008 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. INCIDÊNCIA APENAS EM RELAÇÃO AOS CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PRATICADOS NA COMARCA DE PORTO ALEGRE/RS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM DETERMINAÇÃO. I – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial da pretensão recursal, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II – A Lei Estadual 12.913/2008, em seu art. 3º, conferiu ao Conselho da Magistratura o poder de, excepcionalmente, atribuir competências adicionais aos juizados da infância e juventude, entre elas a de processar e julgar crimes sexuais, previstos no Código Penal, em que sejam vítimas crianças e adolescentes. III – Por meio do Edital 58/2008, o Conselho da Magistratura do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A4C-4E05-5669-8E1E e senha F1D9-55A9-15A6-03E1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão RHC 171448 AGR / RS Tribunal de Justiça gaúcho transferiu da 9ª Vara Criminal do Foro Central da Capital para os 1º e 2º Juizados da Infância e Juventude de Porto Alegre/RS a competência para o processamento e o julgamento dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados naquela base territorial, transferência que perdurou até o advento da Resolução 943/2013, que determinou que referidos processos fossem novamente redistribuídos para a 6ª Vara Criminal do Foro Central daquela Capital. IV – As referidas alterações de competência restringem-se aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados na Comarca de Porto Alegre/RS, não alcançando aqueles executados na base territorial da Comarca de Novo Hamburgo/RS. V – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A4C-4E05-5669-8E1E e senha F1D9-55A9-15A6-03E1 Supremo Tribunal Federal RHC 171448 AGR / RS Tribunal de Justiça gaúcho transferiu da 9ª Vara Criminal do Foro Central da Capital para os 1º e 2º Juizados da Infância e Juventude de Porto Alegre/RS a competência para o processamento e o julgamento dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados naquela base territorial, transferência que perdurou até o advento da Resolução 943/2013, que determinou que referidos processos fossem novamente redistribuídos para a 6ª Vara Criminal do Foro Central daquela Capital. IV – As referidas alterações de competência restringem-se aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados na Comarca de Porto Alegre/RS, não alcançando aqueles executados na base territorial da Comarca de Novo Hamburgo/RS. V – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A4C-4E05-5669-8E1E e senha F1D9-55A9-15A6-03E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171.448 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : I.S. ADV.(A/S) : MARCELO MARCANTE FLORES (58875/DF, 72813/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D122-2C4C-4FA7-69FC e senha E33F-3B21-6F62-F851 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171.448 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : I.S. ADV.(A/S) : MARCELO MARCANTE FLORES (58875/DF, 72813/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D122-2C4C-4FA7-69FC e senha E33F-3B21-6F62-F851 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750457383
2019-06-28T00:00:00
2019-08-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE NOVO HAMBURGO/RS. IMPROCEDÊNCIA. ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELO EDITAL 58/2008-COMAG, POR FORÇA DA LEI 12.913/2008 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. INCIDÊNCIA APENAS EM RELAÇÃO AOS CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PRATICADOS NA COMARCA DE PORTO ALEGRE/RS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM DETERMINAÇÃO. I – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial da pretensão recursal, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II – A Lei Estadual 12.913/2008, em seu art. 3º, conferiu ao Conselho da Magistratura o poder de, excepcionalmente, atribuir competências adicionais aos juizados da infância e juventude, entre elas a de processar e julgar crimes sexuais, previstos no Código Penal, em que sejam vítimas crianças e adolescentes. III – Por meio do Edital 58/2008, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça gaúcho transferiu da 9ª Vara Criminal do Foro Central da Capital para os 1º e 2º Juizados da Infância e Juventude de Porto Alegre/RS a competência para o processamento e o julgamento dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados naquela base territorial, transferência que perdurou até o advento da Resolução 943/2013, que determinou que referidos processos fossem novamente redistribuídos para a 6ª Vara Criminal do Foro Central daquela Capital. IV – As referidas alterações de competência restringem-se aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados na Comarca de Porto Alegre/RS, não alcançando aqueles executados na base territorial da Comarca de Novo Hamburgo/RS. V – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur408211
Número de páginas: 3. Análise: 02/09/2019, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
171448
[ "LEG-EST LEI-012913 ANO-2008\n ART-00003\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 171448 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : I.S. ADV.(A/S) : MARCELO MARCANTE FLORES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171.448 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :I.S. ADV.(A/S) :MARCELO MARCANTE FLORES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE NOVO HAMBURGO/RS. IMPROCEDÊNCIA. ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELO EDITAL 58/2008-COMAG, POR FORÇA DA LEI 12.913/2008 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. INCIDÊNCIA APENAS EM RELAÇÃO AOS CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES PRATICADOS NA COMARCA DE PORTO ALEGRE/RS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM DETERMINAÇÃO. I – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial da pretensão recursal, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II – A Lei Estadual 12.913/2008, em seu art. 3..., conferiu ao Conselho da Magistratura o poder de, excepcionalmente, atribuir competências adicionais aos juizados da infância e juventude, entre elas a de processar e julgar crimes sexuais, previstos no Código Penal, em que sejam vítimas crianças e adolescentes. III – Por meio do Edital 58/2008, o Conselho da Magistratura do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A4C-4E05-5669-8E1E e senha F1D9-55A9-15A6-03E1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão RHC 171448 AGR / RS Tribunal de Justiça gaúcho transferiu da 9... Vara Criminal do Foro Central da Capital para os 1... e 2... Juizados da Infância e Juventude de Porto Alegre/RS a competência para o processamento e o julgamento dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados naquela base territorial, transferência que perdurou até o advento da Resolução 943/2013, que determinou que referidos processos fossem novamente redistribuídos para a 6... Vara Criminal do Foro Central daquela Capital. IV – As referidas alterações de competência restringem-se aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados na Comarca de Porto Alegre/RS, não alcançando aqueles executados na base territorial da Comarca de Novo Hamburgo/RS. V – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A4C-4E05-5669-8E1E e senha F1D9-55A9-15A6-03E1 Supremo Tribunal Federal RHC 171448 AGR / RS Tribunal de Justiça gaúcho transferiu da 9... Vara Criminal do Foro Central da Capital para os 1... e 2... Juizados da Infância e Juventude de Porto Alegre/RS a competência para o processamento e o julgamento dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados naquela base territorial, transferência que perdurou até o advento da Resolução 943/2013, que determinou que referidos processos fossem novamente redistribuídos para a 6... Vara Criminal do Foro Central daquela Capital. IV – As referidas alterações de competência restringem-se aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados na Comarca de Porto Alegre/RS, não alcançando aqueles executados na base territorial da Comarca de Novo Hamburgo/RS. V – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5A4C-4E05-5669-8E1E e senha F1D9-55A9-15A6-03E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171.448 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : I.S. ADV.(A/S) : MARCELO MARCANTE FLORES (58875/DF, 72813/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D122-2C4C-4FA7-69FC e senha E33F-3B21-6F62-F851 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171.448 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : I.S. ADV.(A/S) : MARCELO MARCANTE FLORES (58875/DF, 72813/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D122-2C4C-4FA7-69FC e senha E33F-3B21-6F62-F851 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 171 . 448", "RHC 171448", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171 . 448", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 171 . 448" ], "LEGISLACAO": [ "LEI 12 . 913 / 2008", "Lei Estadual 12 . 913 / 2008", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução 943 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução 943 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "COMARCA DE NOVO HAMBURGO / RS", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "COMARCA DE PORTO ALEGRE / RS", "Comarca de Porto Alegre / RS", "Comarca de Novo Hamburgo / RS", "Brasília", "Comarca de Porto Alegre / RS", "Comarca de Novo Hamburgo / RS", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Conselho da Magistratura", "Conselho da Magistratura do Documento", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "9", "Vara Criminal do Foro Central da Capital", "Juizados da Infância e Juventude de Porto Alegre /", "Vara Criminal do Foro Central daquela", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça gaúcho", "9", ".", "Vara Criminal do Foro Central da Capital", "1", "2", "Juizados da Infância e Juventude de Porto Alegre / RS", "6", "Vara Criminal do Foro Central daquela", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCELO MARCANTE FLORES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCELO MARCANTE FLORES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCELO MARCANTE FLORES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) :MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO – CNMP. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PROCURADOR DE JUSTIÇA ESTADUAL. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ABUSO DO EXERCÍCIO DE DIREITO. EXCESSO DE LINGUAGEM. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATRIBUIÇÕES CONSTITUCIONALMENTE ATRIBUÍDAS AO CNMP. ART. 130-A, § 2º, III, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEFERÊNCIA. CAPACIDADE INSTITUCIONAL. HABILITAÇÃO TÉCNICA. APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A democracia funda-se na presunção em favor da liberdade do cidadão, o que pode ser sintetizado pela expressão germânica Freiheitsvermutung (presunção de liberdade), teoria corroborada pela doutrina norte-americana do primado da liberdade (preferred freedom doctrine), razão pela qual ao Estado contemporâneo se impõe o estímulo ao livre intercâmbio de opiniões em um mercado de idéias (free marktplace of ideas) indispensável para a formação da opinião pública. 2. A liberdade de expressão, a despeito de possuir uma preferred position nas democracias constitucionais contemporâneas, pode sofrer limitações, desde que razoáveis, proporcionais e visem a prestigiar outros direitos e garantias de mesmo status jusfundamental (e.g., a honra, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4178-2CDC-8E2C-972E e senha BC2D-D25D-8AFB-658E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 32 Ementa e Acórdão MS 34493 AGR / BA imagem, a vida privada e a intimidade). 3. A conduta imputada ao impetrante no Processo Administrativo Disciplinar diz respeito à utilização de expressões inadequadas e desrespeitosas ao se referir à sociedade, à determinada autoridade judiciária federal, ao Supremo Tribunal Federal e ao Ministério Público em entrevista concedida na qualidade de Procurador da República. 4. In casu, restou apurado que, ao conceder entrevista à determinada rádio, o impetrante: (i) imputou ao Juiz Federal Sérgio Moro as características de “analfabeto” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, (ii) declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem para anulá-las”, (iii) alegou que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal, “pedidas pela minha instituição”, e (iv) ao ser questionado acerca da opinião pública acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”; ato contínuo, ao ser indagado por determinado ouvinte se ele estaria incluído neste grupo, o impetrante retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda”, e respondeu que estariam ambos incluídos. 5. A liberdade de expressão não pode ser invocado para excluir a possibilidade de responsabilização disciplinar dos membros do Ministério Público que se portem de forma a violar os direitos fundamentais de qualquer pessoa ou revelem, através de manifestações, absoluta inadequação aos vetores axiológicos e aos parâmetros éticos e jurídicos que regem a atuação dos membros do Parquet. 6. O art. 130-A, § 2º, III, da Constituição da República outorga ao Conselho Nacional do Ministério Público a competência originária para o recebimento de reclamações disciplinares contra membros do Ministério Público. 7. O Conselho Nacional do Ministério Público, após o devido processo legal, entendeu que “a conduta do processado importou em violação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4178-2CDC-8E2C-972E e senha BC2D-D25D-8AFB-658E Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA imagem, a vida privada e a intimidade). 3. A conduta imputada ao impetrante no Processo Administrativo Disciplinar diz respeito à utilização de expressões inadequadas e desrespeitosas ao se referir à sociedade, à determinada autoridade judiciária federal, ao Supremo Tribunal Federal e ao Ministério Público em entrevista concedida na qualidade de Procurador da República. 4. In casu, restou apurado que, ao conceder entrevista à determinada rádio, o impetrante: (i) imputou ao Juiz Federal Sérgio Moro as características de “analfabeto” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, (ii) declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem para anulá-las”, (iii) alegou que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal, “pedidas pela minha instituição”, e (iv) ao ser questionado acerca da opinião pública acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”; ato contínuo, ao ser indagado por determinado ouvinte se ele estaria incluído neste grupo, o impetrante retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda”, e respondeu que estariam ambos incluídos. 5. A liberdade de expressão não pode ser invocado para excluir a possibilidade de responsabilização disciplinar dos membros do Ministério Público que se portem de forma a violar os direitos fundamentais de qualquer pessoa ou revelem, através de manifestações, absoluta inadequação aos vetores axiológicos e aos parâmetros éticos e jurídicos que regem a atuação dos membros do Parquet. 6. O art. 130-A, § 2º, III, da Constituição da República outorga ao Conselho Nacional do Ministério Público a competência originária para o recebimento de reclamações disciplinares contra membros do Ministério Público. 7. O Conselho Nacional do Ministério Público, após o devido processo legal, entendeu que “a conduta do processado importou em violação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4178-2CDC-8E2C-972E e senha BC2D-D25D-8AFB-658E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 32 Ementa e Acórdão MS 34493 AGR / BA dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE nº 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE nº 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE nº 11/96)”. 8. O ato impugnado encontra-se devidamente justificado e está dentro do espectro de competências do órgão de controle, o que revela ser a causa petendi do mandamus incompatível com rito especial da ação, mormente por não estar demonstrado, por meio de prova inequívoca, ilegalidade ou abuso de poder praticado pela autoridade impetrada a evidenciar violação a direito líquido e certo. 9. O Supremo Tribunal Federal não é instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo CNMP no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas, de sorte que, ressalvadas as hipóteses de flagrante ilegalidade ou teratologia, impõe-se ao Poder Judiciário autocontenção (judicial self-restraint) e deferência às valorações realizadas pelos órgãos especializados, dada sua maior capacidade institucional para o tratamento da matéria. 10. A medida liminar em processos objetivos opera-se com efeitos ex nunc, a teor do que dispõe expressamente o art. 11, § 1º, da Lei 9.868/1999, o que refuta a aplicabilidade da decisão cautelar monocrática exarada na ADI 5.125, uma vez que ela foi publicada em 10.02.2017, ao passo que o acórdão impugnado data de 21.06.2016. 11. Agravo interno DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 26/04 a 03/05/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 06 de maio de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4178-2CDC-8E2C-972E e senha BC2D-D25D-8AFB-658E Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE nº 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE nº 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE nº 11/96)”. 8. O ato impugnado encontra-se devidamente justificado e está dentro do espectro de competências do órgão de controle, o que revela ser a causa petendi do mandamus incompatível com rito especial da ação, mormente por não estar demonstrado, por meio de prova inequívoca, ilegalidade ou abuso de poder praticado pela autoridade impetrada a evidenciar violação a direito líquido e certo. 9. O Supremo Tribunal Federal não é instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo CNMP no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas, de sorte que, ressalvadas as hipóteses de flagrante ilegalidade ou teratologia, impõe-se ao Poder Judiciário autocontenção (judicial self-restraint) e deferência às valorações realizadas pelos órgãos especializados, dada sua maior capacidade institucional para o tratamento da matéria. 10. A medida liminar em processos objetivos opera-se com efeitos ex nunc, a teor do que dispõe expressamente o art. 11, § 1º, da Lei 9.868/1999, o que refuta a aplicabilidade da decisão cautelar monocrática exarada na ADI 5.125, uma vez que ela foi publicada em 10.02.2017, ao passo que o acórdão impugnado data de 21.06.2016. 11. Agravo interno DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 26/04 a 03/05/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 06 de maio de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4178-2CDC-8E2C-972E e senha BC2D-D25D-8AFB-658E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 32 Voto Vogal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) :MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O processo versa a impugnação de ato do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, em âmbito sancionador, mediante o qual assentada, considerada a concessão de entrevista pelo impetrante, Promotor de Justiça, ocorrência de conduta reveladora de “violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo”. Cuida-se de controvérsia cujo figurino básico possui envergadura maior, constitucional, ante problemática alusiva ao alcance da garantia constitucional alusiva à liberdade de expressão, reforçada pelos ares democráticos trazidos pela Carta de 1988. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, pronuncio-me no sentido do provimento do agravo para que a impetração tenha regular sequência, vindo o Supremo a enfrentar o tema com maior profundidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4126-EABE-07FE-5F96 e senha 8F40-114D-E62B-7A8D Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) :MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O processo versa a impugnação de ato do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, em âmbito sancionador, mediante o qual assentada, considerada a concessão de entrevista pelo impetrante, Promotor de Justiça, ocorrência de conduta reveladora de “violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo”. Cuida-se de controvérsia cujo figurino básico possui envergadura maior, constitucional, ante problemática alusiva ao alcance da garantia constitucional alusiva à liberdade de expressão, reforçada pelos ares democráticos trazidos pela Carta de 1988. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, pronuncio-me no sentido do provimento do agravo para que a impetração tenha regular sequência, vindo o Supremo a enfrentar o tema com maior profundidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4126-EABE-07FE-5F96 e senha 8F40-114D-E62B-7A8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 32 Relatório 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) :MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Rômulo de Andrade Moreira contra decisão que negou seguimento ao mandado de segurança, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO CNMP. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PROCURADOR DE JUSTIÇA ESTADUAL. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ABUSO DO EXERCÍCIO DE DIREITO. EXCESSO DE LINGUAGEM. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATRIBUIÇÕES CONSTITUCIONALMENTE ATRIBUÍDAS AO CNMP. ART. 130-A, § 2º, III, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEFERÊNCIA. CAPACIDADE INSTITUCIONAL. HABILITAÇÃO TÉCNICA. APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO” Originariamente, o mandamus foi impetrado em face de decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, que, nos autos Processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) :MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Rômulo de Andrade Moreira contra decisão que negou seguimento ao mandado de segurança, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO CNMP. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PROCURADOR DE JUSTIÇA ESTADUAL. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ABUSO DO EXERCÍCIO DE DIREITO. EXCESSO DE LINGUAGEM. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATRIBUIÇÕES CONSTITUCIONALMENTE ATRIBUÍDAS AO CNMP. ART. 130-A, § 2º, III, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEFERÊNCIA. CAPACIDADE INSTITUCIONAL. HABILITAÇÃO TÉCNICA. APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO” Originariamente, o mandamus foi impetrado em face de decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, que, nos autos Processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA Administrativo Disciplinar 1.00283/2016-73, concluiu pela aplicação da sanção de advertência ao impetrante. Consta nos autos que, no dia 09.03.2016, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole de Salvador/BA acerca do tema “condução coercitiva”, na qualidade de Procurador de Justiça, teria se utilizado de linguagem imprópria ao se referir à opinião pública, bem como teria tecido críticas, de forma exacerbada, à atuação do Juiz Federal Sérgio Moro e dos Tribunais constitucionais. Narra que a comissão processante teria apurado as condutas do impetrante quando referiu-se ao juiz federal Sérgio Moro como “analfabeto” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os Tribunais ignorariam as nulidades praticadas pois “não têm coragem” para anulá-las. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva nas práticas criminosas investigadas, declarou que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. Ato contínuo, ao ser perguntado por determinado ouvinte se ele estaria incluído neste grupo, o impetrante retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda”, e respondeu que estariam ambos incluídos. Com base nesses fatos, o Corregedor Nacional do Ministério Público instaurou o Processo Administrativo Disciplinar 1.00283/2016-73 contra o impetrante, alegando violação dos arts. 145, incisos I e VI, e 148, VII, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia (Lei Complementar Estadual 11/96), e requereu a aplicação da sanção de censura. Ao fim do processo, o Conselho Nacional do Ministério Público, em votação unânime, decidiu pela procedência dos pedidos da Corregedoria, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Administrativo Disciplinar 1.00283/2016-73, concluiu pela aplicação da sanção de advertência ao impetrante. Consta nos autos que, no dia 09.03.2016, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole de Salvador/BA acerca do tema “condução coercitiva”, na qualidade de Procurador de Justiça, teria se utilizado de linguagem imprópria ao se referir à opinião pública, bem como teria tecido críticas, de forma exacerbada, à atuação do Juiz Federal Sérgio Moro e dos Tribunais constitucionais. Narra que a comissão processante teria apurado as condutas do impetrante quando referiu-se ao juiz federal Sérgio Moro como “analfabeto” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os Tribunais ignorariam as nulidades praticadas pois “não têm coragem” para anulá-las. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva nas práticas criminosas investigadas, declarou que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. Ato contínuo, ao ser perguntado por determinado ouvinte se ele estaria incluído neste grupo, o impetrante retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda”, e respondeu que estariam ambos incluídos. Com base nesses fatos, o Corregedor Nacional do Ministério Público instaurou o Processo Administrativo Disciplinar 1.00283/2016-73 contra o impetrante, alegando violação dos arts. 145, incisos I e VI, e 148, VII, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia (Lei Complementar Estadual 11/96), e requereu a aplicação da sanção de censura. Ao fim do processo, o Conselho Nacional do Ministério Público, em votação unânime, decidiu pela procedência dos pedidos da Corregedoria, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA aplicando a pena de advertência ao impetrante, nos seguintes termos, in verbis: “PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO. EXCESSO DE LINGUAGEM. CRÍTICA EXACERBADA A JUIZ FEDERAL E AOS TRIBUNAIS. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. APLICAÇÃO DE PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. PROCEDÊNCIA. 1. Trata-se de Processo Administrativo Disciplinar instaurado, a partir da Portaria CNMP-CN nº 00075, de 04 de maio de 2016, para exame de eventuais faltas funcionais atribuídas ao Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, pelos fatos constantes da Portaria inaugural lavrada nos autos da Reclamação Disciplinar nº 0.00.000.000250/2016-15. 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, §2º, e §3º, inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso IV, e 77, inciso IV, do Regimento Interno deste Órgão de Controle. 3. Segundo o disposto no artigo 228 da Lei Complementar do Estado da Bahia nº 11/96 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia), a pretensão punitiva estatal prescreve em 2 (dois) anos para as faltas puníveis com advertência, censura ou suspensão, contados do dia do cometimento da infração. Considerando que a entrevista no veículo de comunicação foi concedida no dia 09/03/2016 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA aplicando a pena de advertência ao impetrante, nos seguintes termos, in verbis: “PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO. EXCESSO DE LINGUAGEM. CRÍTICA EXACERBADA A JUIZ FEDERAL E AOS TRIBUNAIS. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. APLICAÇÃO DE PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. PROCEDÊNCIA. 1. Trata-se de Processo Administrativo Disciplinar instaurado, a partir da Portaria CNMP-CN nº 00075, de 04 de maio de 2016, para exame de eventuais faltas funcionais atribuídas ao Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, pelos fatos constantes da Portaria inaugural lavrada nos autos da Reclamação Disciplinar nº 0.00.000.000250/2016-15. 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, §2º, e §3º, inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso IV, e 77, inciso IV, do Regimento Interno deste Órgão de Controle. 3. Segundo o disposto no artigo 228 da Lei Complementar do Estado da Bahia nº 11/96 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia), a pretensão punitiva estatal prescreve em 2 (dois) anos para as faltas puníveis com advertência, censura ou suspensão, contados do dia do cometimento da infração. Considerando que a entrevista no veículo de comunicação foi concedida no dia 09/03/2016 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA e que o Processo Administrativo foi instaurado no dia 04/05/2016, não há que se falar em prescrição nos presentes autos, haja vista que não decorreu período superior a 2 (dois) anos entre tais marcos temporais. 4. No dia 09/03/2016, o Dr. Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole (FM 101.3) na condição de Membro do Ministério Público, imputou ao Juiz Federal Sérgio Fernando Moro as características de “analfabeto histórico” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem” para anulá-las. 5. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou o acusado que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. 6. Ao ser questionado por um ouvinte quanto à conotação da expressão acima referida, retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda” e que ambos os interlocutores (o ouvinte e o próprio Procurador de Justiça) estariam inclusos nesse percentual. 7. Os Membros do Ministério Público, assim como todos os indivíduos, são titulares do direito fundamental à liberdade de expressão, positivada no âmbito constitucional no rol dos direitos fundamentais sob o enfoque das liberdades de consciência, de crença e de manifestação de pensamento. Todavia, é entendimento pacífico na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais Superiores que os direitos fundamentais consagrados no texto constitucional não são absolutos. Admite-se, portanto, a relativização de tais direitos quando em confronto com outras garantias de patamar superior, ou de mesma relevância. 8. O Representante Ministerial deve pautar suas manifestações pelo respeito às garantias constitucionais não menos essenciais, tais como o direito à honra, à intimidade, à privacidade e à imagem. Além disso, o direito de livre expressão do Membro do Ministério Público 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA e que o Processo Administrativo foi instaurado no dia 04/05/2016, não há que se falar em prescrição nos presentes autos, haja vista que não decorreu período superior a 2 (dois) anos entre tais marcos temporais. 4. No dia 09/03/2016, o Dr. Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole (FM 101.3) na condição de Membro do Ministério Público, imputou ao Juiz Federal Sérgio Fernando Moro as características de “analfabeto histórico” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem” para anulá-las. 5. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou o acusado que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. 6. Ao ser questionado por um ouvinte quanto à conotação da expressão acima referida, retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda” e que ambos os interlocutores (o ouvinte e o próprio Procurador de Justiça) estariam inclusos nesse percentual. 7. Os Membros do Ministério Público, assim como todos os indivíduos, são titulares do direito fundamental à liberdade de expressão, positivada no âmbito constitucional no rol dos direitos fundamentais sob o enfoque das liberdades de consciência, de crença e de manifestação de pensamento. Todavia, é entendimento pacífico na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais Superiores que os direitos fundamentais consagrados no texto constitucional não são absolutos. Admite-se, portanto, a relativização de tais direitos quando em confronto com outras garantias de patamar superior, ou de mesma relevância. 8. O Representante Ministerial deve pautar suas manifestações pelo respeito às garantias constitucionais não menos essenciais, tais como o direito à honra, à intimidade, à privacidade e à imagem. Além disso, o direito de livre expressão do Membro do Ministério Público 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA deve observar as vedações legais e os deveres funcionais que lhe são impostos. 9. Assim, ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à sociedade (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. 10. Ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. 11. O contexto fático-probatório evidencia que a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE nº 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE nº 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE nº 11/96). 12. Ante o exposto, votamos pela PROCEDÊNCIA do presente Processo Administrativo Disciplinar, com a consequente aplicação da pena de ADVERTÊNCIA ao Procurador de Justiça do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, nos termos do que dispõe o artigo 212 da Lei Complementar Estadual nº 11, de 18 de janeiro de 1996 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA deve observar as vedações legais e os deveres funcionais que lhe são impostos. 9. Assim, ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à sociedade (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. 10. Ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. 11. O contexto fático-probatório evidencia que a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE nº 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE nº 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE nº 11/96). 12. Ante o exposto, votamos pela PROCEDÊNCIA do presente Processo Administrativo Disciplinar, com a consequente aplicação da pena de ADVERTÊNCIA ao Procurador de Justiça do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, nos termos do que dispõe o artigo 212 da Lei Complementar Estadual nº 11, de 18 de janeiro de 1996 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA Contra esta decisão do CNMP se insurgiu o recorrente. Em amparo de sua pretensão, argumenta a nulidade do processo, como um todo, em virtude da incompetência do Conselho Nacional do Ministério Público para apreciar a matéria. Segundo afirma, “o art. 130-A, § 2º e § 3º, inciso I, da Constituição Federal não confere ao Conselho Nacional do Ministério Público competência para sancionar ou censurar, por qualquer forma, o cidadão Rômulo de Andrade Moreira e nem o Professor de Processo Penal, Especialista Rômulo de Andrade Moreira”. Ademais, aduz que sua conduta não concretizaria violação ao art. 145, I, II e IV da Lei Complementar Estadual 11/96, uma vez que não teria ofendido Tribunal algum no país, mas, apenas, feito uma crítica contundente à “postura passiva dos tribunais em não corrigir ilegalidades que estavam sendo praticadas na chamada Operação Lava Jato”. Justifica o uso do termo “merda” enquanto comparação com a opinião pública, que não deveria nortear a atuação jurisdicional. Outrossim, defende que referida manifestação estaria protegida pelo direito constitucional à liberdade de manifestação do pensamento, que abrangeria, inclusive, o direito de crítica contundente. Para o impetrante, sua punição “apenas se justifica pela imposição de um discurso moralista, politicamente correto, de ode ao elogio, que não se coadunam com a consagração da liberdade de manifestação do pensamento”. Pugna, enfim, pela concessão da segurança, para “declarar a nulidade do Processo Administrativo Disciplinar nº 1.00283/2016-73, bem como da punição aplicada, ou, ao menos, da penalidade de advertência aplicada ao Impetrante em razão de não haver cometido qualquer infração funcional”. Devidamente intimada, a autoridade coatora prestou informações. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Contra esta decisão do CNMP se insurgiu o recorrente. Em amparo de sua pretensão, argumenta a nulidade do processo, como um todo, em virtude da incompetência do Conselho Nacional do Ministério Público para apreciar a matéria. Segundo afirma, “o art. 130-A, § 2º e § 3º, inciso I, da Constituição Federal não confere ao Conselho Nacional do Ministério Público competência para sancionar ou censurar, por qualquer forma, o cidadão Rômulo de Andrade Moreira e nem o Professor de Processo Penal, Especialista Rômulo de Andrade Moreira”. Ademais, aduz que sua conduta não concretizaria violação ao art. 145, I, II e IV da Lei Complementar Estadual 11/96, uma vez que não teria ofendido Tribunal algum no país, mas, apenas, feito uma crítica contundente à “postura passiva dos tribunais em não corrigir ilegalidades que estavam sendo praticadas na chamada Operação Lava Jato”. Justifica o uso do termo “merda” enquanto comparação com a opinião pública, que não deveria nortear a atuação jurisdicional. Outrossim, defende que referida manifestação estaria protegida pelo direito constitucional à liberdade de manifestação do pensamento, que abrangeria, inclusive, o direito de crítica contundente. Para o impetrante, sua punição “apenas se justifica pela imposição de um discurso moralista, politicamente correto, de ode ao elogio, que não se coadunam com a consagração da liberdade de manifestação do pensamento”. Pugna, enfim, pela concessão da segurança, para “declarar a nulidade do Processo Administrativo Disciplinar nº 1.00283/2016-73, bem como da punição aplicada, ou, ao menos, da penalidade de advertência aplicada ao Impetrante em razão de não haver cometido qualquer infração funcional”. Devidamente intimada, a autoridade coatora prestou informações. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da segurança, através de parecer que porta a seguinte ementa, in verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO MP/BA. COMPETÊNCIA CNMP. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA. 1. Trata-se de mandado de segurança impetrado por Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, contra decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, que lhe aplicou a penalidade de advertência, nos autos do Processo Administrativo Disciplinar 1.00283/2016- 73. 2. Competência do CNMP para o controle do cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Ministério Público. Art. 130-A, § 2º, da CF/88. Deveres do cargo. Conduta irrepreensível na vida pública e privada. 3. Atuação incompatível com os misteres do exercício da função ministerial. Violação ao prescrito pelo art. 145, inc. I, II e IV, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia. 4. Parecer pela denegação da segurança.” No dia 27.07.2017, o impetrante pugnou pelo reconhecimento de impedimento do Procurador-Geral da República para emitir parecer nos autos, pela condição de Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público. Além disso, requereu a declaração de nulidade da instauração do processo administrativo disciplinar, sustentado a necessidade de aplicação da decisão liminar monocrática deferida pelo Ministro Gilmar Mendes nos autos da ADI 5.125. No dia 22.05.2018, neguei seguimento ao writ, na medida em que a narrativa revela não haver qualquer excepcionalidade flagrante que pudesse justificar a admissão do mandamus contra decisão administrativa do Conselho Nacional do Ministério Público. Inconformado com a referida decisão, o agravante argumenta, em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da segurança, através de parecer que porta a seguinte ementa, in verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO MP/BA. COMPETÊNCIA CNMP. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA. 1. Trata-se de mandado de segurança impetrado por Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, contra decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, que lhe aplicou a penalidade de advertência, nos autos do Processo Administrativo Disciplinar 1.00283/2016- 73. 2. Competência do CNMP para o controle do cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Ministério Público. Art. 130-A, § 2º, da CF/88. Deveres do cargo. Conduta irrepreensível na vida pública e privada. 3. Atuação incompatível com os misteres do exercício da função ministerial. Violação ao prescrito pelo art. 145, inc. I, II e IV, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia. 4. Parecer pela denegação da segurança.” No dia 27.07.2017, o impetrante pugnou pelo reconhecimento de impedimento do Procurador-Geral da República para emitir parecer nos autos, pela condição de Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público. Além disso, requereu a declaração de nulidade da instauração do processo administrativo disciplinar, sustentado a necessidade de aplicação da decisão liminar monocrática deferida pelo Ministro Gilmar Mendes nos autos da ADI 5.125. No dia 22.05.2018, neguei seguimento ao writ, na medida em que a narrativa revela não haver qualquer excepcionalidade flagrante que pudesse justificar a admissão do mandamus contra decisão administrativa do Conselho Nacional do Ministério Público. Inconformado com a referida decisão, o agravante argumenta, em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA síntese, que: (i) o caráter ex nunc da decisão liminar do Ministro Gilmar Mendes na ADI 5.125 “não obsta o reconhecimento judicial da nulidade da penalidade aplicada em processo disciplinar instaurado monocraticamente”; (ii) a condição de Procurador de Justiça, no momento da entrevista, “não confere ao Agravante qualquer condições que o distinga, no âmbito do Parquet, para ter opiniões e entendimentos relevantes e que possam ser objeto de interesse geral para justificar uma entrevista”, alegando que a manifestação estaria abarcada pelo manto da liberdade de expressão; e (iii) a documentação juntada aos autos “exaure à saciedade e suficiência as questões fáticas que são necessárias para a afirmação do direito invocado, como à comprovação do ato coator”, caracterizando direito líquido e certo do impetrante. É o Relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA síntese, que: (i) o caráter ex nunc da decisão liminar do Ministro Gilmar Mendes na ADI 5.125 “não obsta o reconhecimento judicial da nulidade da penalidade aplicada em processo disciplinar instaurado monocraticamente”; (ii) a condição de Procurador de Justiça, no momento da entrevista, “não confere ao Agravante qualquer condições que o distinga, no âmbito do Parquet, para ter opiniões e entendimentos relevantes e que possam ser objeto de interesse geral para justificar uma entrevista”, alegando que a manifestação estaria abarcada pelo manto da liberdade de expressão; e (iii) a documentação juntada aos autos “exaure à saciedade e suficiência as questões fáticas que são necessárias para a afirmação do direito invocado, como à comprovação do ato coator”, caracterizando direito líquido e certo do impetrante. É o Relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Consoante narrado, a controvérsia sub examine consiste em saber se o Conselho Nacional do Ministério Público, ao sindicar o conteúdo da manifestação do Procurador de Justiça Rômulo de Andrade Moreira quando da entrevista concedida à Rádio Metrópole de Salvador, na qualidade de representante do Ministério Público, e aplicar a penalidade de advertência, violou direito líquido e certo do recorrente. O presente agravo interno não merece ser provido. Ab initio, impõe-se analisar o pedido do recorrente no sentido da aplicação do que decidido pelo Ministro Gilmar Mendes na ADI 5.125, que deferiu a medida liminar requerida para conferir interpretação conforme aos artigos 18, VI, segunda parte, e 77, IV, do RI/CNMP, a fim de determinar que a instauração do processo administrativo disciplinar se dê ad referendum do Plenário. Não merece prosperar a tese suscitada. Com efeito, extrai-se que a decisão do Min. Gilmar Mendes foi publicada em 10.02.2017, ao passo que o acórdão impugnado data de 21.06.2016, período anterior ao deferimento da medida liminar, que opera efeitos ex nunc (art. 11, § 1º, da Lei 9.868/99”). Aliás, consta do próprio decisum liminar que “a decisão, evidentemente, não alcança os processos administrativos disciplinares já decididos, eis que se trata de decisão com efeitos ex nunc, nos termos do art. 11, § 1º, da Lei 9.868/99”. Afastada essa preliminar, passo ao exame do mérito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Consoante narrado, a controvérsia sub examine consiste em saber se o Conselho Nacional do Ministério Público, ao sindicar o conteúdo da manifestação do Procurador de Justiça Rômulo de Andrade Moreira quando da entrevista concedida à Rádio Metrópole de Salvador, na qualidade de representante do Ministério Público, e aplicar a penalidade de advertência, violou direito líquido e certo do recorrente. O presente agravo interno não merece ser provido. Ab initio, impõe-se analisar o pedido do recorrente no sentido da aplicação do que decidido pelo Ministro Gilmar Mendes na ADI 5.125, que deferiu a medida liminar requerida para conferir interpretação conforme aos artigos 18, VI, segunda parte, e 77, IV, do RI/CNMP, a fim de determinar que a instauração do processo administrativo disciplinar se dê ad referendum do Plenário. Não merece prosperar a tese suscitada. Com efeito, extrai-se que a decisão do Min. Gilmar Mendes foi publicada em 10.02.2017, ao passo que o acórdão impugnado data de 21.06.2016, período anterior ao deferimento da medida liminar, que opera efeitos ex nunc (art. 11, § 1º, da Lei 9.868/99”). Aliás, consta do próprio decisum liminar que “a decisão, evidentemente, não alcança os processos administrativos disciplinares já decididos, eis que se trata de decisão com efeitos ex nunc, nos termos do art. 11, § 1º, da Lei 9.868/99”. Afastada essa preliminar, passo ao exame do mérito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Em primeiro ligar, cabe analisar a competência da autoridade coatora para processar e julgar administrativamente o recorrente. A Constituição da República prevê ao Conselho Nacional do Ministério Público competência originária para recebimento de reclamações contra membros do Ministério Público. Trata-se do disposto no art. 130-A, § 2º, III, in verbis: “Art. 130-A: (...) § 2º - Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo- lhe: (…) III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa. Embora o recorrente sustente que estaria fora do exercício do cargo de Procurador de Justiça quando da entrevista, o acórdão ora impugnado é bastante claro ao refutar essa afirmação, ressaltando que o depoimento do recorrente à rádio se dava enquanto Procurador de Justiça do Estado da Bahia, e não enquanto cidadão, Professor Universitário ou Especialista em Direito Processual Penal. Consta do voto do Relator, Conselheiro Orlando Rochadel, a seguinte passagem, in verbis: “(...) Do exame da entrevista, percebe-se, de plano, que o processado foi anunciado para os ouvintes da rádio como Procurador de Justiça do Ministério Público baiano, informação essa que foi ratificada pelo radialista em outros momentos da entrevista. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Em primeiro ligar, cabe analisar a competência da autoridade coatora para processar e julgar administrativamente o recorrente. A Constituição da República prevê ao Conselho Nacional do Ministério Público competência originária para recebimento de reclamações contra membros do Ministério Público. Trata-se do disposto no art. 130-A, § 2º, III, in verbis: “Art. 130-A: (...) § 2º - Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo- lhe: (…) III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa. Embora o recorrente sustente que estaria fora do exercício do cargo de Procurador de Justiça quando da entrevista, o acórdão ora impugnado é bastante claro ao refutar essa afirmação, ressaltando que o depoimento do recorrente à rádio se dava enquanto Procurador de Justiça do Estado da Bahia, e não enquanto cidadão, Professor Universitário ou Especialista em Direito Processual Penal. Consta do voto do Relator, Conselheiro Orlando Rochadel, a seguinte passagem, in verbis: “(...) Do exame da entrevista, percebe-se, de plano, que o processado foi anunciado para os ouvintes da rádio como Procurador de Justiça do Ministério Público baiano, informação essa que foi ratificada pelo radialista em outros momentos da entrevista. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Nesse particular, defende o processado que a entrevista foi concedida apenas na qualidade de Professor de Direito Processual e Penal da Faculdade de Direito da Universidade de Salvador- UNIFACS. Em primeiro lugar, em nenhum momento o processado foi identificado ou se apresentou como Professor universitário, de modo que para os ouvintes da rádio, em sua maioria pessoas estranhas ao ambiente jurídico e que não tem a obrigação de conhecer as credenciais acadêmicas do processado, as opiniões e críticas foram expedidas por Membro do Ministério Público do Estado da Bahia. Em segundo lugar, ainda que fosse apresentado como Professor, continuaria a submeter-se aos deveres funcionais impostos ao Membros Ministeriais, uma vez que as expressões de baixo calão e as críticas exacerbadas à atuação de integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público foram expedidas fora do ambiente acadêmico”. Tais apontamentos, destarte, militam contra a tese indicada pelo recorrente e indica a impossibilidade de se apreciar, no bojo da estrita via do mandado de segurança, a tese de incompetência do CNMP para “sancionar ou censurar, por qualquer forma, o cidadão Rômulo de Andrade Moreira e nem o Professor de Processo Penal, Especialista Rômulo de Andrade Moreira”, tendo em vista a necessidade de dilação probatória. De fato, o simples relato da tese evidencia a inexistência de liquidez e certeza do direito vindicado. Estabelecida a competência do Conselho Nacional do Ministério Público quanto ao controle disciplinar relativo ao cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Parquet, passo ao exame do mérito. Inicialmente, o recorrente alega que a decisão é manifestamente abusiva e ilegal, pois, ao conceder entrevista à rádio local, estaria “no mais pleno, regular e legítimo exercício da liberdade de manifestação do pensamento“. Nesse ponto, faz-se necessário colacionar os trechos da entrevista concedida à Rádio Metrópole de Salvador, na qualidade de representante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Nesse particular, defende o processado que a entrevista foi concedida apenas na qualidade de Professor de Direito Processual e Penal da Faculdade de Direito da Universidade de Salvador- UNIFACS. Em primeiro lugar, em nenhum momento o processado foi identificado ou se apresentou como Professor universitário, de modo que para os ouvintes da rádio, em sua maioria pessoas estranhas ao ambiente jurídico e que não tem a obrigação de conhecer as credenciais acadêmicas do processado, as opiniões e críticas foram expedidas por Membro do Ministério Público do Estado da Bahia. Em segundo lugar, ainda que fosse apresentado como Professor, continuaria a submeter-se aos deveres funcionais impostos ao Membros Ministeriais, uma vez que as expressões de baixo calão e as críticas exacerbadas à atuação de integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público foram expedidas fora do ambiente acadêmico”. Tais apontamentos, destarte, militam contra a tese indicada pelo recorrente e indica a impossibilidade de se apreciar, no bojo da estrita via do mandado de segurança, a tese de incompetência do CNMP para “sancionar ou censurar, por qualquer forma, o cidadão Rômulo de Andrade Moreira e nem o Professor de Processo Penal, Especialista Rômulo de Andrade Moreira”, tendo em vista a necessidade de dilação probatória. De fato, o simples relato da tese evidencia a inexistência de liquidez e certeza do direito vindicado. Estabelecida a competência do Conselho Nacional do Ministério Público quanto ao controle disciplinar relativo ao cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Parquet, passo ao exame do mérito. Inicialmente, o recorrente alega que a decisão é manifestamente abusiva e ilegal, pois, ao conceder entrevista à rádio local, estaria “no mais pleno, regular e legítimo exercício da liberdade de manifestação do pensamento“. Nesse ponto, faz-se necessário colacionar os trechos da entrevista concedida à Rádio Metrópole de Salvador, na qualidade de representante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA do Ministério Público, que foram objeto de apreciação pelo CNMP, in verbis: “SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - E, você sabe, porque eu já lhe mandei isso. Eu lhe mandei isso. Eu escrevi isso ano passado. Todos aqueles que foram conduzidos coercitivamente, pela Operação Lava Jato. sofreram abuso de poder. Se tivesse algum tribunal no Brasil sério, já teria processado o Juiz Moro. E, digo mais: todo Juiz no Brasil que manda conduzir coercitivamente um investigado e um acusado, comete abuso de poder. (...) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - O senhor como Procurador de Justiça do Estado, Dr. Rômulo. O senhor como Procurador de Justiça do Estado, acha Que existe da mídia pesada, da mídia nacional contra Lula? Por que existe essa campanha? Por que seria? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAIDA): - Bom! Só um idiota, um imbecil é que não entende Que é uma campanha nacional da mídia contra Lula. Ou um idiota ou um deficiente visual e auditivo. Porque basta você assistir ao Jornal Nacional. Todos os dias, são 15 e 20 minutos. Ora. É óbvio! (…) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Mas pelo que eu estou percebendo aí, o senhor acha que Lula, é totalmente inocente? Não tem nada contra Lula? O que tem aí, o sítio, os R$ 30 milhões que entraram no Instituto, o que pesa contra ele, o que 90% da sociedade hoje é contra Lula? O senhor acha mesmo isso, que Lula é inocente? Como Procurador de Justiça do Estado, o senhor está dando esse depoimento aqui. na Metrópole? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): Bom! Duas coisas! 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA do Ministério Público, que foram objeto de apreciação pelo CNMP, in verbis: “SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - E, você sabe, porque eu já lhe mandei isso. Eu lhe mandei isso. Eu escrevi isso ano passado. Todos aqueles que foram conduzidos coercitivamente, pela Operação Lava Jato. sofreram abuso de poder. Se tivesse algum tribunal no Brasil sério, já teria processado o Juiz Moro. E, digo mais: todo Juiz no Brasil que manda conduzir coercitivamente um investigado e um acusado, comete abuso de poder. (...) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - O senhor como Procurador de Justiça do Estado, Dr. Rômulo. O senhor como Procurador de Justiça do Estado, acha Que existe da mídia pesada, da mídia nacional contra Lula? Por que existe essa campanha? Por que seria? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAIDA): - Bom! Só um idiota, um imbecil é que não entende Que é uma campanha nacional da mídia contra Lula. Ou um idiota ou um deficiente visual e auditivo. Porque basta você assistir ao Jornal Nacional. Todos os dias, são 15 e 20 minutos. Ora. É óbvio! (…) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Mas pelo que eu estou percebendo aí, o senhor acha que Lula, é totalmente inocente? Não tem nada contra Lula? O que tem aí, o sítio, os R$ 30 milhões que entraram no Instituto, o que pesa contra ele, o que 90% da sociedade hoje é contra Lula? O senhor acha mesmo isso, que Lula é inocente? Como Procurador de Justiça do Estado, o senhor está dando esse depoimento aqui. na Metrópole? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): Bom! Duas coisas! 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Vamos lá! SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Bom! 90% da sociedade e merda para mim é a mesma coisa. Ok? Eu não trabalho com estatísticas, muito menos com clamor público. No meu trabalho e na minha opinião técnica, eu não trabalho com opinião pública, muito, porque, opinião pública, muitas vezes, não é opinião pública, é opinião publicada e forjada pela própria mídia. Então, não trabalho com isso. Está certo? Segundo: se Lula cometeu falcatruas etc., etc., etc., e, eu não estou dizendo que não cometeu, então, que se prove! Mas onde, onde está (...)? Lula sequer, sequer responde a um processo! Nunca! Nunca! Não responde a nenhum processo criminal! Então, como você pode afirmar isso? Você diz, por exemplo, que há provas. José, olha, em uma investigação preliminar, em uma investigação criminal, sequer provas são produzidas! Nós nem chamamos isso, tecnicamente de provas! Nós chamamos isso de atos investigatórios. Não há provas. Provas são produzidas perante o Juiz de Direito. Lula nem submetido a um processo está! Tecnicamente, nem submetido a um processo está! É preciso que se diga isso de forma corajosa. E, não estou aqui, me vangloriando, porque sou corajoso, porque isso não é, absolutamente, nenhuma vantagem, mas é preciso que se diga isso, então, mudando de forma clara. Não há prova porque não há processo. E, só se produz prova no Brasil, no estado democrático de direito sob o devido processo legal, só se produz prova quando há uma denúncia formulada pelo Ministério Público. E, isso não há! Goste-se ou não! E, aqui, não é uma opinião ideológica. Aqui, é uma opinião técnica. E, eu quero que entre alguém aí no ar, alguém técnico que me conteste. (…) SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Mas Moro extrapolou não foi agora. Moro extrapola há muito tempo! Principalmente, nas prisões preventivas! As prisões preventivas decretadas pelo Juiz Moro - e, não venha ouvinte dizer aí, certa bobagem, viu! Porque aí, eu vou reagir também, da mesma 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Vamos lá! SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Bom! 90% da sociedade e merda para mim é a mesma coisa. Ok? Eu não trabalho com estatísticas, muito menos com clamor público. No meu trabalho e na minha opinião técnica, eu não trabalho com opinião pública, muito, porque, opinião pública, muitas vezes, não é opinião pública, é opinião publicada e forjada pela própria mídia. Então, não trabalho com isso. Está certo? Segundo: se Lula cometeu falcatruas etc., etc., etc., e, eu não estou dizendo que não cometeu, então, que se prove! Mas onde, onde está (...)? Lula sequer, sequer responde a um processo! Nunca! Nunca! Não responde a nenhum processo criminal! Então, como você pode afirmar isso? Você diz, por exemplo, que há provas. José, olha, em uma investigação preliminar, em uma investigação criminal, sequer provas são produzidas! Nós nem chamamos isso, tecnicamente de provas! Nós chamamos isso de atos investigatórios. Não há provas. Provas são produzidas perante o Juiz de Direito. Lula nem submetido a um processo está! Tecnicamente, nem submetido a um processo está! É preciso que se diga isso de forma corajosa. E, não estou aqui, me vangloriando, porque sou corajoso, porque isso não é, absolutamente, nenhuma vantagem, mas é preciso que se diga isso, então, mudando de forma clara. Não há prova porque não há processo. E, só se produz prova no Brasil, no estado democrático de direito sob o devido processo legal, só se produz prova quando há uma denúncia formulada pelo Ministério Público. E, isso não há! Goste-se ou não! E, aqui, não é uma opinião ideológica. Aqui, é uma opinião técnica. E, eu quero que entre alguém aí no ar, alguém técnico que me conteste. (…) SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Mas Moro extrapolou não foi agora. Moro extrapola há muito tempo! Principalmente, nas prisões preventivas! As prisões preventivas decretadas pelo Juiz Moro - e, não venha ouvinte dizer aí, certa bobagem, viu! Porque aí, eu vou reagir também, da mesma 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA maneira que eu reagi. Bom. As prisões preventivas que o Moro decreta. são prisões preventivas sem nenhuma necessidade. As prisões preventivas são decretadas. exclusivamente. para obter a delação premiada - coisa, inclusive, que ele está conseguindo! Não é? Pedidas pelo Ministério Público! Pedidas pela minha instituição! Pelo Ministério Público! Fora outras nulidades. esse procedimento. por exemplo. que houve da importação de informações desde a Suíça. isso foi ilegal! Do ponto de vista procedimental, não foram obedecidas as normas internacionais. de cooperação internacional! E. Moro. simplesmente. ignorou isso! Isso não pode! Nós estamos num estado democrático de direito! A minha preocupação, José, veja! Ah, porque você está defendendo a corrupção. Defendendo a corrupção, rapaz? Eu sou corrupto? Vai! Vasculha a minha vida toda. Eu tenho 26 anos de Ministério Público. Eu vou fazer agora dia 30 de abril. Vasculha a minha vida toda. Veja se eu sou corrupto, rapaz. Veja bem. SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Licença. SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - A minha preocupação é que tudo isso vai ter repercussão nos processos todos em relação a todos os réus do Brasil, porque isso forma o que nós chamamos de: precedentes jurisprudenciais. Isso forma precedentes! Então. há uma série de nulidades que foram denunciadas e que Moro. simplesmente ignorou. Os Tribunais também vão ignorar. Por quê? Porque não têm coragem suficiente para isso. Inclusive, o Supremo Tribunal Federal. que praticou a maior inconstitucionalidade que foi prender o senador Delcídio! Aquilo ali foi um absurdo da Corte da Suprema. Um absurdo! (…) SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Tudo é possível! Partindo-se de Moro, que é um sujeito, inclusive, midiático, que gosta muito de mídia. de aparecer, etc. Eu acho que é possível. Não é? Eu acho que eles têm, inclusive, que de ter cuidado. Não é? Porque eles estão mexendo num barril de pólvora. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA maneira que eu reagi. Bom. As prisões preventivas que o Moro decreta. são prisões preventivas sem nenhuma necessidade. As prisões preventivas são decretadas. exclusivamente. para obter a delação premiada - coisa, inclusive, que ele está conseguindo! Não é? Pedidas pelo Ministério Público! Pedidas pela minha instituição! Pelo Ministério Público! Fora outras nulidades. esse procedimento. por exemplo. que houve da importação de informações desde a Suíça. isso foi ilegal! Do ponto de vista procedimental, não foram obedecidas as normas internacionais. de cooperação internacional! E. Moro. simplesmente. ignorou isso! Isso não pode! Nós estamos num estado democrático de direito! A minha preocupação, José, veja! Ah, porque você está defendendo a corrupção. Defendendo a corrupção, rapaz? Eu sou corrupto? Vai! Vasculha a minha vida toda. Eu tenho 26 anos de Ministério Público. Eu vou fazer agora dia 30 de abril. Vasculha a minha vida toda. Veja se eu sou corrupto, rapaz. Veja bem. SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Licença. SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - A minha preocupação é que tudo isso vai ter repercussão nos processos todos em relação a todos os réus do Brasil, porque isso forma o que nós chamamos de: precedentes jurisprudenciais. Isso forma precedentes! Então. há uma série de nulidades que foram denunciadas e que Moro. simplesmente ignorou. Os Tribunais também vão ignorar. Por quê? Porque não têm coragem suficiente para isso. Inclusive, o Supremo Tribunal Federal. que praticou a maior inconstitucionalidade que foi prender o senador Delcídio! Aquilo ali foi um absurdo da Corte da Suprema. Um absurdo! (…) SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Tudo é possível! Partindo-se de Moro, que é um sujeito, inclusive, midiático, que gosta muito de mídia. de aparecer, etc. Eu acho que é possível. Não é? Eu acho que eles têm, inclusive, que de ter cuidado. Não é? Porque eles estão mexendo num barril de pólvora. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Esse pessoal, parece que. não estuda história! Do ponto de vista histórico, eles são uns analfabetos. A coisa está muito se repetindo. Houve um personagem histórico, o Gregório Fortunato, que foi preso também, lá na época de Getúlio Vargas, conduzindo a um aeroporto. Houve a história da prisão de Juscelino Kubitschek, também, a condução coercitiva e tal. Também ouvido no aeroporto. Em 1964, foi a velha história também, de combate à corrupção e tal. Os militares, hoje, já estão em prontidão. Os militares ... (…) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Dr. Rômulo, eu estou aqui, com Paulo da Pituba, ele quer lhe fazer uma pergunta. Cadê o Paulo? Cadê o Paulo? Bom dia, Paulo! SR. PAULO: - Bom dia, José Eduardo. (…) SR. PAULO: - Eu estou abismado aqui. com a aula jurídica que o Dr. Rômulo está dando. Quer dizer. é uma coisa de conhecimentos profundos. Mas. me causou espécie. o Dr. Rômulo dizer que: "90% da população para ele é merda"! Eu não entendi a conotação do que ele quis dizer com isso! SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - É! Eu errei. Para mim, 100% é merda. Porque quando eu dou uma opinião jurídica - ao contrário dos Ministros do Supremo Tribunal Federal - eu não levo em consideração a opinião pública. É isso o que eu quis dizer. Eu não levo em consideração a opinião pública. Eu levo em consideração a Constituição Federal. Então, eu realmente eu errei. Não é 90%, não. É 100%. SR. PAULO: - Inclusive, você? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Inclusive. eu e você!”. (eDoc. 3, fls. 67-74) Ao fim do processo, o Conselho Nacional do Ministério Público, em votação unânime, decidiu pela procedência dos pedidos da Corregedoria, aplicando a pena de advertência ao recorrente, nos seguintes termos, in 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Esse pessoal, parece que. não estuda história! Do ponto de vista histórico, eles são uns analfabetos. A coisa está muito se repetindo. Houve um personagem histórico, o Gregório Fortunato, que foi preso também, lá na época de Getúlio Vargas, conduzindo a um aeroporto. Houve a história da prisão de Juscelino Kubitschek, também, a condução coercitiva e tal. Também ouvido no aeroporto. Em 1964, foi a velha história também, de combate à corrupção e tal. Os militares, hoje, já estão em prontidão. Os militares ... (…) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Dr. Rômulo, eu estou aqui, com Paulo da Pituba, ele quer lhe fazer uma pergunta. Cadê o Paulo? Cadê o Paulo? Bom dia, Paulo! SR. PAULO: - Bom dia, José Eduardo. (…) SR. PAULO: - Eu estou abismado aqui. com a aula jurídica que o Dr. Rômulo está dando. Quer dizer. é uma coisa de conhecimentos profundos. Mas. me causou espécie. o Dr. Rômulo dizer que: "90% da população para ele é merda"! Eu não entendi a conotação do que ele quis dizer com isso! SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - É! Eu errei. Para mim, 100% é merda. Porque quando eu dou uma opinião jurídica - ao contrário dos Ministros do Supremo Tribunal Federal - eu não levo em consideração a opinião pública. É isso o que eu quis dizer. Eu não levo em consideração a opinião pública. Eu levo em consideração a Constituição Federal. Então, eu realmente eu errei. Não é 90%, não. É 100%. SR. PAULO: - Inclusive, você? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Inclusive. eu e você!”. (eDoc. 3, fls. 67-74) Ao fim do processo, o Conselho Nacional do Ministério Público, em votação unânime, decidiu pela procedência dos pedidos da Corregedoria, aplicando a pena de advertência ao recorrente, nos seguintes termos, in 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA verbis: “PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO. EXCESSO DE LINGUAGEM. CRÍTICA EXACERBADA A JUIZ FEDERAL E AOS TRIBUNAIS. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. APLICAÇÃO DE PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. PROCEDÊNCIA. 1. Trata-se de Processo Administrativo Disciplinar instaurado, a partir da Portaria CNMP-CN nº 00075, de 04 de maio de 2016, para exame de eventuais faltas funcionais atribuídas ao Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, pelos fatos constantes da Portaria inaugural lavrada nos autos da Reclamação Disciplinar nº 0.00.000.000250/2016-15. 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, §2º, e §3º, inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso IV, e 77, inciso IV, do Regimento Interno deste Órgão de Controle. 3. Segundo o disposto no artigo 228 da Lei Complementar do Estado da Bahia nº 11/96 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia), a pretensão punitiva estatal prescreve em 2 (dois) anos para as faltas puníveis com advertência, censura ou suspensão, contados do dia do cometimento da infração. Considerando que a entrevista no veículo de comunicação foi concedida no dia 09/03/2016 e que o Processo Administrativo foi instaurado no dia 04/05/2016, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA verbis: “PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO. EXCESSO DE LINGUAGEM. CRÍTICA EXACERBADA A JUIZ FEDERAL E AOS TRIBUNAIS. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. APLICAÇÃO DE PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. PROCEDÊNCIA. 1. Trata-se de Processo Administrativo Disciplinar instaurado, a partir da Portaria CNMP-CN nº 00075, de 04 de maio de 2016, para exame de eventuais faltas funcionais atribuídas ao Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, pelos fatos constantes da Portaria inaugural lavrada nos autos da Reclamação Disciplinar nº 0.00.000.000250/2016-15. 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, §2º, e §3º, inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso IV, e 77, inciso IV, do Regimento Interno deste Órgão de Controle. 3. Segundo o disposto no artigo 228 da Lei Complementar do Estado da Bahia nº 11/96 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia), a pretensão punitiva estatal prescreve em 2 (dois) anos para as faltas puníveis com advertência, censura ou suspensão, contados do dia do cometimento da infração. Considerando que a entrevista no veículo de comunicação foi concedida no dia 09/03/2016 e que o Processo Administrativo foi instaurado no dia 04/05/2016, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA não há que se falar em prescrição nos presentes autos, haja vista que não decorreu período superior a 2 (dois) anos entre tais marcos temporais. 4. No dia 09/03/2016, o Dr. Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole (FM 101.3) na condição de Membro do Ministério Público, imputou ao Juiz Federal Sérgio Fernando Moro as características de “analfabeto histórico” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem” para anulá-las. 5. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou o acusado que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. 6. Ao ser questionado por um ouvinte quanto à conotação da expressão acima referida, retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda” e que ambos os interlocutores (o ouvinte e o próprio Procurador de Justiça) estariam inclusos nesse percentual. 7. Os Membros do Ministério Público, assim como todos os indivíduos, são titulares do direito fundamental à liberdade de expressão, positivada no âmbito constitucional no rol dos direitos fundamentais sob o enfoque das liberdades de consciência, de crença e de manifestação de pensamento. Todavia, é entendimento pacífico na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais Superiores que os direitos fundamentais consagrados no texto constitucional não são absolutos. Admite-se, portanto, a relativização de tais direitos quando em confronto com outras garantias de patamar superior, ou de mesma relevância. 8. O Representante Ministerial deve pautar suas manifestações pelo respeito às garantias constitucionais não menos essenciais, tais como o direito à honra, à intimidade, à privacidade e à imagem. Além disso, o direito de livre expressão do Membro do Ministério Público deve observar as vedações legais e os deveres funcionais que lhe são 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA não há que se falar em prescrição nos presentes autos, haja vista que não decorreu período superior a 2 (dois) anos entre tais marcos temporais. 4. No dia 09/03/2016, o Dr. Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole (FM 101.3) na condição de Membro do Ministério Público, imputou ao Juiz Federal Sérgio Fernando Moro as características de “analfabeto histórico” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem” para anulá-las. 5. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou o acusado que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. 6. Ao ser questionado por um ouvinte quanto à conotação da expressão acima referida, retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda” e que ambos os interlocutores (o ouvinte e o próprio Procurador de Justiça) estariam inclusos nesse percentual. 7. Os Membros do Ministério Público, assim como todos os indivíduos, são titulares do direito fundamental à liberdade de expressão, positivada no âmbito constitucional no rol dos direitos fundamentais sob o enfoque das liberdades de consciência, de crença e de manifestação de pensamento. Todavia, é entendimento pacífico na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais Superiores que os direitos fundamentais consagrados no texto constitucional não são absolutos. Admite-se, portanto, a relativização de tais direitos quando em confronto com outras garantias de patamar superior, ou de mesma relevância. 8. O Representante Ministerial deve pautar suas manifestações pelo respeito às garantias constitucionais não menos essenciais, tais como o direito à honra, à intimidade, à privacidade e à imagem. Além disso, o direito de livre expressão do Membro do Ministério Público deve observar as vedações legais e os deveres funcionais que lhe são 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA impostos. 9. Assim, ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à sociedade (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. 10. Ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. 11. O contexto fático-probatório evidencia que a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE nº 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE nº 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE nº 11/96).12. 12. Ante o exposto, votamos pela PROCEDÊNCIA do presente Processo Administrativo Disciplinar, com a consequente aplicação da pena de ADVERTÊNCIA ao Procurador de Justiça do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, nos termos do que dispõe o artigo 212 da Lei Complementar Estadual nº 11, de 18 de janeiro de 1996 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia). 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA impostos. 9. Assim, ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à sociedade (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. 10. Ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. 11. O contexto fático-probatório evidencia que a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE nº 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE nº 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE nº 11/96).12. 12. Ante o exposto, votamos pela PROCEDÊNCIA do presente Processo Administrativo Disciplinar, com a consequente aplicação da pena de ADVERTÊNCIA ao Procurador de Justiça do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, nos termos do que dispõe o artigo 212 da Lei Complementar Estadual nº 11, de 18 de janeiro de 1996 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia). 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Sob esse enfoque, merece análise a tese delineada pelo recorrente no sentido de que, no exercício de seu direito fundamental à liberdade de expressão, “não praticou, em suas palavras e opiniões externadas na entrevista, qualquer ofensa à honra, imagem, privacidade e muito menos intimidade”. Nesse ponto, principio ressaltando que a livre circulação de informações representa elemento constitutivo de qualquer regime que se diga democrático. Isso, devido ao fato de que o livre intercâmbio de opiniões e de ideias ressoa indispensável para a formação de uma opinião pública crítica e informada. Com efeito, a inserção ampla, no processo político-deliberativo, de opiniões proferidas por atores distintos e com conteúdos divergentes, por exemplo, possui o condão de afetar a consciência política dos cidadãos comuns aumentando, assim, seus níveis de informação e de senso crítico, melhor capacitando-os para participar do debate público nacional. De fato, a democracia funda-se na presunção em favor da liberdade do cidadão, o que pode ser sintetizado pela expressão germânica Freiheitsvermutung (presunção de liberdade), teoria corroborada pela doutrina norte-americana do primado da liberdade (preferred freedom doctrine), razão pela qual ao Estado contemporâneo se impõe o estímulo ao livre intercâmbio de opiniões em um mercado de ideias (free marktplace of ideas) indispensável para a formação da opinião pública. Contudo, o direito à liberdade de expressão não é um direito fundamental absoluto. Aliás, como ressaltado pelo próprio recorrente, “não se discute que a liberdade de manifestação do pensamento é um direito relativo e, por isso, limitado”. Deveras, a liberdade de expressão, a despeito de possuir uma preferred position nas democracias constitucionais contemporâneas, pode sofrer limitações, desde que razoáveis, proporcionais e visem a prestigiar outros direitos e garantias de mesmo status jusfundamental (e.g., a honra, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Sob esse enfoque, merece análise a tese delineada pelo recorrente no sentido de que, no exercício de seu direito fundamental à liberdade de expressão, “não praticou, em suas palavras e opiniões externadas na entrevista, qualquer ofensa à honra, imagem, privacidade e muito menos intimidade”. Nesse ponto, principio ressaltando que a livre circulação de informações representa elemento constitutivo de qualquer regime que se diga democrático. Isso, devido ao fato de que o livre intercâmbio de opiniões e de ideias ressoa indispensável para a formação de uma opinião pública crítica e informada. Com efeito, a inserção ampla, no processo político-deliberativo, de opiniões proferidas por atores distintos e com conteúdos divergentes, por exemplo, possui o condão de afetar a consciência política dos cidadãos comuns aumentando, assim, seus níveis de informação e de senso crítico, melhor capacitando-os para participar do debate público nacional. De fato, a democracia funda-se na presunção em favor da liberdade do cidadão, o que pode ser sintetizado pela expressão germânica Freiheitsvermutung (presunção de liberdade), teoria corroborada pela doutrina norte-americana do primado da liberdade (preferred freedom doctrine), razão pela qual ao Estado contemporâneo se impõe o estímulo ao livre intercâmbio de opiniões em um mercado de ideias (free marktplace of ideas) indispensável para a formação da opinião pública. Contudo, o direito à liberdade de expressão não é um direito fundamental absoluto. Aliás, como ressaltado pelo próprio recorrente, “não se discute que a liberdade de manifestação do pensamento é um direito relativo e, por isso, limitado”. Deveras, a liberdade de expressão, a despeito de possuir uma preferred position nas democracias constitucionais contemporâneas, pode sofrer limitações, desde que razoáveis, proporcionais e visem a prestigiar outros direitos e garantias de mesmo status jusfundamental (e.g., a honra, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA a imagem, a vida privada e a intimidade). Como sugere Gregorio Badeni (BADENI, Gregorio. Tratado de libertad de prensa. Buenos Aires: Lexis Nevis, 2002, p. 21), se alguma liberdade jurídica fosse absoluta seria impossível concretizar uma vida social em liberdade. Daí que as liberdades constitucionais encontram-se condicionadas à adequação do indivíduo à ordem jurídica da comunidade global. Mais: é essa mesma ratio essendi que admite a imposição de restrições razoáveis, aquelas vocacionadas à harmonização dos interesses individuais rumo à satisfação do interesse comum. No valioso escólio de Robert Alexy, é impossível a existência de um “estado global de liberdade” não apenas em função dos choques entre direitos subjetivos e competências que condicionam a sua existência, mas ainda em função de inúmeras características presentes na organização estatal e na sociedade (ALEXY, Robert. Teoria dos direitos fundamentais. São Paulo: Malheiros, 2008, p. 379). A experiência do direito comparado também é adequada ao deslinde da controvérsia. No julgamento do célebre Caso Lüth (BverfGE 7, 198 – 230), a Corte Constitucional alemã, além de estabelecer que o direito à liberdade de expressão é “a base de toda e qualquer liberdade por excelência”, estabeleceu limites, ressaltando que o direito à “liberdade de expressão não pode se impor, se interesses dignos de proteção de outrem e de grau hierárquico superior forem violados por intermédio do exercício da liberdade de expressão. Para se verificar a presença de tais interesses mais importantes, tem-se que analisar todas as circunstâncias do caso”. No mesmo sentido, os tratados e convenções internacionais em matéria de direitos humanos corroboram essa diretriz hermenêutica, ao afirmarem que a liberdade de expressão, embora ocupe lugar de destaque no plexo de garantias fundamentais asseguradas pelo direito comunitário, encontra limites quando o seu exercício importe em um menoscabo dos direitos alheios (e.g., art. 13, item 2, a, do Pacto de San José da Costa Rica, e art. 10, da Convenção Europeia de Direitos 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA a imagem, a vida privada e a intimidade). Como sugere Gregorio Badeni (BADENI, Gregorio. Tratado de libertad de prensa. Buenos Aires: Lexis Nevis, 2002, p. 21), se alguma liberdade jurídica fosse absoluta seria impossível concretizar uma vida social em liberdade. Daí que as liberdades constitucionais encontram-se condicionadas à adequação do indivíduo à ordem jurídica da comunidade global. Mais: é essa mesma ratio essendi que admite a imposição de restrições razoáveis, aquelas vocacionadas à harmonização dos interesses individuais rumo à satisfação do interesse comum. No valioso escólio de Robert Alexy, é impossível a existência de um “estado global de liberdade” não apenas em função dos choques entre direitos subjetivos e competências que condicionam a sua existência, mas ainda em função de inúmeras características presentes na organização estatal e na sociedade (ALEXY, Robert. Teoria dos direitos fundamentais. São Paulo: Malheiros, 2008, p. 379). A experiência do direito comparado também é adequada ao deslinde da controvérsia. No julgamento do célebre Caso Lüth (BverfGE 7, 198 – 230), a Corte Constitucional alemã, além de estabelecer que o direito à liberdade de expressão é “a base de toda e qualquer liberdade por excelência”, estabeleceu limites, ressaltando que o direito à “liberdade de expressão não pode se impor, se interesses dignos de proteção de outrem e de grau hierárquico superior forem violados por intermédio do exercício da liberdade de expressão. Para se verificar a presença de tais interesses mais importantes, tem-se que analisar todas as circunstâncias do caso”. No mesmo sentido, os tratados e convenções internacionais em matéria de direitos humanos corroboram essa diretriz hermenêutica, ao afirmarem que a liberdade de expressão, embora ocupe lugar de destaque no plexo de garantias fundamentais asseguradas pelo direito comunitário, encontra limites quando o seu exercício importe em um menoscabo dos direitos alheios (e.g., art. 13, item 2, a, do Pacto de San José da Costa Rica, e art. 10, da Convenção Europeia de Direitos 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Humanos). No âmbito interno desta Corte, ao julgar a ADI 5.136 MC, Relator Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 01/07/2014, DJe 30-10- 2014, a maioria dos ministros votaram no sentido de manter a validade do artigo 28 da Lei Geral da Copa (Lei 12.663/2012), que proíbe a entrada de cartazes, bandeiras e símbolos com mensagens ofensivas, sem que isso violasse o direito fundamental à liberdade de expressão. Na mesma linha, ao julgar a Ação Originária 1.390, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 30.08.2011, restou assentado que “embora seja livre a manifestação de pensamento, tal direito não é absoluto. Ao contrário, encontra limites em outros direitos também essenciais para a concretização da dignidade da pessoa humana: a honra, a intimidade, a privacidade e o direito à imagem.” Sob esse prisma, não há negar que mesmo uma liberdade preferencial, como a de expressão, pode ser limitada em uma atividade de ponderação, máxime quando o seu modo de exteriorização redunde em um menoscabo de outro princípio prioritário segundo o quadro da Constituição. De fato, o postulado da liberdade de expressão não pode ser invocado para excluir a possibilidade de responsabilização disciplinar dos membros do Ministério Público que se portem de forma a violar os direitos de qualquer pessoa ou revelem, através de manifestações, absoluta inadequação aos vetores axiológicos e aos parâmetros éticos e jurídicos que regem a atuação dos membros do Parquet. Não se trata de censurar qualquer cidadão, independente do cargo que exerce ou do status que possui. Mas, sim, de sindicar eventual abuso no exercício do direito fundamental à liberdade de expressão. Nesse sentido é o entendimento extraído do acórdão apontado como coator, que, no segundo item de sua ementa, ressalta que: (…) 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Humanos). No âmbito interno desta Corte, ao julgar a ADI 5.136 MC, Relator Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 01/07/2014, DJe 30-10- 2014, a maioria dos ministros votaram no sentido de manter a validade do artigo 28 da Lei Geral da Copa (Lei 12.663/2012), que proíbe a entrada de cartazes, bandeiras e símbolos com mensagens ofensivas, sem que isso violasse o direito fundamental à liberdade de expressão. Na mesma linha, ao julgar a Ação Originária 1.390, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 30.08.2011, restou assentado que “embora seja livre a manifestação de pensamento, tal direito não é absoluto. Ao contrário, encontra limites em outros direitos também essenciais para a concretização da dignidade da pessoa humana: a honra, a intimidade, a privacidade e o direito à imagem.” Sob esse prisma, não há negar que mesmo uma liberdade preferencial, como a de expressão, pode ser limitada em uma atividade de ponderação, máxime quando o seu modo de exteriorização redunde em um menoscabo de outro princípio prioritário segundo o quadro da Constituição. De fato, o postulado da liberdade de expressão não pode ser invocado para excluir a possibilidade de responsabilização disciplinar dos membros do Ministério Público que se portem de forma a violar os direitos de qualquer pessoa ou revelem, através de manifestações, absoluta inadequação aos vetores axiológicos e aos parâmetros éticos e jurídicos que regem a atuação dos membros do Parquet. Não se trata de censurar qualquer cidadão, independente do cargo que exerce ou do status que possui. Mas, sim, de sindicar eventual abuso no exercício do direito fundamental à liberdade de expressão. Nesse sentido é o entendimento extraído do acórdão apontado como coator, que, no segundo item de sua ementa, ressalta que: (…) 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, § 2º, e § 3º, inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso VI, e 77, inciso IV, do Regimento Internos deste Órgão de Controle. Estabelecidas essas premissas, temos, no caso concreto, que o Conselho Nacional do Ministério Público, no exercício de sua competência constitucional (art. 130-A, § 2º, III, da CRFB/88), observou o abuso do recorrente no exercício do direito à liberdade de manifestação do pensamento. Os fatos foram bem delineados pelo Conselheiro Valter Shuenquener de Araújo em seu voto vogal, in verbis: (...) Assim, o requerido ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à opinião pública (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. Do mesmo modo, ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, § 2º, e § 3º, inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso VI, e 77, inciso IV, do Regimento Internos deste Órgão de Controle. Estabelecidas essas premissas, temos, no caso concreto, que o Conselho Nacional do Ministério Público, no exercício de sua competência constitucional (art. 130-A, § 2º, III, da CRFB/88), observou o abuso do recorrente no exercício do direito à liberdade de manifestação do pensamento. Os fatos foram bem delineados pelo Conselheiro Valter Shuenquener de Araújo em seu voto vogal, in verbis: (...) Assim, o requerido ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à opinião pública (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. Do mesmo modo, ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. Nesse cenário, ao fim do devido processo administrativo disciplinar, o Conselho Nacional do Ministério Público entendeu que “a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE nº 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE nº 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE nº 11/96)”. De plano, ante a conjuntura fática analisada, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do procurador Rômulo de Andrade Moreira foram devidamente considerados pelo integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público – a denotar a observância das garantias do contraditório e da ampla defesa; e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, no sentido de que o procurador descumpriu os deveres previstos no art. 145, I, II e IV, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia, o CNMP considerou adequada a aplicação de sanção disciplinar de advertência. Deveras, como tenho defendido nesta Corte, é absolutamente descabida a pretensão de convolar esta Corte em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. É que, no meu entender, devemos partir de uma análise de deferência para com os órgãos autônomos especializados em geral, especialmente àqueles que a Constituição da República outorgou assento 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. Nesse cenário, ao fim do devido processo administrativo disciplinar, o Conselho Nacional do Ministério Público entendeu que “a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE nº 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE nº 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE nº 11/96)”. De plano, ante a conjuntura fática analisada, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do procurador Rômulo de Andrade Moreira foram devidamente considerados pelo integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público – a denotar a observância das garantias do contraditório e da ampla defesa; e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, no sentido de que o procurador descumpriu os deveres previstos no art. 145, I, II e IV, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia, o CNMP considerou adequada a aplicação de sanção disciplinar de advertência. Deveras, como tenho defendido nesta Corte, é absolutamente descabida a pretensão de convolar esta Corte em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. É que, no meu entender, devemos partir de uma análise de deferência para com os órgãos autônomos especializados em geral, especialmente àqueles que a Constituição da República outorgou assento 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA constitucional de competência técnica para determinadas matérias. Nesse sentido, aliás, é a irretocável lição do Ministro Celso de Mello ao julgar o MS 28.799, DJe 06.10.2016, ocasião em que assentou: (…) O que se me afigura fundamental na análise do “thema decidendum” é a circunstância – plenamente demonstrada – de que o ato punitivo contra o qual se insurge a parte impetrante resultou de regular procedimento administrativo-disciplinar em que foram integralmente observadas, pelo E. CNJ, as normas que lhe regem a atividade censória, inexistindo, por isso mesmo, qualquer situação configuradora de ofensa ao direito subjetivo invocado pela autora deste “writ” mandamental. (Grifos no original). Dessa forma, tendo o CNMP examinado a conduta do magistrado de forma adequada e fundamentada, aplicando a sanção a de forma regular, com base nas provas colhidas na seara administrativa, não vejo como, na via estreita do mandado de segurança, verificar a irregularidade da punição imputada sem imiscuir-se no reexame de fatos e provas, o que é inviável nesta sede. Nesse sentido: EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA – DELIBERACÃO DO E. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA PROFERIDA NO ÂMBITO DE PROCESSO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO ESTADUAL – ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS APTOS A JUSTIFICAREM A APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA – SITUAÇÃO DE CONTROVÉRSIA OBJETIVA – ILIQUIDEZ DOS FATOS – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO EXAME DO PLEITO NA VIA SUMARÍSSIMA DO PROCESSO MANDAMENTAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (MS 33848 AgR, Relator Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 08/03/2016, DJe 26/04/2016 – grifo próprio); 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA constitucional de competência técnica para determinadas matérias. Nesse sentido, aliás, é a irretocável lição do Ministro Celso de Mello ao julgar o MS 28.799, DJe 06.10.2016, ocasião em que assentou: (…) O que se me afigura fundamental na análise do “thema decidendum” é a circunstância – plenamente demonstrada – de que o ato punitivo contra o qual se insurge a parte impetrante resultou de regular procedimento administrativo-disciplinar em que foram integralmente observadas, pelo E. CNJ, as normas que lhe regem a atividade censória, inexistindo, por isso mesmo, qualquer situação configuradora de ofensa ao direito subjetivo invocado pela autora deste “writ” mandamental. (Grifos no original). Dessa forma, tendo o CNMP examinado a conduta do magistrado de forma adequada e fundamentada, aplicando a sanção a de forma regular, com base nas provas colhidas na seara administrativa, não vejo como, na via estreita do mandado de segurança, verificar a irregularidade da punição imputada sem imiscuir-se no reexame de fatos e provas, o que é inviável nesta sede. Nesse sentido: EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA – DELIBERACÃO DO E. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA PROFERIDA NO ÂMBITO DE PROCESSO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO ESTADUAL – ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS APTOS A JUSTIFICAREM A APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA – SITUAÇÃO DE CONTROVÉRSIA OBJETIVA – ILIQUIDEZ DOS FATOS – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO EXAME DO PLEITO NA VIA SUMARÍSSIMA DO PROCESSO MANDAMENTAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (MS 33848 AgR, Relator Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 08/03/2016, DJe 26/04/2016 – grifo próprio); 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA E CONCORRENTE DO CNJ. ANÁLISE SOMENTE DOS FATOS NÃO ATINGIDOS PELA PRESCRIÇÃO PARA DETERMINAÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE ACERVO PROBATÓRIO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O CNJ não está condicionado à atuação do órgão correicional local (artigo 103-B, §4º, II, III e V), para somente após proceder, consoante a exegese adotada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça detém competência originária e concorrente com os Tribunais de todo o país para instaurar processos administrativo-disciplinares em face de magistrados. (Precedentes: MS 29.187/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Plenário, DJe 18/2/2014, MS 28.513/DF, Min. Rel. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 25/9/2015) 3. In casu, conforme restou evidenciado no voto do Conselheiro Relator, apenas os fatos tidos como infrações disciplinares e não atingidos pela prescrição foram considerados para respaldar a punição imposta ao recorrente, ficando demonstrado materialmente que tais condutas violaram o art. 36, I e art. 35, VII, da LOMAN. 4. A análise da adequação da sanção envolve rediscussão de fatos e provas produzidas no âmbito do processo administrativo disciplinar, o que não se compatibiliza com a via do mandado de segurança. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 28353-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 10/12/2015 - grifo próprio); Embargos de declaração em mandado de segurança. Decisão monocrática. Conversão em agravo regimental. Processo administrativo disciplinar. Proporcionalidade da pena de cassação de aposentadoria. Alegada inconstitucionalidade do art. 42 da LC nº 35/1979. 1. A decisão agravada foi proferida em amplo 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA E CONCORRENTE DO CNJ. ANÁLISE SOMENTE DOS FATOS NÃO ATINGIDOS PELA PRESCRIÇÃO PARA DETERMINAÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE ACERVO PROBATÓRIO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O CNJ não está condicionado à atuação do órgão correicional local (artigo 103-B, §4º, II, III e V), para somente após proceder, consoante a exegese adotada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça detém competência originária e concorrente com os Tribunais de todo o país para instaurar processos administrativo-disciplinares em face de magistrados. (Precedentes: MS 29.187/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Plenário, DJe 18/2/2014, MS 28.513/DF, Min. Rel. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 25/9/2015) 3. In casu, conforme restou evidenciado no voto do Conselheiro Relator, apenas os fatos tidos como infrações disciplinares e não atingidos pela prescrição foram considerados para respaldar a punição imposta ao recorrente, ficando demonstrado materialmente que tais condutas violaram o art. 36, I e art. 35, VII, da LOMAN. 4. A análise da adequação da sanção envolve rediscussão de fatos e provas produzidas no âmbito do processo administrativo disciplinar, o que não se compatibiliza com a via do mandado de segurança. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 28353-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 10/12/2015 - grifo próprio); Embargos de declaração em mandado de segurança. Decisão monocrática. Conversão em agravo regimental. Processo administrativo disciplinar. Proporcionalidade da pena de cassação de aposentadoria. Alegada inconstitucionalidade do art. 42 da LC nº 35/1979. 1. A decisão agravada foi proferida em amplo 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA juízo de cognição e está em plena consonância com o entendimento firmado pela Corte, o que, por conseguinte, afasta de plano qualquer alegação de violação dos princípios do devido processo legal e da colegialidade. 2. O procedimento disciplinar foi conduzido por autoridade competente, que concluiu pela aplicação de pena prevista em lei, com amparo nas provas colhidas ao longo do procedimento. Impõe-se, destarte, reafirmar que conclusão diversa acerca da adequação da conduta do recorrente demandaria exame e reavaliação de todas as provas integrantes do feito administrativo. 3. As penas disciplinares previstas no art. 42 da LC nº 35/1979 estão de acordo com o estabelecido no art. 4º, inciso VI, do RICNJ e com o art. 103-B, § 4º, III, da CF. 4. A pretensão para que se declare a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 42 da LOMAN mostra-se desconectada do caso dos autos, uma vez que uma tal decisão não produz qualquer efeito na decisão do c. CNJ apontada como ato impugnado. Ausente, portanto, o pressuposto subjetivo do interesse jurídico de agir. 5. Agravo regimental não provido. (MS 28790 - ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 20/9/2013 - grifo próprio). Por fim, cumpre assinalar, por oportuno e necessário, que o processo constitucional do mandado de segurança (i) não se presta à reapreciação de matéria fática, (ii) nem constitui instrumento idôneo à reavaliação do contexto probatório equacionado e ponderado pela autoridade competente. Como cediço, o direito líquido e certo no mandado de segurança diz respeito à desnecessidade de produção de provas para elucidação dos fatos em que se fundamenta o pedido. A liquidez e a certeza do direito consubstanciam verdadeiro pressuposto processual objetivo, ligado à adequação do procedimento, cuja inobservância desautoriza a tutela pela via do writ constitucional. Precisamente por isso que a causa de pedir neste rito prescinde de dilação probatória para a sua cabal comprovação. É esse o magistério do clássico Hely Lopes Meirelles, verbis: 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA juízo de cognição e está em plena consonância com o entendimento firmado pela Corte, o que, por conseguinte, afasta de plano qualquer alegação de violação dos princípios do devido processo legal e da colegialidade. 2. O procedimento disciplinar foi conduzido por autoridade competente, que concluiu pela aplicação de pena prevista em lei, com amparo nas provas colhidas ao longo do procedimento. Impõe-se, destarte, reafirmar que conclusão diversa acerca da adequação da conduta do recorrente demandaria exame e reavaliação de todas as provas integrantes do feito administrativo. 3. As penas disciplinares previstas no art. 42 da LC nº 35/1979 estão de acordo com o estabelecido no art. 4º, inciso VI, do RICNJ e com o art. 103-B, § 4º, III, da CF. 4. A pretensão para que se declare a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 42 da LOMAN mostra-se desconectada do caso dos autos, uma vez que uma tal decisão não produz qualquer efeito na decisão do c. CNJ apontada como ato impugnado. Ausente, portanto, o pressuposto subjetivo do interesse jurídico de agir. 5. Agravo regimental não provido. (MS 28790 - ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 20/9/2013 - grifo próprio). Por fim, cumpre assinalar, por oportuno e necessário, que o processo constitucional do mandado de segurança (i) não se presta à reapreciação de matéria fática, (ii) nem constitui instrumento idôneo à reavaliação do contexto probatório equacionado e ponderado pela autoridade competente. Como cediço, o direito líquido e certo no mandado de segurança diz respeito à desnecessidade de produção de provas para elucidação dos fatos em que se fundamenta o pedido. A liquidez e a certeza do direito consubstanciam verdadeiro pressuposto processual objetivo, ligado à adequação do procedimento, cuja inobservância desautoriza a tutela pela via do writ constitucional. Precisamente por isso que a causa de pedir neste rito prescinde de dilação probatória para a sua cabal comprovação. É esse o magistério do clássico Hely Lopes Meirelles, verbis: 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA “Direito líquido e certo é o que resulta de fato certo, ou seja, é aquele capaz de ser comprovado, de plano, por documentação inequívoca. Note-se que o direito é sempre líquido e certo. A caracterização de imprecisão e incerteza recai sobre os fatos, que necessitam de comprovação. Importante notar que está englobado na conceituação de direito líquido e certo o fato que para tonar-se incontroverso necessite somente de adequada interpretação do direito, não havendo possibilidade de o juiz denegá-lo, sob o pretexto de tratar- se de questão de grande complexidade jurídica” (MEIRELLES, Hely Lopes. Mandado de Segurança. 27ª edição, São Paulo: Malheiros Editores, 2004, p. 36-38). Desse modo, estando dentro do espectro de competências do CNMP, a causa petendi do mandamus é todo incompatível com rito especial do mandado de segurança, mormente por não estar demonstrado, por meio de prova inequívoca, ilegalidade ou abuso de poder praticado pela autoridade impetrada a evidenciar violação a direito líquido e certo. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA “Direito líquido e certo é o que resulta de fato certo, ou seja, é aquele capaz de ser comprovado, de plano, por documentação inequívoca. Note-se que o direito é sempre líquido e certo. A caracterização de imprecisão e incerteza recai sobre os fatos, que necessitam de comprovação. Importante notar que está englobado na conceituação de direito líquido e certo o fato que para tonar-se incontroverso necessite somente de adequada interpretação do direito, não havendo possibilidade de o juiz denegá-lo, sob o pretexto de tratar- se de questão de grande complexidade jurídica” (MEIRELLES, Hely Lopes. Mandado de Segurança. 27ª edição, São Paulo: Malheiros Editores, 2004, p. 36-38). Desse modo, estando dentro do espectro de competências do CNMP, a causa petendi do mandamus é todo incompatível com rito especial do mandado de segurança, mormente por não estar demonstrado, por meio de prova inequívoca, ilegalidade ou abuso de poder praticado pela autoridade impetrada a evidenciar violação a direito líquido e certo. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 32 Extrato de Ata - 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) : MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS (19260/BA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4165-B64C-4A5B-8032 e senha 80D6-A70B-8AA7-8355 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) : MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS (19260/BA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4165-B64C-4A5B-8032 e senha 80D6-A70B-8AA7-8355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 32
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2019-05-06T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO – CNMP. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PROCURADOR DE JUSTIÇA ESTADUAL. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ABUSO DO EXERCÍCIO DE DIREITO. EXCESSO DE LINGUAGEM. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATRIBUIÇÕES CONSTITUCIONALMENTE ATRIBUÍDAS AO CNMP. ART. 130-A, § 2º, III, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEFERÊNCIA. CAPACIDADE INSTITUCIONAL. HABILITAÇÃO TÉCNICA. APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A democracia funda-se na presunção em favor da liberdade do cidadão, o que pode ser sintetizado pela expressão germânica Freiheitsvermutung (presunção de liberdade), teoria corroborada pela doutrina norte-americana do primado da liberdade (preferred freedom doctrine), razão pela qual ao Estado contemporâneo se impõe o estímulo ao livre intercâmbio de opiniões em um mercado de idéias (free marktplace of ideas) indispensável para a formação da opinião pública. 2. A liberdade de expressão, a despeito de possuir uma preferred position nas democracias constitucionais contemporâneas, pode sofrer limitações, desde que razoáveis, proporcionais e visem a prestigiar outros direitos e garantias de mesmo status jusfundamental (e.g., a honra, a imagem, a vida privada e a intimidade). 3. A conduta imputada ao impetrante no Processo Administrativo Disciplinar diz respeito à utilização de expressões inadequadas e desrespeitosas ao se referir à sociedade, à determinada autoridade judiciária federal, ao Supremo Tribunal Federal e ao Ministério Público em entrevista concedida na qualidade de Procurador da República. 4. In casu, restou apurado que, ao conceder entrevista à determinada rádio, o impetrante: (i) imputou ao Juiz Federal Sérgio Moro as características de “analfabeto” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, (ii) declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem para anulá-las”, (iii) alegou que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal, “pedidas pela minha instituição”, e (iv) ao ser questionado acerca da opinião pública acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”; ato contínuo, ao ser indagado por determinado ouvinte se ele estaria incluído neste grupo, o impetrante retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda”, e respondeu que estariam ambos incluídos. 5. A liberdade de expressão não pode ser invocado para excluir a possibilidade de responsabilização disciplinar dos membros do Ministério Público que se portem de forma a violar os direitos fundamentais de qualquer pessoa ou revelem, através de manifestações, absoluta inadequação aos vetores axiológicos e aos parâmetros éticos e jurídicos que regem a atuação dos membros do Parquet. 6. O art. 130-A, § 2º, III, da Constituição da República outorga ao Conselho Nacional do Ministério Público a competência originária para o recebimento de reclamações disciplinares contra membros do Ministério Público. 7. O Conselho Nacional do Ministério Público, após o devido processo legal, entendeu que “a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE nº 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE nº 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE nº 11/96)”. 8. O ato impugnado encontra-se devidamente justificado e está dentro do espectro de competências do órgão de controle, o que revela ser a causa petendi do mandamus incompatível com rito especial da ação, mormente por não estar demonstrado, por meio de prova inequívoca, ilegalidade ou abuso de poder praticado pela autoridade impetrada a evidenciar violação a direito líquido e certo. 9. O Supremo Tribunal Federal não é instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo CNMP no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas, de sorte que, ressalvadas as hipóteses de flagrante ilegalidade ou teratologia, impõe-se ao Poder Judiciário autocontenção (judicial self-restraint) e deferência às valorações realizadas pelos órgãos especializados, dada sua maior capacidade institucional para o tratamento da matéria. 10. A medida liminar em processos objetivos opera-se com efeitos ex nunc, a teor do que dispõe expressamente o art. 11, § 1º, da Lei 9.868/1999, o que refuta a aplicabilidade da decisão cautelar monocrática exarada na ADI 5.125, uma vez que ela foi publicada em 10.02.2017, ao passo que o acórdão impugnado data de 21.06.2016. 11. Agravo interno DESPROVIDO.
sjur403894
- Acórdão(s) citado(s): (LIMITAÇÃO, DIREITO, LIBERDADE DE EXPRESSÃO) AO 1390 (TP), ADI 5136 MC (TP). (MS, REEXAME, FATO, PROVA) MS 28353 AgR (1ªT), MS 28790 ED (TP), MS 33848 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (COMPETÊNCIA, CNMP) MS 28799. - Legislação estrangeira citada: Art. 10, da Convenção Europeia dos Direitos do Homem. - Decisões estrangeiras citadas: Caso Lüth (BverfGE 7, 198 –230), da Corte Constitucional alemã. - Veja ADI 5125 do STF. Número de páginas: 32. Análise: 14/10/2019, JRS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
34493
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-0130A PAR-00002 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009868 ANO-1999\n ART-00011 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-012663 ANO-2012\n ART-00028\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-INT CVC ANO-1969\n ART-00013 NÚMERO-2 LET-A\n CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA), DE 22 DE NOVEMBRO DE 1969\n\n", "LEG-FED DLG-000027 ANO-1992\n DECRETO LEGISLATIVO - APROVA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA), DE 22 DE NOVEMBRO DE 1969\n\n", "LEG-FED DEC-000678 ANO-1992\n DECRETO - PROMULGA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS (PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA), DE 22 DE NOVEMBRO DE 1969\n\n", "LEG-FED RGI ANO-2008\n ART-00018 INC-00006 ART-00077 INC-00004\n REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO - CNMP\n\n", "LEG-EST LCP-000011 ANO-1996\n ART-00145 INC-00001 INC-00002 INC-00004\n LEI COMPLEMENTAR, BA" ]
MS-AgR
acordaos
MS 34493 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) : MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) :MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO – CNMP. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PROCURADOR DE JUSTIÇA ESTADUAL. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ABUSO DO EXERCÍCIO DE DIREITO. EXCESSO DE LINGUAGEM. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATRIBUIÇÕES CONSTITUCIONALMENTE ATRIBUÍDAS AO CNMP. ART. 130-A, § 2..., III, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEFERÊNCIA. CAPACIDADE INSTITUCIONAL. HABILITAÇÃO TÉCNICA. APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A democracia funda-se na presunção em favor da liberdade do cidadão, o que pode ser sintetizado pela expressão germânica Freiheitsvermutung (presunção de liberdade), teoria corroborada pela doutrina norte-americana do primado da liberdade (preferred freedom doctrine), razão pela qual ao Estado contemporâneo se impõe o estímulo ao livre intercâmbio de opiniões em um mercado de idéias (free marktplace of ideas) indispensável para a formação da opinião pública. 2. A liberdade de expressão, a despeito de possuir uma preferred position nas democracias constitucionais contemporâneas, pode sofrer limitações, desde que razoáveis, proporcionais e visem a prestigiar outros direitos e garantias de mesmo status jusfundamental (e.g., a honra, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4178-2CDC-8E2C-972E e senha BC2D-D25D-8AFB-658E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 32 Ementa e Acórdão MS 34493 AGR / BA imagem, a vida privada e a intimidade). 3. A conduta imputada ao impetrante no Processo Administrativo Disciplinar diz respeito à utilização de expressões inadequadas e desrespeitosas ao se referir à sociedade, à determinada autoridade judiciária federal, ao Supremo Tribunal Federal e ao Ministério Público em entrevista concedida na qualidade de Procurador da República. 4. In casu, restou apurado que, ao conceder entrevista à determinada rádio, o impetrante: (i) imputou ao Juiz Federal Sérgio Moro as características de “analfabeto” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, (ii) declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem para anulá-las”, (iii) alegou que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal, “pedidas pela minha instituição”, e (iv) ao ser questionado acerca da opinião pública acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”; ato contínuo, ao ser indagado por determinado ouvinte se ele estaria incluído neste grupo, o impetrante retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda”, e respondeu que estariam ambos incluídos. 5. A liberdade de expressão não pode ser invocado para excluir a possibilidade de responsabilização disciplinar dos membros do Ministério Público que se portem de forma a violar os direitos fundamentais de qualquer pessoa ou revelem, através de manifestações, absoluta inadequação aos vetores axiológicos e aos parâmetros éticos e jurídicos que regem a atuação dos membros do Parquet. 6. O art. 130-A, § 2..., III, da Constituição da República outorga ao Conselho Nacional do Ministério Público a competência originária para o recebimento de reclamações disciplinares contra membros do Ministério Público. 7. O Conselho Nacional do Ministério Público, após o devido processo legal, entendeu que “a conduta do processado importou em violação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4178-2CDC-8E2C-972E e senha BC2D-D25D-8AFB-658E Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA imagem, a vida privada e a intimidade). 3. A conduta imputada ao impetrante no Processo Administrativo Disciplinar diz respeito à utilização de expressões inadequadas e desrespeitosas ao se referir à sociedade, à determinada autoridade judiciária federal, ao Supremo Tribunal Federal e ao Ministério Público em entrevista concedida na qualidade de Procurador da República. 4. In casu, restou apurado que, ao conceder entrevista à determinada rádio, o impetrante: (i) imputou ao Juiz Federal Sérgio Moro as características de “analfabeto” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, (ii) declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem para anulá-las”, (iii) alegou que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal, “pedidas pela minha instituição”, e (iv) ao ser questionado acerca da opinião pública acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”; ato contínuo, ao ser indagado por determinado ouvinte se ele estaria incluído neste grupo, o impetrante retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda”, e respondeu que estariam ambos incluídos. 5. A liberdade de expressão não pode ser invocado para excluir a possibilidade de responsabilização disciplinar dos membros do Ministério Público que se portem de forma a violar os direitos fundamentais de qualquer pessoa ou revelem, através de manifestações, absoluta inadequação aos vetores axiológicos e aos parâmetros éticos e jurídicos que regem a atuação dos membros do Parquet. 6. O art. 130-A, § 2..., III, da Constituição da República outorga ao Conselho Nacional do Ministério Público a competência originária para o recebimento de reclamações disciplinares contra membros do Ministério Público. 7. O Conselho Nacional do Ministério Público, após o devido processo legal, entendeu que “a conduta do processado importou em violação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4178-2CDC-8E2C-972E e senha BC2D-D25D-8AFB-658E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 32 Ementa e Acórdão MS 34493 AGR / BA dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE n 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE n 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE n 11/96)”. 8. O ato impugnado encontra-se devidamente justificado e está dentro do espectro de competências do órgão de controle, o que revela ser a causa petendi do mandamus incompatível com rito especial da ação, mormente por não estar demonstrado, por meio de prova inequívoca, ilegalidade ou abuso de poder praticado pela autoridade impetrada a evidenciar violação a direito líquido e certo. 9. O Supremo Tribunal Federal não é instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo CNMP no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas, de sorte que, ressalvadas as hipóteses de flagrante ilegalidade ou teratologia, impõe-se ao Poder Judiciário autocontenção (judicial self-restraint) e deferência às valorações realizadas pelos órgãos especializados, dada sua maior capacidade institucional para o tratamento da matéria. 10. A medida liminar em processos objetivos opera-se com efeitos ex nunc, a teor do que dispõe expressamente o art. 11, § 1..., da Lei 9.868/1999, o que refuta a aplicabilidade da decisão cautelar monocrática exarada na ADI 5.125, uma vez que ela foi publicada em 10.02.2017, ao passo que o acórdão impugnado data de 21.06.2016. 11. Agravo interno DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 26/04 a 03/05/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 06 de maio de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4178-2CDC-8E2C-972E e senha BC2D-D25D-8AFB-658E Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE n 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE n 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE n 11/96)”. 8. O ato impugnado encontra-se devidamente justificado e está dentro do espectro de competências do órgão de controle, o que revela ser a causa petendi do mandamus incompatível com rito especial da ação, mormente por não estar demonstrado, por meio de prova inequívoca, ilegalidade ou abuso de poder praticado pela autoridade impetrada a evidenciar violação a direito líquido e certo. 9. O Supremo Tribunal Federal não é instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo CNMP no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas, de sorte que, ressalvadas as hipóteses de flagrante ilegalidade ou teratologia, impõe-se ao Poder Judiciário autocontenção (judicial self-restraint) e deferência às valorações realizadas pelos órgãos especializados, dada sua maior capacidade institucional para o tratamento da matéria. 10. A medida liminar em processos objetivos opera-se com efeitos ex nunc, a teor do que dispõe expressamente o art. 11, § 1..., da Lei 9.868/1999, o que refuta a aplicabilidade da decisão cautelar monocrática exarada na ADI 5.125, uma vez que ela foi publicada em 10.02.2017, ao passo que o acórdão impugnado data de 21.06.2016. 11. Agravo interno DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 26/04 a 03/05/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 06 de maio de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4178-2CDC-8E2C-972E e senha BC2D-D25D-8AFB-658E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 32 Voto Vogal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) :MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O processo versa a impugnação de ato do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, em âmbito sancionador, mediante o qual assentada, considerada a concessão de entrevista pelo impetrante, Promotor de Justiça, ocorrência de conduta reveladora de “violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo”. Cuida-se de controvérsia cujo figurino básico possui envergadura maior, constitucional, ante problemática alusiva ao alcance da garantia constitucional alusiva à liberdade de expressão, reforçada pelos ares democráticos trazidos pela Carta de 1988. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, pronuncio-me no sentido do provimento do agravo para que a impetração tenha regular sequência, vindo o Supremo a enfrentar o tema com maior profundidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4126-EABE-07FE-5F96 e senha 8F40-114D-E62B-7A8D Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) :MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O processo versa a impugnação de ato do Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP, em âmbito sancionador, mediante o qual assentada, considerada a concessão de entrevista pelo impetrante, Promotor de Justiça, ocorrência de conduta reveladora de “violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo”. Cuida-se de controvérsia cujo figurino básico possui envergadura maior, constitucional, ante problemática alusiva ao alcance da garantia constitucional alusiva à liberdade de expressão, reforçada pelos ares democráticos trazidos pela Carta de 1988. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, pronuncio-me no sentido do provimento do agravo para que a impetração tenha regular sequência, vindo o Supremo a enfrentar o tema com maior profundidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4126-EABE-07FE-5F96 e senha 8F40-114D-E62B-7A8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 32 Relatório 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) :MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Rômulo de Andrade Moreira contra decisão que negou seguimento ao mandado de segurança, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO CNMP. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PROCURADOR DE JUSTIÇA ESTADUAL. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ABUSO DO EXERCÍCIO DE DIREITO. EXCESSO DE LINGUAGEM. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATRIBUIÇÕES CONSTITUCIONALMENTE ATRIBUÍDAS AO CNMP. ART. 130-A, § 2..., III, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEFERÊNCIA. CAPACIDADE INSTITUCIONAL. HABILITAÇÃO TÉCNICA. APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO” Originariamente, o mandamus foi impetrado em face de decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, que, nos autos Processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) :MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Rômulo de Andrade Moreira contra decisão que negou seguimento ao mandado de segurança, assim ementada: “MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO CNMP. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PROCURADOR DE JUSTIÇA ESTADUAL. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE EXPRESSÃO. ABUSO DO EXERCÍCIO DE DIREITO. EXCESSO DE LINGUAGEM. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATRIBUIÇÕES CONSTITUCIONALMENTE ATRIBUÍDAS AO CNMP. ART. 130-A, § 2..., III, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DEFERÊNCIA. CAPACIDADE INSTITUCIONAL. HABILITAÇÃO TÉCNICA. APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO” Originariamente, o mandamus foi impetrado em face de decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, que, nos autos Processo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA Administrativo Disciplinar 1.00283/2016-73, concluiu pela aplicação da sanção de advertência ao impetrante. Consta nos autos que, no dia 09.03.2016, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole de Salvador/BA acerca do tema “condução coercitiva”, na qualidade de Procurador de Justiça, teria se utilizado de linguagem imprópria ao se referir à opinião pública, bem como teria tecido críticas, de forma exacerbada, à atuação do Juiz Federal Sérgio Moro e dos Tribunais constitucionais. Narra que a comissão processante teria apurado as condutas do impetrante quando referiu-se ao juiz federal Sérgio Moro como “analfabeto” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os Tribunais ignorariam as nulidades praticadas pois “não têm coragem” para anulá-las. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva nas práticas criminosas investigadas, declarou que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. Ato contínuo, ao ser perguntado por determinado ouvinte se ele estaria incluído neste grupo, o impetrante retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda”, e respondeu que estariam ambos incluídos. Com base nesses fatos, o Corregedor Nacional do Ministério Público instaurou o Processo Administrativo Disciplinar 1.00283/2016-73 contra o impetrante, alegando violação dos arts. 145, incisos I e VI, e 148, VII, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia (Lei Complementar Estadual 11/96), e requereu a aplicação da sanção de censura. Ao fim do processo, o Conselho Nacional do Ministério Público, em votação unânime, decidiu pela procedência dos pedidos da Corregedoria, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Administrativo Disciplinar 1.00283/2016-73, concluiu pela aplicação da sanção de advertência ao impetrante. Consta nos autos que, no dia 09.03.2016, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole de Salvador/BA acerca do tema “condução coercitiva”, na qualidade de Procurador de Justiça, teria se utilizado de linguagem imprópria ao se referir à opinião pública, bem como teria tecido críticas, de forma exacerbada, à atuação do Juiz Federal Sérgio Moro e dos Tribunais constitucionais. Narra que a comissão processante teria apurado as condutas do impetrante quando referiu-se ao juiz federal Sérgio Moro como “analfabeto” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os Tribunais ignorariam as nulidades praticadas pois “não têm coragem” para anulá-las. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva nas práticas criminosas investigadas, declarou que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. Ato contínuo, ao ser perguntado por determinado ouvinte se ele estaria incluído neste grupo, o impetrante retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda”, e respondeu que estariam ambos incluídos. Com base nesses fatos, o Corregedor Nacional do Ministério Público instaurou o Processo Administrativo Disciplinar 1.00283/2016-73 contra o impetrante, alegando violação dos arts. 145, incisos I e VI, e 148, VII, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia (Lei Complementar Estadual 11/96), e requereu a aplicação da sanção de censura. Ao fim do processo, o Conselho Nacional do Ministério Público, em votação unânime, decidiu pela procedência dos pedidos da Corregedoria, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA aplicando a pena de advertência ao impetrante, nos seguintes termos, in verbis: “PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO. EXCESSO DE LINGUAGEM. CRÍTICA EXACERBADA A JUIZ FEDERAL E AOS TRIBUNAIS. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. APLICAÇÃO DE PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. PROCEDÊNCIA. 1. Trata-se de Processo Administrativo Disciplinar instaurado, a partir da Portaria CNMP-CN n 00075, de 04 de maio de 2016, para exame de eventuais faltas funcionais atribuídas ao Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, pelos fatos constantes da Portaria inaugural lavrada nos autos da Reclamação Disciplinar n 0.00.000.000250/2016-15. 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, §2..., e §3..., inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso IV, e 77, inciso IV, do Regimento Interno deste Órgão de Controle. 3. Segundo o disposto no artigo 228 da Lei Complementar do Estado da Bahia n 11/96 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia), a pretensão punitiva estatal prescreve em 2 (dois) anos para as faltas puníveis com advertência, censura ou suspensão, contados do dia do cometimento da infração. Considerando que a entrevista no veículo de comunicação foi concedida no dia 09/03/2016 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA aplicando a pena de advertência ao impetrante, nos seguintes termos, in verbis: “PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO. EXCESSO DE LINGUAGEM. CRÍTICA EXACERBADA A JUIZ FEDERAL E AOS TRIBUNAIS. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. APLICAÇÃO DE PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. PROCEDÊNCIA. 1. Trata-se de Processo Administrativo Disciplinar instaurado, a partir da Portaria CNMP-CN n 00075, de 04 de maio de 2016, para exame de eventuais faltas funcionais atribuídas ao Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, pelos fatos constantes da Portaria inaugural lavrada nos autos da Reclamação Disciplinar n 0.00.000.000250/2016-15. 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, §2..., e §3..., inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso IV, e 77, inciso IV, do Regimento Interno deste Órgão de Controle. 3. Segundo o disposto no artigo 228 da Lei Complementar do Estado da Bahia n 11/96 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia), a pretensão punitiva estatal prescreve em 2 (dois) anos para as faltas puníveis com advertência, censura ou suspensão, contados do dia do cometimento da infração. Considerando que a entrevista no veículo de comunicação foi concedida no dia 09/03/2016 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA e que o Processo Administrativo foi instaurado no dia 04/05/2016, não há que se falar em prescrição nos presentes autos, haja vista que não decorreu período superior a 2 (dois) anos entre tais marcos temporais. 4. No dia 09/03/2016, o Dr. Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole (FM 101.3) na condição de Membro do Ministério Público, imputou ao Juiz Federal Sérgio Fernando Moro as características de “analfabeto histórico” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem” para anulá-las. 5. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou o acusado que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. 6. Ao ser questionado por um ouvinte quanto à conotação da expressão acima referida, retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda” e que ambos os interlocutores (o ouvinte e o próprio Procurador de Justiça) estariam inclusos nesse percentual. 7. Os Membros do Ministério Público, assim como todos os indivíduos, são titulares do direito fundamental à liberdade de expressão, positivada no âmbito constitucional no rol dos direitos fundamentais sob o enfoque das liberdades de consciência, de crença e de manifestação de pensamento. Todavia, é entendimento pacífico na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais Superiores que os direitos fundamentais consagrados no texto constitucional não são absolutos. Admite-se, portanto, a relativização de tais direitos quando em confronto com outras garantias de patamar superior, ou de mesma relevância. 8. O Representante Ministerial deve pautar suas manifestações pelo respeito às garantias constitucionais não menos essenciais, tais como o direito à honra, à intimidade, à privacidade e à imagem. Além disso, o direito de livre expressão do Membro do Ministério Público 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA e que o Processo Administrativo foi instaurado no dia 04/05/2016, não há que se falar em prescrição nos presentes autos, haja vista que não decorreu período superior a 2 (dois) anos entre tais marcos temporais. 4. No dia 09/03/2016, o Dr. Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole (FM 101.3) na condição de Membro do Ministério Público, imputou ao Juiz Federal Sérgio Fernando Moro as características de “analfabeto histórico” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem” para anulá-las. 5. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou o acusado que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. 6. Ao ser questionado por um ouvinte quanto à conotação da expressão acima referida, retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda” e que ambos os interlocutores (o ouvinte e o próprio Procurador de Justiça) estariam inclusos nesse percentual. 7. Os Membros do Ministério Público, assim como todos os indivíduos, são titulares do direito fundamental à liberdade de expressão, positivada no âmbito constitucional no rol dos direitos fundamentais sob o enfoque das liberdades de consciência, de crença e de manifestação de pensamento. Todavia, é entendimento pacífico na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais Superiores que os direitos fundamentais consagrados no texto constitucional não são absolutos. Admite-se, portanto, a relativização de tais direitos quando em confronto com outras garantias de patamar superior, ou de mesma relevância. 8. O Representante Ministerial deve pautar suas manifestações pelo respeito às garantias constitucionais não menos essenciais, tais como o direito à honra, à intimidade, à privacidade e à imagem. Além disso, o direito de livre expressão do Membro do Ministério Público 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA deve observar as vedações legais e os deveres funcionais que lhe são impostos. 9. Assim, ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à sociedade (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. 10. Ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. 11. O contexto fático-probatório evidencia que a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE n 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE n 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE n 11/96). 12. Ante o exposto, votamos pela PROCEDÊNCIA do presente Processo Administrativo Disciplinar, com a consequente aplicação da pena de ADVERTÊNCIA ao Procurador de Justiça do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, nos termos do que dispõe o artigo 212 da Lei Complementar Estadual n 11, de 18 de janeiro de 1996 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA deve observar as vedações legais e os deveres funcionais que lhe são impostos. 9. Assim, ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à sociedade (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. 10. Ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. 11. O contexto fático-probatório evidencia que a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE n 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE n 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE n 11/96). 12. Ante o exposto, votamos pela PROCEDÊNCIA do presente Processo Administrativo Disciplinar, com a consequente aplicação da pena de ADVERTÊNCIA ao Procurador de Justiça do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, nos termos do que dispõe o artigo 212 da Lei Complementar Estadual n 11, de 18 de janeiro de 1996 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA Contra esta decisão do CNMP se insurgiu o recorrente. Em amparo de sua pretensão, argumenta a nulidade do processo, como um todo, em virtude da incompetência do Conselho Nacional do Ministério Público para apreciar a matéria. Segundo afirma, “o art. 130-A, § 2... e § 3..., inciso I, da Constituição Federal não confere ao Conselho Nacional do Ministério Público competência para sancionar ou censurar, por qualquer forma, o cidadão Rômulo de Andrade Moreira e nem o Professor de Processo Penal, Especialista Rômulo de Andrade Moreira”. Ademais, aduz que sua conduta não concretizaria violação ao art. 145, I, II e IV da Lei Complementar Estadual 11/96, uma vez que não teria ofendido Tribunal algum no país, mas, apenas, feito uma crítica contundente à “postura passiva dos tribunais em não corrigir ilegalidades que estavam sendo praticadas na chamada Operação Lava Jato”. Justifica o uso do termo “merda” enquanto comparação com a opinião pública, que não deveria nortear a atuação jurisdicional. Outrossim, defende que referida manifestação estaria protegida pelo direito constitucional à liberdade de manifestação do pensamento, que abrangeria, inclusive, o direito de crítica contundente. Para o impetrante, sua punição “apenas se justifica pela imposição de um discurso moralista, politicamente correto, de ode ao elogio, que não se coadunam com a consagração da liberdade de manifestação do pensamento”. Pugna, enfim, pela concessão da segurança, para “declarar a nulidade do Processo Administrativo Disciplinar n 1.00283/2016-73, bem como da punição aplicada, ou, ao menos, da penalidade de advertência aplicada ao Impetrante em razão de não haver cometido qualquer infração funcional”. Devidamente intimada, a autoridade coatora prestou informações. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Contra esta decisão do CNMP se insurgiu o recorrente. Em amparo de sua pretensão, argumenta a nulidade do processo, como um todo, em virtude da incompetência do Conselho Nacional do Ministério Público para apreciar a matéria. Segundo afirma, “o art. 130-A, § 2... e § 3..., inciso I, da Constituição Federal não confere ao Conselho Nacional do Ministério Público competência para sancionar ou censurar, por qualquer forma, o cidadão Rômulo de Andrade Moreira e nem o Professor de Processo Penal, Especialista Rômulo de Andrade Moreira”. Ademais, aduz que sua conduta não concretizaria violação ao art. 145, I, II e IV da Lei Complementar Estadual 11/96, uma vez que não teria ofendido Tribunal algum no país, mas, apenas, feito uma crítica contundente à “postura passiva dos tribunais em não corrigir ilegalidades que estavam sendo praticadas na chamada Operação Lava Jato”. Justifica o uso do termo “merda” enquanto comparação com a opinião pública, que não deveria nortear a atuação jurisdicional. Outrossim, defende que referida manifestação estaria protegida pelo direito constitucional à liberdade de manifestação do pensamento, que abrangeria, inclusive, o direito de crítica contundente. Para o impetrante, sua punição “apenas se justifica pela imposição de um discurso moralista, politicamente correto, de ode ao elogio, que não se coadunam com a consagração da liberdade de manifestação do pensamento”. Pugna, enfim, pela concessão da segurança, para “declarar a nulidade do Processo Administrativo Disciplinar n 1.00283/2016-73, bem como da punição aplicada, ou, ao menos, da penalidade de advertência aplicada ao Impetrante em razão de não haver cometido qualquer infração funcional”. Devidamente intimada, a autoridade coatora prestou informações. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da segurança, através de parecer que porta a seguinte ementa, in verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO Medida Provisória/BA. COMPETÊNCIA CNMP. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA. 1. Trata-se de mandado de segurança impetrado por Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, contra decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, que lhe aplicou a penalidade de advertência, nos autos do Processo Administrativo Disciplinar 1.00283/2016- 73. 2. Competência do CNMP para o controle do cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Ministério Público. Art. 130-A, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88. Deveres do cargo. Conduta irrepreensível na vida pública e privada. 3. Atuação incompatível com os misteres do exercício da função ministerial. Violação ao prescrito pelo art. 145, inc. I, II e IV, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia. 4. Parecer pela denegação da segurança.” No dia 27.07.2017, o impetrante pugnou pelo reconhecimento de impedimento do Procurador-Geral da República para emitir parecer nos autos, pela condição de Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público. Além disso, requereu a declaração de nulidade da instauração do processo administrativo disciplinar, sustentado a necessidade de aplicação da decisão liminar monocrática deferida pelo Ministro Gilmar Mendes nos autos da ADI 5.125. No dia 22.05.2018, neguei seguimento ao writ, na medida em que a narrativa revela não haver qualquer excepcionalidade flagrante que pudesse justificar a admissão do mandamus contra decisão administrativa do Conselho Nacional do Ministério Público. Inconformado com a referida decisão, o agravante argumenta, em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da segurança, através de parecer que porta a seguinte ementa, in verbis: “MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO Medida Provisória/BA. COMPETÊNCIA CNMP. DEVIDO PROCESSO LEGAL. DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA. 1. Trata-se de mandado de segurança impetrado por Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, contra decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, que lhe aplicou a penalidade de advertência, nos autos do Processo Administrativo Disciplinar 1.00283/2016- 73. 2. Competência do CNMP para o controle do cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Ministério Público. Art. 130-A, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88. Deveres do cargo. Conduta irrepreensível na vida pública e privada. 3. Atuação incompatível com os misteres do exercício da função ministerial. Violação ao prescrito pelo art. 145, inc. I, II e IV, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia. 4. Parecer pela denegação da segurança.” No dia 27.07.2017, o impetrante pugnou pelo reconhecimento de impedimento do Procurador-Geral da República para emitir parecer nos autos, pela condição de Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público. Além disso, requereu a declaração de nulidade da instauração do processo administrativo disciplinar, sustentado a necessidade de aplicação da decisão liminar monocrática deferida pelo Ministro Gilmar Mendes nos autos da ADI 5.125. No dia 22.05.2018, neguei seguimento ao writ, na medida em que a narrativa revela não haver qualquer excepcionalidade flagrante que pudesse justificar a admissão do mandamus contra decisão administrativa do Conselho Nacional do Ministério Público. Inconformado com a referida decisão, o agravante argumenta, em 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 32 Relatório MS 34493 AGR / BA síntese, que: (i) o caráter ex nunc da decisão liminar do Ministro Gilmar Mendes na ADI 5.125 “não obsta o reconhecimento judicial da nulidade da penalidade aplicada em processo disciplinar instaurado monocraticamente”; (ii) a condição de Procurador de Justiça, no momento da entrevista, “não confere ao Agravante qualquer condições que o distinga, no âmbito do Parquet, para ter opiniões e entendimentos relevantes e que possam ser objeto de interesse geral para justificar uma entrevista”, alegando que a manifestação estaria abarcada pelo manto da liberdade de expressão; e (iii) a documentação juntada aos autos “exaure à saciedade e suficiência as questões fáticas que são necessárias para a afirmação do direito invocado, como à comprovação do ato coator”, caracterizando direito líquido e certo do impetrante. É o Relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA síntese, que: (i) o caráter ex nunc da decisão liminar do Ministro Gilmar Mendes na ADI 5.125 “não obsta o reconhecimento judicial da nulidade da penalidade aplicada em processo disciplinar instaurado monocraticamente”; (ii) a condição de Procurador de Justiça, no momento da entrevista, “não confere ao Agravante qualquer condições que o distinga, no âmbito do Parquet, para ter opiniões e entendimentos relevantes e que possam ser objeto de interesse geral para justificar uma entrevista”, alegando que a manifestação estaria abarcada pelo manto da liberdade de expressão; e (iii) a documentação juntada aos autos “exaure à saciedade e suficiência as questões fáticas que são necessárias para a afirmação do direito invocado, como à comprovação do ato coator”, caracterizando direito líquido e certo do impetrante. É o Relatório. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F2C5-6E19-818C-F4C9 e senha 786A-EE19-3A58-72DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Consoante narrado, a controvérsia sub examine consiste em saber se o Conselho Nacional do Ministério Público, ao sindicar o conteúdo da manifestação do Procurador de Justiça Rômulo de Andrade Moreira quando da entrevista concedida à Rádio Metrópole de Salvador, na qualidade de representante do Ministério Público, e aplicar a penalidade de advertência, violou direito líquido e certo do recorrente. O presente agravo interno não merece ser provido. Ab initio, impõe-se analisar o pedido do recorrente no sentido da aplicação do que decidido pelo Ministro Gilmar Mendes na ADI 5.125, que deferiu a medida liminar requerida para conferir interpretação conforme aos artigos 18, VI, segunda parte, e 77, IV, do RI/CNMP, a fim de determinar que a instauração do processo administrativo disciplinar se dê ad referendum do Plenário. Não merece prosperar a tese suscitada. Com efeito, extrai-se que a decisão do Min. Gilmar Mendes foi publicada em 10.02.2017, ao passo que o acórdão impugnado data de 21.06.2016, período anterior ao deferimento da medida liminar, que opera efeitos ex nunc (art. 11, § 1..., da Lei 9.868/99”). Aliás, consta do próprio decisum liminar que “a decisão, evidentemente, não alcança os processos administrativos disciplinares já decididos, eis que se trata de decisão com efeitos ex nunc, nos termos do art. 11, § 1..., da Lei 9.868/99”. Afastada essa preliminar, passo ao exame do mérito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Consoante narrado, a controvérsia sub examine consiste em saber se o Conselho Nacional do Ministério Público, ao sindicar o conteúdo da manifestação do Procurador de Justiça Rômulo de Andrade Moreira quando da entrevista concedida à Rádio Metrópole de Salvador, na qualidade de representante do Ministério Público, e aplicar a penalidade de advertência, violou direito líquido e certo do recorrente. O presente agravo interno não merece ser provido. Ab initio, impõe-se analisar o pedido do recorrente no sentido da aplicação do que decidido pelo Ministro Gilmar Mendes na ADI 5.125, que deferiu a medida liminar requerida para conferir interpretação conforme aos artigos 18, VI, segunda parte, e 77, IV, do RI/CNMP, a fim de determinar que a instauração do processo administrativo disciplinar se dê ad referendum do Plenário. Não merece prosperar a tese suscitada. Com efeito, extrai-se que a decisão do Min. Gilmar Mendes foi publicada em 10.02.2017, ao passo que o acórdão impugnado data de 21.06.2016, período anterior ao deferimento da medida liminar, que opera efeitos ex nunc (art. 11, § 1..., da Lei 9.868/99”). Aliás, consta do próprio decisum liminar que “a decisão, evidentemente, não alcança os processos administrativos disciplinares já decididos, eis que se trata de decisão com efeitos ex nunc, nos termos do art. 11, § 1..., da Lei 9.868/99”. Afastada essa preliminar, passo ao exame do mérito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Em primeiro ligar, cabe analisar a competência da autoridade coatora para processar e julgar administrativamente o recorrente. A Constituição da República prevê ao Conselho Nacional do Ministério Público competência originária para recebimento de reclamações contra membros do Ministério Público. Trata-se do disposto no art. 130-A, § 2..., III, in verbis: “Art. 130-A: (...) § 2... - Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo- lhe: (…) III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa. Embora o recorrente sustente que estaria fora do exercício do cargo de Procurador de Justiça quando da entrevista, o acórdão ora impugnado é bastante claro ao refutar essa afirmação, ressaltando que o depoimento do recorrente à rádio se dava enquanto Procurador de Justiça do Estado da Bahia, e não enquanto cidadão, Professor Universitário ou Especialista em Direito Processual Penal. Consta do voto do Relator, Conselheiro Orlando Rochadel, a seguinte passagem, in verbis: “(...) Do exame da entrevista, percebe-se, de plano, que o processado foi anunciado para os ouvintes da rádio como Procurador de Justiça do Ministério Público baiano, informação essa que foi ratificada pelo radialista em outros momentos da entrevista. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Em primeiro ligar, cabe analisar a competência da autoridade coatora para processar e julgar administrativamente o recorrente. A Constituição da República prevê ao Conselho Nacional do Ministério Público competência originária para recebimento de reclamações contra membros do Ministério Público. Trata-se do disposto no art. 130-A, § 2..., III, in verbis: “Art. 130-A: (...) § 2... - Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo- lhe: (…) III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa. Embora o recorrente sustente que estaria fora do exercício do cargo de Procurador de Justiça quando da entrevista, o acórdão ora impugnado é bastante claro ao refutar essa afirmação, ressaltando que o depoimento do recorrente à rádio se dava enquanto Procurador de Justiça do Estado da Bahia, e não enquanto cidadão, Professor Universitário ou Especialista em Direito Processual Penal. Consta do voto do Relator, Conselheiro Orlando Rochadel, a seguinte passagem, in verbis: “(...) Do exame da entrevista, percebe-se, de plano, que o processado foi anunciado para os ouvintes da rádio como Procurador de Justiça do Ministério Público baiano, informação essa que foi ratificada pelo radialista em outros momentos da entrevista. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Nesse particular, defende o processado que a entrevista foi concedida apenas na qualidade de Professor de Direito Processual e Penal da Faculdade de Direito da Universidade de Salvador- UNIFACS. Em primeiro lugar, em nenhum momento o processado foi identificado ou se apresentou como Professor universitário, de modo que para os ouvintes da rádio, em sua maioria pessoas estranhas ao ambiente jurídico e que não tem a obrigação de conhecer as credenciais acadêmicas do processado, as opiniões e críticas foram expedidas por Membro do Ministério Público do Estado da Bahia. Em segundo lugar, ainda que fosse apresentado como Professor, continuaria a submeter-se aos deveres funcionais impostos ao Membros Ministeriais, uma vez que as expressões de baixo calão e as críticas exacerbadas à atuação de integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público foram expedidas fora do ambiente acadêmico”. Tais apontamentos, destarte, militam contra a tese indicada pelo recorrente e indica a impossibilidade de se apreciar, no bojo da estrita via do mandado de segurança, a tese de incompetência do CNMP para “sancionar ou censurar, por qualquer forma, o cidadão Rômulo de Andrade Moreira e nem o Professor de Processo Penal, Especialista Rômulo de Andrade Moreira”, tendo em vista a necessidade de dilação probatória. De fato, o simples relato da tese evidencia a inexistência de liquidez e certeza do direito vindicado. Estabelecida a competência do Conselho Nacional do Ministério Público quanto ao controle disciplinar relativo ao cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Parquet, passo ao exame do mérito. Inicialmente, o recorrente alega que a decisão é manifestamente abusiva e ilegal, pois, ao conceder entrevista à rádio local, estaria “no mais pleno, regular e legítimo exercício da liberdade de manifestação do pensamento“. Nesse ponto, faz-se necessário colacionar os trechos da entrevista concedida à Rádio Metrópole de Salvador, na qualidade de representante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Nesse particular, defende o processado que a entrevista foi concedida apenas na qualidade de Professor de Direito Processual e Penal da Faculdade de Direito da Universidade de Salvador- UNIFACS. Em primeiro lugar, em nenhum momento o processado foi identificado ou se apresentou como Professor universitário, de modo que para os ouvintes da rádio, em sua maioria pessoas estranhas ao ambiente jurídico e que não tem a obrigação de conhecer as credenciais acadêmicas do processado, as opiniões e críticas foram expedidas por Membro do Ministério Público do Estado da Bahia. Em segundo lugar, ainda que fosse apresentado como Professor, continuaria a submeter-se aos deveres funcionais impostos ao Membros Ministeriais, uma vez que as expressões de baixo calão e as críticas exacerbadas à atuação de integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público foram expedidas fora do ambiente acadêmico”. Tais apontamentos, destarte, militam contra a tese indicada pelo recorrente e indica a impossibilidade de se apreciar, no bojo da estrita via do mandado de segurança, a tese de incompetência do CNMP para “sancionar ou censurar, por qualquer forma, o cidadão Rômulo de Andrade Moreira e nem o Professor de Processo Penal, Especialista Rômulo de Andrade Moreira”, tendo em vista a necessidade de dilação probatória. De fato, o simples relato da tese evidencia a inexistência de liquidez e certeza do direito vindicado. Estabelecida a competência do Conselho Nacional do Ministério Público quanto ao controle disciplinar relativo ao cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Parquet, passo ao exame do mérito. Inicialmente, o recorrente alega que a decisão é manifestamente abusiva e ilegal, pois, ao conceder entrevista à rádio local, estaria “no mais pleno, regular e legítimo exercício da liberdade de manifestação do pensamento“. Nesse ponto, faz-se necessário colacionar os trechos da entrevista concedida à Rádio Metrópole de Salvador, na qualidade de representante 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA do Ministério Público, que foram objeto de apreciação pelo CNMP, in verbis: “SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - E, você sabe, porque eu já lhe mandei isso. Eu lhe mandei isso. Eu escrevi isso ano passado. Todos aqueles que foram conduzidos coercitivamente, pela Operação Lava Jato. sofreram abuso de poder. Se tivesse algum tribunal no Brasil sério, já teria processado o Juiz Moro. E, digo mais: todo Juiz no Brasil que manda conduzir coercitivamente um investigado e um acusado, comete abuso de poder. (...) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - O senhor como Procurador de Justiça do Estado, Dr. Rômulo. O senhor como Procurador de Justiça do Estado, acha Que existe da mídia pesada, da mídia nacional contra Lula? Por que existe essa campanha? Por que seria? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAIDA): - Bom! Só um idiota, um imbecil é que não entende Que é uma campanha nacional da mídia contra Lula. Ou um idiota ou um deficiente visual e auditivo. Porque basta você assistir ao Jornal Nacional. Todos os dias, são 15 e 20 minutos. Ora. É óbvio! (…) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Mas pelo que eu estou percebendo aí, o senhor acha que Lula, é totalmente inocente? Não tem nada contra Lula? O que tem aí, o sítio, os R$ 30 milhões que entraram no Instituto, o que pesa contra ele, o que 90% da sociedade hoje é contra Lula? O senhor acha mesmo isso, que Lula é inocente? Como Procurador de Justiça do Estado, o senhor está dando esse depoimento aqui. na Metrópole? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): Bom! Duas coisas! 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA do Ministério Público, que foram objeto de apreciação pelo CNMP, in verbis: “SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - E, você sabe, porque eu já lhe mandei isso. Eu lhe mandei isso. Eu escrevi isso ano passado. Todos aqueles que foram conduzidos coercitivamente, pela Operação Lava Jato. sofreram abuso de poder. Se tivesse algum tribunal no Brasil sério, já teria processado o Juiz Moro. E, digo mais: todo Juiz no Brasil que manda conduzir coercitivamente um investigado e um acusado, comete abuso de poder. (...) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - O senhor como Procurador de Justiça do Estado, Dr. Rômulo. O senhor como Procurador de Justiça do Estado, acha Que existe da mídia pesada, da mídia nacional contra Lula? Por que existe essa campanha? Por que seria? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAIDA): - Bom! Só um idiota, um imbecil é que não entende Que é uma campanha nacional da mídia contra Lula. Ou um idiota ou um deficiente visual e auditivo. Porque basta você assistir ao Jornal Nacional. Todos os dias, são 15 e 20 minutos. Ora. É óbvio! (…) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Mas pelo que eu estou percebendo aí, o senhor acha que Lula, é totalmente inocente? Não tem nada contra Lula? O que tem aí, o sítio, os R$ 30 milhões que entraram no Instituto, o que pesa contra ele, o que 90% da sociedade hoje é contra Lula? O senhor acha mesmo isso, que Lula é inocente? Como Procurador de Justiça do Estado, o senhor está dando esse depoimento aqui. na Metrópole? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): Bom! Duas coisas! 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Vamos lá! SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Bom! 90% da sociedade e merda para mim é a mesma coisa. Ok? Eu não trabalho com estatísticas, muito menos com clamor público. No meu trabalho e na minha opinião técnica, eu não trabalho com opinião pública, muito, porque, opinião pública, muitas vezes, não é opinião pública, é opinião publicada e forjada pela própria mídia. Então, não trabalho com isso. Está certo? Segundo: se Lula cometeu falcatruas etc., etc., etc., e, eu não estou dizendo que não cometeu, então, que se prove! Mas onde, onde está (...)? Lula sequer, sequer responde a um processo! Nunca! Nunca! Não responde a nenhum processo criminal! Então, como você pode afirmar isso? Você diz, por exemplo, que há provas. José, olha, em uma investigação preliminar, em uma investigação criminal, sequer provas são produzidas! Nós nem chamamos isso, tecnicamente de provas! Nós chamamos isso de atos investigatórios. Não há provas. Provas são produzidas perante o Juiz de Direito. Lula nem submetido a um processo está! Tecnicamente, nem submetido a um processo está! É preciso que se diga isso de forma corajosa. E, não estou aqui, me vangloriando, porque sou corajoso, porque isso não é, absolutamente, nenhuma vantagem, mas é preciso que se diga isso, então, mudando de forma clara. Não há prova porque não há processo. E, só se produz prova no Brasil, no estado democrático de direito sob o devido processo legal, só se produz prova quando há uma denúncia formulada pelo Ministério Público. E, isso não há! Goste-se ou não! E, aqui, não é uma opinião ideológica. Aqui, é uma opinião técnica. E, eu quero que entre alguém aí no ar, alguém técnico que me conteste. (…) SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Mas Moro extrapolou não foi agora. Moro extrapola há muito tempo! Principalmente, nas prisões preventivas! As prisões preventivas decretadas pelo Juiz Moro - e, não venha ouvinte dizer aí, certa bobagem, viu! Porque aí, eu vou reagir também, da mesma 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Vamos lá! SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Bom! 90% da sociedade e merda para mim é a mesma coisa. Ok? Eu não trabalho com estatísticas, muito menos com clamor público. No meu trabalho e na minha opinião técnica, eu não trabalho com opinião pública, muito, porque, opinião pública, muitas vezes, não é opinião pública, é opinião publicada e forjada pela própria mídia. Então, não trabalho com isso. Está certo? Segundo: se Lula cometeu falcatruas etc., etc., etc., e, eu não estou dizendo que não cometeu, então, que se prove! Mas onde, onde está (...)? Lula sequer, sequer responde a um processo! Nunca! Nunca! Não responde a nenhum processo criminal! Então, como você pode afirmar isso? Você diz, por exemplo, que há provas. José, olha, em uma investigação preliminar, em uma investigação criminal, sequer provas são produzidas! Nós nem chamamos isso, tecnicamente de provas! Nós chamamos isso de atos investigatórios. Não há provas. Provas são produzidas perante o Juiz de Direito. Lula nem submetido a um processo está! Tecnicamente, nem submetido a um processo está! É preciso que se diga isso de forma corajosa. E, não estou aqui, me vangloriando, porque sou corajoso, porque isso não é, absolutamente, nenhuma vantagem, mas é preciso que se diga isso, então, mudando de forma clara. Não há prova porque não há processo. E, só se produz prova no Brasil, no estado democrático de direito sob o devido processo legal, só se produz prova quando há uma denúncia formulada pelo Ministério Público. E, isso não há! Goste-se ou não! E, aqui, não é uma opinião ideológica. Aqui, é uma opinião técnica. E, eu quero que entre alguém aí no ar, alguém técnico que me conteste. (…) SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Mas Moro extrapolou não foi agora. Moro extrapola há muito tempo! Principalmente, nas prisões preventivas! As prisões preventivas decretadas pelo Juiz Moro - e, não venha ouvinte dizer aí, certa bobagem, viu! Porque aí, eu vou reagir também, da mesma 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA maneira que eu reagi. Bom. As prisões preventivas que o Moro decreta. são prisões preventivas sem nenhuma necessidade. As prisões preventivas são decretadas. exclusivamente. para obter a delação premiada - coisa, inclusive, que ele está conseguindo! Não é? Pedidas pelo Ministério Público! Pedidas pela minha instituição! Pelo Ministério Público! Fora outras nulidades. esse procedimento. por exemplo. que houve da importação de informações desde a Suíça. isso foi ilegal! Do ponto de vista procedimental, não foram obedecidas as normas internacionais. de cooperação internacional! E. Moro. simplesmente. ignorou isso! Isso não pode! Nós estamos num estado democrático de direito! A minha preocupação, José, veja! Ah, porque você está defendendo a corrupção. Defendendo a corrupção, rapaz? Eu sou corrupto? Vai! Vasculha a minha vida toda. Eu tenho 26 anos de Ministério Público. Eu vou fazer agora dia 30 de abril. Vasculha a minha vida toda. Veja se eu sou corrupto, rapaz. Veja bem. SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Licença. SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - A minha preocupação é que tudo isso vai ter repercussão nos processos todos em relação a todos os réus do Brasil, porque isso forma o que nós chamamos de: precedentes jurisprudenciais. Isso forma precedentes! Então. há uma série de nulidades que foram denunciadas e que Moro. simplesmente ignorou. Os Tribunais também vão ignorar. Por quê? Porque não têm coragem suficiente para isso. Inclusive, o Supremo Tribunal Federal. que praticou a maior inconstitucionalidade que foi prender o senador Delcídio! Aquilo ali foi um absurdo da Corte da Suprema. Um absurdo! (…) SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Tudo é possível! Partindo-se de Moro, que é um sujeito, inclusive, midiático, que gosta muito de mídia. de aparecer, etc. Eu acho que é possível. Não é? Eu acho que eles têm, inclusive, que de ter cuidado. Não é? Porque eles estão mexendo num barril de pólvora. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA maneira que eu reagi. Bom. As prisões preventivas que o Moro decreta. são prisões preventivas sem nenhuma necessidade. As prisões preventivas são decretadas. exclusivamente. para obter a delação premiada - coisa, inclusive, que ele está conseguindo! Não é? Pedidas pelo Ministério Público! Pedidas pela minha instituição! Pelo Ministério Público! Fora outras nulidades. esse procedimento. por exemplo. que houve da importação de informações desde a Suíça. isso foi ilegal! Do ponto de vista procedimental, não foram obedecidas as normas internacionais. de cooperação internacional! E. Moro. simplesmente. ignorou isso! Isso não pode! Nós estamos num estado democrático de direito! A minha preocupação, José, veja! Ah, porque você está defendendo a corrupção. Defendendo a corrupção, rapaz? Eu sou corrupto? Vai! Vasculha a minha vida toda. Eu tenho 26 anos de Ministério Público. Eu vou fazer agora dia 30 de abril. Vasculha a minha vida toda. Veja se eu sou corrupto, rapaz. Veja bem. SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Licença. SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - A minha preocupação é que tudo isso vai ter repercussão nos processos todos em relação a todos os réus do Brasil, porque isso forma o que nós chamamos de: precedentes jurisprudenciais. Isso forma precedentes! Então. há uma série de nulidades que foram denunciadas e que Moro. simplesmente ignorou. Os Tribunais também vão ignorar. Por quê? Porque não têm coragem suficiente para isso. Inclusive, o Supremo Tribunal Federal. que praticou a maior inconstitucionalidade que foi prender o senador Delcídio! Aquilo ali foi um absurdo da Corte da Suprema. Um absurdo! (…) SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Tudo é possível! Partindo-se de Moro, que é um sujeito, inclusive, midiático, que gosta muito de mídia. de aparecer, etc. Eu acho que é possível. Não é? Eu acho que eles têm, inclusive, que de ter cuidado. Não é? Porque eles estão mexendo num barril de pólvora. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Esse pessoal, parece que. não estuda história! Do ponto de vista histórico, eles são uns analfabetos. A coisa está muito se repetindo. Houve um personagem histórico, o Gregório Fortunato, que foi preso também, lá na época de Getúlio Vargas, conduzindo a um aeroporto. Houve a história da prisão de Juscelino Kubitschek, também, a condução coercitiva e tal. Também ouvido no aeroporto. Em 1964, foi a velha história também, de combate à corrupção e tal. Os militares, hoje, já estão em prontidão. Os militares ... (…) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Dr. Rômulo, eu estou aqui, com Paulo da Pituba, ele quer lhe fazer uma pergunta. Cadê o Paulo? Cadê o Paulo? Bom dia, Paulo! SR. PAULO: - Bom dia, José Eduardo. (…) SR. PAULO: - Eu estou abismado aqui. com a aula jurídica que o Dr. Rômulo está dando. Quer dizer. é uma coisa de conhecimentos profundos. Mas. me causou espécie. o Dr. Rômulo dizer que: "90% da população para ele é merda"! Eu não entendi a conotação do que ele quis dizer com isso! SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - É! Eu errei. Para mim, 100% é merda. Porque quando eu dou uma opinião jurídica - ao contrário dos Ministros do Supremo Tribunal Federal - eu não levo em consideração a opinião pública. É isso o que eu quis dizer. Eu não levo em consideração a opinião pública. Eu levo em consideração a Constituição Federal. Então, eu realmente eu errei. Não é 90%, não. É 100%. SR. PAULO: - Inclusive, você? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Inclusive. eu e você!”. (eDoc. 3, fls. 67-74) Ao fim do processo, o Conselho Nacional do Ministério Público, em votação unânime, decidiu pela procedência dos pedidos da Corregedoria, aplicando a pena de advertência ao recorrente, nos seguintes termos, in 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Esse pessoal, parece que. não estuda história! Do ponto de vista histórico, eles são uns analfabetos. A coisa está muito se repetindo. Houve um personagem histórico, o Gregório Fortunato, que foi preso também, lá na época de Getúlio Vargas, conduzindo a um aeroporto. Houve a história da prisão de Juscelino Kubitschek, também, a condução coercitiva e tal. Também ouvido no aeroporto. Em 1964, foi a velha história também, de combate à corrupção e tal. Os militares, hoje, já estão em prontidão. Os militares ... (…) SR. JOSÉ EDUARDO (RADIALISTA DA RÁDIO METRÓPOLE - BAHIA): - Dr. Rômulo, eu estou aqui, com Paulo da Pituba, ele quer lhe fazer uma pergunta. Cadê o Paulo? Cadê o Paulo? Bom dia, Paulo! SR. PAULO: - Bom dia, José Eduardo. (…) SR. PAULO: - Eu estou abismado aqui. com a aula jurídica que o Dr. Rômulo está dando. Quer dizer. é uma coisa de conhecimentos profundos. Mas. me causou espécie. o Dr. Rômulo dizer que: "90% da população para ele é merda"! Eu não entendi a conotação do que ele quis dizer com isso! SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - É! Eu errei. Para mim, 100% é merda. Porque quando eu dou uma opinião jurídica - ao contrário dos Ministros do Supremo Tribunal Federal - eu não levo em consideração a opinião pública. É isso o que eu quis dizer. Eu não levo em consideração a opinião pública. Eu levo em consideração a Constituição Federal. Então, eu realmente eu errei. Não é 90%, não. É 100%. SR. PAULO: - Inclusive, você? SR. PROCURADOR DE JUSTIÇA RÔMULO MOREIRA (MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA): - Inclusive. eu e você!”. (eDoc. 3, fls. 67-74) Ao fim do processo, o Conselho Nacional do Ministério Público, em votação unânime, decidiu pela procedência dos pedidos da Corregedoria, aplicando a pena de advertência ao recorrente, nos seguintes termos, in 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA verbis: “PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO. EXCESSO DE LINGUAGEM. CRÍTICA EXACERBADA A JUIZ FEDERAL E AOS TRIBUNAIS. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. APLICAÇÃO DE PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. PROCEDÊNCIA. 1. Trata-se de Processo Administrativo Disciplinar instaurado, a partir da Portaria CNMP-CN n 00075, de 04 de maio de 2016, para exame de eventuais faltas funcionais atribuídas ao Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, pelos fatos constantes da Portaria inaugural lavrada nos autos da Reclamação Disciplinar n 0.00.000.000250/2016-15. 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, §2..., e §3..., inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso IV, e 77, inciso IV, do Regimento Interno deste Órgão de Controle. 3. Segundo o disposto no artigo 228 da Lei Complementar do Estado da Bahia n 11/96 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia), a pretensão punitiva estatal prescreve em 2 (dois) anos para as faltas puníveis com advertência, censura ou suspensão, contados do dia do cometimento da infração. Considerando que a entrevista no veículo de comunicação foi concedida no dia 09/03/2016 e que o Processo Administrativo foi instaurado no dia 04/05/2016, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA verbis: “PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA. ENTREVISTA EM RÁDIO LOCAL. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO. EXCESSO DE LINGUAGEM. CRÍTICA EXACERBADA A JUIZ FEDERAL E AOS TRIBUNAIS. VIOLAÇÃO DE DEVERES FUNCIONAIS. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. APLICAÇÃO DE PENALIDADE DE ADVERTÊNCIA. PROCEDÊNCIA. 1. Trata-se de Processo Administrativo Disciplinar instaurado, a partir da Portaria CNMP-CN n 00075, de 04 de maio de 2016, para exame de eventuais faltas funcionais atribuídas ao Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, pelos fatos constantes da Portaria inaugural lavrada nos autos da Reclamação Disciplinar n 0.00.000.000250/2016-15. 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, §2..., e §3..., inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso IV, e 77, inciso IV, do Regimento Interno deste Órgão de Controle. 3. Segundo o disposto no artigo 228 da Lei Complementar do Estado da Bahia n 11/96 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia), a pretensão punitiva estatal prescreve em 2 (dois) anos para as faltas puníveis com advertência, censura ou suspensão, contados do dia do cometimento da infração. Considerando que a entrevista no veículo de comunicação foi concedida no dia 09/03/2016 e que o Processo Administrativo foi instaurado no dia 04/05/2016, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA não há que se falar em prescrição nos presentes autos, haja vista que não decorreu período superior a 2 (dois) anos entre tais marcos temporais. 4. No dia 09/03/2016, o Dr. Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole (FM 101.3) na condição de Membro do Ministério Público, imputou ao Juiz Federal Sérgio Fernando Moro as características de “analfabeto histórico” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem” para anulá-las. 5. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou o acusado que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. 6. Ao ser questionado por um ouvinte quanto à conotação da expressão acima referida, retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda” e que ambos os interlocutores (o ouvinte e o próprio Procurador de Justiça) estariam inclusos nesse percentual. 7. Os Membros do Ministério Público, assim como todos os indivíduos, são titulares do direito fundamental à liberdade de expressão, positivada no âmbito constitucional no rol dos direitos fundamentais sob o enfoque das liberdades de consciência, de crença e de manifestação de pensamento. Todavia, é entendimento pacífico na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais Superiores que os direitos fundamentais consagrados no texto constitucional não são absolutos. Admite-se, portanto, a relativização de tais direitos quando em confronto com outras garantias de patamar superior, ou de mesma relevância. 8. O Representante Ministerial deve pautar suas manifestações pelo respeito às garantias constitucionais não menos essenciais, tais como o direito à honra, à intimidade, à privacidade e à imagem. Além disso, o direito de livre expressão do Membro do Ministério Público deve observar as vedações legais e os deveres funcionais que lhe são 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA não há que se falar em prescrição nos presentes autos, haja vista que não decorreu período superior a 2 (dois) anos entre tais marcos temporais. 4. No dia 09/03/2016, o Dr. Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, ao conceder entrevista ao veículo de comunicação Rádio Metrópole (FM 101.3) na condição de Membro do Ministério Público, imputou ao Juiz Federal Sérgio Fernando Moro as características de “analfabeto histórico” e “midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer”, ao tempo em que declarou que o Supremo Tribunal Federal e os demais Tribunais ignorariam as supostas nulidades praticadas no bojo da Operação Lava Jato porque “não têm coragem” para anulá-las. 5. Na mesma ocasião, ao ser questionado acerca da opinião que a sociedade tinha acerca do suposto envolvimento do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas, declarou o acusado que “noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa”. 6. Ao ser questionado por um ouvinte quanto à conotação da expressão acima referida, retificou a sua manifestação declarando que “cem por cento é merda” e que ambos os interlocutores (o ouvinte e o próprio Procurador de Justiça) estariam inclusos nesse percentual. 7. Os Membros do Ministério Público, assim como todos os indivíduos, são titulares do direito fundamental à liberdade de expressão, positivada no âmbito constitucional no rol dos direitos fundamentais sob o enfoque das liberdades de consciência, de crença e de manifestação de pensamento. Todavia, é entendimento pacífico na doutrina e na jurisprudência dos Tribunais Superiores que os direitos fundamentais consagrados no texto constitucional não são absolutos. Admite-se, portanto, a relativização de tais direitos quando em confronto com outras garantias de patamar superior, ou de mesma relevância. 8. O Representante Ministerial deve pautar suas manifestações pelo respeito às garantias constitucionais não menos essenciais, tais como o direito à honra, à intimidade, à privacidade e à imagem. Além disso, o direito de livre expressão do Membro do Ministério Público deve observar as vedações legais e os deveres funcionais que lhe são 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA impostos. 9. Assim, ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à sociedade (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. 10. Ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. 11. O contexto fático-probatório evidencia que a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE n 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE n 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE n 11/96).12. 12. Ante o exposto, votamos pela PROCEDÊNCIA do presente Processo Administrativo Disciplinar, com a consequente aplicação da pena de ADVERTÊNCIA ao Procurador de Justiça do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, nos termos do que dispõe o artigo 212 da Lei Complementar Estadual n 11, de 18 de janeiro de 1996 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia). 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA impostos. 9. Assim, ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à sociedade (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. 10. Ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. 11. O contexto fático-probatório evidencia que a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE n 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE n 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE n 11/96).12. 12. Ante o exposto, votamos pela PROCEDÊNCIA do presente Processo Administrativo Disciplinar, com a consequente aplicação da pena de ADVERTÊNCIA ao Procurador de Justiça do Estado da Bahia RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA, nos termos do que dispõe o artigo 212 da Lei Complementar Estadual n 11, de 18 de janeiro de 1996 (Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia). 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Sob esse enfoque, merece análise a tese delineada pelo recorrente no sentido de que, no exercício de seu direito fundamental à liberdade de expressão, “não praticou, em suas palavras e opiniões externadas na entrevista, qualquer ofensa à honra, imagem, privacidade e muito menos intimidade”. Nesse ponto, principio ressaltando que a livre circulação de informações representa elemento constitutivo de qualquer regime que se diga democrático. Isso, devido ao fato de que o livre intercâmbio de opiniões e de ideias ressoa indispensável para a formação de uma opinião pública crítica e informada. Com efeito, a inserção ampla, no processo político-deliberativo, de opiniões proferidas por atores distintos e com conteúdos divergentes, por exemplo, possui o condão de afetar a consciência política dos cidadãos comuns aumentando, assim, seus níveis de informação e de senso crítico, melhor capacitando-os para participar do debate público nacional. De fato, a democracia funda-se na presunção em favor da liberdade do cidadão, o que pode ser sintetizado pela expressão germânica Freiheitsvermutung (presunção de liberdade), teoria corroborada pela doutrina norte-americana do primado da liberdade (preferred freedom doctrine), razão pela qual ao Estado contemporâneo se impõe o estímulo ao livre intercâmbio de opiniões em um mercado de ideias (free marktplace of ideas) indispensável para a formação da opinião pública. Contudo, o direito à liberdade de expressão não é um direito fundamental absoluto. Aliás, como ressaltado pelo próprio recorrente, “não se discute que a liberdade de manifestação do pensamento é um direito relativo e, por isso, limitado”. Deveras, a liberdade de expressão, a despeito de possuir uma preferred position nas democracias constitucionais contemporâneas, pode sofrer limitações, desde que razoáveis, proporcionais e visem a prestigiar outros direitos e garantias de mesmo status jusfundamental (e.g., a honra, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Sob esse enfoque, merece análise a tese delineada pelo recorrente no sentido de que, no exercício de seu direito fundamental à liberdade de expressão, “não praticou, em suas palavras e opiniões externadas na entrevista, qualquer ofensa à honra, imagem, privacidade e muito menos intimidade”. Nesse ponto, principio ressaltando que a livre circulação de informações representa elemento constitutivo de qualquer regime que se diga democrático. Isso, devido ao fato de que o livre intercâmbio de opiniões e de ideias ressoa indispensável para a formação de uma opinião pública crítica e informada. Com efeito, a inserção ampla, no processo político-deliberativo, de opiniões proferidas por atores distintos e com conteúdos divergentes, por exemplo, possui o condão de afetar a consciência política dos cidadãos comuns aumentando, assim, seus níveis de informação e de senso crítico, melhor capacitando-os para participar do debate público nacional. De fato, a democracia funda-se na presunção em favor da liberdade do cidadão, o que pode ser sintetizado pela expressão germânica Freiheitsvermutung (presunção de liberdade), teoria corroborada pela doutrina norte-americana do primado da liberdade (preferred freedom doctrine), razão pela qual ao Estado contemporâneo se impõe o estímulo ao livre intercâmbio de opiniões em um mercado de ideias (free marktplace of ideas) indispensável para a formação da opinião pública. Contudo, o direito à liberdade de expressão não é um direito fundamental absoluto. Aliás, como ressaltado pelo próprio recorrente, “não se discute que a liberdade de manifestação do pensamento é um direito relativo e, por isso, limitado”. Deveras, a liberdade de expressão, a despeito de possuir uma preferred position nas democracias constitucionais contemporâneas, pode sofrer limitações, desde que razoáveis, proporcionais e visem a prestigiar outros direitos e garantias de mesmo status jusfundamental (e.g., a honra, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA a imagem, a vida privada e a intimidade). Como sugere Gregorio Badeni (BADENI, Gregorio. Tratado de libertad de prensa. Buenos Aires: Lexis Nevis, 2002, p. 21), se alguma liberdade jurídica fosse absoluta seria impossível concretizar uma vida social em liberdade. Daí que as liberdades constitucionais encontram-se condicionadas à adequação do indivíduo à ordem jurídica da comunidade global. Mais: é essa mesma ratio essendi que admite a imposição de restrições razoáveis, aquelas vocacionadas à harmonização dos interesses individuais rumo à satisfação do interesse comum. No valioso escólio de Robert Alexy, é impossível a existência de um “estado global de liberdade” não apenas em função dos choques entre direitos subjetivos e competências que condicionam a sua existência, mas ainda em função de inúmeras características presentes na organização estatal e na sociedade (ALEXY, Robert. Teoria dos direitos fundamentais. São Paulo: Malheiros, 2008, p. 379). A experiência do direito comparado também é adequada ao deslinde da controvérsia. No julgamento do célebre Caso Lüth (BverfGE 7, 198 – 230), a Corte Constitucional alemã, além de estabelecer que o direito à liberdade de expressão é “a base de toda e qualquer liberdade por excelência”, estabeleceu limites, ressaltando que o direito à “liberdade de expressão não pode se impor, se interesses dignos de proteção de outrem e de grau hierárquico superior forem violados por intermédio do exercício da liberdade de expressão. Para se verificar a presença de tais interesses mais importantes, tem-se que analisar todas as circunstâncias do caso”. No mesmo sentido, os tratados e convenções internacionais em matéria de direitos humanos corroboram essa diretriz hermenêutica, ao afirmarem que a liberdade de expressão, embora ocupe lugar de destaque no plexo de garantias fundamentais asseguradas pelo direito comunitário, encontra limites quando o seu exercício importe em um menoscabo dos direitos alheios (e.g., art. 13, item 2, a, do Pacto de San José da Costa Rica, e art. 10, da Convenção Europeia de Direitos 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA a imagem, a vida privada e a intimidade). Como sugere Gregorio Badeni (BADENI, Gregorio. Tratado de libertad de prensa. Buenos Aires: Lexis Nevis, 2002, p. 21), se alguma liberdade jurídica fosse absoluta seria impossível concretizar uma vida social em liberdade. Daí que as liberdades constitucionais encontram-se condicionadas à adequação do indivíduo à ordem jurídica da comunidade global. Mais: é essa mesma ratio essendi que admite a imposição de restrições razoáveis, aquelas vocacionadas à harmonização dos interesses individuais rumo à satisfação do interesse comum. No valioso escólio de Robert Alexy, é impossível a existência de um “estado global de liberdade” não apenas em função dos choques entre direitos subjetivos e competências que condicionam a sua existência, mas ainda em função de inúmeras características presentes na organização estatal e na sociedade (ALEXY, Robert. Teoria dos direitos fundamentais. São Paulo: Malheiros, 2008, p. 379). A experiência do direito comparado também é adequada ao deslinde da controvérsia. No julgamento do célebre Caso Lüth (BverfGE 7, 198 – 230), a Corte Constitucional alemã, além de estabelecer que o direito à liberdade de expressão é “a base de toda e qualquer liberdade por excelência”, estabeleceu limites, ressaltando que o direito à “liberdade de expressão não pode se impor, se interesses dignos de proteção de outrem e de grau hierárquico superior forem violados por intermédio do exercício da liberdade de expressão. Para se verificar a presença de tais interesses mais importantes, tem-se que analisar todas as circunstâncias do caso”. No mesmo sentido, os tratados e convenções internacionais em matéria de direitos humanos corroboram essa diretriz hermenêutica, ao afirmarem que a liberdade de expressão, embora ocupe lugar de destaque no plexo de garantias fundamentais asseguradas pelo direito comunitário, encontra limites quando o seu exercício importe em um menoscabo dos direitos alheios (e.g., art. 13, item 2, a, do Pacto de San José da Costa Rica, e art. 10, da Convenção Europeia de Direitos 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Humanos). No âmbito interno desta Corte, ao julgar a ADI 5.136 MC, Relator Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 01/07/2014, DJe 30-10- 2014, a maioria dos ministros votaram no sentido de manter a validade do artigo 28 da Lei Geral da Copa (Lei 12.663/2012), que proíbe a entrada de cartazes, bandeiras e símbolos com mensagens ofensivas, sem que isso violasse o direito fundamental à liberdade de expressão. Na mesma linha, ao julgar a Ação Originária 1.390, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 30.08.2011, restou assentado que “embora seja livre a manifestação de pensamento, tal direito não é absoluto. Ao contrário, encontra limites em outros direitos também essenciais para a concretização da dignidade da pessoa humana: a honra, a intimidade, a privacidade e o direito à imagem.” Sob esse prisma, não há negar que mesmo uma liberdade preferencial, como a de expressão, pode ser limitada em uma atividade de ponderação, máxime quando o seu modo de exteriorização redunde em um menoscabo de outro princípio prioritário segundo o quadro da Constituição. De fato, o postulado da liberdade de expressão não pode ser invocado para excluir a possibilidade de responsabilização disciplinar dos membros do Ministério Público que se portem de forma a violar os direitos de qualquer pessoa ou revelem, através de manifestações, absoluta inadequação aos vetores axiológicos e aos parâmetros éticos e jurídicos que regem a atuação dos membros do Parquet. Não se trata de censurar qualquer cidadão, independente do cargo que exerce ou do status que possui. Mas, sim, de sindicar eventual abuso no exercício do direito fundamental à liberdade de expressão. Nesse sentido é o entendimento extraído do acórdão apontado como coator, que, no segundo item de sua ementa, ressalta que: (…) 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Humanos). No âmbito interno desta Corte, ao julgar a ADI 5.136 MC, Relator Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgado em 01/07/2014, DJe 30-10- 2014, a maioria dos ministros votaram no sentido de manter a validade do artigo 28 da Lei Geral da Copa (Lei 12.663/2012), que proíbe a entrada de cartazes, bandeiras e símbolos com mensagens ofensivas, sem que isso violasse o direito fundamental à liberdade de expressão. Na mesma linha, ao julgar a Ação Originária 1.390, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 30.08.2011, restou assentado que “embora seja livre a manifestação de pensamento, tal direito não é absoluto. Ao contrário, encontra limites em outros direitos também essenciais para a concretização da dignidade da pessoa humana: a honra, a intimidade, a privacidade e o direito à imagem.” Sob esse prisma, não há negar que mesmo uma liberdade preferencial, como a de expressão, pode ser limitada em uma atividade de ponderação, máxime quando o seu modo de exteriorização redunde em um menoscabo de outro princípio prioritário segundo o quadro da Constituição. De fato, o postulado da liberdade de expressão não pode ser invocado para excluir a possibilidade de responsabilização disciplinar dos membros do Ministério Público que se portem de forma a violar os direitos de qualquer pessoa ou revelem, através de manifestações, absoluta inadequação aos vetores axiológicos e aos parâmetros éticos e jurídicos que regem a atuação dos membros do Parquet. Não se trata de censurar qualquer cidadão, independente do cargo que exerce ou do status que possui. Mas, sim, de sindicar eventual abuso no exercício do direito fundamental à liberdade de expressão. Nesse sentido é o entendimento extraído do acórdão apontado como coator, que, no segundo item de sua ementa, ressalta que: (…) 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, § 2..., e § 3..., inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso VI, e 77, inciso IV, do Regimento Internos deste Órgão de Controle. Estabelecidas essas premissas, temos, no caso concreto, que o Conselho Nacional do Ministério Público, no exercício de sua competência constitucional (art. 130-A, § 2..., III, da CRFB/88), observou o abuso do recorrente no exercício do direito à liberdade de manifestação do pensamento. Os fatos foram bem delineados pelo Conselheiro Valter Shuenquener de Araújo em seu voto vogal, in verbis: (...) Assim, o requerido ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à opinião pública (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. Do mesmo modo, ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA 2. O CNMP não possui competência para censurar, conceder licença ou exercer o controle prévio quanto a quaisquer manifestações a serem exaradas por Membros do Ministério Público. É assegurada, portanto, a ampla liberdade de manifestação aos Membros Ministeriais. Contudo, este Órgão de Controle pode proceder à apuração na esfera disciplinar, inclusive de ofício, nos casos em que a manifestação importar em violação às vedações previstas na Constituição Federal e aos deveres funcionais estabelecidos nas respectivas Leis Orgânicas. Assim, conhecemos do pedido, porquanto foi observado o disposto no artigo 130-A, § 2..., e § 3..., inciso I, da Constituição Federal, e nos artigos 18, inciso VI, e 77, inciso IV, do Regimento Internos deste Órgão de Controle. Estabelecidas essas premissas, temos, no caso concreto, que o Conselho Nacional do Ministério Público, no exercício de sua competência constitucional (art. 130-A, § 2..., III, da CRFB/88), observou o abuso do recorrente no exercício do direito à liberdade de manifestação do pensamento. Os fatos foram bem delineados pelo Conselheiro Valter Shuenquener de Araújo em seu voto vogal, in verbis: (...) Assim, o requerido ao utilizar expressões inadequadas ao se referir à opinião pública (“noventa por cento da sociedade e merda para mim é a mesma coisa” e “cem por cento é merda”), o acusado, com manifesto excesso de linguagem, deixou de zelar pelo prestígio de suas funções, realizando conduta inaceitável para um Membro do Ministério Público e incompatível com o exercício do cargo por ele titularizado. Do mesmo modo, ao se referir de modo desrespeitoso à Autoridade Judiciária Federal (imputação de adjetivos como analfabeto histórico e midiático, que gosta muito de mídia, de aparecer), aos Tribunais Constitucionais (afirmação de que eles não tem coragem e compactuam com os atos de abusos de poder praticados pelo Juiz com atuação na Operação Laja Jato) e ao próprio Ministério Público (alegação de que as medidas supostamente ilegais decretadas pela Justiça Federal partiram de iniciativa do Ministério Público 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. Nesse cenário, ao fim do devido processo administrativo disciplinar, o Conselho Nacional do Ministério Público entendeu que “a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE n 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE n 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE n 11/96)”. De plano, ante a conjuntura fática analisada, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do procurador Rômulo de Andrade Moreira foram devidamente considerados pelo integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público – a denotar a observância das garantias do contraditório e da ampla defesa; e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, no sentido de que o procurador descumpriu os deveres previstos no art. 145, I, II e IV, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia, o CNMP considerou adequada a aplicação de sanção disciplinar de advertência. Deveras, como tenho defendido nesta Corte, é absolutamente descabida a pretensão de convolar esta Corte em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. É que, no meu entender, devemos partir de uma análise de deferência para com os órgãos autônomos especializados em geral, especialmente àqueles que a Constituição da República outorgou assento 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA Federal), o processado, a um só tempo, infringiu os deveres funcionais de manter conduta compatível com o exercício do cargo, de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções, de respeito aos Membros do Ministério Público e aos Magistrados e de tratar com urbanidade os Magistrados e demais agentes do meio jurídico. Nesse cenário, ao fim do devido processo administrativo disciplinar, o Conselho Nacional do Ministério Público entendeu que “a conduta do processado importou em violação dos deveres legais de manter, pública e particularmente, conduta ilibada e compatível com o exercício do cargo (artigo 145, inciso I, da LCE n 11/96), de zelar pela dignidade da justiça e pelo prestígio de suas funções (artigo 145, inciso II, da LCE n 11/96), bem como de tratar com urbanidade os Magistrados, os Advogados, as partes, as testemunhas, os funcionários e os auxiliares da Justiça ( artigo 145, inciso IV, da LCE n 11/96)”. De plano, ante a conjuntura fática analisada, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do procurador Rômulo de Andrade Moreira foram devidamente considerados pelo integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público – a denotar a observância das garantias do contraditório e da ampla defesa; e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, no sentido de que o procurador descumpriu os deveres previstos no art. 145, I, II e IV, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia, o CNMP considerou adequada a aplicação de sanção disciplinar de advertência. Deveras, como tenho defendido nesta Corte, é absolutamente descabida a pretensão de convolar esta Corte em instância recursal das decisões administrativas tomadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público no regular exercício das atribuições constitucionalmente estabelecidas. É que, no meu entender, devemos partir de uma análise de deferência para com os órgãos autônomos especializados em geral, especialmente àqueles que a Constituição da República outorgou assento 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA constitucional de competência técnica para determinadas matérias. Nesse sentido, aliás, é a irretocável lição do Ministro Celso de Mello ao julgar o MS 28.799, DJe 06.10.2016, ocasião em que assentou: (…) O que se me afigura fundamental na análise do “thema decidendum” é a circunstância – plenamente demonstrada – de que o ato punitivo contra o qual se insurge a parte impetrante resultou de regular procedimento administrativo-disciplinar em que foram integralmente observadas, pelo E. CNJ, as normas que lhe regem a atividade censória, inexistindo, por isso mesmo, qualquer situação configuradora de ofensa ao direito subjetivo invocado pela autora deste “writ” mandamental. (Grifos no original). Dessa forma, tendo o CNMP examinado a conduta do magistrado de forma adequada e fundamentada, aplicando a sanção a de forma regular, com base nas provas colhidas na seara administrativa, não vejo como, na via estreita do mandado de segurança, verificar a irregularidade da punição imputada sem imiscuir-se no reexame de fatos e provas, o que é inviável nesta sede. Nesse sentido: EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA – DELIBERACÃO DO E. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA PROFERIDA NO ÂMBITO DE PROCESSO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO ESTADUAL – ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS APTOS A JUSTIFICAREM A APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA – SITUAÇÃO DE CONTROVÉRSIA OBJETIVA – ILIQUIDEZ DOS FATOS – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO EXAME DO PLEITO NA VIA SUMARÍSSIMA DO PROCESSO MANDAMENTAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (MS 33848 AgR, Relator Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 08/03/2016, DJe 26/04/2016 – grifo próprio); 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA constitucional de competência técnica para determinadas matérias. Nesse sentido, aliás, é a irretocável lição do Ministro Celso de Mello ao julgar o MS 28.799, DJe 06.10.2016, ocasião em que assentou: (…) O que se me afigura fundamental na análise do “thema decidendum” é a circunstância – plenamente demonstrada – de que o ato punitivo contra o qual se insurge a parte impetrante resultou de regular procedimento administrativo-disciplinar em que foram integralmente observadas, pelo E. CNJ, as normas que lhe regem a atividade censória, inexistindo, por isso mesmo, qualquer situação configuradora de ofensa ao direito subjetivo invocado pela autora deste “writ” mandamental. (Grifos no original). Dessa forma, tendo o CNMP examinado a conduta do magistrado de forma adequada e fundamentada, aplicando a sanção a de forma regular, com base nas provas colhidas na seara administrativa, não vejo como, na via estreita do mandado de segurança, verificar a irregularidade da punição imputada sem imiscuir-se no reexame de fatos e provas, o que é inviável nesta sede. Nesse sentido: EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA – DELIBERACÃO DO E. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA PROFERIDA NO ÂMBITO DE PROCESSO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO ESTADUAL – ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS APTOS A JUSTIFICAREM A APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA – SITUAÇÃO DE CONTROVÉRSIA OBJETIVA – ILIQUIDEZ DOS FATOS – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO EXAME DO PLEITO NA VIA SUMARÍSSIMA DO PROCESSO MANDAMENTAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (MS 33848 AgR, Relator Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 08/03/2016, DJe 26/04/2016 – grifo próprio); 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA E CONCORRENTE DO CNJ. ANÁLISE SOMENTE DOS FATOS NÃO ATINGIDOS PELA PRESCRIÇÃO PARA DETERMINAÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE ACERVO PROBATÓRIO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O CNJ não está condicionado à atuação do órgão correicional local (artigo 103-B, §4..., II, III e V), para somente após proceder, consoante a exegese adotada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça detém competência originária e concorrente com os Tribunais de todo o país para instaurar processos administrativo-disciplinares em face de magistrados. (Precedentes: MS 29.187/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Plenário, DJe 18/2/2014, MS 28.513/DF, Min. Rel. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 25/9/2015) 3. In casu, conforme restou evidenciado no voto do Conselheiro Relator, apenas os fatos tidos como infrações disciplinares e não atingidos pela prescrição foram considerados para respaldar a punição imposta ao recorrente, ficando demonstrado materialmente que tais condutas violaram o art. 36, I e art. 35, VII, da LOMAN. 4. A análise da adequação da sanção envolve rediscussão de fatos e provas produzidas no âmbito do processo administrativo disciplinar, o que não se compatibiliza com a via do mandado de segurança. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 28353-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 10/12/2015 - grifo próprio); Embargos de declaração em mandado de segurança. Decisão monocrática. Conversão em agravo regimental. Processo administrativo disciplinar. Proporcionalidade da pena de cassação de aposentadoria. Alegada inconstitucionalidade do art. 42 da Lei Complementar n 35/1979. 1. A decisão agravada foi proferida em amplo 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA E CONCORRENTE DO CNJ. ANÁLISE SOMENTE DOS FATOS NÃO ATINGIDOS PELA PRESCRIÇÃO PARA DETERMINAÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE ACERVO PROBATÓRIO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O CNJ não está condicionado à atuação do órgão correicional local (artigo 103-B, §4..., II, III e V), para somente após proceder, consoante a exegese adotada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o Conselho Nacional de Justiça detém competência originária e concorrente com os Tribunais de todo o país para instaurar processos administrativo-disciplinares em face de magistrados. (Precedentes: MS 29.187/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Plenário, DJe 18/2/2014, MS 28.513/DF, Min. Rel. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 25/9/2015) 3. In casu, conforme restou evidenciado no voto do Conselheiro Relator, apenas os fatos tidos como infrações disciplinares e não atingidos pela prescrição foram considerados para respaldar a punição imposta ao recorrente, ficando demonstrado materialmente que tais condutas violaram o art. 36, I e art. 35, VII, da LOMAN. 4. A análise da adequação da sanção envolve rediscussão de fatos e provas produzidas no âmbito do processo administrativo disciplinar, o que não se compatibiliza com a via do mandado de segurança. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (MS 28353-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 10/12/2015 - grifo próprio); Embargos de declaração em mandado de segurança. Decisão monocrática. Conversão em agravo regimental. Processo administrativo disciplinar. Proporcionalidade da pena de cassação de aposentadoria. Alegada inconstitucionalidade do art. 42 da Lei Complementar n 35/1979. 1. A decisão agravada foi proferida em amplo 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA juízo de cognição e está em plena consonância com o entendimento firmado pela Corte, o que, por conseguinte, afasta de plano qualquer alegação de violação dos princípios do devido processo legal e da colegialidade. 2. O procedimento disciplinar foi conduzido por autoridade competente, que concluiu pela aplicação de pena prevista em lei, com amparo nas provas colhidas ao longo do procedimento. Impõe-se, destarte, reafirmar que conclusão diversa acerca da adequação da conduta do recorrente demandaria exame e reavaliação de todas as provas integrantes do feito administrativo. 3. As penas disciplinares previstas no art. 42 da Lei Complementar n 35/1979 estão de acordo com o estabelecido no art. 4..., inciso VI, do RICNJ e com o art. 103-B, § 4..., III, da Constituição Federal de 1988. 4. A pretensão para que se declare a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 42 da LOMAN mostra-se desconectada do caso dos autos, uma vez que uma tal decisão não produz qualquer efeito na decisão do c. CNJ apontada como ato impugnado. Ausente, portanto, o pressuposto subjetivo do interesse jurídico de agir. 5. Agravo regimental não provido. (MS 28790 - ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 20/9/2013 - grifo próprio). Por fim, cumpre assinalar, por oportuno e necessário, que o processo constitucional do mandado de segurança (i) não se presta à reapreciação de matéria fática, (ii) nem constitui instrumento idôneo à reavaliação do contexto probatório equacionado e ponderado pela autoridade competente. Como cediço, o direito líquido e certo no mandado de segurança diz respeito à desnecessidade de produção de provas para elucidação dos fatos em que se fundamenta o pedido. A liquidez e a certeza do direito consubstanciam verdadeiro pressuposto processual objetivo, ligado à adequação do procedimento, cuja inobservância desautoriza a tutela pela via do writ constitucional. Precisamente por isso que a causa de pedir neste rito prescinde de dilação probatória para a sua cabal comprovação. É esse o magistério do clássico Hely Lopes Meirelles, verbis: 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA juízo de cognição e está em plena consonância com o entendimento firmado pela Corte, o que, por conseguinte, afasta de plano qualquer alegação de violação dos princípios do devido processo legal e da colegialidade. 2. O procedimento disciplinar foi conduzido por autoridade competente, que concluiu pela aplicação de pena prevista em lei, com amparo nas provas colhidas ao longo do procedimento. Impõe-se, destarte, reafirmar que conclusão diversa acerca da adequação da conduta do recorrente demandaria exame e reavaliação de todas as provas integrantes do feito administrativo. 3. As penas disciplinares previstas no art. 42 da Lei Complementar n 35/1979 estão de acordo com o estabelecido no art. 4..., inciso VI, do RICNJ e com o art. 103-B, § 4..., III, da Constituição Federal de 1988. 4. A pretensão para que se declare a inconstitucionalidade do parágrafo único do art. 42 da LOMAN mostra-se desconectada do caso dos autos, uma vez que uma tal decisão não produz qualquer efeito na decisão do c. CNJ apontada como ato impugnado. Ausente, portanto, o pressuposto subjetivo do interesse jurídico de agir. 5. Agravo regimental não provido. (MS 28790 - ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, DJe 20/9/2013 - grifo próprio). Por fim, cumpre assinalar, por oportuno e necessário, que o processo constitucional do mandado de segurança (i) não se presta à reapreciação de matéria fática, (ii) nem constitui instrumento idôneo à reavaliação do contexto probatório equacionado e ponderado pela autoridade competente. Como cediço, o direito líquido e certo no mandado de segurança diz respeito à desnecessidade de produção de provas para elucidação dos fatos em que se fundamenta o pedido. A liquidez e a certeza do direito consubstanciam verdadeiro pressuposto processual objetivo, ligado à adequação do procedimento, cuja inobservância desautoriza a tutela pela via do writ constitucional. Precisamente por isso que a causa de pedir neste rito prescinde de dilação probatória para a sua cabal comprovação. É esse o magistério do clássico Hely Lopes Meirelles, verbis: 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 32 Voto - MIN. LUIZ FUX MS 34493 AGR / BA “Direito líquido e certo é o que resulta de fato certo, ou seja, é aquele capaz de ser comprovado, de plano, por documentação inequívoca. Note-se que o direito é sempre líquido e certo. A caracterização de imprecisão e incerteza recai sobre os fatos, que necessitam de comprovação. Importante notar que está englobado na conceituação de direito líquido e certo o fato que para tonar-se incontroverso necessite somente de adequada interpretação do direito, não havendo possibilidade de o juiz denegá-lo, sob o pretexto de tratar- se de questão de grande complexidade jurídica” (MEIRELLES, Hely Lopes. Mandado de Segurança. 27... edição, São Paulo: Malheiros Editores, 2004, p. 36-38). Desse modo, estando dentro do espectro de competências do CNMP, a causa petendi do mandamus é todo incompatível com rito especial do mandado de segurança, mormente por não estar demonstrado, por meio de prova inequívoca, ilegalidade ou abuso de poder praticado pela autoridade impetrada a evidenciar violação a direito líquido e certo. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Supremo Tribunal Federal MS 34493 AGR / BA “Direito líquido e certo é o que resulta de fato certo, ou seja, é aquele capaz de ser comprovado, de plano, por documentação inequívoca. Note-se que o direito é sempre líquido e certo. A caracterização de imprecisão e incerteza recai sobre os fatos, que necessitam de comprovação. Importante notar que está englobado na conceituação de direito líquido e certo o fato que para tonar-se incontroverso necessite somente de adequada interpretação do direito, não havendo possibilidade de o juiz denegá-lo, sob o pretexto de tratar- se de questão de grande complexidade jurídica” (MEIRELLES, Hely Lopes. Mandado de Segurança. 27... edição, São Paulo: Malheiros Editores, 2004, p. 36-38). Desse modo, estando dentro do espectro de competências do CNMP, a causa petendi do mandamus é todo incompatível com rito especial do mandado de segurança, mormente por não estar demonstrado, por meio de prova inequívoca, ilegalidade ou abuso de poder praticado pela autoridade impetrada a evidenciar violação a direito líquido e certo. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A57F-3A89-6184-A0B7 e senha E0ED-F52C-3C26-55E4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 32 Extrato de Ata - 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) : MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS (19260/BA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4165-B64C-4A5B-8032 e senha 80D6-A70B-8AA7-8355 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.493 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ROMULO DE ANDRADE MOREIRA ADV.(A/S) : MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS (19260/BA) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4165-B64C-4A5B-8032 e senha 80D6-A70B-8AA7-8355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 32
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 34 . 493", "MS 34493 AGR", "MS 34493 AGR / BA", "ADI 5 . 125", "MS 34493 AGR / BA", "ADI 5 . 125", "MS 34493 AGR / BA", "MS 34493 AGR / BA", "Reclamação Disciplinar n 0 . 00 . 000 . 000250 / 2016 - 15", "Reclamação Disciplinar n 0 . 00 . 000 . 000250 / 2016 -", "MS 34493 AGR / BA", "MS 34493", "MS 34493 AGR / BA", "MS 34493 AGR", "MS 34493 AGR / BA", "MS 34493 AGR", "MS 34493 AGR", "Processo Administrativo Disciplinar 1 . 00283 / 2016 - 73", "ADI 5 . 125", "MS 34493", "Processo Administrativo Disciplinar 1 . 00283 / 2016 - 73", "ADI 5 . 125", "MS 34493 AGR / BA", "ADI 5 . 125", "MS 34493 AGR / BA", "ADI 5 . 125 “", "ADI 5 . 125", "ADI 5 . 125", "MS 34493", "MS 34493 AGR", "MS 34493", "MS 34493", "MS 34493 AGR / BA", "MS 34493 AGR / BA", "MS 34493 AGR / BA", "MS 34493", "MS", "MS 34493 AGR / BA", "Reclamação Disciplinar n 0 . 00 . 000 . 000250 / 2016 - 15", "MS 34493 AGR", "Reclamação Disciplinar n 0 . 00 . 000", "MS 34493", "MS 34493 AGR / BA", "MS 34493 AGR / BA", "MS 34493", "MS 34493 AGR / BA", "ADI 5 . 136 MC", "Ação Originária 1 . 390", "MS 34493 AGR", "ADI 5 . 136 MC", "Ação Originária 1 . 390", "MS 34493 AGR", "MS 34493 AGR", "MS 34493 AGR / BA Federal", "MS 34493 AGR / BA", "MS 28 . 799", "MS 33848 AgR", "MS 34493 AGR / BA", "MS 28 . 799", "MS 33848 AgR", "MS 34493 AGR / BA", "MS 29 . 187 / DF", "MS 28 . 513 / DF", "MS 28353 - AgR", "MS 34493 AGR", "MS 29 . 187 / DF", "MS 28 . 513 / DF", "MS 28353 - AgR", "MS 34493 AGR / BA", "MS 28790 - ED", "MS 34493 AGR / BA", "MS 28790 - ED", "MS 34493 AGR / BA", "MS 34493 AGR / BA" ], "LEGISLACAO": [ "ART .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 130 - A , § 2 . . . , III , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 145 , inciso I , da LCE n 11 / 96", "artigo 145 , inciso II , da LCE n 11 / 96", "artigo 145 , inciso IV , da LCE n 11 / 96", "art . 11 , § 1 . . . , da Lei 9 . 868 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 145 , inciso I , da LCE n 11 / 96", "artigo 145 , inciso II , da LCE n 11 / 96", "artigo 145 , inciso IV , da LCE n 11 / 96", "art . 11 , § 1 . . . , da Lei 9 . 868 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 130 - A , § 2 . . . , III , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 130 - A , § 2 . . . , III , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "145 , incisos I e VI , e 148 , VII , da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia", "Lei Complementar Estadual 11 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 145 , incisos I e VI , e 148 , VII , da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia", "Lei Complementar Estadual 11 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria CNMP - CN n 00075", "Constituição Federal", "artigo 130 - A , § 2 . . . , e § 3 . . . , inciso I , da Constituição Federal", "artigo 228 da Lei Complementar do Estado da Bahia n 11 / 96", "Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria CNMP - CN n 00075", "Constituição Federal", "artigo 130 - A , § 2 . . . , e § 3 . . . , inciso I , da Constituição Federal", "artigo 228 da Lei Complementar do Estado da Bahia n 11 / 96", "Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 145 , inciso I , da LCE n 11 / 96", "artigo 145 , inciso II , da LCE n 11 / 96", "artigo 145 , inciso IV , da LCE n 11 / 96", "artigo 212 da Lei Complementar Estadual n 11", "Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 145 , inciso I , da LCE n 11 / 96", "artigo 145 , inciso II , da LCE n 11 / 96", "artigo 145 , inciso IV , da LCE n 11 / 96", "artigo 212 da Lei Complementar Estadual n 11", "Lei Orgânica do Ministério Público do Estado da Bahia", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 130 - A , § 2 . . . e § 3 . . . , inciso I , da Constituição Federal", "art . 145 , I , II e IV da Lei Complementar Estadual 11 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 130 - A , § 2 . . . e § 3 . . . , inciso I , da Constituição Federal", "art . 145 , I , II e IV da Lei Complementar Estadual 11 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Art . 130 - A , § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 145 , inc . 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Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Plenário", ".", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Malheiros Editores", "CNMP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Malheiros Editores", "CNMP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ROMULO DE ANDRADE MOREIRA", "MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS", "Sérgio Moro", "Luiz Inácio Lula da Silva", "Sérgio Moro", "Luiz Inácio Lula da Silva", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ROMULO DE ANDRADE MOREIRA", "MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ROMULO DE ANDRADE MOREIRA", "MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ROMULO", "DE ANDRADE MOREIRA", "CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS", "LUIZ FUX", "Rômulo de Andrade Moreira", "LUIZ FUX", "ROMULO DE ANDRADE MOREIRA", "CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS", "LUIZ FUX", "Rômulo de Andrade Moreira", "Sérgio Moro", "Sérgio Moro", "Luiz", "Inácio Lula da Silva", "Sérgio Moro", "Sérgio Moro", "Luiz Inácio Lula da Silva", "RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA", "RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA", "Rômulo de Andrade Moreira", "Sérgio Fernando Moro", "Luiz Inácio Lula da Silva", "Rômulo de Andrade Moreira", "Sérgio Fernando Moro", "Luiz Inácio Lula da Silva", "RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA", "RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA", "Rômulo de Andrade Moreira", "Rômulo de Andrade Moreira", "Rômulo de Andrade Moreira", "Rômulo de Andrade Moreira", "Rômulo de Andrade Moreira", "Gilmar Mendes", "Rômulo de Andrade Moreira", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Rômulo de Andrade Moreira", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Rômulo de Andrade Moreira", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Orlando Rochadel", "Orlando Rochadel", "LUIZ FUX", "Rômulo de Andrade Moreira", "Rômulo de Andrade Moreira", "Rômulo de Andrade Moreira", "Rômulo de Andrade Moreira", "LUIZ FUX", "RÔMULO MOREIRA", "JOSÉ EDUARDO", "Rômulo", "RÔMULO MOREIRA", "JOSÉ EDUARDO", "RÔMULO MOREIRA", "RÔMULO MOREIRA", "JOSÉ EDUARDO", "Rômulo", "RÔMULO MOREIRA", "JOSÉ EDUARDO", "Lula", "RÔMULO MOREIRA", "LUIZ FUX", "JOSÉ EDUARDO", "RÔMULO MOREIRA", "Lula", "Lula", "José", "Lula", "RÔMULO MOREIRA", "JOSÉ EDUARDO", "RÔMULO MOREIRA", "RÔMULO MOREIRA", "LUIZ FUX", "JOSÉ EDUARDO", "RÔMULO MOREIRA", "Delcídio", "RÔMULO MOREIRA", "Moro", "José", "JOSÉ EDUARDO", "RÔMULO MOREIRA", "Delcídio", "RÔMULO MOREIRA", "Moro", "LUIZ FUX", "Gregório Fortunato", "Juscelino Kubitschek", "JOSÉ EDUARDO", "Rômulo", "Paulo da Pituba", "PAULO", "José", "Eduardo", "PAULO", "Rômulo", "Rômulo", "RÔMULO MOREIRA", "PAULO", "RÔMULO MOREIRA", "Gregório Fortunato", "Juscelino Kubitschek", "JOSÉ EDUARDO", "Rômulo", "Paulo", "Paulo", "Paulo", "PAULO", "José", "Eduardo", "PAULO", "Rômulo", "Rômulo", "RÔMULO MOREIRA", "PAULO", "RÔMULO MOREIRA", "LUIZ FUX", "RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA", "RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA", "LUIZ FUX", "Rômulo de Andrade Moreira", "Sérgio Fernando Moro", "Luiz Inácio Lula da Silva", "Rômulo de Andrade Moreira", "Sérgio Fernando Moro", "Luiz Inácio Lula da Silva", "LUIZ FUX", "RÔMULO", "DE ANDRADE MOREIRA", "RÔMULO", "DE", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX MS", "Gregorio Badeni", "BADENI ,", "Gregorio", "Robert Alexy", "ALEXY , Robert", "Gregorio Badeni", "BADENI , Gregorio", "Robert Alexy", "ALEXY , Robert", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Valter Shuenquener de Araújo", "Valter Shuenquener de Araújo", "LUIZ FUX", "Rômulo de Andrade Moreira", "Rômulo de Andrade Moreira", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "Hely Lopes Meirelles", "DIAS TOFFOLI", "Hely Lopes Meirelles", "LUIZ FUX", "MEIRELLES , Hely Lopes", "MEIRELLES , Hely Lopes", "LUIZ FUX", "ROMULO DE ANDRADE MOREIRA", "MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "ROMULO DE ANDRADE MOREIRA", "MIGUEL CALMON TEIXEIRA DE CARVALHO DANTAS", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "02", ".", "2017", "21", ".", "06", ".", "2016", "26", "/", "04", "03", "/", "05", "/", "2019", "06 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "02", ".", "2017", "21", ".", "06", ".", "2016", "26", "/", "04", "03", "/", "05", "/", "2019", "06 de maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04 de maio de 2016", "09", "/", "03", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04 de maio de 2016", "09", "/", "03", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "05", "/", "2016", "09", "/", "03", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "05", "/", "2016", "09", "/", "03", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de janeiro de 1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de janeiro de 1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "07", ".", "2017", "22", ".", "05", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "07", ".", "2017", "22", ".", "05", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "02", ".", "2017", "21", ".", "06", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "10", ".", "02", ".", "2017", "21", ".", "06", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04 de maio de 2016", "09", "/", "03", "/", "2016", "04", "/", "05", "/", "2016", "24", 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"06", ".", "10", ".", "2016", "08", "/", "03", "/", "2016", "26", "/", "04", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "Plenário", "18", "/", "2", "/", "2014", "25", "/", "9", "/", "2015", "10", "/", "12", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "2", "/", "2014", "25", "/", "9", "/", "2015", "10", "/", "12", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) :MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO AGDO.(A/S) :LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :PEDRO MANIERO JUNIOR EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia demanda a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), bem como a análise da legislação infraconstitucional. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 533C-898A-21B5-FA9C e senha EA4C-4949-83B2-C6F2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) :MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO AGDO.(A/S) :LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :PEDRO MANIERO JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de ser “inviável a abertura da instância extraordinária, já que, para se perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não caracterizado o requisito da afronta direta à Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta ser “imprescindível a reforma da r. decisão guerreada, a fim de que tenha seguimento o recurso extraordinário interposto, notadamente por tratar-se de hipótese de manifesta violação à Constituição Federal, de forma direta, estando plenamente presentes, pois, os requisitos de admissibilidade recursal”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4C7-1ADD-A2BB-E2DA e senha 66DA-181F-ECF2-D446 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) :MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO AGDO.(A/S) :LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :PEDRO MANIERO JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de ser “inviável a abertura da instância extraordinária, já que, para se perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não caracterizado o requisito da afronta direta à Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta ser “imprescindível a reforma da r. decisão guerreada, a fim de que tenha seguimento o recurso extraordinário interposto, notadamente por tratar-se de hipótese de manifesta violação à Constituição Federal, de forma direta, estando plenamente presentes, pois, os requisitos de admissibilidade recursal”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4C7-1ADD-A2BB-E2DA e senha 66DA-181F-ECF2-D446 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “Agravo de Instrumento. Execução. Decisão que deferiu a penhora via RENAJUD. Veículo penhorado. Alegação da executada de que se trata de veículo especialmente adaptado para deficientes. Impenhorabilidade. Analogia ao bem de família. Impossibilidade. Automóvel sem adaptação especial, tendo tão somente transmissão automática. Executada que não demonstrou estar incapacitada de deambular ou de se locomover por outros meios. Indispensabilidade não demonstrada. Ausência de violação ao princípio da dignidade da pessoa humana. Precedentes desta Egrégia Corte. Decisão mantida. Recurso desprovido”. 4. Tal como constatou a decisão agravada, é evidente que a solução da controvérsia demanda a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), assim como a análise da legislação infraconstitucional, procedimentos inviáveis nesta fase Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “Agravo de Instrumento. Execução. Decisão que deferiu a penhora via RENAJUD. Veículo penhorado. Alegação da executada de que se trata de veículo especialmente adaptado para deficientes. Impenhorabilidade. Analogia ao bem de família. Impossibilidade. Automóvel sem adaptação especial, tendo tão somente transmissão automática. Executada que não demonstrou estar incapacitada de deambular ou de se locomover por outros meios. Indispensabilidade não demonstrada. Ausência de violação ao princípio da dignidade da pessoa humana. Precedentes desta Egrégia Corte. Decisão mantida. Recurso desprovido”. 4. Tal como constatou a decisão agravada, é evidente que a solução da controvérsia demanda a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), assim como a análise da legislação infraconstitucional, procedimentos inviáveis nesta fase Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1202857 AGR / SP recursal. Nessa linha, veja-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PENHORA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE 1.018.144-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Supremo Tribunal Federal ARE 1202857 AGR / SP recursal. Nessa linha, veja-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PENHORA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE 1.018.144-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1202857 AGR / SP houve fixação de honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Supremo Tribunal Federal ARE 1202857 AGR / SP houve fixação de honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) : MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO (199627/RJ, 196714/SP) AGDO.(A/S) : LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : PEDRO MANIERO JUNIOR (128406/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD90-37CB-377A-ABDB e senha 7B31-4479-B243-9E02 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) : MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO (199627/RJ, 196714/SP) AGDO.(A/S) : LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : PEDRO MANIERO JUNIOR (128406/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD90-37CB-377A-ABDB e senha 7B31-4479-B243-9E02 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750466348
2019-06-28T00:00:00
2019-08-08T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia demanda a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), bem como a análise da legislação infraconstitucional. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur408334
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF) ARE 1018144 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 10/09/2019, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1202857
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1202857 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) : MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO AGDO.(A/S) : LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : PEDRO MANIERO JUNIOR
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) :MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO AGDO.(A/S) :LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :PEDRO MANIERO JUNIOR EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia demanda a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como a análise da legislação infraconstitucional. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 533C-898A-21B5-FA9C e senha EA4C-4949-83B2-C6F2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) :MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO AGDO.(A/S) :LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :PEDRO MANIERO JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de ser “inviável a abertura da instância extraordinária, já que, para se perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não caracterizado o requisito da afronta direta à Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta ser “imprescindível a reforma da r. decisão guerreada, a fim de que tenha seguimento o recurso extraordinário interposto, notadamente por tratar-se de hipótese de manifesta violação à Constituição Federal, de forma direta, estando plenamente presentes, pois, os requisitos de admissibilidade recursal”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4C7-1ADD-A2BB-E2DA e senha 66DA-181F-ECF2-D446 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) :MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO AGDO.(A/S) :LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :PEDRO MANIERO JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob o fundamento de ser “inviável a abertura da instância extraordinária, já que, para se perquirir a ocorrência de contrariedade à legislação constitucional, mister se mostra o revolvimento de normas infraconstitucionais, não caracterizado o requisito da afronta direta à Carta Magna”. 2. A parte agravante sustenta ser “imprescindível a reforma da r. decisão guerreada, a fim de que tenha seguimento o recurso extraordinário interposto, notadamente por tratar-se de hipótese de manifesta violação à Constituição Federal, de forma direta, estando plenamente presentes, pois, os requisitos de admissibilidade recursal”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C4C7-1ADD-A2BB-E2DA e senha 66DA-181F-ECF2-D446 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “Agravo de Instrumento. Execução. Decisão que deferiu a penhora via RENAJUD. Veículo penhorado. Alegação da executada de que se trata de veículo especialmente adaptado para deficientes. Impenhorabilidade. Analogia ao bem de família. Impossibilidade. Automóvel sem adaptação especial, tendo tão somente transmissão automática. Executada que não demonstrou estar incapacitada de deambular ou de se locomover por outros meios. Indispensabilidade não demonstrada. Ausência de violação ao princípio da dignidade da pessoa humana. Precedentes desta Egrégia Corte. Decisão mantida. Recurso desprovido”. 4. Tal como constatou a decisão agravada, é evidente que a solução da controvérsia demanda a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), assim como a análise da legislação infraconstitucional, procedimentos inviáveis nesta fase Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “Agravo de Instrumento. Execução. Decisão que deferiu a penhora via RENAJUD. Veículo penhorado. Alegação da executada de que se trata de veículo especialmente adaptado para deficientes. Impenhorabilidade. Analogia ao bem de família. Impossibilidade. Automóvel sem adaptação especial, tendo tão somente transmissão automática. Executada que não demonstrou estar incapacitada de deambular ou de se locomover por outros meios. Indispensabilidade não demonstrada. Ausência de violação ao princípio da dignidade da pessoa humana. Precedentes desta Egrégia Corte. Decisão mantida. Recurso desprovido”. 4. Tal como constatou a decisão agravada, é evidente que a solução da controvérsia demanda a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), assim como a análise da legislação infraconstitucional, procedimentos inviáveis nesta fase Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1202857 AGR / SP recursal. Nessa linha, veja-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PENHORA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE 1.018.144-AgR, Rel. Min. Rosa Weber). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Supremo Tribunal Federal ARE 1202857 AGR / SP recursal. Nessa linha, veja-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PENHORA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido” (ARE 1.018.144-AgR, Rel. Min. Rosa Weber). 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1202857 AGR / SP houve fixação de honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Supremo Tribunal Federal ARE 1202857 AGR / SP houve fixação de honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AE2-8D4F-4B7B-673F e senha 7989-D4B3-8D29-51FA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) : MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO (199627/RJ, 196714/SP) AGDO.(A/S) : LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : PEDRO MANIERO JUNIOR (128406/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD90-37CB-377A-ABDB e senha 7B31-4479-B243-9E02 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.857 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO ADV.(A/S) : MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO (199627/RJ, 196714/SP) AGDO.(A/S) : LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : PEDRO MANIERO JUNIOR (128406/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AD90-37CB-377A-ABDB e senha 7B31-4479-B243-9E02 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 202 . 857", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 202 . 857", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 202 . 857", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1202857 AGR / SP", "ARE 1 . 018 . 144 - AgR", "ARE 1202857 AGR / SP", "ARE 1 . 018 . 144 - AgR", "ARE 1202857 AGR", "ARE" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna ”", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "LEF PISOS E REVESTIMENTOS LTDA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO", "MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO", "PEDRO MANIERO JUNIOR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO", "MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO", "PEDRO MANIERO JUNIOR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO", "MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO", "PEDRO MANIERO JUNIOR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO", "MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO", "PEDRO MANIERO JUNIOR", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROBERTO BARROSO", "MARCIA REGINA DE ALMEIDA GRILO", "MARIO SEBASTIAO CESAR SANTOS DO PRADO", "PEDRO MANIERO JUNIOR", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21 a 27 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Direito Processual Civil. 3. Consumação da decadência. Art. 23 da Lei 12.016/2009. Transcurso de mais de 120 dias entre a ciência do ato impugnado e a impetração. 4. Mandado de segurança contra decisão judicial da Primeira Turma desta Corte. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Súmula 267 do STF. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negado provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, , por unanimidade, negou provimento aos agravos regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F753-3276-66F5-F6D4 e senha 502D-570E-EA62-561C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao mandado de segurança, em virtude da consumação da decadência, bem como com fundamento nas Súmulas 267 e 268 do STF. Nas razões recursais, a agravante defende que o prazo decadencial deve ser contado a partir do trânsito em julgado da decisão impugnada. Assim, salienta que, no presente caso, não teria ocorrido a consumação da decadência, uma vez que o trânsito em julgado da decisão impugnada ocorreu em 18.12.2018, e a presente impetração se deu em 17.12.2018. Por fim, aduz a omissão da decisão ora agravada, já que não teria enfrentado os argumentos acerca da teratologia do ato coator. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AD7-AE80-F151-CBCB e senha 8912-AE8A-5DE8-8668 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao mandado de segurança, em virtude da consumação da decadência, bem como com fundamento nas Súmulas 267 e 268 do STF. Nas razões recursais, a agravante defende que o prazo decadencial deve ser contado a partir do trânsito em julgado da decisão impugnada. Assim, salienta que, no presente caso, não teria ocorrido a consumação da decadência, uma vez que o trânsito em julgado da decisão impugnada ocorreu em 18.12.2018, e a presente impetração se deu em 17.12.2018. Por fim, aduz a omissão da decisão ora agravada, já que não teria enfrentado os argumentos acerca da teratologia do ato coator. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AD7-AE80-F151-CBCB e senha 8912-AE8A-5DE8-8668 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, o ato ora impugnado (acórdão da Primeira Turma no ARE-AgR-ED 1.129.660) foi publicado no DJe em 12.6.2018. Considerando que o presente writ foi impetrado em 17.12.2018, observo a consumação da decadência prevista no art. 23 da Lei 12.016/2009, haja vista já transcorridos mais de 120 dias entre a data da impetração e a da ciência do ato. Ademais, ainda que superado o referido óbice, não assistiria razão à agravante. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não cabe mandado de segurança contra decisões judiciais, salvo em situações excepcionais, caso demonstrada inequívoca teratologia do ato jurisdicional, o que não é o caso dos autos, haja vista que a Primeira Turma decidiu o ARE-AgR-ED 1.129.660 de acordo com a jurisprudência da Corte. A esse propósito, confiram-se os seguintes julgados: “Direito Processual. Agravo interno em mandado de segurança. Ato do Ministro Relator do ARE 779.330/STF. Julgamento virtual. Pedido de destaque. 1. Não há previsão legal ou regimental de que o pedido de destaque deva ser Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD1E-D4F0-074E-BA92 e senha DD80-6D24-83AA-B983 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, o ato ora impugnado (acórdão da Primeira Turma no ARE-AgR-ED 1.129.660) foi publicado no DJe em 12.6.2018. Considerando que o presente writ foi impetrado em 17.12.2018, observo a consumação da decadência prevista no art. 23 da Lei 12.016/2009, haja vista já transcorridos mais de 120 dias entre a data da impetração e a da ciência do ato. Ademais, ainda que superado o referido óbice, não assistiria razão à agravante. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não cabe mandado de segurança contra decisões judiciais, salvo em situações excepcionais, caso demonstrada inequívoca teratologia do ato jurisdicional, o que não é o caso dos autos, haja vista que a Primeira Turma decidiu o ARE-AgR-ED 1.129.660 de acordo com a jurisprudência da Corte. A esse propósito, confiram-se os seguintes julgados: “Direito Processual. Agravo interno em mandado de segurança. Ato do Ministro Relator do ARE 779.330/STF. Julgamento virtual. Pedido de destaque. 1. Não há previsão legal ou regimental de que o pedido de destaque deva ser Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD1E-D4F0-074E-BA92 e senha DD80-6D24-83AA-B983 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 36192 AGR / SP apreciado até 24 horas antes do início do julgamento virtual; nem de que os recursos extraordinários, inadmitidos pelos Tribunais de Justiça, por ausência de demonstração da repercussão geral, não possam ser submetidos ao plenário virtual. 2. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de não admitir, salvo em situações excepcionais, mandado de segurança contra decisões jurisdicionais. A exceção estaria nas hipóteses de inequívoca teratologia do ato jurisdicional, o que não é o caso dos autos. 4. Agravo parcialmente conhecido (CPC, art. 932, III, in fine , e 1.021, § 1º) e, nesta parte, desprovido, por manifestamente improcedente. Aplicação de multa de dois salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, arts. 81, § 2º, e 1.021, §§ 4º e 5º), em caso de unanimidade da decisão”. (MS-AgR 35.560, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 27.8.2018) “Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Direito Processual Civil. 3. Razões do agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 287 do STF. 4. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Súmula 267 do STF. 5. Mandado de segurança em face de decisão judicial transitada em julgado. Incabível. Súmula 268 do STF. 6. Interposição de agravo contra decisão da origem que aplicou a sistemática da repercussão geral. Não conhecimento. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (MS-AgR 34.866, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 8.11.2017) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD1E-D4F0-074E-BA92 e senha DD80-6D24-83AA-B983 Supremo Tribunal Federal MS 36192 AGR / SP apreciado até 24 horas antes do início do julgamento virtual; nem de que os recursos extraordinários, inadmitidos pelos Tribunais de Justiça, por ausência de demonstração da repercussão geral, não possam ser submetidos ao plenário virtual. 2. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de não admitir, salvo em situações excepcionais, mandado de segurança contra decisões jurisdicionais. A exceção estaria nas hipóteses de inequívoca teratologia do ato jurisdicional, o que não é o caso dos autos. 4. Agravo parcialmente conhecido (CPC, art. 932, III, in fine , e 1.021, § 1º) e, nesta parte, desprovido, por manifestamente improcedente. Aplicação de multa de dois salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, arts. 81, § 2º, e 1.021, §§ 4º e 5º), em caso de unanimidade da decisão”. (MS-AgR 35.560, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 27.8.2018) “Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Direito Processual Civil. 3. Razões do agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 287 do STF. 4. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Súmula 267 do STF. 5. Mandado de segurança em face de decisão judicial transitada em julgado. Incabível. Súmula 268 do STF. 6. Interposição de agravo contra decisão da origem que aplicou a sistemática da repercussão geral. Não conhecimento. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (MS-AgR 34.866, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 8.11.2017) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD1E-D4F0-074E-BA92 e senha DD80-6D24-83AA-B983 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) : MADALENA CRUZ ADAMECZ (127639/SP) AGDO.(A/S) : PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF05-FF8D-2D96-8CF2 e senha AECB-19B0-F196-F823 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) : MADALENA CRUZ ADAMECZ (127639/SP) AGDO.(A/S) : PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF05-FF8D-2D96-8CF2 e senha AECB-19B0-F196-F823 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750550494
2019-06-28T00:00:00
2019-08-19T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Direito Processual Civil. 3. Consumação da decadência. Art. 23 da Lei 12.016/2009. Transcurso de mais de 120 dias entre a ciência do ato impugnado e a impetração. 4. Mandado de segurança contra decisão judicial da Primeira Turma desta Corte. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Súmula 267 do STF. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negado provimento ao agravo regimental.
sjur408846
- Acórdão(s) citado(s): (CABIMENTO, MANDADO DE SEGURANÇA, DECISÃO JUDICIAL) MS 34866 AgR (2ªT), MS 35560 AgR (TP), ARE 1129660 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 16/09/2019, BMP. Número de páginas: 5. Análise: 16/09/2019, BMP.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
36192
[ "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00023\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000267 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
MS-AgR
acordaos
MS 36192 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) : MADALENA CRUZ ADAMECZ AGDO.(A/S) : PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Direito Processual Civil. 3. Consumação da decadência. Art. 23 da Lei 12.016/2009. Transcurso de mais de 120 dias entre a ciência do ato impugnado e a impetração. 4. Mandado de segurança contra decisão judicial da Primeira Turma desta Corte. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negado provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, , por unanimidade, negou provimento aos agravos regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F753-3276-66F5-F6D4 e senha 502D-570E-EA62-561C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao mandado de segurança, em virtude da consumação da decadência, bem como com fundamento nas Súmulas 267 e 268 do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais, a agravante defende que o prazo decadencial deve ser contado a partir do trânsito em julgado da decisão impugnada. Assim, salienta que, no presente caso, não teria ocorrido a consumação da decadência, uma vez que o trânsito em julgado da decisão impugnada ocorreu em 18.12.2018, e a presente impetração se deu em 17.12.2018. Por fim, aduz a omissão da decisão ora agravada, já que não teria enfrentado os argumentos acerca da teratologia do ato coator. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AD7-AE80-F151-CBCB e senha 8912-AE8A-5DE8-8668 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) :MADALENA CRUZ ADAMECZ AGDO.(A/S) :PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao mandado de segurança, em virtude da consumação da decadência, bem como com fundamento nas Súmulas 267 e 268 do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais, a agravante defende que o prazo decadencial deve ser contado a partir do trânsito em julgado da decisão impugnada. Assim, salienta que, no presente caso, não teria ocorrido a consumação da decadência, uma vez que o trânsito em julgado da decisão impugnada ocorreu em 18.12.2018, e a presente impetração se deu em 17.12.2018. Por fim, aduz a omissão da decisão ora agravada, já que não teria enfrentado os argumentos acerca da teratologia do ato coator. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AD7-AE80-F151-CBCB e senha 8912-AE8A-5DE8-8668 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, o ato ora impugnado (acórdão da Primeira Turma no ARE-AgR-ED 1.129.660) foi publicado no DJe em 12.6.2018. Considerando que o presente writ foi impetrado em 17.12.2018, observo a consumação da decadência prevista no art. 23 da Lei 12.016/2009, haja vista já transcorridos mais de 120 dias entre a data da impetração e a da ciência do ato. Ademais, ainda que superado o referido óbice, não assistiria razão à agravante. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não cabe mandado de segurança contra decisões judiciais, salvo em situações excepcionais, caso demonstrada inequívoca teratologia do ato jurisdicional, o que não é o caso dos autos, haja vista que a Primeira Turma decidiu o ARE-AgR-ED 1.129.660 de acordo com a jurisprudência da Corte. A esse propósito, confiram-se os seguintes julgados: “Direito Processual. Agravo interno em mandado de segurança. Ato do Ministro Relator do ARE 779.330/Supremo Tribunal Federal. Julgamento virtual. Pedido de destaque. 1. Não há previsão legal ou regimental de que o pedido de destaque deva ser Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD1E-D4F0-074E-BA92 e senha DD80-6D24-83AA-B983 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, o ato ora impugnado (acórdão da Primeira Turma no ARE-AgR-ED 1.129.660) foi publicado no DJe em 12.6.2018. Considerando que o presente writ foi impetrado em 17.12.2018, observo a consumação da decadência prevista no art. 23 da Lei 12.016/2009, haja vista já transcorridos mais de 120 dias entre a data da impetração e a da ciência do ato. Ademais, ainda que superado o referido óbice, não assistiria razão à agravante. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não cabe mandado de segurança contra decisões judiciais, salvo em situações excepcionais, caso demonstrada inequívoca teratologia do ato jurisdicional, o que não é o caso dos autos, haja vista que a Primeira Turma decidiu o ARE-AgR-ED 1.129.660 de acordo com a jurisprudência da Corte. A esse propósito, confiram-se os seguintes julgados: “Direito Processual. Agravo interno em mandado de segurança. Ato do Ministro Relator do ARE 779.330/Supremo Tribunal Federal. Julgamento virtual. Pedido de destaque. 1. Não há previsão legal ou regimental de que o pedido de destaque deva ser Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD1E-D4F0-074E-BA92 e senha DD80-6D24-83AA-B983 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES MS 36192 AGR / SP apreciado até 24 horas antes do início do julgamento virtual; nem de que os recursos extraordinários, inadmitidos pelos Tribunais de Justiça, por ausência de demonstração da repercussão geral, não possam ser submetidos ao plenário virtual. 2. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de não admitir, salvo em situações excepcionais, mandado de segurança contra decisões jurisdicionais. A exceção estaria nas hipóteses de inequívoca teratologia do ato jurisdicional, o que não é o caso dos autos. 4. Agravo parcialmente conhecido (Código de Processo Civil, art. 932, III, in fine , e 1.021, § 1...) e, nesta parte, desprovido, por manifestamente improcedente. Aplicação de multa de dois salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, arts. 81, § 2..., e 1.021, §§ 4... e 5...), em caso de unanimidade da decisão”. (MS-AgR 35.560, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 27.8.2018) “Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Direito Processual Civil. 3. Razões do agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. 4. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal. 5. Mandado de segurança em face de decisão judicial transitada em julgado. Incabível. Súmula 268 do Supremo Tribunal Federal. 6. Interposição de agravo contra decisão da origem que aplicou a sistemática da repercussão geral. Não conhecimento. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (MS-AgR 34.866, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 8.11.2017) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD1E-D4F0-074E-BA92 e senha DD80-6D24-83AA-B983 Supremo Tribunal Federal MS 36192 AGR / SP apreciado até 24 horas antes do início do julgamento virtual; nem de que os recursos extraordinários, inadmitidos pelos Tribunais de Justiça, por ausência de demonstração da repercussão geral, não possam ser submetidos ao plenário virtual. 2. A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de não admitir, salvo em situações excepcionais, mandado de segurança contra decisões jurisdicionais. A exceção estaria nas hipóteses de inequívoca teratologia do ato jurisdicional, o que não é o caso dos autos. 4. Agravo parcialmente conhecido (Código de Processo Civil, art. 932, III, in fine , e 1.021, § 1...) e, nesta parte, desprovido, por manifestamente improcedente. Aplicação de multa de dois salários mínimos, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, arts. 81, § 2..., e 1.021, §§ 4... e 5...), em caso de unanimidade da decisão”. (MS-AgR 35.560, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, DJe 27.8.2018) “Agravo regimental em mandado de segurança. 2. Direito Processual Civil. 3. Razões do agravo regimental não atacam os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. 4. Mandado de segurança contra ato judicial. Ausência de teratologia ou abuso de poder. Não cabimento. Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal. 5. Mandado de segurança em face de decisão judicial transitada em julgado. Incabível. Súmula 268 do Supremo Tribunal Federal. 6. Interposição de agravo contra decisão da origem que aplicou a sistemática da repercussão geral. Não conhecimento. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento”. (MS-AgR 34.866, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 8.11.2017) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD1E-D4F0-074E-BA92 e senha DD80-6D24-83AA-B983 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) : MADALENA CRUZ ADAMECZ (127639/SP) AGDO.(A/S) : PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF05-FF8D-2D96-8CF2 e senha AECB-19B0-F196-F823 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 36.192 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MADALENA CRUZ ADAMECZ ADV.(A/S) : MADALENA CRUZ ADAMECZ (127639/SP) AGDO.(A/S) : PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF05-FF8D-2D96-8CF2 e senha AECB-19B0-F196-F823 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 267 e 268 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 267 e 268 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR", "-", "ED 1 . 129 . 660", "ARE", "-", "AgR", "-", "ED 1 . 129 .", "ARE 779 . 330 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR", "-", "ED 1 . 129 . 660", "ARE", "-", "AgR", "-", "ED", "ARE 779 . 330 /", "MS 36192 AGR / SP", "MS", "-", "AgR 35 . 560", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 268 do Supremo Tribunal Federal", "MS", "-", "AgR 34 . 866", "MS 36192", "MS", "-", "AgR 35 . 560", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 267 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 268 do Supremo Tribunal Federal", "MS", "-", "AgR 34 . 866", "MANDADO" ], "LEGISLACAO": [ "Art . 23 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 da Lei 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 932 , III , in fine , e 1 . 021 , § 1 . . .", "Código de Processo Civil , arts . 81 , § 2 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 932 , III , in fine ,", "Código de Processo Civil , arts . 81 , § 2 . . . ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "PRIMEIRA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MADALENA CRUZ ADAMECZ", "MADALENA CRUZ ADAMECZ", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MADALENA CRUZ ADAMECZ", "MADALENA CRUZ ADAMECZ", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MADALENA CRUZ ADAMECZ", "MADALENA CRUZ ADAMECZ", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "MADALENA CRUZ ADAMECZ", "MADALENA CRUZ ADAMECZ", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "GILMAR MENDES", "MADALENA CRUZ ADAMECZ", "MADALENA CRUZ ADAMECZ", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "18", ".", "12", ".", "2018", "17", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "18", ".", "12", ".", "2018", "17", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "12", ".", "6", ".", "2018", "17", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "12", ".", "6", ".", "2018", "17", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "8", ".", "2018", "8", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "8", ".", "2018", "8", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI EMENTA: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO, QUE EXAMINOU OS PRIMEIROS EMBARGOS. NÃO CONHECIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS À ORIGEM. 1. Os segundos embargos de declaração devem dirigir-se ao acórdão que examinou os primeiros embargos. 2. À falta de fundamentação minimamente adequada, os segundos embargos não merecem ser conhecidos. 3. Recurso manifestamente incabível não produz o efeito interruptivo, de modo que o prazo para impugnações ao julgado seguiu fluindo até seu termo final. 4. Embargos de declaração não conhecidos. Certificação do trânsito em julgado e determinação de baixa imediata dos autos à origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em não conhecer dos embargos de declaração e em determinar a certificação do trânsito em julgado e a baixa dos autos ao Juízo de origem imediatamente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de maio de 2019. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F7C-3DC7-CF30-724F e senha 5CB6-DCFC-E8C1-2360 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RE 1151761 AGR-ED-ED / RS Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F7C-3DC7-CF30-724F e senha 5CB6-DCFC-E8C1-2360 Supremo Tribunal Federal RE 1151761 AGR-ED-ED / RS Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F7C-3DC7-CF30-724F e senha 5CB6-DCFC-E8C1-2360 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão do Supremo Tribunal Federal no julgamento de anteriores embargos declaratórios. Eis a ementa do julgado: “Ementa : EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. REJEIÇÃO. 1. O acórdão embargado contém fundamentação apta e suficiente a resolver todos os pontos do recurso que lhe foi submetido. 2. Ausentes omissão, contradição, obscuridade ou erro material no julgado, não há razão para qualquer reparo. 3. Embargos de declaração rejeitados. “ Em suas razões, a parte embargante assevera que o julgado contém vícios de fundamentação, tais como omissão, obscuridade, contradição e ambiguidade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0084-249D-73B2-8E05 e senha DEDD-0E66-4498-5C66 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão do Supremo Tribunal Federal no julgamento de anteriores embargos declaratórios. Eis a ementa do julgado: “Ementa : EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. REJEIÇÃO. 1. O acórdão embargado contém fundamentação apta e suficiente a resolver todos os pontos do recurso que lhe foi submetido. 2. Ausentes omissão, contradição, obscuridade ou erro material no julgado, não há razão para qualquer reparo. 3. Embargos de declaração rejeitados. “ Em suas razões, a parte embargante assevera que o julgado contém vícios de fundamentação, tais como omissão, obscuridade, contradição e ambiguidade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0084-249D-73B2-8E05 e senha DEDD-0E66-4498-5C66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata- se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. Saliente-se que os segundos embargos de declaração devem ater-se a vícios unicamente do julgado anterior, que examinou os primeiros embargos. No caso em apreço, não há mínima fundamentação sobre deficiências do aresto. Tem-se, assim, o manifesto descabimento destes segundos embargos, que, por esse motivo, não produzem o efeito de interromper o prazo para outros recursos. Nesse sentido: ARE 738.488 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 24/3/2014; AI 241.860 AgR-ED-ED-ED-AgR, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 8/11/2002). Portanto, é de rigor a certificação do trânsito em julgado e a imediata baixa dos autos ao Juízo de origem. Nesse sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão omissão, contradição ou obscuridade, assim como correção de erro material. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que os segundos embargos declaratórios só podem ser admitidos quando o vício a ser sanado tenha surgido pela primeira vez no julgamento dos anteriores. Precedentes. 3. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0959-50D3-F79F-E4E4 e senha 8264-7799-7688-9550 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata- se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. Saliente-se que os segundos embargos de declaração devem ater-se a vícios unicamente do julgado anterior, que examinou os primeiros embargos. No caso em apreço, não há mínima fundamentação sobre deficiências do aresto. Tem-se, assim, o manifesto descabimento destes segundos embargos, que, por esse motivo, não produzem o efeito de interromper o prazo para outros recursos. Nesse sentido: ARE 738.488 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 24/3/2014; AI 241.860 AgR-ED-ED-ED-AgR, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 8/11/2002). Portanto, é de rigor a certificação do trânsito em julgado e a imediata baixa dos autos ao Juízo de origem. Nesse sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão omissão, contradição ou obscuridade, assim como correção de erro material. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que os segundos embargos declaratórios só podem ser admitidos quando o vício a ser sanado tenha surgido pela primeira vez no julgamento dos anteriores. Precedentes. 3. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0959-50D3-F79F-E4E4 e senha 8264-7799-7688-9550 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1151761 AGR-ED-ED / RS Fixação de multa em 2% do valor atualizado da causa, por conta do manifesto intuito protelatório do recurso. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (ARE 913264 RG-ED-ED, Rel. Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, DJe 3/4/2017) Diante do exposto, NÃO CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Certifique-se o trânsito em julgado e baixem os autos ao Juízo de origem imediatamente. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0959-50D3-F79F-E4E4 e senha 8264-7799-7688-9550 Supremo Tribunal Federal RE 1151761 AGR-ED-ED / RS Fixação de multa em 2% do valor atualizado da causa, por conta do manifesto intuito protelatório do recurso. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (ARE 913264 RG-ED-ED, Rel. Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, DJe 3/4/2017) Diante do exposto, NÃO CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Certifique-se o trânsito em julgado e baixem os autos ao Juízo de origem imediatamente. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0959-50D3-F79F-E4E4 e senha 8264-7799-7688-9550 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 31218/ES, 1796A/MG, 15429-A/MS, 28342-A/PA, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado e a baixa dos autos ao Juízo de origem imediatamente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE50-4811-130C-086C e senha D295-6D4E-5BF9-5C86 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 31218/ES, 1796A/MG, 15429-A/MS, 28342-A/PA, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado e a baixa dos autos ao Juízo de origem imediatamente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE50-4811-130C-086C e senha D295-6D4E-5BF9-5C86 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749845433
2019-05-06T00:00:00
2019-05-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado e a baixa dos autos ao Juízo de origem imediatamente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO, QUE EXAMINOU OS PRIMEIROS EMBARGOS. NÃO CONHECIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS À ORIGEM. 1. Os segundos embargos de declaração devem dirigir-se ao acórdão que examinou os primeiros embargos. 2. À falta de fundamentação minimamente adequada, os segundos embargos não merecem ser conhecidos. 3. Recurso manifestamente incabível não produz o efeito interruptivo, de modo que o prazo para impugnações ao julgado seguiu fluindo até seu termo final. 4. Embargos de declaração não conhecidos. Certificação do trânsito em julgado e determinação de baixa imediata dos autos à origem.
sjur404223
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO PROTELATÓRIO, CERTIFICAÇÃO DE TRÂNSITO) ARE 913264 RG-ED-ED (TP). (SEGUNDOS EMBARGOS, INTERRUPÇÃO DO PRAZO) AI 241860 AgR-ED-ED-ED-AgR (2ªT), ARE 738488 AgR (TP). Número de páginas: 6. Análise: 18/06/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1151761
null
RE-AgR-ED-ED
acordaos
RE 1151761 AgR-ED-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) : BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI EMENTA: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO, QUE EXAMINOU OS PRIMEIROS EMBARGOS. NÃO CONHECIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS À ORIGEM. 1. Os segundos embargos de declaração devem dirigir-se ao acórdão que examinou os primeiros embargos. 2. À falta de fundamentação minimamente adequada, os segundos embargos não merecem ser conhecidos. 3. Recurso manifestamente incabível não produz o efeito interruptivo, de modo que o prazo para impugnações ao julgado seguiu fluindo até seu termo final. 4. Embargos de declaração não conhecidos. Certificação do trânsito em julgado e determinação de baixa imediata dos autos à origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em não conhecer dos embargos de declaração e em determinar a certificação do trânsito em julgado e a baixa dos autos ao Juízo de origem imediatamente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de maio de 2019. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F7C-3DC7-CF30-724F e senha 5CB6-DCFC-E8C1-2360 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1151761 AGR-ED-ED / RS Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F7C-3DC7-CF30-724F e senha 5CB6-DCFC-E8C1-2360 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1151761 AGR-ED-ED / RS Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F7C-3DC7-CF30-724F e senha 5CB6-DCFC-E8C1-2360 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão do Supremo Tribunal Federal no julgamento de anteriores embargos declaratórios. Eis a ementa do julgado: “Ementa : EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. REJEIÇÃO. 1. O acórdão embargado contém fundamentação apta e suficiente a resolver todos os pontos do recurso que lhe foi submetido. 2. Ausentes omissão, contradição, obscuridade ou erro material no julgado, não há razão para qualquer reparo. 3. Embargos de declaração rejeitados. “ Em suas razões, a parte embargante assevera que o julgado contém vícios de fundamentação, tais como omissão, obscuridade, contradição e ambiguidade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0084-249D-73B2-8E05 e senha DEDD-0E66-4498-5C66 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMBDO.(A/S) :BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) :JOAO JOAQUIM MARTINELLI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão do Supremo Tribunal Federal no julgamento de anteriores embargos declaratórios. Eis a ementa do julgado: “Ementa : EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. REJEIÇÃO. 1. O acórdão embargado contém fundamentação apta e suficiente a resolver todos os pontos do recurso que lhe foi submetido. 2. Ausentes omissão, contradição, obscuridade ou erro material no julgado, não há razão para qualquer reparo. 3. Embargos de declaração rejeitados. “ Em suas razões, a parte embargante assevera que o julgado contém vícios de fundamentação, tais como omissão, obscuridade, contradição e ambiguidade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0084-249D-73B2-8E05 e senha DEDD-0E66-4498-5C66 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata- se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. Saliente-se que os segundos embargos de declaração devem ater-se a vícios unicamente do julgado anterior, que examinou os primeiros embargos. No caso em apreço, não há mínima fundamentação sobre deficiências do aresto. Tem-se, assim, o manifesto descabimento destes segundos embargos, que, por esse motivo, não produzem o efeito de interromper o prazo para outros recursos. Nesse sentido: ARE 738.488 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 24/3/2014; AI 241.860 AgR-ED-ED-ED-AgR, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 8/11/2002). Portanto, é de rigor a certificação do trânsito em julgado e a imediata baixa dos autos ao Juízo de origem. Nesse sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão omissão, contradição ou obscuridade, assim como correção de erro material. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que os segundos embargos declaratórios só podem ser admitidos quando o vício a ser sanado tenha surgido pela primeira vez no julgamento dos anteriores. Precedentes. 3. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0959-50D3-F79F-E4E4 e senha 8264-7799-7688-9550 Supremo Tribunal Federal 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata- se de instrumento colocado à disposição das partes com o fito de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. Saliente-se que os segundos embargos de declaração devem ater-se a vícios unicamente do julgado anterior, que examinou os primeiros embargos. No caso em apreço, não há mínima fundamentação sobre deficiências do aresto. Tem-se, assim, o manifesto descabimento destes segundos embargos, que, por esse motivo, não produzem o efeito de interromper o prazo para outros recursos. Nesse sentido: ARE 738.488 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 24/3/2014; AI 241.860 AgR-ED-ED-ED-AgR, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 8/11/2002). Portanto, é de rigor a certificação do trânsito em julgado e a imediata baixa dos autos ao Juízo de origem. Nesse sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão omissão, contradição ou obscuridade, assim como correção de erro material. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que os segundos embargos declaratórios só podem ser admitidos quando o vício a ser sanado tenha surgido pela primeira vez no julgamento dos anteriores. Precedentes. 3. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0959-50D3-F79F-E4E4 e senha 8264-7799-7688-9550 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1151761 AGR-ED-ED / RS Fixação de multa em 2% do valor atualizado da causa, por conta do manifesto intuito protelatório do recurso. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (ARE 913264 RG-ED-ED, Rel. Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, DJe 3/4/2017) Diante do exposto, NÃO CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Certifique-se o trânsito em julgado e baixem os autos ao Juízo de origem imediatamente. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0959-50D3-F79F-E4E4 e senha 8264-7799-7688-9550 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1151761 AGR-ED-ED / RS Fixação de multa em 2% do valor atualizado da causa, por conta do manifesto intuito protelatório do recurso. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, determinando-se o trânsito em julgado e a baixa imediata dos autos à origem.” (ARE 913264 RG-ED-ED, Rel. Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, DJe 3/4/2017) Diante do exposto, NÃO CONHEÇO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Certifique-se o trânsito em julgado e baixem os autos ao Juízo de origem imediatamente. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0959-50D3-F79F-E4E4 e senha 8264-7799-7688-9550 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/05/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 31218/ES, 1796A/MG, 15429-A/MS, 28342-A/PA, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado e a baixa dos autos ao Juízo de origem imediatamente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE50-4811-130C-086C e senha D295-6D4E-5BF9-5C86 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.151.761 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) EMBDO.(A/S) : BORRACHAS VIPAL S A ADV.(A/S) : JOAO JOAQUIM MARTINELLI (01805/A/DF, 31218/ES, 1796A/MG, 15429-A/MS, 28342-A/PA, 01723/PE, 25430/PR, 139475/RJ, 45.071A/RS, 3210/SC, 175215/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a certificação do trânsito em julgado e a baixa dos autos ao Juízo de origem imediatamente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 26.4.2019 a 3.5.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE50-4811-130C-086C e senha D295-6D4E-5BF9-5C86 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 761", "ARE 738 . 488 AgR", "AI 241 . 860 AgR - ED - ED - ED - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 151 . 761", "ARE 738 . 488 AgR", "AI 241 . 860", "Recurso Extraordinário 1151761 AGR", "ARE 913264 RG - ED - ED", "Recurso Extraordinário 1151761 AGR", "ARE 913264 RG - ED - ED" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "BORRACHAS VIPAL S A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "BORRACHAS VIPAL S A", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "BORRACHAS VIPAL", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM BARBOSA", "CARLOS VELLOSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM BARBOSA", "CARLOS VELLOSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "BORRACHAS VIPAL", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "BORRACHAS VIPAL", "JOAO JOAQUIM MARTINELLI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "06", "/", "05", "/", "2019", "6 de", "maio de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "3", "/", "2014", "8", "/", "11", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "24", "/", "3", "/", "2014", "8", "/", "11", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "05", "/", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "26", ".", "4", ".", "2019", "3", ".", "5", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) :CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUXÍLIO- CRECHE OU PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO. NATUREZA DA VERBA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 2º, 37 E 208, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que foge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, nos termos do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, sobretudo no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 7 a 13 de junho de 2019, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1325-FE07-66D8-18F0 e senha A16F-88B2-BEF5-F396 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1176406 AGR / AL conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1325-FE07-66D8-18F0 e senha A16F-88B2-BEF5-F396 Supremo Tribunal Federal RE 1176406 AGR / AL conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1325-FE07-66D8-18F0 e senha A16F-88B2-BEF5-F396 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) :CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 2º, 37 e 208, IV, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AUXÍLIO- CRECHE OU PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO PELO SERVIDOR. DECRETO 977/93. LEGALIDADE. 1. Embargos infringentes interpostos pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Alagoas objetivando a reforma do acórdão, não unânime, proferido pela eg. 2 a Turma desta Corte no qual se firmou o entendimento de ser legal o desconto denominado ‘custeio auxílio pré-escolar’ dos vencimentos dos servidores e, por conseguinte, improcedente o pedido de restituição de valores descontados a esse título. 2. Seguindo uma interpretação sistemática e teológica do ordenamento jurídico, é possível firmar o posicionamento de que o Decreto n.° 977/93, ao estabelecer o custeio do auxílio pré-escolar pelo servidor em conjunto com o órgão/entidade, não extrapola sua função Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250C-6F75-0924-4206 e senha 39DC-CEF0-388E-A4B9 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) :CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 2º, 37 e 208, IV, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AUXÍLIO- CRECHE OU PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO PELO SERVIDOR. DECRETO 977/93. LEGALIDADE. 1. Embargos infringentes interpostos pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Alagoas objetivando a reforma do acórdão, não unânime, proferido pela eg. 2 a Turma desta Corte no qual se firmou o entendimento de ser legal o desconto denominado ‘custeio auxílio pré-escolar’ dos vencimentos dos servidores e, por conseguinte, improcedente o pedido de restituição de valores descontados a esse título. 2. Seguindo uma interpretação sistemática e teológica do ordenamento jurídico, é possível firmar o posicionamento de que o Decreto n.° 977/93, ao estabelecer o custeio do auxílio pré-escolar pelo servidor em conjunto com o órgão/entidade, não extrapola sua função Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250C-6F75-0924-4206 e senha 39DC-CEF0-388E-A4B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 1176406 AGR / AL regulamentar, eis que previsto tanto na Constituição Federal (art. 205) quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 4 o ) que o direito à educação é dever tanto do Estado quanto da família. 3. Embargos infringentes desprovidos.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250C-6F75-0924-4206 e senha 39DC-CEF0-388E-A4B9 Supremo Tribunal Federal RE 1176406 AGR / AL regulamentar, eis que previsto tanto na Constituição Federal (art. 205) quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 4 o ) que o direito à educação é dever tanto do Estado quanto da família. 3. Embargos infringentes desprovidos.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250C-6F75-0924-4206 e senha 39DC-CEF0-388E-A4B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 ALAGOAS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo não ocorrer afronta aos arts. 2º, 37, caput, e 208, IV, da Constituição da República. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL. AUXÍLIO-CRECHE. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise de legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 997514 AgR, Relator(a): Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AUXÍLIO PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO PELA MAGISTRATURA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F29-204A-C161-ED31 e senha 9346-F7BE-BAA2-FD4B Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 ALAGOAS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo não ocorrer afronta aos arts. 2º, 37, caput, e 208, IV, da Constituição da República. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL. AUXÍLIO-CRECHE. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise de legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/STF), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 997514 AgR, Relator(a): Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AUXÍLIO PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO PELA MAGISTRATURA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F29-204A-C161-ED31 e senha 9346-F7BE-BAA2-FD4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1176406 AGR / AL PROVIMENTO.” (ARE 819043 AgR, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2014) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO STF. SERVIDOR PÚBLICO. CUSTEIO DO BENEFÍCIO ALIMENTAÇÃO. LEI DISTRITAL 786/1994 E DECRETO DISTRITAL 16.423/1995. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 772741 AgR-segundo, Relator(a): Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 01.7.2014) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F29-204A-C161-ED31 e senha 9346-F7BE-BAA2-FD4B Supremo Tribunal Federal RE 1176406 AGR / AL PROVIMENTO.” (ARE 819043 AgR, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2014) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO STF. SERVIDOR PÚBLICO. CUSTEIO DO BENEFÍCIO ALIMENTAÇÃO. LEI DISTRITAL 786/1994 E DECRETO DISTRITAL 16.423/1995. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 772741 AgR-segundo, Relator(a): Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 01.7.2014) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F29-204A-C161-ED31 e senha 9346-F7BE-BAA2-FD4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) : CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR (4876/AL) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB3-C129-05D6-220B e senha 8BA9-E13D-8C35-F8AA Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) : CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR (4876/AL) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB3-C129-05D6-220B e senha 8BA9-E13D-8C35-F8AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750191535
2019-06-14T00:00:00
2019-06-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUXÍLIO-CRECHE OU PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO. NATUREZA DA VERBA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 2º, 37 E 208, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que foge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, nos termos do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, sobretudo no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur406784
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) ARE 772741 AgR-segundo (2ªT), ARE 819043 AgR (2ªT), ARE 997514 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 14/08/2019, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1176406
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002 ART-00037 ART-00208 INC-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1176406 AgR
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AGTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) : CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) :CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUXÍLIO- CRECHE OU PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO. NATUREZA DA VERBA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 2..., 37 E 208, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LEGALIDADE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que foge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, nos termos do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, sobretudo no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 7 a 13 de junho de 2019, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1325-FE07-66D8-18F0 e senha A16F-88B2-BEF5-F396 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1176406 AGR / AL conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1325-FE07-66D8-18F0 e senha A16F-88B2-BEF5-F396 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1176406 AGR / AL conformidade da ata do julgamento. Brasília, 14 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1325-FE07-66D8-18F0 e senha A16F-88B2-BEF5-F396 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) :CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 2..., 37 e 208, IV, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AUXÍLIO- CRECHE OU PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO PELO SERVIDOR. DECRETO 977/93. LEGALIDADE. 1. Embargos infringentes interpostos pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Alagoas objetivando a reforma do acórdão, não unânime, proferido pela eg. 2 a Turma desta Corte no qual se firmou o entendimento de ser legal o desconto denominado ‘custeio auxílio pré-escolar’ dos vencimentos dos servidores e, por conseguinte, improcedente o pedido de restituição de valores descontados a esse título. 2. Seguindo uma interpretação sistemática e teológica do ordenamento jurídico, é possível firmar o posicionamento de que o Decreto n. 977/93, ao estabelecer o custeio do auxílio pré-escolar pelo servidor em conjunto com o órgão/entidade, não extrapola sua função Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250C-6F75-0924-4206 e senha 39DC-CEF0-388E-A4B9 Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) :CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta aos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 2..., 37 e 208, IV, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AUXÍLIO- CRECHE OU PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO PELO SERVIDOR. DECRETO 977/93. LEGALIDADE. 1. Embargos infringentes interpostos pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Alagoas objetivando a reforma do acórdão, não unânime, proferido pela eg. 2 a Turma desta Corte no qual se firmou o entendimento de ser legal o desconto denominado ‘custeio auxílio pré-escolar’ dos vencimentos dos servidores e, por conseguinte, improcedente o pedido de restituição de valores descontados a esse título. 2. Seguindo uma interpretação sistemática e teológica do ordenamento jurídico, é possível firmar o posicionamento de que o Decreto n. 977/93, ao estabelecer o custeio do auxílio pré-escolar pelo servidor em conjunto com o órgão/entidade, não extrapola sua função Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250C-6F75-0924-4206 e senha 39DC-CEF0-388E-A4B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1176406 AGR / AL regulamentar, eis que previsto tanto na Constituição Federal (art. 205) quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 4 o ) que o direito à educação é dever tanto do Estado quanto da família. 3. Embargos infringentes desprovidos.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250C-6F75-0924-4206 e senha 39DC-CEF0-388E-A4B9 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1176406 AGR / AL regulamentar, eis que previsto tanto na Constituição Federal (art. 205) quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 4 o ) que o direito à educação é dever tanto do Estado quanto da família. 3. Embargos infringentes desprovidos.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 250C-6F75-0924-4206 e senha 39DC-CEF0-388E-A4B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 ALAGOAS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo não ocorrer afronta aos arts. 2..., 37, caput, e 208, IV, da Constituição da República. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL. AUXÍLIO-CRECHE. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise de legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 997514 AgR, Relator(a): Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AUXÍLIO PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO PELA MAGISTRATURA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F29-204A-C161-ED31 e senha 9346-F7BE-BAA2-FD4B Supremo Tribunal Federal 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 ALAGOAS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante consignado, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, reputo não ocorrer afronta aos arts. 2..., 37, caput, e 208, IV, da Constituição da República. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL. AUXÍLIO-CRECHE. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise de legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimentos inviáveis nesta fase recursal. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 997514 AgR, Relator(a): Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.6.2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AUXÍLIO PRÉ-ESCOLAR. CUSTEIO PELA MAGISTRATURA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F29-204A-C161-ED31 e senha 9346-F7BE-BAA2-FD4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1176406 AGR / AL PROVIMENTO.” (ARE 819043 AgR, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2014) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. SERVIDOR PÚBLICO. CUSTEIO DO BENEFÍCIO ALIMENTAÇÃO. LEI DISTRITAL 786/1994 E DECRETO DISTRITAL 16.423/1995. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 772741 AgR-segundo, Relator(a): Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 01.7.2014) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F29-204A-C161-ED31 e senha 9346-F7BE-BAA2-FD4B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1176406 AGR / AL PROVIMENTO.” (ARE 819043 AgR, Relator(a): Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28.8.2014) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. SERVIDOR PÚBLICO. CUSTEIO DO BENEFÍCIO ALIMENTAÇÃO. LEI DISTRITAL 786/1994 E DECRETO DISTRITAL 16.423/1995. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 772741 AgR-segundo, Relator(a): Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 01.7.2014) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F29-204A-C161-ED31 e senha 9346-F7BE-BAA2-FD4B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) : CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR (4876/AL) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB3-C129-05D6-220B e senha 8BA9-E13D-8C35-F8AA Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.176.406 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS ADV.(A/S) : CLENIO PACHECO FRANCO JUNIOR (4876/AL) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 7.6.2019 a 13.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BB3-C129-05D6-220B e senha 8BA9-E13D-8C35-F8AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 176 . 406", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 176 . 406", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 176 . 406", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 176 . 406", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 997514 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 997514 AgR", "Recurso Extraordinário 1176406 AGR / AL", "ARE 819043 AgR", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 772741 AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 1176406 AGR / AL", "ARE 819043 AgR", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 772741 AgR - segundo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 176 . 406", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 176 . 406" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 2 . . . , 37 E 208 , IV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em reclamação. 2. Direito do Trabalho. 3. Direito Processual Civil e do Trabalho. 4. Reclamação. Usurpação de competência do STF. Inocorrência. Sucedâneo recursal. Não esgotamento das instâncias ordinárias. 5. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negado provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB39-13EA-C3FB-9D20 e senha 2540-0D3E-EB96-206D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação, com fundamento na jurisprudência deste Tribunal. Eis alguns trechos do julgado: “Conforme disposto na Constituição Federal, compete ao STF processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da CF/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil de 2015 estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, nos termos a seguir transcrito: ‘Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação, com fundamento na jurisprudência deste Tribunal. Eis alguns trechos do julgado: “Conforme disposto na Constituição Federal, compete ao STF processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da CF/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil de 2015 estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, nos termos a seguir transcrito: ‘Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 34897 AGR / RS repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)’. (Grifou- se) O §4º do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Verifica-se, ainda, nos termos do §5º, que a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando presentes os seguintes pressupostos necessários e cumulativos, quais sejam: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o feito, inadmite liminarmente o recurso da competência do STF ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. Na espécie, verifica-se que ainda seria cabível a interposição de agravo interno contra a decisão reclamada, para questionar a aplicação do paradigma ao caso concreto, o que não ocorreu. Ainda, verifico a pendência de julgamento dos embargos de declaração opostos. Assim, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, incabível a presente reclamação. Com efeito, o instrumento processual da reclamação não pode ser empregado como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, trago os seguintes precedentes: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PROPOSTA PARA GARANTIR A OBSERVÂNCIA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. CPC/2015, ART. 988, § 5º, II. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA. 1. Em se tratando de reclamação para o STF, a interpretação do art. 988, § 5º, II, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Supremo Tribunal Federal RCL 34897 AGR / RS repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)’. (Grifou- se) O §4º do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Verifica-se, ainda, nos termos do §5º, que a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando presentes os seguintes pressupostos necessários e cumulativos, quais sejam: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o feito, inadmite liminarmente o recurso da competência do STF ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. Na espécie, verifica-se que ainda seria cabível a interposição de agravo interno contra a decisão reclamada, para questionar a aplicação do paradigma ao caso concreto, o que não ocorreu. Ainda, verifico a pendência de julgamento dos embargos de declaração opostos. Assim, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, incabível a presente reclamação. Com efeito, o instrumento processual da reclamação não pode ser empregado como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, trago os seguintes precedentes: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PROPOSTA PARA GARANTIR A OBSERVÂNCIA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. CPC/2015, ART. 988, § 5º, II. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA. 1. Em se tratando de reclamação para o STF, a interpretação do art. 988, § 5º, II, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 34897 AGR / RS do CPC/2015 deve ser fundamentalmente teleológica, e não estritamente literal. O esgotamento da instância ordinária, em tais casos, significa o percurso de todo o íter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Ou seja, se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. 2. Agravo regimental não provido’. (Rcl 24.686 ED-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 11.4.2017 - grifou-se) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. NÃO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS RECURSAIS ORDINÁRIAS. UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A reclamação não é sucedâneo ou substitutivo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos de recursos interpostos da decisão de mérito e da decisão em execução provisória. II – É inadmissível a reclamação proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias (art. 988, § 5°, II, do CPC). III - Agravo regimental a que se nega provimento’d. (Rcl 29.505 AgR, Rel. Min. Ricardo e, Segunda Turma, DJe 6.8.2018) Desse modo, inadmissível a presente reclamação, tendo em vista a utilização desta via processual como sucedâneo recursal. Finalmente, registre-se que o Código de Processo Civil de 2015 determina a citação do beneficiário da decisão impugnada, que terá prazo de 15 (quinze) dias para apresentar a sua contestação (art. 989, III). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Supremo Tribunal Federal RCL 34897 AGR / RS do CPC/2015 deve ser fundamentalmente teleológica, e não estritamente literal. O esgotamento da instância ordinária, em tais casos, significa o percurso de todo o íter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Ou seja, se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. 2. Agravo regimental não provido’. (Rcl 24.686 ED-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 11.4.2017 - grifou-se) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. NÃO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS RECURSAIS ORDINÁRIAS. UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A reclamação não é sucedâneo ou substitutivo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos de recursos interpostos da decisão de mérito e da decisão em execução provisória. II – É inadmissível a reclamação proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias (art. 988, § 5°, II, do CPC). III - Agravo regimental a que se nega provimento’d. (Rcl 29.505 AgR, Rel. Min. Ricardo e, Segunda Turma, DJe 6.8.2018) Desse modo, inadmissível a presente reclamação, tendo em vista a utilização desta via processual como sucedâneo recursal. Finalmente, registre-se que o Código de Processo Civil de 2015 determina a citação do beneficiário da decisão impugnada, que terá prazo de 15 (quinze) dias para apresentar a sua contestação (art. 989, III). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 34897 AGR / RS Consoante o art. 319, II, c/c o art. 321 do CPC/2015, é ônus da parte reclamante indicar o endereço atualizado do beneficiário da decisão impugnada, sob pena de indeferimento da inicial. A citação é dispensável em casos, como o presente, de improcedência liminar do pedido. Entretanto, na eventualidade de interposição de recurso, deverá a parte reclamante fornecer o endereço da parte beneficiária do ato impugnado nesta sede reclamatória, para fins de observância do art. 332, § 4º, do Código de Processo Civil”. Nas razões recursais, o agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, afirma que “o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário nº 589.998/PI, julgado em 21 de abril de 2013, proferiu entendimento no sentido de que não se cogita da necessidade de observância da ampla defesa para a despedida da agravada nem de despedida motivada, posto que a motivação, sem necessidade de observância de ampla defesa e contraditório, limita-se à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ante o disposto no artigo 173, § 1º, da CF”. (eDOC 20, p. 3) Expostas as ponderações, requer seja reconsiderada a decisão agravada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Supremo Tribunal Federal RCL 34897 AGR / RS Consoante o art. 319, II, c/c o art. 321 do CPC/2015, é ônus da parte reclamante indicar o endereço atualizado do beneficiário da decisão impugnada, sob pena de indeferimento da inicial. A citação é dispensável em casos, como o presente, de improcedência liminar do pedido. Entretanto, na eventualidade de interposição de recurso, deverá a parte reclamante fornecer o endereço da parte beneficiária do ato impugnado nesta sede reclamatória, para fins de observância do art. 332, § 4º, do Código de Processo Civil”. Nas razões recursais, o agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, afirma que “o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário nº 589.998/PI, julgado em 21 de abril de 2013, proferiu entendimento no sentido de que não se cogita da necessidade de observância da ampla defesa para a despedida da agravada nem de despedida motivada, posto que a motivação, sem necessidade de observância de ampla defesa e contraditório, limita-se à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ante o disposto no artigo 173, § 1º, da CF”. (eDOC 20, p. 3) Expostas as ponderações, requer seja reconsiderada a decisão agravada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o julgado e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. A recorrente alega que a autoridade reclamada teria incorrido em equívoco na aplicação da orientação firmada por esta Corte no RE-RG 589.998/PI (tema 131), paradigma da repercussão geral, porquanto somente à ECT caberia o dever jurídico de motivar a demissão de seus empregados. Como exposto na decisão ora agravada, compete ao STF processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da CF/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil de 2015 estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, conforme a seguir transcrito: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o julgado e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. A recorrente alega que a autoridade reclamada teria incorrido em equívoco na aplicação da orientação firmada por esta Corte no RE-RG 589.998/PI (tema 131), paradigma da repercussão geral, porquanto somente à ECT caberia o dever jurídico de motivar a demissão de seus empregados. Como exposto na decisão ora agravada, compete ao STF processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da CF/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil de 2015 estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, conforme a seguir transcrito: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34897 AGR / RS dada pela Lei nº 13.256, de 2016)”. (Grifou-se) O § 4º do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Assinalo, ainda, que, nos termos do § 5º, a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando presentes os seguintes pressupostos necessários e cumulativos, quais sejam: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o feito, inadmite liminarmente o recurso da competência do STF ou o julga prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. Observo que, na espécie, seria cabível a interposição de agravo interno contra a decisão reclamada, para possibilitar o juízo de reexame (art. 1.030, § 2º, do CPC), o que não ocorreu. Além disso, ainda pendem de julgamento embargos de declaração. Dessa forma, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, incabível a presente reclamação. Nesse contexto, saliento que este Tribunal veda o uso da reclamação como sucedâneo recursal, conforme se depreende do seguinte trecho da ementa do voto do Min. Celso de Mello, na Rcl-AgR 4.381, abaixo transcrita: “(...) o remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal”. (Rcl-AgR 4.381, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 5.8.2011) Ademais, consigno que, nas razões recursais, o agravante não 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Supremo Tribunal Federal RCL 34897 AGR / RS dada pela Lei nº 13.256, de 2016)”. (Grifou-se) O § 4º do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Assinalo, ainda, que, nos termos do § 5º, a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando presentes os seguintes pressupostos necessários e cumulativos, quais sejam: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o feito, inadmite liminarmente o recurso da competência do STF ou o julga prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. Observo que, na espécie, seria cabível a interposição de agravo interno contra a decisão reclamada, para possibilitar o juízo de reexame (art. 1.030, § 2º, do CPC), o que não ocorreu. Além disso, ainda pendem de julgamento embargos de declaração. Dessa forma, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, incabível a presente reclamação. Nesse contexto, saliento que este Tribunal veda o uso da reclamação como sucedâneo recursal, conforme se depreende do seguinte trecho da ementa do voto do Min. Celso de Mello, na Rcl-AgR 4.381, abaixo transcrita: “(...) o remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal”. (Rcl-AgR 4.381, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 5.8.2011) Ademais, consigno que, nas razões recursais, o agravante não 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34897 AGR / RS impugna objetivamente os fundamentos da decisão agravada, limitando- se a repetir os argumentos expostos na inicial. Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6º c/c art. 9º do CPC/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018, e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Supremo Tribunal Federal RCL 34897 AGR / RS impugna objetivamente os fundamentos da decisão agravada, limitando- se a repetir os argumentos expostos na inicial. Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6º c/c art. 9º do CPC/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018, e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN (58484/RS) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D33F-C01A-908A-DE5D e senha 7BBA-7E80-F3AE-701D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN (58484/RS) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D33F-C01A-908A-DE5D e senha 7BBA-7E80-F3AE-701D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446326
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Direito do Trabalho. 3. Direito Processual Civil e do Trabalho. 4. Reclamação. Usurpação de competência do STF. Inocorrência. Sucedâneo recursal. Não esgotamento das instâncias ordinárias. 5. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negado provimento ao agravo regimental.
sjur408163
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 4381 AgR (TP). (PRINCÍPIO, CELERIDADE PROCESSUAL, INTIMAÇÃO, APRESENTAÇÃO, CONTRARRAZÕES) Rcl 20896 AgR (1ªT), Rcl 27893 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 21/08/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
34897
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00988 INC-00001 \n INC-00002 INC-00003 INC-00004 PAR-00004 \n PAR-00005 ART-01030 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 34897 AgR
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AGTE.(S) : HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em reclamação. 2. Direito do Trabalho. 3. Direito Processual Civil e do Trabalho. 4. Reclamação. Usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal. Inocorrência. Sucedâneo recursal. Não esgotamento das instâncias ordinárias. 5. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 6. Negado provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FB39-13EA-C3FB-9D20 e senha 2540-0D3E-EB96-206D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação, com fundamento na jurisprudência deste Tribunal. Eis alguns trechos do julgado: “Conforme disposto na Constituição Federal, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da Constituição Federal de 1988/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil de 2015 estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, nos termos a seguir transcrito: ‘Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) :PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento à reclamação, com fundamento na jurisprudência deste Tribunal. Eis alguns trechos do julgado: “Conforme disposto na Constituição Federal, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da Constituição Federal de 1988/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil de 2015 estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, nos termos a seguir transcrito: ‘Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 34897 AGR / RS repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016)’. (Grifou- se) O §4... do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Verifica-se, ainda, nos termos do §5..., que a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando presentes os seguintes pressupostos necessários e cumulativos, quais sejam: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o feito, inadmite liminarmente o recurso da competência do Supremo Tribunal Federal ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. Na espécie, verifica-se que ainda seria cabível a interposição de agravo interno contra a decisão reclamada, para questionar a aplicação do paradigma ao caso concreto, o que não ocorreu. Ainda, verifico a pendência de julgamento dos embargos de declaração opostos. Assim, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, incabível a presente reclamação. Com efeito, o instrumento processual da reclamação não pode ser empregado como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, trago os seguintes precedentes: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PROPOSTA PARA GARANTIR A OBSERVÂNCIA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Código de Processo Civil/2015, ART. 988, § 5..., II. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA. 1. Em se tratando de reclamação para o Supremo Tribunal Federal, a interpretação do art. 988, § 5..., II, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Supremo Tribunal Federal RCL 34897 AGR / RS repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016)’. (Grifou- se) O §4... do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Verifica-se, ainda, nos termos do §5..., que a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando presentes os seguintes pressupostos necessários e cumulativos, quais sejam: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o feito, inadmite liminarmente o recurso da competência do Supremo Tribunal Federal ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. Na espécie, verifica-se que ainda seria cabível a interposição de agravo interno contra a decisão reclamada, para questionar a aplicação do paradigma ao caso concreto, o que não ocorreu. Ainda, verifico a pendência de julgamento dos embargos de declaração opostos. Assim, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, incabível a presente reclamação. Com efeito, o instrumento processual da reclamação não pode ser empregado como sucedâneo recursal ou atalho processual para fazer chegar a causa diretamente ao Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, trago os seguintes precedentes: ‘PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PROPOSTA PARA GARANTIR A OBSERVÂNCIA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Código de Processo Civil/2015, ART. 988, § 5..., II. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA. 1. Em se tratando de reclamação para o Supremo Tribunal Federal, a interpretação do art. 988, § 5..., II, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 34897 AGR / RS do Código de Processo Civil/2015 deve ser fundamentalmente teleológica, e não estritamente literal. O esgotamento da instância ordinária, em tais casos, significa o percurso de todo o íter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Ou seja, se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. 2. Agravo regimental não provido’. (Rcl 24.686 ED-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 11.4.2017 - grifou-se) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. NÃO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS RECURSAIS ORDINÁRIAS. UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A reclamação não é sucedâneo ou substitutivo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos de recursos interpostos da decisão de mérito e da decisão em execução provisória. II – É inadmissível a reclamação proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias (art. 988, § 5..., II, do Código de Processo Civil). III - Agravo regimental a que se nega provimento’d. (Rcl 29.505 AgR, Rel. Min. Ricardo e, Segunda Turma, DJe 6.8.2018) Desse modo, inadmissível a presente reclamação, tendo em vista a utilização desta via processual como sucedâneo recursal. Finalmente, registre-se que o Código de Processo Civil de 2015 determina a citação do beneficiário da decisão impugnada, que terá prazo de 15 (quinze) dias para apresentar a sua contestação (art. 989, III). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Supremo Tribunal Federal RCL 34897 AGR / RS do Código de Processo Civil/2015 deve ser fundamentalmente teleológica, e não estritamente literal. O esgotamento da instância ordinária, em tais casos, significa o percurso de todo o íter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Ou seja, se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. 2. Agravo regimental não provido’. (Rcl 24.686 ED-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 11.4.2017 - grifou-se) ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. NÃO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS RECURSAIS ORDINÁRIAS. UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A reclamação não é sucedâneo ou substitutivo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos de recursos interpostos da decisão de mérito e da decisão em execução provisória. II – É inadmissível a reclamação proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias (art. 988, § 5..., II, do Código de Processo Civil). III - Agravo regimental a que se nega provimento’d. (Rcl 29.505 AgR, Rel. Min. Ricardo e, Segunda Turma, DJe 6.8.2018) Desse modo, inadmissível a presente reclamação, tendo em vista a utilização desta via processual como sucedâneo recursal. Finalmente, registre-se que o Código de Processo Civil de 2015 determina a citação do beneficiário da decisão impugnada, que terá prazo de 15 (quinze) dias para apresentar a sua contestação (art. 989, III). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 34897 AGR / RS Consoante o art. 319, II, c/c o art. 321 do Código de Processo Civil/2015, é ônus da parte reclamante indicar o endereço atualizado do beneficiário da decisão impugnada, sob pena de indeferimento da inicial. A citação é dispensável em casos, como o presente, de improcedência liminar do pedido. Entretanto, na eventualidade de interposição de recurso, deverá a parte reclamante fornecer o endereço da parte beneficiária do ato impugnado nesta sede reclamatória, para fins de observância do art. 332, § 4..., do Código de Processo Civil”. Nas razões recursais, o agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, afirma que “o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário n 589.998/PI, julgado em 21 de abril de 2013, proferiu entendimento no sentido de que não se cogita da necessidade de observância da ampla defesa para a despedida da agravada nem de despedida motivada, posto que a motivação, sem necessidade de observância de ampla defesa e contraditório, limita-se à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ante o disposto no artigo 173, § 1..., da Constituição Federal de 1988”. (eDOC 20, p. 3) Expostas as ponderações, requer seja reconsiderada a decisão agravada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Supremo Tribunal Federal RCL 34897 AGR / RS Consoante o art. 319, II, c/c o art. 321 do Código de Processo Civil/2015, é ônus da parte reclamante indicar o endereço atualizado do beneficiário da decisão impugnada, sob pena de indeferimento da inicial. A citação é dispensável em casos, como o presente, de improcedência liminar do pedido. Entretanto, na eventualidade de interposição de recurso, deverá a parte reclamante fornecer o endereço da parte beneficiária do ato impugnado nesta sede reclamatória, para fins de observância do art. 332, § 4..., do Código de Processo Civil”. Nas razões recursais, o agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, afirma que “o Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário n 589.998/PI, julgado em 21 de abril de 2013, proferiu entendimento no sentido de que não se cogita da necessidade de observância da ampla defesa para a despedida da agravada nem de despedida motivada, posto que a motivação, sem necessidade de observância de ampla defesa e contraditório, limita-se à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ante o disposto no artigo 173, § 1..., da Constituição Federal de 1988”. (eDOC 20, p. 3) Expostas as ponderações, requer seja reconsiderada a decisão agravada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2FE-A573-762B-65E5 e senha 2D89-8851-2779-C66D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o julgado e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. A recorrente alega que a autoridade reclamada teria incorrido em equívoco na aplicação da orientação firmada por esta Corte no Recurso Extraordinário-RG 589.998/PI (tema 131), paradigma da repercussão geral, porquanto somente à ECT caberia o dever jurídico de motivar a demissão de seus empregados. Como exposto na decisão ora agravada, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da Constituição Federal de 1988/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil de 2015 estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, conforme a seguir transcrito: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o julgado e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. A recorrente alega que a autoridade reclamada teria incorrido em equívoco na aplicação da orientação firmada por esta Corte no Recurso Extraordinário-RG 589.998/PI (tema 131), paradigma da repercussão geral, porquanto somente à ECT caberia o dever jurídico de motivar a demissão de seus empregados. Como exposto na decisão ora agravada, compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar originariamente reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, “l”, da Constituição Federal de 1988/88). Nesse sentido, o novo Código de Processo Civil de 2015 estabelece o rol das hipóteses de cabimento da reclamação, conforme a seguir transcrito: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III – garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; (Redação dada pela Lei n 13.256, de 2016) IV – garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência (…). (Redação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34897 AGR / RS dada pela Lei n 13.256, de 2016)”. (Grifou-se) O § 4... do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Assinalo, ainda, que, nos termos do § 5..., a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando presentes os seguintes pressupostos necessários e cumulativos, quais sejam: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o feito, inadmite liminarmente o recurso da competência do Supremo Tribunal Federal ou o julga prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. Observo que, na espécie, seria cabível a interposição de agravo interno contra a decisão reclamada, para possibilitar o juízo de reexame (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil), o que não ocorreu. Além disso, ainda pendem de julgamento embargos de declaração. Dessa forma, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, incabível a presente reclamação. Nesse contexto, saliento que este Tribunal veda o uso da reclamação como sucedâneo recursal, conforme se depreende do seguinte trecho da ementa do voto do Min. Celso de Mello, na Rcl-AgR 4.381, abaixo transcrita: “(...) o remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal”. (Rcl-AgR 4.381, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 5.8.2011) Ademais, consigno que, nas razões recursais, o agravante não 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Supremo Tribunal Federal RCL 34897 AGR / RS dada pela Lei n 13.256, de 2016)”. (Grifou-se) O § 4... do mesmo artigo prevê que as hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondem. Assinalo, ainda, que, nos termos do § 5..., a reclamatória proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida somente será cabível quando presentes os seguintes pressupostos necessários e cumulativos, quais sejam: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobresta o feito, inadmite liminarmente o recurso da competência do Supremo Tribunal Federal ou o julga prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a indicar teratologia da decisão reclamada. Observo que, na espécie, seria cabível a interposição de agravo interno contra a decisão reclamada, para possibilitar o juízo de reexame (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil), o que não ocorreu. Além disso, ainda pendem de julgamento embargos de declaração. Dessa forma, tendo em vista que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, incabível a presente reclamação. Nesse contexto, saliento que este Tribunal veda o uso da reclamação como sucedâneo recursal, conforme se depreende do seguinte trecho da ementa do voto do Min. Celso de Mello, na Rcl-AgR 4.381, abaixo transcrita: “(...) o remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal”. (Rcl-AgR 4.381, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 5.8.2011) Ademais, consigno que, nas razões recursais, o agravante não 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34897 AGR / RS impugna objetivamente os fundamentos da decisão agravada, limitando- se a repetir os argumentos expostos na inicial. Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6... c/c art. 9... do Código de Processo Civil/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018, e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Supremo Tribunal Federal RCL 34897 AGR / RS impugna objetivamente os fundamentos da decisão agravada, limitando- se a repetir os argumentos expostos na inicial. Por fim, em homenagem ao princípio da celeridade processual, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, tendo em vista a ausência de prejuízo à parte ora agravada (art. 6... c/c art. 9... do Código de Processo Civil/2015). Nesse sentido, confiram-se a Rcl-AgR 20.896, Primeira Turma, DJe 7.2.2018, e a Rcl-AgR 27.893, Primeira Turma, DJe 9.2.2018, ambas de relatoria do Min. Alexandre de Moraes. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A793-30DF-8118-8231 e senha 286C-8930-1DB4-4E88 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN (58484/RS) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D33F-C01A-908A-DE5D e senha 7BBA-7E80-F3AE-701D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.897 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE ADV.(A/S) : PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN (58484/RS) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D33F-C01A-908A-DE5D e senha 7BBA-7E80-F3AE-701D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 34 . 897", "RECLAMAÇÃO 34 . 897", "RECLAMAÇÃO 34 . 897", "RCL 34897", "RCL 34897 AGR / RS", "Rcl 24 . 686 ED - AgR", "Rcl 29 . 505 AgR", "Rcl 24 . 686 ED - AgR", "Rcl 29 . 505 AgR", "Recurso Extraordinário n 589 . 998 / PI", "Recurso Extraordinário n 589 . 998 / PI", "Recurso Extraordinário - RG 589 . 998 / PI", "Recurso Extraordinário - RG 589 . 998 / PI", "RCL 34897 AGR / RS", "Rcl", "-", "AgR 4 . 381", "Rcl", "-", "AgR 4 . 381", "RCL 34897 AGR /", "Rcl", "-", "AgR 4 . 381", "Rcl", "-", "AgR 4 . 381", "Rcl", "-", "AgR 20 . 896", "Rcl", "-", "AgR 27 . 893", "RCL", "Rcl", "-", "AgR 20 . 896", "Rcl", "-", "AgR 27 . 893", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 102 , I , “ l ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Código de Processo Civil de 2015", "Lei n 13 . 256", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 102 , I , “ l ” , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil de 2015", "Lei n 13 . 256", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 256", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 988 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 256", "Código de Processo Civil / 2015 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 988 , § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 988 , § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 , II , c / c o", "art . 321 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 332 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 173 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 , II , c / c o art . 321 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 332 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 173 , § 1 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ l ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Código de Processo Civil de 2015", "Lei n 13 . 256", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ l ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Código de Processo Civil de 2015", "Lei n 13 . 256", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 256", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Lei n 13 . 256", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . c / c art . 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . c / c art . 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4 .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4 .", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4 . . . REGIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Suprema Corte", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "SEGUNDA TURMA", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "RCL", "34897", "AGR", "/", "RS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4 . .", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL DE CLINICAS DE PORTO ALEGRE", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4 . .", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Ricardo e", "Teori Zavascki", "Ricardo e", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "GILMAR MENDES", "PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "PATRICIA DE AZEVEDO BACH RADIN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "4", ".", "2017", "6", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "4", ".", "2017", "6", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "5", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "5", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2018", "9", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2018", "9", ".", "2", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TOMAS CUNHA VIEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO. DIFERENÇAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03ED-07DA-BF04-F4F4 e senha D3A1-0C1A-BDF8-CE22 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1077714 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03ED-07DA-BF04-F4F4 e senha D3A1-0C1A-BDF8-CE22 Supremo Tribunal Federal ARE 1077714 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03ED-07DA-BF04-F4F4 e senha D3A1-0C1A-BDF8-CE22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TOMAS CUNHA VIEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.3.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 99). 2. Intimado dessa decisão em 27.3.2019, Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul interpõe, em 6.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 101). 3. O agravante alega que “os fatos são aceitos pelo ente público exatamente como postos no acórdão recorrido, de modo não há falar em incidência do Verbete 279 da Súmula/STF” (fl. 2, e-doc. 101). Assevera que “as diferenças deferidas à parte ex adversa pelas instâncias ordinárias têm relação com o suposto direito adquirido à incidência do adicional por tempo de serviço, das verbas de representação e/ou função gratificada, pois pagas anteriormente ao advento da EC n. 19/1998. Sucede que, consoante o art. 17 do ADCT, referido alhures, não se pode invocar a existência de direito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 742D-769B-9958-4A1A e senha 1952-BB34-3355-368A Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TOMAS CUNHA VIEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.3.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 99). 2. Intimado dessa decisão em 27.3.2019, Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul interpõe, em 6.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 101). 3. O agravante alega que “os fatos são aceitos pelo ente público exatamente como postos no acórdão recorrido, de modo não há falar em incidência do Verbete 279 da Súmula/STF” (fl. 2, e-doc. 101). Assevera que “as diferenças deferidas à parte ex adversa pelas instâncias ordinárias têm relação com o suposto direito adquirido à incidência do adicional por tempo de serviço, das verbas de representação e/ou função gratificada, pois pagas anteriormente ao advento da EC n. 19/1998. Sucede que, consoante o art. 17 do ADCT, referido alhures, não se pode invocar a existência de direito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 742D-769B-9958-4A1A e senha 1952-BB34-3355-368A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1077714 AGR / RS adquirido quanto a adicionais que não estejam de acordo com os ditames constitucionais” (fl. 3, e-doc. 101). Requer o provimento do presente recurso. 4. Os agravados requerem o não provimento do agravo regimental (e-doc. 104). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 742D-769B-9958-4A1A e senha 1952-BB34-3355-368A Supremo Tribunal Federal ARE 1077714 AGR / RS adquirido quanto a adicionais que não estejam de acordo com os ditames constitucionais” (fl. 3, e-doc. 101). Requer o provimento do presente recurso. 4. Os agravados requerem o não provimento do agravo regimental (e-doc. 104). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 742D-769B-9958-4A1A e senha 1952-BB34-3355-368A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a questão foi decidida com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (Consolidação das Leis do Trabalho) e nas provas constantes dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor estadual. Adicional por tempo de serviço. Discussão. Valores. Fixação de honorários advocatícios. Prequestionamento. Ausência. Ofensa a direito local. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo infraconstitucional ou para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280. 3. Agravo regimental não provido”(ARE n. 867.181-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SISTEMA REMUNERATÓRIO. FORMA DE CÁLCULO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3311-8D55-BF26-D151 e senha AC8C-8BD3-4501-DC6B Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a questão foi decidida com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (Consolidação das Leis do Trabalho) e nas provas constantes dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor estadual. Adicional por tempo de serviço. Discussão. Valores. Fixação de honorários advocatícios. Prequestionamento. Ausência. Ofensa a direito local. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo infraconstitucional ou para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280. 3. Agravo regimental não provido”(ARE n. 867.181-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SISTEMA REMUNERATÓRIO. FORMA DE CÁLCULO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3311-8D55-BF26-D151 e senha AC8C-8BD3-4501-DC6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1077714 AGR / RS SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 2. Agravo regimental desprovido” (RE n. 581.733-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 20.4.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. RECURSO MANEJADO EM 14.3.2016. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE n. 944.598-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 26.8.2016). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao presente agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3311-8D55-BF26-D151 e senha AC8C-8BD3-4501-DC6B Supremo Tribunal Federal ARE 1077714 AGR / RS SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 2. Agravo regimental desprovido” (RE n. 581.733-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 20.4.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. RECURSO MANEJADO EM 14.3.2016. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE n. 944.598-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 26.8.2016). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao presente agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3311-8D55-BF26-D151 e senha AC8C-8BD3-4501-DC6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TOMAS CUNHA VIEIRA (54082/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8194-25EC-11FD-D6A9 e senha 7652-92BB-8D88-D4B4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TOMAS CUNHA VIEIRA (54082/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8194-25EC-11FD-D6A9 e senha 7652-92BB-8D88-D4B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750543159
2019-08-06T00:00:00
2019-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO. DIFERENÇAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur408743
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO, APRECIAÇÃO, DIREITO LOCAL) RE 581733 AgR (2ªT), ARE 867181 AgR (2ªT), RE 944598 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 10/09/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1077714
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1077714 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TOMAS CUNHA VIEIRA
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Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TOMAS CUNHA VIEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO. DIFERENÇAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03ED-07DA-BF04-F4F4 e senha D3A1-0C1A-BDF8-CE22 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1077714 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03ED-07DA-BF04-F4F4 e senha D3A1-0C1A-BDF8-CE22 Supremo Tribunal Federal ARE 1077714 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03ED-07DA-BF04-F4F4 e senha D3A1-0C1A-BDF8-CE22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TOMAS CUNHA VIEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.3.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 99). 2. Intimado dessa decisão em 27.3.2019, Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul interpõe, em 6.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 101). 3. O agravante alega que “os fatos são aceitos pelo ente público exatamente como postos no acórdão recorrido, de modo não há falar em incidência do Verbete 279 da Súmula/Supremo Tribunal Federal” (fl. 2, e-doc. 101). Assevera que “as diferenças deferidas à parte ex adversa pelas instâncias ordinárias têm relação com o suposto direito adquirido à incidência do adicional por tempo de serviço, das verbas de representação e/ou função gratificada, pois pagas anteriormente ao advento da EC n. 19/1998. Sucede que, consoante o art. 17 do ADCT, referido alhures, não se pode invocar a existência de direito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 742D-769B-9958-4A1A e senha 1952-BB34-3355-368A Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :TOMAS CUNHA VIEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 25.3.2019, neguei provimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal (e-doc. 99). 2. Intimado dessa decisão em 27.3.2019, Instituto de Previdência do Rio Grande do Sul interpõe, em 6.5.2019, tempestivamente, agravo regimental (e-doc. 101). 3. O agravante alega que “os fatos são aceitos pelo ente público exatamente como postos no acórdão recorrido, de modo não há falar em incidência do Verbete 279 da Súmula/Supremo Tribunal Federal” (fl. 2, e-doc. 101). Assevera que “as diferenças deferidas à parte ex adversa pelas instâncias ordinárias têm relação com o suposto direito adquirido à incidência do adicional por tempo de serviço, das verbas de representação e/ou função gratificada, pois pagas anteriormente ao advento da EC n. 19/1998. Sucede que, consoante o art. 17 do ADCT, referido alhures, não se pode invocar a existência de direito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 742D-769B-9958-4A1A e senha 1952-BB34-3355-368A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1077714 AGR / RS adquirido quanto a adicionais que não estejam de acordo com os ditames constitucionais” (fl. 3, e-doc. 101). Requer o provimento do presente recurso. 4. Os agravados requerem o não provimento do agravo regimental (e-doc. 104). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 742D-769B-9958-4A1A e senha 1952-BB34-3355-368A Supremo Tribunal Federal ARE 1077714 AGR / RS adquirido quanto a adicionais que não estejam de acordo com os ditames constitucionais” (fl. 3, e-doc. 101). Requer o provimento do presente recurso. 4. Os agravados requerem o não provimento do agravo regimental (e-doc. 104). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 742D-769B-9958-4A1A e senha 1952-BB34-3355-368A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a questão foi decidida com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (Consolidação das Leis do Trabalho) e nas provas constantes dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor estadual. Adicional por tempo de serviço. Discussão. Valores. Fixação de honorários advocatícios. Prequestionamento. Ausência. Ofensa a direito local. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo infraconstitucional ou para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 280. 3. Agravo regimental não provido”(ARE n. 867.181-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SISTEMA REMUNERATÓRIO. FORMA DE CÁLCULO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3311-8D55-BF26-D151 e senha AC8C-8BD3-4501-DC6B Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a questão foi decidida com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (Consolidação das Leis do Trabalho) e nas provas constantes dos autos. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor estadual. Adicional por tempo de serviço. Discussão. Valores. Fixação de honorários advocatícios. Prequestionamento. Ausência. Ofensa a direito local. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo infraconstitucional ou para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 280. 3. Agravo regimental não provido”(ARE n. 867.181-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 11.12.2015). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. SISTEMA REMUNERATÓRIO. FORMA DE CÁLCULO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. INCIDÊNCIA DA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3311-8D55-BF26-D151 e senha AC8C-8BD3-4501-DC6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1077714 AGR / RS SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 2. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n. 581.733-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 20.4.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. RECURSO MANEJADO EM 14.3.2016. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n. 944.598-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 26.8.2016). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao presente agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3311-8D55-BF26-D151 e senha AC8C-8BD3-4501-DC6B Supremo Tribunal Federal ARE 1077714 AGR / RS SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Não é possível, em recurso extraordinário, reexaminar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso. 2. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n. 581.733-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 20.4.2012). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. BASE DE CÁLCULO. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. RECURSO MANEJADO EM 14.3.2016. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário n. 944.598-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 26.8.2016). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao presente agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3311-8D55-BF26-D151 e senha AC8C-8BD3-4501-DC6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TOMAS CUNHA VIEIRA (54082/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8194-25EC-11FD-D6A9 e senha 7652-92BB-8D88-D4B4 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.714 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : HELENA BEATRIZ FACHIN GRECA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : TOMAS CUNHA VIEIRA (54082/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8194-25EC-11FD-D6A9 e senha 7652-92BB-8D88-D4B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 077 . 714", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 1077714", "ARE 1077714", "Súmulas ns . 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Verbete 279 da Súmula / Supremo Tribunal Federal ”", "Súmulas ns . 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Verbete 279 da Súmula / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "ARE 1077714", "RECURSO", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 867 . 181 - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 279", "ARE n . 867 . 181 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 581 . 733 - AgR", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 944 . 598 - AgR", "ARE 1077714 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n . 581 . 733 - AgR", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SIMONE VICARIA ADV.(A/S) :FABIO ROBERTO GASPAR EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Professora estadual. Certidão de liquidação de tempo de serviço. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AB5-3732-EB9F-62E4 e senha 145E-CF35-8663-6DEC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1204181 AGR / SP Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AB5-3732-EB9F-62E4 e senha 145E-CF35-8663-6DEC Supremo Tribunal Federal ARE 1204181 AGR / SP Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AB5-3732-EB9F-62E4 e senha 145E-CF35-8663-6DEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SIMONE VICARIA ADV.(A/S) :FABIO ROBERTO GASPAR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7533-30DA-1FC6-7C79 e senha 4ACB-A4FB-9264-EA5E Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SIMONE VICARIA ADV.(A/S) :FABIO ROBERTO GASPAR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7533-30DA-1FC6-7C79 e senha 4ACB-A4FB-9264-EA5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 73/2004 E LEI 6.513/1995. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/STF. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (AI nº 834.913/MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 26/5/15) “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Licença para qualificação profissional de servidor público estadual e contagem de tempo de serviço para efeito de aposentadoria especial. 4. Legislação infraconstitucional e local. Ofensa reflexa. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 731.024/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/9/13). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE92-95D1-6445-517C e senha C39F-039D-72FA-19CE Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 73/2004 E LEI 6.513/1995. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/STF. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (AI nº 834.913/MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 26/5/15) “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Licença para qualificação profissional de servidor público estadual e contagem de tempo de serviço para efeito de aposentadoria especial. 4. Legislação infraconstitucional e local. Ofensa reflexa. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 731.024/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/9/13). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE92-95D1-6445-517C e senha C39F-039D-72FA-19CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1204181 AGR / SP público. Aposentadoria. Requisitos. Análise da legislação local. Incidência da Súmula nº 280/STF. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local e para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (AI nº 723.126/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 13/6/12). “Servidor público. Lei nº 500/74. Controvérsia infraconstitucional. Direito local (Súmula 280). Precedentes. Regimental não provido” (AI n° 431.779/SP-AgR, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 19/12/03). Ressalte-se, por fim, que a presente controvérsia não se assemelha aquela discutida nos autos do RE nº 662.423/SC-RG. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE92-95D1-6445-517C e senha C39F-039D-72FA-19CE Supremo Tribunal Federal ARE 1204181 AGR / SP público. Aposentadoria. Requisitos. Análise da legislação local. Incidência da Súmula nº 280/STF. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local e para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (AI nº 723.126/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 13/6/12). “Servidor público. Lei nº 500/74. Controvérsia infraconstitucional. Direito local (Súmula 280). Precedentes. Regimental não provido” (AI n° 431.779/SP-AgR, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 19/12/03). Ressalte-se, por fim, que a presente controvérsia não se assemelha aquela discutida nos autos do RE nº 662.423/SC-RG. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE92-95D1-6445-517C e senha C39F-039D-72FA-19CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SIMONE VICARIA ADV.(A/S) : FABIO ROBERTO GASPAR (124864/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D43-31B3-D100-CBE0 e senha 3289-ED8E-3C97-27E3 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SIMONE VICARIA ADV.(A/S) : FABIO ROBERTO GASPAR (124864/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D43-31B3-D100-CBE0 e senha 3289-ED8E-3C97-27E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750466290
2019-06-28T00:00:00
2019-08-08T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Professora estadual. Certidão de liquidação de tempo de serviço. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur408343
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF, SÚMULA 280/STF) AI 431779 AgR (2ªT), AI 834913 AgR (2ªT), AI 723126 AgR (1ªT), ARE 731024 ED (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 13/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1204181
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1204181 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SIMONE VICARIA ADV.(A/S) : FABIO ROBERTO GASPAR
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SIMONE VICARIA ADV.(A/S) :FABIO ROBERTO GASPAR EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Professora estadual. Certidão de liquidação de tempo de serviço. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AB5-3732-EB9F-62E4 e senha 145E-CF35-8663-6DEC Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1204181 AGR / SP Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AB5-3732-EB9F-62E4 e senha 145E-CF35-8663-6DEC Supremo Tribunal Federal ARE 1204181 AGR / SP Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AB5-3732-EB9F-62E4 e senha 145E-CF35-8663-6DEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SIMONE VICARIA ADV.(A/S) :FABIO ROBERTO GASPAR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7533-30DA-1FC6-7C79 e senha 4ACB-A4FB-9264-EA5E Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :SIMONE VICARIA ADV.(A/S) :FABIO ROBERTO GASPAR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade do óbice apontado. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7533-30DA-1FC6-7C79 e senha 4ACB-A4FB-9264-EA5E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 73/2004 E LEI 6.513/1995. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (AI n 834.913/MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 26/5/15) “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Licença para qualificação profissional de servidor público estadual e contagem de tempo de serviço para efeito de aposentadoria especial. 4. Legislação infraconstitucional e local. Ofensa reflexa. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 731.024/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/9/13). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE92-95D1-6445-517C e senha C39F-039D-72FA-19CE Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 73/2004 E LEI 6.513/1995. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (AI n 834.913/MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 26/5/15) “Embargos de declaração em recurso extraordinário com agravo. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Licença para qualificação profissional de servidor público estadual e contagem de tempo de serviço para efeito de aposentadoria especial. 4. Legislação infraconstitucional e local. Ofensa reflexa. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 731.024/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/9/13). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE92-95D1-6445-517C e senha C39F-039D-72FA-19CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1204181 AGR / SP público. Aposentadoria. Requisitos. Análise da legislação local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local e para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (AI n 723.126/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 13/6/12). “Servidor público. Lei n 500/74. Controvérsia infraconstitucional. Direito local (Súmula 280). Precedentes. Regimental não provido” (AI n 431.779/SP-AgR, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 19/12/03). Ressalte-se, por fim, que a presente controvérsia não se assemelha aquela discutida nos autos do Recurso Extraordinário n 662.423/SC-RG. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE92-95D1-6445-517C e senha C39F-039D-72FA-19CE Supremo Tribunal Federal ARE 1204181 AGR / SP público. Aposentadoria. Requisitos. Análise da legislação local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local e para o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (AI n 723.126/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 13/6/12). “Servidor público. Lei n 500/74. Controvérsia infraconstitucional. Direito local (Súmula 280). Precedentes. Regimental não provido” (AI n 431.779/SP-AgR, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 19/12/03). Ressalte-se, por fim, que a presente controvérsia não se assemelha aquela discutida nos autos do Recurso Extraordinário n 662.423/SC-RG. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FE92-95D1-6445-517C e senha C39F-039D-72FA-19CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SIMONE VICARIA ADV.(A/S) : FABIO ROBERTO GASPAR (124864/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D43-31B3-D100-CBE0 e senha 3289-ED8E-3C97-27E3 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.204.181 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : SIMONE VICARIA ADV.(A/S) : FABIO ROBERTO GASPAR (124864/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D43-31B3-D100-CBE0 e senha 3289-ED8E-3C97-27E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 204 . 181", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 834 . 913 / MA - AgR", "ARE n 731 . 024 / RS - ED", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 834 . 913 / MA - AgR", "ARE n 731 . 024 / RS - ED", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 723 . 126 / SP - AgR", "AI n 431 . 779 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário n 662 . 423 / SC -", "ARE 1204181 AGR / SP", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 723 . 126 / SP - AgR", "AI n 431 . 779 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário n 662 . 423 / SC - RG" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 73 / 2004", "LEI 6 . 513 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 73 / 2004", "LEI 6 . 513 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 500 / 74", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 500 / 74", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "SIMONE VICARIA", "FABIO ROBERTO GASPAR", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "SIMONE VICARIA", "FABIO ROBERTO GASPAR", "DIAS TOFFOLI", "SIMONE VICARIA", "FABIO ROBERTO GASPAR", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Nelson Jobim", "Nelson Jobim", "SIMONE VICARIA", "FABIO ROBERTO GASPAR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "SIMONE VICARIA", "FABIO ROBERTO GASPAR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "27", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "26", "/", "5", "/", "15", "11", "/", "9", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "26", "/", "5", "/", "15", "11", "/", "9", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "6", "/", "12", "19", "/", "12", "/", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "6", "/", "12", "19", "/", "12", "/", "03", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) :BRENNO MARCUS GUIZZO ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARCIALMENTE ACOLHIDOS PARA FIXAR MULTA EM UM SALÁRIO MÍNIMO, NOS TERMOS DO § 2º DO ART. 81 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em acolher parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, (§ 2º do art. 81 do Código de Processo Civil), nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F574-4518-297C-6CDA e senha 4332-54C7-113A-0388 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 336 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) :BRENNO MARCUS GUIZZO ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1º.3.2019 a Segunda Turma negou provimento ao agravo regimental interposto por Laercio Benko Lopes, nos termos seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ELEITORAL. PRESTAÇÕES DE CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO INC. LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (fl. 309). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.3.2019, Laercio Benko Lopes opõe, tempestivamente, em 3.4.2019, embargos de declaração (fls. 320- 324). 3. O embargante alega que “apresentou argumentos que demonstram Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E12E-3C01-7AA7-2673 e senha B6B0-D943-8EBF-42CA Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) :BRENNO MARCUS GUIZZO ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1º.3.2019 a Segunda Turma negou provimento ao agravo regimental interposto por Laercio Benko Lopes, nos termos seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ELEITORAL. PRESTAÇÕES DE CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO INC. LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (fl. 309). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.3.2019, Laercio Benko Lopes opõe, tempestivamente, em 3.4.2019, embargos de declaração (fls. 320- 324). 3. O embargante alega que “apresentou argumentos que demonstram Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E12E-3C01-7AA7-2673 e senha B6B0-D943-8EBF-42CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 337 Relatório ARE 1159133 AGR-ED / SP que o procedimento de circularização na prestação de contas impõe um ônus demasiadamente pesado ao prestador de contas – notadamente por se tratar de ato unilateral do Tribunal Regional Eleitoral – em afronta ao art. 5º, LV, da Carta Magna, que assegura o direito da ampla defesa e do contraditório. Não se trata, portanto, de simples reexame de prova, conforme dispõe a Súmula STF nº 279, mas de ofensa a dispositivo constitucional” (fl. 322). Pondera que “o artigo 1021, § 4º estabelece que a multa fixada incidirá sobre o valor atualizado da causa. Desta forma, como os feitos eleitorais não possuem valor da causa, não há que se falar na mencionada multa” (fl. 324). Requer o acolhimento dos embargos de declaração. 4. O embargado requer a rejeição dos embargos de declaração e a manutenção da multa (fls. 329-332). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E12E-3C01-7AA7-2673 e senha B6B0-D943-8EBF-42CA Supremo Tribunal Federal ARE 1159133 AGR-ED / SP que o procedimento de circularização na prestação de contas impõe um ônus demasiadamente pesado ao prestador de contas – notadamente por se tratar de ato unilateral do Tribunal Regional Eleitoral – em afronta ao art. 5º, LV, da Carta Magna, que assegura o direito da ampla defesa e do contraditório. Não se trata, portanto, de simples reexame de prova, conforme dispõe a Súmula STF nº 279, mas de ofensa a dispositivo constitucional” (fl. 322). Pondera que “o artigo 1021, § 4º estabelece que a multa fixada incidirá sobre o valor atualizado da causa. Desta forma, como os feitos eleitorais não possuem valor da causa, não há que se falar na mencionada multa” (fl. 324). Requer o acolhimento dos embargos de declaração. 4. O embargado requer a rejeição dos embargos de declaração e a manutenção da multa (fls. 329-332). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E12E-3C01-7AA7-2673 e senha B6B0-D943-8EBF-42CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 338 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica assiste em parte ao embargante. 2. O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso ou contraditório ou corrigir erro material, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado para fazer prevalecer a tese do embargante. É pacífico o entendimento de os embargos de declaração não se prestarem para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura ou para corrigir erro material, o que não ocorre na espécie. 3. A pretensão do embargante é rediscutir a matéria. O Supremo Tribunal Federal assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, [a parte] vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638D-4BAC-7FC7-0619 e senha C39D-1080-8A25-44C2 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica assiste em parte ao embargante. 2. O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso ou contraditório ou corrigir erro material, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado para fazer prevalecer a tese do embargante. É pacífico o entendimento de os embargos de declaração não se prestarem para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura ou para corrigir erro material, o que não ocorre na espécie. 3. A pretensão do embargante é rediscutir a matéria. O Supremo Tribunal Federal assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, [a parte] vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638D-4BAC-7FC7-0619 e senha C39D-1080-8A25-44C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 339 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1159133 AGR-ED / SP art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n. 728.047-AgR-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 6.3.2014). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (ARE n. 760.524-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). 4. Quanto à exclusão da multa aplicada no julgamento do agravo regimental, acolho parcialmente a pretensão do embargante. Na espécie vertente não há atribuição de valor à causa. No entanto, nos termos do § 2º do art. 81 do Código de Processo Civil, quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até dez vezes o valor do salário mínimo. 5. Pelo exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, nos termos do § 2º do art. 81 do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638D-4BAC-7FC7-0619 e senha C39D-1080-8A25-44C2 Supremo Tribunal Federal ARE 1159133 AGR-ED / SP art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n. 728.047-AgR-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 6.3.2014). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (ARE n. 760.524-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). 4. Quanto à exclusão da multa aplicada no julgamento do agravo regimental, acolho parcialmente a pretensão do embargante. Na espécie vertente não há atribuição de valor à causa. No entanto, nos termos do § 2º do art. 81 do Código de Processo Civil, quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até dez vezes o valor do salário mínimo. 5. Pelo exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, nos termos do § 2º do art. 81 do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638D-4BAC-7FC7-0619 e senha C39D-1080-8A25-44C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 340 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) : BRENNO MARCUS GUIZZO (358675/SP) ADV.(A/S) : ANDRE MELO AMARO (359106/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, (§ 2º do art. 81 do Código de Processo Civil), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D6C-73C8-A1B3-3A4B e senha BE99-8490-A169-BE1C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) : BRENNO MARCUS GUIZZO (358675/SP) ADV.(A/S) : ANDRE MELO AMARO (359106/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, (§ 2º do art. 81 do Código de Processo Civil), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D6C-73C8-A1B3-3A4B e senha BE99-8490-A169-BE1C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6 341
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750552880
2019-08-06T00:00:00
2019-08-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, (§ 2º do art. 81 do Código de Processo Civil), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARCIALMENTE ACOLHIDOS PARA FIXAR MULTA EM UM SALÁRIO MÍNIMO, NOS TERMOS DO § 2º DO ART. 81 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.
sjur408831
- Acórdão(s) citado(s): (CABIMENTO, EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA) AI 177313 AgR-ED - RTJ 191/694, ARE 728047 AgR-ED (2ªT), ARE 760524 AgR-ED (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 11/09/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1159133
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00081 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 1159133 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) : BRENNO MARCUS GUIZZO ADV.(A/S) : ANDRE MELO AMARO EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) :BRENNO MARCUS GUIZZO ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARCIALMENTE ACOLHIDOS PARA FIXAR MULTA EM UM SALÁRIO MÍNIMO, NOS TERMOS DO § 2... DO ART. 81 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em acolher parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, (§ 2... do art. 81 do Código de Processo Civil), nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F574-4518-297C-6CDA e senha 4332-54C7-113A-0388 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 336 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) :BRENNO MARCUS GUIZZO ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1....3.2019 a Segunda Turma negou provimento ao agravo regimental interposto por Laercio Benko Lopes, nos termos seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ELEITORAL. PRESTAÇÕES DE CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO INC. LV DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (fl. 309). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.3.2019, Laercio Benko Lopes opõe, tempestivamente, em 3.4.2019, embargos de declaração (fls. 320- 324). 3. O embargante alega que “apresentou argumentos que demonstram Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E12E-3C01-7AA7-2673 e senha B6B0-D943-8EBF-42CA Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) :BRENNO MARCUS GUIZZO ADV.(A/S) :ANDRE MELO AMARO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1....3.2019 a Segunda Turma negou provimento ao agravo regimental interposto por Laercio Benko Lopes, nos termos seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ELEITORAL. PRESTAÇÕES DE CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO INC. LV DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (fl. 309). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.3.2019, Laercio Benko Lopes opõe, tempestivamente, em 3.4.2019, embargos de declaração (fls. 320- 324). 3. O embargante alega que “apresentou argumentos que demonstram Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E12E-3C01-7AA7-2673 e senha B6B0-D943-8EBF-42CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 337 Relatório ARE 1159133 AGR-ED / SP que o procedimento de circularização na prestação de contas impõe um ônus demasiadamente pesado ao prestador de contas – notadamente por se tratar de ato unilateral do Tribunal Regional Eleitoral – em afronta ao art. 5..., LV, da Carta Magna, que assegura o direito da ampla defesa e do contraditório. Não se trata, portanto, de simples reexame de prova, conforme dispõe a Súmula Supremo Tribunal Federal n 279, mas de ofensa a dispositivo constitucional” (fl. 322). Pondera que “o artigo 1021, § 4... estabelece que a multa fixada incidirá sobre o valor atualizado da causa. Desta forma, como os feitos eleitorais não possuem valor da causa, não há que se falar na mencionada multa” (fl. 324). Requer o acolhimento dos embargos de declaração. 4. O embargado requer a rejeição dos embargos de declaração e a manutenção da multa (fls. 329-332). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E12E-3C01-7AA7-2673 e senha B6B0-D943-8EBF-42CA Supremo Tribunal Federal ARE 1159133 AGR-ED / SP que o procedimento de circularização na prestação de contas impõe um ônus demasiadamente pesado ao prestador de contas – notadamente por se tratar de ato unilateral do Tribunal Regional Eleitoral – em afronta ao art. 5..., LV, da Carta Magna, que assegura o direito da ampla defesa e do contraditório. Não se trata, portanto, de simples reexame de prova, conforme dispõe a Súmula Supremo Tribunal Federal n 279, mas de ofensa a dispositivo constitucional” (fl. 322). Pondera que “o artigo 1021, § 4... estabelece que a multa fixada incidirá sobre o valor atualizado da causa. Desta forma, como os feitos eleitorais não possuem valor da causa, não há que se falar na mencionada multa” (fl. 324). Requer o acolhimento dos embargos de declaração. 4. O embargado requer a rejeição dos embargos de declaração e a manutenção da multa (fls. 329-332). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E12E-3C01-7AA7-2673 e senha B6B0-D943-8EBF-42CA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 338 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica assiste em parte ao embargante. 2. O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso ou contraditório ou corrigir erro material, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado para fazer prevalecer a tese do embargante. É pacífico o entendimento de os embargos de declaração não se prestarem para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura ou para corrigir erro material, o que não ocorre na espécie. 3. A pretensão do embargante é rediscutir a matéria. O Supremo Tribunal Federal assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, [a parte] vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638D-4BAC-7FC7-0619 e senha C39D-1080-8A25-44C2 Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica assiste em parte ao embargante. 2. O exame da petição recursal é suficiente para constatar não se pretender provocar o esclarecimento de qualquer ponto obscuro, omisso ou contraditório ou corrigir erro material, mas tão somente modificar o conteúdo do julgado para fazer prevalecer a tese do embargante. É pacífico o entendimento de os embargos de declaração não se prestarem para provocar a reforma da decisão embargada, salvo no ponto em que tenha sido omissa, contraditória ou obscura ou para corrigir erro material, o que não ocorre na espécie. 3. A pretensão do embargante é rediscutir a matéria. O Supremo Tribunal Federal assentou serem incabíveis os embargos de declaração quando, “a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, [a parte] vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa” (RTJ 191/694-695, Relator o Ministro Celso de Mello). Confiram-se os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638D-4BAC-7FC7-0619 e senha C39D-1080-8A25-44C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 339 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 1159133 AGR-ED / SP art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n. 728.047-AgR-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 6.3.2014). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (ARE n. 760.524-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). 4. Quanto à exclusão da multa aplicada no julgamento do agravo regimental, acolho parcialmente a pretensão do embargante. Na espécie vertente não há atribuição de valor à causa. No entanto, nos termos do § 2... do art. 81 do Código de Processo Civil, quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até dez vezes o valor do salário mínimo. 5. Pelo exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, nos termos do § 2... do art. 81 do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638D-4BAC-7FC7-0619 e senha C39D-1080-8A25-44C2 Supremo Tribunal Federal ARE 1159133 AGR-ED / SP art. 535, I e II, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados” (ARE n. 728.047-AgR-ED, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 6.3.2014). “EMBARGOS DECLARATÓRIOS – INEXISTÊNCIA DE VÍCIO – DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam – omissão, contradição e obscuridade –, impõe-se o desprovimento” (ARE n. 760.524-AgR-ED, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.11.2013). 4. Quanto à exclusão da multa aplicada no julgamento do agravo regimental, acolho parcialmente a pretensão do embargante. Na espécie vertente não há atribuição de valor à causa. No entanto, nos termos do § 2... do art. 81 do Código de Processo Civil, quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até dez vezes o valor do salário mínimo. 5. Pelo exposto, acolho parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, nos termos do § 2... do art. 81 do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 638D-4BAC-7FC7-0619 e senha C39D-1080-8A25-44C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 340 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) : BRENNO MARCUS GUIZZO (358675/SP) ADV.(A/S) : ANDRE MELO AMARO (359106/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, (§ 2... do art. 81 do Código de Processo Civil), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D6C-73C8-A1B3-3A4B e senha BE99-8490-A169-BE1C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.159.133 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : LAERCIO BENKO LOPES ADV.(A/S) : BRENNO MARCUS GUIZZO (358675/SP) ADV.(A/S) : ANDRE MELO AMARO (359106/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu parcialmente os embargos de declaração para fixar o valor da multa em um salário mínimo, (§ 2... do art. 81 do Código de Processo Civil), nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1D6C-73C8-A1B3-3A4B e senha BE99-8490-A169-BE1C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6 341
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1159133 AGR - ED / SP", "Súmula Supremo Tribunal Federal n 279", "ARE 1159133 AGR -", "Súmula", "RTJ 191 / 694 - 695", "RTJ 191 / 694 - 695", "ARE n . 728 . 047 - AgR - ED", "ARE n . 760 . 524 - AgR - ED", "ARE n . 728 . 047 - AgR - ED", "ARE n . 760 . 524 - AgR - ED" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 81 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 81 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INC", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Carta Magna", "artigo 1021 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil", "art . 81 do Código de Processo Civil", "art . 81 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 , I e II , do Código de Processo Civil", "§ 2 . . . do art . 81 do Código de Processo Civil", "§", "art . 81 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 81 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 81 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "LAERCIO BENKO LOPES", "BRENNO MARCUS GUIZZO", "ANDRE MELO AMARO", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LAERCIO BENKO LOPES", "BRENNO MARCUS GUIZZO", "ANDRE MELO AMARO", "CÁRMEN LÚCIA", "Laercio Benko Lopes", "Laercio Benko Lopes", "CÁRMEN LÚCIA", "LAERCIO BENKO LOPES", "BRENNO MARCUS GUIZZO", "ANDRE MELO AMARO", "CÁRMEN LÚCIA", "Laercio Benko Lopes", "Laercio Benko Lopes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA ARE", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "LAERCIO BENKO LOPES", "BRENNO MARCUS GUIZZO", "ANDRE MELO AMARO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "LAERCIO BENKO LOPES", "BRENNO MARCUS GUIZZO", "ANDRE MELO AMARO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "6 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "1", ".", ". .", ".", "3", ".", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "3", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2019", "29", ".", "3", ".", "2019", "3", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "3", ".", "2014", "26", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "3", ".", "2014", "26", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) :MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E CIVIL. ILÍCITO CIVIL. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. PRESCRITIBILIDADE. PRECEDENTE. CONTROVÉRSIA SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DO DIREITO TUTELADO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBC9-A679-84CA-1DDF e senha 4E18-39A0-369B-F523 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) :MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1º.2.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto pela União sob os fundamentos de ter este Supremo Tribunal Federal fixado a tese de ser “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil” e de que a controvérsia sobre a natureza jurídica do direito tutelado demanda a análise do conjunto probatório dos autos, a incidir a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2019, a agravante interpôs agravo regimental tempestivamente (e-doc. 75). 3. A agravante alega ser “dispensável o reexame de fatos e provas, uma vez que, nas razões de recurso extraordinário, a alegação da ofensa ao dispositivo do texto constitucional citado e o distinguishing feito pela União frente às peculiaridades das ações de ressarcimento ao erário por usurpação mineral tomou os fatos tais como delineados no acórdão de origem” (fl. 5, e-doc. 75). Inova ao argumentar que a controvérsia se refere a dano ao meio ambiente e por isso se aplicaria à espécie o Tema 999 de repercussão geral, pelo qual se estabelece a “Imprescritibilidade da pretensão de reparação civil de dano ambiental” (fl. 6, e-doc. 75). Requer “a reconsideração da decisão ora agravada para que o recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24E7-B8E4-48FA-274B e senha 1074-D687-1678-605C Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) :MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1º.2.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto pela União sob os fundamentos de ter este Supremo Tribunal Federal fixado a tese de ser “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil” e de que a controvérsia sobre a natureza jurídica do direito tutelado demanda a análise do conjunto probatório dos autos, a incidir a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2019, a agravante interpôs agravo regimental tempestivamente (e-doc. 75). 3. A agravante alega ser “dispensável o reexame de fatos e provas, uma vez que, nas razões de recurso extraordinário, a alegação da ofensa ao dispositivo do texto constitucional citado e o distinguishing feito pela União frente às peculiaridades das ações de ressarcimento ao erário por usurpação mineral tomou os fatos tais como delineados no acórdão de origem” (fl. 5, e-doc. 75). Inova ao argumentar que a controvérsia se refere a dano ao meio ambiente e por isso se aplicaria à espécie o Tema 999 de repercussão geral, pelo qual se estabelece a “Imprescritibilidade da pretensão de reparação civil de dano ambiental” (fl. 6, e-doc. 75). Requer “a reconsideração da decisão ora agravada para que o recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24E7-B8E4-48FA-274B e senha 1074-D687-1678-605C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 1171563 AGR / SC extraordinário da União seja conhecido e, consequentemente, provido. Subsidiariamente, reconhecendo-se a distinção entre o caso concreto e o RE 669.069-RG, requer seja o presente feito suspenso até o julgamento do paradigma RE 654.833-RG (Tema 999)” (fl. 7, e-doc. 75). 4. Intimada a se manifestar, a agravada não apresentou contrarrazões (e-doc. 78). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24E7-B8E4-48FA-274B e senha 1074-D687-1678-605C Supremo Tribunal Federal RE 1171563 AGR / SC extraordinário da União seja conhecido e, consequentemente, provido. Subsidiariamente, reconhecendo-se a distinção entre o caso concreto e o RE 669.069-RG, requer seja o presente feito suspenso até o julgamento do paradigma RE 654.833-RG (Tema 999)” (fl. 7, e-doc. 75). 4. Intimada a se manifestar, a agravada não apresentou contrarrazões (e-doc. 78). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24E7-B8E4-48FA-274B e senha 1074-D687-1678-605C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “A controvérsia envolve o alcance da imprescritibilidade das ações de ressarcimento de danos ao erário provocados por ato ilícito, conforme previsto no art. 37, § 5º, da CF/88, verbis: (…) Em 03/02/2016, o pleno do Supremo Tribunal Federal julgou o RE 669.069, com repercussão geral, e decidiu, por maioria, fixar a seguinte tese sobre a questão: 'É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ato ilícito civil.' (Tema 666)”. (…) Portanto, a ação de reparação de dano ao erário por ilícito civil não é imprescritível. Quanto à alegação de que a extração de recursos minerais sem autorização é prevista como ilícito penal, embora o fato possa vir a ter reflexos no âmbito criminal, a causa petendi tem caráter eminentemente civil, não havendo qualquer notícia de que a conduta tenha sido reconhecida como ato de improbidade ou crime. Assim, não há razão para afastar a prescrição reconhecida pelo juízo de origem. (…) Consequentemente, deve ser mantida a sentença que declarou prescrita a pretensão de ressarcimento ao erário”. 2. Como assentado na decisão agravada, esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 669.069, com repercussão geral reconhecida, este Supremo Tribunal fixou a tese de ser “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil”. A ementa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “A controvérsia envolve o alcance da imprescritibilidade das ações de ressarcimento de danos ao erário provocados por ato ilícito, conforme previsto no art. 37, § 5º, da CF/88, verbis: (…) Em 03/02/2016, o pleno do Supremo Tribunal Federal julgou o RE 669.069, com repercussão geral, e decidiu, por maioria, fixar a seguinte tese sobre a questão: 'É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ato ilícito civil.' (Tema 666)”. (…) Portanto, a ação de reparação de dano ao erário por ilícito civil não é imprescritível. Quanto à alegação de que a extração de recursos minerais sem autorização é prevista como ilícito penal, embora o fato possa vir a ter reflexos no âmbito criminal, a causa petendi tem caráter eminentemente civil, não havendo qualquer notícia de que a conduta tenha sido reconhecida como ato de improbidade ou crime. Assim, não há razão para afastar a prescrição reconhecida pelo juízo de origem. (…) Consequentemente, deve ser mantida a sentença que declarou prescrita a pretensão de ressarcimento ao erário”. 2. Como assentado na decisão agravada, esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 669.069, com repercussão geral reconhecida, este Supremo Tribunal fixou a tese de ser “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil”. A ementa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1171563 AGR / SC do julgado tem o seguinte teor: “CONSTITUCIONAL E CIVIL. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. IMPRESCRITIBILIDADE. SENTIDO E ALCANCE DO ART. 37, § 5º, DA CONSTITUIÇÃO. 1. É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 28.4.2016). 3. O Tribunal de origem também assentou o “caráter eminentemente civil [da causa de pedir], não havendo qualquer notícia de que a conduta tenha sido reconhecida como ato de improbidade ou crime” e concluiu não haver “razão para afastar a prescrição reconhecida pelo juízo de origem”. Concluir de forma diversa do entendimento assentado no acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “NATUREZA DO DIREITO TUTELADO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.I - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF.II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 689.575-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.2.2014). “Discussão acerca da natureza do direito tutelado. Índole infraconstitucional. Necessidade de reexaminar o conjunto fático- probatório. Súmula 279. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 467.623-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.5.2013). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Supremo Tribunal Federal RE 1171563 AGR / SC do julgado tem o seguinte teor: “CONSTITUCIONAL E CIVIL. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. IMPRESCRITIBILIDADE. SENTIDO E ALCANCE DO ART. 37, § 5º, DA CONSTITUIÇÃO. 1. É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 28.4.2016). 3. O Tribunal de origem também assentou o “caráter eminentemente civil [da causa de pedir], não havendo qualquer notícia de que a conduta tenha sido reconhecida como ato de improbidade ou crime” e concluiu não haver “razão para afastar a prescrição reconhecida pelo juízo de origem”. Concluir de forma diversa do entendimento assentado no acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “NATUREZA DO DIREITO TUTELADO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.I - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF.II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 689.575-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.2.2014). “Discussão acerca da natureza do direito tutelado. Índole infraconstitucional. Necessidade de reexaminar o conjunto fático- probatório. Súmula 279. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 467.623-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.5.2013). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 1171563 AGR / SC 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Supremo Tribunal Federal RE 1171563 AGR / SC 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) : MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO (23498/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2237-252E-7846-D2C4 e senha 7929-4731-A5E3-56C8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) : MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO (23498/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2237-252E-7846-D2C4 e senha 7929-4731-A5E3-56C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750543118
2019-08-06T00:00:00
2019-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E CIVIL. ILÍCITO CIVIL. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. PRESCRITIBILIDADE. PRECEDENTE. CONTROVÉRSIA SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DO DIREITO TUTELADO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur408703
- Acórdão(s) citado(s): (IMPRESCRITIBILIDADE, RESSARCIMENTO, LESÃO AO ERÁRIO) RE 669069 RG. (RE, REEXAME, FATO, PROVA) RE 467623 AgR (2ªT), ARE 689575 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 09/09/2019, AMS.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1171563
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1171563 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) : MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) :MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E CIVIL. ILÍCITO CIVIL. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. PRESCRITIBILIDADE. PRECEDENTE. CONTROVÉRSIA SOBRE A NATUREZA JURÍDICA DO DIREITO TUTELADO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Brasília, 6 de agosto de 2019. Ministra CÁRMEN LÚCIA Relatora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DBC9-A679-84CA-1DDF e senha 4E18-39A0-369B-F523 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) :MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1....2.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto pela União sob os fundamentos de ter este Supremo Tribunal Federal fixado a tese de ser “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil” e de que a controvérsia sobre a natureza jurídica do direito tutelado demanda a análise do conjunto probatório dos autos, a incidir a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2019, a agravante interpôs agravo regimental tempestivamente (e-doc. 75). 3. A agravante alega ser “dispensável o reexame de fatos e provas, uma vez que, nas razões de recurso extraordinário, a alegação da ofensa ao dispositivo do texto constitucional citado e o distinguishing feito pela União frente às peculiaridades das ações de ressarcimento ao erário por usurpação mineral tomou os fatos tais como delineados no acórdão de origem” (fl. 5, e-doc. 75). Inova ao argumentar que a controvérsia se refere a dano ao meio ambiente e por isso se aplicaria à espécie o Tema 999 de repercussão geral, pelo qual se estabelece a “Imprescritibilidade da pretensão de reparação civil de dano ambiental” (fl. 6, e-doc. 75). Requer “a reconsideração da decisão ora agravada para que o recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24E7-B8E4-48FA-274B e senha 1074-D687-1678-605C Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) :MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 1....2.2019, neguei provimento ao recurso extraordinário interposto pela União sob os fundamentos de ter este Supremo Tribunal Federal fixado a tese de ser “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil” e de que a controvérsia sobre a natureza jurídica do direito tutelado demanda a análise do conjunto probatório dos autos, a incidir a Súmula n. 279 deste Supremo Tribunal. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.2.2019, a agravante interpôs agravo regimental tempestivamente (e-doc. 75). 3. A agravante alega ser “dispensável o reexame de fatos e provas, uma vez que, nas razões de recurso extraordinário, a alegação da ofensa ao dispositivo do texto constitucional citado e o distinguishing feito pela União frente às peculiaridades das ações de ressarcimento ao erário por usurpação mineral tomou os fatos tais como delineados no acórdão de origem” (fl. 5, e-doc. 75). Inova ao argumentar que a controvérsia se refere a dano ao meio ambiente e por isso se aplicaria à espécie o Tema 999 de repercussão geral, pelo qual se estabelece a “Imprescritibilidade da pretensão de reparação civil de dano ambiental” (fl. 6, e-doc. 75). Requer “a reconsideração da decisão ora agravada para que o recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24E7-B8E4-48FA-274B e senha 1074-D687-1678-605C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1171563 AGR / SC extraordinário da União seja conhecido e, consequentemente, provido. Subsidiariamente, reconhecendo-se a distinção entre o caso concreto e o Recurso Extraordinário 669.069-RG, requer seja o presente feito suspenso até o julgamento do paradigma Recurso Extraordinário 654.833-RG (Tema 999)” (fl. 7, e-doc. 75). 4. Intimada a se manifestar, a agravada não apresentou contrarrazões (e-doc. 78). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24E7-B8E4-48FA-274B e senha 1074-D687-1678-605C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1171563 AGR / SC extraordinário da União seja conhecido e, consequentemente, provido. Subsidiariamente, reconhecendo-se a distinção entre o caso concreto e o Recurso Extraordinário 669.069-RG, requer seja o presente feito suspenso até o julgamento do paradigma Recurso Extraordinário 654.833-RG (Tema 999)” (fl. 7, e-doc. 75). 4. Intimada a se manifestar, a agravada não apresentou contrarrazões (e-doc. 78). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 24E7-B8E4-48FA-274B e senha 1074-D687-1678-605C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “A controvérsia envolve o alcance da imprescritibilidade das ações de ressarcimento de danos ao erário provocados por ato ilícito, conforme previsto no art. 37, § 5..., da Constituição Federal de 1988/88, verbis: (…) Em 03/02/2016, o pleno do Supremo Tribunal Federal julgou o Recurso Extraordinário 669.069, com repercussão geral, e decidiu, por maioria, fixar a seguinte tese sobre a questão: 'É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ato ilícito civil.' (Tema 666)”. (…) Portanto, a ação de reparação de dano ao erário por ilícito civil não é imprescritível. Quanto à alegação de que a extração de recursos minerais sem autorização é prevista como ilícito penal, embora o fato possa vir a ter reflexos no âmbito criminal, a causa petendi tem caráter eminentemente civil, não havendo qualquer notícia de que a conduta tenha sido reconhecida como ato de improbidade ou crime. Assim, não há razão para afastar a prescrição reconhecida pelo juízo de origem. (…) Consequentemente, deve ser mantida a sentença que declarou prescrita a pretensão de ressarcimento ao erário”. 2. Como assentado na decisão agravada, esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 669.069, com repercussão geral reconhecida, este Supremo Tribunal fixou a tese de ser “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil”. A ementa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Supremo Tribunal Federal 06/08/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à agravante. 2. O Tribunal de origem assentou: “A controvérsia envolve o alcance da imprescritibilidade das ações de ressarcimento de danos ao erário provocados por ato ilícito, conforme previsto no art. 37, § 5..., da Constituição Federal de 1988/88, verbis: (…) Em 03/02/2016, o pleno do Supremo Tribunal Federal julgou o Recurso Extraordinário 669.069, com repercussão geral, e decidiu, por maioria, fixar a seguinte tese sobre a questão: 'É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ato ilícito civil.' (Tema 666)”. (…) Portanto, a ação de reparação de dano ao erário por ilícito civil não é imprescritível. Quanto à alegação de que a extração de recursos minerais sem autorização é prevista como ilícito penal, embora o fato possa vir a ter reflexos no âmbito criminal, a causa petendi tem caráter eminentemente civil, não havendo qualquer notícia de que a conduta tenha sido reconhecida como ato de improbidade ou crime. Assim, não há razão para afastar a prescrição reconhecida pelo juízo de origem. (…) Consequentemente, deve ser mantida a sentença que declarou prescrita a pretensão de ressarcimento ao erário”. 2. Como assentado na decisão agravada, esse entendimento harmoniza-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 669.069, com repercussão geral reconhecida, este Supremo Tribunal fixou a tese de ser “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil”. A ementa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1171563 AGR / SC do julgado tem o seguinte teor: “CONSTITUCIONAL E CIVIL. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. IMPRESCRITIBILIDADE. SENTIDO E ALCANCE DO ART. 37, § 5..., DA CONSTITUIÇÃO. 1. É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 28.4.2016). 3. O Tribunal de origem também assentou o “caráter eminentemente civil [da causa de pedir], não havendo qualquer notícia de que a conduta tenha sido reconhecida como ato de improbidade ou crime” e concluiu não haver “razão para afastar a prescrição reconhecida pelo juízo de origem”. Concluir de forma diversa do entendimento assentado no acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “NATUREZA DO DIREITO TUTELADO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.I - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 689.575-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.2.2014). “Discussão acerca da natureza do direito tutelado. Índole infraconstitucional. Necessidade de reexaminar o conjunto fático- probatório. Súmula 279. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 467.623-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.5.2013). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1171563 AGR / SC do julgado tem o seguinte teor: “CONSTITUCIONAL E CIVIL. RESSARCIMENTO AO ERÁRIO. IMPRESCRITIBILIDADE. SENTIDO E ALCANCE DO ART. 37, § 5..., DA CONSTITUIÇÃO. 1. É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil. 2. Recurso extraordinário a que se nega provimento” (Relator o Ministro Teori Zavascki, Plenário, DJe 28.4.2016). 3. O Tribunal de origem também assentou o “caráter eminentemente civil [da causa de pedir], não havendo qualquer notícia de que a conduta tenha sido reconhecida como ato de improbidade ou crime” e concluiu não haver “razão para afastar a prescrição reconhecida pelo juízo de origem”. Concluir de forma diversa do entendimento assentado no acórdão recorrido demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “NATUREZA DO DIREITO TUTELADO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.I - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal.II - Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 689.575-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.2.2014). “Discussão acerca da natureza do direito tutelado. Índole infraconstitucional. Necessidade de reexaminar o conjunto fático- probatório. Súmula 279. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 467.623-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.5.2013). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 1171563 AGR / SC 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1171563 AGR / SC 4. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50EB-8A97-7D33-D88F e senha 44E6-D1EB-95A7-E72A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/08/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) : MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO (23498/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2237-252E-7846-D2C4 e senha 7929-4731-A5E3-56C8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.171.563 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SETEP CONSTRUCOES S.A ADV.(A/S) : MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO (23498/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto da Relatora. Segunda Turma, Sessão Virtual de 28.6.2019 a 5.8.2019. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2237-252E-7846-D2C4 e senha 7929-4731-A5E3-56C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 171 . 563", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 171 . 563", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "Súmula n . 279 deste Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 669 . 069 - RG", "Recurso Extraordinário 654 . 833 - RG", "Recurso Extraordinário 1171563 AGR / SC extraordinário", "Recurso Extraordinário 669 . 069 - RG", "Recurso Extraordinário 654 . 833 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 171 . 563", "Recurso Extraordinário 669 . 069", "Recurso Extraordinário n . 669 . 069", "Recurso Extraordinário 669 . 069", "Recurso Extraordinário n . 669 . 069", "Recurso Extraordinário 1171563 AGR / SC", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 689 . 575 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 467 . 623 - AgR", "Recurso Extraordinário 1171563 AGR / SC", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 689 . 575 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 467 . 623 - AgR", "Recurso Extraordinário 1171563 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 171 . 563", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 171 . 563" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 5 . . . , da Constituição Federal de 1988 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 5 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , § 5 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , § 5 . . . , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SETEP CONSTRUCOES S . A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SETEP CONSTRUCOES S . A", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SETEP CONSTRUCOES S . A", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "SEGUNDA TURMA", "pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SETEP CONSTRUCOES S . A", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "SETEP CONSTRUCOES S . A", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO", "Cármen Lúcia", "CÁRMEN LÚCIA", "MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "LÚCIA", "MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "MOACYR JARDIM DE MENEZES NETO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "6 de agosto de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2019", "6", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2019", "6", ".", "2", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "03", "/", "02", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "03", "/", "02", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "4", ".", "2016", "3", ".", "2", ".", "2014", "6", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "4", ".", "2016", "3", ".", "2", ".", "2014", "6", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2019", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2019", "5", ".", "8", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }